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Comunicação e Marketing

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O que é Marketing Sensorial?

É um conjunto de estratégias que analisa o comportamento do cliente, criando um vínculo emocional entre o produto e o consumidor. É a maneira de explorar as sensações percebidas pelos cinco sentidos humanos e transformá-las em diferenciais competitivos. Esta estratégia tem conquistado cada vez mais espaço centralizando os esforços na transformação da experiência do consumo, em uma atividade envolvente e marcante, considerando que os 5 sentidos (visão, audição, tato, paladar e olfato) são responsáveis pelas nossas decisões.

Há alguns anos, Martin Lindstron, uma das 100 pessoas mais influentes no mundo, teve a necessidade de provar a importância da percepção sensorial no ato do consumo, isso virou uma pesquisa mundial que acabou se transformando em livro. O livro envolveu 600 pesquisadores no mundo todo, falando diversos idiomas, em diferentes culturas, sendo realizado em 13 países. Ou seja, “Estima-se que 40% das 500 marcas mundiais da Fortune incluirão uma estratégia de branding sensorial em seu planejamento de marketing até o final dessa década. Sua sobrevivência no futuro simplesmente vai depender disso! Se as marcas quiserem construir e manter a fidelidade no futuro, terão que estabelecer uma estratégia que apele a todos os sentidos. Não há outra saída!”

Os Sentidos

Quando utilizamos um dos os 5 sentidos é liberada no cérebro a dopamina, que é o mesmo neurotransmissor que produz as sensações do prazer que sentimos ao fazermos algo prazeroso. Eles são os responsáveis pelo controle emocional do comportamento humano. Por isso os pontos de contato são elementos essenciais para a relação do consumidor com a marca. O apelo multissensorial afeta diretamente a percepção da qualidade do produto e consequentemente o valor da marca e do produto.

A Música

A música é o despertar da emoção, por isso o correto é utilizamos essa estratégia desde a estrutura da criação da marca ou do produto, passando pelo endomarketing e chegando até o envolvimento do PDV. A música abre o canal emotivo, extra sensorial e curador que alimenta a alma, sua utilização se dá em fazer as pessoas se transportarem para o local que estão ouvindo, agindo diretamente no inconsciente, fazendo com que as pessoas sintam a sinestesia e construam a identidade visual, olfativa, tátil e degustativa e, assim, sentir a necessidade de estar, de querer e de ter. Ela define a situação! Por isso, música não é produção, música é criação! Agora imagine, o que o produto ou a marca poderá causar por meio de uma música no coração e na mente das pessoas? Ritual, Clima, Sentimento, Sensações, Balanço, Memória, Emoção, Alma, Viagem, Identidade, Credibilidade, Felicidade, Evangelização, Ritmo, Prazer, Experiência, Confiança. Sem contar que é a única que pode amarrar todo o planejamento de sua campanha.

Sound & Music Branding

É o processo que transforma o conceito e a linguagem visual da marca ou produto em uma linguagem sonora única e especial, que deve ser aplicada em todos os pontos de contato com o consumidor, causando o tão esperado “recall” da marca e do produto. Quando bem utilizada, a estratégia pode garantir um aumento de vendas em até 28% no PDV criando um microclima sensorial, e 60% a mais de aproveitamento dos funcionários. Pesquisas indicam que o consumidor chega a passar 30% mais tempo nos estabelecimentos que “despertam boas sensações”, o que resulta em mais vendas.


Por Vanessa Mandotti:

Diretora de Criação e Atendimento (Conteúdo/Cena), trabalhou na TV Globo por 18 anos, 7 anos em agência de publicidade e é proprietária desde 2004 da Primeira e Única Produtora de Áudio especializada no Marketing Sensorial através do Sound & Music Branding www.ideacreativemusic.com, chegando a ser em 2015 tema de TCC no BSP BUSINESS SCHOOL SÃO PAULO Laureate international Universities Master em Gestão de Marcas e Branding e criando em 2016 a www.brandingsensorial.com.br, onde ministra palestras corporativas e motivacionais, oferece workshops, presta consultoria especializada, cria e desenvolve projetos de Branding Content e lança produtos e marcas. Com prêmios reconhecidos com conceitos sonoros no “Master Imobiliário” em 2012 / 2013 / 2014 / 2015. Em 2013 foi vencedora do Concurso Cultural de Música com criação e concepção do Hino Oficial do Mercadão Municipal de São Paulo. Em 2011 foi vencedora do Prêmio da melhor campanha do Ministério Público de SP com o filme “Contra a Pedofilia”. Em 2009 foi revelação na TV Globo com a melhor história de maior pico de audiência no “Domingão do Faustão”. Possui 8 projetos de Economia Criativa na industria da Comunicação em andamento, dois deles on line já concluídos e no ar “O Banco de Trilhas e Locutores mais bacana e fácil de comprar do Brasil” em www.trilhandoidea.com.br em 2015 e o “1o Reality Show de Competição Comportamental na internet” em www.caonossodecadadia.com.br em 2016.

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A CONEXÃO SENSORIAL

As empresas tentam alcançar os sentidos dos seus clientes através da publicidade, anúncios impressos, mala direta, face-to-face, na embalagem do próprio produto e em outras formas mais etéreas de divulgação.

Na publicidade, a maioria das vezes,as marcas utilizam o estimulo visual e de áudio para despertar outros sentidos como o cheiro ou o toque, porém, estes sentidos podem, por sua vez, desencadear uma série de emoções e sentimentos importantes para fidelizar uma marca.

Para perceber ou criar uma conexão sensorial da sua marca, você deve compreender as associações que diferentes tipos de estímulos sensoriais podem fazer na mente das pessoas. Deverá também levar em consideração que a associação entre os sentidos não é perfeita e que as diferenças culturais também geram fortes impactos na percepção de uma marca.

Exemplo: se a personalidade da marca é “Aventureiro e Luxuoso” – digamos, Land Rover –os cheiros que você poderá associar a marca são especiarias, brisa do mar ou de couro fino. Você pode até tentar recriar aquele agradável “cheiro de carro novo”, como concessionárias de carros usados vêm fazendo há anos.

 

Traduzindo a linguagem dos sentidos

Sabemos que a compreensão que temos do mundo é informada pelos nossos sentidos. A partir da experiência como sentir o sol, a sensação de areia entre os dedos ou o som das ondas do mar quebrando contra as pedras – os nossos sentidos nos dirão que estamos em uma praia. Seguindo o mesmo princípio, na maioria das vezes, nossos sentidos informam e influenciam nossas decisões de entretenimento e experiências de compras. Um dos melhores exemplos disto é quando vamos ao cinema. A tela grande (visão), a fidelidade do som (audição), o conforto da cadeira (tato) e, claro, a pipoca com manteiga (olfato e paladar). Se uma marca te oferece esta experiência, você deixa de ir a qualquer cinema para ir ao Cinemark.

O uso de estímulos sensoriaisgerauma linguagem de contexto, uma linguagem que é culturalmente rica e altamente sofisticada. Nossos sentidos fornecem o contexto pelo qual formamos opiniões e conexões pessoais. Eles criam expectativas que esperamos ser cumpridas.

Relacionamentos de marca operam muitas vezes da mesma maneira. As marcas têm personalidades: elas têm atitudes e criam expectativas. A promessa da marca também funciona de forma semelhante às expectativas criadas por meio dos sentidos. Se uma marca financeira, por exemplo, associa-se com o som de uma rolha de cortiça estourando de uma garrafa de champanhe, o público pode esperar lucros comemorativos.

 

Algumas linguagens sensoriais do cheiro

Aventura Ar salgado Lama Serragem Gasolina Menta Especiarias
Tradição Couro Madeira Chá  Cedro Rosa
Nutrição Baunilha Talco Maçãs Lavanda Canela Algodão
Sofisticação Vinho Perfume Charuto Carvalho Uísque Almíscar

 

COMBINANDO OS SENTIDOS

Sons, imagens, palavras, cheiros, gostos e estímulos táteis não são tão importantes individualmente como as relações entre eles e com a marca.

As pessoas reagem às marcas de forma holística.Quando Leonardo Da Vinci pintou a Monalisa, ele sabia como a cor do cabelo dela iria interagir com o tom mais claro que ele utilizou para pintar seu rosto. Da mesma forma, quando associar um som com uma marca, é preciso saber como ele irá interagir com as imagens ou os sabores que também estão associados a ela.

Temos de construir marcas da mesma forma como as pessoas reagem a elas: de forma holística. Usar o som, cheiro, gosto e (todos os sentidos) como parte do mesmo conjunto para criar uma forma de conexão BrandSense completa.

Da mesma forma, quaisquer estímulos sensoriais utilizados devem ser compatíveis com o produto ou marca. A P&G realizou um estudo onde constatou que um de seus detergentes com aroma de limão foram avaliados de forma mais positiva do que com aroma de coco. Por outro lado, o protetor solar com aroma de coco foi avaliado de forma mais positiva do que era a loção com o aroma de limão. Ambos os odores eram considerados agradáveis. Ao que parece, qualquer aroma agradável é percebido como bom, mas para influenciar as decisões de compra, afragrância deve ser associada com o produto.

Afinal, nossos sentidos funcionam em conjunto. “Quanto maior for o número de memórias sensoriais ativados, mais forte será a ligação entre a marca e consumidor.

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Enquanto nós percebemos o mundo a nossa volta através dos nossos cinco sentidos, poucas empresas prestam atenção para o “efeito completo” que suas marcas podem causar nos sentidos das pessoas. Olhando para suas marcas de forma diferente da concorrência, apresentando uma experiência sensorial coesa e abrangente, poderemos criar uma imagem que terá mais poder de permanência onde mais importa: na mente dos consumidores.

BrandSense™ é a forma holística de compreender, desconstruir e construir uma marca, levando em consideração a forma de como e onde impressionar cada um dos cinco sentidos do seu público alvo. Como uma marca parece? Qual é o seu gosto e cheiro? É suave ao toque como a seda, ou será que evoca a areia da praia? A trilha sonora da marca está mais perto de Banda Calypso ou Bach?

Há mais de 15 anos pesquisas provaram que a comunicação sonora é tão importante quanto a comunicação visual. Testando a marca Intel Inside®, os pesquisadores documentaram que a melodia da Intel era tão forte, reconhecível e memorável para o consumidor quanto o seu logo.

No mesmo sentido, Dr. TriggEngen, da Universidade Brown nos Estados Unidos, realizou diversos estudos e concluiu que nossa capacidade de recordar cheiros e odores é muito maior do que a nossa capacidade de lembrar do que vemos.

Quem nunca percebeu que estava próximo de um quiosque da NuttsBavarian quando passeava em um shopping?

As aplicações práticas do BrandSense ajudam os profissionais de branding e marketing a ganhar uma visão mais clara de como sua marca é percebida no mercado, no desenvolvimento de novos produtos e em como traduzir seus valores e propósitos de uma maneira em que o seu público a incorpore na sua vida.

Vamos analisar com profundidade os sentidos e sua importância para uma marca.

 

RECONHECIMENTO E PERCEPÇÃO

Cada marca se esforça para impressionar o seu público. As empresas gastam enormes quantidades de dinheiro para criar ou alterar duas coisas: reconhecimento e percepção.  Por sua vez, estas só podem ser percebidas através de um dos cinco sentidos. Para qualquer ser humano, todo o conhecimento, de fato, é absorvido através dos olhos, ouvidos, nariz, boca e do sistema nervoso. Essa informação é armazenada de forma diferente em nossa mente: algumas delas são enviadas diretamente para a nossa memória de longo prazo, enquanto outras irão se juntar a nós ao longo das vias de associações já construídas (vivência e experiência pessoal) – levando a outras memórias, emoções, sentimentos, etc.

Nossa mente dispara o que vemos, ouvimos, cheiramos e sentimos até que o cérebro faça o reconhecimento de um símbolo para exaltar uma reação. Mesmo assim, ainda é um território relativamente desconhecido pois, pode ocorrer da pessoa ter acesso à aquele estímulo pela primeira vez.

Contudo, se não levarmos em consideração as ações realizadas pelas marcas, tudo o que sabemos e conhecemos sobre elas começa com o reconhecimento e a percepção que temos através dos cinco sentidos. Como os átomos e moléculas na química, os sentidos representam as unidades mais básicas na arte do branding.

Desde que nós, seres humanos,descemos das árvores e começamos a caminhar sobre a terra, a visão passou a dominar a nossa percepção do mundo. Grande parte das informações que recebemos e que nos permite viver de modo perceptivo e eficaz é visual ou auditiva. Isto está claramente refletido na forma como pensamos sobre publicidade e branding.

No mundo de hoje, temos uma tendência a dar menos consideração aos nossos sentidos primitivos – tato, olfato e paladar.

Em um ambiente inundado de imagens e sons, as empresas que quiserem competir para que sua marca e sua mensagem seja ouvida de forma diferenciada, pode investir seus esforços nestes sentidos mais “velhos”: tato, olfato e paladar. Isso não só distingue e diferencia a marca em si, mas poderá afetar as pessoas de uma forma muito mais forte emocionalmente, mesmo que seja uma reação instintiva.

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Em tempos de incertezas econômicas e políticas, a maioria das empresas tomam como primeira atitude suspender e reduzir os investimentos em marketing. Mas não é o marketing que alavanca as vendas e constrói suas marcas?

Quando pensamos em branding, o marketing constrói todo tipo de experiências que sua marca entrega para seus consumidores. Quanto mais convincente for esta experiência, mais rápido sua empresa construirá uma relação de lealdade com sua marca. É fato, a experiência tem o objetivo de construir na mente do consumidor a sua marca.

Temos que pensar tanto a totalidade, bem como a tonalidade da experiência.  O equilíbrio e a combinação certa destes fatores vão construir uma experiência única e motivadora para seus consumidores. Sem ambos, você não vai ter uma experiência única de marca e será apenas mais um produto no mercado.

 

Totalidade da Brand Experience

Podemos entender como totalidade a completude e a consistência do uso dos vários elementos de marketing. Ou seja, se a experiência criada pelo marketing não for completa e consistente, não será possível criar uma lealdade com sua marca por parte dos clientes. Esta consistência é extremamente importante para que seus consumidores saberem o que sua marca vai entregar e se a mesma suprirá suas necessidades.

 Por exemplo, se você é um agente de viagens especializado em organizar excursões para solteiros, você precisa ter certeza de que você tem uma experiência de marca total que diz respeito ao seu cliente específico. Ter um escritório com belas brochuras podem ser um bom começo, mas sem uma experiência on-line que apela para a natureza social do seu cliente, sua marca não será completa ou consistente com as necessidades de seus clientes. Você precisa da totalidade de sua experiência de marca para criar fidelidade à marca. Isto inclui se envolver com seus clientes através das várias maneiras que eles vivem suas vidas.

 

Tonalidade da Brand Experience

Tonalidade é sobre o espírito da experiência. Ele também deve estar em consonância com a forma como você definiu a sua marca e com o que você sabe sobre o que seus clientes querem. Se a tonalidade está em desacordo com o seu marketing, você não será capaz de fazer uma conexão emocional com seus consumidores. Outros podem se referir a ele como personalidade, propósito ou voz da marca. Eu prefiro chamar de tonalidade. Independentemente disso, o “tom” da sua marca deve ser uma decisão consciente de sua parte.

 Por exemplo, um restaurante pode ter o site mais acolhedor, excelentes opiniões nas redes sociais e um ambiente extremamente moderno, mas se a hostess te fizer esperar 35 minutos por uma mesa e seus funcionários forem antipáticos ao longo da experiência, a tonalidade geral da experiência será manchada. Você precisa fazer de tudo para ser consistente para que seus clientes se sintam bem sobre o seu envolvimento com a sua marca.

 Por fim, para criar uma experiência de marca eficaz, você precisa da totalidade e da tonalidade trabalhando juntos para dar um quadro completo do que sua marca pode oferecer. Ambos os elementos precisam ser consistentes com cada interação. Assim que um dos elementos do seu marketing sai fora de sintonia com o resto, você coloca a marca em perigo com os seus clientes.

Pare e pense: qual é a sua experiência de marca?

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Muitas marcas buscam incrementar e fortalecer seus atributos por meios de personalidades, celebridades e formadores de opinião. É uma verdade que essa associação pode gerar muitos ganhos à marca, mas também o inverso é verdadeiro.

Escolher uma pessoa para representar a marca, é escolher alguém que transmita para o público os valores, missão e propósito da empresa e da marca. E esta escolha deve ser cuidadosa.

O cuidado não está ligado à somente ao perfil da pessoa, ser bonito e ético, por exemplo, mas também se ela acredita de fato no que está representando, como por exemplo, a campanha da Friboi, tendo como garoto propaganda o cantor Roberto Carlos.

https://youtu.be/q4QXJPk12l8

Foi uma campanha questionável, pois o público de maneira geral acreditava que o cantor era  vegetariano há aproximadamente 30 anos, e de repente ele surge como representante de uma marca de carne. A personalidade em questão transmite ética, seriedade e confiança, mas não para este tipo de produto, pois vai contra o estilo de vida dele, deixando a campanha ou a marca pouco confiável.

Isso gerou desconforto entre as partes, pois o público criticou muito a campanha, depois o cantor declarou que não era vegetariano, mas que optou por não comer carne vermelha, e por orientação médica ia voltar. Este desgaste foi uma das razões do fim do relacionamento.

Outro fator que pode gerar rompimento de uma marca com a personalidade é quando a mesma é associada a um casal, situação em que não há garantia de que a relação destes não pode azedar.  É o caso de Grazi Massafera e Cauã Reymond. Foram considerados um exemplo de casal, e a marca BelVita criou uma campanha que associa a vida dinâmica do casal e, após a separação, a série não pôde ser continuada.

Uma pena para os fãs. A BelVita, no entanto, conseguiu contornar a situação ao realizar uma última campanha com a própria Grazi, onde ela reforça que não precisa de mais nada em seu café da manhã;

Podemos citar outros exemplos de empresas que associam suas marcas a casais, como a Tim com o antigo casal Ronaldo Fenômeno e Daniella Cicarelli, a Claro e o casal Neymar e Bruna Marquezine, nestes casos uma das partes perde o contrato publicitário.
Outros caso comuns são atletas que perdem patrocínios após lesões, acidentes e por mal comportamento. Pode-se citar Anderson Silva, o Spider e Michael Schumacher, este ultimo, que sofreu um grave acidente há um ano, e sua família já foi sinalizada da finalização de contratos de marcas com o heptacampeão da Formula 1. Outras marcas que patrocinam o atleta, ainda se preocupam com a não continuidade do contrato e que suas imagens sejam manchadas, e principalmente na falta de retorno do investimento na celebridade. Outro exemplo é o do Tiger Woods, que perdeu diversos patrocinadores após os escândalos sexuais e de traições do atleta ocorridos em 2009.
O fato é que as marcas querem conquistar seus seguidores e clientes por meio de uma imagem adequada aos seus propósitos, e se elas se utilizam de personalidades para reforçar esta imagem deve ser cuidadosas ao escolher. Todos estão sujeitos a situações desagradáveis, imprevistos… mas criar um relacionamento honesto com a sua proposta, sem criar a fantasia de casais perfeitos, de pessoas perfeitas é importante para gerar mais credibilidade e confiança no relacionamento que realmente interessa: marca e cliente!
Existem outros exemplos de associação entre marca e personalidade que podem ocorrer, e que estão além do controle da marca. Por exemplo, lembram-se quando o Luciano Huck, garoto propaganda da Tim, postou no Facebook um print da tela do celular dele em que aparecia a Vivo? É um caso em que em tese tudo está certo, mas foi uma falha imprevista pela marca e que não deveria acontecer.
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Há tantos outros exemplos, mas o fato é que as marcas querem conquistar seus seguidores e clientes por meio de uma imagem adequada aos seus propósitos, e se elas se utilizam de personalidades para reforçar esta imagem deve ser cuidadosas ao escolher. Todos estão sujeitos a situações desagradáveis, imprevistos… mas criar um relacionamento honesto com a sua proposta, sem criar a fantasia de casais perfeitos, de pessoas perfeitas é importante para gerar mais credibilidade e confiança no relacionamento que realmente interessa: marca e cliente!

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O universo ficcional é mesmo fascinante. Sua riqueza de detalhes e a construção minuciosa de sua atmosfera permite uma imersão tão profunda que pode, em alguns casos, chegar muito próxima da realidade. Inúmeros são os exemplos de fans que adotam o estilo de vida de seus personagens de séries televisivas ou cinematográficas. As feiras de cosplays, cada vez mais frequentes no Brasil, são um exemplo disso.

Essas séries, filmes e até mesmo jogos sem dúvida são marcas fortes e bem trabalhadas, House, The Simpsons, The Breaking Bad,  The Walking Dead, Star Wars, Star Treck, Se beber não case; todas excelentes exemplos. Mas não é exatamente delas que vamos falar a seguir.

No ano de 2013 escrevi um artigo intitulado Branding nas Telonas que abordava marcas construídas e gerenciadas nas telonas, com exemplos como Umbrella Corporation, Dinoco e Stark Industries.

Agora ganha destaque o novo filme da franquia Jurassic Park intitulado “Jurassic World”, pois é, parece que o homem ainda não aprendeu que “brincar de Deus” pode levá-lo a boca de um gigante com dentes afiados. Mas, brincadeiras à parte, o filme merece os holofotes pela sua campanha de divulgação on-line.

No site do filme www.jurassicworld.com.br é possível vivenciar a experiência de imersão no universo da franquia. Além de ser a plataforma de divulgação do longa, exercendo a mesma função do site de diversos filmes, o site de Jurassic World proporciona ao internauta a experiência que um visitante do parque teria ao buscar os serviços de turismo e entretenimento tão diferenciados propostos na trama, lançando mão de conceitos de marketing atuais inerentes ao advento das novas mídias (que já não são tão novas) na comunicação.

Tudo começa com o conceito de transmedia (crossmedia) definido por Martha Gabriel (2010, págs. 110-111) como o “uso integrado das mídias, de forma que uma história ou mensagem ultrapasse os limites de um único meio”.

No caso de Jurassic World o meio de origem é o filme no formato tradicional, aquele que passa no cinema e depois vira DVD e Blu-Ray. A partir daí temos o site do filme, Facebook, Instagram, You Tube e até mesmo o  site institucional da empresa responsável pelo parque, o que reforça a construção do universo ficcional do filme na campanha de divulgação.

Navegando um pouco no site principal é possível perceber o cuidado com os detalhes e a preocupação com a construção de uma experiência quase real.

Itens como a previsão do tempo na ilha, horário de funcionamento, curiosidades, acesso à redes sociais e contagem para o lançamento ficam reunidos em um menu no canto superior esquerdo. Ao lado há um vídeo rolando com chamadas para as áreas do parque, sobreposto por um menu ao estilo Windows 8, onde estão reunidos itens como o mapa do site, curiosidades, planejamento de visita, observações sobre segurança, ingressos, passe especial e mais alguns.

Descendo na navegação outros itens interessantes aparecem, tais como: um menu das lanchonetes da ilha (uma referência à rede Winston´s da vida real), dica de drink, descrição de opções de atração e, o mais interessante, um tour virtual pelo Resort Hilton da ilha e um link para a empresa responsável por tornar o Jurassic World realidade, fazendo com que ficção e realidade se misturem ainda mais.

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É interessante analisar o que leva o Hilton a emprestar sua marca para o hotel da Ilha Nublar (https://www.youtube.com/watch?v=T2-DKQeoO0o). Analisando com cuidado, a marca, líder mundial em hotelaria, ao aparecer como o resort oficial do Jurassic World reforça a missão, visão e valores que pratica realmente, estendendo sua posição da realidade para a ficção e garantindo sua posição de destaque nas mentes das pessoas.

Em seu site institucional o Hilton declara ser a empresa líder no setor, comprometida com a inovação e a melhor experiência, logo, ser o hotel oficial de um resort com as peculiaridades do Jurassic World é algo coerente com seu posicionamento e, se ainda não é possível fazer isso no mundo real, então que seja no ficcional.

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Também vale a pena dedicar atenção à Masrani Corporation, que na trama é a marca responsável por tornar o Jurassic World uma realidade. A maneira como a marca é apresentada ao público é notável. Ao final do site do Jurassic World há um link que leva para a página institucional da Masrani, onde, assim como acontece na vida real, a empresa é apresentada ao público, incluindo investidores. Ao assistir o vídeo (http://www.masraniglobal.com/) fica clara a preocupação com o posicionamento e valores da corporação, evidenciando o trabalho de branding dedicado à franquia Jurassic World. Uma noção que retoma e inclui abordagens do filme original de 1993, fazendo referência à marca InGen.

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Contudo, há alguns pontos sobre os quais vale a pena refletir quando o assunto é transmedia. Ao usar as diferentes mídias para que uma história ou mensagem ultrapasse um único meio é interessante buscar certo alinhamento ao conduzir as ações. O site leva para perfis do Facebook, Instagram e Twitter*, porém, o conteúdo tratado nessas redes não oferece a mesma experiência que o portal, limitando-se à divulgação do filme de forma tradicional. Nesse sentido, poderiam ter fotos de situações do dia a dia do parque com o ponto de vista dos visitantes, através de hashtags e sistema de totens interativos por exemplo. Claro que isso torna tudo mais complexo, mas essa é uma característica inerente à proposta do transmedia.

Além disso, a versão em inglês se mostra muito mais completa que seus pares, permitindo inclusive a compra de itens relacionados ao filme, como camisetas e blusões, bem como conteúdo mais completo e atualizado, que garantem uma experiência mais completa (vale a pena conferir: http://www.jurassicworld.com/)

No geral Jurassic World é um case interessante de ser analisado, sobretudo por evidenciar as minúcias do branding e sua importância para gerar percepções na mente das pessoas, estejam elas em situações reais ou imersas na ficção que o entretenimento propõe.

Como profissionais que trabalham com marcas é importante perceber as práticas de mercado e sempre refletir sobre como elas podem ser aproveitadas na gestão de suas marcas, tendo como base pontos positivos e negativos que são observados, garantindo assim o aprendizado e melhorias constantes.

 

*No caso da versão brasileira do site de Jurassic World, ao clicar nos links do Twitter e Instagram, o usuário é direcionado para os perfis da Universal, quebrando a sinergia conseguida nas outras versões pelo mundo.

Referências: 

GABRIEL, Martha. Marketing na Era Digital. São Paulo: Novatec Editora, 2010.

http://br.jurassicworldintl.com/

http://www.jurassicworld.com/

http://pt.hiltonworldwide.com/about/mission/

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Você já ouviu falar em Calendários do Advento ou Advent Calendars?

O Calendário do Advento é uma contagem regressiva para o dia de Natal que teve origem pelos Luteranos Alemães no começo do século XIX, com o passar do tempo virou tradição em toda Europa.

São produzidos em diversos formatos e as datas não precisam estar em ordem, pelo contrário, é mais divertido quando estão embaralhadas para as crianças procurarem o dia correto, pois em cada data há uma portinha a ser aberta e dentro encontra-se um lindo presentinho. Tradicionalmente, os calendários são produzidos para as crianças entrarem no clima de Natal e as surpresas são doces ou chocolates, porém diversas marcas, desde cosméticos até bebidas estão entrando na onda para atrair o público adulto.

Confira abaixo alguns exemplos de Advent Calendars.

Benefit Cosmetics (Link para o site)

Benefit-Cosmetics

 

Chocolates Lindt (Link para o site)

lindt

Drinks by The Dram (Link para o site)

Whisky-Advent
Aplicativo Milka

Ano passado a Milka já trouxe o calendário para o mundo digital. Ao comprar o calendário físico o usuário ganha em cada presentinho um código para debloquear novos conteúdos para IOS ou Android App. Confira o vídeo.

Demorou para as marcas brasileiras começarem a fazer por aqui, não acha? Eu compraria com certeza!

Fonte: http://www.creativebloq.com/design/24-advent-calendar-designs-11121296

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Você se preocupa mais com suas forças ou fraquezas?

Com a correria do dia-a-dia, dificilmente paramos para reparar onde estamos colocando a nossa atenção, e isto pode estar embaraçando a nossa felicidade (não só no trabalho mas também nos relacionamentos).

Na palestra que aconteceu na HSM Expo Management deste ano, Tal Ben-Shahar (professor de dois dos cursos mais populares da história da Harvard University: Psicologia Positiva e Psicologia da Liderança) tratou sobre o tema “Psicologia Positiva: a ciência da felicidade no trabalho” no painel de liderança e gestão de pessoas.

Esta ciência aborda a Felicidade, a partir da década de 80, com uma perspectiva diferente da até então utilizada pela psicologia tradicional, ainda utilizando-se de bases científicas.

Ben-Shahar informa que a ciência da felicidade trata de concentrar-se naquilo que funciona, enquanto a psicologia tradicional direciona suas análises com foco em perguntas acerca do que não está funcionando. Por exemplo, em vez de focar no porquê determinados indivíduos fracassavam, concentrando-se no erro, passaram a investigar o sucesso (sem desconsiderar os pontos negativos, que também são essenciais na psicologia positiva, catalisando, desta forma, as análises).

Um estudo analisou as características de crianças que obtiveram sucesso e destaque dentre as demais. A análise mostrou que não se tratavam de “super crianças”, mas que estas possuíam características normais e ainda assim alcançavam resultados extraordinários.

Confira as características encontradas:

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  • Resiliência
    Temos que ser resilientes porque a vida constantemente nos proporciona momentos difíceis. É preciso ter a capacidade de se recuperar das atitudes falhas e dos fracassos.
  • Definição de metas
    Ter algo para alcançar é importante e só pode se tornar possível a partir do momento em que o temos em mente.
  • Voluntariado
    Doar e auxiliar o próximo não é apenas um clichê para alimentar a felicidade de quem exerce. Um estudo da Harvard Business School constatou que existe uma relação significativa entre a felicidade e o ato de doar.
  • Perspectiva otimista
    Não refere-se à esperança deslumbrada de que “tudo vai dar certo”, mas do pensamento “se eu me esforçar, vou conseguir”.
  • Possuir modelos
    Ter referências, pessoas que o inspire!
  • Concentração nos pontos fortes
    Focar no que faz melhor, mas sem desconsiderar os pontos fracos.
  • Praticar exercícios físicos regularmente
    Além de ser benéfico à saúde, estimula a criatividade, permite que as pessoas fiquem mais calmas e abertas ao trabalho em grupo.

Concluiu-se, então, que o caminho para a felicidade, para a liderança e para a vida não está em segredos ou super poderes, mas em encarar a realidade.

Quais são seus pontos fortes? O que lhe motiva?
Segundo Ben-Shahar, é na sobreposição destas duas perguntas que você encontrará mais sucesso!

“Alcançar a felicidade não diz respeito a trabalhar menos, mas a trabalhar duro para as coisas certas” (Tal Ben-Shahar)

Fonte: HSM Educação Executiva
Fonte: HSM Educação Executiva

O que funciona na sua vida, no seu departamento, na sua equipe?
Analise o foco de seus questionamentos, pois as respostas estão nas perguntas que fazemos.

“Promover a mudança na própria vida depende de você.” (Tal Ben-Shahar)

Marcas são feitas por pessoas e para pessoas. Líderes, equipes e relacionamentos são construídos e aperfeiçoados a cada dia. Se quiser alcançar pleno potencial da organização ou dos relacionamentos é preciso começar em você.

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Parafraseando meu amigo e professor de Branding, Daniel Padilha, vamos falar de coisa séria? Vamos falar de experiência de marca? Independente do país, estado ou região, a marca precisa ter o mesmo tom de voz, falar com sinergia e de acordo com o direcionamento global da empresa/marca. Isso se aplica a todas as situações e pontos de contato. Quanto mais coerente e direcionado for, mais a marca falará “uma só língua” e terá um único posicionamento.

“Experiências transcendem o simples ato da venda e compra, invadindo em definitivo o terreno dos valores intangíveis criados pela nossa marca. Valores que não estão relacionados à objetividade do produto e de suas características, mas sim às diferenças que promovemos na vida de cada cliente.” Eduardo Zugaib

A ação replicada hoje via Facebook, que está dando o que falar é um caso de total falta de foco e comunicação de marca com o mesmo tom de voz. Quem é a Samsung? Como ela se posiciona no mercado? Quando foi que vimos a marca “falar” desta forma?

Uma coisa é fato: Não é mais suficiente apenas atender as expectativas dos clientes momentaneamente. É preciso surpreender, encantar e deixar lembrança de marca. As marcas com boas experiências um dia também falham. Mas as marcas com excelentes experiências vencem e deixam legado!

Confira o vídeo da inauguração da loja em Campo dos Goytacazes e deixe a sua opinião.

Ação Samsung

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Para os paulistanos a Vila Madalena já é o principal bairro boêmio da cidade. Com sua concentração de bares e restaurantes “descolados”, público eclético e diversas opções culturais, desde os anos 80 se mantém como roteiro certo para quem mora e visita a cidade.

Mas nesta Copa, a Vila Madalena alcançou status de marca global. Ninguém imaginou que haveria mais de 40 mil pessoas invadindo as ruas do bairro para acompanhar não apenas os jogos da seleção. Mas, em todos os jogos as ruas estavam lotadas de alemães, argentinos, holandeses, mexicanos, italianos, croatas e milhares de pessoas dos quatro cantos do planeta.

A região ganhou a mídia, infelizmente, mais pelos problemas que esta concentração de torcedores causou do que pela diversidade de opções de entretenimento que possui.

A prefeitura de São Paulo, mediante a situação, até que fez alguns esforços para minimizar os transtornos gerados por esta invasão. Entretanto, como o bairro se tornou uma marca de boemia na cidade, ela precisa se esforçar mais para gerar uma experiência memorável para os turistas que visitam São Paulo.

Por outro lado, os donos de bares e restaurantes da região reclamaram que o movimento em seus estabelecimentos estava abaixo do esperado e alguns contabilizam até prejuízos! Em minha opinião, estes empresários perderam uma excelente oportunidade de trabalharem suas marcas para conquistar um número maior de clientes. Está certo que o grande fluxo de pessoas na região não estava nos planos de ninguém, mas cobrar preços exorbitantes de entrada, aumentar em média 30% os valores de seus produtos para aproveitar a “onda” de estrangeiros na região foi um a estratégia ruim. Eles esqueceram que os “gringos” vão embora e quem fica serão seus clientes habituais, que, por serem mal atendidos durante a Copa, podem muito bem trocar de lugar para um happy hour com os amigos quando o mundial acabar.

Entretanto, alguns estabelecimentos souberam aproveitar este período para criar uma experiência positiva. O Jacaré Bar e Grill, além de dar prioridade para seus clientes em relação a reservas, após os jogos colocou uma banda para tocar quase na calçada. Consequentemente, manteve o fluxo de clientes e a animação das pessoas que ficavam na porta do bar. Outro exemplo interessante que presenciei foi ao lado do Jacaré, no Bar Freguesia, onde um bloco de carnaval da região tocou em todos os jogos e fez um controle da lotação, oferecendo um pouco mais de conforto para seus clientes diante da multidão que circulava na região.

São exemplos de gestão de marcas como essas que, mesmo com tantos “oportunistas” que visaram apenas o lucro em curto prazo, que é possível se diferenciarem na multidão e o que faz da Vila Madalena não mais um bairro, e sim uma marca sinônimo de diversão, entretenimento e, a partir de agora, não mais tão querido apenas dos paulistanos.

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