Todos nós sabemos que atualmente estamos vivendo em um momento de crise bem complicado no Brasil desde 2008. As condições políticas e econômicas estão fazendo as pessoas a economizarem mais na hora de realizarem alguma compra, fora que alguns índices inflacionários como teve no caso do tomate e no feijão neste ano dificultaram muito na decisão de compra do consumidor.

O Brasil é um país que anda por duas vertentes quando citamos a sua formação familiar: uma delas é que a variação da composição familiar ainda é muito regional e outra que ao mesmo tempo o número de moradores individuais e pessoas que não pretendem ter filhos aumentaram muito desde 2007. Esses hábitos de consumo refletem diretamente no hábito de compra, veja a seguir.

A distribuição familiar no Brasil indica que desde 2013 as classes mais pobres aumentaram seu índice de filhos de 2,55 em 2003 para 2,73 em 2013 devido aos benefícios que passaram a receber do governo e estas estão localizadas na região Nordeste as demais classes sociais reduziram o índice de filhos de 1,78 em 2003 para 1,59 em 2013. Essa diferença é de quase 20% a menos.

Com base nesses dados é possível perceber que o nosso país atende diversos perfis de consumo como: famílias com quatro filhos ou mais, famílias menores até três filhos, casais solteiros, os perfis individuais que moram sozinhos (considerando separados e viúvos) e casais convencionais.

O foco deste artigo é avaliar o mercado de produtos alimentícios orgânicos e artesanais.

Primeiramente o que são Produtos Orgânicos e como eles participam desse mercado?

Consiste num produto sem a inclusão de agrotóxicos e sem fertilizantes químicos,  considerado natural.

Sua técnica usufrui da diversificação cultural e adubação verde que garantem uma melhor qualidade desses produtos.

Geralmente o perfil de consumo são pessoas que procuram uma melhor qualidade de vida, querem levar uma vida mais saudável e adquiriram esse comportamento antes do momento da crise.

O interessante é que por ser um produto geralmente mais caro devido a sua forma de produção boa parte de seus consumidores não abriram mão deles na crise, estima-se que houve um crescimento de 30% de comprar a partir de 2008.

Adquirir produtos orgânicos virou um estilo de vida, principalmente devido à explosão que houve de blogueiras fitness no meio digital, também com o surgimento do Facebook e outras redes sociais onde as empresas passaram a ocupar o seu espaço e isso aumentou o marketing boca a boca consequentemente as vendas online aumentaram por meio dessa grande visibilidade. Um grande exemplo disso é a marca Native, que produz mel, cereais, pães, cookies, etc. Essa marca estourou no mercado e está presente em grandes e-commerces como a Zona Cerealista e o Armazém Santa Filomena, que também possuem loja física e na própria rede de supermercados Pão de Açúcar.

A marca Mãe da Terra que começou com cereais hoje possui uma ampla rede de produtos que vão desde grãos a biscoitos / cookies. Ela está fazendo muito sucesso nas mídias sociais e nos supermercados: Carrefour e Pão de Açúcar fora a rede de lojas do Mundo Verde.

Os produtos orgânicos viraram sinônimo cultural e está fazendo parte da vida das pessoas e influenciando novos entrantes no mercado através de pais, amigos e familiares. Sempre bom lembrar que o marketing boca a boca muitas vezes ajuda a manter um negócio vivo. Esse setor favorece também os produtos locais e está abrindo portas para alguns restaurantes. Uma figura pública como a chefe Paola Carosella que participa como jurada no Masterchef Brasil admite comprar maior parte de seus ingredientes e produtos no setor orgânico para o seu restaurante. Ela já comentou isso na TV aberta e diz que a procura em seu restaurante aumentou após divulgar essa sua nova estratégia.

O setor orgânico está em fase de crescimento ainda no Brasil por incrível que pareça, superando a crise e fazendo parte do ambiente cultural. É facilmente perceptível isso não só no meio digital e nas prateleiras, mas sim em eventos.

O número de feiras orgânicas só em São Paulo cresceu e recentemente o Museu da Casa Brasileira localizado na Avenida Faria Lima promoveu em Junho e Julho deste ano uma grande feira que atraiu curiosos de plantão, seguidores e produtores tanto orgânicos e artesanais através de palestras motivacionais e venda de produtos.

Esse evento promoveu um bate papo direto com esses produtores que abriu o leque para novos entrantes nesse mercado. Havia todo tipo de produto: cafés, sucos, vinhos, vegetais e muito mais. Foi uma forma bem interessante de expor mais as marcas e seus produtos.


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Priscila Carvalho Ferrari

Formada em Administração de Empresas pela Universidade Anhembi Morumbi e com a pós-graduação em Gestão de Marcas e Branding pela Business School São Paulo. Apaixonada pela área de Marketing e Branding. Trabalha desde 2008 com Marcas. Gosta de viajar, comer em diferentes lugares e aprender novos idiomas. Ela acredita que inovação e criatividade caminham juntas no meio corporativo.

Acompanhe a continuação deste artigo que falará sobre alimentos artesanais e mercado.

 

 

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