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Um dos impactos visíveis no panorama econômico causados pela Covid-19 atinge o comportamento dos consumidores à medida que mudam sua forma de consumir e, por consequência, influenciam a dinâmica do mercado de diversos setores. Dessa forma, ações de marketing precisaram ser transformadas para acompanhar esse “novo consumidor”.

Se antes da pandemia as lojas on-line já eram uma alternativa a mais para o empresário e comerciante, hoje vender pela internet é a principal atividade de muitos negócios. Em 2020, o atendimento ao cliente adquiriu ainda mais importância com o crescimento do tráfego no comércio on-line. Sem enxergar fisicamente seu público, tornou-se necessário entender o perfil do consumidor e oferecer atendimento personalizado, assim como, investir em modelos de negócio que correspondam às expectativas do cliente. A massificação do direct-to-consumer (D2C) é prova disso.

De acordo com a pesquisadora e professora de Comunicação, Marketing e Branding da Business School e Programa de Pós-Graduação da Universidade Positivo, Fabiana Mariutti, as relações de consumo e as estratégias de comunicação e marketing — seja no âmbito institucional, informacional, promocional ou puramente comercial — dependem de cada segmento de mercado ou setor econômico.

“Muitos negócios inovam para conseguir sobreviver e surpreender seus clientes atuais ou em prospecção ao aplicar técnicas de negociação e estratégias de valor agregado como poderosos alicerces comerciais para fidelização. Em tempos difíceis para todos, diante das mais diferenciadas emoções e vivências desta longa pandemia, atender humanamente o consumidor — de forma presencial ou virtual — é a palavra que deve estar no propósito da marca e na missão, visão e valores de qualquer estratégia de um negócio”, afirma a pesquisadora.

Ações e estratégias de marketing e vendas – que estão sendo adotadas visando à sobrevivência nos novos tempos – tornam-se ainda mais importantes nesse contexto. Especialistas apontam dez tendências que ganharam força durante a pandemia e seguem em alta para 2022.

Pesquisa por voz

Falar é mais natural e relativamente mais fácil do que digitar. É por isso que a pesquisa por voz faz todo o sentido. Na verdade, é uma inovação tecnológica brilhante que já altera a forma como o consumidor se comunica digitalmente. “A pesquisa por voz simplifica a procura de informações on-line, além de reduzir drasticamente o tempo de tela”, salienta Marcio Pacheco, CEO da PhoneTrack, startup paranaense especializada em Inteligência Artificial aplicada à voz. Segundo um levantamento da Strategy Analytics, as vendas de alto-falantes inteligentes em todo o mundo chegaram, no primeiro trimestre de 2020, a 28 milhões de unidades, um resultado 8% maior que no ano anterior. Projeções estimam que para 2021 o aumento seja de 21% e que até 2024 as vendas cheguem a um total de 640 milhões de unidades. “Para tirar proveito dessa tendência, as marcas devem fazer os ajustes certos sobre como enquadrar os dados para responder adequadamente a esse comportamento emergente do consumidor”, alerta Pacheco.

Inteligência Artificial

A inteligência artificial, o Big Data e o Analytics vêm ganhando cada vez mais espaço no mercado digital, uma vez que automatizam processos, e fazem a gestão de dados e análises. “Ao detectar padrões e facilitar a compreensão do comportamento dos consumidores, as ferramentas baseadas em inteligência artificial ajudam a operar de forma otimizada e com mais foco, proporcionando as melhores experiências aos clientes”, afirma Pacheco. Tecnologias como o call tracking e o speech analytics, por exemplo, trazem informações detalhadas sobre as necessidades do consumidor por meio da análise da voz em ligações telefônicas, ajudando a mensurar campanhas, recuperar contatos perdidos e transformar ligações em novos leads.

Estratégia Omnichannel

A pandemia fez com que muitos estabelecimentos comerciais fechassem as portas, passando a atender apenas com a loja on-line. Outros ampliaram os canais, abrindo estratégias de venda por WhatsApp, delivery e drive-thru. Para Pacheco, adotar novos canais não significa abandonar os tradicionais. Segundo ele, um canal considerado ultrapassado por uma faixa da população pode ser o mais utilizado por outra. O telefone é um exemplo disso. Um levantamento da PhoneTrack mostrou que as ligações telefônicas voltaram a fazer parte da jornada do consumidor. Em 2016, 41% dos consumidores usavam o telefone para entrar em contato com uma empresa após pesquisa on-line. Em 2020, esse número saltou para 60%. Com cada vez mais canais de comunicação e venda, é importante estar onde o consumidor estiver, seja on-line ou off-line. “Mas é bom lembrar que as estratégias não podem ser as mesmas para todos os canais, pois cada um tem a sua particularidade e, às vezes, um público bem específico”, ressalta.

Vendas em Redes Sociais

Cada vez mais, as mídias sociais, além de exercerem papel fundamental na execução de estratégias de marketing, também acabam ajudando na ampliação das vendas. Recentemente, o Instagram implantou o social commerce, que permite às lojas venderem seus produtos na rede social de forma parecida com os marketplaces da web. “A estratégia atrai o consumidor para a conversão dentro das próprias plataformas das redes sociais”, afirma José Paulo Trigueiro, da Agência MKT Real. Segundo ele, em 2022, a tendência é que essa tecnologia seja ainda mais adotada e receba melhorias que impactem positivamente para empresas e clientes.

Holistic Health

A pandemia também fez as pessoas valorizarem mais a saúde e o bem-estar. Nesse sentido, o conceito de holistic health é usado no marketing e nas vendas para entender a saúde do consumidor de forma ampla, sob diferentes aspectos que representam o bem-estar. “É se reconhecer como um todo: somos a resultante de saúde física, mental, emocional, social, intelectual, e espiritual. A pandemia escancarou essa necessidade da gente se ver num contexto maior, e como seres complexos. No marketing não será diferente”, afirma a gerente de marketing da Jasmine Alimentos, Thelma Bayoud.

Comunicação interna

“É importante entender as pessoas, sua individualidade, suas dores e personalizar a comunicação, principalmente com o público interno, que é o principal cliente de organizações de qualquer segmento”, ressalta Cristiano Caporici, CMO da Tecnobank, empresa de tecnologia para negócios. Ele diz que a pandemia, o isolamento social e o trabalho remoto revelaram a importância da comunicação interna para o bom andamento das atividades da empresa. “Mesmo que o trabalho volte a ser 100% presencial, a lição aprendida com a pandemia é que a comunicação interna reflete diretamente nos resultados da companhia”, garante Caporici.

Proteção e segurança de dados

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a crescente sensibilidade dos clientes tornam a proteção e a segurança de dados um desafio importante para as empresas que processam dados pessoais para fins de marketing e vendas. De acordo com Rogério de Lorenzo Leal, gerente de marketing da Central Sicredi PR/SP/RJ, a mudança desse paradigma, no qual os dados pessoais passam a ser cada vez mais entendidos como propriedade da pessoa e não das empresas, irá impactar muito todos os setores. “Tarefas que antes eram naturais para o mercado agora não poderão mais ser executadas sem o devido consentimento do consumidor. Como estamos vivendo um cenário no qual a venda on-line tem desempenhado vertiginoso crescimento, e nesse ambiente virtual a coleta de dados é fundamental, as empresas precisam estar conscientes dos reflexos que a nova legislação impõe antes de estruturar suas ações e estratégias comerciais”, alerta Leal. Numa sociedade em que dados estão se transformando no novo petróleo, todo o mercado será muito impactado e exigirá das empresas maiores investimentos e estudos nesse setor.

Marketing interativo

Um site bom, funcional e responsivo, projetado para oferecer a melhor experiência possível ao usuário, sempre foi essencial. No entanto, isso se tornou ainda mais fundamental com a pandemia. “Agora é necessário ir mais longe e pensar em novas iscas para atrair tráfego para o site da empresa”, alerta Cesar Cantarella, CEO da DealerSites, startup que atua no segmento de e-commerce no setor automotivo. Para ele, no caso da negociação de compra e venda de um carro, por exemplo, a aposta é adicionar elementos interativos ao site, abrindo espaço para o cliente ser ouvido e fazer a sua proposta. “Quando o cliente tem a chance de, no próprio site da concessionária, abrir uma ferramenta que o permita pesquisar o valor de mercado do seu carro usado e apresentar as suas condições de negociação, isso acaba sendo determinante para a conversão”, ressalta.

Transparência

“Anunciar um produto sem o valor é o mesmo que criar um perfil nas Redes Sociais sem foto”, compara Cantarella. Segundo ele, o marketing on-line deve ser transparente – sob o risco de perder o cliente para sempre. “No caso de automóveis, por exemplo, o site da concessionária é um canal para pesquisa de preços e modelos, além de relacionamento entre vendedor e consumidor. Se o preço não está lá, a confiança do cliente na empresa é abalada, pois ele busca informações claras e diretas, sem enrolação e sem ter que procurar muito”, ressalta. O tráfego nos sites de concessionárias aumentou 35% durante a pandemia, segundo estudo da DealerSites.

Responsabilidade Social

Uma coisa que a Covid-19 acelerou é a percepção da necessidade dos consumidores de que as marcas sejam mais socialmente responsáveis. “É cada vez mais comum consumidores utilizarem-se das redes sociais e da cultura de cancelamento para boicotar marcas corruptas, preconceituosas, que agridem o meio ambiente ou maltratam animais, por exemplo”, explica Eliziane Gorniak, diretora do Instituto Positivo. Porém, ela ressalta que é essencial que a empresa tenha autenticidade e coerência nas ações de responsabilidade social que se propuser a fazer, antes de anunciar ao mercado.

Um grande bate papo entre Luc Speisser, Global Chief Innovation Officer na Landor & Fitch, e Nachson Mimran, Co-founder & CEO na To.org, sobre o poder da marca e da criatividade na sustentabilidade. O debate no Web Summit foi aberto, trazendo como ponto de partida o papel das marcas frente aos seus consumidores, o quanto precisam ser mais ativas e ter uma causa muito bem definida, e a importância da sustentabilidade na construção de sua narrativa.

Poucas são as marcas que se destacam em suas narrativas de sustentabilidade e muitas parecem ter simplesmente aderido ao movimento por medo de perder mercado. “É necessário parar de olhar para a sustentabilidade como um custo e ter a visão de investimento que precisa entregar ROI, e para fazer isso, precisa-se olhar para o poder de uma marca para realmente se diferenciar no mundo de hoje. Por meio de uma abordagem liderada pela marca, os investimentos em sustentabilidade de uma empresa podem gerar impacto em sua própria maneira distinta e única, e assim criar preferência de valor para os seus consumidores”, destacou Luc.

Nachon reforçou a importância das marcas assumirem a responsabilidade pelo mundo, que se tornou uma pauta de extrema urgência, enfrentando as mudanças climáticas, as crises humanitárias, entre outros assuntos de relevância para a comunidade global, pois o planeta clama por mudanças na postura do ser humano, e as marcas podem ser grandes porta-vozes na defesa desses temas emergenciais junto aos seus consumidores.

O encontro dos executivos foi um debate atualíssimo e que reforça o quanto o consumidor já não compra mais produtos e serviços, e sim, experiências com significado e a possibilidade de reforçar laços com o planeta, estando a frente das tendências de consumo dos próximos anos.


Por Lucas Lima

Fonte: Blog Midiaria.com: www.midiaria.com/blog

Leia mais sobre o Web Summit neste link.

George Slefo, editor do The Trade Desk, promoveu um bate papo com a CMO da Mars, Jane Wakely, sobre os temas Marketing de Responsabilidade e Greenwashing, temas de grande relevância e de debate dentro das principais companhias do mundo.

Conceitualmente o Marketing de Responsabilidade corporativo tem como objetivo criar uma união entre os interesses da sociedade e os das empresas, no qual a organização fica preservada e são produzidos benefícios à comunidade, além de produzir vantagem competitiva e o desenvolvimento de novas estratégias de negócios, como também uma maior aproximação com os consumidores que buscam por marcas defensoras de causas.

Já o greenwashing, que na tradução literal significa “lavagem verde” ou “pintado de verde”, pode ser praticado por empresas e indústrias públicas ou privadas, organizações não governamentais (ONGs), governos ou políticos, consistindo na estratégia de promover discursos, anúncios, ações, documentos, propagandas e campanhas publicitárias sobre ser ambientalmente/ecologicamente correto (ser uma instituição eco-friendly), e a intenção principal é relacionar a imagem de quem divulga essas informações à defesa do ambiente, com medidas reais que colaborem com a minimização ou solução dos problemas ambientais. O greenwashing, no final do dia, é como uma propaganda enganosa (uma imagem é passada, porém, a realidade é outra).

“Hoje, boa parte do meu trabalho está em traduzir metas de sustentabilidade em roteiros de inovação, privacidade de dados essenciais, responsabilidades em mídia social e investimento responsável em mídia”, destaca Jane. Ou seja, o tópico sustentabilidade é o direcional estratégico e diário que precisa ser colocado à frente das estratégias da companhia, buscando criar atributos, conexão com os consumidores e acima de tudo insights com foco na inovação, o que nos mostra que a sustentabilidade deve estar nos questionamentos para qualquer tomada de decisão de negócios a partir de hoje.

O jornalista perguntou à executiva uma definição mais clara de Greenwashing, e ela trouxe de forma muito simples: “Podemos definir como uma lavagem verde, e na pior das hipóteses é quando uma empresa ou marca faz uma afirmação que não pode comprovar – é também onde uma marca se associa pela causa, ela toma emprestado o patrimônio sem ter uma ação concreta”.

Marketing de responsabilidade na prática

Em linhas gerais é como uma empresa “abraçar” a causa das mudanças climáticas no planeta para se passar de “green- friendly” e na prática não ter nenhuma ação efetiva.

“Na Mars, acreditamos que o crescimento precisa ser mais sustentável para o planeta e a sociedade. E em 2017, lançamos nossos investimentos sustentáveis em um plano de geração de bilhões de dólares para melhorar nosso impacto sobre as mudanças climáticas. E o diferencial é a maneira como pensamos sobre tudo isso: empresas como os governos precisam intensificar e fazer seus devidos trabalhos para solução mais profundas do mundo”, reforça a executiva.

Wakely complementou: “Estamos em uma emergência climática e temos realmente mais uma década para definir nosso planeta pela causa certa. O que fizemos recentemente na Mars foi aprofundar nossos compromissos com o clima e lançamos no mês passado o compromisso com o Zero Líquido de Gases de Efeito Estufa até 2050, com uma visão baseada na ciência, e um trabalho justo e muito bem definido para resolvê-lo”.

Trata-se de uma discussão muito ampla, mas procurei trazer as principais definições como insights para quem quer se aprofundar nesse tema para as organizações, mas que precisam ser levados a sério por meio de ações que sejam concretas e reais. Fora desse contexto é o famoso “chover no molhado” e se “pintar de verde”.


Por Lucas Lima

Fonte: Midiaria.com 

Leia mais sobre o Web Summit neste link.

Foi com a pandemia da Covid-19 que muitas empresas foram, podemos dizer, forçadas a ser adaptar à tão discutida transformação digital.

Mesmo quem não era tão a favor do trabalho remoto, da educação à distância, entre outros, utilizou a tecnologia para seguir com as atividades.

Não é de hoje que toda essa oferta digital esteve disponível no mercado para as marcas, mas com certeza muitos segmentos passaram por uma digitalização sem volta.

E o mercado de pesquisa não foge à regra, cada vez mais impulsionado por inteligência artificial, disrupção e automação. A pesquisa tradicional, como conhecida, é extremamente complexa e muitas vezes lenta. E o desafio de tornar a pesquisa mais fácil e rápida para o cliente, para que todos aqueles interessados no processo de inovação possam facilmente acessar atividades e resultados, também é um oceano a ser explorado.

A multinacional Toluna, líder em insights sobre consumidores e inteligência que atende marcas como Danone, Procter, Globo, Colgate e Ambev, é uma dessas navegantes do mar da pesquisa de mercado que usam a tecnologia como forte aliada.

Marcas, tecnologia e pesquisa de mercado na prática

“Hoje em dia, a mudança é a última constante, portanto, é mais crucial do que nunca que as empresas avaliem regularmente as percepções, sentimentos e preferências de consumidores a fim de se basear em decisões comerciais e em dados reais para alcançar o máximo de sucesso. As empresas devem ser capazes de entender como aproveitar essas valiosas informações para prever o que os consumidores vão querer e precisar agora e no futuro’’, analisa Luca Bon, gerente LATAM da companhia.

Uma das tendências de mercado é a customização cada vez maior das entregas. E quando se trata de pesquisa, envolvendo um grande volume de dados e uma realidade que exige cada vez mais velocidade e assertividade por parte das marcas, ferramentas que possam auxiliar neste desafio é um trunfo poderoso para os profissionais.

Toluna Start é uma plataforma, resultado de duas décadas de inovação tecnológica e metodologia premiada, que tem a capacidade de flexibilizar a composição das amostras e insights acessíveis em dashboards, de forma que os usuários sejam capazes de customizar os insights em cada parte do processo de coleta de dados.

Focada em machine learning e inteligência artificial, a ferramenta integra o painel Toluna de mais de 30 milhões de membros globais, servindo a seus clientes com um profundo entendimento dos consumidores, além de insights sobre o que pensam, sentem e fazem.

“Os CEOs não terão mais o luxo de esperar meses para tomar uma decisão, mas terão de agir em dias, senão em horas. E o acesso regular às informações em tempo real permitirá que os líderes operem em um novo ritmo. Agilidade é a qualidade chave que pode oferecer as organizações uma linha de vida e suporte a negócios já estáveis’’, acrescenta o executivo, reforçando a agilidade para que as marcas consigam se manter sempre competitivas no mercado.

Alguns insights da Toluna para a sua marca

  • Sintonia com a metodologia agile, otimizando fluxos de trabalho e melhorando a produtividade de projetos com foco nos quatro pilares: indivíduos e interações acima de processos e ferramentas, software funcionando acima de documentação abrangente, colaboração com o consumidor/cliente acima de negociação de contratos e respostas às transformações/mudanças, mais do que seguir um plano.
  • Conexão de informações diferentes aplicados em projetos a serem realizados em maior frequência.
  • Atualização constante do consumidor e do mercado, permitindo a detecção de novas tendências e comportamentos do mercado.
  • Monitoramento de sentimentos e necessidades num cenário que exige marcas mais humanas e empáticas.
  • Pesquisa veloz e automatizada, já que tempo e espaço podem ser encurtados e facilitados pela tecnologia.
  • Resultados de trackings que não estejam baseados apenas no ROI de campanhas passadas, mas que antecipem a força e a fraqueza de futuras gerações para que seu produto esteja alinhado com todas as demandas dos exigentes consumidores atuais, permitindo uma visão 360º.

O Grupo RB, multinacional de bens de consumo em higiene, saúde e nutrição, anuncia sua nova identidade corporativa, desenvolvida para contar a história do propósito da companhia, com base em sua rica tradição de 200 anos de existência.

A companhia anglo-holandesa de 200 anos de existência passa a utilizar apenas o nome Reckitt e ganha uma nova identidade visual. Apesar da mudança, seu propósito continua o mesmo: proteger, curar e nutrir na busca incansável por um mundo mais limpo e saudável.

Entenda um pouco do trajeto da marca

Em 2014, a multinacional adotou a marca RB em substituição a Reckitt Benckiser, nome adotado após a fusão global das empresas Reckitt e Benckiser, em 1999. Agora, a nova identidade irá resgatar esta história.

“A marca é um símbolo visível do nosso propósito corporativo e da mudança que vem ocorrendo em todo o negócio nesta jornada de transformação. O nome Reckitt já era amplamente usado, além de ser mais claro, simples e marcante, ao mesmo tempo que mantém associações positivas com a tradição da empresa.”, afirma Miguel Veiga-Pestana, Vice-Presidente Sênior de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade Global.

Sobre a nova identidade

“De Dettol a Lysol, de Nurofen a Durex e de Finish a Vanish vendemos mais de 20 milhões de produtos para as pessoas todos os dias, mas a empresa que está por trás dessas marcas é menos reconhecida. A nova identidade ‘Reckitt’ nos permitirá comunicar melhor o nosso propósito corporativo ao mundo de uma forma poderosa, consistente e impactante”, diz Jo Osborn, Vice-Presidente de Comunicação Interna e Marca Corporativa Global.

A abrangente reformulação foi criada e supervisionada pela agência de branding Conran Design Group, da Havas, e será adotada nos pontos de contato e plataformas da Reckitt – internos e externos, físicos e digitais. Conheça as mudanças:

Novo nome e logo – O ‘R’ no centro do símbolo representa unidade, força e busca incansável, inspirada pelo propósito da Reckitt de proteger, curar e nutrir. Isso descreve o papel da Reckitt no mundo como parceira e catalisadora de uma transformação positiva. A qualidade do símbolo, representado como uma concha, desperta um senso de proteção e uma referência ao mundo natural.

Uma nova paleta de cores – ‘Energy Pink’ se torna a cor principal da marca Reckitt, representando sua eterna energia, enquanto as cores secundárias refletem o seu portfólio de produtos e a conexão com um mundo mais limpo e saudável.

Fonte personalizada – Uma nova fonte personalizada, a ‘Energy’ é acessível e exclusiva para a marca Reckitt.

Imagens – Novos princípios e categorias de imagem ilustram toda a conexão e compromisso com o mundo. Imagens autênticas, acessíveis e ativas tangibilizam o impacto que a Reckitt possui na vida das pessoas, a força das parcerias da companhia e a compreensão de um mundo em mudança.

 

A implementação da nova marca será realizada ao longo de um cronograma de três anos, levando em consideração os ciclos naturais de substituição do negócio para gerenciar uma transição impactante de forma sustentável e econômica.

Thom Newton, CEO do Conran Design Group, afirmou: “A Reckitt tem uma história convincente para contar. A nova marca reflete seus 200 anos de história e fornece uma expressão ativa do seu propósito e luta. A oportunidade de trabalhar com a empresa para desenvolver e lançar a nova marca foi muito gratificante”.

Como tudo começou?

A VisaBrand começou em novembro de 2019, quando a já formada em design de interiores Raphaella Almeida apresentava seu segundo projeto de conclusão de curso, dessa vez em Gestão de Economia Criativa.

Já com trabalhos desenvolvidos na área de interiores, a designer queria explorar novas rumos que a permitissem desenvolver algo que se complementava ao seu trabalho e até mesmo dando fruto a novos projetos, como a VisaBrand.

Um desejo de fazer diferente sem deixar de lado seu propósito em auxiliar mulheres que decidem viver de seus próprios trabalhos e ideias e escolhem não viver de cargos em empresas, mas sim de si mesmas. São mulheres que, assim como Raphaella, enfrentam diariamente barreiras por serem quem são.

A ideia foi unir conceitos, pontos de vista, vivências, autoconhecimento e o desejo de ver a mudança que tanto queremos ser, em um único formato de trabalho.

Sobre a Raphaella

Raphaella gosta de dizer que veio ao mundo com o propósito: “I WAS CREATED TO CREATE.”

Desde nova o desejo de criar, construir, ajudar e inovar era forte e foi o que a direcionou por todas as áreas em que passou. Quase 10 anos criando através do Design de Interiores e, agora, da gestão criativa. No entanto, a designer ainda sentia falta de criar tudo com um toque mais seu, com o propósito que estivesse mais alinhado com a mulher que vem se tornando.

Empreender foi o caminho, e hoje orienta mulheres a se desenvolverem de duas formas, uma em um estúdio de beleza em sociedade com sua mãe, Cida Almeida, e a outra na VisaBrand, onde ajuda na gestão das marcas pessoais dessas mulheres. Ambos projetos trabalham com princípios como, autenticidade, autoconhecimento, valorização de suas histórias e o conceito do visagismo.

A principal bandeira e uma nova forma de se encontrar

O principal compromisso que deu início à VisaBrand, foi a importância em se falar, desconstruir e lutar contra os padrões de beleza estabelecidos na sociedade contemporânea.

Vivemos a constante exigência de se enquadrar nos novos padrões, em questão a estética feminina, mulheres de todas as classes sociais e lugares do mundo se veem em situações onde são cobradas a serem, usarem, comprarem, aquilo que não as representa. Essa constante exigência produz um culto ao corpo e à beleza de uma forma que gera grande angústia, ansiedade e medo constante em não fazer parte de algo. A indústria, através dos meios de comunicação, encarrega-se de criar desejos e reforçar imagens padronizando ideias de beleza, quando na verdade deveriam mostrar representações diversas corporais sinalizando como nós, humanos, estamos em constante transformação.

As transformações atuais carregam fatores que marcam uma nova revolução, cada vez mais rápida, e com um forte impacto de longo alcance. A busca por novas formas de ser relevante além do produto que vende acontece principalmente com uma ruptura dos padrões que estão presentes em vários momentos. Com um número cada vez maior de brasileiros que se identificam como influenciadores, sem limitações geográficas a mescla de opiniões, movimentos, tribos e influência sobre diversos assuntos é enorme. Criando assim, uma forte corrente de reciprocidade, respeito e interação a partir de interesses comuns. Grupos que antes não tinham voz estão se expondo cada vez mais nas redes e se tornando autores do conteúdo e produtos que eles tanto queriam ver e que se identificam.

Um conceito ainda desconhecido

O visagismo é um conceito e não meramente uma técnica. Pouco comentado, o visagismo para muitos se trata de uma técnica e uma boa ferramenta para trabalhar a estética, mas possui uma verdadeira grandeza que permite que profissionais atendam às necessidades de seus clientes com uma profundidade jamais vista. Resgatando, assim, o indivíduo da massificação e da uniformização, integrando a beleza e estilo a uma identidade própria e o auxiliando a encontrar e trilhar novas perspectivas, seja na vida pessoal quanto na profissional.

Além disso, pode ser muito bem aplicado hoje na sociedade contemporânea em que vivemos, onde a cada dia busca-se a personalização, valores e propósitos das marcas ainda mais claros. Com conceitos pouco explorados, o visagismo lida diretamente com a psicologia da imagem, sendo fundamental uma consultoria presencial, diferenciada de consultorias de imagem, ou assessoria.

Na prática, o visagismo funciona com uma consultoria onde se destaca às principais características do cliente, físicas ou de personalidade. Com medições no rosto, com o uso de um paquímetro, definimos os formatos/desenhos (de queixo, nariz, boca, olhos…), sendo de grande importância ser realizado com cuidado e atenção, pois com essas informações descobrimos os temperamentos de cada cliente e a resposta para grande parte de suas atitudes, desejos e formas de se comunicar com o mundo.

Temos 4 categorias em que podemos classificar o cliente: sanguíneo, colérico, melancólico e fleumático. Todas as pessoas apresentam partes das características destes temperamentos, mas em graus diferentes. Esses temperamentos existem apenas como base para se enquadrar melhor as características e personalidade das pessoas, não existe com o intuito de colocá-las em grupos ou pré julgá-las, mas sim de ajudar a melhorar alguns pontos.

É preciso pensar em cada pessoa como única, um ser individual, um ser humano em busca de autoconhecimento e direção, para trilhar novos caminhos. E o que o torna essa pessoa única, e a distingue dos demais, não é sua profissão ou as roupas que usa, mas sim suas características pessoais, personalidade, estilo de vida seus sonhos e desafios.

Construindo a partir de uma união

Visagismo + Branding Pessoal, reforçando o autoconhecimento feminino e desconstruindo padrões de beleza para empoderar o Branding Pessoal de empreendedoras. VisaBrand vem trabalhando a linguagem visual através dos arquétipos, desde o logo em que transmite o poder e resultados dessa união, como também detalhes e personalidade da Raphaella.

O futuro da VisaBrand

Trabalhar na expansão da marca para ainda mais mulheres, mantendo o propósito e valores que nos conectam a elas.

E esses passos já começaram a serem dados, contando com as clientes que vem surgindo e da presença no V Congresso Internacional de Branding.

É preciso investir tempo no planejamento, aprendizado e atualizações constantes, estando cada vez em mais lugares, compartilhando esse universo de conceitos e métodos juntos.


Raphaella Almeida: Designer e Gestora, apaixonada por empoderar, desafiar e vivenciar o melhor que existe em ser mulher. Criou a VisaBrand e se dedica a ajudar mulheres empreendedoras a enxergar, vivenciar e se apropriar de suas histórias para transformar o mundo.

1º Fórum Online de Economia Criativa Belas Artes

A Belas Artes completa 95 anos de história. E, para celebrar essa trajetória dedicada ao ensino de excelência voltado para as áreas da Economia Criativa, realizará o 1º Fórum Online de Economia Criativa, que acontecerá entre os dias 22 e 24 de setembro

A programação do evento online será voltada para a ampliação do conhecimento, networking e troca de experiências com profissionais renomados do mercado, contando com conteúdos exclusivos distribuídos entre webinars, cursos gratuitos com certificação, e-books, entre outros, todos com profissionais do mercado referências em suas áreas e que vão debater o tema macro “Projeções, Cenários e Comportamentos”.

Confira os palestrantes:

  • Márcia Auriani, Gestora Executiva InfoBranding e Coordenadora de Pós-Graduação Belas Artes
  • Rodrigo Amorim, Mestre em Branding e Professor da Pós-Graduação Belas Artes
  • Manuela Bordasch, Idealizadora e Co-Fundadora Steal the Look
  • Manuela Villela, Head da área Top criadores e figuras públicas do Youtube Brasil
  • Marcos Sterenkrantz, Head de XP Ventures da XP Inc.
  • Luiz Arruda, Head of WGSN Mindset Latin America

Inscrições gratuitas e programação: https://aniversario.belasartes.br/

O nascimento da marca

Bem no centro do nosso país, em Goiás, nasceu a marca Imperador Alimentos. Foi em 1995 que os irmãos Eduardo Gomes e Acir Junior fundaram a empresa com o objetivo de fornecer ao mercado goiano palmitos de açaí em conserva com a máxima qualidade.

A marca começou tímida, mas com nome suntuoso vinha carregada de sonhos e muita dedicação.

No início, os dois irmãos compravam o palmito em conserva de terceiros, descarregavam a mercadoria, estocavam em um estabelecimento alugado de 68 metros quadrados em Goiânia, tiravam pedidos nos supermercados da zona metropolitana, carregavam a própria mercadoria e também faziam as entregas em seus próprios carros. Além disso, cuidavam para que os produtos estivessem sempre bem expostos nas seções de supermercados!

O profundo conhecimento e cuidado com o produto, e a preocupação com o ponto de venda estavam presentes desde o início dessa jornada.

Brasilidade e qualidade de Goiânia para o mundo

 Ao longo dos anos, viu-se que o palmito de açaí tinha a produtividade intimamente relacionada ao período de safra do fruto do açaí. A produção em larga escala do palmito dava-se no primeiro semestre do ano, que coincide com a entressafra do fruto. Na safra, já no segundo semestre, a fábrica de palmito fechava. Desta forma, apenas nos seis primeiros meses do ano as famílias ribeirinhas da região tinham seu sustento no açaí. Paralelo a essa situação, países do mundo todo começaram a demandar pelo fruto do açaí.

Percebendo uma oportunidade de mercado e aproveitando o ciclo da palmeira de açaí, a Imperador inicia, em 2010, a produção de polpa, clarificando o óleo de açaí para exportação.

Com um açaí de excelente qualidade, a Imperador atende mercados extremamente exigentes, como os dos Estados Unidos, Nova Zelândia, Japão, França e Uruguai.

Com 15 anos de existência, sob os cuidados dos irmãos goianos, a Imperador Alimentos conseguiu expandir sua distribuição para o mercado brasileiro e mundial. Levando a qualidade de seus produtos para novos horizontes, o potencial da marca foi crescendo junto da necessidade de uma real estruturação da marca para firmar sua identidade e comunicar seu propósito aos já fiéis consumidores.

  • 1995: Fundação da Imperador Alimentos
  • Final de 1997: Inauguração da primeira indústria de propriedade da marca, na cidade de Itupiranga, Pará.
  • 2003: Inauguração da segunda unidade fabril, na cidade de São Domingos do Capim, Pará.
  • 2008: migração da unidade fabril de Itupiranga para Abaetetuba, o coração do açaí no Pará. A nova sede tinha uma área de vinte e dois mil metros quadrados.
  • 2010: Início da produção da polpa do açaí e exportação.
  • 2015: Implementação do projeto de Branding na Imperador Alimentos
  • 2016: Migração do centro de distribuição de Goiânia para Aparecida de Goiânia, numa área quase três vezes maior.
  • 2020: Atualmente, a Imperador possui mais de cem produtos em seu mix, com linhas tanto domésticas quanto food service, atendendo do mercado brasileiro ao exterior.

Conquistar e vender: Branding em empresas familiares

 Apesar de já reconhecido, Branding ainda é algo distante para muitas empresas que começam pequenas, já com a “mão na massa”, e deixam a gestão estratégica da marca para um segundo momento.

Mas como propor, implementar, ou até mesmo iniciar um projeto de Branding para uma empresa familiar?

Higor Toledo, diretor de marketing da Imperador, confessa que processos são difíceis de alterar, por isso, é importante sentir o momento da empresa, saber ouvir, usar empatia para então oferecer este olhar para a marca: “Inicie pelo entendimento, degrau por degrau, não chegue querendo mudar todos os processos”.

Este olhar para a necessidade da empresa é extremamente importante. No caso da marca goiana, com a expansão dos negócios, os donos perceberam a necessidade de, inicialmente, “atualizar a identidade visual”, que foi criada em 1995 por uma gráfica local.

Foi nesta oportunidade que Higor demonstrou também a importância do Branding conquistando um olhar mais cuidadoso sobre a marca, sobre as pessoas que a representam e sobre o seu propósito. Tudo o que já estava alicerçado na Imperador, mas não estruturado e apresentado à altura do potencial da marca.

“Para vender a primeira ideia é mais difícil, mas depois de implementar e mostrar resultados, ganha-se confiança e ainda você passa a ter mais agilidade nas aprovações de outras propostas”, conta o diretor de marketing.

O Design como alicerce de marca

 Para entender o real início desse projeto de branding, vamos voltar um pouco, em 2015. Nessa época, Higor não era diretor de marketing, mas um estudante universitário e conhecedor da marca.

E foi a partir de uma ideia que surgiu na faculdade que o projeto acadêmico ganhou corpo, na graduação de design do Senac, junto com mais dois colegas, Eduardo Costa e Roni Stuart.

Na época, Higor trabalhava numa gráfica mas quis levar o projeto adiante, tirar a ideia do papel, e pediu uma oportunidade, concedida, para apresentar a proposta de redesign à Imperador Alimentos. Como já falamos, a ideia acabou sendo comprada, ele ainda foi contratado pela empresa, e o projeto foi implementado. “A gestão do design sempre foi adotada como estratégia principal para os produtos, sendo que o primeiro passo foi o próprio redesign da marca”.

Desde então a Imperador é uma empresa aberta a novos profissionais, a novos talentos que vêm da faculdade. Além disso, incorporou visitas universitárias para a área de comunicação e engenharia de alimentos por entender que na universidade existe um grande potencial e, ao mesmo tempo, grandes multiplicadores da marca.

O projeto de redesign da identidade visual

A ideia de usar a coroa como símbolo da marca foi do próprio fundador, pois já estava utilizando o nome Imperador Alimentos. Os irmãos, os criadores da marca, queriam um redesign que mantivesse o conceito de “nobreza que atende a todas as classes”.

Higor conta que o conceito de nobreza estava diretamente ligado à qualidade dos produtos, e o slogan era “Sabor, higiene e qualidade”. Mas nada disso é diferencial, é uma obrigação!

Outro fato curioso foi que, no processo de pesquisa, identificou-se que a mesma coroa (o símbolo) já era usada por, pelo menos, mais 5 outras marcas. E o segundo fato relacionado foi o depoimento de uma senhora no ponto de venda:

“Eu não leio muito, mas quando chego na prateleira e vejo tudo preto, sei que é Imperador!”

Isso mostra o poder das cores e dos símbolos na identidade visual de uma marca. E foi por este motivo que mantiveram o preto, que já havia fixado na mente de seus consumidores, para aproveitar o aspecto positivo, e acrescentaram a cor verde para o conceito de sustentabilidade.

O projeto de redesign envolveu:

  • Pesquisa
  • Conceituação
  • Painel semântico com proposta retrô / vintage
  • Redesign do logotipo
  • Padrão cromático
  • Tipografia
  • Embalagens
  • Rótulos
  • Detalhes como o uso do selo de cera

E ainda considerou outros aspectos do branding:

  • Gestão de pessoas e endobranding
  • Experiência da marca – inclusive de forma empírica.
  • Novo slogan:
  • Vídeo promocional que expressa a “Família real” da Imperador, que é a típica família brasileira.

Segundo Higor, “usando um novo logo, abraçando outras cores além do preto e adotando pictogramas, a Imperador reinventou seus rótulos e apareceu para o público de uma forma totalmente diferente, mas sem perder a essência da marca”.

Criando valor pela Gestão do Design

O projeto de design não apenas deu início à implementação do projeto de branding na Imperador, como também passou a ser um modelo de gestão adotado pela marca com a vinda de Higor para coordenar a equipe de marketing.

A Gestão do Design leva a visão multidisciplinar do design para a gestão de uma empresa. Ou seja, utilizando-se dos princípios de design possibilita um ambiente mais propício à criatividade e à inovação, além de aplicar este enfoque ao desenvolvimento de novos produtos e serviços.

Confira alguns pontos em que a Imperador utilizou a gestão do design aliada ao marketing para potencializar as estratégias da marca:

 Estudo das embalagens para valorizar o produto: avaliando os pontos positivos e negativos pensando na melhor experiência do cliente. As embalagens antigas possuíam uma aplicação que não valorizava a marca, repetindo a aplicação do símbolo, que também era “genérico”. Os rótulos não estavam bem diagramados, prejudicando a leitura com uma poluição visual.

  • Ponto-de-venda (PDV): mudar a cara da Imperador na gôndola foi um desafio – utilizar o colorido da marca pautado no design minimalista e ainda manter o conceito de nobreza, os elementos e cores que já caracterizavam a marca para o consumidor!
  • Estudo de materiais: rótulos, embalagens, a seleção de gráficas, tudo passou por um criterioso processo de escolha afim de entregar os atributos, o cuidado e a qualidade prometidos pela marca.
  • Incremento de vendas pelo design: este é o exemplo da simplicidade e poder do minimalismo num rótulo de champignon – “o rótulo branco com detalhes em dourado gritou na gôndola!” Conta a equipe. O investimento foi feito na embalagem e em 4 meses trouxe um incremento de vendas em 15%.
  • Design sustentável: o blend de pimentas nobres, que não chamava atenção, passou também por uma reformulação e passou a usar um sleeve na tampa e cold stamping em vez do hot stamping, valorizando o produto e não agredindo o meio ambiente.
  • Lançamento com Design thinking: para um novo produto que seria lançado, o ketchup, a equipe da Imperador utilizou o design thinking além das pesquisas e testes anatômicos.

“O valor final dessa gestão do design era percebido na qualidade das embalagens, no ponto de venda, na experiência com o produto mesmo sem que o consumidor saber que as tintas utilizadas eram em escala Pantone, por exemplo. O público leigo percebe como inovação”, pontua Higor, mostrando como o design pode ser uma ferramenta poderosa para a entrega da marca.

 Storytelling e humanização da marca

 Não é de hoje que humanizar é essencial para qualquer marca no mercado, mas continua sendo um grande desafio.

A Imperador Alimentos utiliza o storytelling para fazer a entrega de valor e humanizar sua marca que, essencialmente, traz consigo um olhar voltado ao ser humano desde a sua fundação.

Storytelling é utilizado no branding como a estratégia de contar histórias para criar uma conexão emocional com as pessoas, permitir experiência e fortalecer sua identidade.

O gestor de marketing conta que o amor pela marca expresso em depoimentos espontâneos foi o que motivou a série de materiais que contam a experiência da jornada com a Imperador Alimentos, projeto que teve início em 2018: “A empresa já era humanizada e foi fácil de encontrar histórias legais. Principalmente no Pará, com produtores e colaboradores que fazem parte da história há 20 anos”.

A equipe conta com emoção que os fundadores da empresa investem e, de certa forma, cobram os funcionários com relação a investir na educação e terminar os estudos. E a jornada desses colaboradores acaba fazendo parte da jornada da marca.

Legenda: Imperador Alimentos, feito de pessoas reais | Rosi Almeida

 A alimentação está diretamente relacionada aos fatores culturais e comportamentais dos brasileiros. A família sempre esteve pautada desde o começo do projeto. As palavras-chave para mudança da marca eram Família, Amor e Nobreza. “É em volta da mesa que acontecem os melhores laços. Nosso conceito de família é abrangente e não se resume meramente à “família tradicional” como muitos colocam na nossa atualidade. E isso se demonstra no nosso dia a dia”, Higor comenta e demonstra com um vídeo da série que fala de inclusão e diversidade com o carinho e a proposta de valor intrínsecos da marca:

Legenda: Humanizar é ter uma personalidade que envolva inclusão e diversidade

“Conservando com amor” é o slogan da marca. “A ideia é de conservar o que há de melhor nas relações humanas, na culinária, nos alimentos e, é claro, nos nossos produtos.” – Higor Toledo. E a palavra conservar reflete não apenas o lado humano, mas sustentável em todos os sentidos. “Essa humanização, presente em todo o processo, envolve um caminho até chegar na mesa do nosso consumidor”.

Legenda: Produção do palmito Imperador, o palmito de açaí

Por meio de trabalhos de experimentação dos produtos, treinamentos e diversas outras ações, a Imperador trabalha o Endobranding e o Endomarketing para nutrir a experiência de marca, algo que surgiu no começo da gestão de branding na empresa com a análise sensorial dos produtos:

“Temos produtos de extrema qualidade, seria necessário que nosso público contemplasse isso com uma experiência sensorial que causasse lembrança. Dentro disso, conseguimos excelentes resultados com fãs e advogados da marca. Isso acontece interna e externamente.”

O trabalho de endobranding é essencial quando se trata de humanização da marca, principalmente quando pensamos nos desafios do branding com relação à gestão dos inúmeros pontos de contato da marca.

A Imperador enxerga inúmeros e imensos desafios, pois precisa considerar produtores, distribuição, PDV, administrativo e outros dentro de uma cadeia que supre diversas praças como Minas Gerais, Brasília, Tocantins e Goiás, além de São Paulo, Rio de Janeiro e, indiretamente, outras partes do país através de distribuidoras. “É preciso explicar cada passo de uma maneira bem didática. Esse universo da comunicação e todas as suas vertentes exigem um suporte da empresa que nunca existiu e isso pode causar certa estranheza dentro do público interno, o que não chega a ser um grande problema ou algo que te impeça de prosseguir”, finaliza Higor, que reforça que os desafios da marca são propulsores para a expansão e novas soluções quando uma marca é inovadora e essencialmente brasileira.

Legenda: Família real de pessoas reais

Legenda: Emoção na campanha de Dia dos Pais

Diversos gestores de empresas aproveitam o tempo em quarentena para realizar estudos de branding nas suas empresas, esquecendo também da sua marca pessoal.

Perceber como você, seu discurso e propósito são vistos é parte essencial para construir uma imagem sólida, que deveria ser levada em consideração durante esse momento de distanciamento social.

Durante um webinar direcionado a diversos profissionais de comunicação, Lucas Lima, diretor de marca e relacionamento da midiaria.com, e Marcia Auriani, gestora executiva do InfoBranding, discutiram sobre a necessidade de cada profissional cuidar da sua imagem.

Jogar o jogo em vez de só assistir

Para os especialistas, o primeiro ponto que o profissional deve se atentar é definir um ponto de partida. “A pessoa, independentemente do cargo, tem que conhecer seus atributos, para que ela consiga se comunicar com o mercado”, afirma Lima. Ele ainda cita que é importante se diferenciar de outras marcas, desenvolvendo novas habilidades e explorando novas áreas.

Já para Marcia Auriani, a construção de uma boa marca pessoal deve começar pela paixão. “É como estar apaixonado. Devemos acordar com aquela alegria, viver intensamente, motivados em dar o melhor de si”.

Ela ressalta ainda que a pessoa deve ter foco em suas ações e desafios, buscando aumentar a sua capacitação e ter um repertório diferenciado de conhecimento.

“Não basta apenas ir ao jogo, tem que vivenciá-lo, se preparar para ele. Todo profissional tem que se capacitar para dar o seu melhor e possuir foco, reputação e repertório. O branding só existe se cuidarmos da reputação primeiro”, explica.

 O sucesso de outras marcas pessoais

Diversas empresas de sucesso, nacionais e internacionais, estão ligadas à força das marcas pessoais de seus donos e executivos. É o caso da Luiza Trajano, CEO da Magazine Luiza, e Oprah Winfrey, apresentadora de televisão dos EUA.

No caso das referências apresentadas, tanto para Lucas Lima e Marcia Auriani, a capacitação e o amor durante a entrega são os diferenciais que transformaram essas profissionais em personalidades de referência. “A Luiza Trajano mantém um carinho com o pequeno empresário, uma vez que ela começou dessa forma e a sua empresa cresceu. Assim, ela espera que todos evoluam com ela”, afirma Lima.

“A Oprah venceu uma situação totalmente desfavorável para crescer e se tornar uma das maiores empresárias dos EUA. Investiu seu tempo em estudo, capacitação e oratória para alcançar o público com que gostaria de falar”, cita Marcia.

A força do Social Media

Um dos pontos que o profissional deve trabalhar constantemente são suas redes sociais. De acordo Marcia, elas devem ser pensadas não apenas como o local de reunião de amigos e familiares, mas como um veículo de comunicação de sua trajetória e do propósito da pessoa.

“O profissional deve tratar com mais carinho as suas redes sociais. O seu discurso deve estar alinhado com a imagem que ele quer passar ao mercado, evitando compartilhar qualquer mensagem fora do que realmente acredita. O mercado quer conteúdo de qualidade”, afirma.

Marcia Auriani ainda destaca que a produção de conteúdos exclusivos, como artigos, cursos e experiência, possibilitam um networking melhor, bem como fortalece a imagem pessoal.

Via: midiaria.com

Inspirada pelo lançamento da nave espacial Falcon 9, da SpaceX, em parceria com a Nasa, a marca Jontex estreia campanha que celebra o produto Jontex Orgasmo em Sintonia e reforça seu DNA de inovação e tecnologia de produtos.

O filme é uma referência direta ao foguete norte-americano, e passa a fazer alusão ao produto da marca quando mostra um homem retardando a contagem regressiva do lançamento na estação especial, como se esperasse algo. Até o momento em que a mão de uma mulher entra em cena e, juntos, eles acionam o lançamento e ressaltam o principal benefício do produto, o aumento do prazer da intimidade a dois, que proporciona ao casal o mesmo ritmo.

Tanto a locução quanto o letreiro do filme ressaltam a seguinte mensagem: “Cheguem JuntXs ao espaço. Jontex Orgasmo em Sintonia. Retardante para ele, acelerante para ela. Sintonizante para os dois”.

“Trata-se de um momento super oportuno. Contudo, a agilidade só foi possível porque estávamos trabalhando nesse projeto em 3D anteriormente e pudemos adaptar para o momento atual”, explica Laura Azevedo, diretora de criação da BETC/Havas. “Um dos nossos principais valores é a identificação com a cultura pop, se algo é notícia no mundo, estamos lá, pensando nessas oportunidades para nossos clientes”, completa Andrea Siqueira, diretora executiva de criação.

A campanha será veiculada exclusivamente no ambiente digital e já pode ser vista nas redes sociais de Jontex.