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Branding Pessoal

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Hoje tem aplicativo para tudo. E lógico que os aplicativos de paquera e relacionamento fazem um grande sucesso. Como as relações humanas estão cada vez mais “digitais”, aplicativos como o Tinder e o Lovoo, por exemplo, dão uma mãozinha para quem quer fazer novas amizades, paqueras, sexo casual e por que não até encontrar o amor.

O que me intriga é que, nestes aplicativos, expomos nossa marca pessoal da forma mais direta e explícita possível. Afinal, quem faz parte destes aplicativos quer chamar a atenção e se diferenciar dos demais “concorrentes”.

Entretanto, observei que, muitas vezes o discurso não condiz com as fotos que postam. Por exemplo: vi em um perfil em que no texto dizia “busco um relacionamento sério e fidelidade” e as fotos da moça em questão bem que poderiam fazer parte de um catálogo de sex shop. Outras tantas postam fotos fazendo “biquinho” como se fosse a coisa mais sexy do mundo. Acreditem, não é. Fora outras que colocam fotos fazendo caretas, ou selfies que parecem que estão apertadas para irem ao banheiro.

Muito se fala em construção de uma Marca Pessoal voltada ao mundo corporativo e ao mercado de trabalho. Em como se “vender” para se destacar e ser lembrado (a) por seus diferenciais.

Então, porque não gerir da mesma forma sua marca pessoal em busca de um relacionamento? Penso que, neste caso, a gestão deveria ser mais cuidadosa ainda, pois há a exposição do seu “eu” como pessoa, com seus desejos e sentimentos.

O mais interessante é que a maioria das pessoas critica a superficialidade das relações geradas por estes aplicativos. Entretanto, a maioria insiste em mostrar-se como gostariam de ser, em um efeito manada de biquinhos e poses forçadas e perdem a oportunidade de praticar a gestão de suas próprias marcas pessoais de uma forma que exaltem suas reais qualidades, que “venderia” seu produto com muito mais verdade.

Agora pense: se você que está lendo este artigo estiver em um destes aplicativos, sua marca mereceria um like?

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Essa tem sido uma pergunta constante em minhas aulas, palestras e discussões, e entender essa diferença é importante para a carreira profissional. Branding Pessoal é o mesmo que gestão da marca pessoal e tem por objetivo construir uma marca que se destaque no mercado. Já marketing pessoal vai ajudar a construir essa marca, definindo quais são as estratégias ideias para o sucesso profissional e pessoal.

Então já começo com a pergunta: “qual é o seu plano de marketing?”  Ou melhor, você tem um plano estratégico de marketing para construção da sua marca pessoal?

Marketing é a ciência que estuda as necessidades e desejos de uma determinada demanda no mercado, com o objetivo de oferecer produtos e serviços que os atendam.

As estratégias de marketing focam em otimizar as ofertas para que sejam o mais bem sucedidas possível em determinado mercado. Assim, estratégias de marketing bem planejadas alavancam o sucesso de produtos, serviços, empresas. Quanto mais consistente e alinhado com o mercado, maiores as chances de sucesso de um plano. Não basta apenas que o produto seja bom, ele precisa estar alinhado com as necessidades de mercado para ter sucesso.

Assim como no marketing de qualquer produto ou serviço no mercado, o marketing pessoal também precisa de estratégia.  O seu principal produto é você, no entanto, uma grande parte dos profissionais passa a vida sem  traçar um planejamento de carreira consciente e consistente buscando alcançar metas pessoais. Mesmo que você tenha um objetivo bem definido para a sua carreira profissional, sem um plano, ele tem poucas chances de se realizar.

O planejamento de marketing pessoal é equivalente a qualquer planejamento de marketing, aplicando-se a mesma metodologia ao produto “você”. Você conhece o seu ambiente? Mercado? Clientes? Concorrentes? Todo produto é composto de conteúdo (produto ou serviço em si), embalagem e marca. Você conhece bem o seu produto? Você tem marca pessoal? Como é a sua “embalagem”? Quais são as suas características principais?

Após analisarmos o ambiente e produto, precisamos avaliar as nossas competências e os cenários possíveis para podermos escolher as melhores estratégias de atuação. O instrumento que nos auxilia a fazer isso nos planos de marketing é a matriz SWOT (forças, fraquezas, ameaças e oportunidades) – ela é essencial para compreendermos o contexto estratégico do seu produto. Você sabe quais são as suas forças pessoais? E fraquezas? Você já fez uma análise de cenários avaliando ameaças e oportunidades? Qual é a sua situação? Como você pode usar as suas forças para aproveitar as oportunidades do mercado e se defender das ameaças? O que você pode fazer para amenizar as suas fraquezas?

Combinando-se o produto com o seu preço, praça e comunicação (promoção) obtemos as estratégias variadas para se alcançar objetivos distintos. Qual a melhor combinação de produto, preço, praça e promoção para você? Como você se apresenta? Qual é o seu conteúdo? Que plataformas você usa para se promover? Você tira proveito do ambiente digital?

Essas são apenas algumas das questões que precisam ser respondidas para traçar um plano de marketing pessoal. Desenvolver esse planejamento e cuidar da marca pessoal são ações essenciais, pois da mesma forma que os produtos e serviços produzidos e oferecidos por empresas podem ser lançados, substituídos ou descontinuados, o mesmo pode acontecer com você!

Lembre que você é o gestor nesse processo, portanto as estratégias de  marketing pessoal bem feito fará a diferença na construção de uma marca pessoal diferenciada no mercado.

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No mundo contemporâneo, gestão de marcas não se refere apenas às empresas, produtos e serviços, mas também a pessoas. Neste sentido, a importância do desenvolvimento de habilidades, de competências e de engajamento constrói o reconhecimento no mercado.

Como auxílio para o trabalho, objetiva-se com este estudo mostrar a importância das mídias sociais para atingir o maior número de pessoas e mostrar “quem somos” e o “que fazemos”, além de apresentar a opção da rede social Linkedin, que é pouco lembrada e usada pelos internautas, mas que possui papel fundamental no processo de construção de uma marca pessoal sólida e significativa.

É importante destacar que as plataformas digitais de sociabilização não possuem barreiras geográficas. É neste local que as pessoas conseguem expressar pensamentos e crenças na forma de conteúdo, além de ser um ambiente em que as pessoas estão mais propícias à receber informação, de todos os gêneros. Ao pensarmos em rede social, a plataforma do Facebook é top of mind, pois é onde se tem o maior número de amigos e contatos. Na plataforma, publica-se tudo sobre o dia a dia, pessoal e profissional.

Postar no Facebook virou situação rotineira, quase como escovar os dentes. Trabalha-se tão fortemente nesta plataforma, com atualizações diárias, publicações pessoais e participações em eventos, palestras e cursos que, muitas vezes, o internauta deixa passar a informação de que além dessa rede, existem outras opções de redes sociais, onde é possível explorar o perfil pessoal e trabalhá-lo com o foco no “Selfie Branding”.

Um exemplo é o Linkedin, uma plataforma criada com foco em network. A rede já atingiu mais de 15 milhões de usuários no Brasil, estando na terceira colocação no mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e Índia. Desde 2003, seu ano de nascimento, busca aperfeiçoamento das ferramentas para aproximar e envolver os contatos. A rede, além de ajudar a realizar conexões, traz espaço para filtros, recomendações, exposição do currículo, além de um termômetro de “skills” que são preenchidos por amigos de rede social. É preciso entender que o LinkedIn é muito mais importate do que entrar em qualquer outra rede, quando o assunto é a gestão da marca pessoal. Existem pontos na plataformas que se utilizados, fazem total diferença no resultado final do processo de construção do “Selfie Branding”.

É importante que o usuário se relacione com extrema veracidade e mostre confiança as suas conexões. Além disso, a rede de contatos está ali não apenas para ser uma “estante”: é essencial cuidar da rede, sempre estabelecendo um posicionamento de acordo com os objetivos profissionais e pessoais. Estudar, pesquisar e entender mais a plataforma é prioridade para quem quer trabalhar a gestão da sua marca pessoal.

A partir dessa metodologia de estudo, que visa o melhor aproveitamento da plataforma do Linkedin, através da análise e do aprendizado de como utilizar as ferramentas que a mídia oferece, é possível visualizar uma grande mudança nas ações para o crescimento da carreira profissional e do trabalho efetivo de gestão de marca pessoal.

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Sim, um dos mais aguardados filmes do ano está em cartaz, baseado no Best-seller de John Green, o longa, assim como o livro, é uma grande lição de vida.

Mas quais são as lições que podemos aplicar para a nossa marca pessoal?

– Determinação é uma delas. Apesar dos personagens principais da trama terem câncer em estado terminal, eles, principalmente Augustus, sabem muito bem o que querem da vida, têm metas, objetivos e lutam para atingi-los. Foi com determinação e propósito que conseguiram ir até Amsterdã encontrar o escritor, por exemplo.

” Quando um homem tem força de vontade, os deuses dão uma ajuda.” Ésquilo

– Foco! Fator fundamental para direcionarmos nossa vida.

Apesar da doença, os personagens são focados naquilo que propõe fazer, desde o tratamento, até mesmo no relacionamento entre eles.

Se repararmos, milhões ou até bilhões de pessoas têm mania de dizer ” viva o momento” ou “o amanhã pertence a Deus” e não planejam suas vidas, as pessoas agem dessa forma por acreditarem que viverão 100 anos, que a vida é muito longa, mas não é preciso ter a certeza da morte breve para planejar e viver aquilo que realmente importa.

Por incrível que pareça, a vida é muito curta para desperdiçarmos cada segundo, muita gente vive intensamente determinados momentos e os outros mais reclamando de tédio.

Vou citar um exemplo que aconteceu comigo, há pouco tempo atrás, uma amiga ficou surpresa ao saber que eu tinha uma lista de 50 coisas para fazer antes de morrer, ficou ainda mais surpresa quando soube que essa já era a segunda lista, pois as 50 primeiras já havia realizado com apenas 27 anos de vida.

Digo isso pois, sei bem o que quero da minha vida, não precisei de uma doença terminal para me esforçar e focar naquilo que realmente importa para mim e sim porque  respeito a oportunidade de estar vivo, com isso gosto de fazer coisas produtivas para mim e quem sabe até para outras pessoas.

Por último e mais importante!

– O amor, para qualquer situação esse sentimento é fundamental, motivou Hazel Grace a continuar viva, motivou Augustus a seguir alegre e divertido até seu último suspiro.

Vivemos numa época em que o amor foi banalizado, o respeito ao próximo está cada vez mais escasso. Falta sinceridade, amor verdadeiro e a degradação do amor é reflexo de uma sociedade gananciosa, egoísta e de caráter duvidoso.

As pessoas têm trabalhado por obrigação ao invés de fazerem o que gostam e amar o que fazem, estão se relacionando por conveniência ou pelo simples fato de não quererem ficar só.

Mas, a falta de amor está diretamente ligada a falta de foco e consequentemente  pouca determinação para atingir os objetivos pertinentes. Se você não sabe o que quer da vida, qualquer coisa serve e é impossível amar qualquer coisa!

a-culpa-e-das-estrelas-livro-2Muita gente “empurra com a barriga” a vida, o trabalho, relacionamentos interpessoais e vivem numa eterna busca da felicidade e diversão, que nunca chegam.

Faça o que gosta, corra atrás de seus sonhos, seja sincero com o próximo e consigo mesmo, seja autêntico, autenticidade é uma grande virtude para uma marca e busque um amor verdadeiro, nas pessoas, no trabalho, naquilo que você se propõe a fazer. Afinal, o verdadeiro amor é aquele que nos inspira, um sentimento que nos move e faz a gente acreditar que, acima de tudo, podemos ser pessoas melhores.

“Só é lutador quem sabe lutar consigo mesmo.” Carlos Drummond de Andrade

Essas são as lições do filme, viva aquilo que realmente importa, com quem realmente importa, tenha fé, foco e lute pelos seus objetivos, o sucesso virá, a felicidade virá e no final você terá o prazer de ter vivido!

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No Facebook, Marca “deputado federal Ronaldo Nogueira” constrói balcão social.

Na campanha eleitoral de 2010, majoritária e proporcionais, o Twitter foi a rede social mais utilizada no corpo a corpo com os eleitores. Neste ano, o cenário eleitoral começa a se desenhar no Facebook, justificado por sua popularidade, caracteres ilimitados, opções diferenciadas de conteúdo, possibilidade de relacionamento e interatividade espontânea. O Brasil possui 76 milhões de usuários na rede social e é o segundo país no mundo com acesso diário ao Facebook.
A gestão da Marca “deputado federal Ronaldo Nogueira” prioriza a criação e a fidelização de relacionamentos na Internet. Philip Kotler já nos dizia que a Internet é uma verdadeira oportunidade de reinventar as empresas, dada a sua base de criação de relacionamento, ou marketing customizado. Em sete meses de gestão, iniciados na segunda quinzena de novembro de 2013, o trabalho do Branding fez com que os amigos e seguidores passassem a conversar a respeito de suas experiências pessoais correlacionadas ao conteúdo da postagem dos dois perfis do Facebook e da fan page.

Houve uma inovação da relação “postagem X curtidas” para “informação + engajamento”, e do perfil, predominantemente religioso – uma vez que o parlamentar é membro da Assembleia de Deus –, para o desenvolvimento, também, do político.
Esta construção passou, simultaneamente, pela comunicação da Marca nas artes de datas comemorativas, de aniversário e de campanhas; adaptação da linguagem do deputado, exigida pelo Branding; administração dos posts pela +hmaisd; criação de campanhas para a divulgação dos trabalhos na Câmara dos Deputados – projetos de leis, ações e bandeiras, como o da regulamentação da profissão de detetive particular no Brasil. Esta, inclusive é uma particularidade identificada na análise. Apesar de o deputado já atuar em prol da reivindicação da categoria, foi no começo da Gestão Branding que se estabeleceu a relação de amizade no Facebook com o Conselho Nacional Pró Regulamentação da Profissão de Detetive Particular no Brasil. A partir daí, em um período de quatro meses, foi lançada a campanha pela aprovação da lei que garante o direito a esses profissionais, com adesão e conquistas de novos seguidores/amigos, além do apoio da presidência nacional do PTB – partido do parlamentar. No final de maio, a fan page da Entidade já estava indicando aos seus amigos para seguirem a página do deputado Ronaldo Nogueira, tamanha a percepção que a gestão da Marca propiciou na visibilidade do seu trabalho.

Para o público religioso, visivelmente mais atuante, foram estabelecidas postagens diárias em homenagem aos 90 anos da assembleia de Deus no Rio Grande do Sul, destacando a sua história em diferentes regiões do Estado. Para fortalecer ainda mais o processo de gestão da Marca, foi criado um selo especial para a data. Até então, o relacionamento com este segmento limitava-se, apenas, na divulgação de celebrações religiosas e de reflexões bíblicas. O dado mais significativo constatado nesse processo
foi a transformação das mídias em legítimos “balcões sociais”, os quais ficaram oficializados. A ferramenta, visivelmente, ultrapassou sua função.

Uma vez constatada a aceitação do “produto” nos principais targets, com a profissionalização da Marca, criou-se o cenário favorável para a expansão das estratégias. A confiança do parlamentar no processo foi atestada ao delegar para a +hmaisd, além da gestão da Marca, a coordenação editorial do seu primeiro livro. As principais publicações pós-lançamento do livro – ocorrido nas datas 30 e 31 de maio de 2014, em Porto Alegre e Carazinho, respectivamente – foram as postagens com maior repercussão nos meses da consultoria. Cabe salientar que esta ação de Marca obteve os resultados previstos e, como consequência, ampliou, significativamente, os limites do território geográfico da Marca rumo ao top of mind.

Gestão de marca “Deputado Federal Ronaldo Nogueira” feita pela +hmaisd

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A +hmaisd ateliê branding design iniciou o projeto pioneiro de Branding na Política em maio de 2013.

 

Joao HilgertJoão Carlos Hilgert do Amarante

Branding & Endobranding Especialist, sócio-fundador (+Branding) da H+D Ateliê Branding Design, autor do projeto de Branding “Pioneirismo da Gestão Corporativa na Política”. Apaixonado por gestão de pessoas e movido a desafios.

 

Daniela1Daniela da Silva Cenci

Coordenadora (+Rede) da Comunicação Social da H+D Ateliê Branding Design, jornalista com estilo de construção de texto pragmático, criativo e, principalmente, objetivo. Sólida experiência no Jornalismo Político.

 

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As plataformas de rede social são uma realidade na vida de todos nós. É difícil alguém não ter uma conta no Facebook (estou me contendo a uma plataforma), e compartilhar suas experiências, pensamentos, angústias e impressões, sobre notícias, textos, imagens, enfim, assuntos diversos… e como diz uma amiga minha: “Caiu na rede é peixe!”.

Bacana a possibilidade, disponibilidade e a oportunidade que temos em compartilhar o que sentimos, pensamos e vemos em uma rede social por meio do computador e dos smartphones. Segundo pesquisa da IDC, apresentada na Valor Econômico, em 2013, 68 aparelhos foram comprados por minuto no Brasil, “O mercado cresceu 123% frente a uma base de 16 milhões em 2012, o que é um resultado considerável e que deverá se manter também para os próximos anos”, disse Leonardo Munin, analista da IDC em comunicado. Isso possibilitou o acesso de um maior número de pessoas à internet e em tempo real. Super legal!

Então penso… posso ter minhas reações, publicações no momento que acontecer e publicar da MANEIRA que eu quiser??????? Acho melhor NÃO!!!! E neste momento compartilho a minha reflexão…

Eu tenho a impressão que a rede social é uma plataforma para se firmar, resgatar e criar relacionamentos com as pessoas, e as marcas adotaram este ambiente também para se relacionar com o cliente. Muito valioso, pois queremos estar juntos, Maslow já demonstrava em seus estudos e com a hierarquia das necessidades humanas que uma das nossas principais necessidades é de nos relacionarmos e de nos sentirmos pertencentes à um grupo, portanto, estar inserido e interagindo em alguma rede social é essencial para a nossa formação, mas não posso agir de qualquer jeito. Afinal, NORMALMENTE, não agimos de qualquer jeito na nossa família, no trabalho, na escola, na igreja, no clube… enfim, nos locais onde nos relacionamos de modo offline.

O que percebo nas redes sociais, e vou usar o Facebook como exemplo, é que somos bombardeados por imagens desnecessárias como de animais feridos e mortos, pessoas doentes, mutiladas e a beira da morte, preconceito e discriminação escancarados, correntes e mensagens religiosas em excesso e ameaçadoras (por exemplo “Deus vai te castigar”), “selfies” desnecessárias (chega de biquinho), frases e imagens com apelo sexual (sabemos que é também uma necessidade humana, mas não precisa perder o respeito!) e ainda… as imagens das refeições (você já imaginou a fome do “infeliz” que está vendo a sua foto? rs).

Muitos destes posts são engraçados, confesso que dou muita risada de vários, acho válidos os posts de piadinhas, imagens engraçadas, que dá uma quebrada na rotina pesada do dia. Mas também confesso que bloqueio diversas pessoas só para não ver suas atualizações. Pois a página do Facebook é pessoal, ela te permite fazer o que quiser, e como eu gerencio a minha, eu escolho o que me trará a melhor experiência no momento que acesso, evitando agressão e desrespeito de muitos posts (normalmente indiretamente, mas empatia é uma qualidade que estou desenvolvendo). Defendo que é extremamente importante expor sua opinião e defendê-la, e isso deve ser feito, aproveitem da democracia que vivemos (ou não…). No entanto o excesso é desnecessário.

Reforço é necessário respeitar as páginas de Facebook de cada um, como afirmei, é pessoal e cada um cuida do seu, mas é importante tomar cuidado com o que se posta, para preservar seus relacionamentos e sua própria integridade. A exposição em demasia nas redes sociais pode causar um prejuízo ao usuário muito grande. Uma campanha recente da Safernet (organização não governamental de conscientização sobre os perigos da internet) aborda justamente a questão da privacidade do usuário da internet, com o tema “A internet não guarda segredos”.

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Neste sentido não é somente respeitar o espaço do outro, é proteger sua privacidade e sua imagem. A exposição inadequada pode gerar prejuízos profissionais, com a família e amigos. Já ouvimos falar muito sobre casos de pedofilia, homofobia, bullying causados por meio das redes sociais, e outros casos em que uma má interpretação dos fatos e do próprio texto, pessoas são definidas como isso ou aquilo sem ter nenhuma relação.

O que quero dizer é cuidado com sua imagem, proteja a sua privacidade e respeite o próximo, muitos buscam fazer isso no seu dia-a-dia, nos ambientes onde vive e se relaciona, por que não na internet?

Por isso tire os cotovelos da mesa! É importante ter etiqueta ou netiqueta nas redes sociais, na escolha das imagens, nos comentários, com o CAPS LOCK (normalmente entendido como grito)… Mas sejamos participativos, compartilhando nossas opiniões e respeitando as dos demais, por favor mantenham as piadinhas… Elas também fazem parte da rede, mas RESPEITEM os demais!

Consultas:

http://www.valor.com.br/empresas/3503518/venda-de-smartphones-chega-68-aparelhos-por-minuto-no-brasil-em-2013
http://etiquetanaweb.com/dicas/

http://www.mundoeducacao.com/psicologia/maslow-as-necessidades-humanas.htm

http://www.safernet.org.br/site/

http://www.adnews.com.br/internet/anuncio-mostra-que-a-internet-nao-guarda-segredos

http://chic.ig.com.br/buscar/netiqueta

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Antes de iniciar esse artigo, tentei identificar qual seria o melhor termo para o líder de uma marca e pesquisando cheguei ao termo CBO ( Chief Branding Officer). Não sei se é o melhor termo, porém resolvi escrever esse artigo com foco no líder, discutindo mais o seu papel na gestão de uma marca. E sabe por quê? Porque sinto que precisamos ter mais lideres com propósitos nos negócios para que o propósito da marca seja perene de maneira eficaz e transparente.

Como as marcas precisam ter o seu propósito, ou melhor, a razão de ser, os líderes precisam também ter o propósito de sua liderança. Entender que o sucesso de sua gestão é resultado da felicidade de seus liderados. E ai me vem outra perguntinha…O que é felicidade para os colaboradores de uma empresa? Resposta: Admiração.

2 (1)Isso mesmo, admiração é o que move os colaboradores. Veja, o que de fato motiva alguém a permanecer ou sair de uma empresa, tem menos a ver com dinheiro ou com a função, mas tem tudo a ver com a relação que ele mantém com seu líder imediato. Não tem nada mais prazeroso se no ambiente de trabalho há uma gestão que motiva as pessoas para oferecerem o que sabem fazer de melhor numa relação de respeito e transparência, onde os valores são compartilhados. Isso mesmo, valores compartilhados.

Os gestores de marcas precisam, hoje, demonstrar o seu comprometimento não só com os resultados, mas também com valores empresarias, tais como honestidade, integridade, transparência e preocupação com a sociedade. A missão, visão e valores da empresa não devem estar nos quadros e pendurado nos elevadores, mas antes de tudo ser compartilhada por todos e mais, percebida por todos os agendes da sociedade.

Não precisamos de discursos fervorosos, mas sim de ações de nossos líderes. Cumprir sua missão de valor e riqueza genuína gerando lucro admirável e merecido, onde todos possam se beneficiar para uma sociedade melhor. Entender que o propósito faz valer a sua vocação e atende, por antecipação os desejos de seus colaboradores, inspirando-os e proporcionando a liberdade para que possam construir algo de valor e que os faça sentirem realizados.

Tolera-se trabalhar para uma empresa menor, fazendo não necessariamente o que se gosta, quando se está seguindo alguém que se respeita e em quem se confia. É muito mais difícil, contudo, trabalhar em uma bela companhia, mesmo naquilo que gosta, quando seu líder é uma pessoa sem propósito. Quem é bom sabe o quão difícil é trabalhar para alguém que não admira.
Líderes poderosos fazem com que as coisas aconteçam, e eles obtém alto desempenho de uma forma satisfatória das pessoas responsáveis por esse desempenho. Eles são bem-sucedidos e, na prática, “vencem”, seja qual for a definição de sucesso e vitória escolhida por sua organização.

É fato que todo negócio necessita de uma boa gestão e liderança, com o objetivo de atingir o patamar da excelência das pessoas e suas conquistas. Um bom líder é aquele que consegue bons resultados, através do desempenho de sua equipe, incentivando o crescimento e preservando a harmonia e o bem-estar do grupo.

Sempre digo que atrás de grandes marcas, sempre há grandes líderes. Líderes sem propósito são líderes que ainda não entenderem que o sucesso de uma marca são as pessoas. O maior patrimônio de uma empresa são os seus colaboradores e se eles não estão felizes, dificilmente farão parte de uma equipe vencedora.

E se não há equipe vencedora, não há marca vitoriosa!!!

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2014 mal começou e já estamos em fevereiro! E se janeiro passou rápido, o ano promete passar voando! A tranquilidade do período de férias acabou e todos começam a trabalhar a todo o vapor. Será um ano diferente; o Carnaval acontece mais tarde, logo vem a Copa do Mundo e em seguida as eleições e então, em um piscar de olhos, será Natal novamente!

Com tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo as atenções ficarão divididas. Nesse cenário precisamos ficar atentos para não deixar de pensar e dedicar esforços para aquilo que há de mais importante: nós mesmos.

Não deixe que o ano passe batido! Foque no seu propósito e guie sua marca pessoal pelo caminho da excelência. Aproveite cada oportunidade para agregar valor à ela e torná-la cada vez mais lembrada e requisitada.

Mas como trabalhar o propósito da sua marca pessoal?

Com essa pergunta pode parecer que uma receita pronta no estilo passo-a-passo será apresentada a seguir, mas na verdade não vai, pois não é possível!

Não é possível uma vez que o propósito é algo particular de cada marca, estando vinculado a sua essência. Não se trata de uma prática ou de uma ação, trata-se de algo mais profundo; algo central. Aquilo que proporciona o alicerce para toda a atuação estratégica, garantindo que tudo o que a marca venha a construir se mantenha firme e de pé na mente do público. É aquilo que a torna especial! É a sua razão de ser!

Mas se não é possível indicar um passo-a-passo, ao menos é possível indicar um ponto de partida para você trabalhar o propósito da sua marca pessoal: valorize o que há de especial em você! Vá fundo na autorreflexão e encontre aquilo que faz de você único! Isso vai te motivar a agir sempre de forma coerente, impulsionando a qualidade, bem como a sua percepção por parte das pessoas e mercado, de tudo aquilo que você faz.

Quando a marca não trabalha seu propósito ela se torna apenas mais uma, cujo objetivo é entregar mais do mesmo, sem nenhuma diferenciação. Ela se torna uma commodity. E não é isso que você quer para a sua marca pessoal, certo?

Para exemplificar melhor, imagine uma turma do último ano de algum curso superior de uma faculdade, pode ser qualquer curso (arquitetura, engenharia, design, publicidade, odontologia, medicina, fisioterapia, educação física e por ai vai). Ao final, todos os alunos vão ter passado pelo mesmo processo. Desde o início do curso todos foram apresentados ao mesmo conteúdo, tiveram os mesmos professores, fizeram os mesmos trabalhos e provas; mas quando formados cada um vai atuar de uma forma particular e uns vão se destacar mais que os outros. Isso porque cada um tem um propósito diferente que guia sua atuação e influencia diretamente na maneira como aplicam aquilo que aprenderam.

Ou seja, é o propósito que faz com que nós, marcas pessoais, aproveitemos as influências do ambiente de forma única. Se sua marca pessoal não se pauta em um propósito, ela é como uma casa construída sobre um terreno arenoso, qualquer adversidade do ambiente pode fazê-la ruir. Mas, se sua marca pessoal for pautada em um propósito forte ela será capaz de enfrentar as adversidades do ambiente, aprender com possíveis erros e melhorar sua atuação.

Ter um propósito bem definido, para uma marca, pessoal ou corporativa, significa ter uma linha condutora central, na qual as ações são pautadas e alinhadas, transmitindo integridade e autenticidade e delimitando o que a marca é, o que ela não é, aquilo que ela oferece e aquilo que ela não oferece.

Nesse sentido o propósito de marca está vinculado ao conceito de identidade de marca, ou seja, um conjunto de características que passam a ajudar em sua identificação e reconhecimento por parte do público; isso porque ele permite que a marca tenha foco!

Um ponto importante envolvendo o propósito e a atuação profissional das marcas pessoais é o fato dele definir e manter vínculos emocionais pautados em valores, através dos quais marcas pessoais se alinham com marcas corporativas. Afinal, assim como coloca Jim Collins, autor de Empresas Feitas para Vencer (2006, p.83): “A corporação recruta pessoas cujos valores são semelhantes aos dela, e depois lhes da o treinamento necessário para que concretizem a missão da organização”.

Toda essa terminologia e comparação entre marcas e pessoas pode parecer confusa, misturando à vida pessoal a uma percepção mercadológica. Não é essa a intenção. Na verdade busca-se mostrar que é possível que um indivíduo se perceba como marca para atuar de forma mais estratégica. Não significa que ele deve forjar algo para conquistar seus objetivos, pois isso não á autêntico e a probabilidade de funcionar por muito tempo é baixa. Mas sim que ele pode aproveitar o que ele já tem como características pessoais e explorar isso de forma estratégica. Afinal, uma pessoa não é dividida entre “profissional” e “pessoal”, ela é e sempre será uma pessoa, inserida em situações e ambientes diferentes.

Por isso o propósito não é relevante apenas para a parte profissional, ele é relevante para a vida como um todo, em todos os âmbitos. A linha central condutora de ações vai influenciar no trato dos colegas de trabalho, da chefia, nos desafios profissionais, nas relações amorosas, nas relações de amizade, no trato com as pessoas, com animais e assim por diante.

Ter um propósito bem definido é entender a razão de sua vida. É o seu “porque”, a partir dele a vida te mostra o “como” e assim você entrega o “o quê”. (referência aos conceitos de Simon Sinek, apresentados no artigo “As pessoas não compram o que você faz, elas comprar por que você faz isso!: http://www.infobranding.com.br/as-pessoas-nao-compram-o-que-voce-faz-elas-compram-porque-voce-faz-isso/)

E então, por que não aproveitar o início de 2014 para trabalhar o seu propósito e construir a estratégia da sua marca pessoal? Seja o seu próprio gestor, pense e explore aquilo que só você pode oferecer, relacione toda a sua experiência de vida, os lugares que conheceu, as pessoas com quem convive, as coisas que gosta de fazer e, é claro, não deixe de ler o as publicações do InfoBranding, assim você fica por dentro de um rico conteúdo acerca da gestão de marcas.

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Felicidade é uma palavra intrigante. Qual o real significado dela?

Para muitos ser feliz é ter dinheiro, bens materiais, fama, poder; para outros, saúde, amor, paz de espírito, prestígio, família, amigos e assim por diante. Concordo que todas essas qualidades tragam felicidade, porém e antes de tudo é preciso que esteja claro qual é o propósito da sua marca pessoal. Definir qual a razão de ser de sua marca e como quer fazer diferença no seu dia a dia é o principal motivo para uma marca entender qual o seu papel no mundo.

Para ser feliz é preciso ter um propósito, algo que  conduz a marca pessoal, é pensar mais além, de uma forma mais abrangente, é a motivação que alimenta um sonho, é a força que move a pessoa em relação à sua vida profissional e pessoal. A determinação do propósito é o ponto de partida, pois a determinação assume a vida e quando apoiada por um desejo ardente de transformar o objetivo, com certeza o resultado é alcançado.

Grande vontade de realizar e/ou alcançar alguma coisa; desígnio: este é meu propósito de vida.

 Dicionário online de  português.

A maioria das pessoas vivem numa corrida insana com suas responsabilidades, compromissos, metas profissionais, questões financeiras e esquece que a felicidade é resultado deste propósito.

É por isso que muitas pessoas são incapazes de conceber suas vidas sem o trabalho formal. Muita gente sonha com a aposentadoria para não ter mais que trabalhar e serem felizes, mas quando conquistam esse objetivo, não conseguem encontrar mais nada para fazer além de assistir televisão, pois nunca foram atrás do propósito da sua marca pessoal e no final ficam sem rumo. E aquela felicidade tão almejada não acontece. Por que será?

Um propósito de vida muito bem definido e planejado ajuda a encontrar ou concretizar a felicidade. Quando a marca pessoal sabe o que quer, fica mais fácil para definir a sua missão de vida, definir a sua visão no longo prazo e definir os valores governantes que irão conduzir qual o melhor caminho a seguir e assim atingir suas metas e objetivos e como consequência encontram a  felicidade.

 

ibAcredito que cada um de nós tenha uma missão especial tão singular quanto uma impressão digital e que a melhor maneira de ser bem-sucedido seja descobrir o que se ama e, então, encontrar uma  maneira de oferecer isso aos outros na forma de serviços, trabalhando árduo e também permitindo que a energia do  Universo seja um guia.”

(Winfrey, opud Rampersad, 2008:14)

 A questão é que, por falta de propósito, a maioria das pessoas não tem mais nada a fazer além de trabalhar e descansar no momento da folga desse trabalho. Toda a correria que cerca a vida da marca pessoal comum ocupa tanto espaço e faz tanto barulho que o indivíduo não consegue enxergar além do salário do final do mês.

Por essa busca insana de não saber o que quer, as pessoas se esquecem  de curtir a vida com suas belezas diárias. Quais seriam?

O resultado de um trabalho que faça diferença a você e as pessoas ao seu redor, a vontade em querer fazer sempre o melhor, dar mais valor as pequenas e grandes coisas, como por exemplo: sentir e ouvir o barulho da chuva, a caminhada no parque, um café com leite quentinho com um pão francês torradinho (hummm..que delícia), um papo gostoso com o amigo, o sorriso da sua filha, o pôr do sol, a lua e as estrelas, assistir uma peça de teatro ou um filme no cinema….e junto uma taça de vinho para brindar a cada momento e a cada emoção.

A felicidade é um reflexo das decisões tomadas pela marca pessoal. Se a marca pessoal sabe qual é a sua contribuição no mundo, a felicidade estará sempre junto, pois a vontade em querer realizar é algo que transcende a sua vida e com certeza a última coisa que vai querer é a aposentadoria.

 

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Em um mundo cada vez mais líquido e temporário que vivemos, onde a escassez de significado perene e a construção de experiências têm sido um modus operandi para empresas se manterem relevantes e significativas num mercado tão competitivo de hoje. A criação de empresas e marcas pode se tornar algo tão complicado quando não, neurótico.

Nossa modernidade líquida, cuja nos impõe inconscientemente muitas vezes de projetar nosso eu externamente e transpor nossa individualidade para efeitos externos, como produtos, serviços, celebridades, faz com que percamos referenciais de nós mesmos ou dificulte ainda mais encontrarmos nós mesmos nesta imensidão de estímulos cada vez mais mutantes e multifacetados. Faz todo o sentido a frase do escritor suíço Max Frisch que definiu a identidade como a rejeição daquilo que os outros desejam que você seja”. Justamente pelo medo de quando nos olharmos termos medo da não-aceitação externa.

Como assim? Uma vez que a dificuldade de nos enxergar num mundo de excessos de opções e estímulos, faz com que nossa atuação no mundo seja embaçada pela quantidade de produtos que temos que ter e comprar, a quantidade de roupas que temos de consumir para nos inserirmos naquela tribo, ou a quantidade de tarefas que precisamos desenvolver para sermos convencidos de que seremos aceitos naquela tribo, comunidade, etc. É a imposição social da vida moderna.

O que nos resta? Olhar nossa identidade e nossa essência. Assim, poderíamos pensar que a identidade é o resultado reflexivo de nossas ações biográficas. Como assim? Quando entendemos quem somos, onde estamos e para onde queremos ir, observamos (e refletimos) nossa biografia e dela podemos entender melhor qual é a nossa identidade e, por conseguinte, nossa essência. Porém, essa profundidade difícil de ser tangibilidade (nos produtos e serviços) e refletida pelos executivos em “quem somos”, a falta de perenidade do “para onde queremos ir” neste mundo instável, faz com que nossa única certeza seja “de onde viemos”, portanto, criando uma cultura (e uma identidade) estável e uma rede protecionista. Correndo o risco de entrar num fluxo à lá Csikszentmihalyi, porém negativo. Fazendo com que nossos preços percam, caiam e assim, caia o valor de mercado e reputação da empresa.

Quando não havia concorrência, não havia muito sentido olhar nossa identidade porque ela já estava ali, sem necessariamente uma máscara, uma busca por reputação ou necessidade de enquadramento social. E se perguntado de onde você era, poderíamos dizer: “Eu sou daqui.”, “Eu sou uma empresa de…”. Hoje, em um mercado onde até os funcionários não entendem sua empresa, não sabem – por culpa dos seus superiores, qual é sua estratégia, nem o porquê estão trabalhando naquela empresa, ou no que ela acredita, é importante este tipo de discussão. Levando-se em conta que o nível de desengajamento diminui pela incapacidade de nos sentirmos pertencentes àquela “comunidade”.

A identidade é transitória ou fixa? Existem pessoas que acham que sim outras que não, a verdade é que se não conseguimos evoluir nosso olhar – não só as nossas atitudes, diante das novas demandas, nosso senso de estabilidade natural do ser humano pode provocar ficarmos para trás. Contudo, o puro ato de buscar “evoluir com a sociedade”, faz com que empresas (e pessoas) criem culturas pelos “decision-makers” de que temos devemos competir por market-share e não por market-value, como já diria Ram Charam em Global Tilt. De que temos que competir (excessivamente) por custo e não por valor, sugando todas as tendências. Construindo o hoje diferente, mas sem pensar no amanhã melhor.

Portanto, olhar nossa identidade faz com que não apenas possamos voltar a observar que nós somos, mas fazer decisões mais embasadas no futuro. A busca hoje é por relevância como mecanismo de mercado, mas a relevância é um termo muito focado numa tarefa, portanto, racional. Ao contrário da busca pela significância, território mais complicado,efetivo e que faz com que empresas tenham que mudar seu mindset, impondo empatia, colaboração e experimentação, partindo de uma mudança pessoal para olhar o consumidor como um usuário/indivíduo e co-criador de valor.

Ser significativo hoje passa por termos melhores experiências, e para ter melhores experiências são necessárias pessoas que sejam centradas em pessoas, que pensem pelos olhos dos outros e que tenham afeto espontâneo em resolver problemas de forma rápida, desejável e principalmente também, lucrativa.

Construir marcas hoje é um processo sem fim. O Branding em si é um processo sem fim. Por que construir marcas se torna um processo obsessivo quando percebemos que temos inimigos fortes, as invariáveis incontroláveis, como no caso da Royal Canin que aconteceu na Rússia, mas certamente afetou vendas no Brasil, ou no caso Tiger Woods, ou como com o Eike Batista ou MTV, ou ainda com o #vemprarua da Fiat. Quando não somos impactados por processos de fusão e aquisição – cada vez mais frequentes, irreversíveis e sendo uma das principais estratégias de crescimento no mercado local e global hoje, provocando nas pessoas a reconstrução quase que diária desta “comunidade” ou ‘etnia’ com avinda de novos integrantes.

Branding é uma paixão que acalento e, a qual o profissional, que observa o branding não apenas pela ótica do consumo- “fazer branding” para vender mais produtos, mas com um olhar mais profundo sobre o poder de atuação de uma empresa na sociedade, será estimulado a incutir o senso da “inovação pro amanhã” mais forte do que a “reputação pro hoje”. Mas não existe branding (ou não deveria existir) sem a busca, identificação e construção pela identidade.

Para ser perene hoje é se entender e aceitar que as marcas podem ter reputação perene como a Microsoft ainda mantém, ou como a sensação de nostalgia que a Caloi, recentemente comprada provocou, mas, sobretudo, ser perene nos negócios me parece menos proteger mercados, mas sim, defender causas. Coisa que neste artigo The Opportunity for Dove to Get Real With Its Branding, Baskim me fez refletir muito até onde a Dove poderia ir.

Assim, convido você a pensar: Sua marca te revela quem você é para lhe fazer tomar melhores decisões?
Porque Criolo já dizia: “Eu vim pra incomoda, vim pra cutuca, pra confundi vou me expressa!”

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1e32448Paulo Peres

Business Thinker. Um estudioso e consultor de branding e inovação, com MBA em Marketing pela FGV, Branding pela ESPM e aprofundamentos em design thinking e Business Model em diversas escolas. Mantém o blog abrandando.blogspot.com que levanta reflexões sobre branding e inovação e marketing. Acredito que co-construir a marca coletivamente seguindo um propósito, fortalece valores da sociedade, traz lucro e do reconstrói indivíduos. @pauloperes // – linkedin.com/in/pauloperes

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