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Agora com o primeiro grande evento esportivo que começou no dia 15/6, começamos a ouvir falar nesse termo. Para se ter uma ideia, a Fifa contabilizou mais de 100 marcas que estão se utilizando ilegalmente das marcas registradas pela entidade: ‘Copa das Confederações’, ‘Copa do Mundo’, ‘Mundial 2014’, ‘Copa 2014’ e ‘São Paulo 2014’. As empresas foram notificadas, mas ainda não teve ação judicial envolvida.

O Marketing de Emboscada é exatamente ‘pegar carona’ nesses eventos para promover a marca, sem ser o patrocinador oficial.

Vários exemplos aconteceram em outras edições da Copa do Mundo. Em 2010, uma cervejaria holandesa vestiu algumas modelos com uniformes laranjas e as colocaram em alguns jogos. Por serem bonitas, as modelos chamaram atenção da mídia, causando marketing espontâneo para a cervejaria. Ao perceber que era uma ação combinada de marketing, a Fifa expulsou as modelos, visto que a cerveja oficial do evento é a americana Budweiser.

Aliás, a Fifa é um órgão que atua fortemente para proteger os seus patrocinadores, afinal, eles pagaram muito para terem exclusividade. No entanto, a entidade tem que conciliar também os patrocinadores das seleções. Por exemplo, o patrocinador oficial de materiais esportivos é a Adidas, mas cada seleção tem o seu patrocinador, como Nike ou Puma. Da mesma forma, Visa é o cartão oficial da Copa, mas a CBF (seleção brasileira) tem a Mastercard como patrocinadora.

Outro problema é com os recém-inaugurados estádios, o Fonte Nova na Bahia foi batizado pela Itaipava. E como a cerveja oficial é a Budweiser, provavelmente o seu nome oficial não será citado nos eventos oficiais.

Além dos estádios, a entidade também quer fiscalizar as marcas que estarão nos pontos especiais para assistir os jogos, os Fan Fest. Provavelmente terá um esquema especial para que só os fornecedores oficiais possam oferecer comida ou bebida nos locais e proximidades, monopolizando as opções e preços.

Essa exclusividade é racional, mas não pode prejudicar o consumidor ou cidadãos. Um exemplo disso é que se cogita de retirarem o logo e cor das famosas bicicletas do Itaú para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Isso porque o Bradesco é o banco oficial do evento. Mas esse projeto de mobilidade é pioneiro e bem-sucedido e seria estranho ver uma bicicleta compartilhável sem a cor laranja. Já estamos acostumados a vê-las nas ruas, virou um patrimônio das cidades. Seria justo retirá-las de circulação por causa de um evento?

Nessa briga pela divulgação das marcas, uma coisa curiosa acontece com as emissoras de TV, elas escolhem os nomes que querem promover. É comum na Fórmula 1 o narrador da Globo falar das equipes da Mercedes, Renault ou Ferrari; mas por que ele não diz equipe da Red Bull ao invés de RBR?

Mas isso é assunto para uma outra matéria… O importante é que você já sabe o que é Marketing de Emboscada!

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A cada dia que passa as manifestações por todo o Brasil estão crescendo e tomando gigantescas proporções. O povo clamando por uma sociedade saudável e justa. Ao mesmo tempo acontece a Copa das Confederações e os manifestantes já passam a criticar e protestar contra as marcas que apoiam o evento.

Ontem vi numa página que está organizando os protestos em São Paulo um pedido de boicote contra essas marcas. Hoje o perfil da Veja no Twitter foi “hackeado” pelos manifestantes. Ela que tem sido a marca mais criticada nesses manifestos, pois sua linha editorial é de direita conservadora.

Agora cabe as marcas estudarem esse fenômeno e se posicionarem a favor da opinião de seu público-alvo, o que seria mais coerente.

Confira a imagem da página da Veja “hackeada”:

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Quando vamos a qualquer lanchonete, é comum ter molhos e condimentos industrializados. A marca desses produtos até determina se o estabelecimento é mais refinado ou não. Por exemplo, é comum ter o ketchup Heinz nas lanchonetes mais caras. A linha de molhos dessa empresa é reconhecida como tradicional e saborosa.

Há muito tempo atrás, o Chicohamburger, lanchonete situada em São Paulo, disponibilizava ketchup e mostarda em frascos padronizados, simples e sem marca. Quem comia, não sabia de que empresa era o molho. Há alguns anos, a lanchonete começou a ofertar o Heinz, seguindo a tendência de as outras lanchonetes premium da cidade. Mas agora outra marca de ketchup desbancou a Heinz. Se a expectativa é de que seria uma marca ainda mais top do que a americana, se enganou. Foi a já familiar Hellmann’s.

Como essa marca tão comum conseguiu pôr a Heinz de escanteio?

Oferecendo uma estratégia de co-branding. As embalagens do ketchup são personalizadas para o Chicohamburger, com direito ao logo do estabelecimento.

Com certeza isso é bom para a marca da lanchonete, que fica estampada e reforçada no rótulo do produto. Imagine se outras marcas fizerem o mesmo? Uma água do Ritz, uma Coca-Cola do The Fifties. Resta saber se os consumidores aprovam esse tipo de troca.

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ValdaMuito bacana a ação da Valda. Uma marca que desenvolve produtos para saúde da garganta se envolvendo com eventos musicais.

Interessante, pois de maneira geral, suas ações “deveriam” ser relacionadas com remédios, evitar aquilo que pode prejudicar a sua saúde.

No entanto, inteligentemente, ela usa a saúde ao seu favor, promove o bem-estar, a alegria e a vida, nada de doença!!!!

E um festival de música tem tudo a ver com este lado positivo da vida. Distribuindo seu produto e apresentando o seu evento em bares e baladas, a um público que em geral é jovem.

Ótima parceria… Vamos curtir uma balada, use um produto que cuida da saúde de sua garganta e ainda com um hálito bom para a paquera! “De quebra”, vamos ver o que “rola” neste festival?

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campanha ibm

A campanha da IBM tem como mote Ideias Inteligentes (Smart Ideas), com comunicação descontraída. E mais uma vez a empresa tenta tirar a imagem tradicional e antiga de fornecedora de computadores ou chips (os quais ela não fabrica mais) para reforçar o conceito de uma marca inovadora, de serviços de inteligência.

A Smart Ideas é concretizada em outdoors criativos distribuídos pela Olgivy francesa em várias cidades.

Assim podemos perceber como uma intervenção tão simples pode nos ajudar a viver melhor nas áreas urbanas. Isto é, como deixá-las mais inteligentes para seus cidadãos.

Entre as peças, temos um outodoor-banco, um outdoor-abrigo e um outdoor-rampa.

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Metro

Praticamente indispensável para todo o trabalhador, o Metrô se tornou ponto obrigatório na estratégia de marketing de muitas marcas, pois é um local onde consumidor está presente. Mas, vamos pensar… O consumidor está presente ou somente de passagem?

Numa sociedade dinâmica e ágil, consumidores mais exigentes e cumpridores de uma rotina maluca como em São Paulo, consegue ficar atentos às campanhas e propagandas existentes no Metrô?

Em pesquisa apresentada pelo Bom dia São Paulo (Globo –05/06/2013) há 17 milhões de pessoas viajando de transporte público por dia, independente da questão da infraestrutura do transporte público, é um ponto importante para a presença das marcas e, levando também em consideração o tempo gasto para se chegar ao seu destino, o consumidor pode visualizar as marcas das empresas e produtos.

Eu, usuária assídua de transporte público, fico atenta às publicidades por interesse ou simplesmente para passar o tempo até chegar ao meu destino.

 

Confira a matéria do Bom dia São Paulo: http://ibranding.tk/17xSBgT

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Para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente, se inicia hoje a Virada Sustentável 2013!

virada sust

A iniciativa tem como propósito, “difundir e ampliar a informação sobre sustentabilidade na sociedade, utilizando a arte e as atividades lúdicas como principais ferramentas de comunicação, inspirando as pessoas a enxergarem na sustentabilidade um valor coletivo”.

Não deixe de participar. São mais de 150 lugares espalhados pela cidade de São Paulo e mais de 600 atividades para todos os públicos e gostos. Vão desde uma aula de pintura e dança até aulas sobre educação ambiental.

Data: 05 a 09 de junho

Confira mais informações no site oficial do evento: http://www.viradasustentavel.com/si

Falando um pouco sobre as marcas que estão patrocinando e apoiando este evento,  vamos contar um pouco sobre a Braskem (a maior produtora de resinas termoplásticas das Américas) sabe sobre os impactos ambientais causados pela produção dos seus produtos. Por isso, trabalha aliada ao conceito de sustentabilidade, sempre junto com eventos e iniciativas da área e com uma forte atuação no setor de química sustentável, com a produção de matérias-primas renováveis.

brasken

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Andando pela cidade de São Paulo, é possível ver que alguns bares estão ganhando novas fachadas, financiadas, por acaso ou não, pelos patrocinadores da Copa de 2014. Tanto a Brahma quanto a Coca-cola estão investindo nesse tipo de marketing para reforçar sua imagem para os próximos eventos e driblar restrições como a Lei da Cidade Limpa. Isso está acontecendo há pelo menos dois anos e em outras cidades, mas mais intensamente agora, um ano antes do primeiro grande evento.

Essa estratégia não é nova, Skol, Antarctica e Brahma sempre padronizaram a sinalização dos bares. Mas havia tempo que não se via uma campanha como essa. No caso da Brahma, a Ambev financia a reforma da fachada e não apenas a testeira do bar. O programa iniciado em 2011 e batizado de “Nosso Bar” é destinado aos bares menores e incentiva os microempresários do ramo. É um tipo de franquia destinada à classe C, onde a Ambev fornece um pacote com geladeiras, mobiliário e fachada.

A fachada tem uma padronização e elementos visuais interessantes, o bar ganha um selo em forma de tampa de garrafa com o nome “Nosso Bar”. Em alguns casos, azulejos brancos e vermelhos são instalados dando charme aos estabelecimentos. Mas essa padronização parece durar pouco, os estabelecimentos logo colocam banners e placas de promoções e estragam o conceito visual.

No caso da Coca, a intervenção é menor, os bares tem uma placa pequena vermelha com a famosa “onda” branca do logo da empresa, deixando claro quem patrocinou aquele bar.

É interessante reparar como a paisagem urbana vai se alterando até os tão esperados eventos.

 

No link a seguir, é possível conferir o antes e depois dos bares patrocinados pela ambev: http://www.ambev.com.br/pt-br/bares-e-restaurantes/reformas-de-bares-e-restaurantes/reformas-de-bares-e-restaurantes

E mais sobre o programa Nosso bar: http://www.ciadosbotecos.com/2012/02/nosso-bar.html

 

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O propósito de uma marca atravessa as barreiras do preconceito, da guerra, do embargo. A qualidade de um produto e o valor que ele tem perante o consumidor é algo digno de ser estudado e para isso existe o branding.

Hoje lendo algumas notícias, me deparei com uma no The New York Times. Na faixa de gaza, cerca de 1,7 milhões de pessoas, palestinos, têm acesso restrito para outras regiões, e no local não existem redes de fast-food, não das marcas famosas que estamos acostumados.

A notícia diz que existe um contrabando de refeições do KFC (Kentucky Fried Chicken) e que as pessoas costumam pagar o equivalente a 27 dólares por um balde com 12 pedaços de frango.

Percebe-se o valor da marca, principalmente do produto, que consegue atender as expectativas do consumidor com seus saborosos pedaços de frango. Esse valor percebido faz com que o alimento seja contrabandeado do Egito e percorra um longo caminho até a região de Gaza.

Confira as imagens:

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Imagens: Wissam Nassar/The New York Times; Fonte: http://ibranding.tk/ZappaF

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Você já deve ter reparado que o mobiliário urbano de Sampa ganhou uma nova cara. Estão sendo instalados novos relógios e pontos de ônibus.

E quem é paulistano percebeu mais um fato: a publicidade voltou às ruas da cidade, desde que foi implantada a lei da Cidade Limpa em 2007.

O consórcio Pra SP, formado por Odebrecht, TV Bandeirantes, Kalitera Engenharia e o grupo Ruas, vai trocar e instalar 7.500 pontos de ônibus e 12.500 totens em 3 anos. O projeto prevê mais novos pontos e sua manutenção até 2017. O investimento gira em torno de R$ 167 milhões e em troca poderá explorar a publicidade.

O negócio parece lucrativo, pois há uma grande demanda para esse tipo de exposição visto que com a lei do ex-prefeito Kassab foram proibidos os outdoors e propagandas nas fachadas. A nova prefeitura petista contornou essa lei, dando ao consórcio o monopólio de exploração de publicidade no mobiliário urbano.

São quatro modelos criados pelo designer Guto Indio da Costa. O modelo “caos estruturado” e o “brutalista” estarão na maior parte da cidade. O modelo “high-tech” com painel digital será instalado em centros financeiros, como a Av. Paulista e a Berrini, o modelo discreto “minimalista com ginga” aparecerá no centro antigo.

Os abrigos são cobertos por vidro ou plástico transparente e tem estrutura de aço ou concreto. O modelo que se vê atualmente na maioria das avenidas é o “caos estruturado” e tem um painel de anúncio de 2 m², com iluminação noturna.

Sim, novo mobiliário é moderno e bonito, digno de uma cidade cosmopolita como São Paulo. Mas não é muito funcional. O projeto errou feio ao não ser concebido pensando na manutenção e no usuário. A cobertura e a parede de vidro fragilizam a estrutura e já surgiram os primeiros pontos depredados. Imagine se chover granizo!

A escolha do material não foi muito feliz, em dias ensolarados, o abrigo não protege do calor. O vidro até tem listras opacas que tentam amenizar os raios solares, mas eles não são efetivos, seria mais efetivo colocar uma cobertura opaca e mais resistente.

Outro ponto é a padronização do mobiliário em termos arquitetônicos. Os novos relógios têm um desenho bem diferente dos novos pontos de ônibus. Os abrigos têm linhas estruturais retas de aço avermelhado rústico, enquanto os relógios tem um totem com desenho curvo e orgânico. Os elementos não se conversam, o único ponto em comum é a presença publicitária.

A exploração dos anúncios é tão forte que ao percorrer a Av. Brasil é possível contar 12 relógios ao longo 2,3 km. Quase todos os cruzamentos tem um totem e isso é bem irracional. Quem precisa checar as horas ou a temperatura de quadra a quadra?

A solução da prefeitura que deixou para a iniciativa privada a troca do mobiliário urbano é uma ideia boa, assim a administração municipal pode investir recursos públicos em outras áreas debilitadas, como a educação e a saúde. Mas essa parceria não pode ser irresponsável, a prefeitura deve policiar e regularizar a exploração desses elementos que constituem a paisagem urbana de uma cidade tão importante como São Paulo, caso contrário, continua o caos que já estamos acostumados a viver.

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