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Em um mundo cada vez mais líquido e temporário que vivemos, onde a escassez de significado perene e a construção de experiências têm sido um modus operandi para empresas se manterem relevantes e significativas num mercado tão competitivo de hoje. A criação de empresas e marcas pode se tornar algo tão complicado quando não, neurótico.

Nossa modernidade líquida, cuja nos impõe inconscientemente muitas vezes de projetar nosso eu externamente e transpor nossa individualidade para efeitos externos, como produtos, serviços, celebridades, faz com que percamos referenciais de nós mesmos ou dificulte ainda mais encontrarmos nós mesmos nesta imensidão de estímulos cada vez mais mutantes e multifacetados. Faz todo o sentido a frase do escritor suíço Max Frisch que definiu a identidade como a rejeição daquilo que os outros desejam que você seja”. Justamente pelo medo de quando nos olharmos termos medo da não-aceitação externa.

Como assim? Uma vez que a dificuldade de nos enxergar num mundo de excessos de opções e estímulos, faz com que nossa atuação no mundo seja embaçada pela quantidade de produtos que temos que ter e comprar, a quantidade de roupas que temos de consumir para nos inserirmos naquela tribo, ou a quantidade de tarefas que precisamos desenvolver para sermos convencidos de que seremos aceitos naquela tribo, comunidade, etc. É a imposição social da vida moderna.

O que nos resta? Olhar nossa identidade e nossa essência. Assim, poderíamos pensar que a identidade é o resultado reflexivo de nossas ações biográficas. Como assim? Quando entendemos quem somos, onde estamos e para onde queremos ir, observamos (e refletimos) nossa biografia e dela podemos entender melhor qual é a nossa identidade e, por conseguinte, nossa essência. Porém, essa profundidade difícil de ser tangibilidade (nos produtos e serviços) e refletida pelos executivos em “quem somos”, a falta de perenidade do “para onde queremos ir” neste mundo instável, faz com que nossa única certeza seja “de onde viemos”, portanto, criando uma cultura (e uma identidade) estável e uma rede protecionista. Correndo o risco de entrar num fluxo à lá Csikszentmihalyi, porém negativo. Fazendo com que nossos preços percam, caiam e assim, caia o valor de mercado e reputação da empresa.

Quando não havia concorrência, não havia muito sentido olhar nossa identidade porque ela já estava ali, sem necessariamente uma máscara, uma busca por reputação ou necessidade de enquadramento social. E se perguntado de onde você era, poderíamos dizer: “Eu sou daqui.”, “Eu sou uma empresa de…”. Hoje, em um mercado onde até os funcionários não entendem sua empresa, não sabem – por culpa dos seus superiores, qual é sua estratégia, nem o porquê estão trabalhando naquela empresa, ou no que ela acredita, é importante este tipo de discussão. Levando-se em conta que o nível de desengajamento diminui pela incapacidade de nos sentirmos pertencentes àquela “comunidade”.

A identidade é transitória ou fixa? Existem pessoas que acham que sim outras que não, a verdade é que se não conseguimos evoluir nosso olhar – não só as nossas atitudes, diante das novas demandas, nosso senso de estabilidade natural do ser humano pode provocar ficarmos para trás. Contudo, o puro ato de buscar “evoluir com a sociedade”, faz com que empresas (e pessoas) criem culturas pelos “decision-makers” de que temos devemos competir por market-share e não por market-value, como já diria Ram Charam em Global Tilt. De que temos que competir (excessivamente) por custo e não por valor, sugando todas as tendências. Construindo o hoje diferente, mas sem pensar no amanhã melhor.

Portanto, olhar nossa identidade faz com que não apenas possamos voltar a observar que nós somos, mas fazer decisões mais embasadas no futuro. A busca hoje é por relevância como mecanismo de mercado, mas a relevância é um termo muito focado numa tarefa, portanto, racional. Ao contrário da busca pela significância, território mais complicado,efetivo e que faz com que empresas tenham que mudar seu mindset, impondo empatia, colaboração e experimentação, partindo de uma mudança pessoal para olhar o consumidor como um usuário/indivíduo e co-criador de valor.

Ser significativo hoje passa por termos melhores experiências, e para ter melhores experiências são necessárias pessoas que sejam centradas em pessoas, que pensem pelos olhos dos outros e que tenham afeto espontâneo em resolver problemas de forma rápida, desejável e principalmente também, lucrativa.

Construir marcas hoje é um processo sem fim. O Branding em si é um processo sem fim. Por que construir marcas se torna um processo obsessivo quando percebemos que temos inimigos fortes, as invariáveis incontroláveis, como no caso da Royal Canin que aconteceu na Rússia, mas certamente afetou vendas no Brasil, ou no caso Tiger Woods, ou como com o Eike Batista ou MTV, ou ainda com o #vemprarua da Fiat. Quando não somos impactados por processos de fusão e aquisição – cada vez mais frequentes, irreversíveis e sendo uma das principais estratégias de crescimento no mercado local e global hoje, provocando nas pessoas a reconstrução quase que diária desta “comunidade” ou ‘etnia’ com avinda de novos integrantes.

Branding é uma paixão que acalento e, a qual o profissional, que observa o branding não apenas pela ótica do consumo- “fazer branding” para vender mais produtos, mas com um olhar mais profundo sobre o poder de atuação de uma empresa na sociedade, será estimulado a incutir o senso da “inovação pro amanhã” mais forte do que a “reputação pro hoje”. Mas não existe branding (ou não deveria existir) sem a busca, identificação e construção pela identidade.

Para ser perene hoje é se entender e aceitar que as marcas podem ter reputação perene como a Microsoft ainda mantém, ou como a sensação de nostalgia que a Caloi, recentemente comprada provocou, mas, sobretudo, ser perene nos negócios me parece menos proteger mercados, mas sim, defender causas. Coisa que neste artigo The Opportunity for Dove to Get Real With Its Branding, Baskim me fez refletir muito até onde a Dove poderia ir.

Assim, convido você a pensar: Sua marca te revela quem você é para lhe fazer tomar melhores decisões?
Porque Criolo já dizia: “Eu vim pra incomoda, vim pra cutuca, pra confundi vou me expressa!”

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1e32448Paulo Peres

Business Thinker. Um estudioso e consultor de branding e inovação, com MBA em Marketing pela FGV, Branding pela ESPM e aprofundamentos em design thinking e Business Model em diversas escolas. Mantém o blog abrandando.blogspot.com que levanta reflexões sobre branding e inovação e marketing. Acredito que co-construir a marca coletivamente seguindo um propósito, fortalece valores da sociedade, traz lucro e do reconstrói indivíduos. @pauloperes // – linkedin.com/in/pauloperes

Hoje vou falar sobre os hábitos de consumo e o relacionamento com as marcas de um público que vem crescendo, tem alto poder aquisitivo, mas ainda sente algum receio por parte das empresas em trabalhar a comunicação dirigida para eles. Lembrando que o termo gay é usado para designar um indivíduo homossexual do sexo masculino ou do sexo feminino e por ser muito amplo esse tema, nesse artigo falarei apenas do gay masculino e num artigo futuro, os hábitos de consumo do público gay do sexo feminino.

Para entender melhor os anseios e tendências de compra do gay, fiz uma pesquisa, uma conversa informal de mesa de bar com alguns amigos que são homossexuais; aproveito para agradecê-los pela oportunidade e informações passadas.

lady-gaga-bandeira-gay-e5939Começo pontuando os empecilhos e preconceitos que esse público sofre.
Infelizmente muitas pessoas e até empresas tratam o tema de forma pejorativa, ou até mesmo discriminatória. Algumas marcas têm receio, outras até medo, de criar uma comunicação específica para os gays. Isso acontece, pois o Brasil segue dogmas estabelecidos pelas religiões, muitas pessoas e várias regiões do país ainda são conservadoras, até por parte de alguns políticos há uma grande discriminação contra os homossexuais.

Um bom exemplo é o futebol, esporte extremamente popular em terras tupiniquins. Esse ambiente costuma ser extremamente hostil e machista por parte dos clubes, adeptos e até mesmo pela imprensa. Uma grande miopia de mercado, orientada pelo preconceito, afinal, os gays têm todo direito de consumir o esporte sem serem agredidos e desrespeitados. São fortemente dotados financeiramente, ocupam cargos importantes no mundo dos negócios, mas ao invés de fidelizá-los, o mercado do futebol excluí eles.

Outra reclamação do público é a respeito de produtos personalizados, cartões de natal, aniversário, dia dos namorados, são um problema para eles, não encontram mensagens específicas, sempre uma troca de “carinho” para um relacionamento heterossexual.

Querem também exclusividade, eles sabem que muitas marcas criam coleções específicas e dirigidas para o segmento, mas na hora de comunicar elas não traduzem esse “espírito”. Vale lembrar que o mercado gay é pouco explorado, com um gigantesco potencial, mas muitas organizações esquecem que o preconceito é o maior inimigo da oportunidade e acabam evitando uma aproximação maior com o consumidor homossexual.

303461053_55f23c890aEntretanto tem marcas que aceitaram o desafio e estão criando elementos para tocar o coração desse consumidor. A Diesel, por exemplo, publicou nos Estados Unidos da América um anúncio para chamar a atenção desse público e em prol da diversidade, afinal  “Ninguém é igual a ninguém. Todo ser humano é um estranho ímpar.”  Carlos Drummond de Andrade.

São pessoas extremamente musicais e consomem muito conteúdo cultural, adeptos de teatro, museus, cinema, shows, moda e gastronomia. Preocupados com a aparência, usam bastante cosméticos, gostam de roupas que realcem o corpo, são fãs de marcas como Calvin Klein e Zara; baladeiros, lembram com carinho de casas noturnas como The Week e Bubu Lounge, situadas na cidade de São Paulo, município que tem aberto as portas para os gays e colhendo os frutos desse investimento.

São Paulo possui um dos maiores eventos gay do mundo, a popularmente conhecida como “Parada Gay”, dispõe de locais como a Rua Frei Caneca e o Largo do Arouche, que são muito frequentados e bem quistos por esses consumidores. Outra cidade que vale ser citada é Miami, que também possui grande variedade de entretenimento para o público homossexual.

Cabe uma observação, entre os gays do sexo masculino temos os transexuais, onde seus hábitos de consumo se assemelham ao das mulheres, principalmente em relação às vestimentas.

A oportunidade está ai, um público cada vez mais exigente, consumista, bem-sucedido e inteligente, cabe as marcas aceitarem a diversidade e o desafio, ou deixarem a oportunidade passar diante de seus olhos.

CONSULTAS

http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/5534_O+PODEROSO+MERCADO+GAY

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2013/06/01/internas_economia,369065/publico-gay-consome-em-media-30-mais-que-consumidor-hetero.shtml

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/09/1345492-publicidade-gay-ainda-nao-saiu-do-armario-no-brasil.shtml

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Nessa terça-feira, 22 de Outubro, aconteceu na BSP-Business School São Paulo a palestra Criatividade e Inovação: o Diferencial para a Competitividade com a professora Ana Lucia Campus Pita, com quem nós do InfoBranding tivemos o prazer de aprender.

Na palestra, com muito conteúdo e alegria, Pita mostrou aos presentes a importância de entender e praticar a criatividade e a inovação. Repleta de exemplos, o evento inspirou os presentes a mudarem sua maneira de pensar e agir de forma mais criativa.

O mundo ficou pequeno! Rápida expansão tecnológica, informação acessível e formação equilibrada entre os profissionais são alguns fatores que tornam tudo homogêneo.

Frente a isso: criatividade e inovação!

De tudo o que foi apresentado na palestra o que ficou de mais importante e que arrisco resumir aqui, é:

Pratique a criatividade, desenvolva-a. Veja o mundo com os olhos de uma criança, não se prenda a rótulos, não tenha preconceitos e não tenha medo de pagar mico! Sonhe e corra atrás desse sonho! Teve uma ideia? Ótimo! Desenvolva-a, coloque em prática, inove! Saia da zona de conforto! Nunca ache que está pronto!

Para fechar, peço licença à professora Pita para reproduzir a seguinte frase de sua apresentação:

“O mundo mudou de dono; deixou de pertencer aos que conhecem os fatos e caiu sob o domínio dos que sabem lidar com eles.”

Inspirado? Não deixe de participar de eventos e estar em contato com profissionais da área. Troque experiências e desenvolva as relações. Aqui no  você sempre encontra dicas de conteúdo e eventos, fique por dentro!

Obrigado Pita pela maravilhosa palestra!


Branding
, conceito que pode ser definido como a arte de construir e gerenciar marcas. Torná-las reconhecidas e relevantes para os seus públicos. Fazê-las presentes no mercado e seu imaginário. Elevá-las ao nível das relações emocionais e constituição de verdadeiras culturas.

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 Abrangente e de cunho estratégico o branding pode ser definido como a prática de “dotar produtos e serviços com o poder de uma marca” (Kotler e Keller, 2006, p.269) com o objetivo de identificá-los, diferenciá-los, posicioná-los e estabelecer vínculos com o seu público.

Essa definição faz necessária a reflexão sobre o termo “produtos”, que de acordo com Kotler e Keller (2006, p.366) abrange tudo aquilo que pode ser oferecido a um mercado, visando satisfazer uma necessidade ou um desejo. Tal abrangência pode ser observada através do próprio InfoBranding, que mostra através de seus artigos e posts que o branding pode ser aplicado a pessoas, ideias, experiências, eventos e organizações e, é claro, produtos e serviços.

Nesse sentido, o branding, mesmo que sem sua denominação atual, acontece desde a antiguidade, período no qual sua função era apenas identificar a origem dos produtos e, ao longo da história, foi agregando funções até chegar à atualidade com a criação de vínculos emocionais entre marcas e consumidores.

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Em linhas gerais o conceito de propósito de marca se sustenta nos valores centrais da empresa, pessoa, ideia; ou seja, daquilo que será dotado com a marca. Trata-se do objetivo existencial da marca, aquilo que define sua essência, que delimita e unifica suas ações e que, por consequência define a maneira como acontece a relação entre a marca e seu público.

Se focarmos na relação entre o Branding e Design Gráfico logo vêm à cabeça dos profissionais e do público em geral a criação de identidades visuais corporativas e embalagens. Mas será que os conceitos de branding podem auxiliar o designer gráfico em outros tipos de projeto? Sem dúvida!!

Isso porque tanto o branding quanto o design são ferramentas poderosas na venda de ideias. E quando digo venda, não me refiro apenas a relações com trocas monetárias, mas também a apresentação de conceitos, defesas de causas e assim por diante. Estratégia, conhecimento, criatividade e técnica são os frutos da união entre Branding e Design.

“Como as marcas estão por toda a parte, os designers gráficos têm que ir além da criação de uma identidade visual: eles promovem uma promessa de valor”. (MOZOTA, 2011, pg. 20)

De acordo com Robert Anders (200, apud Mozota, 2011) “o processo de design é um processo de identidade”, e identidade é aquilo que a marca busca construir com a estratégia de branding, além de ser algo almejado em qualquer projeto de design.

Imagine a área do design editorial. Livros, revistas, jornais e até mesmo projetos mais complexos. Cada material precisa apresentar uma identidade coerente com o conteúdo apresentado e o público final que o utilizará. O designer se relacionará com diversos agentes no processo de desenvolvimento, para os quais vai precisar justificar e defender cada escolha de elemento, de formas e linguagens; sempre de maneiras diferentes, afinal, cada um dos envolvidos é de uma área e entende as coisas de uma maneira: comercial, editorial, autor, jornalista, corretor, produtor gráfico e assim por diante, dependendo do projeto em questão.

Nesse sentido ter noções de estratégias de branding ajuda e muito o designer a definir sua participação no projeto, bem como a forma como os outros agentes percebem a importância de sua participação. Mediante essa relação entra em questão o conceito de marca pessoal (já discutida aqui no InfoBranding nos artigos de nossa colega Amanda Higa – http://www.infobranding.com.br/a-marca-pessoal-como-look-do-dia/ e http://www.infobranding.com.br/o-valor-da-marca-pessoal/), que o designer deve utilizar a seu favor.

Seja um material editorial comercial (como os diversos títulos produzidos por uma editora para diferentes autores e clientes) ou projetos editoriais institucionais, as escolhas do designer precisam se pautar e refletir o tipo de conteúdo característico de cada material, bem como na demanda de cada cliente. Não basta que o designer tenha um excelente senso estético ou ótimas ideias de diagramação, ele precisa adequar sua proposta ao propósito do projeto e articulá-las com todos os envolvidos, para que assim tudo fique justificado e o projeto final apresente uma identidade coerente e cumpra sua função de maneira estratégica, gerando lucro, valorização da imagem e satisfação do cliente.

Por isso é essencial que o designer, assim como o profissional de branding, esteja sempre atento ao que acontece no mercado, tanto no âmbito acadêmico quanto na prática do dia-a-dia. Só assim ele conseguirá se posicionar adequadamente e mostrar sua importância e o valor de suas ideias. Comunicar faz parte dessa profissão, por isso vale lembrar que a comunicação só é bem sucedida quando o receptor entende a mensagem que for passada.

E você designer, têm alguma observação sobre como o branding pode auxiliar a sua prática profissional? Compartilhe com a gente! Nós do InfoBranding estamos abertos ao diálogo!

Referências:

http://www.slideshare.net/GabrielMeneses/gesto-de-marcas-para-micro-e-pequenas-empresas

ANDERS, Robert, 2000, “Defining, Mapping and Designing the Design Process”, Design Management Journal, Summer, 29-37 apud MOZOTA, Brigitte Borja de. Gestão do Design: usando o design para construir valor de marca e inovação corporativa. Porto Alegre: Bookman, 2011.

A escolha de um produto é um processo que leva em consideração diversos critérios. Muitos deles ligados a fatores sensoriais, como o design da embalagem, seus relevos e cores, o ambiente, o cheiro, o som e a iluminação, que permitem impressões diversas em relação ao produto e despertam inúmeras sensações. Os materiais de merchandising colaboram muito para incitar o interesse do consumidor.

No entanto, há outros critérios, que são relevantes no momento da compra e são considerados na escolha do produto, como a marca, o seu nome, a sua origem, o seu fundador, a reputação da empresa e sua postura perante a sociedade. Este último, tão importante quanto os demais, merece uma reflexão.

Entende-se que toda organização busca um posicionamento de destaque no mercado, e este destaque refere-se a liderança, a qualidade de produtos e processos, de resultados positivos e de valor de mercado. No entanto, percebe-se que em alguns casos, há empresas que não estão se destacando de maneira positiva. E isso se deve a denúncias de trabalho infantil ou escravo, ao processo de produção indevido, a processos financeiros e administrativos duvidosos, ou a fortes danos ao meio ambiente, e isso vem influenciando a decisão de compra das pessoas.

Exemplos como estes apresentados são associados quase que de imediato às marcas e ficam gravados nas mentes das pessoas. Alguém se lembrou de alguma marca de calçado esportivo ou de departamento de modas? Ou veio a mente alguma indústria de bebidas, petrolífera ou de energia? Ou ainda, alguma instituição financeira? Isso ocorre porque o impacto causado na sociedade foi forte, destacando muitas empresas por essa razão. Evidente que isso não significa que foram banidas, mas que foi e é necessário um trabalho de gestão de marcas e de crises muito grande para reverter e explicar tais acontecimentos à sociedade.

 

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Entendo que, não é somente uma questão de reconquista de confiança e de consumidores, mas de respeito e ética. Pensando em ética, diversos conceitos são publicados, discutidos e muitos estudiosos não entraram em consenso, mas a meu ver, ela está relacionada a escolhas. Levar em consideração aquilo que entendo ser correto, mas… “o que é certo para mim, pode não ser para você?”. Indagação clássica em relação a esse tema, e para nos ajudar existe a cultura em que fomos formados, a educação que recebemos e a sociedade em que vivemos.

Discussões sobre o entendimento de ética a parte, diante de padrões já estipulados e enraizados na sociedade e na constituição do indivíduo, há fatores que atingem diretamente princípios e valores das pessoas, e isso começa a fazer parte da memória dela que vai escolher ou não determinado produto, apoiar ou não determinada marca, acreditar ou não naquela empresa.

Abaixo segue o vídeo de uma indústria mundialmente conhecida e reconhecida por suas belas campanhas e seu produto, que é quase um vício entre a população mundial, que é a Coca-Cola. O objetivo não é afirmar que a empresa é inocente ou não, mas o que chamo a atenção é a resposta dada ao consumidor, o respeito demonstrado a ele… Mais uma vez, não tomo uma posição, mas as organizações devem ter um canal aberto para atender e para ouvir seu cliente e ter também a oportunidade de se explicar.

 

Gestores de uma organização sejam eles financeiros ou de marketing possuem uma missão valiosa em não somente alavancar vendas, conquistar e manter clientes, mas o dever de proteger e conservar a empresa, prezar por sua perenidade por meio de ações efetivamente corretas e não mascaradas. As empresas devem ser respeitosas com o consumidor e com a sociedade. Para isso é necessário fazer uso de processos de gestão de crise e uma governança corporativa bem estruturada e efetiva, ter credibilidade nos dados contábeis, cumprir com a sua promessa e demonstrar respeito com sua própria história, pois o mercado exige transparência nas ações, uma imagem verdadeira e principalmente honestidade nas respostas e no tratamento de situações críticas.


Referências

http://www.ibgc.org.br/Home.aspx

http://forbesbrasil.br.msn.com/listas/maiores-fraudes-financeiras-recentes-dos-eua?page=2#image=2

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,ecologistas-escalam-predio-da-bp-para-protestar-contra-vazamento-de-oleo,554282,0.htm

Ouvimos muito falar que as marcas são como pessoas, de que é possível personificá-las, estudar seu comportamento, personalidade, tom de voz, entender seu propósito e até nos surpreender com suas reações inesperadas.

Mas será que, da mesma forma que as marcas podem utilizar estratégias mais humanizadas, podemos também dizer o contrário: pessoas podem ser marcas?

Alguns afirmam que sim, mas faço parte do time que acredita que pessoas não são marcas mas podem desenvolver (ter) uma marca pessoal. Ou seja, de maneira intencional e estratégica podemos estabelecer nosso posicionamento e transmitir nosso propósito, assim como podemos transmitir nossa identidade em tudo o que fazemos.

A internet é uma grande vitrine no ciberespaço, onde empresas e pessoas interagem expondo suas marcas, interesses, e competem por igual pela atenção dos usuários, principalmente nas redes sociais.

Martha Gabriel apresenta a realidade em que vivemos:

“Com a disseminação do uso de plataformas de redes sociais online, cada vez mais as pessoas compartilham suas informações pessoais e profissionais nesses ambientes. As empresas, por sua vez, têm adotado como prática cada vez mais frequente consultar os perfis dos candidatos como parte do processo seletivo de contratação — a entrevista de emprego começa nas mídias sociais.”

Marshall Mcluhan, pensador canadense e teórico da comunicação, estava à frente de seu tempo e já afirmava que “Nosso tempo é um mundo novo em folha do tudo ao mesmo tempo agora. O tempo cessou, o espaço desapareceu. Vivemos agora em uma aldeia global”. 

E nesta aldeia global a espontaneidade ao publicar fotos, vídeos e outras informações na internet faz com que, ao longo do tempo, um histórico de sua vida seja registrado, mostrando por onde você esteve e com quem, quais são seus amigos e familiares, o que você comeu hoje, ontem e do que está com vontade, qual o seu temperamento durante os dias e outras infinidades de coisas. Tudo depende do seu comportamento e posicionamento nas redes.

Preocupar-se com o que é publicado nas redes sociais envolve questões não apenas estratégicas, mas de segurança, comportamento e até emocional.

Como você tem utilizado e pensado para a sua marca pessoal?

Vale lembrar que a marca pode se descrever da maneira que gostaria de ser vista, porém, este é apenas um detalhe. Sua imagem é percebida, sobretudo, por meio de suas atitudes, por sua conduta – tudo aquilo que você fala, curte, publica, compartilha, se relaciona ou expressa on e offline – que reflete nesta percepção e ainda pode contrariar seu posicionamento.

Agora, indo além do ambiente digital, é interessante fazer esta reflexão: você tem transmitido sua identidade em tudo o que faz, mostrando seu diferencial e exclusividade, ou tem feito seu trabalho como qualquer outro profissional, falando com as pessoas sem mostrar conteúdo e valores próprios, sem ter uma história pra contar e objetivos a alcançar?

Assim como existem marcas corporativas que vivem à sombra de grandes referências em busca de conseguir o mesmo sucesso, muitas pessoas também deixam de construir seu próprio universo de marca; seja por falta de encorajamento, ou por nunca terem pensado em marcar com aquilo que tem de melhor para oferecer.

Cada marca pessoal é exclusiva e carrega um potencial profissional para construir uma história única. Para isso, assim como todas as marcas, é preciso ter em mente sua missão, visão, valores e propósito, expressando sua essência de forma coerente em tudo o que fizer.

E antes de tudo, lembre-se: a marca pessoal deve ser construída para agregar valor, diferenciar e transmitir uma mensagem de forma mais clara. Cuidado para não cair na armadilha de tentar se enquadrar à percepção do outro e perder sua autenticidade.

“Não tentes ser bem sucedido, tenta antes ser um homem de valor.” Albert Einstein


REFERÊNCIAS

GABRIEL, Martha. As Mídias Sociais e a Gestão da Carreira Profissional. Jan. 2012. Disponível em: <http://www.martha.com.br/as-midias-sociais-e-a-gestao-da-carreira-profissional/> Acesso em: 13 Out. 2013.

McLUHAN, Marshall; FIORE, Quentin. The Medium is the Massage. An inventory of Effects. New York: Bantam Books, 1967.

“Não existe curva mais linda que a curva ascendente num gráfico de vendas.” Raymond Loewy, famoso designer francês da década de 1950.

Essa frase traduziria o pensamento de um industrial se não fosse dita por um designer. Nos dias de hoje, um bom design deve conciliar funcionalidade, beleza e boas vendas. Os projetistas devem estar preocupados em suprir as necessidades emocionais e práticas dos consumidores num mundo frio inundado de alta tecnologia.

Personalidade da marca é a combinação específica de características humanas a que podem ser atribuídas a uma marca. Marcondes (2003) concorda com essa personificação da marca e explica a relação produto/marca e consumidor como se fosse um namoro. A marca, assim como uma pessoa, precisa conquistar e conseguir manter um relacionamento com o cliente. Isso fica claro nas fases desse namoro:

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A identidade da marca é seu ponto de diferença perante a concorrência, mas é preciso personalidade, um fator carismático para conseguir uma resposta emocional dos consumidores. Não adianta ser reconhecida se não é desejada. A marca deve alcançar o consumidor de maneiras criativas para formar uma conexão real e duradoura. Deve além de contar uma história, fazer com que o consumidor participe e se associe a essa história.

design-e-habitos-dos-consumidores2 “O design pode agregar uma promessa de experiências emocionais e sensoriais; ele alivia a tensão da padronização e da produção em massa, destruindo conceitos robóticos da homogeneidade e da quantidade para trazer um novo senso de humanidade a nossas vidas.” Marc Gobé, designer, especialista em marcas e defensor do conceito de Marcas Emocionais.

Alguns dos principais mandamentos de Gobé (2002) estão bem exemplificados em empresas de sucesso como Apple, IBM, Virgin, Victoria Secrets e etc. Ele explica que o desenvolvimento de uma marca emocional se baseia em quatro pilares:

  • Relacionamento
  • Experiências sensoriais
  • Imaginação
  • Visão

Um bom design está além do seu valor estético, ele é um investimento de longo prazo capaz de multiplicar o valor da empresa. Alguns produtos bem executados em termos de funcionais e beleza foram responsáveis pelo retorno de sucesso de companhias que estavam decaindo, como a Apple e a Gucci.

Quando foi lançado em 2001, o iPod não tinha tanta capacidade técnica quanto seus concorrentes, não foi o pioneiro e era mais caro. Mas seu design funcional era para a mente habitual (onde há o processamento inconsciente). A facilidade de se manusear os produtos da Apple faz com que eles sejam campeões de vendas. Ao contrário de outras empresas que preferem errar por excesso e não por falta de atributos. Isso faz com que o produto tenha um excesso de recursos que os clientes jamais usarão.

Neale (2009) defende que o processo de design deve respeitar a formação do hábito do consumidor. Esses hábitos ocorrem por meio de repetição de comportamento, inconscientemente na mente habitual. Estudos da Duke University mostram que fazemos as mesmas coisas, nos mesmos horários, todos os dias, em 45% do tempo enquanto pensamos sobre outro assunto. A mente habitual nos torna eficiente, pois ela age no piloto automático, deixando com que se gaste esforço mental (mente executiva – onde ocorre o processamento cognitivo) somente quando é necessário.

Uma marca se torna bem-sucedida, quando ela é a escolha inconsciente e habitual de seus clientes. Isto é, para alcançar esse sucesso, o produto deve estabelecer uma conexão de conceitos já existentes armazenados no consciente. Gobé (2002) está certo quando afirma que os executivos assumem riscos diários com aquisições, investimentos e publicidade e deixam o design de lado. Milhões são desperdiçados com campanhas que geram pouco retorno, enquanto se esquecem do único elemento que se vende sozinho: o design.

 

Referências

GOBÉ, Marc. A Emoção das Marcas – Conectando Marcas às Pessoas. Rio de Janeiro: Editora Campus, 2002.

MARCONDES, Pyr. Marcas – Uma História de Amor Mercadológica. M&M Editora, 2003.

NEALE, Martin. Hábitos de consumo: o comportamento do consumidor que a maioria dos profissionais de marketing ignora. Editora Campus, 2009.

 

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Algumas marcas nasceram para estar no mercado, entregar os produtos aos clientes e cumprir com a promessa básica de negócios: atender bem os clientes. Mas quando o assunto é surpreender seu público e se comunicar de forma exata e precisa algumas marcas não tem o céu como limite. O exemplo mais claro é a Skol.

Há quem diga que Skol é uma onomatopeia, barulho que a lata de cerveja faz ao ser aberta. Mas na verdade seu nome vem da palavra escandinava skål, que significa “à vossa saúde/à nossa saúde”; expressão comum que antecede brindes. O produto da Skol dispensa explicações, a cerveja é engarrafada em embalagens de tamanhos e formas diferentes e distribuída por todos os estados do Brasil. Começou como qualquer outra empresa de cerveja e nos últimos anos começou a tomar um rumo diferente em seus negócios. Hoje a Skol vende descontração!

Sim, a cerveja ainda é o produto principal da empresa, mas ela é apenas um meio para se conseguir a descontração. O público consegue criar a imagem de festa, alegria e diversão com amigos e familiares quando pensa na marca Skol, ela remete a essas imagens positivas à marca devido ao forte trabalho de branding que a empresa desenvolveu ao longo dos anos.

Hoje ela trabalha em sua linha de produtos para se adaptar às exigências do mercado, como o caso da Skol Profissa, mas o forte da marca é sua comunicação. Em qualquer campanha ou anúncio a linguagem é sempre descontraída e jovial, temos sempre a mesma impressão sobre a marca não importe aonde seja utilizada.

Sabendo que tem o poder de comunicação com seu público em mãos, a Skol aproveitou a marca para lançar produtos que não são a cerveja em si, como é o caso do Skooler de controle remoto, perfeito para impressionar os amigos e causar toda descontração em uma festa entre família. Mas ela não parou por aí, os lançamentos mais recentes foram o sorvete de cerveja (que leva a marca Skol na embalagem e foi vendido em bares escolhidos a dedo) e uma linha de garrafas de alumínio totalmente estilizadas com artes diferentes chamadas de Skol Design, sempre amarelas e que servem como objetos de decoração para sua casa (também é possível adquirir pelo site outras partes para formar outros objetos como o relógio e a cadeira, tudo com garrafa de alumínio).

Além desses produtos, já vimos também o ovo de páscoa de cerveja e quem não se lembra do Skol Sensation? Uma balada que acontece todo ano para promover o produto Skol Beats além de claro: a descontração.

Basta acessar o site da empresa para perceber a força da comunicação. Chamado de Skoland, ele funciona como uma rede social onde os usuários compartilham suas experiências com a marca além de ser um forte veículo da empresa para estar próximos de seus clientes. Ali você encontra a rádio Skol que toca músicas para diversas ocasiões, como facul, churras, praia e folia. Também é possível gerar listas de produtos para um churrasco de acordo com o número de pessoas ou então ser atendido pelo Serviço de Atendimento ao Churrasqueiro. Um aplicativo para smartphones permite que o cliente encontre pontos de vendas exclusivos de Skol mais próximo.

Com tantos exemplos, podemos aprender muito com uma empresa como a Skol:

– Conheça muito bem o seu cliente.

– Saiba o que seu cliente fala sobre a sua marca.

– Esteja sempre por perto, as redes sociais é a melhor ferramenta.

– Surpreenda sempre. Entregue aquele “algo a mais”, como um bom atendimento ou um retorno rápido de uma dúvida.

– Jamais fuja de sua identidade, seja a visual ou a essência da marca. Se algo não está bom, pense como um gestor de marcas. Levante informações e comece de novo.

– Acompanhe de perto as tendências do mercado. Embalagens com quantidade reduzida ou packs com mais latas foi uma necessidade clara.

Seguindo exemplos de empresas como a Skol que conseguem gerenciar sua marca de forma profissional e com exatidão, talvez seja mais fácil de conseguir ser um sucesso.

 

Referências:

http://www.skol.com.br/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Skol

Você pode sonhar, criar, desenhar e construir o lugar mais maravilhoso do mundo…

Mas é necessário ter pessoas para transformar seu sonho em realidade…”

Walt Disney

1966_12_15_2Encantar. Essa é a palavra que todos os negócios deveriam adotar no seu posicionamento estratégico. O valor é resultado da experiência vivida pelo cliente no ato da compra de um produto ou serviço. O intuito é fazer com que um simples comprador se torne um cliente absolutamente fiel a ponto dele mesmo divulgar o seu negócio. A marca, nesse momento, é a peça principal para se vender algo, pois muito além de produtos ou serviços, o que compramos são marcas.

Encantar é a palavrinha mágica que motiva e fideliza o consumidor. E  não tenho um exemplo melhor do que a Marca Disney, que é sinônimo de encantamento, para melhor exemplificar o título deste artigo. Um lugar onde os sonhos de uma criança, de um adolescente, do homem, da mulher, de um casal jovem e de um casal da 3ª idade são realizados, pois os parques, os serviços, os shows, os brinquedos, a música, a pontualidade nas exibições, as princesas, os personagens,  o Mickey e a Minnie só tem uma missão: encantar! Com certeza é o mundo encantando, onde todos se divertem e querem voltar e fazem questão de divulgar a marca.

E o design? Qual a relação do design com essa palavra encantar? Minha resposta: Tudo. O design estratégico é importante, pois auxilia na diferenciação dos concorrentes. Por este motivo, a marca precisa estabelecer uma identidade visual com o seu publico-alvo. Através de um símbolo, de um logotipo, da tipografia ou das cores,  a marca transmite cultura, valores, princípios e política de uma corporação. A identidade de uma empresa, corretamente desenvolvida, com a devida  aplicação gráfica, traz benefícios significativos, tanto no âmbito interno (organizacional) como no externo, durante o processo de fixação da imagem no mercado, transparecendo a “personalidade” da empresa.

Outros elementos para a fixação da marca são importantes, como as cores, a iluminação, o layout, o site, as embalagens, os produtos e sua exposição criam efeitos psicológicos de credibilidade e preço, destacando o produto e estimulando, ou não, a permanência e o interesse do consumidor pela marca. Voltando ao mundo encantando, não há um parque sem que o design esteja presente, desde a criação dos personagens, ao desenvolvimento da marca, embalagens dos produtos, layouts dos parques e seus serviços. É possível sentir a Disney com todos os elementos do design mostrando o tempo todo o porque daquela marca para o mundo: Diversão garantida e encantamento!

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A principal função do design estratégico é criar uma política de design que tem a missão de tangibilizar o posicionamento estratégico da marca, ou seja, deixar claro a imagem que o negócio queira passar e mais, que seja entendido por todos os consumidores. Por este motivo, o gestor do negócio, quando possível, deve procurar um profissional capacitado para esta atividade, seja um designer de interior, gráfico ou de produto, para implantar uma estratégia ideal, e assim, encantar o seu consumidor.

Através de uma política de design, o gestor do design coordena a identidade de uma marca, sua aplicação nos papéis administrativos e institucionais, seus produtos e comunicações, ambientes e serviços, embalagens, sinalizações, websites, uniformes e frotas e ainda,  em qualquer elemento que a empresa desejar estabelecer uma comunicação para a realização de uma interface com o seu mercado-alvo. O consumidor de hoje sabe o que quer e está disposto a pagar mais pelos benefícios recebidos e transmitidos pela marca. O negócio é gerar emoção para gerar mais negócio”. O design estratégico é uma importante ferramenta para a busca desta emoção, pois apresenta o diferencial e gera resultados.

Walt Disney foi o idealizador deste mundo encantando e soube deixar a essência do seu negócio vivo até hoje e sempre, para todos usufruírem o que há de melhor numa marca: o seu DNA e o seu encantamento!!!!

Imagem KDu_Anitta

Larissa Macedo, aos 16 anos, se formou técnica em administração pela Faetec-RJ e concorreu com mais de 5 mil candidatos para uma vaga de estagiária na Vale, foi uma das cinco aprovadas. Após o período de estágio, a empresa quis contratá-la, mas ela tinha um sonho. Queria ser cantora. Administrada por Larissa nascia Anitta.

A marca Anitta foi inspirada na personagem de Mel Lisboa na série “Presença de Anitta” (2001) e começou aí a estratégia de marketing que colocou a cantora no topo das paradas: o benchmarking.

Nos últimos meses, ela esteve em quase todos os programas de auditório dos canais abertos. O Caldeirão do Huck fez um quadro com ela. No Programa Raul Gil, foi sabatina por crianças. No Domingão do Faustão participou do quadro arquivo confidencial. E no último Prêmio Multishow, levou os prêmios de Melhor clipe e de Música-Chiclete. Seu hit “O Show das Poderosas” atingiu mais de 58 milhões de visualizações no YouTube, seu CD vendeu mais de 120 mil cópias e o seu cachê gira em torno de R$ 60 mil. Estamos diante um novo fenômeno musical ou de uma bem sucedida estratégia de marketing?

Benchmarking é a busca das melhores práticas na indústria que conduzem ao desempenho superior. É visto como um processo positivo e pró-ativo por meio do qual uma empresa (ou artista) examina como outra realiza uma função específica a fim de melhorar como realizar a mesma ou uma função semelhante.

Em minha opinião, Anitta está levando muito a sério o conceito de benchmarking. Seus clipes, coreografias, figurinos e shows são muitos “inspirados” no estilo de cantoras pop americanas, principalmente em Beyoncé.

Apesar das evidentes semelhanças, Anitta está fazendo o que diversos artistas como Ivete Sangalo, Claudia Leite e tantos outros já fizeram. A meu ver, a diferença é que ela já começou fortemente utilizando estas “referências”, o que a impede ter uma marca própria com personalidade bem definida, focando muito no que “posso fazer” do que no “o que quero ser”. Não muito tempo atrás, Shakira usou da mesma estratégia, mas com uma diferença: ela manteve sua identidade musical como diferencial.

No caso de Anitta, que começou no funk e agora está transitando pelo pop, há um excesso de “inspiração” que já começa a influenciar negativamente em sua marca. Por exemplo:

Seu segundo clipe, Meiga e Abusada (gravado em Las Vegas e dirigido por Blake Farber, que já trabalhou com Alicia Keys e Beyoncé) é “quase” uma regravação do clipe I hate this part do grupo The Pussycat Dolls, não chegou a 18 milhões de visualizações no YouTube, menos que um terço de O Show das Poderosas.

Entretanto, segundo uma entrevista da revista Forbes, a diretora de marketing de Anitta, Priscilla Lemgrumber disse que: “O cachê ainda está longe do que cobra Ivete Sangalo, porém, sua idade e apelo musical semelhante ao de Shakira aumentam suas chances de se tornar uma estrela internacional. Diferente de Sangalo, Anitta fala inglês com fluência, uma habilidade necessária para conquistar o público americano”. Em minha opinião, esta declaração deixa claro que Anitta é um produto de entretenimento, e como tal, terá um ciclo de vida que dificilmente se renovará em seu fim.

Há no YouTube diversos vídeos mostrando estas “semelhanças” e, em suas entrevistas, quando é questionada sobre estas semelhanças, ela alega que não “imita” ninguém e quem propõe as ideias é o seu produtor. Sem falar que a imprensa sempre cita estas comparações em qualquer matéria sobre ela. A falha está aí, no tom “arrogante” de Anitta de se impor como uma artista/marca “diferenciada”, onde os fatos mostram o contrário. E é cada vez mais rápida a percepção do público sobre esta imagem.

Será que por causa disso poucas marcas associaram suas imagens à de Anitta? Hoje apenas a Olla está com uma campanha estrelada por ela, o que faz sentido (Tele Sena não conta).

Apesar das críticas e polêmicas, a estratégia ainda está funcionando. Como um produto de entretenimento, Anitta está apenas usando e comprovando que o marketing e suas ferramentas ainda são capazes de produzir celebridades.

Então, PRE-PA-RA que veremos até quando este benchmarking irá funcionar.

Neste link você poderá ver um dos vídeos que existem no You Tube sobre as semelhanças entre Anitta e Beyoncé: http://www.youtube.com/watch?v=6BOJ71sDbYc#t=138