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A sustentabilidade, é a habilidade de sustentar uma ou mais condições exibida por algo ou alguém, é a característica de um processo. Essa termologia é usada para definir o uso dos recursos naturais de maneira continua, visando a renovação do recurso utilizado. É o consumo consciente dos bens oferecidos pela natureza, para suprir as necessidades do ser humano sem agredir o ecossistema e sem afetar a atual e as gerações futuras.

Esse conceito começou a ser desenvolvido na convenção da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre o Meio Ambiente Humano realizado em Estocolmo no ano de 1972. Porém o ideal de desenvolvimento sustentável só foi consolidado no evento ECO-92.

Baseado nessa visão criaram conceitos correlatos, dentre eles a sustentabilidade como parte da estratégia das organizações, que tem como missão gerar vantagem competitiva para um empreendimento com o propósito socioambiental.

Essa cultura organizacional atende a três requisitos básicos: ser ecologicamente correto, economicamente viável e socialmente justo.

sustentabilidade

Mas e as marcas sustentáveis, como agem, como são percebidas e porque adotaram essa filosofia?

Essas marcas transformaram as ações socioambientais em diferencial competitivo e são reconhecidas pelo público por esse compromisso, seus valores sólidos, suas atitudes, filosofia e princípios em prol do meio ambiente e comunidade onde atuam.

A filosofia da sustentabilidade entrou em pauta a partir do final da década de 90 e atualmente está virando realidade.

A população têm se preocupado com o consumo consciente, com a preservação do meio ambiente, condições dignas de trabalho, questões sociais e comunitárias.

Um marco que atraiu atenções para o tema foi o filme Uma Verdade Inconveniente de Albert Arnold Gore Jr., mais conhecido como Al Gore, antigo vice-presidente e candidato na eleição presidencial dos Estados Unidos da América no ano de 2000. O documentário trata de uma séria advertência para a humanidade sobre nossas responsabilidades com as mudanças climáticas e prega equilíbrio ambiental da economia.

Empresas que continuam desmatando, poluindo ou que sua mão de obra sofra abusos, estão sendo duramente criticadas e até boicotadas. “As empresas ruins estão fadadas ao fracasso por conta da transparência que a internet proporciona”, Philip Kotler em sua palestra na HSM ExpoManagement 2010.

As organizações estão se reinventando, criando formas alternativas para sua produção, pesquisas que envolvam desde o plantio e usos de pesticidas, até o reuso, reciclagem e compostagem. Produtos e serviços que consomem menos energia, água e emitam menos poluentes no solo ou atmosfera.

“Esse mercado vai apenas aumentar com o tempo, refletindo mais avanços em design e tecnologia e uma variedade cada vez maior de produtos verdes de alta tecnologia com nomes de marcas de confiança que podem ser prontamente obtidos em lojas e mercados.” Jacquelyn A. Ottman, As novas regras do marketing verde.

A qualidade de vida dos seus funcionários e da sociedade que engloba a empresa também está em pauta, o bem-estar e motivação dos colaboradores têm sido propostos pelas empresas. Instituições viram que o tripé da sustentabilidade, economia, sociedade e meio ambiente deve ser aplicado no cenário empresarial e que seguir esse caminho é lucrativo e valoriza a marca.

Os Produtos com uma cadeia sustentável funcionam tão bem ou até melhor que os demais. As marcas têm se valorizado muito com essa visão de lealdade e respeito dos consumidores. Além disso, essas marcas que já trabalham a sustentabilidade com transparência, estão sendo admiradas, ganhando notoriedade e credibilidade perante seu público-alvo.

E como ser uma marca sustentável?

Reavalie os processos da sua empresa, reveja o consumo de energia e a emissão de gases poluentes, incentive a reciclagem, faça a gestão do lixo, reaproveite ao máximo os materiais que são utilizados pela instituição, busque alternativas que agridem menos ou não agridem o meio ambiente.

Pense na comunidade onde atua e ajude-a, busque funcionários que residam próximo da empresa, oferecer qualidade de vida no ambiente de trabalho também é ser sustentável, seja parceiro de ONGs que tenham o propósito parecido com o da sua empresa e incentive o trabalho voluntário entre os funcionários.

Procure comunicar e atrair apoio para ações que visam o bem-estar da sociedade e do meio ambiente, lembre-se que uma marca sustentável é uma marca com um diferencial competitivo importante e valioso no mercado.

Observação: hoje, 5 de junho é o Dia Mundial do Meio Ambiente e a cidade de São Paulo está comemorando com a Virada Sustentável, saiba mais em www.viradasustentavel.com e divirta-se.

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Artigo_ColaboradorSempre defendi que Relações Públicas (RP) é essencial para o processo de branding. E, quando falo isso, é considerando a profissão com funções que vão além de eventos ou assessoria de imprensa, como é reconhecida por grande parte das pessoas. Em termos gerais, Relações Públicas trabalha com relacionamento, defende a transparência e é embasada em conteúdo. O que significa isso? Bem, o papel de um “RP” é levar a mensagem (conteúdo) ao seu público-alvo (relacionamento) de uma maneira ética (transparência). É importante ter consciência de que, para que essas 3 fases possam ser colocadas em prática, é preciso entender o momento em que a organização está vivendo, conhecer o perfil do potencial consumidor e gerar o conteúdo de maneira clara e eficiente.

Quando falo em transmitir a mensagem, não quero dizer necessariamente que isso é feito por meio de coletivas de imprensa ou de redes sociais – apesar de serem dois recursos importantes, existem diversas outras formas de comunicar-se com o público-alvo, que devem ser integradas a eles.  E é aí que entra a associação com o branding.

Fazendo um breve resumo de como o processo de branding funciona, para construirmos – ou reposicionarmos – uma marca é necessário entendermos o mercado, identificarmos os concorrentes, conhecermos os perfis dos públicos e detectarmos uma oportunidade. Feito isso, passamos para a fase de dar forma à marca definindo o posicionamento, a essência, o propósito, os objetivos, as promessas, os valores, o tom de voz e, claro, nome e identidade visual. Com tudo criado, é hora de comunicar o mercado sobre a existência da marca.

Mas, para que essa comunicação seja eficiente, é preciso que ela transmita todas as características definidas anteriormente. Nessa fase, a marca, de uma maneira simplista, pode optar por uma divulgação contendo apenas seu slogan ou um e-mail marketing anunciando a chegada dela ao mercado. Mas, vamos pensar de uma maneira mais abrangente: a quantidade de marcas existentes, nos mais variados segmentos é imensurável. Anúncios e propagandas bombardeiam nosso dia a dia. O nível de absorção que temos com as informações a que somos expostos é muito baixo. Ou seja, as marcas precisam nos apresentar um diferencial para que chame a atenção e percebamos a existência dela minutos, horas, dias e meses depois de termos sido impactados com a mensagem transmitida. Caso contrário, passará despercebida: aquele slogan não surtirá efeito, o e-mail marketing será excluído e os anúncios nos jornais e revistas serão ignorados.

Então, como fazer a diferença? Claro que não há uma estratégia pronta – até porque, se houvesse, não poderia ser considerado um diferencial. Mas se todos os primeiros passos definidos no processo de branding forem colocados em prática, há grandes chances da marca atrair a atenção do público certo. Não adianta, apenas, adotar bonitos discursos de princípios organizacionais, ter um posicionamento que impressione, definir uma essência inovadora se, na hora de colocar em prática, de agir, de comunicar, isso for deixado de lado. Branding é conteúdo. Assim como as Relações Públicas. E é nesse momento que os dois se convergem.

A marca deve ter muita clareza de seu posicionamento para que possa se comportar de maneira coerente em todos os seus pontos de contato, sejam eles físicos ou virtuais. O cliente, ao entrar em contato com a marca, seja pela internet, por telefone ou presencialmente, precisa ser tratado da mesma forma, identificar as mesmas características e perceber que as promessas estão sendo cumpridas. Isso pode ser percebido no atendimento, na qualidade oferecida, nos preços estipulados, na localização e no ambiente dos seus pontos de contato, na padronização da sua identidade visual e nos mais variados benefícios que ela pode oferecer ao seu público. Todos esses aspectos – e muitos outros – são formas da marca colocar em prática o que ela é. E, enquanto ela pratica, ela comunica.

Dessa forma, entende-se que, num processo bem sucedido de branding, cria-se mais do que uma imagem: cria-se uma identidade para a marca. E é com esse mesmo princípio que as Relações Públicas atuam – a comunicação é feita por meio de aspectos reais da marca. Ao elaborar uma estratégia de “RP”, o objetivo pode, sim, ser em prol da imagem e, principalmente, da reputação da marca no mercado, mas, para que esse objetivo seja atingido, o ponto de partida é considerar o que a marca realmente é e faz. As Relações Públicas, assim como o branding, priorizam o conteúdo e as ações para que, a partir disso, seja formada uma imagem sólida, consistente e real da marca.

[divider scroll_text=] Tânia d’Ávila tania

Graduada em Relações Públicas pela FAAP e pós-graduada em Marketing pelo Mackenzie, cursou Docência com foco em Metodologia de Ensino Superior e Pesquisa pela FGV. É apaixonada pelo mundo das marcas e defende a forte relação existente entre Branding e RP. Interessada em disseminar conhecimento, em um futuro próximo quer ser chamada de professora.

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imagem_artigoJamesBond_carlos_3105O uso do cinema para ações de merchandising não é novidade. Você deve lembrar-se dos óculos Ray Ban modelo Aviador usado por Tom Cruise em Top Gun (1986) ou da bolsa Motard Firebird da Louis Vuitton usada no filme Sex and The City (2008). Um dos exemplos mais explícitos do uso desta estratégica é da Wilson no filme Náufrago (2001), estrelado por Tom Hanks.

Mas, uma série faz com que o conceito de branding e merchandising adquiram características especiais.

Imagine a cena. Um homem bem vestido desce de um Aston Martin, consulta seu Omega de pulso e, depois que entra no bar, pede ao garçom uma Heineken. Em seguida uma linda mulher vem em sua direção com um olhar misterioso e num segundo ele responde: – My name is Bond, James Bond.

Mas, o que leva tantas marcas a associarem sua imagem ao agente britânico?  Depois de 50 anos e 23 filmes, a marca 007 tornou-se mundialmente conhecida e criou um universo com belas mulheres, aventuras emocionantes, carros potentes, bebidas premium e, principalmente, uma legião de seguidores fiéis, ávidos para fazer parte deste mundo e consumir seus produtos. Por isso muitas empresas buscam vincular seus nomes com a franquia.

Um exemplo bem sucedido de uma ação de merchandising na franquia foi realizada pela BMW. Em 1995, a BMW investiu em torno de 3 milhões de dólares para colocar o modelo Z3 no filme 007 contra Golden Eye. Só o fato de o agente trocar o tradicional Aston Martin pelo Z3 já causou um imenso buzz na mídia. Resultado: um mês após a estreia do filme, foram mais de 9 mil encomendas do veículo e a montadora alemã faturou mais de 240 milhões de dólares apenas com vendas antecipadas.

No último filme da franquia, 007 – Operação Skyfall (2012), a Heineken divide o espaço do bar do nosso agente com o tradicional Dry Martini – drink que James Bond deixou famoso no mundo inteiro – o que causou certa revolta aos mais aficionados.

Apesar disso, a Heineken acertou na estratégia, uma vez que ambas as marcas possuem a internacionalidade como tema comum. Segundo Daniela Cachich, diretora de marketing de marcas premium da Heineken, “a Heineken busca  se conectar com seus consumidores por iniciativas em que eles sintam que podem se apropriar da personalidade da marca para elevar sua própria personalidade. O patrocínio aos filmes reforça este posicionamento.”

A franquia 007 é um mito por si só e qualquer produto relacionado a ela já chega carregado de história, tradição, elegância, aventura e romance. Além disso, seu público é sofisticado e quer consumir o que há de melhor e desde que surgiu, a franquia 007 tem um posicionamento bem definido.

Como o marketing nos filmes da franquia é uma estratégia comum desde o primeiro longa, age como um influenciador para fãs e espectadores em geral e algumas marcas colaboram com o roteiro, ajudando James Bond a se salvar de diversas situações de risco. Em 007 – O Amanhã Nunca Morre (1997), Bond usa um celular Sony Ericsson como controle remoto para escapar dos vilões em seu BMW 750i.

Afinal, a principal razão do interesse de diversas empresas de diferentes mercados em 007 se dá ao fato do personagem ser atemporal, alcançando mundialmente não apenas um só público-alvo. Telespectadores, fãs ou não, que acompanharam o início da série em 1962 continuam até hoje indo ao cinema para ver os novos filmes. E seus netos também.

Atualmente as marcas que patrocinam a franquia são: Coca-Cola Zero, Land Rover, Bollinger (champanhe), Smirnoff, Sony Eletronics, Swarovski, Aston Martin, Heineken, Omega, Tom Ford, entre outras.

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Gabriel Meneses_Artigo 4O branding é uma abordagem estratégica através da qual uma empresa, uma ONG, uma pessoa ou até mesmo uma ideia é dotada de uma marca para se colocar no mercado, buscando diferenciação, reconhecimento, valorização e vantagens competitivas pela constante manutenção de seu propósito, identidade e posicionamento, alinhados a comunicação.

Por seu objetivo de trabalho ser variado, o branding é também um processo multidisciplinar e sem “receita pronta”, dependendo e se adaptando a aquilo que precisa ter a marca gerenciada.

Sem “receita pronta” no sentido em que cada caso é um caso, inserido em um contexto diferente, com peculiaridades, demandas específicas, diferentes orçamentos, diferentes públicos, diferentes regulamentações enfim, cada situação é diferente do outra.

E multidisciplinar segundo duas perspectivas diferentes. Aquela na qual o gestor de marcas pode ter sua origem em diferentes áreas do conhecimento e precisa lidar com diferentes profissionais ao longo do processo de branding, como designers, profissionais de marketing, administradores, publicitários, profissionais de RH entre outros. E também aquela segundo a qual o gestor de marca precisa conhecer diversos assuntos e se manter constantemente atualizado, podendo assim, mergulhar no universo do seu cliente ou da marca que gerencia.

Nesse sentido fica claro que o perfil de gestor de marca, embora não seja algo engessado, apresenta algumas características específicas como, por exemplo, a capacidade de comunicação, o bom relacionamento interpessoal, a proatividade entre outras; no entanto, duas dessas características destacam-se como primordiais para a atuação do gestor nos dias de hoje: a busca constante por conhecimento e a troca de informações com colegas, parceiros e clientes. Ambas passíveis de serem desenvolvidas ao longo da vida profissional e que constroem aquele patrimônio intelectual e prático que garante ao gestor um bom diferencial e aumentam sua capacidade de interpretar a demanda, identificar problemas e oferecer soluções inovadoras.

Mas como nutri-las?

Para manter-se constantemente em contato com as novas teorias e práticas bem como estar presente na troca de informações entre profissionais da área, o gestor de marca deve se organizar. Desenvolver hábitos que passem a fazer parte de sua rotina profissional. Habituar-se a ler livros, periódicos, artigos publicados em jornais, revistas e portais especializados, como o InfoBranding por exemplo, bem como expressar-se e interagir com seus colegas através de redes sociais como o Twitter, Facebook e Blogs, através dos quais as informações são espalhadas atualmente.

As redes sociais e portais são facilmente incorporados no dia a dia do gestor, pois estão acessíveis bem ali, no computador pessoal ou devices móveis. Para tirar o melhor proveito basta que o gestor se organize em relação a horários nos quais acessará as informações e em relação a maneira como ele as filtrará. É importante ressaltar também que o gestor deve certificar-se da origem das informações que acessa, só assim ele terá certeza de sua relevância. Mais uma vez utilizo o InfoBranding como exemplo, você sabia que nossa equipe é formada por especialistas em branding e nossos colaboradores são escolhidos com base em sua formação, experiência profissional e atuação no mercado? Isso garante a procedência do que é discutido em nosso portal e redes sociais.

No entanto vale ressaltar que uma fonte importante de conhecimento que não deve ser esquecida pelos gestores de marca são os livros, isso mesmo, os bons e velhos livros. Neles grandes pensadores, teóricos e profissionais que são referência de mercado publicam seus novos pontos de vista e teorias e, é a partir deles, que o conteúdo discutido nas redes sociais e artigos online são extraídos.

Criar o hábito de ler livros relacionados à área é algo que mantém o gestor de marcas próximo ao conhecimento formal e traz embasamento teórico tanto para a sua atuação profissional junto a seus clientes e equipe quanto para discussões com seus colegas, em eventos, conversas e redes sociais.

Livros de administração, marketing, branding, publicidade, comunicação, liderança e até mesmo livros que não são relacionados diretamente com a área são interessantes para que o gestor de marcas construa seu repertório e senso crítico.

Nossa equipe, desde os tempos das aulas na Pós-graduação em Branding na BSP, se utiliza dos livros como base teórica e o repertório que construímos com essa prática se reflete em nossa atuação profissional e na iniciativa do InfoBranding.

Por isso procuraremos apresentar aqui algumas reflexões sobre obras lidas, sempre as relacionando com a nossa área de atuação. Dessa forma buscamos construir uma base de referência que pode ajudar a todos. Sendo assim você, caro leitor, também está convidado para compartilhar com a gente suas impressões sobre algum livro que tenha gostado ou que represente uma grande fonte de conhecimento para você. Basta entrar em contato com a gente através do e-mail: contato@infobranding.com.br.

Gabriel meneses_Artigo 4_Dica de LeituraDica para leitura:

Cada um tem sua forma e seu ritmo para organizar suas leituras. Mas vou dividir com vocês uma prática que sempre me ajudou muito a ter as informações que julgo interessante sempre a mão.

Particularmente gosto de comprar meus livros, pois o aprecio como objeto e gosto de utilizá-lo como substrato de minhas reflexões. Conforme vou lendo um livro, não importa qual seja o assunto, costumo grifar as partes importantes, puxar setas para fazer comentários e em alguns casos até mesmo colocar post-its para me lembrar a página ou algo que possa ser relacionado ao assunto. Me dou bem com esse método.

Isso porque para mim a leitura não é algo que acaba naquele momento, pois a quantidade de informação a ser armazenada é muito grande. Trata-se de algo que pode ser consultado futuramente com base em insights, para projetos profissionais, apresentações e artigos. Por isso ter tudo marcado e organizado agiliza o processo.

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O constante crescimento não só das grandes, mas também das médias, pequenas e microempresas resulta numa crescente competitividade e faz com que produtos e serviços tendam a se tornar semelhantes entre si. Em meio a players de mercado comoditizados, o design era considerado atributo de competitividade e fator de diferenciação para o consumidor. Hoje, porém, o design deve ser pensado não apenas como projetos isolados, mas como uma estratégia do branding dentro de um propósito maior.

Diego Rodriguez, sócio da empresa norte-americana de design IDEO e professor da Escola de Design da Universidade de Stanford, acrescenta que um bom design não implica necessariamente em bons resultados nos negócios, mas estes podem ser alcançados com mais frequência por meio de um processo de design bem estruturado, já que o processo em si é um fator mais holístico e abrangente do que simplesmente a noção de um bom design.

Muitas vezes o termo design pode ser entendido e limitado apenas a aspectos estéticos, e a profissão de designer relacionada mais ao aspecto operacional e menos ao estratégico, dificultando a incorporação de uma cultura ou pensamento de design nas organizações.

Diego alerta para que o design não seja tratado como um substantivo, mas como um verbo, um processo, pois infelizmente o design tem sido associado apenas ao estilo e a um julgamento semiótico e estético dependente de paradigmas que estão em constante movimento.

Neste contexto dinâmico e complexo, o design deve ser compreensível e aproximar designers e não designers na resolução de desafios, preocupando-se não só com a inovação de estilo, mas também com os processos que deverão atender às necessidades das pessoas.

O design como processo possui uma abordagem mais ampla. Em 1981, Barroso Neto (apud Niemeyer, 2007) já apresentava o design como “uma atividade contemporânea que nasceu da necessidade de estabelecer uma relação entre diferentes saberes e diferentes especializações. Design é o equacionamento simultâneo de fatores sociais, antropológicos, ecológicos, ergonômicos, tecnológicos e econômicos, na concepção de elementos e sistemas materiais necessários à vida, ao bem-estar e à cultura do homem”.

A impressão é que ao longo do tempo o design foi sendo limitado até que notou-se a necessidade de retomar ao que realmente ele significa e ainda inseri-lo em um contexto mais amplo e complexo de mercado. “Hoje uma ponte está sendo construída entre design e negócios”, como citado por Marco Santoro, fundador da EISE – Escola de Inovação em Serviços, em um encontro sobre Business Design em São Paulo[1].

O design focado mais ao nível estratégico e menos ao tático não exclui a necessidade do desenvolvimento de projetos táticos de design no mercado, mas amplia o entendimento das possibilidades do design até então existentes.

E entendido como um processo, o design passa a ser incorporado também ao ambiente de negócios em corporações independente do porte e do ramo de atuação, valorizando a multi e interdisciplinaridade na resolução de problemas complexos alinhado ao planejamento estratégico da empresa, tornando-se um forte aliado à gestão das marcas.


REFERÊNCIAS

NIEMEYER, Lucy. Design no Brasil: Origens e instalação. Rio de Janeiro: 2AB, 2007. p.23-28.

RODRIGUEZ, Diego. Why Design Matters. Bloomberg Businessweek – Innovation & Design. Fev. 2010. Disponível em: <http://www.businessweek.com/stories/2010-02-01/why-design-mattersbusinessweek-business-news-stock-market-and-financial-advice> Acesso em: 19 Jan. 2013.

[1] Evento da Symnetics sobre Business+Design com apoio da Business School São Paulo (BSP). 2013, São Paulo.

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red-bullOlá, como primeiro artigo no portal InfoBranding que estou escrevendo, escolhi logo de “prima” falar sobre a famosa Red Bull e seu sucesso no marketing e nos esportes, de dar inveja a qualquer outra marca.
Fundada por um austríaco e inspirada em uma bebida tailandesa, essa latinha de energético faz sucesso no mundo todo, além de ser o mais vendido com 70% do mercado mundial.
Chegou ao Brasil em 1999 e de lá pra cá só obteve crescimento tanto em reconhecimento de marca com seu público alvo, como em vendas. E qual o segredo de tudo isso?
O forte investimento em marketing (30% dos quais 60% em eventos), através de eventos esportivos (e outros nem tanto esportivos), musicais e culturais e também patrocínios a atletas do mundo todo e de diferentes modalidades. Tudo isso pensando em longo prazo, na construção da marca com amor e atenção aos detalhes.
A Red Bull possui como características de marca, dinamismo, auto ironia, festividade e com mente aberta para novidades, que aplicadas aos eventos esportivos fazem com que o público se aproxime de experiências jamais vividas anteriormente, resultando no sucesso dessa inovadora estratégia de marketing com forte apelo emocional.
Eventos como Red Bull Flugtag, onde as pessoas constroem aviões temáticos de mentira que tentam realizar um voo através de uma rampa que cai na água, fazendo com que a plateia entre ao delírio de tão engraçado. Tem também o Red Bull Air Race World Championship, que é uma corrida de aviões acrobatas, além de 2 equipes vitoriosas na Formula 1, Stock Car e até time de futebol.
Há uma gama de produtos? Apenas 2 versões: a tradicional e a versão sugar free. Recentemente lançaram mais 3 novos sabores: cranberry, lime e blueberry.
O segredo está no posicionamento da marca, completamente fora dos padrões: “Nós não levamos o produto para o consumidor, nós trazemos o consumidor para o produto” diz o austríaco.
E ai, Red Bull realmente te dá asas?

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O lançamento de uma marca deve iniciar com o propósito, ou seja, com a razão de ser do negócio e assim ter uma identidade clara do posicionamento estratégico com o objetivo de uma construção de marca com significado. E foi isso que aconteceu com 160 metros da Rua Anhavandava, que fica entre as ruas Martins Fontes e Martinho Prado no Centro de São Paulo, resultado da emoção e paixão ardente de um jovem empreendedor visionário.

 Um sonho, uma realidade de Walter Mancini

 Era uma vez uma rua, mas não uma rua qualquer, uma rua no centro da cidade de São Paulo, que estava destinada a ser completamente modificada pelo propósito de uma marca pessoal visionária: Walter Mancini.

No dia 10 de maio de 1980, um jovem empreendedor adquiriu a Pizzaria Zi Tereza e abriu seu primeiro estabelecimento, a Cantina Famiglia Mancini. Mesmo com todas as dificuldades para bancar toda a estrutura, da decoração aos funcionários, Walter não deixou de acreditar no sonho e, com a ajuda de amigos, decorou o ambiente com salames feitos de gesso embrulhados em papel e garrafas de vinho que continham, na verdade, água e groselha. Trouxera os quadros que enfeitavam sua casa para enfeitar o salão, enquanto uma vitrola entoava um vinil em um canto. Ali, num ambiente inspirado nas cantinas do Brás e no Mercado Municipal de São Paulo, Walter decidiu pelo bem estar de seus clientes em primeiro lugar, como se estivessem visitando sua casa, sendo bem recebidos e servidos com boa comida e boa música em um ambiente familiar.

Sempre com iniciativa, definiu algumas das características visionárias que marcam sua trajetória e tornam seu nome tão reconhecido hoje em dia. Para começar, introduziu a balança junto aos antepastos para que os clientes pudessem saber o quanto gastariam. Esta idéia agradou ao público e desagradou a concorrência, mas deu tão certo que hoje é referência para outros estabelecimentos. Outras estratégias foram nas condições de pagamento, como parcelar a refeição em 3 vezes sem juros no cartão de crédito e, ainda, a distribuição de postais gratuitos da Cantina, que os fregueses podem enviar para amigos do mundo todo.

Tão logo tudo começou a prosperar, um novo desafio motivou seu caminho e uma decisão rápida era necessária. Qual seria o limite de sua magia empreendedora?

 “Correr atrás dos sonhos antes de resultados.”  Walter Mancini

 20 anos depois de criado e estabelecido a Cantina Famiglia Mancini, Walter descobriu uma nova oportunidade. O estabelecimento situado à frente da cantina estava sendo vendido. Ele resolveu assumir uma grande divida financeira, comprar o local e assim eliminar a concorrência. Neste momento nascia o seu segundo empreendimento na Rua Avanhandava, o Ristorante Walter Mancini dedicado à alta gastronomia e a boa música. Trouxe para o local a música ao vivo de diferentes gêneros e expandiu a experiência gastronômica a níveis mais sinestésicos.

Avanhandava 1

Em   seguida vieram a Pizzaria Mancini, o piano Bar Camarim 37, a Choperia Central   22, a loja e galeria de arte Calligraphia e a casa especializada em frutos do   mar, Madrepérola. Todos os ambientes com design de interiores próprio,   encantador e apaixonante, que envolve e convida todos a passarem por uma   experiencia única em cada espaço. Mas a visão empreendedora de Walter   continuava enxergando algo que ia além daqueles pontos comerciais.

 

Um pedacinho de Europa no Brasil

Em 2007 nasce a primeira rua revitalizada do centro de São Paulo. Inspirada nas cidades europeias, a reforma trouxe nova vida ao centro de São Paulo, prestigiando a história da rua e da cidade. O empresário Walter Mancini investiu mais de 2 milhões e meio de reais para restaurar o espaço público. Todo o projeto que, entre outras coisas, incluiu a restauração da via, criação de pontos de acessibilidade para deficientes, modificação da parte elétrica e até mesmo a instalação de duas fontes foram realizadas com o objetivo de transformar “AQUELE PEDAÇO DA AVANHANDAVA” em uma vila inspirada nas vilas italianas.  O projeto de revitalização é destaque por causa do conceito Traffic Calming, uma rua calma, aconchegante, priorizando os pedestres naquele espaço. O número de pessoas que circulam pela rua é de aproximadamente 100.000 por dia. Já o público que visita qualquer um dos estabelecimentos, vai disposto a enfrentar filas que chegam a 2 horas de espera por uma mesa. 50 mil pessoas visitam o complexo por mês, sendo que mais de 60% são turistas. Com o projeto de revitalização, muitas mídias espontâneas sobre o local e houve um aumento no movimento em 30%, conforme entrevista no Walter Mancini para o Notícias Terra.

Avanhandava 2

A motivação, a iniciativa e o pensamento empreendedor de Walter Mancini o levaram a construir, em menos de 25 anos, um complexo gastronômico que passou a ocupar “aquele pedaço, aquela quadra especial de rua.” Atualmente, o conjunto de estabelecimentos do Grupo Mancini e a Rua Avanhandava, juntos, são sinônimos de turismo gastronômico e entretenimento na cidade de São Paulo, referência no Brasil e no mundo afora.

A diversidade oferecida pelos estabelecimentos ajuda a esclarecer o significado da Marca Rua Avanhandava, como afirma o próprio Walter Mancini: “Espero que você encontre aqui mais do que uma rua no coração da cidade de São Paulo. Desejo que aqui você encontre um lugar para ser feliz”.

A marca Rua Avanhandava significa exatamente isso, um lugar encantador que nasceu de uma mente visionária e apaixonada por seu negócio oferecendo um ambiente maravilhoso para estar com a família, curtir os restaurantes, a galeria e a rua com muita magia, luz, arte, fartura e principalmente um local de pessoas felizes. Rua Avanhandava é excelência em gestão de marca!!!

Referências:

http://www.famigliamancini.com.br/  Grupo Mancini. Acesso 09/03/2013 – 22:55pm

www.youtube.com/watch?v=miux6x5GTQQ. Santander. Acesso 09/03/2013 – 23:10pm

http://italianadas.blogspot.com.br/2009/01/  Famiglia-mancini-na-rua-avanhandava.html – Acesso 10 – 23:00pm

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A organização que não cria meios para que o trabalho flua, não cria bons porta-vozes. Inicio meu texto com esta frase, pois, o colaborador deve ser o primeiro a falar da organização e deveria ele ser o primeiro a falar bem. Afinal, ele também é responsável pelo seu desempenho, em contribuir na concretização da sua missão.

Se eu, como organização tenho um papel a cumprir dentro da sociedade, eu como colaborador também tenho minhas responsabilidades, e isso é refletir a identidade, a marca e os propósitos.

Ter clareza de sua identidade é um passo fundamental para desenvolver sua marca e ainda contribuir com a marca da organização.

Pensando em como “eu”, colaborador, posso ajudar a organização, é preciso refletir qual o meu papel dentro dela. Sem dúvida, sabemos que fomos contratados para desempenhar uma determinada função e que somos remunerados para isso, mas como desempenhar esta função e atender as expectativas do empregador, bem como as nossas?

Penso que atender as nossas expectativas está voltada a diversos fatores como remuneração, bem-estar, princípios éticos, reconhecimento… E para a organização, talvez, no retorno financeiro, na redução de custo e no reconhecimento, que pode gerar admiração pelos seus públicos.

Voltando para “o nosso” papel na empresa, o colaborador deve ter clareza do propósito da organização e entender o porquê dele estar nela. Deixando o que foi citado anteriormente de lado, pois entendo que seja sabido, o papel desempenhado pelo colaborador é fundamental para o andamento da organização. Suas ações e comportamentos dentro dela o guiarão e refletirão nela.

Conhecer seu papel ajudará na tomada de decisão. Contribuirá também em conhecer seus limites dentro da organização. Quando cito limites, quero me referir em respeitar o papel do outro, confiar no outro, saber de suas responsabilidades e apoiar o trabalho colaborativo.

Papéis definidos e respeitados, contando com o outro para alcançar os resultados, pode e deve permitir um ambiente colaborativo. Nada de pensar como muitos já fizeram na graduação “essa não é a minha parte”, pois na organização, seu crescimento, desenvolvimento e reconhecimento é responsabilidade de todos. Assim como é responsabilidade da organização permitir o desenvolvimento de seus colaboradores. Se tenho habilidades e competências preciso de ferramentas para colocá-las em práticas, preciso de meios para desempenhar adequadamente meu papel.

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O que o chocolate belga Godiva, a fabricante sueca de automóveis Volvo e a rede americana de fast food Burger King têm em comum?

A resposta mais óbvia é que são marcas de bens de consumo consolidadas, tradicionais em seus países de origem e conhecidas mundialmente.

Mas a questão é mais complexa, pois com a globalização e o dinamismo econômico, estão sendo traçadas novas rotas no mapa mundi e já não é mais possível saber, por exemplo, se o tradicional chocolate Godiva tem sotaque belga.

A famosa marca de chocolates, fundada na Bruxelas de 1926, inaugurou a primeira loja no exterior em 1958, em Paris, depois se espalhou pela Europa, alcançando o mercado norte-americano em 1966 e na década seguinte chegou à Ásia pelo Japão. Sempre reconhecida por produtos de alta qualidade e luxo.

Mas não estamos discutindo a expansão internacional da marca e sim como a ela foi mudando globalmente de dono. Em 1967 a Godiva tornou-se norte-americana, a Campbell Soup Company a adquiriu para ampliar seu portfólio no ramo alimentício. Quatro décadas depois, a empresa decidiu focar em alimentos simples como sopas e snacks e vendeu a Godiva por 850 milhões de dólares para a holding turca Yildiz’s Ulker Group. Assim, em 40 anos, a empresa foi belga, norte-americana e agora é turca, traçando rotas transoceânicas.

Outro exemplo de reglobalização de marca é a Volvo, mais precisamente sua divisão de carros. Essa indústria automobilística, fundada em 1927, é muito conhecida pela segurança e sobriedade dos carros e por sua origem sueca.

Em 1999, foi comprada pela norte-americana Ford Motor Company por 6,5 bilhões de dólares. Quase uma década depois, com a competição acirrada entre outras montadoras e queda da participação no mercado, a Ford repassou o negócio para a chinesa Zhejiang Geely Automobile, a transação girou em torno de 1,8 bilhão. Então em 11 anos, a Volvo deixou de ser sueca, atravessou o Atlântico e chegou à América; e logo depois cruzou o pacífico e tornou-se chinesa.

Mas as companhias europeias não são as únicas a sofrerem emigração, a rede de fast food norte-americana Burger King, criada em 1953, entrou no portfolio de marcas da britânica Diageo em 1989. Mais tarde, a empresa mais conhecida pelas marcas de bebidas alcoólicas achou que o negócio de lanchonetes não era a sua expertise e vendeu a rede para investidores dos Estados Unidos em 2002.

A repatriação do Burger King não durou muito, em 2010, a rede foi vendida para investidores brasileiros da 3G Capital por quatro bilhões de dólares. Em quase 20 anos, o controle da companhia passou por três países diferentes, demonstrando o dinamismo das relações comerciais intercontinentais.

O que elas têm em comum? São companhias tradicionais de países desenvolvidos que cruzaram os oceanos várias vezes e “mudaram de nacionalidade” mais de uma vez parando nas mãos dos emergentes. Essa tendência não é nova, mas está cada vez mais forte, muitas marcas (e essas) ainda passarão por várias mãos em diferentes continentes, isso é a Reglobalização de Marcas.

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Em 2013 um mito está completando 110 anos de fundação. Nós do InfoBranding decidimos prestar homenagens para essa lendária marca. Confesso que fiquei entusiasmado em poder falar dela, pois sou um de seus milhares de fãs.

Primeiro, vou começar contando a história de como me tornei apaixonado por essa marca, história no qual ajuda a entender o quão perfeita é a gestão dela.

No ano de 1994, esse que vós escreve era apenas um garoto de 8 anos de idade e numa dessas tardes de garoa em São Paulo resolvera assistir o filme O Exterminador do Futuro 2. Nele uma cena que jamais esquecerei, Arnold Schwarzenegger, ator principal da trama, está em sua motocicleta carregando John Connor (garoto personagem central do filme). Eles são perseguidos pelo vilão que seguia em um caminhão enorme. Nessa cena nota-se a força, robustez e velocidade da motocicleta guiada por Arnold Schwarzenegger.

Encantado, fui procurar saber mais a respeito daquele imponente veículo de duas rodas. Descobri que não era uma simples motocicleta, era uma Harley-Davidson. Desde então, sonho cruzar a Route 66 sobre uma Harley-Davidson Fat Boy ao som de Born To Be Wild.

Por esse conto demonstro a força de marca exercida pela Harley perante seu público-alvo. Assim como eu, cada consumidor em potencial não sonha apenas com o veículo, deseja toda a experiência de liberdade que envolve a marca.

A Harley-Davidson foi criada em Milwaukee, no estado norte-americano do Wisconsin. A partir de sua fundação vem realizando importantes feitos no cenário global. Inicialmente substituiu os cavalos nas guerras e aos poucos foi se tornando um símbolo do American Way of Life. Passou por uma crise financeira e, depois de contorná-la, se tornou definitivamente um ícone.

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A empresa conhece muito bem seus consumidores e seu público-alvo. Criou até um clube, o H.O.G, para os proprietários de uma Harley. Em suas lojas existem todo tipo de material para os apaixonados pela marca, desde adesivos até vestimenta. Comprar uma de suas máquinas não é apenas um ato, é uma experiência, muito bem criada pelos gestores da marca.

Todos esses fatos e fatores a tornaram uma das marcas mais estudadas no cenário global, é referência em branding. Por exemplo, nunca vi uma pesquisa do tipo, mas creio que o logotipo da Harley é o mais tatuado dentre todas as marcas do mundo. Um apaixonado pela marca não admite que chamem uma Harley-Davidson de motocicleta, jamais, não ousem, uma Harley é uma Harley. Se quiser definição do produto, o propósito da marca entra em ação, uma Harley-Davidson é um veículo motorizado de duas rodas que inspira a liberdade e ousadia.

Sim, isso é branding. Fatores emocionais que criam um vínculo da marca com seu consumidor, vínculo esse que perdura desde 1903. E em comemoração aos 110 anos da organização, a empresa criará mais uma experiência marca-consumidor: serão realizados doze eventos ao redor do mundo e uma das cidades privilegiadas será São Paulo.

Assim sendo, eu gostaria de desejar meus parabéns para a Harley-Davidson, excelência como produto, uma lenda como marca.

 

 

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