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Aposto que você tem um produto licenciado em casa… nem só de bilheteria vive Star Wars

Se você chegou até aqui, imagino que já tenha algum interesse sobre o tema de Licenciamento de Marcas e queira entender como rodam as engrenagens desse mercado incrível. Mesmo que você já tenha algum conhecimento nessa área, me permita começar do começo. Afinal, não estamos falando da licença do DETRAN, nem de licenciamento ambiental…

Já experimentou colocar no Google a palavra “Licenciamento”? Eu fiz o teste e olha o que apareceu:

Sim, nem o Google “sabe” definir o Licenciamento de Marcas. E se nem o Google sabe; como fazer essa indústria se tornar acessível para o grande público?

Como dizer para as milhares de fábricas no Brasil, dos mais diversos segmentos do bens de consumo, entendam que é possível utilizar a marca da Frozen, do Mickey, do Corinthians, e até mesmo da Ferrari em seus produtos? Mas afinal, o que é licenciamento de marcas?

Licenciamento de marcas e produtos é a “Concessão por parte do detentor legal dos direitos de uso de determinada marca ou personagem para terceiros com o objetivo de exploração comercial”. Essa é a definição do nosso colega Marcus Macedo, no livro “A Arte do Licenciamento – Guia Completo para o licenciamento de marcas e personagens”. http://www.santacruzmarketing.com.br/nossos-servicos

E na vida real, como o licenciamento de marcas está presente no nosso dia-a-dia?

Se você tem filhos ou convive com crianças sabe como os personagens são poderosos na escolha de produtos: pergunte a uma criança fã de super heróis se ela quer um tênis liso ou com os Avengers. Grandes chances da escolha dela ser pelo tênis com os personagens favoritos.

Apesar do licenciamento de marcas ser uma poderosa estratégia de vendas para o segmento infantil, gostamos muito de falar que o licenciamento de marcas é infinito. Praticamente todo e qualquer produto é “licenciável”.

Dá uma olhadinha ao seu redor, duvido que você não visualize nenhum produto licenciado:

  • A sua camisa de time. Licenciada.
  • O shampoo do Homem de Ferro do seu filho. Licenciado.
  • Boné da New Era do São Paulo. Licenciado.
  • App da Galinha Pintadinha. Licenciado.
  • Mochila da Hello Kit da sua filha. Licenciada.
  • Essa caneca do Ramones na sua mesa. Licenciada.
  • Aquele Peugeot Quicksilver do seu amigo surfista. Licenciado.
  • O caderno do Max Steel do seu filho. Licenciado
  • A maçã da “Turma da Mônica”, quem nunca comeu? Licenciada.
  • O pote plástico da Peppa Pig. Licenciado.
  • A Havaianas da Frozen da sua namorada. Licenciada.

De forma bem prática, no caso do chinelo da Frozen, os direitos de uso foram cedidos pela Disney (maior licenciador do mundo) por um determinado período. E nesse período, todos os chinelos vendidos geraram para a Disney um percentual sobre o valor da venda.

A magia do Licenciamento é essa: o time de futebol, o Homem de Ferro e a Hello Kit não possuem uma fábrica de camisetas, de shampoo, ou de mochilas. Eles possuem uma marca que traz consigo a paixão, o reconhecimento, o prestígio, o desejo. Características que não conseguem explorar 100%.

E a melhor maneira de explorar todos esses atributos é licenciando a marca. O Licenciamento de Marcas, Personagens e Produtos, ocorre quando alguma marca (propriedade intelectual) empresta, cede o seu direito de uso de imagem para alguém utilizar e explorar a propriedade/marca com fins mercadológicos, comerciais ou de marketing.

Numa relação comercial, jurídica, de marketing, entre um fabricante e o dono da marca, ganham todos: quem licencia (licenciado), que agrega aos seus produtos o prestígio da marca, e ganham as marcas (licenciadores), que conseguem rentabilizar e serem remuneradas pelo prestígio adquirido.

Os envolvidos no processo de licenciamento

O mercado do licenciamento de marcas é composto por 3 principais players:

A Marca – Detentora de todo o prestígio, desejo e aspiração. É quem empresta seu prestígio para a indústria.

A Indústria – É quem vai utilizar o prestígio da marca para um objetivo específico: ampliação do mix de produtos, incremento nas vendas, diferenciação. Aqui, um trabalho de adequação é importante. Fazer uma análise de qual marca “conversa” melhor com o público é fundamental. A indústria é quem vai distribuir os produtos para o varejo.

O Varejo – é quem compra da indústria e distribui os produtos licenciados para o público final.

E por que licenciar?

Existem alguns tipos de licenciamento, e eles acompanham o planejamento estratégico das indústrias que usam o licenciamento como estratégia para:

  • Ampliar o mix de produtos;
  • Trabalhar com diferenciação em relação à concorrência;
  • Incrementar as vendas.
  • Gerar mais valor aos seus produtos

Trabalhar com licenciamento é ampliar as possibilidades de negócios.

O licenciamento pode ser utilizado tanto para ações pontuais/promocionais quanto por prazos mais longos. Mas ele sempre tem um prazo pré determinado. Trazendo novamente o exemplo da Disney, você já percebeu a quantidade de produtos que “surgem” no varejo quando um filme é lançado? As indústrias surfam na onda dos lançamentos dos filmes para ampliar suas vendas Esse tipo de licenciamento é regido por contrato de prazo pré determinado, usando o lançamento do filme como uma oportunidade.

O licenciamento de marcas e produtos como estratégia de vendas ainda tem muito para ser explorado, mas já movimenta bilhões anualmente, e ajuda as indústrias e o varejo a levarem as suas vendas a um outro patamar.

É um tema que envolve muito conteúdo!

Por Rafael Pedreira: Fundador da Licencie
www.licencie.com.br

Para quem quiser saber mais sobre o tema, “Licenciamento de marcas: do conceito à comercialização” é um curso que acontecerá na ESPM Tech em parceria com a Licencie: As inscrições já estão abertas para a segunda turma, que vai acontecer de 16/07 a 19/07. ACESSE.

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A gestão de marcas no ambiente digital ajuda a fortalecer a imagem da empresa, atraindo os consumidores que possuem forte presença online. 

Hoje a palavra que rege os negócios é conectividade. Diante disso, a gestão de marcas precisou evoluir, seguindo as inovações tecnológicas, alinhando as estratégias com o ambiente digital. As marcas que desejam ser admiradas e ter resultado devem compreender e praticar, para se relacionar com seu público de acordo com o novo cenário. Existem algumas marcas que se destacam no mercado de consumo atual, gerando mais desejo de aquisição de determinado produto nos consumidores, mesmo que várias empresas tenham produtos similares. Esse destaque é o resultado das estratégias de branding digital.

O founder do Maka.Branding e consultor em gestão de marcas Leandro Werner – o Maka – comenta que o branding é muito mais amplo e complexo do que a maioria das pessoas costumam imaginar. “Não estamos falando somente de logotipo, e sim do que sentimos, do que determinada experiência transmite aos consumidores. Quando imaginamos isso em um mundo offline fica mais fácil de compreender. Pode ser uma essência em uma loja, uma cor predominante, um som marcante ou até mesmo o jeito de atender os consumidores. Mas, quando vamos para o ambiente digital temos um esforço muito maior para fazer com que todos compreendam a marca da mesma maneira de sempre”, explica.

O branding digital nada mais é do que criar experiências de marca, que estejam alinhadas ao DNA da empresa, que consigam “invadir” e tocar o coração das pessoas, só que em um ambiente digital. Maka também ressalta que, tradicionalmente, criamos experiências que possam ser sentidas no ambiente offline, no ambiente digital todos falam de métricas, performance, resultados e números.

Mas, e o intangível? Onde está inserida a parte em que as marcas revelam a sua essência? Muito mais do que apenas performance e captar leads para a empresa, as marcas precisam revelar o seu real DNA também neste ambiente. Maka comenta que é extremamente importante a parte da performance e a análise de métricas, sem elas o trabalho fica muito mais difícil no meio digital. Porém, cresce cada vez mais a demanda de um ambiente com o DNA da marca no meio digital, que seja a cara da empresa e não apenas para vender produtos a um bom valor. “Lembre-se: as pessoas não compram produtos, elas compram marcas”, observa o empresário.

Gerando mais resultados nos negócios 

No cenário de negócios atual, é indispensável pensar no digital para potencializar a gestão de marcas, visto que esta ferramenta cresce a cada dia. Hoje é possível notar uma infinidade de anúncios de produtos na internet, todos visando ao melhor valor de venda, mas poucos falam de marcas,  passando o real motivo para comprar um determinado produto.

“Existem diversos produtos iguais aos da sua empresa no ambiente digital, o que vai levar o consumidor a ser seu cliente é justamente a forma como sua empresa se posiciona neste meio”, explica. Ou seja, é pelo seu DNA que o consumidor passa a te admirar. Quando unificado ao branding digital aliado a estratégia de performance, o consumidor passa a enxergar muito mais do que somente produtos e venda.

“No mercado digital tudo gira muito rápido e todas as ações demandam ações e resultados rápidos. Sua empresa não precisa estar presente em todos os canais, ela precisa estar presente nos canais que são de acordo com o DNA e propósito da empresa. Desta maneira fica muito mais fácil validar as ações e colher resultados – a longo prazo – mas concretos”, finaliza.


Maka Werner: empresário e consultor de gestão de marcas e gerenciamento de projetos de marketing e design, e facilitador na metodologia Lego® Serious Play® no Brasil.

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A Americanas.com – maior loja online brasileira – vem investindo cada vez mais em parcerias inéditas para oferecer conteúdo para seus clientes. As iniciativas fazem parte da estratégia da marca de proporcionar uma experiência de compra diferenciada e completa, além de oferecer conteúdo confiável e de qualidade para auxiliar as pessoas na hora da compra.

Este mês, a marca fechou uma parceria de branded content com a plataforma de Moda e Beleza “Steal the Look”, que passa a assinar curadorias de produtos para a Americanas.com. As sugestões estão disponíveis na seção “Tem Tudo” do site e são publicadas duas vezes por mês. A primeira lista trouxe dicas de presentes para o Dia das Mães e outras já estão previstas, como a com dicas de produtos para o Dia dos Namorados. O “Steal the Look” é uma plataforma consagrada na área de Lifestyle, contando com mais de 2 milhões de visitas mensais em seu site, mais de 1,3 milhões de seguidores em sua página do Facebook, 339 mil inscritos em seu perfil no Pinterest, 337 mil seguidores no Instagram e 48 mil inscritos em seu canal do YouTube.

Outra parceria fechada pela Americanas.com foi com o BuzzFeed. A marca foi o primeiro e-commerce a ter matérias com links de afiliados – que geram comissão em cima das vendas realizadas a partir das publicações – na multiplataforma de notícias. A estratégia de branded content, iniciada em dezembro de 2018, consiste na publicação de testes, enquetes, checklists e buzzcuts, entre outras postagens, sempre com temas ligados a produtos vendidos pela Americanas.com, campanhas publicitárias ou perfis de consumo dos clientes. Os números das redes sociais do BuzzFeed também impressionam: 2,7 milhões de seguidores no Facebook, 4,7 milhões de seguidores no Instagram, 370 mil seguidores no Twitter e 226 mil inscritos no canal do Youtube.

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O dia das mães é uma data comemorativa de grande movimentação no comércio brasileiro, sendo a segunda melhor data para o varejo, ficando atrás apenas do Natal.

Segundo informações divulgadas pela instituição Boa Vista SCPC, as vendas aumentaram em 4% no último ano durante este período, simbolizando uma variação positiva de 1,6%. Por sua vez, o e-commerce não fica atrás nas taxas de conversões ao equivaler a um crescimento de 9,8%.

Entre os setores que mais se destacam próximo ao dia das mães estão respectivamente os de eletrodomésticos, pet e cosméticos. Diante deste panorama, os indicadores numéricos também se estendem ao atendimento ao cliente, ampliando em aproximadamente 20% a demanda por este serviço.

Na prática, os dados transformam-se em alertas aos gestores de recursos humanos. Afinal, deixam claro a necessidade da elaboração de um plano de treinamento voltado à atuação assertiva dos vendedores nesta época.

“O investimento em ponto de venda (PDV), estoque de produtos e promoções são importantes nesta fase, mas não essenciais, visto que é preciso prestar atenção nas pessoas. Neste caso, a tendência do comércio é culpar os preços pelas falhas nas conversões de vendas. Porém, a principal influência no momento de decisão da compra é o atendimento, provocando a seguinte máxima: quer atrair o consumidor? Invista em marketing. Quer amplificar as conversões? Invista em treinamento”, afirma Ivan Corrêa, sócio-diretor da Posiciona Educação & Desenvolvimento.

Pensando em contribuir com a alta performance dos vendedores no dia das mães, o especialista em desenvolvimento corporativo alinhou cinco sugestões de como preparar a equipe de vendas:

1. Conscientize

Atualmente, a habilidade de aprendizagem ágil e contínua é uma exigência básica de uma sociedade marcada por grandes transformações. Por esta razão, promover a conscientização sobre esta necessidade é fundamental no alcance de um alto desempenho dos vendedores, porque os faz sair da zona de conforto e ter a chance de compreender o contexto mercadológico, acompanhar as mudanças externas e detectar os reais dilemas dos consumidores.

2. Planeje-se

Para que a equipe funcione com assertividade de maneira natural, é imprescindível traçar uma campanha de vendas alinhada aos canais externos (redes sociais) e internos (departamentos envolvidos no evento) da marca. Nesta atividade, o ideal é construir o planejamento em parceria com os vendedores. Ao estarem envolvidos nos processos de criação de metas estratégicas, eles se sentem incluídos no propósito comercial. Esta sensação de pertencimento resulta no aumento de performance.

O envolvimento do time também garante que os profissionais estejam a par da linguagem de vendas, o que potencializa a comunicação com os clientes. Outra dica para esta tarefa é a realização de uma pesquisa da concorrência, pois esta análise permite aumentar o poder de argumentação na hora da negociação.

3. Roda de Conversa

O processo de venda começa antes mesmo do cliente entrar na loja. Então, após o planejamento estratégico de atendimento, é fundamental ir em busca de colocar a mão na massa, sendo que um ótimo caminho para seguir este objetivo é a disponibilização de uma roda de conversa. Ou seja, reserve ao menos 15 minutos da jornada de trabalho dos vendedores para proporcionar uma troca de experiências na qual um profissional serve de apoio ao outro, tanto nos pontos fortes como nas fraquezas. Além de ampliar as habilidades de cada um, a iniciativa é útil em imprevistos, quando alguém tenha que se ausentar da função.

4. Desenvolva a ambientação

A ambientação é um aspecto que costuma passar despercebido pela área de RH em ocasiões de datas comemorativas. Mas não deveria. Ao integrar a equipe no propósito da comemoração, os vendedores são capazes de simplificar o trabalho em prol do objetivo em comum. Portanto, gerar um valor emocional é garantia de um atendimento assertivo e personalizado.

5. Pós-venda

O momento do pós-venda é imprescindível na fidelização dos consumidores. Logo, os vendedores devem manter contato depois da concretização da venda, a fim de certificar se as pessoas estão satisfeitas com o atendimento e o produto.


Ivan Corrêa, sócio-diretor da Posiciona Educação & Desenvolvimento.

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De acordo com a Criteo S.A. (NASDAQ: CRTO), plataforma de anúncios para a Internet aberta, o Dia das Mães de 2019 deve seguir tendências parecidas com o registrado em 2018. Na ocasião, as categorias mais impactadas foram Moda, Artigos para Casa e Grandes Varejistas que registraram, respectivamente, alta de 27%, 17% e 11% nas taxas de conversão, cerca de 14 dias antes do evento.

“Estamos próximos de uma das datas mais importantes para o varejo no primeiro semestre e uma boa estratégia será fundamental para aproveitar todo o seu potencial. Para essas duas semanas que antecedem é importante investir na otimização dos canais mobile, em ferramentas de produtos patrocinados, retargeting e anúncios paid display para impactar o cliente no momento certo, gerando conversão. Lembrando que o ideal é traçar estratégias omnichannel que acompanhem o consumidor por toda a jornada de compra. Outra dica importante é pensar naquele consumidor que vai acabar deixando para comprar o presente na última hora”, explica Alessander Firmino, diretor geral da Criteo para o Brasil e América Latina.

Tendências para as principais categorias

Este ano, a categoria Moda deve atingir o pico de vendas online na semana que antecede o Dia das Mães. Em 2018, as vendas aumentaram 23% nos quatro dias antes da data, em comparação com a média registrada em Abril. No fim de semana da comemoração, o tráfego e as vendas tiveram queda de mais de 25%.

Artigos para Casa deve registrar um grande impacto nesta edição, já que produtos desta categoria tendem a ficar entre os mais populares para presentear. No ano passado, as vendas online tiveram seu ápice nos quatro dias anteriores à celebração, com aumento de mais de 50% em comparação com a média de abril. Cinco dias antes do evento, o tráfego cresceu 21%.

Grandes Varejistas devem se preparar para picos de vendas antes e depois da data. Na última edição, houve aumento expressivo de vendas quatro dias antes, com crescimento de 22% se comparado à média de abril. Mas logo após o evento, as vendas aumentaram 46%, alcançando seu ápice.

Metodologia 

As tendências para o Dia das Mães foram identificadas pela Criteo por meio da análise das transações online de 82 dos principais anunciantes do Brasil. Foram analisadas mais de 8,3 milhões de vendas concluídas em desktops, smartphones e tablets.

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A pesquisa Global Consumer Insight Survey 2018, que define tendências e características de consumo em 27 países, indica que 21% dos brasileiros realizam compras online semanalmente, maior índice registrado desde 2014 pela consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC). Isso reforça que o consumo por meio da internet vem crescendo ano a ano. Em paralelo, há outras tendências no consumo, como o recente crescimento das lojas físicas.

Ao todo, a PwC entrevistou 22 mil pessoas entre agosto e outubro de 2017. No Brasil, o único da América Latina entre os analisados, foram 1.001 entrevistados. 41% dos respondentes fazem uso de celulares para suas compras, sejam elas diárias, semanais ou mensais. Nos tablets, são 30% e, nos computadores, 58%. Para Alexandre Horta, diretor da PwC Brasil, o aumento na demanda por produtos pela internet demonstra a melhora na oferta por parte dos varejistas. Além disso, há um amadurecimento na oferta e um aumento no número de players no mercado, o que ajuda no aumento da confiança nas compras online.

Em uma análise das quatro principais características do consumo no Brasil em 2018, segundo a PwC, observamos que:

Compras via mobile cresceram, mas lojas físicas também registram novo crescimento

A PwC dividiu a experiência de compras em quatro canais: lojas físicas, computadores, tablets e mobile (celulares). Destas, entre 2016 e 2017 apenas mobile teve aumento na frequência de compras dos usuários, de 30% a 31%; as demais apresentavam quedas crescentes desde 2015. Porém, isso mudou nos dados de 2018: todas as divisões tiveram aumento da frequência de compras pelo consumidor, com destaque para as lojas físicas, que são um canal de consumo para 61% dos respondentes. Um grande exemplo é o investimento em lojas físicas pela Amazon e a Alibaba mediante parcerias com outras redes.

Otimismo faz crescer intenção de compras

O brasileiro está mais confiante em relação à economia do país e isso é perceptível pela sua intenção de compra. 70% dos entrevistados dizem que esperavam manter ou aumentar seus gastos em 2018, ao passo que 77% esperavam que a economia brasileira se mantivesse estável ou melhore neste período. Horta acredita que estamos saindo de um processo de recessão de pouco mais de três anos e destacou que em escala global o mundo viveu em recessão entre 2008 e 2014, ou seja, faz quatro anos que o mercado tem evoluído. No Brasil, foi preciso apenas um ano após o período crítico para que as pessoas já se tornassem mais otimistas, enquanto norte-americanos, por exemplo, ainda estavam cautelosos.

Gastos com produtos e experiências são iguais

Considerando a renda disponível para os respondentes, eles afirmam investir o mesmo montante em produtos e experiências. No Brasil, esta taxa é de 50% para cada opção, sendo que, em escala global, as pessoas destinam 55% para os bens físicos. A prioridade dos brasileiros na hora de investir em experiências está em gastar seu dinheiro em ações individuais, o famoso “tempo para mim mesmo”. 37% dizem que este é o motivo pelo qual fizeram este tipo de investimento.

Em todas as categorias de produtos, o consumo do brasileiro aumentou

Se o brasileiro consome mais online, ele o faz em todas as categorias analisadas pelos pesquisadores. Comparando os dados de 2018 com os de 2014, o número de consumidores que fizeram todas ou a maior parte de suas compras via internet subiu 16% em vestuário e calçados, livros, músicas, filmes e videogames. A internet, aliás, é a principal fonte de compras para 34% dos que consomem livros, músicas, filmes e videogames e para 27% dos que compram equipamentos eletrônicos. Nas outras categorias, a preferência pela compra online é: saúde e beleza (24%), vestuário e calçados (22%), móveis e utensílios domésticos (18%), equipamentos esportivos (18%), brinquedos (16%), eletrodomésticos (19%), joias e relógios (15%) e alimentos (13%).

Considerando a oferta variada de serviços, vemos o desempenho do franchising nacional, que possibilita ao consumidor uma ampla carteira de lojas e tipos de serviços. Há diversos formatos de lojas, seja em pontos de rua, em quiosques, ou mais alternativos como postos de gasolina. Essa diversidade tem impulsionado a retomada econômica do setor, o que possibilitou um crescimento de cerca de 7% do faturamento em 2018, grande parte por inovação no setor e a melhora no índice de confiança que cresceu 94%.

Para 2019, a expectativa é de crescimento de até 10% no faturamento. Neste movimento de crescimento e diversidade de modelos de negócios físicos e digitais, temos como exemplo o Grupo Acerte, com a Quality Lavanderia e Laundry 4 You, redes de lavanderias com diferenciais alternados. A Quality Lavanderia é especialista na limpeza de roupas especiais, enxoval de bebê, peças finas, peças delicadas, itens da casa, com planos, serviço de delivery e outros serviços que atendem as necessidade da família. Já a Laundry 4 You é um modelo para condomínios, dedicado à limpeza express de roupas do dia a dia com gerenciamento 100% online via aplicativo, substituindo  o uso de fichas por cartões individuais RFID. Seja online ou física, há ótimas experiências de consumo de serviços, acompanhando os diferentes comportamentos dos consumidores brasileiros.


Danielle Denys: gerente de marketing do Grupo Acerte, detentor das marcas Quality Lavanderia, Prima Clean Lavanderia Express, Laundry 4 You Lavanderia em Condomínios, Inova Lavanderia Industrial e Linha e Bainha Costuras.

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SKOL brinca com rotinas típicas de um grupo da família para valorizar suas três variantes: Pilsen, Hops e Puro Malte

A família SKOL cresceu e para valorizar a diversidade das suas três “filhas”, SKOL vai brincar com o que é típico a todas as famílias brasileiras: o grupo de Whatsapp. Em campanha que se inicia nesta segunda-feira (8) nas redes sociais e em TV aberta, SKOL vai reproduzir interações de grupos de família e participar de forma bem-humorada de assuntos próprios a todos eles.

Tem o tio do pavê que leva uma invertida da irmã por conta da piada pronta, a vaquinha para dar presente de aniversário que gera uma debandada do grupo, aquele áudio indesejado no meio do expediente e a zoeira depois de mais uma sequência de mensagens de “Boa noite, grupo”.

Os vídeos curtos, de 15 segundos, terminam com uma mensagem de SKOL. “Que família não tem suas pequenas diferenças?” SKOL quer mostrar que numa família cada parente tem suas características, assim como a família SKOL. As pessoas podem ser mais tradicionais, como a SKOL Pilsen, antenadas e modernas como a Hops e exibidas, do tipo que gosta de todas as atenções, como a nova Puro Malte, única Puro Malte que desce redondo no mercado.

Dentro da estratégia da campanha, SKOL também vai apresentar uma nova identidade para o site oficial, além de ativações em pontos de venda, ações com influenciadores e uma série de interações especiais nas redes sociais.

Para fazer o público se sentir parte da família SKOL, a marca preparou também um pacote para o universo do WhatsApp com memes, áudios e stickers que reforçam a campanha, traçando paralelos entre os estilos das cervejas com a dos parentes de uma típica família brasileira.

As comunicações valorizam a leveza e refrescância da cerveja Pilsen, a mais querida dos brasileiros há anos. Fala também dos ingredientes de Hops e seus lúpulos arredondantes, bem como da Puro Malte, que mal chegou e já está dando o que falar.

“Com SKOL temos que estar sempre um passo à frente, ser pioneiros. As relações familiares estão cada vez mais dinâmicas e aproveitamos nossa diversidade de cervejas para valorizar essas características. Essa é a base de ser de Skol. Fazemos isso refletindo a atualidade e, principalmente, conectados com nossos consumidores com uma linguagem que faz parte do dia a dia de todos eles”, disse Maria Fernanda Albuquerque, diretora de marketing de SKOL.

Confira os quatro primeiros filmes baseados em conversas de grupos de família que apresentam a família SKOL:

A criação é da agência F/Nazca Saatchi & Saatchi.

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Saiba mais sobre a criação e gestão da marca GPS Contabilidade por meio da metodologia TXM Branding para gerar valor e novas experiências aos consumidores.

Com as novas formas de comunicação entre clientes e marcas, as empresas que desejam se destacar perante o mercado precisam construir e pensar na organização por meio de um relacionamento sólido com os clientes e potenciais consumidores.

As novas tecnologias do mercado atual demandam uma maior conexão das marcas com os consumidores, construindo um relacionamento duradouro.

Leandro Werner (Maka),  empresário e consultor em gestão de marcas, compartilha sua experiência neste cenário em que o marketing utiliza-se de ferramentas estratégicas para fixar a marca na mente do consumidor:

“Este posicionamento refere-se ao lugar que a marca deseja ter na mente do consumidor. Para as marcas, torna-se importante este processo. Na era da superinformação deve-se tentar alcançar o público desejado primeiro”, comenta Maka.

O especialista destaca que para uma marca se posicionar perante o seu público, ela deve deixar claro qual o seu objetivo e quais suas visões de mercado. “Com este posicionamento bem definido, fica mais fácil manter a marca na mente do consumidor. O posicionamento deve articular no sentido de colocar à disposição do consumidor um objetivo claro e bem definido, diferenciando a marca dos demais concorrentes”, esclarece.

Atenta às necessidades e ao novo relacionamento com os consumidores, a empresa blumenauense GPS Contabilidade aderiu às estratégias de branding para lançar a marca já consolidada no mercado, e criar experiências, proporcionando uma visão completa da verdadeira essência da empresa.

Para auxiliar na gestão e estruturação da marca, a empresa contou com a metodologia TXM Branding, desenvolvida pela Maka.Branding em parceira com o Laboratório de Orientação da Gênese Organizacional da Universidade Federal de Santa Catarina (LOGO/UFSC).

A metodologia foi responsável por estruturar o DNA da GPS Contabilidade, identificando a contextualização dentro do mercado e seu posicionamento.

“Após essa etapa, evoluímos para o propósito – afinal, marcas sem propósito são marcas sem alma – e posicionamento, para adequar a proposta de valor ao mercado e também posicionar a empresa perante os concorrentes”, comenta Maka, fundador da empresa e responsável pelo projeto.

Maka ainda comenta que  foi possível identificar que a marca deveria ter uma diferencial. “Era preciso mostrar o “jeito” GPS de encarar os desafios”, explica. Visto isso, foi realizado um levantamento de benchmarking – processo de comparação de produtos, serviços e práticas empresariais – com análise de cenários e o mapeamento de concorrentes da empresa.

O empresário conta que também foi feito um levantamento de todas as personas da marca, para gerar experiências que fossem mais assertivas para o público alvo da empresa. “Com isso, foi possível entender e construir a atmosfera da marca e suas conexões com outras áreas, mapeando clientes, fornecedores, associações e parceiros estratégicos”, conta Maka.

Com este processo, a GPS redefiniu o portfólio de produtos e analisou todos os dados coletados. “Então, finalmente chegou a hora de criar as experiências de marca, desde o logotipo, passando pela tagline, linguagem do consumidor, site, material impresso de papelaria e promoção, e também todos os materiais digitais“.

Maka ressalta que, por meio da metodologia Lego Serious Play, a empresa participou de todo o processo, possibilitando entender quais os canais a serem utilizados e suas funções para propagar a marca. “Assim,  a GPS consegue ganhar autonomia em seus processos a partir de agora”, finaliza.

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O seu negócio está em desenvolvimento e tem pontos que precisam ser melhorados ou está planejando iniciar uma nova empreitada. Sabe exatamente quais são as dores que precisam ser resolvidas? Conhece o cenário em que está inserido? Sabe como extrair os insights mais assertivos e que irão gerar valor para os clientes?

A metodologia do design thinking tem sua origem em um modelo mental que a partir da empatia identifica problemas e busca soluções, muitas vezes não convencionais ou esperadas pelo padrão vigente na empresa.

Para solucionar problemas e também identificá-los sem viés de interpretação e amarras, é necessário ter uma visão que aborde diversas perspectivas em um contexto multidisciplinar onde há espaço para novos insights e inovação.

As pessoas são o centro desse trabalho, participantes ativas da construção de todo o processo em uma série de interações e aprendizagens, onde o erro colabora para traçar novos direcionamentos e identificar oportunidades para inovação.

Segundo Pinheiro e Alt (2012, p. 6), “o Design Thinking se sustenta em um tripé: Empatia, Colaboração e Experimentação”.

1. Empatia

A empatia é nada mais que a compreensão dos desejos e ideias da outra pessoa, tão necessária para identificar os problemas a partir da visão do cliente ou colaboradores. Nessa etapa é preciso ouvir, observar e conhecer todos os envolvidos com o negócio. Você pode organizar reuniões com a equipe, percorrer a experiência de compra ou elaborar entrevistas exploratórias com alguns clientes e fornecedores, para levantar as questões do cotidiano e também entender as dores e valores que clientes e stakeholders reconhecem no seu produto e serviço.

O conteúdo gerado e organizado a partir dessas interações, promove insights que devem ser considerados, relacionados e categorizados para se transformarem em ideias e soluções de novos produtos ou processos para melhorar seus resultados.

2. Experimentação

Avalie cada insight gerado e como ele pode ser desenvolvido dentro do contexto da empresa, agrupe-os em categorias, defina prioridades de acordo com a criticidade para testar a viabilidade e possibilidade de implementação, inicie o processo de experimentação ou prototipagem.

Na etapa de prototipagem é definida a forma como a solução será apresentada, crie um modelo ou simulação a ser testado, aqui há a tangibilização das soluções.

Importante lembrar que essa etapa traz a importância de aprender a errar cedo para aprender logo, a ajustar e evoluir as ideias antes de gastar muitos recursos. É parte do processo a construção do raciocínio para implantação e a formulação de cenários para os negócios futuros.

3. Colaboração

A colaboração entre as pessoas está presente ao longo do processo, que é coletivo e depende do envolvimento de todos criando sinergia e permitindo uma visão ampla do negócio. A organização e os gestores se beneficiam do aprendizado do design thinking ao enxergar o mundo de forma mais conectada, mais próxima do ponto de vista dos clientes.

Pode ser aplicada a negócios, empresas, serviços diversos e tudo o que pode ser transformado para melhor de forma incremental ou para a inovação a favor da estratégia do seu negócio.

Essa abordagemproporciona mais flexibilidade para inovar, passa por momentos de expansão ou convergência em suas várias etapas, não perdendo o foco e ao mesmo tempo proporcionando espaços inventivos, sempre em um trabalho de cocriação entre as pessoas envolvidas, permitindo assim soluções criativas, assertivas e aderentes ao negócio.


Sylvia Luber: Gerente de Marketing na Pier 1 Cruise Experts. MBA em Gestão de Negócios pelo IBMEC, pós graduação em Marketing pelo Mackenzie e graduação em Design Gráfico pela Belas Artes. Atua há mais de 10 anos nas áreas de Marketing e Comunicação, passando pelos setores de educação, saúde e turismo.


Referências:

PINHEIRO, T.e ALT, L. Design Thinking Brasil. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012.

VIANNA, Y.; VIANNA, M.; ADLER, I. K. Design Thinking: Inovação em Negócios. São Paulo: MJV Tecnologia LTDA , 2013.

Imagem: Freepik.

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Talvez você já tenha ouvido falar sobre do que se trata o licenciamento de marcas e personagens e como ele pode ser uma ferramenta bastante eficiente quando se está pensando em extensões de marca. Caso esta seja a primeira vez que você está ouvindo este termo, explicarei bem rapidinho o que é e você já estará pronto para continuar lendo este texto.

O licenciamento de marcas é basicamente a cessão de direitos que o detentor de uma determinada marca concede a um terceiro, geralmente mediante o pagamento de uma taxa fixa (também chamada de mínimo garantido) e uma porcentagem em royalties, que é a taxa cobrada pelo direito de uso da marca, sobre as vendas. Este terceiro pode utilizar a marca de infinitas maneiras; de produtos licenciados (o exemplo mais simples aqui, em minha opinião, seriam as maçãs da Turma da Mônica), a promoções por tempo determinado, a eventos temáticos, entre tantos outros, tudo definido em contrato.

O licenciamento em si, enquanto área de negócio, com seus players, suas associações, sua mídia especializada, sua agenda de eventos e etc é uma área relativamente jovem, pois, antes de ser institucionalizada, era vista como um negócio marginal, uma forma de trazer receita adicional utilizando uma marca e uma estrutura que já existiam previamente. Porém, já faz um bom tempo desde que licenciamento se tornou coisa séria, que movimenta bilhões de dólares ao ano no varejo.

Bom, chega de blábláblá e vamos ao que interessa! Meu objetivo com este texto é passar a você, leitor, algumas dicas para começar com o pé direito e evitar algumas dores de cabeça bastante comuns a todos aqueles que gerenciam marcas e cogitam trabalhar extensões de marca através do licenciamento:

1. Defina bem seus objetivos

As empresas e marcas podem procurar o licenciamento por uma série de objetivos bastante distintos, que podem variar desde uma forma de obter receita marginal, atingir um público que não era atingido pelo core business da empresa, obter exposição de mídia adicional através de parceiros promocionais, fidelizar clientes, entre tantos outros.

Uma vez que este objetivo estiver bastante claro para todos os envolvidos, fica muito mais fácil definir uma estratégia a seguir, recursos a alocar, definir métricas que nortearão o sucesso da iniciativa, e etc;

2. Leva mais tempo do que você imagina (na maioria das vezes)

Apesar da enxurrada de produtos licenciados que se vê nas prateleiras, de lojas de brinquedos, a varejistas de fast fashion, é importante saber que fazer licenciamento é um tanto complexo, uma vez que se está lidando com o ativo mais importante (e delicado) de uma empresa, que é sua marca. É preciso tomar uma série de precauções para salvaguardar a integridade da marca, bem como garantir os direitos do licenciado (aquele que adquire os direitos de uso da marca).
Além das questões jurídicas, não podemos esquecer todas as questões de desenvolvimento de produto, produção, distribuição, ufa… Claro que há produtos que possuem lead time menor para chegar ao varejo, porém, via de regra, é bem pouco provável que haja resultados financeiros mensuráveis antes dos primeiros 6 a 12 meses do programa. Este modelo lento vem sendo questionado e, aos poucos, transformado por alguns players importantes como a Amazon e outros, porém ainda em pequena escala.

3. Leve o planejamento a sério

Uma das vantagens do licenciamento é que, em boa parte dos casos, pode-se aproveitar uma série de recursos já existentes e apenas adaptá-los para que possam servir ao programa de licenciamento; dos manuais de marca, passando pelos canais de distribuição, estrutura comercial, até as plataformas digitais, tudo isso são ferramentas a serem consideradas ao se estruturar um programa de licenciamento.

Por conta disso, é importante uma imersão no próprio DNA da sua marca, quais são suas fortalezas, suas debilidades, uma vez que uma visão de curto prazo raramente trará bons resultados em licenciamento, correndo-se o risco de superdimensionar os resultados que podem ser atingidos em um determinado espaço de tempo. Isso tudo gera frustração que pode ser facilmente evitada se a etapa de planejamento for levada a sério.

4. Escute seu público-alvo

Se sua empresa possui um vasto portfólio de marcas, o caminho mais fácil parece fazer um laboratório de licenciamento com todas elas simultaneamente e, depois de um certo tempo, ver aquela que se saiu melhor e, a partir daí, concentrar os esforços nela. Porém, na maior parte das vezes, esta não é a melhor escolha a se fazer.

Apesar de não existir uma receita de bolo a ser seguida e que garanta o sucesso, é importante ter clareza de quais marcas estão mais “maduras” para o licenciamento. Seu consumidor é uma bússola quase que infalível para obter esta resposta, uma vez que há marcas que, apesar de sólidas e bem sucedidas, não tem elasticidade o suficiente para sair do seu habitat natural. Ou seja, criar extensões destas marcas apenas geraria estranhamento por parte do consumidor e uma diluição do seu brand equity. Pergunte a quem consome, entenda seus hábitos, estas pessoas gostariam de se relacionar com sua marca fora de sua situação habitual de consumo? Se sim, como?

5. Não existe almoço grátis

Apesar de ter dito acima que muitos recursos já existentes podem ser aproveitados para se iniciar um programa de licenciamento, isto não quer dizer que não é necessário fazer nenhum investimento para que a mágica aconteça. Muito pelo contrário, é importante ter em mente que, por mais bem sucedida que sua marca seja, ela está para entrar em um novo ambiente, irá concorrer com outros players que você sequer imagina (afinal de contas, o licenciamento permite explorar categorias de produtos, serviços e promoções bastante distantes de seu core business), além de ter de quebrar a barreira da entrada no mercado de licenciamento, que já é dominado por players grandes e bem estabelecidos. Porém, isto não quer dizer que o licenciamento seja um negócio “pay to win”, uma vez que isto praticamente eliminaria o lucro, apenas é importante ter em mente os esforços e recursos que deverão ser investidos, para construir um programa de licenciamento sólido e coerente.

6. Faça testes

A maior parte das empresas ainda tem aversão a erros, apesar de todo o conteúdo sobre inovação e a história ter provado que vale a pena testar, experimentar e, consequentemente, errar. Porém, se possível, faço isso rápido e em pequena escala. Vai evitar muitas dores de cabeça, eu garanto.

7. Posso fazer sozinho?

Eu poderia dizer que não, mas arrisco dizer que sim. Tudo depende de suas pretensões e dos recursos que sua empresa e marcas estão dispostas a alocar para o projeto. O licenciamento, apesar de ter evoluído muito com o passar dos anos, ainda tem uma carga bastante pesada de trabalho burocrático envolvido. Além disto, há a gestão do programa, que é algo que dificilmente pode ser tocado por uma pessoa sozinha ou por um equipe enxuta que divide seu tempo entre o licenciamento e outras áreas do negócio (seja marketing, novos negócios, inovação, etc).

No Brasil há uma série de agências capacitadas a gerir programas de licenciamento, algumas especializadas em determinados segmentos, outras mais generalistas, além de alguns aventureiros (há destes em todo lugar). O setor é representado no Brasil pela ABRAL (Associação Brasileira de Licenciamento) e, em escala global pelo LIMA (Licensing Industry Merchandisers’ Association). Vale uma visita aos sites destas duas associações para pesquisar e ver quem seriam seus potenciais parceiros nesta empreitada.

E, por último… Vale mesmo a pena?

Sim! Se feito com seriedade e planejamento adequado, além de um dimensionamento realista do projeto, o licenciamento é uma ferramenta extremamente eficiente para trabalhar extensões de marca que pode servir a uma série de propósitos.

Espero ter ajudado e quem sabe não nos vemos por aí?


Murilo Poloni: Gerente de marcas no setor de licenciamento de propriedades intelectuais há 5 anos, prospectando e atendendo clientes como Universal Studios, Microsoft, CJ E&M, Playmobil, entre outros. Geek desde criancinha, entende que “grandes poderes trazem grandes responsabilidades”, nas palavras de Peter Parker, o Homem Aranha. Portanto, acredita que o marketing e o branding devem, antes de mais nada, servir ao bem da sociedade e do indivíduo.

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