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Colaborador InfoBranding

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Já vai longe o tempo em que o vendedor era aquela pessoa que “não deu certo em outra coisa” e entrou pra área de vendas; Tempos em que, pra vender,  que era só ser bom de conversa, bom de lábia… Longe também o tempo que se achava que o vendedor  era amigo do cliente, a quem pedia uma ajuda no fim do mês pra ”fechar a quota”. Vender nada mais era que saber trabalhar com a tabela de preços – que sempre aumentava no início do mês!

Nesses tempos, sempre voluntarioso, o vendedor era quem levava conhecimento, informações de produtos e análises de mercado. Falando em mercado, este era dominado por poucos fornecedores,  que ditavam preços e tendências. Mais demanda que oferta. Enfim, um mercado comprador.

Well, well, those days are gone…

As transformações mundiais a partir dos anos 1990, advindas principalmente  da popularização da internet fizeram este cenário mudar radicalmente. Ela permitiu a globalização: mais empresas surgiram, com acesso a novos fornecedores e novos mercados, e conseguiram ofertar novos produtos e serviços a pessoas e empresas que antes eram inacessíveis. Em nosso país  o mercado se abriu, a moeda se estabilizou e com isso mais pessoas passaram a consumir.

O mercado e a concorrência aumentaram, a qualidade dos produtos também. O acesso à informação aumentou e a Tecnologia da Informação foi plataforma de impulso para novas formas de fazer negócios – antes inimagináveis !O cenário transformou-se radicalmente. Muito mais competitivo e difícil de se gerenciar.  A figura do vendedor teve que se reinventar também.  Novas competências são necessárias para atuar num mercado que, outrora comprador, passou a ser vendedor.  Hoje o cliente toma a decisão de compra muito melhor informado e influenciado pelas experiências bem ou mal sucedidas de outros clientes – graças à TI e à portabilidade!

Muito mais prático, sem preocupação em se manter fiel a marcas, muito orientado a preços, o cliente sabe que o jogo mudou e que o poder está em suas mãos. E por isso demanda cada vez mais qualidade, prazo e preços em produtos e serviços.

E as novas competências do vendedor neste mercado em constante transformação, passam por estar focado em objetivos, ter profundo conhecimento da empresa e dos produtos que vende e de sua visão estratégica, além de ter a habilidade de transmitir isto ao cliente.

Ah, mas e as soft-skills? Onde ficam as habilidades interpessoais como a simpatia, a empatia, a facilidade de comunicação e de construir relacionamentos?

Entendo que não se perdem, afinal, quem gosta de comprar algo de uma pessoa de cara feia e mal humorada ? Entretanto, há que se somar a isto à habilidade de ser um consultor, de agregar valor ao cliente, seja com produtos ou serviços que satisfaçam e superem suas expectativas e que façam com que a experiência de se relacionar com sua marca seja agradável e deixe um gostinho de quero mais.

Sendo componentes importantes para a marca pessoal do vendedor, as habilidades interpessoais – fluência, clareza, raciocínio rápido e capacidade de argumentação, dentre outras –  influenciam sobremaneira no relacionamento com clientes e prospects e na capacidade de convencer, sendo diretamente responsável pelo atingimento de suas metas e consequente sucesso profissional nos concorridos tempos atuais.

O vendedor passou a ser também um embaixador da marca que representa, sendo um importante termômetro de como estão as coisas no ponto venda, de como anda o nível de satisfação dos clientes, levando informações valiosíssimas para os gerentes de produto e de marketing, propiciando eventuais correções de rota no gerenciamento da marca com rapidez e precisão.


Nelson Alves: Professor e Consultor Empresarial, especializado em Gestão de Vendas e Negociação. Graduado em Direito pelo Mackenzie e  MBA em Gestão Empresarial pela FGV, possui mais de 30 anos de experiência na área comercial, com carreira executiva em empresas de TI, liderando equipes de vendas no Brasil e América Latina, além de vivência como empreendedor no ramo varejista. Atua também como coach e mentor de novos empreendedores.

 

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Você sabe o que é marca? Existem milhares de definições no mercado e mais divulgada é a da American Marketing Association (AMA) que defende que marca é um nome, termo, sinal, símbolo ou combinação dos mesmos, que tem o propósito de IDENTIFICAR bens ou serviços de um vendedor ou grupo de vendedores e de DIFERENCIÁ-LOS dos concorrentes.

Definição complicada, né? Se não, muito grande… e, no meu ponto de vista, incompleta! Por isso, eu acredito que é mais interessante contar uma história do que apoiar algo.

Diz a lenda que o termo marca, em inglês BRAND, veio do verbo marcar, em inglês TO BRAND, que era o que os fazendeiros faziam para identificar seus gados. Pode parecer conversa para boi dormir, mas faz sentido.

Quando o ser humano sentiu a necessidade de negociar, o modelo econômico tomado pela sociedade foi o escambo. Um sistema de troca de mercadorias sem equivalência de valor, pois tudo era commodity (produtos de origem primária) e/ou artesanato (resultado de um trabalho manual com esses produtos). Mas no fim da Idade Média, alguns produtos começaram a ser mais procurados e se tornaram algo como uma moeda, entre eles o gado, e, com isso, os produtores passaram a ter a necessidade de sinalizar propriedade.

Então até aqui, marca era propriedade.

Depois, na sociedade moderna, o mundo se globalizou e os países passaram a se envolver uns com os outros por meio de relações comerciais que foram se expandindo dando início, entre outas coisas, ao capitalismo. As relações de trabalho passaram a existir, os trabalhadores tinham salários (!), o capital passou a ser acumulado em grandes produções e a Revolução Industrial estourou.  Com isso, o artesanato cedeu lugar aos produtos industrializados, que agora eram vendidos e, nesse ponto, não bastava apenas indicar propriedade, os produtores passaram a ter a necessidade de identificar os seus produtos.

Nesse momento, marca virou identificação.

Já na sociedade pós-moderna o capitalismo se consolidou, muitos produtos e serviços similares passaram a coexistir, muitas empresas nasceram, para produzir, para estocar, para transportar, para vender, para tudo, e a competição fez surgirem novas estratégias de comunicação (com muitos elementos por mensagem) e novos canais de mídia, tudo virou suporte a sociedade foi midiatizada e, nesse ponto, os produtores sentiram a necessidade de se diferenciar.

Aqui, marca era diferencial.

Hoje, na era da revolução digital, a globalização cedeu lugar ao pluralismo, temos novos grupos (pequenos ou não) surgindo e influenciando toda a sociedade, novas famílias (fora do modelo padrão: papai, mamãe, filhinho) se estruturando e mudando as relações, novos canais de comunicação e, com tudo isso, sofremos muito mais influência e influenciamos muito mais. Antes a comunicação entre empresa e consumidor era uma via de mão única (empresa > mensagem > consumidor) e hoje se tornou uma via de mão dupla (empresa > mensagem < consumidor), com empresas que passaram a ser vistas como pessoas, que interagem, conversam, têm um propósito e são muito mais expostas.

Por isso, marca virou promessa. E quebrar promessa é pecado!


Eric Miranda

É Pós-graduado em Gestão de Marcas e Branding pela Business School São Paulo e graduado em Design pela Faculdades Oswaldo Cruz. Trabalha como analista de comunicação na Serasa Experian, onde desenvolve materiais para campanhas de incentivo, eventos, feiras e convenções, faz gestão de clientes e fornecedores, e atendimento. Interessado por consumo de alto padrão, design da mobilidade, cultura, gastronomia e música.

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Podemos ter memória de fatos que vemos no dia-a-dia, mas também criar memórias de algo que imaginamos e não vimos. Daí vem a minha pergunta: sua marca faz parte da imaginação do consumidor ou é somente quando ele a vê que se lembra de ti?

A realidade é a exceção, ilusão é a regra. A vida se dá dentro do cérebro das pessoas e não fora dele. Quando eu escrevo aqui: imagine um prato branco e nele um croissant grande, quentinho, folhado, amanteigado, crocante e recheado! Quando você o corta ao meio, escorre um monte de Nutella no prato, quentinha e você a leva à boca e sente o doce sabor e….

Viu! Eu nem te mostrei o croissant! Pior, ele não existe aqui fora, não é real, mas você construiu na sua mente. Você sentiu a quentura, a crocância, e viu até a Nutella escorrendo no prato, além do gosto doce em sua boca. Ah! E sentiu o cheiro amanteigado!

É, meu caro! O mundo se dá dentro da mente do seu cliente e não fora dela. Você precisa começar a provocar sensações no seu cliente e nos consumidores para que realmente você tenha uma estratégia de branding eficiente. Ou Melhor! Eficaz.

Aí vai a minha segunda brandquestion: você provoca sensações em sua loja (olfato, tato, paladar, audição) ou acredita que branding é só provocar a visão?

Humm. Vamos repensar sua marca? Ela tem um sabor? Daí você me diz: ”Ah, mas minha marca não é ligada a alimentos, não é desse setor”. Ah, tá! Então você não pode ligar sua marca a um sabor de anis, por exemplo, ou a um cheiro de canela que ajuda fixar a memória! Claro que pode e sempre que eu chupar uma bala de anis de quem eu vou lembrar? Quando sentir cheiro de canela que marca virá à minha mente?

Brandquestion de número três: seu cartão de visitas tem um “tato”?

Olha que nem precisa ser real, basta uma imagem que meu cérebro vai ler a superfície rugosa, aquosa, lisa como uma seda ou como um veludo.

Ok, vamos lá para a minha última pergunta para ti: quantos adjetivos tem seu branding?

Não sabe?? Xiiii!! Sabe, adjetivos são palavras que caracterizam o substantivo atribuindo-lhes qualidades, estados, aparência… pois é. E se você usá-los com propriedade e descaradamente terás uma percepção brutal da tua marca. Adjetivos nos fazem imaginar.

Já imaginou você ganhando dinheiro porque fez BrainDing? Como? Tocando o sininho no cérebro do consumidor.


Pedro Camargo: Consultor e professor em Marketing, autor de livros em Neuromarketing. Palestras e cursos de Biologia do comportamento do consumidor e neurociência aplicada ao consumo: pedrocjc1@yahoo.com.br

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Quando você sai de um emprego e mesmo depois de muitos anos é lembrado pelos colegas de trabalho, significa que a sua marca pessoal foi trabalhada muito bem a ponto de não ser esquecida. Mas não basta apenas ser notado, é preciso que você seja uma referência.

Na sua empresa, você já deve ter ouvido alguém falar: “Fulano que trabalhava aqui fazia assim e sempre dava muito certo”. A pessoa continua sendo lembrada e não apenas o seu modo de trabalho, e isso é o que você deve buscar.

Ter colegas de trabalho todos nós temos, e podemos ser vistos como referência ou simplesmente como o profissional mediano que só faz o seu trabalho. À partir do momento em que você se torna uma referência, deixa de ser o parceiro, passa a ser uma “celebridade”.

Quero deixar claro que nesse caso ser uma celebridade não é aparecer na TV ou sair na rua e ter pessoas pedindo para tirar selfies com você. É ser o profissional que sabe trabalhar, que todos procuram e querem se espelhar. Se conseguir isso já terá os seus primeiros fãs.

Jac, quero ser uma celebridade, ter a minha marca pessoal lembrada! Se pensou nisso, então, está dando o primeiro passo para ter os seus colegas transformados em fãs.

Conquistando os fãs de sua marca pessoal

Para conquistar os seus fãs é preciso que haja alguma identificação com eles ou que eles recebam a sua atenção. Se for uma excelente profissional e não souber lidar com as pessoas será a chata, arrogante, a metida, mas nunca a que é bem-vista.

Por isso, separei algumas dicas para que possa colocar em prática e conquistar os fãs de sua marca pessoal. Todas são bem simples e vão fazer com que a sua imagem seja cada vez mais positiva e relacionada com de uma pessoa atenciosa.

Não julgue os outros

Sabe aquela pessoa que sempre está reclamando dos outros, critica o tempo todo e acaba ferindo os sentimentos dos outros? Você não deve ser ela!

Todos nós erramos e não devemos ficar apontando os erros de uma forma agressiva ou exagerada. Busque sempre entender o motivo do outro, mas sem julgar. Essa é uma forma de trabalhar o seu capital relacional e fortalecer o seu networking.

Evite discutir

A discussão pode ser positiva quando se troca ideias e as pessoas apresentam ponto de vistas diferentes, mas, normalmente, não acaba nesse limite. Ela costuma ir mais longe, fazendo com que haja uma disputa por quem está certo e quem é o errado.

Portanto, se começar uma discussão não insista em levá-la a frente. Busque ouvir o outro, reflita e admita que você pode estar errada.

Preste atenção no objetivo do outro

Cada um pode ter um objetivo diferente e nem sempre eles são os mesmos que os seus. Nesse caso, é preciso usar a empatia para entender o que o outro espera e assim poder ajudá-lo a chegar onde quer.

É muito importante que você ouça o outro atentamente, por isso faça perguntas e interaja durante a conversa. Chamar a pessoa pelo nome pode fazer uma grande diferença em como ela te verá.

Sorria

Essa é uma dica simples e que faz toda a diferença. O seu sorriso pode contagiar os demais e fazer com que se sintam mais felizes, essa tem que ser uma característica de sua marca pessoal.

E para conseguir sorrir sempre, tem uma frase do Dale Carnegie que gosto muito: “Você nunca alcança o sucesso verdadeiro a menos que você goste do que está fazendo.”

Se fizer o que você gosta o sorriso será natural, pois as suas metas serão atingidas.

Seja líder

Não é preciso ter um cargo de gestão para ser líder. A liderança deve fazer parte da sua marca pessoal, por isso, reúna as características necessárias para isso: elogie, critique sutilmente, respeite o próximo, não se imponha, atue como parceira e incentive o crescimento.

Para transformar colegas de trabalho em fãs é preciso que você tenha uma marca pessoal forte e que entenda que está lidando com pessoas que tem sentimentos e objetivos diversos. Quando conseguir realizar um bom trabalho e ainda manter um clima harmonioso, atingirá os seus objetivos rapidamente.

Espero que, assim como eu, você consiga ter uma marca pessoal forte que transforme os outros em seus fãs e sirva como fonte de inspiração.


Jac Lopes: Especialista em Branding de produtos e de pessoas. Expert Top2YOU. Palestrante do tema: Sua Marca é Você! Carioca, marqueteira, mãe de um único filho e seu maior orgulho o Rafael. Curiosa e muito agregadora, amante de novas culturas e da inovação. Conhece o Brasil como ninguém, por dentro, pelas pessoas, já morou em 19 estados diferentes, de Norte a Sul do país.

Executiva com profundo conhecimento do varejo nacional e da cultura brasileira, morando em todas as regiões, desde o Sul ao Extremo Norte do país. “Posso afirmar poucos conhecem o Brasil sua gente e sua diversidade como eu conheço”.

Com grande talento para o networking tem experiência profissional em diversos segmentos como: farmacêutico, shopping center, moda, educação, franquias e serviços.

A habilidade para o capital relacional adquirido ao longo da carreira profissional fez com que mudasse 9 vezes de empresas em segmentos bem diferentes.

Especialista   em marketing tem cases de sucesso em branding no segmento farmacêutico com a NEOSALDINA, sabe aquele sorriso da Neosa? Aquele branding sensacional que está no produto até hoje? Nasceu em 1997 com uma equipe fantástica e a agência Artplan. Foi com esse primeiro case premiado, que o branding se tornou algo muito prazeroso.

Outros cases de sucesso em outros segmentos de mercado foram, por exemplo, a mudança da marca do Spoleto, rede de franquias de alimentação brasileira. Refazendo todo o branding da rede nasceu a frigideira como símbolo trazendo mais design e mais modernidade. No branding do Beleza Natural, maior rede de salões de beleza para mulheres negras e cacheadas no Brasil, os cachos tornaram-se referência para apresentar o design vibrante da marca.

Mestre em Gestão Empresarial pela EBAPE – FGV RJ, pós-graduada em Marketing pela ESPM e MBA pelo IBMEC é formada em Farmácia pela UFRJ – RJ.

Na área acadêmica é professora dos cursos de Pós-Graduação Online e presencial da FGV.

Muitas histórias de sucesso, muitos desafios, alguns bons fracassos, que levaram a bons aprendizados, muitos amigos e uma certeza:  você sempre pode fazer diferente e a diferença onde estiver.


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Algumas vezes me pergunto qual a real função do e-mail marketing: lotar minha caixa de e-mail ou gerar valor para a marca? Deveria ser a segunda, mas cada vez mais percebo como a primeira predomina em minha vida.

Aqui não vale dizer “você deve passar seu e-mail para tudo”, pois eu sou a chata que tenta não divulgar o meu e-mail se não for realmente necessário. Eu tenho receio de passar meu contato e ter coisas inúteis pipocando em minha caixa de entrada, e até tenho um e-mail antigo que uso menos e recebe todo o spam enviado a mim.

O meu objetivo é refletir sobre alguns elementos até que óbvios sobre o email marketing, muitas vezes negligenciados por gestores, mas de extrema importância para a construção de uma marca.

Branding ou gestão de marcas é o modo como as marcas devem gerar valor por meio da entrega de experiências em todos os pontos de contato com os clientes e não clientes. E-mail é um ponto de contato, e engana-se quem acha que não é mais importante. Quando uma empresa tem acesso ao contato de uma pessoa, ela já passou por algumas das fases da jornada de compra e de brand equity, isso quer dizer que a sua marca não é mais desconhecida e que já pode ser considerada na escolha de compra.

O primeiro passo para construir uma estratégia de marca por e-mail é, obviamente, ter uma base de contatos para enviar. Esqueça a possibilidade de comprar mailing pronto, isso deixa as pessoas mais irritadas, além de ser uma técnica que tende a ter um resultado péssimo, pois o e-mail não tem relevância para quem o recebe. Construir a própria base de dados de e-mails é a melhor forma de se conectar com os leads e gerar um resultado mais interessante. Para isso, vale criar estratégias de ganha-ganha que aumentam as possibilidades de conseguir os preciosos contatos.

Outro problema constante que vejo em minha caixa de entrada: a frequência! Quantidade não é sinônimo de resultado. Às vezes vale mais a pena mandar poucos e-mails, mas bem direcionados e relevantes, do que esperar que as pessoas abram todos os e-mails que a empresa enviar. Com o mundo que vivemos, por mais que sejamos ultraconectados, ninguém quer perder tempo com coisa inútil. Isso significa que se a empresa e seus concorrentes lotarem a caixa de entrada dos indivíduos, a probabilidade de a sua comunicação ir para o lixo é grande.

O conteúdo costuma ser, em minha opinião, um grande problema do e-mail marketing. Recebo muito mais mensagens com foco promocional, distribuídas de forma aleatória do que realmente engajadoras. Eu estaria mais predisposta a abrir um e-mail se visse conteúdos com dicas de uso do produto. Por exemplo, em vez de mostrar repetitivamente quais maquiagens a empresa oferece, usar de uma época como o Carnaval para dar dicas de make para quem vai curtir a festa. Até os e-mails promocionais seriam mais relevantes para mim se estivessem atrelados à minha wishlist criada no site. Lembre-se: e-mails devem gerar um comportamento, e quanto mais personalizado e interessante for o conteúdo entregue, maior a probabilidade de conversão.

Os e-mails devem contar histórias e engajar tanto quanto o conteúdo criado para redes sociais. Percebo que as empresas se esforçam muito mais em ter algo atraente no Facebook ou Instragram, por exemplo, do que no e-mail, sendo que a comunicação integrada deve fazer com que tudo converse e se apoie. Além disso, as redes sociais não são uma plataforma 100% controladas pelas empresas, é quase que um espaço alugado no qual você tem que seguir as regras do proprietário. Com a novidade do Facebook de diminuir a visibilidade de publicações de empresas no feed de notícias, o e-mail marketing pode ser um grande gerador de tráfego. Mas para isso, de novo, precisa ter bom conteúdo.

Por último, respeite quem opta por sair da newsletter. Se a pessoa optou por sair, é porque não se interessa. É melhor para a empresa, que gasta menos com um lead não qualificado, melhor para a pessoa, que não tem que se preocupar em limpar o SPAM recebido. Não vale a insistência de achar que um dia a pessoa compra, pois só vai criar um sentimento negativo sobre a marca, e com certeza deve-se querer gerar valor, e não destruí-lo. Ao fazer e-mail marketing tenha isso em mente: desperte a paixão pela marca. As vendas serão consequência natural.


Patricia Gatti Marchesi: Graduada em Administração de Empresas com ênfase em Marketing pela ESPM-SP. Interessa-se pelo universo das marcas, do marketing digital e da tecnologia. Acredita que a experiência do consumidor deve ser o escopo das estratégias de negócios. Apaixonada pela dança e pela fotografia, que moldaram a sua personalidade observadora e curiosa.

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Em tempos de viralização e julgamento sem empatia, quem tem sabedoria para se construir uma imagem positiva é rei.

Não é a primeira vez que alguém da área da Saúde me liga e diz:

– Liv, estou com um problema sério com a minha equipe.

Durante a conversa, o assunto é quase sempre o mesmo: a forma como os profissionais lidam com as redes sociais. No ano passado, fiz algumas palestras sobre o tema tão importante a todos profissionais e, principalmente, ao pessoal da Saúde que sofre mais este conflito entre suas personas. A última foi para o Seminário de Comunicação da Faculdade de Saúde Pública da USP.

Antigamente, quando não havia virtualidade, as pessoas acordavam, se vestiam com suas roupas de trabalho, iam executar suas funções, se relacionavam com os colegas profissionais e, ao final da jornada, voltavam, entravam em casa, tiravam a roupa que representava a sua profissão, e, só então, passavam a se relacionar pessoalmente, em sua intimidade.

Eram dois ambientes bem separados. E passavam-se meses ou anos para os colegas saírem do ambiente de trabalho e adentrarem no íntimo, tornando-se amigos. O processo era lento e demorado. E quando havia esta mudança de relacionamento (profissional para o pessoal), ambas as partes já tinham adquirido conhecimento suficiente que poderiam dar o próximo passo com bastante segurança. Afinal, a intimidade era criada aos poucos e o tempo ditava a equação.

Havia também uma outra forma de interação. Nos primórdios da Internet, as pessoas precisavam primeiro conhecer aquela empresa, pessoa ou instituição no real, para depois validar a sua virtualidade.

Só que o advento do virtual transformou todos estes cenários. As mídias sociais impedem (por mais que você tente) que você tenha uma vida profissional completamente separada da pessoal e quando você conhece alguma empresa ou quer saber sobre alguém, você dá um Google para ver o que falam a respeito do nome pesquisado. Ou seja, as pessoas vão para a Internet para validarem o que conheceram na realidade.

E, então, você contra argumenta:

– Ué, muito simples, é só não ter mídia social. Ou deixar tudo no privado, convidando somente os amigos bem pessoais.

Bem, por mais que soe estranho, o fato é que você não precisa estar na mídia social para estar na mídia social. Se você lidar com algum cliente, paciente ou qualquer pessoa do seu ambiente profissional e esta pessoa quiser fazer uma crítica a você no Facebook dela, por exemplo, você já estará na mídia social formando uma imagem negativa de seu avatar e, o pior, sem saber o quê estão falando de você ou ter a chance de se defender.

– Avatar, Liv? Que exagero.

Eu não sei se você reparou, mas aquilo que você faz na virtualidade vira a tua representação, o seu eu virtual ou, como carinhosamente chamo, o seu Avatar. Então, você pode não se machucar fisicamente, mas o que o seu Avatar fizer, você pode sentir sim – e muito – na pele. Sinto lhe dizer, mas não há época mais perigosa de ter seu Avatar colocado na fogueira como nos dias de hoje.

Casos mais graves acontecem com os grupos de Whatsapp. O que seria uma ferramenta inicialmente utilizada entre profissionais para facilitar a discussão dos casos e acelerar a elaboração do plano terapêutico do paciente e suas possíveis formas de tratamento, se transformou em A Fantástica Fábrica de Prints.

Quero acreditar que os tropeços virtuais acontecem pela inocência ou ignorância do poder desta mídia. Várias vítimas de A Fantástica Fábrica de Prints relataram que havia uma sensação de estar teclando com seus amigos mais íntimos uma vez que conhecia alguns dos tantos participantes.E, inconscientemente e automaticamente, supunham que todos os integrantes eram semelhantes no pensar, julgar ou agir – eu chamo esta suposição de A Grande Ilusão da década.

E, como era de se esperar, a história que conhecemos de cór se repete. Se o grupo não for utilizado com a devida atenção e for compartilhada alguma selfie comprometedora, um comentário não pensado, uma piada mal colocada, uma foto divulgada sem permissão ou qualquer outro deslize, a chance deste tropeço, dependendo do conteúdo, virar um print, viralizar e cair no mundo em poucas horas é gigantesca.

Destes exemplos, vamos começar pela bendita selfie. Muitas são feitas em ambiente de trabalho, expondo o paciente. E, todos sabemos, o paciente deve ser sempre protegido. Sei, conversando com as vítimas de A Fantástica Fábrica de Prints, que muitas selfies foram feitas ingenuamente. Por mais estranho que pareça, muitos não se deram conta que tinha algum paciente saindo na foto muito menos pensaram que aquele retrato poderia ser anti-ético. O fato é que a rapidez da Internet e os atos sem pensar são uma péssima combinação moderna. Prints com comentários que exponham qualquer tipo de preconceito, posição extremista ou posts irrelevantes para a sua construção profissional são outras infelicidades que vira e mexe vejo acontecer na rede e são fatais.

A consequência destes deslizes? O profissional da Saúde, por lidar com vidas, além de sofrer a perda de credibilidade por ter seu Avatar exposto, pode sofrer injúrias que serão difíceis de consertar em um futuro próximo, podendo perder até o direito de exercer a sua profissão. Os conselhos que regem a saúde são atuantes e possuem uma série de regras que devem ser seguidas à risca.

Calma, nem tudo são lágrimas. Há muitos e muitos sorrisos no caminho. Se você souber usar as mídias sociais e ferramentas virtuais com estratégia e inteligência, poderá sentir uma espécie de massagem positiva no ego de seu Avatar, o que refletirá em credibilidade e status em sua realidade. Seria bom, não seria?

– E como se faz isto, Liv?

Você precisa pesar primeiro o que vale mais: construir uma imagem institucional promissora ou se concentrar na divulgação da sua vida pessoal? Dá para fazer os dois, mas eu sempre digo que nunca vale a pena escancararmos a nossa intimidade ao extremo, porque, como disse acima, você nunca irá conhecer realmente todo mundo que acessa a sua página e não sabe qual a intenção dela ou a forma que ela tem para receber ou interpretar o seu post.

O problema não é postar uma foto ou outra de balada, mas sim quando só se posta foto de um único tema. A construção do seu eu real e do seu eu virtual dependem de você. Assim como você representa no seu dia a dia vários papéis, precisa passar isto também para as mídias sociais. Caso contrário, criará um Avatar que não te retratará por completo e, então, seus seguidores ficarão confusos com o que você passa no virtual versus o seu real. O que afetará negativamente o seu futuro ou até mesmo, dependendo do abismo entre estas representações, o seu presente.

Definições do conceito dos graus do que é intimidade ou a forma de temperar bem a construção do seu Avatar com a proteção e sucesso do seu eu real ficarão para outro artigo. O objetivo neste texto aqui era dar um primeiro passo, o da compreensão. Entenda: não se pode mais separar as duas dimensões. E ter consciência deste cenário é necessário para se construir uma imagem com sabedoria e colher bons frutos ao invés de algo estragado. Lembre-se: sempre há uma trajetória suave que você pode escolher e o meu desejo em 2018 é que os seus caminhos – virtual e real – vivam em harmonia, sejam bonitos, macios e prósperos.


Liv Soban é Estrategista de Marca. Com participação ativa em negociações com clientes e sólido conhecimento em Comunicação interna, externa e, também, nas relações com a imprensa, atua na elaboração, construção e desenvolvimento de Marcas, bem como Planos de Marketing e Comunicação. Executa a gestão do Planejamento estratégico, inclusive no fortalecimento da relação da empresa com seus stakeholders. Graduada em Jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, cursou especializações relacionadas a Marketing e Comunicação em instituições como FGV, Universidade de Illinois, Universidade de Amsterdã, Bocconi, IBMEC e USP.

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Se você acompanha meus artigos já deve ter lido algumas vezes sobre ressaltar os seus pontos fortes para fortalecer a sua marca pessoal. Eu mesma já dei algumas dicas de como fazer, e agora vou aperfeiçoar um pouco mais o tema. Isso porque só se consegue demonstrar as suas habilidades quando você desenvolve a inteligência emocional.

Nos últimos anos as empresas vêm passando por transformações. Você notou alguma? Uma delas é a mudança na forma de recrutar os seus colaboradores. A qualificação técnica ainda é levada em consideração, mas, o lado comportamental e as características pessoais tem um grande peso na escolha do candidato. Isso quer dizer que o seu personal branding tem mais importância do que você imagina.

Aí você me pergunta: Jac, mas a inteligência emocional é avaliada em um recrutamento? É claro!

Resumidamente, a inteligência emocional é conseguir ler, interpretar e responder de forma condizente com as suas emoções e dos demais ao seu redor. Se ao ler essa definição você lembrou da empatia, você não está errado pois uma depende da outra. Ela é fundamental para saber se um profissional conseguirá lidar com as mais diversas situações.

Sabe aquele dia que você não acorda bem? Se usar a sua inteligência emocional saberá que essa não é a melhor data para realizar uma reunião motivacional com a sua equipe, pois ela será contagiada pelo seu desânimo.

Por isso, a inteligência emocional e a empatia são fundamentais para os profissionais.

Ambas ajudam no feeling de saber o que fazer no momento certo, de saber como agir perante as mais diversas situações. Não importa qual o seu cargo na empresa, a inteligência emocional é fundamental em todos eles.

A inteligência emocional na liderança

Eu costumo dizer que o líder é aquele que faz com que os demais acreditem nas suas ideias e trabalhem em prol dela. Por isso, não entenda líder como alguém que necessariamente ocupa um alto cargo gerencial, existem líderes em todas as áreas das empresas.

Por conseguir motivar os demais, líderes possuem altas responsabilidades. A inteligência emocional pode ser o guia para o sucesso ou fracasso.

Eles precisam ler os sinais e entender os pontos fortes e fracos de cada membro de sua equipe, para aproveitar melhor cada habilidade. Então o verdadeiro líder é aquele que trabalha a sua marca pessoal, usa sua inteligência emocional e com isso consegue planejar melhor suas ações.

Por exemplo, se em uma reunião importantíssima um líder ficar nervoso, ele usará uma válvula de escape a seu favor, através de atividades físicas, meditação ou uma simples conversa para distrair. Essas são forma eficientes de perceber as emoções e usá-las de forma equilibrada. Bem preparado, você conseguirá vender a sua ideia e ainda motivar os outros.

Líderes emocionalmente inteligentes conseguem gerar maiores resultados, e isso é uma verdade. Pense em como as emoções podem influenciar uma relação. Usando-as positivamente você certamente conseguirá atingir os seus objetivos.

Como desenvolver minha inteligência emocional?

Se você não sabe lidar muito bem com as suas emoções, não se preocupe! Todo mundo pode desenvolver a inteligência emocional, é só querer. Eu precisei fazer isso ao longo do tempo, ou você acha que no começo da minha carreira eu não transmite o sentimento errado várias vezes?

Em primeiro lugar, você deve saber identificar os seus sentimentos e buscar uma maneira de lidar com eles. Como disse, cada um lida com isso de uma forma diferente (exercícios, terapia, meditação, conversas, etc.), basta encontrar a sua. Depois é hora de colocar isso em prática, entendendo o melhor momento de se expor e responder aos sentimentos dos demais.

Aos poucos esse processo se tornará natural e, te garanto, quanto mais a sua inteligência emocional for trabalhada, mais destaque você conseguirá.

Em segundo lugar, é fundamental estabelecer sua marca pessoal, uma vez que você quer passar a imagem de profissional bem preparado, adaptado para lidar nas mais variadas situações.

Por último, experimente colocar a sua inteligência emocional em prática gradualmente, e depois me conta o que mudou em relação à sua qualidade de vida e com os colegas de trabalho.

Forte abraço e lembre-se: Sua Marca é você!


Jac Lopes: Especialista em Branding de produtos e de pessoas. Expert Top2YOU. Palestrante do tema: Sua Marca é Você! Carioca, marqueteira, mãe de um único filho e seu maior orgulho o Rafael. Curiosa e muito agregadora, amante de novas culturas e da inovação. Conhece o Brasil como ninguém, por dentro, pelas pessoas, já morou em 19 estados diferentes, de Norte a Sul do país.

Executiva com profundo conhecimento do varejo nacional e da cultura brasileira, morando em todas as regiões, desde o Sul ao Extremo Norte do país. “Posso afirmar poucos conhecem o Brasil sua gente e sua diversidade como eu conheço”.

Com grande talento para o networking tem experiência profissional em diversos segmentos como: farmacêutico, shopping center, moda, educação, franquias e serviços.

A habilidade para o capital relacional adquirido ao longo da carreira profissional fez com que mudasse 9 vezes de empresas em segmentos bem diferentes.

Especialista   em marketing tem cases de sucesso em branding no segmento farmacêutico com a NEOSALDINA, sabe aquele sorriso da Neosa? Aquele branding sensacional que está no produto até hoje? Nasceu em 1997 com uma equipe fantástica e a agência Artplan. Foi com esse primeiro case premiado, que o branding se tornou algo muito prazeroso.

Outros cases de sucesso em outros segmentos de mercado foram, por exemplo, a mudança da marca do Spoleto, rede de franquias de alimentação brasileira. Refazendo todo o branding da rede nasceu a frigideira como símbolo trazendo mais design e mais modernidade. No branding do Beleza Natural, maior rede de salões de beleza para mulheres negras e cacheadas no Brasil, os cachos tornaram-se referência para apresentar o design vibrante da marca.

Mestre em Gestão Empresarial pela EBAPE – FGV RJ, pós-graduada em Marketing pela ESPM e MBA pelo IBMEC é formada em Farmácia pela UFRJ – RJ.

Na área acadêmica é professora dos cursos de Pós-Graduação Online e presencial da FGV.

Muitas histórias de sucesso, muitos desafios, alguns bons fracassos, que levaram a bons aprendizados, muitos amigos e uma certeza:  você sempre pode fazer diferente e a diferença onde estiver.


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Uma aproximação efetiva com a sociedade e que potencialize ainda mais a eficiência dos serviços prestados é o objetivo principal do projeto Cartórios ao Lado da Sociedade, mote que ancora o projeto de Branding do Sindicato dos Registradores Públicos do Estado do Rio Grande do Sul (Sindiregis), que teve sua terceira etapa lançada, oficialmente, na última quarta-feira (17), no município de Soledade.

O projeto teve inicío em junho de 2016, quando o Sindiregis contratou a consultoria João Hilgert Branding Conexões para profissionalizar a entidade, processo, este, ancorado na metodologia branding. O mesmo foi planejado em três etapas: a primeira, com a formatação do ‘produto SINDIREGIS’, criação da nova marca, e endobranding institucional (diretoria e colaboradores); a segunda, durante o ano de 2017, desenvolveu-se, principalmente, priorizando o endobranding ao target imediato – titulares e colaboradores de serventias gaúchas -, através de 33 workshops, em 11 cidades-sedes, cobrindo todas as mesorregiões do estado, e que capacitou mais de 500 pessoas, sendo que dessas, 13 se tornaram embaixadores oficiais da marca ; e já, neste início de ano, a terceira, com o lançamento do projeto-piloto, no município gaúcho de Soledade, através do Ofício do Registro Civil das Pessoas Naturais, onde, na prática, se operacionalizará um novo tipo de relação/atendimento aos cidadãos.

O mote ‘Cartórios ao Lado da Sociedade’ foi criteriosamente pensado para aproximar os cartórios das pessoas: os mesmos estão presentes em suas vidas, do nascimento à morte. E esse relacionamento tem que ser próximo e caloroso, desfazendo, assim, a herança da frieza e do distanciamento destes estabelecimentos do dia a dia dos usuários. (#cartoriosaoladodasociedade).

Dentro deste novo modelo os cartórios, além de fortalecerem o DNA operacional da Fé Pública, intrínseco às suas atividades, se colocarão, ainda mais ativamente, ao lado dos cidadãos, orientando-os quanto aos seus direitos e suas obrigações para o exercício da cidadania, proporcionando, assim, um melhor entendimento dos atos jurídicos lavrados nas serventias extrajudiciais.

Integração para agilizar soluções

No lançamento do projeto-piloto, que está sob a coordenação da titular do Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais de Soledade, e secretária-geral do Sindiregis, Drª Joana Malheiros, todas as representatividades de órgãos públicos oficiais e de grupos comunitários daquele município foram chamadas a participarem, sendo que a primeira reunião de trabalho, segundo a coordenadora, já ocorrerá nos próximos dias. “Não podemos continuar agindo como se ilhas fôssemos: os setores de uma empresa, obrigatoriamente, devem conversar e se complementar em 360º, como aprendemos nos workshops de branding, não podendo ser diferente nos programas sociais. E é desta maneira que entendemos a ampliação do espectro das atividades cartorárias, onde, ao nos tornarmos elo entre os diversos setores que impactam no dia a dia das pessoas, estaremos potencializando a eficiência dos processos e facilitando as suas vidas. Os ganhos serão em várias frentes, como por exemplo, a emissão de documentos, registro de nascimentos, certidão de nascimento, casamento e óbito para pessoas em situação de vulnerabilidade social, além de estabelecer processos que viabilizem, permanentemente, orientações padronizadas aos agentes que integram as diversas instituições sociais do município. Temos que ter as soluções operacionalizadas rapidamente”, enfatiza Joana.

O presidente do Sindiregis, Carlos Fernando Reis, destaca a modernização pela qual o sindicato vem passando, através de um modelo de gestão pioneiro em uma entidade de classe, e que foi apresentado no IV Congresso Internacional de Branding, em Leiria (Portugal), no ano passado. “Nosso compromisso é fortalecer o relacionamento junto à categoria, governo, instituições e, principalmente, à sociedade. As mudanças no nosso sindicato são de base, estruturais mesmo, numa total quebra de paradigmas. Não poderia ser diferente na ponta; ou seja, nos cartórios onde as operações acontecem. Temos absoluta certeza de que estamos inaugurando uma nova fase, onde as experiências dos nossos clientes, com os nossos serviços, serão ainda mais positivas. As transformações estão acontecendo em todos os segmentos e nós não poderíamos deixar de acompanhar esta evolução. Por isso, estamos nos reinventando e buscando novas parcerias. Ao diminuir a distância burocrática entre os setores que regulam a vida dos cidadãos estaremos aumentando o nosso comprometimento e apreço ao bem-comum”, finaliza Reis.

Este projeto do Sindiregis é um exemplo vivo da necessidade de se abraçar a modernidade em todas as áreas. Sob a tônica das mesmas diretrizes que ancoram os processos de disrupção das empresas privadas (o reinventar-se), tanto os cartórios como o sindicato que os representa, devem investir para estarem, permanentemente, alinhados às exigências mercadológicas. Kotler (Marketing 4.0) nos leva a esta reflexão quando afirma que “precisamos embarcar na mudança para um cenário de negócios mais horizontal, inclusivo e social.” Com o trabalho desenvolvido junto à categoria dos registradores, os cartórios, cada vez mais, serão um porto seguro aos cidadãos.

Drª Joana Malheiros, secretária-geral do Sindiregis (coordenadora do projeto pelo Sindicato), e titular do Registro Civil de Pessoas Naturais de Soledade
João Hilgert (autor e responsável técnico pelo Projeto de Branding do Sindiregis)
Foto oficial do evento de lançamento do projeto-piloto no município de Soledade/RS (representantes de vários órgãos públicos, lideranças comunitárias, e sociedade em geral)

Fotos: Assessoria de Comunicação Social (ACS) do Sindiregis


João Hilgert: Fundador da João Hilgert Branding Conexões. Brander responsável pelo projeto Sindiregis.
www.joaohilgert.com.br

 

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Em tempos de cibridismo já não podemos mais separar “estar online” de “estar offline”. O meio digital tem sido palco de atuação das relações humanas cotidianas, tanto profissionais quanto pessoais e a rapidez e praticidade oferecidas pela era digital interferem na nova forma de consumir o mundo contemporâneo.

A efemeridade – principal característica apresentada na filosofia da modernidade líquida, cunhada por Zygmunt Bauman – se faz presente e autêntica nesse contexto e nas vivências diárias de cada um de nós. A obra (Modernidade Líquida)publicada em 2001, traz afirmações sobre um cenário que mesmo depois de mais de 15 anos ainda é familiar, especialmente quando valida o fato de estarmos vivenciando um momento de brevidade em meio a uma sociedade que está rápida e constantemente sofrendo alterações para acompanhar as mudanças à medida que elas acontecem. Essa agilidade dos processos corrobora para que as pessoas cada vez menos se apeguem por muito tempo a coisas, lugares e ideais.

O fluxo de informações intercambiadas e de tecnologias envolvendo a troca tem permitido que cada vez mais pessoas tenham acesso a mais conteúdo. Em contrapartida vivemos um momento de saturação, no qual o usuário tem tantas fontes de onde consumir que é desafiador para quem fornece a informação competir não só pela sua atenção, mas por algo ainda mais importante: sua fidelidade.

A marca, ao perceber esse cenário, vem investindo em meios de entender o comportamento dessa geração de consumidores e propor uma relação mais próxima e de longo prazo. Além de representante de um produto, ela assume agora o papel de criadora de laços a partir das experiências emocionais que proporcionam ao público, reforçando o fato de que atributos anteriormente primordiais na tomada de decisão numa compra – como preço e qualidade – já não são mais a preocupação exclusiva de quem compra.

É importante enfatizar a diferença entre aspectos em torno da construção e fortalecimento da imagem de uma marca, uma vez que estes não necessariamente confirmam o seu sucesso. Reputação e credibilidade dependem de um posicionamento transparente alinhado às expectativas do consumidor e refletem o esforço empregado a longo prazo através do trabalho de marketing e branding.

Agora com suas forças centradas em oferecer ao consumidor valores humanos muito além de simples serviços, culturas ou produtos, o marketing não somente compreendeu a consciência do usuário como também o seu poder, ao percebê-lo dotado de acesso a tecnologias impactantes. O modelo de consumir evoluiu gradativamente à medida que o foco mudava num primeiro momento de produto para consumidor e posteriormente deste consumidor para o ser humano que ele é: dotado de personalidade, ideais e senso de individualidade.

Ao passo que clientes tomaram consciência do seu poder no meio, a comunidade global vem se adequando aos modelos “impostos”, centrando seus esforços em acompanhar a jornada desse consumidor emergente que é conectado e inquieto, numa tentativa de engajar.

Não há mais como negar que as características inerentes ao consumidor do momento são diretamente proporcionais ao aumento de conectividade e mobilidade que constituem agora sua realidade, tornando as relações com coisas e pessoas ainda mais efêmeras.

Do ponto de vista do marketing, o consumidor detém o poder decisivo no cenário atual e, apesar de parecer dicotômico, nesse momento ele tem manifestado muito mais seu lado humano. O desafio agora é então tornar marcas mais humanas: criar um fator de identificação com esse público que é constituído por um sem fim de personalidades que não tem nada em comum além de vulnerabilidade. As marcas vivem um momento em que não podem poupar esforços na aproximação com o público para criar laços de amizade.Ao abordar ansiedades e desejos que tocam o coração do público, as marcas passam a centrar seus esforços na auto realização ao passo que elas próprias se tornam também humanas.

Segundo raciocínio enfatizado por Gobé, é crucial a importância de se conectar com o coração das pessoas tomando como referencial os significados e expressões que revelam como as expectativas dos consumidores estão em constante mudança.

É possível interpretar que existe nesse contexto uma necessidade de constante reinvenção por parte das marcas para sobreviver no “mercado do momento”. Produto, preço, praça e promoção já não são mais os únicos motores que levam uma pessoa a consumir algo. As necessidades funcionais ainda estão presente e sempre existirão, mas as pessoas tem buscado algo mais, às vezes algo quem nem mesmo elas sabem exatamente o quê. E é aí que mora a oportunidade de tornar um cliente em fã: conhecê-lo ao ponto de saber o que oferecer pra ele em determinado momento – saber quem ele é.

Para saber quem é seu consumidor, uma marca precisa em primeiro lugar se conhecer e entender o que quer, para onde e como ir. Ao longo dessa jornada de descobertas, o propósito ganha vida de inúmeras possibilidades e ele nem sempre surge no ato da fundação de uma empresa. Espera-se que a busca pela alma do produto ou serviço oferecido guiem a empresa na solidificação e formalização da sua intenção. A evolução pode se dar de maneira imediata ou levar anos para se erguer; o importante é que aconteça de forma natural e orgânica, independente da sua dimensão: se refletindo em seus produtos, processos internos ou no compartilhamento.

A cultura da internet que hoje fomenta a criação e disseminação de conteúdo de forma massiva e num tempo outrora inimaginável é a mesma responsável pelo afastamento espacial dos seus usuários.

O meio digital revela-se como um grande desafio para o mercado atual: o de conciliar falar muito com conseguir também fazer muito. O alinhamento das expectativas externas ao propósito de marca tem se mostrado a aposta das empresas na conquista de visibilidade e engajamento. O “consumo de identificação”tem oferecido às marcas a oportunidade de passar por um processo desafiador de reinvenção, de reposicionamento, para transformar clientes em admiradores que a longo prazo se tornarão, além de fãs, porta-vozes do seu propósito.

A humanização tem funcionado como ferramenta no equilíbrio de brand equity assim como no aumento da consciência de marca no imaginário popular. A competição no mercado tem dado margem a obtenção de apoiadores aliados à marcas que representamideais que pessoas reais buscam enquanto indivíduos, para si próprias. A valorização da transparência em uma comunicação sem ruídos e sem rodeios tem oferecido às pessoas um relacionamento que elas estimam a ponto de desejarem repetir.

Investir na elaboração de um trabalho de branding com ênfase na humanização pode ser a essência da prática orientada para o desdobramento do propósito de uma marca. A longo prazo, o que uma marca pode vir a proporcionar ao seu consumidor ultrapassa as barreiras do produto em si: torna a experiência emocional e cria um relacionamento com valor agregado.


Samantha Bastos: graduada em Design Gráfico com Habilitação em Comunicação Visual e Ênfase em Meios Digitais pela UNIFACS e Pós-graduada em Design Digital e Novas Mídias pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. UX/UI designer com interesse especial em soluções de tecnologia envolvendo design e comportamento humano no meio digital.

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Faça networking! Essa é quase que uma regra para os profissionais que querem manter bons relacionamentos profissionais e serem lembrados. Porém, o que eu vejo é que muita gente acredita que apenas entrar em contato com outra pessoa é networking.

Está na hora de entender que essa palavra vai muito além de ter um telefone ou ter a pessoa adicionada em sua rede social. É preciso, antes de mais nada, que o outro saiba quem você é.

Há pouco tempo eu estive no PBEX Experience 2017 e entre as muitas coisas que lá aprendi foi sobre capital relacional. Acho que esse termo explica muito melhor o valor de uma rede de contatos de qualidade.

Afinal, estar conectado com pessoas influentes e que possam contribuir para o seu crescimento profissional e pessoal é uma espécie de capital que te ajudará a divulgar a sua marca pessoal.

Mas como ter certeza que seu networking realmente seja uma rede de sucesso e que seu personal branding possa se fortalecer com isso? Confira algumas dicas que separei com você.

Não tenha preconceitos

Não selecione com preconceito com quais pessoas irá se relacionar, esteja sempre aberto a conhecer os mais diversos profissionais. Às vezes, aquela pessoa que você achava que não poderia te ajudar pode fazer uma grande diferença em sua carreira.

Deixe que o capital relacional faça parte de sua rotina

O networking deve ser algo incorporado ao seu personal branding, isso quer dizer que não existe hora para se relacionar. Deixe que uma das suas habilidades seja o capital relacional e se relacione todos os dias.

Use a tecnologia para criar seu networking

A tecnologia é uma grande aliada para chegarmos em pessoas que estão distantes, mas que podem agregar a nossa rede. Não hesite em investir nas redes sociais e de começar conversas com pessoas que sejam do seu interesse. Ao adicionar uma pessoa que admira na sua rede, pode chamar a atenção dela com seus comentários e também de novos seguidores.

Não seja inconveniente com sua rede de contatos

O que pode enfraquecer a sua rede de contatos e fazer com que as pessoas se afastam é ser inconveniente. Não há nada pior do que as pessoas que ficam mandando correntes ou puxando assuntos sem sentido apenas para aparecer. Sempre busque por assuntos em comum e quando não tiver o que falar é melhor ficar quieta.

Também não use o seu networking apenas para pedir favores, lembre-se que ele é uma via de duas mãos: você ajuda e é ajudada, você fornece informações e recebe outras em troca.

Sempre dê retornos

Não há nada pior do que alguém lhe procurar e não ter um retorno. Se receber uma mensagem ou e-mail e não puder responder imediatamente, não tem problema. Mas, não deixe que passe muito tempo para você dar um retorno a pessoa.

Se for o caso, avise que está ocupado, mas que depois irá ver a solicitação com a atenção.

Se faça presente em eventos

Eventos são ótimos para ampliar o seu capital relacional, até porque as pessoas que estão lá já possuem um ponto em comum: o tema abordado. Esse já é um bom motivo para começar a conversar com as pessoas e trabalhar o networking.

Preze pela qualidade das conversas

Deixe o seu personal branding evidente para a sua rede de contatos, deixem que conheçam quais são os seus pontos fortes. As conversas devem ter conteúdo e expressar o que você pensa ou a forma como vê as coisas.

Lembre-se que o networking não é apenas importante para a sua carreira, mas para a construção do seu personal branding, o que permitirá que você se torne uma referência. Por isso, não construa apenas uma rede, invista no capital relacional para ter sucesso.

Forte abraço e lembre-se: Sua Marca é você!


Jac Lopes: Especialista em Branding de produtos e de pessoas. Expert Top2YOU. Palestrante do tema: Sua Marca é Você! Carioca, marqueteira, mãe de um único filho e seu maior orgulho o Rafael. Curiosa e muito agregadora, amante de novas culturas e da inovação. Conhece o Brasil como ninguém, por dentro, pelas pessoas, já morou em 19 estados diferentes, de Norte a Sul do país.

Executiva com profundo conhecimento do varejo nacional e da cultura brasileira, morando em todas as regiões, desde o Sul ao Extremo Norte do país. “Posso afirmar poucos conhecem o Brasil sua gente e sua diversidade como eu conheço”.

Com grande talento para o networking tem experiência profissional em diversos segmentos como: farmacêutico, shopping center, moda, educação, franquias e serviços.

A habilidade para o capital relacional adquirido ao longo da carreira profissional fez com que mudasse 9 vezes de empresas em segmentos bem diferentes.

Especialista   em marketing tem cases de sucesso em branding no segmento farmacêutico com a NEOSALDINA, sabe aquele sorriso da Neosa? Aquele branding sensacional que está no produto até hoje? Nasceu em 1997 com uma equipe fantástica e a agência Artplan. Foi com esse primeiro case premiado, que o branding se tornou algo muito prazeroso.

Outros cases de sucesso em outros segmentos de mercado foram, por exemplo, a mudança da marca do Spoleto, rede de franquias de alimentação brasileira. Refazendo todo o branding da rede nasceu a frigideira como símbolo trazendo mais design e mais modernidade. No branding do Beleza Natural, maior rede de salões de beleza para mulheres negras e cacheadas no Brasil, os cachos tornaram-se referência para apresentar o design vibrante da marca.

Mestre em Gestão Empresarial pela EBAPE – FGV RJ, pós-graduada em Marketing pela ESPM e MBA pelo IBMEC é formada em Farmácia pela UFRJ – RJ.

Na área acadêmica é professora dos cursos de Pós-Graduação Online e presencial da FGV.

Muitas histórias de sucesso, muitos desafios, alguns bons fracassos, que levaram a bons aprendizados, muitos amigos e uma certeza:  você sempre pode fazer diferente e a diferença onde estiver.


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