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Amanda Higa

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Você se preocupa mais com suas forças ou fraquezas?

Com a correria do dia-a-dia, dificilmente paramos para reparar onde estamos colocando a nossa atenção, e isto pode estar embaraçando a nossa felicidade (não só no trabalho mas também nos relacionamentos).

Na palestra que aconteceu na HSM Expo Management deste ano, Tal Ben-Shahar (professor de dois dos cursos mais populares da história da Harvard University: Psicologia Positiva e Psicologia da Liderança) tratou sobre o tema “Psicologia Positiva: a ciência da felicidade no trabalho” no painel de liderança e gestão de pessoas.

Esta ciência aborda a Felicidade, a partir da década de 80, com uma perspectiva diferente da até então utilizada pela psicologia tradicional, ainda utilizando-se de bases científicas.

Ben-Shahar informa que a ciência da felicidade trata de concentrar-se naquilo que funciona, enquanto a psicologia tradicional direciona suas análises com foco em perguntas acerca do que não está funcionando. Por exemplo, em vez de focar no porquê determinados indivíduos fracassavam, concentrando-se no erro, passaram a investigar o sucesso (sem desconsiderar os pontos negativos, que também são essenciais na psicologia positiva, catalisando, desta forma, as análises).

Um estudo analisou as características de crianças que obtiveram sucesso e destaque dentre as demais. A análise mostrou que não se tratavam de “super crianças”, mas que estas possuíam características normais e ainda assim alcançavam resultados extraordinários.

Confira as características encontradas:

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  • Resiliência
    Temos que ser resilientes porque a vida constantemente nos proporciona momentos difíceis. É preciso ter a capacidade de se recuperar das atitudes falhas e dos fracassos.
  • Definição de metas
    Ter algo para alcançar é importante e só pode se tornar possível a partir do momento em que o temos em mente.
  • Voluntariado
    Doar e auxiliar o próximo não é apenas um clichê para alimentar a felicidade de quem exerce. Um estudo da Harvard Business School constatou que existe uma relação significativa entre a felicidade e o ato de doar.
  • Perspectiva otimista
    Não refere-se à esperança deslumbrada de que “tudo vai dar certo”, mas do pensamento “se eu me esforçar, vou conseguir”.
  • Possuir modelos
    Ter referências, pessoas que o inspire!
  • Concentração nos pontos fortes
    Focar no que faz melhor, mas sem desconsiderar os pontos fracos.
  • Praticar exercícios físicos regularmente
    Além de ser benéfico à saúde, estimula a criatividade, permite que as pessoas fiquem mais calmas e abertas ao trabalho em grupo.

Concluiu-se, então, que o caminho para a felicidade, para a liderança e para a vida não está em segredos ou super poderes, mas em encarar a realidade.

Quais são seus pontos fortes? O que lhe motiva?
Segundo Ben-Shahar, é na sobreposição destas duas perguntas que você encontrará mais sucesso!

“Alcançar a felicidade não diz respeito a trabalhar menos, mas a trabalhar duro para as coisas certas” (Tal Ben-Shahar)

Fonte: HSM Educação Executiva
Fonte: HSM Educação Executiva

O que funciona na sua vida, no seu departamento, na sua equipe?
Analise o foco de seus questionamentos, pois as respostas estão nas perguntas que fazemos.

“Promover a mudança na própria vida depende de você.” (Tal Ben-Shahar)

Marcas são feitas por pessoas e para pessoas. Líderes, equipes e relacionamentos são construídos e aperfeiçoados a cada dia. Se quiser alcançar pleno potencial da organização ou dos relacionamentos é preciso começar em você.

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No último dia 29, o Sport Club Corinthians fechou uma parceria com a 20th Century Fox International para criar produtos licenciados com a famosa família da TV americana – Os Simpsons.

A parceria foi oficializada no final da tarde de hoje (04) no jogo contra o Sport. Segundo a Agência Corinthians, o ônibus que transporta a delegação corinthiana chegou à Arena Corinthians com uma “cara” nova e comemorativa ao momento. E no desembarque, além dos jogadores e membros da comissão técnica, Homer, um dos principais personagens da animação, também marcou presença.

Fonte: Site oficial do Sport Club Corinthians Paulista (http://www.corinthians.com.br/)
Fonte: Site oficial do Sport Club Corinthians Paulista

Outro detalhe que caracteriza a parceria é a tipografia amarela, a mesma utilizada pela série, que também foi utilizada para identificar os nomes dos jogadores na camisa.

O Corinthians foi o quinto time do mundo a fechar uma parceria com a Fox (além de Barcelona, Boca Juniors, Chelsea e Zenit), mas o primeiro a licenciar produtos com a imagem de Bart, Lisa, Meg, Marge e Homer.

Como esperado, a notícia recebeu uma rápida resposta do público nas redes sociais:

Fonte: Fanpage oficial do Sport Club Corinthians Paulista no Facebook
Fonte: Fanpage oficial do Sport Club Corinthians Paulista no Facebook

Entretanto, apesar de muitos terem vibrado com a notícia, não podemos esquecer que Os Simpsons não é apenas uma série de sucesso norte-americano, mas é uma marca bastante querida pelos brasileiros incluindo torcedores “não-corinthianos” ou até “anti-corinthianos”. Então, é claro, não deixarão de aparecer comentários lamentando a associação dos personagens amarelos ao time alvinegro.

Fonte: Site oficial do Sport Club Corinthians Paulista
Fonte: Site oficial do Sport Club Corinthians Paulista

 


 

Consultas:

Fonte da imagem de destaque: https://www.facebook.com/corinthians

http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/camisa-do-corinthians-fara-referencia-aos-simpsons

http://www1.folha.uol.com.br/esporte/2014/10/1526877-onibus-do-corinthians-e-envelopado-com-desenho-os-simpsons.shtml

http://www.corinthians.com.br/site/noticias/2014/10/04/17h54-id23947-com-presenca-de-homer-na-arena-parceria-com-os-simpsons-e-lancada.shtml#.VDBubfldUXw

 

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Sabemos que gerir a marca pessoal e se atentar a todas as ações que refletem na imagem da marca são de extrema importância. E hoje, ao pensarmos em líderes – que não só conduzem, mas motivam e inspiram as pessoas – podemos entender como características e ações interferem de forma significativa nessa percepção.

Com base no estudo Nextview People/DMRH com 4.599 executivos, existem cinco características essenciais para um líder empresarial no Brasil:

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Danilca Rodrigues Galdini, diretora da Nextview People, observa que esse resultado confirma que o século 21 trouxe uma mudança de paradigma no modelo de gestão dos negócios, onde o foco deixou de ser em custo e passou a ser em pessoas (público interno e externo), embora muitos ainda duvidem (2014).

A exemplo desta mudança, gerar resultados apareceu apenas em 6º lugar (36%) e estabelecer metas desafiadoras em 12º (19%).

Confira o ranking dos líderes admirados pelos brasileiros segundo a pesquisa:

Líderes Mundiais:

  1. Steve Jobs;
  2. Nelson Mandela;
  3. Líder ou ex-líder direto;
  4. Pai ou mãe;
  5. Bill Gates;
  6. Jorge Paulo Lemann;
  7. Jack Welch;
  8. Fernando Henrique Cardoso;
  9. Papa Francisco;
  10. Antônio Ermírio de Moraes.

Líderes Nacionais:

  1. Líder ou ex-líder direto;
  2. Pai ou mãe;
  3. Jorge Paulo Lemann;
  4. Fernando Henrique Cardoso;
  5. Antônio Ermírio de Moraes;
  6. Abilio Diniz;
  7. Fábio Barbosa;
  8. Roberto Justus;
  9. Bernardinho;
  10. Silvio Santos / Ayrton Senna.

Os entrevistados justificaram sua admiração pelos líderes citados em ambos os rankings por sete atributos principais: foco em pessoas, capacidade de dar o exemplo, conduta ética, bom estilo de gestão, inovação, poder de fazer a diferença e foco em resultados.

REFERÊNCIA

GALDINI, Danilca Rodrigues. Que líderes inspiram nossos executivos? HSM Management. nº 105. Pg.18-pg.19.  Jul./Ago. 2014.

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O padrão masculino já não segue mais o mesmo roteiro. Já não é de hoje que eles expressam emoções, executam tarefas domésticas sem receio, integram a cor de rosa ao guarda-roupas, mas dentre as diversas preferências e características que delineiam o perfil do homem contemporâneo, uma delas é fato: os homens estão mais vaidosos.

A pesquisa “ELES – Um estudo sobre homens”, apresentada pela revista VIP, realizada pela editora Abril e VOX com apoio da Quatro Rodas e Playboy, mostra o perfil do homem brasileiro de hoje construído por consultores em um grande estudo que abordou perspectivas em Sociologia, Antropologia, História e Comportamento.

Eduardo Bueno, escritor e historiador, defende: “o homem brasileiro de hoje é mais vaidoso graças à influência indígena. É considerado um dos mais asseados do mundo e o segundo maior consumidor mundial de produtos de higiene”.

Mudanças de comportamento, anseios e preferências são fatores de extrema importância para aqueles que estudam ou trabalham com marcas, principalmente quando falamos em consumo e tendências.

Apesar do preconceito, machismo e conservadorismo ainda serem conceitos arraigados em nossa cultura, o mundo em constante movimento e transformação vai se adaptando, ajustando, e refletindo em mudanças de comportamento e atitude.

Carolina Sangiovanni, da Choco la Design, fez uma análise da pesquisa ELES e afirma: “as mudanças sócio-econômicas definem o mundo em que vivemos, além de guiarem estratégias das marcas que fazem parte das vidas dos indivíduos que estão inseridos em nossa sociedade”.

AFINAL, COMO AS MARCAS DO MUNDO DA BELEZA ESTÃO TRABALHANDO ESTE SEGMENTO?

Para muitos e muitas, o cuidado com a aparência e estética não mais prejudica a ideia de masculinidade. Cuidado com os cabelos, pele, e até depilação vão se tornando assuntos de interesse do público masculino.

A gama de produtos e serviços oferecidos hoje neste segmento vão além dos tradicionais pós-barba, gel capilar, desodorantes e perfumes. A lista de produtos cosméticos masculinos, além de buscar atender às necessidades básicas de desempenho e praticidade – características priorizadas pelos homens, passam a trabalhar cada vez mais a segmentação para atender um público cada vez mais adepto aos cuidados pessoais.

A Natura, por exemplo, trabalha desde 1979 a linha masculina Natura Sr N, direcionada aos 35+ com produtos e fragrâncias desenvolvidas ao homem maduro, mas oferece também a linha Natura Homem, com uma identidade mais ousada, além das demais fragrâncias (Kaiak, Biografia, Sintonia, Horus e outras) com suas variações. E em 2011 lançou a linha Natura VôVó – com o conceito de produtos que cuidam e celebram a relação entre avós e netos – que inclui, é claro, produtos voltados aos vovôs.

homem-natura“Os homens brasileiros estão mais conscientes de si mesmos do que nunca, e este segmento de mercado deverá ter um crescimento dinâmico em vendas, impulsionado em grande parte pela introdução de produtos sofisticados de valor agregado”, diz a Gerente de Exposições Cathy Laporte para a In-Cosmetics (2014).

Com o mercado de cosméticos em constante expansão no Brasil, além das vendas de grandes companhias globais, como Unilever e Procter & Gamble, estarem crescendo rapidamente no país, marcas de luxo, como L’Occitane, já se acumulam (The Economist, 2014). E não só elas, mas muitas outras marcas enxergam esse nicho de mercado e procuram atender suas necessidades específicas que são diferentes das femininas em perfil, preferências e também fisiologia. Afinal, cuidar de si faz bem e não é privilégio apenas das mulheres.

PARA SABER MAIS:

ELES – Um estudo sobre homens:
http://www.estudoeles.com.br

Choco la Design:
http://chocoladesign.com/eles-um-estudo-sobre-homens

In-Cosmetics, 2014:
http://www.cosmeticosbr.com.br/conteudo/materias/materia.asp?id=3479

The Economist. HSBC Global Connections, 2014:
https://globalconnections.hsbc.com/brazil/pt/articles/mercado-de-cosmeticos-no-brasil-um-setor-em-expansao

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QUAL A IMPORTÂNCIA DO NOME?

Seja para animais, objetos, lugares ou pessoas, os nomes têm como função básica a identificação. E desde a antiguidade os nomes recebiam extrema importância, sendo usados não apenas para identificar algo, mas eram dotados de significados. De forma expressiva, os nomes então representavam a personalidade dos indivíduos.

E O QUE PODEMOS DIZER COM RELAÇÃO AS MARCAS?

Mais do que apenas orientado por um gosto pessoal, o nome de uma marca também deve ser analisado com devida importância e pensado estrategicamente, considerando os vínculos e associações que poderão ser criados na mente das pessoas, o potencial da representação visual por meio da identidade da marca, o alinhamento com seu propósito, a fonética que pode variar de região para região e interferir na pronúncia e lembrança da marca, além da facilidade de compreensão e originalidade.

A definição do nome, a identidade verbal (que precede a visual) de uma marca, é um processo conhecido como Naming.

Gabriel Meneses já explicou um pouco sobre o processo de naming no artigo “O que representa o nome de uma marca?”:

“um processo multidisciplinar, que abrange conhecimentos relativos à linguística, design, cultura, marketing, estratégia e legislação. Processo que demanda inúmeras pesquisas, testes de viabilidade e que deve ser desenvolvido com olhar crítico por parte da equipe responsável, que não apenas deve gostar da opção escolhida, mas também se assegurar de sua funcionalidade e coerência em relação ao que a marca em questão vai representar.”

Para entender melhor as etapas com as quais o processo de naming está relacionado, podemos visualizar no diagrama abaixo disponível na publicação da ABA e idealizada pelo Comitê de Melhor Prática de Branding:

Fonte: ABA
Fonte: ABA

O naming deve estar alinhado às estratégias de negócios e da marca, e transmitirá valor juntamente com o processo de design, comunicação e experiências da marca.

O nome, além de identificar e significar, também é um elemento duradouro. Aaker afirma que um nome é muito mais permanente que a maioria dos outros elementos de um programa de marketing. “Uma embalagem, um preço ou um tema da campanha podem comumente ser alterados com muito mais facilidade do que o nome.” (AAKER, 1998)

Pesquisa, análise, fundamentação e visão estratégica são essenciais para um processo mais eficaz na definição de um nome. A marca é estruturada por um conjunto de fatores e elementos. E é importante lembrar que o nome da marca é a origem de sua identidade. Não pense no nome como “apenas” um nome.

REFERÊNCIAS

AAKER, David A. Marcas: Brand equity – Gerenciando o valor da marca. São Paulo: Negócio, 1998.

ABA Disponível em: <http://www.aba.com.br/>

MENESES, Gabriel. O que representa o nome de uma marca? InfoBranding: Mai. 2013. Disponível em: <http://www.infobranding.com.br/o-que-representa-o-nome-de-uma-marca-2/>

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Ao pensar em seu modelo de negócio, qual a importância dedicada à base de sua cadeia produtiva? E aos processos até a entrega do produto?

Muitas empresas optam por escolhas baseadas apenas no quesito custo. Sim, sabemos que o custo é um fator extremamente relevante para a viabilidade de uma empresa, mas será que optar por determinados fornecedores ou processos para garantir menor preço no produto final é sempre o melhor caminho?

MARCA E REPUTAÇÃO

Branding é construído a longo prazo.

No artigo “Marca e Reputação: Igual ou Diferente?”, Marcelo Toledo diferencia Marca (a promessa, relevância e diferenciação da empresa, a soma de percepções acerca de seus produtos ou serviços) de Reputação (construída por meio de experiências e formada racionalmente, é o respeito, a soma de percepções sobre as ações corporativas da empresa, sua legitimidade perante seus públicos).

Desta forma, uma marca pode tornar-se forte e reconhecida, mas ao mesmo tempo sua reputação pode ser comprometida por uma sequência de fatos ou por uma simples ação da empresa em algum de seus pontos de contato.

A procedência e os processos da cadeia de produção podem impactar não só na questão qualidade, mas também estão relacionados aos atributos de segurança, sustentabilidade, responsabilidade social e ecológica da marca:

  • Exigências, normas, testes e avaliações são impostos por órgãos que regulamentam, monitoram e fiscalizam produtos e serviços para garantir a segurança do consumidor, mas ainda assim encontramos casos de produtos com substâncias tóxicas prejudiciais à saúde das pessoas.
  • Grandes marcas já enfrentarem problemas relacionados à sua cadeia produtiva, como o uso de mão-de-obra irregular, impactando na imagem da marca.
  • A safra e origem das uvas determinam a escolha de muitos apreciadores de vinhos.

Empresas utilizam a valorização de sua cadeia produtiva – da extração da matéria-prima, processo de produção até a disponibilização no ponto-de-venda – para mostrar ao consumidor o diferencial e o valor do que está comprando.

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BRAND EQUITY

A cadeia produtiva é o conjunto de atividades que se articulam progressivamente desde os insumos básicos até o produto final, incluindo distribuição e comercialização, constituindo-se em segmentos (elos) de uma corrente (conceito do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).

Além de impactar as marcas nos quesitos já apresentados, as atividades deste ciclo também podem influenciar positiva ou negativamente no brand equity das marcas por meio das cinco categorias que Aaker define:

  1. Lealdade à marca;
  2. Conhecimento do nome;
  3. Qualidade percebida;
  4. Associações à marca;
  5. Outros ativos do proprietário da marca: patentes, trademarks, relações com os canais de distribuição, etc.

Estes fatores afetam a confiança do consumidor na decisão de compra (devido à experiência passada ou à familiaridade com a marca e suas características). E tanto a qualidade percebida quanto as associações da marca podem aumentar a satisfação do consumidor com a experiência de utilização. (AAKER, 1998)

Assim, as escolhas e ações tomadas ao longo da cadeia produtiva devem ser analisadas de forma estratégica, equilibrando viabilidade, funcionalidade e foco no cliente, já que o brand equity cria valor não apenas aos consumidores, mas também para a empresa.

Referências:

AAKER, David A. Marcas: Brand equity – Gerenciando o valor da marca. São Paulo: Negócio, 1998.

http://www.desenvolvimento.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=2&menu=3252

http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Dilemas/noticia/2014/01/greenpeace-alerta-sobre-toxicos-em-roupas-infantis-de-marcas-internacionais.html

http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI22374-16380,00-AVANCAR+OU.html

Marca e Reputação: Igual ou Diferente?

http://veja.abril.com.br/noticia/economia/mais-6-marcas-envolvidas-com-mao-de-obra-escrava

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O que o mundo perderia se a sua marca sumisse?

Esta é a indagação que referenciou um debate sobre estratégias de marketing na HSM Expo Management que aconteceu em novembro de 2013, contando com a presença de Philip Kotler, Regis McKenna, Jaime Troiano e Walter Isaacson.

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Fonte: HSM Management, 2014.

No evento, Kotler ressaltou que a construção de uma marca continua sendo o elemento mais importante de uma estratégia de marketing. E o conceito do que uma marca deve ser também não mudou: refletir o propósito da empresa. Entretanto, o que está mudando é o consumidor, cada vez mais exigente com as marcas que escolhe (HSM MANAGEMENT, 2014).

Assim, entender e estar atento ao consumidor não deveriam constar na lista de atividades estratégicas da empresa a fim de aumentar reputação e vendas, mas sim nas atividades básicas e essenciais para a sua permanência no mercado.

Na decisão de compra o preço pesa 9% enquanto a relação com a marca impacta em 70% (AYR Worldwide).

O propósito, ainda como o principal elemento para a construção da marca, quando bem definido torna-se um forte aliado para proporcionar engajamento e direcionar as ações da empresa, além de estabelecer foco ao conectar-se ao público com o qual se relaciona.

” Ao endereçar um propósito relevante para seus stakeholders, uma marca amplia sua confiança, o que gera melhores condições para que se atribua a ela um valor superior. Além disso, ela fortalece seus relacionamentos, compartilha benefícios junto à sociedade, sem deixar de favorecer um incremento em sua performance comercial.” Rodolfo Araújo e Sharon Hess, da Edelman Significa.

Confira outras lições da HSM ExpoManagement acerca de marketing e branding apontadas pelos especialistas:

  • Entenda que a tecnologia muda o marketing, porque muda as pessoas (Regis McKenna);
  • Devemos reverter o déficit de profundidade. Não dá para querer resolver tudo com virais (Jaime Troiano);
  • A integração ponta a ponta, com controle da experiência de compra do consumidor, foi um diferencial importante da Apple; é boa ideia chegar perto disso (Walter Isaacson);
  • Construa uma extraordinária responsabilidade socioambiental empresarial (RSE), ou morrerá em breve, e faça parcerias ganha-ganha com governos e ONGs (Philip Kotler);
  • Responda com sinceridade: o que o mundo perderia se sua marca deixasse de existir amanhã? (Troiano);
  • Para chegar a 2020, as empresas devem investir em seis pilares: ser rápida, urbana, tribal, universal, radical e ética (Luís Rasquilha);
  • É preciso investir de verdade na economia da experiência (Rasquilha);
  • Os departamentos de marketing devem trabalhar em parceria com os departamentos de tecnologia, e estes, por sua vez, devem trocar os técnicos que normalmente contratam pelos geeks (McKenna);
  • A tendência favorece produtos para relaxamento (Rasquilha);
  • Preste atenção às ações que criam clientes mais fiéis no caso das empresas mais queridas [do livro homônimo de Raj Sisodia]: o serviço extraordinário, garantias extraordinárias e o treinamento e consulta aos clientes se destacam (Kotler);
  • Atente especialmente ao fato de que as empresas mais queridas na pagam excessivamente seus executivos, mas remuneram os trabalhadores com salários superiores aos da concorrência e despendem menos em marketing do que a maioria das empresas (Kotler).Fonte: HSM MANAGEMENT, 2014.

 

REFERÊNCIAS

HSM Management. O que o mundo perderia se sua marca sumisse? Ed. 102, Jan.-Fev. 2014. p. 28-31.

ARAUJO, Rodolfo; HESS, Sharon. Goodpurpose. Disponível em: <http://www.edelman.com.br/white-paper/proposito-e-o-mercado-brasileiro-riscos-e-oportunidades/>.

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Ouvimos muito falar que as marcas são como pessoas, de que é possível personificá-las, estudar seu comportamento, personalidade, tom de voz, entender seu propósito e até nos surpreender com suas reações inesperadas.

Mas será que, da mesma forma que as marcas podem utilizar estratégias mais humanizadas, podemos também dizer o contrário: pessoas podem ser marcas?

Alguns afirmam que sim, mas faço parte do time que acredita que pessoas não são marcas mas podem desenvolver (ter) uma marca pessoal. Ou seja, de maneira intencional e estratégica podemos estabelecer nosso posicionamento e transmitir nosso propósito, assim como podemos transmitir nossa identidade em tudo o que fazemos.

A internet é uma grande vitrine no ciberespaço, onde empresas e pessoas interagem expondo suas marcas, interesses, e competem por igual pela atenção dos usuários, principalmente nas redes sociais.

Martha Gabriel apresenta a realidade em que vivemos:

“Com a disseminação do uso de plataformas de redes sociais online, cada vez mais as pessoas compartilham suas informações pessoais e profissionais nesses ambientes. As empresas, por sua vez, têm adotado como prática cada vez mais frequente consultar os perfis dos candidatos como parte do processo seletivo de contratação — a entrevista de emprego começa nas mídias sociais.”

Marshall Mcluhan, pensador canadense e teórico da comunicação, estava à frente de seu tempo e já afirmava que “Nosso tempo é um mundo novo em folha do tudo ao mesmo tempo agora. O tempo cessou, o espaço desapareceu. Vivemos agora em uma aldeia global”. 

E nesta aldeia global a espontaneidade ao publicar fotos, vídeos e outras informações na internet faz com que, ao longo do tempo, um histórico de sua vida seja registrado, mostrando por onde você esteve e com quem, quais são seus amigos e familiares, o que você comeu hoje, ontem e do que está com vontade, qual o seu temperamento durante os dias e outras infinidades de coisas. Tudo depende do seu comportamento e posicionamento nas redes.

Preocupar-se com o que é publicado nas redes sociais envolve questões não apenas estratégicas, mas de segurança, comportamento e até emocional.

Como você tem utilizado e pensado para a sua marca pessoal?

Vale lembrar que a marca pode se descrever da maneira que gostaria de ser vista, porém, este é apenas um detalhe. Sua imagem é percebida, sobretudo, por meio de suas atitudes, por sua conduta – tudo aquilo que você fala, curte, publica, compartilha, se relaciona ou expressa on e offline – que reflete nesta percepção e ainda pode contrariar seu posicionamento.

Agora, indo além do ambiente digital, é interessante fazer esta reflexão: você tem transmitido sua identidade em tudo o que faz, mostrando seu diferencial e exclusividade, ou tem feito seu trabalho como qualquer outro profissional, falando com as pessoas sem mostrar conteúdo e valores próprios, sem ter uma história pra contar e objetivos a alcançar?

Assim como existem marcas corporativas que vivem à sombra de grandes referências em busca de conseguir o mesmo sucesso, muitas pessoas também deixam de construir seu próprio universo de marca; seja por falta de encorajamento, ou por nunca terem pensado em marcar com aquilo que tem de melhor para oferecer.

Cada marca pessoal é exclusiva e carrega um potencial profissional para construir uma história única. Para isso, assim como todas as marcas, é preciso ter em mente sua missão, visão, valores e propósito, expressando sua essência de forma coerente em tudo o que fizer.

E antes de tudo, lembre-se: a marca pessoal deve ser construída para agregar valor, diferenciar e transmitir uma mensagem de forma mais clara. Cuidado para não cair na armadilha de tentar se enquadrar à percepção do outro e perder sua autenticidade.

“Não tentes ser bem sucedido, tenta antes ser um homem de valor.” Albert Einstein


REFERÊNCIAS

GABRIEL, Martha. As Mídias Sociais e a Gestão da Carreira Profissional. Jan. 2012. Disponível em: <http://www.martha.com.br/as-midias-sociais-e-a-gestao-da-carreira-profissional/> Acesso em: 13 Out. 2013.

McLUHAN, Marshall; FIORE, Quentin. The Medium is the Massage. An inventory of Effects. New York: Bantam Books, 1967.

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Não me chame de amigo, colega, querido. Não finja que me ama!

Estudando sobre a importância dos sentimentos, das emoções e do olhar voltado ao ser humano para a gestão e as marcas, acabei me deparando também com o outro lado da moeda.

Atualmente este olhar mais humano, enxergar as pessoas e suas necessidades são sim fatores importantes e essenciais, mas vez ou outra algumas marcas extrapolam na dose de amor e outras, pior, escrevem uma história de enganação achando que conseguirão fidelidade e alavancar o equity da marca.

Tais situações não se aplicam apenas a empresas ou produtos, mas também a serviços e até marcas pessoais: políticos fazem declarações e comunicam promessas não cumpridas, a propaganda mostra um restaurante convidativo e o atendimento fica a desejar, o institucional exibe uma empresa feliz e funcionários satisfeitos, mas é pautada por falta de ética e injustiças, a placa de oferta esconde a incontável quantidade de parcelas, propostas amigáveis disfarçam inúmeras condições em letras miúdas. Quem nunca passou por situações como estas?

As marcas são como pessoas, têm nome, aparência (identidade e comunicação visual), possuem missão, visão, valores e um propósito, tom de voz (a maneira como se comunica com seu público, a expressão verbal de sua personalidade) e todo um universo que as envolve. Todos estes pontos precisam estar alinhados para que a marca não apenas seja forte, mas também tenha uma boa reputação.

E assim como as pessoas, não adianta uma marca construir um discurso visando atingir o coração de seu público-alvo se não cumprir aquilo que promete, ou seja, deixar de entregar aquilo que propõe. Ao contrário, pode comprometer todo o investimento e esforços dedicados a imagem da marca e ainda a sua reputação.

Então como algumas marcas conseguem ser amadas sem precisar chamar o consumidor de “querido”?

Cumprir a promessa da marca, por mais simples que ela seja, é essencial. Por isso, não se deve prometer o que está além de sua capacidade ou que não esteja de acordo com seus valores e propósito.

Estar sempre atento aos seus consumidores, principalmente nas redes sociais, muitas marcas acabam cometendo deslizes no intuito de conseguir mais seguidores e implorando por fãs. Estar atento ao comportamento do consumidor pode evitar transtornos e proporcionar estratégias mais assertivas. Um olhar com empatia é essencial!

“As Lovemarks não são propriedade dos fabricantes, dos produtores, das empresas. São das pessoas que as amam”. Kevin Roberts

Respeito e amor andam lado a lado. O amor não pode ser exigido, é espontâneo e requer tempo para ser consolidado. O diagrama utilizado na Saatchi & Saatchi apresenta os commodities (as pessoas precisam, mas não desejam), os modismos (amados por um momento e logo deixados de lado), as marcas (consolidadas e respeitadas, mas com pouca emoção), e, por fim, as lovemarks (muito amadas e respeitadas).

(Fonte: Adaptado de ROBERTS (2005, p. 149)

Contar histórias e surpreender. Hoje não se pode esperar ser uma marca amada apenas por dizer “bom dia” todos os dias no Facebook ou fazendo um comercial poético com uma família feliz tomando café da manhã. O desafio das marcas é contar histórias de forma diferente, surpreendendo consumidores cada vez mais exigentes de forma a envolvê-los.

As marcas não precisam ser todas amadas e envolventes. É possível ter sucesso e lucratividade com um modismo, um commoditie de qualidade ou com marcas respeitadas que não envolvam laços emocionais. Por outro lado, uma marca também pode ter sucesso chamando o consumidor de “amigo” desde que este tom de voz esteja alinhado com a gestão da marca. O importante é gerir com a dose certa de amor e coleguismo, pois falsidade e hipocrisia também podem ser indesejados atributos ligados à sua marca.

REFERÊNCIAS

GOLDMAN, Paula. O que os movimentos sociais nos ensinam. HSM Management. Ed. 100, Setembro-Outubro de 2013. p. 72-75.

ROBERTS, Kevin. Lovemarks: o futuro além das marcas. São Paulo: M. Books do Brasil Editora Ltda., 2005.

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A importância da emoção

A emoção durante anos foi ignorada no ambiente de negócios, enquanto a razão era priorizada e evidenciada. Entretanto, sabemos que inclusive o processo de decisão de compra, já comprovado pela neurociência, é influenciado por experiências e fatores emocionais.

Dan Hill esclarece que decisões racionais sozinhas não conquistam pessoas:

“[empresas e seus líderes] precisam dar conta do emocional, que significa ter capacidade de se conectar com os consumidores e funcionários, sabendo que as emoções são relevantes, sabendo em que sentido são relevantes e também quando exatamente estão sendo invocadas, afinal, a lucratividade de uma empresa depende de como o mercado-alvo internaliza a resposta emocional de quaisquer que sejam as experiências que vive em relação à empresa. Consequentemente, a viabilidade de longo prazo de uma empresa depende de como ela molda, mede e responde aos sentimentos das pessoas”.

Temas como capital humano, endomarketing, endobranding, inteligência e quociente emocional mostram como o valor das pessoas tem sido evidenciado pelas empresas. Considerando que cada organização possui um objetivo próprio e que nem sempre tende à inovação contínua, tão almejada por muitas empresas, as pessoas se tornaram foco inclusive para aquelas que não pretendem inovar.

Jagdish Sheth, professor birmanês da Goizueta Business School (Emory University), apresenta a emoção como modelo de negócios: as empresas que são amadas e admiradas por seus clientes, acionistas e colaboradores possuem mais chances de atender bem ao mercado e manter negócios sustentáveis. Estas empresas abraçam “valores de afeto, cooperação, autenticidade, empatia e reciprocidade para gerar lealdade e alinhamento estratégico”.

Emoção e Inovação

A importância da análise comportamental com o olhar voltado ao ser humano deve-se ao fato de os motivos que estimulam uma inovação bem-sucedida serem humanos e sociais: “As empresas que formulam suas estratégias analisando logicamente dados e informações que as sustentam e depois definem e implementam projetos estratégicos podem fracassar simplesmente porque não levaram em conta o elemento humano e social para a inovação.” West e Coutinho (2012).

Emoção e as Marcas

Cada marca segue seu propósito e de acordo com seus valores busca atingir seus objetivos, mas todas convergem ao fator humano. Algumas marcas vão além da preocupação com seus colaboradores e da análise de seu público-alvo, tornam-se um estilo de vida para pessoas que cultivam sentimentos pela marca. Este é o caso da Harley-Davidson, Apple e Ironman.

Em contrapartida, algumas marcas encontram dificuldade em enxergar o lado emocional de seu produto ou serviço. O especialista e criador do termo “Lovemarks”, Kevin Roberts (2005), respondeu acerca de um questionamento:

“’Você diz que a emoção é a chave para se construir relacionamentos. Trabalho na indústria de tijolos. Como você torna um tijolo emocional?’ Respondi: ‘Você não torna um tijolo emocional. Mas deve falar sobre o que os tijolos representam: lares, famílias reunidas à volta da lareira sentindo-se seguras e aquecidas. Conquistas. Prédios erguidos com camadas de tijolos, cujo sonho inspirador era nada menos que tocar o céu.’”

A importância ao fator humano é essencial para manter o equilíbrio, o bom desempenho e o desenvolvimento da corporação, e apenas quando o público interno acredita na marca e no trabalho que desempenha, é possível impactar o público externo. Hill (2009) acredita que o branding é puramente emocional. E para garantir que a marca seja emocionalmente saudável, cita alguns pontos importantes que devem ser lembrados com relação aos clientes:

  • Criar uma história para que clientes e funcionários queiram dizer “nós” quando falam da marca;
  • As marcas devem projetar um destino que seja maior que a realidade;
  • O relacionamento marca-cliente deve ser sentido como uma amizade;
  • Usar a pesquisa para determinar se a marca de uma empresa apresenta uma história forte à qual os consumidores respondam intuitivamente: é aqui que quero estar.

 

A gestão das marcas por meio de um olhar voltado ao ser humano pode compreender melhor seus colaboradores e consumidores, olhando-os com empatia e procurando entender suas necessidades e desejos, crenças e valores.

Referências:

HILL, Dan. Emotionomics: por que o sentimento dos clientes pela sua marca determina o sucesso do seu negócio. Tradução de Mirna Soares Andrade. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.

HSM MANAGEMENT. Empatia e emoção como modelos de negócio. 05 Dez. 2011. Disponível em: <http://www.hsm.com.br/editorias/estrategia-e-marketing/empatia-e-emocao-como-modelos-de-negocio>. Acesso em: 10 Mar. 2013.

HSM MANAGEMENT. Quando a emoção fala mais alto. 03 Ago. 2011. Disponível em: <http://www.hsm.com.br/editorias/gestao-e-lideranca/quando-emocao-fala-mais-alto>. Acesso em: 09 Mar. 2013.

ROBERTS, Kevin. Lovemarks: o futuro além das marcas. São Paulo: M. Books do Brasil Editora Ltda., 2005.

WEST, Harry; COUTINHO, André. Business Design. Harvard Business Review. Disponível em: <http://www.hbrbr.com.br/materia/business-design>. Acesso em: 05 Jan. 2013.

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