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Hoje, somos todos famosos (ou quase). Ao menos, essa é a percepção que temos ao procurarmos nossa trilha digital na Internet: perfis em redes sociais, participação em seleções, comentários em portais de notícias e até divulgação em sites próprios “confirmam” nossa existência. Soma-se a esse processo o acompanhamento de empresas como Google e Facebook, que conseguem saber onde estivemos, com quem interagimos, os assuntos que procuramos e até as fotos nas quais aparecemos. Todo esse movimento tem transformado a vida privada em um espetáculo público, com exposição constante e rastreamento de todas as nossas experiências.

Se a tecnologia é uma facilitadora para guardar e organizar dados, permitindo que tenhamos acesso a documentos e fatos que seriam encontrados há alguns anos apenas em procuras extensas em bibliotecas, ela também pode ser um perigo se não for bem administrada. E, em grande parte das vezes, a culpa é do próprio usuário. Muito do que expomos sobre nosso cotidiano é por escolha. Seja pelas publicações que disponibilizam dados que podem comprometer a segurança (quantas vezes já vimos casos nos quais os sequestradores arquitetaram seus planos com informações extraídas de mídias sociais?), seja por aceitarmos as condições propostas em dezenas de linhas – que geralmente não lemos – para ter acesso a diversos serviços gratuitos ou pagos.

O famoso caso da Cambridge Analytica, que utilizou de maneira indevida os dados de mais de 87 milhões de usuários do Facebook, repercutiu nos últimos meses pela dimensão do impacto. Devido a brechas da maior plataforma social do mundo, a Cambridge teve acesso a informações de pessoas além das que consentiram com os termos do “thisisyourdigitallife”. Tudo isso foi supostamente utilizado em campanhas eleitorais nos Estados Unidos e podem ter influenciado na vitória de Donald Trump, na corrida presidencial de 2016. Desde então, o Facebook tem buscado formas de prover mais segurança, mas a própria mídia social fatura ao utilizar as informações que compartilhamos com ela – não seria um paradoxo?

Nesse cenário, é interessante apontar o que poucos levam em consideração. Ao menos, observamos a preocupação de aplicações para computadores e smartphones sobre medidas de segurança de dados. Mas o que acontece quando incluímos a Internet das Coisas nessa equação? Qual a quantidade de dados estamos fornecendo sem sermos questionados se queremos mesmo compartilhá-los? E o mais importante: o que tem sido feito com essas informações? Seria mesmo a perda de privacidade um fator que pode influenciar na nossa perda de liberdade?

Não podemos apenas demonizar esse processo, até porque também nos beneficiamos da “perda de privacidade” – isso quando ela é compartilhada de forma controlada e utilizada com inteligência. Por exemplo, receber sugestões de filmes ou notícias conforme seus gostos pode ser um facilitador (além de que, ao saber nossas preferências, as empresas podem se adequar para atender melhor às necessidades). Somos tratados como indivíduos e tudo passa a ser personalizado. Entretanto, até que ponto não prejudica quando o que deveria ser privado se torna público?

De toda a exposição que temos nos dias atuais tem algo que realmente é uma perda. Não existe mais o direito ao esquecimento. O passado acaba sempre voltando, com tantas informações disponíveis, muitas das quais passamos a perder o controle. O conteúdo disponibilizado na Internet reverbera: é compartilhado, copiado, roubado. Estar conectado tem um preço. A vida online influencia diretamente a offline. O que deve prevalecer nesses casos é o bom senso e o maior desafio está em encontrar o ponto de equilíbrio entre a exposição e a privacidade.

Fernando Matesco: diretor técnico do Instituto das Cidades Inteligente (ICI).

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Quando ouvimos falar em marcas, é bastante comum lembrarmos de algumas específicas de imediato, mas você já parou para se perguntar porque isso acontece? Esse tipo de resultado ocorre em razão do que chamamos de branding, prática que vem atrelada a um conjunto de ações e estratégias que tem como foco manter a imagem de uma marca ou empresa de forma positiva e clara não só para seus consumidores mas, também, para o público em geral, incluindo colaboradores, fornecedores, concorrentes e potenciais clientes.

É bastante comum observarmos empresas com menor solidez de mercado acreditando que a prática é apenas uma ferramenta de comunicação, podendo ser exercida e desenvolvida por qualquer tipo de profissional vinculado à área, o que sinaliza o primeiro grave erro quando falamos de gestão de marcas.

O que é branding e como colocá-lo em prática?

Para entendermos melhor, quando falamos de branding, estamos falando de estratégia de mercado e construção de marca, ou seja, além de aumentar a visibilidade, também pensamos e instigamos a percepção do consumidor sobre essa determinada empresa, de forma que a imagem dela seja associada aos seus objetivos estratégicos, com a mensagem que ela deseja transmitir a quem a consome, ou até mesmo, sua missão, visão ou valores, por exemplo.

Para colocar a estratégia em prática é necessário reunir algumas peças. A primeira delas é ter em mãos um bom plano de negócio que transmita de forma clara e objetiva o rumo e pretensões da empresa no mercado. Com ele, é possível definir o papel da marca no mercado, onde ela está hoje, como se relaciona com o seu público e onde quer chegar. Trata-se de uma importante ferramenta para as empresas que também já atuam no mercado há algum tempo, mas estão perdendo visibilidade, solidez ou credibilidade. Ao terem essa percepção, é porque já chegou o momento de reavaliar sua estrutura, reexaminar seus conceitos, diferenciais e serviços e reencaixar aquela peça que provavelmente pode estar deslocada: a gestão da marca, mais conhecida como branding.

Branding deve, por obrigação, estar instaurado no dia a dia de uma empresa de maneira clara e eficiente. Quando vemos uma empresa que possui valores sólidos e um bom direcionamento, conseguindo comunicar isso em todos os seus pontos de contato, seja na recepção, uniforme dos funcionários ou postura dos gestores, certamente é porque essa marca está potencializando-se no mercado, diferente daquelas que não conseguem alinhar criar essa sintonia fina entre seus valores, propósitos, produtos ou serviços na hora de transmitir a mensagem correta para seus stakeholders.

Para destacar-se perante a concorrência, além de claro, oferecer um bom produto ou serviço, empresas necessitam transmitir os demais atributos de marca e isso é muito mais do que uma entrega básica de produto. Estamos vivendo a era do Marketing 3.0, mais conhecido como o marketing das causas, na qual as empresas devem estar conectadas com aquilo que efetivamente acreditam, mostrando seu posicionamento para o mundo, fazendo com que a mesma seja mais “humana” e sensível aos acontecimentos e fatos, não visando simplesmente o lucro. Como exemplo, podemos citar os grandes cases, com slogans emblemáticos, tais como: “OMO – Porque se sujar faz bem”, ou ainda McDonald’s- Amo muito tudo isso”.

A partir desse tipo de mensagem, as marcas estão transmitindo muito mais a essência de seu posicionamento sobre uma causa do que falando só do produto em si. Em geral, esse tipo de ação consegue criar uma diferenciação que alcança e enlaça muito mais consumidores que coadunam com esse estilo de vida, gerando identificação e empatia.

É importante ressaltar que branding não necessita de grandes investimentos, mas sim de tempo. Para solidificar uma marca é primordial ir além do aspecto técnico da comunicação. Além do plano de negócio bem definido, visto anteriormente, a segunda grande peça desta engrenagem é: treinar os funcionários para transmitir e alinhar os valores e causas da empresa, fazendo-os caminhar juntos com a marca. Dependendo da empresa, estamos falando de um contingente com 30, 50, mil pessoas que, de largada, já podem ser multiplicadores desse conhecimento e iniciativa.

Mas, então, como desmistificar algumas ideias sobre essa importante ferramenta de gestão que toda a empresa precisa ter? Abaixo, seguem algumas respostas que podem auxiliar na empreitada:

Somente grandes empresas ou marcas podem trabalhar com branding?

MITO. Todas as empresas deveriam trabalhar o branding, sem exceções.As pequenas empresas muitas vezes possuem maior dificuldade por falta de conhecimento técnico ou, até mesmo, em alguns casos, por desconhecimento da estratégia. Nas PME’s, consideramos seu tamanho e alcance como um ponto positivo a ser trabalhado, já que, muitas vezes, uma estrutura menor torna-se extremamente interessante e rica para se trabalhar o branding, seja por sua história de fundação, seja pela maior proximidade com o público-final ou, ainda,por possuir produtos mais específicos e direcionados para mercados pouco explorados, por exemplo.

Branding e propaganda são sinônimos?

MITO. São diferentes, mas se complementam. Branding pertence às inúmeras estratégias que envolvem o marketing, e nada mais é do que a gestão de marcas, conceito que envolve sua visibilidade de maneira positiva, expressa qual sua missão, seu foco e a quem se destina. Já a propaganda,serve como um dos meios de divulgação de determinada marca, como forma de apresentá-la perante o mercado, fortalecendo todo o pré-trabalho executado através do marketing e do branding.

Rebranding: como fazer?

O trabalho de rebranding pode ir muito além de uma mudança de identidade visual como muitos pensam, e demanda, consequentemente, maior investimento e tempo de trabalho. Quando falamos de rebranding para empresas que passaram por uma crise, antes pensar em como fazer, é importante apaziguar e resolver as pendências, investindo na gestão de crise. Após esse processo, a confiança do público pode estar completamente abalada, então, é nesse momento que o rebranding entra, criando um estudo de desdobramento de marca, pesquisas e análise de percepção de comportamento de um certo público, tudo para recuperar-se diante dos funcionários, clientes e mercado.

 O que é Brand Awareness?

Brand Awareness é uma das métricas de avaliação dentro de um processo de branding, e normalmente é utilizado quando uma empresa é introduzida no mercado. Essa ferramenta pode denotar reconhecimento, ou seja, a lembrança de marca, de maneira muito mais abrangente e positiva. O brand awareness é o que faz uma empresa ou serviço, serem conhecidos em larga escala, e os tornam sinônimos de categoria como, por exemplo, os cases do “Cotonetes”, “Bombril” e “Gilette”.

Pensando pelo viés de negócio, quanto maior o reconhecimento de marca, maior também o valor de mercado, pois, aquelas que são sinônimos de categoria tendem a ter seu valor, potencial, prestígio e estruturas internas maiores e mais consolidadas, além de oferecerem menores riscos e chances de crise.

Com um bom trabalho de comunicação, marketing e publicidade, o brand awareness pode ser potencializado através de um mix de comunicação que faça com que consumidores internos e externos de determinado serviço ou empresa, tenham maior recorrência de impacto pela marca, mas é importante salientar que esse tipo de estratégia, pode ser um processo de médio a longo prazo, assim como a gestão de marca (branding), que vem no topo dessa cadeia.

Seguindo essas orientações, é possível reunir as peças e fazer a engrenagem rodar, ligando os motores da empresa a todo vapor. Claro que, ter um especialista para orientar quanto às manutenções, direções e levantamento de dados de mercado também contribui e muito para que a estrada seja menos tortuosa e difícil.

Fernando Souza é especialista e pioneiro em comunicação e mídias sociais no Brasil e atua no mercado há 15 anos, desde o primeiro blog lançado em 2006: Twitter Brasil. O profissional possui ampla experiência nos mais diferentes processos de marketing digital, mercado no qual vem empreendendo nesse período e, atualmente, ministra cursos In Company na São Paulo Digital School e é docente de Marketing Digital e Negócios Digitais das aulas de pós-graduações do IED (Instituto Europeu de Design) e da FIA (Fundação Instituto de Administração). Além disso, Souza é fundador da FS Consultoria & Treinamento, realizando consultoria para empresas de diferentes portes e segmentos, ministrando também palestras e workshops para diversas instituições, tais como: Globosat, Abbott, Ammo Varejo, Quiksilver, GO Eyewear (Cartier, Montblanc, Evoke, Ana Hickmann), Kimberly & Clark, Votorantim Cimentos, Grupo Dass, MIS, Shopping Eldorado, PUC-SP e ESALQ-USP. Mais informações no site.

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Muitas pessoas tem curiosidade sobre como funcionam efetivamente os contratos de licenciamento, existem muitas dúvidas sobre questões como a remuneração e outros detalhes a respeito do licenciamento de marcas e produtos. Hoje vou falar especificamente sobre os royalties.

Apenas para contextualizar, royalties são os valores que a marca tem para receber por ter cedido sua propriedade para que um terceiro (empresa licenciada) possa produzir e comercializar determinado produto ou serviço.

Quer um exemplo do que costuma acontecer nas negociações?

Um clube de futebol cede sua propriedade para que uma empresa de mochilas possa produzir e comercializar mochilas com escudo do clube. O clube irá receber um percentual (royalties) sobre todas as vendas da empresa.

E é aí que começa a negociação: Qual o percentual a empresa deve pagar?

Uma das partes mais delicadas nas negociações dos contratos de licenciamento é a definição do percentual de royalties que serão pagos. De um lado, as marcas querem maximizar sua receita e do outro, as empresas licenciadas querem reduzir o valor a pagar.

É um verdadeiro cabo de guerra com as partes puxando para o seu lado. É sempre importante ressaltar que, não somente no licenciamento, mas em quaisquer negócios uma negociação não envolve um ganhar e outro perder. A negociação deve servir sempre para que as duas partes saiam feliz com o resultado.

Segundo a ABRAL (Associação Brasileira de Licenciamento) os royalties podem variar de acordo com as categorias dos produtos, conforme a lista abaixo:

  • Alimentos: 3 a 5%
  • Roupas e Calçados: 10%
  • Acessórios: 8 a 12%
  • Eletrônicos: 8 a 10%
  • Cosméticos: 5 a 8%
  • Cadernos: 10%
  • Brinquedos: 10 a 12%
  • Artigos de Bazar: 7 a 10%
  • Editorial (publicações): 4 a 8%
  • Serviços (cartões de crédito e conteúdo para celular): 10 a 30%
  • Fraldas: 2 a 4%

Existem alguns livros interessantes que podem te ajudar a compreender melhor os números acima e como funciona esse universo:

  1. The New and Complete Business of Licensing: The Essential Guide to Monetizing Intellectual Property
  2. Licensing Royalty Rates

A verdade é que essa negociação é aberta e não existe certo ou errado, cada marca utiliza seu modelo de negociação e percentual de royalties. Há marcas que cobram 12% independente da categoria de produto, algumas cobram 15%, outras cobram 10% de royalties mais 2% de taxa de marketing, outras cobram de acordo com o tipo de produto, etc.

Como falei anteriormente, cada empresa tem a liberdade de definir sua própria política e não existe mal nenhum nisso, afinal, a marca tem o poder de definir o modelo de negociação que melhor lhe convém.

Além do percentual de royalties, outro ponto muito comum de negociação é definir se os royalties serão cobrados pelo valor bruto ou líquido das vendas. Mas, afinal, o que é isso?

Existe uma grande dúvida no entendimento em relação ao cálculo do royalties, se incide no valor bruto ou no valor líquido. O que tenho percebido que por falta de conhecimento, diversos contratos muitas vezes são mal redigidos e dão margem para interpretações equivocadas na apuração dos royalties, que podem gerar problemas futuros para ambas as partes.

Preste atenção em como realmente funciona, vou explicar detalhadamente:

Quando falamos em royalties bruto, quer dizer que, o percentual definido de royalties irá incidir sobre o valor bruto das vendas, sem dedução de impostos. Quando falamos em valor líquido, antes de efetuar o cálculo dos royalties, é realizada a dedução de impostos.

Particularmente, não compactuo com cálculos de royalties sobre o valor líquido. Pra mim o ideal é sempre calcular os royalties sobre o valor bruto comercializado, o que facilita o processo de controle e transparência nos relatórios de prestação de contas.

Devido ao fato de estarmos num país com regras tributárias complicadíssimas, além da instabilidade tributária constante, julgo que essa é a melhor forma de calcularmos. Imagine que uma marca feche um acordo de 10% de royalties sobre as vendas, permitindo a dedução de impostos. Se considerarmos apenas ICMS, PIS e COFINS, os impostos poderão chegar a 20,65%.

Isto é, seus royalties não são de 10%. Os royalties efetivos são de 7,935%.

Como trabalhamos com muitos cases de licenciamento de clubes de futebol ainda existe a dedução de INSS, que geram muitas dúvidas para clubes e empresas licenciadas. Nessa postagem da License Solutions falamos sobre como funciona essa dedução.

Agora vou trazer aqui na prática como funciona essa conta de apuração de royalties sobre o valor líquido e sobre o valor bruto e vou mostrar como os clubes perdem dinheiro se não calcularem o valor dos royalties sobre o valor bruto das vendas:

Exemplo (10% de Royalties):

Faturamento Bruto: R$ 500.000,00

Royalties: R$ 50.000,00

Valor que o clube irá receber (Descontado INSS): R$ 45.000,00

Faturamento Bruto: R$ 500.000,00

Impostos (ICMS 17%, PIS 0,65%, COFINS 3%):  R$ 103.250,00

Valor Líquido: R$ 396.750,00

Royalties: R$ 39.675,00

Valor que o clube irá receber (Descontado INSS): R$ 37.691,25

Diferença de R$ 7.308,75.

Isso, num montante de 50 contratos, por exemplo, pode gerar uma diferença de aproximadamente R$ 365.000,00.

Fora que, com a instabilidade fiscal do país, os impostos podem ser alterados e o valor dos royalties efetivos serem ainda mais reduzidos.

Ficou clara a diferença do calculo dos royalties sobre o valor bruto e sobre o valor líquido?

E você, o que acha sobre o assunto?

Os royalties devem ser sobre o valor bruto ou líquido?

Bruno Koerich de Paula (CEO License Solutions)

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Branding está em alta. Os profissionais de marketing estão cada vez mais habituados com empresários perguntando: como transformar minha empresa em uma marca relevante?

Humanização, costumer experience, pesquisas… você jé deve ter ouvido isso em algum lugar. Pensamos em diversas marcas como Starbucks, Netflix, Nubank, Magazine Luiza… Mas Branding não é somente para grandes empresas. Todas as marcas merecem ser desenvolvidas! Mas o que é marca?

Primeiro precisamos entender que marca, como diz a professora Marcia Auriani, autoridade em branding no Brasil, “a partir do momento que alguém coloca uma placa em algum lugar, ali já é uma marca, seja grande ou pequena”.

Pensando de maneira sucinta, uma marca é capaz de aproximar o consumidor do propósito e não somente do produto.

Construir uma marca baseada no propósito da mesma faz com que o público se aproxime por questões morais e não somente pela necessidade. Assim, as marcas impactam e fazem parte do cotidiano do consumidor. Esse foi o desafio para a construção de marca da Igreja Vida Plena, uma instituição religiosa da Zona Leste de São Paulo.

Em setembro do ano de 2017, a Igreja Apostólica Vida Plena estava passando por uma transição de modelo de gestão e, com isso, estava perdendo membros. Os cultos (reuniões onde os membros se encontram) estavam com a média de 70 – 100 pessoas. Antes da transição de modelo, a igreja tinha uma média de 200 – 300 pessoas por culto. Observando os números, tendo em comparação outras instituições que estavam crescendo, os responsáveis pela instituição tomaram a decisão de inovar os seus processos e investir em uma nova identidade para a igreja.

A igreja passava pela perda de adeptos e poucas pessoas tornavam-se membros da instituição.

O desafio era fazer a instituição fazer parte do cotidiano do público. Por isso, foi necessário entender o que era a instituição e o “por quê” da sua existência.

Foram longos finais de semanas de pesquisa de campo, reuniões com os fundadores da igreja, muito café, energético e chocolate.

Por meio da metodologia Golden Circle, iniciamos a reestruturação da Igreja Vida Plena com o intuito de tornar a marca reconhecida e influente para os consumidores.

O propósito foi a peça chave para o desenvolvimento da instituição. O desafio era comunicá-lo sem precisar falar dele. As ações, o espaço físico, a reuniões e os membros deveriam conter a mensagem “abraçar os inabraçáveis”.

“Partimos do princípio que muitas instituições religiosas excluem pessoas que são vistas como ‘diferentes’. Nós observamos esse fator, estabelecemos o nosso propósito e encontramos o nosso público” comenta Eliane Motta, fundadora da Igreja Vida Plena.

Toda a comunicação da igreja, então, foi desenvolvida baseada no propósito “Abraçar os Inabraçáveis”.

Em dois anos de muito trabalho, o número de pessoas nas reuniões dobrou. O posicionamento de marca através do propósito atraiu o público correto e, assim, tornou a marca mais presente no “coração” das pessoas que entravam em contato a igreja.

Nicole Barbosa: formada em Relações Internacionais e especialista em comunicação e marketing digital pela Belas Artes. Atua na gestão e construção de de marcas para pequenas e médias empresas.

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Durante o primeiro semestre desse ano, a internet trouxe à tona a possibilidade de o Instagram retirar a visualização do número de curtidas de fotos e vídeos publicados na plataforma. A novidade que, inicialmente, foi negada pela empresa em questão, posteriormente confirmada através da Conferência F8 de 2019 e, hoje, colocada em prática na plataforma, trouxe como proposta a busca legítima por conteúdos de qualidade sem a influência das métricas, uma vez que os números se tornaram um sinalizador de popularidade, gerando ansiedade ou, até mesmo, depressão nos usuários e pressão nos resultados de marketing das empresas.

Mesmo com a mudança, os usuários não terão grandes impactos nos alcances de suas publicações, uma vez que a plataforma não deixará de exibir o conteúdo, mas somente os números. Além disso, a novidade faz bastante sentido se pensarmos que um conteúdo produzido na internet não deve ser medido pelo usuário a partir, apenas, do número de curtidas. Ou seja, o seguidor deve se concentrar ao conteúdo que ele de fato acredita ser relevante ou, ainda, compatível com seu estilo de vida.

A questão das métricas só devem interessar ao gerenciador da publicação, de forma que ele possa medir o quanto vem engajando seu público com o conteúdo ofertado. É possível, entretanto, que não havendo transparência no volume de likes, seguidores e alcance dos posts, alguns influenciadores que trabalham com publiposts, venham a inflar os números nos mídia-kits, deixando as marcas contratantes com uma certa insegurança.

Nestes casos, assim como já ocorre com alguns perfis que utilizam robôs para inflar o número de seguidores, o ideal é que as marcas se cerquem sobre a autenticidade dos números exibidos pelo influenciador. As marcas podem solicitar prints online de posts específicos de datas anteriores, ou até mesmo,solicitarem acesso às métricas, dessa forma é possível validar todas as informações.

Em transmissões ao vivo, a marca também poderá checar quantos internautas estão plugados no conteúdo que está sendo transmitido e o endosso de outras empresas que já se utilizaram do canal/influencer também deve constar no rol das checagens.

Vale lembrar que quando a plataforma iniciar os testes sob o novo recurso, nenhum usuário estará livre da atualização. É possível que o Instagram inicie alguns testes, e caso o resultado seja positivo, e saia como esperado, a atualização será global, o que pode dividir bem as opiniões, como geralmente ocorre com ajustes que geram alterações de comportamento nas mídias sociais.

Com as rápidas informações alcançadas na internet, além de seu consumo desenfreado, é normal que usuários levem em consideração as avalições a partir das curtidas e dos comentários em publicações das mídias sociais, blogs, sites, portais e outros. Mas a medida que pode ser tomada pelo Instagram é semelhante ao que já vimos na mídia tradicional.

O interessante da proposta da plataforma é que, se formos analisar o consumo das programações de TV ou, até mesmo, de algumas plataformas de filmes e séries, nós não temos como mensurar, somente em likes e curtidas, o quão relevante aquela produção de fato foi, pela técnica utilizada, pela performance do ator ou ainda, simplesmente, pela preferência de gênero, já que uns gostam mais de drama, enquanto outros de terror.

Nesse sentido, essa é a intenção do Instagram, tornar o conteúdo compatível com determinado usuário e fixar a atenção por familiaridade diante do que foi produzido pela empresa ou pelo influenciador digital, desmistificando as métricas de vaidade.

Como toda novidade traz uma certa resistência de aceitação do público, com a atualização do Instagram não será diferente.A mudança, apesar de positiva, poderá reduzir os altos índices de depressão e ansiedade, além de qualificar os dados e conteúdos publicados. É provável que usuários se sintam bastante incomodados com a alteração dos likes inicialmente, mas por um curto prazo, afinal, as pessoas acabam se acostumando. Logo será possível verificar a qualidade rendendo sob a quantidade, com uma relação mais humana e seletiva sob determinados assuntos.

Fernando Souza é especialista e pioneiro em comunicação e mídias sociais no Brasil e atua no mercado há 15 anos, desde o primeiro blog lançado em 2006: Twitter Brasil. O profissional possui ampla experiência nos mais diferentes processos de marketing digital, mercado no qual vem empreendendo nesse período e, atualmente, ministra cursos In Company na São Paulo Digital School e é docente de Marketing Digital e Negócios Digitais das aulas de pós-graduações do IED (Instituto Europeu de Design) e da FIA (Fundação Instituto de Administração).

Souza é fundador da FS Consultoria & Treinamento, realizando consultoria para empresas de diferentes portes e segmentos, ministrando também palestras e workshops para diversas instituições, tais como: Globosat, Abbott, Ammo Varejo, Quiksilver, GO Eyewear (Cartier, Montblanc, Evoke, Ana Hickmann), Kimberly & Clark, Votorantim Cimentos, Grupo Dass, MIS, Shopping Eldorado, PUC-SP e ESALQ-USP. Mais informações no site.

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A gestão de marcas no ambiente digital ajuda a fortalecer a imagem da empresa, atraindo os consumidores que possuem forte presença online. 

Hoje a palavra que rege os negócios é conectividade. Diante disso, a gestão de marcas precisou evoluir, seguindo as inovações tecnológicas, alinhando as estratégias com o ambiente digital. As marcas que desejam ser admiradas e ter resultado devem compreender e praticar, para se relacionar com seu público de acordo com o novo cenário. Existem algumas marcas que se destacam no mercado de consumo atual, gerando mais desejo de aquisição de determinado produto nos consumidores, mesmo que várias empresas tenham produtos similares. Esse destaque é o resultado das estratégias de branding digital.

O founder do Maka.Branding e consultor em gestão de marcas Leandro Werner – o Maka – comenta que o branding é muito mais amplo e complexo do que a maioria das pessoas costumam imaginar. “Não estamos falando somente de logotipo, e sim do que sentimos, do que determinada experiência transmite aos consumidores. Quando imaginamos isso em um mundo offline fica mais fácil de compreender. Pode ser uma essência em uma loja, uma cor predominante, um som marcante ou até mesmo o jeito de atender os consumidores. Mas, quando vamos para o ambiente digital temos um esforço muito maior para fazer com que todos compreendam a marca da mesma maneira de sempre”, explica.

O branding digital nada mais é do que criar experiências de marca, que estejam alinhadas ao DNA da empresa, que consigam “invadir” e tocar o coração das pessoas, só que em um ambiente digital. Maka também ressalta que, tradicionalmente, criamos experiências que possam ser sentidas no ambiente offline, no ambiente digital todos falam de métricas, performance, resultados e números.

Mas, e o intangível? Onde está inserida a parte em que as marcas revelam a sua essência? Muito mais do que apenas performance e captar leads para a empresa, as marcas precisam revelar o seu real DNA também neste ambiente. Maka comenta que é extremamente importante a parte da performance e a análise de métricas, sem elas o trabalho fica muito mais difícil no meio digital. Porém, cresce cada vez mais a demanda de um ambiente com o DNA da marca no meio digital, que seja a cara da empresa e não apenas para vender produtos a um bom valor. “Lembre-se: as pessoas não compram produtos, elas compram marcas”, observa o empresário.

Gerando mais resultados nos negócios 

No cenário de negócios atual, é indispensável pensar no digital para potencializar a gestão de marcas, visto que esta ferramenta cresce a cada dia. Hoje é possível notar uma infinidade de anúncios de produtos na internet, todos visando ao melhor valor de venda, mas poucos falam de marcas,  passando o real motivo para comprar um determinado produto.

“Existem diversos produtos iguais aos da sua empresa no ambiente digital, o que vai levar o consumidor a ser seu cliente é justamente a forma como sua empresa se posiciona neste meio”, explica. Ou seja, é pelo seu DNA que o consumidor passa a te admirar. Quando unificado ao branding digital aliado a estratégia de performance, o consumidor passa a enxergar muito mais do que somente produtos e venda.

“No mercado digital tudo gira muito rápido e todas as ações demandam ações e resultados rápidos. Sua empresa não precisa estar presente em todos os canais, ela precisa estar presente nos canais que são de acordo com o DNA e propósito da empresa. Desta maneira fica muito mais fácil validar as ações e colher resultados – a longo prazo – mas concretos”, finaliza.


Maka Werner: empresário e consultor de gestão de marcas e gerenciamento de projetos de marketing e design, e facilitador na metodologia Lego® Serious Play® no Brasil.

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O dia das mães é uma data comemorativa de grande movimentação no comércio brasileiro, sendo a segunda melhor data para o varejo, ficando atrás apenas do Natal.

Segundo informações divulgadas pela instituição Boa Vista SCPC, as vendas aumentaram em 4% no último ano durante este período, simbolizando uma variação positiva de 1,6%. Por sua vez, o e-commerce não fica atrás nas taxas de conversões ao equivaler a um crescimento de 9,8%.

Entre os setores que mais se destacam próximo ao dia das mães estão respectivamente os de eletrodomésticos, pet e cosméticos. Diante deste panorama, os indicadores numéricos também se estendem ao atendimento ao cliente, ampliando em aproximadamente 20% a demanda por este serviço.

Na prática, os dados transformam-se em alertas aos gestores de recursos humanos. Afinal, deixam claro a necessidade da elaboração de um plano de treinamento voltado à atuação assertiva dos vendedores nesta época.

“O investimento em ponto de venda (PDV), estoque de produtos e promoções são importantes nesta fase, mas não essenciais, visto que é preciso prestar atenção nas pessoas. Neste caso, a tendência do comércio é culpar os preços pelas falhas nas conversões de vendas. Porém, a principal influência no momento de decisão da compra é o atendimento, provocando a seguinte máxima: quer atrair o consumidor? Invista em marketing. Quer amplificar as conversões? Invista em treinamento”, afirma Ivan Corrêa, sócio-diretor da Posiciona Educação & Desenvolvimento.

Pensando em contribuir com a alta performance dos vendedores no dia das mães, o especialista em desenvolvimento corporativo alinhou cinco sugestões de como preparar a equipe de vendas:

1. Conscientize

Atualmente, a habilidade de aprendizagem ágil e contínua é uma exigência básica de uma sociedade marcada por grandes transformações. Por esta razão, promover a conscientização sobre esta necessidade é fundamental no alcance de um alto desempenho dos vendedores, porque os faz sair da zona de conforto e ter a chance de compreender o contexto mercadológico, acompanhar as mudanças externas e detectar os reais dilemas dos consumidores.

2. Planeje-se

Para que a equipe funcione com assertividade de maneira natural, é imprescindível traçar uma campanha de vendas alinhada aos canais externos (redes sociais) e internos (departamentos envolvidos no evento) da marca. Nesta atividade, o ideal é construir o planejamento em parceria com os vendedores. Ao estarem envolvidos nos processos de criação de metas estratégicas, eles se sentem incluídos no propósito comercial. Esta sensação de pertencimento resulta no aumento de performance.

O envolvimento do time também garante que os profissionais estejam a par da linguagem de vendas, o que potencializa a comunicação com os clientes. Outra dica para esta tarefa é a realização de uma pesquisa da concorrência, pois esta análise permite aumentar o poder de argumentação na hora da negociação.

3. Roda de Conversa

O processo de venda começa antes mesmo do cliente entrar na loja. Então, após o planejamento estratégico de atendimento, é fundamental ir em busca de colocar a mão na massa, sendo que um ótimo caminho para seguir este objetivo é a disponibilização de uma roda de conversa. Ou seja, reserve ao menos 15 minutos da jornada de trabalho dos vendedores para proporcionar uma troca de experiências na qual um profissional serve de apoio ao outro, tanto nos pontos fortes como nas fraquezas. Além de ampliar as habilidades de cada um, a iniciativa é útil em imprevistos, quando alguém tenha que se ausentar da função.

4. Desenvolva a ambientação

A ambientação é um aspecto que costuma passar despercebido pela área de RH em ocasiões de datas comemorativas. Mas não deveria. Ao integrar a equipe no propósito da comemoração, os vendedores são capazes de simplificar o trabalho em prol do objetivo em comum. Portanto, gerar um valor emocional é garantia de um atendimento assertivo e personalizado.

5. Pós-venda

O momento do pós-venda é imprescindível na fidelização dos consumidores. Logo, os vendedores devem manter contato depois da concretização da venda, a fim de certificar se as pessoas estão satisfeitas com o atendimento e o produto.


Ivan Corrêa, sócio-diretor da Posiciona Educação & Desenvolvimento.

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A pesquisa Global Consumer Insight Survey 2018, que define tendências e características de consumo em 27 países, indica que 21% dos brasileiros realizam compras online semanalmente, maior índice registrado desde 2014 pela consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC). Isso reforça que o consumo por meio da internet vem crescendo ano a ano. Em paralelo, há outras tendências no consumo, como o recente crescimento das lojas físicas.

Ao todo, a PwC entrevistou 22 mil pessoas entre agosto e outubro de 2017. No Brasil, o único da América Latina entre os analisados, foram 1.001 entrevistados. 41% dos respondentes fazem uso de celulares para suas compras, sejam elas diárias, semanais ou mensais. Nos tablets, são 30% e, nos computadores, 58%. Para Alexandre Horta, diretor da PwC Brasil, o aumento na demanda por produtos pela internet demonstra a melhora na oferta por parte dos varejistas. Além disso, há um amadurecimento na oferta e um aumento no número de players no mercado, o que ajuda no aumento da confiança nas compras online.

Em uma análise das quatro principais características do consumo no Brasil em 2018, segundo a PwC, observamos que:

Compras via mobile cresceram, mas lojas físicas também registram novo crescimento

A PwC dividiu a experiência de compras em quatro canais: lojas físicas, computadores, tablets e mobile (celulares). Destas, entre 2016 e 2017 apenas mobile teve aumento na frequência de compras dos usuários, de 30% a 31%; as demais apresentavam quedas crescentes desde 2015. Porém, isso mudou nos dados de 2018: todas as divisões tiveram aumento da frequência de compras pelo consumidor, com destaque para as lojas físicas, que são um canal de consumo para 61% dos respondentes. Um grande exemplo é o investimento em lojas físicas pela Amazon e a Alibaba mediante parcerias com outras redes.

Otimismo faz crescer intenção de compras

O brasileiro está mais confiante em relação à economia do país e isso é perceptível pela sua intenção de compra. 70% dos entrevistados dizem que esperavam manter ou aumentar seus gastos em 2018, ao passo que 77% esperavam que a economia brasileira se mantivesse estável ou melhore neste período. Horta acredita que estamos saindo de um processo de recessão de pouco mais de três anos e destacou que em escala global o mundo viveu em recessão entre 2008 e 2014, ou seja, faz quatro anos que o mercado tem evoluído. No Brasil, foi preciso apenas um ano após o período crítico para que as pessoas já se tornassem mais otimistas, enquanto norte-americanos, por exemplo, ainda estavam cautelosos.

Gastos com produtos e experiências são iguais

Considerando a renda disponível para os respondentes, eles afirmam investir o mesmo montante em produtos e experiências. No Brasil, esta taxa é de 50% para cada opção, sendo que, em escala global, as pessoas destinam 55% para os bens físicos. A prioridade dos brasileiros na hora de investir em experiências está em gastar seu dinheiro em ações individuais, o famoso “tempo para mim mesmo”. 37% dizem que este é o motivo pelo qual fizeram este tipo de investimento.

Em todas as categorias de produtos, o consumo do brasileiro aumentou

Se o brasileiro consome mais online, ele o faz em todas as categorias analisadas pelos pesquisadores. Comparando os dados de 2018 com os de 2014, o número de consumidores que fizeram todas ou a maior parte de suas compras via internet subiu 16% em vestuário e calçados, livros, músicas, filmes e videogames. A internet, aliás, é a principal fonte de compras para 34% dos que consomem livros, músicas, filmes e videogames e para 27% dos que compram equipamentos eletrônicos. Nas outras categorias, a preferência pela compra online é: saúde e beleza (24%), vestuário e calçados (22%), móveis e utensílios domésticos (18%), equipamentos esportivos (18%), brinquedos (16%), eletrodomésticos (19%), joias e relógios (15%) e alimentos (13%).

Considerando a oferta variada de serviços, vemos o desempenho do franchising nacional, que possibilita ao consumidor uma ampla carteira de lojas e tipos de serviços. Há diversos formatos de lojas, seja em pontos de rua, em quiosques, ou mais alternativos como postos de gasolina. Essa diversidade tem impulsionado a retomada econômica do setor, o que possibilitou um crescimento de cerca de 7% do faturamento em 2018, grande parte por inovação no setor e a melhora no índice de confiança que cresceu 94%.

Para 2019, a expectativa é de crescimento de até 10% no faturamento. Neste movimento de crescimento e diversidade de modelos de negócios físicos e digitais, temos como exemplo o Grupo Acerte, com a Quality Lavanderia e Laundry 4 You, redes de lavanderias com diferenciais alternados. A Quality Lavanderia é especialista na limpeza de roupas especiais, enxoval de bebê, peças finas, peças delicadas, itens da casa, com planos, serviço de delivery e outros serviços que atendem as necessidade da família. Já a Laundry 4 You é um modelo para condomínios, dedicado à limpeza express de roupas do dia a dia com gerenciamento 100% online via aplicativo, substituindo  o uso de fichas por cartões individuais RFID. Seja online ou física, há ótimas experiências de consumo de serviços, acompanhando os diferentes comportamentos dos consumidores brasileiros.


Danielle Denys: gerente de marketing do Grupo Acerte, detentor das marcas Quality Lavanderia, Prima Clean Lavanderia Express, Laundry 4 You Lavanderia em Condomínios, Inova Lavanderia Industrial e Linha e Bainha Costuras.

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O seu negócio está em desenvolvimento e tem pontos que precisam ser melhorados ou está planejando iniciar uma nova empreitada. Sabe exatamente quais são as dores que precisam ser resolvidas? Conhece o cenário em que está inserido? Sabe como extrair os insights mais assertivos e que irão gerar valor para os clientes?

A metodologia do design thinking tem sua origem em um modelo mental que a partir da empatia identifica problemas e busca soluções, muitas vezes não convencionais ou esperadas pelo padrão vigente na empresa.

Para solucionar problemas e também identificá-los sem viés de interpretação e amarras, é necessário ter uma visão que aborde diversas perspectivas em um contexto multidisciplinar onde há espaço para novos insights e inovação.

As pessoas são o centro desse trabalho, participantes ativas da construção de todo o processo em uma série de interações e aprendizagens, onde o erro colabora para traçar novos direcionamentos e identificar oportunidades para inovação.

Segundo Pinheiro e Alt (2012, p. 6), “o Design Thinking se sustenta em um tripé: Empatia, Colaboração e Experimentação”.

1. Empatia

A empatia é nada mais que a compreensão dos desejos e ideias da outra pessoa, tão necessária para identificar os problemas a partir da visão do cliente ou colaboradores. Nessa etapa é preciso ouvir, observar e conhecer todos os envolvidos com o negócio. Você pode organizar reuniões com a equipe, percorrer a experiência de compra ou elaborar entrevistas exploratórias com alguns clientes e fornecedores, para levantar as questões do cotidiano e também entender as dores e valores que clientes e stakeholders reconhecem no seu produto e serviço.

O conteúdo gerado e organizado a partir dessas interações, promove insights que devem ser considerados, relacionados e categorizados para se transformarem em ideias e soluções de novos produtos ou processos para melhorar seus resultados.

2. Experimentação

Avalie cada insight gerado e como ele pode ser desenvolvido dentro do contexto da empresa, agrupe-os em categorias, defina prioridades de acordo com a criticidade para testar a viabilidade e possibilidade de implementação, inicie o processo de experimentação ou prototipagem.

Na etapa de prototipagem é definida a forma como a solução será apresentada, crie um modelo ou simulação a ser testado, aqui há a tangibilização das soluções.

Importante lembrar que essa etapa traz a importância de aprender a errar cedo para aprender logo, a ajustar e evoluir as ideias antes de gastar muitos recursos. É parte do processo a construção do raciocínio para implantação e a formulação de cenários para os negócios futuros.

3. Colaboração

A colaboração entre as pessoas está presente ao longo do processo, que é coletivo e depende do envolvimento de todos criando sinergia e permitindo uma visão ampla do negócio. A organização e os gestores se beneficiam do aprendizado do design thinking ao enxergar o mundo de forma mais conectada, mais próxima do ponto de vista dos clientes.

Pode ser aplicada a negócios, empresas, serviços diversos e tudo o que pode ser transformado para melhor de forma incremental ou para a inovação a favor da estratégia do seu negócio.

Essa abordagemproporciona mais flexibilidade para inovar, passa por momentos de expansão ou convergência em suas várias etapas, não perdendo o foco e ao mesmo tempo proporcionando espaços inventivos, sempre em um trabalho de cocriação entre as pessoas envolvidas, permitindo assim soluções criativas, assertivas e aderentes ao negócio.


Sylvia Luber: Gerente de Marketing na Pier 1 Cruise Experts. MBA em Gestão de Negócios pelo IBMEC, pós graduação em Marketing pelo Mackenzie e graduação em Design Gráfico pela Belas Artes. Atua há mais de 10 anos nas áreas de Marketing e Comunicação, passando pelos setores de educação, saúde e turismo.


Referências:

PINHEIRO, T.e ALT, L. Design Thinking Brasil. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012.

VIANNA, Y.; VIANNA, M.; ADLER, I. K. Design Thinking: Inovação em Negócios. São Paulo: MJV Tecnologia LTDA , 2013.

Imagem: Freepik.

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Talvez você já tenha ouvido falar sobre do que se trata o licenciamento de marcas e personagens e como ele pode ser uma ferramenta bastante eficiente quando se está pensando em extensões de marca. Caso esta seja a primeira vez que você está ouvindo este termo, explicarei bem rapidinho o que é e você já estará pronto para continuar lendo este texto.

O licenciamento de marcas é basicamente a cessão de direitos que o detentor de uma determinada marca concede a um terceiro, geralmente mediante o pagamento de uma taxa fixa (também chamada de mínimo garantido) e uma porcentagem em royalties, que é a taxa cobrada pelo direito de uso da marca, sobre as vendas. Este terceiro pode utilizar a marca de infinitas maneiras; de produtos licenciados (o exemplo mais simples aqui, em minha opinião, seriam as maçãs da Turma da Mônica), a promoções por tempo determinado, a eventos temáticos, entre tantos outros, tudo definido em contrato.

O licenciamento em si, enquanto área de negócio, com seus players, suas associações, sua mídia especializada, sua agenda de eventos e etc é uma área relativamente jovem, pois, antes de ser institucionalizada, era vista como um negócio marginal, uma forma de trazer receita adicional utilizando uma marca e uma estrutura que já existiam previamente. Porém, já faz um bom tempo desde que licenciamento se tornou coisa séria, que movimenta bilhões de dólares ao ano no varejo.

Bom, chega de blábláblá e vamos ao que interessa! Meu objetivo com este texto é passar a você, leitor, algumas dicas para começar com o pé direito e evitar algumas dores de cabeça bastante comuns a todos aqueles que gerenciam marcas e cogitam trabalhar extensões de marca através do licenciamento:

1. Defina bem seus objetivos

As empresas e marcas podem procurar o licenciamento por uma série de objetivos bastante distintos, que podem variar desde uma forma de obter receita marginal, atingir um público que não era atingido pelo core business da empresa, obter exposição de mídia adicional através de parceiros promocionais, fidelizar clientes, entre tantos outros.

Uma vez que este objetivo estiver bastante claro para todos os envolvidos, fica muito mais fácil definir uma estratégia a seguir, recursos a alocar, definir métricas que nortearão o sucesso da iniciativa, e etc;

2. Leva mais tempo do que você imagina (na maioria das vezes)

Apesar da enxurrada de produtos licenciados que se vê nas prateleiras, de lojas de brinquedos, a varejistas de fast fashion, é importante saber que fazer licenciamento é um tanto complexo, uma vez que se está lidando com o ativo mais importante (e delicado) de uma empresa, que é sua marca. É preciso tomar uma série de precauções para salvaguardar a integridade da marca, bem como garantir os direitos do licenciado (aquele que adquire os direitos de uso da marca).
Além das questões jurídicas, não podemos esquecer todas as questões de desenvolvimento de produto, produção, distribuição, ufa… Claro que há produtos que possuem lead time menor para chegar ao varejo, porém, via de regra, é bem pouco provável que haja resultados financeiros mensuráveis antes dos primeiros 6 a 12 meses do programa. Este modelo lento vem sendo questionado e, aos poucos, transformado por alguns players importantes como a Amazon e outros, porém ainda em pequena escala.

3. Leve o planejamento a sério

Uma das vantagens do licenciamento é que, em boa parte dos casos, pode-se aproveitar uma série de recursos já existentes e apenas adaptá-los para que possam servir ao programa de licenciamento; dos manuais de marca, passando pelos canais de distribuição, estrutura comercial, até as plataformas digitais, tudo isso são ferramentas a serem consideradas ao se estruturar um programa de licenciamento.

Por conta disso, é importante uma imersão no próprio DNA da sua marca, quais são suas fortalezas, suas debilidades, uma vez que uma visão de curto prazo raramente trará bons resultados em licenciamento, correndo-se o risco de superdimensionar os resultados que podem ser atingidos em um determinado espaço de tempo. Isso tudo gera frustração que pode ser facilmente evitada se a etapa de planejamento for levada a sério.

4. Escute seu público-alvo

Se sua empresa possui um vasto portfólio de marcas, o caminho mais fácil parece fazer um laboratório de licenciamento com todas elas simultaneamente e, depois de um certo tempo, ver aquela que se saiu melhor e, a partir daí, concentrar os esforços nela. Porém, na maior parte das vezes, esta não é a melhor escolha a se fazer.

Apesar de não existir uma receita de bolo a ser seguida e que garanta o sucesso, é importante ter clareza de quais marcas estão mais “maduras” para o licenciamento. Seu consumidor é uma bússola quase que infalível para obter esta resposta, uma vez que há marcas que, apesar de sólidas e bem sucedidas, não tem elasticidade o suficiente para sair do seu habitat natural. Ou seja, criar extensões destas marcas apenas geraria estranhamento por parte do consumidor e uma diluição do seu brand equity. Pergunte a quem consome, entenda seus hábitos, estas pessoas gostariam de se relacionar com sua marca fora de sua situação habitual de consumo? Se sim, como?

5. Não existe almoço grátis

Apesar de ter dito acima que muitos recursos já existentes podem ser aproveitados para se iniciar um programa de licenciamento, isto não quer dizer que não é necessário fazer nenhum investimento para que a mágica aconteça. Muito pelo contrário, é importante ter em mente que, por mais bem sucedida que sua marca seja, ela está para entrar em um novo ambiente, irá concorrer com outros players que você sequer imagina (afinal de contas, o licenciamento permite explorar categorias de produtos, serviços e promoções bastante distantes de seu core business), além de ter de quebrar a barreira da entrada no mercado de licenciamento, que já é dominado por players grandes e bem estabelecidos. Porém, isto não quer dizer que o licenciamento seja um negócio “pay to win”, uma vez que isto praticamente eliminaria o lucro, apenas é importante ter em mente os esforços e recursos que deverão ser investidos, para construir um programa de licenciamento sólido e coerente.

6. Faça testes

A maior parte das empresas ainda tem aversão a erros, apesar de todo o conteúdo sobre inovação e a história ter provado que vale a pena testar, experimentar e, consequentemente, errar. Porém, se possível, faço isso rápido e em pequena escala. Vai evitar muitas dores de cabeça, eu garanto.

7. Posso fazer sozinho?

Eu poderia dizer que não, mas arrisco dizer que sim. Tudo depende de suas pretensões e dos recursos que sua empresa e marcas estão dispostas a alocar para o projeto. O licenciamento, apesar de ter evoluído muito com o passar dos anos, ainda tem uma carga bastante pesada de trabalho burocrático envolvido. Além disto, há a gestão do programa, que é algo que dificilmente pode ser tocado por uma pessoa sozinha ou por um equipe enxuta que divide seu tempo entre o licenciamento e outras áreas do negócio (seja marketing, novos negócios, inovação, etc).

No Brasil há uma série de agências capacitadas a gerir programas de licenciamento, algumas especializadas em determinados segmentos, outras mais generalistas, além de alguns aventureiros (há destes em todo lugar). O setor é representado no Brasil pela ABRAL (Associação Brasileira de Licenciamento) e, em escala global pelo LIMA (Licensing Industry Merchandisers’ Association). Vale uma visita aos sites destas duas associações para pesquisar e ver quem seriam seus potenciais parceiros nesta empreitada.

E, por último… Vale mesmo a pena?

Sim! Se feito com seriedade e planejamento adequado, além de um dimensionamento realista do projeto, o licenciamento é uma ferramenta extremamente eficiente para trabalhar extensões de marca que pode servir a uma série de propósitos.

Espero ter ajudado e quem sabe não nos vemos por aí?


Murilo Poloni: Gerente de marcas no setor de licenciamento de propriedades intelectuais há 5 anos, prospectando e atendendo clientes como Universal Studios, Microsoft, CJ E&M, Playmobil, entre outros. Geek desde criancinha, entende que “grandes poderes trazem grandes responsabilidades”, nas palavras de Peter Parker, o Homem Aranha. Portanto, acredita que o marketing e o branding devem, antes de mais nada, servir ao bem da sociedade e do indivíduo.

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