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Foi-se o tempo que celular bom era aquele praticamente indestrutível. Hoje em dia a marca, o design, a câmera, a velocidade do processador, a cor, o tamanho, a memória, o sistema operacional e outros atributos são importantes na escolha de um aparelho novo e atual, mas quem desequilibrou a balança entre algumas empresas de celulares e tablets com certeza foram os aplicativos.

Havia quem comprava o iPhone só por causa do Instagram, quando ainda estava liberado apenas para os aparelhos da maçã. O aplicativo virou objeto de status, poder e diferenciação. Este poder dos apps cresceu tanto que parece não ter mais limites, virou uma mina de ouro para desenvolvedores de softwares de celular e atraiu uma legião de empresas com seus aplicativos próprios disponibilizados para uso dos clientes, como aqueles de banco, que facilita o acesso do usuário à sua conta. Jovens desenvolvedores fizeram sua fortuna apenas criando aplicativos, como é o caso de Mike Krieger, 24 anos, criador do Instagram que vendeu o aplicativo ao Facebook por US$ 1 bilhão.

Assim como as empresas, os aplicativos possuem uma marca, público, posicionamento e concorrentes, mas apenas aqueles que possuem estratégias relacionadas ao branding saem na frente, pois não são diferentes de outras marcas, os aplicativos precisam passar pelos mesmos processos e ter as mesmas estratégias que as empresas criam para lançar e posicionar seus produtos no mercado. Uma falha estratégica pode acarretar em um trabalho perdido que não vai pra frente e não tem retorno financeiro aos desenvolvedores. Pode acontecer também que essa falta ou erro de estratégia derrube grandes aplicativos, com os conflitos frequentes de apps concorrentes, o exemplo mais recente é a batalha travada entre o gigante WhatsApp com o novato WeChat, ambos aplicativos são como o falecido Messenger. O que fez o WeChat ganhar espaço entre os aplicativos favoritos foi a possibilidade de gravar uma mensagem de voz ao invés de digitar, o que antes era impossível no WhatsApp, tornou realidade rapidamente, quando viu seu concorrente ganhar o mercado, uma atualização foi disponibilizada e o mesmo sistema de mensagem por voz foi incluído no app antes que fosse tarde de mais.

As lojas de aplicativos para celulares estão como os supermercados, lotados de marcas, umas boas, outras piores, algumas caras, outras nem tanto. Tem os preferidos dos consumidores, aquele que nunca pode faltar na lista, os que se destacam, que são bem falados, que são fáceis de usar, enfim, há um mundo sendo explorado e a tendência é aumentar ainda mais, já que o número de smartphones vendidos no Brasil cresceu 86% no primeiro trimestre de 2013 ante o mesmo período do ano passado. De acordo com estudo realizado pela IDC, o mercado brasileiro comercializou 5,4 milhões de aparelhos nos primeiros três meses do ano. Ainda segundo a consultoria, no mundo, mais de 950 milhões de smartphones devem ser vendidos este ano, o que representaria um crescimento de 33% frente ao ano passado.

Fonte: G1   /   Imagem: Adobe

 

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