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A pesquisa Global Consumer Insight Survey 2018, que define tendências e características de consumo em 27 países, indica que 21% dos brasileiros realizam compras online semanalmente, maior índice registrado desde 2014 pela consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC). Isso reforça que o consumo por meio da internet vem crescendo ano a ano. Em paralelo, há outras tendências no consumo, como o recente crescimento das lojas físicas.

Ao todo, a PwC entrevistou 22 mil pessoas entre agosto e outubro de 2017. No Brasil, o único da América Latina entre os analisados, foram 1.001 entrevistados. 41% dos respondentes fazem uso de celulares para suas compras, sejam elas diárias, semanais ou mensais. Nos tablets, são 30% e, nos computadores, 58%. Para Alexandre Horta, diretor da PwC Brasil, o aumento na demanda por produtos pela internet demonstra a melhora na oferta por parte dos varejistas. Além disso, há um amadurecimento na oferta e um aumento no número de players no mercado, o que ajuda no aumento da confiança nas compras online.

Em uma análise das quatro principais características do consumo no Brasil em 2018, segundo a PwC, observamos que:

Compras via mobile cresceram, mas lojas físicas também registram novo crescimento

A PwC dividiu a experiência de compras em quatro canais: lojas físicas, computadores, tablets e mobile (celulares). Destas, entre 2016 e 2017 apenas mobile teve aumento na frequência de compras dos usuários, de 30% a 31%; as demais apresentavam quedas crescentes desde 2015. Porém, isso mudou nos dados de 2018: todas as divisões tiveram aumento da frequência de compras pelo consumidor, com destaque para as lojas físicas, que são um canal de consumo para 61% dos respondentes. Um grande exemplo é o investimento em lojas físicas pela Amazon e a Alibaba mediante parcerias com outras redes.

Otimismo faz crescer intenção de compras

O brasileiro está mais confiante em relação à economia do país e isso é perceptível pela sua intenção de compra. 70% dos entrevistados dizem que esperavam manter ou aumentar seus gastos em 2018, ao passo que 77% esperavam que a economia brasileira se mantivesse estável ou melhore neste período. Horta acredita que estamos saindo de um processo de recessão de pouco mais de três anos e destacou que em escala global o mundo viveu em recessão entre 2008 e 2014, ou seja, faz quatro anos que o mercado tem evoluído. No Brasil, foi preciso apenas um ano após o período crítico para que as pessoas já se tornassem mais otimistas, enquanto norte-americanos, por exemplo, ainda estavam cautelosos.

Gastos com produtos e experiências são iguais

Considerando a renda disponível para os respondentes, eles afirmam investir o mesmo montante em produtos e experiências. No Brasil, esta taxa é de 50% para cada opção, sendo que, em escala global, as pessoas destinam 55% para os bens físicos. A prioridade dos brasileiros na hora de investir em experiências está em gastar seu dinheiro em ações individuais, o famoso “tempo para mim mesmo”. 37% dizem que este é o motivo pelo qual fizeram este tipo de investimento.

Em todas as categorias de produtos, o consumo do brasileiro aumentou

Se o brasileiro consome mais online, ele o faz em todas as categorias analisadas pelos pesquisadores. Comparando os dados de 2018 com os de 2014, o número de consumidores que fizeram todas ou a maior parte de suas compras via internet subiu 16% em vestuário e calçados, livros, músicas, filmes e videogames. A internet, aliás, é a principal fonte de compras para 34% dos que consomem livros, músicas, filmes e videogames e para 27% dos que compram equipamentos eletrônicos. Nas outras categorias, a preferência pela compra online é: saúde e beleza (24%), vestuário e calçados (22%), móveis e utensílios domésticos (18%), equipamentos esportivos (18%), brinquedos (16%), eletrodomésticos (19%), joias e relógios (15%) e alimentos (13%).

Considerando a oferta variada de serviços, vemos o desempenho do franchising nacional, que possibilita ao consumidor uma ampla carteira de lojas e tipos de serviços. Há diversos formatos de lojas, seja em pontos de rua, em quiosques, ou mais alternativos como postos de gasolina. Essa diversidade tem impulsionado a retomada econômica do setor, o que possibilitou um crescimento de cerca de 7% do faturamento em 2018, grande parte por inovação no setor e a melhora no índice de confiança que cresceu 94%.

Para 2019, a expectativa é de crescimento de até 10% no faturamento. Neste movimento de crescimento e diversidade de modelos de negócios físicos e digitais, temos como exemplo o Grupo Acerte, com a Quality Lavanderia e Laundry 4 You, redes de lavanderias com diferenciais alternados. A Quality Lavanderia é especialista na limpeza de roupas especiais, enxoval de bebê, peças finas, peças delicadas, itens da casa, com planos, serviço de delivery e outros serviços que atendem as necessidade da família. Já a Laundry 4 You é um modelo para condomínios, dedicado à limpeza express de roupas do dia a dia com gerenciamento 100% online via aplicativo, substituindo  o uso de fichas por cartões individuais RFID. Seja online ou física, há ótimas experiências de consumo de serviços, acompanhando os diferentes comportamentos dos consumidores brasileiros.


Danielle Denys: gerente de marketing do Grupo Acerte, detentor das marcas Quality Lavanderia, Prima Clean Lavanderia Express, Laundry 4 You Lavanderia em Condomínios, Inova Lavanderia Industrial e Linha e Bainha Costuras.

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SKOL brinca com rotinas típicas de um grupo da família para valorizar suas três variantes: Pilsen, Hops e Puro Malte

A família SKOL cresceu e para valorizar a diversidade das suas três “filhas”, SKOL vai brincar com o que é típico a todas as famílias brasileiras: o grupo de Whatsapp. Em campanha que se inicia nesta segunda-feira (8) nas redes sociais e em TV aberta, SKOL vai reproduzir interações de grupos de família e participar de forma bem-humorada de assuntos próprios a todos eles.

Tem o tio do pavê que leva uma invertida da irmã por conta da piada pronta, a vaquinha para dar presente de aniversário que gera uma debandada do grupo, aquele áudio indesejado no meio do expediente e a zoeira depois de mais uma sequência de mensagens de “Boa noite, grupo”.

Os vídeos curtos, de 15 segundos, terminam com uma mensagem de SKOL. “Que família não tem suas pequenas diferenças?” SKOL quer mostrar que numa família cada parente tem suas características, assim como a família SKOL. As pessoas podem ser mais tradicionais, como a SKOL Pilsen, antenadas e modernas como a Hops e exibidas, do tipo que gosta de todas as atenções, como a nova Puro Malte, única Puro Malte que desce redondo no mercado.

Dentro da estratégia da campanha, SKOL também vai apresentar uma nova identidade para o site oficial, além de ativações em pontos de venda, ações com influenciadores e uma série de interações especiais nas redes sociais.

Para fazer o público se sentir parte da família SKOL, a marca preparou também um pacote para o universo do WhatsApp com memes, áudios e stickers que reforçam a campanha, traçando paralelos entre os estilos das cervejas com a dos parentes de uma típica família brasileira.

As comunicações valorizam a leveza e refrescância da cerveja Pilsen, a mais querida dos brasileiros há anos. Fala também dos ingredientes de Hops e seus lúpulos arredondantes, bem como da Puro Malte, que mal chegou e já está dando o que falar.

“Com SKOL temos que estar sempre um passo à frente, ser pioneiros. As relações familiares estão cada vez mais dinâmicas e aproveitamos nossa diversidade de cervejas para valorizar essas características. Essa é a base de ser de Skol. Fazemos isso refletindo a atualidade e, principalmente, conectados com nossos consumidores com uma linguagem que faz parte do dia a dia de todos eles”, disse Maria Fernanda Albuquerque, diretora de marketing de SKOL.

Confira os quatro primeiros filmes baseados em conversas de grupos de família que apresentam a família SKOL:

A criação é da agência F/Nazca Saatchi & Saatchi.

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Saiba mais sobre a criação e gestão da marca GPS Contabilidade por meio da metodologia TXM Branding para gerar valor e novas experiências aos consumidores.

Com as novas formas de comunicação entre clientes e marcas, as empresas que desejam se destacar perante o mercado precisam construir e pensar na organização por meio de um relacionamento sólido com os clientes e potenciais consumidores.

As novas tecnologias do mercado atual demandam uma maior conexão das marcas com os consumidores, construindo um relacionamento duradouro.

Leandro Werner (Maka),  empresário e consultor em gestão de marcas, compartilha sua experiência neste cenário em que o marketing utiliza-se de ferramentas estratégicas para fixar a marca na mente do consumidor:

“Este posicionamento refere-se ao lugar que a marca deseja ter na mente do consumidor. Para as marcas, torna-se importante este processo. Na era da superinformação deve-se tentar alcançar o público desejado primeiro”, comenta Maka.

O especialista destaca que para uma marca se posicionar perante o seu público, ela deve deixar claro qual o seu objetivo e quais suas visões de mercado. “Com este posicionamento bem definido, fica mais fácil manter a marca na mente do consumidor. O posicionamento deve articular no sentido de colocar à disposição do consumidor um objetivo claro e bem definido, diferenciando a marca dos demais concorrentes”, esclarece.

Atenta às necessidades e ao novo relacionamento com os consumidores, a empresa blumenauense GPS Contabilidade aderiu às estratégias de branding para lançar a marca já consolidada no mercado, e criar experiências, proporcionando uma visão completa da verdadeira essência da empresa.

Para auxiliar na gestão e estruturação da marca, a empresa contou com a metodologia TXM Branding, desenvolvida pela Maka.Branding em parceira com o Laboratório de Orientação da Gênese Organizacional da Universidade Federal de Santa Catarina (LOGO/UFSC).

A metodologia foi responsável por estruturar o DNA da GPS Contabilidade, identificando a contextualização dentro do mercado e seu posicionamento.

“Após essa etapa, evoluímos para o propósito – afinal, marcas sem propósito são marcas sem alma – e posicionamento, para adequar a proposta de valor ao mercado e também posicionar a empresa perante os concorrentes”, comenta Maka, fundador da empresa e responsável pelo projeto.

Maka ainda comenta que  foi possível identificar que a marca deveria ter uma diferencial. “Era preciso mostrar o “jeito” GPS de encarar os desafios”, explica. Visto isso, foi realizado um levantamento de benchmarking – processo de comparação de produtos, serviços e práticas empresariais – com análise de cenários e o mapeamento de concorrentes da empresa.

O empresário conta que também foi feito um levantamento de todas as personas da marca, para gerar experiências que fossem mais assertivas para o público alvo da empresa. “Com isso, foi possível entender e construir a atmosfera da marca e suas conexões com outras áreas, mapeando clientes, fornecedores, associações e parceiros estratégicos”, conta Maka.

Com este processo, a GPS redefiniu o portfólio de produtos e analisou todos os dados coletados. “Então, finalmente chegou a hora de criar as experiências de marca, desde o logotipo, passando pela tagline, linguagem do consumidor, site, material impresso de papelaria e promoção, e também todos os materiais digitais“.

Maka ressalta que, por meio da metodologia Lego Serious Play, a empresa participou de todo o processo, possibilitando entender quais os canais a serem utilizados e suas funções para propagar a marca. “Assim,  a GPS consegue ganhar autonomia em seus processos a partir de agora”, finaliza.

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O seu negócio está em desenvolvimento e tem pontos que precisam ser melhorados ou está planejando iniciar uma nova empreitada. Sabe exatamente quais são as dores que precisam ser resolvidas? Conhece o cenário em que está inserido? Sabe como extrair os insights mais assertivos e que irão gerar valor para os clientes?

A metodologia do design thinking tem sua origem em um modelo mental que a partir da empatia identifica problemas e busca soluções, muitas vezes não convencionais ou esperadas pelo padrão vigente na empresa.

Para solucionar problemas e também identificá-los sem viés de interpretação e amarras, é necessário ter uma visão que aborde diversas perspectivas em um contexto multidisciplinar onde há espaço para novos insights e inovação.

As pessoas são o centro desse trabalho, participantes ativas da construção de todo o processo em uma série de interações e aprendizagens, onde o erro colabora para traçar novos direcionamentos e identificar oportunidades para inovação.

Segundo Pinheiro e Alt (2012, p. 6), “o Design Thinking se sustenta em um tripé: Empatia, Colaboração e Experimentação”.

1. Empatia

A empatia é nada mais que a compreensão dos desejos e ideias da outra pessoa, tão necessária para identificar os problemas a partir da visão do cliente ou colaboradores. Nessa etapa é preciso ouvir, observar e conhecer todos os envolvidos com o negócio. Você pode organizar reuniões com a equipe, percorrer a experiência de compra ou elaborar entrevistas exploratórias com alguns clientes e fornecedores, para levantar as questões do cotidiano e também entender as dores e valores que clientes e stakeholders reconhecem no seu produto e serviço.

O conteúdo gerado e organizado a partir dessas interações, promove insights que devem ser considerados, relacionados e categorizados para se transformarem em ideias e soluções de novos produtos ou processos para melhorar seus resultados.

2. Experimentação

Avalie cada insight gerado e como ele pode ser desenvolvido dentro do contexto da empresa, agrupe-os em categorias, defina prioridades de acordo com a criticidade para testar a viabilidade e possibilidade de implementação, inicie o processo de experimentação ou prototipagem.

Na etapa de prototipagem é definida a forma como a solução será apresentada, crie um modelo ou simulação a ser testado, aqui há a tangibilização das soluções.

Importante lembrar que essa etapa traz a importância de aprender a errar cedo para aprender logo, a ajustar e evoluir as ideias antes de gastar muitos recursos. É parte do processo a construção do raciocínio para implantação e a formulação de cenários para os negócios futuros.

3. Colaboração

A colaboração entre as pessoas está presente ao longo do processo, que é coletivo e depende do envolvimento de todos criando sinergia e permitindo uma visão ampla do negócio. A organização e os gestores se beneficiam do aprendizado do design thinking ao enxergar o mundo de forma mais conectada, mais próxima do ponto de vista dos clientes.

Pode ser aplicada a negócios, empresas, serviços diversos e tudo o que pode ser transformado para melhor de forma incremental ou para a inovação a favor da estratégia do seu negócio.

Essa abordagemproporciona mais flexibilidade para inovar, passa por momentos de expansão ou convergência em suas várias etapas, não perdendo o foco e ao mesmo tempo proporcionando espaços inventivos, sempre em um trabalho de cocriação entre as pessoas envolvidas, permitindo assim soluções criativas, assertivas e aderentes ao negócio.


Sylvia Luber: Gerente de Marketing na Pier 1 Cruise Experts. MBA em Gestão de Negócios pelo IBMEC, pós graduação em Marketing pelo Mackenzie e graduação em Design Gráfico pela Belas Artes. Atua há mais de 10 anos nas áreas de Marketing e Comunicação, passando pelos setores de educação, saúde e turismo.


Referências:

PINHEIRO, T.e ALT, L. Design Thinking Brasil. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012.

VIANNA, Y.; VIANNA, M.; ADLER, I. K. Design Thinking: Inovação em Negócios. São Paulo: MJV Tecnologia LTDA , 2013.

Imagem: Freepik.

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Talvez você já tenha ouvido falar sobre do que se trata o licenciamento de marcas e personagens e como ele pode ser uma ferramenta bastante eficiente quando se está pensando em extensões de marca. Caso esta seja a primeira vez que você está ouvindo este termo, explicarei bem rapidinho o que é e você já estará pronto para continuar lendo este texto.

O licenciamento de marcas é basicamente a cessão de direitos que o detentor de uma determinada marca concede a um terceiro, geralmente mediante o pagamento de uma taxa fixa (também chamada de mínimo garantido) e uma porcentagem em royalties, que é a taxa cobrada pelo direito de uso da marca, sobre as vendas. Este terceiro pode utilizar a marca de infinitas maneiras; de produtos licenciados (o exemplo mais simples aqui, em minha opinião, seriam as maçãs da Turma da Mônica), a promoções por tempo determinado, a eventos temáticos, entre tantos outros, tudo definido em contrato.

O licenciamento em si, enquanto área de negócio, com seus players, suas associações, sua mídia especializada, sua agenda de eventos e etc é uma área relativamente jovem, pois, antes de ser institucionalizada, era vista como um negócio marginal, uma forma de trazer receita adicional utilizando uma marca e uma estrutura que já existiam previamente. Porém, já faz um bom tempo desde que licenciamento se tornou coisa séria, que movimenta bilhões de dólares ao ano no varejo.

Bom, chega de blábláblá e vamos ao que interessa! Meu objetivo com este texto é passar a você, leitor, algumas dicas para começar com o pé direito e evitar algumas dores de cabeça bastante comuns a todos aqueles que gerenciam marcas e cogitam trabalhar extensões de marca através do licenciamento:

1. Defina bem seus objetivos

As empresas e marcas podem procurar o licenciamento por uma série de objetivos bastante distintos, que podem variar desde uma forma de obter receita marginal, atingir um público que não era atingido pelo core business da empresa, obter exposição de mídia adicional através de parceiros promocionais, fidelizar clientes, entre tantos outros.

Uma vez que este objetivo estiver bastante claro para todos os envolvidos, fica muito mais fácil definir uma estratégia a seguir, recursos a alocar, definir métricas que nortearão o sucesso da iniciativa, e etc;

2. Leva mais tempo do que você imagina (na maioria das vezes)

Apesar da enxurrada de produtos licenciados que se vê nas prateleiras, de lojas de brinquedos, a varejistas de fast fashion, é importante saber que fazer licenciamento é um tanto complexo, uma vez que se está lidando com o ativo mais importante (e delicado) de uma empresa, que é sua marca. É preciso tomar uma série de precauções para salvaguardar a integridade da marca, bem como garantir os direitos do licenciado (aquele que adquire os direitos de uso da marca).
Além das questões jurídicas, não podemos esquecer todas as questões de desenvolvimento de produto, produção, distribuição, ufa… Claro que há produtos que possuem lead time menor para chegar ao varejo, porém, via de regra, é bem pouco provável que haja resultados financeiros mensuráveis antes dos primeiros 6 a 12 meses do programa. Este modelo lento vem sendo questionado e, aos poucos, transformado por alguns players importantes como a Amazon e outros, porém ainda em pequena escala.

3. Leve o planejamento a sério

Uma das vantagens do licenciamento é que, em boa parte dos casos, pode-se aproveitar uma série de recursos já existentes e apenas adaptá-los para que possam servir ao programa de licenciamento; dos manuais de marca, passando pelos canais de distribuição, estrutura comercial, até as plataformas digitais, tudo isso são ferramentas a serem consideradas ao se estruturar um programa de licenciamento.

Por conta disso, é importante uma imersão no próprio DNA da sua marca, quais são suas fortalezas, suas debilidades, uma vez que uma visão de curto prazo raramente trará bons resultados em licenciamento, correndo-se o risco de superdimensionar os resultados que podem ser atingidos em um determinado espaço de tempo. Isso tudo gera frustração que pode ser facilmente evitada se a etapa de planejamento for levada a sério.

4. Escute seu público-alvo

Se sua empresa possui um vasto portfólio de marcas, o caminho mais fácil parece fazer um laboratório de licenciamento com todas elas simultaneamente e, depois de um certo tempo, ver aquela que se saiu melhor e, a partir daí, concentrar os esforços nela. Porém, na maior parte das vezes, esta não é a melhor escolha a se fazer.

Apesar de não existir uma receita de bolo a ser seguida e que garanta o sucesso, é importante ter clareza de quais marcas estão mais “maduras” para o licenciamento. Seu consumidor é uma bússola quase que infalível para obter esta resposta, uma vez que há marcas que, apesar de sólidas e bem sucedidas, não tem elasticidade o suficiente para sair do seu habitat natural. Ou seja, criar extensões destas marcas apenas geraria estranhamento por parte do consumidor e uma diluição do seu brand equity. Pergunte a quem consome, entenda seus hábitos, estas pessoas gostariam de se relacionar com sua marca fora de sua situação habitual de consumo? Se sim, como?

5. Não existe almoço grátis

Apesar de ter dito acima que muitos recursos já existentes podem ser aproveitados para se iniciar um programa de licenciamento, isto não quer dizer que não é necessário fazer nenhum investimento para que a mágica aconteça. Muito pelo contrário, é importante ter em mente que, por mais bem sucedida que sua marca seja, ela está para entrar em um novo ambiente, irá concorrer com outros players que você sequer imagina (afinal de contas, o licenciamento permite explorar categorias de produtos, serviços e promoções bastante distantes de seu core business), além de ter de quebrar a barreira da entrada no mercado de licenciamento, que já é dominado por players grandes e bem estabelecidos. Porém, isto não quer dizer que o licenciamento seja um negócio “pay to win”, uma vez que isto praticamente eliminaria o lucro, apenas é importante ter em mente os esforços e recursos que deverão ser investidos, para construir um programa de licenciamento sólido e coerente.

6. Faça testes

A maior parte das empresas ainda tem aversão a erros, apesar de todo o conteúdo sobre inovação e a história ter provado que vale a pena testar, experimentar e, consequentemente, errar. Porém, se possível, faço isso rápido e em pequena escala. Vai evitar muitas dores de cabeça, eu garanto.

7. Posso fazer sozinho?

Eu poderia dizer que não, mas arrisco dizer que sim. Tudo depende de suas pretensões e dos recursos que sua empresa e marcas estão dispostas a alocar para o projeto. O licenciamento, apesar de ter evoluído muito com o passar dos anos, ainda tem uma carga bastante pesada de trabalho burocrático envolvido. Além disto, há a gestão do programa, que é algo que dificilmente pode ser tocado por uma pessoa sozinha ou por um equipe enxuta que divide seu tempo entre o licenciamento e outras áreas do negócio (seja marketing, novos negócios, inovação, etc).

No Brasil há uma série de agências capacitadas a gerir programas de licenciamento, algumas especializadas em determinados segmentos, outras mais generalistas, além de alguns aventureiros (há destes em todo lugar). O setor é representado no Brasil pela ABRAL (Associação Brasileira de Licenciamento) e, em escala global pelo LIMA (Licensing Industry Merchandisers’ Association). Vale uma visita aos sites destas duas associações para pesquisar e ver quem seriam seus potenciais parceiros nesta empreitada.

E, por último… Vale mesmo a pena?

Sim! Se feito com seriedade e planejamento adequado, além de um dimensionamento realista do projeto, o licenciamento é uma ferramenta extremamente eficiente para trabalhar extensões de marca que pode servir a uma série de propósitos.

Espero ter ajudado e quem sabe não nos vemos por aí?


Murilo Poloni: Gerente de marcas no setor de licenciamento de propriedades intelectuais há 5 anos, prospectando e atendendo clientes como Universal Studios, Microsoft, CJ E&M, Playmobil, entre outros. Geek desde criancinha, entende que “grandes poderes trazem grandes responsabilidades”, nas palavras de Peter Parker, o Homem Aranha. Portanto, acredita que o marketing e o branding devem, antes de mais nada, servir ao bem da sociedade e do indivíduo.

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Os vídeos verticais invadiram a nossa vida. Se liga no meu raciocínio.

Reparem nas praças de alimentação

Essa semana eu fui comer com a minha esposa no Park Shopping São Caetano, no recém-inaugurado restaurante TACO BELL *. Enquanto estávamos na mesa, eu observei que todas as TVs dessa loja estavam na posição vertical. Isso não é normal? Não! Em todos os outros casos, as TVs são aplicadas aleatoriamente na posição horizontal e vertical, esse foi o único caso em toda praça de alimentação. Será uma tendência? Será que essa rede foi a primeira do País a utilizar apenas o formato vertical?

* Para quem não conhece, a TACO BELL é uma das maiores redes de fast-food dos Estados Unidos.

Uma pesquisa recente da We Are Social, líder mundial em mídias sociais, mostrou que o acesso à internet por meio de telefones celulares tornou-se a principal modalidade de navegação. Tá, o que essa informação tem a ver com a minha TV? Isso demonstra uma revolução na maneira que estamos consumindo informação. Se ligou?

Smartphone Concierto GIF - Find & Share on GIPHY

Já faz algum tempo que estamos vivendo essa mudança: As pessoas estão produzindo seus vídeos na posição vertical e esse pequeno gesto, mudou totalmente a maneira como elas também estão consumindo as informações. As marcas já se ligaram nessa tendência.

A Netflix já está produzindo vídeos verticais na versão mobile, isso é um fatooooo. 😉

20% das visualizações da Netflix vem dos dispositivos móveis, 50% de todos os membros utilizam o seu celular para acessar o serviço a cada mês, esses números só crescem.

Nas redes sociais este formato é “antigo” , e os dados provam que essa realidade chegou pra ficar:

  • As pessoas estão com seus celulares na posição vertical cerca de 94% do tempo. (Fonte: Relatório de Visão Geral do MOVR Mobile)
  • Os anúncios verticais são vistos 9 vezes mais que vídeos de horizontais no Snapchat. (Fonte: Snapchat)
  • São milhões de selfies, vídeos e fotos filmados na vertical todos os dias.

Na internet, existem vários cursos sobre “como editar vídeos verticais” ou como “produzir vídeos nesse formato.”

Já tem até cursos online que estão sendo apresentados nesse formato, exemplo do Murilo Gun, por sinal um cara que eu curto muito! 😉

Existem também várias produções de cinema e até festivais de filmes verticais, por exemplo na imagem abaixo o “Vertical Film Festival”

Clique aqui saber mais detalhes!

Se nos aprofundarmos, com certeza encontraremos mais detalhes sobre essa nova forma de consumirmos os conteúdos, precisamos observar esses pequenos detalhes e ampliar a nossa visão.

As marcas precisam entender as mudanças que chegaram para ficar, as pessoas já mudaram seus hábitos e esse gesto já faz parte da rotina de muita gente.

“O nosso desafio é nos mantermos cada vez mais atualizados sobre os novos hábitos desse consumidor moderno “.

Harrier Landing GIF - Find & Share on GIPHY

Aterrizando para concluir a minha reflexão:

Eu acredito que a minha próxima TV ainda não será vertical rs, assistir um filme com a TV na horizontal é muito mais agradável em vários sentidos. Mas, acredito que a minha e talvez a sua próxima televisão, em breve tenham algum suporte articulado que nos permita mudar a posição de acordo com a nossa utilização/necessidade. Com certeza não será só uma TV!

É isso, vamos compartilhar cada vez mais nossas observações e reflexões desse mundão que está mudando rapidamente.

Grande abraço 😉


André Luis Corrêa: Sócio/Fundador e diretor de branding da INSANE Estratégia e Comunicação, idealizador do projeto Marcaz. (@marcaz_oficial). Publicitário, estrategista de marca, pós-graduando em comunicação empresarial pela universidade metodista. Atual vice-presidente de Comunicação da AACP (Associação das Agências de Comunicação e Publicidade do ABC). Amante e estudioso pela construção/gestão de marcas, busca democratizar o branding para pequenas e médias empresas. A sua palestra atual: “Penso, logo não existo sem uma marca” já passou por alguns estados brasileiros e o seu último workshop: “Descoberta ao branding”, continua sendo aplicado para empreendedores, profissionais de comunicação, marketing e alunos das universidades.

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Branding e Lego® Serious Play®: entenda a aplicação desta metodologia na gestão de marcas, gerando um melhor posicionamento, visão de futuro e inovação para as marcas

A metodologia Lego® Serious Play® é um método estratégico, inovador e experiencial projetado para conduzir reuniões, melhorar a comunicação, facilitar o pensamento, materializar ideias e auxiliar nos processos de análise e busca de soluções de problemas complexos. A metodologia surgiu no ano de 1996, quando a Executive Discovery – empresa independente associada ao LEGO Group na época – decidiu criar uma metodologia que elevasse a cultura criativa das empresas ao máximo nível.

O principal objetivo da metodologia é a utilização de metáforas e histórias contadas por seus participantes para que, desta maneira, todos possam participar e explorar sentidos e novos rumos até então não descobertos. A metodologia evoluiu bastante e acabou tornando-se uma das melhores estratégias para a tomada de decisão e criação de novos mindsets nas organizações.

Ao unirmos a metodologia do Lego® Serious Play® com o branding, temos um resultado extraordinário. Desta forma, conseguimos visualizar melhor a visão de marca que os stakeholders possuem e esperam de uma organização. Pode-se destacar que a metodologia é capaz de unificar e categorizar visões até então não reveladas pelos seus participantes.

É importante também que as marcas tenham uma visão de futuro, do que querem ser amanhã e, principalmente, de como querem ser vistas por seus consumidores. Com a metodologia Lego é possível definir estes canais, já que é possível ter uma visão 3D de todo o processo.

Outro fator que valoriza a implementação da metodologia é a capacidade de gerir novos mindsets e mudar comportamentos dentro da organização. Desta maneira o processo de pulverização das marcas fica muito mais visível, todas as estratégias conseguem ser tangilibizadas e exploradas ao máximo.

Com a utilização de metáforas e a criação de cenários para as organizações é possível ter uma visão maior de todas as possibilidades de estratégias que possamos desenvolvemos nos planejamentos da gestão de marcas. Além disso os participantes do processo de branding também possuem a possibilidade de incluir e distribuir as funções em tempo real, no momento de aplicação da metodologia.

Atualmente, muitas empresas utilizam entre os colaboradores em processo de desenvolvimento de marcas, como também em projetos em conjunto com clientes, seja no desenvolvimento de marcas, visão de futuro ou implementação de novos pensamentos de inovação e criatividade na organização, criando projetos co-criativos entre os envolvidos. Neste sentido, a metodologia aliada a outras pode potencializar ainda mais o resultado, como acontece, por exemplo, com a metodologia do TXM Branding, desenvolvida em parceria com o Laboratório de Orientação da Gênese Organizacional da Universidade Federal de Santa Catarina (LOGO/UFSC).

Neste método, todos os participantes participam ativamente durante o processo, diferentemente de outros modelos, onde apenas alguns fazem o uso da palavra e os demais apenas concordam.

Por último, é importante ressaltar que a metodologia consiste em várias etapas que podem ser moldadas de acordo com a necessidade de cada empresa, seja interna ou externa. São inúmeras as possibilidades de utilização deste processo em uma organização ou em sala de aula.


Maka Werner: empresário e consultor de gestão de marcas e gerenciamento de projetos de marketing e design, e facilitador na metodologia Lego® Serious Play® no Brasil.

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Confira algumas ações importantes para que o varejo tenha efetividade no período natalino!

Ainda que a Black Friday venha ganhando bastante espaço nos últimos anos, o Natal continua sendo uma das melhores épocas para os negócios do varejo. E motivos é que não faltam para melhorar os índices de vendas: 13º salário, espírito natalino, tradição de presentear em família, amigos e colegas. Tudo contribui para o aumento do consumo. E são os dias que antecedem a data os mais agitados e movimentados do comércio. Muitos clientes, por diversas razões, preferem a reta final para comprar os presentes, e se não houver preparo, várias vendas podem ser colocadas em risco.

Para Ádila Ribeiro Berretella, diretora da TOP PEOPLE (empresa especializada em trade marketing e recrutamento e seleção), a tradição dessa data e a grande relevância que tem para a maioria dos brasileiros levam ao crescimento do comércio no período. Mas, para ter um bom desempenho, é fundamental adotar boas práticas: “Apesar de estarmos vivendo uma época de instabilidade econômica, os períodos comemorativos ainda são boas oportunidades para que varejistas melhorem suas vendas”.

Pensando nisso, Ádila selecionou 5 dicas que podem contribuir com o sucesso nas vendas:

1. Público

Em primeiro lugar é preciso saber exatamente quem são os potenciais consumidores, seus desejos e necessidades, onde se encontram, qual seu poder aquisitivo e em quais mídias procuram informações. É importante incluir esses dados no plano de vendas, pois, ainda que o estabelecimento tenha uma boa estratégia, se a marca estiver conversando com o público errado, dificilmente cumprirá as metas;

2. Decoração

Além de embelezar a loja, a decoração de Natal precisa gerar um clima marcante, que transpareça os bons sentimentos que essa época promove, como alegria, receptividade e bem-estar. Aposte também em enfeites criativos, afinal estimulam a curiosidade das pessoas e podem atraí-las para dentro do estabelecimento;

3. Atendimento

É fundamental capacitar atendentes e funcionários para oferecerem atendimento personalizado. Compreender os desejos do consumidor e se empenhar para atender às solicitações são os melhores caminhos para efetivar uma venda;

4. Estoque

Ter um estoque estruturado é crucial para quem quer vender mais no Natal. Então, para não deixar clientes insatisfeitos nem perder as possibilidades de negócio, é preciso priorizar os itens que têm mais saída e garantir mais unidades. É importante também ter um canal de comunicação direto com fornecedores e parceiros para que possam cumprir as demandas nos prazos adequados;

5. Horário

Oferecer horário alternativo para o público na época de Natal é uma estratégia a se considerar. Pesquise quais são os horários mais convenientes para o consumidor. Um bom dia para abrir a loja é no domingo anterior.

“Evite contratempos. Para tanto, é importante revisar o funcionamento de equipamentos eletrônicos, máquinas de cartões, sistemas de gestão, leitores de códigos de barras, entre outros. Não se esqueça, também, de melhorar o layout da loja para favorecer a abordagem dos vendedores e o direcionamento para o caixa”, finaliza Ádila.

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Com a transformação digital acontecendo em ritmo acelerado, indústrias e varejos partiram para uma terceira era. Na primeira, entre as décadas de 60 a 80, as marcas de produtos agregavam valor às grandes redes de varejo. Já na segunda era, dos anos 80 aos 2000, as redes passaram a ditar comportamentos de consumo com seus distintos formatos e, inclusive, estabeleciam as regras do jogo comercial. Nesta terceira era, definitivamente, o consumidor é quem dita as regras. Através da internet e das redes sociais, ele sabe praticamente tudo sobre as marcas, produtos e canais. Virou o consumidor-majestade, e quem lhe passou o cetro e a coroa foi a tecnologia.

Os empreendedores e executivos de suas empresas já sabem que as decisões estratégicas devem ser tomadas levando em conta a famosa “experiência do consumidor”.Mas como sair do discurso retórico sobre colocar o consumidor no centro das decisões da empresa? Como implementar de fato estratégias, táticas e processos para isso, levando em conta que as empresas buscam mais resultados a curto prazo? Investimentos em “experiência do consumidor” nem sempre são baratos ou geram resultados quantitativos e rápidos.

As operadoras de telefonia, uma das campeãs em índices de insatisfação do consumidor, são os maiores exemplos disso. Podem investir milhões em propaganda,oferecer amplas ofertas em pacotes de dados e WhatsApp grátis, mas, se tiverem um sinal ruim, ou um atendimento no call center ineficiente, todo esforço para focar no consumidor vai por água abaixo. No Brasil, segundo o Consumer Lab, braço de pesquisa da Ericsson, 55% dos usuários baseiam sua percepção sobre as operadoras na sua experiência direta com ela. É justamente por isso que a insatisfação do consumidor com estas empresas é tão elevada.

Alguns especialistas em TI e Marketing aconselham os executivos a coletar mais e mais informações sobre seus consumidores. Big Data, Small Data, CRM e outras tantas técnicas para rastrear os hábitos são importantes, mas, na visão da Step Stone, transformar tudo isso em ações é o maior desafio do momento neste assunto. É preciso colher informação útil sim, mas o fundamental é transformá-las em conhecimento e evoluções sustentáveis financeiramente para que todo o esforço faça sentido.

A rede varejista CSD – Companhia Sulamericana de Distribuição, com forte atuação no interior do Paraná e São Paulo, é um excelente exemplo de como levar este tema a sério. A empresa tem investido muito para entender as mudanças de seu consumidor através de pesquisas e do seu novo programa de relacionamento. Além disso, com base nos aprendizados, a CSD tem revisado o layout de suas lojas, alterado seu mix de produtos, repensado sua estratégia de comunicação, apenas para citar algumas das iniciativas. De acordo com Thiago Donald, Diretor de Marketing da rede, “a visão do consumidor é cada vez mais presente em nossas reuniões e tomada de decisões, fazendo parte do dia a dia da empresa”.

Exemplos como esse nos fazem acreditar que é possível sim sair da teoria e colocar o consumidor no centro em prática. E o fator-chave para isso é a diretriz clara e firme da alta direção das empresas.

Por Alexandra Jakob Santos, sócia da consultoria Step Stone, formada em Comunicação Social pela ESPM, com MBA em Gestão Empresarial pela FGV. Construiu uma sólida carreira na área de marketing de grandes empresas, tendo liderado importantes projetos relacionadas à construção de marcas próprias no Brasil. Participou de grandes projetos de posicionamento e gestão de marcas orientadas ao consumidor, em players como o Grupo Pão de Açúcar, no qual atuou por 15 anos, em marketing de bandeiras e marcas próprias, além de comandar projetos de planejamento estratégico. Lecionou sobre varejo e sistemas de informação de marketing no IED – Instituto Europeo di Design e ESPM. Dona de um pensamento de vanguarda, acredita em consultoria como uma ferramenta para instigar questionamentos e reflexões para novos caminhos.

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Toda empresa representa uma ou mais marcas, ou seja, um conjunto de valores que são observados por clientes e parceiros em potencial. Elementos como nome do negócio, identidade visual e a reputação da empresa fazem parte desse processo. E todo o esforço envolvido para tornar determinada marca mais conhecida e respeitada é parte do trabalho de Branding.

O Branding acontece a partir de estratégias que, quando bem construídas, atraem e fidelizam consumidores para a empresa. O termo pode ser definido como o conjunto das ações diretamente relacionadas à gestão de marcas. Logo, a gestão pode ser entendida como a criação e a manutenção de todos os pontos de contato que a empresa terá com seus consumidores. Neste sentido, é importante que o seu propósito e posicionamento estejam coerentes.

O marketing atual vem revelando novos princípios de marca e conectando-as a seus respectivos clientes. As necessidades do público alvo são o foco desta nova estruturação. Uma marca bem construída pode alcançar um diferencial competitivo muito grande em relação ao seu público, pois na sociedade do hiperconsumismo, os consumidores não querem mais apenas adquirir determinado produto, mas, sim, entrar no universo de uma marca ou organização.

Na construção de uma marca vários fatores devem ser levados em consideração para que este processo esteja de acordo com o DNA da empresa. É preciso entender que uma marca não está restrita apenas a uma assinatura visual ou logotipo, mas, sim, a todos os pontos de contato e impressões que uma empresa deixa na mente do consumidor. Todo o processo construtivo da identidade visual precisa ser planejado de acordo com o seu DNA.

O conceito de DNA serve para aproximar as empresas dos seres humanos. Assim como nós, as organizações também precisam ter personalidade e se relacionar, tanto com seus consumidores como com seus canais de distribuição.  Esta fixação na mente do consumidor pode ser feita por meio do posicionamento da empresa, transformando o DNA em experiências de marca.
Para que esta construção ocorra existem várias metodologias, entre elas a metodologia do TXM Branding, Think, Experience e Manage, desenvolvida em parceria com o LOGO/UFSC (Laboratório de Orientação da Gênese Organizacional da Universidade Federal de Santa Catarina).

Na etapa “Think” toda a essência e o DNA são pensados em conjunto com os stakeholders. Este é o ponto principal para a elaboração de todas as demais experiências que serão criadas. Neste período também são definidos os conceitos de posicionamento, propósito, definição do portfólio de produtos, as personas que serão interpretadas e todas as conexões da organização.

Criar experiências que reflitam o real DNA da organização, desenvolvendo atmosferas e aproximando consumidores da cultura organizacional, são parte fundamental da segunda etapa do processo, denominada de “Experience”.

O último passo é adequar as experiências e entender quais os melhores canais para gerenciar a interação com os consumidores. A etapa nomeada de “Manage” tem o objetivo de pensar estrategicamente para compreender e planejar a adequação e coordenação dos canais on-line e off-line, compreendendo o status de influência e penetração da marca no segmento, além de colocar a sua disposição toda a expertise no meio digital.

A construção do Branding não é fácil, mas, se realizado de forma eficaz, o processo proporciona inúmeros benefícios para a organização. O Branding deve acontecer de dentro para fora, sustentado pela essência da empresa, transmitindo ao público a verdadeira natureza daquela marca. Assim consegue criar marcas fortes e únicas, criando um diferencial competitivo no mercado e fidelizando consumidores.

Lenadro Werner – o Maka – é fundador e Diretor de Criação do Maka.Branding, consultor de branding e marketing, possui 10 anos de experiência no mercado, sempre atuando como facilitador em processos de gestão de marca. Graduado em Publicidade e Propaganda pela Universidade Regional de Blumenau (FURB), especialista em Gestão do Design e mestre em Design pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

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