Tag

Economia

Browsing

Ninguém gosta de falar de crise, mas com uma perspectiva de PIB negativo, inflação e desemprego em alta, consumo em baixa; não há mais como escondê-la.

As marcas sabem que o consumidor está comprando menos e precisam garantir que ela esteja na lista de compras. Esse é o momento de saber quais marcas sairão fortalecidas e quais marcas vão ser esquecidas. Veja abaixo algumas curiosidades no cenário de crise no Brasil.

As marcas da crise-01

 

Compartilhe!
error0

Diante do mercado globalizado, competitivo e tendencioso, as marcas buscam por inovar, criar, desenvolver soluções que as destaquem tornando-as mais próximas de seus consumidores. As empresas tem aplicado uma série de alternativas e ferramentas para um movimento estratégico de modo que atenda a necessidade de sua permanência no mercado e assegurar sua longevidade com qualidade e conceito.

Contam então com a “criatividade”, matéria-prima da Indústria Criativa, um assunto ainda pouco discutido no Brasil. A criatividade é algo que impulsiona o ser humano e nos leva a evolução. Os seres humanos dotados de criatividade moldam o mundo a sua volta.

A indústria criativa não é apenas economicamente valiosa por si própria, mas funciona como consolidadora e fornecedora de valores intangíveis. A economia criativa vai além de produtos, serviços e tecnologias, inclui também processos, modelos de negócios e gestão.Cresce a cada dia o reconhecimento da criatividade e o papel dos setores criativos no desenvolvimento da competitividade econômica de um país.

Para que as marcas consigam se posicionar no mercado, é preciso identificar quais são as emoções e valores que seus consumidores se identificam, e então partir para ações criativas que atraiam esse público. É neste momento que a economia criativa pode contribuir para a marca, utilizando a matéria-prima do setor, a criatividade como ferramenta, gerando assim um novo valor econômico e contribuindo para o fortalecimento dos atributos da marca, posicionamento no mercado, sofisticação, fidelização, criar uma identidade, fortalecimento no mercado e inovação.

Algumas marcas entendem importância de se atualizar, inovar, se recriar, e têm tomado algumas ações para se aproximar do consumidor, superando expectativas e gerando valor econômico para o mercado.É o caso das marcas que tem utilizado a tendência de “foodtruck” para trabalhar seus atributos, marcas que patrocinam alguns eventos de cunho criativo, ou seja, que tenham setores da economia criativa envolvido, marcas que se preocupam com o ambiente socioeconômico e a partir daí criam ações ou projetos que envolvem outros setores que contribuem para a economia criativa e começam a se beneficiar do ponto de vista de marca e sua construção, e como consequência gerando valor econômico.

thalita

Thalita Arrans

Graduada em Administração com habilitação em Comércio Exterior pela Universidade São Judas Tadeu, pós-graduada em Gestão de Marcas e Branding pela BSP. Profissional da área Comercial, com sólido conhecimento e experiência  em vendas e logística (importação e exportação). Criativa,  comunicativa, disposta, estudiosa e com sede do novo, desenvolve estudos  relacionados a economia criativa , utilizando a criatividade como fonte para desenvolvimento do mercado de branding.

 

Compartilhe!
error0

Creio que assim como eu, muitos adeptos do sistema liberal, conhecido como capitalismo, estão felizes com a maturidade do mercado ao ponto de empresas tradicionais pontuarem o branding como ferramenta essencial para o mundo dos negócios.

bolsas-principais-paises-continuam-estaveis_ACRIMA20120517_0015_15O sistema capitalista viveu o auge de sua crise depois de o Prêmio Nobel de Economia, Milton Friedman, apresentar a importância do lucro em prol dos acionistas. Então, foram criadas estratégias agressivas de comunicação e marketing por parte das corporações visando vender mais e mais, o que importava, acima de tudo, era o dinheiro. Com isso, o mercado foi se deteriorando, pessoas consumindo sem necessidade real, produções em larga escala, empresas poluindo, agredindo o meio ambiente e a comunidade. Marcas como a Nike tiveram sua imagem desgastada após escândalos de abuso de mão de obra na sua cadeia produtiva.

Após um consumismo fora de controle e sociedades pontuadas em “ter” ao invés de “ser”, facilidades de crédito, mercado financeiro em alta, grandes especulações econômicas; Estourou a crise, gigantes como o Citigroup e a Chrysler “quebraram”.

Atualmente, com o consumidor bem mais sensato e exigente, muito pela facilidade de comunicação e obtenção de informações que a internet trouxe, passou a priorizar marcas com responsabilidade social, com valores reais e com propósito. Surge então a gestão da marca, e empresas que antes pontuavam suas ações em lucro, se voltam a valorizar todo o ambiente que está condicionada.

David Aaker e outros grandes nomes começaram a estudar a marca e o valor que ela agrega para a empresa, surgiu o Brand Equity, que é o valor adicional de um produto/serviço, ele influencia na forma como o consumidor pensa, sente e age em relação à marca; nos preços; em sua parcela de mercado e no lucro gerado pela marca à empresa.

A marca passou a ser um ativo importantíssimo da organização, hoje existem inúmeros rankings de avaliação de seu valor. O valor de marca já é pontuado em suas ações no mercado financeiro, relevante  influenciador na hora da decisão de compra; Estamos na era em que as empresas contam histórias e envolvem pessoas, passou da relação de troca de produto/serviço por capital, o consumidor virou parte da organização, assim como os colaboradores, fornecedores e todos os envolvidos na comunidade de uma determinada marca, seja ela local ou global.

1Chamei de capitalismo sustentável, pois, na era do branding, o liberalismo está sendo exercido da forma que John Locke, Adam Smith, entre outros o imaginaram. Um sistema correto e livre, no qual as empresas são economicamente viáveis, socialmente justas e ecologicamente corretas, onde o lucro é resultado de trabalho duro, digno, com ética e propósito.

Estamos na época em que as marcas, como a Coca-Cola, que orienta seus consumidores sobre o consumo correto e saudável de sua bebida, empresas como o Google, que privilegia  e valoriza seus colaboradores e como a Nike, que se redimiu  investindo no esporte em comunidades carentes como no Capão Redondo, bairro da cidade de São Paulo.

“Se quiser ter uma vida plena, prenda-a a um objetivo, não às pessoas nem às coisas…” 

Albert Einstein

Compartilhe!
error0