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A Red Bull com suas campanhas criativas e ousadas, cativa e estimula as pessoas a se permitirem e a arriscarem. Suas ações são voltadas, na maioria dos casos, aos esportes radicais, grandes desafios (veja vídeo abaixo) pautados em um slogan bem diferente e bem humorado: “Red Bull te dá aaasas”.

O energético é forte como alternativa de bebida noturna e não para uso diurno. Apesar do bom humor, a marca tem como proposta dar mais vigor no dia a dia do consumidor, ajudá-lo na concentração e no desempenho diário. No entanto a marca, apesar de buscar atender essas necessidades, ainda está muito associada com ambientes de festas, baladas e eventos.

Pensando em seu posicionamento e proposta , de maneira muito geral, a Red Bull tem em um dos elementos característicos dessa proposta o seu slogan: “Red Bull te dá aaasas”, mas considerando branding, será que essa mensagem realmente traduz o seu objetivo?

CARTOONS DA RED BULL

Busco essa reflexão considerando uma notícia recente informando que a marca perdeu um processo por não cumprir a sua promessa, por ela não “dar asas” ao consumidor, por não atender a expectativa de fornecer mais energia e disposição. O detalhe da reportagem você pode ver clicando aqui!

Apesar da marca apresentar sua proposta de maneira lúdica e simples, deixa, aparentemente clara o seu objetivo e a funcionalidade do produto, mas o grande problema é: Não Cumprir a Sua Promessa.

Particularmente, não tenho queixas em relação a funcionalidade à bebida enérgica, mas é importante se atentar que todos os elementos da marca devem estar alinhados e cumprir e atender as expectativas dos consumidores.

Se a Red Bull “te dá asas”, este “voo” deve ser efetivo e permitir que a marca se fortaleça com isso, e que não corra o risco de “derrapar na pista” e deixar de entregar o que prometeu.

Veja mais campanhas no site oficial da Red Bull

No último dia 29, o Sport Club Corinthians fechou uma parceria com a 20th Century Fox International para criar produtos licenciados com a famosa família da TV americana – Os Simpsons.

A parceria foi oficializada no final da tarde de hoje (04) no jogo contra o Sport. Segundo a Agência Corinthians, o ônibus que transporta a delegação corinthiana chegou à Arena Corinthians com uma “cara” nova e comemorativa ao momento. E no desembarque, além dos jogadores e membros da comissão técnica, Homer, um dos principais personagens da animação, também marcou presença.

Fonte: Site oficial do Sport Club Corinthians Paulista (http://www.corinthians.com.br/)
Fonte: Site oficial do Sport Club Corinthians Paulista

Outro detalhe que caracteriza a parceria é a tipografia amarela, a mesma utilizada pela série, que também foi utilizada para identificar os nomes dos jogadores na camisa.

O Corinthians foi o quinto time do mundo a fechar uma parceria com a Fox (além de Barcelona, Boca Juniors, Chelsea e Zenit), mas o primeiro a licenciar produtos com a imagem de Bart, Lisa, Meg, Marge e Homer.

Como esperado, a notícia recebeu uma rápida resposta do público nas redes sociais:

Fonte: Fanpage oficial do Sport Club Corinthians Paulista no Facebook
Fonte: Fanpage oficial do Sport Club Corinthians Paulista no Facebook

Entretanto, apesar de muitos terem vibrado com a notícia, não podemos esquecer que Os Simpsons não é apenas uma série de sucesso norte-americano, mas é uma marca bastante querida pelos brasileiros incluindo torcedores “não-corinthianos” ou até “anti-corinthianos”. Então, é claro, não deixarão de aparecer comentários lamentando a associação dos personagens amarelos ao time alvinegro.

Fonte: Site oficial do Sport Club Corinthians Paulista
Fonte: Site oficial do Sport Club Corinthians Paulista

 


 

Consultas:

Fonte da imagem de destaque: https://www.facebook.com/corinthians

http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/camisa-do-corinthians-fara-referencia-aos-simpsons

http://www1.folha.uol.com.br/esporte/2014/10/1526877-onibus-do-corinthians-e-envelopado-com-desenho-os-simpsons.shtml

http://www.corinthians.com.br/site/noticias/2014/10/04/17h54-id23947-com-presenca-de-homer-na-arena-parceria-com-os-simpsons-e-lancada.shtml#.VDBubfldUXw

 

A Under Armour, marca americana de roupas e equipamentos esportivos fez uma contratação de peso para sua nova campanha: I Will What I Want, nada mais nada menos que a super modelo Gisele Bündchen, o que gerou diversos comentários (positivos e negativos), não só pela escolha, mas também pelo valor ofertado em mais de U$25 milhões.

Entretanto, parece que foi muito bem pensado este papel para ela, que apesar de nunca ter feito campanhas para marcas esportivas, seu marido é o famoso e também patrocinado jogador de futebol americano,Tom Brady; a campanha será lançada no dia da abertura da temporada da NFL, liga de futebol americano.

O teaser lançado no Youtube já fez com que as ações da empresa se valorizassem em 4%, um aumento de U$ 591 milhões no seu valor de mercado.

Outro fator importante é que a marca chegou a pouco tempo no Brasil e com a modelo brasileira em suas campanhas, promete alavancar as novas operações e gerar muita mídia espontânea.

O primeiro vídeo da campanha com ela mostra os comentários dos internautas na parede, críticas e elogios que parecem a deixar com uma fúria que a faz chutar e socar o saco de areia, mostrando exatamente  o porque ela foi contratada: Eu sou o que eu quero ser.

Realmente uma estratégia arrojada que já mostrou sucesso antes mesmo de ser lançada.

Mais uma da Zara!

Num passado recente a marca assumiu ter usado mão de obra escrava  e condições precárias de trabalho em sua linha de produção. Passado o tempo pediu desculpas para a sociedade, tentando ao máximo amenizar os efeitos negativos na imagem de sua marca.

Pois bem, agora a marca está novamente em foco, com mais uma atitude que interfere na reputação da empresa.

O que pode ter sido uma infeliz coincidência ou uma atitude proposital lamentável, a marca lançou uma camiseta listrada “Xerife” destinada a crianças de três meses a três anos, o produto com listras brancas e azuis e uma estrela amarela de seis pontas na frente é muito semelhante ao uniforme usado pelos prisioneiros judeus em campos de concentração durante a segunda guerra mundial.

A Zara já retirou o produto de circulação, porém chove críticas nas redes sociais e em portais de todo o mundo, afinal o holocausto foi uma das atitudes mais vergonhosas e tristes da humanidade e toda marca deve ter um grande cuidado ao tratar do tema.

Confira a semelhança entre as vestimentas:

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Você sabe o que é uma Selfie? Isso mesmo, selfie, aquela foto estilo autorretrato que você tira de si mesmo com uma câmera de celular que é compartilhada na internet. Pois saiba que agora dá para você ajudar crianças com paralisia cerebral com uma ação similar.

A Associação Cruz Verde, instituição filantrópica que atende pessoas com este tipo de doença acaba de lançar a campanha Selfie do Bem. O curioso que a ação foi criada por meio do processo de Design Thinking, aplicado por Thiago Padovan junto ao Grupo de Jovens Voluntários da instituição e ao departamento de marketing da Cruz Verde, a campanha consiste em tirar uma foto de notas fiscais de compras feitas no Estado de São Paulo, nas quais o CPF do doador não foi indicado, e mandar para a Associação pelo aplicativo WhatsApp.

Essa ação ajuda a ONG arrecadar verba e cumprir sua missão de garantir o melhor para os pacientes que atende por meio de assistência qualificada especializada.

O lado interessante deste case, é como as organizações não governamentais estão utilizando de ferramentas de comunicação para aumentar o índice de arrecadação, algo antes exclusivo de grandes programas, como, por exemplo, Criança Esperança e Teleton, mas agora possível graças as redes sociais e aplicativos mobile.

É com certeza uma ação de marca inovadora no setor filantrópico, capaz de aumentar o awareness da marca Cruz Verde e consequentemente garantir novos doadores para a causa.

Para quem quiser participar, basta enviar por WhatsApp uma foto da sua nota fiscal sem CPF para o número 11 98719-6107.

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patyPatricia Gatti Marchesi

Administradora de Empresas com especialização em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing – SP. Apaixonada pela dança, o que a ajudou a desenvolver a disciplina e a atenção que contribuíram para um olhar todo diferente a respeito das marcas e do relacionamento com o consumidor. Interessa-se pelo universo das marcas, do marketing digital, do consumo e das tendências.

 

aplicacoes-incorretas-senacMexer no logo de uma marca conhecida é um grande desafio e uma tarefa quase proibida. Neste caso, não estou falando de um novo logo ou evolução do design. É quando alguém resolve alterar o logo para deixá-lo adequado a certo material.

É muito comum os próprios funcionários ou fornecedores adaptarem os tamanhos, comprimindo ou esticando para ‘fazer caber’ o tal do logo em qualquer lugar. É aquela apresentação quem tem muita imagem e aperta o logo na parte de baixo ou aquele brinde em que o logo vermelho ficou rosa.

Apesar de toda a marca ter um manual de identidade visual com normas de aplicação (veja ao lado o exemplo do uso incorreto do logo do Senac), para desespero dos designers e criadores da marca, não há limites para  a criatividade alheia.

É certo mudar o logo?logos-verde-amarelo

Minha reflexão aconteceu ao ver a nova campanha das Casas Bahia. A marca vermelho e azul com splashes amarelo, agora aparece multicolorida como as cores do iphone 5C (veja abaixo). Supercool e super jovem. A estética parece abertura da série teen Malhação. Nos comerciais o logo aparece várias vezes com diferentes combinações de cores como quadros do Andy Warhol.

É ruim? Ousado com certeza! Uma tentativa de se reinventar em um mercado competitivo (Ponto Frio, Magazine Luiza e os hipermercados como Extra e Carrefour) e tentar voltar ao posto de maior anunciante do Brasil, perdido pela Unilever. Talvez as Casas Bahia tenham gostado de colorir o logo, como fizeram na Copa do Mundo no Brasil, como tantas outras marcas fizeram.

iphone5cO Google faz uma espécie de brincadeira com os doodles, o Yahoo também. E nessa onda criativa e tão dinâmica, podem os designers se revoltarem? Vejam os comerciais e concluam. 

 

Referências

Unilever supera Casas Bahia

 

Parafraseando meu amigo e professor de Branding, Daniel Padilha, vamos falar de coisa séria? Vamos falar de experiência de marca? Independente do país, estado ou região, a marca precisa ter o mesmo tom de voz, falar com sinergia e de acordo com o direcionamento global da empresa/marca. Isso se aplica a todas as situações e pontos de contato. Quanto mais coerente e direcionado for, mais a marca falará “uma só língua” e terá um único posicionamento.

“Experiências transcendem o simples ato da venda e compra, invadindo em definitivo o terreno dos valores intangíveis criados pela nossa marca. Valores que não estão relacionados à objetividade do produto e de suas características, mas sim às diferenças que promovemos na vida de cada cliente.” Eduardo Zugaib

A ação replicada hoje via Facebook, que está dando o que falar é um caso de total falta de foco e comunicação de marca com o mesmo tom de voz. Quem é a Samsung? Como ela se posiciona no mercado? Quando foi que vimos a marca “falar” desta forma?

Uma coisa é fato: Não é mais suficiente apenas atender as expectativas dos clientes momentaneamente. É preciso surpreender, encantar e deixar lembrança de marca. As marcas com boas experiências um dia também falham. Mas as marcas com excelentes experiências vencem e deixam legado!

Confira o vídeo da inauguração da loja em Campo dos Goytacazes e deixe a sua opinião.

Ação Samsung

Sabe quando somos crianças e nossas mães não nos deixa correr na chuva para nos proteger da gripe e nossa reação é: – Mãe, você é muito chata!

É o que o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente – CONANDA está fazendo com os profissionais de comunicação e ainda pior, a diversão e a magia da infância está sendo afetada.

Com o argumento de proteger as crianças e os adolescentes, foi publicado uma resolução em março deste ano que está dando o que falar nas redes sociais. Na publicação fica muito claro que qualquer tipo de mídia será afetada: on-line ou off-line. Todas as formas de comunicação, como:

–          Anúncios impressos;

–          Comerciais televisivos;

–          Spots de rádio;

–          Banners e páginas na internet;

–          Embalagens;

–          Promoções;

–          Merchandising;

–          Ações por meio de shows, apresentações e disposição dos produtos nos pontos de vendas.

O texto ainda diz que considera abusiva a prática da publicidade e de comunicação à crianças com a intenção de persuadi-las para o consumo de qualquer produto ou serviço com os seguintes aspectos:

–          Linguagem infantil, efeitos especiais e excesso de cores;

–          Trilhas sonoras de músicas infantis ou cantadas por vozes de criança;

–          Representação de criança;

–          Pessoas ou celebridades com apelo ao público infantil;

–          Personagens ou apresentadores infantis;

–          Desenho animado ou de animação;

–          Bonecos ou similares;

–          Promoção com distribuição de prêmios ou de brindes colecionáveis ou com apelos ao público infantil; e

–          Promoção com competições ou jogos com apelo ao público infantil.

Agora eu me pergunto – Como será chato ser criança de agora em diante, não?

Se essa lei fosse aplicada em épocas passadas, não teríamos o comercial dos Mamíferos da Parmalat, e a campanha de colecionar as pelúcias?

Os cachinhos dos Shampoos Johnson’s Baby?

Os relógios da Coca-Cola que batia no pulso e enrolava? E o que será dos produtos licenciados?

–          Geleias, frutas, goiabada, achocolatados: Seninha, Turma da Mônica, Disney e muitos outros?

–          Todinho, o que será do Todinho?

Até o Zé Gotinha do SUS vai entrar nessa proibição, pois os personagens serão instintos!

Para quem quiser ler a resolução na integra, aqui esta o link:

http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=4&data=04%2F04%2F2014

Como disse no início deste texto, com o argumento de proteger a infância essa lei transformará as crianças em adultos precoces. A diversão acabou!

Tomou?

Quem falou que os países não fazem gestão de marca e não investem em publicidade?

A gestão de marca também chegou para as nações… e quem bobear ficará para trás! Acho até que esse assunto dá um ótimo artigo (lâmpada de ideias acendendo por aqui).

Mas voltando, o México aproveitou o fim da Copa para criar uma campanha com o objetivo de atrair o turismo para o local. Com o tema “04 motivos para relaxar no México até o próximo mundial”, o país investe em uma Fan Page super divertida (VisitMexico), interativa e engajada. Além de um site com todas as informações e detalhes sobre o país.mexico

 

Dentro das análises da notícia é bacana tirarmos algumas conclusões:

  • O país aproveitou o gancho do tema do momento: Copa do Mundo (campanhas / anúncios de oportunidade);
  • Países também são marcas e precisam trabalhar seu branding;
  • Tendência: local branding (procurem no Google);

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E vocês gostam desse tipo de campanha / ação?