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marketing 4.0

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Em seu novo livro intitulado “Marketing 4.0“, o guru do marketing moderno Philip Kotler dá continuidade a abordagem centrada no ser humano iniciada na obra Marketing 3.0 mas, dessa vez, focando nas relações entre o tradicional e o digital; o off-line e o on-line, como complementares e interdependentes.

O livro é dividido em três partes e onze capítulos, que vão se complementando de forma didática, contribuindo para que o leitor questione sua realidade e estabeleça relações diretas entre o conteúdo, repleto de exemplos práticos, e o dia a dia da marca que gerencia.

A primeira parte do livro é dedicada a apresentar tendências que estão moldando o marketing, de forma a contextualizar sua aplicação e promover uma reflexão interessante sobre os dias de hoje e a maneira como nossa forma de se relacionar com o mundo evolui junto com a tecnologia.

Dentre as tendências, destacam-se a da inclusão, a da horizontalização e a do processo de compra cada vez mais pessoal.

Inclusão no sentido de a conectividade diminuir distâncias e eliminar barreiras, de forma a permitir que as pessoas se comuniquem, criem comunidades e troquem experiências de forma abrangente.

Horizontalização da dinâmica de mercado, no que diz respeito a forma como as marcas inovam e se relacionam com as pessoas, cenário no qual os consumidores passam a fornecer insights, cocriar e relacionar-se de maneira mais próxima das marcas que, em contrapartida, precisam agir como seus pares e amigas;

Processo de compra mais pessoal na medida em que cada vez mais as pessoas estabelecem relações de confiança entre seus pares, buscando neles referências no momento da aquisição de um bem ou serviço.

Essa primeira parte segue adiante apresentando paradoxos que a conectividade trouxe ao marketing, com destaque especial a interação on-line x interação off-line que, por coexistirem e serem complementares, dão o tom para a continuidade dos conceitos abordados no livro.

Aprofundando no cenário digital e no impacto que ele traz para as empresas, Kotler aborda segmentos-chave que desfrutam de grande influência, os jovens, as mulheres e os nascidos na realidade da internet, denominados pela sigla em inglês YWN – Youth, Women and Netzens.

Para concluir a contextualização a qual se dedica a primeira parte do livro, são abordados conceitos que definem o papel do Marketing 4.0 na economia digital, de forma a completar a leitura de que a realidade mudou e com a mudança vieram novas estruturas com as quais profissionais precisam se adaptar. Dentre estes conceitos, há o aprofundamento do encontro do on-line com o off-line, abordado anteriormente, e que, agora, enfatiza os impactos que traz para a construção de significado para as marcas e como as relações máquina-para-máquina não se sustentam sem que coexistam com relações que integrem humanos com humanos, deixando clara a valorização das pessoas no centro das estratégias e reforçando a continuidade em relação à obra anterior, Marketing 3.0.

Após se contextualizar, o leitor encontra na segunda parte do livro um aprofundamento teórico acerca de das estruturas do marketing na economia digital.

O primeiro ponto abordado é a maneira como o consumidor se comporta diante de multicanais e da grande quantidade de ofertas e informações com as quais são bombardeados diariamente o que, acaba por confundir o consumidor, levando-o cada vez mais a dar preferência às informações que colhe de sua rede de amigos e familiares.

Nesse sentido, cabe às marcas entender tal dinâmica e perceber que múltiplos canais e múltiplas mensagens não necessariamente significam que sua comunicação aconteça de maneira eficiente e que, para melhor atingir seus objetivos, devem se concentrar no caminho de compra percorrido pelos consumidores, identificar os potenciais pontos de contato e reforçar, de maneira estratégica, os canais e as mensagens de modo pontual.

Com esse entendimento, o autor apresenta então um novo caminho do consumidor nesse cenário digital e multicanal, que vai do conhecimento à advocacia, isto é, a defesa voluntária da marca. Trata-se dos 5As, do inglês aware (consciência/conhecimento), appeal (apelo), ask (pergunta/questionamento), act (ação) e advocate (advocacia). Uma a uma cada fase vai sendo esmiuçada e explicada por meio de exemplos e análises específicas, proporcionando não apenas seu entendimento, mas também a reflexão do leitor ao aplicar tal conceito à sua realidade.

Foi nesse ponto do livro que a leitura revelou novos subsídios para o estudo e aprimoramento da gestão prática de marcas, pelo fato de apresentar aspectos que influenciam diretamente o desenho da estratégia de gestão. Por exemplo, ao apresentar cada fase do caminho do consumidor, o autor deixa claro que ele não necessariamente é linear, podendo inclusive ser espiral ou ter fases que são puladas pelo consumidor, dependendo das características do mercado no qual a marca atua.

Adiante com os conceitos, são apresentadas e explicadas métricas para o acompanhamento do conhecimento e advocacia de marca, permitindo medir os resultados obtidos com o consumidor ao percorrer o caminho de compra apresentado anteriormente. Essas métricas são o PAR (Purchase Awareness Ratio) e o BAR (Brand Advocacy Ratio) e seu entendimento e acompanhamento permitem medir a produtividade das ações da marca, além de indicarem melhores formas de analisar os resultados do processo.

Também são apresentados arquétipos da indústria em relação ao caminho de compra do consumidor e, em seguida, são sugeridas as melhores práticas para cada caso, em que são identificados qual fase, quais canais e que tipo de ação devem ser tomados para conduzir o consumidor do conhecimento para a advocacia de marca da forma mais eficiente possível.

A terceira e última parte do livro apresenta aplicações táticas de marketing na economia digital.

Primeiro é apresentado como marcas centradas no ser humano podem aumentar sua atratividade ao entender o comportamento das pessoas e adotar atributos que promovam sua aproximação como aspectos físicos atrativos, aspectos intelectuais que promovam a inovação e a solução dos problemas das pessoas, aspectos sociais que alavanquem engajamento, aspectos emocionais que impulsionem sua conexão com as pessoas, personalidade para defender seu propósito e posicionamento, e moralidade, de forma a serem guiadas por seus valores e buscarem sempre as melhores práticas para o seu sucesso sem ignorar os impactos causados na sociedade.

O storytelling e o marketing de conteúdo são abordados como formas de aguçar a curiosidade acerca das marcas, mostrando que aquilo que antes era vigente, como a veiculação de anúncios e peças publicitárias, deu lugar a conteúdos relevantes e dignos de serem compartilhados que, além de agregar valor ao público, ajuda a contar estórias envolventes sobre as marcas. A abordagem do conceito de marketing digital conta ainda com um passo a passo composto por oito etapas, ajudando o leitor a organizar suas ideias e planejar suas ações.

Esse ponto é especialmente relevante pois toca numa questão importante para o branding, uma vez que representa a necessidade de mudança do mindset das marcas, para se manterem em constante relacionamento com os consumidores, colocando em prática todos os conceitos apresentados anteriormente de forma simultânea e constante, em um caminho sem volta rumo à realidade conectada, transparência e queda de barreiras entre as marcas e seu público.

Essa mudança de mindset também se mostra necessária para o assunto que o livro aborda na sequência, o Omnichannel Marketing, ou marketing multicanal, como forma de impulsionar o comprometimento de marcas. A integração do tradicional com o on-line, tema que guia o conteúdo por todo o livro, ganha destaque como fator determinante para a construção de experiências completas para os consumidores e valorização das marcas.

A multiplicidade de canais implica ainda em comportamentos que geram a demanda constante por análise de dados (big data) e leitura comportamental, coroando as pessoas e as informações que geram como centrais em qualquer estratégia de marca.

Para finalizar o livro, são abordadas, com direito a apresentação de passo a passo, estratégias de marketing de engajamento para gerar afinidade com as marcas, destacando o uso de aplicativos mobile, gamification e social CRM para alavancar experiências e estimular conversas entre marcas e seu público.

Como bônus, o autor aborda o Momento do WOW, no qual o consumidor se surpreende com a experiência vivenciada e leva consigo a lembrança da marca que proporcionou tal momento, com grande propensão a se tornar seu defensor. O interessante nesse momento é o fato do livro deixar claro que o WOW pode ser projetado por meio do entendimento do caminho percorrido pelo consumidor, mostrando que marcas que buscam exceder os limites do bom serviço e atendimento podem se aproveitar da leitura de dados, das ferramentas digitais e da integração do tradicional e do digital para se tornarem inesquecíveis.

Tentando apresentar cada detalhe importante presente em Marketing 4.0, acabei por escrever muito, isso porque esta leitura me trouxe muitos insights e incentivos para considerar diversos aspectos do meu dia a dia como gestor de marca, percebendo que o cenário complexo no qual estamos inseridos –  marcado pela constante interação com múltiplos canais de comunicação que coexistem e, às vezes, se sobrepõe, e pela enorme quantidade de informações e exposição a demandas cada vez mais aceleradas – traz grandes desafios, mas também grandes possibilidades.

Espero que o conteúdo que apresentei tenha despertado seu interesse pela leitura de Marketing 4.0, a qual contribuiu muito com o meu conhecimento e vontade de sempre aprender mais! Me senti na obrigação de compartilhar com vocês.

Dados do livro:

KOTLER, Philip, KARTAJAYA, Hermawan e SETIAWAN, Iwan. Marketing 4.0: Moving from Traditional to Digital. New Jersey: Wiley, 2017.

PPhilip_Kotlerhilp Kotler é uma das maiores autoridades mundiais do Marketing. É mestre e doutor em economia pela Universidade de Chicago e pelo MIT respectivamente, além de possuir um pós-doutorado em matemática pela Universidade e Harvard e em Ciência Comportamental pela Universidade de Chicago. Autor do best-seller Administração de Marketing, Kotler contribui constantemente com o estudo e aplicação do Marketing, tendo escrito mais de cinquenta livros e contribuído com a trajetória de grandes empresas como General Eletric, IBM, Ford, Motorola, Merck, Disney, Intel, At&T e Nike.

 

O termo brand que, em inglês, significa marca, consiste na intuição que uma pessoa tem sobre um determinado produto, serviço ou empresa. São conjuntos e associações de elementos – nome, símbolo, design, termos, entre outros – com o objetivo principal de diferenciar-se em relação à concorrência.

 Branding, derivado de brand, é o responsável pela administração e gestão da marca, desde a sua criação, desenvolvimento, estratégia de crescimento até o monitoramento e avaliação de seu desempenho. A gestão da marca busca conscientizar e ampliar a fidelidade do cliente, mostrando o porquê de se escolher uma marca em oposição a outra. De modo geral, o objetivo final do branding é gerar o brand equity.


Brand Equity

O brand equity, por sua vez, está relacionado ao valor da marca, ou seja, é a força que uma marca possui no mercado e suas influências no modo como o consumidor pensa, sente e age em relação à mesma. A construção do brand equity é impulsionada por diversos fatores ligados à forma como a marca é lembrada e reconhecida por seus consumidores.

À medida que a concorrência cria uma infinidade de opções, as empresas passam a buscar formas de estabelecer uma ligação emocional com os clientes, tornar-se insubstituível e desenvolver relações duradouras. Uma marca forte se destaca em um mercado saturado. As pessoas se apaixonam pelas marcas, confiam nelas e acreditam em sua superioridade. O modo como a marca é percebida afeta seu sucesso.

É evidente que as grandes marcas precisam estar sempre atentas ao modo como interagem com seu público. Posicionar-se de maneira coerente e transparente é fundamental para ganhar espaço no coração do consumidor, bem como conquistar sua confiança.


Marketing e Posicionamento

O posicionamento de marca pode ser comunicado por meio das ações estratégicas de marketing, que promete atender as necessidades e desejos destes usuários de forma atraente. Keller (2006, p. 4) explica que:

Uma marca, é, portanto, um produto, mas um produto que acrescenta outras dimensões que o diferenciam de algum modo de outros produtos desenvolvidos para satisfazer a mesma necessidade. Essas diferenças podem ser racionais e tangíveis – relacionadas com o desempenho de produto da marca – ou mais simbólicas, emocionais e intangíveis – relacionadas com àquilo que a marca representa.

O marketing, desse modo, vem sofrendo transformações consideráveis ao longo dos anos, movidas pela mudança de comportamento do consumidor na era digital. Segundo Kotler (2017) “o marketing, resumidamente gira em torno de três disciplinas importantes: gestão de produto, gestão de clientes e gestão da marca”.

Desde 1950, o marketing tem ganhado grande visibilidade no mundo dos negócios e da economia. Os conceitos de marketing passaram por evoluções, que tiveram início no marketing 1.0, focado no produto; o marketing 2.0, por sua vez, voltado ao consumidor; em seguida, o marketing 3.0, centrado no ser humano e, por fim, chegamos ao marketing 4.0, defendido por Kotler (2017, p. 71) como:

[…] uma abordagem de marketing que combina interações on-line e off-line entre empresas e clientes, mescla estilo com substância no desenvolvimento das marcas e, finalmente, complementa a conectividade máquina a máquina com toque pessoa a pessoa para fortalecer o engajamento dos consumidores. O marketing digital e o marketing tradicional devem coexistir no Marketing 4.0 com o objetivo máximo de conquistar a defesa da marca pelos clientes.

Em essência, o marketing não é mais visto apenas como uma forma de gerar lucro, mas sim, destacando como ponto principal a construção de um vínculo com o consumidor, isto é, o marketing digital promove resultados e busca compreender a jornada do consumidor. Contudo, Kotler (2012) afirma que “marketing significa definir com clareza sua identidade e fortalecê-la com integridade autêntica para construir uma imagem forte”.

Diante de uma sociedade altamente tecnológica e globalizada, fomentada pelo uso excessivo das mídias sociais, mais do que nunca os consumidores buscam marcas que sejam autênticas, transparentes, dinâmicas e que possuam personalidades bem definidas. As pessoas se identificam e se tornam defensoras de marcas que sejam verdadeiramente humanizadas.


Case Natura

A Natura é um grande case nacional de branding, uma marca que nasceu em 1969 com uma pequena loja em São Paulo sob os cuidados de Luiz Seabra e, hoje, é a maior multinacional brasileira do setor de cosméticos.

Desde sua fundação tem foco na construção do “Bem Estar Bem” que, segundo a própria marca, se manifesta nas relações harmoniosas que um indivíduo estabelece consigo mesmo, com os outros e com a natureza.

A marca teve expansão adotando a venda direta como modelo de negócios, um desafio quando pensamos em branding, já que administrar os pontos de contato da marca é fator imprescindível na construção de sua imagem e entrega de valor a longo prazo. E a Natura conseguiu fazer este trabalho bem feito – em 6 anos expandiu para diferentes regiões do Brasil alcançando 200 colaboradores e 2.000 consultoras.

Pioneira na questão sustentável no segmento, foi a primeira a oferecer refil de seus produtos, pensando cada ação de forma estratégica e alinhada ao compromisso da marca de gerar impacto positivo nas áreas social, econômica e ambiental.

O posicionamento da Natura é tão claro e consistente que não é colocado como um diferencial, mas faz parte de sua identidade, da filosofia da marca. E seu propósito relacionado ao bem-estar ecoa em toda comunicação e ações internas.

Hoje, a marca global possui lojas físicas em todo o Brasil (inauguradas em 2016), também em Nova York e Paris; em 2017 adquiriu a britânica The Body Shop, em 2018 criou o grupo Natura &Co (união de Natura, Aesop e The Body Shop), e em 2020 concluiu a compra da Avon, criando o quarto maior grupo do mundo do segmento de beleza.


Referências

KELLER, K. L.; MACHADO, Marcos. Gestão estratégica de marcas. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006.

KOTLER, P; KELLER K. L. Administração de Marketing. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2012.

KOTLER, Phillip. Marketing 4.0: Do Tradicional ao Digital. São Paulo: Editora Cultura, 2017.

 

Manter a leitura em dia é essencial para qualquer profissional se manter atualizado e relevante, capaz de acompanhar a constante mudança que o mercado nos impõe.

Mais importante do que isso, no entanto, é exercitar a capacidade de relacionar os diferentes conceitos visitados e buscar implementá-los na prática do dia a dia, reforçando o aprendizado e a construção de valor para suas marcas, sejam de produtos, serviços e empresas que representamos ou, principalmente, nossas marcas pessoais – aquela que consolidamos dia após dia com a nossa atuação e resultados que entregamos.

Dentre minhas leituras e indicações que costumo fazer aos meus alunos, separei três conceitos para compartilhar. Conceitos de autores e livros diferentes que se complementam na hora de gerenciar uma marca e construir soluções para o mercado.  Algo essencial para a nossa atuação diária e que ganha ainda mais relevância para enfrentarmos a crise que nos foi imposta pela pandemia do Coronavírus.

São eles: Propósito, Nova Jornada do Consumidor e Produto Mínimo Viável (MVP) e, juntos, tem o poder de trazer grandes mudanças na maneira como você e sua marca entregam valor ao mercado.

  1. Propósito:

O primeiro deles, o propósito, ganhou evidência nos últimos anos e se consolidou como tendência com o comportamento dos millennials, que ingressam no mercado de trabalho e se tornam consumidores buscando sempre se relacionar com quem compartilha de seus valores e visão de mundo.

Não a toda, o Círculo de Ouro de Simon Sinek consolidou seu TED Talk como um dos mais acessados de todos os tempos e seu livro Start With Why (Comece Pelo Porquê) como um grande best seller.

Segundo a visão de Sinek o porquê, ou o propósito, é o grande responsável por engajar as pessoas a agirem, seja a contribuir com suas ideias ou consumir seu produto, na medida em que as aproxima com base em suas aspirações mais pessoais.

Em seu Círculo de Ouro, o porquê é o ponto central, pelo qual os discursos devem começar e se sustentar, tornando o “como” e o “o que” consequências de uma razão maior.

Agora pense no seu negócio e busque elencar as razões e responder porque alguém deve optar em se relacionar com você, comprar o seu produto ou te contratar.

A partir disso estruture sua abordagem, alinhe suas ações e construa um discurso capaz de atrair, convencer, satisfazer e reter seus clientes atuais e potenciais.

Importante: a abordagem do propósito vai além da comunicação e se relaciona com a estratégia das marcas e negócios, para saber mais confira outros artigos que postei aqui no InfoBranding: aqui, aqui e aqui.

  • Nova Jornada do Consumidor:

O segundo conceito, a Nova Jornada do Consumidor, foi apresentado por Philp Kotler em seu aclamado livro Marketing 4.0 e confere grande destaque ao fato do consumidor considerar a opinião e indicação de seus pares antes de tomar sua decisão de compra.

Assim, em meio a tantas ofertas que o mercado nos apresenta todos os dias, tanto no on-line quanto no off-line, o consumidor realiza um filtro para selecionar aquela que mais lhe convêm.

Esse filtro, ou melhor, essa jornada de decisão, apresenta 5 etapas fundamentais a serem levadas em conta pelos empreendedores e profissionais: 1) Conhecimento – na qual o consumidor identifica todas as opções oferecidas a ele; 2) Apelo – na qual destacam-se aquelas opções que fazem mais sentido para a sua realidade; 3) Questionamento – quando o consumidor valida as principais opções que selecionou com sua rede de contatos e influenciadores (em determinados casos); 4) Ação – o momento em que a decisão é tomada, ou seja, a escolha é feita e a compra realizada e, finalmente, 5) Advocacia – etapa na qual o consumidor compartilha suas percepções, boas ou ruins, podendo influenciar outras consumidores de maneira exponencial.

A grande virada neste novo modelo está no fato do consumidor agora estar conectado e poder consultar e verificar as mensagens emitidas pela marca, tanto entre seu grupo de contatos mais próximos quanto entre indivíduos que acabam se destacando pela sua expertise em determinadas áreas, os influenciadores; podendo, ele mesmo, proferir suas percepções em suas redes.

Assim a relação entre marca e consumidor se transforma em um diálogo aberto, transparente e com repercussão exponencial, para o bem e para o mal.

Ao invés de tentar “empurrar” uma mensagem, busque construir relacionamentos e se tornar referência no seu campo de atuação, atraindo os consumidores por meio de seus conteúdos, despertando seu interesse e consolidando oportunidades de negócio.

Quer saber mais? Confira minha resenha do Marketing 4.0 aqui.

  • Produto Mínimo Viável

Por último, mas não menos importante, está o conceito do Produto Mínimo Viável (MVP –Minimum Viable Product), popularizado no livro A Startup Enxuta de Eric Ries.

Segundo esse conceito, ao desenvolver um produto ou serviço, é necessário otimizar os recursos e validar seu desempenho e aceitação no mercado de forma ágil e concisa.

Como fazer isso? Construindo um Produto Mínimo Viável, ou seja, uma versão simplificada da sua solução, implementada com o objetivo de testar a proposta e aprender com o processo de aceitação do público, otimizando tempo e recursos, minimizando os riscos e aumentando o aprendizado de forma significativa. Para ilustrar tal processo de implementação, Eric Ries apresenta o seu Ciclo do Feedback:A ideia do MVP é entregar a melhor opção possível, adequando a sua proposta de valor às necessidades reais do público, tornando-o a principal referência e opção para a sua realidade.

Os 3 conceitos apresentados acima garantem 1) um posicionamento claro, consistente e capaz de alinhar todas as ações da marca em uma única direção – a ativação de sua razão de ser e a entrega de sua promessa; 2) uma abordagem mais estratégica do relacionamento do consumidor, ao entender seu comportamento e dinâmica na realidade conectada em que vivemos e 3) otimizar recursos e agilizar o processo de implementação de soluções que atendam às necessidades e demandas do seu consumidor.

Espero que os conceitos de Propósito, Nova Jornada do Consumidor e Produto Mínimo Viável contribuam para sua atuação e fico a disposição para trocar ideias!

Artigo publicado originalmente em:

https://www.linkedin.com/pulse/3-conceitos-para-empreendedores-e-gestores-de-marca-gabriel-meneses

Confira abaixo as referências para a leitura:

KOTLER, Philip, KARTAJAYA, Hermawan e SETIAWAN, Iwan. Marketing 4.0: Moving from Traditional to Digital. New Jersey: Wiley, 2017.

RIES, Eric. A Startup Enxuta: como os empreendedores atuais utilizam a inovação continua para criar empresas extremamente bem-sucedidas. São Paulo, Lua de Papel, 2012.

SINEK, Simon. Por Quê: Como grandes líderes inspiram ação. São Paulo: Saraiva, 2012. Ou SINEK, Simon. Comece pelo porquê: Como grandes líderes inspiram pessoas e equipes a agir. São Paulo: Rio de Janeiro, 2018.

Empreendedora francesa fala sobre como construir uma marca apaixonante valorizando o propósito, experiência do consumidor e storytelling

O resultado de uma marca está atrelado à capacidade de envolver o consumidor em sua proposta de valor, proporcionando experiências memoráveis que se convertam em relacionamento e, potencialmente, no tão esperado fator “Wow”.

Simples de se descrever, porém muito difícil de se conquistar, esta situação de sucesso é fruto de muito planejamento, gestão, foco e, é claro, trabalho duro.

Foi exatamente o que encontrei conversando com Sandrine Billard, fundadora e gestora da marca Petit Louarth, cuja proposta você vai conhecer neste artigo.

Sandrine não começou a conversa me contando sobre sua trajetória ou origem de seu empreendimento como o esperado. Ao invés disso, ela me apresentou uma caixa, me incentivou a explorá-la e começou a analisar minha reação.

Começava ali a EXPERIÊNCIA com a marca. Não por acaso, um dos seus pilares mais importantes.

O que eu tinha em mãos era o Coffret, produto principal da Petit Louarth. Uma pequena caixa de preciosidades, feita para guardar objetos de valor, que na cultura francesa pode ser usado para joias, perfumes e pequenas recordações. Sandrine adaptou este conceito para a realidade brasileira e o projetou de maneira minuciosa, pensando nas principais e mais importantes recordações que os pais guardam durante o crescimento de seus filhos, oferecendo uma opção organizada, lúdica e repleta de gatilhos para despertar emoções profundas nos pais, filhos e familiares.

https://vimeo.com/341888521

Vídeo de apresentação do produto com ênfase na experiência do usuário.

Com este gatilho Sandrine me envolveu na proposta e, mesmo sem ter filhos, percebi ali o valor do benefício ampliado que seu Coffret apresentava.  Mais do que um simples organizador, a Petit Louarth traz a possibilidade de construir uma história colaborativa em família, resultando em uma lembrança que se configura como uma plataforma para eternizar momentos especiais.

Itens como a primeira chupeta, os dentinhos, a naninha, fotos de maternidade, pelúcias e até mesmo uma régua de crescimento foram contemplados. Tudo para ajudar os pais e/ou familiares a construir a história de seus pequenos.

A partir desses conceitos e com base na paixão pela infância, nasceu a Petit Louarth que, além de encantar, configura-se como uma verdadeira aula de branding e empreendedorismo.

Já envolvido pela marca e o que ela representa, começamos a conversar sobre os aspectos técnicos que marcam a trajetória de Sandrine e sua marca.

Como muitos empreendedores, Sandrine começou sua marca com o objetivo de dedicar tempo a algo em que acreditava, mas fez isso de maneira consciente, analisando o ambiente e planejando cada passo.

Percebendo uma demanda pouco explorada, desenvolveu um produto, criou uma marca e buscou implementar a proposta de forma ágil e consciente.

Direcionou sua experiência em grandes multinacionais para estruturar um plano de negócios, definindo seus objetivos de curto, médio e longo prazo bem como elencando os principais KPIs que precisariam ser atingidos para validar ou não suas expectativas.

Neste processo, firmeza e rigidez com seu propósito a ajudaram a estruturar um compliance que clarificou e direcionou a escolha de fornecedores, com os quais alinhou suas expectativas e definiu critérios para a parceria. Visitou cada um deles para garantir que não exploravam trabalho infantil e que respeitavam a legislação trabalhista vigente no país, bem como verificou se atenderiam seu padrão de qualidade. Assim, sua trajetória nos deixa uma lição importante: por mais que o envolvimento emocional do empreendedor com sua marca seja importante para trazer aquele “brilho nos olhos” e “paixão” capazes de motivá-lo, é estritamente necessário manter certo grau de frieza para a tomada de decisão e acompanhamento essenciais para o sucesso.

A criação da marca:

No que diz respeito à criação da marca, Sandrine, assim como muitos empreendedores, não teve consultoria especializada, por outro lado, seguiu uma linha de raciocínio para transmitir toda sua proposta por meio do nome e identidade. Ela sabia que a marca precisaria remeter ao universo infantil de forma espontânea ao mesmo tempo que refletisse sua origem francesa. Por isso, escolher o nome “Petit” foi relativamente fácil. No entanto, Sandrine sabia que para o processo de registro e proteção da marca ela precisaria de algum diferencial que reforçasse a exclusividade e, para a segunda parte do nome, decidiu usar as iniciais dos seus filhos para formara a palavra “Louarth”. E aqui está uma sacada muito legal.

Logotipo da Petit Louarth, no qual a tipografia de aspecto mais manual se destaca e tem como suporte, a forma circular da lua com aplicação de textura que se alinha com os traços das ilustrações que dão vida ao produto.

Louarth” é a junção dos nomes Louise e Arthur, mas também se aproxima foneticamente da palavra “Lua” e “Arte” remetendo à ideia de sonho e do momento em que os pais colocam os filhos para dormir, contando histórias e fazendo carinho; ao mesmo tempo que remete ao esmero e atenção de um artista no seu processo de criação.

Como tagline, Sandrine definiu “A infância no fundo do coração”, amarrando todos os conceitos que representam sua marca e os valores que ela defende. Com o nome definido Sandrine alinhou suas ideias com um designer, responsável a dar vida à marca e ao produto.  Em um processo de cocriação refinou as propostas até chegar à uma identidade limpa, sem muitos elementos, que valorizasse o produto e utilizasse o logotipo como uma assinatura discreta. Afinal, para a Petit Louarth , a apresentação do conjunto do produto é mais importante do que colocar o logotipo em um local de grande destaque de forma a trazer um “ar muito comercial”.

Versões do Coffret em azul, rosa e amarelo. A marca aparece de forma discreta na lateral do produto, deixando destaque para as cores, ilustrações e mascotes da marca.

Ao falarmos da parceria com o designer, perguntei à Sandrine qual sua percepção em relação a escolha desse fornecedor com o objetivo de entender quais aspectos os designers devem levar em conta no momento de se posicionar. Sandrine então elencou compromisso e confiança como sendo as características principais, uma vez que por estar focado em desenvolver seu negócio, o empreendedor precisa ter a tranquilidade de que seus prazos serão cumpridos e de que terá uma solução e não mais uma dor de cabeça.

Storytelling, o gatilho para a propagação da marca:

Com a ideia concretizada, o storytelling ganha papel de destaque na estratégia da Petit Louarth, uma vez que transmite a mensagem da marca de forma a evolver o consumidor em sua experiência. Toda a ideia de guardar as lembranças para deixar um legado envolve e encoraja as pessoas a agirem em torno do uso do produto, elevando a marca a um papel central na construção de seu legado familiar.

Quando aplicado de maneira bem estruturada, o storytelling contribui para o posicionamento da marca, ajudando com que ela se propague via recomendação de um para muitos, explorando as conexões entre as pessoas.

Tal conexão é fundamental na jornada do consumidor de hoje em dia, que busca em seus pares a validação de suas percepções, por meio de indicações e reviews. Além de ser determinante para a construção de conhecimento de marca (brand awareness) por meio da advocacia de marca.

Padrão ideal para a jornada do consumidor, apresentada por Kotler no livro Marketing 4.0. Destacamos a terceira etapa, referente a validação com a rede de contatos e a quinta etapa, referente à advocacia após a experiência com a marca. Ou seja, de um cenário no qual o consumidor identifica a marca dentre tantas outras opções, ele refina a percepção, decide experimentar a marca e, se a percepção final for positiva, ele tende a passar a mensagem adiante e ajuda a influenciar potenciais consumidores.

O MVP e os planos para o futuro:

Hoje a Petit Louarth ainda é uma marca nova, com menos de dois anos de existência desde sua concepção. Ciente desta realidade, Sandrine encara seu Coffret como um MVP – Minimum Viable Product ou Mínimo Produto Víavel, que testa e valida a proposta conforme mediante sua aceitação.

Por conta do foco na qualidade e pouca escala, o produto da Petit Louarth tem um alto custo de produção e, por consequência, um preço um pouco elevado que o direciona à classe A. Além disso, por se tratar de um produto novo, a marca ainda está na fase de apresentá-lo ao mercado, o que exige grande esforço e atenção; tanto para feedbacks positivos quanto, e principalmente, para feedbacks negativos, com os quais a marca poderá aprender.

Para esse processo Sandrine conta com a expertise da Midiaria.com, também parceira do InfoBranding, para posicionar a marca no ambiente digital e difundir sua proposta para a mídia especializada, utilizando-se da estratégia de relações públicas, mídias sociais e pequenos eventos para influencers.

Exemplo da comunicação da marca em redes sociais e encontro com influencers, no qual a Sandrine apresenta a marca e discute assuntos relacionados ao seu universo.

A ideia da Petit Louarth é aumentar sua escala e levar fazer com que cada vez mais famílias construam suas histórias de forma organizada e lúdica!

Conheça um pouco mais sobre a Petit Louarth aqui.

Sandrine Billard possui formação em administração e gestão de empresas, com atuação em grandes multinacionais com foco em varejo. Veio para o Brasil para implementar negócios de origem Francesa, 13 anos depois, apaixonada por nosso país, decidiu ficar e empreender.

 

Gostou do case da Petit Louarth? Comente aqui e compartilhe!

Enquanto disciplina, o branding é relativamente novo, mas seus conceitos principais remontam à antiguidade, quando o homem começou a fixar moradia, estabelecer comunidades, e realizar a troca do excedente de sua produção.

De lá para cá a disciplina responsável pela identificação e diferenciação por meio de associações coordenadas entre conceitos e objeto trabalhado, seja ele um produto, um serviço, um lugar, uma pessoa ou uma ideia, vem se tornando cada vez mais complexa e exige de seus profissionais um nível de atenção e atualização elevado e constante.

Com a digitalização do mundo e de todas as atividades que nos cercam, as pessoas se tornaram, de fato, o centro de todas as ações praticadas no mercado, uma vez que, sem elas, as relações simplesmente não se sustentam.

Mais ativo, conectado, informado e ciente da influência que exerce sobre as marcas, o consumidor de hoje se vale da tecnologia e de sua onipresença no processo para exigir níveis cada vez mas elevados de atendimento, buscando sempre mais satisfação para seus desejos, tendo em vista que, necessidades propriamente ditas, via de regra, já encontram-se atendidas pela oferta mais básica.

Saiba mais sobre o Marketing 4.0 aqui!

Nesse contexto, marcas se esforçam para criar associações coerentes que as identifiquem e diferenciem das demais ofertas, estruturando normas no formato de guias de identidade visual e brand books, materiais que padronizam e servem de referência para a tomada de decisões quanto aos desdobramentos a serem implementados e ações a serem realizadas.

Contudo, esse tipo de prática seguiu, até hoje, preceitos que convergiam para a PADRONIZAÇÃO, uma vez que por meio dela, a imagem ia ganhando forma na percepção do público.

Mas será que essa padronização resiste as mudanças constantes da nossa era hiper-conectada e marcada pelo dinamismo e transformações em ritmo alucinógenos?

Essa é a pergunta que vem demandando grandes reflexões de profissionais envolvidos na gestão de marcas.

Neste cenário, algumas regras precisam simplesmente cair por terra, enquanto outras, precisam ser atualizadas, flexibilizadas e encaradas sob novas perspectivas. Para saber como agir diante de tanta mudança apresentamos cinco tendências para ajudar o gestor de marcas na hora de adequar sua atuação:

1) A mensagem não é mais unilateral:

Essa mudança redefine o jogo.

Se antes as marcas conseguiam controlar sua comunicação com anúncios unilaterais que visavam atingir um consumidor passivo, hoje elas fazem parte de um processo HOROIZONTAL.

Isso quer dizer que o consumidor está munido de informações e ferramentas para responder e interagir com as marcas de forma instantânea e transparente, aberta para quem quiser acompanhar. Ou seja, MARCAS e CONSUMIDORES estão no mesmo nível.

Portanto, as marcas precisam estar abertas e preparadas para o DIÁLOGO! O desafio: se flexibilizar para se adequar a diferentes abordagens sem perder o foco na sua proposta de valor.

2) Propósito e valores se solidificam como elementos norteadores:

O cenário digital muda rapidamente, o que é vigente hoje, pode não valer mais amanhã e, nesse sentido, FLEXIBILIDADE e AGILIDADE são determinantes.

Além disso, a diversidade nas plataformas vigentes impõe as marcas formatos e linguagens diferentes que coexistem e demandam atenção simultânea no momento do planejamento e da execução das ações.

Com isso o PROPÓSITO e os VALORES ganham importância e destacam-se como tendências para essa realidade, por dois motivos principais:

1º) Engajam o público que, comprovadamente, cada vez mais, busca marcas que atuem segundo uma razão de ser, uma causa que de fato as diferencie dos demais players e que eleve sua atuação para além do lucro e simples objetivo de venda, considerando o impacto que causam na sociedade e na vida das pessoas;

2º) Traçam uma linha central que guia a tomada de decisão, definição de ações e maneira de se comunicar, permitindo que os agentes envolvidos no processo sejam capazes de adequar formatos e abordagens sem se distanciar do real valor proposto pela marca e sem perder o timing que a digitalização exige.

3) Estar presente nas plataformas não significa ter uma estratégia:

 Plataformas são plataformas. Não basta estar nelas se não se sabe o que fazer!

É fundamental para as marcas dedicar seus esforços para elaborar uma estratégia que as leve em direção ao seu objetivo.

Para tanto é fundamental entender a característica de cada uma delas bem como o que o público que as utiliza espera das marcas naquele ambiente. Nesse sentido as marcas precisam multiplicar suas abordagens para atingir seus públicos em diferentes situações e ambientes, objetivando sempre ser considerada como opção e merecedora de atenção, para que então, ela possa, de fato, estabelecer e manter as relações que garantem sua preferência.

4) Conteúdo engajando audiências:

Com tantas ferramentas ao seu alcance, o consumidor está no poder. Ele pode e vai ignorar tudo aquilo que não acrescente valor para o seu dia a dia. Sendo assim, anúncios tradicionais tendem a ser desprezados pelo simples fato de interromperem momentos importantes com amigos, família ou simplesmente dedicados ao puro entretenimento.

Para driblar essa realidade as marcas precisam mudar seu mindset e buscar atrair o consumidor para si, sem interrompê-lo, mas despertando seu interesse. Como fazer isso? Com conteúdo!

Ao criar e distribuir conteúdo relevante para o público as marcas se colocam como verdadeiras parcerias, membros da comunidade que buscam colaborar com questões que realmente trazem impacto para o dia a dia. Dessa forma o consumidor percebe valor e, mesmo que não realize transações monetárias de início, passa a perceber a marca em questão como referência naquela determinada área.

E não julgue essa questão como irrelevante, ser considerada significa que a marca conquistou um espaço com aquele consumidor que pode impulsionar sua proposta para toda uma rede de contato de forma legítima que, por ter formato de recomendação, desfruta de maiores chances de receber atenção.

5) Métricas para redirecionar os esforços:

Enquanto muito se flexibiliza, o acompanhamento de resultados se estabelece como regra inviolável!

As ferramentas do mundo digital permitem analisar cada ação de forma minuciosa e com isso os gestores conseguem acompanhar os resultados e fazer ajustes a tempo de aproveitar o momento. Isso é um recurso muito valioso, pois permite otimizar recursos e garante resultados mais precisos.

Mas para que as métricas entreguem todo o seu potencial é necessário que os gestores, cientes do item 3, tenham uma estratégia em mente na qual diversos indicadores de performance tenham sido estabelecidos. Afinal, é preciso saber o que se quer medir antes de sair colhendo dados.

 

Esses cinco tópicos são alguns que se destacam em meio ao grande impacto que as tecnologias e a digitalização da nossa realidade impõe sobre as marcas. Mas o desafio não se esgota aqui, é imperativo que o profissional envolvido na gestão de marcas esteja sempre antenado às tendências e atualizado tecnicamente de forma a adequar a atuação das marcas da melhor forma possível, se adequando as novas demandas sem perder o foco nos conceitos que tornam a marca única e relevante entre tantas outras opções.

Confira e compartilhe as 5 tendências em forma de apresentação:

 

Se este artigo é capaz de deixar uma mensagem, ela é: conheça bem os fundamentos, eles são importantes e sustentam toda uma gama de conhecimento necessária para filtrar e avaliar as informações que recebemos a toda hora, mas não se prenda a velhos modelos ou regras rígidas, esteja preparado para se atualizar e se flexibilizar, afinal, uma marcas ó é relevante se ela se adequa ao que o público demanda. E isso, está mais volátil do que nunca!

Uma aproximação efetiva com a sociedade e que potencialize ainda mais a eficiência dos serviços prestados é o objetivo principal do projeto Cartórios ao Lado da Sociedade, mote que ancora o projeto de Branding do Sindicato dos Registradores Públicos do Estado do Rio Grande do Sul (Sindiregis), que teve sua terceira etapa lançada, oficialmente, na última quarta-feira (17), no município de Soledade.

O projeto teve inicío em junho de 2016, quando o Sindiregis contratou a consultoria João Hilgert Branding Conexões para profissionalizar a entidade, processo, este, ancorado na metodologia branding. O mesmo foi planejado em três etapas: a primeira, com a formatação do ‘produto SINDIREGIS’, criação da nova marca, e endobranding institucional (diretoria e colaboradores); a segunda, durante o ano de 2017, desenvolveu-se, principalmente, priorizando o endobranding ao target imediato – titulares e colaboradores de serventias gaúchas -, através de 33 workshops, em 11 cidades-sedes, cobrindo todas as mesorregiões do estado, e que capacitou mais de 500 pessoas, sendo que dessas, 13 se tornaram embaixadores oficiais da marca ; e já, neste início de ano, a terceira, com o lançamento do projeto-piloto, no município gaúcho de Soledade, através do Ofício do Registro Civil das Pessoas Naturais, onde, na prática, se operacionalizará um novo tipo de relação/atendimento aos cidadãos.

O mote ‘Cartórios ao Lado da Sociedade’ foi criteriosamente pensado para aproximar os cartórios das pessoas: os mesmos estão presentes em suas vidas, do nascimento à morte. E esse relacionamento tem que ser próximo e caloroso, desfazendo, assim, a herança da frieza e do distanciamento destes estabelecimentos do dia a dia dos usuários. (#cartoriosaoladodasociedade).

Dentro deste novo modelo os cartórios, além de fortalecerem o DNA operacional da Fé Pública, intrínseco às suas atividades, se colocarão, ainda mais ativamente, ao lado dos cidadãos, orientando-os quanto aos seus direitos e suas obrigações para o exercício da cidadania, proporcionando, assim, um melhor entendimento dos atos jurídicos lavrados nas serventias extrajudiciais.

Integração para agilizar soluções

No lançamento do projeto-piloto, que está sob a coordenação da titular do Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais de Soledade, e secretária-geral do Sindiregis, Drª Joana Malheiros, todas as representatividades de órgãos públicos oficiais e de grupos comunitários daquele município foram chamadas a participarem, sendo que a primeira reunião de trabalho, segundo a coordenadora, já ocorrerá nos próximos dias. “Não podemos continuar agindo como se ilhas fôssemos: os setores de uma empresa, obrigatoriamente, devem conversar e se complementar em 360º, como aprendemos nos workshops de branding, não podendo ser diferente nos programas sociais. E é desta maneira que entendemos a ampliação do espectro das atividades cartorárias, onde, ao nos tornarmos elo entre os diversos setores que impactam no dia a dia das pessoas, estaremos potencializando a eficiência dos processos e facilitando as suas vidas. Os ganhos serão em várias frentes, como por exemplo, a emissão de documentos, registro de nascimentos, certidão de nascimento, casamento e óbito para pessoas em situação de vulnerabilidade social, além de estabelecer processos que viabilizem, permanentemente, orientações padronizadas aos agentes que integram as diversas instituições sociais do município. Temos que ter as soluções operacionalizadas rapidamente”, enfatiza Joana.

O presidente do Sindiregis, Carlos Fernando Reis, destaca a modernização pela qual o sindicato vem passando, através de um modelo de gestão pioneiro em uma entidade de classe, e que foi apresentado no IV Congresso Internacional de Branding, em Leiria (Portugal), no ano passado. “Nosso compromisso é fortalecer o relacionamento junto à categoria, governo, instituições e, principalmente, à sociedade. As mudanças no nosso sindicato são de base, estruturais mesmo, numa total quebra de paradigmas. Não poderia ser diferente na ponta; ou seja, nos cartórios onde as operações acontecem. Temos absoluta certeza de que estamos inaugurando uma nova fase, onde as experiências dos nossos clientes, com os nossos serviços, serão ainda mais positivas. As transformações estão acontecendo em todos os segmentos e nós não poderíamos deixar de acompanhar esta evolução. Por isso, estamos nos reinventando e buscando novas parcerias. Ao diminuir a distância burocrática entre os setores que regulam a vida dos cidadãos estaremos aumentando o nosso comprometimento e apreço ao bem-comum”, finaliza Reis.

Este projeto do Sindiregis é um exemplo vivo da necessidade de se abraçar a modernidade em todas as áreas. Sob a tônica das mesmas diretrizes que ancoram os processos de disrupção das empresas privadas (o reinventar-se), tanto os cartórios como o sindicato que os representa, devem investir para estarem, permanentemente, alinhados às exigências mercadológicas. Kotler (Marketing 4.0) nos leva a esta reflexão quando afirma que “precisamos embarcar na mudança para um cenário de negócios mais horizontal, inclusivo e social.” Com o trabalho desenvolvido junto à categoria dos registradores, os cartórios, cada vez mais, serão um porto seguro aos cidadãos.

Drª Joana Malheiros, secretária-geral do Sindiregis (coordenadora do projeto pelo Sindicato), e titular do Registro Civil de Pessoas Naturais de Soledade

João Hilgert (autor e responsável técnico pelo Projeto de Branding do Sindiregis)

Foto oficial do evento de lançamento do projeto-piloto no município de Soledade/RS (representantes de vários órgãos públicos, lideranças comunitárias, e sociedade em geral)

Fotos: Assessoria de Comunicação Social (ACS) do Sindiregis


João Hilgert: Fundador da João Hilgert Branding Conexões. Brander responsável pelo projeto Sindiregis.
www.joaohilgert.com.br

 

Entramos em contato com diversas marcas, da hora que acordamos até a hora de dormir,exaustivamente, em diferentes situações e necessidades, gerando emoções e significados distintos, ora positivos, ora negativos. São tantas marcas para escolher e tanta variedade de produtos e serviços disponíveis, que nosso racional começou a ter dificuldades em encontrar diferenciações de uma marca para a outra. Dessa forma, as marcas se tornaram frias, ou seja, não se destacam no meio das rivais. A saída para esse impasse é bem simples, que é tocar no emocional do seu consumidor. Essa diferenciação é a grande força do mercado que faz com que seu produto seja lembrado no final do dia.

Mas antes de falar em como tocar o emocional, é preciso entender que a marca precisa ter, desde sua concepção, os seus valores bem definidos. A gestão da marca precisa estar alinhada com seu posicionamento, com sua comunicação no ponto de venda, nas redes sociais, na sua comunicação diária com seu público, enfim, em todos os pontos de contato que ela tenha. Então, branding não é uma construção da noite para o dia, mas sim algo construído ao longo prazo, que precisa se ajustar à dinâmica do mercado, mas sem perder seu cerne. Esses elementos, quando bem trabalhados, irão gerar um bom brand equity, ou seja,uma boa percepção da marca pelo consumidor. Este é o primeiro passo para que a marca se destaque e se torne mais desejada.

Existe, ainda, estímulos que podem ser provocados em seus consumidores que ajudam a criar mais valor para sua marca, como por exemplo o brand sensorial. Essa vertente de marca utiliza a gestão de nossos 5 sentidos afim de criar algum valor diferenciado. Algumas marcas fazem muito bem o uso dessa ferramenta, como por exemplo cafeterias dentro de livrarias. Em algum momento perceberam que ofertar um café e um pão de queijo dentro de uma livraria fazia uma boa combinação, e isso acarretava que o público gastava mais tempo dentro dos estabelecimentos e motivava um aumento no número de vendas de livros.

Entretanto, esses estímulos não precisam ser tão complexos para criar a conexão com seu público. O simples fato de ligar o seu computador e escutar o som de inicialização, o cheiro de uma calça jeans nova, um outdoor com um grande “M” amarelo ou mesmo a textura de uma garrafa de vidro de refrigerante, tudo isso pode fazer parte desses pequenos estímulos diários que, no passar do tempo, começam a gravar em nossas mentes a qual marca pertencem. Isso, no nosso processo decisório na hora da compra, faz muita diferença.

Toda essa ideia de estímulos também deve existir dentro do mundo online. As mídias sociais deixaram mais horizontal a relação entre marca e consumidor, com isso, elas se tornaram mais um canal onde pode surgir interações positivas. O marketing 4.0 defende que é necessário que tanto o ambiente online quando o offline devem trabalhar juntos para entregar sempre a melhor solução.

É importante destacar, também, que os consumidores estão mais empoderados. Agora eles possuem em suas mãos seus smartphones e podem, a qualquer momento, verificar se a promoção de uma loja é real ou não, se o que uma marca promete é verdade e se seus valores estão claros, por exemplo. É importante que as marcas estejam sempre atentas em oferecer conteúdos que sejam engajadores, originais e de qualidade. Ainda vale destacar que as redes sociais são ambientes de troca, ou seja, são cercados de pessoas que conhecemos e conversamos, e são essas pessoas que compartilhamos experiências de compra, ou mesmo de opinião, sobre produtos e serviços.

Algumas marcas trabalham muito bem sua comunicação dentro de suas redes sociais. Empresas como Nubank e Netflix, por exemplo, possuem uma linguagem jovem e acompanham com facilidade o dinamismo do mercado. Sua comunicação é leve e divertida, usam gif’s para expressar seus sentimentos e convidam seu público a compartilhar experiências que tiveram com as marcas, enviando fotos, montagens ou mesmo comentários sobre o que acham de seus serviços. Além disso, são marcas que interagem com outras marcas famosas, o que deixa claro para quem acompanha que toda essa comunicação é bem contemporânea e divertida, não é nada forçado. Nesse mesmo ambiente, mas trabalhando de forma um pouco diferente, a Dove entrega conteúdo de qualidade mais voltado ao lado social e informativo, abordando questões que podem ser consideradas tabus, comunicando de forma leve e sempre visando tratar seu público como se fossem próximos e tivessem em um bate papo do dia-a-dia.

Todos esses conceitos, em síntese, visam a humanização das marcas. É somente dessa forma que, no mundo atolado de produtos que temos hoje, as marcas conseguirão se destacar e conquistar o emocional de seus consumidores. Quando a marca consegue atingir esse ponto, é muito difícil que seu consumidor abra mão dela.


Leonardo Broglio Deusdado: Designer gráfico, que sempre foi apaixonado por marcas, embalagens e tecnologia e como esses segmentos podem atuar de forma conjunta. Graduado em Design Gráfico com Ênfase em Marketing, pela faculdade ESPM, e Pós Graduado em Design Digital e Novas Mídias, pela faculdade Belas Artes. Trabalha há 4 anos como Assistente de Arte na empresa Polvora Comunicação, desenvolvendo comunicação de marcas para redes sociais.

A contemporaneidade é marcada por uma nova economia digital, transformada por convergências tecnológicas, conectividades e inovações disruptivas, que estão impactando, de maneira coletiva, o comportamento dos consumidores e seu relacionamento com as marcas.

A transição da Era Industrial e da produção de massa, impulsionada pela crise do sistema financeiro em 2008, faz nascer um novo modelo de negócio: a economia compartilhada, que busca responder aos novos anseios de uma sociedade altamente informada, conectada e questionadora.

Em meio a competitividade acirrada, o grande objetivo das marcas é se destacar diante da concorrência. Estudar a fundo o perfil do consumidor e entender suas necessidades tornou-se um fator primordial para obter sucesso nos negócios. Surge então, uma evolução na relação entre marca e usuário, na qual a marca passa a buscar humanização, através da relevância, transparência e autenticidade, criando valor e apelo emocional.

Os conceitos de marketing evoluem frequentemente. O marketing 1.0, focado no produto, precede o marketing 2.0, voltado ao consumidor, seguido pelo marketing 3.0, centrado no ser humano, e chega ao marketing 4.0, defendido por Kotler (2017, p. 71) como uma abordagem que combina interações on-line e off-line entre empresas e clientes. O marketing digital e o tradicional coexistem no Marketing 4.0 com o objetivo de conquistar a defesa dos seus clientes.

Na era da conectividade e convergência, o poder é das pessoas. É o empoderamento dos usuários, e redes de conexões, que torna-os permanentemente ativos. São consumidores e, ao mesmo tempo, produtores de conteúdo.

A confiança virtual é hipersocial e sustenta-se através do compartilhamento de opiniões e comentários dos usuários. A comunicação torna-se horizontal e gera engajamento entre usuários e marcas que partilham das mesmas ideias, crenças e valores. Por isso, é essencial que a marca cumpra as promessas e expectativas desses usuários, com o objetivo de evitar qualquer tipo de desapontamento.

A economia compartilhada pode ser vista como uma forma de conduzir os negócios com consciência acerca dos seus impactos na sociedade e no mundo. É a transformação da propriedade privada em acesso compartilhado, que permite ao usuário pagar apenas pelo que realmente for usar. Ou seja, a oferta certa, para cada cliente, no momento exato em que ele precisa.

Assim, é possível proporcionar uma variedade maior de serviços sob medida para cada usuário, reduzindo o desperdício de recursos, à medida em que estes são utilizados de forma mais eficiente. Essa é a essência da ativação comunitária: aumentar o valor dos bens para o indivíduo, a comunidade e o meio ambiente.

A onda do compartilhamento está ocorrendo em diversos setores da economia, promovendo ações disruptivas e transformando a visão de negócios. Transportes, bens, espaços, comida, dinheiro, serviços, estudos, bem-estar, saúde, beleza, moda, mobilidade, logística e corporações, são algumas das áreas nas quais novas empresas tem emergido. Em maioria, startups visionárias com sede por inovação e conhecimento em tecnologia, dedicadas a trazer soluções e facilidades para o cotidiano com ideias capazes de criar um novo mercado e desestabilizar os concorrentes que antes o dominavam.

A sociedade está em constante evolução. Os negócios, atualmente centrados não só no produto ou usuário, mas sim no conjunto das relações e seu entorno com o ecossistema, buscam relevância e conexão pautadas no consumo colaborativo.

O grande desafio é proporcionar serviços e produtos que facilitem a vida das pessoas, ofereçam autonomia e flexibilidade e sejam financeiramente vantajosos, sustentáveis e criem um vínculo com o usuário, transformando essa jornada em uma experiência positiva e confiável.


Flavia Sawaya Sacamoto Santinon: Graduada em Design Gráfico e especialista em Design Digital e Novas Mídias pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, possui experiência e segmento off-line, mas encantou-se pelo mundo digital, atuando como UX/UI Design. Acredita que o design tem o poder de transformar e por isso é apaixonada pelo que faz.

Imagem: Ben Sweet/Unsplash

Todo empresário e gestor empresarial sonha e almeja saber exatamente o que os consumidores esperam de sua marca. Com as facilidades geradas pela tecnologia e o aumento do acesso à informação, o consumidor passou a ser mais exigente e bem informados sobre as ofertas, produtos e organizações. Este consumidor do século XXI também é conhecido como consumidor 4.0.

O consumidor 4.0 quer proximidade. Ele quer fazer parte da marca e ser compreendido. Não apenas consumir um produto, mas sim, vivenciar e se sentir abraçado por ele. Os consumidores não querem mais apenas ter relações comerciais, mas, também, encontrar uma espécie de “braço amigo” nas marcas.

Para que as marcas consigam atender as expectativas dos consumidores, o caminho é árduo e merece atenção dos empresários. Quanto mais a empresa divulgar o seu real DNA e o propósito, mais os consumidores vão se conectar naturalmente. Assim, é possível alcançar o seu real público, aquele que tem a mesma essência da marca, que busca o mesmo sentido. Quando a empresa consegue se conectar deste maneira com seus consumidores, as expectativas tornam-se realidade, e passamos a ter advogados de marca. Ou seja, mais do que consumidores, eles compram e defendem aquilo em que acreditam em todos os lugares. Por exemplo, muitos consumidores dizem preferir marcas que lutam por causas sociais relevantes na sociedade atual. Este fato foi comprovada pela pesquisa realizada pelo Ipsos Global Reputation Center, que apontou que cerca de 82% dos consumidores preferem marcas que invistam e contribuam para um mundo melhor.

Hoje em dia, é comum ver marcas querendo agradar os consumidores, com produtos e serviços totalmente inovadores. Mas, muitas vezes, a inovação está ligada a valores simples, como pensar no bem-estar e conforto dos seus consumidores e em maneiras de facilitar a vida dos clientes. Não necessariamente deve abranger só a tecnologia avançada para compra. Isso também é importante, mas deve-se pensar como cliente e se colocar no lugar dele, isso é o que fará a diferença daqui pra frente.

Para finalizar, acredito que a empatia é a peça chave para um relacionamento de sucesso, porém, não é do dia para a noite, isso se constrói com o tempo.


Maka Werner: empresário e consultor de gestão de marcas e gerenciamento de projetos de marketing e design, e facilitador na metodologia Lego® Serious Play® no Brasil.