Author

Denise Cavalcanti

Browsing

mundo-digital

A terra gira em torno do sol e em torno de si mesma, translação e rotação, mas será que não ficamos tontos?

No atual momento, somos sobrecarregados de estímulos vindo das mídias tradicionais e digitais, são campanhas, filmes, notícias, produtos, serviços, aplicativos… Uma tempestade de marcas, o que permite a interação constante e imediata com o que acontece por toda parte, em tempo real e em qualquer lugar. Ficou tonto?

Mais do que uma tempestade de marcas, um temporal de escolhas. Estamos expostos a um painel gigantesco de opções que nos obriga a buscar mais informações, mais opiniões, interagir mais nas redes sociais com as pessoas e com as empresas. E ainda não se pode esquecer do trabalho, da família, dos amigos e claro, de você.

Preciso de tempo, quero tudo na mão, comodidade, antecipe-se, surpreenda-me, quero experimentar, me escute… Ué, mas as empresas e marcas não devem só entregar o produto e que ele atenda as necessidades do cliente? Já passou o tempo que o cliente só queria a entrega do produto a um preço justo e que atendesse a sua necessidade… Agora o cliente é ativo e gerador de conteúdo, faz e acontece e as marcas têm que acompanhar toda essa movimentação.

Viver e sobreviver como marca dentro do atual mercado é um grande desafio para as empresas. As marcas devem estar presentes onde seu público está. No entanto, para estar onde e quando o consumidor quer, as organizações devem combinar as plataformas e estratégias tradicionais (ou conhecidas como off-line) com as digitais (as famosas on-line).

Pensando no digital, o mercado disponibiliza diversas tecnologias que combinadas podem trazer o resultado esperado a empresa, mas CUIDADO… As plataformas e estratégias digitais estão a disposição para otimizar e alavancar a marca e o negócio da empresa, no entanto não se deve simplesmente utilizar todas as plataformas disponíveis para criar presença no ambiente digital. É necessário, como Martha Gabriel já mencionou em seus trabalhos, que qualquer estratégia desenvolvida no ambiente digital ou no tradicional esteja ligada ao objetivo de marketing da empresa. É importante atender este objetivo, caso contrário serão ações isoladas e sem significado, que não contribuíram em nada à marca.

Desta forma, entender que em um ambiente de mercado, cheio de informações e estímulos, marcas e empresas atuando com diversas plataformas, se não houver um objetivo claro e ações alinhadas, é dinheiro jogado fora e confiança não conquistada.

terra-gira

Imaginemos uma marca que não possui presença na internet (apesar de difícil, isso é muito possível, pois não faz ou não fazia parte do negócio dela), queira buscar esta presença para reforço da marca e reconhecimento de seus principais públicos. Ela faz campanhas muito bacanas através das mídias tradicionais como TV, revistas e jornais. Agora pensando no digital, ela deve simplesmente transferir tais campanhas direto no seu site, igualmente nas redes sociais e ainda disponibilizar o conteúdo em plataformas mobile? CUIDADO! É fundamental manter a mesma mensagem, mas a maneira como ela será transmitida é diferente.

Outro fator essencial que se deve observar está ligado às características de cada plataforma, por isso há a necessidade de conhecer todas as possibilidades, tendo em vista a clareza do objetivo de marketing e assim definir o conteúdo e a linguagem específica de cada uma.

O Facebook é específico para relacionamento, portanto é necessário que a empresa e a marca queira se relacionar com o público (como isso fosse inevitável) e tenha uma equipe e conteúdo preparado para isso. O site deve ter conteúdos específicos e detalhados da empresa e do negócio. Se vou disponibilizar conteúdo mobile, que ele seja específico para esta plataforma, ao usar ferramentas de busca, devo criar mecanismos para ser achado, dentro do meu site e redes sociais e, reforçando, alinhados ao objetivo de marketing. O ideal é que as campanhas sejam multiplataformas, atendam e sirvam para todas elas.

Sem o alinhamento de todas as plataformas e conteúdos, a confusão está armada! Confusão na comunicação e nas informações internas, afinal cada um faz de um jeito. Confusão na mente do público que receberá tanta coisa e terá a sua atenção voltada possivelmente à marca que se destaca, e provavelmente (não é regra) será àquela marca que melhor elaborar seu plano de marketing e conseguir fazer com que as plataformas digitais e tradicionais sejam grandes armas a favor da marca e do negócio. Afinal a tecnologia está à disposição de todos, o importante é saber usá-la adequadamente.

E voltando para o inicio de nosso papo, estamos girando. A terra gira em torno do sol e em torno de si mesma, translação e rotação, mas será que não ficamos tontos? Diante das grandes e rápidas transformações que o mundo enfrenta, a dinâmica das mudanças, a quantidade de informações e marcas no mercado… ouso dizer que SIM… ficamos tontos.

Referências

GABRIEL, Martha. Marketing na Era Digital. São Paulo: Novatec Editora, 2010.
O Globo. http://oglobo.globo.com/tecnologia/a-publicidade-que-se-reinventa-pela-internet-11550204
Revista Exame: http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/ricardo-eletro-integra-publicidade-online-e-offline

Compartilhe!
error0

A escolha de um produto é um processo que leva em consideração diversos critérios. Muitos deles ligados a fatores sensoriais, como o design da embalagem, seus relevos e cores, o ambiente, o cheiro, o som e a iluminação, que permitem impressões diversas em relação ao produto e despertam inúmeras sensações. Os materiais de merchandising colaboram muito para incitar o interesse do consumidor.

No entanto, há outros critérios, que são relevantes no momento da compra e são considerados na escolha do produto, como a marca, o seu nome, a sua origem, o seu fundador, a reputação da empresa e sua postura perante a sociedade. Este último, tão importante quanto os demais, merece uma reflexão.

Entende-se que toda organização busca um posicionamento de destaque no mercado, e este destaque refere-se a liderança, a qualidade de produtos e processos, de resultados positivos e de valor de mercado. No entanto, percebe-se que em alguns casos, há empresas que não estão se destacando de maneira positiva. E isso se deve a denúncias de trabalho infantil ou escravo, ao processo de produção indevido, a processos financeiros e administrativos duvidosos, ou a fortes danos ao meio ambiente, e isso vem influenciando a decisão de compra das pessoas.

Exemplos como estes apresentados são associados quase que de imediato às marcas e ficam gravados nas mentes das pessoas. Alguém se lembrou de alguma marca de calçado esportivo ou de departamento de modas? Ou veio a mente alguma indústria de bebidas, petrolífera ou de energia? Ou ainda, alguma instituição financeira? Isso ocorre porque o impacto causado na sociedade foi forte, destacando muitas empresas por essa razão. Evidente que isso não significa que foram banidas, mas que foi e é necessário um trabalho de gestão de marcas e de crises muito grande para reverter e explicar tais acontecimentos à sociedade.

 

Imagem1

Entendo que, não é somente uma questão de reconquista de confiança e de consumidores, mas de respeito e ética. Pensando em ética, diversos conceitos são publicados, discutidos e muitos estudiosos não entraram em consenso, mas a meu ver, ela está relacionada a escolhas. Levar em consideração aquilo que entendo ser correto, mas… “o que é certo para mim, pode não ser para você?”. Indagação clássica em relação a esse tema, e para nos ajudar existe a cultura em que fomos formados, a educação que recebemos e a sociedade em que vivemos.

Discussões sobre o entendimento de ética a parte, diante de padrões já estipulados e enraizados na sociedade e na constituição do indivíduo, há fatores que atingem diretamente princípios e valores das pessoas, e isso começa a fazer parte da memória dela que vai escolher ou não determinado produto, apoiar ou não determinada marca, acreditar ou não naquela empresa.

Abaixo segue o vídeo de uma indústria mundialmente conhecida e reconhecida por suas belas campanhas e seu produto, que é quase um vício entre a população mundial, que é a Coca-Cola. O objetivo não é afirmar que a empresa é inocente ou não, mas o que chamo a atenção é a resposta dada ao consumidor, o respeito demonstrado a ele… Mais uma vez, não tomo uma posição, mas as organizações devem ter um canal aberto para atender e para ouvir seu cliente e ter também a oportunidade de se explicar.

 

Gestores de uma organização sejam eles financeiros ou de marketing possuem uma missão valiosa em não somente alavancar vendas, conquistar e manter clientes, mas o dever de proteger e conservar a empresa, prezar por sua perenidade por meio de ações efetivamente corretas e não mascaradas. As empresas devem ser respeitosas com o consumidor e com a sociedade. Para isso é necessário fazer uso de processos de gestão de crise e uma governança corporativa bem estruturada e efetiva, ter credibilidade nos dados contábeis, cumprir com a sua promessa e demonstrar respeito com sua própria história, pois o mercado exige transparência nas ações, uma imagem verdadeira e principalmente honestidade nas respostas e no tratamento de situações críticas.


Referências

http://www.ibgc.org.br/Home.aspx

http://forbesbrasil.br.msn.com/listas/maiores-fraudes-financeiras-recentes-dos-eua?page=2#image=2

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,ecologistas-escalam-predio-da-bp-para-protestar-contra-vazamento-de-oleo,554282,0.htm

Compartilhe!
error0

20130922_191900 (2) 20130922_191921Seguindo exemplos de outras empresas e marcas, e principalmente atendendo uma exigência do mercado de estar presente onde o consumidor está, de maneira prática, a Johnson&Johnson está disponibilizando máquinas de autoatendimento (vending machines) em locais estratégicos, com acesso a todos o públicos, como o metrô (foto tirada no Metrô Consolação – Linha Verde – SP). Creio que as empresas de refrigerantes, como a Coca-Cola, foram as pioneiras neste tipo de venda, sendo seguidas por outras empresas ligadas a produtos de alimentação como salgadinhos, doces, chocolates. O que se percebe é que hoje este tipo de abordagem está se tornando muito comum, a praticidade e a economia do tempo para se fazer compras de itens considerados importantes, como, por exemplo, para atender uma necessidade imediata como uma garrafa de água ou uma fome repentina com uma barra de cereal ou salgadinho, e ainda para aguardar o metrô, pode-se comprar o um livro de R$5,00 e preencho o meu tempo de espera lendo algum clássico da literatura.

Com isso as marcas estão expostas e “conversando” com o consumidor – “Estou aqui, hein!” – e ainda os espaços para esta exposição cada vez mais amplos e acessíveis ao cliente, seja nos smartphones, nas revistas, no transporte público ou dentre outros. E mais, elas encontraram mais um espaço para expressar seu propósito e missão, no caso da Johnson&Johnson, é clara a sua mensagem – Carinho inspira carinho – envolvendo o consumidor à sua proposta, e quem sabe, enviando uma mensagem de tolerância no metrô.

 

 

Compartilhe!
error0

O Branding retoma diversos conceitos essenciais para a sua concepção e atuação, nos levando a refletir sobre produtos, cultura, design, diferenciação, comunicação, consumidor, dentre outros fatores, o mercado.

1241042_525053164239918_1970389071_nA medida que estudamos, lemos, interagimos nas redes sociais, vamos ao supermercado e nos assustamos com os preços dos produtos, e nos posicionamos a respeito de uma ação ou um produto, estamos dentro de uma espécie de processo de consumo, no qual há uma necessidade ou desejo (temas valiosos para uma discussão), em seguida a busca de informações sobre como sanar tal necessidade/desejo, a avaliação das alternativas, a tomada de decisão de compra e um pós-compra. Diversos estudiosos discutem cada etapa deste processo em detalhes e ainda acrescentam outras tantas, um grande exemplo é Philip Kotler.

Em cada etapa ainda há outros fatores que influenciam a decisão de compra e permitem entender o comportamento do consumidor. Kotler e Keller afirmam: “O comportamento de compra do consumidor é influenciado por fatores culturais, sociais, pessoais e psicológicos. Os fatores culturais exercem a maior e a mais profunda influência” (2006, p. 172). O fator cultural está relacionado diretamente com valores, percepções e referências familiares e outras instituições, contribuindo para a constituição do individuo e depois consumidor.

A medida que o mercado e a economia se movimentam, o consumidor também muda, sendo agente ativo ou passivo desta movimentação gerando oferta e demanda.

O que se percebeu nestes últimos anos, é que o consumidor esteve exposto a diversas oportunidades no mercado, apesar das crises em alguns mercados mundiais, o brasileiro mudou na sua maneira e possibilidade compra. O aumento da classe C é exemplo disso, que permitiu o deslocamento de tantos outros consumidores para outras classes sociais e isso pode ser justificado por diversos fatores, sendo alguns deles a possibilidade de crédito e financiamento, baixa de desemprego e programas governamentais.

Em pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência, o consumo no Brasil em 2013 cresceu 10,2%, em relação ao ano de 2012, o que corresponde a 34% do PIB.

 

GASTOS POR CLASSE SOCIAL

em R$ bilhões, por segmento 2013

SETOR

Automóveis

Alimentação no Lar

Alimentação fora do Lar

Material de Construção

Vestuário

A

59,71 11,55 16,40 19,94 13,73

B

138,94 76,75 51,34 47,49 46,47

C

57,17 103,80 41,29 37,63 41,98

D

5,48 25,19 7,15 4,41 7,15

TOTAL

261,30 221,29 116,18 109,47 109,33

Fonte: Ibope Inteligência (via Propmark de 09 de setembro de 2013)

 

O que chama a atenção é que este crescimento também impulsiona as ações de anunciantes, tomando como exemplo o quadro apresentado, os gastos com automóveis devem ser maiores em 2013, concentrados na classe B. Grande oportunidade para agências e para fabricantes de veículos, serviços de manutenção e seguros, acessórios, dentro outros.

Entre os 10 maiores anunciantes do 1º trimestre de 2013, temos 2 grandes indústrias automobilísticas.

Ran 2012  Ran 2013 TOP 30 ANUNCIANTES Jan a Jun/2013  Jan a Jun/2012 
R$  R$ 
2 1 UNILEVER BRASIL          2.242.541.890          1.463.915.000
1 2 CASAS BAHIA          1.593.341.010          1.684.650.000
# 3 GENOMMA          1.269.904.050             214.965.130
4 4 AMBEV             961.602.210             793.287.000
3 5 CAIXA (GFC)             710.817.490             796.527.000
9 6 VOLKSWAGEN             662.698.110             477.166.000
12 7 FIAT             587.781.020             416.671.000
13 8 PETROBRAS (GFC)             575.169.720             416.146.000
5 9 SKY BRASIL             548.852.520             777.950.000
17 10 HYPERMARCAS             496.422.420             404.121.000

Fonte: Ibope (publicado em 24/07/2013)

 

E os anúncios, as ações de comunicação e investimentos em mídia também devem acompanhar as mudanças no mercado, no que tange a legislação, os canais e principalmente o comportamento do consumidor.

A comunicação nos canais digitais não é tendência, é realidade, é crescente, mas não dominante. No quadro acima, desenvolvido pelo Projeto Inter-Meios coordenado pelo Meio&Mensagem, mostra bem como está dividido os investimentos em mídia, e a TV continua forte, mas também é tendência uma integração entre internet e TV, onde o anunciante poderá saber o que o telespectador está assistindo e criar ação em tempo real.

Investimento bruto por meio

Valores Acumulados (jan-abr.)

Variação

% de

2012

2013

(%)

Participação

Guias e Listas

78.335.994,82

62.591.447,08

-20,10

0,69

Internet

456.299.705,50

396.635.825,56

-13,08

4,40

Jornal

1.078.789.633,35

1.029.649.924,54

-4,56

11,43

Mídia Exterior

280.202.724,81

308.195.800,57

9,99

3,42

Rádio

357.043.172,23

374.854.224,31

4,99

4,16

Revista

518.000.713,12

451.913.690,36

-12,76

5,02

Televisão

5.821.119.757,35

6.024.849.363,27

3,50

66,87

TV por Assinatura

341.192.778,71

336.668.489,27

-1,33

3,74

Cinema

27.449.699,93

24.320.996,39

-11,40

0,27

TOTAL

8.958.434.179,82

9.009.679.779,17

0,57

100,00

Fonte: Meio&Mensagem (20 de junho de 2013)

Todos estão se adaptando!

A realidade do consumo, o comportamento deste consumidor mudou e muda constantemente. A oferta de informação e a troca delas são muito intensas. E o branding deve ser ferramenta estratégica neste contexto.

O que é mais valioso: uma grande quantidade de visitação ou o tempo que uma única pessoa ficou em seu site? O que pode gerar compra efetiva? Onde sua marca e seu produto estarão mais expostos? Questões que desafiam todo o profissional de Marketing.

Penso que o Marketing não mudou, mas a maneira como seus conceitos, plataformas e maneiras de aplicação sim. Quem está atento a estes movimentos? Como inovar de maneira rápida, dinâmica e constante? Diversos caminhos se apresentam, mas acredito, que primeiro passo é ouvir, observar e perguntar ao consumidor. Sem dúvida que isso está apoiado a diversas ferramentas de pesquisa, de tecnologia e intuitivas, mas o consumidor não pode ser ignorado, pois ele também percebe este posicionamento das empresas e das marcas, o que não contribui em nada em um resultado positivo para a organização.

 

Referências:

KOTLER, Philip. KELLER, Kevin Lane Administração de marketing. Tradução: Monica Rosenberg, Brasil Ramos Fernandes, Cláudia Freire; revisão técnica Dilson Gabriel dos Santos. 12ª Ed. São Paulo: Person Prentice Hall, 2006.

Ibope:

http://www.ibope.com.br/pt-br/noticias/Paginas/Consumo-no-Brasil-deve-chegar-a-1-trilhao-ate-o-fim-do-ano.aspx

http://www.ibope.com.br/pt-br/conhecimento/TabelasMidia/investimentopublicitario/Paginas/ANUNCIANTES-%E2%80%93-30-MAIORES—1%C2%BA-SEMESTRE-2013.aspx

Meio&Mensagem:

http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/noticias/2013/06/20/Midia-cresce-06-no-quadrimestre#ixzz2ak0juKdS

Propmark:

http://propmark.uol.com.br/mercado

Compartilhe!
error0

912479_505945479484020_1527184110_n

Há histórias de líderes que contribuíram de maneira significativa para a imagem da organização. Eles, ao longo de suas ações, junto a elas fizeram a diferença e, perante o mercado, fizeram com que sua imagem se associasse às instituições que representaram, gerando valor e elas sendo reconhecida pela imagem deles.

Exemplificando essa relação, pode-se citar a Apple, organização pautada na inovação e na tecnologia e maior empresa de capital aberto do mundo, não compôs a sua história sem a figura de Steve Jobs, que foi seu cofundador e principal executivo. De acordo com Isaacson, que escreveu a biografia de Steve Jobs e escreveu para a Revista Harvard Business Review Brasil de abril de 2012, Jobs iniciou a Apple na garagem da casa de seus pais, foi expulso dela em 1985 e voltou para evitar a sua falência em 1997.

 

jobs4

Ao longo de sua história, desenvolveu papel importante como líder, o qual estimulava sua equipe, prezava por colaboradores excepcionais e buscava desenvolver produtos e soluções inovadores, simples e modernas, conforme artigo de Isaacson.

Jobs faleceu aos 56 anos, em outubro de 2011 por consequência de um câncer no pâncreas que enfrentava desde 2004, um dia após a sua morte, as ações da Apple caíram, como também elas tiveram queda meses antes a sua morte, mediante a sua renúncia.

O que se percebe é que a figura de Steve Jobs como executivo contribuiu para a valorização da Apple no mercado de ações, pois ele era considerado a mente criativa da organização, da mesma forma que os consumidores o consideravam.

Houve impacto com a saída e morte de Steve Jobs no mercado e no mundo, mas por conta dos valores já enraizados na empresa, continuaram a gerar confiança no mercado investidor e nos consumidores. De acordo com a Info Exame de março de 2012, a Apple obteve 60% de aumento de suas ações em menos de seis meses após o falecimento de Jobs. E ainda, sua liderança e estabilidade é reforçada pela sua primeira colocação no ranking BrandZ 2013 da Forbes.

 

rolim2

Outro caso interessante, agora no Brasil é a imagem de Rolim Adolfo Amaro, o Comandante Rolim, assim conhecido, da empresa de aviação TAM.

Nascido no interior de São Paulo, sempre cultivou o sonho pela aviação e ao longo de sua trajetória profissional foi piloto em diversas empresas, inclusive a própria TAM, comprou seu primeiro avião e na década de 70, retornou a ela como sócio.

Prezar pelo contato direto com o cliente e em servi-lo era a sua principal característica e crença. E esta atitude era exemplo a todos da organização que o multiplicava. Reforçava entre todos da companhia o “espírito de servir” (conforme site institucional), o que revolucionou a aviação comercial, criou prestígio e o levou a ser referência neste mercado.

Faleceu em 2001 em um trágico acidente de avião, o que causou comoção no mercado de aviação e principalmente em seus colaboradores. Mas, apesar de crises no setor, a organização busca reproduzir seus valores e princípios.

Isso não significa que para uma organização alcançar o sucesso e estar entre as principais marcas lembradas e admiradas pelos consumidores e pelo mercado, ela necessite de um líder de imagem carismática associada a ela.

A imagem do líder só é um elemento que pode contribuir para isso, mas, acredito, que sua postura de respeito para com o mercado, colaboradores e parceiros é fundamental para sua perenidade, bem como ser leal a seus princípios e cumprimento de sua missão.

 

Referências:

Forbes. Disponível em http://www.forbes.com/pictures/ejdd45fjld/apple-2/

Globo. Morre Steve Jobs fundador da Apple. http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/10/morre-steve-jobs-fundador-da-apple.html

ISAACSON, Walter. “As verdadeiras lições de Liderança de Steve Jobs”. Harvard Bussines School Review – Brasil, edição de abril de 2012

Info Exame. Ações da Apple sobem 60 % após morte de Jobs. Disponível em http://info.abril.com.br/noticias/mercado/acoes-da-apple-sobem-60-apos-morte-de-jobs-28032012-27.shl

Tam. Disponível em http://www.tam.com.br/b2c/vgn/v/index.jsp?vgnextoid=b0bd09f1157f2210VgnVCM1000000b61990aRCRD

Museu da Tam. Disponível em http://www.museutam.com.br/comandante_rolim.php

Compartilhe!
error0

Imagem2

Muito interessantes estas duas campanhas utilizando o mesmo produto: a cerveja.

No entanto, as mensagens transmitidas por elas são completamente distintas.

A primeira, da FIAT, alerta do perigo de beber e posteriormente dirigir, o risco de se estar ao volante e consumir álcool. Importante ação social de conscientização do consumidor.

A segunda, da SKOL, é um convite para a diversão, para a vida!!! Que não deixa de ser uma ação que invoca a socialização, afinal todos tem o direito ao lazer.

Agora… como trabalhar um produto que, do mesmo modo que ele se mostra perigoso, comprovado por diversas pesquisas, que seu consumo excessivo pode prejudicar os reflexos do condutor de um veículo, leva também ao bem-estar e a confraternização com os amigos e familiares?

Imagens semelhantes, propostas distintas e um imenso desafio do gestor da marca, que deve entender o propósito dela e ainda ressaltar seus valores, tomando cuidado com as consequências do uso dela.

“Se beber, não dirija”… pode-se ter a diversão e preservar sua vida e a do próximo, com decisões de marketing eficientes e principalmente decisões de consumo corretas, ou ao menos coerentes.

Referências das imagens:

Fiat: Catraca Livre – https://www.facebook.com/photo.php?fbid=557447404292275&set=a.150583244978695.23592.145632722140414&type=1&theater

Skol: Fan Page Skol – https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10151789773327958&set=pb.132584057957.-2207520000.1375464847.&type=3&theater

 

Compartilhe!
error0

Pensando em branding, acredito que as primeiras coisas que vem a mente são design, identidade e diferenciação, dificilmente virá cultura organizacional.

É compreensível, uma vez que falo de algo ligado ao público externo, que é a marca e a outra se refere ao público interno, colaboradores. Mas faz sentido envolver estes dois temas?

Creio que sim! Na verdade, não há branding sem uma cultura organizacional forte e verdadeira.

Artigo Denise_3Refletindo de maneira isolada cada tema, começando por branding, que envolve diversos elementos que tem por objetivo identificar e diferenciar um produto ou uma empresa da outra, muitas vezes embasado em fatores tangíveis que são percebidos de maneira direta pelo consumidor. Tais elementos não parecem ser mais suficientes. O mercado atual é dinâmico, em constante movimento, transformador e inovador, não consegue se sustentar somente por elementos puramente tangíveis, digamos aqueles que estão na “cara”. O básico deixou de ser o mínimo. O mercado quer, exige e merece mais.

E o que é este mais? Não há respostas definitivas, mas há caminhos que devem ser refletidos e estão muito próximos de nós. Penso que ao falar de branding, falo também de imagem e pensar no conceito de imagem me remete há outro elemento, que é o reflexo. Que imagem transmito ao mercado? O que reflito ao mercado? Reflito os atributos da marca baseados em que?

Neste momento chamo a atenção para a cultura organizacional, que envolve a razão da organização. Quais valores e crenças ela possui. Seus comportamentos e hábitos. Por que chamar a atenção para estes aspectos?

Porque a cultura organizacional indica o jeito de ser da organização e como são feitas as coisas nela. São hábitos e comportamentos aprendidos ao longo dos anos que vão se reproduzindo entre os colaboradores e se multiplicando a cada novo membro.

E pensar em cultural organizacional é fundamental para construir uma estratégia de branding, pois sem ela, sem ter o conhecimento dos valores e crenças intrínsecos na organização, não é possível criar uma estratégia verdadeira e sustentável. Não posso mentir para o meu consumidor! Não posso enganar o mercado! A organização tem uma essência, que é compartilhada por todos dentro dela e ela deve ser autêntica.

Acredito que conhecemos na sociedade instituições que transmitem uma imagem bem diferente do que realmente é. Ou instituições que se “queimaram” com práticas que não condizem com o seu discurso. E isso está ligado a valores.

Os valores da organização, o discurso e atos de seus colaborares refletem na sua imagem e será percebido pelo mercado. Por tanto é importante refletir a cultura organizacional, fortalecê-la e compartilha-la. Não digo que não estamos pensando nos interesses dos investidores, o que digo é em perpetuar uma organização e torná-la admirável para todos os seus públicos, inclusive seus colaboradores.

Cultura organizacional, repito, está baseada em valores compartilhados pelos seus colaboradores, fundadores e demais públicos de interesse, e estes são os maiores representantes da organização. Se colaboradores e público não compartilham destes valores e não os vivenciam, a imagem da empresa não se sustenta, assim como a marca com todos os seus atributos e beleza, pois ela não é real. Seria como a bruxa má da Branca de Neve, que é bela por fora, mas por dentro…

Compartilhe!
error0

ValdaMuito bacana a ação da Valda. Uma marca que desenvolve produtos para saúde da garganta se envolvendo com eventos musicais.

Interessante, pois de maneira geral, suas ações “deveriam” ser relacionadas com remédios, evitar aquilo que pode prejudicar a sua saúde.

No entanto, inteligentemente, ela usa a saúde ao seu favor, promove o bem-estar, a alegria e a vida, nada de doença!!!!

E um festival de música tem tudo a ver com este lado positivo da vida. Distribuindo seu produto e apresentando o seu evento em bares e baladas, a um público que em geral é jovem.

Ótima parceria… Vamos curtir uma balada, use um produto que cuida da saúde de sua garganta e ainda com um hálito bom para a paquera! “De quebra”, vamos ver o que “rola” neste festival?

Compartilhe!
error0

Dia dos namorados… Presentes, agrados, declarações, suspiros, sentimentos e promessas de amor eterno. Casais apaixonados e envolvidos em seus sentimentos e na crença de que tudo será para sempre. Ai ai… (suspiros).

Parem! O que será para sempre? O amor? O envolvimento? A paixão? A promessa? Qual promessa?

Muito bem, no mundo das marcas também fazemos nossas declarações de amor.
Há aquelas marcas que o consumidor “se derrete” e admira ao ponto de serem apaixonados por elas e estão dispostos a tudo, ou pelo menos a quase tudo por elas.

O amor esta no arVejam os admiradores da Harley-Davidson, vivem sua proposta de liberdade e se sentem parte de sua história e de sua missão. Fazem questão de ter uma jaqueta de couro, o estilo motoqueiro, tatuam a marca, cantam “Born to be wild” desbravando as estradas. Paixão pela marca, pois pelo produto já superou.

Keller e Machado dizem: “as emoções despertadas por uma marca podem ficar tão fortemente associadas a ela que continuarão acessíveis durante o uso ou consumo do produto” (2006, pg. 55).
Eu, modesta, sou apaixonada pela a marca Nescau… Energia que dá gosto! Me recordo que chorei quando vi que a embalagem mudou e estava no mercado o Nescau 2.0. Pensei comigo… Como assim, fui abandonada? Fui traída, sim… Confesso, chorei!

Quando voltou, me preveni e comprei em torno de 6 latas para garantir que eu não ficaria sem o meu Nescau que me acompanhou ao longo de toda a minha vida, e faço questão de que faça parte da vida dos meus filhos.

Amor pela marca em diversas vezes vai além da simples proposta de atender uma necessidade e, até um desejo. Este amor envolve o sentimento e a proposta intangível que ela transmite. Voltando ao meu exemplo, tinha certeza que o Nescau me daria energia para enfrentar tudo e qualquer coisa na minha vida (caso de terapia?).

O fato é que quando se admira uma marca, isso leva a uma paixão, realmente o consumidor estará disposto a fazer muito por ela, desde a consumir sem questionar, até defendê-la custe o que custar. Isso é bom para uma organização, clientes conquistados e leais.

Por isso Branding é pautado em atributos emocionais, afinal, “a consciência de amar e ser amado traz um conforto e riqueza à vida que nada mais consegue trazer”, Oscar Wilde.

Mas, se eles se sentirem traídos por elas… Se tornam representantes vorazes do grupo “Odeio a marca X”… Também faço parte deste grupo em relação de uma determinada marca.

O consumidor não compra e não defende a marca. Independente das diversas qualidades que ela possua, ele só se recordará da “traição” que ela cometeu. Vocês se recordam de algum ponto positivo do seu/sua ex?

De qualquer forma, essas comparações nos permitem a refletir sobre esse importante papel que as marcas desempenham em nossas vidas: se diferenciar dentre as demais, ser o ponto de contato com o consumir, transmitir atributos e valores, e acima de tudo conquistar e apaixonar os consumidores.

 


Referência:

KELLER, Kevin Lane. MACHADO, Marcos. Gestão estratégica de marcas. Tradução Arlete Simille Marques. – São Paulo: Person Prentice Hall, 2006.

 

 

Compartilhe!
error0

Metro

Praticamente indispensável para todo o trabalhador, o Metrô se tornou ponto obrigatório na estratégia de marketing de muitas marcas, pois é um local onde consumidor está presente. Mas, vamos pensar… O consumidor está presente ou somente de passagem?

Numa sociedade dinâmica e ágil, consumidores mais exigentes e cumpridores de uma rotina maluca como em São Paulo, consegue ficar atentos às campanhas e propagandas existentes no Metrô?

Em pesquisa apresentada pelo Bom dia São Paulo (Globo –05/06/2013) há 17 milhões de pessoas viajando de transporte público por dia, independente da questão da infraestrutura do transporte público, é um ponto importante para a presença das marcas e, levando também em consideração o tempo gasto para se chegar ao seu destino, o consumidor pode visualizar as marcas das empresas e produtos.

Eu, usuária assídua de transporte público, fico atenta às publicidades por interesse ou simplesmente para passar o tempo até chegar ao meu destino.

 

Confira a matéria do Bom dia São Paulo: http://ibranding.tk/17xSBgT

Compartilhe!
error0