Author

Colaborador InfoBranding

Browsing

O seu negócio está em desenvolvimento e tem pontos que precisam ser melhorados ou está planejando iniciar uma nova empreitada. Sabe exatamente quais são as dores que precisam ser resolvidas? Conhece o cenário em que está inserido? Sabe como extrair os insights mais assertivos e que irão gerar valor para os clientes?

A metodologia do design thinking tem sua origem em um modelo mental que a partir da empatia identifica problemas e busca soluções, muitas vezes não convencionais ou esperadas pelo padrão vigente na empresa.

Para solucionar problemas e também identificá-los sem viés de interpretação e amarras, é necessário ter uma visão que aborde diversas perspectivas em um contexto multidisciplinar onde há espaço para novos insights e inovação.

As pessoas são o centro desse trabalho, participantes ativas da construção de todo o processo em uma série de interações e aprendizagens, onde o erro colabora para traçar novos direcionamentos e identificar oportunidades para inovação.

Segundo Pinheiro e Alt (2012, p. 6), “o Design Thinking se sustenta em um tripé: Empatia, Colaboração e Experimentação”.

1. Empatia

A empatia é nada mais que a compreensão dos desejos e ideias da outra pessoa, tão necessária para identificar os problemas a partir da visão do cliente ou colaboradores. Nessa etapa é preciso ouvir, observar e conhecer todos os envolvidos com o negócio. Você pode organizar reuniões com a equipe, percorrer a experiência de compra ou elaborar entrevistas exploratórias com alguns clientes e fornecedores, para levantar as questões do cotidiano e também entender as dores e valores que clientes e stakeholders reconhecem no seu produto e serviço.

O conteúdo gerado e organizado a partir dessas interações, promove insights que devem ser considerados, relacionados e categorizados para se transformarem em ideias e soluções de novos produtos ou processos para melhorar seus resultados.

2. Experimentação

Avalie cada insight gerado e como ele pode ser desenvolvido dentro do contexto da empresa, agrupe-os em categorias, defina prioridades de acordo com a criticidade para testar a viabilidade e possibilidade de implementação, inicie o processo de experimentação ou prototipagem.

Na etapa de prototipagem é definida a forma como a solução será apresentada, crie um modelo ou simulação a ser testado, aqui há a tangibilização das soluções.

Importante lembrar que essa etapa traz a importância de aprender a errar cedo para aprender logo, a ajustar e evoluir as ideias antes de gastar muitos recursos. É parte do processo a construção do raciocínio para implantação e a formulação de cenários para os negócios futuros.

3. Colaboração

A colaboração entre as pessoas está presente ao longo do processo, que é coletivo e depende do envolvimento de todos criando sinergia e permitindo uma visão ampla do negócio. A organização e os gestores se beneficiam do aprendizado do design thinking ao enxergar o mundo de forma mais conectada, mais próxima do ponto de vista dos clientes.

Pode ser aplicada a negócios, empresas, serviços diversos e tudo o que pode ser transformado para melhor de forma incremental ou para a inovação a favor da estratégia do seu negócio.

Essa abordagemproporciona mais flexibilidade para inovar, passa por momentos de expansão ou convergência em suas várias etapas, não perdendo o foco e ao mesmo tempo proporcionando espaços inventivos, sempre em um trabalho de cocriação entre as pessoas envolvidas, permitindo assim soluções criativas, assertivas e aderentes ao negócio.


Sylvia Luber: Gerente de Marketing na Pier 1 Cruise Experts. MBA em Gestão de Negócios pelo IBMEC, pós graduação em Marketing pelo Mackenzie e graduação em Design Gráfico pela Belas Artes. Atua há mais de 10 anos nas áreas de Marketing e Comunicação, passando pelos setores de educação, saúde e turismo.


Referências:

PINHEIRO, T.e ALT, L. Design Thinking Brasil. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012.

VIANNA, Y.; VIANNA, M.; ADLER, I. K. Design Thinking: Inovação em Negócios. São Paulo: MJV Tecnologia LTDA , 2013.

Imagem: Freepik.

Compartilhe!
error0

Talvez você já tenha ouvido falar sobre do que se trata o licenciamento de marcas e personagens e como ele pode ser uma ferramenta bastante eficiente quando se está pensando em extensões de marca. Caso esta seja a primeira vez que você está ouvindo este termo, explicarei bem rapidinho o que é e você já estará pronto para continuar lendo este texto.

O licenciamento de marcas é basicamente a cessão de direitos que o detentor de uma determinada marca concede a um terceiro, geralmente mediante o pagamento de uma taxa fixa (também chamada de mínimo garantido) e uma porcentagem em royalties, que é a taxa cobrada pelo direito de uso da marca, sobre as vendas. Este terceiro pode utilizar a marca de infinitas maneiras; de produtos licenciados (o exemplo mais simples aqui, em minha opinião, seriam as maçãs da Turma da Mônica), a promoções por tempo determinado, a eventos temáticos, entre tantos outros, tudo definido em contrato.

O licenciamento em si, enquanto área de negócio, com seus players, suas associações, sua mídia especializada, sua agenda de eventos e etc é uma área relativamente jovem, pois, antes de ser institucionalizada, era vista como um negócio marginal, uma forma de trazer receita adicional utilizando uma marca e uma estrutura que já existiam previamente. Porém, já faz um bom tempo desde que licenciamento se tornou coisa séria, que movimenta bilhões de dólares ao ano no varejo.

Bom, chega de blábláblá e vamos ao que interessa! Meu objetivo com este texto é passar a você, leitor, algumas dicas para começar com o pé direito e evitar algumas dores de cabeça bastante comuns a todos aqueles que gerenciam marcas e cogitam trabalhar extensões de marca através do licenciamento:

1. Defina bem seus objetivos

As empresas e marcas podem procurar o licenciamento por uma série de objetivos bastante distintos, que podem variar desde uma forma de obter receita marginal, atingir um público que não era atingido pelo core business da empresa, obter exposição de mídia adicional através de parceiros promocionais, fidelizar clientes, entre tantos outros.

Uma vez que este objetivo estiver bastante claro para todos os envolvidos, fica muito mais fácil definir uma estratégia a seguir, recursos a alocar, definir métricas que nortearão o sucesso da iniciativa, e etc;

2. Leva mais tempo do que você imagina (na maioria das vezes)

Apesar da enxurrada de produtos licenciados que se vê nas prateleiras, de lojas de brinquedos, a varejistas de fast fashion, é importante saber que fazer licenciamento é um tanto complexo, uma vez que se está lidando com o ativo mais importante (e delicado) de uma empresa, que é sua marca. É preciso tomar uma série de precauções para salvaguardar a integridade da marca, bem como garantir os direitos do licenciado (aquele que adquire os direitos de uso da marca).
Além das questões jurídicas, não podemos esquecer todas as questões de desenvolvimento de produto, produção, distribuição, ufa… Claro que há produtos que possuem lead time menor para chegar ao varejo, porém, via de regra, é bem pouco provável que haja resultados financeiros mensuráveis antes dos primeiros 6 a 12 meses do programa. Este modelo lento vem sendo questionado e, aos poucos, transformado por alguns players importantes como a Amazon e outros, porém ainda em pequena escala.

3. Leve o planejamento a sério

Uma das vantagens do licenciamento é que, em boa parte dos casos, pode-se aproveitar uma série de recursos já existentes e apenas adaptá-los para que possam servir ao programa de licenciamento; dos manuais de marca, passando pelos canais de distribuição, estrutura comercial, até as plataformas digitais, tudo isso são ferramentas a serem consideradas ao se estruturar um programa de licenciamento.

Por conta disso, é importante uma imersão no próprio DNA da sua marca, quais são suas fortalezas, suas debilidades, uma vez que uma visão de curto prazo raramente trará bons resultados em licenciamento, correndo-se o risco de superdimensionar os resultados que podem ser atingidos em um determinado espaço de tempo. Isso tudo gera frustração que pode ser facilmente evitada se a etapa de planejamento for levada a sério.

4. Escute seu público-alvo

Se sua empresa possui um vasto portfólio de marcas, o caminho mais fácil parece fazer um laboratório de licenciamento com todas elas simultaneamente e, depois de um certo tempo, ver aquela que se saiu melhor e, a partir daí, concentrar os esforços nela. Porém, na maior parte das vezes, esta não é a melhor escolha a se fazer.

Apesar de não existir uma receita de bolo a ser seguida e que garanta o sucesso, é importante ter clareza de quais marcas estão mais “maduras” para o licenciamento. Seu consumidor é uma bússola quase que infalível para obter esta resposta, uma vez que há marcas que, apesar de sólidas e bem sucedidas, não tem elasticidade o suficiente para sair do seu habitat natural. Ou seja, criar extensões destas marcas apenas geraria estranhamento por parte do consumidor e uma diluição do seu brand equity. Pergunte a quem consome, entenda seus hábitos, estas pessoas gostariam de se relacionar com sua marca fora de sua situação habitual de consumo? Se sim, como?

5. Não existe almoço grátis

Apesar de ter dito acima que muitos recursos já existentes podem ser aproveitados para se iniciar um programa de licenciamento, isto não quer dizer que não é necessário fazer nenhum investimento para que a mágica aconteça. Muito pelo contrário, é importante ter em mente que, por mais bem sucedida que sua marca seja, ela está para entrar em um novo ambiente, irá concorrer com outros players que você sequer imagina (afinal de contas, o licenciamento permite explorar categorias de produtos, serviços e promoções bastante distantes de seu core business), além de ter de quebrar a barreira da entrada no mercado de licenciamento, que já é dominado por players grandes e bem estabelecidos. Porém, isto não quer dizer que o licenciamento seja um negócio “pay to win”, uma vez que isto praticamente eliminaria o lucro, apenas é importante ter em mente os esforços e recursos que deverão ser investidos, para construir um programa de licenciamento sólido e coerente.

6. Faça testes

A maior parte das empresas ainda tem aversão a erros, apesar de todo o conteúdo sobre inovação e a história ter provado que vale a pena testar, experimentar e, consequentemente, errar. Porém, se possível, faço isso rápido e em pequena escala. Vai evitar muitas dores de cabeça, eu garanto.

7. Posso fazer sozinho?

Eu poderia dizer que não, mas arrisco dizer que sim. Tudo depende de suas pretensões e dos recursos que sua empresa e marcas estão dispostas a alocar para o projeto. O licenciamento, apesar de ter evoluído muito com o passar dos anos, ainda tem uma carga bastante pesada de trabalho burocrático envolvido. Além disto, há a gestão do programa, que é algo que dificilmente pode ser tocado por uma pessoa sozinha ou por um equipe enxuta que divide seu tempo entre o licenciamento e outras áreas do negócio (seja marketing, novos negócios, inovação, etc).

No Brasil há uma série de agências capacitadas a gerir programas de licenciamento, algumas especializadas em determinados segmentos, outras mais generalistas, além de alguns aventureiros (há destes em todo lugar). O setor é representado no Brasil pela ABRAL (Associação Brasileira de Licenciamento) e, em escala global pelo LIMA (Licensing Industry Merchandisers’ Association). Vale uma visita aos sites destas duas associações para pesquisar e ver quem seriam seus potenciais parceiros nesta empreitada.

E, por último… Vale mesmo a pena?

Sim! Se feito com seriedade e planejamento adequado, além de um dimensionamento realista do projeto, o licenciamento é uma ferramenta extremamente eficiente para trabalhar extensões de marca que pode servir a uma série de propósitos.

Espero ter ajudado e quem sabe não nos vemos por aí?


Murilo Poloni: Gerente de marcas no setor de licenciamento de propriedades intelectuais há 5 anos, prospectando e atendendo clientes como Universal Studios, Microsoft, CJ E&M, Playmobil, entre outros. Geek desde criancinha, entende que “grandes poderes trazem grandes responsabilidades”, nas palavras de Peter Parker, o Homem Aranha. Portanto, acredita que o marketing e o branding devem, antes de mais nada, servir ao bem da sociedade e do indivíduo.

Compartilhe!
error0

Os vídeos verticais invadiram a nossa vida. Se liga no meu raciocínio.

Reparem nas praças de alimentação

Essa semana eu fui comer com a minha esposa no Park Shopping São Caetano, no recém-inaugurado restaurante TACO BELL *. Enquanto estávamos na mesa, eu observei que todas as TVs dessa loja estavam na posição vertical. Isso não é normal? Não! Em todos os outros casos, as TVs são aplicadas aleatoriamente na posição horizontal e vertical, esse foi o único caso em toda praça de alimentação. Será uma tendência? Será que essa rede foi a primeira do País a utilizar apenas o formato vertical?

* Para quem não conhece, a TACO BELL é uma das maiores redes de fast-food dos Estados Unidos.

Uma pesquisa recente da We Are Social, líder mundial em mídias sociais, mostrou que o acesso à internet por meio de telefones celulares tornou-se a principal modalidade de navegação. Tá, o que essa informação tem a ver com a minha TV? Isso demonstra uma revolução na maneira que estamos consumindo informação. Se ligou?

Smartphone Concierto GIF - Find & Share on GIPHY

Já faz algum tempo que estamos vivendo essa mudança: As pessoas estão produzindo seus vídeos na posição vertical e esse pequeno gesto, mudou totalmente a maneira como elas também estão consumindo as informações. As marcas já se ligaram nessa tendência.

A Netflix já está produzindo vídeos verticais na versão mobile, isso é um fatooooo. 😉

20% das visualizações da Netflix vem dos dispositivos móveis, 50% de todos os membros utilizam o seu celular para acessar o serviço a cada mês, esses números só crescem.

Nas redes sociais este formato é “antigo” , e os dados provam que essa realidade chegou pra ficar:

  • As pessoas estão com seus celulares na posição vertical cerca de 94% do tempo. (Fonte: Relatório de Visão Geral do MOVR Mobile)
  • Os anúncios verticais são vistos 9 vezes mais que vídeos de horizontais no Snapchat. (Fonte: Snapchat)
  • São milhões de selfies, vídeos e fotos filmados na vertical todos os dias.

Na internet, existem vários cursos sobre “como editar vídeos verticais” ou como “produzir vídeos nesse formato.”

Já tem até cursos online que estão sendo apresentados nesse formato, exemplo do Murilo Gun, por sinal um cara que eu curto muito! 😉

Existem também várias produções de cinema e até festivais de filmes verticais, por exemplo na imagem abaixo o “Vertical Film Festival”

Clique aqui saber mais detalhes!

Se nos aprofundarmos, com certeza encontraremos mais detalhes sobre essa nova forma de consumirmos os conteúdos, precisamos observar esses pequenos detalhes e ampliar a nossa visão.

As marcas precisam entender as mudanças que chegaram para ficar, as pessoas já mudaram seus hábitos e esse gesto já faz parte da rotina de muita gente.

“O nosso desafio é nos mantermos cada vez mais atualizados sobre os novos hábitos desse consumidor moderno “.

Harrier Landing GIF - Find & Share on GIPHY

Aterrizando para concluir a minha reflexão:

Eu acredito que a minha próxima TV ainda não será vertical rs, assistir um filme com a TV na horizontal é muito mais agradável em vários sentidos. Mas, acredito que a minha e talvez a sua próxima televisão, em breve tenham algum suporte articulado que nos permita mudar a posição de acordo com a nossa utilização/necessidade. Com certeza não será só uma TV!

É isso, vamos compartilhar cada vez mais nossas observações e reflexões desse mundão que está mudando rapidamente.

Grande abraço 😉


André Luis Corrêa: Sócio/Fundador e diretor de branding da INSANE Estratégia e Comunicação, idealizador do projeto Marcaz. (@marcaz_oficial). Publicitário, estrategista de marca, pós-graduando em comunicação empresarial pela universidade metodista. Atual vice-presidente de Comunicação da AACP (Associação das Agências de Comunicação e Publicidade do ABC). Amante e estudioso pela construção/gestão de marcas, busca democratizar o branding para pequenas e médias empresas. A sua palestra atual: “Penso, logo não existo sem uma marca” já passou por alguns estados brasileiros e o seu último workshop: “Descoberta ao branding”, continua sendo aplicado para empreendedores, profissionais de comunicação, marketing e alunos das universidades.

Compartilhe!
error0

Vou iniciar esse artigo te contando uma história, mas para isso eu preciso que você se lembre de um trechinho do nosso artigo anterior

Terminamos o artigo anterior falando que a comunicação entre a marca e o consumidor é intermediada pelas sensorializações. Mas o quê é isso e o quê realmente quer dizer?

Para começar tudo o que os nossos órgãos dos sentidos captam podemos chamar de sensorializações (visão, audição, olfato, paladar e tato). Se por um lado vemos e racionalizamos tudo ao nosso redor, por outro todas as informações são embasadas em experiências anteriores que são ponderadas e nós nem percebemos isso… essa é a fase subjetiva da nossa consciência.

A fase de ligada aos nossos sentidos depende de 3 razões para que a percepção ocorra ou aconteça de forma reduzida:

1. O órgão sensorial pode estar em perfeito estado, lesado ou com mau funcionamento (os nossos olhos por exemplo).
2. Os nervos que levam as informações ao cérebro podem se encontrar em perfeito estado, lesado ou mal funcionamento (continuando o exemplo anterior, aqui estaríamos falando a do nervo óptico).
3. Assim como os centros de interpretação do cérebro relativos as sensorializações deste ou daquele órgão (o Lóbulo Occipital que dentre as suas principais funções podemos destacar o reconhecimento do espaço através da visão e interpretação de imagens).

Caso algum problema exista em um desses 3 itens, a percepção será comprometida. Além desse fato, a interpretação de uma mensagem tem a ver com a cultura e educação do observador e o mesmo objeto ou mensagem pode ter diferentes interpretações mesmo dentro de 1 público-alvo. Então como descobrir como impactar esse possível consumidor? Para isso uma maneira muito efetiva é mapear os “nós de memória” desse público ou seja, padrões de estímulos que geram a sensação pretendida. Por exemplo, nem todos os fãs de bolo preferem necessariamente o mesmo estilo de bolo, porém a maioria irá referir aqueles de chocolate*.

É verdade que a visão possui papel crucial, pois é através dela que somos informados a respeito do mundo exterior, porém as multissensorializações são mais eficazes em despertar emoções pois possuem maior probabilidade de acertar uma memória relacionada ao prazer, recompensa e desejo (D.E.O.S. : Dopaminas, endorfinas, serotoninas e ocitocinas).

Bom, então se tudo o que recebemos de informação é analisado e filtrado, como funciona isso na prática do Neurobranding?

A resposta é simples e direta: Através dos pontos de contato.

O público-alvo possui uma rotina e nesse caminho diário é estimulado por diversos meios seja no seu percurso, seja no seu celular, fato é que hoje a disputa real é pela atenção desse possível consumidor. E como chamar a atenção nesse oceano multisensorial onde os nossos pontos de contato são como apenas uma gota no oceano?

Bom, nosso cérebro tem alguns “procedimentos padrão”, como uma espécie de protocolo para tomar decisões de maneira mais rápida garantindo a preservação de energia e ou preservação da espécie… veja aqui alguns deles:

PASSO 1 – Somos viciados em prazer…

1.1- Nosso Lobo Frontal que é responsável pelos enredos e narrativas, adora uma boa história, então este é um gatilho mental muito poderoso para iniciar qualquer abordagem.

1.2- Enredo. Se quiser que o cérebro fique sedento é só deixar o término da história para o próximo conteúdo…

1.3- Gatilhos mentais poderosos como: Prova social, Comunidade (várias pessoas falando de algo), Escassez (somente 10 unidades), Autoridade (melhor do mundo), Antecipação, Reciprocidade, Surpresa, Carisma, Credibilidade, Competição, Desprendimento, Simplicidade, Emoção, etc…

PASSO 2 – Recompensa…

2.1- Projete multisensorializações ao unir sons e estímulos visuais (por exemplo a pessoa ganha algo e um som toca, assim como luzes ficam piscando), pois o cérebro linka esses estímulos à recompensa e libera um neurotransmissor chamado dopamina que reforça essa ligação.

2.2- Tentação. Ofereça uma recompensa para o observador te dar um pouco de atenção, mas ofereça um prêmio muito melhor para o ele ficar com você e receber mais um pouco da mensagem ou da experiência (Veja “isso” e ganhe “aquilo”… no meio da mensagem: agora se você quiser “isso Premium”, fique até o fim dessa mensagem).

2.3- O cortex frontal que está ligado à força de vontade não é páreo para as partes mais primitivas do cérebro que estão ligadas à recompensa.

PASSO 3 – Desejo…

3.1- Melodias simples, repetitivas e com ritmo. Quanto mais fácil de cantarolar melhor. Isso gruda no cérebro.

3.2- Sons de bebê, celular, caixa registradora e carne fritando são os mais irresistíveis nessa ordem (O psicólogo Martin Lindstrong fez essa pesquisa mesmo).

3.3- Nosso ápice de dopamina não vem depois de comer algo delicioso, receber uma boa notícia ou ganhar algo. Esse ápice acontece no momento anterior a estas coisas (o quê pode explicar a ansiedade em checar o celular por exemplo… a sensação de que pode haver algo interessante cada vez que ele “pisca” é visto como uma possível recompensa).

A busca da felicidade na verdade se encontra no prazer da própria busca, pelo menos no nosso cérebro.

Agora o trabalho se resume em saber quem é o seu público-alvo (ou avatar), entender as dores dele relacionadas ao seu produto ou serviço e comunicá-las nos pontos de contato de maneira produzir experiências que despertem a atenção e o interesse.

No próximo artigo eu trarei experiências práticas com esses pontos de contato vendo o cérebro do observação em tempo real, continua..

*Lista com os 6 sabores mais pedidos publicada no blog casamento.com.br de 15/09/2017 e Festas infantil e Teen de 16/06/2016.


Alexandre Magno da Rocha Vianna: experiente em gerência de projetos de marketing, publicidade e design. Desenvolvedor, da metodologia Neurodesign, além de diversos cases de sucesso, uma indicação ao Prêmio Nacional de Inovação pelo SEBRAE-RJ e a oportunidade de ser fornecedor das Olimpíadas do RJ. De 2007 a 2016 entregou mais de 700 projetos aos seus clientes nacionais e internacionais. A cada ano a metodologia ganha ferramentas e multidisciplinas (2016 engenharia de produção e Lógica Fuzzy – 2018 utilização de ressonância para mapeamento cerebral do público-alvo ou indivíduos que são analisados em tempo real, quanto aos sentidos que são estimulados e suas respostas).

Compartilhe!
error0

O marketing está em tudo. E isso não é só mais uma frase de efeito ou uma teoria do Kotler ou do Keller.

Quando os autores concluem que marketing tem a ver com troca, desde os primórdios das trocas propriamente ditas até as de hoje, por dinheiro, às vezes podemos deixar passar algumas acepções e aplicações a essa “prática”. Além de tudo isso, o marketing ainda identifica e satisfaz as necessidades dos clientes – que, por sua vez, podem não ser necessariamente clientes.

Mas sem enrolar demais e sem ficar no “é isso, mas poderia ser aquilo”, explico: até numa organização sem fins lucrativos existe marketing. E isso pode ser constatado de perto através do trabalho do Projeto Amplitude, que atende crianças autistas de baixa renda, oferecendo serviços de terapia, fonoaudiologia e apoio pedagógico.

Isso se dá porque o marketing hoje deixou de ser apenas o ato (ou a forma) de trocar e, na evolução temporal e social, tornou-se, segundo Darroch, uma função organizacional, responsável por criar, comunicar e entregar valor, além de administrar relacionamentos.

Dentro de uma ONG, de um modo geral, o grande objetivo é conseguir atender o seu público-alvo e suprir suas necessidades através de programas de doação, voluntariado ou qualquer outro tipo de ajuda de custo. Aí entram questões como a fidelização, em detrimento de uma doação ou ajuda única. É a mesma coisa no mercado: hoje, as marcas e as empresas buscam muito mais alimentar um relacionamento duradouro com seus clientes do que simplesmente vender seu produto só pelo simples fato de ganhar com isso. Parece óbvio para uma Organização Não Governamental, mas por muito tempo, nos primórdios do marketing, essa ideia não tinha muito espaço no mercado.

Até quando se fala das orientações do marketing, podemos aplicá-las às ONGs. Fazendo uma adaptação aqui e ali para ir ao encontro dos serviços oferecidos pelas organizações, pode-se dizer que estas são orientadas para o marketing – já que desenvolvem os “produtos” certos para os “clientes”, nem que os produtos sejam serviços voluntários e os clientes sejam crianças autistas.

Assim como a teoria apresenta o seu sistema de marketing, a aplicação também pode ser feita dentro das ONGs. A organização toma o papel de empresa, que quer vender; enquanto os beneficiados assumem o lado de cliente, que comunica suas necessidades para o mundo e, assim, pode receber tratamento adequado.

A evolução do marketing é tanta que, muitas vezes, parece evidente todas essas questões e comparações com Organizações Não Governamentais. Mas, como diz Marcia Auriani, “o marketing tem a missão de atender necessidades e desejos de ‘nós’, consumidores”, nem que ‘nós’ sejamos crianças com necessidades especiais, moradores de rua, cidadãos de baixa renda ou qualquer outro grupo não muito bem representado e incluído pelo mercado. As ONGs também entram disputa e também usam do marketing para chegar aonde querem.

Imagem: Peoplecreations.


Gabriela Teixeira de Lima: estudante de publicidade e propaganda no Centro Universitário Belas Artes, atua com mídias sociais na Descola.

Compartilhe!
error0

Hoje, de fato, as empresas que não acompanharem e se adaptarem a todas as mudanças que estão ocorrendo, principalmente as tecnológicas e digitais, estão com os dias contados. Já são vários os casos famosos de grandes negócios e marcas que não entenderam esse movimento e foram dizimados por esta transformação.

Mas, tão importante quanto uma empresa buscar inovações e soluções digitais é ela conseguir internalizar este espírito digital e fazer com que as áreas e as pessoas vivenciem e respirem esse movimento. Na verdade, estas ações estão diretamente conectadas. Quanto maior o entendimento, de todas as áreas, de que a tecnologia pode e deve gerar valor para o negócio, maior será a capacidade da empresa em inovar e desenvolver novas soluções digitais. Até porque, apesar de muitas companhias pensarem assim, o digital não está ligado apenas a geração de valor para o mercado, sendo liderado pelo marketing, mas também é uma ferramenta poderosa para otimizar processos internos e potencializar resultados em qualquer área. Ou seja, todas células e pessoas são responsáveis pelo digital.

E, para garantir este aculturamento, seguem algumas dicas que podem ajudar e fazer com que todos se engajem com esta causa:

1. Assuntos digitais, linguagem analógica

Uma grande barreira para as pessoas se engajarem com o tema são os termos técnicos e os neologismos deste mundo digital: Marketing Cloud, Big Data, Chatbot, UX, Growh Hacker, entre milhares de outros. Mas, com certeza, todos são passíveis de serem traduzidos e explicados de forma didática. Assim, garanta que a comunicação, mesmo sobre temas tecnológicos, seja simples, de fácil compreensão e inclusiva.

2. O foco da empresa ainda é o mesmo

A empresa deve entender que o digital é apenas mais uma ferramenta que ajudará a alcançar seus objetivos, e que o foco ainda dever ser o cliente. Em outras palavras, o esforço não deve estar em criar o máximo possível de ferramentas digitais, mas sim em como utilizar a tecnologia para garantir experiências diferenciadas e geração de valor para os clientes.

3. Aculturamento se constrói de cima para baixo

Não adianta o discurso ser bonito e encantador, sendo que este “chip digital” não está instalado na cabeça dos líderes. Na verdade, isso serve para qualquer processo de aculturamento e engajamento dos funcionários com alguma causa.

Desta forma, as lideranças precisam garantir que este tema seja recorrente em suas agendas e promoverem e reconhecerem as boas práticas e funcionários que se destacam.

4. Contra fatos, não há argumento, mas sim engajamento!

A melhor forma de engajar as pessoas, inclusive as mais céticas, é mostrar os benefícios obtidos. Assim, para todas as ações digitais, defina muito bem os KPIs, acompanhe constantemente e, principalmente, dê visibilidade dos resultados positivos. E, com certeza, um dos grandes benefícios do digital é a possibilidade de uma mensuração com bastante acurácia e profundidade.

Por fim, não espere alguma área ou pessoa responsável para que essa transformação aconteça. Como já disse, pensar digital é um dever de todos! Basta estar disposto e começar, mesmo que dentro do seu departamento e time, este aculturamento. Estabeleça e promova a cultura de inovação digital, sem esquecer: o foco sempre deve ser o cliente.


gabriel-saul

Gabriel Saul Maialli

Atua como gerente de Estratégia de Marca e Digital Branding na Syngenta. É especialista em Branding pela Business School SP, ministras palestras e aulas sobre Gestão Estratégica de Marcas e é membro do Comitê de Branding da ABA.

Compartilhe!
error0

Vivemos em uma era em que a tecnologia vem crescendo exponencialmente!

Em função desse crescimento identificamos a facilidade que se tem em obter ou compartilhar dados, tornando factível transformar qualquer material em informação.

E vem desse turbilhão de informações a nossa necessidade atual em mensurar o que é importante ou não para nós ou para uma empresa.

As métricas nas mídias sociais são usadas por muitos times a fim identificar o que é fundamental para o negócio, ainda mais quando se trata de disseminar uma marca.

E pensando em divulgação de marca, no caso do marketing, por exemplo, é possível afirmar que se pode converter simples visitas ao site das empresas em leads, o que torna o alcance da marca ainda mais amplo.

Mas devemos pensar que a informação está todo lugar e esse fator torna o trabalho de mineração de dados um tanto quanto árduo, pois há uma infinidade de meios digitais passíveis de análise e, para que seja de fato efetivo o nosso trabalho, manter a monitoração constante durante um período mínimo é essencial, pois possibilita a otimização de estratégias para serem executadas nos canais digitais que podem proporcionar maior sucesso a uma marca, por exemplo.

Mas o que é a métrica de mídia digital?

Consideramos métrica como uma forma de medir e analisar qualquer tipo de dado. Nas mídias digitais analisamos pessoas ou empresas com o intuito de vislumbrar qual é o desempenho deles em suas atividades nos meios digitais. Para isso, podem ser utilizadas ferramentas de monitoramento, que são especializadas em capturar o dia-a-dia dessas pessoas nas redes.

O maior desafio que as equipes de monitoramento enfrentam é juntar material das redes sociais e consolidar algo realmente significativo para as empresas. Apesar de existirem muitas ferramentas poderosas para análise dos dados, até o momento nenhuma plataforma foi capaz de fazer isso isoladamente de forma completa, e é por esse motivo que é necessário obter dados do máximo de mídias sociais possível, a fim de entender o panorama geral. Afinal, não são apenas conversas que nos trazem dados, mas também as ações resultantes dessas conversas.

A intenção de monitorar as métricas de mídia social é usar os dados adquiridos para melhorar os esforços de marketing e engajar o cliente. Por exemplo, a mídia social e a presença nos sites devem ser integradas porque elas direcionam o tráfego de outras pessoas, além de envolver o público de maneira diferente. Meça coisas às quais você pode atribuir significado, coisas que podem ajudá-lo a tomar decisões importantes para ampliar o direcionamento da marca de uma empresa.

As métricas de mídia social são uma boa indicação de como as pessoas estão visualizando sua empresa ou uma campanha, a qualidade de seu conteúdo e qual o interesse geral que elas têm em relação à companhia.

Se você ainda não achou tão importante assim mensurar os dados, pense que o crescimento financeiro da sua empresa e o destaque que a sua marca vai ganhar podem ser diretamente afetados por essas informações vindas das mídias digitais e passíveis de análise.

O retorno do investimento (ROI) em mídias sociais é a prova monetária de que as suas estratégias estão funcionando em prol da sua empresa ou não. De acordo com o Social Media Examiner, “O ROI da mídia social é definido como uma medida da eficiência de uma campanha de marketing”.

Acompanhar o ROI permite que se saiba o que está funcionando e o que não está. A fim de melhorar as táticas e alocar tempo e recursos de maneira adequada. Mas antes de acompanhar o ROI, você precisa definir metas para as métricas específicas de mídia social que deseja acompanhar.

As metas são os objetivos que queremos alcançar, e são esses objetivos que determinam quais métricas iremos criar, como, por exemplo, aumentar o destaque da marca da empresa.

Podemos citar como um exemplo de métrica o rastreamento dos links que são publicados no Twitter da nossa empresa através da ferramenta Bitly, que auxilia também no cálculo do ROI.

Já em outro caso, podemos pensar em analisar a quantidade de seguidores, de tráfego social, de conversões de visitas em leads, que dão um viés totalmente diferente, mas que são extremamente importantes para as empresas.

Enfim, vemos que acompanhar as métricas de mídias digitais permite às equipes tomarem decisões importantes, que podem ser até em tempo real, com foco nos resultados e de forma muito mais assertiva, aumentando, assim, o sucesso dos negócios.

Então vamos aprender mais sobre as inúmeras ferramentas disponíveis no mercado e começar a ver como as informações podem trabalhar a favor da nossa marca.

Imagem: Pressfoto

Carol Jaime: Especialista em Design Digital e Novas Mídias. Líder de UX. Estrategista em desenvolvimento de softwares com aplicação de metodologia Ágil. Com 14 anos de experiência em soluções para o mercado financeiro, agora atuando em softwares na área da saúde, onde leva para esse mundo os poderes do design totalmente integrados à alta tecnologia.

Compartilhe!
error0

O mundo está em constante mudança, atualmente os consumidores estão mais imersos nas experiências que as marcas podem proporcioná-los. Neste contexto, o conceito de Customer Experience, que contempla metodologias e técnicas de Design de Experiência, ou também chamado, User Experience (UX) em conjunto com as técnicas de User Interface (UI) tem proposto soluções gráficas e digitais com foco nas pessoas e no usuário final. A customização para um público-alvo cada dia mais exigente e diversificado é um desafio mundial, além das constantes adaptações para as mais diversas plataformas e tecnologias.

O avanço da tecnologia e dos meios digitais interativos, impactam nos tradicionais modelos de construção dos Manuais de Identidade Visual (MIV), na concepção de novas marcas e manutenção das marcas existentes. Neste contexto, acompanhe cinco tópicos norteadores: Adaptação Multiplataforma, Design de Informação, Design de Interação, Motion Graphics e Análise dos Resultados.

#AdaptaçãoMultiplataforma

Atualmente, uma marca não nasce se ela não tiver a possibilidade de adaptação total, considera-se o desafio das multiplataformas uma premissa de projeto, que não se resume apenas nas plataformas atuais como por exemplo o smartphone, tablet e desktop, mas sim, pensar nas interfaces emergentes como o Smartwatch, telas touchscreen, holografias e Smart TVs e naquelas que ainda irão surgir, gerando um constante trabalho de Trend Forecasting.

Considerando o Design Digital, como uma vertente do Design Gráfico e do Design Industrial, podemos destacar três elementos que impactam atualmente na Experiência da Marca: Design de Informação, Design de Interação e o Motion Graphics.

#DesigndeInformação

BigData e MetaDados são conceitos e termos relacionados ao mar de informação que somos impactados diariamente. As informações que antes eram difíceis de obter, atualmente são difíceis de controlar. Neste contexto, marcas começam a surgir e serem desenvolvidas por meio de algoritmos e linguagens de programação, com isso a sua forma gráfica pode sofrer centenas de alterações, sem perder seu conceito e seu projeto de design.

#MotionGraphics

O que antigamente poderia ser considerado como uma limitação tecnológica ou um tabu, com as alterações derivadas do impacto dos algoritmos e adicionadas aos elementos de multimídia (imagens, sons, textos e vídeo), as marcas passam a ganhar ritmo e movimento obtidos por meio de recursos audiovisuais e motion graphics. Neste contexto, uma marca que contempla diversos subprodutos, consegue sofrer pequenas mutações e customizações gerando sinergia com um conteúdo específico.

#DesigndeInteração

Marcas, assim como todos os produtos e serviços, possuem um público-alvo e personas. Cada usuário tem seus gostos, costumes, cultura, vícios, dificuldades, entre outras especificidades. Torná-las mais próximas de cada usuário é um grande desafio, mas também um grande diferencial e potencial de carisma, simpatia e principalmente de empatia, conceito este, fundamental na discussão de UX.

#AnálisedosResultados

Por fim, nada disso será eficaz se não for constantemente obtido feedbacks dos usuários. A etapa do Design Thinking relacionado ao Aprender, nos coloca mais próximos e no lugar do outro, auxiliando identificar a real percepção do público-alvo e de cada persona. Diversas técnicas e ferramentas auxiliam na realização de testes de usabilidade e no mapeamento do impacto da marca, principalmente nas redes sociais.


Prof. Ms. Marcelo Falco: Designer Digital, Professor Universitário e Consultor. Mestre em Design, com pesquisa em T-commerce (Transações Comerciais na Televisão Digital Interativa), Pós-Graduado em Marketing Digital, com pesquisa relacionada em E-Commerce de refeições on-line, e Graduado em Design Digital, com pesquisa sobre Web Arte, Vídeo Arte e Video Instalação. Atua como Pesquisador e Professor nos cursos de Graduação em Design Digital e Pós-Graduação em Infografia e Motion Graphics na Universidade Anhembi Morumbi (UAM), Publicidade e Propaganda, Design Gráfico, Jogos Digitais, Comunicação e Tecnologia na Faculdade das Américas (FAM). Também é Diretor de Criação na Falco Femoralis Consultoria Digital, uma consultoria focada em treinamentos e desenvolvimento de soluções digitais e interativas. Realizou projetos para SERASA Experian, Universidade Anhembi Morumbi, IG, IBOPE MEDIA, FUNDAP, BSP, Faculdade das Américas, Crefisa, Fundap, entre outros. Recentemente, apresentou sua pesquisa no IDA Congress 2011 (Taiwan), no CIPED 2011 (Portugal), P&D 2012 (São Luis do Maranhão – Brasil), CONIC 2013, 2014 e 2017 (Brasil), HCI Internacional 2015 (Los Angeles – USA), Journal of Computer Technology and Application 2016 (Estados Unidos), SIGraDi 2017 (Chile), AHFE 2017 e 2018 (Los Angeles – USA) e Publicou um Livro chamado: O Design de Interação e a Televisão Digital Interativa (TVDi) em 2018 (ISBN-13:978-620-2-04750-0).

Compartilhe!
error0

Para quem cresceu, assim como eu, na década de 1980, havia um item importante ao lado do telefone, acionado até então por um disco ou teclas, tão importante que costumava ser guardado em uma gaveta no móvel que dava suporte ao aparelho. A agenda telefônica. Nessa época era comum sabermos “de cabeça” o telefone de um bom número de amigos, familiares, bem como suas datas de aniversário. Éramos mais capazes? Não é essa a questão, o teórico das mídias Marshal McLuhan, criador do aforismos o meio é a mensagem, antecipou em décadas os efeitos da cibercultura ao dizer que os meios de comunicação são extensões do homem e que estes alteram nossa cognição e percepção rumo ao mundo social. Somos produto da nossa cultura e vivemos em uma cultura digital, algumas engrenagens desse sistema são mais visíveis, outras nem tanto, mas o fato é que essa sociedade redesenhou de maneira profunda as mais diversas relações encontradas nela. As relações com quem estão próximos ou pretendemos que um dia estejam, encontram respaldo nos comunicadores instantâneos que possibilitam os grupos de família e os aplicativos de namoro adicionam novas sociabilidades. Novos modelos de negócio surgiram e outros sumiram do mapa. Há no ar uma sensação que é tudo novo agora.

Ainda estamos na era da informação?

A capa da revista da Time de 2006, em seu suplemento personalidade do ano, trazia uma tela de computador e uma única palavra você! Além disso dava as boas vindas a era da informação. Em sua primeira fase a cultura digital viveu a era do upload, ou seja, alimentamos o ciberespaço com informações diversas, os sites, os serviços bancários, institucionais, entre outros, foram preencher um ambiente de 0 e 1 até que a chegássemos na era do download, onde estas informações passam a alimentar não apenas os gadgets, mas diversos outros aparelhos da chamada internet das coisas. Uma nova mídia que alterou profundamente diversas estruturas, a internet, também trouxe dilemas de um novo ecossistema em constante formação, mas foi quando a grande rede mundial dos computadores começou a criar a grande rede social, o Facebook, que esta nova mídia trouxe para o centro da mesa algumas verdades inconvenientes: As bolhas de informação, Fake News, a polarização e  o discurso de ódio. As redes sociais parecem caldeirões prestes a explodir e a comunicação por vezes se torna incomunicação. Que o Facebook não produz conteúdo todos já sabemos, porém também não filtra e literalmente qualquer coisa pode ser propagada e por um breve período, as vezes nem tão breve assim, adquirir status de verdade absoluta. Se está na internet é verdade! Não, não é!

Para tudo aquilo que não podemos racionalizar a respeito, não operamos somente no modo consciente, muito ao contrário, e por isso para um mundo que não compreendemos boa parte do preenchimento desta “realidade” virá de um pacote chamado crenças. Escolhemos rapidamente acreditar em uma determinada postagem, em um determinado conteúdo, porque ele dialoga diretamente com o que acreditamos. E nesse ponto há um desafio para todos nós. Em que devemos acreditar? Enquanto algumas imagens falsas afrontam algumas pessoas, outras se sentem confortadas porque elas reforçam sua visão de mundo. Esse material dirigido cria a tão falada bolha, ou seja, estamos recebendo conteúdos que não sabemos quem redige, se há um alguém de fato ou se está a serviço de uma engrenagem maior, não sabemos qual a linha editorial, se houve uma checagem de fontes, mas há geralmente um endosso de um amigo que compartilhou, de um familiar que colocou no grupo ou do sistema que separa para exibir somente aquilo que ele assume que você gostaria de ver.

É assim que nos separamos em bolhas, em nós contra eles e mentiras se propagam.

Pós-Verdade e as marcas

A pós-verdade se caracteriza com a sobreposição das crenças pessoais, olha elas novamente, acima dos fatos. O que eu acredito ganha o reforço dos algoritmos que mostram aquilo que eu desejo ver e não serei contraditado.

Robôs garantem que esse conteúdo, antigamente chamado de boato ou fofoca, se espalhe de maneira exponencial. Todos podemos ser vítimas de uma informação falsa ou de um ataque de comentários que visam desqualificar uma das riquezas da rede, a possibilidade de diálogos. Se o conteúdo é rei, checar a veracidade antes de compartilhar é uma grande riqueza. Mas há algo além. Em uma época em que as marcas passam a adotar propósitos claros e valores inegociáveis, se torna cada vez mais delicada a vivência digital.

Alguns pontos para atenção:

O tempo

Se antes das redes sociais digitais uma resposta em 24 horas era um gol e tanto, para os nativos digitais parece uma eternidade. A possibilidade de checar respostas o tempo todo, com auxílio dos smartphones, traz a ansiedade e a velocidade dos processadores que não para de aumentar alterando nossa percepção de tempo. Não crie canais de atendimento que não possam ser gerenciados para respostas rápidas. 24 horas já não é ideal, mais que isso é um problema.

Os valores

Por mais que soe atraente “surfar” em tópicos emergentes, a consistência é a mãe da percepção. Não atraia para si uma atenção que pode virar decepção se não há uma estratégia de produto e a comunicação será pontual e descartada rapidamente.

A diversidade

Ter uma equipe com representatividade baseada em diversidade vai proporcionar uma visão adequada de um mundo cada vez mais diverso. Diversidade é rentável, é estratégica e é justa.

O legado

De que forma você contribui com as questões levantadas até aqui. Como pode não depender de uma casa que não é sua? Ainda que você não possa abrir mão do Facebook e do Google, uma leve mudança de algoritmos faz toda a diferença. Os maiores anunciantes globais, P&G e Unilever, tem reduzido seu investimento em digital e pressionado o Facebook para adotar mais transparência com a questão do Fake News e os discursos de ódio. Apesar da redução, suas receitas continuaram a subir. Faz sentido para seus consumidores que de alguma maneira estas marcas cobrem uma melhora no mundo e sejam parte dessa solução, utilizando o poder que possuem.

A rapidez

Errou? Assuma rapidamente e veja como reparar. Detectou o uso de robôs para desqualificar sua posição ou pessoas que estão diametralmente em lado oposto aos seus valores? Responda com os seus valores! Ser claro e honesto fará um grande link com quem de fato acredita no que você acredita. Você não vai agradar todo mundo, porém não desagrade quem de fato comprou seu propósito.


Rodrigo Amorim: mestre em comunicação e pesquisador pela Faculdade Cásper Líbero. Com 15 anos de experiência em projetos de branding e comunicação para empresas nacionais e multinacionais. Professor em cursos de pós-graduação e palestrante.

Compartilhe!
error0

Ter uma marca pessoal forte é essencial para quem deseja passar uma determinada percepção sobre si. Entretanto, é preciso trabalhar o personal branding, ou seja, a forma como gerenciará a sua marca. Afinal, de que adianta se esforçar para construir uma imagem se ela não for divulgada ou conhecida?

Quando você investe no seu personal branding, as oportunidades de negócio aparecem e sua rede de relacionamentos se amplia. Seu trabalho começa a ser reconhecido por profissionais da sua empresa e de outras e se torna uma referência no seu segmento.

Se está no início desse processo, precisa saber qual a melhor forma de investir no seu personal branding para não errar. Se começar fazendo o certo, no futuro terá muito menos desgaste para arrumar os pontos falhos e sua marca estará muito mais forte.

Como sei que o começo de tudo é sempre mais difícil, separei algumas dicas para te ajudar. Confira!

Cause uma boa impressão

Não importa se presencialmente ou online, sempre deixe uma boa impressão sobre a sua marca pessoal. Pense qual imagem deseja transmitir e invista nela.

Nos encontros presenciais deixe que as pessoas percebam a sua simpatia e demonstre todo o conhecimento que possui sem ser arrogante. Nas redes sociais e mundo online, tome muito cuidado com o que publica, nada de futilidades! Invista em conteúdo que agregue valor e atraia as pessoas.

Estabeleça a sua marca pessoal

Quem é você? Como quer ser vista? Quem é o seu público? Quais são os seus pontos fortes e habilidades? Por que deseja se tornar uma referência? Qual o seu diferencial?

Essas são algumas das perguntas que deve responder para começar a criar a sua marca pessoal e investir no personal branding. É preciso que haja alinhamento entre o que você pensa e suas atitudes, por isso é fundamental ter essas respostas bem claras a todo o momento.

Defina os seus objetivos

É muito importante saber onde quer chegar e o motivo. Comece listando quais são as suas metas, mas cuidado para não pensar em nada inviável nesse momento para não desanimar depois.

Feito isso, estabeleça um plano para alcançar os objetivos e estipule um prazo para que cada um dos itens se concretize. Cuidado para não desviar dos seus objetivos, sempre os tenha em mente e foque neles.

Não vincule a sua marca a uma empresa

A sua marca pessoal, como o nome diz é sua, por isso não crie um rótulo vinculado a uma organização que não seja sua. Não se deixe conhecer como o gerente da empresa X, o presidente da empresa Y. Se um dia sair da empresa ou for mandado embora, junto irá a marca que demorou para construir.

Faça com que as pessoas conheçam o profissional que, independentemente da empresa em que atua, será uma referência e chamará a atenção positivamente. Tenha um nome forte e talvez até uma função, mas que seja vinculada apenas com o seu nome.

Escute os outros

O seu público é quem lhe dará o feedback do trabalho que você está construindo com o seu personal branding. Esteja aberto para ouvir opiniões e, quando elas não forem dadas espontaneamente, peça para que as pessoas digam o que acham da sua marca.

Tenha um canal de relacionamento próximo para que possa trocar informações, ouça e reflita sobre o que é dito. Pode ser que em um primeiro momento o comentário não agrade, mas a pessoa pode ter um ponto de vista diferente do seu e estar certa.

Invista no personal branding

Não crie a sua marca pessoal para que ela fique escondida do mundo, mostre quem você é e atraia cada vez mais seguidores e fãs. Investir na divulgação é fundamental, tanto no mundo virtual como no capital relacional.

Acompanhe os resultados

O personal branding exige que você acompanhe os resultados do que está sendo feito, pois somente assim poderá saber se os efeitos estão sendo os esperados. Verifique o quanto cada um dos objetivos foi alcançado e os analise.

O efeito produzido é importante, mas saber o que fazer com o diagnóstico é mais ainda. Veja o que não saiu como o planejado ou que não teve o impacto que esperava e reveja o planejamento. Faça ações corretivas a fim de melhorar a sua marca.  

Agora que já conhece os passos iniciais, faça o planejamento do seu personal branding no papel antes de colocá-lo em prática. Seguindo esses passos, conforme for concretizando cada etapa, colherá os frutos e perceberá que sua marca pode chegar longe.


Jac Lopes: Especialista em Branding de produtos e de pessoas. Expert Top2YOU. Palestrante do tema: Sua Marca é Você! Carioca, marqueteira, mãe de um único filho e seu maior orgulho o Rafael. Curiosa e muito agregadora, amante de novas culturas e da inovação. Conhece o Brasil como ninguém, por dentro, pelas pessoas, já morou em 19 estados diferentes, de Norte a Sul do país.

Executiva com profundo conhecimento do varejo nacional e da cultura brasileira, morando em todas as regiões, desde o Sul ao Extremo Norte do país. “Posso afirmar poucos conhecem o Brasil sua gente e sua diversidade como eu conheço”.

Com grande talento para o networking tem experiência profissional em diversos segmentos como: farmacêutico, shopping center, moda, educação, franquias e serviços.

A habilidade para o capital relacional adquirido ao longo da carreira profissional fez com que mudasse 9 vezes de empresas em segmentos bem diferentes.

Especialista   em marketing tem cases de sucesso em branding no segmento farmacêutico com a NEOSALDINA, sabe aquele sorriso da Neosa? Aquele branding sensacional que está no produto até hoje? Nasceu em 1997 com uma equipe fantástica e a agência Artplan. Foi com esse primeiro case premiado, que o branding se tornou algo muito prazeroso.

Outros cases de sucesso em outros segmentos de mercado foram, por exemplo, a mudança da marca do Spoleto, rede de franquias de alimentação brasileira. Refazendo todo o branding da rede nasceu a frigideira como símbolo trazendo mais design e mais modernidade. No branding do Beleza Natural, maior rede de salões de beleza para mulheres negras e cacheadas no Brasil, os cachos tornaram-se referência para apresentar o design vibrante da marca.

Mestre em Gestão Empresarial pela EBAPE – FGV RJ, pós-graduada em Marketing pela ESPM e MBA pelo IBMEC é formada em Farmácia pela UFRJ – RJ.

Na área acadêmica é professora dos cursos de Pós-Graduação Online e presencial da FGV.

Muitas histórias de sucesso, muitos desafios, alguns bons fracassos, que levaram a bons aprendizados, muitos amigos e uma certeza:  você sempre pode fazer diferente e a diferença onde estiver.


Gostou do texto? Não deixe de me seguir no FacebookLinkedin e Instagram. Estou sempre postando conteúdos exclusivos nesses canais.

Compartilhe!
error0