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Denise Cavalcanti

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Sonhos e projetos são fatores que nos impulsionam a caminhar e a buscar novas possibilidades de realização pessoal e profissional. Quando estamos entusiasmados com algo buscamos fazer com que essa sensação não acabe, portanto alimentamos esses sonhos e trabalhamos em cima desses projetos  visando a sua realização. No entanto para a realização destes necessitamos nos esforçar, nos dedicar e transpirar.

Em um artigo recente que escrevi eu abordei a questão do “brilho nos olhos”, neste me propus a refletir sobre quando este brilho se apaga e precisamos dizer “Adeus”. Acreditar em algo que tem tudo para dar certo é tão fascinante e estimulador, mas quando tudo isso deixa de encantar, empurramos com a barriga ou simplesmente deixamos de lado… uma obra inacabada.

O que me parece é que a falta de entendimento entre os envolvidos no processo de realização e ainda, a não atenção ao que acontece com o tal projeto bacana, podem contribuir para que se torne secundário, desinteressante e chato. Onde está o brilho nos olhos? E a Paixão? E a empolgação inicial? Tudo se acabou sem antes transpirar e se comprometer?

Há pequenos empreendimentos e projetos que se finalizam logo no seu início por falta de preparo, planejamento e visão de negócio. Outros terminam pelo simples fato de não haver mais ânimo de continuar, pois como nem tudo é perfeito como no início, é preferível deixar para lá.

Imagino se Steve Jobs tivesse deixado tudo para lá…

Casamentos se acabam pois os casais não estão preparados ou dispostos a enfrentar as adversidades que ocorrem ao longo da vida, sejam elas pessoais, profissionais, financeiros… enfim é mais fácil deixar.

Pensar nisto é também pensar em Marketing e Branding!

Marcas que foram deixadas para lá não foram conhecidas e não chegaram ao sucesso.

Buscando histórias de sucesso, vem aos montes na minha cabeça, lembro de empreendedores entusiasmados e dedicados. Transpiravam seus valores, respiravam seus negócios e disseminavam seu propósito.

Luiza Helena, Romero Rodrigues, Alexandre Costa, Samuel Klein, Comandante Rolin… Dentre tantos outros que fizeram histórias e outros que farão… mas isso só acontecerá se não for deixado para lá.

Não quero dizer Adeus! Não quero desistir deste sonho… devo caminhar e persistir!

Dificuldades são diversas e elas surgirão, sem dúvida, mas para se fazer história é necessário coragem e persistência. Não desistir!

Como disse Steve Jobs: “Cada sonho que você deixa pra trás, é um pedaço do seu futuro que deixa de existir”.

Um novo projeto, um novo ano, um novo emprego e novas perspectivas… a dedicação e transpiração são necessárias, as dificuldades também! Então… tenha PERSEVERANÇA e busque aquele projeto que ficou parado, mas ainda há carinho por ele e faça acontecer.

Conheça um pouco das histórias de empreendedores que fazem, fizeram ou farão história…você não quer fazer parte deste grupo?

 

Consultas:

http://exame.abril.com.br/pme/noticias/7-historias-de-empreendedores-brasileiros-de-sucesso

http://revistapegn.globo.com/Noticias/noticia/2014/06/8-adolescentes-que-ja-sao-empreendedores-de-sucesso.html

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daviA história de Davi e Golias narra a vitória de um pequeno e simples pastor diante de um grande e forte guerreiro, onde o conhecimento das próprias habilidades e a ousadia fazem a diferença no momento de qualquer batalha, afinal: “Você nunca sabe a força que tem, até que a sua única alternativa é ser forte.” Johnny Depp

Malcolm Gladwell, autor dos livros “Fora de Série” e “Ponto da Virada” (recomendo ambos), busca refletir como as situações e decisões podem favorecer as pessoas, dentro de um ambiente desfavorável como pode surgir uma grande oportunidade.

Ele busca com exemplos de personagens que fizeram parte de fatos históricos como o Martin Luther King Jr. e seus companheiros de luta, dentre outras pessoas que tiveram destaques na história.

Ele também instiga o leitor com a pergunta que inicia um de seus capítulos: “Você não ia querer um filho disléxico. Ou ia?” Essa pergunta é interessante quando você entende o contexto em que ela é inserida.

Encontrar uma oportunidade em meio a crise é como encontrar um diamante no meio de uma tempestade. E, este livro permite algumas reflexões, buscar alternativas de se destacar no ambiente e nas situações, e quem sabe encontrar soluções para casos quase impossíveis?

Boa Leitura!!!

A obra: GLADWELL, Malcolm. Davi e Golias – A arte de enfrentar gigantes. Rio de Janeiro: Ed. Sextante. 2014.

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A Red Bull com suas campanhas criativas e ousadas, cativa e estimula as pessoas a se permitirem e a arriscarem. Suas ações são voltadas, na maioria dos casos, aos esportes radicais, grandes desafios (veja vídeo abaixo) pautados em um slogan bem diferente e bem humorado: “Red Bull te dá aaasas”.

O energético é forte como alternativa de bebida noturna e não para uso diurno. Apesar do bom humor, a marca tem como proposta dar mais vigor no dia a dia do consumidor, ajudá-lo na concentração e no desempenho diário. No entanto a marca, apesar de buscar atender essas necessidades, ainda está muito associada com ambientes de festas, baladas e eventos.

Pensando em seu posicionamento e proposta , de maneira muito geral, a Red Bull tem em um dos elementos característicos dessa proposta o seu slogan: “Red Bull te dá aaasas”, mas considerando branding, será que essa mensagem realmente traduz o seu objetivo?

CARTOONS DA RED BULL

Busco essa reflexão considerando uma notícia recente informando que a marca perdeu um processo por não cumprir a sua promessa, por ela não “dar asas” ao consumidor, por não atender a expectativa de fornecer mais energia e disposição. O detalhe da reportagem você pode ver clicando aqui!

Apesar da marca apresentar sua proposta de maneira lúdica e simples, deixa, aparentemente clara o seu objetivo e a funcionalidade do produto, mas o grande problema é: Não Cumprir a Sua Promessa.

Particularmente, não tenho queixas em relação a funcionalidade à bebida enérgica, mas é importante se atentar que todos os elementos da marca devem estar alinhados e cumprir e atender as expectativas dos consumidores.

Se a Red Bull “te dá asas”, este “voo” deve ser efetivo e permitir que a marca se fortaleça com isso, e que não corra o risco de “derrapar na pista” e deixar de entregar o que prometeu.

Veja mais campanhas no site oficial da Red Bull

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Em muitas das pesquisas que estou realizando, textos que estou lendo e cases que estou estudando, me percebi tendendo para uma área. O empreendedorismo.

Primeiro pela história do InfoBranding, segundo pelo que vejo no mercado com os surgimentos de startups e outros negócios e, por fim, devido a um case que será apresentado em breve neste veículo, sobre o Magazine Luiza.

Refletindo a respeito do assunto de maneira geral, percebo que o que dizem sobre empreendedorismo não me pareceu novidade, quando digo de conceito, mas também de sua presença na sociedade. Quando me formei há 10 anos a conceituação e o perfil do empreendedor eram os mesmos dos dias de hoje. Buscando em Dornelas (2008), grande referência da área: “Empreendedorismo é o envolvimento de pessoas e processos que, em conjunto, levam à transformação de ideias em oportunidades”. Intangível em tangível. Processo de transformação onde envolvo risco, pessoas, recursos. TransformAÇÃO!

E diante disto e olhando ao nosso redor, todos estão buscando alternativas de melhorar o que faz e buscando oportunidades para sua vida, pois o empreendedorismo está ligado a melhoria de vida.

Escritores apresentam maneiras para viabilizar seus negócios, instituições como o Sebrae apoiam os empreendedores com orientações e capacitação, e o mercado pedindo novidades, inovações e brilho nos olhos.

Por meio de técnicas de gestão o empreendedor busca criar uma estrutura sólida para seu negócio. Traça metas, objetivos, perspectiva de resultados e custos, define seu público, analisa as tendências de mercado e busca sempre cursos para melhorar seu desempenho.

O mercado sempre apresentou um cenário para tornar tudo isso possível! Teoria básica de economia: Demanda e Oferta. Há uma demanda, devo atendê-la mediante a uma oferta, e ai envolvo preço, disponibilidade do produto… No entanto, apesar do mercado apresentar cenário favorável ao empreendedorismo e o brasileiro ser considerado, em sua essência, um empreendedor, percebo que falta algo, acho que falta brilho nos olhos.

Outros estudiosos falam deste “brilho nos olhos”, nesta confiança e paixão que existe no inicio de um negócio, mas diante das dificuldades este brilho se apaga, ou ao menos a bateria se mostra fraca para manter um brilho mais forte. E isso me fez perceber que o brilho pode se enfraquecer quando surgem desafios não esperados, as pessoas não estão envolvidas, os recursos se acabam e, na minha opinião, quando o propósito não é de fato vivido.

Entender e vivenciar o propósito de uma organização, sendo ela pequena ou uma grande organização é fundamental para a longevidade dela. Pois é o propósito que sustenta a organização nos momentos mais desafiadores que ela passar. Realizar as ações com consciência e atento às mudanças do mercado é importante, mas sem PAIXÃO, é vazio. Se é para ser mais um, onde esta a inovação? Onde está o diferencial? Na marca? Não!

Uma marca sem propósito é só um símbolo sem significado, sem vida. Uma marca com propósito é forte e coerente. Se posiciona e possui musculatura para enfrentar a concorrência. Não é mais uma! Mas deve-se gerenciar estes elementos para que tudo isso seja de fato tranformAÇÃO, oportunidade e paixão!

Brilho nos olhos” para empreender não é para gerar riquezas, mas sim trabalhar com paixão, reconhecer que os desafios virão e deve-se estar preparado para eles e que a marca, por meio do propósito da organização deve ser de fato grande diferencial no mercado e na sociedade, gerar riquezas ao empreendedor, mas poder contribuir par ao desenvolvimento do mercado.

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A comunicação é algo que está intrínseco nos animais, cada um se comunica de uma forma, alguns animais utilizam rugido, outros gestos, outros utilizam de expressões e odores, alguns até escrevem e falam… interessante isso, pois os animais buscam maneiras de entender e de se fazer entendido, de expressar ideias, opiniões, necessidades e vontades. Todos desejam ser satisfeitos. No entanto, não é possível agradar a todos.

Refletindo sobre o bicho homem, temos o Marketing que desempenha papel fundamental neste processo de oferecer algo que atenda as necessidades das pessoas, reforçando isso, busco Kotler (2000) que diz: “… o marketing lida com a identificação e o atendimento das necessidades humanas e sociais… é atender a necessidades de maneira lucrativa”. Sendo assim os profissionais de marketing devem reconhecer (para alguns autores, despertar) as necessidades e desejos nas pessoas e criar meios para atendê-las. E saber se comunicar para entender a atender as necessidades das pessoas é fundamental.

Veja o processo básico de comunicação retirado de uma das edições do livro do Kotler (2000):

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Existe basicamente um emissor, uma mensagem e um receptor, e no processo de comunicação há o código, a decodificação, um feedback e uma resposta… e durante todo o processo pode ter ruídos que farão a mensagem ser entendida ou não. Situação simples quando falamos de comunicação com consumidores que possuem diversas ferramentas e plataformas para se comunicar, desde tecnológicas às naturais.

O que chamo de naturais? Ai que chamo a atenção dos leitores… Pessoas que podem e tem a habilidade de falar bem, escrever com clareza e se expressar de maneira que as empresas consigam entender, tem maiores possibilidades de ser atendidas, e as demais que possuem limitações, como por exemplo um surdo? O que as empresas oferecem para atender suas necessidades?

Observo que muitas campanhas possuem elementos que buscam explorar os sentidos, com imagens, som, frases impactantes, mas não sei até que ponto atendem todas as pessoas, pois, muitas das sensações são aguçadas pela audição e resgatando o meu exemplo, o surdo não tem essa habilidade e vejo que não é explorado, ou melhor atendido. E um portador de deficiência visual, será que é melhor atendido? Com a audição ele poder ter melhores experiências com as marcas? A reflexão é importante, uma vez que as empresas têm por objetivo atender as pessoas e que isso lhe gere rentabilidade, será que é rentável?

Acredito que muitas empresas utilizam interpretes para transmitir suas mensagens, e propósitos para assim poder ser mais inclusiva dentro de diversos processos e diminuir essa barreira na comunicação. Há aplicativos e tradutores para sites que permitem a tradução de palavras para Libras, o que ajuda no conhecimento de campanhas e serviços. No entanto, de maneira geral, observo que a comunicação e o marketing ainda não incluem todos os públicos.

Sem a pretensão de fazer qualquer tipo de propaganda, o serviço abaixo busca oferecer soluções para reduzir essa barreira na comunicação, que é bastante interessante no que diz respeito à inclusão, em outras palavras, há um desejo da sociedade e das empresas em poder oferecer o melhor (assim quero acreditar).

Uma empresa mais inclusiva não é somente aquela que contrata e respeita a diversidade dentro dela, respeitando uma cota para pessoas com necessidades especiais, outra para gêneros e raças, com funcionários diferentes, com respeito as suas limitações. Uma empresa também é inclusiva quando ela acolhe também um consumidor com características específicas e especiais. Quando em suas campanhas ela insere um tradutor ou uma legenda para o surdo entender a experiência e a proposta da marca, por exemplo.

Por outro lado, não justifica, mas pode explicar como uma empresa pode ser inclusiva em suas comunicações se as famílias e a sociedade não são tão inclusivas assim? Conversando com uma amiga, que trabalha com educação especial, que disse que o maior desafio do surdo (resgatando mais uma vez meu exemplo) é a família, que muitas vezes não dá oportunidade a ele de se desenvolver. Muitas vezes o surdo não é alfabetizado, o que dificulta qualquer organização fazer algo mais inclusivo e global.

Desta maneira o relacionamento da marca com o público não é algo simples. O desafio em atender diferentes grupos é crescente e as necessidades da sociedade são grandes. Cabe ao gestor de marca refletir suas ações para engajar não somente muitas pessoas, mas diversos públicos, para que a marca e a empresa sejam inclusivas em diversos ambitos, não somente nas exigências legais, mas sim como valor genuíno.

REFERÊNCIAS

Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos de São Paulo. Disponível em http://www.feneissp.org.br/

KOTLER, Philip. Administração de Marketing: a edição do novo milênio. São Paulo: Prentice Hall, 2000.

União dos cegos do Brasil. Disponível em http://uniaodoscegosnobrasil.org.br/ledores.htm

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O relacionamento com as marcas é algo presente na vida de todas as pessoas, e ocorre não só pelo consumo dos produtos e serviços, mas também pelas impressões e contatos existentes entre o consumidor e a marca.

Com o objetivo de manter a captar novos clientes, as empresas utilizam diversas ferramentas e tipos de ações como, por exemplo, publicidade impressa e digital, mídias sociais, sites, revistas, promoções, programas de fidelização, prêmios, descontos ou outros serviços diferenciados que vão além do que esta no script. A principio tudo coerente no que tange a oferta de um menu de benefícios ao cliente.

Tam:

Jornal Hoje: 

http://youtu.be/JuYX9Dma494

O que chama a atenção é que não são somente de campanhas criativas, divertidas, tocantes, que apresentam os atributos e de produtos, serviços ou marcas, que as organizações se pautam para não “perder” os seus clientes, e é ai que inicio a minha reflexão.

As marcas hoje estão usando maneiras mais hostis para segurar o cliente, como, por exemplo, as clausulas contratuais, a concentração do atendimento do pós-venda em plataformas eletrônicas como sites e telefones, e a despreocupação com o fator humano em todos estes itens que citei (me limitei aos mais usuais, mas também temos outros como os blogs e redes sociais).

E apesar de Maquiavel ter dito que “Os fins justificam os meios” e o grande objetivo de uma organização é gerar resultados com o menor custo, vejo que algumas das maiores empresas seguem isso de maneira fiel, o que pode causar desgosto e mágoa na relação entre o cliente e a marca.

As cláusulas contratuais, por exemplo, são um instrumento genuíno e tem o papel de assegurar as partes de qualquer ação que esteja fora do acordado previamente estipulado. Mas, a partir do momento em que a organização deixa de cumprir a sua parte e deixa o cliente insatisfeito e frustrado com o serviço prestado, esta utiliza de meios eletrônicos para atender o cliente que dificultam o acesso direto entre as duas partes.

Entretanto, se for o contrario e o cliente faltar com a sua parte no contrato, por exemplo, a falta de pagamentos, a organização aciona diretamente os órgãos responsáveis para tomar providências, como Serasa e o SPC, que pode causar um dano direto ao cliente.

Entendo que para se chegar a este ponto a organização buscou resolver a situação de maneira simples e amigável, mas muitas vezes não. Por acaso você já teve um serviço cortado por ter esquecido um pagamento, em uma única vez, e só soube do mesmo no momento em que perdeu o direito ao serviço (mesmo que temporário) sem um comunicado prévio? Possivelmente ficou chateado, aborrecido e indignado pela falta de consideração da empresa: “Poxa sou um bom cliente, esqueci só esta vez e fui punido desta forma!” (a punição passa pelo não fornecimento do serviço e por multa estabelecida), mas continuando, você errou e foi resolver a sua pendência no mesmo instante.

Em outro momento, o serviço não foi entregue correta e adequadamente, ou seja, a organização não cumpriu com a sua parte do contrato. Você, consumidor, vai buscar os seus direitos e resolver o seu problema, mas… Encontra dificuldades em descobrir o telefone ou os canais de comunicação para reclamar, sanar dúvidas e solucionar problemas. Entendam, as organizações podem ter canais de comunicação, mas muitas dificultam o contato para resolução de problemas.

O problema então vai se arrastando e você, cliente, fica chateado, aborrecido e indignado (novamente) com o produto e marca. Quem deixou de cumprir o contrato foi a organização! E ao encontrar o canal de contato com a mesma (site, telefone, Facebook, SAC…) o processo pode seguir diversos caminhos, como:

A situação foi solucionada: O atendimento foi primoroso e a agilidade na resolução superou as suas expectativas e você, consumidor, volta a se relacionar de maneira satisfatória com a marca.

A situação foi solucionada, mas teve muita canseira, pois foi difícil encontrar alguém disposto a resolver, e o pessoal geralmente é pouco capacitado em relação à informação e ao tratamento com o cliente (alguém já foi atendido por profissional que não foi cortês?). A organização entende que não estava errada, obrigando o consumidor a levantar provas e ainda acionar os órgãos de defesa do consumidor e redes sociais para só então ter seu problema resolvido. A situação foi resolvida, mas a experiência e a lembrança da marca e de todo o desgaste ficará registrada de maneira negativa. E isso pode fazer com que o cliente fique submisso a qualquer outra situação com a organização e descrente em relação à marca (mais um problema, nem vou atrás vai me dar trabalho e vai demorar a resolver). No entanto, o cliente pode tomar outra atitude, apesar do problema resolvido, acabar com o relacionamento com a marca e CANCELAR o serviço.

Situação não resolvida: Depois de todo o desgaste já apresentado no item anterior, o problema não foi resolvido e você, cliente, parte para o fim do relacionamento e então começa um outro processo… o de CANCELAMENTO!

Surgem novas dificuldade para se contatar a área responsável pelo cancelamento e quando você chega à ela, o atendente, seguindo o seu trabalho, tenta te convencer em permanecer com o relacionamento, então você diz: “Eu agradeço, mas, por favor, quero cancelar!”, após você repetir este mantra por diversas vezes, enfim… CANCELADO. Sensação de alívio e a certeza que nunca mais terá problemas em sua vida.

Uma lembrança ruim que uma marca pode deixar na mente do cliente em relação aos seus serviços e produtos é “A marca é um PROBLEMA e me LIVREI dela!”.

Tais situações que relatei são vivências pessoais, de pessoas próximas e de pesquisas em sites, como o Reclame Aqui, que tem diversos exemplos de descaso de organizações.

O fator humano dentro deste processo não recebe a atenção necessária, pois, muitas vezes, percebe-se o despreparo do atendente, que são desrespeitosos com o cliente e/ou não tem a formação necessária para prestar um bom atendimento. Para trabalhar com gente tem que gostar de gente! E este mesmo atendente também não é valorizado, no geral recebe uma baixa remuneração e capacitação.

As organizações devem perceber que todos os pontos de contato com o cliente fazem parte da experiência que ele terá com a marca. Desde antes do relacionamento até o fim dele. Grandes empresas talvez não se atentem ou estão começando a olhar com mais cuidado para este relacionamento por estes pontos de contato. Este é o caso do setor da telefonia, agora me atrevo a citar um setor específico, que dita muito as regras para o consumidor, o que exige um órgão que o defenda de forma mais efetiva que é o caso a Anatel.

NestleOutras organizações, resolvem com tanta agilidade que a marca e o relacionamento se fortalecem, veja o exemplo que minha família vivenciou com a Nestlé. Dentro de uma das caixas de bombons Especialidades veio um aberto e resolvemos ligar para a Central de atendimento da empresa para fazer a reclamação. Na mesma semana recebemos uma nova caixa de bombons. O atendimento foi ágil e muito respeitoso, apesar de não apresentarmos à empresa o produto danificado, foi prezado o relacionamento entre o consumidor e a marca.

A não resolução do problema pelo SAC da organização, leva o consumidor a expor nas redes sociais e passando antes pelo Reclame Aqui e assim chegando a Anatel, fazendo com que a organização tome providências de maneira mais rápida e assim resolvendo o problema.

Somos consumidores e aos decidirmos por uma marca e produto pesquisamos diversos itens que vão além dos atributos e desempenho do produto, como frequência de reclamações, qualidade de atendimento e resposta, relacionamento com o consumidor, e a opinião de outros consumidores e estes serão considerados na tomada de decisão por uma marca ou outra.

Vejam… a reflexão não quer afirmar que o cliente tem sempre razão, mas que o relacionamento entre cliente e marca deve ser preservado, mesmo com o seu fim, que fique uma boa experiência. Os fins, realmente justificam os meios? Vale a pena a empresa criar obstáculos para o consumidor reclamar ou se comunicar com ela? Ou é mais vantajoso ter um canal de relacionamento que esteja disposto a atender de fato o cliente? É importante repensar os relacionamentos…

Vejam também:

http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1046/noticias/qualidade-do-atendimento-ao-cliente-cai-no-brasil;

http://www.reclameaqui.com.br/ranking/;

O Príncipe de Nicolau Maquiavel.

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Recentemente foi lançada a versão 2014 das “Melhores & Maiores – As 1000 maiores empresas do Brasil” da revista Exame. Uma publicação muito interessante para aqueles que querem mudar de emprego, aprimorar algum processo interno ou ter mais um canal para apresentar e fortalecer a sua marca.

Este anuário pode ser um canal de informações muito importante, pois apresenta pesquisas de mercado, desafios, oportunidades dos segmentos e análises políticas e econômicas. Que maravilha… o empresário e o empreendedor têm tudo que precisa para a tomada de decisão em uma publicação de aproximadamente 700 páginas, sendo que 1/3 disto são anúncios. Cuidado… Este anuário é só mais uma fonte de informação! Que pode não dizer tudo o que você precisa e quer saber.

O documento é baseado na análise do balanço de cada empresa, valor da ação na bolsa, seu crescimento, ações ligadas a sustentabilidade, estrutura, estratégia, dentre outros aspectos que indicam confiança, transparência e perenidade das organizações.

O que me parece importante neste material é que ele é desenvolvido de uma maneira que a questão “transparência” seja seu ponto chave, uma vez que são envolvidos profissionais e empresas independentes para auditar as informações e o levantamento e pesquisas realizadas são aprofundados, o que confere credibilidade aos dados e a publicação. No entanto, o que parece pedir a atenção dos leitores é que ainda há instituições que podem mascarar seus dados e ludibriar o mais experiente profissional e instituição. A Revista Exame é uma marca que conquistou respeito no meio que atua e busca preservar isso, mas são envolvidos muitos profissionais neste processo que possuem a sua própria ética e opinião, o que reforça o meu ponto de vista em não adotar como verdade as informações de uma única fonte, e sim saber usar, sabiamente, em conjunto com outras fontes e elementos que possibilitem a tomada de decisão.

exame

Dito isso, retomo diversas reflexões que já realizei que valem compartilhar… Estar presente neste anuário é importante para o fortalecimento da marca. Muitas empresas estão presentes pela primeira vez e isso significa uma grande conquista, “ser uma das melhores”, possibilidade de investimento, crescimento, novos negócios e atração de talentos. Outras deixaram de estar no anuário ou perderam posições, mas isso não significa que suas receitas não foram altas (guardando as devidas proporções), mas sim, que seu crescimento não foi tão significativo como as demais e que pode estar ligado a novos negócios, investimento em P&D, fusões e aquisições e por estratégias e decisões bem embasadas.

Para as que estão pela primeira vez, é uma oportunidade de apresentar a sua marca para o mundo empresarial e para o público em geral. Empresários buscam maneiras de se comunicar melhor com seus públicos sejam B2B ou B2C, e o anuário é um canal de comunicação.

Todas as empresas buscam lucro, é para isso que elas existem, mas elas podem associar isso à ações efetivas em outras áreas como a de sustentabilidade. Se sua marca já não nasce com a sustentabilidade em seu DNA, que é o caso da Natura, que é a 23ª empresa mais sustentáveis no mundo segundo a Forbes, este DNA e atitudes podem ser desenvolvidas ao longo de seus negócios e ser valor de fato da organização.

Crescimento orgânico e financeiro, informações transparentes, investimento em P&D, valor na bolsa, decisões coerentes, redução de custos, são alguns dos elementos que fazem uma empresa ser considerada uma das melhores empresas no mercado onde atua, mas ética, profissionais talentosos, uma boa reputação e imagem, cultura organizacional coerente com seus valores e paixão pelo que faz, são elementos que fazem uma empresa ser perene e sustentável neste cenário tão competitivo e dinâmico em que estão inseridas.

 Confira: Revista Exame – Melhores & Maiores de 2014.

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Para realizar esta reflexão comecei buscando o significado de música pela web e o curioso foi que colocando somente o termo “música” eu encontrava sites diversos que me levam a experiência da música e não ao conceito. Achei interessante, pois a música é experiência! Envolve acordes, sons, ritmos o que remete à experimentar.

E pensando do ponto de vista do Marketing e Branding veio a minha mente algumas experiências musicais que vivi e que ficaram registradas em minha cabeça, e então…

Não adianta bater, eu não deixo você entrar. As Casas…

O tempo passa, o tempo voa e a Poupança…

Pipoca na panela, começa a arrebentar, pipoca com sal, que sede que dá…

Quero ver você não chorar, não olhar pra trás…

Creio que a maioria de vocês não conseguiu ler simplesmente as frases.

Certamente cantarolaram elas e ainda, estão com uma delas na memória neste momento. É este o objetivo! Ficar na mente das pessoas e fortalecer a marca por meio dos seus atributos e da melodia.

Quatro frases que nos remetem a lembranças, a situações e a marcas que atuam fortes no mercado e a outras que já se foram.

Estas frases isoladas não dizem tanto sobre as suas marcas, mas acompanhadas pelas melodias conseguem expressar a identidades da marca, se não integralmente, mas em conjunto com outros elementos da marca.

O jingle, assim chamado este elemento, é utilizado em diversas áreas, no qual o objetivo é fixar e intensificar uma mensagem na cabeça das pessoas.

Muitas marcas, as grandes marcas conseguiram gravar  a sua proposta e sua identidade por meio dos jingles, imagine você em um dia de frio? Eu penso em chocolate quente, em frente a TV e debaixo de cobertas, consigo pensar em um jingle: das Casas Pernambucanas, que ouvi quando era criança e hoje associo aos dias frios. (Ps.: A campanha é da década de 60, mas eu não sou tão velha assim, rsrs). Mas mesmo a Casas Pernambucanas, além deste jingle específico, ela tem outro focado na marca e no propósito da organização.
http://youtu.be/jRMaExOPoa0

Outra situação que pensei é… pipoca! “Qual é a música?”

Estes exemplos deixam registradas situações onde a marca estará presente em sua vida, falando um pouco sobre si. Mas há algumas que não precisam escrever ou dizer uma só palavra para que o público a identifique e com isso faça a associação ao propósito da marca e ao produto/serviço. A Intel é um exemplo disto.

O Itaú em uma campanha não se identificou, usando a sua bolacha azul de praxe, mas usou sua trilha sonora e uma narração, sem dizer a marca, claro que a cor ajudou, mas a melodia se tornou característica da marca.

Por outro lado, há produções que não são próprias de determinadas marcas, e os jingles não são criados especialmente para a situação. Existem casos felizes de música com reconhecimento nacional que se tornaram elementos de algumas marcas, como as marcas Faber Castell e o Chambinho (desde a década de 80). Ambas utilizam da música popular brasileira, respectivamente, “Aquarela” de Toquinho e Vinícius de Moraes, e “Carinhoso” de Pixinguinha, esta última continuou sendo usada pela Nestlé em algumas campanhas. Músicas consagradas, que caracterizam marcas e certamente registram a identidade e história de cada uma delas.

E ainda, há músicas que se tornam marcas de momentos, como “Alegria, Alegria” de Caetano Veloso, “Para não dizer que não falei de flores” de Geraldo Vandré, no período da ditadura… ok ok estou “velha”, mas olha que engraçado, a Fiat em uma campanha para a Copa, teve sua música associada aos protestos que ocorreram em todo o país em 2013.

Ou seja, somos ritmados e musicais, estamos envolvidos com essa arte a todo momento, até assistindo um filme, como por exemplo,  “2001 – Uma Odisseia no Espaço”, lembram da música? E “Dirty Dancing”?

Quentin Tarantino tem como uma das marcas de seus filmes a música. Se recordam de Kill Bill? Pulp Fiction? Entre tantas outras trilhas, a música é elemento fundamental para lembrança de momentos e das marcas na mente de cada pessoa.

Sábias as organizações e marcas que conseguiram desenvolver bem este elemento, encontrando desta maneira mais um caminho de contato com o público, afinal “o tempo passa, o tempo voa e as marcas das empresas querem ficar numa boa”…

Esse artigo é continuação do estudo feito pelo meu amigo Felipe Versati no Exercício de Reflexão Musical – Parte I, se você não viu, clique no link para conferir.

Exemplos de campanhas que vale a pena lembrar e/ou conhecer:

 jonhson & Jonhson: http://www.youtube.com/watch?v=1Dv0xVQchbc

Parmalat: http://www.youtube.com/watch?v=tL-LJdX9Ur8

Bamerindus: http://www.youtube.com/watch?v=KIPsc-1xq3Y

Faber Castell: http://www.youtube.com/watch?v=LP55uXmyN7A

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As plataformas de rede social são uma realidade na vida de todos nós. É difícil alguém não ter uma conta no Facebook (estou me contendo a uma plataforma), e compartilhar suas experiências, pensamentos, angústias e impressões, sobre notícias, textos, imagens, enfim, assuntos diversos… e como diz uma amiga minha: “Caiu na rede é peixe!”.

Bacana a possibilidade, disponibilidade e a oportunidade que temos em compartilhar o que sentimos, pensamos e vemos em uma rede social por meio do computador e dos smartphones. Segundo pesquisa da IDC, apresentada na Valor Econômico, em 2013, 68 aparelhos foram comprados por minuto no Brasil, “O mercado cresceu 123% frente a uma base de 16 milhões em 2012, o que é um resultado considerável e que deverá se manter também para os próximos anos”, disse Leonardo Munin, analista da IDC em comunicado. Isso possibilitou o acesso de um maior número de pessoas à internet e em tempo real. Super legal!

Então penso… posso ter minhas reações, publicações no momento que acontecer e publicar da MANEIRA que eu quiser??????? Acho melhor NÃO!!!! E neste momento compartilho a minha reflexão…

Eu tenho a impressão que a rede social é uma plataforma para se firmar, resgatar e criar relacionamentos com as pessoas, e as marcas adotaram este ambiente também para se relacionar com o cliente. Muito valioso, pois queremos estar juntos, Maslow já demonstrava em seus estudos e com a hierarquia das necessidades humanas que uma das nossas principais necessidades é de nos relacionarmos e de nos sentirmos pertencentes à um grupo, portanto, estar inserido e interagindo em alguma rede social é essencial para a nossa formação, mas não posso agir de qualquer jeito. Afinal, NORMALMENTE, não agimos de qualquer jeito na nossa família, no trabalho, na escola, na igreja, no clube… enfim, nos locais onde nos relacionamos de modo offline.

O que percebo nas redes sociais, e vou usar o Facebook como exemplo, é que somos bombardeados por imagens desnecessárias como de animais feridos e mortos, pessoas doentes, mutiladas e a beira da morte, preconceito e discriminação escancarados, correntes e mensagens religiosas em excesso e ameaçadoras (por exemplo “Deus vai te castigar”), “selfies” desnecessárias (chega de biquinho), frases e imagens com apelo sexual (sabemos que é também uma necessidade humana, mas não precisa perder o respeito!) e ainda… as imagens das refeições (você já imaginou a fome do “infeliz” que está vendo a sua foto? rs).

Muitos destes posts são engraçados, confesso que dou muita risada de vários, acho válidos os posts de piadinhas, imagens engraçadas, que dá uma quebrada na rotina pesada do dia. Mas também confesso que bloqueio diversas pessoas só para não ver suas atualizações. Pois a página do Facebook é pessoal, ela te permite fazer o que quiser, e como eu gerencio a minha, eu escolho o que me trará a melhor experiência no momento que acesso, evitando agressão e desrespeito de muitos posts (normalmente indiretamente, mas empatia é uma qualidade que estou desenvolvendo). Defendo que é extremamente importante expor sua opinião e defendê-la, e isso deve ser feito, aproveitem da democracia que vivemos (ou não…). No entanto o excesso é desnecessário.

Reforço é necessário respeitar as páginas de Facebook de cada um, como afirmei, é pessoal e cada um cuida do seu, mas é importante tomar cuidado com o que se posta, para preservar seus relacionamentos e sua própria integridade. A exposição em demasia nas redes sociais pode causar um prejuízo ao usuário muito grande. Uma campanha recente da Safernet (organização não governamental de conscientização sobre os perigos da internet) aborda justamente a questão da privacidade do usuário da internet, com o tema “A internet não guarda segredos”.

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Neste sentido não é somente respeitar o espaço do outro, é proteger sua privacidade e sua imagem. A exposição inadequada pode gerar prejuízos profissionais, com a família e amigos. Já ouvimos falar muito sobre casos de pedofilia, homofobia, bullying causados por meio das redes sociais, e outros casos em que uma má interpretação dos fatos e do próprio texto, pessoas são definidas como isso ou aquilo sem ter nenhuma relação.

O que quero dizer é cuidado com sua imagem, proteja a sua privacidade e respeite o próximo, muitos buscam fazer isso no seu dia-a-dia, nos ambientes onde vive e se relaciona, por que não na internet?

Por isso tire os cotovelos da mesa! É importante ter etiqueta ou netiqueta nas redes sociais, na escolha das imagens, nos comentários, com o CAPS LOCK (normalmente entendido como grito)… Mas sejamos participativos, compartilhando nossas opiniões e respeitando as dos demais, por favor mantenham as piadinhas… Elas também fazem parte da rede, mas RESPEITEM os demais!

Consultas:

http://www.valor.com.br/empresas/3503518/venda-de-smartphones-chega-68-aparelhos-por-minuto-no-brasil-em-2013
http://etiquetanaweb.com/dicas/

http://www.mundoeducacao.com/psicologia/maslow-as-necessidades-humanas.htm

http://www.safernet.org.br/site/

http://www.adnews.com.br/internet/anuncio-mostra-que-a-internet-nao-guarda-segredos

http://chic.ig.com.br/buscar/netiqueta

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Conviver com pessoas não é algo simples. Entender o que as elas pensam é algo mais difícil ainda. E as empresas têm esse grande desafio em entregar aquilo que o seu consumidor quer, mas este sempre muda de opinião, é dinâmico e cheio de informações e vontades.

A grande alegria de uma organização é satisfazer seus clientes, entregando aquilo que ele precisa e deseja no momento que ele quer, certo? Errado! A alegria de uma organização é gerar grandes resultados, obter lucro e reduzir os seus custos.
No entanto… para obter esta alegria as organizações devem pensar em como alcançá-la… E o caminho está em atender algumas necessidades que o mercado apresenta, dentre eles respeitar a legislação imposta, acompanhar as tendências que surgem, compreender a cultura e regionalidade de um determinado país e claro, satisfazer os clientes.

Tudo isso requer muito trabalho, pesquisas, reuniões… E finalmente se atinge o resultado esperado, obtém o lucro estimado e ainda consegue atender os quesitos mínimos do mercado como a legislação, as tendências, ser acolhida em um país de cultura diferente e ainda satisfazer seus clientes. SUCESSO!

Foi realizado um planejamento detalhado, com objetivos e metas claras, com os recursos necessários para atender aquilo que o negócio promete. O plano de marketing e de branding muito bem alinhado aos objetivos da organização, utilizando as mídias para divulgações de campanhas e do próprio negócio de maneira eficiente. SUCESSO!

Ao decorrer do tempo, o negócio bem-sucedido da organização, começa apresentar algumas falhas, levantar algumas questões no mercado e entre seus clientes, e apesar de tudo bem alinhado, os gestores não imaginavam que algo poderia dar errado, mesmo depois de tanto tempo de sucesso. Ai surge a frase: “A casa caiu!”.
Considerando este contexto me veio à mente, que não se pode deixar de desenvolver um planejamento e não observar os riscos dentro do seu negócio, os fatores que podem impactar nele ou como isso pode influenciar na marca da organização.

Grandes organizações possuem plano de gestão de crises e buscam meios para minimizar seus impactos nos negócios e no mercado de forma geral. A Coca-Cola, por exemplo, diante de denúncias em relação ao seu processo de fabricação, apresentou uma declaração ao público e após apurar os fatos, fez um vídeo mostrando seu processo de fabricação e convidando o público a visitar sua fábrica. Outra maneira que ela utiliza para se relacionar com o público, além das diversas ações na internet, é um microssite “Verdades e Boatos” que objetiva esclarecer o consumidor sobre assuntos diversos que são abordados na internet e outros meios de comunicação sobre os produtos Coca-Cola.

Outra marca que passou por uma crise importante foi a marca Ades, da Unilever, que teve um de seus produtos contaminados, o que ocasionou uma grande repercussão na mídia, momento em que foi necessário um ação rápida, explicando o ocorrido e tomando suas providencias perante ao público e ao negócio. A Ades fez um trabalho importante junto aos canais de buscas, no qual a medida em que o público buscava informações sobre o caso, a primeira informação que surgia era da própria organização explicando o ocorrido. Com isto conseguiu minimizar as ações negativas em relação à marca, mas claro que essa foi uma ação, que não impediu a circulação e reação da sociedade. Mesmo assim, após um ano do ocorrido, a marca apesar de arranhada voltou ao mercado e a ser consumida por muitos de seus clientes, inclusive eu!

plataforma_da_BP_afundadaOrganizações que possuem impacto diretamente no meio ambiente como a Petrobras, correm maior risco de crises nos negócios, e o ponto mais preocupante é o vazamento de resíduos, que pode provocar reações diversas nas redes sociais, nas organizações não governamentais, impactos econômicos e legais, com abrangência mundial.

Neste caso o cuidado e a exigência da transparência são maiores. O que entendo é que ficar calado e não se expressar, deixar de oferecer um canal de contato e comunicação piora a situação de uma organização em um momento de crise. A Petrobras, a exemplo da Coca-Cola, além do site institucional, possui um blog, nomeado “Fatos e Dados” que esclarece informações que são veiculadas pela imprensa, buscando seguir o modelo de comunicação atual, rápida e simples.

Por outro lado, há organizações e marcas que se utilizam das crises para alavancar a marca, ou para criar um marketing viral de uma campanha, por exemplo, a Brahma que relaciona a sua marcas à algumas torcidas de futebol, o que pode causar um desagrado quando ela defende o time campeão e tira um sarro do time perdedor. Brincadeira futebolística? Pode ser, mas a marca dela está junto disto, e como muitos sábios dizem “há ex-mulher, mas não ex-time”, será que o raciocínio pode ser aplicado para sua cerveja favorita?

Todas as ações devem ser refletidas dentro do planejamento das organizações e da estratégia de marketing dela e não se pode deixar de lado os riscos que ela corre. E com as ferramentas digitais e a mídias sociais as informações são ágeis e as reações também, e não pensar nesta maneira simples e rápida pode fazer com que a marca seja menos admirada. A construção de uma marca admirada é longa e trabalhosa, por outro lado, a sua desconstrução, ou pelo menos a insatisfação perante o cliente e a sociedade, é mais fácil de atingir. O fato é que não vale a pena construir uma bela casa, mas de vidro, onde qualquer pedra possa causar um dano. A organização deve ser transparente, mas deve ser sólida em seus propósitos e ao lidar com possíveis situações de crises… atualmente, não temos somente um lobo soprando as casinhas dos três porquinhos, hoje temos uma multidão em prontidão, atentos para falar, denunciar e “assoprar” qualquer situação que vá contra ou que prejudique algo ou alguém.

CONSULTAS

https://cocacolabrasil.com.br/verdades-e-boatos/

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/98648-lote-de-suco-ades-contaminado-por-produto-de-limpeza-e-recolhido.shtml

http://www.valor.com.br/empresas/3077216/venda-de-lote-contaminado-do-suco-ades-continua-proibida

http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/04/anvisa-mantem-proibicao-da-venda-de-lote-do-suco-ades-de-maca.html

http://fatosedados.blogspetrobras.com.br/

http://esportefino.cartacapital.com.br/rebaixamento-stjd-portuguesa-fluminense/

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