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Gabriel Meneses

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Tudo o que você precisa saber para acompanhar a mudança

Transformação digital é uma realidade para profissionais e empresas de todos os segmentos e portes, impactando diretamente seus negócios não só de forma imediata, mas também a curto, médio e longo prazo.

Para entender mais sobre o assunto e, principalmente, como pode impactar os resultados de um negócio e de seus profissionais, fomos até a Digital House conversar com Edney Souza ou, como ele é conhecido, InterNey, um verdadeiro expert quando o assunto é o mundo digital.

Na conversa, InterNey destacou pontos relevantes sobre Transformação Digital, abordou seus mitos e verdades, suas tendências e também as abordagens necessárias para tirar vantagem desta realidade.

O papo rendeu e esperamos que você aproveite os pontos que destacamos a seguir:

AFINAL, O QUE É TRANSFORMAÇÃO DIGITAL?

Ao refletir com mais critério sobre o nosso dia a dia, vamos perceber que tudo o que fazemos é digital ou, de alguma forma, envolve processos digitais.

Nosso comportamento mudou e, muitas vezes sem nos darmos conta, adotamos tecnologias que transformaram radicalmente a nossa relação com o mundo.

O celular é um exemplo disso, talvez o maior deles. Já não saímos de casa sem esse supercomputador em nossos bolsos. Com ele estamos conectados, podemos nos divertir, trabalhar e realizar inúmeras tarefas de forma remota, como pagar contas e fazer compras.

Outro grande exemplo dessa mudança são os serviços de streaming que mudaram de vez o modo de consumir conteúdo. Esperar já não é mais uma opção. Queremos acessar conteúdo on-demand, quando, onde e o que quisermos.

E o que consagrou a Netflix e destruiu modelos antecessores, representados emblematicamente pela Blockbuster, está exigindo que grandes players, tanto da TV aberta, TV a cabo, cinema e vídeo game ofereçam serviços de streaming não apenas como uma alternativa a seu modelo tradicional, mas como uma tendência que o substituirá. É só pensar em grandes nomes que entraram em evidência nos últimos tempos: Globo Play, Disney Plus, Apple TV Plus e o mais novo Quibi, anunciado na CES 2020.

Isso tudo mostra que a Transformação Digital é muito mais sobre comportamento do que sobre tecnologias em si.

Isso porque, uma vez que o consumidor muda sua forma de agir, as marcas precisam automaticamente se adequar para permanecerem relevantes.

Pense nos serviços de logística. Por conta do pensamento on-demand, precisaram se reinventar para atender os consumidores que compram tanto no on-line quanto na loja física. Assim, o Mercado Livre e sua entrega em até 48h exerceu grande pressão nessas empresas.

O mesmo acontece com o SAC que, pelo mesmo comportamento, precisou abraçar a tecnologia dos chatbots para estar em contato constante e de forma ágil com um consumidor que não quer mais esperar para receber informações sobre a marca.

Nesse sentido, o digital é o meio e não o fim!

MITOS E VERDADES SOBRE A TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

  1. Tecnologia X Comportamento

O primeiro mito já foi revelado acima. Transformação Digital não é sobre tecnologia, é principalmente sobre pessoas e comportamento!

Pessoas mudam a forma de realizar suas tarefas, se divertir e consumir; e as empresas e marcas simplesmente precisam se adequar para se manterem relevantes.

As mais antenadas estão sempre atentas, investindo em pesquisa e criatividade para desenvolver novas soluções, se reinventarem e direcionarem o comportamento, mudando assim, os mercados em que atuam.

  1. Velocidade X Acesso

A Transformação Digital não é só sobre deixar os processos mais rápidos e eficientes. Ela é sobre acesso!

Ou seja, com a tecnologia as pessoas passam a ter acesso às coisas que antes eram inacessíveis, como controle, podendo tomar melhores decisões sobre como e o que consumir; informação, potencializando a construção de conhecimento e aprendizagem; serviços, que antes do advento de tecnologias mobile e internet era difíceis e restritos às situações e agentes específicos.

Tudo isso torna a questão da curadoria um trunfo para as marcas, que atuam de forma a realizar um filtro e direcionar a escolha do consumidor, o ajudando a achar um foco em meio a um oceano de opções.

  1. Físico X Intangível

Tendemos a pensar que a transformação digital está nos smartphones, smart TVs, smartwatches, wearables, carros autônomos e produtos lançados diariamente.

Esses produtos são muito legais, agregam tecnologias a tudo, mas são apenas o meio.

O que está por trás deles é que impacta no comportamento e traz a mudança. Assim, a transformação digital conectou indústria, comércio e serviços de uma maneira nunca antes vista, mudando o foco para o poder acessar e não necessariamente possuir. Tanto para as marcas quanto para as pessoas.

O Airbnb mostrou que o importante não é ter uma estrutura com muitos quartos, mas sim uma rede de credenciados que disponibilizam suas estruturas em uma plataforma que as conecta aos turistas e viajantes a negócio.

O UBER mostrou que, melhor do que possuir um carro, é ter acesso a múltiplos carros sem gastar com gasolina, estacionamento, manutenção e impostos.

IFood e Loggi mostraram que serviços de entrega podem ser terceirizados a menor custo para os estabelecimentos e maior comodidade para os usuários.

O QUE PROFISSIONAIS E EMPREENDEDORES PRECISAM SABER SOBRE TRANSFORMAÇÃO DIGITAL?

Por ser uma questão de comportamento, é preciso que profissionais e empreendedores mudem sua forma de leitura do ambiente e, assim, transformem a si mesmos.

InterNey apresentou 4 mindsets que auxiliam no processo de aprender e assimilar habilidades digitais:

  • Mindset do Programador

Adotar uma visão segundo a qual tarefas possam ser automatizadas com o intuito de ganhar eficiência e direcionar energias para abordagens estratégicas que agreguem valor ao negócio ou carreira.

  • Mindset dos Dados

Pensar nos dados como referência para a tomada de decisão. Geralmente deixamos o dado decidir por nós, como é o caso de quem segue a rota sugerida pelo Waze sem pensar duas vezes ou interferir com referências, por exemplo.

  • Mindset de UX

Pensar a partir do consumidor e suas experiências. Conhecer essa questão em detalhes pode potencializar vantagens competitivas a partir de soluções para o consumidor.

InterNey também lembrou que, hoje em dia, tudo está muito conectado e acessível. Seu consumidor tem acesso a opções muito semelhantes às quais você oferece. Sendo assim,  considerá-lo como o centro da estratégia pode se tornar uma verdadeira vantagem competitiva.

  • Mindset do Marketing

Exercitar a capacidade de contar estórias. Focar em simplificar a mensagem ao máximo e envolver as pessoas em seu contexto, lançando mão de empatia e suporte tecnológico. Imagine-se apresentando uma proposta para o seu chefe: se você usar uma linguagem extremamente técnica referente à sua área pode ser que ele não se envolva. Mas experimente contar uma estória na qual a solução é protagonista. As chances de envolvimento serão maiores.

Além dos 4 mindsets, pequenas atitudes tornam-se acessíveis para serem implementadas e construir uma presença digital de forma mais assertiva, lançando mão de tecnologias que ganham cada dia mais destaque.

Começar criando um perfil do negócio no Google My Business, aumentando as chances de ser encontrado nos mecanismos de busca, o que requer o preenchimento de informações básicas sobre o negócio, como endereço, telefone, site e horário de funcionamento. Uma dica aqui é pensar em qual pergunta o seu consumidor precisa fazer para ter sua marca como melhor resposta e, a partir disso, estruturar as informações que irá disponibilizar.

Esse mesmo raciocínio deve ser utilizado para estruturar um website ou um blog, ambientes nos quais os consumidores interagem com sua marca em ambiente próprio.

Outra tecnologia a ser considerada e estar no radar do empreendedor são as ferramentas de busca por voz ou, pelo menos, a otimização dos websites para tal. Isso porque o comando de voz está se popularizando e se difundindo em celulares, computadores, assistentes de voz, smart TVs e smartwatches.

QR codes como forma de pagamento também estão em ascensão pela facilidade que geram ao usuário por dispensar a necessidade de carregar cartões e pelo fato de estarem sempre munidos de seus celulares.

Para finalizar, merece destaque o uso de chatbots para relacionamento, uma vez que essa tecnologia está cada vez mais acessível e permite que seu ambiente on-line forneça respostas a solicitações e contatos dos consumidores 24 horas por dia e 7 dias por semana de forma automatizada, suprindo a necessidade de serem atendidos on-demand.

PROFISSÕES EM ASCENSÃO

Este cenário em constante mudança, por sua vez, favorece algumas profissões que ganham destaque pela demanda que suprem. InterNey citou 6 delas para que você tenha em seu radar:

  • Programadores: pois todo mundo tem que ter site, app ou estar presente em ambiente online;
  • Analista de marketing digital: é este profissional que auxilia na divulgação dos produtos e no relacionamento com os consumidores;
  • Analista de dados: afinal, é necessário tomar decisões assertivas com base em dados que, por usa vez, precisam ser bem interpretados e organizados;
  • UX-designers: a Transformação Digital é sobre comportamento, que está intimamente relacionado a experiências;
  • Profissionais de desenvolvimento: Project Onwer (topo do projeto para garantir que as metodologias sejam ágeis) e Product Manager (para analisar o mercado, o consumidor e adequar os processos para estabelecer pontes entre eles e a marca);
  • Cyber Security: por conta do aumento da preocupação acerca dos dados que sustentam todo este ambiente digital, o que nos leva para o último tópico abordado.

LGPD – LEI GERAL DE PROTEÇÃO DE DADOS

A Lei Geral de Proteção de Dados já existe desde 2018 e passará a ser aplicada em agosto de 2020, trazendo mudanças nas exigências em relação aos dados das pessoas.

Em linhas gerais, dados pessoais só podem ser coletados e utilizados mediante consentimento do usuário que pode consultar a empresa e solicitar a exclusão de seus dados a qualquer momento.

Nesse sentido, as empresas precisam realizar um movimento de adequação de seus termos de consentimento, investir em servidores e processos de segurança, bem como garantir que todos os dados que possuem em seus bancos tenham o aceite de seus titulares.

Em caso de um eventual vazamento desses dados, a empresa precisa informar publicamente quais dados foram vazados, acarretando, sobretudo, em uma crise de confiança e de imagem para sua marca.

Grandes empresas já estão adequadas à LGPD, especialmente por ela se assemelhar à legislação vigente na Europa e Estados Unidos e, por isso, pressionam o governo para que a lei não tenha sua aplicação adiada, podendo assim, manterem sua vantagem frente aos concorrentes.

Desta forma, a LGPD confirma a necessidade de engajamento constante para a manutenção do consentimento do usuário mediante o acesso à conteúdos de relevância e serviços e produtos de qualidade.

InterNey alerta que, mesmo que pareça que a lei não gere efeitos tão severos de imediato, os usuários tendem a se acostumar com o novo padrão e com a possibilidade de controle de decisão em relação aos seus dados, fato que, a longo prazo, os fará pressionar as empresas.

Para saber mais sobre a LGPD clique aqui.

Para finalizar, a mensagem que fica da conversa com InterNey é que mudar nosso mindset e abraçar as possibilidades do digital para nossos negócios e carreiras é necessário, focando sempre na questão do comportamento e das relações que determinam toda a dinâmica de forma a construir e entregar valor aos nossos consumidores e parceiros.

 

Edney Souza, conhecido no mundo digital como InterNey, é Diretor Acadêmico na Digital House Brasil, Organizador da Social Media Week São Paulo, e editor do blog WordPress.com Brasil.

Formado em Processamento de Dados pela Universidade Mackenzie, com pós-graduação em Tecnologia da Informação Aplicada a Negócios pela FASP, trabalha no mercado de tecnologia e comunicação desde 1990.

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Executivos da Troiano Branding lançam novo livro com teoria, metodologia e cases sobre Propósito e seu impacto para pessoas, marcas e organizações no século 21.

Qual é o seu propósito? Esta é a pergunta que dá título ao novo livro de Cecília Russo Troiano e Jaime Troiano, cujo lançamento aconteceu na última segunda-feira, 14 de outubro, em São Paulo, reunindo profissionais de branding e empresários para um coquetel com palestra e sessão de autógrafos.

Nossa equipe ao receber o autógrafo dos autores Cecília Russo Troiano e Jaime Troiano.

Cecília e Jaime são sócios da Troiano Branding, uma das empresas pioneiras em gestão de marcas no Brasil, com mais de 26 anos de história e expertise no acompanhamento de negócios de diversos segmentos.

Foi deste know-how que nasceu a proposta do livro. Segundo Jaime Troiano, que abriu as falas da noite, havia a necessidade de “colocar a bola no chão” e discutir sobre o impacto do propósito na existência das marcas uma vez que, nos últimos tempos, muitos conceitos surgiram para abordar o assunto, por vezes banalizado.

Para Jaime, o propósito é a mãe de todas as ferramentas de branding e, sendo assim, é a partir dele que se desdobram e se sustentam todas as iniciativas e definições estratégicas.

Contextualizando este momento que enfatiza a importância do propósito, abordaram o conceito de Realidade Líquida de Zygmunt Bauman, sociólogo e psicólogo polonês, segundo o qual as transformações e relações acontecem de maneira rápida e imprevisível.

Sendo assim, a busca pelo sentido se torna central e o propósito mostra-se como a chave para aproximar a todos do que é permanente, duradouro e consistente.

Ao assumir a fala, Cecília completou dizendo que o envolvimento com o propósito surgiu gradualmente, na medida em que desenvolviam os projetos da Troiano Branding, especialmente depois da parceria com o Bright House, consultoria de Atlanta/EUA, para a construção da marca Havaianas.

Segundo ela, foram percebendo a necessidade de guiar a abordagem por um conceito central, capaz de sustentar todas as ações e, assim, dissemina-las de forma legítima.

Afinal, “uma marca sem propósito é uma marca sem alma”, referência que Cecília fez a uma fala constante de Jaime Troiano.

Quer saber mais sobre propósito de marca? Acesse aqui!

Nesta jornada, inquietação e um viés de psicologia os guiaram ao entendimento de que, na verdade, o propósito deve ser escavado, identificado e trabalhado a partir de uma soma de fatores como a motivação empreendedora da marca, a relação entre as pessoas e o impacto da marca na sociedade.

Como resultado, nasce a metodologia “Rota do Soul”, que ajuda organizações a identificar, lapidar e potencializar seu propósito por meio de uma analogia que reúne, de forma poderosa, conceitos de ALMA e SOL, valorizando o SER que confere a autenticidade necessária para se conquistar e sustentar a relevância e a IRRADIAÇÃO que, por sua vez, permite que as ideias cheguem mais longe e causem um impacto maior e mais profundo nas relações que envolvam a marca.

Cecília Russo Troiano apresentando a metodologia “A Rota do Soul”

Desta forma, o livro “Qual é o seu Propósito: A energia que movimenta pessoas, marcas e organizações no século 21” se sustenta sobre dois pilares: o teórico, reflexo de tudo o que foi apresentado nos últimos parágrafos e o vivencial, retratado por meio de cases de marcas que passaram pela transformação do propósito com o acompanhamento da Troiano Branding.

Durante o bate papo de lançamento foram convidados para o debate Fernanda Abdo Saad, da Aegea – marca de saneamento; Leninha Palma, da Caedu – marca do segmento de moda e confecções e Rafael Navarro, da Sintel – marca de Suport Chain Automotivo.

Moderados por Robson Viturino, editor do livro, os convidados compartilharam o impacto do branding e do propósito em seus negócios, reforçando a importância da iniciativa de Cecília e Jaime Troiano de lançar um livro sobre o conceito.

O livro traz uma linguagem leve para apresentar conceitos importantes, relacionando-os sempre à sua implementação prática, destacando o processo necessário para a consolidação do propósito na estratégia de uma marca. Seu projeto gráfico, repleto de ilustrações, confere graça e leveza ao livro, tornando a experiência de leitura ainda mais prazerosa.

Garanta seu exemplar!

Além de todos os motivos acima elencados para incentivar sua leitura, o valor arrecadado com os direitos do livro serão doados para a Junior Achievement Brasil, organização social que incentiva e estimula jovens para o mercado de trabalho através do método “Aprender-fazendo”. Saiba mais aqui.

Confira 5 passos para praticar o propósito da sua marca clicando aqui!

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Finalizando nossa série de conteúdos sobre Relações Públicas, reunimos os insights finais de nosso bate-papo com Lucas Lima da Midiaria.com.

Destacamos questões como informações que a marca precisa compartilhar com o profissional de RP, características deste profissional, os principais pontos da estratégia e, uma questão que levanta muitas dúvidas, como o pequeno negócio pode se preparar para a implementação de uma estratégia de Relações Públicas, reunindo, desde seu início, informações que constroem sua história. 

Esperamos que goste dos vídeos e aproveite o conteúdo para sua estratégia de RP!

6. O que a marca precisa compartilhar com o profissional de PR para garantir um bom resultado em sua comunicação?

7. Quais são os pontos principais de uma estratégia de PR?

8. Quais são as características de um bom PR?

9. Como a empresa pode preparar o terreno para a implementação do Relações Públicas?

Se você perdeu as postagens anteriores, acesse os links abaixo:

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Lucas Lima: Cofundador é líder de projetos em branding na Midiaria.com. Comunicólogo de mercado pela Universidade Metodista de São Paulo, especialista em Comunicação Organizacional pela Faculdade de Comunicação Cásper Líbero e Master em Gestão de Marcas e Branding pela Business School São Paulo. Experiência nas áreas de Relações Públicas, Branding, Gestão da Imagem e Reputação.

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Dando continuidade a nossa conversa sobre relações públicas com Lucas Lima da Midiria.com abordamos a relação entre o PR e as redes sociais.

5. Como é a relação do PR com as redes sociais?

No próximo vídeo abordaremos questões relativas a contratação e integração do PR na realidade dos negócios. Como contratar? Quais as características d e um bom PR? E como preparar o terreno para integrar a estratégia de relações públicas? Acompanhe!

Lucas Lima: Cofundador é líder de projetos em branding na Midiaria.com. Comunicólogo de mercado pela Universidade Metodista de São Paulo, especialista em Comunicação Organizacional pela Faculdade de Comunicação Cásper Líbero e Master em Gestão de Marcas e Branding pela Business School São Paulo. Experiência nas áreas de Relações Públicas, Branding, Gestão da Imagem e Reputação.

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Empreendedora francesa fala sobre como construir uma marca apaixonante valorizando o propósito, experiência do consumidor e storytelling

O resultado de uma marca está atrelado à capacidade de envolver o consumidor em sua proposta de valor, proporcionando experiências memoráveis que se convertam em relacionamento e, potencialmente, no tão esperado fator “Wow”.

Simples de se descrever, porém muito difícil de se conquistar, esta situação de sucesso é fruto de muito planejamento, gestão, foco e, é claro, trabalho duro.

Foi exatamente o que encontrei conversando com Sandrine Billard, fundadora e gestora da marca Petit Louarth, cuja proposta você vai conhecer neste artigo.

Sandrine não começou a conversa me contando sobre sua trajetória ou origem de seu empreendimento como o esperado. Ao invés disso, ela me apresentou uma caixa, me incentivou a explorá-la e começou a analisar minha reação.

Começava ali a EXPERIÊNCIA com a marca. Não por acaso, um dos seus pilares mais importantes.

O que eu tinha em mãos era o Coffret, produto principal da Petit Louarth. Uma pequena caixa de preciosidades, feita para guardar objetos de valor, que na cultura francesa pode ser usado para joias, perfumes e pequenas recordações. Sandrine adaptou este conceito para a realidade brasileira e o projetou de maneira minuciosa, pensando nas principais e mais importantes recordações que os pais guardam durante o crescimento de seus filhos, oferecendo uma opção organizada, lúdica e repleta de gatilhos para despertar emoções profundas nos pais, filhos e familiares.

https://vimeo.com/341888521

Vídeo de apresentação do produto com ênfase na experiência do usuário.

Com este gatilho Sandrine me envolveu na proposta e, mesmo sem ter filhos, percebi ali o valor do benefício ampliado que seu Coffret apresentava.  Mais do que um simples organizador, a Petit Louarth traz a possibilidade de construir uma história colaborativa em família, resultando em uma lembrança que se configura como uma plataforma para eternizar momentos especiais.

Itens como a primeira chupeta, os dentinhos, a naninha, fotos de maternidade, pelúcias e até mesmo uma régua de crescimento foram contemplados. Tudo para ajudar os pais e/ou familiares a construir a história de seus pequenos.

A partir desses conceitos e com base na paixão pela infância, nasceu a Petit Louarth que, além de encantar, configura-se como uma verdadeira aula de branding e empreendedorismo.

Já envolvido pela marca e o que ela representa, começamos a conversar sobre os aspectos técnicos que marcam a trajetória de Sandrine e sua marca.

Como muitos empreendedores, Sandrine começou sua marca com o objetivo de dedicar tempo a algo em que acreditava, mas fez isso de maneira consciente, analisando o ambiente e planejando cada passo.

Percebendo uma demanda pouco explorada, desenvolveu um produto, criou uma marca e buscou implementar a proposta de forma ágil e consciente.

Direcionou sua experiência em grandes multinacionais para estruturar um plano de negócios, definindo seus objetivos de curto, médio e longo prazo bem como elencando os principais KPIs que precisariam ser atingidos para validar ou não suas expectativas.

Neste processo, firmeza e rigidez com seu propósito a ajudaram a estruturar um compliance que clarificou e direcionou a escolha de fornecedores, com os quais alinhou suas expectativas e definiu critérios para a parceria. Visitou cada um deles para garantir que não exploravam trabalho infantil e que respeitavam a legislação trabalhista vigente no país, bem como verificou se atenderiam seu padrão de qualidade. Assim, sua trajetória nos deixa uma lição importante: por mais que o envolvimento emocional do empreendedor com sua marca seja importante para trazer aquele “brilho nos olhos” e “paixão” capazes de motivá-lo, é estritamente necessário manter certo grau de frieza para a tomada de decisão e acompanhamento essenciais para o sucesso.

A criação da marca:

No que diz respeito à criação da marca, Sandrine, assim como muitos empreendedores, não teve consultoria especializada, por outro lado, seguiu uma linha de raciocínio para transmitir toda sua proposta por meio do nome e identidade. Ela sabia que a marca precisaria remeter ao universo infantil de forma espontânea ao mesmo tempo que refletisse sua origem francesa. Por isso, escolher o nome “Petit” foi relativamente fácil. No entanto, Sandrine sabia que para o processo de registro e proteção da marca ela precisaria de algum diferencial que reforçasse a exclusividade e, para a segunda parte do nome, decidiu usar as iniciais dos seus filhos para formara a palavra “Louarth”. E aqui está uma sacada muito legal.

Logotipo da Petit Louarth, no qual a tipografia de aspecto mais manual se destaca e tem como suporte, a forma circular da lua com aplicação de textura que se alinha com os traços das ilustrações que dão vida ao produto.

Louarth” é a junção dos nomes Louise e Arthur, mas também se aproxima foneticamente da palavra “Lua” e “Arte” remetendo à ideia de sonho e do momento em que os pais colocam os filhos para dormir, contando histórias e fazendo carinho; ao mesmo tempo que remete ao esmero e atenção de um artista no seu processo de criação.

Como tagline, Sandrine definiu “A infância no fundo do coração”, amarrando todos os conceitos que representam sua marca e os valores que ela defende. Com o nome definido Sandrine alinhou suas ideias com um designer, responsável a dar vida à marca e ao produto.  Em um processo de cocriação refinou as propostas até chegar à uma identidade limpa, sem muitos elementos, que valorizasse o produto e utilizasse o logotipo como uma assinatura discreta. Afinal, para a Petit Louarth , a apresentação do conjunto do produto é mais importante do que colocar o logotipo em um local de grande destaque de forma a trazer um “ar muito comercial”.

Versões do Coffret em azul, rosa e amarelo. A marca aparece de forma discreta na lateral do produto, deixando destaque para as cores, ilustrações e mascotes da marca.

Ao falarmos da parceria com o designer, perguntei à Sandrine qual sua percepção em relação a escolha desse fornecedor com o objetivo de entender quais aspectos os designers devem levar em conta no momento de se posicionar. Sandrine então elencou compromisso e confiança como sendo as características principais, uma vez que por estar focado em desenvolver seu negócio, o empreendedor precisa ter a tranquilidade de que seus prazos serão cumpridos e de que terá uma solução e não mais uma dor de cabeça.

Storytelling, o gatilho para a propagação da marca:

Com a ideia concretizada, o storytelling ganha papel de destaque na estratégia da Petit Louarth, uma vez que transmite a mensagem da marca de forma a evolver o consumidor em sua experiência. Toda a ideia de guardar as lembranças para deixar um legado envolve e encoraja as pessoas a agirem em torno do uso do produto, elevando a marca a um papel central na construção de seu legado familiar.

Quando aplicado de maneira bem estruturada, o storytelling contribui para o posicionamento da marca, ajudando com que ela se propague via recomendação de um para muitos, explorando as conexões entre as pessoas.

Tal conexão é fundamental na jornada do consumidor de hoje em dia, que busca em seus pares a validação de suas percepções, por meio de indicações e reviews. Além de ser determinante para a construção de conhecimento de marca (brand awareness) por meio da advocacia de marca.

Padrão ideal para a jornada do consumidor, apresentada por Kotler no livro Marketing 4.0. Destacamos a terceira etapa, referente a validação com a rede de contatos e a quinta etapa, referente à advocacia após a experiência com a marca. Ou seja, de um cenário no qual o consumidor identifica a marca dentre tantas outras opções, ele refina a percepção, decide experimentar a marca e, se a percepção final for positiva, ele tende a passar a mensagem adiante e ajuda a influenciar potenciais consumidores.

O MVP e os planos para o futuro:

Hoje a Petit Louarth ainda é uma marca nova, com menos de dois anos de existência desde sua concepção. Ciente desta realidade, Sandrine encara seu Coffret como um MVP – Minimum Viable Product ou Mínimo Produto Víavel, que testa e valida a proposta conforme mediante sua aceitação.

Por conta do foco na qualidade e pouca escala, o produto da Petit Louarth tem um alto custo de produção e, por consequência, um preço um pouco elevado que o direciona à classe A. Além disso, por se tratar de um produto novo, a marca ainda está na fase de apresentá-lo ao mercado, o que exige grande esforço e atenção; tanto para feedbacks positivos quanto, e principalmente, para feedbacks negativos, com os quais a marca poderá aprender.

Para esse processo Sandrine conta com a expertise da Midiaria.com, também parceira do InfoBranding, para posicionar a marca no ambiente digital e difundir sua proposta para a mídia especializada, utilizando-se da estratégia de relações públicas, mídias sociais e pequenos eventos para influencers.

Exemplo da comunicação da marca em redes sociais e encontro com influencers, no qual a Sandrine apresenta a marca e discute assuntos relacionados ao seu universo.

A ideia da Petit Louarth é aumentar sua escala e levar fazer com que cada vez mais famílias construam suas histórias de forma organizada e lúdica!

Conheça um pouco mais sobre a Petit Louarth aqui.

Sandrine Billard possui formação em administração e gestão de empresas, com atuação em grandes multinacionais com foco em varejo. Veio para o Brasil para implementar negócios de origem Francesa, 13 anos depois, apaixonada por nosso país, decidiu ficar e empreender.

 

Gostou do case da Petit Louarth? Comente aqui e compartilhe!

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Saiba o que nos chamou atenção no tão aguardado evento da marca

Aconteceu hoje o Apple Special Event, evento anual que a marca realiza no mês de setembro para apresentar todas as suas novidades ao mercado, em especial, a atualização na linha do iPhone.

Além da grande expectativa criada, o evento desencadeia uma série de especulações e análises sobre a marca e o rumo de seus produtos, tanto no que diz respeito à tecnologia, quanto aos serviços relacionados, colocando-a em posição de destaque na mídia.

Afinal, a Apple sabe como fazer branding! Estabelecendo-se como a marca mais valiosa do mundo mesmo com seus resultados e participação de mercado ameaçados por grandes concorrentes como o sistema operacional Android do Google (segunda marca mais valiosa do mundo), a sul-coreana Samsung e, mais recentemente, a chinesa Huawei.

Tudo isso é o que acirra as discussões de Apple X Samsung, Android X IOS e Marca X Reais avanços tecnológicos, trazendo um gostinho todo especial para quem acompanha o mercado de tecnologia!

Mas vamos ao que realmente importa: o evento de hoje!

Acompanhamos sua transmissão direto do Steve Jobs Theater e reunimos o que achamos de mais interessante da performance de Tim Cook, CEO da Apple, e sua equipe.

Tim Cook apresentando o IPhone 11

Embora a tecnologia e sua evolução nos fascine, este não é o foco de nossa abordagem. Queremos mesmo é falar sobre branding e como a Apple reforça seu posicionamento por meio deste tipo de ação.

O Apple Special Event é um verdadeiro acontecimento, esperado por especialistas e consumidores aficionados pelo universo da Apple. Seu propósito é unificar os lançamentos da marca e marcar um “ponto de virada” em sua linha de produtos, tecnologias e diretrizes do mercado.

Tudo é pensado para reforçar a experiência superior que a Apple ostenta desde a época do icônico Steve Jobs. E a receita parece funcionar: crie expectativas em relação a seus próximos passos, chame atenção da mídia, reúna um grupo seleto de especialistas e early adopters para presenciar as apresentações, transmita para o mundo e, o mais importante: conte estórias que coloquem o usuário como fonte de inspiração e centro de todos os avanços implementados.

Foi o que saltou aos nossos olhos na apresentação de hoje.

Um dos destaques é o caminho que a marca segue em direção aos serviços de streaming com preços acessíveis e conteúdos próprios desenvolvidos por produtores de renome, com participação de artistas do momento e abordando temas plurais que atendam a todas as idades e gostos, atualizados mensalmente em sua plataforma.

Se a Apple revolucionou o mercado da música com o iTunes e o iPod, agora ela mira nos games e conteúdos on demand, fazendo parcerias com gigantes como a Capcom e estruturando uma plataforma de conteúdo para bater de frente com a Netflix, Amazon Prime e Disney +. Estamos falando respectivamente do Apple Arcade e Apple TV +, este último compartilhando o mesmo elemento que o serviço recém lançado da Disney.

Destaque para a abordagem do Apple Arcade e Apple TV +

A diferença está no fato da Apple, além de oferecer os serviços com foco em simplicidade e usabilidade facilitada, oferece também os gadgets necessários para que toda a experiência aconteça. Nesse sentido, a nova linha de iPhones apresenta, dentre outras coisas, uma qualidade de imagem superior e um sistema de som imersivo compatível com a tecnologia Dolby Atmos.

Outro aspecto que nos chamou atenção é o foco em impactar a maneira como os usuários realizam suas tarefas e exploram sua criatividade, unindo hardware e software que, juntos, potencializam a criatividade e a criação de imagens, edição de vídeos e maneira como se pode criar e compartilhar conteúdo no mundo digital.

A sétima geração do iPad ganha um nome próprio: iPad OS. Dentre as novidades destacam-se o Slide Over e Split View, que facilitam o uso de diversos apps de forma simultânea, além, é claro, de uma tela maior, com mais resolução; nova câmera e sensores atualizados.

Já o iPhone 11 e o iPhone 11 Pro traz por meio de suas potentes câmeras, a possibilidade de criar imagens e vídeos com uma qualidade nunca antes vista em dispositivos portáteis, trazendo ao alcance dos usuários toda a qualidade de grandes produções profissionais. Isso impacta o usuário comum, mas, principalmente, traz grandes oportunidades para pequenos empreendedores impulsionarem seus negócios.

Novos recursos do IPhone 11 Pro

O Apple Watch por sua vez reforçou sua importância para além das facilidades mais óbvias, explorando sua capacidade de auxiliar no acompanhamento da saúde do usuário, com destaque para saúde da mulher, acompanhamento cardíaco, de movimentos e também saúde auditiva.

Para fechar a apresentação o destaque foi para o Apple Retail, ou seja, a experiência de varejo da marca nas suas lojas, na qual reforçaram a importância dos colaboradores no atendimento aos consumidores e, principalmente, mostram um claro direcionamento para a customização.

Apple Watch Studio

 Nos moldes da Nike Concept Store, a Apple traz o Apple Watch Studio, experiência segundo a qual o usuário customiza o produto com o suporte da equipe e de diversos acessórios.

Também foi anunciada a reinauguração da loja da Quinta Avenida em Nova York, aquela com o cubo de vidro próxima ao Central Park, que acontece no dia 20 de setembro, mesmo dia no qual os novos produtos estarão disponíveis para venda. Imagine só o alvoroço que presenciaremos em Manhattan!

Prévia da Apple Store na Quinta Avenida

Gostou? Confira todas as novidades no site da Apple, atualizado logo após o evento, deixando o mundo todo a par das novidades sem delay!

Confira um vídeo com os melhores momentos do evento:

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Enquanto disciplina, o branding é relativamente novo, mas seus conceitos principais remontam à antiguidade, quando o homem começou a fixar moradia, estabelecer comunidades, e realizar a troca do excedente de sua produção.

De lá para cá a disciplina responsável pela identificação e diferenciação por meio de associações coordenadas entre conceitos e objeto trabalhado, seja ele um produto, um serviço, um lugar, uma pessoa ou uma ideia, vem se tornando cada vez mais complexa e exige de seus profissionais um nível de atenção e atualização elevado e constante.

Com a digitalização do mundo e de todas as atividades que nos cercam, as pessoas se tornaram, de fato, o centro de todas as ações praticadas no mercado, uma vez que, sem elas, as relações simplesmente não se sustentam.

Mais ativo, conectado, informado e ciente da influência que exerce sobre as marcas, o consumidor de hoje se vale da tecnologia e de sua onipresença no processo para exigir níveis cada vez mas elevados de atendimento, buscando sempre mais satisfação para seus desejos, tendo em vista que, necessidades propriamente ditas, via de regra, já encontram-se atendidas pela oferta mais básica.

Saiba mais sobre o Marketing 4.0 aqui!

Nesse contexto, marcas se esforçam para criar associações coerentes que as identifiquem e diferenciem das demais ofertas, estruturando normas no formato de guias de identidade visual e brand books, materiais que padronizam e servem de referência para a tomada de decisões quanto aos desdobramentos a serem implementados e ações a serem realizadas.

Contudo, esse tipo de prática seguiu, até hoje, preceitos que convergiam para a PADRONIZAÇÃO, uma vez que por meio dela, a imagem ia ganhando forma na percepção do público.

Mas será que essa padronização resiste as mudanças constantes da nossa era hiper-conectada e marcada pelo dinamismo e transformações em ritmo alucinógenos?

Essa é a pergunta que vem demandando grandes reflexões de profissionais envolvidos na gestão de marcas.

Neste cenário, algumas regras precisam simplesmente cair por terra, enquanto outras, precisam ser atualizadas, flexibilizadas e encaradas sob novas perspectivas. Para saber como agir diante de tanta mudança apresentamos cinco tendências para ajudar o gestor de marcas na hora de adequar sua atuação:

1) A mensagem não é mais unilateral:

Essa mudança redefine o jogo.

Se antes as marcas conseguiam controlar sua comunicação com anúncios unilaterais que visavam atingir um consumidor passivo, hoje elas fazem parte de um processo HOROIZONTAL.

Isso quer dizer que o consumidor está munido de informações e ferramentas para responder e interagir com as marcas de forma instantânea e transparente, aberta para quem quiser acompanhar. Ou seja, MARCAS e CONSUMIDORES estão no mesmo nível.

Portanto, as marcas precisam estar abertas e preparadas para o DIÁLOGO! O desafio: se flexibilizar para se adequar a diferentes abordagens sem perder o foco na sua proposta de valor.

2) Propósito e valores se solidificam como elementos norteadores:

O cenário digital muda rapidamente, o que é vigente hoje, pode não valer mais amanhã e, nesse sentido, FLEXIBILIDADE e AGILIDADE são determinantes.

Além disso, a diversidade nas plataformas vigentes impõe as marcas formatos e linguagens diferentes que coexistem e demandam atenção simultânea no momento do planejamento e da execução das ações.

Com isso o PROPÓSITO e os VALORES ganham importância e destacam-se como tendências para essa realidade, por dois motivos principais:

1º) Engajam o público que, comprovadamente, cada vez mais, busca marcas que atuem segundo uma razão de ser, uma causa que de fato as diferencie dos demais players e que eleve sua atuação para além do lucro e simples objetivo de venda, considerando o impacto que causam na sociedade e na vida das pessoas;

2º) Traçam uma linha central que guia a tomada de decisão, definição de ações e maneira de se comunicar, permitindo que os agentes envolvidos no processo sejam capazes de adequar formatos e abordagens sem se distanciar do real valor proposto pela marca e sem perder o timing que a digitalização exige.

3) Estar presente nas plataformas não significa ter uma estratégia:

 Plataformas são plataformas. Não basta estar nelas se não se sabe o que fazer!

É fundamental para as marcas dedicar seus esforços para elaborar uma estratégia que as leve em direção ao seu objetivo.

Para tanto é fundamental entender a característica de cada uma delas bem como o que o público que as utiliza espera das marcas naquele ambiente. Nesse sentido as marcas precisam multiplicar suas abordagens para atingir seus públicos em diferentes situações e ambientes, objetivando sempre ser considerada como opção e merecedora de atenção, para que então, ela possa, de fato, estabelecer e manter as relações que garantem sua preferência.

4) Conteúdo engajando audiências:

Com tantas ferramentas ao seu alcance, o consumidor está no poder. Ele pode e vai ignorar tudo aquilo que não acrescente valor para o seu dia a dia. Sendo assim, anúncios tradicionais tendem a ser desprezados pelo simples fato de interromperem momentos importantes com amigos, família ou simplesmente dedicados ao puro entretenimento.

Para driblar essa realidade as marcas precisam mudar seu mindset e buscar atrair o consumidor para si, sem interrompê-lo, mas despertando seu interesse. Como fazer isso? Com conteúdo!

Ao criar e distribuir conteúdo relevante para o público as marcas se colocam como verdadeiras parcerias, membros da comunidade que buscam colaborar com questões que realmente trazem impacto para o dia a dia. Dessa forma o consumidor percebe valor e, mesmo que não realize transações monetárias de início, passa a perceber a marca em questão como referência naquela determinada área.

E não julgue essa questão como irrelevante, ser considerada significa que a marca conquistou um espaço com aquele consumidor que pode impulsionar sua proposta para toda uma rede de contato de forma legítima que, por ter formato de recomendação, desfruta de maiores chances de receber atenção.

5) Métricas para redirecionar os esforços:

Enquanto muito se flexibiliza, o acompanhamento de resultados se estabelece como regra inviolável!

As ferramentas do mundo digital permitem analisar cada ação de forma minuciosa e com isso os gestores conseguem acompanhar os resultados e fazer ajustes a tempo de aproveitar o momento. Isso é um recurso muito valioso, pois permite otimizar recursos e garante resultados mais precisos.

Mas para que as métricas entreguem todo o seu potencial é necessário que os gestores, cientes do item 3, tenham uma estratégia em mente na qual diversos indicadores de performance tenham sido estabelecidos. Afinal, é preciso saber o que se quer medir antes de sair colhendo dados.

 

Esses cinco tópicos são alguns que se destacam em meio ao grande impacto que as tecnologias e a digitalização da nossa realidade impõe sobre as marcas. Mas o desafio não se esgota aqui, é imperativo que o profissional envolvido na gestão de marcas esteja sempre antenado às tendências e atualizado tecnicamente de forma a adequar a atuação das marcas da melhor forma possível, se adequando as novas demandas sem perder o foco nos conceitos que tornam a marca única e relevante entre tantas outras opções.

Confira e compartilhe as 5 tendências em forma de apresentação:

 

Se este artigo é capaz de deixar uma mensagem, ela é: conheça bem os fundamentos, eles são importantes e sustentam toda uma gama de conhecimento necessária para filtrar e avaliar as informações que recebemos a toda hora, mas não se prenda a velhos modelos ou regras rígidas, esteja preparado para se atualizar e se flexibilizar, afinal, uma marcas ó é relevante se ela se adequa ao que o público demanda. E isso, está mais volátil do que nunca!

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O design é uma disciplina abrangente que se caracteriza por meio de projetos que solucionam problemas, atendem necessidades e despertam desejos, sempre com foco no usuário ou, como é mais comum se dizer, no público-alvo.

Como diria Brigite Borja de Mozota, o Design mescla aspectos científicos e artísticos em seu processo, que atendem tanto funções práticas quanto aspirações psicológicas e sociais:

 

“As técnicas do design combinam o caráter lógico da abordagem científica e as dimensões intuitivas e artísticas do trabalho criativo.”

MOZOTA, Brigitte (2011, p.17)

 

Assim como o Design o Branding também é uma disciplina abrangente que, por meio da análise do ambiente e do público, entrega valor que diferencia a marca trabalhada das demais ofertas semelhantes no mercado.

Uma das maneiras pela qual essa diferenciação acontece é justamente pelo Design, seja ele aplicado no próprio produto ou serviço trabalhado ou, seja ele aplicado na comunicação da marca para o mercado e na consolidação de sua identidade.

De uma maneira ou de outra, Branding e Design andam juntos e, por conta disso, muitos designers acabam ingressando no universo do branding. Mas como isso acontece? Bom, é isso que este artigo busca explorar.

O elo mais marcante entre as duas disciplinas é o fato do design, quando aplicado ao mercado, atender a demandas de marcas, que o incluem como parte fundamental de suas estratégias, participando os designers no processo de elaboração e demandando desses profissionais o entendimento do todo vs. o pontual.

Em outras palavras, desde que inicia sua atuação no mercado o designer sente na pele a necessidade de entender a diferença entre Estratégia e Tática, o que possibilita que ele tire o melhor proveito de seus conhecimentos, desfrutando ao máximo do papel transformador do design para os negócios e sociedade.

Ao desdobrar o planejamento estratégico de uma marca nos deparamos com diversas questões que se relacionam com as áreas do design:

Design Gráfico: presente na criação e gestão do logotipo e identidade visual de uma marca, garantindo que ela se apresente de forma marcante e coordenada, contribuindo para a identificação e diferenciação (dois dos pilares mais importantes da gestão de marcas) e facilitando que o consumidor reconheça aquela marca da forma mais rápida e direta possível.

Design de Embalagens: além de possibilitar o transporte, contribuir para a utilização e conservação do produto, otimizar sua logística, as embalagens também contribuem de forma significativa para a diferenciação e construção de marca pois, no ponto de vendas, a embalagem é o primeiro contato visual do público com a marca e influencia em questões de posicionamento, precificação e percepção de qualidade.

Design de Produtos: um dos Ps do famoso Mix de Marketing o P de Produto é fortemente influenciado pelo design, capaz de reforçar suas características tecnológicas e funcionais, facilitando seu uso, diferenciando pela beleza e sofisticação, agregando valor e despertando desejos.

Design Digital: em uma era marcada pela digitalização das relações e crescente utilização de tecnologia mobile, se apresentar de forma distinta na internet é parte determinante da estratégia das marcas. Seus sites são seu ponto de contato digital para o qual as interações convergem e, muitas vezes, é o primeiro contato do público com a marca.

Design de Serviços e Experiências: áreas discutidas mais recentemente, o design de serviços e experiências tem o usuário como foco e são responsáveis pelo desenvolvimento de processos que facilitem a interação das pessoas com as marcas em seus mais diversos momentos, da pesquisa para conhecer mais sobre a proposta, passando pelo uso do produto e serviço até chegar ao atendimento pós venda e momento de recompra, onde o ciclo recomeça.

Design de Interiores: responsável por tangibilizar o propósito e os conceitos da marca em seus pontos de contato físico, de forma a receber e acolher o consumidor em um universo pensado especificamente para transmitir uma mensagem e entregar o valor proposto de forma direta.

Do processo ao ponto de contato o Design está intimamente ligado ao Branding e contribui para a construção e consolidação de marcas fortes, capazes de impactar o mercado e a sociedade de maneira tão determinante que conquistam nada menos que o reconhecimento e a aspiração do público.

Nessa dinâmica destaca-se o foco nas pessoas e o impacto que o projeto lhes traz, demandando dos profissionais envolvidos reflexões e atualizações constantes que os capacitam para atuar em um cenário no qual tudo se relaciona e se transforma em uma velocidade vertiginosa.

Para as marcas, vale destacar que, muito mais do que um recurso estilístico, o Design é uma disciplina de cunho estritamente estratégico, capaz de desenvolver soluções criativas, inovadoras, que otimizam recursos e impulsionam resultado pelo fato de tangibilizar aspirações em soluções práticas.

Portanto, pense Design e construa Marcas que de fato impactam o público por serem legítimas e inconfundíveis.

 

Referências:

MOZOTA, Brigitte Borja de. Gestão do Design: usando o design para construir valor de marca e inovação coorporativa. Porto Alegre: Bookman, 2011.

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Como os pequenos negócios podem e devem se aproveitar das vantagens competitivas que uma marca pode proporcionar    

 

A gestão de marca é uma prática que pode ser adotada por negócios de todos os portes, das grandes organizações com presença global, como a Coca-Cola e a Apple, referências em branding, até os pequenos empreendedores locais como o dono da padaria do seu bairro e os microempreendedores individuais (MEI), como o pedreiro que presta serviços pontuais na sua obra. Isso porque todos que tenham algo a oferecer para o mercado possuem uma proposta de valor e, por isso, têm a possibilidade e trabalhar tal proposta de forma diferenciada, criando e gerenciando uma MARCA em seu sentido mais amplo.

Parece ousado para um pequeno negócio, mas na verdade não é!

Se o empreendedor tiver PLENEJAMENTO, GESTÃO e VISÃO INTEGRADA dos processos de seu negócio e DETERMINAÇÃO, ele consegue fazer sua MARCA acontecer e ter sucesso em seu mercado!

Antes de mais nada, MARCA é um conjunto de associações pensadas de forma coordenada para criar, comunicar, entregar e gerenciar valor acerca de um negócio e seus produtos e serviços com FOCO em determinado público, mas, sem esquecer, das relações com o mercado como um todo.

E aí pode vir a pergunta: “Tá bom, mas por que eu, um pequeno empreendedor, devo investir em uma marca? Tenho tanta coisa para me preocupar!”

Bom, pense desta forma: segundo o SEBRAE as micro e pequenas empresas representam 98,5% do total de negócios no Brasil e se concentram predominantemente nos setores de serviço e comércio, o que significa que, você, ao abrir o seu negócio, enfrenta uma concorrência avassaladora e esbarra, logo na largada, na necessidade de se DIFERENCIAR e se COMUNICAR com o seu público.

Frente a essa realidade temos uma notícia boa e uma notícia ruim!

 

Começando pela ruim: NÃO EXISTE RECEITA DE BOLO!

Por mais que o empreendedor sempre possa fazer um benchmark, isto é, estudar a concorrência em busca das melhores práticas, ele precisa agir de acordo com a realidade do seu negócio e estabelecer objetivos e planos de ação compatíveis com o seu negócio e com o ambiente no qual ele está inserido.

 

Agora lá vai a boa: EXISTEM TÉCNICAS E METODOLOGIAS!

Embora não exista uma receita de bolo que garanta o sucesso de uma marca, existem uma série de ações recomendadas que ajudam no processo de concepção e gerenciamento de marca. Cada uma dessas ações deve ser pensada e adequada segundo as especificidades de cada negócio e serão apresentadas a seguir no formato de perguntas.

Mas antes de mais nada, lembre-se!

Seu NEGÓCIO e sua MARCA são uma coisa só!

São elementos que não se separam nem na gestão

nem no reconhecimento por parte do mercado!

 

Por que você decidiu abrir o seu negócio?

A resposta dessa pergunta te ajuda a definir o PROPÓSITO da sua marca, uma questão fundamental para o desenho da sua estratégia. Uma espécie de ponto de partida.

Saber qual é o seu PROPÓSITO vai fazer você entender qual é a sua motivação e quais são os seus objetivos, ou seja, você será capaz de saber onde você quer chegar com sua MARCA e, a partir daí, será capaz de fazer uma análise interna e externa que te mostrará onde seu negócio está HOJE e quais AÇÕES deve adotar para atingir seus objetivos.

Saiba mais sobre propósito de marca!

Qual é a sua proposta de valor?

A proposta de valor de uma marca é aquilo que destaca sua oferta das demais ofertas do mercado. Pare para pensar o que vai motivar o consumidor a ESCOLHER comprar da sua marca ao invés da marca do seu concorrente? Alguma vantagem ele precisa ter e essa vantagem pode ser um atributo físico do produto, um melhor atendimento, um maior benefício funcional, uma facilidade na hora da compra, entre outros. Algo que diminua a importância do preço e faça o cliente pensar cada vez menos em outras ofertas. Difícil não é mesmo? Mas é preciso refletir sobre, principalmente porque a PROPOSTA DE VALOR da sua marca está vinculada à PROMESSA que seu negócio faz ao existir e sustenta toda a COMUNICAÇÃO bem como interfere em todo o planejamento da gestão. Pense no que faz os olhos do cliente brilharem!

Uma dica: Pratique a empatia e coloque-se no lugar do consumidor. Pense no que você espera das marcas que consome. Sempre funciona!

 

Como você quer ser reconhecido?

Uma outra questão que todo empreendedor precisa refletir no momento de criar e gerenciar a marca do seu negócio é como ele quer ser reconhecido e, para isso, ele precisa construir uma IDENTIDADE.

A IDENTIDADE de uma MARCA reúne elementos que permitam que ela seja facilmente reconhecida entre as diversas ofertas semelhantes no mercado e, mais do que isso, em meio aos diversos estímulos que os consumidores são expostos todos os dias.

OS ELEMENTOS de marca abrangem todos os cinco sentidos e atuam de forma conjunta para compor a IDENTIDADE da marca. Um dos elementos mais famosos e conhecidos pelos empreendedores é o LOGOTIPO, ou seja, a assinatura visual do NOME DA MARCA, que por sua vez também é um elemento. Mas além desses entram na lista de elementos de marca CORES, TEXTURAS, DESIGN DE LOJA, EMBALAGENS, PAPELARIA INSTITUCIONAL, WEBSITE, CHEIRO (sim, sua marca pode ter cheiro!) e assim por diante! A quantidade e complexidade dos elementos de marca dependem da estratégia adotada, mas o importante é: adote um padrão, seja constante e passe a ser reconhecido por isso.

Saiba mais aqui!

Como você se comunica?

Agora que você já refletiu sobre o PROPÓSITO, PROPOSTA DE VALOR e IDENTIDADE é hora de pensar na COMUNICAÇÃO. Afinal, como diria o nosso querido Chacrinha “quem não se comunica se trumbica”.

E nessa hora o empreendedor tem muito o que pensar. Ele precisa ter em mente que se comunicar não é apenas passar uma mensagem, mas fazer essa mensagem ser entendida e hoje, mais do que isso, se comunicar implica em saber lidar com RESPOSTAS, sejam elas positivas ou negativas.

É importante ter em mente que, com o acesso à internet, a popularização dos smartphones e o crescente uso das redes sociais, o consumidor dispõe de uma grande quantidade de informações, as quais ele pode utilizar para fazer pesquisa de preço, tirar dúvidas, validar opiniões e, o mais importante, interagir com outros consumidores que desfrutam de interesses semelhantes. Isso significa que o poder está com o consumidor e que, para interagir com eles, é preciso, cada vez mais, saber jogar o jogo de acordo com as suas regradas. Como? Oferecendo conteúdo que solucione dúvidas e desperte interesse (marketing de conteúdo), estabelecendo diálogos, sendo eficiente, participando de discussões e, principalmente, se posicionar de forma aberta e transparente.

Nesse sentido, estar presente nas redes sociais é uma necessidade, não mais uma opção. E fazer um acompanhamento bem feito é uma obrigação, que determina o sucesso ou o fracasso da empreitada.

Para concluir, pode-se dizer que a gestão de uma MARCA para uma pequena empresa demanda atenção, dedicação, planejamento e informação! É fácil? Não! Mas dá frutos e pode significar a diferença entre o grande sucesso e a simples existência!

Saiba mais sobre a nova dinâmica das marcas na era digital aqui!

Referências:

SEBRAE Notícias. Em cinco anos número de pequenos negócios cresce 43%. Disponível em: <https://revistapegn.globo.com/Empreendedorismo/noticia/2017/10/em-cinco-anos-numero-de-pequenos-negocios-crescera-43.html> Acesso em: 17ABR18.

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