Tag

Comunicação

Browsing

No último dia 2 de setembro o InfoBranding teve o prazer de participar do 4º Midiaria.com Meeting que abordou o tema Podcast: Opiniões em ondas. O evento aconteceu em São Paulo e reuniu 4 especialistas para um bate papo com participação ativa da plateia.

Dentre os convidados para compor o time de especialistas estavam Caio Corraini, editor dos podcasts Braincast, Mamilos, Tecnocast e sócio do Gugacast e Jogabilidade; Ira Croft, coordenadora de Social Media da Agevole e co-criadora do canal de podcasts Mundo Freak + Ponto G; Gustavo Lopes, um dos produtores executivos responsáveis pelos podcasts do Estadão, e Pedro Vaz, docente do curso de Rádio, TV e Internet da Universidade Anhembi Morumbi. Assim, a bancada reuniu de forma inédita o ponto de vista da academia, da produção e do veículo de mídia.

Da esquerda para a direita: Kleber Pinto, mediador e sócio da Midiaria, Gustavo Lopes, Caio Corraini, Ira Croft e Pedro Vaz.

Antes de mais nada, Podcast é um conteúdo multimídia, no formato de áudio, disponibilizado via internet, podendo ser acompanhado via feed ou salvo via download para ser reproduzido em dispositivos móveis, como celulares e tablets, e também em computadores, quando e onde o usuário quiser. Seu conteúdo é o mais diverso possível, podendo abranger temas como tecnologia, política, humor, esporte, moda, negócios, entre outros; e podendo ser apresentado em diversos formatos.

Durante o bate papo cada especialista falou um pouco da sua atuação, abordando questões práticas do dia-a-dia como também o background e histórico profissional que os levaram até o mundo dos podcasts.

Eles mostraram que o podcast é uma realidade no cenário da mídia atual por trazerem conteúdo sob demanda, customizado e disponibilizado de forma a atender a necessidade do usuário que, cada vez mais, quer ter a autonomia de escolher o conteúdo que consome de maneira personalizada e adequada a sua rotina e, principalmente, a suas preferências.

Os especialistas abordaram o fato dos podcasts poderem ser produzidos por qualquer um que deseje expressar suas opiniões e abordar temas que gostam e que lhes dê prazer, o que, segundo eles, é um dos grandes motivadores da produção deste formato. Contudo, ressaltaram que a preocupação com o planejamento de conteúdo, produção, divulgação e acompanhamento constante de resultados e dados audiência é o que determina o seu sucesso, de forma a engajar o público e trazer possibilidade de monetização, profissionalizando o processo e oferecendo novas oportunidades de negócios e de compartilhamento de informações.

Dessa maneira é possível viabilizar o uso de podcasts no mundo corporativo, como parte integrante de estratégias de negócio, passando mensagens que reforçam posicionamento e criam vínculos com o público almejado por marcas, uma vez que suas características mencionadas anteriormente, exclusividade e customização, saltam aos olhos de quem é constantemente bombardeado por informações no dia-a-dia.

Se fosse possível resumir todo o conteúdo compartilhado no encontro e balizar o futuro dos podcasts em quatro palavras, estas seriam: profissionalização, mensuração, engajamento e testes constante. Um ponto que chamou atenção acerca do evento foi a sequência de conteúdo disponibilizada pela Midiaria.com, que contextualizou e preparou o público para a discussão junto aos profissionais.

Gostou do assunto? Quer saber mais sobre podcasts e como esse formato pode agregar valor a sua marca? Não perca tempo, acesse o conteúdo que o time da Midiaria.com preparou para abordar o assunto no link (http://materiais.midiaria.com/midiaria-meeting-podcast), lá você encontra entrevistas, infográficos e, é claro, podcasts!

Compartilhe!
error0

Hoje tem aplicativo para tudo. E lógico que os aplicativos de paquera e relacionamento fazem um grande sucesso. Como as relações humanas estão cada vez mais “digitais”, aplicativos como o Tinder e o Lovoo, por exemplo, dão uma mãozinha para quem quer fazer novas amizades, paqueras, sexo casual e por que não até encontrar o amor.

O que me intriga é que, nestes aplicativos, expomos nossa marca pessoal da forma mais direta e explícita possível. Afinal, quem faz parte destes aplicativos quer chamar a atenção e se diferenciar dos demais “concorrentes”.

Entretanto, observei que, muitas vezes o discurso não condiz com as fotos que postam. Por exemplo: vi em um perfil em que no texto dizia “busco um relacionamento sério e fidelidade” e as fotos da moça em questão bem que poderiam fazer parte de um catálogo de sex shop. Outras tantas postam fotos fazendo “biquinho” como se fosse a coisa mais sexy do mundo. Acreditem, não é. Fora outras que colocam fotos fazendo caretas, ou selfies que parecem que estão apertadas para irem ao banheiro.

Muito se fala em construção de uma Marca Pessoal voltada ao mundo corporativo e ao mercado de trabalho. Em como se “vender” para se destacar e ser lembrado (a) por seus diferenciais.

Então, porque não gerir da mesma forma sua marca pessoal em busca de um relacionamento? Penso que, neste caso, a gestão deveria ser mais cuidadosa ainda, pois há a exposição do seu “eu” como pessoa, com seus desejos e sentimentos.

O mais interessante é que a maioria das pessoas critica a superficialidade das relações geradas por estes aplicativos. Entretanto, a maioria insiste em mostrar-se como gostariam de ser, em um efeito manada de biquinhos e poses forçadas e perdem a oportunidade de praticar a gestão de suas próprias marcas pessoais de uma forma que exaltem suas reais qualidades, que “venderia” seu produto com muito mais verdade.

Agora pense: se você que está lendo este artigo estiver em um destes aplicativos, sua marca mereceria um like?

Compartilhe!
error0

Desde a década de 1960 o modelo publicitário mudou pouco. O cliente apresenta o produto e espera que a agência consiga traduzir a ideia do negócio da empresa de forma criativa e que convença os consumidores que precisam desta novidade.

De lá para cá, foram criadas centenas de campanhas e anúncios extremamente eficientes e criativos. Mas a pergunta que fica é: quantas marcas você lembra destas campanhas?

A marca americana de roupas femininas Wren fez um filme no primeiro semestre chamado First Kiss, que teve mais de 90 milhões de visualizações no You Tube. Michel Conrad, ex-diretor criativo global da Leo Burnett Worldwide, desafiou um grupo de profissionais no festival publicitário El Dorado, em Bogotá, a dizerem qual era a marca por traz do filme. Ninguém respondeu. Segundo Conrad, as ações publicitárias, principalmente as focadas em redes sociais, tendem a ser “soltas” e sem conexão com o discurso do produto a que se referem.

Penso que uma grande ideia não pode ser lembrada por ela em si, mas sim da marca por trás dela. As agências, e principalmente os clientes, precisam entender que uma campanha além de ser criativa precisa considerar os valores da marca, o público-alvo e, o que geralmente é esquecido, o objetivo do negócio.

Hoje em dia, muitas empresas estão buscando reciclar suas imagens através dessas “ações criativas”, principalmente pelas redes sociais. Entretanto, não deixam claros seus propósitos e sua razão de ser. Afinal, a relevância da marca tem que começar em sua própria cultura interna e ter um propósito claro de valor para a sociedade, além de ser uma questão do negócio e não da comunicação.

Afinal, o mais importante hoje não é o que uma marca diz, e sim o que ela inspira.

Compartilhe!
error0

maizena

Unir  a universidade com estudos de mercado, cases, geram excelentes pesquisas.  Ainda mais, quando este estudo é exaustivo e contínuo.  Pois é,  o autor desta obra,  pesquisou sobre a marca “Maizena” desde  a sua graduação em Design Gráfico,  continuando no mestrado  na área de comunicação e resultando na publicação nesta obra.
Um perfeito  estudo sobre uma marca que está com quase 150 anos e que desafia o mundo contemporâneo, preservando fidelidade e tradição  de como se comunicar com seus consumidores. O estudo demonstra que a marca se modernizou, para “não ficar velha”,  mas  não realizou  mudanças radicais em sua tradicional embalagem amarela.

Esta é uma obra interessante para qualquer leitor,  pois quem não conhece a “Maizena” ?

Um case que fará os profissionais das áreas de Design, Marcas/Branding , Marketing e  de Comunicação em geral  se encantarem com   história,  as estratégias  do  produto e de sua embalagem clássica.

Tadeu Costa é  designer gráfico,  mestre em Comunicação ,  professor universitário e  com diversos prêmios:  premiado no Salão “Nello Nuno” (FUNARTE – Belo Horizonte),  no Museu da Casa Brasileira  de São Paulo e no Festival do Minuto.

A obra:
COSTA, Tadeu.  Do maíz à maizena: um layout de 140 anos.  São Paulo :  Rosari,  2005.  128 p. (Coleção Textos de Design).

 

Compartilhe!
error0

A comunicação é algo que está intrínseco nos animais, cada um se comunica de uma forma, alguns animais utilizam rugido, outros gestos, outros utilizam de expressões e odores, alguns até escrevem e falam… interessante isso, pois os animais buscam maneiras de entender e de se fazer entendido, de expressar ideias, opiniões, necessidades e vontades. Todos desejam ser satisfeitos. No entanto, não é possível agradar a todos.

Refletindo sobre o bicho homem, temos o Marketing que desempenha papel fundamental neste processo de oferecer algo que atenda as necessidades das pessoas, reforçando isso, busco Kotler (2000) que diz: “… o marketing lida com a identificação e o atendimento das necessidades humanas e sociais… é atender a necessidades de maneira lucrativa”. Sendo assim os profissionais de marketing devem reconhecer (para alguns autores, despertar) as necessidades e desejos nas pessoas e criar meios para atendê-las. E saber se comunicar para entender a atender as necessidades das pessoas é fundamental.

Veja o processo básico de comunicação retirado de uma das edições do livro do Kotler (2000):

Untitled-1

Existe basicamente um emissor, uma mensagem e um receptor, e no processo de comunicação há o código, a decodificação, um feedback e uma resposta… e durante todo o processo pode ter ruídos que farão a mensagem ser entendida ou não. Situação simples quando falamos de comunicação com consumidores que possuem diversas ferramentas e plataformas para se comunicar, desde tecnológicas às naturais.

O que chamo de naturais? Ai que chamo a atenção dos leitores… Pessoas que podem e tem a habilidade de falar bem, escrever com clareza e se expressar de maneira que as empresas consigam entender, tem maiores possibilidades de ser atendidas, e as demais que possuem limitações, como por exemplo um surdo? O que as empresas oferecem para atender suas necessidades?

Observo que muitas campanhas possuem elementos que buscam explorar os sentidos, com imagens, som, frases impactantes, mas não sei até que ponto atendem todas as pessoas, pois, muitas das sensações são aguçadas pela audição e resgatando o meu exemplo, o surdo não tem essa habilidade e vejo que não é explorado, ou melhor atendido. E um portador de deficiência visual, será que é melhor atendido? Com a audição ele poder ter melhores experiências com as marcas? A reflexão é importante, uma vez que as empresas têm por objetivo atender as pessoas e que isso lhe gere rentabilidade, será que é rentável?

Acredito que muitas empresas utilizam interpretes para transmitir suas mensagens, e propósitos para assim poder ser mais inclusiva dentro de diversos processos e diminuir essa barreira na comunicação. Há aplicativos e tradutores para sites que permitem a tradução de palavras para Libras, o que ajuda no conhecimento de campanhas e serviços. No entanto, de maneira geral, observo que a comunicação e o marketing ainda não incluem todos os públicos.

Sem a pretensão de fazer qualquer tipo de propaganda, o serviço abaixo busca oferecer soluções para reduzir essa barreira na comunicação, que é bastante interessante no que diz respeito à inclusão, em outras palavras, há um desejo da sociedade e das empresas em poder oferecer o melhor (assim quero acreditar).

Uma empresa mais inclusiva não é somente aquela que contrata e respeita a diversidade dentro dela, respeitando uma cota para pessoas com necessidades especiais, outra para gêneros e raças, com funcionários diferentes, com respeito as suas limitações. Uma empresa também é inclusiva quando ela acolhe também um consumidor com características específicas e especiais. Quando em suas campanhas ela insere um tradutor ou uma legenda para o surdo entender a experiência e a proposta da marca, por exemplo.

Por outro lado, não justifica, mas pode explicar como uma empresa pode ser inclusiva em suas comunicações se as famílias e a sociedade não são tão inclusivas assim? Conversando com uma amiga, que trabalha com educação especial, que disse que o maior desafio do surdo (resgatando mais uma vez meu exemplo) é a família, que muitas vezes não dá oportunidade a ele de se desenvolver. Muitas vezes o surdo não é alfabetizado, o que dificulta qualquer organização fazer algo mais inclusivo e global.

Desta maneira o relacionamento da marca com o público não é algo simples. O desafio em atender diferentes grupos é crescente e as necessidades da sociedade são grandes. Cabe ao gestor de marca refletir suas ações para engajar não somente muitas pessoas, mas diversos públicos, para que a marca e a empresa sejam inclusivas em diversos ambitos, não somente nas exigências legais, mas sim como valor genuíno.

REFERÊNCIAS

Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos de São Paulo. Disponível em http://www.feneissp.org.br/

KOTLER, Philip. Administração de Marketing: a edição do novo milênio. São Paulo: Prentice Hall, 2000.

União dos cegos do Brasil. Disponível em http://uniaodoscegosnobrasil.org.br/ledores.htm

Compartilhe!
error0

Sabe quando somos crianças e nossas mães não nos deixa correr na chuva para nos proteger da gripe e nossa reação é: – Mãe, você é muito chata!

É o que o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente – CONANDA está fazendo com os profissionais de comunicação e ainda pior, a diversão e a magia da infância está sendo afetada.

Com o argumento de proteger as crianças e os adolescentes, foi publicado uma resolução em março deste ano que está dando o que falar nas redes sociais. Na publicação fica muito claro que qualquer tipo de mídia será afetada: on-line ou off-line. Todas as formas de comunicação, como:

–          Anúncios impressos;

–          Comerciais televisivos;

–          Spots de rádio;

–          Banners e páginas na internet;

–          Embalagens;

–          Promoções;

–          Merchandising;

–          Ações por meio de shows, apresentações e disposição dos produtos nos pontos de vendas.

O texto ainda diz que considera abusiva a prática da publicidade e de comunicação à crianças com a intenção de persuadi-las para o consumo de qualquer produto ou serviço com os seguintes aspectos:

–          Linguagem infantil, efeitos especiais e excesso de cores;

–          Trilhas sonoras de músicas infantis ou cantadas por vozes de criança;

–          Representação de criança;

–          Pessoas ou celebridades com apelo ao público infantil;

–          Personagens ou apresentadores infantis;

–          Desenho animado ou de animação;

–          Bonecos ou similares;

–          Promoção com distribuição de prêmios ou de brindes colecionáveis ou com apelos ao público infantil; e

–          Promoção com competições ou jogos com apelo ao público infantil.

Agora eu me pergunto – Como será chato ser criança de agora em diante, não?

Se essa lei fosse aplicada em épocas passadas, não teríamos o comercial dos Mamíferos da Parmalat, e a campanha de colecionar as pelúcias?

Os cachinhos dos Shampoos Johnson’s Baby?

Os relógios da Coca-Cola que batia no pulso e enrolava? E o que será dos produtos licenciados?

–          Geleias, frutas, goiabada, achocolatados: Seninha, Turma da Mônica, Disney e muitos outros?

–          Todinho, o que será do Todinho?

Até o Zé Gotinha do SUS vai entrar nessa proibição, pois os personagens serão instintos!

Para quem quiser ler a resolução na integra, aqui esta o link:

http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=4&data=04%2F04%2F2014

Como disse no início deste texto, com o argumento de proteger a infância essa lei transformará as crianças em adultos precoces. A diversão acabou!

Tomou?

Compartilhe!
error0

Muitos executivos têm o sonho de que suas marcas se tornem icônicas, mas para chegar neste nível é preciso ter visão estratégica do negócio e entender que branding é  longo prazo.

Na realidade, criar e construir marcas são os dois maiores desafios enfrentados pelos gestores nos dias atuais. É perceptível que todos os executivos, não importando o tamanho da empresa, acreditam no poder das marcas e concordam que branding é um negócio excepcionalmente difícil. Para cada Google ou Apple, há dezenas de marcas fracassadas. Muitas delas conhecidas e respeitadas, já não existem mais, como Mappin, Varig, Mesbla, entre outras.

Atualmente, uma grande dificuldade para os executivos, é que precisam apresentar resultados financeiros em curto prazo, mas as marcas são ativos de longo prazo. É nesse quesito que o marketing & design são importantes para a gestão da marca.

A estratégia do design tem como missão contribuir para a gestão de uma marca diferenciada, aprimorando o produto, a embalagem ou o desempenho do serviço. Ele aumenta o valor financeiro, incrementando as vendas e o valor percebido pelo cliente, porém construir uma marca parece ser simples, ou seja, um gestor precisa apenas apresentar um bom nome, um logotipo atraente e um slogan chamativo. Será?

Você já imaginou o nome Apple sem a identidade visual da marca?

Untitled-1

Ou o natal sem a embalagem do panetone daquela marca?

 panetone-bauducco-TL

Como seria tomar um café sem a experiência de contato com a marca?

 

Starbucks-Coffee-Portland

 

O elemento diferenciador “laranja”! 

size_590_itau

 

Não apenas tomar uma vodca, aproveitar do requinte que o design da embalagem oferece!

absolut_vodka

 

Hoje em dia, as pessoas têm acesso a quase tudo, de quase todos os lugares. Participamos de um mundo global, onde as informações estão disponíveis a cada momento em nossas vidas e as marcas que conseguem acompanhar esse movimento passam a se diferenciar perante o mercado. As estratégias de marketing, os famosos 4 P’s, já não são mais diferenciais percebidos pelo consumidor: o Produto, seja qual for ele, possui concorrentes de qualidade, muitas vezes superior, onde qualidade passa a não ser o fator de diferenciação e sim obrigação; o Preço tem que ser competitivo, questão de sobrevivência em um mercado globalizado; o Ponto de venda é um canal de comunicação e precisa gerar novos elementos de destaque (tudo fica mais acessível com a Internet); a Promoção dispõe de cada vez mais meios para chamar a atenção, vide as mídias sociais. A luta constante de um executivo de marcas está em evitar, a todo custo, que o seu produto transforme-se em uma commodity, ou melhor, que não tenha nenhum diferencial competitivo.

Só uma marca forte e, principalmente, respeitada e admirada pelos consumidores é capaz de manter uma empresa na competição. E uma marca querida tem que atrair, ser desejada, conquistar o seu lugar no mercado e na cabeça e coração do seu público.

Então qual é o segredo para uma  marca se tornar querida nos dias atuais”? O segredo é pensar no  design como ferramenta estratégica do marketing.

A excelência na gestão do design pode fazer com seu produto pareça tecnicamente superior ao do seu concorrente (mesmo que sejam equivalentes), pode mostrar como a sua empresa desenvolve seu trabalho com profissionalismo, pode demonstrar a qualidade e a organização que estão por trás do negócio, pode lhe dar credibilidade e, principalmente, pode fazer o consumidor se apaixonar por sua marca!

Os elos entre design e marca não se limitam ao design gráfico, ao logotipo e ao signo. O design é responsável por estar presente em todos os componentes do valor da marca: promessa, missão, visão, posicionamento, expressão, notoriedade e qualidade. Como afirma Mozota (2011): “há design gráfico no nome e no símbolo da marca, design de produto no desempenho do produto, design de embalagem no ponto de promoção e design ambiental na loja”. Logos como Starbucks, Disney oferecem uma essência ou visão de marca. No mercado global, os símbolos visuais têm o maior potencial do que as palavras.

Para criar uma identidade de marca clara e inteligível para os consumidores, os atributos da marca e a maneira como são expressos devem estar intimamente ligados. Empresas que apresentam uma identidade de marca coesa, distintiva e relevante podem criar uma preferência no mercado, agregar valor a seus produtos e serviços e praticar preços diferenciado.

A diferenciação da marca por meio da administração do design como estratégia de marketing, sempre evidenciando  o posicionamento da marca,  seja pelo design gráfico, de produto, da embalagem, do interior de loja, elementos de cor, tipografia;  é fundamental para que o valor seja percebido e a marca passe a ser a queridinha no seu mercado.

A emoção da marca é gerenciada pela emoção do design, entender esse processo pode ser um elemento diferenciador da empresa. E sabe qual é?  Resultados positivos no gráfico de vendas e construção de valor de marca em longo prazo.

Compartilhe!
error0

copa do mundoA cada 4 anos acontece uma conjunção astral onde a maioria dos criativos e gerentes de marketing  do Brasil são atingidos pelo mesmo insight: a Copa do Mundo. Em 1998 e 2002 eu trabalhava em um grande veículo de comunicação e fiz tabelas dos jogos, camisetas e outros brindes para serem distribuídos para os anunciantes. Na Copa de 2006 eu trabalhava em uma agência onde todos os clientes, desde concessionárias de motos, automóveis de luxo como BMW e Volvo, até fabricantes de aparelhos médicos solicitaram ações para a Copa do Mundo. Na de 2010, atuando no marketing em uma grande indústria da Construção Civil, também tive que desenvolver ações com o tema Copa do Mundo para arquitetos, marceneiros e pintores.

Agora pense. Quantas vezes, em ano de Copa, você já viu e recebeu algum material com as cores verde e amarelo? De loja de sapatos, açougues, supermercados, farmácias, mecânicas, laboratórios de diagnósticos, pizzarias. Fora que as empresas sempre fazem alguma ação “motivacional” para seus colaboradores usando o “sentimento de time” que a Copa proporciona?

Mas a questão é: sua marca precisa da Copa do Mundo?

Se levarmos em consideração o histórico do Pan-07 e da Copa das Confederações de 2013, o patrocínio destes grandes eventos não garante retorno. Muito pelo contrário. Segundo dados da Nielsen, das 10 marcas mais lembradas destes dois eventos, apenas 4 eram patrocinadoras.

Os gestores de marketing dos patrocinadores justificam que a visibilidade que estes eventos proporcionam vale o investimento. Segundo o gráfico abaixo não é o que parece:

copa do mundo

As marcas investem pesado para fazer parte destes eventos, mas só tiram proveito deste fato, uma vez que o público associe sua marca à competição. E para isso, só existe um caminho: investir forte em comunicação.

Em minha opinião, o fato de o tema estar presente não justifica que, obrigatoriamente, tem que ser desenvolvida alguma ação. Tem que ser avaliado o quanto a Copa ou as Olimpíadas e o que estes eventos representam, estão alinhados ao propósito da marca e ao perfil dos consumidores. Como a maioria das empresas estarão com ações com este tema, sua campanha pode ser apenas mais uma.

E nesta Copa, em especial, existe a preocupação de associar sua marca com as manifestações, como ocorreu com o Itaú durante as Copas das Confederações, onde suas agências foram depredadas por patrocinar o evento. Sem contar com o risco de uma desclassificação precoce da Seleção Brasileira, o que pode encurtar ainda mais o tempo de efetividade da campanha.

Mas pode também ser uma oportunidade para se diferenciar ou estreitar o relacionamento com seu público. O mais importante é analisar quais as oportunidades estes eventos trazem para o mercado e como sua marca pode se diferenciar neste período. E, principalmente, se o seu negócio se associa com o tema. Como coloquei no início deste artigo, colocar um splash verde-amarelo em um anúncio de microprocessador mitocondrial ou mandar uma tabelinha com os jogos para arquitetos, não vai fazer você ser lembrado.

Compartilhe!
error0

Ok, esse é um portal sobre branding, marketing, design, mas sem música nada disso importa.music

Provavelmente surgirão algumas estratégias de branding no texto, entretanto o foco será a música, a arte de combinar harmoniosamente os sons.

Começo com um conselho, dentre minhas experiências profissionais, acadêmicas, textos publicados até então, tudo que fiz até aqui, música sempre foi o meu segredo, a palavra-chave, fonte inspiradora, ponto de equilíbrio, o remédio, meu vício.

“Sem a música, a vida seria um erro.” Friedrich Nietzche

Seja qual for o estilo musical, escolha os seus e viva por música, acredite, ela faz a diferença e leva ao êxito aqueles que sabem usá-la.

Preste atenção nos filmes, os grandes clássicos do cinema, todos eles são compostos por uma belíssima trilha sonora, por exemplo, The Godfather de Nino Rota composta para um dos maiores longas que já foi gravado, O Poderoso Chefão (The Godfather); Outra trilha de sucesso que casou perfeitamente com o enredo da história é My Girl do The Temptations para a obra Meu Primeiro Amor (My Girl); Para mencionar outro, aproveito o elogiado e considerado dos melhores filmes de 2013, A Vida Secreta de Walter Mitty (The Secret Life of Walter Mitty), a história já é excelente e para completar Space Oddity de David Bowie, perfeito!

“A música é o verbo do futuro.” Victor Hugo

Música é uma arte inexplicavelmente  maravilhosa, me lembro muito bem de Beethoven tocando pelas ruas de São Paulo, para ser mais preciso Für Elise (Para Elise) que acompanha os caminhões de gás nos bairros da cidade, sempre que ouço me lembro da marca Ultragaz.

Música é estratégia? Mas é claro!

Pode ser parte da marca, estratégia de comunicação, é só reparar, muitos pontos de venda já trabalham muito bem a música no ambiente, lojas de roupa com música Pop, Rock ou Eletrônica, as Casas Bahia, por exemplo, toca bastante Forró e as músicas que são sucesso na novela, pois são canções e ritmos que conversam com o público da marca; quem já entrou numa loja da Chilli Beans sabe que as músicas que lá tocam casam perfeitamente com o propósito da organização.

Se usada bem, se torna perfeita nos filmes publicitários, nunca me esqueço de uma propaganda da Faber-Castell onde o filme ilustrava a canção Aquarela (Toquinho) e a música dando forma para a campanha, antigamente inúmeros jingles faziam sucesso e eram cantarolados pelo país.

A Coca-Cola é uma marca que sabe utilizar essa arte muito bem, abaixo um dos comerciais da marca, a canção é Whatever do Oasis, além da sincronia música e filme, preste a atenção na assinatura sonora da marca no final do vídeo.

Assinatura sonora é outra estratégia que utiliza da música uma forma de perceber a marca, além da Coca-Cola, a Intel também criou uma muito interessante, que fixa na cabeça.

Música é tão importante que cada nação tem uma, os chamados hinos nacionais, até clube tem hino, além das canções das torcidas para embalar os times, fazê-los jogarem por música.

Ela cria mitos e lendas, como por exemplo, Elvis não morreu, a maldição dos 27 anos, entre outras; Ela transforma pessoas em gênios, Tchaikovsky, Chopin, Jobim, Lennon, Marley, Waters, Cobain, Mercury (Freddie) e muitos outros…
… Ela tem o seu próprio reinado, Michael Jackson e Madonna, Sinatra, Presley, Roberto Carlos.

A música conta histórias ou você não conhece o tal João de Santo Cristo? Fala de amor, algumas de ódio, outras de um bom lugar pra ler um livro, muitas sobre o quão maravilhoso é o mundo… Enfim, ela é assim, capaz de mudar o planeta, as nações, as pessoas, as marcas. Sinceramente, o segredo é a música!

“A vida é como a música. Deve ser composta de ouvido, com sensibilidade e intuição, nunca por normas rígidas.” Samuel Butler

Compartilhe!
error0

“Ah, então você faz evento!” – Qual Relações Públicas, ao ser questionado sobre sua profissão, nunca ouviu essa frase? Algumas vezes, em tom de brincadeira; outras, em tom sério. Mas, independente da intenção, o fato é que a profissão de Relações Públicas é mesmo estereotipada por “fazer eventos”.

Mas, afinal, até que ponto isso faz sentido? E por que RP é tão relacionada à área de eventos?

Relações Públicas, dentro de uma empresa, é a área responsável por se relacionar com os mais diversos públicos de uma marca – internos, mistos e externos – que vão dos colaboradores, familiares dos colaboradores, fornecedores, investidores, imprensa, comunidade e, claro, consumidores e clientes (entre muitos outros).

Dessa forma, sabendo que Relações Públicas é relacionamento, é importante – e necessário – que haja uma comunicação específica e direcionada a cada um desses públicos, o que implica na escolha de linguagem, conteúdo e canal adequado para que a mensagem transmitida possa ser compreendida. O objetivo? Fazer com que os stakeholders conheçam, aproximem-se e se sintam parte da marca. Vistam a camisa, saibam como a empresa funciona e tenham, cada vez mais, um relacionamento de fidelização. E isso só acontece se a marca apresentar uma conduta ética e transparente, demonstrando respeito e munindo com o máximo de informação todos que a cercam.

Bom, aí vem a pergunta: e eventos, onde ficam? Se dentro de uma estratégia de comunicação for identificado que, para se relacionar com determinado público, o melhor canal for eventos, então, pode considerar que esta é uma ferramenta de Relações Públicas. É importante entender que, quando se fala em função estratégica, automaticamente se pensa em metas e objetivos pré-estabelecidos, ou seja, nesse caso, a marca pretende, com o evento, alcançar um resultado e transmitir uma mensagem ao público-alvo.

Se estivermos falando do público interno, podemos citar, como alguns recursos de comunicação, a intranet, o mural, o jornal interno, festas de confraternização no final do ano, de comemoração por alguma conquista da empresa ou de celebração dos aniversariantes do mês. O mesmo vale para o público externo que, dependendo da necessidade, pode ser comunicado de forma massiva ou de forma direta. Considerando uma comunicação segmentada, dentre muitas ferramentas disponíveis, optar por organizar um evento é uma opção. Além dos mais tradicionais, como congressos, conferências, simpósios etc., pode ser viável e coerente que a marca organize um evento de grande porte para o seu público.

skolComo exemplo, pode-se citar o Skol Sensation, que surgiu a partir de uma ação estratégica da Skol e atinge milhares de jovens – público principal da marca. Além dele próprio já servir para que haja relacionamento com seus stakeholders, ainda há ações inseridas para promover a marca, criando experiências positivas com o intuito de fidelizar o público. Além disso, proporciona uma enorme visibilidade à Skol na imprensa. Dessa forma, tem-se, em uma ação, entretenimento, informação, relacionamento e divulgação.

Então, qual é a diferença entre o Skol Sensation e uma balada? Bom, como já dito anteriormente, o Skol Sensation não é um negócio. É um canal de comunicação. Isso significa que ele não existiria se a marca Skol não existisse.  Além disso, é um evento sazonal – sua frequência, logicamente, é estratégica. Enquanto isso, uma balada é o próprio negócio do dono dela. Não é uma ferramenta de comunicação, pois não é endossada por nenhuma marca – ela é a sua própria marca e, sendo a sua própria marca, possui seus públicos internos, mistos e externos e, portanto, pode pensar em formas estratégicas de se comunicar com eles, passando a ter, nesse caso, um profissional de Relações Públicas para comandar esse relacionamento, não sendo, necessariamente, feito por meio de eventos.

Então, conclui-se que há uma grande diferença entre evento como função estratégica de uma marca – seja voltado ao público interno ou externo – e eventos que caracterizam baladas, festas ou shows não endossados por uma marca. Dessa forma, definir a profissão de Relações Públicas como “aquela que faz festas” é um grande erro, uma vez que a profissão tem variadas funções e ferramentas ao seu dispor, visando, sempre, o relacionamento com os diversos públicos, estabelecendo, da maneira mais coerente possível, uma comunicação clara e transparente que retrate os valores e princípios da empresa, prezando – e preservando – pela reputação da marca.

[divider scroll_text=]

tania

Tânia d’Ávila

Graduada em Relações Públicas pela FAAP e pós-graduada em Marketing pelo Mackenzie, cursou Docência com foco em Metodologia de Ensino Superior e Pesquisa pela FGV. É apaixonada pelo mundo das marcas e defende a forte relação existente entre Branding e RP. Interessada em disseminar conhecimento, em um futuro próximo quer ser chamada de professora.

Compartilhe!
error0