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Conheça a história da Midiaria.com, uma agência essencialmente integrada 

Um dos conceitos que se destaca na gestão de negócios é a comunicação. Responsável pela disseminação da mensagem adequada e pelo entendimento que ela desperta no seu interlocutor, a comunicação é determinante na Jornada de Branding.

Para aprofundar este tema e compartilhar como ele pode ser implementado na sua marca, conversamos com Kleber Pinto e Lucas Lima, fundadores da Midiaria.com, uma agência especializada no digital e com vasta experiência no atendimento de empresas de diferentes portes e segmentos de atuação.

Na Midiaria.com a comunicação é mais do que um dos serviços oferecidos, ela está no cerne da marca desde sua concepção, sendo um dos motivadores para a decisão de empreender de seus sócios.

O início da Jornada da Midiaria.com

Como muitos negócios, a Midiaria.com teve início não por necessidade, mas por uma oportunidade percebida pelos seus sócios, Kleber e Lucas que, com experiência no mercado corporativo perceberam gaps que poderiam ser preenchidos por uma nova abordagem.

Ambos trabalhavam juntos no mercado corporativo, em uma grande editora, sendo que Kleber era da área de redação e Lucas do marketing. No dia a dia, lidando com agências fornecedoras, clientes e parceiros, perceberam a necessidade de um processo mais customizado e menos moroso para a comunicação das marcas, gerando assim, resultados melhores.

Decidiram agir e, mesmo sem ter o formato da empresa definido, iniciaram um movimento para compartilhar seu know-how e ajudar profissionais de mercado, especialmente na área de marketing, e empreendedores com a criação do Blog Midiaria.com.

O primeiro aprendizado:

O início da Midiaria.com como um blog mostra a vantagem de se testar uma ideia antes de dar o passo maior de criar um negócio.

O formato adotado pelos sócios permitiu que eles validassem sua percepção de oportunidade por meio dos conteúdos disponibilizados. Se os conteúdos tivessem uma boa aceitação, significava que sua abordagem acerca da comunicação para a construção de marcas fazia sentido para um público potencial, confirmando sua percepção e sustentando a proposta.

“Pensar grande e pensar pequeno dá o mesmo trabalho, então, vamos pensar grande desde o início”. Lucas Lima

Tal abordagem, impulsionada pelo digital, implementou o conceito de Mínimo Produto Viável apresentado por Eric Ries no livro A Startup Enxuta e teve papel significativo na estruturação do formato que a Midiria.com tem atualmente.

Segundo esse conceito os empreendedores implementam suas ideias de maneira ágil, utilizando recursos disponíveis para entregar um produto ao mercado, entender sua aceitação e, a partir disso, implementar melhorias no sentido de se manterem relevantes para o mercado.

No caso da Midiraia.com tal processo está diretamente relacionado ao mindset digital, essencial para os negócios nos dias de hoje, na medida em que recursos disponíveis por meio da tecnologia foram utilizados segundo uma estratégia clara, contribuindo para a criação de valor e estabelecimento da própria marca.

O chamado “mindset digital” nada mais é do que ter uma visão estratégica sobre a tecnologia e ao meio digital, integrando-os de forma objetiva nas estratégias. Ele implica em identificar processo e atividades nas quais a tecnologia pode ser um fator-chave de crescimento e, além de implementá-la, considerar como ela impacta o comportamento das pessoas, tanto daquelas que contribuem para o desenvolvimento do produto/serviço quanto daquelas que os consomem. É esse “mindset digital” que faz toda a diferença na maneira como os negócios atuam em um mundo cada vez mais conectado, com consumidores e stakeholders mais informados e participativos nas relações com as marcas.

Identificando o Propósito – o surgimento da marca

O propósito da Midiaria.com foi identificado logo no primeiro momento em que Kleber e Lucas começaram a refletir sobre como otimizar o processo de comunicação com base em suas vivências corporativas.

Propósito Midiaria.com

Nossa razão de existir está pautada em fazer empresas prosperarem, serem únicas e essencialmente integradas às necessidades de seus clientes.

Naquele momento perceberam que poderiam contribuir para o desenvolvimento de negócios de forma ampla e impactante para muitos empreendedores.

Iniciaram então um movimento de transformação, contribuindo com seus conhecimentos em comunicação, marketing, branding e cenário digital para que empreendedores pudessem desenvolver seus produtos e serviços, estruturar sua comunicação, construir suas marcas e alavancar seus negócios.

O blog logo se tornou uma empresa e uma marca, estruturadas sobre uma forte convicção de desenvolver oportunidades no mercado e, logo, os sócios se depararam com a necessidade de formar uma equipe que os ajudasse a levar adiante sua proposta.

O principal desafio de colocar o propósito em prática está no médio e longo prazo, na medida em que é necessário ir além dos sócios fundadores, ou seja, do empreendedor, para engajar pessoas e fazer com que elas se alinhem com a proposta da marca.

Confira 5 dicas para colocar o propósito em prática clicando neste link.

Um trabalho de gestão da Cultura Organizacional, que acontece no dia a dia da empresa, perpetuando seu propósito por todos os momentos de gestão, das decisões mais simples às mais complexas, de forma a externar uma imagem de marca coerente com seu discurso. Para saber mais sobre Cultura Organizacional clique neste link.

“A cultura organizacional, fator de sucesso ou fracasso das organizações, é como um iceberg, onde a parte visível (acima do nível da água) são as manifestações mais fáceis de se identificar, enquanto a maior parte permanece oculta, difícil de ser visualizada ou identificada pelas pessoas. Nessa parte estão as decorrências e aspectos psicológicos e sociológicos da cultura – os valores, sentimentos, percepções”. (CHIAVENATO, 2004)

Trata-se de entregar a promessa da marca em todos os momentos de relacionamento e por todos os pontos de contato, passando pelo site, redes sociais, atendimento telefônico, reuniões de alinhamento e encontro com clientes até a entrega final de um projeto. Para Simon Sinek (2012, 96-98):

Nós nos tornamos bem-sucedidos como espécie por causa da nossa capacidade de formar culturas. As culturas são grupos de pessoas que se reúnem em torno de um conjunto comum de crenças e valores. Quando compartilhamos crenças e valores com os outros, nós formamos confiança. (…) Nós nos sentimos melhor em culturas com as quais nos adaptamos bem. Nós nos sentimos melhor em lugares que refletem as nossas próprias crenças e valores. Assim como o objetivo não é fazer negócios com alguém que simplesmente quer o que você tem, mas fazer negócios com pessoas que acreditam no que você acredita, então também faz bem viver e trabalhar e um lugar onde você vai prosperar naturalmente porque suas crenças e valores se alinham com as crenças e valores dessa cultura”.

Além de nossa conversa com os sócios da Midiaria.com, ouvimos também colaboradores que compartilharam conosco sua percepção acerca da marca. Para eles o propósito é presente no dia a dia e, além do foco no sucesso e desenvolvimento das empresas com quem fazem negócio, a marca se preocupa, da mesma forma, com o desenvolvimento de seus colaboradores que são tratados como membros de uma grande família, onde tem espaço para implementar suas ideias e serem eles mesmos, contribuindo com forte dedicação aos projetos e se relacionando em um ambiente humano.

Identidade da Marca – a tradução de seu posicionamento

Com o propósito claro na mente dos sócios fundadores e o caminho a ser seguido se clarificando com o teste da proposta por meio do blog, Kleber e Lucas focaram então na estruturação da identidade da marca, uma ferramenta importante para sua diferenciação no mercado.

A identidade de uma marca reúne elementos que reforçam suas associações e criam lembranças na mente e nos corações das pessoas, unindo razão e emoção para posicioná-la.

A escolha dos elementos que compõe a identidade não devem ser aleatórios ou simplesmente seguir modismos presentes no mercado, afinal, o objetivo é criar diferenciação e, para isso, ela deve ser única e vinculada ao que a marca tem de mais essencial: seu propósito.

A identidade da marca é multissensorial e engloba elementos visuais, olfativos, sonoros e sinestésicos. A identidade visual, no entanto, é mais reconhecida e contempla elementos como as cores, padrões, imagens, fontes/tipografia e o tão famoso logotipo.

No caso da marca Midiaria.com tem a ovelha como elemento principal, e o motivo é claro: a marca lida com o sonho das pessoas, especialmente com o sonho dos empreendedores.

No mundo dos sonhos a ovelha está ligada a ideia de prosperidade. A partir da ovelha vem a lã, com a qual é possível tecer algo, construir propostas. O fio da lã dentro da agulha, presente no logo, representa a entrega de uma solução customizada, focada no resultado, com o objetivo de fazer com que aquele conteúdo que a Midiaria.com oferta seja proprietário da marca do empreendedor. Assim, toda vez que o público interagir com essa marca, serão capazes de perceber que a mensagem é uniforme e gera valor.

Identidade de Marca Imagem de Marca
A identidade da marca é composta pelos elementos e associações criadas pela marca, apresentadas em conjunto para passer uma mensagem. A imagem da marca é a percepção que as pessoas formam a respeito da marca, resultado das ações voluntárias que ela executa no mercado e também nas indicações e referências compartilhadas sobre elas.

Uma história que se repete

Durante nossa conversa sobre a Jornada da Midiaria.com chegamos a um ponto interessante: quando é o momento ideal para empreender uma marca? E buscamos refletir sobre um possível caminho a ser seguido da concepção à implementação.

Logo chegamos a uma questão determinante nesse processo: a motivação para empreender.

A experiência, bem como levantamentos realizados pelo GEM-Global Entrepreneurship Monitor – uma referência interessante para quem vive o dia a dia do empreendedorismo –apontam duas motivações principais para empreender: necessidade e oportunidade. Essas motivações implicam diretamente no processo de planejamento do negócio e da marca.

Aqueles que empreendem por perceberem uma oportunidade desfrutam de mais tempo e tranquilidade para a estruturação de uma estratégia e planejamento, podendo ler o mercado com maior atenção, levantar dados que fundamentem as decisões, realizar testes de aceitação do produto ou serviço e se programar no que diz respeito aos investimentos necessários. Além, é claro, de poderem, em muitos casos, conciliar a atuação no mundo coorporativo com a implementação do novo negócio, garantindo uma renda principal.

Já aqueles que empreendem por necessidade precisam da estrutura do negócio funcionando o quanto antes sem desfrutar de muito tempo para o planejamento e definição estratégica. A ideia do produto ou serviço é logo implementada, muitas vezes sem um estudo prévio do mercado e aceitação do público. Nesse cenário, a construção da marca acaba ficando em segundo plano, não recebendo a atenção necessária desde o início.

Embora não se possa determinar uma receita para a implementação de uma maca, pode-se sim recomentar alguns passos a serem seguidos para uma um processo adequado.

O primeiro passo, essencial para qualquer situação, é a estruturação de um plano de negócios a partir da ideia concebida. O empreendedor precisa investir tempo e atenção para colocar a ideia no papel, elencando todos os elementos que se relacionam a sua implementação.

Esse planejamento pode ser feito de inúmeras formas, sendo que as principais são a elaboração de um Plano de Negócios tradicional ou, o mais habitualmente utilizado, a elaboração de um Canvas de Negócios.

Um pouco mais sobre o Canvas de Negócios: canvas é uma ferramenta gerencial desenvolvida para auxiliar no desenvolvimento de um modelo de negócios de forma visual, integrando pontos fundamentais no processo de criação de valor. O modelo tradicional do Canvas de Negócios foi inicialmente proposto por Alexander Osterwalder e integra nove blocos principais: parcerias chave que o negócio precisa estabelecer, atividades chave que o negócio realiza, recursos chave necessários para realizar as atividades, a proposta de valor que o negócio apresenta, como acontecem as relações com os clientes, os canais que o negócio utilizar para ofertar seus produtos ou serviços, quais são os segmentos de mercado com os quais o negócio se relaciona, sua estrutura de custo e por último, mas não menos importante, suas fontes de renda.

Business Model Canvas proposto por Alexander Osterwalder. Saiba mais sobre o modelo no site oficial do autor e no site dedicado ao seu modelo estratégico

Na sequência o empreendedor deve fazer uma reflexão sobre o produto ou serviço que pretende oferecer, sob o seu ponto de vista e, principalmente, considerando o consumidor.

Segundo Kleber, um dos maiores desafios para empreender uma marca é ter a confiança de que aquele é o momento da virada, o momento de apostar na ideia, tirá-la de um canvas, do papel e fazer acontecer. É preciso acreditar no negócio.

Nesse momento ele deve pensar se ele mesmo compraria o produto ou serviço que visa oferecer e se o mesmo o motiva a levantar todos os dias para investir tempo e recursos na sua prospecção. E, em paralelo, entender como o seu consumidor potencial receberia essa oferta, ela faria sentido para ele e em quais situações seu uso seria pertinente.

Retomando ao início da Jornada da Midiaria.com, foi exatamente isso que os sócios Kleber e Lucas fizerem ao perceber uma oportunidade a partir de suas experiências corporativas, criar o movimento da Midiaria.com por meio de seu blog, testar sua proposta e, então, consolidar a marca no mercado.

Essa etapa traz uma armadilha: o feeling do empreendedor. Sim, o feeling é muito importante no processo, mas ele precisa ser validado. Afinal, ao mesmo tempo que muitos empreendedores acertam em investir naquilo que eles mesmos usariam, muitos deixam de analisar o mercado de forma adequada e acabam por perder recursos.

Na sequencia o empreendedor deve pensar na implementação da ideia, considerando fornecedores, parceiros, colaboradores, canais de distribuição e estrutura de custos necessárias para sua marca acontecer.

Basicamente ele deve planejar o famoso Mix de Marketing, mais conhecido como 4Ps: produto, preço praça e promoção para posicionar seu produto no mercado:

Embora pareça que a Jornada se encerra com essas definições, isso não é verdade. Uma marca, assim como um negócio, são um sistema dinâmico e, por essa razão, evoluem segundo o ritmo do mercado, se adequando ou não, a suas transformações.

Essa constante atenção às tendências e demandas dos consumidores, parceiros, mercado e sociedade no geral é que garante a perpetuação de sua relevância.

Comunicação e relevância de marca

Em um mundo conectado a dinâmica entre marcas e consumidores mudou. A comunicação não se sustenta mais sobre uma mensagem unilateral, emitida pela marca e recebida de forma passiva pelos consumidores.

Hoje, conectado e informado, o consumidor exerce papel ativo e, além de se relacionar com a marca, se relaciona com seus pares, participando de grupos de interesse, trocando percepções, se unindo em movimentos pautados em valores e validando cada aspecto.

Nesse cenário as marcas devem primeiro estabelecer uma conversa, estando abertas ao feedback e participação do consumidor no processo de comunicação e, em segundo lugar, devem, ao invés de “empurrar” uma mensagem, atrair o consumidor para seus pontos de Contato, criando oportunidades de criar experiências e reforçar seu valor.

Para tanto, o conteúdo ganha destaque na estratégia na medida em que tem o poder de despertar o interesse das pessoas em saber mais sobre o universo da marca, tendo a mesma como referência para situações relacionadas ao uso de seus produtos e serviços.

No entanto esse conteúdo não pode ser qualquer conteúdo, ele deve ser alinhado ao propósito e posicionamento da marca para que, além de fazer sentido e transmitir coerência, ele possa ser relevante.

Nesse ponto o movimento inciado pela Midiaria.com ganha destaque, uma vez que sua expertise em comunicação e o compartilhamento de seu know-how inspira negócios a desenvolverem estratégias de conteúdo personalizadas e capazes de destacá-las em meio a tantas ofertas disponíveis no Mercado.

Kleber reforça que, para criar e implementar uma estratégia pautada em conteúdo, essencial para o mundo conectado, como mostrado anteriormente, o empreendedor deve se atentar aos seguintes pontos:

  1. Ter clareza de propósito, entendendo o que sua marca representa e como ela se posiciona no Mercado;
  2. Entender como aquele conteúdo pode impactar, de maneira positiva, a realidade do consumidor, atendendo uma demanda que esteja relacionada ao uso do produto e serviço ofertado pela marca;

Kleber recorda que hoje a busca on-line é uma realidade e que as pessoas vão ao Google, ou a qualquer outro buscador, para encontrar soluções para um problema ou entretenimento, pontos focais que o conteúdo da marca deve atender.

  1. O conteúdo deve visar criar experiências de marca, satisfazendo o consumidor, criando a percepção de referência e proporcionando o compartilhamento com foco no crescimento exponencial. Afinal, as pessoas compartilham aquilo que acham relevante e não anúncios invasivos.

Para trabalhar uma estratégia de conteúdo o empreendedor e sua equipe podem seguir por dois caminhos: elaborar esses conteúdos internamente ou contratar empresas especializadas como a Midiaria.com para dar suporte e realizar uma verdadeira consultoria.

Branded Content ou Conteúdo de Marca é o termo utilizado na literatura para fazer referência estratégia de conteúdo pautada o propósito, posicionamento e associações de marca, utilizada para reforçar a identidade da marca nos canais de comunicação e contribuir para uma construção positiva de imagem da marca no imaginário do público.

Em ambos os casos, contudo, não se exclui o fato de que tanto o empreendedor, quanto sua equipe, precisam estar profundamente envolvidos no processo, uma vez que são eles a ponte entre ambiente interno da marca e o Mercado.

Hoje a marca Midiaria.com está consolidada no mercado, com clientes de diferentes portes e segmentos, uma equipe de colaboradores alinhada ao propósito firmemente implementado e defendido pelos seus sócios, escritórios em São Paulo e Belo Horizonte e uma coleção de cases de sucesso.

Para conhecer mais sobre a atuação da Midiaria.com, acesse e confira seu site clicando aqui.

A Jornada da Midiaria.com é inspiradora e pautada em um propósito condizente com os sócios, colaboradores e tendências de mercado. No entanto, ela não se encerra aqui, dia após dia seus gestores estão se atualizando e trazendo novas soluções para o Mercado, assim como toda Jornada do Branding deve ser.

Kleber Pinto

Jornalista pela PUC-SP, Master em Jornalismo Digital pela Universidade de Navarra, na Espanha, especialista em Gestão Integrada da Comunicação Digital para Ambientes Corporativos pela ECA-USP, e Mestre em Tecnologias da Inteligência e Design Digital pela PUC-SP. Experiência de mais de 15 anos em projetos multimídia, curadoria e gestão de conteúdo para ambientes virtuais, inbound marketing e mídias sociais. É palestrante e facilitador sobre os temas comportamento digital, transformação digital, automação de marketing, clientividade. Professor da disciplina de gestão de mídias sociais e conteúdo na FAAP-SP, e das disciplinas Internet das Coisas e web Semântica e Marketing de Influência nos programas de pós-graduação da Belas Artes. É especialista convidado do YouTube para os workshops de Diversificação de Receitas e Branded Content da plataforma no Brasil e também sócio-fundador da agência de comunicação midiaria.com, onde é diretor de estratégia digital e comunicação.Lucas Lima

Cofundador e líder de projetos em branding na Midiaria.com. Comunicólogo de mercado pela Universidade Metodista de São Paulo, especialista em Comunicação Organizacional pela Faculdade de Comunicação Cásper Líbero e Master em Gestão de Marcas e Branding pela Business School São Paulo. Experiência nas áreas de Relações Públicas, Branding, Gestão da Imagem e Reputação.

 

Referências:

CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de pessoas: e o novo papel dos recursos humanos nas organizações. 2.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004

SINEK, Simon. Por quê: como grandes líderes inspiram ação. São Paulo: Saraiva, 2012.

RIES, Eric. A Startup Enxuta: como os empreendedores atuais utilizam a inovação continua para criar empresas extremamente bem-sucedidas. São Paulo, Lua de Papel, 2012.

Para quem achava que Public Relations estava morto… está mais vivo do que nunca!

Com o advento das redes sociais, o PR (ou public relations, para os não íntimos) foi colocado na geladeira de forma injusta.

Agora ele volta com força total e mostra que é o grande protagonista para a construção e fortalecimento de marcas em uma realidade na qual marcas perceberam que, embora importantes e relevantes para a sua comunicação, as redes sociais não são garantia para engajamento e para que a mensagem chegue ao seu público de interesse no timing correto.

E, para falar sobre as relações públicas e seu novo momento, conversamos com o nosso parceiro Lucas Lima, diretor de estratégia de marca da Midiaria.com. Os melhores momentos foram compilados em uma série de vídeos. Acompanhe!

1. O que é relações publicas?

Para Lucas, “toda estratégia de PR precisa estar ligada a um plano integrado de comunicação, pois somente assim ela vai gerar valor para marcas e consumidores”. Portanto, mais do que fazer um press release, é preciso pensar como o jornalista ou influenciador enxergará relevância naquele conteúdo, e até mesmo vivenciar a experiência que a marca pretende fomentar.

2. Novo momento das Relações Públicas

No próximo vídeo você saberá quais desafios uma pequena empresa enfrenta na hora de aplicar as Relações Públicas em sua comunicação! Não deixe de acompanhar!

Lucas Lima: Cofundador é líder de projetos em branding na Midiaria.com. Comunicólogo de mercado pela Universidade Metodista de São Paulo, especialista em Comunicação Organizacional pela Faculdade de Comunicação Cásper Líbero e Master em Gestão de Marcas e Branding pela Business School São Paulo. Experiência nas áreas de Relações Públicas, Branding, Gestão da Imagem e Reputação.

No último dia 2 de setembro o InfoBranding teve o prazer de participar do 4º Midiaria.com Meeting que abordou o tema Podcast: Opiniões em ondas. O evento aconteceu em São Paulo e reuniu 4 especialistas para um bate papo com participação ativa da plateia.

Dentre os convidados para compor o time de especialistas estavam Caio Corraini, editor dos podcasts Braincast, Mamilos, Tecnocast e sócio do Gugacast e Jogabilidade; Ira Croft, coordenadora de Social Media da Agevole e co-criadora do canal de podcasts Mundo Freak + Ponto G; Gustavo Lopes, um dos produtores executivos responsáveis pelos podcasts do Estadão, e Pedro Vaz, docente do curso de Rádio, TV e Internet da Universidade Anhembi Morumbi. Assim, a bancada reuniu de forma inédita o ponto de vista da academia, da produção e do veículo de mídia.

Da esquerda para a direita: Kleber Pinto, mediador e sócio da Midiaria, Gustavo Lopes, Caio Corraini, Ira Croft e Pedro Vaz.

Antes de mais nada, Podcast é um conteúdo multimídia, no formato de áudio, disponibilizado via internet, podendo ser acompanhado via feed ou salvo via download para ser reproduzido em dispositivos móveis, como celulares e tablets, e também em computadores, quando e onde o usuário quiser. Seu conteúdo é o mais diverso possível, podendo abranger temas como tecnologia, política, humor, esporte, moda, negócios, entre outros; e podendo ser apresentado em diversos formatos.

Durante o bate papo cada especialista falou um pouco da sua atuação, abordando questões práticas do dia-a-dia como também o background e histórico profissional que os levaram até o mundo dos podcasts.

Eles mostraram que o podcast é uma realidade no cenário da mídia atual por trazerem conteúdo sob demanda, customizado e disponibilizado de forma a atender a necessidade do usuário que, cada vez mais, quer ter a autonomia de escolher o conteúdo que consome de maneira personalizada e adequada a sua rotina e, principalmente, a suas preferências.

Os especialistas abordaram o fato dos podcasts poderem ser produzidos por qualquer um que deseje expressar suas opiniões e abordar temas que gostam e que lhes dê prazer, o que, segundo eles, é um dos grandes motivadores da produção deste formato. Contudo, ressaltaram que a preocupação com o planejamento de conteúdo, produção, divulgação e acompanhamento constante de resultados e dados audiência é o que determina o seu sucesso, de forma a engajar o público e trazer possibilidade de monetização, profissionalizando o processo e oferecendo novas oportunidades de negócios e de compartilhamento de informações.

Dessa maneira é possível viabilizar o uso de podcasts no mundo corporativo, como parte integrante de estratégias de negócio, passando mensagens que reforçam posicionamento e criam vínculos com o público almejado por marcas, uma vez que suas características mencionadas anteriormente, exclusividade e customização, saltam aos olhos de quem é constantemente bombardeado por informações no dia-a-dia.

Se fosse possível resumir todo o conteúdo compartilhado no encontro e balizar o futuro dos podcasts em quatro palavras, estas seriam: profissionalização, mensuração, engajamento e testes constante. Um ponto que chamou atenção acerca do evento foi a sequência de conteúdo disponibilizada pela Midiaria.com, que contextualizou e preparou o público para a discussão junto aos profissionais.

Gostou do assunto? Quer saber mais sobre podcasts e como esse formato pode agregar valor a sua marca? Não perca tempo, acesse o conteúdo que o time da Midiaria.com preparou para abordar o assunto no link (http://materiais.midiaria.com/midiaria-meeting-podcast), lá você encontra entrevistas, infográficos e, é claro, podcasts!

Hoje tem aplicativo para tudo. E lógico que os aplicativos de paquera e relacionamento fazem um grande sucesso. Como as relações humanas estão cada vez mais “digitais”, aplicativos como o Tinder e o Lovoo, por exemplo, dão uma mãozinha para quem quer fazer novas amizades, paqueras, sexo casual e por que não até encontrar o amor.

O que me intriga é que, nestes aplicativos, expomos nossa marca pessoal da forma mais direta e explícita possível. Afinal, quem faz parte destes aplicativos quer chamar a atenção e se diferenciar dos demais “concorrentes”.

Entretanto, observei que, muitas vezes o discurso não condiz com as fotos que postam. Por exemplo: vi em um perfil em que no texto dizia “busco um relacionamento sério e fidelidade” e as fotos da moça em questão bem que poderiam fazer parte de um catálogo de sex shop. Outras tantas postam fotos fazendo “biquinho” como se fosse a coisa mais sexy do mundo. Acreditem, não é. Fora outras que colocam fotos fazendo caretas, ou selfies que parecem que estão apertadas para irem ao banheiro.

Muito se fala em construção de uma Marca Pessoal voltada ao mundo corporativo e ao mercado de trabalho. Em como se “vender” para se destacar e ser lembrado (a) por seus diferenciais.

Então, porque não gerir da mesma forma sua marca pessoal em busca de um relacionamento? Penso que, neste caso, a gestão deveria ser mais cuidadosa ainda, pois há a exposição do seu “eu” como pessoa, com seus desejos e sentimentos.

O mais interessante é que a maioria das pessoas critica a superficialidade das relações geradas por estes aplicativos. Entretanto, a maioria insiste em mostrar-se como gostariam de ser, em um efeito manada de biquinhos e poses forçadas e perdem a oportunidade de praticar a gestão de suas próprias marcas pessoais de uma forma que exaltem suas reais qualidades, que “venderia” seu produto com muito mais verdade.

Agora pense: se você que está lendo este artigo estiver em um destes aplicativos, sua marca mereceria um like?

Desde a década de 1960 o modelo publicitário mudou pouco. O cliente apresenta o produto e espera que a agência consiga traduzir a ideia do negócio da empresa de forma criativa e que convença os consumidores que precisam desta novidade.

De lá para cá, foram criadas centenas de campanhas e anúncios extremamente eficientes e criativos. Mas a pergunta que fica é: quantas marcas você lembra destas campanhas?

A marca americana de roupas femininas Wren fez um filme no primeiro semestre chamado First Kiss, que teve mais de 90 milhões de visualizações no You Tube. Michel Conrad, ex-diretor criativo global da Leo Burnett Worldwide, desafiou um grupo de profissionais no festival publicitário El Dorado, em Bogotá, a dizerem qual era a marca por traz do filme. Ninguém respondeu. Segundo Conrad, as ações publicitárias, principalmente as focadas em redes sociais, tendem a ser “soltas” e sem conexão com o discurso do produto a que se referem.

Penso que uma grande ideia não pode ser lembrada por ela em si, mas sim da marca por trás dela. As agências, e principalmente os clientes, precisam entender que uma campanha além de ser criativa precisa considerar os valores da marca, o público-alvo e, o que geralmente é esquecido, o objetivo do negócio.

Hoje em dia, muitas empresas estão buscando reciclar suas imagens através dessas “ações criativas”, principalmente pelas redes sociais. Entretanto, não deixam claros seus propósitos e sua razão de ser. Afinal, a relevância da marca tem que começar em sua própria cultura interna e ter um propósito claro de valor para a sociedade, além de ser uma questão do negócio e não da comunicação.

Afinal, o mais importante hoje não é o que uma marca diz, e sim o que ela inspira.

maizena

Unir  a universidade com estudos de mercado, cases, geram excelentes pesquisas.  Ainda mais, quando este estudo é exaustivo e contínuo.  Pois é,  o autor desta obra,  pesquisou sobre a marca “Maizena” desde  a sua graduação em Design Gráfico,  continuando no mestrado  na área de comunicação e resultando na publicação nesta obra.
Um perfeito  estudo sobre uma marca que está com quase 150 anos e que desafia o mundo contemporâneo, preservando fidelidade e tradição  de como se comunicar com seus consumidores. O estudo demonstra que a marca se modernizou, para “não ficar velha”,  mas  não realizou  mudanças radicais em sua tradicional embalagem amarela.

Esta é uma obra interessante para qualquer leitor,  pois quem não conhece a “Maizena” ?

Um case que fará os profissionais das áreas de Design, Marcas/Branding , Marketing e  de Comunicação em geral  se encantarem com   história,  as estratégias  do  produto e de sua embalagem clássica.

Tadeu Costa é  designer gráfico,  mestre em Comunicação ,  professor universitário e  com diversos prêmios:  premiado no Salão “Nello Nuno” (FUNARTE – Belo Horizonte),  no Museu da Casa Brasileira  de São Paulo e no Festival do Minuto.

A obra:
COSTA, Tadeu.  Do maíz à maizena: um layout de 140 anos.  São Paulo :  Rosari,  2005.  128 p. (Coleção Textos de Design).

 

A comunicação é algo que está intrínseco nos animais, cada um se comunica de uma forma, alguns animais utilizam rugido, outros gestos, outros utilizam de expressões e odores, alguns até escrevem e falam… interessante isso, pois os animais buscam maneiras de entender e de se fazer entendido, de expressar ideias, opiniões, necessidades e vontades. Todos desejam ser satisfeitos. No entanto, não é possível agradar a todos.

Refletindo sobre o bicho homem, temos o Marketing que desempenha papel fundamental neste processo de oferecer algo que atenda as necessidades das pessoas, reforçando isso, busco Kotler (2000) que diz: “… o marketing lida com a identificação e o atendimento das necessidades humanas e sociais… é atender a necessidades de maneira lucrativa”. Sendo assim os profissionais de marketing devem reconhecer (para alguns autores, despertar) as necessidades e desejos nas pessoas e criar meios para atendê-las. E saber se comunicar para entender a atender as necessidades das pessoas é fundamental.

Veja o processo básico de comunicação retirado de uma das edições do livro do Kotler (2000):

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Existe basicamente um emissor, uma mensagem e um receptor, e no processo de comunicação há o código, a decodificação, um feedback e uma resposta… e durante todo o processo pode ter ruídos que farão a mensagem ser entendida ou não. Situação simples quando falamos de comunicação com consumidores que possuem diversas ferramentas e plataformas para se comunicar, desde tecnológicas às naturais.

O que chamo de naturais? Ai que chamo a atenção dos leitores… Pessoas que podem e tem a habilidade de falar bem, escrever com clareza e se expressar de maneira que as empresas consigam entender, tem maiores possibilidades de ser atendidas, e as demais que possuem limitações, como por exemplo um surdo? O que as empresas oferecem para atender suas necessidades?

Observo que muitas campanhas possuem elementos que buscam explorar os sentidos, com imagens, som, frases impactantes, mas não sei até que ponto atendem todas as pessoas, pois, muitas das sensações são aguçadas pela audição e resgatando o meu exemplo, o surdo não tem essa habilidade e vejo que não é explorado, ou melhor atendido. E um portador de deficiência visual, será que é melhor atendido? Com a audição ele poder ter melhores experiências com as marcas? A reflexão é importante, uma vez que as empresas têm por objetivo atender as pessoas e que isso lhe gere rentabilidade, será que é rentável?

Acredito que muitas empresas utilizam interpretes para transmitir suas mensagens, e propósitos para assim poder ser mais inclusiva dentro de diversos processos e diminuir essa barreira na comunicação. Há aplicativos e tradutores para sites que permitem a tradução de palavras para Libras, o que ajuda no conhecimento de campanhas e serviços. No entanto, de maneira geral, observo que a comunicação e o marketing ainda não incluem todos os públicos.

Sem a pretensão de fazer qualquer tipo de propaganda, o serviço abaixo busca oferecer soluções para reduzir essa barreira na comunicação, que é bastante interessante no que diz respeito à inclusão, em outras palavras, há um desejo da sociedade e das empresas em poder oferecer o melhor (assim quero acreditar).

Uma empresa mais inclusiva não é somente aquela que contrata e respeita a diversidade dentro dela, respeitando uma cota para pessoas com necessidades especiais, outra para gêneros e raças, com funcionários diferentes, com respeito as suas limitações. Uma empresa também é inclusiva quando ela acolhe também um consumidor com características específicas e especiais. Quando em suas campanhas ela insere um tradutor ou uma legenda para o surdo entender a experiência e a proposta da marca, por exemplo.

Por outro lado, não justifica, mas pode explicar como uma empresa pode ser inclusiva em suas comunicações se as famílias e a sociedade não são tão inclusivas assim? Conversando com uma amiga, que trabalha com educação especial, que disse que o maior desafio do surdo (resgatando mais uma vez meu exemplo) é a família, que muitas vezes não dá oportunidade a ele de se desenvolver. Muitas vezes o surdo não é alfabetizado, o que dificulta qualquer organização fazer algo mais inclusivo e global.

Desta maneira o relacionamento da marca com o público não é algo simples. O desafio em atender diferentes grupos é crescente e as necessidades da sociedade são grandes. Cabe ao gestor de marca refletir suas ações para engajar não somente muitas pessoas, mas diversos públicos, para que a marca e a empresa sejam inclusivas em diversos ambitos, não somente nas exigências legais, mas sim como valor genuíno.

REFERÊNCIAS

Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos de São Paulo. Disponível em http://www.feneissp.org.br/

KOTLER, Philip. Administração de Marketing: a edição do novo milênio. São Paulo: Prentice Hall, 2000.

União dos cegos do Brasil. Disponível em http://uniaodoscegosnobrasil.org.br/ledores.htm

Sabe quando somos crianças e nossas mães não nos deixa correr na chuva para nos proteger da gripe e nossa reação é: – Mãe, você é muito chata!

É o que o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente – CONANDA está fazendo com os profissionais de comunicação e ainda pior, a diversão e a magia da infância está sendo afetada.

Com o argumento de proteger as crianças e os adolescentes, foi publicado uma resolução em março deste ano que está dando o que falar nas redes sociais. Na publicação fica muito claro que qualquer tipo de mídia será afetada: on-line ou off-line. Todas as formas de comunicação, como:

–          Anúncios impressos;

–          Comerciais televisivos;

–          Spots de rádio;

–          Banners e páginas na internet;

–          Embalagens;

–          Promoções;

–          Merchandising;

–          Ações por meio de shows, apresentações e disposição dos produtos nos pontos de vendas.

O texto ainda diz que considera abusiva a prática da publicidade e de comunicação à crianças com a intenção de persuadi-las para o consumo de qualquer produto ou serviço com os seguintes aspectos:

–          Linguagem infantil, efeitos especiais e excesso de cores;

–          Trilhas sonoras de músicas infantis ou cantadas por vozes de criança;

–          Representação de criança;

–          Pessoas ou celebridades com apelo ao público infantil;

–          Personagens ou apresentadores infantis;

–          Desenho animado ou de animação;

–          Bonecos ou similares;

–          Promoção com distribuição de prêmios ou de brindes colecionáveis ou com apelos ao público infantil; e

–          Promoção com competições ou jogos com apelo ao público infantil.

Agora eu me pergunto – Como será chato ser criança de agora em diante, não?

Se essa lei fosse aplicada em épocas passadas, não teríamos o comercial dos Mamíferos da Parmalat, e a campanha de colecionar as pelúcias?

Os cachinhos dos Shampoos Johnson’s Baby?

Os relógios da Coca-Cola que batia no pulso e enrolava? E o que será dos produtos licenciados?

–          Geleias, frutas, goiabada, achocolatados: Seninha, Turma da Mônica, Disney e muitos outros?

–          Todinho, o que será do Todinho?

Até o Zé Gotinha do SUS vai entrar nessa proibição, pois os personagens serão instintos!

Para quem quiser ler a resolução na integra, aqui esta o link:

http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=4&data=04%2F04%2F2014

Como disse no início deste texto, com o argumento de proteger a infância essa lei transformará as crianças em adultos precoces. A diversão acabou!

Tomou?

Muitos executivos têm o sonho de que suas marcas se tornem icônicas, mas para chegar neste nível é preciso ter visão estratégica do negócio e entender que branding é  longo prazo.

Na realidade, criar e construir marcas são os dois maiores desafios enfrentados pelos gestores nos dias atuais. É perceptível que todos os executivos, não importando o tamanho da empresa, acreditam no poder das marcas e concordam que branding é um negócio excepcionalmente difícil. Para cada Google ou Apple, há dezenas de marcas fracassadas. Muitas delas conhecidas e respeitadas, já não existem mais, como Mappin, Varig, Mesbla, entre outras.

Atualmente, uma grande dificuldade para os executivos, é que precisam apresentar resultados financeiros em curto prazo, mas as marcas são ativos de longo prazo. É nesse quesito que o marketing & design são importantes para a gestão da marca.

A estratégia do design tem como missão contribuir para a gestão de uma marca diferenciada, aprimorando o produto, a embalagem ou o desempenho do serviço. Ele aumenta o valor financeiro, incrementando as vendas e o valor percebido pelo cliente, porém construir uma marca parece ser simples, ou seja, um gestor precisa apenas apresentar um bom nome, um logotipo atraente e um slogan chamativo. Será?

Você já imaginou o nome Apple sem a identidade visual da marca?

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Ou o natal sem a embalagem do panetone daquela marca?

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Como seria tomar um café sem a experiência de contato com a marca?

 

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O elemento diferenciador “laranja”! 

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Não apenas tomar uma vodca, aproveitar do requinte que o design da embalagem oferece!

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Hoje em dia, as pessoas têm acesso a quase tudo, de quase todos os lugares. Participamos de um mundo global, onde as informações estão disponíveis a cada momento em nossas vidas e as marcas que conseguem acompanhar esse movimento passam a se diferenciar perante o mercado. As estratégias de marketing, os famosos 4 P’s, já não são mais diferenciais percebidos pelo consumidor: o Produto, seja qual for ele, possui concorrentes de qualidade, muitas vezes superior, onde qualidade passa a não ser o fator de diferenciação e sim obrigação; o Preço tem que ser competitivo, questão de sobrevivência em um mercado globalizado; o Ponto de venda é um canal de comunicação e precisa gerar novos elementos de destaque (tudo fica mais acessível com a Internet); a Promoção dispõe de cada vez mais meios para chamar a atenção, vide as mídias sociais. A luta constante de um executivo de marcas está em evitar, a todo custo, que o seu produto transforme-se em uma commodity, ou melhor, que não tenha nenhum diferencial competitivo.

Só uma marca forte e, principalmente, respeitada e admirada pelos consumidores é capaz de manter uma empresa na competição. E uma marca querida tem que atrair, ser desejada, conquistar o seu lugar no mercado e na cabeça e coração do seu público.

Então qual é o segredo para uma  marca se tornar querida nos dias atuais”? O segredo é pensar no  design como ferramenta estratégica do marketing.

A excelência na gestão do design pode fazer com seu produto pareça tecnicamente superior ao do seu concorrente (mesmo que sejam equivalentes), pode mostrar como a sua empresa desenvolve seu trabalho com profissionalismo, pode demonstrar a qualidade e a organização que estão por trás do negócio, pode lhe dar credibilidade e, principalmente, pode fazer o consumidor se apaixonar por sua marca!

Os elos entre design e marca não se limitam ao design gráfico, ao logotipo e ao signo. O design é responsável por estar presente em todos os componentes do valor da marca: promessa, missão, visão, posicionamento, expressão, notoriedade e qualidade. Como afirma Mozota (2011): “há design gráfico no nome e no símbolo da marca, design de produto no desempenho do produto, design de embalagem no ponto de promoção e design ambiental na loja”. Logos como Starbucks, Disney oferecem uma essência ou visão de marca. No mercado global, os símbolos visuais têm o maior potencial do que as palavras.

Para criar uma identidade de marca clara e inteligível para os consumidores, os atributos da marca e a maneira como são expressos devem estar intimamente ligados. Empresas que apresentam uma identidade de marca coesa, distintiva e relevante podem criar uma preferência no mercado, agregar valor a seus produtos e serviços e praticar preços diferenciado.

A diferenciação da marca por meio da administração do design como estratégia de marketing, sempre evidenciando  o posicionamento da marca,  seja pelo design gráfico, de produto, da embalagem, do interior de loja, elementos de cor, tipografia;  é fundamental para que o valor seja percebido e a marca passe a ser a queridinha no seu mercado.

A emoção da marca é gerenciada pela emoção do design, entender esse processo pode ser um elemento diferenciador da empresa. E sabe qual é?  Resultados positivos no gráfico de vendas e construção de valor de marca em longo prazo.

copa do mundoA cada 4 anos acontece uma conjunção astral onde a maioria dos criativos e gerentes de marketing  do Brasil são atingidos pelo mesmo insight: a Copa do Mundo. Em 1998 e 2002 eu trabalhava em um grande veículo de comunicação e fiz tabelas dos jogos, camisetas e outros brindes para serem distribuídos para os anunciantes. Na Copa de 2006 eu trabalhava em uma agência onde todos os clientes, desde concessionárias de motos, automóveis de luxo como BMW e Volvo, até fabricantes de aparelhos médicos solicitaram ações para a Copa do Mundo. Na de 2010, atuando no marketing em uma grande indústria da Construção Civil, também tive que desenvolver ações com o tema Copa do Mundo para arquitetos, marceneiros e pintores.

Agora pense. Quantas vezes, em ano de Copa, você já viu e recebeu algum material com as cores verde e amarelo? De loja de sapatos, açougues, supermercados, farmácias, mecânicas, laboratórios de diagnósticos, pizzarias. Fora que as empresas sempre fazem alguma ação “motivacional” para seus colaboradores usando o “sentimento de time” que a Copa proporciona?

Mas a questão é: sua marca precisa da Copa do Mundo?

Se levarmos em consideração o histórico do Pan-07 e da Copa das Confederações de 2013, o patrocínio destes grandes eventos não garante retorno. Muito pelo contrário. Segundo dados da Nielsen, das 10 marcas mais lembradas destes dois eventos, apenas 4 eram patrocinadoras.

Os gestores de marketing dos patrocinadores justificam que a visibilidade que estes eventos proporcionam vale o investimento. Segundo o gráfico abaixo não é o que parece:

copa do mundo

As marcas investem pesado para fazer parte destes eventos, mas só tiram proveito deste fato, uma vez que o público associe sua marca à competição. E para isso, só existe um caminho: investir forte em comunicação.

Em minha opinião, o fato de o tema estar presente não justifica que, obrigatoriamente, tem que ser desenvolvida alguma ação. Tem que ser avaliado o quanto a Copa ou as Olimpíadas e o que estes eventos representam, estão alinhados ao propósito da marca e ao perfil dos consumidores. Como a maioria das empresas estarão com ações com este tema, sua campanha pode ser apenas mais uma.

E nesta Copa, em especial, existe a preocupação de associar sua marca com as manifestações, como ocorreu com o Itaú durante as Copas das Confederações, onde suas agências foram depredadas por patrocinar o evento. Sem contar com o risco de uma desclassificação precoce da Seleção Brasileira, o que pode encurtar ainda mais o tempo de efetividade da campanha.

Mas pode também ser uma oportunidade para se diferenciar ou estreitar o relacionamento com seu público. O mais importante é analisar quais as oportunidades estes eventos trazem para o mercado e como sua marca pode se diferenciar neste período. E, principalmente, se o seu negócio se associa com o tema. Como coloquei no início deste artigo, colocar um splash verde-amarelo em um anúncio de microprocessador mitocondrial ou mandar uma tabelinha com os jogos para arquitetos, não vai fazer você ser lembrado.