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Marcia Auriani

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Em um cenário hiperconectado como o que vivemos, as notificações e aplicativos dos smartphones, bem como os sites de redes sociais, criam um mar infinito de conteúdo e um paradoxo. O paradoxo da escolha. É neste contexto que o Branded Content surge como um poderoso aliado contra o déficit de atenção.

Branded Content significa conteúdo de marca, ou seja, a criação de conteúdo que está diretamente relacionado ao universo de uma marca. Esse conteúdo precisa ter qualidade, relevância e informação para o público-alvo, além de fortalecer os valores associados ao posicionamento da marca.

Em linhas gerais, Branded Content é todo conteúdo produzido pelas marcas para conversar com o seu consumidor, fornecedor, colaborador e, assim, criar engajamento nesta mensagem. Entretanto, esse conteúdo não tem como objetivo prioritário vender diretamente um produto e/ou serviço, como é o caso da publicidade. A ideia aqui é apostar em qualidade e relevância sobre um determinado assunto visando se tornar uma referência sobre o tema e encantar o público.

Branded Content é uma forma incrível de criar uma conexão com o público-alvo do segmento em que a empresa atua e oferecer conteúdos úteis que agreguem valor, associando a marca no processo.

Não há uma plataforma de mídia específica que define o sucesso do Branded Content, mas sim o conteúdo apresentado com valor e diferenciação.

Desta forma, a dinâmica da divulgação da marca muda. Em vez de ser associada por meio de anúncios, que são frequentemente ignorados ou mal recebidos, a marca passa a ser associada com informação ou diversão, que possuem mais valor para os seus envolvidos e também para seu posicionamento estratégico.

As ferramentas que podem ser trabalhadas são textos envolventes, criativos e bem humorados em vídeos, e-books, slides, aplicativos, blogs, sites, entre outros. Não importa quais plataformas utilizará para fazer um conteúdo de marca e sim atingir o objetivo, que é engajar clientes, colaboradores e formadores de opinião e torná-la reconhecida por seus valores e não apenas por seus produtos e serviços.

O objetivo do Branded Content é criar relacionamento, criar valores e gerar diálogos de maneira sutil e divertida, onde a percepção da marca se destaque e envolva todos os públicos envolvidos.

Quando a marca oferece ao público um conteúdo que supera as suas expectativas, a chance de gerar impacto é muito grande. É por esse motivo que muitas marcas sérias e respeitáveis estão desenvolvendo Branded Content divertido, humorístico, com uma linguagem sutil e, assim, surpreendente.

Veja o case de O Boticário, cujo tema é “Auto Estima Acima de Tudo”.

Marcas de beleza geralmente chegam às mulheres no momento em que querem ter o melhor aspecto: o casamento.

O Boticário, uma das principais marcas de beleza do Brasil, decidiu adotar uma abordagem diferente e defendeu as mulheres em um momento em que elas precisam de um aumento de autoestima: quando estão se divorciando.

O resultado desta ação: mais de 3 milhões de visualizações em uma semana e vários comentários positivos em relação à marca.

Hoje as grandes marcas estão aplicando o Branded Content com sucesso, como Coca-Cola, Red Bull, Natura, Starbucks e outras. E o mais importante, os resultados são sempre positivos para quem já vem aplicando a técnica e a aceitação pelo público é muito grande.

Existem 3 fatores fundamentais que irão determinar o sucesso da ação do Branded Content:  Pesquisa, criatividade e técnica são as estratégias chaves para a produção de um bom conteúdo. Importante ressaltar que o conteúdo não pode ser somente bom, ele precisa envolver e engajar seu público.

Branded Content contribui significativamente para a construção da imagem positiva das marcas. Como?  Conteúdo relevante!

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Do you know why some brands are very successful? Do you why they are the consumer’s preferred brand, even in a market with competitors offering similar products and the same quality?

We wait months for their product launches, we share news about them, and even before a product is released, there is already a huge waiting list. I bet an apple came up to your mind, right?

Which company does not dream about it?

The secret of all these successful brands is Branding. Besides quality, there is a strong and consistent brand identity that helps customers recognize products, creates an emotional connection, making them loyal and committed to the brand. Which results in sales and free publicity.

Now you may be wondering, is branding only for big companies? How can I start it on my own business and how is it related to design?

In order to answer all of these questions and help you to start the path of the brand building process, We from We Brand-Desygner, interviewed Marcia Auriani, executive manager at InfoBranding.com, a Brazilian website dedicated to the subject.

We are happy to share with you her valuable insights and knowledge about the strategy that will drive your business to success and put it on the top along with the biggest and loved brands in the world.

1. How do you define branding?

Marcia – Branding, by itself, is the set of tools and actions aimed at the management of the company’s main intangible asset: the brand.

An organization’s brand is not exactly what the leadership wants it to be, but rather what consumers believe it to be. The brand will be on the streets, in consumer household, will be tried and tested, will be part of the daily life, and for this reason, it is so important to understand the market in which it wants to be included in.

According to the American Marketing Association’s dictionary, the brand is a name, term, sign, symbol or design, or a combination thereof, which seeks to identify the goods and services of a seller or group of sellers and differentiate them from competitors. A brand often includes an explicit logo, fonts, colour schemes, symbols, sounds that can be developed to represent implied values, ideas, and even corporate personality. Brand Management, also known as Branding; is not only about making the consumer choose a brand instead of the competitor but to make a potential consumer perceive the value of the brand as the only solution for what he seeks.

Beyond products and services, what we buy are brands. The brand has the function of identifying in the mind of the target public, its strategic positioning and through all the actions of marketing, reflect its differentiation in the market. Strategic positioning is the definition of the image that the brand wants to spend and how it wants to be perceived in the market. It is the meaning that translates the brand and what it represents in its essence and in the mind of its target audience.

In order to establish an authentic positioning, it is first of all necessary to define the mission, the reason of being of any and all enterprise, which reflects the purpose of the brand. Then the vision, which has the function of prescribing the brand in the long run, or rather clarifying what it intends to be and what it intends to accomplish. Finally, values, that is what ethical principles will guide corporate management. These three elements determine the sustainability of the brand.

The brand becomes a valuable asset, an object of desire, becoming a differential in transactions involving mergers and acquisitions around the world. People do not buy products and services solely because of their functional aspect, but also because of what they mean in their life, that is, people buy products, choose brands, buy experiences. The brand is almost a “necessity” for the human being, a need so real that it becomes physiological and this is all due to the emotion it provides to its consumers.

In conclusion, brands are the synthesis of the value experience generated by branding well to consumers and their preferences for the products and services they consume and use, generating the true importance of Brand Management.

2. What is visual branding/branding identity?

Márcia – The visual identity of a brand is the identifying symbol that distinguishes a product or company from its competitors. Through a symbol, logo, typography, and color, the brand conveys the culture, values, principles, and politics of a company. The design of a well-developed brand, with all its applications, brings significant benefits both internally (organizationally) and externally, setting the image that reflects for internal and external customers, the personality of the brand.

A strong symbol facilitates the recognition and remembrance of a brand, as it provides cohesion and structure to your identity. The success of a company in today’s market depends, fundamentally, on the recognition of its identity and the competitive differentiation offered by its products and/or services. In the current scenario where quality and technology have become basic pre-requisites, the design is the secret, it is the key to success for the consistent positioning of a brand in the market.

3. How do branding and design relate?

The social, technological and economic changes that result from globalization, together with the speed with which we receive information through the internet and other means, directly influence the challenges for brands. In this context, branding and design influence the management process acting as tools for the construction of brands with a strong and differentiated identity in their operating environment. Brand management must create a differentiation for its identity against the competitive landscape. The design is an essential tool for your strategic positioning.

In this context, design appears as a strategic tool used by brand managers not only to identify the brand with its differentiation, but also to emotionally impact consumers through their applications, be it the visual identity of their symbol, the website and the social networks, shop layout, graphics quality of packaging, or highlighting services and products with the aim of enchanting the consumer at all points of contact.

In this way, the design is an important tool to add value to products, be tangible and intangible, giving personality and brand identity. Competing today in a scenario of globalized competition is the great challenge for companies. As many national and international surveys point out, the big difference between companies today is  “something else that makes the difference” the design. However, to achieve success it is not enough to offer products with design to the market, or just to present a well-developed brand from the hiring of a suitable consultancy. The design must form part of the overall philosophy and strategy of the brand and its business, integrating into design and brand planning and management activities.

4. How important is design management to branding and business success?

Márcia – The competition is global and the brands that want to survive in this market, regardless of their small, medium or large size, will have to invest in innovative products, and the management of the design is responsible for creating and embedding a corporate culture that positively affects the image of a company, that is, its brand, its products, and services offered in the market, becoming an important tool of competitive differentiation.

Design, in the first place, is a process, a way, a method of designing, planning, and developing three-dimensional objects and visual messages. Second, the design is the result of that process, i.e. the configuration of that object or message, including all elements and instructions for its reproduction.

Design management is a strategic tool to create and deploy a business culture that conveys a positive image of the company and positions its brand in the target market by strategy. Its main mission is to coordinate a design policy with the aim of communicating the values and philosophy of the company. For this, it must establish a design policy that manifests itself through corporate design.

Corporate design coordinates the products and also their communications, environments, and services through trademarks, packaging, store interiors, signage, administrative papers, internet websites, uniforms, fleets and any element used by the company to interface with its operating environment. The benefits of implementing a design management program in a company are those of adding value, developing brands, products and personalized services that meet the needs of the target audience, taking full advantage of the potential of the company, with the objective of transmitting, through the brand, its differentials.

Design activities are more easily coordinated and produce more harmonious results when developed within a properly structured and interdisciplinary research and development hub. It is necessary to integrate designers, marketers, engineers, and technicians who contribute to the common interests and objectives of the company, each in its specialty and in a broad way. The great advantage of implementing a design management program is the result that the brand can achieve with its image in the market.

The brand thus achieves a unity in its discourse, a corporate identity that facilitates the identification of its message, allowing greater indexes of memorization that favor the behavior of the exchange and indicate the competitive differential!

A little more about Márcia Auriani

In addition to executive management at InfoBranding and acting in the corporate market as a speaker and consultant, and in the academic, as coordinator and postgraduate professor, as we talked about earlier. Marcia Auriani is also the coordinator of postgraduate courses at Belas Artes / São Paulo and Unialfa / Goiânia. Master in Production Engineering with a focus on Management of Design and Branding by the Paulista University, postgraduate in Marketing Administration and graduated in Business Administration from Fundação Álvares Penteado. She also holds international business degrees at EOI (Madrid) and Andrés Bello (Chile). She has participated in two international immersions at technology hubs such as Silicon Valley in the USA and Tel Aviv in Israel. Extensions in Digital Marketing by HSM Education, Higher Education by Laureate International Universities, Advertising and Marketing by ESPM and Design Management by LBDI. Author and organizer of the books “Digital Design and New Media”, “InfoBranding – Trademark Management Practices”, “Marketing and Commercial Management” and “Design Management”. She signs several articles published in congresses and magazines in Brazil and abroad; in addition, she brought the III International Branding Congress to São Paulo in 2016. She represented Brazil as the jury of the international competition The Best Brand Awards in 2015 and will do it again in 2018. You can learn more about www.marciaauriani.com and www.infobranding.com.br


Entrevista para a startup australiana Desygner.

Versão em português.

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Será que somente as empresas devem fazer o planejamento estratégico? E a marca pessoal neste contexto? Assim como todo e qualquer produto ou serviço no mercado, o branding pessoal também precisa de estratégia. O seu principal produto é você, no entanto, uma grande parte dos profissionais passa a vida sem traçar um planejamento de carreira consciente e consistente buscando alcançar metas pessoais. Mesmo que você tenha um objetivo bem definido para a sua carreira profissional, sem um plano, ele tem poucas chances de se realizar.

Planejamento é pensar detalhadamente antes de fazer alguma coisa. A finalidade é criar um guia de ações para direcionar a administração da marca pessoal, visando atingir resultados com o máximo de eficiência dentro de um tempo pré-determinado. É fundamental que o profissional tenha sempre em mente que ele é o gestor da sua marca e que o plano é essencial e representa o caminho a perseguir para atingir as suas metas anuais e, no longo prazo, o objetivo estratégico da marca pessoal.

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA MARCA PESSOAL 

“As empresas são como navios que, se não traçarem uma rota para sua viagem, certamente não chegarão ao seu destino” (ANÔNIMO)

Então, esse é o momento para traçar a sua rota e seguir o seu caminho em busca do seu objetivo estratégico profissional e pessoal. Então aqui vão as dicas para desenvolver o seu plano:

1 Propósito da marca: Definir a missão (razão de ser da sua marca, o motivo da sua existência), a visão (como você quer ser lembrado, o ponto de partida para conquistar o seu sonho) e os valores da sua marca pessoal (valores éticos que irão nortear a marca, para nunca perder o foco).

2 Definição do posicionamento: Qual é a imagem que você quer passar da sua identidade no mercado? Como estabelecer uma presença única para a sua marca pessoal? De duas formas distintas: com visão interna e visão externa. Visão interna é você quem define, é a sua identidade, é a imagem que revela a sua marca, o seu DNA. Já a visão externa é definida pelo mercado, ou melhor, é a percepção que o público tem da sua imagem nos seus diversos pontos de contato. O planejamento estratégico, por meio do marketing e da comunicação, aproxima essas duas visões, identificando o posicionamento na mente e no coração do mercado alvo. Agora, pergunte a si mesmo: e a minha marca? Que palavra define a minha identidade? O DNA da sua marca pessoal. Veja esses exemplos: Madre Teresa de Calcutá traz à mente a ajuda aos pobres e um comportamento santificado. Quando pensamos em Oprah Winfrey, nos lembramos de sua simpatia e no empowerment das mulheres.

3 Pesquisa do mercado: Como nas empresas o profissional precisa conhecer seu mercado de atuação, analisar e entender o que seus concorrentes estão fazendo de diferente, identificar como capitalizar forças, superar pontos fracos, além de buscar as oportunidades do mercado.

4 Análise SWOT
(Strengths (Forças), Weaknesses(Fraquezas), Opportunities (Oportunidades) e Threats (Ameaças)

Depois da pesquisa de mercado, é preciso fazer a análise SWOT. É pessoal e imprescindível, pois forma a base de sua marca e de seus objetivos pessoais. Nela são examinadas as oportunidades e ameaças no ambiente externo (mercado) e os pontos fortes e fracos da sua marca no ambiente interno (concorrentes).  Essa análise o ajudará a identificar, também, as áreas nas quais você poderá produzir melhorias e assim encontrar diferenciais competitivos.

5 Objetivos estratégicos: é o planejamento estratégico, longo prazo. Pense na sua marca no longo prazo. Imagine como quer que sua marca esteja daqui a 10 anos no mercado. Um exemplo: Executivo de Marketing reconhecido no Brasil. Ótimo. Então o próximo passo é focar neste objetivo. Se você quer construir uma imagem consistente na área de marketing, ser diferente, com valor no mercado e impulsionar sua carreira, seus investimentos de tempo e de esforços terão de ser estrategicamente voltados para o máximo de otimização.

6 Metas Anuais: é o planejamento tático, curto prazo, mais especificamente as ações estratégicas para um ano. A marca pessoal precisa estabelecer quais ações estratégias irá fixar para os próximos 12 meses. Lembre-se que as metas anuais são importantes para o atingimento do objetivo estratégico. A cada ano é preciso analisar o que foi feito ou não. Se as metas foram atingidas, novas metas devem ser estabelecidas para o ano seguinte. O plano tático precisa ser realizado a cada ano, caso contrário o plano estratégico não terá resultado. Como metas anuais e pensando no exemplo estratégico pode-se propor: buscar uma promoção na empresa de analista de marketing para gerente júnior, um aumento de salário de 20%, ou ainda entrar para o departamento de marketing de uma empresa. Definidas as metas é hora de seguir para as ações estratégicas, a fim de alcançá-las ao final de mais um ano.

7 Ações estratégicas: Nesse item a pergunta é: como fazer? Quais são as ações estratégicas que a marca precisa para atingir as metas anuais e o objetivo estratégico do longo prazo. As ações estão embasadas nos famosos 4Ps do marketing: produto, preço, ponto de venda e promoção.

Por último, é importante verificar se o mercado está percebendo o posicionamento da sua marca frente ao plano estratégico de sua marca pessoal. Como foi dito anteriormente, para ter a marca reconhecida no mercado, torna-se necessário estabelecer a visão interna e verificar se a visão externa, ou seja, se todos os seus pontos de contato estão percebendo o seu posicionamento estratégico: o seu DNA!

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Atualmente, não trabalhar o design como fator competitivo no mundo globalizado do século XXI, no qual estamos inseridos, é quase um ato retrógrado. O uso do design pode ser seguramente afirmado, como uma questão de sobrevivência e as organizações e profissionais da área devem estar em sintonia e em constante evolução.

Para tanto, a disciplina “Gestão do Design”, pouco explorada no mercado brasileiro e, consequentemente, a sua profissionalização (o gestor do design) tornam-se um diferencial que deveria ser acoplado à profissão e praticado de forma premente nas organizações e escritórios de design.

A gestão pode ser definida como a coordenação e supervisão do trabalho de outros profissionais para que suas atividades sejam qualificadas, gerando valor significativo. O modelo racional da gestão fundamenta-se no controle e planejamento. O design, por sua vez, busca originalidade, novidade, criatividade e inovação, mas a diferença entre as áreas está na percepção que gerentes e equipes de criação exprimem uns aos outros.

O valor do design está aprofundado na atividade que busca solucionar problemas nas organizações, promovendo valor e construindo vantagens competitivas por meio da diferenciação. “Os empresários precisam entender como projetar a experiência do consumidor ou serão enterrados no cemitério da irrelevância.”

Para Mozota (2011), o valor do design está na combinação das áreas design e marketing, e a diferenciação ocorre pelo uso do design de forma apropriada e estudada com o marketing. O marketing, assim como design, possui filosofias de negócios similares, ou seja, focar nos desejos e necessidades dos consumidores. Existem diversos processos entre a combinação das duas áreas, como por exemplo o marketing como criador de utilidade. Esse processo está centrado na produção, no marketing e design que, ao trabalharem juntos, são responsáveis por criar e atribuir “utilidade à forma”, resultando na concepção de um papel fundamental no direcionamento de formato, tamanho, qualidade e atributos dos produtos – o produto estendido e o produto-marca.

A autora introduz a gestão do design como um processo de mudanças, no caso, a metodologia taylorista de funcionamento hierárquico – produção de acordo com a demanda para um modelo organizacional plano e flexível, que objetiva o estímulo à iniciativa individual, à independência e à consciência de possíveis riscos. A gestão do design consiste em realizar o desdobramento do design dentro da empresa com o objetivo de auxiliá-la a desenvolver suas estratégias e isso implica:

Gerenciar a integração do design na estrutura corporativa no nível operacional (o projeto), no nível organizacional (o departamento) e no nível estratégico (a missão); administrar o sistema de design na empresa. As criações dos designers são artefatos: documentos, ambientes, produtos, e serviços que têm suas próprias qualidades estéticas. As empresas têm um sistema formal de design que deve ser gerenciado (MOZOTA, 2011, p. 95).

Por ser uma atividade especifica da área do design, torna-se fundamental para a sua gestão, que o gerente seja altamente capacitado na área, pois é neste processo de mudanças, conhecimento e embasamento que os profissionais especializados podem contribuir significativamente, criticando, desafiando e selecionando as melhores soluções.

Para os gerentes não designers se beneficiarem desse modelo de gestão, é interessante que os mesmos passem a observar como os gestores do design conseguem estimular a capacidade criativa de seu grupo. Um exemplo essencial para aumentar a fluidez de ideias da equipe é deixar os julgamentos para a fase seguinte. Ideação e julgamentos não podem ser misturados, pois corre-se o risco de inibir a criatividade das pessoas.

O instituto DMI (Design Management Institute) realiza pesquisas sobre o tema em questão e desenvolve material didático, além de organizar cursos, seminários e conferências. O objetivo do DMI é encorajar os designers e gerentes não designers a se “tornarem grandes líderes” e entenderem a importância do design nos seus negócios. Com auxílio contínuo, o instituto enfatiza que se deve ter consciência do design como vantagem competitiva e o profissional responsável pela arquitetura de projetos de uma determinada organização deve ter conhecimentos, habilidades e liderança.

A gestão do design aplicada nas organizações, como processo antecipado, garantirá, indubitavelmente, mais acertos e diferenciações no mercado globalizado no qual estamos inseridos. Portanto, nesse estudo, o processo de aplicabilidade da metodologia da gestão do design será sistematizado em níveis operacionais (projeto), organizacional (departamento) e estratégico (a missão), com o objetivo de implantá-lo a um modelo de organização, cuja estrutura pode ser de tamanho pequeno, médio ou grande porte.

Criar não é um processo simples, requer atenção, cautela, métodos, inovação, conceitos e planejamento para, somente assim, garantir resultados plausíveis. A gestão do design é um trabalho contínuo, que deve ser feito diariamente. Mesmo sendo afanosa é, ao mesmo tempo, uma tarefa gratificante para quem ama o design, quando se vê a eficiência das técnicas apresentadas.

Referências

MOZOTA, Brigitte. Gestão do Design: usando o design para construir valor de marca e inovação corporativa. Porto Alegre: Bookman, 2011.

AURIANI, Marcia, CORREIA, Elwyn e RABELLO, Leila. Gestão do Design. São Paulo: Reflexão, 2016

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Nessa nova geração de consumidores, cresce o conceito Omnichannel, integração de todos os canais que uma marca pode oferecer, tanto na loja física quanto no e-commerce, trabalhando de forma uniforme, gerando uma ótima experiência de compra para o cliente.

Atualmente os consumidores já são multiplataforma, mas os varejistas ainda têm dificuldades em acompanhar essa integração dos canais. Para isso, torna-se necessária a integração de seus canais e o investimento em sistemas de gerenciamento, infraestrutura e treinamento.

Se atualizar, hoje, é obrigatório para se manter ativo no mercado, que cada dia se torna mais exigente e competitivo. Acompanhar a evolução do consumidor se faz imprescindível, pois é ele quem dita os rumos do comércio.

Omnichannel

Tal conceito está relacionado à ideia de que o consumidor pode acessar a informação on-line sobre um produto ou serviço mesmo estando dentro de uma loja física. Muitos acreditam que uma loja física será substituída por uma loja on-line, mas isso parece mais um mito. O novo conceito mostra que as duas formas de vendas podem juntas fornecer sinergia às vendas.

Omnichannel é entregar uma experiência única de compra em 360 graus para engajar consumidores através de todos os canais disponíveis da marca.

O conceito omnichannel é muito usado no mercado varejista e está ligado à evolução do multi-channel, uma empresa é multicanal quando oferece diversas opções de canais de vendas e comunicação a seus clientes. Alguns exemplos seriam: venda via site e-commerce, via e-mail, via telefone e na loja física.

Voltando ao omnichannel, agora não há mais diferenças entre lojas físicas ou virtuais. O consumidor conhece o produto na Internet e compra na loja física, ou ao contrário. A logística deve estar alinhada com a estratégia global da organização, ou seja, deve haver a integração logística omnichannel. Afinal, um dos principais objetivos da marca é gerar uma boa experiência de compra aos seus clientes.

Não existe mais somente um canal de compras, o consumidor de hoje é multicanal, compra em diferentes canais no período que for mais conveniente e prático para ele. O varejo começou a olhar para o consumidor como único, mas continua atendendo de maneira funcional cada canal.

Omnichannel é uma visão de integração total, onde para o consumidor não influi qual o meio de compra e sim a experiência que está tendo com a marca como um todo. Com o conceito de omnichannel é possível ter redução na porcentagem das rupturas de venda, pois o varejista tem diversos canais da loja integrados. Para os varejistas, o grande desafio é olhar todos os canais disponíveis e trabalhar de forma sinérgica e coordenada entre eles.

Esta integração serve para facilitar o acesso do consumidor ao produto almejado, proporcionando todo o conforto que gostaria de ter no momento da compra. Embora o número de compras no comércio eletrônico ainda ser bem menor do que nas lojas físicas, a visita aos sites influencia bastante ao consumidor na hora de adquirir um produto ou realizar a troca do mesmo. Apesar do crescimento do e-commerce nos últimos anos ser algo bastante expressivo, a ideia não é de uma troca dos meios tradicionais pelos tecnológicos, mas sim de uma integração, tendo em vista que as lojas físicas são um meio que estão longe de deixar de fazer parte do dia a dia dos consumidores.

O consumidor já é omnichannel, ele pesquisa na internet, compra na loja física e interage com a empresa nas redes sociais. Esta integração para ele já é natural. As empresas que conseguem alinhar as estratégias online e offline apresentam maior capacidade de faturamento ou otimização de suas operações. Adaptar-se ao conceito omnichannel, tratar o seu consumidor como único e estar presente nos diferentes canais são importantes estratégias para fidelizar cliente.

O omnichannel não é mais uma tendência, ele já é uma realidade. Ser multicanal, conectando as experiências física, digital e online, significa estar atento ao novo comportamento do consumidor, para assim ter vida longa nesse novo varejo. É essencial que o varejista compreenda esta realidade, e a trabalhe com análise, estratégia, consistência e agilidade.

Sendo assim, o conceito de Omnichannel define o presente do mercado varejista nacional e internacional, no qual todos os canais de uma marca (web, lojas físicas, celulares e outros) são integrados para atender o consumidor onde ele estiver.

A forma como consumimos evoluiu e não percebemos essa mudança, apenas conseguimos ter essa noção quando paramos para analisar e entender como interagimos com as marcas hoje e como antigamente era essa interação.

Essa evolução no varejo é constante, o consumidor mudou a forma como consome e as marcas precisam acompanhar essa mudança de comportamento.

Omnichannel já não é mais uma tendência, é considerado como parte obrigatória de uma marca, pelo mundo a fora muitas marcas já implementaram e estão colhendo os frutos, no Brasil ainda não é possível dizer que foi implementado, pois algumas marcas estão ainda se aventurando e aplicando de fato. Porém, isso já era esperado devido ao atraso em que sofremos do mundo.

Acredito que nos próximos anos poderemos analisar como será essa migração do mercado varejista brasileiro, que atualmente é multicanal. Afinal, ser multicanal é diferente de ser omnichannel.

Os consumidores esperam não apenas ser atendido, mas que também as marcas os entendam. Para isso, todos envolvidos devem conhecer profundamente cada etapa do negócio, para acompanharem, de forma eficaz e com qualidade, a velocidade que o mercado digital exige e responder a este novo consumidor.

As marcas precisam parar e analisar como está sendo esta interação com seu cliente hoje e depois se adequar da melhor maneira para que o consumidor tenha a melhor experiência no final de sua compra.

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Aprenda a contar histórias com Steve Jobs, Papa Francisco, Churchill e outras lendas da liderança

Carmine Gallo nos ensina como desenvolver uma apresentação diferenciada e inspiradora, apresentando histórias de líderes mundiais, enfatizando as emoções humanas. Bruno Scartozzoni, especialista em storytelling no Brasil, foi tradutor, prefaciador e comentarista do livro. Um livro que nos envolve a cada história contada pela paixão dos storytellers.

Somos todos storytellers

O Storytelling é parte fundamental da comunicação. Em um mundo em que as pessoas são bombardeadas por escolhas, as histórias constantemente são o fator decisivo pelo qual decidimos fazer negócios com alguém. Somos todos storytellers. Contamos histórias para vender nossas ideias. Contamos histórias para convencer os investidores a apoiar um produto. Contamos histórias para educar estudantes. Contamos histórias para motivar equipes. Contamos histórias para convencer os doadores a fazer um cheque. Contamos histórias para encorajar nossas crianças a alcançar todo o seu potencial. Aprenda contar uma história, e sua vida daqueles que você toca serão radicalmente transformadas.

Este livro contém mais de 50 storytellers que mudaram o mundo ou impactaram negócios graças, em grande parte, ao domínio da arte e ciência de contar histórias. Cada um deles está incluído em uma das cinco categorias planejadas para inspirar você a pensar de maneira diferente em sua narrativa e em como construir histórias em sua comunicação diária.

  • Storytellers que acendem nossa chama interior
  • Storytellers que educam
  • Storytellers que simplificam
  • Storytellers que motivam
  • Storytellers que criaram movimentos

Cada capítulo é dividido em três seções. Primeiro, você vai conhecer a própria história do storyteller. Os homens e as mulheres perfilados neste livro são, na maioria, pessoas comuns que usaram o storytelling para conseguir resultados incomuns. A segunda seção examina as ferramentas desses storytellers mais detalhadamente – por que funcionam e como são aplicadas. Por fim, cada capítulo se encerra com um pequeno resumo da lição aprendida – o segredo dos storytellers.

Depois que você aprender os segredos dos storytellers e por que eles funcionam, poderá aplicar as técnicas a praticamente qualquer tipo de comunicação: falar em público, elaborar apresentações em PowerPoint, escrever blogs, redigir e-mails, criar peças em uma reunião no Starbucks. Você vai aprender a enquadrar uma ideia para informar, esclarecer e inspirar.

Com certeza ao término deste livro, você irá rever a forma como expressar uma ideia de forma a envolver todos ao seu redor!

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“Design é a ferramenta para a diferenciação competitiva do produto. Um bom design, do ponto de vista da empresa, deve ser fácil de ser fabricado e de ser distribuído. Sob o ponto de vista do cliente, o bom design deve ser agradável de ser visto, assim como fácil de ser desembalado, instalado, usado consertado, revendido ou abandonado”.

 Philip Kotler (2014)

O sucesso de uma empresa nos dias atuais, no mercado exigente como se apresenta, depende, fundamentalmente, do reconhecimento de sua identidade e do diferencial competitivo oferecido por seus produtos e/ou serviços. E num cenário onde qualidade e tecnologia tornaram-se pré-requisitos básicos, Tom Peters ressalta que “o design é o segredo; é a chave do sucesso”.

De fato, desde a década de 90, o tema tornou-se alvo de grande divulgação na mídia, tanto nacional quanto internacional, sendo objeto de uma série de eventos, debates, programas governamentais e setoriais. Tudo isso contribuiu para promover a popularização desse anglicismo incorporado à nossa língua, seja como substantivo, ou mesmo como adjetivo qualificador de determinado estilo, de “chique”, sofisticado, de vanguarda, exclusivo e diferenciado.

· Inovação é a alma do negócio

Competir hoje num cenário de concorrência globalizada é o grande desafio das empresas. Conforme apontam inúmeras pesquisas nacionais e internacionais, o grande diferencial entre as empresas atualmente, o “algo mais que faz a diferença” é o design. No entanto, para atingir o sucesso não basta oferecer ao mercado produtos com design, ou apresentar uma marca bem elaborada, a partir da contratação de uma consultoria adequada. O design deve fazer parta da filosofia e estratégia global da empresa, integrando-se nas atividades de planejamento e gestão.

O design tem se tornado crucial para as empresas, sobretudo as de menor porte, nesse cenário atual de concorrência em escala global. É ele que viabiliza vantagens competitivas traduzidas na avaliação clara, por parte do público-alvo, dos benefícios x custos em relação a produtos concorrentes no mercado. É ele que vem permitido a substituição de uma concorrência baseada em commodities, onde vende mais quem tem menor preço, por uma competitividade com design apoiada na inovação, na agregação de valor, na identidade e diferenciação de produtos e empresas no mercado.

E isso não significa maiores despesas para as empresas. Ao contrário: parte fundamental do processo do design é a busca da redução de custos, seja por meio da economia de material, da redução de componentes e etapas de fabricação, da padronização de componentes, da simplificação na montagem/desmontagem associada à logística de distribuição.

Por essas razões é que hoje o design tem se integrado à gestão empresarial, contribuindo decisivamente para ajustar objetivos mercadológicos das empresas às suas capacidades e ao seu nicho de atuação. Faz isso com realismo e ousadia, não mais apenas acompanhando as tendências, mas antecipando-se a elas, ampliando benefícios e gerando novas demandas, possibilitando a conquista e a fidelização de clientes.

 · Design como fator competitivo

Hoje, a situação no mercado global é claramente de uma concorrência acirrada. Somente sobrevivem as empresas que conhecem o mercado e entendem as necessidades individuais do seu público-alvo. Empresas bem conhecidas nos mercados nacionais às vezes desaparecem de um dia para outro ou tornam-se parte de uma empresa multinacional. Por outro lado, existem empresas pequenas, médias e grandes muito bem-sucedidas no mercado, que desfrutam de um bom negócio e da confiança dos consumidores. Essas empresas se caracterizam geralmente por seu posicionamento muito bem definido no mercado.

A gestão do design é uma ferramenta estratégica para criar e implantar uma cultura empresarial que transmita uma imagem positiva da empresa e posicione sua marca no mercado alvo, pela estratégia da competitividade.


Conheça nosso evento Brand & Design Management que será no dia 07 de outubro. Programação e inscrição aqui.

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Essa tem sido uma pergunta constante em minhas aulas, palestras e discussões, e entender essa diferença é importante para a carreira profissional. Branding pessoal é o mesmo que gestão da marca pessoal e tem por objetivo construir uma marca que se destaque no mercado. Já marketing pessoal vai ajudar a construir essa marca, definindo quais são as estratégias ideias para o sucesso profissional e pessoal.

Então já começo com a pergunta: “qual é o seu plano de marketing? Ou melhor, você tem um plano estratégico de marketing para construção da sua marca pessoal?

Marketing é a ciência que estuda as necessidades e desejos de uma determinada demanda no mercado, com o objetivo de oferecer produtos e serviços que os atendam.

As estratégias de marketing focam em otimizar as ofertas para que sejam o mais bem sucedidas possível em determinado mercado. Assim, estratégias de marketing bem planejadas alavancam o sucesso de produtos, serviços, empresas. Quanto mais consistente e alinhado com o mercado, maiores as chances de sucesso de um plano. Não basta apenas que o produto seja bom, ele precisa estar alinhado com as necessidades de mercado para ter sucesso.

Assim como no marketing de qualquer produto ou serviço no mercado, o marketing pessoal também precisa de estratégia. O seu principal produto é você, no entanto, uma grande parte dos profissionais passa a vida sem traçar um planejamento de carreira consciente e consistente buscando alcançar metas pessoais. Mesmo que você tenha um objetivo bem definido para a sua carreira profissional, sem um plano, ele tem poucas chances de se realizar.

O planejamento de marketing pessoal é equivalente a qualquer planejamento de marketing, aplicando-se a mesma metodologia ao produto “você”. Você conhece o seu ambiente? Mercado? Clientes? Concorrentes? Todo produto é composto de conteúdo (produto ou serviço em si), embalagem e marca. Você conhece bem o seu produto? Você tem marca pessoal? Como é a sua “embalagem”? Quais são as suas características principais?

Após analisarmos o ambiente e produto, precisamos avaliar as nossas competências e os cenários possíveis para podermos escolher as melhores estratégias de atuação. O instrumento que nos auxilia a fazer isso nos planos de marketing é a matriz SWOT (forças, fraquezas, ameaças e oportunidades) – ela é essencial para compreendermos o contexto estratégico do seu produto. Você sabe quais são as suas forças pessoais? E fraquezas? Você já fez uma análise de cenários avaliando ameaças e oportunidades? Qual é a sua situação? Como você pode usar as suas forças para aproveitar as oportunidades do mercado e se defender das ameaças? O que você pode fazer para amenizar as suas fraquezas?

Combinando-se o produto com o seu preço, praça e comunicação (promoção)obtemos as estratégias variadas para se alcançar objetivos distintos. Qual a melhor combinação de produto, preço, praça e promoção para você? Como você se apresenta? Qual é o seu conteúdo? Que plataformas você usa para se promover? Você tira proveito do ambiente digital?

Essas são apenas algumas das questões que precisam ser respondidas para traçar um plano de marketing pessoal. Desenvolver esse planejamento e cuidar da marca pessoal são ações essenciais, pois da mesma forma que os produtos e serviços produzidos e oferecidos por empresas podem ser lançados, substituídos ou descontinuados, o mesmo pode acontecer com você!

Lembre que você é o gestor nesse processo, portanto as estratégias de marketing pessoal bem feito fará a diferença na construção de uma marca pessoal diferenciada no mercado.

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Uma relação de amor da marca por seus consumidores!

Num mercado cada vez mais corrido, concorrido e disperso, as marcas precisam entender quais são as reais necessidades de seus clientes e assim encantá-los com experiências que façam diferença em suas vidas. É fundamental que hoje uma marca entenda que sua função é muito mais do que simplesmente se vender; ela precisa construir um relacionamento que gere engajamento. De simples compradores, estes consumidores passam a ser embaixadores da marca, tamanho é o amor que possuem pelo universo da marca.

Eu, particularmente, tive a minha primeira experiência com a marca Starbucks no ano de 1999, através do livro “Dedique-se de Coração” de Howard Schultz, que foi o responsável pelo sucesso desta marca no mercado global. Esse livro não é sobre branding ou mesmo brand experience e sim sobre a história da Starbucks e como uma empresa pode ter sucesso respeitando os valores e princípios e envolvendo a todos que acreditam que é possível fazer algo diferente e com paixão. Uma história de emoções fortes e de encantamento. Lógico que depois disso, na minha primeira oportunidade internacional, pois até então não havia Starbucks no Brasil, quis conhecer “in loco” e a paixão só aumentou, pois tudo o que foi descrito no livro eu presenciei na loja e o marketing de experiência inesquecível. Inesquecível pela experiência do contato com a magia do símbolo da sereia, do layout e cheiro da loja, das cores das embalagens e dos copos, pelo atendimento personalizado, pela música ambiente e o romance da experiência com o café.

Brand Experience (experiência de marca) é uma estratégia de marketing usada para interagir uma marca, seus consumidores e parceiros através de experiências integrativas, gerando valor e percepção emocional positiva. A ideia principal é fazer com que os consumidores se relacionem e interajam com as marcas, produtos e serviços, através das sensações. Essa estratégia, por consequência, ajudam as pessoas a fazerem escolhas mais acertadas acerca dos produtos.

O nível básico de um produto já não é suficiente para atrair os consumidores e a qualidade é obrigação para sobreviver no mercado. Para chamar a atenção dos consumidores neste mercado cada vez mais competitivo, é importante encantá-los com ações que os emocionem e, assim, tornando-os parte integrante da marca. Brand Experience se trata da experiência que alguém tem com uma marca em todos os seus pontos de contato.

Nesse contexto, qual a importância da experiência do cliente em relação a uma marca?

Toda. A abordagem sensorial das marcas faz parte de um processo que no branding é chamado de brandsense. Se o foco é o ser humano, é possível lembrar com facilidade cada um dos cinco sentidos que nos acompanham: audição, olfato, paladar, tato e visão. O nosso cérebro registra cada contato em cada experiência vivida. Sempre lembramos da música que marcou nossa adolescência, o cheirinho do bolo da vovó, a arvore de Natal e a casa com os enfeites natalinos, a viagem ao mundo encantando Disney ou mesmo o primeiro beijo do primeiro namorado. Essas são experiências pelas quais passamos e não nos esquecemos, pois por algum motivo elas fizeram diferença em nossas vidas. E as marcas neste contexto?

Brand experience se trata da experiência que alguém tem com uma marca. É a experiência individual de um consumidor cada vez que este interage com a marca. Cada uma dessas interações individuais contribui para a percepção global dela, sendo que essa experiência pode ser positiva, negativa ou mesmo indiferente. Isto é, cada vez que entramos em contato com uma marca ou, ainda, com um produto ou serviço, participamos de um momento que se transformará em experiência e, como tal, será transmitida de algum modo, colaborando na formação da imagem que outros consumidores têm daquela marca, produto ou serviço.

As marcas nos proporcionam essas experiências, seja nas lojas da Apple, no cheiro da Sephora, nas músicas e shows do parque da Disney, na propaganda de final de ano da Coca-Cola e no frappuccino da Starbucks. O objetivo é adicionar drama e entretenimento e assim nos tirar da realidade e nos envolver com experiências que mexam com nossos corações.

O desafio é encantar o consumidor, oferecendo experiências únicas e memoráveis!!!

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A marca tem um papel forte para os negócios, ela ajuda no processo de decisão na escolha de um determinado produto ou empresa. Com a globalização, e um mercado sem fronteiras, a concorrência é super acirrada e a presença de produtos iguais é sempre maior, o que comprova que a diferenciação da marca é superior em valor àquele mercado alvo bem definido.

Como afirma Philip Kotler “Branding é muito mais do que dar nome a uma oferta. Branding é fazer certa promessa aos clientes sobre como viver uma experiência a um nível de desempenho completos. Assim, Branding requer que todos os participantes da cadeia de suprimento – do desenvolvimento do produto à fabricação, de marketing à venda e à distribuição – trabalhem para cumprir essa promessa”.

A gestão da marca começa com o seu propósito, ou seja, quando ela nasce. A integridade da marca é a promessa de valor da empresa e a chave para conquistar a confiança dos clientes. Entender a importância dessa essência é o que define sua diferenciação e identidade no mercado, oferecendo algo de relevante no intuito de atender às necessidades e desejos do seu público alvo.

Reputação da marca é seu grande valor no mercado. Marcas são conjuntos de associações vinculadas a um nome ou símbolo associado a um produto ou serviço. As associações podem ser positivas ou negativas, e tudo pode receber marca, mesmo água, cidades e pessoas. Como resultado, as marcas são de suma importância; uma marca com associações negativas prejudicará uma empresa e outra com associações positivas ajudará. Finalmente, as marcas são construídas por pessoas que acreditam apaixonadamente nelas e os construtores de marcas entendem e acreditam no poder de suas marcas. Se o gestor do negócio enxergar sua marca com esta paixão, vai entender que a gestão de marcas é um valioso investimento.

Sendo assim, a marca torna-se a plataforma completa para planejar, desenhar e entregar valor superior aos clientes. Não há dúvidas de que a marca facilita o crescimento da empresa. Desenvolver o nome e a identidade visual é o ponto de partida, porém gerenciar a sua integridade, ou melhor, a sua essência de maneira contínua é um trabalho árduo, mas fundamental para mantê-la forte no mercado. Quando a marca se torna realmente forte, caracteriza-se por uma palavra ou frase que o mercado-alvo passa a reconhecer como valor, aí sim sua integridade é reconhecida e sua promessa cumprida.

Construir uma marca única é um desafio. Determinar o posicionamento correto, otimizar o design e gerenciar o significado da marca no decorrer do tempo e simultaneamente, desenvolver e executar as iniciativas administrativas que proporcionem lucro – é uma tarefa árdua e permanente.

De fato, a gestão da marca é estratégica e saber desenvolver ações que façam diferença na mente do consumidor e que inspire as pessoas é o grande desafio.

Quer saber mais sobre O Desafio do Branding na Gestão dos Negócios? Esse é o tema da minha palestra no próximo evento do InfoBranding em São José dos Campos: “Branding- Estratégia para Alavancar Negócios” que acontece no dia 25 de maio no auditório da ETEP. Para mais informações acesse: http://www.infobranding.com.br/branding-estrategia-para-alavancar-negocios/

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