Por que as marcas devem se inovar?

Será que o ditado popular: “não se mexe em time que está ganhando” deve ser levado ao pé da letra?

No senso comum, não se deve. Mas considerando o ambiente atual de constante mudança, de conectividade e de dinamismo, se torna importante não considerar algo inflexível e imutável. É necessário ter a mente aberta para a inovação de produtos e serviços, como também em processos.

Neste sentido, todos os elementos da marca devem ser monitorados e analisados constantemente. Sim, parece óbvio, mas não é.

Não é porque a inovação não está ligada exclusivamente à mudança do design, cores, fontes, dentre outros elementos da marca, mas também em reconhecer o momento em que ela está inserida, os elementos que a compõe, os canais de comunicação e a sua relevância.

A marca, como os produtos, possui um ciclo de vida que pode ser curto ou longo. O que define a sua longevidade é o quanto a marca e a organização se adaptam às necessidades e crises no mercado e a sua capacidade e disponibilidade de inovação.

A Coca-Cola, por exemplo, é uma marca que não tem uma expectativa de fim. Ela, com o mesmo líquido preto, busca inovação em seus produtos e embalagens por meio de suas campanhas e se mostra mais presente em nosso cotidiano. A marca se demonstra disposta a atender às expectativas de todos os públicos, mexeu em sua fórmula reduzindo o açúcar, enfim, a sua marca, como design ela não mexeu, mas inova sempre na comunicação.

Desta forma, pensar constantemente na marca é um ato de cuidado e convicção de que é um desejo que ela se perpetue.

A equipe de InfoBranders sempre busca refletir na marca do Portal InfoBranding e o que poderia agregar a ela; não só em conteúdo, mas em experiências, novos olhares e paixões.

Ser uma marca capaz de se moldar, ser flexível às mudanças e, principalmente, ser aberta ao novo, é ser uma marca disposta a se conectar ao mercado.

O vídeo acima retrata de maneira interessante e bem-humorada um processo de inovação de uma marca de automóvel, que se dispõe a não focar somente nos atributos do produto e da marca, mas aborda, em parceria com o Porta dos Fundos, a forma de se comunicar diferente.

Observe os exemplos como a Avon e o Itaú, que buscam se conectar ao mercado jovem, que de certa forma conseguiram devido a atenção e o objetivo forte em se permanecer no mercado.

São grandes marcas, com reconhecimento do público, que quebra o estereótipo da “marca da vovó” e a outra de um mercado tão restrito e tradicional, se torna e se fortalece em processos e serviços digitais.

A Adnews apresentou, em setembro de 2014, um resumo da apresentação de Philip Kotler em evento promovido pela HSM em 2014, em São Paulo. Dentre os diversos insights que ele nos agraciou, um deles está relacionado à inovação, conforme segue: “Uma companhia não sobrevive se não mudar”, afirma Kotler. Para ele, é preciso ter um pensamento disruptivo. É preciso refletir: o que ameaça sua empresa? E então pensar em soluções neste foco. Citando a Kodak, o professor exemplifica uma empresa que não entendeu os sinais do tempo e não conseguiu manter um domínio sobre um mercado.

O que o público quer? É difícil definir, pois ele é dinâmico e suas vontades mudam a cada instante. Mas uma coisa é certa: parar e esperar garante um fim rápido e espaço para a concorrência.

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