A força cultural do carnaval e as festas populares que movimentam milhões de reais atraem as marcas em busca de se aproximar do seu consumidor. As ações vão desde patrocínios a camarotes e blocos de rua até a elaboração de conteúdo digital, distribuição de brindes e deslocamento da força de venda para os lugares mais badalados das comemorações.

No caso dos camarotes, por exemplo, há diversas ações de co-branding: Zero-Cal nas caipirinhas, Havaianas nas áreas de descanso, cosméticos, maquiagens e tantas outras.

Mas algo sempre me chamou a atenção. Nestes camarotes sempre são convidados os VIP’s, artistas de televisão e quem está disposto a pagar milhares de reais para assistir aos desfiles nestes espaços reservados. Entretanto, há marcas que não têm este tipo de público como target. Exemplo: Knorr e Camil patrocinando um buffet com caldinho de feijão durante os desfiles ou então a NET com telões transmitindo os desfiles.

10420424_1015800395115309_2734450055639419632_nPenso que há um risco para as marcas que patrocinam estes camarotes pelo simples fato da alta exposição. Qual o retorno para uma marca de tempero, por exemplo, servir um prato para um grupo seleto de pessoas que normalmente não decidem a compra dos seus produtos? Aqui há, em minha opinião, um conflito entre o posicionamento da marca e a oportunidade de grande exposição durante o Carnaval. Neste caso, concluo que a lembrança destas marcas é muito baixa, pois seu posicionamento não combina com o ambiente e tão pouco com o tipo de público.  Se perguntarmos o que o artista tal comeu no camarote X ele lembraria?

Por outro lado, as marcas de cerveja, bebidas, preservativo e tantas outras envolvidas com festas e prazeres que têm no Carnaval uma das melhores épocas para se aproximarem dos seus consumidores e fortalecerem suas imagens. Uma vez que a própria percepção do carnaval remete diretamente à seus posicionamentos de marcas.

Em minha opinião, estes gestores de marcas precisam inovar na forma em que participam desta folia. A receita é sempre a mesma: um camarote cada vez maior e “temático”, convites para celebridades abertura para a imprensa de “fofocas” entre outras ações dentro do trio sexo, bebida e festa.

Concluo que estas ações são muito mais para manter um relacionamento de curto prazo, como um amor de carnaval que acabará na quarta-feira de cinzas, do que um relacionamento de longo prazo com o consumidor. Para as marcas que já fazem isso esta estratégia parece que dá certo. Mas pergunto: vale a pena colocar sua marca na folia apenas para aparecer no Carnaval?

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