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Colaborador InfoBranding

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Vou iniciar esse artigo te contando uma história, mas para isso eu preciso que você se lembre de um trechinho do nosso artigo anterior

Terminamos o artigo anterior falando que a comunicação entre a marca e o consumidor é intermediada pelas sensorializações. Mas o quê é isso e o quê realmente quer dizer?

Para começar tudo o que os nossos órgãos dos sentidos captam podemos chamar de sensorializações (visão, audição, olfato, paladar e tato). Se por um lado vemos e racionalizamos tudo ao nosso redor, por outro todas as informações são embasadas em experiências anteriores que são ponderadas e nós nem percebemos isso… essa é a fase subjetiva da nossa consciência.

A fase de ligada aos nossos sentidos depende de 3 razões para que a percepção ocorra ou aconteça de forma reduzida:

1. O órgão sensorial pode estar em perfeito estado, lesado ou com mau funcionamento (os nossos olhos por exemplo).
2. Os nervos que levam as informações ao cérebro podem se encontrar em perfeito estado, lesado ou mal funcionamento (continuando o exemplo anterior, aqui estaríamos falando a do nervo óptico).
3. Assim como os centros de interpretação do cérebro relativos as sensorializações deste ou daquele órgão (o Lóbulo Occipital que dentre as suas principais funções podemos destacar o reconhecimento do espaço através da visão e interpretação de imagens).

Caso algum problema exista em um desses 3 itens, a percepção será comprometida. Além desse fato, a interpretação de uma mensagem tem a ver com a cultura e educação do observador e o mesmo objeto ou mensagem pode ter diferentes interpretações mesmo dentro de 1 público-alvo. Então como descobrir como impactar esse possível consumidor? Para isso uma maneira muito efetiva é mapear os “nós de memória” desse público ou seja, padrões de estímulos que geram a sensação pretendida. Por exemplo, nem todos os fãs de bolo preferem necessariamente o mesmo estilo de bolo, porém a maioria irá referir aqueles de chocolate*.

É verdade que a visão possui papel crucial, pois é através dela que somos informados a respeito do mundo exterior, porém as multissensorializações são mais eficazes em despertar emoções pois possuem maior probabilidade de acertar uma memória relacionada ao prazer, recompensa e desejo (D.E.O.S. : Dopaminas, endorfinas, serotoninas e ocitocinas).

Bom, então se tudo o que recebemos de informação é analisado e filtrado, como funciona isso na prática do Neurobranding?

A resposta é simples e direta: Através dos pontos de contato.

O público-alvo possui uma rotina e nesse caminho diário é estimulado por diversos meios seja no seu percurso, seja no seu celular, fato é que hoje a disputa real é pela atenção desse possível consumidor. E como chamar a atenção nesse oceano multisensorial onde os nossos pontos de contato são como apenas uma gota no oceano?

Bom, nosso cérebro tem alguns “procedimentos padrão”, como uma espécie de protocolo para tomar decisões de maneira mais rápida garantindo a preservação de energia e ou preservação da espécie… veja aqui alguns deles:

PASSO 1 – Somos viciados em prazer…

1.1- Nosso Lobo Frontal que é responsável pelos enredos e narrativas, adora uma boa história, então este é um gatilho mental muito poderoso para iniciar qualquer abordagem.

1.2- Enredo. Se quiser que o cérebro fique sedento é só deixar o término da história para o próximo conteúdo…

1.3- Gatilhos mentais poderosos como: Prova social, Comunidade (várias pessoas falando de algo), Escassez (somente 10 unidades), Autoridade (melhor do mundo), Antecipação, Reciprocidade, Surpresa, Carisma, Credibilidade, Competição, Desprendimento, Simplicidade, Emoção, etc…

PASSO 2 – Recompensa…

2.1- Projete multisensorializações ao unir sons e estímulos visuais (por exemplo a pessoa ganha algo e um som toca, assim como luzes ficam piscando), pois o cérebro linka esses estímulos à recompensa e libera um neurotransmissor chamado dopamina que reforça essa ligação.

2.2- Tentação. Ofereça uma recompensa para o observador te dar um pouco de atenção, mas ofereça um prêmio muito melhor para o ele ficar com você e receber mais um pouco da mensagem ou da experiência (Veja “isso” e ganhe “aquilo”… no meio da mensagem: agora se você quiser “isso Premium”, fique até o fim dessa mensagem).

2.3- O cortex frontal que está ligado à força de vontade não é páreo para as partes mais primitivas do cérebro que estão ligadas à recompensa.

PASSO 3 – Desejo…

3.1- Melodias simples, repetitivas e com ritmo. Quanto mais fácil de cantarolar melhor. Isso gruda no cérebro.

3.2- Sons de bebê, celular, caixa registradora e carne fritando são os mais irresistíveis nessa ordem (O psicólogo Martin Lindstrong fez essa pesquisa mesmo).

3.3- Nosso ápice de dopamina não vem depois de comer algo delicioso, receber uma boa notícia ou ganhar algo. Esse ápice acontece no momento anterior a estas coisas (o quê pode explicar a ansiedade em checar o celular por exemplo… a sensação de que pode haver algo interessante cada vez que ele “pisca” é visto como uma possível recompensa).

A busca da felicidade na verdade se encontra no prazer da própria busca, pelo menos no nosso cérebro.

Agora o trabalho se resume em saber quem é o seu público-alvo (ou avatar), entender as dores dele relacionadas ao seu produto ou serviço e comunicá-las nos pontos de contato de maneira produzir experiências que despertem a atenção e o interesse.

No próximo artigo eu trarei experiências práticas com esses pontos de contato vendo o cérebro do observação em tempo real, continua..

*Lista com os 6 sabores mais pedidos publicada no blog casamento.com.br de 15/09/2017 e Festas infantil e Teen de 16/06/2016.


Alexandre Magno da Rocha Vianna: experiente em gerência de projetos de marketing, publicidade e design. Desenvolvedor, da metodologia Neurodesign, além de diversos cases de sucesso, uma indicação ao Prêmio Nacional de Inovação pelo SEBRAE-RJ e a oportunidade de ser fornecedor das Olimpíadas do RJ. De 2007 a 2016 entregou mais de 700 projetos aos seus clientes nacionais e internacionais. A cada ano a metodologia ganha ferramentas e multidisciplinas (2016 engenharia de produção e Lógica Fuzzy – 2018 utilização de ressonância para mapeamento cerebral do público-alvo ou indivíduos que são analisados em tempo real, quanto aos sentidos que são estimulados e suas respostas).

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O marketing está em tudo. E isso não é só mais uma frase de efeito ou uma teoria do Kotler ou do Keller.

Quando os autores concluem que marketing tem a ver com troca, desde os primórdios das trocas propriamente ditas até as de hoje, por dinheiro, às vezes podemos deixar passar algumas acepções e aplicações a essa “prática”. Além de tudo isso, o marketing ainda identifica e satisfaz as necessidades dos clientes – que, por sua vez, podem não ser necessariamente clientes.

Mas sem enrolar demais e sem ficar no “é isso, mas poderia ser aquilo”, explico: até numa organização sem fins lucrativos existe marketing. E isso pode ser constatado de perto através do trabalho do Projeto Amplitude, que atende crianças autistas de baixa renda, oferecendo serviços de terapia, fonoaudiologia e apoio pedagógico.

Isso se dá porque o marketing hoje deixou de ser apenas o ato (ou a forma) de trocar e, na evolução temporal e social, tornou-se, segundo Darroch, uma função organizacional, responsável por criar, comunicar e entregar valor, além de administrar relacionamentos.

Dentro de uma ONG, de um modo geral, o grande objetivo é conseguir atender o seu público-alvo e suprir suas necessidades através de programas de doação, voluntariado ou qualquer outro tipo de ajuda de custo. Aí entram questões como a fidelização, em detrimento de uma doação ou ajuda única. É a mesma coisa no mercado: hoje, as marcas e as empresas buscam muito mais alimentar um relacionamento duradouro com seus clientes do que simplesmente vender seu produto só pelo simples fato de ganhar com isso. Parece óbvio para uma Organização Não Governamental, mas por muito tempo, nos primórdios do marketing, essa ideia não tinha muito espaço no mercado.

Até quando se fala das orientações do marketing, podemos aplicá-las às ONGs. Fazendo uma adaptação aqui e ali para ir ao encontro dos serviços oferecidos pelas organizações, pode-se dizer que estas são orientadas para o marketing – já que desenvolvem os “produtos” certos para os “clientes”, nem que os produtos sejam serviços voluntários e os clientes sejam crianças autistas.

Assim como a teoria apresenta o seu sistema de marketing, a aplicação também pode ser feita dentro das ONGs. A organização toma o papel de empresa, que quer vender; enquanto os beneficiados assumem o lado de cliente, que comunica suas necessidades para o mundo e, assim, pode receber tratamento adequado.

A evolução do marketing é tanta que, muitas vezes, parece evidente todas essas questões e comparações com Organizações Não Governamentais. Mas, como diz Marcia Auriani, “o marketing tem a missão de atender necessidades e desejos de ‘nós’, consumidores”, nem que ‘nós’ sejamos crianças com necessidades especiais, moradores de rua, cidadãos de baixa renda ou qualquer outro grupo não muito bem representado e incluído pelo mercado. As ONGs também entram disputa e também usam do marketing para chegar aonde querem.

Imagem: Peoplecreations.


Gabriela Teixeira de Lima: estudante de publicidade e propaganda no Centro Universitário Belas Artes, atua com mídias sociais na Descola.

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Hoje, de fato, as empresas que não acompanharem e se adaptarem a todas as mudanças que estão ocorrendo, principalmente as tecnológicas e digitais, estão com os dias contados. Já são vários os casos famosos de grandes negócios e marcas que não entenderam esse movimento e foram dizimados por esta transformação.

Mas, tão importante quanto uma empresa buscar inovações e soluções digitais é ela conseguir internalizar este espírito digital e fazer com que as áreas e as pessoas vivenciem e respirem esse movimento. Na verdade, estas ações estão diretamente conectadas. Quanto maior o entendimento, de todas as áreas, de que a tecnologia pode e deve gerar valor para o negócio, maior será a capacidade da empresa em inovar e desenvolver novas soluções digitais. Até porque, apesar de muitas companhias pensarem assim, o digital não está ligado apenas a geração de valor para o mercado, sendo liderado pelo marketing, mas também é uma ferramenta poderosa para otimizar processos internos e potencializar resultados em qualquer área. Ou seja, todas células e pessoas são responsáveis pelo digital.

E, para garantir este aculturamento, seguem algumas dicas que podem ajudar e fazer com que todos se engajem com esta causa:

1. Assuntos digitais, linguagem analógica

Uma grande barreira para as pessoas se engajarem com o tema são os termos técnicos e os neologismos deste mundo digital: Marketing Cloud, Big Data, Chatbot, UX, Growh Hacker, entre milhares de outros. Mas, com certeza, todos são passíveis de serem traduzidos e explicados de forma didática. Assim, garanta que a comunicação, mesmo sobre temas tecnológicos, seja simples, de fácil compreensão e inclusiva.

2. O foco da empresa ainda é o mesmo

A empresa deve entender que o digital é apenas mais uma ferramenta que ajudará a alcançar seus objetivos, e que o foco ainda dever ser o cliente. Em outras palavras, o esforço não deve estar em criar o máximo possível de ferramentas digitais, mas sim em como utilizar a tecnologia para garantir experiências diferenciadas e geração de valor para os clientes.

3. Aculturamento se constrói de cima para baixo

Não adianta o discurso ser bonito e encantador, sendo que este “chip digital” não está instalado na cabeça dos líderes. Na verdade, isso serve para qualquer processo de aculturamento e engajamento dos funcionários com alguma causa.

Desta forma, as lideranças precisam garantir que este tema seja recorrente em suas agendas e promoverem e reconhecerem as boas práticas e funcionários que se destacam.

4. Contra fatos, não há argumento, mas sim engajamento!

A melhor forma de engajar as pessoas, inclusive as mais céticas, é mostrar os benefícios obtidos. Assim, para todas as ações digitais, defina muito bem os KPIs, acompanhe constantemente e, principalmente, dê visibilidade dos resultados positivos. E, com certeza, um dos grandes benefícios do digital é a possibilidade de uma mensuração com bastante acurácia e profundidade.

Por fim, não espere alguma área ou pessoa responsável para que essa transformação aconteça. Como já disse, pensar digital é um dever de todos! Basta estar disposto e começar, mesmo que dentro do seu departamento e time, este aculturamento. Estabeleça e promova a cultura de inovação digital, sem esquecer: o foco sempre deve ser o cliente.


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Gabriel Saul Maialli

Atua como gerente de Estratégia de Marca e Digital Branding na Syngenta. É especialista em Branding pela Business School SP, ministras palestras e aulas sobre Gestão Estratégica de Marcas e é membro do Comitê de Branding da ABA.

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Vivemos em uma era em que a tecnologia vem crescendo exponencialmente!

Em função desse crescimento identificamos a facilidade que se tem em obter ou compartilhar dados, tornando factível transformar qualquer material em informação.

E vem desse turbilhão de informações a nossa necessidade atual em mensurar o que é importante ou não para nós ou para uma empresa.

As métricas nas mídias sociais são usadas por muitos times a fim identificar o que é fundamental para o negócio, ainda mais quando se trata de disseminar uma marca.

E pensando em divulgação de marca, no caso do marketing, por exemplo, é possível afirmar que se pode converter simples visitas ao site das empresas em leads, o que torna o alcance da marca ainda mais amplo.

Mas devemos pensar que a informação está todo lugar e esse fator torna o trabalho de mineração de dados um tanto quanto árduo, pois há uma infinidade de meios digitais passíveis de análise e, para que seja de fato efetivo o nosso trabalho, manter a monitoração constante durante um período mínimo é essencial, pois possibilita a otimização de estratégias para serem executadas nos canais digitais que podem proporcionar maior sucesso a uma marca, por exemplo.

Mas o que é a métrica de mídia digital?

Consideramos métrica como uma forma de medir e analisar qualquer tipo de dado. Nas mídias digitais analisamos pessoas ou empresas com o intuito de vislumbrar qual é o desempenho deles em suas atividades nos meios digitais. Para isso, podem ser utilizadas ferramentas de monitoramento, que são especializadas em capturar o dia-a-dia dessas pessoas nas redes.

O maior desafio que as equipes de monitoramento enfrentam é juntar material das redes sociais e consolidar algo realmente significativo para as empresas. Apesar de existirem muitas ferramentas poderosas para análise dos dados, até o momento nenhuma plataforma foi capaz de fazer isso isoladamente de forma completa, e é por esse motivo que é necessário obter dados do máximo de mídias sociais possível, a fim de entender o panorama geral. Afinal, não são apenas conversas que nos trazem dados, mas também as ações resultantes dessas conversas.

A intenção de monitorar as métricas de mídia social é usar os dados adquiridos para melhorar os esforços de marketing e engajar o cliente. Por exemplo, a mídia social e a presença nos sites devem ser integradas porque elas direcionam o tráfego de outras pessoas, além de envolver o público de maneira diferente. Meça coisas às quais você pode atribuir significado, coisas que podem ajudá-lo a tomar decisões importantes para ampliar o direcionamento da marca de uma empresa.

As métricas de mídia social são uma boa indicação de como as pessoas estão visualizando sua empresa ou uma campanha, a qualidade de seu conteúdo e qual o interesse geral que elas têm em relação à companhia.

Se você ainda não achou tão importante assim mensurar os dados, pense que o crescimento financeiro da sua empresa e o destaque que a sua marca vai ganhar podem ser diretamente afetados por essas informações vindas das mídias digitais e passíveis de análise.

O retorno do investimento (ROI) em mídias sociais é a prova monetária de que as suas estratégias estão funcionando em prol da sua empresa ou não. De acordo com o Social Media Examiner, “O ROI da mídia social é definido como uma medida da eficiência de uma campanha de marketing”.

Acompanhar o ROI permite que se saiba o que está funcionando e o que não está. A fim de melhorar as táticas e alocar tempo e recursos de maneira adequada. Mas antes de acompanhar o ROI, você precisa definir metas para as métricas específicas de mídia social que deseja acompanhar.

As metas são os objetivos que queremos alcançar, e são esses objetivos que determinam quais métricas iremos criar, como, por exemplo, aumentar o destaque da marca da empresa.

Podemos citar como um exemplo de métrica o rastreamento dos links que são publicados no Twitter da nossa empresa através da ferramenta Bitly, que auxilia também no cálculo do ROI.

Já em outro caso, podemos pensar em analisar a quantidade de seguidores, de tráfego social, de conversões de visitas em leads, que dão um viés totalmente diferente, mas que são extremamente importantes para as empresas.

Enfim, vemos que acompanhar as métricas de mídias digitais permite às equipes tomarem decisões importantes, que podem ser até em tempo real, com foco nos resultados e de forma muito mais assertiva, aumentando, assim, o sucesso dos negócios.

Então vamos aprender mais sobre as inúmeras ferramentas disponíveis no mercado e começar a ver como as informações podem trabalhar a favor da nossa marca.

Imagem: Pressfoto

Carol Jaime: Especialista em Design Digital e Novas Mídias. Líder de UX. Estrategista em desenvolvimento de softwares com aplicação de metodologia Ágil. Com 14 anos de experiência em soluções para o mercado financeiro, agora atuando em softwares na área da saúde, onde leva para esse mundo os poderes do design totalmente integrados à alta tecnologia.

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O mundo está em constante mudança, atualmente os consumidores estão mais imersos nas experiências que as marcas podem proporcioná-los. Neste contexto, o conceito de Customer Experience, que contempla metodologias e técnicas de Design de Experiência, ou também chamado, User Experience (UX) em conjunto com as técnicas de User Interface (UI) tem proposto soluções gráficas e digitais com foco nas pessoas e no usuário final. A customização para um público-alvo cada dia mais exigente e diversificado é um desafio mundial, além das constantes adaptações para as mais diversas plataformas e tecnologias.

O avanço da tecnologia e dos meios digitais interativos, impactam nos tradicionais modelos de construção dos Manuais de Identidade Visual (MIV), na concepção de novas marcas e manutenção das marcas existentes. Neste contexto, acompanhe cinco tópicos norteadores: Adaptação Multiplataforma, Design de Informação, Design de Interação, Motion Graphics e Análise dos Resultados.

#AdaptaçãoMultiplataforma

Atualmente, uma marca não nasce se ela não tiver a possibilidade de adaptação total, considera-se o desafio das multiplataformas uma premissa de projeto, que não se resume apenas nas plataformas atuais como por exemplo o smartphone, tablet e desktop, mas sim, pensar nas interfaces emergentes como o Smartwatch, telas touchscreen, holografias e Smart TVs e naquelas que ainda irão surgir, gerando um constante trabalho de Trend Forecasting.

Considerando o Design Digital, como uma vertente do Design Gráfico e do Design Industrial, podemos destacar três elementos que impactam atualmente na Experiência da Marca: Design de Informação, Design de Interação e o Motion Graphics.

#DesigndeInformação

BigData e MetaDados são conceitos e termos relacionados ao mar de informação que somos impactados diariamente. As informações que antes eram difíceis de obter, atualmente são difíceis de controlar. Neste contexto, marcas começam a surgir e serem desenvolvidas por meio de algoritmos e linguagens de programação, com isso a sua forma gráfica pode sofrer centenas de alterações, sem perder seu conceito e seu projeto de design.

#MotionGraphics

O que antigamente poderia ser considerado como uma limitação tecnológica ou um tabu, com as alterações derivadas do impacto dos algoritmos e adicionadas aos elementos de multimídia (imagens, sons, textos e vídeo), as marcas passam a ganhar ritmo e movimento obtidos por meio de recursos audiovisuais e motion graphics. Neste contexto, uma marca que contempla diversos subprodutos, consegue sofrer pequenas mutações e customizações gerando sinergia com um conteúdo específico.

#DesigndeInteração

Marcas, assim como todos os produtos e serviços, possuem um público-alvo e personas. Cada usuário tem seus gostos, costumes, cultura, vícios, dificuldades, entre outras especificidades. Torná-las mais próximas de cada usuário é um grande desafio, mas também um grande diferencial e potencial de carisma, simpatia e principalmente de empatia, conceito este, fundamental na discussão de UX.

#AnálisedosResultados

Por fim, nada disso será eficaz se não for constantemente obtido feedbacks dos usuários. A etapa do Design Thinking relacionado ao Aprender, nos coloca mais próximos e no lugar do outro, auxiliando identificar a real percepção do público-alvo e de cada persona. Diversas técnicas e ferramentas auxiliam na realização de testes de usabilidade e no mapeamento do impacto da marca, principalmente nas redes sociais.


Prof. Ms. Marcelo Falco: Designer Digital, Professor Universitário e Consultor. Mestre em Design, com pesquisa em T-commerce (Transações Comerciais na Televisão Digital Interativa), Pós-Graduado em Marketing Digital, com pesquisa relacionada em E-Commerce de refeições on-line, e Graduado em Design Digital, com pesquisa sobre Web Arte, Vídeo Arte e Video Instalação. Atua como Pesquisador e Professor nos cursos de Graduação em Design Digital e Pós-Graduação em Infografia e Motion Graphics na Universidade Anhembi Morumbi (UAM), Publicidade e Propaganda, Design Gráfico, Jogos Digitais, Comunicação e Tecnologia na Faculdade das Américas (FAM). Também é Diretor de Criação na Falco Femoralis Consultoria Digital, uma consultoria focada em treinamentos e desenvolvimento de soluções digitais e interativas. Realizou projetos para SERASA Experian, Universidade Anhembi Morumbi, IG, IBOPE MEDIA, FUNDAP, BSP, Faculdade das Américas, Crefisa, Fundap, entre outros. Recentemente, apresentou sua pesquisa no IDA Congress 2011 (Taiwan), no CIPED 2011 (Portugal), P&D 2012 (São Luis do Maranhão – Brasil), CONIC 2013, 2014 e 2017 (Brasil), HCI Internacional 2015 (Los Angeles – USA), Journal of Computer Technology and Application 2016 (Estados Unidos), SIGraDi 2017 (Chile), AHFE 2017 e 2018 (Los Angeles – USA) e Publicou um Livro chamado: O Design de Interação e a Televisão Digital Interativa (TVDi) em 2018 (ISBN-13:978-620-2-04750-0).

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Para quem cresceu, assim como eu, na década de 1980, havia um item importante ao lado do telefone, acionado até então por um disco ou teclas, tão importante que costumava ser guardado em uma gaveta no móvel que dava suporte ao aparelho. A agenda telefônica. Nessa época era comum sabermos “de cabeça” o telefone de um bom número de amigos, familiares, bem como suas datas de aniversário. Éramos mais capazes? Não é essa a questão, o teórico das mídias Marshal McLuhan, criador do aforismos o meio é a mensagem, antecipou em décadas os efeitos da cibercultura ao dizer que os meios de comunicação são extensões do homem e que estes alteram nossa cognição e percepção rumo ao mundo social. Somos produto da nossa cultura e vivemos em uma cultura digital, algumas engrenagens desse sistema são mais visíveis, outras nem tanto, mas o fato é que essa sociedade redesenhou de maneira profunda as mais diversas relações encontradas nela. As relações com quem estão próximos ou pretendemos que um dia estejam, encontram respaldo nos comunicadores instantâneos que possibilitam os grupos de família e os aplicativos de namoro adicionam novas sociabilidades. Novos modelos de negócio surgiram e outros sumiram do mapa. Há no ar uma sensação que é tudo novo agora.

Ainda estamos na era da informação?

A capa da revista da Time de 2006, em seu suplemento personalidade do ano, trazia uma tela de computador e uma única palavra você! Além disso dava as boas vindas a era da informação. Em sua primeira fase a cultura digital viveu a era do upload, ou seja, alimentamos o ciberespaço com informações diversas, os sites, os serviços bancários, institucionais, entre outros, foram preencher um ambiente de 0 e 1 até que a chegássemos na era do download, onde estas informações passam a alimentar não apenas os gadgets, mas diversos outros aparelhos da chamada internet das coisas. Uma nova mídia que alterou profundamente diversas estruturas, a internet, também trouxe dilemas de um novo ecossistema em constante formação, mas foi quando a grande rede mundial dos computadores começou a criar a grande rede social, o Facebook, que esta nova mídia trouxe para o centro da mesa algumas verdades inconvenientes: As bolhas de informação, Fake News, a polarização e  o discurso de ódio. As redes sociais parecem caldeirões prestes a explodir e a comunicação por vezes se torna incomunicação. Que o Facebook não produz conteúdo todos já sabemos, porém também não filtra e literalmente qualquer coisa pode ser propagada e por um breve período, as vezes nem tão breve assim, adquirir status de verdade absoluta. Se está na internet é verdade! Não, não é!

Para tudo aquilo que não podemos racionalizar a respeito, não operamos somente no modo consciente, muito ao contrário, e por isso para um mundo que não compreendemos boa parte do preenchimento desta “realidade” virá de um pacote chamado crenças. Escolhemos rapidamente acreditar em uma determinada postagem, em um determinado conteúdo, porque ele dialoga diretamente com o que acreditamos. E nesse ponto há um desafio para todos nós. Em que devemos acreditar? Enquanto algumas imagens falsas afrontam algumas pessoas, outras se sentem confortadas porque elas reforçam sua visão de mundo. Esse material dirigido cria a tão falada bolha, ou seja, estamos recebendo conteúdos que não sabemos quem redige, se há um alguém de fato ou se está a serviço de uma engrenagem maior, não sabemos qual a linha editorial, se houve uma checagem de fontes, mas há geralmente um endosso de um amigo que compartilhou, de um familiar que colocou no grupo ou do sistema que separa para exibir somente aquilo que ele assume que você gostaria de ver.

É assim que nos separamos em bolhas, em nós contra eles e mentiras se propagam.

Pós-Verdade e as marcas

A pós-verdade se caracteriza com a sobreposição das crenças pessoais, olha elas novamente, acima dos fatos. O que eu acredito ganha o reforço dos algoritmos que mostram aquilo que eu desejo ver e não serei contraditado.

Robôs garantem que esse conteúdo, antigamente chamado de boato ou fofoca, se espalhe de maneira exponencial. Todos podemos ser vítimas de uma informação falsa ou de um ataque de comentários que visam desqualificar uma das riquezas da rede, a possibilidade de diálogos. Se o conteúdo é rei, checar a veracidade antes de compartilhar é uma grande riqueza. Mas há algo além. Em uma época em que as marcas passam a adotar propósitos claros e valores inegociáveis, se torna cada vez mais delicada a vivência digital.

Alguns pontos para atenção:

O tempo

Se antes das redes sociais digitais uma resposta em 24 horas era um gol e tanto, para os nativos digitais parece uma eternidade. A possibilidade de checar respostas o tempo todo, com auxílio dos smartphones, traz a ansiedade e a velocidade dos processadores que não para de aumentar alterando nossa percepção de tempo. Não crie canais de atendimento que não possam ser gerenciados para respostas rápidas. 24 horas já não é ideal, mais que isso é um problema.

Os valores

Por mais que soe atraente “surfar” em tópicos emergentes, a consistência é a mãe da percepção. Não atraia para si uma atenção que pode virar decepção se não há uma estratégia de produto e a comunicação será pontual e descartada rapidamente.

A diversidade

Ter uma equipe com representatividade baseada em diversidade vai proporcionar uma visão adequada de um mundo cada vez mais diverso. Diversidade é rentável, é estratégica e é justa.

O legado

De que forma você contribui com as questões levantadas até aqui. Como pode não depender de uma casa que não é sua? Ainda que você não possa abrir mão do Facebook e do Google, uma leve mudança de algoritmos faz toda a diferença. Os maiores anunciantes globais, P&G e Unilever, tem reduzido seu investimento em digital e pressionado o Facebook para adotar mais transparência com a questão do Fake News e os discursos de ódio. Apesar da redução, suas receitas continuaram a subir. Faz sentido para seus consumidores que de alguma maneira estas marcas cobrem uma melhora no mundo e sejam parte dessa solução, utilizando o poder que possuem.

A rapidez

Errou? Assuma rapidamente e veja como reparar. Detectou o uso de robôs para desqualificar sua posição ou pessoas que estão diametralmente em lado oposto aos seus valores? Responda com os seus valores! Ser claro e honesto fará um grande link com quem de fato acredita no que você acredita. Você não vai agradar todo mundo, porém não desagrade quem de fato comprou seu propósito.


Rodrigo Amorim: mestre em comunicação e pesquisador pela Faculdade Cásper Líbero. Com 15 anos de experiência em projetos de branding e comunicação para empresas nacionais e multinacionais. Professor em cursos de pós-graduação e palestrante.

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Ter uma marca pessoal forte é essencial para quem deseja passar uma determinada percepção sobre si. Entretanto, é preciso trabalhar o personal branding, ou seja, a forma como gerenciará a sua marca. Afinal, de que adianta se esforçar para construir uma imagem se ela não for divulgada ou conhecida?

Quando você investe no seu personal branding, as oportunidades de negócio aparecem e sua rede de relacionamentos se amplia. Seu trabalho começa a ser reconhecido por profissionais da sua empresa e de outras e se torna uma referência no seu segmento.

Se está no início desse processo, precisa saber qual a melhor forma de investir no seu personal branding para não errar. Se começar fazendo o certo, no futuro terá muito menos desgaste para arrumar os pontos falhos e sua marca estará muito mais forte.

Como sei que o começo de tudo é sempre mais difícil, separei algumas dicas para te ajudar. Confira!

Cause uma boa impressão

Não importa se presencialmente ou online, sempre deixe uma boa impressão sobre a sua marca pessoal. Pense qual imagem deseja transmitir e invista nela.

Nos encontros presenciais deixe que as pessoas percebam a sua simpatia e demonstre todo o conhecimento que possui sem ser arrogante. Nas redes sociais e mundo online, tome muito cuidado com o que publica, nada de futilidades! Invista em conteúdo que agregue valor e atraia as pessoas.

Estabeleça a sua marca pessoal

Quem é você? Como quer ser vista? Quem é o seu público? Quais são os seus pontos fortes e habilidades? Por que deseja se tornar uma referência? Qual o seu diferencial?

Essas são algumas das perguntas que deve responder para começar a criar a sua marca pessoal e investir no personal branding. É preciso que haja alinhamento entre o que você pensa e suas atitudes, por isso é fundamental ter essas respostas bem claras a todo o momento.

Defina os seus objetivos

É muito importante saber onde quer chegar e o motivo. Comece listando quais são as suas metas, mas cuidado para não pensar em nada inviável nesse momento para não desanimar depois.

Feito isso, estabeleça um plano para alcançar os objetivos e estipule um prazo para que cada um dos itens se concretize. Cuidado para não desviar dos seus objetivos, sempre os tenha em mente e foque neles.

Não vincule a sua marca a uma empresa

A sua marca pessoal, como o nome diz é sua, por isso não crie um rótulo vinculado a uma organização que não seja sua. Não se deixe conhecer como o gerente da empresa X, o presidente da empresa Y. Se um dia sair da empresa ou for mandado embora, junto irá a marca que demorou para construir.

Faça com que as pessoas conheçam o profissional que, independentemente da empresa em que atua, será uma referência e chamará a atenção positivamente. Tenha um nome forte e talvez até uma função, mas que seja vinculada apenas com o seu nome.

Escute os outros

O seu público é quem lhe dará o feedback do trabalho que você está construindo com o seu personal branding. Esteja aberto para ouvir opiniões e, quando elas não forem dadas espontaneamente, peça para que as pessoas digam o que acham da sua marca.

Tenha um canal de relacionamento próximo para que possa trocar informações, ouça e reflita sobre o que é dito. Pode ser que em um primeiro momento o comentário não agrade, mas a pessoa pode ter um ponto de vista diferente do seu e estar certa.

Invista no personal branding

Não crie a sua marca pessoal para que ela fique escondida do mundo, mostre quem você é e atraia cada vez mais seguidores e fãs. Investir na divulgação é fundamental, tanto no mundo virtual como no capital relacional.

Acompanhe os resultados

O personal branding exige que você acompanhe os resultados do que está sendo feito, pois somente assim poderá saber se os efeitos estão sendo os esperados. Verifique o quanto cada um dos objetivos foi alcançado e os analise.

O efeito produzido é importante, mas saber o que fazer com o diagnóstico é mais ainda. Veja o que não saiu como o planejado ou que não teve o impacto que esperava e reveja o planejamento. Faça ações corretivas a fim de melhorar a sua marca.  

Agora que já conhece os passos iniciais, faça o planejamento do seu personal branding no papel antes de colocá-lo em prática. Seguindo esses passos, conforme for concretizando cada etapa, colherá os frutos e perceberá que sua marca pode chegar longe.


Jac Lopes: Especialista em Branding de produtos e de pessoas. Expert Top2YOU. Palestrante do tema: Sua Marca é Você! Carioca, marqueteira, mãe de um único filho e seu maior orgulho o Rafael. Curiosa e muito agregadora, amante de novas culturas e da inovação. Conhece o Brasil como ninguém, por dentro, pelas pessoas, já morou em 19 estados diferentes, de Norte a Sul do país.

Executiva com profundo conhecimento do varejo nacional e da cultura brasileira, morando em todas as regiões, desde o Sul ao Extremo Norte do país. “Posso afirmar poucos conhecem o Brasil sua gente e sua diversidade como eu conheço”.

Com grande talento para o networking tem experiência profissional em diversos segmentos como: farmacêutico, shopping center, moda, educação, franquias e serviços.

A habilidade para o capital relacional adquirido ao longo da carreira profissional fez com que mudasse 9 vezes de empresas em segmentos bem diferentes.

Especialista   em marketing tem cases de sucesso em branding no segmento farmacêutico com a NEOSALDINA, sabe aquele sorriso da Neosa? Aquele branding sensacional que está no produto até hoje? Nasceu em 1997 com uma equipe fantástica e a agência Artplan. Foi com esse primeiro case premiado, que o branding se tornou algo muito prazeroso.

Outros cases de sucesso em outros segmentos de mercado foram, por exemplo, a mudança da marca do Spoleto, rede de franquias de alimentação brasileira. Refazendo todo o branding da rede nasceu a frigideira como símbolo trazendo mais design e mais modernidade. No branding do Beleza Natural, maior rede de salões de beleza para mulheres negras e cacheadas no Brasil, os cachos tornaram-se referência para apresentar o design vibrante da marca.

Mestre em Gestão Empresarial pela EBAPE – FGV RJ, pós-graduada em Marketing pela ESPM e MBA pelo IBMEC é formada em Farmácia pela UFRJ – RJ.

Na área acadêmica é professora dos cursos de Pós-Graduação Online e presencial da FGV.

Muitas histórias de sucesso, muitos desafios, alguns bons fracassos, que levaram a bons aprendizados, muitos amigos e uma certeza:  você sempre pode fazer diferente e a diferença onde estiver.


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Em épocas de crise é muito mais difícil vender e, como consequência, é até normal encontrar empresários e executivos de empresas que se queixam dos seus resultados pequenos, que culpam sempre “a crise”, “a falta de crédito disponível”, e várias outras situações possíveis,dentre o enorme cardápio de mazelas que assolam o Brasil e sua economia atualmente.

É impressionante descobrir numa avaliação, que nem precisa ser tão minuciosa assim, que existe um erro clássico, cometido por muitos, e que castiga diversas empresas: elas trabalham sem implementar um real marketing de relacionamento.

Como tem muita gente que acredita que “essa necessidade” não é para eles, segue aqui um resumo, baseado em teoria de vendas, que vem dos autores Spiro, Rich e Stanton (2010).

Segundo eles, são 4 as possíveis situações/mercados que acompanham o desenvolvimento da história:

  1. Mercados com demanda e falta de oferta de produtos – Isso foi o começo de tudo e mercados com esses hoje são raros, mas ainda existem. Imagine por exemplo que sua empresa produzisse vacinas contra febre amarela em São Paulo…  O foco nesse tipo de situação é obviamente a produção e não é necessário relacionamento algum para vender.
  2. Quando a oferta ficou igual a demanda – aqui as empresas começaram com o “política” do “vender de qualquer jeito”, mentir para cliente não era raro, pensar em relacionamento e satisfação do cliente praticamente não passava pela cabeça de ninguém. (Infelizmente existem empresas que ainda acham que o mercado delas está nessa fase, mesmo quando não está… o futuro é negro para elas)
  3. Quanto a oferta ficou maior que a demanda – Pode-se dizer que aqui surgiu o conceito do marketing, ou seja, já faz tempo. Nesse estágio as coisas mudaram radicalmente, com mais gente querendo vender do que gente querendo comprar, fato que é exacerbado nas crises, onde menos pessoas conseguem comprar. Os pensamentos em relação a venda já são outros – prioriza-se a satisfação do cliente para que o cliente compre novamente e a empresa se mantenha lucrativa por meio do volume de vendas, melhor do que o das empresas com clientes insatisfeitos. Nessa fase o papel do gerente de marketing ganha importância, a proposta de valor precisar ser entregue, tem que haver esforços coordenados e planejamento de produtos correto, estoque na medida certa, e os canais de comunicação com os clientes tem que funcionar para que as empresas possam reagir aos sinais de insatisfação dos clientes para que eles se mantenham: clientes!

* Aqui preciso fazer uma pausa – Muitas empresas nunca operaram de fato, ou operaram muito mal nessa fase, e já vinham tendo resultados ruins antes da crise começar. Ela só acentuou aquilo que já estava ruim.

  1. Estágio de relacionamento – Nesse estágio o que se busca é ir além. Existe muita competição e ter cliente satisfeito não é mais um diferencial. Aqui é necessário se relacionar com o cliente para manter-se vivo na memória dele, para que no caso da necessidade da uma nova compra, a sua empresa seja a primeira escolha que lhe vem à cabeça, preferencialmente de uma forma positiva.

É necessário pensar e agir de forma diferente aqui, mas para aqueles que conseguem existem mais resultados – o primeiro, e mais gritante deles: você não precisa correr atrás de novos clientes de forma desenfreada, o que é potencialmente mais caro. Chega um momento que a sua “carteira de clientes habituais” é tão ampla que eles conseguem manter seu faturamento e seus lucros.

Outra extremamente importante, ainda mais em momentos como agora, em que todas as empresas precisam vender, e tentam tirar os seus clientes, especialmente os lucrativos: As vendas de relacionamento diminuem a sensibilidade do cliente a ofertas externas. Nos casos super bem feitos, alguns clientes simplesmente nem querem ouvir propostas alheias. Ótimo, se esse cliente for seu cliente e não do concorrente.

Percebeu que precisa implantar as vendas de relacionamento? Ok, como faço para não errar…

Se, depois de analisar alguns dos aspectos do seu mercado, você chegou à conclusão de que precisa investir mais no relacionamento com os seus clientes veja, nas próximas linhas, pequenas dicas para evitar armadilhas que podem aumentar seus custos e complexidade de operação, sem trazer resultado algum.

Primeiramente entenda que é necessário planejar! Sair, na correria, comprando sistemas e coletando informações podem resultar apenas em mais um sistema e um grande volume de informações, sem nenhuma utilidade. E pior: dado o trabalho que dá coletar e organizar informações, aprender a operar e a sincronizar sistemas, se nada disso é utilizado depois, um resultado bem provável é que sua equipe (e as vezes você mesmo) perca o interesse no processo. O que era para ajudar nem nasce e já morre, e ainda impede possibilidades futuras – portanto: pense antes de agir.

Segundo, preste atenção aos valores e as propriedades de um relacionamento. Vou comentar apenas dois aspectos, da lista de 13, conforme apontado por Gummesson, em seu livro de 2010. Lembre-se que num relacionamento todos aceitam e até esperam que o equilíbrio de poder não seja idêntico. Mas, o que é aceitação virá completo ódio quando um dos lados exagera na dose. Boas relações evaporam quando o fornecedor abusa e deixa seu cliente sem serviço ou opções, e não dá para querer criar relacionamentos se o abuso de poder faz parte da (errada) mentalidade da sua empresa.

Ainda em relação a propriedades: só existe relacionamento se houver interesse e atração. Se sua marca não é interessante para ninguém se preocupe em torna-la. Se seu produto não tem “sex appeal” arranje uma forma de fazer que tenha, pois, para o relacionamento começar e se manter o interesse tem que estar lá. Ou seja, olhe para suas políticas e formas de atuar e para a força de sua marca e produtos antes de querer gastar rios de dinheiro em relacionamento. É preciso olhar o todo.

Terceiro ponto – cuidado com os sistemas pasteurizados.

Antes de comprar, mesmo o melhor deles, entenda que além de ter uma pessoa que saiba operá-lo, é necessário ter propósito e visão estratégica para a ferramenta, e, realmente é necessário precisar dela. Ter um sistema que alinhe suas necessidades reais com as ofertas reais do mesmo. Comprar menos não te atende, e comprar mais do que precisa só te onera a operação. Lembre-se: um dos melhoresCRMs do mundo é o do balconista da padaria onde você vai sempre. Lá um funcionário, com pouca instrução formal sobre CRMs, na base da simpatia e empirismo aprende que lanche você gosta e como você gosta que ele seja feito. Basta ele te ver para oferecer a coisa certa na hora correta e pronto: seu regime vai pro brejo enquanto o ticket médio dele triplica.  CRM exige um esforço hercúleo, mas ele permite que você agrupe seus clientes e crie ofertas personalizadas e interessantes que farão todos eles acharem que são únicos e importantes para você, e, também por isso, tomam a iniciativa de comprar. Se você não consegue fazer nada disso, sinto muito, você não está nem perto do balconista da padaria e muito menos tem CRM de verdade.

Para terminar, o mais importante: Segundo Kotler, sempre preciso e extremamente pertinente – misture tudo!O que vale agora é a convergência entre online e off-line, a soma dos dois. Tudo feito com elevado grau de “humanidade”. Explico: mais e mais clientes adoram saber que por trás daquela marca, daquele post, do outro lado da tela existe um ser humano.
Acredito, em meio a toda a tecnologia que existe, o toque humano na comunicação e no marketing de relacionamento é apontado como um dos maiores diferenciais das marcas.


Eslei Giarolla: 23 anos de experiência em marketing e vendas trabalhando para empresas de renome como Yamaha, Bombardier (BRP), Ford, Nippondenso, entre outras. Experiência na gestão de unidades de negócios e de pessoas com responsabilidade direta pelo P&L e administração das áreas de marketing, vendas, serviços, canais de venda e rede de concessionários. Experiência nos segmentos automotor, agronegócio, nutrição animal, produtos de luxo, alimentos, produtos de lazer e varejo de moda. Mestre em Gestão de negócios pela FIA – onde desenvolvi dissertação com o tema: “Conquista e retenção de clientes lucrativos por meio de marcas fortes”.  MBA em marketing de Serviços pela ESPM; Engenheiro mecânico formado pela FEI”. Professor de competências de marketing e vendas, consultor de empresas do ramo de varejo e do agronegócio.

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Nessa última sexta, aconteceu em Boston o Brazil Conference, conferência organizada há quatro anos pelo MIT e Harvard, onde grandes nomes, de empresários a políticos, do país são convidados a participar.

Neste último evento, Anitta esteve presente e em quase uma hora explicou o modelo de negócios da sua carreira, do início nas favelas do Rio ganhando R$150 aos palcos internacionais – hoje seu cachê gira em torno de 200 mil e em breve fará sua primeira apresentação no UK, no Royal Albert Hall (atenção amigos queridos de Londres!).

Já acompanho Anitta há algum tempo e ela é o exemplo claro de uma marca pessoal relevante e de quais são os benefícios de uma gestão de marca estratégica bem executada (vide sua ascensão e valorização de marca).

Ao pensar em Personal Branding, muitos trazem à mente a imagem de ações desenfreadas em marketing pessoal, busca de visibilidade instantânea, fórmulas instantâneas para alcance de influência, busca de seguidores e visibilidade nas redes. O que não é o caso (veja o que é Personal Branding nesse vídeo aqui).

Claro, como os experts em crescimento e entregabilidade nos canais digitais sabem, esse é um passo importante em algum momento.

Entretanto, para chegar a esse ponto é preciso entrega e uma estratégia por trás para dar suporte à imagem. Caso contrário, é trabalho em vão (a não ser que a busca seja por 15 minutos de fama).

Com a ansiedade de alcançar resultados imediatos, o que acontece nos bastidores (onde o show realmente acontece) é muitas vezes subestimado. É preciso estratégia e entrega.

Os pontos fundamentais e bem executados da Anitta na gestão de sua marca pessoal:

 

  1. AUTOCONHECIMENTO

Anitta é PR de si mesma, porque a solidez do entendimento de quem ela é, a que veio e do que acredita é grande. Não há gafes, crises de imagem, meias palavras, pedidos de licença ou desculpas. A autenticidade (e inteligência estratégica) domina os seus discursos seja no palco do Brazil Conference ou no feed do Twitter.

Influência só é possível quando há o autoconhecimento. De quem você é, da sua história e do que você entrega de valor.

Não é preciso usar máscaras e o risco de elas caírem, então, é inexistente.

 

  1. CLAREZA AO COMUNICAR

Anitta tem consciência e cuidado com a sua reputação e presta atenção em cada mensagem que envia.

Entende que a comunicação é a ponte entre a sua marca e o público, e nada ali é em vão ou desperdiçado.

Além disso, ela faz questão de corrigir quem a cita de maneira pública se há ali algum provável ou potencial mal entendimento. Afinal, a história é dela e ela faz questão de ser a responsável por contá-la.

A sua mensagem, seja nas músicas ou em suas falas, é simples e direta. Sem palavras vazias ou clichês de mercado. E é, por isso, fácil de permanecer em nossas mentes em um mundo atual com muita informação e deficit de atenção.

 

  1. AUTORIDADE E EDUCAÇÃO DE MERCADO

A percepção da uma marca está intrinsicamente ligada às associações de seu mercado. Nosso cérebro recorre ao que há de familiaridades e conexões pré formatadas para fazer julgamentos e escolhas. E se há preconceito com o mercado, há consequentemente potencial preconceito com a sua marca.

Como autoridade no funk, ela ajuda na educação desse mercado e defende o seu posicionamento. Coloca o outro, que não viveu nessa realidade, em seu lugar. Traz a sua perspectiva sobre o mundo onde o funk reina. Ao invés de impor, ela tem a sensibilidade de traduzir realidades.

“Antes de cantar, eu nunca tinha ido à zona sul do Rio de Janeiro. Então é muito difícil você cantar o ‘barquinho vai, a tardinha cai’ (referência à Bossa Nova) se você nunca viu essas coisas. O funkeiro canta a realidade dele. Se ele acorda, abre a janela e vê gente armada e se drogando, gente se prostituindo, essa é a realidade dele. Para mudar as letras do funk, você tem que mudar antes a realidade de quem está naquela área”.

Essa postura desarma os discursos rígidos, diminui distâncias, desperta a atenção e traz questionamentos àqueles que não são familiares ou fãs de sua marca.

Quer fazer um minicurso em Personal Branding? Acesse o link de BH e SP.

 

  1. POSICIONAMENTO

O posicionamento claro reflete o entendimento da sua marca, do seu público e o que oferece de valor.

Mesmo com a autoedição ou o cuidado em suas falas (importante em um mundo virtual que não pede contextos ou licenças de imagem), o seu discurso não é diplomático ou vazio de conteúdo.

A sua comunicação reflete a sua identidade, personalidade e o que acredita. E por isso, não fica em cima do muro ao expressar suas opiniões (o que é apenas um reflexo de um posicionamento sólido).

O posicionamento (de público, nicho, personalidade, opiniões…) polariza. E essa polarização é característica de marcas fortes. (Nota importante: Polarização é diferente de polemização).

 

  1. VISÃO E ESTRATÉGIA A LONGO PRAZO

Após conquistar um espaço no meio do funk, Anitta traçou a sua estratégia para seguir em direção à sua ambição de visibilidade e alcance internacional.

Se não tivesse essa visão traduzida em passos e objetivos claros, dificilmente as suas ações a levariam ao ponto em que está hoje aos 25 anos.

Em seu discurso recente na Conferência disse que “se caísse no gosto dos brasileiros e dos vizinhos hispânicos, teria cacife e público suficiente para emplacar a carreira também nos Estados Unidos”.

Com esse foco e clareza de posição que queria alcançar em mente, foi então às ruas ouvir e observar.

Foi sozinha às ruas da Espanha e em Los Angeles conversar com empresários e produtores. Conversou e pesquisou nas ruas e baladas quais sons eles ouviam, quais os cantores e músicas tinham presença.

Afinal, se ela queria conquistar o público internacional, ela precisava entender o que eles pediam.

Ao ter a visão de onde queria chegar, Anitta pode aos poucos moldar a sua carreira e ações em direção a esse objetivo. De maneira gradual, estratégica e sólida.

 

  1. CONSISTÊNCIA E FREQUÊNCIA

A consistência de entrega é o que separa aqueles que alcançam o sucesso do restante.

A consistência gera credibilidade e aumenta a confiança do público com a marca, afinal assim ele sabe com o que pode contar. E a confiança abre portas para o engajamento, que acontece quando há o cumprimento de expectativas.

Anitta entregou o que se propôs a fazer de maneira inquestionável.  De forma consistente (em suas falas, ações e valor) e frequente (o que aumentou sua visibilidade) em todos os pontos de contato da sua marca com o público.

O projeto de comunicação da marca Anitta é integrado, bem amarrado e permeia ações em diversos canais, online e offline. Uma de suas campanhas de lançamento pode, por exemplo, ser iniciada com teasers no YouTube em 3 línguas e acabar com a ativação offline, com peças de xadrez gigantes no meio das ruas.

Não há como ser ignorada. Não há como ignorar a relevância, magnitude e onipresença.

 

  1. COBRANDING E PARCERIAS ESTRATÉGICAS

Com o foco em aumentar a sua visibilidade para além das estratégias digitais e para públicos associados a outros gêneros musicais, Anitta soube como associar a sua marca a parceiros estratégicos, dentro e fora do país: entre eles estão Wesley Safadão, Nego do Borel, Pablo Vittar, Maluma, Iggy Azalea e J Balvin (do recente sucesso Downtown).

A Anitta é o case de sucesso inegável no que se diz respeito ao Personal Branding. Foi possível acompanhar o passo a passo da sua trajetória e da valorização da sua marca nesses últimos anos.

Em magnitudes e mercados diferentes, o mesmo se aplica à sua estratégia.

A história deve ser contada por você. E esse controle de direção, ações, tomadas de decisão e comunicação, para alcançar o status de uma marca relevante em seu mercado, só é possível quando há estratégia.

Será que posso te ajudar nisso?

 



Juliana-SaldanhaJuliana Saldanha
Estrategista em Personal Branding. Possui 5 anos de experiência em ativação de marcas, primeiro para empresas e projetos relacionados à inovação e agora para empreendedores, políticos, acadêmicos e influenciadores com desenvolvimento de metodologia própria. Fundadora do Techmall, aceleradora de startups de BH. Responsável pela ativação e expansão da ioasys do Brasil para Londres. www.julianasaldanha.com.br

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Já vai longe o tempo em que o vendedor era aquela pessoa que “não deu certo em outra coisa” e entrou pra área de vendas; Tempos em que, pra vender,  que era só ser bom de conversa, bom de lábia… Longe também o tempo que se achava que o vendedor  era amigo do cliente, a quem pedia uma ajuda no fim do mês pra ”fechar a quota”. Vender nada mais era que saber trabalhar com a tabela de preços – que sempre aumentava no início do mês!

Nesses tempos, sempre voluntarioso, o vendedor era quem levava conhecimento, informações de produtos e análises de mercado. Falando em mercado, este era dominado por poucos fornecedores,  que ditavam preços e tendências. Mais demanda que oferta. Enfim, um mercado comprador.

Well, well, those days are gone…

As transformações mundiais a partir dos anos 1990, advindas principalmente  da popularização da internet fizeram este cenário mudar radicalmente. Ela permitiu a globalização: mais empresas surgiram, com acesso a novos fornecedores e novos mercados, e conseguiram ofertar novos produtos e serviços a pessoas e empresas que antes eram inacessíveis. Em nosso país  o mercado se abriu, a moeda se estabilizou e com isso mais pessoas passaram a consumir.

O mercado e a concorrência aumentaram, a qualidade dos produtos também. O acesso à informação aumentou e a Tecnologia da Informação foi plataforma de impulso para novas formas de fazer negócios – antes inimagináveis !O cenário transformou-se radicalmente. Muito mais competitivo e difícil de se gerenciar.  A figura do vendedor teve que se reinventar também.  Novas competências são necessárias para atuar num mercado que, outrora comprador, passou a ser vendedor.  Hoje o cliente toma a decisão de compra muito melhor informado e influenciado pelas experiências bem ou mal sucedidas de outros clientes – graças à TI e à portabilidade!

Muito mais prático, sem preocupação em se manter fiel a marcas, muito orientado a preços, o cliente sabe que o jogo mudou e que o poder está em suas mãos. E por isso demanda cada vez mais qualidade, prazo e preços em produtos e serviços.

E as novas competências do vendedor neste mercado em constante transformação, passam por estar focado em objetivos, ter profundo conhecimento da empresa e dos produtos que vende e de sua visão estratégica, além de ter a habilidade de transmitir isto ao cliente.

Ah, mas e as soft-skills? Onde ficam as habilidades interpessoais como a simpatia, a empatia, a facilidade de comunicação e de construir relacionamentos?

Entendo que não se perdem, afinal, quem gosta de comprar algo de uma pessoa de cara feia e mal humorada ? Entretanto, há que se somar a isto à habilidade de ser um consultor, de agregar valor ao cliente, seja com produtos ou serviços que satisfaçam e superem suas expectativas e que façam com que a experiência de se relacionar com sua marca seja agradável e deixe um gostinho de quero mais.

Sendo componentes importantes para a marca pessoal do vendedor, as habilidades interpessoais – fluência, clareza, raciocínio rápido e capacidade de argumentação, dentre outras –  influenciam sobremaneira no relacionamento com clientes e prospects e na capacidade de convencer, sendo diretamente responsável pelo atingimento de suas metas e consequente sucesso profissional nos concorridos tempos atuais.

O vendedor passou a ser também um embaixador da marca que representa, sendo um importante termômetro de como estão as coisas no ponto venda, de como anda o nível de satisfação dos clientes, levando informações valiosíssimas para os gerentes de produto e de marketing, propiciando eventuais correções de rota no gerenciamento da marca com rapidez e precisão.


Nelson Alves: Professor e Consultor Empresarial, especializado em Gestão de Vendas e Negociação. Graduado em Direito pelo Mackenzie e  MBA em Gestão Empresarial pela FGV, possui mais de 30 anos de experiência na área comercial, com carreira executiva em empresas de TI, liderando equipes de vendas no Brasil e América Latina, além de vivência como empreendedor no ramo varejista. Atua também como coach e mentor de novos empreendedores.

 

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