A potência da Cultura Corporativa em uma era que necessita de empresas humanizadas e transparentes

“Tantos términos devem significar muitos novos recomeços”….

Dou início a esse texto com a reflexão dos renomados autores Sisodia, Wolfe e Sheth (2019), no seu brilhante livro Empresas Humanizadas.

Ela me lembra que desde a década de 1950, ainda com a chegada das multinacionais no Brasil, passamos por tantas etapas, avanços, descompassos e seguimos, acompanhando as empresas a entrarem no boom da valorização dos programas de Cultura Corporativa no país.

O mais atual recomeço, se deu com a realidade pandêmica, onde milhares de empresas no globo, correm contra o tempo, para implantar e avançar nos projetos de Cultura. E como será que está essa realidade no Brasil?

Bem, o primeiro é entender o seu conceito.

Quando falamos sobre a temática da Cultura Corporativa, estamos tratando diretamente sobre as características da gestão de uma determinada organização e que envolvem por alto a sua missão, visão, valores e identidade organizacional. Essa realidade deve, portanto, ser difundida junto ao público interno, os empregados e ao público externo: clientes, acionistas, parceiros etc.

Porém, a complexidade chega ao nos depararmos em como estruturar os projetos, produtos e demandas quer irão fazer parte de todo esse processo cultural, que incide na imagem e na reputação empresarial, além do desafio, desta pauta em si, estar alinhada com os projetos de comunicação corporativa, branding e marca empregadora.

Portanto, fortalecer, disseminar e apoiar um programa de Cultura Corporativa é um desafio constante para as organizações brasileiras. Sendo fundamental para o desempenho de qualquer empresa no mercado, ela está explícita na condução do negócio, desde o seu primeiro dia de atuação no mercado.

Como indicamos acima, após o ano de 2020, diante de um cenário pandêmico, muitas organizações pautaram o seu olhar para avaliar a sua gestão interna, como tratavam e se comunicavam com os seus empregados, sempre com um discurso, pautado na humanização e na responsabilidade social. Finalmente observamos que as empresas estão se dedicando a estudar e manter até mesmo uma consultoria, com a finalidade de alinhar a sua Cultura.

Ainda nos deparamos com a limitações de estudos científicos e publicações na área. Por isso, é tão importante valorizar as empresas que se arriscam nesse território. Alguns exemplos no Brasil devem ser acompanhados com determinada atenção, são eles:

Magazine Luiza – Por demonstrar uma cultura que valoriza a potência da liderança feminina, tendo a sua idealizadora, a empresária Luiza Trajano, como uma referência global.

CIMED – Uma das maiores farmacêuticas da América Latina, que realiza um trabalho louvável de valorização do público interno e de responsabilidade social.

TIM e UNILEVER – Pelo desenvolvimento de projetos e programas que incentivam os profissionais 50+ a estarem atuando no mercado de trabalho com profissionalismo e dignidade – uma salva de palmas!

Enfim, com os avanços na área, visualizamos os exemplos acima como cases empíricos e mercadológicos positivos no mercado. Esperamos, que assim como os gestores das organizações cima, outros líderes acompanhem esse movimento e lutem pela transformação no Brasil, afinal, como bem sabemos, os públicos estão mais observadores, críticos e seguindo a nossa frase de inspiração no inicio do texto, o mundo dos negócios vive sobre profundas mudanças e nós somos a peça decisiva para essa transformação.

Boa Leitura!

Keynayanna K.C Fortaleza: Doutora em Comunicação Corporativa e Cultura – USP. Professora no Centro Universitário Belas Artes. Jornalista e Pedagoga.

Imagem do artigo: Diva Plavalaguna.