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Comunicação e Marketing

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Geralmente novas e pequenas empresas, que estão começando a criar uma marca, encontram alguns obstáculos no desenvolvimento dessa ideia. Os motivos podem ser vários: uma categoria sem tradição em diferenciação e marketing (isso acontece com produtos de segmentos de mercado muito ligados a performance – como máquinas; ou commodities – produtos ou serviços onde a única diferenciação entre concorrentes é o preço); baixo investimento por parte da companhia, por não acreditar que investimentos em ativação de uma marca vá gerar receita; equipes de marketing sem experiência em inovação de marcas… Enfim, estes são os principais motivos que fazem com que muitas companhias não decolem com suas marcas no mercado.
Porém existem 3 mitos que impedem o desenvolvimento de novas empresas e suas marcas, a chegarem ao sucesso. Chegou a hora de desvendar esses mitos:

1 – Construção de Marcas NÃO é privilégio de grandes companhias!

Existe um mito de que apenas grandes companhias com tradição em marketing são capazes de investir e criar marcas de sucesso. Isso é mentira!
A criação de uma marca, seu espírito e comunicação, não depende do tamanho da companhia e sim da qualidade das suas ideias e investimento nessa iniciativa.
É claro que grandes companhias como Coca-Cola, Unilever, Procter&Gamble, Microsoft, Nestlé, possuem mais recursos e expertise em marketing, e por isso fazem investimos milionários em comunicação que trazem um retorno muito mais rápido.
Existem milhares de exemplos pelo mundo de empresas pequenas, que sonharam grande, criaram marcas realmente inovadoras e investiram nessa ideia. Aqui no Brasil a Maria Brigadeiro é um grande exemplo dessa verdade. Essa companhia situada na região de Pinheiros em São Paulo, que inovou com o conceito de “brigadeiro gourmet”, criou uma marca forte, com pilares emocionais ligados a design e performance de seus produtos, que transformaram esta pequena loja de chocolates em um “ateliê de brigadeiros”. Conheça mais um pouco dessa ideia no www.mariabrigadeiro.com.br.
O segredo do sucesso de uma marca não é o tamanho da empresa, mas a qualidade de suas ideias e vontade de investir nessa iniciativa.

2 – Todas as categorias podem se diferenciar!

Já ouvi muitos profissionais de marketing afirmarem que não conseguem ativar boas campanhas de comunicação, pois a categoria nas quais atuam não permitem que haja diferenciação de marcas, afinal geralmente nesses segmentos o que define a decisão de compra do consumidor é o preço. Este é outro mito!
Há alguns anos atrás esse mito pode até ter sido verdade no Brasil, porém com o aumento da concorrência, desenvolvimento econômico e de mercado, o que pode salvar (ou acabar) com uma empresa é seu conceito de marca.
A marca Camil transformou o simples arroz e feijão em significado de qualidade, confiança e segurança. O açúcar União trouxe para o saquinho de 1 Kg de cana processada o conceito de cuidado com o lar e família. Assim como Bonafont aplicou o conceito de saúde e funcionalidade em uma garrafinha de água. Acima eu citei 3 marcas de commodities, produtos que podem ser fabricados por qualquer empresa: arroz, açúcar e água. Porém essas marcas criaram um conceito de diferenciação sobre esses produtos, que gera percepção de valor na mente dos consumidores que pagam MAIS por essas marcas.
Logo, não existem limites. Todos os produtos e serviços podem se transformar em marcas de sucesso. Crie valor, inove e veja os resultados nas vendas de sua marca.

3 – Marcas fortes geram lucro e receita, sim!

Muitos administradores e líderes de companhias não acreditam que investimentos em comunicação e marketing possam gerar receita real para suas empresas. Porém o desenvolvimento de uma marca é o que difere um produto que briga por preço (aquele que precisa ser sempre mais barato), de um produto que é percebido como uma Marca de Valor!
Não adianta apenas investir em comunicação. É preciso ter um plano de ação estruturado para ativar uma marca, para investir direito.
Para que isso aconteça é necessário ter uma equipe de marketing competente e experiente em inovação de marcas, saber que os resultados podem levar algum tempo, mas que os frutos destes investimentos serão traduzidos em lucro e receita extra para a sua companhia!

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Estamos vivendo um momento em que as tecnologias de vanguarda facilitam e permitem a rápida expansão do conhecimento, mas, ao mesmo tempo, “engessam” o comportamento. Por isso, somente por agirmos criativamente é que podemos tomar consciência disso e inovar.

Assim, é fundamental que os profissionais liberem, desenvolvam e expandam suas habilidades criativas, percebendo criticamente esse mundo que os cerca, a fim de que sobrevivam com sucesso, alavancando novas práticas e estratégias capazes de satisfazer as atuais exigências do mercado.

Pensando nisso, neste artigo falaremos sobre as habilidades criativas, para que vocês possam se perceber e perceber o mundo de maneira crítica, sentindo-se estimulados ao exercício de tais habilidades.

Criatividade: que “bicho” é esse? 

Criatividade é a tradução dos talentos humanos natos para uma realidade exterior que seja nova e útil, dentro de um contexto individual, social e cultural. É, portanto, uma habilidade para gerar novidade e, com isso, ideias e soluções úteis para resolver os problemas e desafios do dia-a-dia.

[+] Se você se interessa pelo assunto, acesse: www.academiadecriatividade.com.br

As empresas precisam de pessoas criativas para encontrar novas soluções para problemas antigos, criar novos produtos, fazer melhor que o concorrente, encontrar novos caminhos entre planos e resultados, atrair o cliente, adivinhar o que o cliente quer, aumentar sua participação no mercado ou fazer algo que nenhuma empresa pensou em fazer antes.

Contudo, por mais paradoxal que pareça, Criatividade está relacionada com simplicidade. Nada ou pouco tem a ver com conhecimento e inteligência, aquela do Q.I. Todos nós, potencialmente, somos criativos, nascemos criativos, mas precisamos estimular e aperfeiçoar tal habilidade.

“Dentro da pedra já existe uma obra de arte. Eu apenas tiro o excesso de mármore!” (Michelangelo)

Criatividade é, portanto, um “estado de espírito” que precisa encontrar um ambiente propício para aflorar. É preciso olhar o mundo como de fato é, e não como achamos que seja!

Infelizmente, deixamos de ser o que éramos quando criança: bons “filósofos”! E ser um bom filósofo é se permitir observar as coisas. Observá-las tais como elas são, sem preconceitos e pré-julgamentos, sem paradigmas.

Hoje, mais e mais pessoas reconhecem que ser criativo é algo decisivo para a felicidade e a realização profissional. As pessoas criativas são aquelas que se antecipam no que fazem, dão início a novos negócios, inventam produtos, constroem, projetam, produzem, fazem coisas de grande beleza. As pessoas criativas geralmente são aquelas que levam uma vida social excitante e estimulante, de modo a estarem constantemente aprendendo e fazendo. Pessoas criativas acabam ocupando cargos elevados, tornando-se líderes, pessoas que entendem como solucionar problemas ou inspiram outras para que se aperfeiçoem.

Ter ideias é descobrir relações novas entre coisas conhecidas. É por isto que dizemos que as ideias mais simples são as melhores. A simplicidade faz parte da criatividade e muitas vezes a solução, por ser tão óbvia, não é vista com tanta facilidade. O processo criativo é de domínio público, inerente a cada um de nós. E, consciente ou inconscientemente, nascemos com habilidades criativas.

Precisamos, portanto, aprender a trabalhar tais habilidades e desenvolver o nosso “viver criativo”. Para isso, concluiremos com a indicação das 4 qualidades indispensáveis para sermos criativos e levarmos uma vida criativa:

  • Curiosidade: a força inquisitiva
  • Abertura: flexibilidade e respeito pelo novo
  • Tolerância ao Risco: a coragem de abandonar o “conforto” do conhecido
  • Ânimo: o combustível para a criatividade

“O (sujeito) criador se sobressai em termos de personalidade, temperamento e ponto de vista. Está constantemente descontente com os padrões mais comuns. Nada em direções pouco conhecidas e gosta, ou pelo menos aceita o fato de ser diferente da multidão. Quando surge alguma coisa anormal (…), ele não recua diante da surpresa. Quer entender e determinar se constitui um erro trivial, um acaso raro ou uma importante, mas até agora desconhecida, verdade. Ele é confiante e resoluto. Há uma razão para que tantos criadores famosos odeiem ou larguem a escola – eles não gostam de marchar na cadência dos outros…

(GARDNER, Howard. A Mente Criativa. Revista Época Negócios, no2, Abril de 2007)

 

Por Ana Lucia Pita

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