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Toda empresa representa uma ou mais marcas, ou seja, um conjunto de valores que são observados por clientes e parceiros em potencial. Elementos como nome do negócio, identidade visual e a reputação da empresa fazem parte desse processo. E todo o esforço envolvido para tornar determinada marca mais conhecida e respeitada é parte do trabalho de Branding.

O Branding acontece a partir de estratégias que, quando bem construídas, atraem e fidelizam consumidores para a empresa. O termo pode ser definido como o conjunto das ações diretamente relacionadas à gestão de marcas. Logo, a gestão pode ser entendida como a criação e a manutenção de todos os pontos de contato que a empresa terá com seus consumidores. Neste sentido, é importante que o seu propósito e posicionamento estejam coerentes.

O marketing atual vem revelando novos princípios de marca e conectando-as a seus respectivos clientes. As necessidades do público alvo são o foco desta nova estruturação. Uma marca bem construída pode alcançar um diferencial competitivo muito grande em relação ao seu público, pois na sociedade do hiperconsumismo, os consumidores não querem mais apenas adquirir determinado produto, mas, sim, entrar no universo de uma marca ou organização.

Na construção de uma marca vários fatores devem ser levados em consideração para que este processo esteja de acordo com o DNA da empresa. É preciso entender que uma marca não está restrita apenas a uma assinatura visual ou logotipo, mas, sim, a todos os pontos de contato e impressões que uma empresa deixa na mente do consumidor. Todo o processo construtivo da identidade visual precisa ser planejado de acordo com o seu DNA.

O conceito de DNA serve para aproximar as empresas dos seres humanos. Assim como nós, as organizações também precisam ter personalidade e se relacionar, tanto com seus consumidores como com seus canais de distribuição.  Esta fixação na mente do consumidor pode ser feita por meio do posicionamento da empresa, transformando o DNA em experiências de marca.
Para que esta construção ocorra existem várias metodologias, entre elas a metodologia do TXM Branding, Think, Experience e Manage, desenvolvida em parceria com o LOGO/UFSC (Laboratório de Orientação da Gênese Organizacional da Universidade Federal de Santa Catarina).

Na etapa “Think” toda a essência e o DNA são pensados em conjunto com os stakeholders. Este é o ponto principal para a elaboração de todas as demais experiências que serão criadas. Neste período também são definidos os conceitos de posicionamento, propósito, definição do portfólio de produtos, as personas que serão interpretadas e todas as conexões da organização.

Criar experiências que reflitam o real DNA da organização, desenvolvendo atmosferas e aproximando consumidores da cultura organizacional, são parte fundamental da segunda etapa do processo, denominada de “Experience”.

O último passo é adequar as experiências e entender quais os melhores canais para gerenciar a interação com os consumidores. A etapa nomeada de “Manage” tem o objetivo de pensar estrategicamente para compreender e planejar a adequação e coordenação dos canais on-line e off-line, compreendendo o status de influência e penetração da marca no segmento, além de colocar a sua disposição toda a expertise no meio digital.

A construção do Branding não é fácil, mas, se realizado de forma eficaz, o processo proporciona inúmeros benefícios para a organização. O Branding deve acontecer de dentro para fora, sustentado pela essência da empresa, transmitindo ao público a verdadeira natureza daquela marca. Assim consegue criar marcas fortes e únicas, criando um diferencial competitivo no mercado e fidelizando consumidores.

Lenadro Werner – o Maka – é fundador e Diretor de Criação do Maka.Branding, consultor de branding e marketing, possui 10 anos de experiência no mercado, sempre atuando como facilitador em processos de gestão de marca. Graduado em Publicidade e Propaganda pela Universidade Regional de Blumenau (FURB), especialista em Gestão do Design e mestre em Design pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

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Ser único, diferente, e ainda manter a identidade sem perder o foco é um desafio constante na vida das empresas de todo o mundo. Quando falamos de estratégias de gestão de uma marca, falamos de escolhas que geram valor para as organizações a longo prazo. Mais conhecido como branding, ele está presente na grande maioria das empresas, sejam elas grandes ou pequenas.

Uma das estratégias de branding que tem despontado no mercado é a diversidade de gênero. Há, evidentemente, outros correlatos como idosos, deficientes físicos, raças, entre tantas outras. Mas a diversidade de gênero, em especial os LGBT, têm despertado o interesse das empresas. Nunca se ouviu falar tanto nesse nicho de mercado, que tem crescido enormemente nos últimos anos.

Mas será que as organizações estão preparadas para essa estratégia? Vamos voltar um pouco no tempo e falar sobre herança cultural. Os babyboomers, nascidos entre os anos 40 e 60 tiveram sua herança cultural passada pelos valores familiares e religiosos, tem um perfil mais conservador, prezam pela estabilidade financeira e pelo zelo da família. Já a geração X, nascida entre os anos 70 e 80 tiveram sua herança cultural pela TV, são menos conservadores, mas ainda assim carregam um desejo de estabilidade forte. A partir dos anos 90 os Millenials tiveram uma herança cultural mais híbrida, com Tv a cabo e internet, são vulgarmente chamados de geração floco de neve, sensíveis, mas não menos importantes, porque são eles quem estão definindo os rumos da próxima geração. A geração Z, nascida nos anos 2000. Quem são eles afinal?

Essa geração nasceu já na era digital. A herança cultural dela tem sido passada através das redes sociais e youtubers. Costumo dizer que os Youtubers de hoje tomaram o lugar dasapresentadoras infantis dos anos 80. Isso reflete diretamente na forma dessas crianças pensarem. E vale lembrar que as crianças de hoje, serão os adultos de amanhã. E quando falamos de amanhã, falamos de algo em torno de 5 a 10 anos, que para uma empresa, seria longo prazo. E quando falamos de estratégia a longo prazo, falamos de Branding.

As empresas que pensam no futuro e na saúde de sua marca, estão abraçando enormemente a diversidade, em especial a de gênero, que é um dos assuntos mais comentados nas redes sociais e pelos youtubers.

Transgênero, Cis gênero, expressão de gênero, sexo biológico, trans não-binário, orientação sexual e sexualidade já fazem parte do universo desses indivíduos desde muito cedo. Falar “o” Pablo Vittar é briga na certa, e não é por menos, eles têm consciência de respeito ao próximo com muito mais fluidez do que as gerações passadas.

Mas não é assim tão simples abraçar a diversidade dentro de uma grande empresa. Não basta apenas ir na Tv e redes sociais e colocar anúncios bonitos com casais LGBT, ou transexuais “lacrando”. Ou ainda contratar um gay ou uma lésbica e falar que abraçou a causa. Tem que ir além; essa geração é bem exigente e esperta, entra na internet, faz pesquisa, e quer saber se a marca realmente está abraçando esses indivíduos ou se eles estão sendo oprimidos dentro das empresas. A tal dissonância cognitiva, fala uma coisa e faz outra. Por isso uma boa política de inclusão se faz necessária, porque apesar de serem chamados de LGBT, cada um tem sua cultura, necessidades e desejos diferentes.

É preciso ainda muita pesquisa para que as empresas possam abraçar essa diversidade de forma coerente, porque toda fase de transição é traumática. Sempre há resistência, ainda mais quando se trata de sociedade, então tudo deve ser bem estudado, com pesquisa, técnica e metodologia correta. Minimizando assim as possibilidades de erros.

Algumas dicas interessantes para as empresas que querem iniciar um processo de inclusão.

Antes da contratação:

  1. Orientar antecipadamente a equipe, informar das novas diretrizes da empresa, e dar palestras esclarecedoras nessas questões.Desde a presidência até os cargos de base.
  2. Informar a equipe sobre as questões de gênero, para que saibam as diferenças entre sexo biológico, gênero, expressão de gênero e orientação sexual.
  3. Orientar a equipe sobre os problemas do bullying, sobre o respeito ao próximo, e como evitar perguntas indelicadas.

Após a contratação:

  1. Entender que gays, lésbicas e transexuais tem necessidades diferentes, e que cada pessoa é única.
  2. Tratá-los como um funcionário e colaborador comum, para que não afete sua autoestima. Tratamentos especiais somente para casos especiais, como qualquer funcionário. Isso vale para oportunidades também.
  3. Focar na produtividade, e não trazer o assunto da diversidade para discussões constantemente. A diversidade deve fluir naturalmente no ambiente de trabalho, e só deve ser abordada nos eventos para esse fim, ou campanhas de endomarketing. Como qualquer outro tipo de campanha de conscientização.

Esperamos que cada vez mais empresas abracem essa causa, é apenas questão de tempo. Essa é uma excelente oportunidade para fixar a imagem das empresas positivamente na mente dos consumidores, em especial os mais jovens e fazer história.

Nuno Teixeira Pereira: produtor artístico de eventos, designer gráfico-multimídia e estudante de comunicação. nunojackpot@gmail.com

 

 

Imagem: Pixabay @ivanovgood

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O design é uma disciplina abrangente que se caracteriza por meio de projetos que solucionam problemas, atendem necessidades e despertam desejos, sempre com foco no usuário ou, como é mais comum se dizer, no público-alvo.

Como diria Brigite Borja de Mozota, o Design mescla aspectos científicos e artísticos em seu processo, que atendem tanto funções práticas quanto aspirações psicológicas e sociais:

 

“As técnicas do design combinam o caráter lógico da abordagem científica e as dimensões intuitivas e artísticas do trabalho criativo.”

MOZOTA, Brigitte (2011, p.17)

 

Assim como o Design o Branding também é uma disciplina abrangente que, por meio da análise do ambiente e do público, entrega valor que diferencia a marca trabalhada das demais ofertas semelhantes no mercado.

Uma das maneiras pela qual essa diferenciação acontece é justamente pelo Design, seja ele aplicado no próprio produto ou serviço trabalhado ou, seja ele aplicado na comunicação da marca para o mercado e na consolidação de sua identidade.

De uma maneira ou de outra, Branding e Design andam juntos e, por conta disso, muitos designers acabam ingressando no universo do branding. Mas como isso acontece? Bom, é isso que este artigo busca explorar.

O elo mais marcante entre as duas disciplinas é o fato do design, quando aplicado ao mercado, atender a demandas de marcas, que o incluem como parte fundamental de suas estratégias, participando os designers no processo de elaboração e demandando desses profissionais o entendimento do todo vs. o pontual.

Em outras palavras, desde que inicia sua atuação no mercado o designer sente na pele a necessidade de entender a diferença entre Estratégia e Tática, o que possibilita que ele tire o melhor proveito de seus conhecimentos, desfrutando ao máximo do papel transformador do design para os negócios e sociedade.

Ao desdobrar o planejamento estratégico de uma marca nos deparamos com diversas questões que se relacionam com as áreas do design:

Design Gráfico: presente na criação e gestão do logotipo e identidade visual de uma marca, garantindo que ela se apresente de forma marcante e coordenada, contribuindo para a identificação e diferenciação (dois dos pilares mais importantes da gestão de marcas) e facilitando que o consumidor reconheça aquela marca da forma mais rápida e direta possível.

Design de Embalagens: além de possibilitar o transporte, contribuir para a utilização e conservação do produto, otimizar sua logística, as embalagens também contribuem de forma significativa para a diferenciação e construção de marca pois, no ponto de vendas, a embalagem é o primeiro contato visual do público com a marca e influencia em questões de posicionamento, precificação e percepção de qualidade.

Design de Produtos: um dos Ps do famoso Mix de Marketing o P de Produto é fortemente influenciado pelo design, capaz de reforçar suas características tecnológicas e funcionais, facilitando seu uso, diferenciando pela beleza e sofisticação, agregando valor e despertando desejos.

Design Digital: em uma era marcada pela digitalização das relações e crescente utilização de tecnologia mobile, se apresentar de forma distinta na internet é parte determinante da estratégia das marcas. Seus sites são seu ponto de contato digital para o qual as interações convergem e, muitas vezes, é o primeiro contato do público com a marca.

Design de Serviços e Experiências: áreas discutidas mais recentemente, o design de serviços e experiências tem o usuário como foco e são responsáveis pelo desenvolvimento de processos que facilitem a interação das pessoas com as marcas em seus mais diversos momentos, da pesquisa para conhecer mais sobre a proposta, passando pelo uso do produto e serviço até chegar ao atendimento pós venda e momento de recompra, onde o ciclo recomeça.

Design de Interiores: responsável por tangibilizar o propósito e os conceitos da marca em seus pontos de contato físico, de forma a receber e acolher o consumidor em um universo pensado especificamente para transmitir uma mensagem e entregar o valor proposto de forma direta.

Do processo ao ponto de contato o Design está intimamente ligado ao Branding e contribui para a construção e consolidação de marcas fortes, capazes de impactar o mercado e a sociedade de maneira tão determinante que conquistam nada menos que o reconhecimento e a aspiração do público.

Nessa dinâmica destaca-se o foco nas pessoas e o impacto que o projeto lhes traz, demandando dos profissionais envolvidos reflexões e atualizações constantes que os capacitam para atuar em um cenário no qual tudo se relaciona e se transforma em uma velocidade vertiginosa.

Para as marcas, vale destacar que, muito mais do que um recurso estilístico, o Design é uma disciplina de cunho estritamente estratégico, capaz de desenvolver soluções criativas, inovadoras, que otimizam recursos e impulsionam resultado pelo fato de tangibilizar aspirações em soluções práticas.

Portanto, pense Design e construa Marcas que de fato impactam o público por serem legítimas e inconfundíveis.

 

Referências:

MOZOTA, Brigitte Borja de. Gestão do Design: usando o design para construir valor de marca e inovação coorporativa. Porto Alegre: Bookman, 2011.

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Como os pequenos negócios podem e devem se aproveitar das vantagens competitivas que uma marca pode proporcionar    

 

A gestão de marca é uma prática que pode ser adotada por negócios de todos os portes, das grandes organizações com presença global, como a Coca-Cola e a Apple, referências em branding, até os pequenos empreendedores locais como o dono da padaria do seu bairro e os microempreendedores individuais (MEI), como o pedreiro que presta serviços pontuais na sua obra. Isso porque todos que tenham algo a oferecer para o mercado possuem uma proposta de valor e, por isso, têm a possibilidade e trabalhar tal proposta de forma diferenciada, criando e gerenciando uma MARCA em seu sentido mais amplo.

Parece ousado para um pequeno negócio, mas na verdade não é!

Se o empreendedor tiver PLENEJAMENTO, GESTÃO e VISÃO INTEGRADA dos processos de seu negócio e DETERMINAÇÃO, ele consegue fazer sua MARCA acontecer e ter sucesso em seu mercado!

Antes de mais nada, MARCA é um conjunto de associações pensadas de forma coordenada para criar, comunicar, entregar e gerenciar valor acerca de um negócio e seus produtos e serviços com FOCO em determinado público, mas, sem esquecer, das relações com o mercado como um todo.

E aí pode vir a pergunta: “Tá bom, mas por que eu, um pequeno empreendedor, devo investir em uma marca? Tenho tanta coisa para me preocupar!”

Bom, pense desta forma: segundo o SEBRAE as micro e pequenas empresas representam 98,5% do total de negócios no Brasil e se concentram predominantemente nos setores de serviço e comércio, o que significa que, você, ao abrir o seu negócio, enfrenta uma concorrência avassaladora e esbarra, logo na largada, na necessidade de se DIFERENCIAR e se COMUNICAR com o seu público.

Frente a essa realidade temos uma notícia boa e uma notícia ruim!

 

Começando pela ruim: NÃO EXISTE RECEITA DE BOLO!

Por mais que o empreendedor sempre possa fazer um benchmark, isto é, estudar a concorrência em busca das melhores práticas, ele precisa agir de acordo com a realidade do seu negócio e estabelecer objetivos e planos de ação compatíveis com o seu negócio e com o ambiente no qual ele está inserido.

 

Agora lá vai a boa: EXISTEM TÉCNICAS E METODOLOGIAS!

Embora não exista uma receita de bolo que garanta o sucesso de uma marca, existem uma série de ações recomendadas que ajudam no processo de concepção e gerenciamento de marca. Cada uma dessas ações deve ser pensada e adequada segundo as especificidades de cada negócio e serão apresentadas a seguir no formato de perguntas.

Mas antes de mais nada, lembre-se!

Seu NEGÓCIO e sua MARCA são uma coisa só!

São elementos que não se separam nem na gestão

nem no reconhecimento por parte do mercado!

 

Por que você decidiu abrir o seu negócio?

A resposta dessa pergunta te ajuda a definir o PROPÓSITO da sua marca, uma questão fundamental para o desenho da sua estratégia. Uma espécie de ponto de partida.

Saber qual é o seu PROPÓSITO vai fazer você entender qual é a sua motivação e quais são os seus objetivos, ou seja, você será capaz de saber onde você quer chegar com sua MARCA e, a partir daí, será capaz de fazer uma análise interna e externa que te mostrará onde seu negócio está HOJE e quais AÇÕES deve adotar para atingir seus objetivos.

Saiba mais sobre propósito de marca!

Qual é a sua proposta de valor?

A proposta de valor de uma marca é aquilo que destaca sua oferta das demais ofertas do mercado. Pare para pensar o que vai motivar o consumidor a ESCOLHER comprar da sua marca ao invés da marca do seu concorrente? Alguma vantagem ele precisa ter e essa vantagem pode ser um atributo físico do produto, um melhor atendimento, um maior benefício funcional, uma facilidade na hora da compra, entre outros. Algo que diminua a importância do preço e faça o cliente pensar cada vez menos em outras ofertas. Difícil não é mesmo? Mas é preciso refletir sobre, principalmente porque a PROPOSTA DE VALOR da sua marca está vinculada à PROMESSA que seu negócio faz ao existir e sustenta toda a COMUNICAÇÃO bem como interfere em todo o planejamento da gestão. Pense no que faz os olhos do cliente brilharem!

Uma dica: Pratique a empatia e coloque-se no lugar do consumidor. Pense no que você espera das marcas que consome. Sempre funciona!

 

Como você quer ser reconhecido?

Uma outra questão que todo empreendedor precisa refletir no momento de criar e gerenciar a marca do seu negócio é como ele quer ser reconhecido e, para isso, ele precisa construir uma IDENTIDADE.

A IDENTIDADE de uma MARCA reúne elementos que permitam que ela seja facilmente reconhecida entre as diversas ofertas semelhantes no mercado e, mais do que isso, em meio aos diversos estímulos que os consumidores são expostos todos os dias.

OS ELEMENTOS de marca abrangem todos os cinco sentidos e atuam de forma conjunta para compor a IDENTIDADE da marca. Um dos elementos mais famosos e conhecidos pelos empreendedores é o LOGOTIPO, ou seja, a assinatura visual do NOME DA MARCA, que por sua vez também é um elemento. Mas além desses entram na lista de elementos de marca CORES, TEXTURAS, DESIGN DE LOJA, EMBALAGENS, PAPELARIA INSTITUCIONAL, WEBSITE, CHEIRO (sim, sua marca pode ter cheiro!) e assim por diante! A quantidade e complexidade dos elementos de marca dependem da estratégia adotada, mas o importante é: adote um padrão, seja constante e passe a ser reconhecido por isso.

Saiba mais aqui!

Como você se comunica?

Agora que você já refletiu sobre o PROPÓSITO, PROPOSTA DE VALOR e IDENTIDADE é hora de pensar na COMUNICAÇÃO. Afinal, como diria o nosso querido Chacrinha “quem não se comunica se trumbica”.

E nessa hora o empreendedor tem muito o que pensar. Ele precisa ter em mente que se comunicar não é apenas passar uma mensagem, mas fazer essa mensagem ser entendida e hoje, mais do que isso, se comunicar implica em saber lidar com RESPOSTAS, sejam elas positivas ou negativas.

É importante ter em mente que, com o acesso à internet, a popularização dos smartphones e o crescente uso das redes sociais, o consumidor dispõe de uma grande quantidade de informações, as quais ele pode utilizar para fazer pesquisa de preço, tirar dúvidas, validar opiniões e, o mais importante, interagir com outros consumidores que desfrutam de interesses semelhantes. Isso significa que o poder está com o consumidor e que, para interagir com eles, é preciso, cada vez mais, saber jogar o jogo de acordo com as suas regradas. Como? Oferecendo conteúdo que solucione dúvidas e desperte interesse (marketing de conteúdo), estabelecendo diálogos, sendo eficiente, participando de discussões e, principalmente, se posicionar de forma aberta e transparente.

Nesse sentido, estar presente nas redes sociais é uma necessidade, não mais uma opção. E fazer um acompanhamento bem feito é uma obrigação, que determina o sucesso ou o fracasso da empreitada.

Para concluir, pode-se dizer que a gestão de uma MARCA para uma pequena empresa demanda atenção, dedicação, planejamento e informação! É fácil? Não! Mas dá frutos e pode significar a diferença entre o grande sucesso e a simples existência!

Saiba mais sobre a nova dinâmica das marcas na era digital aqui!

Referências:

SEBRAE Notícias. Em cinco anos número de pequenos negócios cresce 43%. Disponível em: <https://revistapegn.globo.com/Empreendedorismo/noticia/2017/10/em-cinco-anos-numero-de-pequenos-negocios-crescera-43.html> Acesso em: 17ABR18.

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A CONEXÃO SENSORIAL

As empresas tentam alcançar os sentidos dos seus clientes através da publicidade, anúncios impressos, mala direta, face-to-face, na embalagem do próprio produto e em outras formas mais etéreas de divulgação.

Na publicidade, a maioria das vezes,as marcas utilizam o estimulo visual e de áudio para despertar outros sentidos como o cheiro ou o toque, porém, estes sentidos podem, por sua vez, desencadear uma série de emoções e sentimentos importantes para fidelizar uma marca.

Para perceber ou criar uma conexão sensorial da sua marca, você deve compreender as associações que diferentes tipos de estímulos sensoriais podem fazer na mente das pessoas. Deverá também levar em consideração que a associação entre os sentidos não é perfeita e que as diferenças culturais também geram fortes impactos na percepção de uma marca.

Exemplo: se a personalidade da marca é “Aventureiro e Luxuoso” – digamos, Land Rover –os cheiros que você poderá associar a marca são especiarias, brisa do mar ou de couro fino. Você pode até tentar recriar aquele agradável “cheiro de carro novo”, como concessionárias de carros usados vêm fazendo há anos.

 

Traduzindo a linguagem dos sentidos

Sabemos que a compreensão que temos do mundo é informada pelos nossos sentidos. A partir da experiência como sentir o sol, a sensação de areia entre os dedos ou o som das ondas do mar quebrando contra as pedras – os nossos sentidos nos dirão que estamos em uma praia. Seguindo o mesmo princípio, na maioria das vezes, nossos sentidos informam e influenciam nossas decisões de entretenimento e experiências de compras. Um dos melhores exemplos disto é quando vamos ao cinema. A tela grande (visão), a fidelidade do som (audição), o conforto da cadeira (tato) e, claro, a pipoca com manteiga (olfato e paladar). Se uma marca te oferece esta experiência, você deixa de ir a qualquer cinema para ir ao Cinemark.

O uso de estímulos sensoriaisgerauma linguagem de contexto, uma linguagem que é culturalmente rica e altamente sofisticada. Nossos sentidos fornecem o contexto pelo qual formamos opiniões e conexões pessoais. Eles criam expectativas que esperamos ser cumpridas.

Relacionamentos de marca operam muitas vezes da mesma maneira. As marcas têm personalidades: elas têm atitudes e criam expectativas. A promessa da marca também funciona de forma semelhante às expectativas criadas por meio dos sentidos. Se uma marca financeira, por exemplo, associa-se com o som de uma rolha de cortiça estourando de uma garrafa de champanhe, o público pode esperar lucros comemorativos.

 

Algumas linguagens sensoriais do cheiro

Aventura Ar salgado Lama Serragem Gasolina Menta Especiarias
Tradição Couro Madeira Chá  Cedro Rosa
Nutrição Baunilha Talco Maçãs Lavanda Canela Algodão
Sofisticação Vinho Perfume Charuto Carvalho Uísque Almíscar

 

COMBINANDO OS SENTIDOS

Sons, imagens, palavras, cheiros, gostos e estímulos táteis não são tão importantes individualmente como as relações entre eles e com a marca.

As pessoas reagem às marcas de forma holística.Quando Leonardo Da Vinci pintou a Monalisa, ele sabia como a cor do cabelo dela iria interagir com o tom mais claro que ele utilizou para pintar seu rosto. Da mesma forma, quando associar um som com uma marca, é preciso saber como ele irá interagir com as imagens ou os sabores que também estão associados a ela.

Temos de construir marcas da mesma forma como as pessoas reagem a elas: de forma holística. Usar o som, cheiro, gosto e (todos os sentidos) como parte do mesmo conjunto para criar uma forma de conexão BrandSense completa.

Da mesma forma, quaisquer estímulos sensoriais utilizados devem ser compatíveis com o produto ou marca. A P&G realizou um estudo onde constatou que um de seus detergentes com aroma de limão foram avaliados de forma mais positiva do que com aroma de coco. Por outro lado, o protetor solar com aroma de coco foi avaliado de forma mais positiva do que era a loção com o aroma de limão. Ambos os odores eram considerados agradáveis. Ao que parece, qualquer aroma agradável é percebido como bom, mas para influenciar as decisões de compra, afragrância deve ser associada com o produto.

Afinal, nossos sentidos funcionam em conjunto. “Quanto maior for o número de memórias sensoriais ativados, mais forte será a ligação entre a marca e consumidor.

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11329861_905207112873265_6066766058599450191_nA 4ª Edição de 2015 da revista AC MED comemora aniversário de 10 anos da empresa e traz um artigo do Gabriel Meneses, coordenador de criação da AC Farmacêutica.

Ele reflete a questão de propósito e gestão da marca para a empresa através da história da empresa.

 

Leia o artigo completo: 10 Anos Escrevendo uma História de Sucesso

Acesse a revista completa: http://acfarmaceutica.com.br/revista-acmed/

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Nós não temos um botão que muda o nosso estado entre “modo profissional” e “modo pessoal”. Somos sempre a mesma pessoa, que vivencia momentos diferentes. E quando amamos o que fazemos somos capazes de mesclar aspectos da vida profissional com aspectos da vida pessoal, o que por tabela nos tornam melhores, uma vez que nossa capacidade analítica está em constante exercício.

Tal questão é especialmente importante para profissionais de branding, pois tudo no mercado é dinâmico, acontece a toda hora, em todos os lugares e com origens múltiplas.

Não importa se estamos em um grande centro de consumo no coração da maior metrópole do Brasil ou se estamos em uma cidadezinha bem pequena no interior de Minas Gerais. Estaremos sempre percebendo como marcas se comportam e, o mais importante, como cada uma delas é percebida no meio em que atua pela comunidade com a qual se relaciona.

Este artigo trata de um expoente boêmio de Ribeirão Preto, uma “metrópole” do interior de São Paulo. Falarei sobre o Pinguim, choperia tradicional que ganhou fama pela qualidade, ambiente agradável e pela construção de uma marca forte, sustentada por gerações e que se tornou referência turística da cidade que, devido a importância econômica que representa para o Estado de São Paulo, é destino de negócios e lazer.

O Pinguim abriu suas portas no dia 29 de Agosto de 1936 no andar térreo do imponente Edifício Diederichsen no centro de Ribeirão Preto. Desde o início a marca é reconhecida pela arte de tirar e beber um bom chopp e trabalha para manter essa percepção na mente de seu público que, ao longo de sua história foi crescendo e ganhando membros por todo o brasil e no exterior.

Em sua terceira fase de administração, atualmente sob a responsabilidade de um grupo com atuação em vários segmentos da alimentação, o Pinguim vem expandindo sua força sem perder aquilo que o tornou diferente e especial. Além de 3 unidades em Ribeirão Preto, o Pinguim conta também com uma unidade em Belo Horizonte, e com um salão e unidade móvel para a realização de eventos em Ribeirão Preto.

carrega_imagemAo longo de sua história o Pinguim manteve sua identidade, mesmo com as atualizações, com ambiente agradável e ares de tradição, a marca conta ainda com o simpático pinguim que compõe seu logotipo e que atua como mascote nas ambientações e loja de souvenirs.

Uma questão interessante é que o pinguim atende a diversos públicos. Embora seu produto principal seja destinado ao público maior de dezoito anos, o cardápio e o ambiente familiar permite que diversas fachas etárias disfrutem da marca e de seus elementos.

Na primeira folha do cardápio um surpresa: a apresentação da marca, com detalhes da história e da construção, apresentada de maneira simples, acessível a todos os públicos e por isso forte e relevante, pois atesta como o Pinguim se tornou o Pinguim. O mesmo acontece no site institucional.

Prestando atenção nos ambientes do Piguim e nos detalhes de sua marca é possível perceber que a boa gestão, focada no propósito de marca, garante a perenidade de uma marca mesmo passando por diferentes administrações. É esse foco que permite a uma marca evoluir e fidelizar seu público, nunca perdendo, mas sempre agregando novos adeptos. Esta é a lição que fica no caso do Pinguim e é também o objetivo a ser perseguido por gestores de marca, que podem sempre conhecer e aprender com exemplos espalhados por todos os lugares.

Vale a pena conhecer o Pinguim e prestar atenção em todos os elementos de sua marca!

Referência:

http://www.pinguimochopp.com.br/

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259cd6b4544b9cc797303832a883d50dSim, estamos falando da Cacau Show, uma marca criada por dona Vilma Costa, mãe de Alexandre Costa que fundou a maior rede de chocolates do Brasil em 1989 com 17 anos de idade.

A Cacau Show nasceu com o objetivo de transmitir emoção as pessoas que comprassem seus chocolates, de levar momentos de felicidade através de produtos derivados do cacau e é com esse desejo que a marca cresce a cada dia.

A emoção da matéria prima é transformada para seus funcionários através de rituais emocionantes que unem presidente, gerentes e colaboradores. Uma empresa gerida de pessoas para pessoas, que conta e faz parte das histórias de seus colaboradores e consumidores.

Melhor do que escrever um artigo sobre essa marca, explicar como funciona sua gestão, tentar passar através de textos a emoção que tive ao saber como cada ritual é feito dentro da empresa; é mostrar o vídeo onde Alexandre Costa conta sua história de sucesso.

Confira abaixo o vídeo que me fez emocionar ao conhecer o ritual da última caixa e descubra como essa marca mereceu estar no Top Of Mind em lojas especializadas como a marca de chocolates finos em 2009.

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2014 mal começou e já estamos em fevereiro! E se janeiro passou rápido, o ano promete passar voando! A tranquilidade do período de férias acabou e todos começam a trabalhar a todo o vapor. Será um ano diferente; o Carnaval acontece mais tarde, logo vem a Copa do Mundo e em seguida as eleições e então, em um piscar de olhos, será Natal novamente!

Com tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo as atenções ficarão divididas. Nesse cenário precisamos ficar atentos para não deixar de pensar e dedicar esforços para aquilo que há de mais importante: nós mesmos.

Não deixe que o ano passe batido! Foque no seu propósito e guie sua marca pessoal pelo caminho da excelência. Aproveite cada oportunidade para agregar valor à ela e torná-la cada vez mais lembrada e requisitada.

Mas como trabalhar o propósito da sua marca pessoal?

Com essa pergunta pode parecer que uma receita pronta no estilo passo-a-passo será apresentada a seguir, mas na verdade não vai, pois não é possível!

Não é possível uma vez que o propósito é algo particular de cada marca, estando vinculado a sua essência. Não se trata de uma prática ou de uma ação, trata-se de algo mais profundo; algo central. Aquilo que proporciona o alicerce para toda a atuação estratégica, garantindo que tudo o que a marca venha a construir se mantenha firme e de pé na mente do público. É aquilo que a torna especial! É a sua razão de ser!

Mas se não é possível indicar um passo-a-passo, ao menos é possível indicar um ponto de partida para você trabalhar o propósito da sua marca pessoal: valorize o que há de especial em você! Vá fundo na autorreflexão e encontre aquilo que faz de você único! Isso vai te motivar a agir sempre de forma coerente, impulsionando a qualidade, bem como a sua percepção por parte das pessoas e mercado, de tudo aquilo que você faz.

Quando a marca não trabalha seu propósito ela se torna apenas mais uma, cujo objetivo é entregar mais do mesmo, sem nenhuma diferenciação. Ela se torna uma commodity. E não é isso que você quer para a sua marca pessoal, certo?

Para exemplificar melhor, imagine uma turma do último ano de algum curso superior de uma faculdade, pode ser qualquer curso (arquitetura, engenharia, design, publicidade, odontologia, medicina, fisioterapia, educação física e por ai vai). Ao final, todos os alunos vão ter passado pelo mesmo processo. Desde o início do curso todos foram apresentados ao mesmo conteúdo, tiveram os mesmos professores, fizeram os mesmos trabalhos e provas; mas quando formados cada um vai atuar de uma forma particular e uns vão se destacar mais que os outros. Isso porque cada um tem um propósito diferente que guia sua atuação e influencia diretamente na maneira como aplicam aquilo que aprenderam.

Ou seja, é o propósito que faz com que nós, marcas pessoais, aproveitemos as influências do ambiente de forma única. Se sua marca pessoal não se pauta em um propósito, ela é como uma casa construída sobre um terreno arenoso, qualquer adversidade do ambiente pode fazê-la ruir. Mas, se sua marca pessoal for pautada em um propósito forte ela será capaz de enfrentar as adversidades do ambiente, aprender com possíveis erros e melhorar sua atuação.

Ter um propósito bem definido, para uma marca, pessoal ou corporativa, significa ter uma linha condutora central, na qual as ações são pautadas e alinhadas, transmitindo integridade e autenticidade e delimitando o que a marca é, o que ela não é, aquilo que ela oferece e aquilo que ela não oferece.

Nesse sentido o propósito de marca está vinculado ao conceito de identidade de marca, ou seja, um conjunto de características que passam a ajudar em sua identificação e reconhecimento por parte do público; isso porque ele permite que a marca tenha foco!

Um ponto importante envolvendo o propósito e a atuação profissional das marcas pessoais é o fato dele definir e manter vínculos emocionais pautados em valores, através dos quais marcas pessoais se alinham com marcas corporativas. Afinal, assim como coloca Jim Collins, autor de Empresas Feitas para Vencer (2006, p.83): “A corporação recruta pessoas cujos valores são semelhantes aos dela, e depois lhes da o treinamento necessário para que concretizem a missão da organização”.

Toda essa terminologia e comparação entre marcas e pessoas pode parecer confusa, misturando à vida pessoal a uma percepção mercadológica. Não é essa a intenção. Na verdade busca-se mostrar que é possível que um indivíduo se perceba como marca para atuar de forma mais estratégica. Não significa que ele deve forjar algo para conquistar seus objetivos, pois isso não á autêntico e a probabilidade de funcionar por muito tempo é baixa. Mas sim que ele pode aproveitar o que ele já tem como características pessoais e explorar isso de forma estratégica. Afinal, uma pessoa não é dividida entre “profissional” e “pessoal”, ela é e sempre será uma pessoa, inserida em situações e ambientes diferentes.

Por isso o propósito não é relevante apenas para a parte profissional, ele é relevante para a vida como um todo, em todos os âmbitos. A linha central condutora de ações vai influenciar no trato dos colegas de trabalho, da chefia, nos desafios profissionais, nas relações amorosas, nas relações de amizade, no trato com as pessoas, com animais e assim por diante.

Ter um propósito bem definido é entender a razão de sua vida. É o seu “porque”, a partir dele a vida te mostra o “como” e assim você entrega o “o quê”. (referência aos conceitos de Simon Sinek, apresentados no artigo “As pessoas não compram o que você faz, elas comprar por que você faz isso!: http://www.infobranding.com.br/as-pessoas-nao-compram-o-que-voce-faz-elas-compram-porque-voce-faz-isso/)

E então, por que não aproveitar o início de 2014 para trabalhar o seu propósito e construir a estratégia da sua marca pessoal? Seja o seu próprio gestor, pense e explore aquilo que só você pode oferecer, relacione toda a sua experiência de vida, os lugares que conheceu, as pessoas com quem convive, as coisas que gosta de fazer e, é claro, não deixe de ler o as publicações do InfoBranding, assim você fica por dentro de um rico conteúdo acerca da gestão de marcas.

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Ecofrotas, Method, Greenpeace, Natura e Timberland. O que essas marcas têm em comum?

São marcas nativas, ou seja, elas nasceram sob o alicerce sustentável, gerenciam seus processos com base em estratégias socioambientais. Pioneiras no segmento e no mercado que atuam, notaram uma real preocupação de bilhões de consumidores e hoje vislumbram de uma imagem positiva perante a sociedade e de milhões de dólares em lucro. Além disso, essas empresas criaram uma nova dimensão da personalidade de marca.

Jennifer Aaker criou as cinco dimensões da personalidade da marca, ações que visam inspirar a paixão do consumidor por uma marca específica. São elas sinceridade, entusiasmo, competência, sofisticação e robustez. Assim sendo, sustentabilidade passa a ser a sexta dimensão, já faz parte do DNA das marcas nativas e deve ser incorporado na personalidade das marcas seguidoras, que desejam implementar a filosofia socioambiental na instituição.

 

Figura 1 – As seis dimensões da personalidade de uma marca

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Cada marca nativa tem feito sua parte, dentro do segmento que atua e dentro de suas possibilidades.

A Ecofrotas tem como compromisso reduzir o impacto ambiental, a emissão de gases poluentes e dar suporte no descarte de plásticos e pneus. Além de inúmeras certificações, a empresa transformou uma preocupação real em negocio e tem colhido os frutos, hoje ela é líder no mercado nacional em gestão sustentável de frotas e acaba de ser eleita a Empresa mais sustentável do Brasil pelo Guia Exame – Sustentabilidade 2013.

Figura 2 – Logotipo da Ecofrotas

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Para conseguir as mudanças que propõe, essas empresas estão tendo que educar os consumidores, seus colaboradores, seus fornecedores e a comunidade onde estão situadas, elas prezam pela sustentabilidade em todo processo que envolve seu produto e serviço.

Mas não só tendo que educar consumidores vivem as empresas, o cenário mercadológico hoje vive um patamar de grande maturidade, inúmeras marcas, inúmeros produtos, pessoas incrédulas para com a comunicação, a marca tendo que atender a filosofia de vida de seu público-alvo, marcas sendo uma representação do estilo de vida público que a usa. Sociedade consciente, pessoas que desejam produtos por fazerem bem a saúde, por não degradarem o meio ambiente, marcas que não terceirizam suas linhas de produção para fábricas que empregam mão de obra infantil, marcas que pensam no planeta.

Assim, em 1999, nasceu a marca californiana Method, quando dois amigos decidiram mudar seu comportamento e o dos outros. Resolveram transformar a limpeza doméstica de uma tarefa árdua e cansativa em algo divertido.

Criaram uma linha de produtos de limpeza e de cuidados pessoais que não agridem o meio ambiente e são seguros para a saúde dos lares e das pessoas.

Com produtos saudáveis, design inovador que alinha beleza e sustentabilidade, é uma marca que tem como público-alvo jovens conscientes que desejam resolver os problemas do mundo. A empresa usa mensagens divertidas e positivas para vender seus produtos.

Mas o principal propósito de produtos de limpeza é ser eficaz na hora de limpar, esse principio básico a Method consegue atender com muita propriedade, além disso, seus produtos economizam no uso de água e não são nocivos à natureza.

Os produtos da marca custam 30% mais que os concorrentes no mercado dos Estados Unidos da América, porém sua participação de mercado tem aumentado, a organização cresce 18% ao ano e fechou 2008 com mais de 100 milhões de dólares americanos de lucro, num cenário de crise econômica.

Na visão mercadológica, deve conciliar a filosofia da marca e o desempenho do produto ou serviço prestado, atendendo um alto padrão de qualidade. Mas como construir uma marca forte quando seu produto ou serviço é intangível?

O Greenpeace, uma organização que não vende um produto ou serviço específico, uma marca que vende um ideal, atitude em prol do meio ambiente. Atuante em mais de 30 países, só no Brasil conta com uma equipe de cerca de 70 membros, além de 250 voluntários, 47 mil colaboradores e 300 mil ciberativistas.

Em nosso país temos a Natura como marca pioneira em sustentabilidade, fundada em 1969, uma empresa de cosméticos movida pela promoção do bem-estar e das relações humanas como forma de expressão de vida.

Seus produtos e ideologia não seguiam as tendências do mercado na época, pois os princípios ativos de origem natural usados em seus produtos e o conceito de sustentabilidade não estavam em pauta e eram desconhecidos. Para se promover a instituição adotou o sistema de vendas diretas, nascia à consultoria Natura, que hoje representa mais de um milhão de consultoras no Brasil.

A marca foi se fortalecendo com o passar dos anos, sem abrir mão de sua ideologia, de produtos e embalagens saudáveis e envolvimento com o meio ambiente. A sustentabilidade entrou em cena no mercado financeiro e hoje a Natura é uma marca sólida, sinônimo de cosméticos no mercado nacional.

Segundo o relatório anual da consultoria de marcas britânica, Interbrand, a Natura ocupa a sexta posição de marcas mais valiosas do Brasil, com o valor de 7,308 bilhões de reais em 2012.

Mas uma marca que vem sendo referência de politicamente correta é a norte-americana Timberland, que em 1952 deixou de ser uma fabricante de sapatos e foi transformada em uma marca de esportes de aventura por Nathan Swartz.

Sua filosofia é aplicada por toda companhia, o CEO Jeffrey Swartz prega o bem estar com o meio ambiente, a comunidade e as pessoas. A empresa tem investido milhões de dólares americanos na redução da emissão de carbono e para minimizar o impacto ambiental, usa da energia eólica e outras fontes renováveis para abastecer seus centros de distribuições.

A instituição também adota uma séria consciência social, a empresa garante que seus produtos são produzidos de modo ético, eles têm um rígido código de conduta para garantir locais de trabalho seguros, limpos e não discriminatórios para seus 175 mil funcionários espalhados por 290 fábricas em 35 países.

A empresa apoia o trabalho voluntário, um período que seus funcionários estariam nos escritórios ou linha de produção, eles estão realizando serviços comunitários ou em prol da natureza.

Seus produtos são pensados para combinar estética e impacto mínimo, além de ser a marca pioneira em comunicações transparentes. Em 2006 a companhia colocou selos contendo informações sobre o meio ambiente em 30 milhões de caixas de sapato.

Figura 3 – Camiseta da Timberland feita com 100% de algodão orgânico

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Com sua ideologia, a Timberland em 2009 somou 1,3 bilhões de dólares americanos em vendas e tem como status líder ambiental no segmento de calçados e materiais esportivos.

É claro que nenhuma empresa pode ser considerada 100% sustentável – e essas empresas têm seus entraves ecológicos também -, mas acredito que o progresso feito por elas pode representar um modelo para as outras que seguem seus passos.Jacquelyn A. Ottman, As novas regras do marketing verde.

 

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