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Amanda Higa

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Estamos na era do trabalho colaborativo. Cocriação e compartilhamento são recursos-chave para alcançar resultados mais criativos e, claro, efetivos.

Seguindo este modelo de trabalho, a produtora boutique brasileira, Beautik, focada nos segmentos de beleza, moda e bem-estar, propõe um novo modelo de negócios no mercado audiovisual, empregando diversas disciplinas em um formato colaborativo e sem exclusividade, que já é tendência em outros países.

Sob o comando da produtora executiva Renata Tripoli e da diretora de cena Camila Simon, a produtora Girl Power conta ainda com a consultora de estilo Alexandra Von Bismarck.

O mercado exige cada vez mais agilidade e flexibilidade nos formatos tradicionais de trabalho. De que forma a Beautik propõe essa dinâmica no mercado audiovisual?
Conceito ‘Plug&Play’

A Beautik trabalha com um corpo de talentos que se adapta às diferentes demandas para atender com a excelência que os mercados de beleza, moda e bem-estar exigem. São profissionais como criativos, diretores de arte, diretores de cena e fotografia, fotógrafos, designers, stylists, beauty artists e outros parceiros que, juntos, oferecem soluções criativas e dinamismo necessário nesta época de transformação digital.

Modelo multidisciplinar

Produzir uma conversa com a velocidade da era digital requer um número maior de produções e demandam processos mais ágeis e com menores custos. Isso porque os anunciantes estão mais focados no potencial infinito de suas marcas na web e cada vez mais envolvidos com as produções, elegendo a transparência como o principal ativo de um novo modelo de mercado.

Colaboração

A partir deste conceito colaborativo nasceu a parceria com a produtora Casta Diva Beauty Buenos Aires. A Beautik passou a contar com seus diretores e com a capacidade de produção internacional da empresa e seus 14 escritórios presentes em 11 países. Além disto, a Beautik consolida seu formato multidisciplinar participando da produção da 9ª Mostra SP de Fotografia, evento que acontece durante o mês de julho na Vila Madalena, em São Paulo, e que gera reflexão sobre o uso do plástico, tema deste ano, através da fotografia e das mesas de conversas. A Beautik contribuindo para um mundo mais humano e sustentável.

“Acredito que vivemos em um momento de quebra de padrões, no qual saímos de um modelo de exclusividade que nos limita. Agora vamos rumo à era do compartilhamento e da união de esforços e expertises. Deixamos de ser individuais para nos tornarmos coletivos e colaborativos. A Beautik vem para consolidar um momento pautado pela liberdade de atuação e também pela confiança e transparência, pilares de um novo futuro”, resume a sócia e produtora executiva Renata Tripoli.

Foto: Camila Simon e a Renata Tripoli

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No dia 10 de novembro, a Belas Artes recebeu a segunda edição do evento Brand & Design Management (BDM). O encontro de 2018, que teve como tema central a Transformação Digital, foi organizado pelo InfoBranding, marca que nasceu para descomplicar o branding e tornar acessível a inteligência na gestão de marcas.

No BDM 2018, renomados palestrantes mostraram como a marca, o design e a gestão podem, juntos, criar valor para as pessoas e para os negócios na cultura digital.

O evento foi apresentado por Márcia Auriani (executiva de Branding, coordenadora de cursos de pós-graduação da Belas Artes e cofundadora do InfoBranding), que abriu o evento contando um pouco sobre a história do InfoBranding, o portfólio de cursos e o novo layout do portal.

A primeira palestra foi apresentada por Luciano André Ribeiro (superintendente middle market do Itaú Unibanco), que compartilhou suas experiências e mostrou como manter o propósito da marca no cenário digital, em meio à diversidade, inovação e humanização.Em seguida, a palestra “Criatividade no contexto da Transformação Digital” foi apresentada por Charles Caan (CEO do Caan Creative Studio que inclui em seu portfólio clientes como Disney, Marvel, Warner e DC Comics).

Falando sobre o case da Caan, Charles mostrou como a tecnologia facilitou a comunicação, ampliou o alcance da divulgação de portfólio e possibilitou o acesso a grandes marcas de maneira efetiva.Após a contextualização das marcas e do design no mercado atual, passando pela importância do propósito e da necessidade de facilitar o acesso dos potenciais clientes aos produtos/serviços oferecidos num cenário marcado por constantes transformações, Vanessa Carvalho (jornalista, produtora audiovisual e editora de conteúdo para redes sociais) falou sobre a “Gestão Estratégica da Presença Digital”.

Ao falar sobre presença, Vanessa reforçou a ideia de que é preciso “estar bem” onde você se propôs a estar, com maturidade, estratégia e coerência na comunicação.Depois, os palestrantes debateram os principais assuntos em uma mesa redonda mediada por Gabriel Meneses (gestor de Branding, Design e cofundador do InfoBranding).“O mundo é digital, e você?” foi o tema de Eduardo Endo (diretor dos MBAs da FIAP e Gestor de Tecnologia e Inovação), sobre a relação do mundo digital e as pessoas.

Endo compartilhou sua trajetória acompanhando a evolução da tecnologia, discorreu sobre as mudanças do mundo, do comportamento e a importância das marcas se atentarem à geração Z.Na sequência, Carlos Piazza (Darwinista Digital, professor, autor e escritor que ajuda empresas, pessoas e alunos a compreenderem em essência o mundo digital) trouxe sua perspectiva sobre “User Experience e Transformação Digital”, abordando sua visão e insights sobre a 4ª Revolução Industrial.Por fim, o BDM 2018 contou com a palestra “Branding, Design e Transformação Digital: O desafio de gerar valor para os negócios” por Marcelo Trevisani (CMO e líder do Marketing Studio na CI&T).

Trevisani fez uma comparação entre as marcas mais valiosas de 2007 e 2017, onde vimos a ascensão de empresas de tecnologia, confirmando a influência digital na vida das pessoas. E ainda mostrou como o mercado evoluiu da velha economia para a nova, substituindo conceitos como firma, plano de negócios, missão; por startup, MVP e propósito.Brand & Design Management – Transformação Digital teve a curadoria da equipe InfoBranding – Marcia Auriani, consultora em branding, palestrante e coordenadora de pós-graduação; Gabriel Meneses, designer, especialista em branding e gestão empresarial; Amanda Higa, designer especialista em branding, gestão do design e design thinking; e Leticia Ikeda, arquiteta especialista em branding, inovação e tendências.

O InfoBranding agradece a todos os palestrantes, colaboradores e também aos parceiros: Chris Colino e Thays Lins pela facilitação gráfica das palestras; aos patrocinadores: Gráfica Cartex, responsável pela confecção dos materiais do evento, Panificadora Cepam, pelo fornecimento do coffee break que permitiu o networking entre os participantes, CAAN e G Produtos Promocionais; e também aos apoiadores: Belas Artes, ADG Brasil, ABRADI-SP, EBS, Rocket e Ideafixa!

Facilitação gráfica das palestras por Chris Colino e Thays Lins

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Royalties são valores originados de um contrato de licenciamento, pagos pelo direito de uso de uma marca ou propriedade ao titular. Ou seja, tal contrato e remuneração garante legalmente o direito de uso de determinada marca, ou uso de imagens (personagens, filmes, séries, entre outros).

O percentual dos royalties são negociados por Licenciantes e Agentes com as indústrias; e o não pagamento correto por parte das indústrias, com utilização proposital de procedimentos indevidos para reduzirem o valor a ser pago, caracteriza sonegação de royalties (falta deliberada de pagamento de uma obrigação contratual).

Jorge de Nóbrega, auditor de royalties há mais de vinte anos, relatou ao InfoBranding: “existem indústrias que pagam os royalties corretamente, onde não encontro nenhuma divergência. Porém outras, de pequeno a grande porte, até muito conhecidas a nível nacional, utilizam procedimentos indevidos para reduzirem os valores a serem pagos.

Confira a entrevista completa:

Qual é a maior justificativa que as indústrias dão quando reduzem indevidamente o valor a ser pago?

Jorge: A justificativa é que os royalties encarecem muito os produtos; e que os Licenciantes e Agentes pouco ajudam desde o desenvolvimento dos produtos até as suas vendas, que os mesmos só pensam em receber os royalties. Consideram o percentual dos royalties muito alto e que, por isso, arrumam um jeitinho de reduzir os custos com os mesmos.

Sempre que ouço essas justificativas respondo que as indústrias adquiriram a licença concordando com todas as condições contratuais, e que os Licenciantes e Agentes não possuem obrigação alguma em auxiliar no custo de fabricação ou na comercialização dos produtos e etc.

Qual é a participação do Comércio nas vendas com meia e sem nota fiscal?

Jorge: Caso existam vendas nessas situações, que podem ocasionar grandes prejuízos, a culpa por esse tipo de vendas não é somente das indústrias. O varejo também pode ser responsabilizado: Como ouvimos falar pelo comércio de uma forma geral, é que se a indústria não vender nessas condições, o varejo procura por outra indústria que venda um produto similar nessas condições, mesmo sendo de outros personagens. Desta forma, a indústria se sujeita a vender nas  condições propostas para não perder a venda.

As vendas com meia e sem nota fiscal são os procedimentos que mais ocasionam sonegações aos Agentes e Licenciantes?

Jorge: Caso venham a existir, pode ser, visto que sobre parte dessas vendas as indústrias podem não pagar os Royalties.

A maioria dos problemas constatados se repetem em todas as indústrias?

Jorge: Não necessariamente. Tenho catalogado 42 tipos de procedimentos indevidos utilizados por elas que infringem cláusulas de diversos contratos de licenciamento. Também possuo um banco de dados por segmento de Mercado contendo todas as indústrias e os problemas detectados em cada uma delas.

Sabemos que na maioria dos contratos de licenciamento existe uma cláusula dizendo que se os débitos constatados na auditoria forem superiores a 5% dos royalties pagos no período, os custos dos seus honorários serão devidos pelas indústrias. Como fica essa situação? As indústrias pagam os seus custos?

Jorge: Em todos os meus relatórios eu demonstro aos Agentes e Licenciantes se eles podem ou não cobrar os meus custos. Porém a informação se cobram ou não eu não possuo, visto não possuir acesso aos procedimentos de cobrança. Extra oficialmente sei que alguns não cobram, se as indústrias não criarem obstáculos para pagar todo o débito constatado. Em outros casos eles cobram os meus custos, porém perdoam parte do valor da multa ou dos juros.


Jorge de Nóbrega, auditor de Royalties. Contatos: jorgedenobrega@hotmail.com / (11) 99213-2669

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A Kantar Millward Brown e a WPP publicaram o ranking anual 2018 BrandZ™ Top 100 Most Valuable Global Brands, que identifica e classifica as 100 marcas mais valiosas do mundo pelo seu valor em dólar.

Um fato curioso que o ranking revela é que as marcas que não são norte-americanas crescem mais: 14 marcas chinesas aparecem no Top 100, sendo que em 2006 aparecia apenas uma (a China Mobile).

Porém, as três marcas mais valiosas do mundo continuam sendo norte-americanas:

  1. Google: US$ 302,1 bilhões (aumento de 23% com relação a 2017)
  2. Apple: US$ 300,6 bilhões (aumento de 28% com relação a 2017)
  3. Amazon: US$ 207,6 bilhões (aumento de 49% com relação a 2017)

 

Segundo Eduardo Tomiya, CEO da Kantar Consulting para América Latina, o estudo mostra que atrás de marcas valiosas existem cinco pilares base: propósito, inovação, comunicação, experiência de marca e love brand. “Aquelas que conseguem neste contexto disruptivo combinar estes cinco fatores com maestria não apenas sobrevivem, mas perpetuam o negócio e se tornam ainda mais valiosas”, explica o especialista na Istoé Dinheiro.

Outro ponto importante, destaca Tomiya, é a predominância das marcas de tecnologia no topo do ranking global: oito das dez principais marcas são de tecnologia ou relacionadas, sendo que 53% das marcas mais valiosas são deste segmento, fato que comprova a mudança no comportamento das pessoas quando comparado há mais de dez anos, quando marcas de bebidas e cigarros listavam dentre as mais valiosas.

“Marcas que estiverem mais envolvidas com as alterações de percepção dos consumidores e endereçarem a eles uma proposta de valor única terão mais chances de consolidação”.

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Transparência: uma questão de Posicionamento

Não é de hoje que as pessoas têm cobrado das marcas, cada vez mais, retornos rápidos e coerentes nas interações, profissionalismo e ética. E as organizações já deveriam saber que não ter um canal de comunicação acessível, e anunciar produtos e serviços transmitindo informações apenas da maneira tradicional, já não funciona mais.

Podemos ver com frequência marcas se posicionando perante a escândalos e atitudes “mal calculadas”. Algumas justificam seus erros, assumem a responsabilidade, outras não, mas seus consumidores – e mesmo os “apenas expectadores” – estão sempre esperando um posicionamento.

Com a repercussão rápida e intensa das informações por meio da internet, uma frase ou imagem pode acarretar um efeito bola-de-neve gerando uma grande polêmica. Por isso, as marcas precisam, obviamente, fazer um correto gerenciamento de cada ponto de contato, garantir o entendimento daquilo que comunica e estar sempre atentas ao monitoramento. Você sabia que existem, inclusive, cursos específicos para gestão de crises de marca?

“As opiniões, interpretações e percepções de um indivíduo sobre a história de uma marca pessoal e privada na era da transmissão, agora podem ser amplificadas e promovidas a uma escala surpreendente graças a redes e plataformas. Não importa se a percepção é precisa ou real. A verdade não é um requisito.

Quando as reações e os sentimentos amplificados pelas pessoas são positivos e alinhados com o que os líderes da marca pretendem, existe um grande potencial para que essas histórias fortaleçam e ativem as comunidades de fãs unidas pela marca. Mas, ao mesmo tempo, quando a percepção é negativa ou fora do alinhamento, as coisas podem descer rapidamente.”

Chris Wren, 2017.

Fonte: Branding Strategy Insider (2017).

Um papo sério: Transparência e Reputação de Marca

Geoffrey Colon já apontava, em 2016, a transparência como uma das 10 principais tendências do marketing, fator essencial em relacionamentos empresariais bem sucedidos.

De fato, percebe-se uma preocupação dos stakeholders com a cadeia produtiva até o PDV seja por questões éticas, legais, sócio-ambientais, ou até motivados pela saúde e bem-estar.

Chris Wren ainda afirma para a Branding Strategy Insider (2017) que questões como a diversidade no local de trabalho e o assédio sexual estão em alta na mente da sociedade, e devemos esperar que alguns clientes estejam interessados ​​ainda mais profundamente sobre a cultura da marca e suas operações.

Até mesmo os consumidores que não querem criar um vínculo emocional com as marcas,exigem, ainda assim, transparência em relação ao que estão adquirindo, seja um produto ou serviço.

Enganam-se as marcas que pensam na transparência como um fator de impacto isolado em marketing.

Nos EUA, as ações da Volkswagen caíram quase 20%, depois de o fabricante alemão ter admitido que manipulava os testes de emissões de dióxido de carbono dos carros a diesel.

Em 2017, dentre outros exemplos, as acusações e investigações da JBS e BRF também impactaram em suas ações e o escândalo afetou negativamente as marcas. Vimos também o caso da Dove, que teve de se retratar após acusação de racismo em uma campanha da marca.

“O acesso à internet e à informação, que revolucionou nossa sociedade não só na forma como consumimos ou nos comunicamos, mas no jeito de procurarmos e escolhermos um empregador. A busca do trabalho se tornou uma jornada que começa online e vai longe, porque o profissional não se contenta mais em saber só o básico.”

Ser transparente deixou de ser uma opção para as empresas e virou regra. O mercado pede isso e os profissionais tendem a se identificar mais com quem realmente se mostra como é. A transparência pode ser assustadora para as empresas em um primeiro momento, mas costuma trazer muitos benefícios às que revelam seus valores e sua cultura de modo verdadeiro.”

Luciana Caletti, cofundadora e CEO da Love Mondays, plataforma em que profissionais avaliam as empresas onde trabalham, com 2 milhões de acessos por mês e 115mil organizações avaliadas (HSM Management, 2017).

Segundo Luciana, a transparência pode beneficiar as marcas como empregadoras:

  • Atração de talentos: “tenho visto organizações sendo transparentes em seus processos seletivos e, assim, conseguindo encontrar as pessoas certas para a equipe. Isso impacta métricas-chave, como o tempo para fechar uma vaga, o custo da contratação etc.
  • Retenção, engajamento e produtividade: “cada vez mais companhias investem em programas internos para ouvir a equipe e implementar ações que possam aumentar a satisfação de seus membros, melhorando, assim, o nível de engajamento.”
  • Reputação: “quando uma empresa é autêntica e comunica com precisão o que as pessoas encontrarão ali, ela melhora sua reputação como marca empregadora. A transparência contribui para construir uma reputação positiva e gera ecos, fazendo cada vez mais gente enxergar e divulgar sua marca.”

“Branding tem o poder de influenciar o que a marca representa apenas enquanto isso permanece como verdade no coração da marca.” Urban Influence – Endeavor

 


Referências:

Brand Transparency Must Be Strategic, Chris Wren.

Entendendo o poder da transparência, Luciana Caletti. HSM Management. nº 125. Nov/Dez, 2017.

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A Nextview People publicou a pesquisa Os Líderes dos Sonhos dos Jovens, em parceria com a Cia de Talentos, entrevistando 67.896 jovens de 17 a 26 anos (48% entre 21 e 24 anos) de janeiro a março de 2015 nas cinco regiões brasileiras.

Praticamente metade dos entrevistados (49%) dizem não admirar nenhum líder, “eles confiam mais em pessoas cujas histórias conhecem de perto e se sentem inspirados por empreendedores e visionários” (HSM, 2015).

Segundo Danilca Galdini, sócia-diretora da Nextview People, alguns resultados são esperados devido ao ano de crise: os jovens ficam mais céticos, há mais admiração pela paixão empreendedora, de pessoas que começaram do nada e hoje têm estabilidade financeira e reconhecimento.

Confira o ranking dos líderes admirados pelos jovens brasileiros segundo a pesquisa:

Líderes Mundiais:

1. Barack Obama
2. Flávio Augusto da Silva
3. Bill Gates
4. Papa Francisco
5. Jorge Paulo Lemann
6. Steve Jobs
7. Silvio Santos
8. Mark Zuckerberg
9. Roberto Justus
10. Bel Pesce

Líderes Nacionais:

1. Flávio Augusto da Silva
2. Jorge Paulo Lemann
3. Silvio Santos
4. Roberto Justus
5. Bel Pesce
6. Joaquim Barbosa
7. Pai ou mãe
8. Dilma Rousseff
9. Abilio Diniz
10. Gestor ou ex-gestor

Fonte: Canal Cia de Talentos
Fonte: Canal Cia de Talentos

 

Alguns líderes, não só como gestores de sua imagem pessoal, são também responsáveis pelo sucesso de marcas que se tornaram conhecidas no boom das startups. É o caso de Bel Pesce (FazINOVA) e Flávio Augusto da Silva (Wise Up e Geração de Valor), que utilizam as redes sociais para amplificar o engajamento às suas marcas, compartilhando experiências e encorajando as novas gerações.

Obs.: Talvez esteja se perguntando o que faz Dilma Rousseff, que surpreendeu após ter deixado o ranking em 2014 e voltado este ano, entre os “líderes inspiradores”. A HSM apresenta duas hipóteses: o voto de confiança de eleitores e o fato de a Operação Lava-Jato estar em curso. Será?

CONSULTAS:

Cia de Talentos
ANGELO, Maurício. O líder dos sonhos dos jovens. HSM Management. nº 112. Pg.70-77.  Set./Out. 2015.

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A Interbrand SP venceu o Red Dot 2015 (título Best Communication Design 2015) com o projeto Best Bairro Brands, um estudo sobre as melhores marcas de bairro de São Paulo apresentando as lições das mais consagradas em aspectos como: olho no olho, capacidade de resposta, consistência e senso de comunidade.

Após identificar as melhores marcas de bairro, indicadas pelos próprios paulistanos em uma pesquisa com início em dezembro de 2014, a Interbrand aplicou sua metodologia de avaliação de marcas para analisar o que tornava algumas delas realmente fortes, estudando-as com base em 10 critérios:

  1. Clareza
  2. Comprometimento
  3. Proteção
  4. Capacidade de resposta
  5. Autenticidade
  6. Relevância
  7. Diferenciação
  8. Presença
  9. Consistência
  10. Entendimento

“Anualmente, a Interbrand lança um estudo que levanta uma discussão relevante para o branding brasileiro. Para 2014, procurava por uma abordagem provocativa e atraente. A Interbrand aplicou a sua metodologia exclusiva de avaliação de marcas – utilizada para elaboração dos rankings anuais das Best Global Brands e Best Brazilian Brands – às marcas locais da cidade.” (Propmark, 2015).

 

Fonte: Interbrand SP, 2015.
Fonte: Interbrand SP, 2015.

O projeto foi apresentado em forma de livro de bolso com inspiração nas páginas amarelas, com linguagem poética, e segundo a Interbrand tornou-se uma importante ferramenta de makerting capaz de impulsionar o interesse e a compreensão por branding, trazendo o assunto para o perto do cotidiano. Você pode conferir a versão online aqui.

Consultas:

Interbrand SP
Propmark
Download do livro Best Bairro Brands
Download do mapa com a localização das Best Bairro Brands

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O Estadão e a Troiano Branding apresentaram o ranking Marcas Mais, apontando as 25 marcas de produtos e serviços reconhecidas pelo melhor envolvimento com seus consumidores.

Foram entrevistadas pela Troiano, em janeiro e fevereiro de 2015, 2.500 pessoas e selecionadas empresas em 25 categorias (sendo três empresas vencedoras em cada categoria) para apresentar as marcas mais envolventes e que engajam seus consumidores.

Na pesquisa foram abordados awareness espontâneo e estimulado, preferência, rejeição e idealização das marcas preferidas com aspectos intrínsecos às categorias. Por meio das respostas, o ranking foi definido com base em 5 níveis de envolvimento e classificou, assim, 69 empresas (algumas delas estiveram em mais de um segmento).

“O Marcas Mais é uma evolução em relação a outros tipos de indicadores e diferentes rankings do mercado, que medem o quanto uma marca é lembrada pelos consumidores (awareness, no jargão de marketing). Faz uma medição mais profunda, que exige um questionário mais completo, em diversas etapas”, explica Ernesto Bernardes para Propmark, diretor de Projetos Especiais do Estadão, responsável pelo projeto.

Segundo Bernardes, a pesquisa se diferencia pelo que o consumidor percebe efetivamente da marca, no seu engajamento. “Não é necessariamente a marca de cuja campanha as pessoas se lembram. Mas a que mais engaja o consumidor – ou seja, a que gera sentimentos mais próximos da intenção de compra”.

Os resultados foram apresentados no dia 28 de maio (quinta-feira) em um suplemento especial do jornal e revista com estudo completo vendida em bancas.

Confira o site do projeto: http://patrocinados.estadao.com.br/marcasmais/

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As companhias prestam muita atenção ao custo de fazer alguma coisa. Deviam preocupar-se mais com os custos de não fazer nada.” Philip Kotler

Recentemente li um artigo de Carmen Migueles, especializada em gestão de ativos intangíveis e coordenadora do núcleo de estudos de sustentabilidade em gestão da FGV, com o título “É preciso falar sério sobre produtividade”. E realmente precisamos.

Migueles expõe seu temor pela saúde das empresas e das pessoas dentro delas em 2015, um ano que promete ser difícil. E neste contexto, o valor para as organizações brasileiras tem sido a redução de custos: O conceito de excelência em gestão está ancorado em corte de custos fixos e em ganho financeiro de curto prazo“.

A autora também afirma termos esquecido a lição central de Taylor, pai da administração científica e responsável por aumentar em 300 vezes a produtividade do trabalho humano: “quando perdemos o foco na inteligência aplicada à gestão, perdemos muito em produtividade”.

De fato, na década de 1990, era possível fazer mais com menos. Só que hoje estamos fazendo muito menos com menos.,diz a especialista. E não devemos apenas cobrar educação do governo, usar o discurso da meritocracia ou de senso de dono, a gestão precisa ser repensada:

“Vemos grandes quantidades de pessoas sobrecarregadas de tarefas competindo por tempo escasso. Mas foi exatamente isso que Taylor provou que reduz a produtividade. Os gargalos organizacionais são enormes por falta de investimento e inteligência em gestão. Há foco excessivo em cortes de custos, mas não costuma haver quem se dedique a analisar o impacto sistêmico que esses cortes causam. Não à toa, na maioria das empresas que visito, vejo processos rígidos, burocráticos, controles distantes e centralizados e sem nenhum mecanismo de desenvolvimento organizacional. Gestão do conhecimento, inovação e aprimoramento de processos aparecem em discursos vagos, descolados da prática.” (MIGUELES, 2014)


MAS O QUE A PRODUTIVIDADE TEM A VER COM BRANDING?

Simplesmente a produtividade está diretamente ligada ao branding em todos os sentidos, envolvendo desde a cadeia produtiva até aspectos internos como propostas de endobranding ou até o branding pessoal.

Além disso, ações relacionadas à gestão podem impactar diretamente na produtividade, por consequência, na entrega de produtos ou serviços e estes, por sua vez, na percepção de marca.

Ouve-se muito sobre a importância da gestão de marca e empreendedorismo, que o tempo tem sido um fator cada vez mais valorizado pelas pessoas e é possível notar que o próprio tema produtividade tem sido abordado com frequência em portais, cursos e redes sociais.

Em contrapartida, fala-se muito sobre a baixa produtividade do trabalhador brasileiro, como apresentado nesta matéria da BBC Brasil, e não precisamos ir muito longe para perceber uma queda contínua de qualidade em produtos e atendimento no país.

Fica então alguns pontos que valem ser analisados e que podem poupar sua marca neste cenário de risco:

  • Não pense que os pequenos problemas internos não podem afetar a imagem da marca;
  • Verifique a efetividade da comunicação. Peter Drucker já dizia que 60% de todos os problemas administrativos resultam da ineficácia da comunicação;
  • Analise se existem gargalos organizacionais por falta de investimento e inteligência em gestão;
  • Cortes de custos devem ser feitos de forma criteriosa, pensando nas possíveis consequências no brand equity;
  • Tenha cuidado ao gastar mais tempo com as ferramentas de produtividade em vez de colocar as ações em prática;
  • Ações táticas e estratégicas se complementam. Não pense apenas na construção de longo prazo, pois constantemente os consumidores exigem respostas rápidas e o mercado ações momentâneas;
  • Troque desorganização, retrabalho e falta de planejamento por objetivo, foco, responsabilidade e ação.

 

CONSULTAS:

BBC BRASIL: “Entenda por que a produtividade no Brasil nao cresce”

E-COMMERCE BRASIL: “Pesquisa revela queda na qualidade dos serviços prestados aos consumidores no Brasil”

ESTADÃO ECONOMIA: “Produtividade baixa impede que Brasil cresça mais”

EXAME.com: “O futuro é dos serviços, e o Brasil está muito atrasado”

INTERBRAND

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WAIGAYA??

Não, o termo não pertence ao vocabulário japonês ou qualquer outra língua. Waigaya é um modelo de encontro aparentemente caótico e não planejado que passou a ser marca registrada da Honda Motor Company para resolver os mínimos problemas.

O nome foi dado por Takeo Fujisawa, sócio do fundador Soichiro Honda. “Ele a escolheu por achar que as três sílabas soam como a confusão de várias pessoas falando ao mesmo tempo – wai-ga-ya, wai-ga-ya, wai-ga-ya; em português, poderia ser zum-zum-zum. É o barulho das discussões acaloradas e do livre fluir de ideias; representa um campo de batalha de fatos e opiniões”, informa Jeffrey Rothfeder (HSM, 2014), colaborador da strategy+business, ao descrever este diferente modelo de reunião.

Apesar da semelhança com o brainstorming (tempestade de ideias ou tempestade cerebral) – um método que teve origem nos Estados Unidos em agências de publicidade e consiste em dinâmicas de grupo utilizadas para buscar soluções de problemas específicos, projetos e desenvolvimento de ideias explorando a capacidade criativa – é mais bem estruturado e se prende de alguma forma à hierarquia, diferente do Waigaya.

Os quatro princípios centrais da abordagem Waigaya são:

  1. Na reunião todos são iguais (não existe hierarquia) e podem expressar seus pensamentos de forma livre e sem impunidade;
  2. Todas as ideias devem ser debatidas até que sejam comprovadas como válidas ou então rejeitadas.
  3. A partir do momento em que a ideia é compartilhada, esta passa a pertencer à Honda, e o grupo pode fazer o que quiser com ela.
  4. No final do Waigaya, decisões e responsabilidades são geradas com uma precisa lista de quem deve fazer o que e quando.

Podendo durar de meia hora, para problemas específicos e imediatos, ou semanas/meses, abordando problemas mais complexos, o Waigaya assume várias formas, de três a vinte pessoas, e é praticado pelos departamentos de vendas, marketing, produção e manutenção.

Apesar deste processo parecer demasiadamente livre para prejudicar a produtividade ou até mesmo aparentar falta de uma liderança que consiga produzir resultados efetivos, as reuniões propostas pelo Waigaya possuem uma estrutura de organização que visam seu sucesso e eficácia.

“No coração do Waigaya está um conceito simples: paradoxos e discordâncias são a essência da melhoria contínua. A maioria das empresas tem medo de tanta dualidade, mas, como a história mostra [1], são os conceitos opostos que costumam alterar a equação de negócios: centralização versus descentralização, empowerment versus produtividade, controle multinacional versus autonomia local, e assim por diante.” (ROTHFEDER, 2014).

Cada empresa aplica ou desenvolve seus próprios métodos para a resolução de problemas, mas vejo que um erro comum é a adoção de práticas de forma incompleta ou que não estão de acordo com a estrutura organizacional da empresa ou com o momento em questão. Por exemplo, uma prática aplicada de forma inadequada pode demandar mais tempo para as ideias e menos para a prática, acarretando atraso nas ações, falta de produtividade, perda de oportunidades de negócio ou até espaço para a concorrência; gerar intrigas ou frustrações; sem contar que uma falha tentativa em adotar novas práticas na empresa pode levar os gestores a anular quaisquer outras futuras iniciativas que poderiam ser eficazes.

Segundo Gilberto Guimarães [2], com a constante inovação científica, tecnológica e social, hoje as empresas são obrigadas a se reinventar a cada 2 ou 3 anos. Ou seja, os profissionais também precisam se reinventar e os processos serem repensados.

É importante lembrar que as ações internas, principalmente os hábitos, influenciam e podem refletir na percepção da marca. “Quando as empresas se concentram em mudar hábitos, organizações inteiras podem se transformar. Empresas como a Procter & Gamble, a Starbucks, a Alcoa e a Target já tiraram proveito dessa revelação para influenciar o modo como o trabalho é feito, como os funcionários se comunicam, e — sem que os clientes percebam — o jeito como as pessoas fazem compras.” (DUHIGG, 2012).

Por que não aproveitar o final do ano e refletir sobre os hábitos (pessoais e também da equipe), repensar, ajustar ou até criar modelos de processos e de comunicação (mesmo as simples reuniões)? Rumo a 2015 não só com as energias renovadas, mas com motivação e produtividade.

REFERÊNCIAS

[1] ROTHFEDER, Jeffrey. For Honda, Waigaya Is the Way. Strategy & Formerly Booz & Company, August, 2014. Disponível em: <http://www.strategy-business.com/article/00269?pg=all>.

[2] Palestra sobre tendências de marketing e RH no mercado atual com Gilberto Guimarães, colunista de carreiras do jornal Valor Econômico e no site da revista Você S/A, proferida na Business School São Paulo (BSP). 2014, São Paulo.

DUHIGG, Charles. O poder do hábito: por que fazemos o que fazemos na vida e nos negócios. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.

ROTHFEDER, Jeffrey. Já fez sua reunião Waigaya hoje? HSM Management, ed. 107, Nov.-Dez. 2014. p. 14-15.

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