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Recentemente tive a oportunidade de assistir à palestra de Elisabeth Laville, fundadora e CEO da Utopies, a primeira consultoria de sustentabilidade na Europa. Achei muito interessante entender como o tema sustentabilidade e responsabilidade corporativa evoluiu nas empresas, deixando de ser apenas uma ‘onda’ para cumprir requisitos, atrair consumidores e ser incorporado na razão de ser de uma marca.

As 3 ‘eras’ da sustentabilidade no mundo corporativo, segundo Laville:

1. No início os esforços das empresas se resumiam à filantropia e à motivação interna.

2. Depois, passamos pela fase ‘ser menos pior’, ou seja, ser ecoeficiente como forma para obter licenças/certificações (continuarem operando), ou para economizar recursos. Focados em processos internos e em minimizar impactos negativos. Criando linhas alternativas para atender à demanda verde.

3. Fase ‘ser melhor ainda’, quando a empresa abraça a sustentabilidade em seu propósito, tem postura proativa usando a inovação, transparência e novos modelos econômicos para diferenciar a sua marca. Não apenas no discurso, mas na prática, em tudo o que produz.

Fonte imagem: Utopies
Fonte imagem: Utopies

É possível que a maioria das empresas ainda esteja na 2ª fase. O greenwashing’ ainda existe, empresas se dizem verdes, tem alguma prática sustentável ou uma produção ecoeficiente, mas não se preocupam, por exemplo, com toda a cadeia do produto e seu ciclo de vida. Quando o produto deixa a linha de produção, vai para a loja e depois está na casa do consumidor. Se o impacto climático para produzir um carro é de 12% na produção, mas 80% no uso, quando estão sendo guiados pelos clientes, as montadoras precisariam atuar muito mais do que só no chão da fábrica e em seus escritórios. Não é só os motoristas que estão poluindo, são os seus carros. O mesmo acontece com o jeans, onde 58% do impacto climático ocorre após a compra, nas lavagens, passagem e descarte. É preciso pensar além, inovar, usar novas tecnologias para repensar o produto e como será seu impacto socioambiental.

Por que queremos produtos sustentáveis, mas não o compramos?

Se você perguntar para qualquer pessoa, se prefere um produto sustentável, ela provavelmente vai dizer que sim. Mas por que as ‘linhas verdes’ ainda são um nicho, restrito à certos consumidores? São caras, são difíceis de encontrar, não parecem melhores… A desculpa do consumidor para não consumir, pode ser também uma desculpa das empresas para não produzir. As marcas precisam se encorajar e se comprometer em transformar o nicho em padrão. Marcas como Patagonia e Starbucks abraçam a sustentabilidade no propósito, seja quando pede para os consumidores não comprarem a sua jaqueta (compra consciente), seja quando se compromete a ter uma cadeia de produção justa (fair trade), pagando um preço justo ao produtor de café.

Grandes grupos de investidores estão sinalizando as empresas. Um dos maiores fundo de investimento mundial, BlackRock anunciou em 2018 que só investiria em empresas preocupadas em contribuir positivamente com a sociedade, um recado inclusive às empresas de sua carteira de investimentos.

Sem propósito. Sem consumidores.

Uma pesquisa da Harvard Business Review conclui que 89% dos altos executivos acham que um propósito forte melhora a satisfação dos funcionários e 80% crêem que aumenta a fidelidade de seus clientes. Mas só 46% afirmaram que a sua empresa já formularam tal propósito. Ou seja, as empresas sabem a importância de ter um propósito e posicionamento de marca, mas poucas atuam nesse sentido. 86% dos consumidores acreditam que as empresas deveriam ter uma papel para causas sociais, eles esperam que as marcas possam impactar positivamente para a qualidade de vida da sociedade, mas poucos enxergam que isso acontece de fato.

Há, então, uma grande oportunidade para as marcas serem percebidas, estamos em um mundo de economia funcional e colaborativa, onde se questiona o consumo desenfreado e há espaço para alinhar o propósito com a contribuição social. Se o propósito de uma marca é a razão de ser, então não é o que fazemos, é o por que fazemos.

Pelo lucro e pelo propósito

É claro que por trás do engajamento dessas empresas ainda há a busca pelo lucro, então foi criada uma comunidade com o lema: Empresas que não buscam somente ser as melhores do mundo, mas as melhores para o mundo. Um grupo de mais de 2 mil empresas em mais de 50 países fazem parte da Certificação B Corp. Empresas como Patagônia, Ben & Jerry’s e até a Natura, que recebeu a sua certificação em 2014, alinhando o discurso de marca com o compromisso no estatuto legal da empresa. Qualquer empresa pode aplicar-se o questionário de avaliação de responsabilidade social empresarial (www.bcorporation.net).

Sim, é possível

Exemplos como a REI (cooperativa varejista de bens para práticas ao ar livre) no Black Friday parecem ousados, mas alinhados à razão de ser da marca. A empresa fez uma campanha anticonsumo, fechando as lojas na data de maior venda e incentivando seus associados e clientes a praticarem atividades ao ar livre. Gerando uma corrente do bem-estar ligado ao propósito da empresa.

E a Starbucks que fechou todas as lojas por um dia para que toda a equipe fizesse treinamento contra racismo, depois de um incidente ocorrido. Um funcionário chamou a polícia pois dois homens negros não queriam deixar a loja ao não serem autorizados ao usar o banheiro do estabelecimento. A ação foi filmada e muitos consumidores ficaram revoltados, sugerindo campanhas de boicote à marca. O que poderia causar uma crise e manchar a reputação da marca, foi contornada com uma boa gestão, coragem e comprometimento com o propósito.

O Nordnet Bank que prova em seu comercial o seu maior valor: ser transparente.

A grande mensagem que fica da palestra é que sim, é possível ser uma marca inovadora e sustentável, desde que isso esteja alinha no propósito de marca. Com um planejamento e ações que reflitam esse propósito no dia a dia e nos seus produtos e serviços.

Referências

Mais sobre Elisabeth Laville: em 1993, criou a consultoria Utopies e desde então, é reconhecida como uma das especialistas européias em desenvolvimento sustentável. Recebeu o Veuve Clicquot Prize for Businesswomen of the Ano de 2008, e o Chevalier de la Légion d’Honneur. Em 2004, ela criou Graines de Changement – um laboratório de projetos inovadores que é a origem do Campus Responsables (a primeira rede de grandes escolas e universidades comprometidas com o desenvolvimento sustentável na França) e de Mes Courses. pour la Planète (um observatório para consumo responsável). Ela é autora do bestseller “Empresa Verde”.

Mais sobre a Utopies: https://www.utopies.com.br

https://www.businessinsider.com/rei-closed-on-black-friday-2016-11

https://g1.globo.com/economia/noticia/starbucks-fecha-8-mil-lojas-nos-eua-para-treinamento-contra-racismo-nesta-terca-feira.ghtml

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Muita gente diz que o ano só começa depois do carnaval, então pronto, 2018 começou!

E se você perdeu o que aconteceu até agora a gente te atualiza nesse infográfico que também mostra algumas tendências para as marcas nesse ano.

 

 

Referências

https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/o-que-vem-pela-frente-para-a-spacex-apos-lancamento-do-falcon-heavy.ghtml

http://www.businessinsider.com/most-valuable-brands-in-the-world-for-2018-brand-finance-2018-2

https://oglobo.globo.com/economia/amazon-inaugura-loja-sem-caixas-registradoras-22312712

http://m.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/integre-seus-canais-de-vendas-a-partir-do-conceito-de-omni-channel,87426f65a8f3a410VgnVCM2000003c74010aRCRD#this

http://www.infomoney.com.br/carreira/gestao-e-lideranca/noticia/7241691/geek-que-ajudou-revolucionar-magazine-luiza-conquistou-mercado-financeiro

https://epoca.globo.com/amp/vida/noticia/2016/03/mulheres-costumam-conduzir-transformacoes-diz-empresaria-luiza-trajano.html

http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/2017/02/28/marcas-apoiam-empoderamento-feminino-no-carnaval.html

http://vogue.globo.com/lifestyle/cultura/noticia/2018/01/o-pin-da-campanha-times-que-sera-usado-no-globo-de-ouro.html

 

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Nós sabemos que as marcas trabalham muito a relação com os seus consumidores e com o mercado, tentando conquistá-los e fidelizá-los. Há também o endobranding, que reforça o propósito e a cultura organizacional, voltado para o público interno (colaboradores e gestores). Mas como trabalhar a marca para transformar o consumidor em colaborador?

 

Os millennials chegam ao mercado de trabalho

Muito se fala sobre a inconstância da geração millennial (nascidos no início dos anos 1980 até final dos 1990), jovens que são impulsivos ou preguiçosos, pulam de emprego em emprego, gostam de inovação e buscam não apenas o sucesso rápido, mas um propósito.

Alguns desses estereótipos são constantemente reforçados pelos meios de comunicação, mas simplificando: os consumidores millennials agem da mesma forma quando são funcionários. Segundo o estudo da Delloite, eles querem saber como as empresas desenvolvem seus produtos, lucros e colaboradores e como contribuem para a sociedade.

“Da mesma forma como eles compram, eles precisam de um propósito para trabalhar. Cerca de 77% dos jovens mais conectados revela que o propósito da empresa em que trabalham foi uma das razões para a terem escolhido como local de trabalho.”

Então não é que eles sejam infiéis ou pouco confiáveis, mas é uma geração desconfiada e cética. Estudados, globalizados e conectados (com fácil acesso à informação), eles não são como seus pais, não acreditam no discurso das empresas. Querem ver a prática aplicada no dia a dia e na sociedade. Desejam a estabilidade financeira, mas com um trabalho que seja flexível, que equilibre a vida profissional com a pessoal.

Eles podem trabalhar de casa, empreender sozinhos ou com colaboração, criar um aplicativo ou a sua própria startup. Então as empresas precisam mudar para conseguir atrair e reter esses talentos que parecem voláteis.

 

Employer branding

A empresa precisa investir nela como marca empregadora. Tornar-se tão interessante que é capaz de atrair os talentos e não disputá-los com o mercado. Salários altos e fazer parte de rankings de melhor empresa para se trabalhar já não são mais suficientes para ser desejada.

Tão importante quanto trabalhar com os gestores ou com a área de Marketing, o Branding precisa ter contato com o RH (Recursos Humanos), que vai atuar no employer branding. Usando amplamente a comunicação e a tecnologia para reforçar os pontos positivos da marca e aumentar a sua visibilidade no mercado.

As ações devem ser trabalhadas tanto internamente quanto externamente, com a interação entre áreas, engajamento de líderes e equipes, aumentando o comprometimento em favor do propósito e objetivos da organização. Em um movimento de dentro para fora.

Se para ser forte uma marca precisa ser diferenciada, gerar relevância e criar familiaridade e assim alcançar os corações dos consumidores, qual é o diferencial da sua empresa para alcançar os melhores colaboradores?

Algumas empresas nem precisam fazer tanto esforço, seus produtos e serviços ajudam na sua reputação, como Google, Facebook e Apple. Elas estão no dia a dia dos millennials e transmitem inovação e confiabilidade. E com certeza também têm um pacote de benefícios atraentes.

Entre as ações que a sua empresa pode investir estão:

  • Tecnologia: para reforçar o propósito (mensagem) de maneira rápida e inovadora e mensurar a resposta.
  • Comunicação clara e constante: para que todos sejam envolvidos e estimulados.
  • Pesquisas de clima e ações direcionadas: para ouvir os funcionários e implementar melhorias.
  • Remuneração compatível e múltiplos benefícios: para que o colaborador se sinta valorizado.
  • Treinamento e capacitação: para estimular a produtividade e a motivação.
  • Flexibilidade da jornada de trabalho: para equilibrar melhor a vida profissional e pessoal.
  • Eventos ou ações para qualidade de vida: para desenvolver profissionais saudáveis e equilibrados (ex: programas de saúde da mulher, antitabagismo, academia de ginástica etc)
  • Políticas transparentes e compliance: para a boa reputação da marca.
  • Ações de sustentabilidade: para ampliar a atuação da empresa em favor do meio ambiente e da sociedade.
  • Estímulo à diversidade: para criar um ambiente que valoriza o melhor das diferenças e propõe a equidade social.
  • Novos processos: para diminuir a burocracia, flexibilizar antigas políticas e criar Instituições menos hierárquicas, mais acessíveis e recompensadoras.

Com todos esses estímulos, os próprios colaboradores passam a ser os promotores da marca, vendendo não apenas o serviço/produto, mas a própria empresa como um lugar ótimo para se trabalhar. Esse orgulho pode ser reforçado nas redes sociais (Facebook e LinkedIn), onde eles compartilham o conteúdo da marca e trocam recomendações para amigos, familiares e profissionais.

Atraindo cada vez mais talentos é possível criar um ambiente de trabalho com equipes altamente qualificadas e mais produtivas, contribuindo para o próprio crescimento da empresa. Mas lembre-se, o trabalho com a marca deve ser constante. Não basta apenas atrair, é preciso reter esses talentos.


Referências

http://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2016/03/16/sete-coisas-que-voc-precisa-saber-sobre-os-millennials.html

https://exame.abril.com.br/carreira/geracao-y-nao-e-infiel-as-empresas-diz-estudo/

https://www2.deloitte.com/pt/pt/pages/human-capital/articles/geracao-millennial.html#

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Quando o cliente adquire um produto na loja, ele tem toda a experiência da compra, desde o contato com o ambiente (decoração, música, exposição de produtos e até cheiro da loja), o atendimento até a entrega da sacola com o produto. Mas quando as lojas decidem entrar para o mundo virtual, o chamado e-commerce, alguns cuidados devem ser tomados. Afinal, estamos falando da mesma marca, então a experiência do cliente deve ser a igual à loja física.

E-commerce – lojas virtuais

Os números do e-commerce impressionam.Em 2016, o setor faturou cerca de R$ 44,4 bilhões com aumento de 22% no número de consumidores (Relatório Webshoppers). A previsão para esse ano de 2017 é aumentar em 12% e faturar R$ 59,9 bilhões, ou seja, o comércio eletrônico está crescendo apesar da crise e isso tem atraído muitas marcas para o ambiente virtual.

Hoje a prioridade das marcas (muitas delas só vendem online)parece ser melhorar a experiência de compra na web: desenvolver uma página que carregue rápido, melhorar a navegação, criar um layout atraentee responsivo, e ter um bom FAQ e SAC. Tudo para que a loja online consiga gerar mais conversões (compras) e aumentar a satisfação do cliente.

Apesar disso,a marcas se esquecem de um ponto importante da jornada de ponta a ponta: a entrega do produto ao consumidor.

Unboxing – A experiência de abrir a caixa

Abrir a caixa e receber o produto tão aguardado também faz parte da experiência com a marca. Isso fica claro nos milhões de vídeos de Unboxing disponíveis no YouTube que geram quase 10 bilhões de views por mês.

Os vídeos caseiros apresentam os consumidores abrindo a caixa e mostrando detalhes do produto, matando a curiosidade e despertando interesse de futuros compradores. Essa tendência acontece desde o começo da década e, em 2015, o Gizmodo já apontava esse tipo de vídeo como febre, principalmente como forma de publicidade. Já existem até startups como a Packagd, que criam vídeos de unboxing com YouTubers populares e ganham porcentagens sobre as vendas dos produtos.

O unboxing é uma história contada pelos consumidor, não (diretamente) pelas marcas, e isso é mais genuíno. Vivemos uma era em que as pessoas classificam e recomendam produtos e serviços (Quantos likes tem aquele post? Quantos corações tem aquela roupa? Quantas estrelas tem aquele filme?Qual a pontuação do motorista do Uber?) e por isso as marcas/empresas estão cada vez mais preocupadas com a sua opinião.

Unboxing Branding

Como o unboxing é uma história contada pelo consumidor, cabe à marca saber construir essa experiência de uma maneira positiva. Como?

As marcas precisam sempre pensar em:

  • Entrar na cabeça dos consumidores: descobrir o que ele quer, quais são os problemas quando ele recebe o produto.
  • Criar uma experiência de marca excitante: despertar uma expectativa positiva já na caixa.
  • Pensar como a experiência pode ser compartilhada: nas redes sociais, para ter exposição espontânea. Os vídeos de unboxing são cada vez mais referência para comprar novos produtos.

Ao comprar na loja você recebe o produto na hora e pode testar/usar, mas no e-commerce, você tem o momento de espera e de acompanhar as etapas do pedido até a entrega na sua casa. São dias de ansiedade entre comprar e ter o produto.

Quando você recebe uma caixa personalizada da Wine (e-commerce de vinhos) ou da Westwing (e-commerce de produtos domésticos), você sabe antes de abrir que a sua encomenda chegou, sua espera terminou. É muito diferente de você receber uma caixa marrom dos Correios ou da transportadora com apenas uma etiqueta. Qual caixa você vai abrir antes?

Além de explorar os detalhes do produto, o unboxing também envolve como o produto é embalado/enviado. ARayban soube acrescentar essa experiência para seus consumidores onde, além de poder personalizar seus óculos no site, a caixa de envio do produto também é personalizada. Quando você recebe sua encomenda, ela parece uma caixa comum marrom assinada pela marca, mas ao abrir ela mostra um desenho personalizado na parte interna.

Sim, seus óculos vão estar lá dentro da caixinha tradicional dele, mas você não vai querer descartar a caixa de papelão do transporte. A marca deu uma utilidade a elacom um kit de máscaras de papel (com a mensagem da marca) que ensina a personalizá-la, ou ainda você pode dobrar a caixa ao contrário e o desenho interno estampará o lado de fora.

A Rayban ainda incentiva a postar sua caixa através da hashtag #raybanlovers, engajando seus adoradores e promovendo a marca.

A Westwing envia seus produtos na caixa personalizada da marca e dentro há uma carta com uma mensagem e a foto da pessoa que preparou sua encomenda. Isso conta uma história, o cuidado do produto até sua casa.

Outro exemplo interessante de unboxing é da marca de roupas Antix (moda feminina com estilo romântico e fofo).A caixa de transporte é normal, marrom, mas vem com um rótulo (de endereço) personalizado da marca e a fita de lacreé personalizada com estampa rendada. Ao abrir você recebe a sua nota fiscal em um envelope da marca (como jogar fora um envelope tão fofo?), além disso, sua roupa estará envolta a um papel de seda personalizado. Tudo alinhado à personalidade romântica da marca. O mundo de fantasia da Antix que você vê na loja física também é transportado à caixa que você recebe em casa quando compra online.

Veja abaixo alguns elementos devem ser considerados para aumentar a experiência unboxing:

  • Caixa:é o maior elemento, porém, muitas vezes sem graça por ser de cor marrom reciclado. Sendo assim, ela pode ser personalizada e criar maior expectativa sobre o produto. Pensando que é um item descartável e que gera lixo, seria bom que a caixa fosse adequada para o produto (nem muito grande ou nem muito pequena) ou pode ter um uso (como a Rayban fez).
  • Fita adesiva: um fita personalizada ajuda na estilização da caixa (como a Westwing ou Antix).
  • Papel de embalagem:um papel de seda (colorido) pode adicionar um grau extra de mistério e cuidado (como a Antix).
  • Adesivos: fechando o papel de embalagem e personalizando a caixa.
  • Material promocional: algum folheto sobre a sua marca, um cartão de visitas ou um cupom de desconto.
  • Nota personalizada: uma carta personalizada com letra manuscrita dá um toque pessoal que demonstra que existem pessoas reais por trás da marca (como a Westwing).
  • Nota fiscal:o Danfe é um item obrigatório, mas ele não precisa vir com um papel, pode ser colocado elegantemente (como a Antix).
  • Presente/amostra: é tão legal quando se ganha algo a mais do que se espera. Lojas de cosméticos usam essa tática de amostras grátis como um mimo e ao mesmo tempo promover outros produtos e gerar mais vendas. Dar algum presentinho personalizado também pode render buzz nas redes sociais e exposição positiva espontânea, sobre pessoas relatando a surpresa.

O unboxing ainda é pouco explorado e é uma ótima forma das marcas reforçarem seu posicionamento e identidade, transportando a experiência virtual ao mundo físico.


Referências

http://blog.cicloagenciadigital.com.br/dados-sobre-e-commerce-2016-2017/

http://m.gizmodo.uol.com.br/especial/a-febre-dos-videos-de-unboxing-para-criancas-esta-indo-longe-demais/

O poder do vídeo no e-commerce

https://www.shopify.com/blog/16991592-how-to-create-a-memorable-and-shareable-unboxing-experience-for-your-brand

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Você já deve ter visto a notícia de que a cerveja Budweiser, vai trocar o nome nos EUA. A embalagem estampará ‘America’ no lugar da marca. Tudo para lembrar as pessoas que, neste ano de eleições presidenciais, a “America está em suas mãos”.  A ação aproveita o início do verão, período de grande faturamento das cervejarias e visa resgatar o patriotismo e otimismo sobre o qual o país foi construído.

As eleições americanas são sempre marcadas por grandes disputas e polarização entre os partidos democratas e republicanos. Os grandes veículos de mídia e algumas marcas, muitas vezes, deixam claro a sua preferência.

“Este será o verão mais patriótico que essa geração já viu.”
vice-presidente da Budweiser

A estratégia é arriscada e os resultados são imprevisíveis, visto que a Bud é uma marca muito conhecida e vem perdendo mercado nos EUA. É o mesmo que a Skol (marca mais valiosa do Brasil de 2016 – Brandz) mudasse todos os seus rótulos para ‘Brasil’. E por que aqui no nosso País as marcas pouco ousam diante de um cenário político decisivo?

E elas deveriam? Estão mais preocupadas em frear a queda nas vendas com campanhas promocionais como #tamojunto do Giraffas ou Economia Extra.

Muitas até debatem o assunto, mas apenas em mídias sociais, meio onde se pode ousar e experimentar. Mas pouco se vê nas mídias impressas ou televisão.

Política é sempre considerado um assunto delicado (algo que ninguém gosta de falar) e elas preferem ‘fingir que nada está acontecendo’ para que não se comprometam a escolher um lado. Afinal, ninguém quer perder um consumidor petista ou tucano (exemplificando os partidos de maior rivalidade no cenário nacional).

O estranho é que muitas empresas ‘patrocinam’ os partidos através de doações no período eleitoral. Mas esse patrocínio é sempre ‘ocultado’ do consumidor (não é como um time de futebol: a Caixa que patrocina o Corinthians não vê problemas em desagradar o cliente palmeirense), a marca teme ser associada à péssima reputação da política brasileira sempre envolvida em escândalos de corrupção.

Habib's- manifestação 1Olhando para essa perspectiva, muitos (incluindo especialistas em marketing) questionaram a campanha do grupo Habib’s iniciada à alguns meses diante de grande insatisfação da população e da possibilidade de afastamento da presidente Dilma. A rede (Ragazzo e Habib’s) colocou, em grandes veículos e em suas lojas, mensagens convocando a população a ir aos protestos antigoverno. 

RISCO: Todos ficaram se perguntando se a rede não estaria envolvida em algum escândalo ou partido. O resultado é que não saiu nenhuma notícia de que a marca de preços populares, sofreu boicote por parte dos petistas ou da população. Muitos até simpatizaram com a ação. E agora, com a presidente afastada, a campanha ‘Caiu’, faz cada vez mais sentido. O Brasil pede por mudanças e as marcas também precisam mudar.

DESAFIO: 2016 é ano de crise, de Lava Jato, de impeachment, de eleições e muito ainda está por vir. Será que as marcas vão tomar partido?

Esperem até outubro.

 

https://youtu.be/T7xKQhgOyLE

 

 

Referências

 

Budweiser vai se chamar America

As 20 marcas mais valiosas de 2016

#tamojunto do Giraffa’s

Como as marcas aproveitaram as eleições

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intern_xlgSão vários os filmes motivacionais e inspiradores para carreira profissional. Temos Gladiador, À procura da felicidadeA vida secreta de Walter Mitty com o tema de superação e até aqueles que mostram a agressividade e a sagacidade do mundo dos negócios como O lobo de Wall Street, A Rede Social, Amor sem Escalas e O diabo veste Prada.


Mas um filme despretensioso, que no primeiro momento parecia uma comédia tipo Os Estagiários (aquele sobre o Google) com o Robert De Niro, me chamou a atenção. O senhor estagiário é uma história leve, mas cheia de questões pessoais e profissionais que nos faz refletir sobre como está nossa carreira e como podemos evoluir.

O filme mostra diferentes pessoas em diversos estágios da vida e carreira:

  • um aposentado em busca de novos desafios;
  • uma jovem CEO que precisa provar sua competência para os acionistas e conciliar o sucesso da carreira com a vida pessoal;
  • uma profissional formada em administração que trabalha diretamente com a CEO, mas faz papel de secretária;
  • um jovem promissor que larga a carreira para cuidar da família;
  • jovens profissionais que tem qualidades técnicas, mas pouca experiência comportamental.

Certamente você já deve ter identificado perfis parecidos no seu círculo social ou até em seu momento profissional: Você tem formação superior em uma boa escola, mas seu trabalho não te valoriza (arquétipo da secretária). Ou os mais velhos e experientes da empresa não tem confiança em você por ter 10 anos a menos que eles.

Como contornar essas situações?! Listei as principais questões levantadas pelo filme e que podem ajudar você a pensar melhor na sua carreira (sem spoilers):

 

1 – A aposentadoria não é o fim

O que fazer com a carreira quando você se aposenta? Se está acostumado com a rotina profissional, não pare, comece tudo de maneira nova. Tenha coragem de iniciar uma nova carreira. 

Uma nova vida profissional pode trazer benefícios para a sua vida pessoal. No fim da sua vida, você pode perder amigos (falecimento), seus filhos já têm sua própria família, então é hora de expandir seu círculo de amigos e relacionamentos. Você também pode trocar experiências com outras gerações e se adaptar às novas tendências com mais facilidades quando o ambiente é favorável.

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2 – Não há trabalho ruim

Você tinha um cargo bom quando se aposentou ou foi demitido e agora tem que encarar uma vaga inferior. Isso afeta a autoestima e você se sente desconfortável, mas lembre-se do Gladiador que era general, virou escravo e depois se superou, foque no seu objetivo final e faça um bom trabalho. 

Seja humilde e entenda que: qualquer aprendizado é válido e pode ser uma porta para outras oportunidades. Se oferecer para fazer alguma tarefa difícil (que os outros não querem) pode demonstrar que você não tem medo de desafios e é capaz de fazer algo a mais, além do que sua vaga permite.

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3 – Estagiário também pode ensinar

Ouvir é tão (ou mais) importante quanto falar. Qualquer adulto pode aprender algo com uma criança e até o CEO pode aprender do estagiário. Grandes soluções são encontradas com observação e conversa com qualquer tipo de pessoa. Não deixe o preconceito definir seu círculo social no ambiente profissional.

 

4 – Entenda e participe dos processos

Um bom líder não é aquele que fica fechado em reuniões, direto no computador e dá ordens de sua sala. É preciso entender e vivenciar todos os processos da empresa. Como o cliente é atendido, do que ele reclama, qual a melhor forma de atendê-lo?! Separe um pouco da sua agenda lotada para encarnar o atendente ou visitar o estoque e ver como seus funcionários trabalham, quais são as suas queixas. Pequenos gestos podem ter um impacto grande na percepção de colaboradores e consumidores.

tumblr_ntca0jjgKD1uvw5nko1_1280Se você não é líder, interagir e conhecer os processos da empresa é importante para sugerir e implantar melhorias que possam te ajudar a conseguir promoções.

 

5 – Falta de tempo

Às vezes culpamos a falta de tempo pelo atraso em alguma reunião ou ausência em algum compromisso familiar. O fato é que a culpa não é apenas do tempo, é nossa, da nossa organização e do critério de prioridade que damos para cada compromisso.

O objetivo é crescer na carreira e para isso você tem que trabalhar até tarde, mas qual será o impacto para sua vida pessoal? Será que vale a pena o sacrifício? Será que a sua promoção depende só de você ou alguém pode te ajudar? Há horas que precisamos deixar o individualismo de lado e aceitar trabalho em equipe.

 

The-intern6 – Socialize

Se você é novo na empresa ou não, vença a timidez e não seja invisível. Use qualquer oportunidade para se relacionar com as pessoas. Oferecendo ajuda ou quebrando o gelo, sem ser invasivo. Intimidade e confiança se constroem com o tempo.

 

7 – Aceite ajuda ao invés de competir

Quando entra um novo funcionário na sua área você se sente ameaçado? Ainda mais quando essa pessoa nova conquista seu chefe e é popular com o resto da equipe. Parece que todas as suas chances de reconhecimento e promoção acabaram, mas não fique na defensiva e não o encare como adversário.

Se seu novo colega for bom profissional, ele gostará de trocar experiências com você e trabalhará em equipe. O sucesso de um pode ajudar o outro.

 

CNNMp8SU8AA5obu8 – O Guru

Às vezes precisamos de um guru ou um coach. É um guia que pode te aconselhar na sua vida profissional ou indicar o rumo da empresa. Gurus são pensadores que influenciam o mundo dos negócios, lembra da teoria do Oceano Azul? Onde a marca/empresa cria um novo mercado, o oceano azul, onde enfrenta pouca concorrência, explorando-o ao máximo.

O seu guru não precisa ser um grande pensador ou um famoso empreendedor, também pode ser seu pai, seu chefe, seu professor. Alguém que sabe onde você quer chegar e te indica caminhos ou insights.

 

9 – Siga seus instintos

Aceite os conselhos dos outros, mas ouça sua voz interior. Como foi explicado, ouvir é fundamental, mas não podemos deixar de respeitar nossos instintos e lógica. No final das contas, você é o responsável pelas suas decisões.

 

Espero que essas dicas tenham te inspirado. Se você assistiu o filme, deve ter reconhecido algumas dessas situações, senão, aproveite o fim de semana para assistir O senhor estagiário!

 

Referências

10 filmes que todo empreendedor deveria ver

http://revistapegn.globo.com/Noticias/noticia/2015/10/5-licoes-do-filme-o-senhor-estagiario-para-empreendedores.html

10 gurus mais influentes do mundo dos negócios

Imagens do Filme: http://www.theinternmovie.com/

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É, não tá fácil para ninguém: mercado competitivo, maior eficiência com menos dinheiro. Consumidores exigentes não estão gastando seu escasso dinheiro com qualquer produto ou serviço. E o que as Marcas estão fazendo em tempos de crise? Ou melhor o que elas fizeram antes da crise para garantir seu crescimento?

Não precisamos esperar a crise para pensar diferente.

O Design Thinking é ideal para esses desafios porque questiona o status quo e estimula a inovação, através da observação sob várias perspectivas e empatia às partes interessadas (steakholders) em cenários de incertezas. Problemas complexos se tornam mais simples através de testes, onde é possível aprender errando, gastando menos dinheiro e tempo para atingir os resultados desejados. Foi por essa razão que o InfoBranding achou interessante discutir esse conceito alinhado com o Branding em um curso.

amanda e gabrielDenise Cavalcanti, do InfoBranding, foi a nossa mestre de cerimônias no curso de Branding & Design Thinking, realizado no dia 7 de novembro de 2015, com as palestras de Marcello Lage, Gabriel Meneses e Amanda Higa. 

 

Tente, arrisque, teste, aprenda e evolua!

A manhã começou com as palestras de Amanda Higa (designer e especialista em Branding que atua no mercado farmacêutico com foco em autoestima, saúde e bem-estar) e Gabriel Meneses (designer especializado na área de saúde e farmacêuticas), ambos fundadores e colunistas do portal InfoBranding.

Eles trouxeram os principais conceitos do DT e como é aplicado nas empresas. Eles focaram a abordagem no entendimento do contexto atual, marcado pela complexidade e necessidade de se fazer mais com menos. Nesse sentido o Design Thinking foi apresentado como um processo com origens remotas, representadas por ferramentas consagradas da gestão empresarial como o ciclo PDCA, 5W2H e análise SWOT, ferramentas capazes de identificar características do ambiente e relacioná-las com a realidade interna da empresa, propiciando a criação de um ciclo de melhoria contínua.

Na sequência foi abordada a relação do DT na ótica do seu significado semântico, cuja abordagem sustenta a identificação do seu significado prático, demonstrando que ele não se limita a designers, podendo ser utilizado por diferentes profissionais envolvidos na gestão de projetos de diferentes naturezas. Tal abordagem caminhou para a identificacão do perfil do designer thinker, ou seja, aquele que atua no processo.

Alguns recursos já conhecidos em áreas de criação são muito usados no DT como o brainstorm e o mind map, com o propósito de criar um ambiente criativo onde as ideias possam ser organizadas para traçar um plano de ação que deve ser colocado em prática rapidamente, mesmo que seja como um teste. Economizando recursos físicos e tempo (que uma vez desperdiçado, não pode ser recuperado).

 

Café por favor!


buffet reussPara o coffee do Buffet Reuss a orientação foi: Interagir uns com os outros, principalmente com pessoas desconhecidas, pois isso seria importante para a parte prática do curso!

Essa recomendação foi seguida à risca pelos participantes, e entre um sanduíche e o brigadeiro, não se via ninguém sozinho no celular. O momento foi de conhecer os outras pessoas e trocar percepções. Eu mesmo conversei com alguns participantes, inclusive de cursos passados como o pessoal de São José dos Campos, e já exercitei o networking convidando-os a participar do nosso portal com artigos. Espero que os presentes tenham trocado contatos também, pois esse também é um benefício de qualquer curso: apresentar a sua marca pessoal e expandir a sua rede de relacionamento.

 

Como crescer na crise?

marceloMarcello Lage, professor multidisciplinar de pós e MBA (BSP, HSM Management, Anhembi Morumbi, Belas Artes e Trevisan) começou sua palestra com uma pergunta desafiadora: Como crescer 100% em tempos de crise? Para responder ele contou a sua história e experiência como empreendedor, fundador da marca de pão de queijo Formaggio Mineiro.

A principal mensagem foi que não há um plano de negócios perene, ou seja, as empresas precisarão se adaptar constantemente. Buscando sinergia entre o Factível, o Viável e o Desejável e exercitando a visão focal e periférica quando necessário. Também foi explicado o Funil de Conhecimento com o exemplo da marca Formaggio Mineiro:

A oportunidade: os desafios do mercado e ambiente externo, qual o cenário e oportunidade a ser explorada

O modelo: através da oportunidade identificada > definir o que a marca é, o que ela vende/oferece > quais os pontos devem ser trabalhados

O processo: ações e ferramentas para garantir o funcionamento do modelo > entregar o prometido > resultado

“No inferno, os lugares mais quentes estão reservados para aqueles que escolheram a neutralidade em tempo de crise.” Dante Aligheri

 

Mãos à obra!

praticaDepois de entender os princípios do Design Thinking e conhecer a aplicação na prática através do case do Formaggio Mineiro, nada melhor para fixar os conceitos com um exercício prático. Foram formados grupos de seis a oito pessoas, de preferência pouco conhecidos entre si, simulando uma equipe multidisciplinar (profissionais de várias áreas) de uma empresa. E foi apresentado um tema: Como integrar marca e colaborador. A dinâmica foi feita em fases com uma breve explicação e pouco tempo de trabalho (visando estimular o melhor aproveitamento e tempo de reação para um problema).

mindmap1. Exploração: nessa fase os participantes foram instruídos a conversar entre si sobre o tema, através de sua visão e experiências pessoais.

2. Definição: então selecionamos as principais questões levantadas.

3. Ideação: hora do brainstorm, as ideias são expostas aleatoriamente, sem julgamento. A ideia é que um pensamento evolua em outro.

grupos4. Prototipação: as divergências são resolvidas e é hora de prototipar de jeito rápido e barato. O intuito é errar cedo para corrigir logo. Os grupos aproveitaram para formular um mindmap ou rascunhar uma proposta.

5. Teste (iteração): essa fase foi substituída pela apresentação do projeto de cada grupo. Foi a parte mais interessante do sábado, onde pudemos ver a diversidade de soluções encontradas: Face empresa (uma rede social interna) para integrar os colaboradores, Programa de imersão para conhecer outras áreas, Timeline da empresa para entender sua história e o papel do funcionário na organização, Projeto aprenda com as crianças para levar os valores da empresa de forma lúdica e Workshops de co-criação com espaços especiais para melhorar a comunicação e estimular a inovação. 

todosApesar do tempo ter sido curto para a parte prática (muita gente ficou com gostinho de quero mais), as principais etapas para desenvolvimento de projetos seguindo o Design Thinking foram passadas. O principal intuito do curso era estimular a interação entre diferentes tipos de pessoas, criando novas conexões e desenvolvendo novas maneiras de se resolver um desafio. Esperamos que isso possa ser aplicado no dia-a-dia tanto em casa quanto no trabalho.

O exercício evidenciou a necessidade de reforçar o conceito de Endobranding para engajamento dos colaboradores, tema para nosso 5o Diálogo em abril de 2016.

Para quem ficou com vontade do pão de queijo, eleito o melhor Pão de Queijo do Brasil pela Revista Prazeres da Mesa, vale a pena degustar nas melhores cafeterias ou comprar em um Pão de Açúcar e comer em casa. Saiba mais: www.formaggiomineiro.com.br

Com colaboração de Gabriel Meneses.

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Em 2011, uma reportagem da Exame já apontava a Diletto como a Häagen-Dazs brasileira. A marca de sorvetes premium é uma aula de marketing, transforma o produto todo em algo especial: desde os sabores exóticos (quem sabe diferenciar o coco da Malásia?!) até o palito de madeira reflorestada tcheca. Mas muito mais do que a polêmica do Storytelling do nonno Vittorio Scabin, a Diletto vem se destacando pelas inúmeras parcerias com marcas até improváveis. O famoso co-branding sempre aparece no InfoBranding, para relembrar alguns casos, clique aqui.

Abaixo veja algumas parcerias da Diletto e …

Gastronomia & Alimentos

Os sorvetes vendidos em bares, restaurantes e mercados também fazem parte do menu de sobremesa dos estabelecimentos, como o Grand Gateau Diletto do Paris 6, e viram edições limitadas como o picolé de Cookies para a Lanchonete da Cidade, o de chocolate com laranja siciliana do Bráz, o Diletto de Creme Brulée do Paris 6 e o sabor torta de limão com o restaurante Gula Gula.

Em 2013 com a Seletti, fast-food de comida saudável, a marca criou os sabores de Frutas Vermelhas e Chocolate de baixa caloria e marcou a primeira incursão da Diletto em praças de alimentação de shoppings centers. E se o único sucesso do Bob’s era seu milk-shake Ovomaltine, a Diletto logo correu para lançar no início de 2015 o picolé de achocolatado crocante. Sucesso garantido.

diletto gastronomia

Ainda sobre chocolates, há alguns anos, a marca premium Kopenhagen procurou a Diletto para transformar seus clássicos: Língua de Gato, Lajotinha, Nhá Benta e Cacau 70% em picolé. A distribuição seria feita usando a rede da Kopenhagen e a fabricação seria feito pela Diletto. A associação seria benéfica para ambos já que aumentaria o portfólio de produtos da primeira e garantiria aumento de conhecimento de marca para a Diletto (associando-se a uma marca já tradicional com mais de 80 anos). E ao mesmo tempo não entraria em conflito com outros sabores da marca, pois seria vendido em pontos exclusivos.

O sucesso da marca também está em aproveitar datas especias para lançar edições limitadas, como Dia do Café ou Dia das Crianças (algodão doce). A Diletto se associou à Casa Bauducco para criar o sorvete de panettone para o final de ano de festas natalinas. A parceria do ano passado parece ter dado certo, pois já é possível encontrar o picolé neste ano.

E se comidas não são suficientes para a marca, em 2014 para a temporada de verão, em parceria com o espumante Chandon, lançou-se o Diletto Sgroppino (tradicional drink italiano), uma combinação de Sorbet de Limão Siciliano com Chandon Riche Demi-sec e gotas de Limoncello.

diletto cia

Eventos

Até os famosos bem-casados, doces tradicionais de casamento, viraram um sabor de picolé; e também uma oportunidade de vender o produto para a rentável indústria de casamentos. Neste ano, a Diletto fez parceria com a doceira Dona Conceição, famosa pelos bem-casados. Na época de lançamento, o filho da doceira, Fabio Amaral apontava o produto como um grande diferencial para casamentos e eventos, principal negócio da Conceição Bem Casados.

Festival de música também é oportunidade para reforçar a marca com o público jovem,  a Diletto fez um sorvete de limão siciliano com embalagem especial para o Lollapalloza.

diletto eventos

Moda

O rentável Mundo da Moda não poderia ficar de fora. Além de aparecer nos lounges dos principais eventos de moda como o SPFW, e sabores especiais light e de iorgurte; muitas edições limitadas foram criadas com marcas. Desde infantis como Mini U.S. (personalização de embalagem) passando pelas rendas femininas de Martha Medeiros (sabor especial Rapadura com Mel de Engenho) até a coleção de sapatilhas Ana Capri.

Sim, o sorvete virou calçado! As sapatilhas têm cores inspiradas em 8 sabores tradicionais de picolés (Menta e Chocolate, Vanilla e Chocolate, Doce de Leite, Iogurte com Frutas Vermelhas, Morango, Gianduia, Coco Malásia e Chocolate de Origem) e ganharam o pin do urso Diletto.

diletto moda

Automobilismo

Sorvete e carros parecem de mundos distantes, não é mesmo? Mas a Diletto, em 2012, fez parceria inédita com o Instituto Ayrton Senna, lançando uma edição especial de picolé, no sabor preferido do tricampeão mundial de Fórmula 1, Ayrton Senna, Chocolate Belga ao Leite. A ação visava homenagear o ídolo brasileiro e ajudar a ONG na educação pública infantil (parte das vendas do sabor seriam destinadas ao Instituto). A parceria continua até hoje como mostra a embalagem especial vermelha.

Em 2013, a marca criou uma edição limitada para o Grande Prêmio de Formula 1 com direito a bandeira quadriculada na embalagem. E em 2014 fez uma parceria com a montadora alemã BMW, que inaugurava fábrica no Brasil, com o sabor de torta de maçã: Apfelstrudel.

diletto auto

Mais…

As parcerias parecem não terem fim… A marca já fez edições promocionais para lançamento de temporada de série de TV (Grey’s Anatomy da Sony, em 2011), e até o estádio do Palmeiras tem seu picolé para chamar de seu: o Vanilla & Caffé do Allianz Parque. Resta saber se isso será sempre benéfico ou causará uma estafa da marca com a popularização do premium. Mas por enquanto ficamos curiosos para saber qual será o próximo co-branding inusitado…

 

Referências

Ana Capri

Bauducco

Chandon

Conceição Bem-Casados

Instituto Ayrton Senna

Kopenhagen

Mini U.S.

Seletti

Ovomaltine

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Ninguém gosta de falar de crise, mas com uma perspectiva de PIB negativo, inflação e desemprego em alta, consumo em baixa; não há mais como escondê-la.

As marcas sabem que o consumidor está comprando menos e precisam garantir que ela esteja na lista de compras. Esse é o momento de saber quais marcas sairão fortalecidas e quais marcas vão ser esquecidas. Veja abaixo algumas curiosidades no cenário de crise no Brasil.

As marcas da crise-01

 

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