Branding e o profissional de saúde

Há alguns anos falar de branding para o profissional da área da saúde chegava a ser uma heresia. Afinal, foram formados para cuidar do outro e não de sua própria imagem, acreditando que o cliente sempre estaria à sua porta e que, pelo simples fato de estar formado, já seria um vencedor…com pós-graduação então? Uau!

As mídias digitais trouxeram uma nova perspectiva de mercado onde o cliente passou a procurar experiências. E como procurar experiências favoráveis se, por via de regra, ir ao profissional de saúde significa “tratar dor”?? Bingo! A marca do profissional passou a ser a experiência desejada. Bem estar? Confiabilidade? Inovação? E, por aí afora.

Alguns já começaram a perceber que de nada vale o “canudo” debaixo do braço sem uma boa “propaganda”. Aliás, já diziam os antigos que a propaganda é a alma do negócio.

Mas, o que é Branding? De uma forma simplista é a mensagem que queremos passar para o consumidor ou o agrupamento de soluções que uma marca utiliza, seja no logo, música ou site para chegar ao consumidor. O consumidor deseja apenas algo que ele vê valor.

Para os profissionais da área de saúde: dentistas, médicos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogos, o valor da marca é empírico. O cliente não está comprando um carro, um aparelho doméstico ou algo que ele possa pegar nas mãos, olhar e comparar…ele compra sem ver o resultado, acreditando na marca do profissional.

Nestes tempos de mudanças onde o consumidor final busca o produto que lhe diz alguma coisa, e esta alguma coisa é o que ele almeja, os profissionais da área de saúde devem se preocupar mais com seu posicionamento frente ao mercado. O que sou? O que quero passar? Aonde quero chegar?


Por Dra. Paula Machado:

Possui graduação em Odontologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (1992), especialização em Desordens da ATM e Músculos da Mastigação pela Universidade Federal de São Paulo (2001), especialização em Radiologia pela Universidade Camilo Castelo Branco (1999), mestrado em Morfologia Aplicada à Área da Saúde pela Universidade Federal de São Paulo (2005) e aperfeiçoamento em Odontopediatria pelo Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Odontologia (1994). Por dez anos foi preceptora da Universidade Federal de São Paulo, Preceptora do Instituto da Cabeça – Hospital São Paulo e Professora Assistente do Associação Brasileira de Ensino Odontológico. Atuando principalmente nos seguintes temas: Odontologia, Força de mordida, Miopatia Nemalínica, Estética bucal, Disfunções na ATM.

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