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Gestão Empresarial

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Com a transformação digital acontecendo em ritmo acelerado, indústrias e varejos partiram para uma terceira era. Na primeira, entre as décadas de 60 a 80, as marcas de produtos agregavam valor às grandes redes de varejo. Já na segunda era, dos anos 80 aos 2000, as redes passaram a ditar comportamentos de consumo com seus distintos formatos e, inclusive, estabeleciam as regras do jogo comercial. Nesta terceira era, definitivamente, o consumidor é quem dita as regras. Através da internet e das redes sociais, ele sabe praticamente tudo sobre as marcas, produtos e canais. Virou o consumidor-majestade, e quem lhe passou o cetro e a coroa foi a tecnologia.

Os empreendedores e executivos de suas empresas já sabem que as decisões estratégicas devem ser tomadas levando em conta a famosa “experiência do consumidor”.Mas como sair do discurso retórico sobre colocar o consumidor no centro das decisões da empresa? Como implementar de fato estratégias, táticas e processos para isso, levando em conta que as empresas buscam mais resultados a curto prazo? Investimentos em “experiência do consumidor” nem sempre são baratos ou geram resultados quantitativos e rápidos.

As operadoras de telefonia, uma das campeãs em índices de insatisfação do consumidor, são os maiores exemplos disso. Podem investir milhões em propaganda,oferecer amplas ofertas em pacotes de dados e WhatsApp grátis, mas, se tiverem um sinal ruim, ou um atendimento no call center ineficiente, todo esforço para focar no consumidor vai por água abaixo. No Brasil, segundo o Consumer Lab, braço de pesquisa da Ericsson, 55% dos usuários baseiam sua percepção sobre as operadoras na sua experiência direta com ela. É justamente por isso que a insatisfação do consumidor com estas empresas é tão elevada.

Alguns especialistas em TI e Marketing aconselham os executivos a coletar mais e mais informações sobre seus consumidores. Big Data, Small Data, CRM e outras tantas técnicas para rastrear os hábitos são importantes, mas, na visão da Step Stone, transformar tudo isso em ações é o maior desafio do momento neste assunto. É preciso colher informação útil sim, mas o fundamental é transformá-las em conhecimento e evoluções sustentáveis financeiramente para que todo o esforço faça sentido.

A rede varejista CSD – Companhia Sulamericana de Distribuição, com forte atuação no interior do Paraná e São Paulo, é um excelente exemplo de como levar este tema a sério. A empresa tem investido muito para entender as mudanças de seu consumidor através de pesquisas e do seu novo programa de relacionamento. Além disso, com base nos aprendizados, a CSD tem revisado o layout de suas lojas, alterado seu mix de produtos, repensado sua estratégia de comunicação, apenas para citar algumas das iniciativas. De acordo com Thiago Donald, Diretor de Marketing da rede, “a visão do consumidor é cada vez mais presente em nossas reuniões e tomada de decisões, fazendo parte do dia a dia da empresa”.

Exemplos como esse nos fazem acreditar que é possível sim sair da teoria e colocar o consumidor no centro em prática. E o fator-chave para isso é a diretriz clara e firme da alta direção das empresas.

Por Alexandra Jakob Santos, sócia da consultoria Step Stone, formada em Comunicação Social pela ESPM, com MBA em Gestão Empresarial pela FGV. Construiu uma sólida carreira na área de marketing de grandes empresas, tendo liderado importantes projetos relacionadas à construção de marcas próprias no Brasil. Participou de grandes projetos de posicionamento e gestão de marcas orientadas ao consumidor, em players como o Grupo Pão de Açúcar, no qual atuou por 15 anos, em marketing de bandeiras e marcas próprias, além de comandar projetos de planejamento estratégico. Lecionou sobre varejo e sistemas de informação de marketing no IED – Instituto Europeo di Design e ESPM. Dona de um pensamento de vanguarda, acredita em consultoria como uma ferramenta para instigar questionamentos e reflexões para novos caminhos.

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Toda empresa representa uma ou mais marcas, ou seja, um conjunto de valores que são observados por clientes e parceiros em potencial. Elementos como nome do negócio, identidade visual e a reputação da empresa fazem parte desse processo. E todo o esforço envolvido para tornar determinada marca mais conhecida e respeitada é parte do trabalho de Branding.

O Branding acontece a partir de estratégias que, quando bem construídas, atraem e fidelizam consumidores para a empresa. O termo pode ser definido como o conjunto das ações diretamente relacionadas à gestão de marcas. Logo, a gestão pode ser entendida como a criação e a manutenção de todos os pontos de contato que a empresa terá com seus consumidores. Neste sentido, é importante que o seu propósito e posicionamento estejam coerentes.

O marketing atual vem revelando novos princípios de marca e conectando-as a seus respectivos clientes. As necessidades do público alvo são o foco desta nova estruturação. Uma marca bem construída pode alcançar um diferencial competitivo muito grande em relação ao seu público, pois na sociedade do hiperconsumismo, os consumidores não querem mais apenas adquirir determinado produto, mas, sim, entrar no universo de uma marca ou organização.

Na construção de uma marca vários fatores devem ser levados em consideração para que este processo esteja de acordo com o DNA da empresa. É preciso entender que uma marca não está restrita apenas a uma assinatura visual ou logotipo, mas, sim, a todos os pontos de contato e impressões que uma empresa deixa na mente do consumidor. Todo o processo construtivo da identidade visual precisa ser planejado de acordo com o seu DNA.

O conceito de DNA serve para aproximar as empresas dos seres humanos. Assim como nós, as organizações também precisam ter personalidade e se relacionar, tanto com seus consumidores como com seus canais de distribuição.  Esta fixação na mente do consumidor pode ser feita por meio do posicionamento da empresa, transformando o DNA em experiências de marca.
Para que esta construção ocorra existem várias metodologias, entre elas a metodologia do TXM Branding, Think, Experience e Manage, desenvolvida em parceria com o LOGO/UFSC (Laboratório de Orientação da Gênese Organizacional da Universidade Federal de Santa Catarina).

Na etapa “Think” toda a essência e o DNA são pensados em conjunto com os stakeholders. Este é o ponto principal para a elaboração de todas as demais experiências que serão criadas. Neste período também são definidos os conceitos de posicionamento, propósito, definição do portfólio de produtos, as personas que serão interpretadas e todas as conexões da organização.

Criar experiências que reflitam o real DNA da organização, desenvolvendo atmosferas e aproximando consumidores da cultura organizacional, são parte fundamental da segunda etapa do processo, denominada de “Experience”.

O último passo é adequar as experiências e entender quais os melhores canais para gerenciar a interação com os consumidores. A etapa nomeada de “Manage” tem o objetivo de pensar estrategicamente para compreender e planejar a adequação e coordenação dos canais on-line e off-line, compreendendo o status de influência e penetração da marca no segmento, além de colocar a sua disposição toda a expertise no meio digital.

A construção do Branding não é fácil, mas, se realizado de forma eficaz, o processo proporciona inúmeros benefícios para a organização. O Branding deve acontecer de dentro para fora, sustentado pela essência da empresa, transmitindo ao público a verdadeira natureza daquela marca. Assim consegue criar marcas fortes e únicas, criando um diferencial competitivo no mercado e fidelizando consumidores.

Lenadro Werner – o Maka – é fundador e Diretor de Criação do Maka.Branding, consultor de branding e marketing, possui 10 anos de experiência no mercado, sempre atuando como facilitador em processos de gestão de marca. Graduado em Publicidade e Propaganda pela Universidade Regional de Blumenau (FURB), especialista em Gestão do Design e mestre em Design pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

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Ser único, diferente, e ainda manter a identidade sem perder o foco é um desafio constante na vida das empresas de todo o mundo. Quando falamos de estratégias de gestão de uma marca, falamos de escolhas que geram valor para as organizações a longo prazo. Mais conhecido como branding, ele está presente na grande maioria das empresas, sejam elas grandes ou pequenas.

Uma das estratégias de branding que tem despontado no mercado é a diversidade de gênero. Há, evidentemente, outros correlatos como idosos, deficientes físicos, raças, entre tantas outras. Mas a diversidade de gênero, em especial os LGBT, têm despertado o interesse das empresas. Nunca se ouviu falar tanto nesse nicho de mercado, que tem crescido enormemente nos últimos anos.

Mas será que as organizações estão preparadas para essa estratégia? Vamos voltar um pouco no tempo e falar sobre herança cultural. Os babyboomers, nascidos entre os anos 40 e 60 tiveram sua herança cultural passada pelos valores familiares e religiosos, tem um perfil mais conservador, prezam pela estabilidade financeira e pelo zelo da família. Já a geração X, nascida entre os anos 70 e 80 tiveram sua herança cultural pela TV, são menos conservadores, mas ainda assim carregam um desejo de estabilidade forte. A partir dos anos 90 os Millenials tiveram uma herança cultural mais híbrida, com Tv a cabo e internet, são vulgarmente chamados de geração floco de neve, sensíveis, mas não menos importantes, porque são eles quem estão definindo os rumos da próxima geração. A geração Z, nascida nos anos 2000. Quem são eles afinal?

Essa geração nasceu já na era digital. A herança cultural dela tem sido passada através das redes sociais e youtubers. Costumo dizer que os Youtubers de hoje tomaram o lugar dasapresentadoras infantis dos anos 80. Isso reflete diretamente na forma dessas crianças pensarem. E vale lembrar que as crianças de hoje, serão os adultos de amanhã. E quando falamos de amanhã, falamos de algo em torno de 5 a 10 anos, que para uma empresa, seria longo prazo. E quando falamos de estratégia a longo prazo, falamos de Branding.

As empresas que pensam no futuro e na saúde de sua marca, estão abraçando enormemente a diversidade, em especial a de gênero, que é um dos assuntos mais comentados nas redes sociais e pelos youtubers.

Transgênero, Cis gênero, expressão de gênero, sexo biológico, trans não-binário, orientação sexual e sexualidade já fazem parte do universo desses indivíduos desde muito cedo. Falar “o” Pablo Vittar é briga na certa, e não é por menos, eles têm consciência de respeito ao próximo com muito mais fluidez do que as gerações passadas.

Mas não é assim tão simples abraçar a diversidade dentro de uma grande empresa. Não basta apenas ir na Tv e redes sociais e colocar anúncios bonitos com casais LGBT, ou transexuais “lacrando”. Ou ainda contratar um gay ou uma lésbica e falar que abraçou a causa. Tem que ir além; essa geração é bem exigente e esperta, entra na internet, faz pesquisa, e quer saber se a marca realmente está abraçando esses indivíduos ou se eles estão sendo oprimidos dentro das empresas. A tal dissonância cognitiva, fala uma coisa e faz outra. Por isso uma boa política de inclusão se faz necessária, porque apesar de serem chamados de LGBT, cada um tem sua cultura, necessidades e desejos diferentes.

É preciso ainda muita pesquisa para que as empresas possam abraçar essa diversidade de forma coerente, porque toda fase de transição é traumática. Sempre há resistência, ainda mais quando se trata de sociedade, então tudo deve ser bem estudado, com pesquisa, técnica e metodologia correta. Minimizando assim as possibilidades de erros.

Algumas dicas interessantes para as empresas que querem iniciar um processo de inclusão.

Antes da contratação:

  1. Orientar antecipadamente a equipe, informar das novas diretrizes da empresa, e dar palestras esclarecedoras nessas questões.Desde a presidência até os cargos de base.
  2. Informar a equipe sobre as questões de gênero, para que saibam as diferenças entre sexo biológico, gênero, expressão de gênero e orientação sexual.
  3. Orientar a equipe sobre os problemas do bullying, sobre o respeito ao próximo, e como evitar perguntas indelicadas.

Após a contratação:

  1. Entender que gays, lésbicas e transexuais tem necessidades diferentes, e que cada pessoa é única.
  2. Tratá-los como um funcionário e colaborador comum, para que não afete sua autoestima. Tratamentos especiais somente para casos especiais, como qualquer funcionário. Isso vale para oportunidades também.
  3. Focar na produtividade, e não trazer o assunto da diversidade para discussões constantemente. A diversidade deve fluir naturalmente no ambiente de trabalho, e só deve ser abordada nos eventos para esse fim, ou campanhas de endomarketing. Como qualquer outro tipo de campanha de conscientização.

Esperamos que cada vez mais empresas abracem essa causa, é apenas questão de tempo. Essa é uma excelente oportunidade para fixar a imagem das empresas positivamente na mente dos consumidores, em especial os mais jovens e fazer história.

Nuno Teixeira Pereira: produtor artístico de eventos, designer gráfico-multimídia e estudante de comunicação. nunojackpot@gmail.com

 

 

Imagem: Pixabay @ivanovgood

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Trabalhei por longos anos em uma das Melhores Emissoras do Brasil e em Agência de Publicidade e exponho aqui minha impressão da realidade que assola este meio de Comunicação.

No auge dos altos índices de audiência, tínhamos Diretores de Criação, dentro das emissoras, que sabiam que o “Conteúdo” bem atrelado e desenvolvido, por meio dos 5 sentidos, era e sempre vai ser o grande despertar.

Mas vamos fazer aqui um exercício para entender o que realmente quer dizer “Conteúdo”?

Conteúdo é muito mais do que a divulgação de uma história interessante: é uma equipe com história e experiências de vida, com diversidade sociocultural, que visa a verdade acima de tudo! É o altruísta, o sossegado, o workaholic, o engraçado, o reclamão, o criativo, o zangado, o que diz que tudo vai dar certo, o emotivo, o que já sofreu ou sofre preconceito, o que diz que tudo vai dar errado, o técnico, o frio, o especialista e outros mais. Todo mundo, junto e misturado, discutindo os vários ângulos de visão de um determinado tema, construindo cada história com propósito, começo, meio e fim. Histórias de sucesso, de superação, de emoção, de amor, homenagens, registros, etc.

É um padrão técnico de qualidade impecável, próximo de uma realidade ideal. É a pesquisa, a identidade, o conceito, o público alvo, a defesa, a educação, os princípios, a conversão dos índices de audiência, o entretenimento atrelado ao produto, a exaltação da cultura, o descobrimento de novos talentos, e por aí vai…

E tudo isso, quem bancava?

A PUBLICIDADE.

Mas com a chegada da Internet aconteceram várias mudanças boas e algumas ruins, que ao meu ver as emissoras ainda não conseguiram se diferenciar e se adaptar:

  • 100% de Interatividade;
  • O formato passou a ser as pílulas de minutos jogados na grade de programação;
  • A linguagem agora é feita por pessoas reais, que muitas vezes vivem na prática o que defendem;
  • Celulares passaram a ser os maiores veículos para comunicação;
  • A maioria dos chamados “Conteúdos” tem altas visualizações sem propósito e sem conversão;
  • Existe a falta de veracidade;
  • E inúmeros outros pontos a serem destacados….

Aí por meio da Classe Política Corrupta veio a Crise Econômica do País e isso fez com que os Anunciantes cobrassem da Publicidade um caminho alternativo, visando a sobrevivência.

O que as TV´s fizeram com isso?

Sem caixa e nem defesa diante da surpresa, perderam a mão, entraram em desespero e descartaram os grandes Diretores de Criação e Produção, aí contrataram uma Moçada Super Bacana, conectada, que tem muita vontade, que entende muito de tecnologia, que cobra bem barato, mas que não tem direcionamento, nem experiências e nem história de vida para saber fazer o verdadeiro “Conteúdo”, aquele que atrela o entretenimento e a informação à Marca e ao Produto, convertendo em resultados efetivos, lembram?

No que deu isso?

Em nada, é claro, foi um tiro no pé.
Internet é apenas um veículo!
Eh, acho que já deu pra aprender um pouquinho mais com tudo isso, agora chega né?
Tá na hora de rever Conceitos e Retomar.

 

Vanessa Mandotti: Diretora de Criação de TV e Diretora de Atendimento Publicitário com reconhecimentos e prêmios na área de comunicação. Ministra palestras sobre “Marketing Sensorial, “O que realmente importa na vida?” e “Economia Criativa na Indústria da Comunicação”. É consultora de marketing e publicidade: identifica, pesquisa, diferencia, planeja, desenvolve e lança estrategicamente marcas, produtos e serviços no mercado por meio do Marketing Sensorial on e offline.
www.marketingbusinessbrasil.com.br / www.ideacreativemusic.com

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No mercado de bens de consumo, as commodities vêm ganhando o status de menina dos olhos quando a ideia é começar uma estratégia de branding do zero, em um setor que, tradicionalmente não costuma dispender grandes somas de budget em marketing e propaganda. Marcas são o elo de ligação entre empresas e seus clientes. Somam o conjunto de experiências e referências que os mesmos têm sobre a empresa. Os setores comoditizados e que portanto, tem historicamente baixa diferenciação entre os players, têm a oportunidade de trazer mais valor ao seu negócio se desenvolverem projetos bem executados de planejamento e gestão de marketing e branding.

Temos visto, com razoável velocidade, o fenômeno da descomoditização das commodities, com o objetivo de aumentar a rentabilidade do produtor/ fabricante. As principiais estratégias que temos observado são projetos de branding, desenvolvimento de novos produtos com price point mais elevado (eles agora são mais vitaminados, mais doces, mais macios, processados, congelados e etc) e adoção de processos de transparência e rastreabilidade desde a origem dos insumos e ingredientes.

Mas como fazer com que produtos tão básicos possam ter alma e personalidade? Talvez o segmento de cafés tenha sido um dos pioneiros com estratégias em branding, como as do antigo Café Seleto, chegando a cases mais recentes e sofisticados de diferenciação e gourmetização, como os do café Nespresso.

No setor de hortifruti, vimos o início de um movimento de branding como as maçãs da Turma da Mônica, que surgiram através de licenciamento dos personagens de Maurício de Souza. Assim, a marca Fischer criou o produto ideal para as lancheiras das crianças brasileiras: frutas selecionadas, previamente lavadas e sempre docinhas. Outro exemplo que vale ser citado aqui é o do melão, uma fruta de difícil escolha, muitas vezes aguada e sem sabor. Através de mudanças em seu processo produtivo e a adoção de ‘embalagem’ com a redinha vermelha e a alça para segurar a fruta, sob a mensagem de ‘mais saboroso’, o Melão Rei passou a se diferenciar dos demais simples melões.

Neste ano, o designer gráfico Peddy Mergui levou ao Holon Design Museum, em Israel, uma provocação para o conceito de branding em commodities. O artista criou simulacros de versões ultra luxuosas destes produtos. Um pacote de farinha de trigo ganhou ares de grife Prada, limões e laranjas levaram embalagens da Nike e uma dúzia de ovos foi embalada pelo dourado da Versace. Com a exibição, ficou a reflexão: até no mais elementar item de alimentação, qual o real poder de persuasão que uma marca consegue perpetuar em seu consumidor?

A Step Stone Consultoria vem trabalhando em cases como estes e contribuindo para o atingimento resultados positivos em vendas, percepção de marca e ganho de share para seus cientes.

Por Alexandra Jakob Santos, sócia da consultoria Step Stone, formada em Comunicação Social pela ESPM, com MBA em Gestão Empresarial pela FGV. Construiu uma sólida carreira na área de marketing de grandes empresas, tendo liderado importantes projetos relacionadas à construção de marcas próprias no Brasil. Participou de grandes projetos de posicionamento e gestão de marcas orientadas ao consumidor, em players como o Grupo Pão de Açúcar, no qual atuou por 15 anos, em marketing de bandeiras e marcas próprias, além de comandar projetos de planejamento estratégico. Lecionou sobre varejo e sistemas de informação de marketing no IED – Instituto Europeo di Design e ESPM. Dona de um pensamento de vanguarda, acredita em consultoria como uma ferramenta para instigar questionamentos e reflexões para novos caminhos.

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Recentemente tive a oportunidade de assistir à palestra de Elisabeth Laville, fundadora e CEO da Utopies, a primeira consultoria de sustentabilidade na Europa. Achei muito interessante entender como o tema sustentabilidade e responsabilidade corporativa evoluiu nas empresas, deixando de ser apenas uma ‘onda’ para cumprir requisitos, atrair consumidores e ser incorporado na razão de ser de uma marca.

As 3 ‘eras’ da sustentabilidade no mundo corporativo, segundo Laville:

1. No início os esforços das empresas se resumiam à filantropia e à motivação interna.

2. Depois, passamos pela fase ‘ser menos pior’, ou seja, ser ecoeficiente como forma para obter licenças/certificações (continuarem operando), ou para economizar recursos. Focados em processos internos e em minimizar impactos negativos. Criando linhas alternativas para atender à demanda verde.

3. Fase ‘ser melhor ainda’, quando a empresa abraça a sustentabilidade em seu propósito, tem postura proativa usando a inovação, transparência e novos modelos econômicos para diferenciar a sua marca. Não apenas no discurso, mas na prática, em tudo o que produz.

Fonte imagem: Utopies
Fonte imagem: Utopies

É possível que a maioria das empresas ainda esteja na 2ª fase. O greenwashing’ ainda existe, empresas se dizem verdes, tem alguma prática sustentável ou uma produção ecoeficiente, mas não se preocupam, por exemplo, com toda a cadeia do produto e seu ciclo de vida. Quando o produto deixa a linha de produção, vai para a loja e depois está na casa do consumidor. Se o impacto climático para produzir um carro é de 12% na produção, mas 80% no uso, quando estão sendo guiados pelos clientes, as montadoras precisariam atuar muito mais do que só no chão da fábrica e em seus escritórios. Não é só os motoristas que estão poluindo, são os seus carros. O mesmo acontece com o jeans, onde 58% do impacto climático ocorre após a compra, nas lavagens, passagem e descarte. É preciso pensar além, inovar, usar novas tecnologias para repensar o produto e como será seu impacto socioambiental.

Por que queremos produtos sustentáveis, mas não o compramos?

Se você perguntar para qualquer pessoa, se prefere um produto sustentável, ela provavelmente vai dizer que sim. Mas por que as ‘linhas verdes’ ainda são um nicho, restrito à certos consumidores? São caras, são difíceis de encontrar, não parecem melhores… A desculpa do consumidor para não consumir, pode ser também uma desculpa das empresas para não produzir. As marcas precisam se encorajar e se comprometer em transformar o nicho em padrão. Marcas como Patagonia e Starbucks abraçam a sustentabilidade no propósito, seja quando pede para os consumidores não comprarem a sua jaqueta (compra consciente), seja quando se compromete a ter uma cadeia de produção justa (fair trade), pagando um preço justo ao produtor de café.

Grandes grupos de investidores estão sinalizando as empresas. Um dos maiores fundo de investimento mundial, BlackRock anunciou em 2018 que só investiria em empresas preocupadas em contribuir positivamente com a sociedade, um recado inclusive às empresas de sua carteira de investimentos.

Sem propósito. Sem consumidores.

Uma pesquisa da Harvard Business Review conclui que 89% dos altos executivos acham que um propósito forte melhora a satisfação dos funcionários e 80% crêem que aumenta a fidelidade de seus clientes. Mas só 46% afirmaram que a sua empresa já formularam tal propósito. Ou seja, as empresas sabem a importância de ter um propósito e posicionamento de marca, mas poucas atuam nesse sentido. 86% dos consumidores acreditam que as empresas deveriam ter uma papel para causas sociais, eles esperam que as marcas possam impactar positivamente para a qualidade de vida da sociedade, mas poucos enxergam que isso acontece de fato.

Há, então, uma grande oportunidade para as marcas serem percebidas, estamos em um mundo de economia funcional e colaborativa, onde se questiona o consumo desenfreado e há espaço para alinhar o propósito com a contribuição social. Se o propósito de uma marca é a razão de ser, então não é o que fazemos, é o por que fazemos.

Pelo lucro e pelo propósito

É claro que por trás do engajamento dessas empresas ainda há a busca pelo lucro, então foi criada uma comunidade com o lema: Empresas que não buscam somente ser as melhores do mundo, mas as melhores para o mundo. Um grupo de mais de 2 mil empresas em mais de 50 países fazem parte da Certificação B Corp. Empresas como Patagônia, Ben & Jerry’s e até a Natura, que recebeu a sua certificação em 2014, alinhando o discurso de marca com o compromisso no estatuto legal da empresa. Qualquer empresa pode aplicar-se o questionário de avaliação de responsabilidade social empresarial (www.bcorporation.net).

Sim, é possível

Exemplos como a REI (cooperativa varejista de bens para práticas ao ar livre) no Black Friday parecem ousados, mas alinhados à razão de ser da marca. A empresa fez uma campanha anticonsumo, fechando as lojas na data de maior venda e incentivando seus associados e clientes a praticarem atividades ao ar livre. Gerando uma corrente do bem-estar ligado ao propósito da empresa.

E a Starbucks que fechou todas as lojas por um dia para que toda a equipe fizesse treinamento contra racismo, depois de um incidente ocorrido. Um funcionário chamou a polícia pois dois homens negros não queriam deixar a loja ao não serem autorizados ao usar o banheiro do estabelecimento. A ação foi filmada e muitos consumidores ficaram revoltados, sugerindo campanhas de boicote à marca. O que poderia causar uma crise e manchar a reputação da marca, foi contornada com uma boa gestão, coragem e comprometimento com o propósito.

O Nordnet Bank que prova em seu comercial o seu maior valor: ser transparente.

A grande mensagem que fica da palestra é que sim, é possível ser uma marca inovadora e sustentável, desde que isso esteja alinha no propósito de marca. Com um planejamento e ações que reflitam esse propósito no dia a dia e nos seus produtos e serviços.

Referências

Mais sobre Elisabeth Laville: em 1993, criou a consultoria Utopies e desde então, é reconhecida como uma das especialistas européias em desenvolvimento sustentável. Recebeu o Veuve Clicquot Prize for Businesswomen of the Ano de 2008, e o Chevalier de la Légion d’Honneur. Em 2004, ela criou Graines de Changement – um laboratório de projetos inovadores que é a origem do Campus Responsables (a primeira rede de grandes escolas e universidades comprometidas com o desenvolvimento sustentável na França) e de Mes Courses. pour la Planète (um observatório para consumo responsável). Ela é autora do bestseller “Empresa Verde”.

Mais sobre a Utopies: https://www.utopies.com.br

https://www.businessinsider.com/rei-closed-on-black-friday-2016-11

https://g1.globo.com/economia/noticia/starbucks-fecha-8-mil-lojas-nos-eua-para-treinamento-contra-racismo-nesta-terca-feira.ghtml

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O marketing está em tudo. E isso não é só mais uma frase de efeito ou uma teoria do Kotler ou do Keller.

Quando os autores concluem que marketing tem a ver com troca, desde os primórdios das trocas propriamente ditas até as de hoje, por dinheiro, às vezes podemos deixar passar algumas acepções e aplicações a essa “prática”. Além de tudo isso, o marketing ainda identifica e satisfaz as necessidades dos clientes – que, por sua vez, podem não ser necessariamente clientes.

Mas sem enrolar demais e sem ficar no “é isso, mas poderia ser aquilo”, explico: até numa organização sem fins lucrativos existe marketing. E isso pode ser constatado de perto através do trabalho do Projeto Amplitude, que atende crianças autistas de baixa renda, oferecendo serviços de terapia, fonoaudiologia e apoio pedagógico.

Isso se dá porque o marketing hoje deixou de ser apenas o ato (ou a forma) de trocar e, na evolução temporal e social, tornou-se, segundo Darroch, uma função organizacional, responsável por criar, comunicar e entregar valor, além de administrar relacionamentos.

Dentro de uma ONG, de um modo geral, o grande objetivo é conseguir atender o seu público-alvo e suprir suas necessidades através de programas de doação, voluntariado ou qualquer outro tipo de ajuda de custo. Aí entram questões como a fidelização, em detrimento de uma doação ou ajuda única. É a mesma coisa no mercado: hoje, as marcas e as empresas buscam muito mais alimentar um relacionamento duradouro com seus clientes do que simplesmente vender seu produto só pelo simples fato de ganhar com isso. Parece óbvio para uma Organização Não Governamental, mas por muito tempo, nos primórdios do marketing, essa ideia não tinha muito espaço no mercado.

Até quando se fala das orientações do marketing, podemos aplicá-las às ONGs. Fazendo uma adaptação aqui e ali para ir ao encontro dos serviços oferecidos pelas organizações, pode-se dizer que estas são orientadas para o marketing – já que desenvolvem os “produtos” certos para os “clientes”, nem que os produtos sejam serviços voluntários e os clientes sejam crianças autistas.

Assim como a teoria apresenta o seu sistema de marketing, a aplicação também pode ser feita dentro das ONGs. A organização toma o papel de empresa, que quer vender; enquanto os beneficiados assumem o lado de cliente, que comunica suas necessidades para o mundo e, assim, pode receber tratamento adequado.

A evolução do marketing é tanta que, muitas vezes, parece evidente todas essas questões e comparações com Organizações Não Governamentais. Mas, como diz Marcia Auriani, “o marketing tem a missão de atender necessidades e desejos de ‘nós’, consumidores”, nem que ‘nós’ sejamos crianças com necessidades especiais, moradores de rua, cidadãos de baixa renda ou qualquer outro grupo não muito bem representado e incluído pelo mercado. As ONGs também entram disputa e também usam do marketing para chegar aonde querem.

Imagem: Peoplecreations.


Gabriela Teixeira de Lima: estudante de publicidade e propaganda no Centro Universitário Belas Artes, atua com mídias sociais na Descola.

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Hoje, de fato, as empresas que não acompanharem e se adaptarem a todas as mudanças que estão ocorrendo, principalmente as tecnológicas e digitais, estão com os dias contados. Já são vários os casos famosos de grandes negócios e marcas que não entenderam esse movimento e foram dizimados por esta transformação.

Mas, tão importante quanto uma empresa buscar inovações e soluções digitais é ela conseguir internalizar este espírito digital e fazer com que as áreas e as pessoas vivenciem e respirem esse movimento. Na verdade, estas ações estão diretamente conectadas. Quanto maior o entendimento, de todas as áreas, de que a tecnologia pode e deve gerar valor para o negócio, maior será a capacidade da empresa em inovar e desenvolver novas soluções digitais. Até porque, apesar de muitas companhias pensarem assim, o digital não está ligado apenas a geração de valor para o mercado, sendo liderado pelo marketing, mas também é uma ferramenta poderosa para otimizar processos internos e potencializar resultados em qualquer área. Ou seja, todas células e pessoas são responsáveis pelo digital.

E, para garantir este aculturamento, seguem algumas dicas que podem ajudar e fazer com que todos se engajem com esta causa:

1. Assuntos digitais, linguagem analógica

Uma grande barreira para as pessoas se engajarem com o tema são os termos técnicos e os neologismos deste mundo digital: Marketing Cloud, Big Data, Chatbot, UX, Growh Hacker, entre milhares de outros. Mas, com certeza, todos são passíveis de serem traduzidos e explicados de forma didática. Assim, garanta que a comunicação, mesmo sobre temas tecnológicos, seja simples, de fácil compreensão e inclusiva.

2. O foco da empresa ainda é o mesmo

A empresa deve entender que o digital é apenas mais uma ferramenta que ajudará a alcançar seus objetivos, e que o foco ainda dever ser o cliente. Em outras palavras, o esforço não deve estar em criar o máximo possível de ferramentas digitais, mas sim em como utilizar a tecnologia para garantir experiências diferenciadas e geração de valor para os clientes.

3. Aculturamento se constrói de cima para baixo

Não adianta o discurso ser bonito e encantador, sendo que este “chip digital” não está instalado na cabeça dos líderes. Na verdade, isso serve para qualquer processo de aculturamento e engajamento dos funcionários com alguma causa.

Desta forma, as lideranças precisam garantir que este tema seja recorrente em suas agendas e promoverem e reconhecerem as boas práticas e funcionários que se destacam.

4. Contra fatos, não há argumento, mas sim engajamento!

A melhor forma de engajar as pessoas, inclusive as mais céticas, é mostrar os benefícios obtidos. Assim, para todas as ações digitais, defina muito bem os KPIs, acompanhe constantemente e, principalmente, dê visibilidade dos resultados positivos. E, com certeza, um dos grandes benefícios do digital é a possibilidade de uma mensuração com bastante acurácia e profundidade.

Por fim, não espere alguma área ou pessoa responsável para que essa transformação aconteça. Como já disse, pensar digital é um dever de todos! Basta estar disposto e começar, mesmo que dentro do seu departamento e time, este aculturamento. Estabeleça e promova a cultura de inovação digital, sem esquecer: o foco sempre deve ser o cliente.


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Gabriel Saul Maialli

Atua como gerente de Estratégia de Marca e Digital Branding na Syngenta. É especialista em Branding pela Business School SP, ministras palestras e aulas sobre Gestão Estratégica de Marcas e é membro do Comitê de Branding da ABA.

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Em um cenário hiperconectado como o que vivemos, as notificações e aplicativos dos smartphones, bem como os sites de redes sociais, criam um mar infinito de conteúdo e um paradoxo. O paradoxo da escolha. É neste contexto que o Branded Content surge como um poderoso aliado contra o déficit de atenção.

Branded Content significa conteúdo de marca, ou seja, a criação de conteúdo que está diretamente relacionado ao universo de uma marca. Esse conteúdo precisa ter qualidade, relevância e informação para o público-alvo, além de fortalecer os valores associados ao posicionamento da marca.

Em linhas gerais, Branded Content é todo conteúdo produzido pelas marcas para conversar com o seu consumidor, fornecedor, colaborador e, assim, criar engajamento nesta mensagem. Entretanto, esse conteúdo não tem como objetivo prioritário vender diretamente um produto e/ou serviço, como é o caso da publicidade. A ideia aqui é apostar em qualidade e relevância sobre um determinado assunto visando se tornar uma referência sobre o tema e encantar o público.

Branded Content é uma forma incrível de criar uma conexão com o público-alvo do segmento em que a empresa atua e oferecer conteúdos úteis que agreguem valor, associando a marca no processo.

Não há uma plataforma de mídia específica que define o sucesso do Branded Content, mas sim o conteúdo apresentado com valor e diferenciação.

Desta forma, a dinâmica da divulgação da marca muda. Em vez de ser associada por meio de anúncios, que são frequentemente ignorados ou mal recebidos, a marca passa a ser associada com informação ou diversão, que possuem mais valor para os seus envolvidos e também para seu posicionamento estratégico.

As ferramentas que podem ser trabalhadas são textos envolventes, criativos e bem humorados em vídeos, e-books, slides, aplicativos, blogs, sites, entre outros. Não importa quais plataformas utilizará para fazer um conteúdo de marca e sim atingir o objetivo, que é engajar clientes, colaboradores e formadores de opinião e torná-la reconhecida por seus valores e não apenas por seus produtos e serviços.

O objetivo do Branded Content é criar relacionamento, criar valores e gerar diálogos de maneira sutil e divertida, onde a percepção da marca se destaque e envolva todos os públicos envolvidos.

Quando a marca oferece ao público um conteúdo que supera as suas expectativas, a chance de gerar impacto é muito grande. É por esse motivo que muitas marcas sérias e respeitáveis estão desenvolvendo Branded Content divertido, humorístico, com uma linguagem sutil e, assim, surpreendente.

Veja o case de O Boticário, cujo tema é “Auto Estima Acima de Tudo”.

Marcas de beleza geralmente chegam às mulheres no momento em que querem ter o melhor aspecto: o casamento.

O Boticário, uma das principais marcas de beleza do Brasil, decidiu adotar uma abordagem diferente e defendeu as mulheres em um momento em que elas precisam de um aumento de autoestima: quando estão se divorciando.

O resultado desta ação: mais de 3 milhões de visualizações em uma semana e vários comentários positivos em relação à marca.

Hoje as grandes marcas estão aplicando o Branded Content com sucesso, como Coca-Cola, Red Bull, Natura, Starbucks e outras. E o mais importante, os resultados são sempre positivos para quem já vem aplicando a técnica e a aceitação pelo público é muito grande.

Existem 3 fatores fundamentais que irão determinar o sucesso da ação do Branded Content:  Pesquisa, criatividade e técnica são as estratégias chaves para a produção de um bom conteúdo. Importante ressaltar que o conteúdo não pode ser somente bom, ele precisa envolver e engajar seu público.

Branded Content contribui significativamente para a construção da imagem positiva das marcas. Como?  Conteúdo relevante!

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Do you know why some brands are very successful? Do you why they are the consumer’s preferred brand, even in a market with competitors offering similar products and the same quality?

We wait months for their product launches, we share news about them, and even before a product is released, there is already a huge waiting list. I bet an apple came up to your mind, right?

Which company does not dream about it?

The secret of all these successful brands is Branding. Besides quality, there is a strong and consistent brand identity that helps customers recognize products, creates an emotional connection, making them loyal and committed to the brand. Which results in sales and free publicity.

Now you may be wondering, is branding only for big companies? How can I start it on my own business and how is it related to design?

In order to answer all of these questions and help you to start the path of the brand building process, We from We Brand-Desygner, interviewed Marcia Auriani, executive manager at InfoBranding.com, a Brazilian website dedicated to the subject.

We are happy to share with you her valuable insights and knowledge about the strategy that will drive your business to success and put it on the top along with the biggest and loved brands in the world.

1. How do you define branding?

Marcia – Branding, by itself, is the set of tools and actions aimed at the management of the company’s main intangible asset: the brand.

An organization’s brand is not exactly what the leadership wants it to be, but rather what consumers believe it to be. The brand will be on the streets, in consumer household, will be tried and tested, will be part of the daily life, and for this reason, it is so important to understand the market in which it wants to be included in.

According to the American Marketing Association’s dictionary, the brand is a name, term, sign, symbol or design, or a combination thereof, which seeks to identify the goods and services of a seller or group of sellers and differentiate them from competitors. A brand often includes an explicit logo, fonts, colour schemes, symbols, sounds that can be developed to represent implied values, ideas, and even corporate personality. Brand Management, also known as Branding; is not only about making the consumer choose a brand instead of the competitor but to make a potential consumer perceive the value of the brand as the only solution for what he seeks.

Beyond products and services, what we buy are brands. The brand has the function of identifying in the mind of the target public, its strategic positioning and through all the actions of marketing, reflect its differentiation in the market. Strategic positioning is the definition of the image that the brand wants to spend and how it wants to be perceived in the market. It is the meaning that translates the brand and what it represents in its essence and in the mind of its target audience.

In order to establish an authentic positioning, it is first of all necessary to define the mission, the reason of being of any and all enterprise, which reflects the purpose of the brand. Then the vision, which has the function of prescribing the brand in the long run, or rather clarifying what it intends to be and what it intends to accomplish. Finally, values, that is what ethical principles will guide corporate management. These three elements determine the sustainability of the brand.

The brand becomes a valuable asset, an object of desire, becoming a differential in transactions involving mergers and acquisitions around the world. People do not buy products and services solely because of their functional aspect, but also because of what they mean in their life, that is, people buy products, choose brands, buy experiences. The brand is almost a “necessity” for the human being, a need so real that it becomes physiological and this is all due to the emotion it provides to its consumers.

In conclusion, brands are the synthesis of the value experience generated by branding well to consumers and their preferences for the products and services they consume and use, generating the true importance of Brand Management.

2. What is visual branding/branding identity?

Márcia – The visual identity of a brand is the identifying symbol that distinguishes a product or company from its competitors. Through a symbol, logo, typography, and color, the brand conveys the culture, values, principles, and politics of a company. The design of a well-developed brand, with all its applications, brings significant benefits both internally (organizationally) and externally, setting the image that reflects for internal and external customers, the personality of the brand.

A strong symbol facilitates the recognition and remembrance of a brand, as it provides cohesion and structure to your identity. The success of a company in today’s market depends, fundamentally, on the recognition of its identity and the competitive differentiation offered by its products and/or services. In the current scenario where quality and technology have become basic pre-requisites, the design is the secret, it is the key to success for the consistent positioning of a brand in the market.

3. How do branding and design relate?

The social, technological and economic changes that result from globalization, together with the speed with which we receive information through the internet and other means, directly influence the challenges for brands. In this context, branding and design influence the management process acting as tools for the construction of brands with a strong and differentiated identity in their operating environment. Brand management must create a differentiation for its identity against the competitive landscape. The design is an essential tool for your strategic positioning.

In this context, design appears as a strategic tool used by brand managers not only to identify the brand with its differentiation, but also to emotionally impact consumers through their applications, be it the visual identity of their symbol, the website and the social networks, shop layout, graphics quality of packaging, or highlighting services and products with the aim of enchanting the consumer at all points of contact.

In this way, the design is an important tool to add value to products, be tangible and intangible, giving personality and brand identity. Competing today in a scenario of globalized competition is the great challenge for companies. As many national and international surveys point out, the big difference between companies today is  “something else that makes the difference” the design. However, to achieve success it is not enough to offer products with design to the market, or just to present a well-developed brand from the hiring of a suitable consultancy. The design must form part of the overall philosophy and strategy of the brand and its business, integrating into design and brand planning and management activities.

4. How important is design management to branding and business success?

Márcia – The competition is global and the brands that want to survive in this market, regardless of their small, medium or large size, will have to invest in innovative products, and the management of the design is responsible for creating and embedding a corporate culture that positively affects the image of a company, that is, its brand, its products, and services offered in the market, becoming an important tool of competitive differentiation.

Design, in the first place, is a process, a way, a method of designing, planning, and developing three-dimensional objects and visual messages. Second, the design is the result of that process, i.e. the configuration of that object or message, including all elements and instructions for its reproduction.

Design management is a strategic tool to create and deploy a business culture that conveys a positive image of the company and positions its brand in the target market by strategy. Its main mission is to coordinate a design policy with the aim of communicating the values and philosophy of the company. For this, it must establish a design policy that manifests itself through corporate design.

Corporate design coordinates the products and also their communications, environments, and services through trademarks, packaging, store interiors, signage, administrative papers, internet websites, uniforms, fleets and any element used by the company to interface with its operating environment. The benefits of implementing a design management program in a company are those of adding value, developing brands, products and personalized services that meet the needs of the target audience, taking full advantage of the potential of the company, with the objective of transmitting, through the brand, its differentials.

Design activities are more easily coordinated and produce more harmonious results when developed within a properly structured and interdisciplinary research and development hub. It is necessary to integrate designers, marketers, engineers, and technicians who contribute to the common interests and objectives of the company, each in its specialty and in a broad way. The great advantage of implementing a design management program is the result that the brand can achieve with its image in the market.

The brand thus achieves a unity in its discourse, a corporate identity that facilitates the identification of its message, allowing greater indexes of memorization that favor the behavior of the exchange and indicate the competitive differential!

A little more about Márcia Auriani

In addition to executive management at InfoBranding and acting in the corporate market as a speaker and consultant, and in the academic, as coordinator and postgraduate professor, as we talked about earlier. Marcia Auriani is also the coordinator of postgraduate courses at Belas Artes / São Paulo and Unialfa / Goiânia. Master in Production Engineering with a focus on Management of Design and Branding by the Paulista University, postgraduate in Marketing Administration and graduated in Business Administration from Fundação Álvares Penteado. She also holds international business degrees at EOI (Madrid) and Andrés Bello (Chile). She has participated in two international immersions at technology hubs such as Silicon Valley in the USA and Tel Aviv in Israel. Extensions in Digital Marketing by HSM Education, Higher Education by Laureate International Universities, Advertising and Marketing by ESPM and Design Management by LBDI. Author and organizer of the books “Digital Design and New Media”, “InfoBranding – Trademark Management Practices”, “Marketing and Commercial Management” and “Design Management”. She signs several articles published in congresses and magazines in Brazil and abroad; in addition, she brought the III International Branding Congress to São Paulo in 2016. She represented Brazil as the jury of the international competition The Best Brand Awards in 2015 and will do it again in 2018. You can learn more about www.marciaauriani.com and www.infobranding.com.br


Entrevista para a startup australiana Desygner.

Versão em português.

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