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É tempo de mudanças, mas como mudar sem saber o que vem pela frente?  Começamos de dentro para fora

Tem que parar, tem que seguir, tem que mudar… O que, afinal de contas, temos que fazer em um período como esse que estamos vivendo? Naturalmente que cada caso é um caso e, mais do que isso, não existe uma fórmula mágica para um cenário tão imprevisível. Mas eu acredito que é tempo de fortalecimento das marcas.

Uma vez que tudo desacelerou para alguns setores, essa é a chance de dar aquela geral na casa que sempre é adiada. Investir tempo e dedicação ao cuidado da empresa para que ela não se perca nesse momento e nem perca o fôlego no retorno. Se preparar, de verdade.

Vamos imaginar que você foi convidado para dar uma palestra, por exemplo. Existem alguns preparativos para esse dia: entender qual será o público, definir a mensagem que pretende passar, ensaiar o discurso, escolher a roupa adequada, reservar a agenda… Um verdadeiro ritual que envolve entender e atender a intenção daquela ocasião. Pois o retorno pós-quarentena é esse evento para a sua marca. E o agora é a fase de preparação.

Então, nossa proposta é olhar para o que você construiu até hoje e detectar pontos fortes e fracos. Ouvir as pessoas envolvidas – de todas as áreas, inclusive – para captar insights, percepções e avaliações. Revisitar valores, questionar propósitos e ajustar posicionamento de acordo com a sua verdade.O mundo evolui, as pessoas evoluem também e mudam seus hábitos e desejos. É por isso que percebemos que a busca por marcas mais interessantes e com propósito bem definido é cada vez maior. Queremos empresas que entreguem valor e uma experiência positiva, com relevância em nossas vidas.

Valem perguntas como: de que maneira queremos ser lembrados? Nossas crenças e ações estão em sintonia? O que oferecemos gera valor na vida das pessoas? Mais do que isso: estou olhando para essas pessoas? A identidade visual transmite e conecta tudo isso?

Olhar para fora também é importante, claro. Estamos todos mudando a forma como vivemos, nos relacionamos, consumimos, e isso irá impactar diretamente no mercado. Estar atento a essas evoluções ajuda a marca a entender e responder da melhor forma a essas transformações. Mudar envolve mexer em estruturas previamente definidas e aparentemente sólidas. Isso significa tempo, dedicação, discussões, novas estratégias (de marca e comunicação). Mas significa, acima de tudo, coragem, principalmente em um cenário tão incerto como o que estamos vivendo.

Não sabemos o que nos espera, mas se estivermos em sintonia com a nossa verdade, papel e entrega, seguiremos fortalecidos, com a confiança necessária para as oportunidades que vierem pela frente. Quer mudança? Comece agora.


Daniel Faulin de Lima: Designer, Criativo e Observador. Iniciei minha jornada no design em 2009 pelo SENAC no curso de Interface Digital, após essa temporada fiz extensão em Gestão de Marcas pela ESPM e outros cursos na área de branding, identidade de marcas, design thinking, redação e comunicação. Atualmente sou sócio e diretor de projetos da Neurona Marcas Inteligentes, desde 2009, gerencio todos os projetos de branding, identidade de marca e comunicação das empresas B2B que buscam obter resultados eficientes e criativos em suas estratégias de marca.

Empreender é um ato heroico no Brasil. Há de se travar muitas batalhas contra todas as grandes probabilidades que as estatísticas apontam: Aproximadamente 96% das pequenas empresas decretam falência todos os anos e, além disso, segundo o SEBRAE, 50% dos empreendimentos que decretam falência nos cinco primeiros anos não apresentaram estratégias de gestão enxuta. No entanto, tal conhecimento acerca da metodologia de gestão enxuta, para grande parte da população brasileira, ainda não é acessível. Apesar da vontade e necessidade, a maior parte dos brasileiros nunca tiveram formação em gestão, em educação financeira, tampouco em visão estratégica de negócios. A metodologia da Startup Enxuta, ou Lean Startup, neste caso, é uma possível solução para que este negócio seja embasado e estruturado de uma forma saudável e sustentável.

Quem são nossos heróis?

Estes heróis são responsáveis por 27% do PIB brasileiro, e estão conquistando cada vez mais espaço na economia. Segundo o SEBRAE (2019), 63% deles chegam ao ensino superior, mas não necessariamente concluem o curso. 71% tem o seu próprio negócio como única fonte de renda e 76% deles têm renda familiar superior à seis salários mínimos. Não estamos falando de empreendedores abastados, mas sim de uma parcela da população que está ainda começando e que, pouco a pouco, encontra seu espaço e consegue sustentar sua família de uma forma digna, fugindo dos salários de R$2.500, vale-transporte e ticket alimentação.

O que é a Economia Criativa?

As chamadas “ciências econômicas” buscam lidar com o desafio de relacionar as necessidades dos indivíduos (que são infinitas) com os recursos disponíveis (estes sim são finitos). Já o termo “criatividade” remete a inventividade, inteligência e talento, natos ou adquiridos, para criar, inventar, inovar. John Howkins, um dos principais pensadores do século XXI a respeito da Economia Criativa disse que a criatividade não é produto, é processo. A criatividade aliada aos elementos endógenos de uma nação, destacando a cultura que é desenvolvida e produzida nacionalmente. Esta cultura, que é matéria prima da criatividade, quando aliada ao empenho em enriquecer o produto gerado, é fonte de desenvolvimento – com alcance irrestrito (uma vez que o atual contexto de uma sociedade cada vez mais conectada com outras nações) e, portanto, com potencial impacto de desenvolvimento da economia local, regional e nacional.

A Economia Criativa está fundamentada em quatro principais categorias, sendo elas: Cultura, Design, Mídia e Inovação. Apesar de, no Brasil, representar menos de 3% do PIB brasileiro, globalmente a indústria criativa cresce cerca de 6% ao ano, ou seja, duas vezes mais rápido do que os serviços tradicionais, e quatro vezes mais rápido do que as indústrias tradicionais, globalmente, segundo a OCDE.

É importante lembrar que a singularidade da cultura de um povo confere valor agregado aos seus produtos criativos e proporciona uma vantagem competitiva frente a outros mercados. Não há como copiar o substrato cultural que caracteriza determinadas produções e manifestações. Isso é visto e confirmado na valorização do gênero musical carioca MPB (Música Popular Brasileira) difundido mundialmente em meados da década de 60, em produtos simples de varejo de baixo custo, como a popular marca brasileira de sandálias de borracha Havaianas.

Conceitos básicos da Startup Enxuta

Para os que não são familiarizados com a metodologia, Eric Ries coloca de forma simples e estruturada alguns conceitos que, juntos, formam uma metodologia de gestão e, mais importante, de mudança de mentalidade.

  • Criar um produto que seja co-construído a partir de uma motivação ou ideia e o público-alvo, estando aberto à mudanças e adaptações;
  • Pensar grande e começar pequeno – reduzir ao máximo o tempo de criação do produto, focando os esforços no desenvolvimento de um MVP (minimum viable product, ou seja, o mínimo produto viável que entrega a solução da forma mais enxuta possível);
  • Aperfeiçoar continuamente o produto aplicando o ciclo Construir – Medir – Aprender expondo o mesmo ao público interno e externo;
  • Testar repetidamente o produto com o público alvo e estar aberto a mudar (ainda que radicalmente) o produto – o chamado “pivotar”;
  • O crescimento da empresa é um efeito colateral do próprio produto; anúncios devem ser feito de forma enxuta e racional.

Contarei três histórias inspiradoras de empreendedores brasileiros que, contra todas as probabilidades, conseguiram estruturar um pequeno negócio no setor da economia criativa, e que demonstram na prática como a metodologia Start Up enxuta esteve presente e de forma decisiva para que o negócio prosperasse.

FLIP

Concebida em 2003 com o objetivo de promover, em Paraty, uma cidade longe dos centros culturais e das capitais, uma experiência única de encontro de pessoas, permeada pelas artes. Por iniciativa da ONG Casa Azul e liderada pelo arquiteto Mauro Munhoz, iniciou com um espaço improvisado e contava com cerca de vinte convidados. A criação da FLIP teve um impacto imensurável nesta comunidade local: deu representatividade internacional e altíssimo impacto na autoestima da população local, e ajudou a protagonizar a recuperação do tecido socioeconômico da cidade, além de promover o fluxo contínuo de turistas com perfil qualificado para consumir os produtos artísticos, além de engajar a comunidade em um processo de protagonismo na transformação de seu futuro. Na edição de 2019, contou com trinta e sete autores participantes, e mais de oito mil acessos à tenda que cobra por ingressos, segundo a própria organização da Feira.

FA.VELA

Movido por sua curiosidade e por suas reflexões dadas pelo seu contexto social e econômico, João Souza, jovem negro mineiro, habitante de uma comunidade e com oportunidade de ter uma educação formal, conseguiu ver como esta posição de privilégio possibilitaria coloca-lo em uma figura de agente de transformação da vida das pessoas por meio de desenvolver potencial criativo das pessoas. Assim, idealizou um ecossistema dentro da favela, o Fa.Vela, dialogaria com o contexto da cidade e do entorno dela, minimizando sua segregação econômica e social. Fez um de seus primeiros pilotos com Gilmara, uma jovem negra que era conhecida e admirada pelo seu cabelo afro. João imaginou ajudar a estruturar um salão de beleza mas, Gilmara, conhecedora de seu nicho e com motivação de fazer algo disruptivo em sua comunidade, quis montar um spa para noivas. Era um produto pioneiro e inovador na favela, e que além de movimentar a economia da favela, ainda teria um impacto secundário positivo na mesma, pois ajudaria a empregar profissionais da indústria dos casamentos (maquiadores, fotógrafos, por exemplo). O empreendimento deu tão certo que Gilmara, também com o apoio da Fa.Vela, abriu o segundo estabelecimento.

TAG

Em 2014, Arthur Dambros, em uma biblioteca, teve um impulso empreendedor que compara ao impulso de um artista: de se expressar e ver influência do seu trabalho na vida das pessoas. Com amor inquestionável aos livros, junto ao seu sócio, pensou em fundar um clube de livros e, assim, nasceu a TAG. O modelo de assinatura e de clube de livros já existia há tempos, mas não um com este formato: um clube de assinatura, com uma curadoria de grife: a TAG convida grandes nomes para selecionarem quais livros serão enviados. O crescimento da TAG se deu a partir do poder das redes sociais como uma ferramenta que possibilite o crescimento como efeito colateral do próprio produto e de forma viral; conseguiu, com verba de propaganda enxuta, investir em anúncios que promoviam a indicação da TAG por grandes influenciadores digitais relevantes ao nicho; aproveitou para também se alavancar nas grandes personalidades literárias convidadas para fazer a curadoria dos livros; e, finalmente, pela natureza do modelo de negócio, a TAG funciona por meio de uma assinatura -, ou seja, garante que o usuário do produto seja recompensado e surpreendido todas as vezes que recebe o produto. A TAG também se diferencia de demais clubes de assinatura à medida em que foi crescendo pois aposta em edições exclusivas, personalizam algumas ilustrações e também traduzem as obras. A TAG cresceu tanto que, em 2016, chegou a ter vinte mil assinantes.

Estes são alguns exemplos de empreendimentos de sucesso que, para se estruturarem, ajustarem e crescerem, seguiram muito do que Eric Ries coloca em sua obra Lean Startup. Apesar da simplicidade, não é obvio e tampouco confortável seguir estes passos.


Referências

FIRJAN SENAI. Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil. Fevereiro, 2019.

HOWKINS, J. The Creative Economy – how People make Money from ideas. Londres: Penguin Books, 2001.

RIES, Eric. A Startup Enxuta: como os empreendedores atuais utilizam a inovação contínua para criar empresas extremamente bem-sucedidas. Editora Casa da Palavra, 2012.

SEBRAE – Disponível em http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae> Acesso em 27/setembro/2019.

FA.VELA (site institucional). Disponível em <https://favela.org.br/a-bordo/> Acesso em 02/Fevereiro/2020.

TAG Livros (site institucional). Disponível em < https://taglivros.com/> Acesso em 02/Fevereiro/2020.

FLIP (site institucional). Disponível em < https://www.flip.org.br/> Acesso em 02/Fevereiro/2020.


Alessandra Gaeta: Profissional do Marketing apaixonada por construção de marca, atuando na área há 7 anos, tanto no ambiente da multinacional americana P&G, quanto em ambientes de startup. Entusiasta de modelos de gestão enxutos e eficientes, de como o ambiente digital pode conectar as pessoas e determinada a semear estas ideias. Graduação em Engenharia Civil na UNICAMP, Pós Graduação em Gestão de Economia Criativa pela Belas Artes. Acredita no poder da criatividade, educação e cultura para transformar o mundo.


Imagem: Proxyclick Visitor Management System.

Entregas atrasadas, devolução de mercadorias… o que faço com a logística da minha empresa? Se você se identificou em algum destes cenários, não se preocupe, você não é o único e esses são apenas dois dos grandes desafios de logística nas empresas.

É muito comum ouvirmos falar sobre mudança de comportamento do consumidor e transformação digital, eu mesmo já fiz artigos específicos tratando sobre o assunto. A verdade é que nós, consumidores, estamos mais exigentes e temos dezenas de opções de compra do mesmo produto nas nossas mãos. Avaliações, comentários ou vídeos de consumidores sobre experiências negativas de compra podem destruir em minutos a reputação que empresas levaram décadas para construir. Quer mais? Além de todos esses pontos, sim, nós temos pressa! Muita pressa!

Mas onde entra a logística nessa história?

A logística, para determinados segmentos, é peça chave para uma excelente experiência de compra, como é o caso dos segmentos de varejo e e-commerce. Quantas vezes você pensou e repensou uma compra após ver o prazo de entrega, preço do frete ou por ler um comentário de uma avaliação ruim?

A verdade é que as empresas seduzem seus clientes através de estratégias inteligentes de marketing e promoções, e conduzem o cliente até o ato da compra. Até então nada de errado, faz parte do jogo e é isso mesmo. Mas o processo não acaba aí, este foi só o primeiro passo de um trabalho infinito – a experiência de compra, o pós-compra, o relacionamento, etc.

Diante desta realidade – que nem podemos mais chamar de nova – ter um cliente que comprou e não ter estoque disponível para atender é uma grande bola fora, mais do que isso, é desperdiçar todo investimento realizado no marketing. Bom, para evitar que a ruptura no inventário do estoque faça sua equipe e o seu negócio desperdiçarem estratégias e, principalmente, dinheiro, é fundamental rever o processo logístico.

Neste momento a minha orientação é que sua empresa faça um inventário do seu estoque começando pela curva ABC de vendas, cobrindo primeiramente os produtos que têm maior giro. O segundo momento é trabalhar os produtos de menor giro e, quando esses dois primeiros estiverem finalizados, é hora de implementar estratégias de inventário cíclico para manter seus estoques com o máximo de acuracidade, até você não precisar mais fazer inventário de estoques. Nesta fase a tecnologia pode ajudar de forma significativa, sendo um diferencial do processo, inclusive.

A ruptura de estoques foi apenas um exemplo para despertar o olhar das empresas para a sua operação logística, sem dúvida muitas estão perdendo ou deixando de ganhar dinheiro e mercado por não fazerem os investimentos necessários nessa área.

A gestão de estoques em centros de distribuição pode ser melhorada com a implantação de um sistema de WMS – Warehouse Management System. A implantação pode levar de 3 a 6 meses de acordo com o tamanho e complexidade de sua operação. Os custos também são variáveis, mas os ganhos são contínuos e escaláveis à medida que sua operação amadurece e evolui com o uso do sistema.

Se ainda não estiver convencido da necessidade de investimento da logística, minha sugestão é avaliar o custo de aquisição de um cliente versus o investimento em logística para melhorar a sua experiência de compra e aumentar a taxa de fidelização do mesmo.


 Anderson Benetti é Head de Produto WMS na Senior. Possui mais de 15 anos de experiência na área de TI, atuando diretamente nos segmentos de Transporte e Armazenagem. É graduado em Gestão da Tecnologia da Informação, Pós-Graduado em Gerenciamento de Projetos pela Universidade do Sul de Santa Catariana (UNISUL) e com MBA em Logística e Supply Chain pelo Instituto Brasileiro de Supply Chain (INBRASC). Atualmente é Gerente de Produto das soluções de Gestão de Armazenagem e Transportes da Senior Sistemas.

Atualmente, quase tudo o que fazemos precisa ser em pouco tempo. Quando queremos falar com outras pessoas ou empresas queremos que seja tudo muito rápido, e vou além, queremos centralizar a maior parte das nossas tarefas em poucas plataformas. Pensando nisso, quando falamos em cliente/consumidor, o contato precisa, agora mais do que nunca, ser rápido e eficiente, além de, se possível, em um único canal.

Você deve estar se perguntando: mas com tantas opções, por que tentar centralizar? Pelo simples fato de ter a sensação de que é uma conversa contínua. Pode parecer que não, mas em uma época onde as pessoas não querem perder tempo, parar para explicar um histórico é considerado um desperdício do mesmo e incomoda o consumidor. Segundo o Relatório Zendesk de Tendências da Experiência do Cliente para 2020, 68% dos clientes ficam irritados quando suas chamadas são transferidas entre departamentos.

Além disso, segundo o mesmo relatório, mais de 70% dos clientes esperam que as equipes das empresas colaborem entre si. O que isso quer dizer? Que a colaboração entre equipes é um elemento essencial para o sucesso de das empresas. As equipes de vendas e suporte precisam trabalhar em parceria para trocar o maior número de informações sobre interações antigas dos clientes com as mais recentes. É natural que as empresas ofereçam cada vez mais canais de comunicação e isso não é um problema – o ponto crucial aqui é conectar dados para fornecer uma experiência cada vez melhor para quem está do outro lado.

Acredito que essa troca de informações e principalmente a maneira de interagir com o cliente seja o maior desafio no momento. Até porque, além dos canais que as empresas já disponibilizam, algumas pessoas esperam que o mercado se adapte e adicione às suas ferramentas de comunicação todos os canais novos. Aliás, acredito que lidar com essa expectativa seja o maior desafio. Por isso é tão importante conectar as equipes e mais uma vez: os detalhes estão nos dados. Com uma comunicação rápida, alinhada entre setores e de acordo com os canais de escolha dos clientes, as chances de ter um cliente satisfeito com o atendimento, que aprove a experiência oferecida e seja fidelizado pela empresa é certa.


Adriano Ribeiro: especialista em Inovação e Empreendedorismo pelo Stanford Center for Professional Development e sócio da Kiddo, consultoria de design de customer experience especializada em construir para empresas jornadas únicas para o contato do cliente com a marca. A Kiddo tem foco em tecnologia e design de usabilidade, construindo caminhos para o relacionamento do público com as empresas visando a fidelização, conversão e métricas de atendimento e retenção.

Com o aumento da expectativa de vida no Brasil, cresce de maneira rápida aos olhos do mercado publicitário o denominado ‘Silver Market’, que atende à faixa da população com mais de 60 anos.

Não é por menos. O número de adultos brasileiros com 65 anos de idade ou mais cresceu 26% entre 2012 e 2018, ao mesmo tempo em que a população de até 13 anos recuou  6%, mostram dados da pesquisa “Características Gerais dos Domicílios e dos Moradores 2018”, divulgada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo projeções do mesmo IBGE, no ano de 2050, a parcela de idosos será de 63 milhões de pessoas no país. Para termos de comparação, em 1980 havia 10 idosos para cada 100 jovens. Em 2050, serão 172 idosos para cada 100 jovens, já que a esperança de vida no Brasil cresce exponencialmente desde a década de 50.

Assim, ao ligarmos a TV, ao folhearmos revistas ou mesmo ao navegarmos pela internet, é comum vermos mais e mais propagandas com idosos como protagonistas. Um dos cases de marketing mais relevantes do setor nos últimos anos  é o crescimento assombroso da marca Prevent Senior, plano de saúde privado dirigido a mais velhos com preços menos exorbitantes do que os praticados por operadoras que há anos dominavam o mercado. A marca Prevent Senior, que em seus spots publicitários, batizou os idosos de ‘adultos +’, tem agora até quiosques nos shoppings mais badalados de São Paulo para atrair mais e mais consumidores.

Recentemente, também em São Paulo, aconteceu o ‘Fórum da Longevidade’, evento com palestrantes e expositores, permeado por ações estratégicas para que empresas dos mais variados setores apresentem diretamente ao público de idosos suas propostas em produtos e serviços para estimular e promover a longevidade saudável e ativa.

E para quem acha que ser ‘influencer’ é coisa de gente millenial, não é bem assim… O mercado de influenciadores sênior está começando, lentamente, a dominar as antes temidas ferramentas digitais para dar voz a canais de conteúdo. No exterior, celebrities como a fashion icon Iris Apfel, de 94 anos, e a acadêmica Lyn Slater, com 63, tornaram-se cases emblemáticos de instagrammers que quebram paradigmas de idade no mercado das redes sociais. No Brasil, a moda está começando a pegar e a consultoria de marketing de influência Squid, já identificou em sua base cerca de 65 micro-influenciadores com mais de 54 anos, enquanto a Hype 60+, especializada em longevidade, mapeou cerca de 50 influencers sênior no país.

Os empresários e startups também se aproximam do ‘silver market’ com sede de boas experiências e sucesso. De olho nas necessidades desta faixa etária mais velha, porém cheia de expectativa de vida, a publicitária Valéria Lazzarini, de 37 anos e seu irmão, o médico de família Dr. Mauricio Lazzarini, de 42, lançaram a plataforma CuidaSenior, que otimiza um contato inicial entre os cuidadores de idosos e seus contratantes.

O app, compatível com os sistemas operacionais IOS e Android, funciona intermediando a contratação de cuidadores, em plantões de 6h, 12h ou 24h para ambientes domiciliares ou hospitalares – sem a necessidade de um contrato longo mensal, como nas agências. Estes profissionais irão ajudar os idosos nas atividades básicas de um cotidiano de autocuidados como: alimentação, idas ao banheiro, vestir roupas, higiene pessoal, banho, apoio no andar e auxílios com cadeiras de rodas.

A Vitus Longevidade também chega ao mercado como uma novidade e tanto para os idosos brasileiros e suas famílias. Trata-se de um serviço pioneiro de concierge para a Terceira Idade com atendimento às necessidades básicas e especiais em domicílio. Através da Vitus, as famílias que não têm tempo e energia para cuidar de seus parentes mais velhos irão terceirizar este serviço por meio de um profissional que irá contratar desde enfermeiros, até cuidar das contas e lista de compras na residência desses idosos.

E não há dúvidas de que envelhecer será cada vez menos uma tarefa dura e cansativa, se depender da vontade dos cientistas. No exterior,  startups e pesquisadores acadêmicos vêm desenvolvendo parcerias arrojadas de olho na parcela da população mais idosa. A telemedicina caminha a passos adiantados e a tendência é que cada vez mais, pelo menos para assuntos menos graves, tudo seja resolvido por uma consulta à distância. Com um prontuário em mãos, o médico ajuda os pacientes a resolverem problemas de baixa complexidade.

Bengalas e andadores também podem, em breve, virar coisa do passado. Empresas estão trabalhando em trajes robóticos que podem aposentar de vez acessórios convencionais de locomoção dos idosos. Eles consistem em uma espécie de exoesqueleto que possibilita que os mais velhos, a partir de um pequeno impulso elétrico, possam se movimentar com facilidade.

Doenças debilitantes como o Mal de Parkinson, por exemplo, também vêm contando com uma mãozinha do mercado silver para que seus impactos sejam atenuados. Já existem lá fora soluções tech para lidar com os tremores que causam diversos incômodos aos acometidos pela doença, inclusive na hora de comer. Um dos talheres é o norte americano Lyftware e o outro é o chinês Gyenno, que custam cerca de US$ 200.

Até o gigante Google também quer dar uma força para toda uma população idosa que sofre com a diabetes. Por isso, trabalha com uma patente que promete medir a glicose através de lentes de contato. Em vez do sangue, estas lentes analisariam a lágrima do doente e enviariam o resultado do nível de glicose para um smartphone.


Por Vanessa Kopersz Ming, 45 anos, jornalista e publicitária, CEO da assessoria de imprensa TYPE.

Imagem de destaque: Daniele Levis Pelusi

O Instagram é uma rede social para compartilhar fotos e vídeos entre usuários e que permite o compartilhamento em outras mídias sociais.

Essa rede social é cada vez mais popular no mundo. De acordo com pesquisa da Hootsuite e We Are Social, o Instagram tem 1 bilhão de usuários e destes, 66 milhões são brasileiros.

Devido ao grande número de usuários, as empresas estão cada vez mais interessadas na rede, tanto que o Instagram tem mais 2 milhões de anunciantes.

Além das vendas, o Instagram também ajuda a fortalecer o Branding da empresa por meio da divulgação e da interação com os seguidores.

Mas para ter sucesso nessa estratégia é preciso que o seu perfil na rede social seja atraente para o público e nós preparamos dicas matadoras para sua marca se destacar no Instagram.

Por que investir em Branding?

Branding é a estratégia de gestão e reconhecimento da marca no mercado por vários fatores.

Isso porque a mudança no comportamento do mercado é cada vez constante. No passado, as empresas se preocupavam em produzir e distribuir os produtos aos clientes com pouca variação.

Com o tempo, o foco tornou-se a gestão direcionada ao marketing, que permitia maior variedade dos produtos, porém, com a grande concorrência, as empresas não tinham um diferencial.

E para mudar essa situação, muitas empresas focaram no branding, investindo na comunicação, entrega e no relacionamento com o cliente para mostrar uma personalidade institucional.

Branding ajuda a empresa a ficar atrativa, pois ela expressa os seus valores diferenciais ao público, tornando-se mais querida pelos consumidores e até para captar novos talentos.

Essa estratégia também é fundamental para se diferenciar da concorrência. A razão disso é a conexão que a marca tem com o público, gerando reconhecimento imediato por meio da comunicação.

Por se tratar de uma rede social, o Instagram possibilita melhorar o branding das empresas pela facilidade em interagir diretamente com os seguidores.

Isso é importante principalmente para as pequenas empresas, que não tem tantos recursos financeiros para investir em marketing e precisa se diferenciar para aumentar as vendas.

Como melhorar o branding pelo Instagram

O primeiro passo para crescer no Instagram é sempre se manter presente. Monte um cronograma de publicações e veja a periodicidade correta antes de postar algo.

Escolher a periodicidade é fundamental para atrair e manter os seguidores engajados, pois sua empresa consegue passar a mensagem para o público e horário certos.

Além da periodicidade, outros elementos são fundamentais para alavancar o branding, como:

Monte um perfil no Instagram

Uma biografia bem feita da empresa no Instagram é muito importante, pois ela é o cartão de visitas para o seu público.

Portanto, coloque informações sobre a sua empresa, a missão, valores da empresa e dados pessoais como o seu nome, com intuito de ficar mais próximo.

Inclua também hashtags relacionadas ao seu mercado para facilitar o posicionamento da empresa na rede e deixe o link da empresa no perfil, redirecionando futuras vendas na rede social.

Produza conteúdo de alto valor

Após criar a biografia, o próximo passo é produzir conteúdo para atrair seguidores e possivelmente um futuro lead (potencial cliente) para a empresa.

O primeiro passo é definir como a companhia pode gerar valor para os seus seguidores. É importante se conectar com essas pessoas e oferecer algo que seja de alto valor para elas.

Como exemplo de conteúdo, informe o seu público com posts sobre os assuntos tratados da sua empresa, e crie conteúdos de motivação que aumentam o interesse do público pelo seu perfil.

Conte histórias no feed

Uma forma de conquistar o público e mantê-los engajados é postando imagens com legendas de histórias inspiradoras.

Fotos com histórias auxiliam no engajamento do público, pois o conteúdo produzido será proveitoso para o público, com intuito de ser uma autoridade no assunto.

Pense em conteúdos que sejam valorosos para seus seguidores, pois isso será decisivo para manter a empresa mais conectada com o público, tornando uma referência para o público, podendo resultar em vendas no futuro.

Invista no fortalecimento da sua marca

O branding é uma estratégia de gestão da empresa enquanto uma marca, com objetivo de ser uma referência para os seus clientes na hora de comprar determinado produto.

Essa estratégia auxilia a empresa a ser uma autoridade no mercado, sendo um ponto chave para a empresa alavancar as suas vendas.

E para a empresa encontrar meios de como vender mais que a concorrência, o branding é fundamental, pois a missão e valores bem construídos da empresa passam a ser mais atraentes que o próprio produto em si.

Portanto, essa é uma oportunidade para as pequenas empresas conseguirem destaque em um mercado altamente concorrido, facilitando o trabalho da equipe de vendas na hora de fechar o negócio.


Mateus Portela: Assessor de Imprensa do Marketing para Indústria

Imagem: Ben Sweet/Unsplash

Todo empresário e gestor empresarial sonha e almeja saber exatamente o que os consumidores esperam de sua marca. Com as facilidades geradas pela tecnologia e o aumento do acesso à informação, o consumidor passou a ser mais exigente e bem informados sobre as ofertas, produtos e organizações. Este consumidor do século XXI também é conhecido como consumidor 4.0.

O consumidor 4.0 quer proximidade. Ele quer fazer parte da marca e ser compreendido. Não apenas consumir um produto, mas sim, vivenciar e se sentir abraçado por ele. Os consumidores não querem mais apenas ter relações comerciais, mas, também, encontrar uma espécie de “braço amigo” nas marcas.

Para que as marcas consigam atender as expectativas dos consumidores, o caminho é árduo e merece atenção dos empresários. Quanto mais a empresa divulgar o seu real DNA e o propósito, mais os consumidores vão se conectar naturalmente. Assim, é possível alcançar o seu real público, aquele que tem a mesma essência da marca, que busca o mesmo sentido. Quando a empresa consegue se conectar deste maneira com seus consumidores, as expectativas tornam-se realidade, e passamos a ter advogados de marca. Ou seja, mais do que consumidores, eles compram e defendem aquilo em que acreditam em todos os lugares. Por exemplo, muitos consumidores dizem preferir marcas que lutam por causas sociais relevantes na sociedade atual. Este fato foi comprovada pela pesquisa realizada pelo Ipsos Global Reputation Center, que apontou que cerca de 82% dos consumidores preferem marcas que invistam e contribuam para um mundo melhor.

Hoje em dia, é comum ver marcas querendo agradar os consumidores, com produtos e serviços totalmente inovadores. Mas, muitas vezes, a inovação está ligada a valores simples, como pensar no bem-estar e conforto dos seus consumidores e em maneiras de facilitar a vida dos clientes. Não necessariamente deve abranger só a tecnologia avançada para compra. Isso também é importante, mas deve-se pensar como cliente e se colocar no lugar dele, isso é o que fará a diferença daqui pra frente.

Para finalizar, acredito que a empatia é a peça chave para um relacionamento de sucesso, porém, não é do dia para a noite, isso se constrói com o tempo.


Maka Werner: empresário e consultor de gestão de marcas e gerenciamento de projetos de marketing e design, e facilitador na metodologia Lego® Serious Play® no Brasil.

Hoje, somos todos famosos (ou quase). Ao menos, essa é a percepção que temos ao procurarmos nossa trilha digital na Internet: perfis em redes sociais, participação em seleções, comentários em portais de notícias e até divulgação em sites próprios “confirmam” nossa existência. Soma-se a esse processo o acompanhamento de empresas como Google e Facebook, que conseguem saber onde estivemos, com quem interagimos, os assuntos que procuramos e até as fotos nas quais aparecemos. Todo esse movimento tem transformado a vida privada em um espetáculo público, com exposição constante e rastreamento de todas as nossas experiências.

Se a tecnologia é uma facilitadora para guardar e organizar dados, permitindo que tenhamos acesso a documentos e fatos que seriam encontrados há alguns anos apenas em procuras extensas em bibliotecas, ela também pode ser um perigo se não for bem administrada. E, em grande parte das vezes, a culpa é do próprio usuário. Muito do que expomos sobre nosso cotidiano é por escolha. Seja pelas publicações que disponibilizam dados que podem comprometer a segurança (quantas vezes já vimos casos nos quais os sequestradores arquitetaram seus planos com informações extraídas de mídias sociais?), seja por aceitarmos as condições propostas em dezenas de linhas – que geralmente não lemos – para ter acesso a diversos serviços gratuitos ou pagos.

O famoso caso da Cambridge Analytica, que utilizou de maneira indevida os dados de mais de 87 milhões de usuários do Facebook, repercutiu nos últimos meses pela dimensão do impacto. Devido a brechas da maior plataforma social do mundo, a Cambridge teve acesso a informações de pessoas além das que consentiram com os termos do “thisisyourdigitallife”. Tudo isso foi supostamente utilizado em campanhas eleitorais nos Estados Unidos e podem ter influenciado na vitória de Donald Trump, na corrida presidencial de 2016. Desde então, o Facebook tem buscado formas de prover mais segurança, mas a própria mídia social fatura ao utilizar as informações que compartilhamos com ela – não seria um paradoxo?

Nesse cenário, é interessante apontar o que poucos levam em consideração. Ao menos, observamos a preocupação de aplicações para computadores e smartphones sobre medidas de segurança de dados. Mas o que acontece quando incluímos a Internet das Coisas nessa equação? Qual a quantidade de dados estamos fornecendo sem sermos questionados se queremos mesmo compartilhá-los? E o mais importante: o que tem sido feito com essas informações? Seria mesmo a perda de privacidade um fator que pode influenciar na nossa perda de liberdade?

Não podemos apenas demonizar esse processo, até porque também nos beneficiamos da “perda de privacidade” – isso quando ela é compartilhada de forma controlada e utilizada com inteligência. Por exemplo, receber sugestões de filmes ou notícias conforme seus gostos pode ser um facilitador (além de que, ao saber nossas preferências, as empresas podem se adequar para atender melhor às necessidades). Somos tratados como indivíduos e tudo passa a ser personalizado. Entretanto, até que ponto não prejudica quando o que deveria ser privado se torna público?

De toda a exposição que temos nos dias atuais tem algo que realmente é uma perda. Não existe mais o direito ao esquecimento. O passado acaba sempre voltando, com tantas informações disponíveis, muitas das quais passamos a perder o controle. O conteúdo disponibilizado na Internet reverbera: é compartilhado, copiado, roubado. Estar conectado tem um preço. A vida online influencia diretamente a offline. O que deve prevalecer nesses casos é o bom senso e o maior desafio está em encontrar o ponto de equilíbrio entre a exposição e a privacidade.

Fernando Matesco: diretor técnico do Instituto das Cidades Inteligente (ICI).

Quando ouvimos falar em marcas, é bastante comum lembrarmos de algumas específicas de imediato, mas você já parou para se perguntar porque isso acontece? Esse tipo de resultado ocorre em razão do que chamamos de branding, prática que vem atrelada a um conjunto de ações e estratégias que tem como foco manter a imagem de uma marca ou empresa de forma positiva e clara não só para seus consumidores mas, também, para o público em geral, incluindo colaboradores, fornecedores, concorrentes e potenciais clientes.

É bastante comum observarmos empresas com menor solidez de mercado acreditando que a prática é apenas uma ferramenta de comunicação, podendo ser exercida e desenvolvida por qualquer tipo de profissional vinculado à área, o que sinaliza o primeiro grave erro quando falamos de gestão de marcas.

O que é branding e como colocá-lo em prática?

Para entendermos melhor, quando falamos de branding, estamos falando de estratégia de mercado e construção de marca, ou seja, além de aumentar a visibilidade, também pensamos e instigamos a percepção do consumidor sobre essa determinada empresa, de forma que a imagem dela seja associada aos seus objetivos estratégicos, com a mensagem que ela deseja transmitir a quem a consome, ou até mesmo, sua missão, visão ou valores, por exemplo.

Para colocar a estratégia em prática é necessário reunir algumas peças. A primeira delas é ter em mãos um bom plano de negócio que transmita de forma clara e objetiva o rumo e pretensões da empresa no mercado. Com ele, é possível definir o papel da marca no mercado, onde ela está hoje, como se relaciona com o seu público e onde quer chegar. Trata-se de uma importante ferramenta para as empresas que também já atuam no mercado há algum tempo, mas estão perdendo visibilidade, solidez ou credibilidade. Ao terem essa percepção, é porque já chegou o momento de reavaliar sua estrutura, reexaminar seus conceitos, diferenciais e serviços e reencaixar aquela peça que provavelmente pode estar deslocada: a gestão da marca, mais conhecida como branding.

Branding deve, por obrigação, estar instaurado no dia a dia de uma empresa de maneira clara e eficiente. Quando vemos uma empresa que possui valores sólidos e um bom direcionamento, conseguindo comunicar isso em todos os seus pontos de contato, seja na recepção, uniforme dos funcionários ou postura dos gestores, certamente é porque essa marca está potencializando-se no mercado, diferente daquelas que não conseguem alinhar criar essa sintonia fina entre seus valores, propósitos, produtos ou serviços na hora de transmitir a mensagem correta para seus stakeholders.

Para destacar-se perante a concorrência, além de claro, oferecer um bom produto ou serviço, empresas necessitam transmitir os demais atributos de marca e isso é muito mais do que uma entrega básica de produto. Estamos vivendo a era do Marketing 3.0, mais conhecido como o marketing das causas, na qual as empresas devem estar conectadas com aquilo que efetivamente acreditam, mostrando seu posicionamento para o mundo, fazendo com que a mesma seja mais “humana” e sensível aos acontecimentos e fatos, não visando simplesmente o lucro. Como exemplo, podemos citar os grandes cases, com slogans emblemáticos, tais como: “OMO – Porque se sujar faz bem”, ou ainda McDonald’s- Amo muito tudo isso”.

A partir desse tipo de mensagem, as marcas estão transmitindo muito mais a essência de seu posicionamento sobre uma causa do que falando só do produto em si. Em geral, esse tipo de ação consegue criar uma diferenciação que alcança e enlaça muito mais consumidores que coadunam com esse estilo de vida, gerando identificação e empatia.

É importante ressaltar que branding não necessita de grandes investimentos, mas sim de tempo. Para solidificar uma marca é primordial ir além do aspecto técnico da comunicação. Além do plano de negócio bem definido, visto anteriormente, a segunda grande peça desta engrenagem é: treinar os funcionários para transmitir e alinhar os valores e causas da empresa, fazendo-os caminhar juntos com a marca. Dependendo da empresa, estamos falando de um contingente com 30, 50, mil pessoas que, de largada, já podem ser multiplicadores desse conhecimento e iniciativa.

Mas, então, como desmistificar algumas ideias sobre essa importante ferramenta de gestão que toda a empresa precisa ter? Abaixo, seguem algumas respostas que podem auxiliar na empreitada:

Somente grandes empresas ou marcas podem trabalhar com branding?

MITO. Todas as empresas deveriam trabalhar o branding, sem exceções.As pequenas empresas muitas vezes possuem maior dificuldade por falta de conhecimento técnico ou, até mesmo, em alguns casos, por desconhecimento da estratégia. Nas PME’s, consideramos seu tamanho e alcance como um ponto positivo a ser trabalhado, já que, muitas vezes, uma estrutura menor torna-se extremamente interessante e rica para se trabalhar o branding, seja por sua história de fundação, seja pela maior proximidade com o público-final ou, ainda,por possuir produtos mais específicos e direcionados para mercados pouco explorados, por exemplo.

Branding e propaganda são sinônimos?

MITO. São diferentes, mas se complementam. Branding pertence às inúmeras estratégias que envolvem o marketing, e nada mais é do que a gestão de marcas, conceito que envolve sua visibilidade de maneira positiva, expressa qual sua missão, seu foco e a quem se destina. Já a propaganda,serve como um dos meios de divulgação de determinada marca, como forma de apresentá-la perante o mercado, fortalecendo todo o pré-trabalho executado através do marketing e do branding.

Rebranding: como fazer?

O trabalho de rebranding pode ir muito além de uma mudança de identidade visual como muitos pensam, e demanda, consequentemente, maior investimento e tempo de trabalho. Quando falamos de rebranding para empresas que passaram por uma crise, antes pensar em como fazer, é importante apaziguar e resolver as pendências, investindo na gestão de crise. Após esse processo, a confiança do público pode estar completamente abalada, então, é nesse momento que o rebranding entra, criando um estudo de desdobramento de marca, pesquisas e análise de percepção de comportamento de um certo público, tudo para recuperar-se diante dos funcionários, clientes e mercado.

 O que é Brand Awareness?

Brand Awareness é uma das métricas de avaliação dentro de um processo de branding, e normalmente é utilizado quando uma empresa é introduzida no mercado. Essa ferramenta pode denotar reconhecimento, ou seja, a lembrança de marca, de maneira muito mais abrangente e positiva. O brand awareness é o que faz uma empresa ou serviço, serem conhecidos em larga escala, e os tornam sinônimos de categoria como, por exemplo, os cases do “Cotonetes”, “Bombril” e “Gilette”.

Pensando pelo viés de negócio, quanto maior o reconhecimento de marca, maior também o valor de mercado, pois, aquelas que são sinônimos de categoria tendem a ter seu valor, potencial, prestígio e estruturas internas maiores e mais consolidadas, além de oferecerem menores riscos e chances de crise.

Com um bom trabalho de comunicação, marketing e publicidade, o brand awareness pode ser potencializado através de um mix de comunicação que faça com que consumidores internos e externos de determinado serviço ou empresa, tenham maior recorrência de impacto pela marca, mas é importante salientar que esse tipo de estratégia, pode ser um processo de médio a longo prazo, assim como a gestão de marca (branding), que vem no topo dessa cadeia.

Seguindo essas orientações, é possível reunir as peças e fazer a engrenagem rodar, ligando os motores da empresa a todo vapor. Claro que, ter um especialista para orientar quanto às manutenções, direções e levantamento de dados de mercado também contribui e muito para que a estrada seja menos tortuosa e difícil.

Fernando Souza é especialista e pioneiro em comunicação e mídias sociais no Brasil e atua no mercado há 15 anos, desde o primeiro blog lançado em 2006: Twitter Brasil. O profissional possui ampla experiência nos mais diferentes processos de marketing digital, mercado no qual vem empreendendo nesse período e, atualmente, ministra cursos In Company na São Paulo Digital School e é docente de Marketing Digital e Negócios Digitais das aulas de pós-graduações do IED (Instituto Europeu de Design) e da FIA (Fundação Instituto de Administração). Além disso, Souza é fundador da FS Consultoria & Treinamento, realizando consultoria para empresas de diferentes portes e segmentos, ministrando também palestras e workshops para diversas instituições, tais como: Globosat, Abbott, Ammo Varejo, Quiksilver, GO Eyewear (Cartier, Montblanc, Evoke, Ana Hickmann), Kimberly & Clark, Votorantim Cimentos, Grupo Dass, MIS, Shopping Eldorado, PUC-SP e ESALQ-USP. Mais informações no site.

Muitas pessoas tem curiosidade sobre como funcionam efetivamente os contratos de licenciamento, existem muitas dúvidas sobre questões como a remuneração e outros detalhes a respeito do licenciamento de marcas e produtos. Hoje vou falar especificamente sobre os royalties.

Apenas para contextualizar, royalties são os valores que a marca tem para receber por ter cedido sua propriedade para que um terceiro (empresa licenciada) possa produzir e comercializar determinado produto ou serviço.

Quer um exemplo do que costuma acontecer nas negociações?

Um clube de futebol cede sua propriedade para que uma empresa de mochilas possa produzir e comercializar mochilas com escudo do clube. O clube irá receber um percentual (royalties) sobre todas as vendas da empresa.

E é aí que começa a negociação: Qual o percentual a empresa deve pagar?

Uma das partes mais delicadas nas negociações dos contratos de licenciamento é a definição do percentual de royalties que serão pagos. De um lado, as marcas querem maximizar sua receita e do outro, as empresas licenciadas querem reduzir o valor a pagar.

É um verdadeiro cabo de guerra com as partes puxando para o seu lado. É sempre importante ressaltar que, não somente no licenciamento, mas em quaisquer negócios uma negociação não envolve um ganhar e outro perder. A negociação deve servir sempre para que as duas partes saiam feliz com o resultado.

Segundo a ABRAL (Associação Brasileira de Licenciamento) os royalties podem variar de acordo com as categorias dos produtos, conforme a lista abaixo:

  • Alimentos: 3 a 5%
  • Roupas e Calçados: 10%
  • Acessórios: 8 a 12%
  • Eletrônicos: 8 a 10%
  • Cosméticos: 5 a 8%
  • Cadernos: 10%
  • Brinquedos: 10 a 12%
  • Artigos de Bazar: 7 a 10%
  • Editorial (publicações): 4 a 8%
  • Serviços (cartões de crédito e conteúdo para celular): 10 a 30%
  • Fraldas: 2 a 4%

Existem alguns livros interessantes que podem te ajudar a compreender melhor os números acima e como funciona esse universo:

  1. The New and Complete Business of Licensing: The Essential Guide to Monetizing Intellectual Property
  2. Licensing Royalty Rates

A verdade é que essa negociação é aberta e não existe certo ou errado, cada marca utiliza seu modelo de negociação e percentual de royalties. Há marcas que cobram 12% independente da categoria de produto, algumas cobram 15%, outras cobram 10% de royalties mais 2% de taxa de marketing, outras cobram de acordo com o tipo de produto, etc.

Como falei anteriormente, cada empresa tem a liberdade de definir sua própria política e não existe mal nenhum nisso, afinal, a marca tem o poder de definir o modelo de negociação que melhor lhe convém.

Além do percentual de royalties, outro ponto muito comum de negociação é definir se os royalties serão cobrados pelo valor bruto ou líquido das vendas. Mas, afinal, o que é isso?

Existe uma grande dúvida no entendimento em relação ao cálculo do royalties, se incide no valor bruto ou no valor líquido. O que tenho percebido que por falta de conhecimento, diversos contratos muitas vezes são mal redigidos e dão margem para interpretações equivocadas na apuração dos royalties, que podem gerar problemas futuros para ambas as partes.

Preste atenção em como realmente funciona, vou explicar detalhadamente:

Quando falamos em royalties bruto, quer dizer que, o percentual definido de royalties irá incidir sobre o valor bruto das vendas, sem dedução de impostos. Quando falamos em valor líquido, antes de efetuar o cálculo dos royalties, é realizada a dedução de impostos.

Particularmente, não compactuo com cálculos de royalties sobre o valor líquido. Pra mim o ideal é sempre calcular os royalties sobre o valor bruto comercializado, o que facilita o processo de controle e transparência nos relatórios de prestação de contas.

Devido ao fato de estarmos num país com regras tributárias complicadíssimas, além da instabilidade tributária constante, julgo que essa é a melhor forma de calcularmos. Imagine que uma marca feche um acordo de 10% de royalties sobre as vendas, permitindo a dedução de impostos. Se considerarmos apenas ICMS, PIS e COFINS, os impostos poderão chegar a 20,65%.

Isto é, seus royalties não são de 10%. Os royalties efetivos são de 7,935%.

Como trabalhamos com muitos cases de licenciamento de clubes de futebol ainda existe a dedução de INSS, que geram muitas dúvidas para clubes e empresas licenciadas. Nessa postagem da License Solutions falamos sobre como funciona essa dedução.

Agora vou trazer aqui na prática como funciona essa conta de apuração de royalties sobre o valor líquido e sobre o valor bruto e vou mostrar como os clubes perdem dinheiro se não calcularem o valor dos royalties sobre o valor bruto das vendas:

Exemplo (10% de Royalties):

Faturamento Bruto: R$ 500.000,00

Royalties: R$ 50.000,00

Valor que o clube irá receber (Descontado INSS): R$ 45.000,00

Faturamento Bruto: R$ 500.000,00

Impostos (ICMS 17%, PIS 0,65%, COFINS 3%):  R$ 103.250,00

Valor Líquido: R$ 396.750,00

Royalties: R$ 39.675,00

Valor que o clube irá receber (Descontado INSS): R$ 37.691,25

Diferença de R$ 7.308,75.

Isso, num montante de 50 contratos, por exemplo, pode gerar uma diferença de aproximadamente R$ 365.000,00.

Fora que, com a instabilidade fiscal do país, os impostos podem ser alterados e o valor dos royalties efetivos serem ainda mais reduzidos.

Ficou clara a diferença do calculo dos royalties sobre o valor bruto e sobre o valor líquido?

E você, o que acha sobre o assunto?

Os royalties devem ser sobre o valor bruto ou líquido?

Bruno Koerich de Paula (CEO License Solutions)