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Comportamento e Consumo

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Imaginem a seguinte situação: você trabalha na Av. Paulista. Antes de chegar ao seu escritório, você nem percebe que entrou no Starbucks, pediu seu espresso, pegou seu IPhone 6S, ligou o 4G do seu celular Vivo e checou seus grupos no Whatsapp.  O que estas marcas têm em comum? Não é que eles têm o melhor “café” ou os melhores “planos de dados para celular”, mas muitos de nós gostamos de comprar dessas empresas. Muitas vezes, nós até mesmo aceitamos pagar um preço premium por um produto comum.

Mas, se não é o melhor, por que nós amamos nos associar com estas marcas? Certamente não parece lógico pagar mais quando não é o melhor, se há diversos produtos e serviços semelhantes no mercado.

A resposta é: a transparência da marca.

Se há uma coisa em que essas empresas são melhores, é a capacidade de construir uma marca autêntica. É como estas empresas se tornaram um dos líderes em seu mercado em tão curto espaço de tempo.

O aumento contínuo das mídias sociais e plataformas digitais colocaram em evidência a necessidade das marcas para começar a humanizar-se. Os consumidores não estão mais comprando dos grandes conglomerados que estabeleceram uma presença simplesmente por ter um balanço saudável e por existirem a mais de 50 anos.

Hoje em dia, os consumidores querem saber qual é o seu “porquê”.

Eles querem explorar por que sua empresa faz o que você faz, e como eles podem participar de todo o processo com você.

Com a abundância de informações disponíveis on-line, os consumidores tornaram-se também abundantemente inteligentes. Transparência é o novo pretinho básico. Isto significa que se você não for capaz de trazer seus clientes e fãs para dentro do que está acontecendo em seu negócio – seja você um freelancer ou uma empresa de 1.000 funcionários – você já está fora desta tendência.

Mais importante ainda, se seus concorrentes estão construindo a transparência no mercado, você já está perdendo a confiança dos seus clientes. Nós agora vivemos em um mundo onde 140 caracteres pode destruir uma reputação. Nunca se esqueça disso.

Então, o que tudo isso significa? O que você pode fazer para começar a construir uma autêntica relação com o seu público?

Dar um rosto à sua marca.

O futuro do marketing está em plataformas. É por isso que as empresas líderes estão começando a investir em celebridades on-line que construíram um séquito de “fanáticos” em suas respectivas plataformas. Há uma razão pela qual youtubers cobrarem mais de R$ 30.000,00 para fazer um testemunhal de shampoo, por exemplo.

Um dos melhores exemplos em como entrelaçar sua marca pessoal com sua empresa chama-se Richard Branson. Agora, sempre que pensamos em Virgin, pensamos em Branson. Na verdade, uma das muitas razões pelas quais eu escolheria a Virgin sobre os concorrentes é por causa do respeito que tenho por ele. O propósito e os valores para a Virgin são claros, são muito parecidos com os de Branson.

Não se esconda por trás do nome da sua marca, chegue na frente dela.

Pare de falar de números.

Ninguém se importa que o seu software carrega três segundos mais rápido do que seus concorrentes, ou que você tem o preço mais barato no mercado. As pessoas compram emoções. É por isso que muitos consumidores pagam R$ 7,00 para um espresso no  Starbucks, em vez de tomar o mesmo espresso ou até melhor na lanchonete da esquina.

Em vez de falar sobre o que cada uma de suas características faz melhor, exponha o seu “porquê” para tornar-se maior do que o produto ou serviço que você está vendendo. Quais são os seus valores? Como você pode entrar em ressonância com os problemas do seu cliente, a fim de servi-los melhor? Mais importante, como você está fazendo do mundo um lugar melhor?

Você nem sempre precisa ter o melhor produto do mercado para ganhar, mas é melhor ter a melhor história.

Atreva-se a arriscar tudo.

Esteja disposto a colocar tudo na linha de frente para construir a reputação da sua marca e servir aos seus clientes. Isto pode significar sacrificar lucros de curto prazo ou revelar informações exclusivas sobre o seu produto para levar sua marca a outro patamar.

Não estou dizendo que você deve começar a revelar as suas declarações financeiras ou segredos industriais ao público, mas se uma empresa que tenha levado a transparência para o seu pleno potencial é um líder de mercado, por que você não ainda não começou? Como exemplo posso citar a Nestlé. Preste a atenção dos últimos comerciais do leite Ninho e outros produtos com seus próprios funcionários para você entender em que patamar esta empresa centenária quer estar.

Por fim, em um futuro presente haverá dois tipos de empresas. Aquela que vende produtos e serviços e aquelas marcas que criam um verdadeiro exército de “fanáticos” por elas, onde o produto ou serviço é apenas uma parte da relação de consumo.

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O mundo mudou, a forma de fazer negócios mudou e o comportamento dos consumidores também mudou. O fato é que com o advento da internet muitas mudanças aconteceram e as marcas que não conseguirem se encaixar nesse novo modelo estão fadadas ao fracasso.

Se a sua empresa quer se manter atual, precisa compreender essas modificações e agir diante delas. Uma parte fundamental desse processo é, sem dúvida, entender as transformações pelas quais o comportamento do consumidor vem passando.

Neste post vou mostrar algumas dessas tendências para ajudar você e a sua empresa a lidar com esse novo público.

Acesso à informação

O novo consumidor tem muito mais acesso à informação. Ele lê blogs e sites, acessa redes sociais, troca informações com amigos e conhecidos, pesquisa, enfim, ele está muito mais bem informado e consciente do que quer. Por isso, é importante se relacionar com ele de forma transparente e honesta, já que ele irá consultar outras fontes além da sua página. Em e-commerces é importante oferecer o máximo possível de fotos e descrições, além de um canal de contato que realmente funcione para que o consumidor possa tirar suas dúvidas de forma prática, eficiente e instantânea. Assim, você evita que o cliente busque a informação em outros sites e acabe comprando em um concorrente.

Boca-a-boca

Com o advento da internet o famoso “marketing boca-a-boca” cresceu e apareceu. Agora as pessoas reclamam ou elogiam publicamente nas redes sociais e, principalmente, fazem avaliações e recomendações nos sites de comércio eletrônico. Por isso, você deve ter em mente que as opiniões positivas e negativas sobre seus produtos e serviços com certeza serão consultadas antes que alguém decida fazer negócio com você. Os consumidores são especialmente sensíveis a avaliações negativas e também ficam muito atentos na forma que a sua empresa reage a elas. Por isso, quando receber uma recomendação negativa, é preciso agir com educação, procurando entender o lado do cliente e oferecer uma compensação quando possível.

Comparação de preços

Outra possibilidade trazida pela internet é a comparação de preços. Embora um cliente possa optar por comprar com você por questões como entrega, qualidade de atendimento ou outros critérios, o preço ainda é um fator determinante para a maioria das pessoas. Por isso, é fundamental que você acompanhe sempre os preços praticados pela concorrência, já que os consumidores com certeza estão fazendo isso.

Frete grátis e outros benefícios

Se você tem um e-commerce, vende via whatsapp ou tem qualquer outra modalidade de compra “não-presencial”, é importante levar em conta fatores como frete grátis, cupons de desconto, entre outros benefícios, que influenciam diretamente na decisão de compra dos consumidores.

Experiência de compra

Se a sua relação com os clientes se dá de forma presencial, na sua loja ou escritório, invista na experiência. Os consumidores estão cada vez mais valorizando o ambiente e todos os benefícios intangíveis que a sua empresa pode oferecer para ele, como um atendimento personalizado, brindes e outros mimos.

Mobilidade

As pessoas estão cada vez mais grudadas e dependentes dos seus celulares. Por isso, a presença digital da sua empresa precisa estar adaptada à essa nova realidade. Se o site não é responsivo, ou seja, não tem um layout adaptável para tablets e celulares, você precisa investir nisso já.

Facilidades de Pagamento

Além da mobilidade, oferecer diferentes métodos de pagamento deixa seu negócio muito mais atrativo para os clientes, principalmente no comércio eletrônico. Invista em tecnologias de pagamento online, ou “1-click-buy“.

Como você deve ter percebido, os consumidores estão cada vez mais conectados, informados e empoderados, exigindo uma nova visão das empresas. Mas uma coisa não muda: os consumidores querem se sentir respeitados e bem tratados, por isso, independente de tendências, cuide bem de seus clientes e prospects.

Você tem notado essas novas características nos consumidores? Percebeu mais alguma? Compartilhe a sua opinião com a gente nos comentários.

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Você já deve ter visto a notícia de que a cerveja Budweiser, vai trocar o nome nos EUA. A embalagem estampará ‘America’ no lugar da marca. Tudo para lembrar as pessoas que, neste ano de eleições presidenciais, a “America está em suas mãos”.  A ação aproveita o início do verão, período de grande faturamento das cervejarias e visa resgatar o patriotismo e otimismo sobre o qual o país foi construído.

As eleições americanas são sempre marcadas por grandes disputas e polarização entre os partidos democratas e republicanos. Os grandes veículos de mídia e algumas marcas, muitas vezes, deixam claro a sua preferência.

“Este será o verão mais patriótico que essa geração já viu.”
vice-presidente da Budweiser

A estratégia é arriscada e os resultados são imprevisíveis, visto que a Bud é uma marca muito conhecida e vem perdendo mercado nos EUA. É o mesmo que a Skol (marca mais valiosa do Brasil de 2016 – Brandz) mudasse todos os seus rótulos para ‘Brasil’. E por que aqui no nosso País as marcas pouco ousam diante de um cenário político decisivo?

E elas deveriam? Estão mais preocupadas em frear a queda nas vendas com campanhas promocionais como #tamojunto do Giraffas ou Economia Extra.

Muitas até debatem o assunto, mas apenas em mídias sociais, meio onde se pode ousar e experimentar. Mas pouco se vê nas mídias impressas ou televisão.

Política é sempre considerado um assunto delicado (algo que ninguém gosta de falar) e elas preferem ‘fingir que nada está acontecendo’ para que não se comprometam a escolher um lado. Afinal, ninguém quer perder um consumidor petista ou tucano (exemplificando os partidos de maior rivalidade no cenário nacional).

O estranho é que muitas empresas ‘patrocinam’ os partidos através de doações no período eleitoral. Mas esse patrocínio é sempre ‘ocultado’ do consumidor (não é como um time de futebol: a Caixa que patrocina o Corinthians não vê problemas em desagradar o cliente palmeirense), a marca teme ser associada à péssima reputação da política brasileira sempre envolvida em escândalos de corrupção.

Habib's- manifestação 1Olhando para essa perspectiva, muitos (incluindo especialistas em marketing) questionaram a campanha do grupo Habib’s iniciada à alguns meses diante de grande insatisfação da população e da possibilidade de afastamento da presidente Dilma. A rede (Ragazzo e Habib’s) colocou, em grandes veículos e em suas lojas, mensagens convocando a população a ir aos protestos antigoverno. 

RISCO: Todos ficaram se perguntando se a rede não estaria envolvida em algum escândalo ou partido. O resultado é que não saiu nenhuma notícia de que a marca de preços populares, sofreu boicote por parte dos petistas ou da população. Muitos até simpatizaram com a ação. E agora, com a presidente afastada, a campanha ‘Caiu’, faz cada vez mais sentido. O Brasil pede por mudanças e as marcas também precisam mudar.

DESAFIO: 2016 é ano de crise, de Lava Jato, de impeachment, de eleições e muito ainda está por vir. Será que as marcas vão tomar partido?

Esperem até outubro.

 

https://youtu.be/T7xKQhgOyLE

 

 

Referências

 

Budweiser vai se chamar America

As 20 marcas mais valiosas de 2016

#tamojunto do Giraffa’s

Como as marcas aproveitaram as eleições

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Em 2005, A Vingança dos Sith parecia ter concluído uma das maiores sagas do cinema: Star Wars. Em 2012 a Disney adquiriu os direitos da saga por nada menos que US$ 4 bilhões de dólares. Eis que, em 2015, a Disney retomou a saga com Star Wars: o despertar da força, atingindo só na estreia a cifra de US$ 540.000.000,00 apenas de bilheteria. Para termos uma ideia, Jurassic World, a maior bilheteria até então, faturou nada menos que US$ 208 milhões na sua estreia. Mas, além de ser a maior bilheteria de todos os tempos em uma estreia, segundo a Revista Forbes, Star Wars: o despertar da força também foi o filme mais comercializado.

A marca de uma das franquias de filmes mais populares da história vai muito além dos brinquedos focados nas crianças. Ela cruzou para tendências de marketing estampando cosméticos, utensílios domésticos, roupas, produtos de higiene, frutas, lanches e milhares de produtos. Basta circular em um supermercado ou shopping center para ser cercado pela saga. Mas aí fica a pergunta: a Disney revolucionou com uma estratégia brilhante de marketing ou foi para o lado negro da sua força?

Na verdade, a Disney nunca escondeu sobre suas intenções de monopolizar a marca ‘Star Wars’. George Lucas foi esperto o bastante para manter os direitos de merchandising desde 1977 pois sabia que havia um grande potencial de lucro. O que vemos agora é o expertise e a força que a Disney tem para licenciar suas marcas e é assustador pensar que estamos vivenciando apenas o começo desta dominação do mercado de entretenimento. Embora a Disney poderia estar buscando “domínio total”, a saturação da marca não diminui a franquia de filmes de qualquer forma.

Um dos recursos mais fascinantes da marca Star Wars é que ela é grande o suficiente para incorporar qualquer marca e produto.

Star Wars: o despertar da força apresenta mais parcerias e licenciamentos de marca do que qualquer outra franquia de filmes já realizou. Só no Brasil, por exemplo, são mais de 600 produtos de aproximadamente 80 marcas. Penso que não há uma marca que tenha o poder de marketing da Disney [por trás dele] e o apelo de Star Wars. A coisa mais fascinante sobre a marca Star Wars é que ela é uma grande “tenda”. Milhares de pessoas podem entrar e participar. Esta “tenda” é grande o suficiente para incorporar uma variedade enorme de marcas. Os produtos que essas marcas promovem servem como “pontos de contato” com a saga.

Acredito que a Disney não cruzou para o lado negro. ‘Star Wars: O despertar da força’ é especial porque é o retorno de uma franquia que todos já pensavam estar concluída.  Nunca esperávamos que teríamos novos filmes de Star Wars. De certa forma, não é um filme que precisa de marketing. É um filme que possui fãs casuais e aficionados de todas as idades. No entanto, esta é uma oportunidade que a Disney não terá novamente.

Um outro ponto a ser observado, é que, apesar da marca Star Wars ainda ser muito forte, existe o risco desta nova trilogia não agradar aos fãs. E isso já aconteceu com a própria marca Star Wars com o personagem Jar Jar Binks – um dos mais odiados da saga.

O risco de apostar na franquia Star Wars é que, se o filme for um fracasso, todo o marketing e produtos com a marca sofrerão prejuízos gigantescos. Mas ao que parece, não é o caso.

Esta franquia tem uma audiência enorme de fãs do passado e, com a concorrência feroz para obter cinéfilos para dar o seu tempo e dinheiro, uma marca tem que ser agressiva ou eles serão deixados para trás. Além disso, este é o primeiro projeto da Disney com ‘Star Wars’.

Será que a força despertou no Branding?

Enquanto alguns fãs dizem que algumas marcas têm apelado para o “ridículo” na promoção da famosa franquia de filmes, outros gostam muito de todos estes produtos. Isto fica claro quando se trata de fãs obstinados que não se cansam de tudo o que é, mesmo que remotamente, relacionado a Star Wars. No final, a percepção do consumidor depende de que lado da força de marca que eles querem estar e como grande é sua admiração pela saga.

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nestle4Refletir e analisar o portfólio rico de marcas Nestlé, é um desafio e tanto, sem mencionar o quanto é longo e complexo. É uma empresa que está a mais de 140 anos no mercado atuando no segmento de alimentos, buscando saúde, nutrição e bem estar para as famílias, e que possui marcas poderosas, que são reconhecidas e referências em suas categorias e nos segmento de atuação, sendo ele regional ou mundial.

Sua principal estratégia consiste em estar presente em todos os seus produtos endossando mais ou menos cada um deles, o que pode indicar que, além de ser conhecida e reconhecida nos seus mercados, promove a segurança de seus produtos e de suas novas marcas com este endosso.

Em 2014, a Nestlé foi eleita a empresa de maior prestígio no Brasil, pela Revista Época Negócios. E em pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência no mesmo ano, para a Revista Seleções, foi considerada pelo oitavo ano consecutivo a marca mais confiável no Brasil.

Hoje ela possui 57 marcas, distribuídas em diversas categorias, linhas de produtos, endossos e hierarquias. Algumas das categorias atendidas pela Nestlé são a de biscoitos, chocolares, cereais, alimentos infantis, bebidas, sorvetes, águas e produto sazonais como as cestas de Natal, panettoenes e ovos de Páscoa. O quadro abaixo, retirado do site da Nestlé, busca organizar as principais marcas da organização em categorias.

De acordo com a estrutura de Aaker (2007), conforme imagem, pode-se afirmar que a Nestlé endossa todas as suas marcas. E isso se dá pela força que o nome da marca tem no mercado, mas mais do que isso a empresa pode ter adotado como estratégia, se tornar conhecida de maneira global o que facilita a entrada em novos mercados.

aaker

(imagem adaptada de David Aaker – 2007)

Além disso, uma marca endossada, de acordo com Aaker (2007) traz mais segurança ao produto e no caso da Nestlé, fortalece ainda mais a relação da marca com o consumidor, pois tem um portfólio de marcas muito fortes e que são conhecidas e referencias na categoria.

É interessante notar, que a Nestlé utiliza diversas tipografias para endossar e criar uma identidade visual para cada categoria principal, conforme abaixo:

nestle2

nescau2Muitas pessoas são apaixonadas e fiéis a diversas marcas do portfólio da Nestlé, e eu não sou diferente. Dentre outras paixões, em artigo anterior expressei minha paixão pela marca Nescau, e percebi que minha paixão não é somente pela marca, é por um produto específico.

Em busca do meu produto favorito, Nescau Tradicional, verifiquei no mercado que a oferta deste produto estava muito escassa e entrei em contato com a própria empresa e questionei o que estava ocorrendo, foi quando soube da notícia: este produto sairia de linha. Confesso que paguei o maior mico da minha vida, pois eu chorei (rsrsrs).

A atendente, que por sinal era muito atenciosa e prestativa (bem característico da Nestlé), me explicou que com o Nescau 2.0, o tradicional deixou de ser consumido como antes, e mediante as diversas pesquisas realizadas pela organização, poucas regiões do Brasil (sudeste principalmente), consumiam ainda este produto.

Me chamou atenção a preocupação que a empresa teve em verificar no mercado o posicionamento do produto, e o cuidado em tirá-lo de maneira sutil, sem causar grandes traumas (isso não se aplica a mim, rs).

Contando um pouco sobre esta marca, o Nescau surgiu em 1932 com o nome Nescáo (Nestlé + Cacáo), um produto autenticamente brasileiro. Em 1955, para acompanhar a mudança ortográfica se tornou o Nescau que conhecemos.

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É um produto que fez e faz parte da vida e da família de muitas pessoas. Eu cresci consumindo Nescau Tradicional. Apesar da sua saída, a marca persistirá, pois além de ser patrimônio da empresa é também da família brasileira, e diante do cuidado apresentado pela instituição, manterá uma história consistente e será lembrado como um produto que evoluiu, mantendo sua essência de marca e continuando com o slogan, que é tão forte e persistente na lembrança das pessoas: Energia que dá gosto! Veja campanha da década de 90: https://www.youtube.com/watch?v=6he_c73pwjg

Com um mercado já conquistado, a Nestlé continua mantendo a sua atenção ao consumidor, e na minha opinião, teve respeito no processo de descontinuidade do produto, pois poderia como muitas empresas simplesmente informar que o produto será substituído. Ao contrário, está fazendo uma saída “à francesa”, para que o mercado se habitue gradativamente ao novo produto e mantenha-se fiel a marca.

 

Referências

AAKER, D. A., Estratégia de portfólio de marcas – Porto Alegre: Bookman, 2007.

Época Negócios. 100 empresas de maior prestígio no Brasil. Disponível em http://epocanegocios.globo.com/Epoca-NEGoCIOS-100/noticia/2014/04/100-empresas-de-maior-prestigio-do-brasil.html

Exame. As marcas mais confiáveis para os brasileiros. Disponível. http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/as-marcas-mais-confiaveis-para-os-brasileiros#1

Nestlé. www.nestle.com.br

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Semana passada eu li uma matéria brilhante sobre a Geração Y (Millennials) e suas frustrações com seus empregos (link: http://goo.gl/bCmuSd), por eu ser dessa geração, parei para refletir e…

As frustrações dos Millennials vão além do mercado de trabalho, a sociedade como um todo é decepcionante para nós, somos regidos por leis de décadas passadas, regimes burocráticos, empacados e centralizadores, o pior é que não fomos consultados, os mais velhos costumam nos dizer que desde que o mundo é mundo as coisas são assim.

Essa aceitação sem questionamentos, deixar tudo acontecer automaticamente, corroem  as mentes inquietas dos Y’s, pois somos ansiosos por inovação o tempo todo e por termos a necessidade de nos preparar e acumular conhecimento constantemente, a mesmice nos deprime.

Dizem que essa é uma geração de gente fútil e as gerações anteriores nos fazem criticas por sermos mimados e vivermos em constante busca pela felicidade. Vamos parar para pensar, será mesmo que somos uma “geração problema”?

Por exemplo, já ouviram falar do Rio Tietê ou do Rio Pinheiros? Eles cortam a maior cidade da América Latina e fedem bosta, sim as fantásticas gerações anteriores nos entregaram de herança rios poluídos, mas não para por aí…

Outra coisa, a porcentagem Y’s políticos, sim os homens que tomam decisões no país, é mínima, estão lá dinossauros que não “largam o osso” e tomam medidas de acordo com interesses próprios, falam tanto em democracia, mas não vemos um plebiscito há anos, não me admira a insatisfação com o governo, crise econômica e política, um bando de ultrapassados burocratas. Será que a Geração Y está tão errada em apenas quererem ser felizes e simplificarem as coisas?

Estamos acostumados com a praticidade e rapidez de um mundo conectado, global e tecnológico, não temos mais tempo para perder com papeladas, filas, SACs e autoritarismo.

Somos admiradores de marcas como Google, Instagram, Apple, Starbucks, para nós não importa o produto e sim o propósito, a marca tem que ter vida e a empresa alma!

pesquisa edelman

E no mercado de trabalho? Ai que o “bicho pega”!  Criativos, inovadores e cada vez mais preparados, muitos já têm mestrado, doutorado, MBA, com ânsia de reconhecimento, valorizam a meritocracia, trabalham duro, mas exigem qualidade no trabalho e no ambiente corporativo e não adianta pagar mal justificando que são muito jovens, pois os “Y’s” podem criar suas próprias Startups para concorrer com você!

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Com um inverno irregular, às vezes com cara de verão, parece que não há tempo ruim para as marcas de sorvete. Das populares Kibon e Nestlé, passando pelas moda das paletas mexicanas já questionada pelo Kdu até as marcas consideradas premium como Häagen-Dazs, Diletto e Ben & Jerry’s, será que há espaço para mais uma?

sorvetesRecentemente vi no supermercado um freezer personalizado de um tal Nestlé Gelato. Achei curioso a Nestlé que é considerada uma marca popular, que já possui uma linha de sorvetes lançar outra voltada ao público A e B.

Fui pesquisar e descobri que os produtos foram lançados em maio, portanto não era novidade. O estranho é que nenhum amigo me comentou sobre esse sorvete, talvez pela época de lançamento que foi no outono, próximo ao inverno. Será que a marca teve o impacto esperado?

Nestlé é premium?

Uma análise geral indica que o produto parece premium:

  • estrangeirismo, nome italiano indicando o tipo de produto
  • porções pequenas: para uma degustação personalizada e não potes de 1,5L, tamanho-família das marcas populares.
  • embalagem: requintada, preta com adornos dourados e cor destacando apenas os sabores
  • preço: superior aos produtos populares
  • PDV: personalizado com freezer próprio
  • qualidade: superior, sabores diferentes e textura cremosa

Concorrentes

E não poderíamos deixar de citar alguns concorrentes desse segmento. Todos têm em comum a alta qualidade do produto, cremosidade e combinações exóticas. O diferencial está nos seus valores e estratégia de marca:

  • Häagen-Dazs: marca com nome difícil, criada nos Estados Unidos para se parecer escandinava, isto é, mais exclusiva. Tem pontos de vendas exclusivos, ampla distribuição no varejo e parceria com restaurantes.
  • Diletto: marca construída pelo storytelling. Tem pontos de vendas pequenos (flagship e carrinhos) no eixo Rio – São Paulo e distribuição selecionada no varejo.
  • Ben & Jerry’s: marca americana que defende o conceito de sustentabilidade e fair trade. O visual e linguagem são descontraídos e divertidos, diferente do discurso requintado dos concorrentes. Tem sabores bem americanos e parece estar na categoria ‘premium’ devido aos preços.
  • Bacio di Latte: não tem distribuição no varejo como as outras marcas, mas tem sabores diferenciados. Atua com lojas próprias no Rio e em São Paulo.

THE HAAGEN-DAZS BRAND GELATODolce Gusto ou Nespresso?

Comparando as estratégia dos concorrentes podemos questionar o lançamento do Gelato (premium) endossado claramente pela Nestlé, uma marca popular. Ao contrário de Ben & Jerry’s, que poucos sabem que pertence à Unilever ou da própria Häagen-Dazs cuja dona é a Nestlé. Conforme o comentário abaixo da Vanessa, a marca Häagen-Dazs pertence a General Mills que possui uma Joint Venture com a Nestle nos EUA a mesma possui domínio sobre a marca.

O mais curioso é que a embalagem do novo Gelato da Nestlé foi copiado da linha Gelato da Häagen-Dazs. Ou seja, a linha da concorrente se desdobrou em uma nova marca, mas com nome Nestlé.

A justificativa do Rogério Lopes, vice-presidente de sorvetes da Nestlé, para lançamento do sorvete premium é reproduzir a mesma estratégia bem-sucedida da Nespresso que reproduz o café expresso tirado pelo barista.

Será que valeu o esforço ou o Nestlé Gelato vai ser um Dolce Gusto (considerada inferior que a Nespresso)?

 

Referências

http://corporativo.nestle.com.br/media/pressreleases/sorvetes-nestle-estreiam-no-segmento-super-premium-com-a-linha-nestl%C3%A9-gelato-larte-italiana

exame.abril.com.br/negocios/noticias/nestle-lanca-gelato-para-entrar-no-mercado-de-luxo

www.benandjerry.com.br

www.gelatodiletto.com

www.baciodilatte.com.br

 

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Diante do mercado globalizado, competitivo e tendencioso, as marcas buscam por inovar, criar, desenvolver soluções que as destaquem tornando-as mais próximas de seus consumidores. As empresas tem aplicado uma série de alternativas e ferramentas para um movimento estratégico de modo que atenda a necessidade de sua permanência no mercado e assegurar sua longevidade com qualidade e conceito.

Contam então com a “criatividade”, matéria-prima da Indústria Criativa, um assunto ainda pouco discutido no Brasil. A criatividade é algo que impulsiona o ser humano e nos leva a evolução. Os seres humanos dotados de criatividade moldam o mundo a sua volta.

A indústria criativa não é apenas economicamente valiosa por si própria, mas funciona como consolidadora e fornecedora de valores intangíveis. A economia criativa vai além de produtos, serviços e tecnologias, inclui também processos, modelos de negócios e gestão.Cresce a cada dia o reconhecimento da criatividade e o papel dos setores criativos no desenvolvimento da competitividade econômica de um país.

Para que as marcas consigam se posicionar no mercado, é preciso identificar quais são as emoções e valores que seus consumidores se identificam, e então partir para ações criativas que atraiam esse público. É neste momento que a economia criativa pode contribuir para a marca, utilizando a matéria-prima do setor, a criatividade como ferramenta, gerando assim um novo valor econômico e contribuindo para o fortalecimento dos atributos da marca, posicionamento no mercado, sofisticação, fidelização, criar uma identidade, fortalecimento no mercado e inovação.

Algumas marcas entendem importância de se atualizar, inovar, se recriar, e têm tomado algumas ações para se aproximar do consumidor, superando expectativas e gerando valor econômico para o mercado.É o caso das marcas que tem utilizado a tendência de “foodtruck” para trabalhar seus atributos, marcas que patrocinam alguns eventos de cunho criativo, ou seja, que tenham setores da economia criativa envolvido, marcas que se preocupam com o ambiente socioeconômico e a partir daí criam ações ou projetos que envolvem outros setores que contribuem para a economia criativa e começam a se beneficiar do ponto de vista de marca e sua construção, e como consequência gerando valor econômico.

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Thalita Arrans

Graduada em Administração com habilitação em Comércio Exterior pela Universidade São Judas Tadeu, pós-graduada em Gestão de Marcas e Branding pela BSP. Profissional da área Comercial, com sólido conhecimento e experiência  em vendas e logística (importação e exportação). Criativa,  comunicativa, disposta, estudiosa e com sede do novo, desenvolve estudos  relacionados a economia criativa , utilizando a criatividade como fonte para desenvolvimento do mercado de branding.

 

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uolCelebridades usam, bancos usam, e as marcas estão usando…. não é um produto ou serviço, ou será que é?!

Quando surgiram no Japão e Ásia, os emojis eram usados para mandar mensagens eletrônicas. A palavra emoji significa literalmente “imagem” (e) + “caracter” (moji). Depois esses ícones foram aderidos pelas empresas de tecnologia (Apple, Android e etc.) como meio de comunicação além do texto. E incorporados pelo Unicode em  um movimento para padronizá-los.

Os pequenos desenhos passaram a ser usados nas mensagens de textos, no mundo inteiro, com a finalidade de encurtá-los e para amplificar a mensagem. A simplificação das conversas foi além de abreviações e agora tinha emojis.

A popularização foi instantânea. Além dos aplicativos de texto como Whatsapp, o Facebook também aderiu. E os sites não ficaram para trás, frequentemente vemos conteúdo com as figuras. Veja o exemplo do Uol acima.

Imagem vale mais que palavras huck

A afirmação de que uma imagem vale mais que mil palavras está se tornando tendência não apenas em fotos no instagram, mas nos emojis que você insere no texto. A exemplo da propaganda da Tim em que todo o diálogo é feito com as figurinhas. E o Luciano Huck quando sofreu um acidente aéreo com sua família sem sequelas graves, agradeceu nas redes sociais por meio de um emoji.

A Tim pode ter sido a primeira marca a usar os emojis massivamente em suas campanhas, que foi para divulgar o seu serviço para o whatsapp. Mas o Itaú é a marca que definitivamente mais explora as figurinhas. Sua campanha atual na web, tv e impressos utiliza toda a variedade dos ícones. A maioria dos posts da sua fanpage no facebook os incorpora no texto e os vídeos promocionais, seja sobre produtos ou datas comemorativas, tem uma animação de emojis com uma música-chiclete.

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A utilidade dos emojis parece não ter fim, uma empresa quer usar as figuras para substituir os números em senhas de banco. Isso mesmo, imagine acessar a sua conta colocando: carinha feliz, coração, cerveja e sol. As combinações teriam mais variedade com as 44 figuras ao invés de 10 números (0-9).

Vem novidade por aí…

ht_emoji_2_kab_150224_16x9_992Recentemente a Apple atualizou o sistema operacional do iPhone e disponibilizou mais opções de emojis. Além de figuras novas, agora é possível escolher a cor dos personagens, buscando mais pluraridade racial, já que as versões anteriores já incorporavam casais gays.

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E para 2016, 38 emojis integrarão o novo Unicode 9.0. Os novos desenhos foram criados com base no uso de compatibilidade e nos pedidos populares feitos em comunidades online. Entre as novidades estão: rosto de palhaço, rosto enjoado, mentiroso, rolando de rir no chão, babando, pepino, flor murcha. Já estou curiosa para saber como serão!

Como as marcas estão usando

Veja abaixo alguns exemplos:

https://youtu.be/q07j05Sdm04

 

 

Referências

Wikipedia

O pai dos emojis

Entenda a diferença entre emoticon e emoji

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A capacidade criativa do brasileiro é impressionante, em tempos de crise econômica, aumento do desemprego e tantas outras mazelas que afligem o nosso país, mas sempre aparece alguém que tem aquela “sacada” que faz muita gente pensar “como eu não pensei nisso antes?”.

Este “visionário” lança o negócio, sai nos jornais como inovador, em menos de 180 dias sua marca vira uma franquia, centenas de empreendedores investem nele, o negócio se espalha e, de repente, não o vê mais e em pouco tempo nem nos lembramos mais que provamos um iogurte frozen passeando no shopping ou compramos um bolo caseiro para o café da tarde.

Aí pergunto: e as paletas mexicanas?

Tenho que assumir que a ideia é fantástica: vamos pegar um picolé feito de frutas naturais, aumentamos o seu tamanho, falamos que são de outro país (apesar de existir no México com um posicionamento completamente diferente), que é saudável, criamos uma franquia e pronto! A fórmula do sucesso está feita.

Em uma entrevista recente para a Rádio CBN, Gean Chu, um dos criadores da marca Los Paleteros, disse que produzem 3 milhões de paletas por mês e que fecharam 2014 com 75 franqueados pelo Brasil, faturaram R$ 70 milhões e para 2015 querem dobrar este número. Tarefa fácil, uma vez que já existem 8 mil candidatos a franqueados da marca na fila. Detalhe. A franquia surgiu em dezembro de 2012.

10888747_615693355201935_6332694829582577538_nMas no rastro deles surgiram diversas outras marcas com a mesma proposta e hoje encontramos as paletas mexicanas em todos os lugares – farmácias, açougues, óticas, lojas de R$ 1,99, mercadinhos, lojas de roupas, quiosques, carrinhos e por aí vai.

Penso que, por ser a criadora deste nicho de mercado de sorvetes “premium”, a Los Paleteros tem uma grande vantagem em relação às outras marcas por ser a pioneira relacionada à paletas. Entretanto, como aconteceu com tantos outros produtos da moda, há um efeito manada que satura o mercado, confunde o consumidor e, da mesma maneira que houve um crescimento muito rápido, o desaparecimento é na mesma velocidade. Quem investiu nesta ou naquela marca de paletas mexicanas no começo da onda já observa uma queda no faturamento nos últimos meses e acredito que em 2015 muitas marcas “paleteiras” irão desaparecer.

Em minha opinião, só vão sobreviver àquelas marcas que conseguiram construir um relacionamento com o consumidor – que é o caso da Los Paleteros – possuem uma sólida gestão de branding e um plano de negócio bem definido para este momento do mercado.

Por fim, pela saturação causada pelo modismo, vincular a paleta ao México já não soa tão bem para o negócio e as marcas que sobreviverem terão que buscar novas ideias para continuar no mercado. Será que a próxima “sacada” será o Geladinho do Paraguai?

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