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É tempo de mudanças, mas como mudar sem saber o que vem pela frente?  Começamos de dentro para fora

Tem que parar, tem que seguir, tem que mudar… O que, afinal de contas, temos que fazer em um período como esse que estamos vivendo? Naturalmente que cada caso é um caso e, mais do que isso, não existe uma fórmula mágica para um cenário tão imprevisível. Mas eu acredito que é tempo de fortalecimento das marcas.

Uma vez que tudo desacelerou para alguns setores, essa é a chance de dar aquela geral na casa que sempre é adiada. Investir tempo e dedicação ao cuidado da empresa para que ela não se perca nesse momento e nem perca o fôlego no retorno. Se preparar, de verdade.

Vamos imaginar que você foi convidado para dar uma palestra, por exemplo. Existem alguns preparativos para esse dia: entender qual será o público, definir a mensagem que pretende passar, ensaiar o discurso, escolher a roupa adequada, reservar a agenda… Um verdadeiro ritual que envolve entender e atender a intenção daquela ocasião. Pois o retorno pós-quarentena é esse evento para a sua marca. E o agora é a fase de preparação.

Então, nossa proposta é olhar para o que você construiu até hoje e detectar pontos fortes e fracos. Ouvir as pessoas envolvidas – de todas as áreas, inclusive – para captar insights, percepções e avaliações. Revisitar valores, questionar propósitos e ajustar posicionamento de acordo com a sua verdade.O mundo evolui, as pessoas evoluem também e mudam seus hábitos e desejos. É por isso que percebemos que a busca por marcas mais interessantes e com propósito bem definido é cada vez maior. Queremos empresas que entreguem valor e uma experiência positiva, com relevância em nossas vidas.

Valem perguntas como: de que maneira queremos ser lembrados? Nossas crenças e ações estão em sintonia? O que oferecemos gera valor na vida das pessoas? Mais do que isso: estou olhando para essas pessoas? A identidade visual transmite e conecta tudo isso?

Olhar para fora também é importante, claro. Estamos todos mudando a forma como vivemos, nos relacionamos, consumimos, e isso irá impactar diretamente no mercado. Estar atento a essas evoluções ajuda a marca a entender e responder da melhor forma a essas transformações. Mudar envolve mexer em estruturas previamente definidas e aparentemente sólidas. Isso significa tempo, dedicação, discussões, novas estratégias (de marca e comunicação). Mas significa, acima de tudo, coragem, principalmente em um cenário tão incerto como o que estamos vivendo.

Não sabemos o que nos espera, mas se estivermos em sintonia com a nossa verdade, papel e entrega, seguiremos fortalecidos, com a confiança necessária para as oportunidades que vierem pela frente. Quer mudança? Comece agora.


Daniel Faulin de Lima: Designer, Criativo e Observador. Iniciei minha jornada no design em 2009 pelo SENAC no curso de Interface Digital, após essa temporada fiz extensão em Gestão de Marcas pela ESPM e outros cursos na área de branding, identidade de marcas, design thinking, redação e comunicação. Atualmente sou sócio e diretor de projetos da Neurona Marcas Inteligentes, desde 2009, gerencio todos os projetos de branding, identidade de marca e comunicação das empresas B2B que buscam obter resultados eficientes e criativos em suas estratégias de marca.

A rede Ice Cream Roll, franquia brasileira de sorvete tailandês, implementou o delivery, o uso de máscaras para todos os funcionários e estuda financiamento para novos franqueados.

O cenário da pandemia trouxe a necessidade de adaptação para muitos negócios e, quando falamos de uma gestão de crise, quando se trata de uma rede de franqueados o desafio é ainda maior.

A rede Ice Cream Roll, franquia de sorvete tailandês fundada em Indaiatuba em 2017, compartilha as mudanças feitas pela marca, que se prepara para enfrentar um mercado diferente no cenário “pós-pandemia” do novo coronavírus.

Diante das prováveis mudanças nos hábitos sociais e de consumo, a marca reorganiza o negócio, fazendo a implantação do sistema de delivery, que passa a fazer parte do contrato dos novos franqueados (a rede já opera com o projeto piloto em quatro de suas 21 unidades); a implantação do uso obrigatório de máscaras pelos funcionários; e a reestruturação do cardápio.

Em paralelo, a empresa atuou com os franqueados na negociação de aluguéis, e agora busca oportunidades em shoppings para contratos já assinados para o momento pós-pandemia. Para atrair novos franqueados, a marca também estuda a possibilidade de financiar parte dos investimentos. A previsão de faturamento da rede para este ano é de R$ 8,1 milhões.

“Teremos uma massa de empreendedores que já sofrem ou sofrerão drasticamente com a crise, e a nossa franquia pode surgir como uma oportunidade. A obrigação da franqueadora é se adaptar para que todos possam alcançar resultados. A transformação social já é uma realidade há tempos. Neste ano, porém, ela veio de um modo mais perceptível e abrupto. Temos de trabalhar na mesma intensidade”, comenta o CEO da Ice Cream Roll, Roger Rodrigues.

Delivery em 20 minutos

A primeira adaptação da empresa aos novos hábitos sociais já em teste em quatro dos 21 quiosques da rede: sorvete por delivery em até 20 minutos. Tal possibilidade, até pouco tempo atrás, não era adotada pela rede por dois fatores: pelo fato de a iguaria ser de difícil armazenamento; e pelo “ritual de lazer” que as pessoas cultivam de sair de casa para “tomar um sorvete”. “Fomos desafiados a inovar”, pontua Rodrigues. As lojas que já iniciaram o novo serviço ficam na cidade de São Paulo (duas), em Patrocínio (MG) e em Volta Redonda (RJ). Para que o sistema possa funcionar, alguns cuidados foram tomados: a entrega deve ser feita em, no máximo, 20 minutos, para garantir a integridade e o formato de “rolinho” do produto. O sorvete também deve ser armazenado em caixinhas previamente preparadas para manter a temperatura.

A partir de agora, todos os novos franqueados deverão oferecer o serviço de delivery, que passa a ser cláusula contratual. “Com a crise, nós pudemos sentir a necessidade de desenvolver um serviço de entrega. Após a pandemia, nosso objetivo é que todas as unidades operem com esse sistema, estimando um complemento de 20% das vendas feitas a partir de aplicativos, como Uber Eats e iFood”, projeta Rodrigues. Para atender com excelência, o cardápio do delivery será composto por seis combos e cinco tipos de sundae.

Cardápio e novas ‘roupas’

A empresa também entendeu que é hora de repensar o cardápio, hoje com a possibilidade de oferecer 1,6 mil combinações de sabores, incluindo linha diet e 100% cacau. “Estamos fazendo um profundo estudo dos nossos produtos, baseado em estatísticas de custos e de venda. Nossa preocupação é deixar o cardápio bom, bonito e barato tanto para o franqueado quanto para o cliente”. Além de produzir fotos mais atrativas para o cardápio, a marca também revisitou o layout dos quiosques. “Precisaremos de um esforço maior para atrair o consumidor para o ponto de venda”, conclui o CEO da Ice Cream Roll.

Além disso, todos os funcionários usarão máscaras em qualquer ocasião. “Já não consigo mais imaginar o quiosque sem máscaras. Era algo que já colocávamos em prática, mas a partir de agora, todos os atendentes vão trabalhar usando máscaras”, completou.

Auxílio aos franqueados

Outra solução estudada pela marca para se adaptar à crise é oferecer auxílios aos futuros franqueados. “Hoje, o investimento inicial gira em torno de R$ 104 mil, mas, dependendo de cada caso, conseguimos oferecer subsídios e financiar uma parte desse investimento”, conta. Logo que o isolamento social teve início e os shoppings foram obrigados a fechar as portas, a Ice Cream Roll ajudou no processo de negociação de aluguéis dos espaços dos quiosques. “Entendemos que os shoppings continuam sendo muito promissores, portanto, seguem como nosso foco. Ainda há muitas oportunidades e queremos aproveitá-las”.

A marca tem um papel forte para os negócios, ela ajuda no processo de decisão na escolha de um determinado produto ou empresa. Com a globalização, e um mercado sem fronteiras, a concorrência é super acirrada e a presença de produtos iguais é sempre maior, o que comprova que a diferenciação da marca é superior em valor àquele mercado alvo bem definido.

Como afirma Philip KotlerBranding é muito mais do que dar nome a uma oferta. Branding é fazer certa promessa aos clientes sobre como viver uma experiência a um nível de desempenho completos. Assim, Branding requer que todos os participantes da cadeia de suprimento – do desenvolvimento do produto à fabricação, de marketing à venda e à distribuição – trabalhem para cumprir essa promessa”.

A gestão da marca começa com o seu propósito, ou seja, quando ela nasce. A integridade da marca é a promessa de valor da empresa e a chave para conquistar a confiança dos clientes. Entender a importância dessa essência é o que define sua diferenciação e identidade no mercado, oferecendo algo de relevante no intuito de atender às necessidades e desejos do seu público-alvo.

Reputação da marca é seu grande valor no mercado

Marcas são conjuntos de associações vinculadas a um nome ou símbolo associado a um produto ou serviço. As associações podem ser positivas ou negativas, e tudo pode receber marca, mesmo água, cidades e pessoas. Como resultado, as marcas são de suma importância; uma marca com associações negativas prejudicará uma empresa e outra com associações positivas ajudará.

Finalmente, as marcas são construídas por pessoas que acreditam apaixonadamente nelas – os construtores de marcas entendem e acreditam no poder de suas marcas. Se o gestor do negócio enxergar sua marca com esta paixão, entenderá que a gestão de marcas é um valioso investimento.

Sendo assim, a marca torna-se uma plataforma completa para planejar, desenhar e entregar valor superior aos clientes. Não há dúvidas de que a marca facilita o crescimento da empresa. Desenvolver o nome e a identidade visual é o ponto de partida, porém gerenciar a sua integridade, ou melhor, a sua essência de maneira contínua é um trabalho árduo, mas fundamental para mantê-la forte no mercado. Quando a marca se torna realmente forte, caracteriza-se por uma palavra ou frase que o mercado-alvo passa a reconhecer como valor, aí sim sua integridade é reconhecida e sua promessa cumprida.

Plataforma da marca

Como falamos, a plataforma da marca é o conjunto de elementos que farão esta conexão da marca com o consumidor de forma mais clara e concreta, transmitindo seu propósito e construindo seu posicionamento de forma estratégica.

Veja só alguns pontos que podem fazer parte desta plataforma (não se trata de uma regra ou padrão):

Propósito
Qual a sua razão de ser?

Posicionamento
Qual a percepção que quer passar? Como quer ser vista no mercado?

Público-alvo
Com quem você está se comunicando?

Personalidade e atributos
Quais são as características que fazem sua marca ser única? Qual o tom de voz da marca?

Crenças e Cultura organizacional
Como a marca conecta e motiva seus colaboradores, permeia e direciona a gestão de recursos humanos dentro da empresa?

Tudo isso pode ser transmitido por meio de um manifesto de marca. E essa plataforma, definida e estrategicamente desenhada, deve estar alinhada com as estratégias de marketing, com as propostas de identidade da marca, planejamento, produção e entrega do produto ou serviço.

Construir uma marca única é um desafio. Determinar o posicionamento correto, otimizar o design e gerenciar o significado da marca no decorrer do tempo e, simultaneamente, desenvolver e executar as iniciativas administrativas que proporcionem lucro é uma tarefa árdua e permanente. Exige pesquisa e monitoramento constante do mercado para que seja possível a entregar inovação.

De fato, a gestão da marca é estratégica no negócio e saber desenvolver ações que façam a diferença na mente do consumidor e que inspire as pessoas é o grande desafio!

O termo brand que, em inglês, significa marca, consiste na intuição que uma pessoa tem sobre um determinado produto, serviço ou empresa. São conjuntos e associações de elementos – nome, símbolo, design, termos, entre outros – com o objetivo principal de diferenciar-se em relação à concorrência.

 Branding, derivado de brand, é o responsável pela administração e gestão da marca, desde a sua criação, desenvolvimento, estratégia de crescimento até o monitoramento e avaliação de seu desempenho. A gestão da marca busca conscientizar e ampliar a fidelidade do cliente, mostrando o porquê de se escolher uma marca em oposição a outra. De modo geral, o objetivo final do branding é gerar o brand equity.


Brand Equity

O brand equity, por sua vez, está relacionado ao valor da marca, ou seja, é a força que uma marca possui no mercado e suas influências no modo como o consumidor pensa, sente e age em relação à mesma. A construção do brand equity é impulsionada por diversos fatores ligados à forma como a marca é lembrada e reconhecida por seus consumidores.

À medida que a concorrência cria uma infinidade de opções, as empresas passam a buscar formas de estabelecer uma ligação emocional com os clientes, tornar-se insubstituível e desenvolver relações duradouras. Uma marca forte se destaca em um mercado saturado. As pessoas se apaixonam pelas marcas, confiam nelas e acreditam em sua superioridade. O modo como a marca é percebida afeta seu sucesso.

É evidente que as grandes marcas precisam estar sempre atentas ao modo como interagem com seu público. Posicionar-se de maneira coerente e transparente é fundamental para ganhar espaço no coração do consumidor, bem como conquistar sua confiança.


Marketing e Posicionamento

O posicionamento de marca pode ser comunicado por meio das ações estratégicas de marketing, que promete atender as necessidades e desejos destes usuários de forma atraente. Keller (2006, p. 4) explica que:

Uma marca, é, portanto, um produto, mas um produto que acrescenta outras dimensões que o diferenciam de algum modo de outros produtos desenvolvidos para satisfazer a mesma necessidade. Essas diferenças podem ser racionais e tangíveis – relacionadas com o desempenho de produto da marca – ou mais simbólicas, emocionais e intangíveis – relacionadas com àquilo que a marca representa.

O marketing, desse modo, vem sofrendo transformações consideráveis ao longo dos anos, movidas pela mudança de comportamento do consumidor na era digital. Segundo Kotler (2017) “o marketing, resumidamente gira em torno de três disciplinas importantes: gestão de produto, gestão de clientes e gestão da marca”.

Desde 1950, o marketing tem ganhado grande visibilidade no mundo dos negócios e da economia. Os conceitos de marketing passaram por evoluções, que tiveram início no marketing 1.0, focado no produto; o marketing 2.0, por sua vez, voltado ao consumidor; em seguida, o marketing 3.0, centrado no ser humano e, por fim, chegamos ao marketing 4.0, defendido por Kotler (2017, p. 71) como:

[…] uma abordagem de marketing que combina interações on-line e off-line entre empresas e clientes, mescla estilo com substância no desenvolvimento das marcas e, finalmente, complementa a conectividade máquina a máquina com toque pessoa a pessoa para fortalecer o engajamento dos consumidores. O marketing digital e o marketing tradicional devem coexistir no Marketing 4.0 com o objetivo máximo de conquistar a defesa da marca pelos clientes.

Em essência, o marketing não é mais visto apenas como uma forma de gerar lucro, mas sim, destacando como ponto principal a construção de um vínculo com o consumidor, isto é, o marketing digital promove resultados e busca compreender a jornada do consumidor. Contudo, Kotler (2012) afirma que “marketing significa definir com clareza sua identidade e fortalecê-la com integridade autêntica para construir uma imagem forte”.

Diante de uma sociedade altamente tecnológica e globalizada, fomentada pelo uso excessivo das mídias sociais, mais do que nunca os consumidores buscam marcas que sejam autênticas, transparentes, dinâmicas e que possuam personalidades bem definidas. As pessoas se identificam e se tornam defensoras de marcas que sejam verdadeiramente humanizadas.


Case Natura

A Natura é um grande case nacional de branding, uma marca que nasceu em 1969 com uma pequena loja em São Paulo sob os cuidados de Luiz Seabra e, hoje, é a maior multinacional brasileira do setor de cosméticos.

Desde sua fundação tem foco na construção do “Bem Estar Bem” que, segundo a própria marca, se manifesta nas relações harmoniosas que um indivíduo estabelece consigo mesmo, com os outros e com a natureza.

A marca teve expansão adotando a venda direta como modelo de negócios, um desafio quando pensamos em branding, já que administrar os pontos de contato da marca é fator imprescindível na construção de sua imagem e entrega de valor a longo prazo. E a Natura conseguiu fazer este trabalho bem feito – em 6 anos expandiu para diferentes regiões do Brasil alcançando 200 colaboradores e 2.000 consultoras.

Pioneira na questão sustentável no segmento, foi a primeira a oferecer refil de seus produtos, pensando cada ação de forma estratégica e alinhada ao compromisso da marca de gerar impacto positivo nas áreas social, econômica e ambiental.

O posicionamento da Natura é tão claro e consistente que não é colocado como um diferencial, mas faz parte de sua identidade, da filosofia da marca. E seu propósito relacionado ao bem-estar ecoa em toda comunicação e ações internas.

Hoje, a marca global possui lojas físicas em todo o Brasil (inauguradas em 2016), também em Nova York e Paris; em 2017 adquiriu a britânica The Body Shop, em 2018 criou o grupo Natura &Co (união de Natura, Aesop e The Body Shop), e em 2020 concluiu a compra da Avon, criando o quarto maior grupo do mundo do segmento de beleza.


Referências

KELLER, K. L.; MACHADO, Marcos. Gestão estratégica de marcas. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006.

KOTLER, P; KELLER K. L. Administração de Marketing. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2012.

KOTLER, Phillip. Marketing 4.0: Do Tradicional ao Digital. São Paulo: Editora Cultura, 2017.

 

O mundo contemporâneo se depara com uma sociedade super comunicativa, refém de escolhas intermináveis e saturação de informação. Tal quadro é alimentado por uma implacável concorrência no mercado de consumo aliada a uma constante evolução da tecnologia, que dentre muitos objetivos, atende às expectativas de relacionamento social e encurtamento das distâncias geográficas.

Neste cenário, assim como as empresas se vêm obrigadas a estar em constante evolução e melhoria, buscando alcançar ininterruptamente um diferencial competitivo em relação aos concorrentes, a situação com os profissionais é a mesma, visto que eles também precisam estar em constante evolução para acompanhar as mudanças no mercado e permanecer sempre na linha da frente.

Se pararmos para avaliar este momento pelo qual o mundo está passando, com o Covid-19, com a crise econômica e de quebra no Brasil a crise política, mais do que nunca o capital intelectual é o grande “super-homem” para encontrar saídas para a gestão dos negócios.

É nesse momento que a gestão da marca pessoal é imprescindível, pois ter controle sobre sua vida profissional e pessoal e ter claro aonde quer chegar, faz a diferença para conquistar o seu espaço no mercado e passar por este momento tão delicado.

Ter claro quais são seus objetivos e metas pessoais faz a diferença neste contexto, assim como pensar de forma estratégica só traz benefícios para a construção da marca pessoal no longo prazo. A escolha dos objetivos pessoais e sua compatibilização com as metas de uma organização não constituem tarefa fácil. Exigem muita autocrítica, capacidade de análise e de julgamento, entre outras qualidades. Outra característica muito importante para obter o sucesso pessoal é o aprimoramento contínuo e não importa a idade, o profissional que tem compromisso consigo mesmo sabe encontrar tempo para ler, estudar e se aperfeiçoar. Para se manter no mercado essa é uma das condições indispensáveis.

Dois pontos importantes no branding pessoal: reputação e repertório!

Quando o profissional está preocupado com sua reputação ele está efetivamente preocupado com a gestão da sua marca profissional e pessoal. Entender a sua importância no contexto mercadológico é fundamental para a visibilidade e diferenciação de sua presença neste ambiente.

Branding Pessoal

Branding Pessoal nada mais é do que a gestão da marca pessoal. O objetivo principal é criar valor para sua marca e gerenciar esse valor com competência, fazendo diferença com o seu conteúdo e identificando a sua imagem em todos os seus pontos de contato, ou melhor, em toda a sua rede de relacionamento.

A maior parte das decisões de compra se baseia na confiança e no sentimento de conexão, ou das emoções, que as pessoas sentem em relação a determinado produto, serviço ou indivíduo. Gerenciar esse processo exige habilidade do profissional e, por este motivo, o branding é essencial.

Marca pessoal é a percepção que o público tem da identidade do profissional, ou seja, do seu posicionamento estratégico, que determina qual a imagem ele quer passar, ou melhor, o DNA da sua marca pessoal. Como nas empresas, o profissional precisa revelar qual é a sua missão (razão de ser), visão (como quer ser lembrado) e valores (princípios éticos). A partir destes três elementos, ele estabelece uma estratégia de marketing pessoal que pode ser descrita como uma estratégia individual para atrair e desenvolver contatos e relacionamentos interessantes do ponto de vista pessoal e profissional. Passará a dar visibilidade às suas características, habilidades e competências relevantes na perspectiva da aceitação e do reconhecimento de suas potencialidades no mercado.  A credibilidade é despertada a partir da consistência da gestão desta imagem, ou seja, da gestão da marca deste profissional.

E neste momento o repertório é fundamental para dar credibilidade e despertar a consistência no branding pessoal. Investir na sua marca deve ser algo constante, ou seja, precisa estar antenado com o mercado e isso só é possível se este profissional estiver atualizado. E para isso, ele precisa ter o hábito de estar em constante aprendizado, seja através de livros, de cursos, da participação em eventos e congressos, com o objetivo de trazer e gerar novas ideias. Neste momento do Covid19, precisamos de profissionais pensantes e que possam contribuir com soluções emergenciais e que gerem resultados para as empresas, para o mercado e para sua marca pessoal.

Neste ponto, o propósito pessoal é importante para que essa busca  constante por  aprendizado seja relevante no seu branding pessoal.  A determinação do propósito é o ponto de partida para o profissional ser relevante através do seu repertório.

Case Oprah Winfrey

Oprah teve uma infância difícil que, para muitos, seria motivo de reclamar da vida ao invés de lutar por seu espaço no mundo. Ela vivenciou a pobreza extrema, a negligência, o racismo e o abuso sexual. Sua cabeça começou a mudar quando percebeu através dos livros uma saída para uma vida melhor. Aos 16 anos ganhou uma competição de oratória, que lhe garantiu uma bolsa de quatro anos no Tennessee State University e seguiu a carreira de jornalismo.

Oprah Winfrey virou apresentadora de televisão, atriz e empresária norte-americana, vencedora de múltiplos prêmios Emmy por seu programa The Oprah Winfrey Show, o talk show com maior audiência da história da televisão norte-americana. Sempre preocupada com sua reputação e repertório, hoje é uma das mulheres mais ricas do mundo. Quando pensamos na marca pessoal Oprah Winfrey, pensamos em simpatia e no empowerment das mulheres. Inspiração para muitos!

Pesquisa – algo essencial para a construção e manutenção de uma marca. Seja no início do trabalho para a sua implementação, no desenvolvimento ou redirecionamento de campanhas,  ou até no caso de um reposicionamento de marca, a pesquisa é ferramenta imprescindível para uma entrega assertiva.

A Genomma Lab Brasil, multinacional farmacêutica responsável por marcas como Asepxia, Cicatricure e Pointts, realizou duas pesquisas nacionais, uma relacionada a crenças e hábitos frente à gripe e outra sobre como o clima afeta a incidência da gripe em diferentes regiões do país para o lançamento de um novo antigripal no mercado.

A campanha conta com exibições de uma versão nacional e 16 versões regionais para diferentes cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Santos, São José dos Campos, Uberlândia, Salvador, Recife, João Pessoa, Teresina, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Belém, Manaus, Goiânia e Brasília. Cada um dos filmes de 30″ regionais contou com apresentadores dos telejornais locais, responsáveis por apontar as previsões do tempo e lembrar de algumas ações e cuidados combinados para o combate à gripe.

Pesquisas para campanha personalizada em 16 regiões do Brasil

A campanha de lançamento foi definida a partir de um estudo quantitativo de comportamento, crenças e hábitos, realizado pela IQVIA, para entender de que forma os consumidores lidam com a gripe em cada região do país. A maioria das pessoas entrevistadas, por exemplo, afirmou utilizar-se de outros métodos para o alívio dos sintomas, além da ingestão de um medicamento antigripal.

A empresa também encomendou uma pesquisa para o Climatempo, a fim de compreender o comportamento dos quadros virais em determinados meses do ano. Para isso, foram levantados elementos climatológicos como temperatura, precipitação, vento, umidade e pressão do ar, bem como suas variações rítmicas e sazonais, indicando como isso pode interferir no aumento da propagação do vírus de gripes, resfriados e de problemas respiratórios. Nesse estudo, entendeu-se que, em muitas regiões, a gripe está conectada a variação de temperatura mais do que com o inverno, as massas polares e o clima seco, em certas épocas, propiciam maior incidência de sintomas em cada região.

Já a pesquisa “U&A (Usage and Attitudes) Gripe e Resfriado”, conduzida pela IQVIA, utilizou uma amostra total de 783 pessoas que ingeriram medicamento para tratar os sintomas de gripe/resfriado nos últimos 12 meses, entre homens e mulheres de 18 a 64 anos, classes ABC, moradores das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

Em um quadro geral, a pesquisa demonstrou que a ocorrência de gripe e resfriados é relatada, em média, 3 vezes por ano e que 75% desses entrevistados tomam muita água quando estão gripados; 60% relatam que costumam beber muito chá, 47% utilizam spray nasal e pastilhas para a garganta, 39% tomam mel, 33% ficam deitados e em repouso e 23% utilizam própolis. Importante reiterar que são hábitos sempre atrelados ao uso de algum medicamento. Em todas as regiões brasileiras, a maioria dos entrevistados se automedica, e caso o remédio não faça efeito, eles procuram por um médico.

Empreender é um ato heroico no Brasil. Há de se travar muitas batalhas contra todas as grandes probabilidades que as estatísticas apontam: Aproximadamente 96% das pequenas empresas decretam falência todos os anos e, além disso, segundo o SEBRAE, 50% dos empreendimentos que decretam falência nos cinco primeiros anos não apresentaram estratégias de gestão enxuta. No entanto, tal conhecimento acerca da metodologia de gestão enxuta, para grande parte da população brasileira, ainda não é acessível. Apesar da vontade e necessidade, a maior parte dos brasileiros nunca tiveram formação em gestão, em educação financeira, tampouco em visão estratégica de negócios. A metodologia da Startup Enxuta, ou Lean Startup, neste caso, é uma possível solução para que este negócio seja embasado e estruturado de uma forma saudável e sustentável.

Quem são nossos heróis?

Estes heróis são responsáveis por 27% do PIB brasileiro, e estão conquistando cada vez mais espaço na economia. Segundo o SEBRAE (2019), 63% deles chegam ao ensino superior, mas não necessariamente concluem o curso. 71% tem o seu próprio negócio como única fonte de renda e 76% deles têm renda familiar superior à seis salários mínimos. Não estamos falando de empreendedores abastados, mas sim de uma parcela da população que está ainda começando e que, pouco a pouco, encontra seu espaço e consegue sustentar sua família de uma forma digna, fugindo dos salários de R$2.500, vale-transporte e ticket alimentação.

O que é a Economia Criativa?

As chamadas “ciências econômicas” buscam lidar com o desafio de relacionar as necessidades dos indivíduos (que são infinitas) com os recursos disponíveis (estes sim são finitos). Já o termo “criatividade” remete a inventividade, inteligência e talento, natos ou adquiridos, para criar, inventar, inovar. John Howkins, um dos principais pensadores do século XXI a respeito da Economia Criativa disse que a criatividade não é produto, é processo. A criatividade aliada aos elementos endógenos de uma nação, destacando a cultura que é desenvolvida e produzida nacionalmente. Esta cultura, que é matéria prima da criatividade, quando aliada ao empenho em enriquecer o produto gerado, é fonte de desenvolvimento – com alcance irrestrito (uma vez que o atual contexto de uma sociedade cada vez mais conectada com outras nações) e, portanto, com potencial impacto de desenvolvimento da economia local, regional e nacional.

A Economia Criativa está fundamentada em quatro principais categorias, sendo elas: Cultura, Design, Mídia e Inovação. Apesar de, no Brasil, representar menos de 3% do PIB brasileiro, globalmente a indústria criativa cresce cerca de 6% ao ano, ou seja, duas vezes mais rápido do que os serviços tradicionais, e quatro vezes mais rápido do que as indústrias tradicionais, globalmente, segundo a OCDE.

É importante lembrar que a singularidade da cultura de um povo confere valor agregado aos seus produtos criativos e proporciona uma vantagem competitiva frente a outros mercados. Não há como copiar o substrato cultural que caracteriza determinadas produções e manifestações. Isso é visto e confirmado na valorização do gênero musical carioca MPB (Música Popular Brasileira) difundido mundialmente em meados da década de 60, em produtos simples de varejo de baixo custo, como a popular marca brasileira de sandálias de borracha Havaianas.

Conceitos básicos da Startup Enxuta

Para os que não são familiarizados com a metodologia, Eric Ries coloca de forma simples e estruturada alguns conceitos que, juntos, formam uma metodologia de gestão e, mais importante, de mudança de mentalidade.

  • Criar um produto que seja co-construído a partir de uma motivação ou ideia e o público-alvo, estando aberto à mudanças e adaptações;
  • Pensar grande e começar pequeno – reduzir ao máximo o tempo de criação do produto, focando os esforços no desenvolvimento de um MVP (minimum viable product, ou seja, o mínimo produto viável que entrega a solução da forma mais enxuta possível);
  • Aperfeiçoar continuamente o produto aplicando o ciclo Construir – Medir – Aprender expondo o mesmo ao público interno e externo;
  • Testar repetidamente o produto com o público alvo e estar aberto a mudar (ainda que radicalmente) o produto – o chamado “pivotar”;
  • O crescimento da empresa é um efeito colateral do próprio produto; anúncios devem ser feito de forma enxuta e racional.

Contarei três histórias inspiradoras de empreendedores brasileiros que, contra todas as probabilidades, conseguiram estruturar um pequeno negócio no setor da economia criativa, e que demonstram na prática como a metodologia Start Up enxuta esteve presente e de forma decisiva para que o negócio prosperasse.

FLIP

Concebida em 2003 com o objetivo de promover, em Paraty, uma cidade longe dos centros culturais e das capitais, uma experiência única de encontro de pessoas, permeada pelas artes. Por iniciativa da ONG Casa Azul e liderada pelo arquiteto Mauro Munhoz, iniciou com um espaço improvisado e contava com cerca de vinte convidados. A criação da FLIP teve um impacto imensurável nesta comunidade local: deu representatividade internacional e altíssimo impacto na autoestima da população local, e ajudou a protagonizar a recuperação do tecido socioeconômico da cidade, além de promover o fluxo contínuo de turistas com perfil qualificado para consumir os produtos artísticos, além de engajar a comunidade em um processo de protagonismo na transformação de seu futuro. Na edição de 2019, contou com trinta e sete autores participantes, e mais de oito mil acessos à tenda que cobra por ingressos, segundo a própria organização da Feira.

FA.VELA

Movido por sua curiosidade e por suas reflexões dadas pelo seu contexto social e econômico, João Souza, jovem negro mineiro, habitante de uma comunidade e com oportunidade de ter uma educação formal, conseguiu ver como esta posição de privilégio possibilitaria coloca-lo em uma figura de agente de transformação da vida das pessoas por meio de desenvolver potencial criativo das pessoas. Assim, idealizou um ecossistema dentro da favela, o Fa.Vela, dialogaria com o contexto da cidade e do entorno dela, minimizando sua segregação econômica e social. Fez um de seus primeiros pilotos com Gilmara, uma jovem negra que era conhecida e admirada pelo seu cabelo afro. João imaginou ajudar a estruturar um salão de beleza mas, Gilmara, conhecedora de seu nicho e com motivação de fazer algo disruptivo em sua comunidade, quis montar um spa para noivas. Era um produto pioneiro e inovador na favela, e que além de movimentar a economia da favela, ainda teria um impacto secundário positivo na mesma, pois ajudaria a empregar profissionais da indústria dos casamentos (maquiadores, fotógrafos, por exemplo). O empreendimento deu tão certo que Gilmara, também com o apoio da Fa.Vela, abriu o segundo estabelecimento.

TAG

Em 2014, Arthur Dambros, em uma biblioteca, teve um impulso empreendedor que compara ao impulso de um artista: de se expressar e ver influência do seu trabalho na vida das pessoas. Com amor inquestionável aos livros, junto ao seu sócio, pensou em fundar um clube de livros e, assim, nasceu a TAG. O modelo de assinatura e de clube de livros já existia há tempos, mas não um com este formato: um clube de assinatura, com uma curadoria de grife: a TAG convida grandes nomes para selecionarem quais livros serão enviados. O crescimento da TAG se deu a partir do poder das redes sociais como uma ferramenta que possibilite o crescimento como efeito colateral do próprio produto e de forma viral; conseguiu, com verba de propaganda enxuta, investir em anúncios que promoviam a indicação da TAG por grandes influenciadores digitais relevantes ao nicho; aproveitou para também se alavancar nas grandes personalidades literárias convidadas para fazer a curadoria dos livros; e, finalmente, pela natureza do modelo de negócio, a TAG funciona por meio de uma assinatura -, ou seja, garante que o usuário do produto seja recompensado e surpreendido todas as vezes que recebe o produto. A TAG também se diferencia de demais clubes de assinatura à medida em que foi crescendo pois aposta em edições exclusivas, personalizam algumas ilustrações e também traduzem as obras. A TAG cresceu tanto que, em 2016, chegou a ter vinte mil assinantes.

Estes são alguns exemplos de empreendimentos de sucesso que, para se estruturarem, ajustarem e crescerem, seguiram muito do que Eric Ries coloca em sua obra Lean Startup. Apesar da simplicidade, não é obvio e tampouco confortável seguir estes passos.


Referências

FIRJAN SENAI. Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil. Fevereiro, 2019.

HOWKINS, J. The Creative Economy – how People make Money from ideas. Londres: Penguin Books, 2001.

RIES, Eric. A Startup Enxuta: como os empreendedores atuais utilizam a inovação contínua para criar empresas extremamente bem-sucedidas. Editora Casa da Palavra, 2012.

SEBRAE – Disponível em http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae> Acesso em 27/setembro/2019.

FA.VELA (site institucional). Disponível em <https://favela.org.br/a-bordo/> Acesso em 02/Fevereiro/2020.

TAG Livros (site institucional). Disponível em < https://taglivros.com/> Acesso em 02/Fevereiro/2020.

FLIP (site institucional). Disponível em < https://www.flip.org.br/> Acesso em 02/Fevereiro/2020.


Alessandra Gaeta: Profissional do Marketing apaixonada por construção de marca, atuando na área há 7 anos, tanto no ambiente da multinacional americana P&G, quanto em ambientes de startup. Entusiasta de modelos de gestão enxutos e eficientes, de como o ambiente digital pode conectar as pessoas e determinada a semear estas ideias. Graduação em Engenharia Civil na UNICAMP, Pós Graduação em Gestão de Economia Criativa pela Belas Artes. Acredita no poder da criatividade, educação e cultura para transformar o mundo.


Imagem: Proxyclick Visitor Management System.

A Transformação digital mudou o comportamento das pessoas e trouxe diversos benefícios e facilidades para as marcas e para o nosso dia a dia. No entanto, percebemos como a perda de privacidade e a disseminação de fake news também foram facilitadas em quantidade e velocidade. Mas não só isso! Cibercriminosos passam a explorar cada vez mais formas e meios de atuar através dos meios digitais.

A Check Point Research (CPR), braço de Inteligência em Ameaças da Check Point® Software Technologies Ltd. (NASDAQ: CHKP), fornecedora global de soluções em cibersegurança, acaba de publicar o relatório mais recente sobre Phishing de Marcas, o “Brand Phishing Report” referente ao primeiro trimestre de 2020.

Você sabe o que é Phishing de Marca?

Em um ataque de phishing, os cibercriminosos procuram imitar o site oficial de uma marca bem conhecida ao utilizar um nome de domínio similar ou uma URL e design de web parecido com o site legítimo. O link para o site falso pode ser enviado às pessoas por e-mail ou por SMS, a fim de redirecioná-las durante a sua navegação web ou mesmo ser ativado a partir de um aplicativo móvel fraudulento. O site falso, muitas vezes, contém um formulário com o intuito de roubar os dados pessoais do usuário, detalhes de pagamentos ou cartões de crédito ou outra informação confidencial.

O relatório destaca as marcas que foram mais imitadas pelos cibercriminosos em suas tentativas de roubo de informação pessoal dos usuários ou de suas senhas de pagamentos nos três primeiros meses deste ano.

Apple, Netflix e Yahoo! são as marcas mais imitadas para tentativas de phishing

A Apple foi a marca alvo dos cibercriminosos, adotada com maior frequência, passando da sétima posição (referente aos 2% de tentativas de phishing em nível global no 4º trimestre de 2019) para o topo do ranking com 10% de todas as tentativas de phishing relacionadas à gigante tecnológica.

A Netflix assumiu a segunda posição com 9% das tentativas de phishing a serem relacionadas com a empresa, provavelmente devido ao aumento de pessoas que passaram a acessar o serviço durante a pandemia de Coronavírus. Já o Chase Bank cresceu em 3% do 4º trimestre de 2019 para ocupar a sexta posição, nesta nova edição do relatório, com 5% das tentativas de phishing explorando esta marca.

O setor com a maior probabilidade de ser alvo de phishing de marca é o da Tecnologia, seguido pelos Bancos e por Mídia e Entretenimento. Isto ilustra bem a abrangência e as áreas mais consumidas pelos usuários, particularmente durante a pandemia do novo Coronavírus e a quarentena, quando as pessoas são levadas a adotar tecnologia de trabalho remoto ou home office, a ajustar a situação financeira e a aumentar a procura por serviços de entretenimento em casa com recurso ao streaming.

Ranking de marcas usadas para phishing no 1º trimestre de 2020

Este ranking de marcas baseia-se na aparição global de tentativas de phishing com base em cada marca:

  1. Apple (com cerca 10% de todas as tentativas de phishing via marcas em nível global)
  2. Netflix (9%)
  3. Yahoo! (6%)
  4. WhatsApp (6%)
  5. PayPal (5%)
  6. Chase (5%)
  7. Facebook (3%)
  8. Microsoft (3%)
  9. eBay (3%)
  10. Amazon (1%)

Ranking de marcas usadas para phishing por plataforma

Durante o 1º trimestre de 2020, marcas similares foram usadas como vetores de ataque de phishing para aplicativos móveis e para web, incluindo bancos e serviços de streaming como o Chase Bank e a Netflix.

O phishing de web foi o mais predominante com 59% dos ataques, seguido por mobile phishing como o segundo tipo de ataque mais comum comparado com o último trimestre de 2019, em que se encontrava na terceira posição. Isto se deve às pessoas ocuparem a maioria do tempo em seus smartphones durante a pandemia, de modo que os cibercriminosos se aproveitaram para obter vantagem dessa situação.

E-mail (18% de todos os ataques de phishing durante o 1º trimestre)

  1. Yahoo!
  2. Microsoft
  3. Outlook
  4. Amazon

Web (59% de todos os ataques de phishing durante o 1º trimestre)

  1. Apple
  2. Netflix
  3. PayPal
  4. eBay

Móvel (23% de todos os ataques de phishing durante o 1º trimestre)

  1. Netflix
  2. Apple
  3. WhatsApp
  4. Chase

“Os cibercriminosos continuam explorando os usuários por meio de tentativas de phishing via e-mail, web e aplicativos móveis adotando marcas reconhecidas sobre as quais sabem do grande interesse por elas, quer seja o lançamento de um produto topo de linha ou simplesmente algo que poderá mudar o comportamento das pessoas, como o que está acontecendo a partir da pandemia do Coronavírus”, afirma Maya Horowitz, diretora de Inteligência de Ameaças & Pesquisa e Produtos da Check Point. “O phishing continuará sendo uma ameaça crescente nos próximos meses, especialmente enquanto os cibercriminosos explorarem os medos e as necessidades das pessoas em utilizar serviços essenciais a partir de casa. Recomendamos sempre aos usuários que se mantenham atentos e cautelosos ao divulgar os seus dados pessoais.”

Os dados do relatório de phishing de marca estão suportados pela Check Point ThreatCloud Intelligence, a maior rede colaborativa contra o cibercrime, que disponibiliza informação e tendências sobre ciberataques por meio de uma rede global de sensores de ameaças. A base de dados da ThreatCloud inclui mais de 250 milhões de atividades de malware diariamente, mais de 11 milhões de assinaturas de malware e mais de 5,5 milhões de websites infectados, além de identificar milhões de tipos de malware diariamente.

A Páscoa 2020 já estava planejada e preparada para muitas marcas até a chegada da pandemia. Linhas, produtos, campanhas… E agora? Como as marcas estão lidando com o cenário causado pelo Coronavírus?

Numa situação inesperada (ou quase) como essa, com impacto na vida, nos negócios e no cotidiano das pessoas em nível mundial, muito do que estava planejado acabou sendo repensado, postergado e, em alguns casos, até descartado. 

A saúde deve ser colocada como prioridade, e para as marcas não é diferente. O olhar das empresas se voltou ao cuidado e à segurança de seus colaboradores, clientes e ao bem-estar da sociedade, ressignificando a sua colaboração e seus valores perante o mercado.

A semana da Páscoa chegou e o clima para divulgação, comemoração e grandes campanhas não é o mesmo, seja por coerência com o momento, seja pela dificuldade ou impossibilidade da entrega de seus produtos ou serviços.

Em contrapartida, a peteca não pode cair. Sem deixar de priorizar a saúde e as recomendações dos órgãos oficias, precisamos colaborar com as pequenas e microempresas para que estas permaneçam sustentáveis durante este período, e também avaliar as possibilidades da produção sazonal motivada pela Páscoa. Afinal, este é um momento que representa passagem, reflexão e renascimento.

Confira como algumas marcas estão lidando com o desafio da Páscoa em 2020

  • Shoppings centers têm promovido atividades de recreação para momentos de lazer em casa. Além de receitas, estimulam a brincadeira de Caça aos Ovos com as crianças. O Shopping Granja Vianna e Metrô Tucuruvi (São Paulo), oferecem as marcas Kopenhagen e Cacau Show com serviço delivery dos chocolates. Shopping Metropolitano Barra (Rio de Janeiro) promove o Mundinho Kids Online em seu Instagram @shoppingmetropolitanobarra, com diversas oficinas.
  • Pão de Açúcar investe em campanha para valorizar as relações virtuais pela união nesta Páscoa.
  • Lindt promove a campanha digital #LindtemCasa com influenciadores motivando o usa do aplicativo Rappi para a compra de produtos de páscoa. Além disso, os itens estão todos com 30% de desconto.
  • Kopenhagen também oferece 30% off em todos os itens de páscoa pelo site da marca, além do delivery via WhatsApp.
  • Turismo reinventado: um dos segmentos mais impactados precisa encontrar alternativas para continuar em contato com as pessoas. O meio digital é a principal alternativa, mas não precisa cair no clichê. Bariloche utilizou o Place Branding para transmitir a experiência e valores locais sem deixar de incentivar as pessoas a ficarem em casa.

Confira mais detalhes!


COVID-19 E COLABORAÇÃO DAS MARCAS
Diante da pandemia do coronavírus (COVID-19), muitas marcas têm colaborado com serviços, informações e suporte para que os brasileiros possam enfrentar essa situação. O InfoBranding colabora com o compartilhamento destas ações e apoio das marcas AQUI.

MARCAS EM TEMPOS DE QUARENTENA
E para saber mais sobre as campanhas, ações e alternativas criativas que as marcas têm praticado para oferecer seus produtos e serviços, acesse AQUI. Afinal, ideias geram novas ideias para que as empresas busquem soluções criativas em tempos de crise sem deixar de priorizar a saúde de seus colaboradores. Compartilhe!

Manter a leitura em dia é essencial para qualquer profissional se manter atualizado e relevante, capaz de acompanhar a constante mudança que o mercado nos impõe.

Mais importante do que isso, no entanto, é exercitar a capacidade de relacionar os diferentes conceitos visitados e buscar implementá-los na prática do dia a dia, reforçando o aprendizado e a construção de valor para suas marcas, sejam de produtos, serviços e empresas que representamos ou, principalmente, nossas marcas pessoais – aquela que consolidamos dia após dia com a nossa atuação e resultados que entregamos.

Dentre minhas leituras e indicações que costumo fazer aos meus alunos, separei três conceitos para compartilhar. Conceitos de autores e livros diferentes que se complementam na hora de gerenciar uma marca e construir soluções para o mercado.  Algo essencial para a nossa atuação diária e que ganha ainda mais relevância para enfrentarmos a crise que nos foi imposta pela pandemia do Coronavírus.

São eles: Propósito, Nova Jornada do Consumidor e Produto Mínimo Viável (MVP) e, juntos, tem o poder de trazer grandes mudanças na maneira como você e sua marca entregam valor ao mercado.

  1. Propósito:

O primeiro deles, o propósito, ganhou evidência nos últimos anos e se consolidou como tendência com o comportamento dos millennials, que ingressam no mercado de trabalho e se tornam consumidores buscando sempre se relacionar com quem compartilha de seus valores e visão de mundo.

Não a toda, o Círculo de Ouro de Simon Sinek consolidou seu TED Talk como um dos mais acessados de todos os tempos e seu livro Start With Why (Comece Pelo Porquê) como um grande best seller.

Segundo a visão de Sinek o porquê, ou o propósito, é o grande responsável por engajar as pessoas a agirem, seja a contribuir com suas ideias ou consumir seu produto, na medida em que as aproxima com base em suas aspirações mais pessoais.

Em seu Círculo de Ouro, o porquê é o ponto central, pelo qual os discursos devem começar e se sustentar, tornando o “como” e o “o que” consequências de uma razão maior.

Agora pense no seu negócio e busque elencar as razões e responder porque alguém deve optar em se relacionar com você, comprar o seu produto ou te contratar.

A partir disso estruture sua abordagem, alinhe suas ações e construa um discurso capaz de atrair, convencer, satisfazer e reter seus clientes atuais e potenciais.

Importante: a abordagem do propósito vai além da comunicação e se relaciona com a estratégia das marcas e negócios, para saber mais confira outros artigos que postei aqui no InfoBranding: aqui, aqui e aqui.

  • Nova Jornada do Consumidor:

O segundo conceito, a Nova Jornada do Consumidor, foi apresentado por Philp Kotler em seu aclamado livro Marketing 4.0 e confere grande destaque ao fato do consumidor considerar a opinião e indicação de seus pares antes de tomar sua decisão de compra.

Assim, em meio a tantas ofertas que o mercado nos apresenta todos os dias, tanto no on-line quanto no off-line, o consumidor realiza um filtro para selecionar aquela que mais lhe convêm.

Esse filtro, ou melhor, essa jornada de decisão, apresenta 5 etapas fundamentais a serem levadas em conta pelos empreendedores e profissionais: 1) Conhecimento – na qual o consumidor identifica todas as opções oferecidas a ele; 2) Apelo – na qual destacam-se aquelas opções que fazem mais sentido para a sua realidade; 3) Questionamento – quando o consumidor valida as principais opções que selecionou com sua rede de contatos e influenciadores (em determinados casos); 4) Ação – o momento em que a decisão é tomada, ou seja, a escolha é feita e a compra realizada e, finalmente, 5) Advocacia – etapa na qual o consumidor compartilha suas percepções, boas ou ruins, podendo influenciar outras consumidores de maneira exponencial.

A grande virada neste novo modelo está no fato do consumidor agora estar conectado e poder consultar e verificar as mensagens emitidas pela marca, tanto entre seu grupo de contatos mais próximos quanto entre indivíduos que acabam se destacando pela sua expertise em determinadas áreas, os influenciadores; podendo, ele mesmo, proferir suas percepções em suas redes.

Assim a relação entre marca e consumidor se transforma em um diálogo aberto, transparente e com repercussão exponencial, para o bem e para o mal.

Ao invés de tentar “empurrar” uma mensagem, busque construir relacionamentos e se tornar referência no seu campo de atuação, atraindo os consumidores por meio de seus conteúdos, despertando seu interesse e consolidando oportunidades de negócio.

Quer saber mais? Confira minha resenha do Marketing 4.0 aqui.

  • Produto Mínimo Viável

Por último, mas não menos importante, está o conceito do Produto Mínimo Viável (MVP –Minimum Viable Product), popularizado no livro A Startup Enxuta de Eric Ries.

Segundo esse conceito, ao desenvolver um produto ou serviço, é necessário otimizar os recursos e validar seu desempenho e aceitação no mercado de forma ágil e concisa.

Como fazer isso? Construindo um Produto Mínimo Viável, ou seja, uma versão simplificada da sua solução, implementada com o objetivo de testar a proposta e aprender com o processo de aceitação do público, otimizando tempo e recursos, minimizando os riscos e aumentando o aprendizado de forma significativa. Para ilustrar tal processo de implementação, Eric Ries apresenta o seu Ciclo do Feedback:A ideia do MVP é entregar a melhor opção possível, adequando a sua proposta de valor às necessidades reais do público, tornando-o a principal referência e opção para a sua realidade.

Os 3 conceitos apresentados acima garantem 1) um posicionamento claro, consistente e capaz de alinhar todas as ações da marca em uma única direção – a ativação de sua razão de ser e a entrega de sua promessa; 2) uma abordagem mais estratégica do relacionamento do consumidor, ao entender seu comportamento e dinâmica na realidade conectada em que vivemos e 3) otimizar recursos e agilizar o processo de implementação de soluções que atendam às necessidades e demandas do seu consumidor.

Espero que os conceitos de Propósito, Nova Jornada do Consumidor e Produto Mínimo Viável contribuam para sua atuação e fico a disposição para trocar ideias!

Artigo publicado originalmente em:

https://www.linkedin.com/pulse/3-conceitos-para-empreendedores-e-gestores-de-marca-gabriel-meneses

Confira abaixo as referências para a leitura:

KOTLER, Philip, KARTAJAYA, Hermawan e SETIAWAN, Iwan. Marketing 4.0: Moving from Traditional to Digital. New Jersey: Wiley, 2017.

RIES, Eric. A Startup Enxuta: como os empreendedores atuais utilizam a inovação continua para criar empresas extremamente bem-sucedidas. São Paulo, Lua de Papel, 2012.

SINEK, Simon. Por Quê: Como grandes líderes inspiram ação. São Paulo: Saraiva, 2012. Ou SINEK, Simon. Comece pelo porquê: Como grandes líderes inspiram pessoas e equipes a agir. São Paulo: Rio de Janeiro, 2018.