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O fenômeno das mídias sociais é cada vez mais forte no mundo do marketing e da gestão de marcas. Todas as empresas, não importam se pequenas, médias ou grandes, querem estar lá!

Uma pesquisa realizada pelo Altimer Group e Wetpaint para a revista Business Week (a pesquisa contou com as 100 empresas mais valiosas do mundo), mostrou que as corporações que investem em mídias sociais apresentam melhores resultados e uma receita final maior. Organizações que realizaram o investimento nas plataformas cresceram em média 18% em um ano.

Além do crescimento, é uma super oportunidade para conhecer mais de perto seus clientes, escutá-los e também saber o que estão falando sobre você. Todas querem ter um perfil nas redes sociais, mas antes é preciso entender “o porquê de tudo isso”.

“Algumas tecnologias da inteligência causam impacto profundo e alteram significativamente o modo como produzimos e tratamos as informações e nossas diversas representações no mundo físico e social, este é o caso das mídias sociais”. (André Telles)

É preciso saber o impacto que essa tecnologia causa e se está contemplado na estratégia de comunicação da empresa. Entender o “por que” da presença neste ambiente e saber quais as causas e efeitos que a instituição absorverá disso é fator chave para o sucesso da sua ação.

Mídias Sociais fazem parte de uma grande estratégia para a gestão da sua marca, mas não é a solução para todos os seus problemas, como algumas corporações acreditam. É preciso ter uma estratégia macro e dentro dela, um dos braços será uma plataforma online de relacionamento, em que a empresa tratará de igual pra igual com seus clientes.

Além disso, toda plataforma já vem com seu propósito de marca pré-estabelecido. Nós como empresa, precisamos saber disso e analisarmos se dentro da nossa estratégia, as ações podem ser realizadas sem acontecer nenhum choque de valores. Entender bem sobre a plataforma de mídia social que você quer atuar é essencial para criar potencial e diferencial competitivo.

Não adianta entrar em todas as mídias sociais achando que isso trará retorno. O mais importante é saber se a ferramenta que você utiliza tem potencial suficiente para seus objetivos e metas como marca. Caso ainda não esteja em nenhuma delas, um estudo mais profundo sobre cada uma determinará a escolha mais assertiva.

 

 

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MarcaUma das principais preocupações de um empreendedor que está começando no mercado gastronômico é como se diferenciar diante de tanta concorrência. Pode ser pela cozinha/chef, pelo atendimento ou pelo ambiente. O melhor é que a proposta englobe todos estes aspectos.

Mas e a marca?

Antes de se pensar em ter uma marca, é necessário que o serviço ou produto realmente valha a pena ser adquirido. O modo de gestão do negócio está intimamente relacionado aos seus diferenciais sobre a concorrência. Será sua identidade e o mais importante é que os consumidores percebam e reconheçam estas diferenças, formando assim o que podemos denominar imagem de marca.

Podemos citar como exemplo o Frangó, inaugurado em 1987 como uma rotisseria no largo da matriz, na Freguesia do Ó. Logo ficou famoso pelo seu frango grelhado e pratos prontos e, com o passar do tempo, deixou de ser uma rotisseria do bairro e ganhou fama pela sua extensa carta de cervejas e, principalmente pela sua coxinha. Sem contar o ambiente descontraído e o atendimento atencioso típico de bares de bairro. Hoje, é comum indicar o Frangó para qualquer turista que queira experimentar uma coxinha ou para aquele consumidor que queira experimentar cervejas importadas. Isso acontece com o sanduíche de mortadela e o pastel de bacalhau do Mercadão ou o bauru do Ponto Chic. Aqui, citei alguns estabelecimentos tradicionais de São Paulo, mas que construíram suas marcas focando em seus produtos como grande diferencial.

Uma boa marca transmite um determinado conjunto de informações que pode levar os consumidores a experimentá-la, a gostar dela, a repetir o ato de consumo e a recomendá-la positivamente. Ela retém o consumidor para o produto e serviço oferecido, retendo-o enquanto a proposta for cumprida, principalmente no mercado gastronômico, uma vez que a escolha por um bar ou restaurante é puramente emocional.

Diversos estudos já comprovaram que um cliente satisfeito tem o poder de atrair, em média, 6 novos consumidores. Por outro lado, os insatisfeitos afastam pelo menos 14 potenciais consumidores. E com as redes sociais, estes números podem se multiplicar numa velocidade impressionante. Afinal, você indicará aquele restaurante fantástico que você conheceu quando surgiu o assunto numa roda de amigos, mas todos saberão o nome daquele bar que o garçom lhe tratou mal ou daquele restaurante em que a comida não atendeu as suas expectativas.

Então podemos concluir que uma marca é um conjunto de fatores e ações que envolvem a preparação, entrega e manutenção dos atributos materiais e a imagem do seu negócio, onde a percepção positiva ou negativa do consumidor se materializa na marca, que identifica as virtudes ou falhas do negócio. A continuidade e qualidade dessa relação positiva consolida a marca como a melhor referência de identificação e, provavelmente, da repetição do ato consumo e, a partir daí, não são mais os atributos tangíveis dos produtos e serviços oferecidos que darão continuidade ao empreendimento, e sim a marca que promete e garante a entrega do que se espera daquele produto ou serviço.

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Imagem GabrielO nome de marca é um elemento importante a ser considerado ao longo da gestão da mesma. Não apenas por um motivo, tão pouco devido a uma única circunstância, mas sim por conta de seu caráter central, que se relaciona diretamente com diversos expoentes da estratégia.

O nome de marca é um elemento que permeia o meio verbal e visual, viajando através da fala, no processo popular, porém amplamente poderoso conhecido como “boca-a-boca” e, é tangibilizado, ou seja, fixado no espaço através do design do logotipo, sinal gráfico e identidade visual da marca.

Sobre o nome se sustenta o registro legal da marca, assegura aos seus detentores direitos sobre as vantagens competitivas por suas ações construídas e responsabilidades em relação a seus consumidores, fornecedores e parceiros.

E como surge o nome da marca?

O processo de escolha do nome de uma marca é conhecido como Naming; um processo multidisciplinar, que abrange conhecimentos relativos à linguística, design, cultura, marketing, estratégia e legislação. Processo que demanda inúmeras pesquisas, testes de viabilidade e que deve ser desenvolvido com olhar crítico por parte da equipe responsável, que não apenas deve gostar da opção escolhida, mas também se assegurar de sua funcionalidade e coerência em relação ao que a marca em questão vai representar, ou seja, deve se perguntar: Esse nome está de acordo com a categoria na qual a marca atua? O público se familiariza com sua sonoridade? Ele é fácil de ser pronunciado e escrito? Ele faz alguma associação negativa em relação a cultura na qual está inserido ou soa de maneira discriminatória? Ele é propício a uma representação gráfica satisfatória? É registrável e disponível como nome de domínio na internet? E isso apenas para dar uma amostra.

Uma vez criado, o nome se torna dinâmico, utilizado não apenas pela marca, mas também pelas pessoas que com ela convivem e se relacionam, ou, apenas sabem que ela existe.

Esse dinamismo coloca as marcas em um cenário no qual elas não têm mais total controle sobre o conteúdo relacionado a elas. Se antes as marcas transmitiam mensagens unilaterais através de anúncios para os quais os consumidores eram meros alvos, hoje elas participam de um grande diálogo no qual todos tem voz ativa e, nesse sentido, o nome da marca torna-se objeto central, sobre o qual a credibilidade pode ser construída ou transformada em “pó”.

Todas as ações, positivas e negativas, resultantes em acertos ou erros estarão vinculadas ao nome da marca. Portanto, não basta escolher um nome bonito e sonoro, fácil de ser registrado, com boa representação através do logo e da identidade, aceito e relevante na cultura na qual está imerso, capaz de diferenciar a marca e gerar reconhecimento. Muito mais do que isso, é preciso preencher esse nome de significado, relacionar ideias, estabelecer uma rede de conceitos única na mente dos consumidores.

Segundo essa perspectiva, retomo a noção de propósito como determinante para o sucesso da marca. É o propósito de marca bem definido que garante um alinhamento coerente nas ações estratégicas, permitindo que o quê a marca diz seja percebido de maneira autêntica para quem faz parte de sua equipe e para quem está de fora, sejam consumidores, parceiros, concorrentes ou pessoas que apenas sabem que a marca existe.

Essa percepção de alinhamento traz credibilidade para a marca, que passa a ser compreendida como autêntica, responsável e confiável, uma vez que ela cumpre aquilo que ela comunica, além de permitir soluções “diplomáticas” e satisfatórias em caso de eventuais problemas que passam a ser entendidos como algo que pode acontecer, mas que são resolvidos pela marca. Mas tal processo de construção de credibilidade demanda tempo, esforços e demora para ser percebido pelos gestores da marca e seu público.

No entanto o contrário, ou seja, problemas relacionados a falta de alinhamento entre o que a marca promete e o que ela realmente faz, são percebido quase que na velocidade da luz, principalmente nos dias de hoje com as redes sociais e o crescente poder dos consumidores.

Um exemplo interessante no qual a falta de alinhamento do propósito de marca e suas ações (ou até mesmo a falta de um propósito) se refletem negativamente no conhecimento do nome da marca é o quadro “Patrulha do Consumidor” apresentado por Celso Russomanno diariamente no “Programa da Tarde” da TV Record.

No quadro Russomanno ajuda consumidores a correr atrás de seus direitos e faz contato direto com as marcas evidenciando muitas vezes sua falta de alinhamento, comprometimento e responsabilidade, colocando o nome de marca na berlinda em rede nacional e internacional.

Veja um exemplo da abordagem de Russomanno no vídeo disponível no portal R7: http://migre.me/erZrj

Você quer que seu nome de marca seja disseminado de maneira positiva? Então não deixe de se aprofundar em questões relativas à gestão de marcas. Leia livros, estude cases de sucesso e insucesso e não deixe de acompanhar as novidades postadas pela equipe do InfoBranding. Com conhecimento, dedicação e esforço sua marca pode se consolidar de maneira satisfatória e seu nome veiculado de maneira positiva.

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AmandaHiga_Artigo#02_A marca pessoal como look do dia_imgRepletas de seguidores, ou melhor, seguidoras em sua grande maioria, as blogueiras tornaram-se referência de moda, beleza e modernidade para milhares de fãs. Ícones de inspiração nas redes sociais, diariamente publicam seus interesses, looks, os locais que frequentam, expõem suas preferências e até seu dia-a-dia ao público.

Passando a apostar em sua marca pessoal para garantir sucesso, o potencial destas blogueiras e outros influenciadores foi enxergado pelas empresas, tornando-os parceiros comerciais que fizeram do hobby um negócio lucrativo.

A “Marca Você”, termo apresentado por Tom Peters, deve ser única e mostrar seu conteúdo de forma diferenciada. Essa expressão de marca deve sempre refletir sua personalidade, trabalhando não só a linguagem visual, mas a verbal e a não verbal, expressando sua essência e identidade. Ou seja, a marca pessoal deve ser look do dia-a-dia.

As inspirações e referências coletadas precisam ser internalizadas para que se transformem em autenticidade assim como informações e conhecimento sejam convertidos em sabedoria.

“Para ganhar conhecimento, adicione coisas todos os dias. Para ganhar sabedoria, elimine coisas todos os dias.” Lao-Tse.

Seja a sua marca pessoal moderna, básica, gótica, prática, esportiva, largada, engraçada ou esquisita, o importante é valorizar e estar de acordo com o seu conteúdo interno.

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Fazer a gestão de uma marca não é tarefa fácil nem sai barato. Imaginem então os investimentos necessários para uma empresa criar, desenvolver, lançar, comunicar e monitorar o desempenho de várias marcas? Ao possuir um vasto portfólio, será que a empresa consegue dedicar suficiente tempo e dinheiro para torná-las relevantes, únicas, consistentes e perenes? Pensando sob essa perspectiva, fica mais simples entender a estratégia da Unilever, anunciada em 1999, de reduzir seu portfólio de 1.600 para pouco mais de 400 marcas.

Para ficar ainda mais complexo, consideremos o novo mundo em que vivemos a partir da virada do milênio, com uma nova estrutura social dominante: a “Sociedade em Rede”. A internet alavancou uma transição social resultante de três processos – a revolução da tecnologia da informação, a crise econômica e o apogeu de movimentos socioculturais (direitos humanos, ambientalismo, etc.) – e a partir dela, uma nova economia informacional/global (CASTELLS,1999). As marcas contemporâneas, e seus gestores, ainda estão aprendendo a lidar com esse cenário desafiador, com produtos e serviços cada vez mais semelhantes e substituíveis (“comoditização”), impactando e saturando umcidadão-consumidor conectado com tudo e todos, por meio de seus celulares e tablets, a cada momento, em qualquer lugar.

Como organizar o portfólio de marcas? A empresa tem muitas marcas ou poucas? Deve estender as marcas que já possui, comprar marcas já existentes, ou criar novas? Como estruturar o portfólio nos diferentes países onde a(s) marca(s) atua(m)?

O objetivo da arquitetura de marca é justamente resolver essas questões da melhor forma possível, alavancando o portfólio, maximizando os investimentos. Podemos entender a arquitetura de marca como um esquema organizador do papel de cada uma das marcas do portfólio e das relações estratégicas entre elas. Afinal, conforme nos explica Kapferer (2010), o portfólio de uma empresa não pode ser encarado como simples coleção de marcas reunidas ao acaso, mas sim conformando um grupo coerente e bem estruturado, no qual cada marca tem sua função e lugar bem definidos.

Um dos pontos mais importantes da arquitetura de marcas é a definição do relacionamento entre elas. Aaker e Joachimsthaler (2000) desenvolveram um modelo,sistematizando essas relações, conhecido como “espectro de relacionamento de marca” (ver Figura 1). Em um extremo, temos a Casa com Marca, também conhecida como arquitetura monolítica (uma única marca). No outro, a Casa de Marcas, ou arquitetura independente, composta por várias e diferentes marcas, com pouca ou nenhuma conexão entre elas. É justamente sobre esse último tipo do espectro, marcas sem conexão, que podemos indagar: mas será possível, nos dias de hoje, com a nova cultura de interatividade e participação, do acesso direto e da informação contínua, que as empresas ainda escondam a sua conexão com as marcas do portfólio?

Figura 1 – Espectro de relacionamento de marcas

Fonte: Ilustração da autora sobre o espectro de Aaker e Joachimsthaler (2000).
Fonte: Ilustração da autora sobre o espectro de Aaker e Joachimsthaler (2000).

 

Para responder, entrevistamos o próprio David Aaker. E a resposta foi: “depende da marca e do público. Para alguns ainda existe separação. Poucos percebem que a Disney detém a ABC, por exemplo”[1]. Porém, basta acessar o site da Disney/Rede ABC[2] para facilmente constatarmos a conexão entre as marcas citadas no exemplo. Está lá, acessível para qualquer um que se interessar.

A demanda por transparência e responsabilidade é uma forte característica do contexto social contemporâneo, no qual o público quer (exige) saberquem é a marca por trás das marcas – e esse fato deve influenciar as decisões de arquitetura. As empresas não estão mais escondidas e inacessíveis. Ao contrário, suas ações – e as marcas de seu portfólio –  podem ser analisadas, interrogadas e comunicadas para um número infinito de pessoas por um simples clique do mouse.

Assim, vemos que os portfólios de arquitetura independente, do subtipo sem conexão, estão desaparecendo, ou melhor, estão se conectando. Frente aos acontecimentos da nova sociedade da informação globalizada, podemos perceber que a gestão de portfólio de marcas é um desafio crescente e atual. O que faz o estudo das estratégias de arquitetura de marca, mais do que nunca, pertinente.

REFERÊNCIAS

AAKER, D.; JOACHIMSTHALER, E. The Brand Relationship Spectrum: the Key tothe Brand ArchitectureChallenge. California Management Review, v. 42 , n. 4, p. 8-23, 2000.

CASTELLS, M. A Era da Informação: economia, sociedade e cultura. São Paulo: Paz e terra, 1999.

KAPFERER, JN. New Strategic Brand Management: creating and Sustaining Brand Equity Long Term. London: Kogan Page, 2008.


[1]Entrevista concedida por e-mail no dia 8/ago/2012. Resposta original: “Some good questions. It depends on the brand and the audience. For some there is separation. Few realize that Disney owns ABC for example”.

[2]Disponível em : <http://www.disneyabctv.com>


 

Flavia Igliori Gonsales: consultora e pesquisadora, Flavia tem mais de 15 anos de experiência em criação e estratégia de marca. Foi diretora de branding na Agência Africa (Asia Branding), consultora sênior na BrandAnalytcis (atualmente, Kantar Millward Brown Brasil) e diretora de arte em agências como Banco de Aventos e Len Comunicação e Branding, entre outras.

Em 2016, Flavia ganhou a “Doctoral Dissertation Research Award” da Comissão Fulbright, bolsa-prêmio que a fez pesquisadora visitante na Lundquist College of Business, University of Oregon.

Professora em cursos de MBA e pós-graduações em escolas de negócios como BSP, FIA, Alfa e Sustentare, Flavia é doutoranda em Ciências da Comunicação na ECA-USP, mestre e graduada em Arquitetura e Urbanismo pela FAU-USP.

flavia_gonsales@usp.br
www.linkedin.com/in/flaviag/

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Marca BrasilSim, esse artigo discutirá o país pela ótica do Branding. Afinal países já não são apenas regiões geográficas, hoje são marcas, com atributos, propósito, posicionamento, missão, visão e valores. Isso tudo visando atrair turistas, capital e empresas de todo o globo.

Mas como tem sido administrada a marca Brasil?

Analisando o cenário global e a “empresa” República Federativa do Brasil, temos como oportunidade de visibilidade os grandes eventos como a Copa do Mundo de Futebol FIFA e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Mas da mesma forma que nossa marca está exposta, nossos pontos fracos começam a interferir na imagem dela.

Pontos fracos que já se tornam eminentes na organização desses eventos. Ao longo das obras, o país tem demonstrado imaturidade, péssima gestão organizacional, financeira e de marca. Partimos para o propósito da nossa marca, ponto imprescindível para o sucesso da mesma, mas que não está claro quando falamos da marca Brasil. Seus administradores não pontuam até onde queremos chegar e como faremos para atingir esse objetivo. Pecamos também pela da falta de transparência, atributo negativo, mas que é visto em abundância em nossos “gestores”.

Partimos para análise dos nossos conceitos de comunicação, sempre apoiados na alegria de um povo hospitaleiro e em nossas belezas naturais. Porém, recentemente uma turista norte-americana foi estuprada numa van na cidade do Rio de Janeiro. E como podemos falar de natureza como atributo positivo de marca sendo que devastamos a Mata Atlântica, já desmatamos grande parte da Floresta Amazônica e muitos de nossos rios estão poluídos. Estas contradições acabam negativando nossa credibilidade e o valor de nossa marca.

Outro ponto essencial para a competitividade no mercado é o investimento em pesquisas, novas tecnologias, inovação e na capacitação da sua mão-de-obra. Os talentos brasileiros sofrem pela falta de investimento, falta de centros de qualificação profissional, falta de verba para realização de pesquisas, remuneração baixa e excesso de burocracia. Dessa forma a criatividade nata do povo brasileiro se perde por falhas de uma gestão pública arcaica. Esses problemas organizacionais fazem com que o país perca força competitiva. Hoje, seus concorrentes diretos, China e Índia, têm demonstrado melhor capacidade de gestão e apresentado inovações relevantes para o cenário mercadológico global.

Infelizmente o mercado já pontua os aspectos negativos da imagem de nossa marca, como retratado na matéria do site Time World, da revista Time, Brazil’s No-Blame Game: How Impunity Imperils the Country’s Image (O jogo de “deixa quieto” do Brasil: Como a impunidade põe em risco a imagem do país).

“O mundo irá para o Brasil e, sem dúvida, se deliciará com o clima quente e simpáticos anfitriões. Mas eles não estarão suscetíveis a ficarem impressionados com a infraestrutura ao seu redor. Se os jogos não vão de acordo com o plano, os brasileiros não terão ninguém para culpar além de si próprios. Só não esperem que alguém seja responsabilizado.” Trecho retirado da matéria citada acima.

É nítido o descaso e forma de gestão retrograda dos administradores do Brasil, porém nessa “empresa” somos nós “funcionários” que temos o poder de escolher nossos líderes. Essa marca tem potencial, a brasilidade é um atributo admirável no cenário global, temos capacidade para sermos competitivos. A Embraer e a Havaianas são exemplos positivos da competência do brasileiro, cabe a nós zelarmos pela imagem de nossa marca.

 

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propositoO logotipo e o sinal gráfico, e muitas vezes a combinação dos dois, são os elementos de marca mais facilmente reconhecíveis pelo grande público, uma vez que são tangíveis e encontram-se presentes nos diversos pontos de contato da marca com o consumidor.

De forma visual, e portanto rápida de ser interpretada, transmitem conceitos importantes acerca da marca e estabelecem aquele gatilho para lembranças e crenças na mente das pessoas.

No entanto é comum que empresários, principalmente os que administram empresas menores,  encarem a marca de suas empresas como logos e sinais gráficos, limitando sua gestão à aplicação constante destes elementos em diversos materiais de suas empresas.

O logo é apenas um dos elementos ou, como se costuma dizer, é apenas a ponta do iceberg. Sustentando a aplicação do logotipo existe toda uma estratégia de branding estabelecida com base na relação de empresa, consumidor e mercado, que alinha as diversas ações da empresa e visa, sobretudo, a identificação, a diferenciação, o reconhecimento, o estabelecimento de vínculos e, por conseqüência, as vantagens competitivas.

Por isso o logo não deve simplesmente ser criado as pressas e em com base no gosto pessoal dos gestores da empresa, o que é comum em empresas menores. Não. Ele deve ser concebido de forma estratégica. Primeiro de tudo é necessário que a empresa entenda sua essência, o seu propósito, ou seja, é preciso que ela olhe para dentro de si e perceba, entenda e assuma a razão pela qual ela existe e atua no mercado. Com o propósito reconhecido a empresa pode identificar melhor o seu público com base nos valores compartilhados e assim entender o que ele aprecia, definindo que tipo de imagem ela quer gravar em sua mente, o que, em poucas palavras, define o conceito de posicionamento. Em paralelo acontece o reconhecimento do mercado, das práticas dos concorrentes e a identificação de características da categoria na qual atuará, possibilitando a percepção dos pontos de paridade, ou seja, aqueles nos quais haverá semelhanças e os pontos de diferenciação, que possibilitam o reconhecimento da marca como única.

A partir dai começa o desenvolvimento do desenho da marca propriamente dito. Nesse processo são identificadas as necessidades da empresa no que diz respeito à aplicação de sua marca. Além das aplicações básicas como cartão de visitas, fachadas, papelaria institucional, brindes, website, elementos identificadores para redes sociais como “cover image” e “perfil image” são analisados aplicações específicas que a empresa possa demandar. No caso de uma loja de roupas, as tags e sacolas; no caso de uma padaria ou restaurantes, os guardanapos louças e embalagens; no caso de uma clínica médica, os receituários, aventais, pasta para exames e assim por diante. É importante que esse estudo prévio seja realizado para que a marca funcione de forma legível, pregnante e sem distorções nos mais diversos meios, mantendo uma unidade através da combinação de cores e elementos que acompanham o logo, como imagens e padrões gráficos. Isso sem falar no processo de criação do nome, conhecido como naming, e de registro da marca junto ao INPI; etapas importantes no processo de criação de uma marca.

Tudo isso alinhado cria e sustenta a identidade da marca, o que por sua vez garante seu reconhecimento como entidade. Com base na identidade as pessoas identificam a marca em meio a tantas outras e isso facilita sua escolha.

A marca de uma empresa não é algo pontual, não é resumida a uma elemento específico, não é dissociável da empresa. É um conjunto, uma soma de várias pequenas ações e elementos que juntos constituem o que a empresa tem de mais valioso, sua imagem e reputação na mente de seu público.

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Quem sou e qual a razão de minha vida? Essas são duas perguntas realizadas pelo menos uma vez na vida de cada pessoa. Representam a necessidade de auto-entendimento que determina a maneira como age na sociedade, com quem se relaciona e que tipo de experiências divide. As respostas para essas perguntas tornam cada pessoa única e especial, possibilitando que seja  reconhecida por suas diferenças e fazendo com que a sociedade seja o mais diversa possível. Assim como existem diversos dentistas, médicos, advogados e professores, com cargos e formações acadêmicas semelhantes, existem diversas marcas que representam empresas de segmentos semelhantes com produtos e serviços semelhantes. No entanto, algumas se destacam mais do que as outras.

Este paralelo entre marcas e pessoas é interessante porque possibilita o entendimento de uma marca como uma entidade integrante do mercado e da sociedade, que assim como pessoas, tem algo a oferecer e contribuir com aqueles com quem convivem.

Imagine uma sala do último ano de um curso de odontologia. Nela estudam em média quarenta pessoas que desde o primeiro dia de aula receberam o mesmo conteúdo, praticaram os mesmos exercícios, estudaram e realizaram as mesmas provas e trabalhos sob a orientação dos mesmos professores. Ao final do curso serão quarenta novos profissionais ingressando no mercado tendo, teoricamente, adquirido os mesmos conhecimentos e habilidades. No entanto eles não atuarão da mesma maneira no mercado e com certeza uns terão mais sucesso do que outros. Quem nunca passou por mais de um dentista com as mesmas especializações e terminou o processo preferindo um ao outro? Por quê isso acontece? Porque cada um dos profissionais têm uma forma de trabalhar, de aplicar o conhecimento adquirido, de tratar os pacientes, de escolher os materiais e assim por diante. Cada um dos profissionais é orientado por um objetivo próprio, cada um pauta sua atuação em valores específicos, cada um tem um propósito único, que guia a maneira como atuam e, é isso que, quando colocado em prática, ajuda a construir a identidade do profissional, fazendo com que um se destaque em relação ao outro. Com as marcas é a mesma coisa.

No mercado existem diversas opções para atender as necessidades dos consumidores, oferecidas por diversas empresas, com acesso a praticamente as mesmas matérias primas, tecnologias e processos. E cada vez mais surgem novas ofertas, da mesma forma em que a concorrência aumenta.

Neste cenário, as marcas atuam não apenas com a função de identificar e diferenciar o produto, mas também com a função de estruturar uma identidade capaz de ser reconhecida e valorizada pelo consumidor, que estabelece uma relação que vai além da razão, criando verdadeiros vínculos emocionais.

Tais relações são potencializadas quando as marcas se sustentam sobre propósitos fortes e consistentes. Ou seja, quando a marca orienta toda a sua atuação por um objetivo específico alinhado a valores centrais, que juntos representam aquilo que a marca é de verdade possibilitando foco e potencializando as ações das estratégias de branding.

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Estamos vivendo um momento em que as tecnologias de vanguarda facilitam e permitem a rápida expansão do conhecimento, mas, ao mesmo tempo, “engessam” o comportamento. Por isso, somente por agirmos criativamente é que podemos tomar consciência disso e inovar.

Assim, é fundamental que os profissionais liberem, desenvolvam e expandam suas habilidades criativas, percebendo criticamente esse mundo que os cerca, a fim de que sobrevivam com sucesso, alavancando novas práticas e estratégias capazes de satisfazer as atuais exigências do mercado.

Pensando nisso, neste artigo falaremos sobre as habilidades criativas, para que vocês possam se perceber e perceber o mundo de maneira crítica, sentindo-se estimulados ao exercício de tais habilidades.

Criatividade: que “bicho” é esse? 

Criatividade é a tradução dos talentos humanos natos para uma realidade exterior que seja nova e útil, dentro de um contexto individual, social e cultural. É, portanto, uma habilidade para gerar novidade e, com isso, ideias e soluções úteis para resolver os problemas e desafios do dia-a-dia.

[+] Se você se interessa pelo assunto, acesse: www.academiadecriatividade.com.br

As empresas precisam de pessoas criativas para encontrar novas soluções para problemas antigos, criar novos produtos, fazer melhor que o concorrente, encontrar novos caminhos entre planos e resultados, atrair o cliente, adivinhar o que o cliente quer, aumentar sua participação no mercado ou fazer algo que nenhuma empresa pensou em fazer antes.

Contudo, por mais paradoxal que pareça, Criatividade está relacionada com simplicidade. Nada ou pouco tem a ver com conhecimento e inteligência, aquela do Q.I. Todos nós, potencialmente, somos criativos, nascemos criativos, mas precisamos estimular e aperfeiçoar tal habilidade.

“Dentro da pedra já existe uma obra de arte. Eu apenas tiro o excesso de mármore!” (Michelangelo)

Criatividade é, portanto, um “estado de espírito” que precisa encontrar um ambiente propício para aflorar. É preciso olhar o mundo como de fato é, e não como achamos que seja!

Infelizmente, deixamos de ser o que éramos quando criança: bons “filósofos”! E ser um bom filósofo é se permitir observar as coisas. Observá-las tais como elas são, sem preconceitos e pré-julgamentos, sem paradigmas.

Hoje, mais e mais pessoas reconhecem que ser criativo é algo decisivo para a felicidade e a realização profissional. As pessoas criativas são aquelas que se antecipam no que fazem, dão início a novos negócios, inventam produtos, constroem, projetam, produzem, fazem coisas de grande beleza. As pessoas criativas geralmente são aquelas que levam uma vida social excitante e estimulante, de modo a estarem constantemente aprendendo e fazendo. Pessoas criativas acabam ocupando cargos elevados, tornando-se líderes, pessoas que entendem como solucionar problemas ou inspiram outras para que se aperfeiçoem.

Ter ideias é descobrir relações novas entre coisas conhecidas. É por isto que dizemos que as ideias mais simples são as melhores. A simplicidade faz parte da criatividade e muitas vezes a solução, por ser tão óbvia, não é vista com tanta facilidade. O processo criativo é de domínio público, inerente a cada um de nós. E, consciente ou inconscientemente, nascemos com habilidades criativas.

Precisamos, portanto, aprender a trabalhar tais habilidades e desenvolver o nosso “viver criativo”. Para isso, concluiremos com a indicação das 4 qualidades indispensáveis para sermos criativos e levarmos uma vida criativa:

  • Curiosidade: a força inquisitiva
  • Abertura: flexibilidade e respeito pelo novo
  • Tolerância ao Risco: a coragem de abandonar o “conforto” do conhecido
  • Ânimo: o combustível para a criatividade

“O (sujeito) criador se sobressai em termos de personalidade, temperamento e ponto de vista. Está constantemente descontente com os padrões mais comuns. Nada em direções pouco conhecidas e gosta, ou pelo menos aceita o fato de ser diferente da multidão. Quando surge alguma coisa anormal (…), ele não recua diante da surpresa. Quer entender e determinar se constitui um erro trivial, um acaso raro ou uma importante, mas até agora desconhecida, verdade. Ele é confiante e resoluto. Há uma razão para que tantos criadores famosos odeiem ou larguem a escola – eles não gostam de marchar na cadência dos outros…

(GARDNER, Howard. A Mente Criativa. Revista Época Negócios, no2, Abril de 2007)

 

Por Ana Lucia Pita

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Você já deve ter ouvido falar que São Paulo é a capital mundial da gastronomia. Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – ABRASEL, a cidade de São Paulo possui aproximadamente 55 mil negócios gastronômicos. Destes, 7 mil são pizzarias, por exemplo.  Para ter uma ideia do tamanho deste mercado, se você quiser conhecer todos, levaria aproximadamente 12 anos e meio visitando um por dia. Com tantas opções, você já parou para pensar quais são os motivos que leva você a frequentar sempre os mesmos bares e restaurantes?

Primeiro, pode ser pela qualidade da comida, do ambiente agradável, da música que você gosta, pela proximidade com sua casa (principalmente em tempos de Lei Seca), pelo preço mais convidativo, entre tantos outros motivos. Se você é bem atendido ou tem suas expectativas superadas, é comum indicá-lo para seus amigos e com o tempo estes também podem começar a frequentar o mesmo lugar.

Quando pensamos em serviços gastronômicos, o cliente assume um comportamento bastante diferente daquele que assumiria numa loja de roupas ou de calçados porque é um dos poucos casos em que o comprador adquire uma mercadoria sem ter a opção de experimentá-la antes. Com o aumento de renda e estabilização da economia nos últimos anos, as pessoas estão realizando cada vez mais suas refeições fora de casa e o aumento de consumo caminha no mesmo ritmo do aumento da oferta de serviços relacionados à gastronomia e entretenimento. Por este motivo, os empreendedores e gestores de bares, restaurantes e similares precisam conhecer cada vez mais o perfil dos seus clientes alvo, o que irá fornecer valiosas informações quanto às preferências, interesses e comportamento, permitindo serviços melhores e como resultado, maior retorno do empreendimento.

Mas essa não é uma premissa facilmente assimilada por estes empreendedores. Segundo a Junta Comercial do Estado de São Paulo, em 2011 foram abertos 34 bares e 23 restaurantes por dia no estado de São Paulo. Destes, mais de 50% não conseguem chegar a dois anos de funcionamento. Normalmente isso acontece por falta de vocação para o negócio ou por criarem um estabelecimento para atender os seus gostos pessoais, sem levar em consideração o que seus futuros clientes desejam de um estabelecimento gastronômico.

A proposta desta coluna é apresentar como o branding e a gestão de marcas pode ser uma grande ferramenta de diferenciação e competitividade neste mercado. Muitas destas técnicas já são praticadas de forma inconsciente e natural por muitos profissionais. O que discutiremos aqui é como fazer isso de uma forma estratégica com o objetivo de alcançar um maior retorno do negócio através de exemplos já bem sucedidos como o Pirajá, Frangó, Sujinho entre tantos outros, bem como com as estratégias de grandes marcas não só de bares e restaurantes, mas também de produtos que direta ou indiretamente estão ligados à este mercado.

Afinal, hoje não basta mais servir bem para servir sempre!

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