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Marcia Auriani

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22438_detalheO livro Branding + Design: a estratégia na criação de identidades de marca está organizado em duas partes:

A primeira é composta pela exposição de definições e contextos inerentes aos universos do design, das marcas e do branding. Ainda na primeira parte, os profissionais entrevistados discorrem sobre a inclusão do branding na criação dos sistemas de identidade visual. Esse “olhar do mercado” não apenas embasa o livro como também amplia a percepção de estudantes e profissionais de design gráfico a respeito do campo em que atuam no mercado.

A segunda parte consiste na apresentação dos quatros casos citados e na comparação destes. Um grande quadro-resumo sintetiza os resultados, facilitando a consulta e o entendimento do leitor.

As considerações conclusivas, ao refletir sobre as principais mudanças ocorridas nos escritórios de design com a introdução do branding no escopo do projeto de construção de marca, abordam as competências profissionais que os designers devem possuir para atender às novas demandas.

Como afirma Gilberto Strunk “Este livro registra a evolução dos processos de identidade visual das marcas até os de branding, vivenciados por alguns dos principais escritórios de design brasileiros. É uma leitura indispensável para todos que trabalham com marcas ou se interessam pelo assunto”.

 


 

AAEAAQAAAAAAAAfqAAAAJGRiYzdiMDg1LTk2MGEtNDYzMy05MWRjLTgwNzBjMTkzNzM0OASandra Ribeiro Cameira é mestre em design e arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU_USP) e bacharel em comunicação visual pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Desde 2002, leciona em cursos de graduação em design e publicidade e, mais recentemente, de pós-graduação em branding. Trabalhou como designer e diretora de arte em diversas agências no Rio de Janeiro e em São Paulo. Desde de 2001, é sócia do escritório Id Design Planejamento e Projeto Gráfico, onde atua, principalmente, com projetos de construção de marca e comunicação institucional.

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A integridade de uma marca começa com o seu propósito, ou seja, quando ela nasce.  A integridade da marca é a promessa de valor da empresa e a chave para conquistar a confiança dos clientes. Entender a importância dessa essência é o que define sua diferenciação e identidade no mercado, oferecendo algo de relevante no intuito de atender às necessidades e desejos do seu publico alvo.

A marca tem um papel forte para os negócios, ela ajuda no processo de decisão na escolha de um determinado produto ou empresa. Com a globalização, e um mercado sem fronteiras, a concorrência é super acirrada e a presença de produtos iguais é sempre maior, o que comprova que a diferenciação da marca é superior em valor àquele mercado alvo bem definido.

Insisto em repetir esta frase “muito além de produtos e serviços o que compramos são marcas”. Marca tem a função de identificar o posicionamento na mente do cliente-alvo, através de todas as ações estratégicas do marketing a fim de refletir sua diferenciação no mercado. Como definem muito bem Al Ries e Jack Trout (1996), responsáveis pelo conceito de posicionamento “o que torna uma empresa sólida não é o seu produto ou seus serviços e sim a posição que ela ocupa na mente do público-alvo”.

Assim, o branding que representa a gestão da marca, é o responsável por gerenciar todas as ações do marketing para a defesa do posicionamento, que consiste em mantê-lo forte em todos os pontos de contato com o consumidor, criando a diferenciação. Lembrando que posicionamento estratégico é a definição da imagem que a marca quer passar e como ela quer ser percebida no mercado. É o significado que traduz a marca e o que ela representa em sua essência e na mente de seu público.

Não há dúvidas de que a marca facilita o crescimento da empresa. Desenvolver o nome e a identidade visual é o ponto de partida, porém gerenciar a sua integridade, ou melhor, a sua essência de maneira contínua é um trabalho árduo, mas fundamental para mantê-la forte no mercado. Quando a marca se torna realmente forte, caracteriza-se por uma palavra ou frase que o mercado-alvo passa a reconhecer como valor, aí sim sua integridade é reconhecida e sua promessa cumprida.

No livro “O uso da marca e sua integridade”, o autor Alexandre Fragoso Machado explora muito bem o assunto e o leitor terá a oportunidade de entender como a doutrina é relevante na gestão de uma marca. A integridade da marca, como afirma o próprio autor, consiste na capacidade total de se distinguir e de se manter única em seu mercado específico. A marca, quando íntegra, emite um brilho único ao consumidor de modo que este tenha ínfima chance de se confundir no ato da sua escolha. A essência deste livro encontra-se neste contexto, ou seja, na afirmação de que a força de uma marca depende da sua integridade e proteção jurídica para que seu valor seja protegido e respeitado no mercado.

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Encantar. Essa é a palavra do momento no ponto de venda. O conceito de marketing que deve atender necessidades e desejos já não tem sentido. Hoje, a ideia é oferecer ao consumidor experiências divertidas e inesquecíveis, que superem as suas expectativas.

O valor é resultado da experiência vivida pelo cliente no ato da compra. Por exemplo, se o serviço for de má qualidade e os produtos oferecidos estiverem arrumados nas prateleiras como em qualquer outra loja, a maioria dos consumidores vai procurar pelo preço mais baixo, pois não haveria razão para pagar mais pelo mesmo artigo.

Nos EUA, a rede de café Starbucks fez o “produto café”, até então uma simples mercadoria, virar um artigo de moda. O diferencial está justamente na loja, pois permite ao cliente tomar um café de qualidade, num ambiente arejado e confortável, com atendimento personalizado, visando estabelecer uma experiência inesquecível, sempre com o objetivo de fidelizar o relacionamento. Conceito este sendo levado por esta marca ao mundo.

O intuito é fazer com que um simples comprador se torne um cliente absolutamente fiel, a ponto dele mesmo divulgar o seu negócio. A marca, nesse momento, é a peça principal para se vender algo, pois muito além de produtos ou serviços, o que compramos são marcas.

O design estratégico é importante para a empresa, pois auxilia na diferenciação dos concorrentes. Por este motivo, a marca precisa estabelecer uma identidade com o seu público alvo. Através de um símbolo, de um logotipo, da tipografia ou das cores, a marca transmite cultura, valores, princípios e política de uma corporação. A identidade de uma empresa, corretamente desenvolvida, com a devida aplicação gráfica, traz benefícios significativos, tanto no âmbito interno (organizacional) como no externo, durante o processo de fixação da imagem no mercado. Ou seja, nasce aí a “personalidade” de uma empresa. O varejo é a materialização para as promessas da comunicação de uma empresa.

As cores, a iluminação, o layout e a exposição criam efeitos psicológicos de credibilidade e preço, destacando o produto e estimulando, ou não, a permanência e o interesse do consumidor no ponto de venda. Outro fato primordial é o cuidado que se deve ter com a embalagem, pois cabe a ela também, transmitir ao consumidor a qualidade do produto e o posicionamento dessa marca no varejo.

Por este motivo, o gestor do negócio, quando possível, deve procurar um profissional capacitado para esta atividade, seja um designer de interiores, gráfico ou de produto, para implantar a estratégia ideal para o seu PDV e, assim, encantar o seu consumidor. O mais importante é a identificação do consumidor alvo da loja. Isso vai definir a linha de produto, a forma de exposição desses itens, o design de interiores, a tecnologia necessária e o tipo de atendimento.

Através de uma política de design, o ponto de venda coordena a identidade de uma marca, sua aplicação nos papéis administrativos e institucionais, seus produtos e comunicações, ambientes e serviços, embalagens, sinalizações, websites, uniformes e frotas e ainda, em qualquer elemento que a empresa desejar estabelecer para a realização de uma interface com o seu mercado alvo.

O consumidor de hoje sabe o que quer e está disposto a pagar mais pelos benefícios recebidos e transmitidos pela marca. “O negócio é gerar emoção para gerar mais negócio”. O design estratégico é uma importante ferramenta para a busca desta emoção, pois apresenta o diferencial e gera resultados.

Como aponta Marc Gobé em seu livro A Emoção das Marcas, ”criar uma marca emocional é como construir relacionamentos; significa proporcionar a uma marca e a um produto um valor de longo prazo; diz respeito a experiências sensoriais, designs que fazem você sentir o produto, que fazem você saborear e comprar o produto.”.

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Ao ministrar uma aula num curso de pós-graduação eu afirmei que para ter sucesso profissional e consequentemente ser feliz é preciso primeiro acreditar naquilo que faz, ou seja, amar a sua profissão e se preparar para ser melhor naquele assunto. Caso contrário, o mercado não irá acreditar e muito menos valorizar o seu trabalho. De repente um aluno levanta a mão e diz “professora, isso é autoajuda”.  Ups!!!  Parei um pouco, pensei e retomei a aula. Aquilo me incomodou, pois precisava explicar a ele e deixar claro para toda a sala a diferença entre os dois conceitos. E de maneira clara e objetiva apresentei qual a diferença entre branding pessoal e autoajuda sob a minha ótica. Foi então por este motivo que resolvi escrever este artigo de final de ano.

“Há dois tipos de sabedoria: a inferior e a superior. A sabedoria inferior é dada pelo quanto uma pessoa sabe e a superior é dada pelo quanto ela tem consciência de que não sabe. Tenha a sabedoria superior. Seja um eterno aprendiz na escola da vida.”
Augusto Cury – Médico, Psiquiatra, Psicoterapeuta e Escritor

Sempre me encanta quando converso com pessoas apaixonadas pela profissão e aprendo muito com elas. E já tive a oportunidade de conhecer desde uma faxineira a um CEO apaixonados por aquilo que fazem e ambos com aquele atributo maior: “brilho no olhar”. E quando o brilho no olhar é forte, pode ter certeza que esses profissionais sabem muito sobre a sua profissão, se prepararam para estar lá e, na maioria das vezes, ganham mais que seus colegas que estejam no mesmo nível de hierarquia.

Vale lembrar que as faxineiras, os catadores de lixo, os diretores de empresa, todos são profissionais. Alguns podem não ter tido a oportunidade de fazer um curso universitário, mas tiveram a sabedoria de adquirir o conhecimento que a vida lhes proporcionou e souberam aproveitar essa chance; outros aproveitarem os cursos e suas especializações, mas ambos com o mesmo objetivo: fazer o melhor na sua área.

Sabe o que mais admiro nestes profissionais? Eles adoram o que fazem e sabem do seu real valor na sociedade. E procuram fazer melhor, pois têm consciência de que o que fazem é importante. O profissional apaixonado por aquilo que faz se prepara para ser melhor e não importa o grau de escolaridade, pois sabe que o seu conhecimento especializado é importante e tem um valor diferenciado.

E corroboro com a frase acima do Augusto Cury, o que realmente vale é a sabedoria superior que é dada pelo quanto o profissional tem consciência de que não sabe. Tenha a sabedoria superior. Seja um eterno aprendiz na escola da vida.

Branding pessoal significa saber gerenciar sua marca pessoal com sabedoria e não importa qual o grau de formação. Entender que você é o protagonista da sua história e saber qual o caminho quer seguir para a construção desta jornada é o início de tudo. Seja o médico, catador de lixo, professor, gerente de banco, empresário, não importa qual profissão, mas sim o quanto a ama e, principalmente, o quanto acredita que ela é importante para contribuir por um mundo melhor. Autoajuda para um profissional que está preocupado com o salário no final do mês não consegue resolver em nada a sua estima. Só é possível ajudar um profissional com sabedoria de que dinheiro é consequência de um trabalho realizado com amor e com significância para o outro.

Saber gerenciar a marca pessoal com sabedoria é saber gerenciar a vida com sabedoria. Profissionais apaixonados fazem um mundo melhor.

Aproveito para desejar a todos um excelente 2016 com muita sabedoria superior!

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O ser humano, habituado com a pluralidade e superfluidade de mensagens, produtos e serviços, bombardeado por uma infinidade de marcas, lembra-se de algumas delas ao final do dia, mas, em termos de valor não representará metade de tudo que foi visto.

Marcas potenciais, que recebem investimentos em sua gestão e para seu posicionamento estratégico, poderão ser identificadas, memorizadas e valorizadas pelo público consumidor e assim gerar fidelidade.

Investir no gerenciamento de uma marca é considera-las ativos extremamente valiosos para sustentar suas decisões e assim projetar sua autoimagem. Posicionar uma marca consiste em planejar a imagem na mente do seu público-alvo, de modo que a sua identidade corresponda à forma como ela é realmente vista e percebida pelo consumidor.

A combinação estratégica de determinados elementos de marca, capazes de identificar os bens ou serviços que a empresa oferece; diferenciá-los da concorrência; criar, incorporar e fixar o valor da marca no ambiente interno e externo da empresa torna isso possível. No Design Gráfico, o Design de Sinalização, deixou de apenas atender necessidades de usuários e incumbi-los das informações necessárias para garantir sua segurança em espaços onde estiver inserido.

Investir em sistemas de sinalização coerente, efetivo e funcional, demonstra que a marca tem domínio do mercado e de seus diferenciais competitivos, de forma a suscitar associações positivas a respeito da marca, influenciando, assim, o comportamento do cliente.

Pensar sistemas de sinalização vinculados ao Branding desde o princípio de sua construção é uma realidade.

O objetivo deste estudo, que será apresentado no II Congresso Internacional de Branding, é demonstrar que as duas práticas branding e sinalização constroem uma relação próxima e íntima e que sinalizar um espaço significa pensar no comportamento da marca nesse espaço para torná-la visível e notável. Para tanto, foi utilizado o estudo de dois casos hospitalares para demonstrar essa ligação que gera valor a marca e constrói brand equity.

Esse é artigo será apresentado por: Giuliana Sanches Cardoso SILVA & Marcia AURIANI

Giuliana é Pós-Graduada em Gestão do Design e graduada em Design Gráfico pelo Centro Universitário Belas Artes.  Designer junior na CBA B+G. Email; giuliana.cardoso.2303@gmail.com

Se você se interessou por esse assunto, não deixe de acompanhar a apresentação desse e outros artigos do InfoBranding  no II Congresso Internacional de Branding em Lajeado/RS, nos dia 1, 2 e 3 de outubro.  Para mais informações, clique aqui 

 

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Sabe aquilo que mais nos incomoda num aeroporto, numa loja de roupas, num hotel ou mesmo no ambiente de trabalho?

A falta do famoso atendimento cordial, carinhoso e espontâneo. Como faz mal termos um atendimento amargo, sem expressão, e mesmo não conseguirmos um sorriso de um colega de trabalho quando o desejamos um bom dia.  E sabe qual é a resposta para essas pessoas estarem assim? Paixão.

Paixão por aquilo que faz, ou melhor, envolvimento pelo trabalho que realiza, o entendimento do real significado do seu serviço e sua importância no processo da construção de algo maior. E não importa a função, cargo ou grau de hierarquia no trabalho, o importante é gostar daquilo que faz.  Toda vez ao final de uma aula, palestra ou de um encontro profissional, sempre alguém quer conversar comigo e a pergunta é a mesma: “o que fazer para encontrar o meu caminho no mercado de trabalho”?  E o porquê desta pergunta? Todos infelizes com o que fazem no seu trabalho e o grande problema fazem aquilo que não gostam todos os dias. Terrível, não? Pois é, já dizia  o sábio Confúcio, conhecido como um jovem educado, cortês e justo  (nascido há  551 a.C) “ escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida”. É isto, não há excelência e resultado positivo sem alegria.

Assim como no mercado corporativo, a competição é acirrada e muitos são os produtos comoditizados brigando por preço. A globalização é uma realidade na vida de todos. Qual é o resultado deste cenário para o profissional? Vários profissionais disputando a mesma vaga, oferecendo os mesmos atributos: graduação, pós-graduação, dois idiomas e experiências internacionais. O que falta: “brilho no olhar”. Agora a questão é como encontrar esse brilho no olhar?

Minha resposta: Branding Pessoal!

Branding Pessoal nada mais é do que gestão da marca pessoal. Como nas empresas, conhecer o seu mercado, entender do seu produto e concorrência são fundamentais para encontrar o objetivo. O objetivo principal é criar valor para sua marca pessoal e gerenciar esse valor com competência, fazendo diferença com o seu conteúdo e identificando a sua imagem em todos os seus pontos de contato, ou melhor, em toda a sua rede de relacionamento.  A maior parte das decisões de compra se baseia na confiança e no sentimento de conexão, ou emoções, que as pessoas sentem em relação a determinado produto, serviço ou indivíduo. Gerenciar esse processo exige habilidade do profissional e, por este motivo, o branding é essencial.

A marca pessoal precisar ter identidade forte e uma posição diferente no mercado. Uma marca pessoal estrategicamente bem trabalhada gera resultados para as empresas e prestígio  para quem quer se destacar na carreira.

Marca pessoal é a percepção que o seu público tem da sua identidade, ou seja, do seu posicionamento estratégico, que determina qual a imagem que se quer passar, o DNA da sua marca pessoal. Como nas empresas, o profissional precisa revelar qual é a sua missão (razão de ser), visão (como quer ser lembrado) e valores (princípios éticos). A partir destes três elementos, o profissional estabelece uma estratégia de marketing pessoal que pode ser descrita como uma estratégia individual para atrair e desenvolver contatos e relacionamentos interessantes do ponto de vista pessoal e profissional.Dar visibilidade a características, habilidades e competências relevantes na perspectiva da aceitação, e do reconhecimento das potencialidades, no mercado.  A credibilidade é despertada a partir da consistência da gestão desta imagem, ou seja, da gestão da marca pessoal.

Tudo começa com o propósito, com algo que conduza à marca pessoal. É um pensar mais além, mais abrangente, é a motivação que alimenta um sonho, é a força que move a pessoa em relação à sua vida profissional e pessoal. A determinação do propósito é o ponto de partida, pois quando ela assume a vida e apoiada por um desejo ardente de transformar o objetivo, com certeza o resultado é alcançado.

Um propósito de vida muito bem definido e planejado ajuda a encontrar ou concretizar a razão de ser da sua marca pessoal. Quando o profissional sabe o que quer, fica mais fácil definir a sua missão de vida, a sua visão no longo prazo e os valores governantes que irão conduzi-lo ao melhor caminho a seguir, a fim de atingir suas metas e objetivos. Como consequência ele define seu espaço.

A gestão da marca é essencial para o desenvolvimento da carreira. É uma ferramenta eficaz que ajuda a designar quem somos, em que acreditamos, o que nos torna únicos, especiais e diferentes. Explica que estamos aptos a realizar algo e por que devemos ser contratados. A pergunta é: como começar? E minha resposta é: com Planejamento Estratégico da Marca Pessoal. Mas esse assunto é para o nosso próximo encontro!!!

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Essa tem sido uma pergunta constante em minhas aulas, palestras e discussões, e entender essa diferença é importante para a carreira profissional. Branding Pessoal é o mesmo que gestão da marca pessoal e tem por objetivo construir uma marca que se destaque no mercado. Já marketing pessoal vai ajudar a construir essa marca, definindo quais são as estratégias ideias para o sucesso profissional e pessoal.

Então já começo com a pergunta: “qual é o seu plano de marketing?”  Ou melhor, você tem um plano estratégico de marketing para construção da sua marca pessoal?

Marketing é a ciência que estuda as necessidades e desejos de uma determinada demanda no mercado, com o objetivo de oferecer produtos e serviços que os atendam.

As estratégias de marketing focam em otimizar as ofertas para que sejam o mais bem sucedidas possível em determinado mercado. Assim, estratégias de marketing bem planejadas alavancam o sucesso de produtos, serviços, empresas. Quanto mais consistente e alinhado com o mercado, maiores as chances de sucesso de um plano. Não basta apenas que o produto seja bom, ele precisa estar alinhado com as necessidades de mercado para ter sucesso.

Assim como no marketing de qualquer produto ou serviço no mercado, o marketing pessoal também precisa de estratégia.  O seu principal produto é você, no entanto, uma grande parte dos profissionais passa a vida sem  traçar um planejamento de carreira consciente e consistente buscando alcançar metas pessoais. Mesmo que você tenha um objetivo bem definido para a sua carreira profissional, sem um plano, ele tem poucas chances de se realizar.

O planejamento de marketing pessoal é equivalente a qualquer planejamento de marketing, aplicando-se a mesma metodologia ao produto “você”. Você conhece o seu ambiente? Mercado? Clientes? Concorrentes? Todo produto é composto de conteúdo (produto ou serviço em si), embalagem e marca. Você conhece bem o seu produto? Você tem marca pessoal? Como é a sua “embalagem”? Quais são as suas características principais?

Após analisarmos o ambiente e produto, precisamos avaliar as nossas competências e os cenários possíveis para podermos escolher as melhores estratégias de atuação. O instrumento que nos auxilia a fazer isso nos planos de marketing é a matriz SWOT (forças, fraquezas, ameaças e oportunidades) – ela é essencial para compreendermos o contexto estratégico do seu produto. Você sabe quais são as suas forças pessoais? E fraquezas? Você já fez uma análise de cenários avaliando ameaças e oportunidades? Qual é a sua situação? Como você pode usar as suas forças para aproveitar as oportunidades do mercado e se defender das ameaças? O que você pode fazer para amenizar as suas fraquezas?

Combinando-se o produto com o seu preço, praça e comunicação (promoção) obtemos as estratégias variadas para se alcançar objetivos distintos. Qual a melhor combinação de produto, preço, praça e promoção para você? Como você se apresenta? Qual é o seu conteúdo? Que plataformas você usa para se promover? Você tira proveito do ambiente digital?

Essas são apenas algumas das questões que precisam ser respondidas para traçar um plano de marketing pessoal. Desenvolver esse planejamento e cuidar da marca pessoal são ações essenciais, pois da mesma forma que os produtos e serviços produzidos e oferecidos por empresas podem ser lançados, substituídos ou descontinuados, o mesmo pode acontecer com você!

Lembre que você é o gestor nesse processo, portanto as estratégias de  marketing pessoal bem feito fará a diferença na construção de uma marca pessoal diferenciada no mercado.

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Santa Fé, uma cidade localizada entre montanhas, linda por sua beleza natural, rica por sua história, encantadora por sua arquitetura que define claramente a sua identidade e que, ainda, sabe como receber de maneira diferenciada os seus turistas com os seus 71.000 moradores muito gentis e amáveis.

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Estou tendo a oportunidade de vivenciar na prática como se faz place branding com a excelência de uma cidade. Como nas empresas e nos produtos a gestão de uma marca define a cultura dos negócios e como o mesmo deve ser conduzido para que seu propósito permaneça forte na mente e no coração do público-alvo. O mesmo acontece com as marcas das cidades.

O gerenciamento estratégico da marca de um município pode ser utilizado por uma nação como uma ferramenta relevante para promover, ao longo prazo, a atração de investimentos, de turistas, de empresas e de melhores acordos em parcerias internacionais para o local, vantagens competitivas, construção ou revisão de sua imagem, fortalecimento de seus diferenciais, aproveitando todas as oportunidades de melhorar sua posição no cenário internacional. Necessita, entretanto, um plano abrangente, investimentos sistemáticos e constantes. A marca de Santa Fé tem sido privilegiada e gerenciada com esta visão estratégica.

Uma das maiores riquezas do branding de Santa Fé é a generosidade dos moradores. Pessoas que tem orgulho de suas origens demonstram atenção aos turistas, o tempo todo, através de atitudes amigáveis, ressaltando sua origem espanhola, mexicana e finalmente americana. Santa Fé foi fundada pelo conquistador espanhol Don Pedro de Peralta, que iniciou uma colônia em 1610 e hoje pertence aos EUA. Um símbolo que reflete essa cultura são as ristras, um arranjo de réstias de pimentas secas, vistas em quase todos os lugares, utilizadas no tradicional prato espanhol chamado posole. Embora o principal objetivo seja preservar as pimentas para consumo posterior, as ristras são comumente usadas ​​com objetivo decorativo em áreas de produção de pimenta. Em Santa Fé estão presentes em quase todos os lugares.

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Santa Fé é a mais antiga capital da América do Norte e o segundo maior estado em extensão territorial e possui o ar mais limpo dos Estados Unidos da América, de acordo com o American Lung Association. Rodeada por montanhas, tem como ponto focal a Plaza Central (centro da cidade) que abriga um mercado com souvenirs indígenas sob o portal do Palácio do Governo Regional, construído em 1600 que foi sede do governo por 300 anos. Em seu entorno há várias lojas glamorosas, cafés requintados e galerias de arte com trabalhos de artistas renomados como Georgia O’ Keefe e outros.

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A rica história e a bela arquitetura desta cidade fazem dela um dos destinos mais populares do país, segundo o guia da Folha de São Paulo. Santa Fé é famosa por seus edifícios de adobe, suas 250 galerias de arte e pelos quatro museus que integram o New México History Museum.

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Em todos os locais que visitei sempre fui atendida com um sorriso e a famosa pergunta “Hi, how are you doing today?”(Como você está hoje?) or “How can I help you?”(Como posso te ajudar?) e sempre “Have a nice day” (Tenha um excelente dia). Todas as vezes que precisei de ajuda, seja no ônibus, no trem, ou uma dúvida na rua havia sempre alguém muito solícito e pronto para me direcionar. A organização e cultura da cidade, a gentileza das pessoas e a riqueza de sua arquitetura mostram a importância da gestão de marketing para que a essência da marca desta cidade permaneça na mente e no coração de todos que por aqui passaram e tiveram a oportunidade de vivenciar essa experiência. Eu, particularmente terei Santa Fé nas minhas lembranças e com certeza irei querer voltar para essa charmosa cidade.

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As mudanças têm sido intensas no cenário econômico nos últimos anos e a concorrência maior no varejo. O que se tem percebido é que a marca varejista que se comunica melhor com o consumidor, de maneira direta, objetiva e emocional tem sempre se diferenciado e principalmente se destacado nesse mercado em constante agitação e mais ávido por novidades.

Há muitas formas de comunicação no varejo, como: anúncios em revistas e jornais, rádio e televisão, marketing direto, promoção no ponto de venda, mídias sociais, entre outras, mas uma em particular apresenta um forte diferencial: o visual merchandising (VM).

Visual Merchandising, uma forte ferramenta de comunicação da marca

Antes de explicar sobre VM, primeiro é preciso entender o conceito básico de comunicação. A comunicação tem 3 elementos para transmitir uma mensagem, que são o emissor (quem transmite a mensagem)  +  meio (recurso que busca para transmitir a mensagem)  + receptor (aquele que recebe a mensagem).

O importante nesse conceito é entender que a responsabilidade da compreensão da mensagem é do emissor e não do receptor. O que significa? Explicando um pouquinho melhor esse conceito, imagine a seguinte situação: você está com dores nas costas e, lógico, procura um médico para diagnosticá-lo. O doutor solicita os exames necessários e no retorno ele diz que você está com maldição de ondina. Num primeiro momento, o que lhe vem à cabeça?  Estou morrendo.  Depois do impacto inicial você pede para o médico explicar melhor e fica sabendo que o seu problema está relacionado com o seu sistema nervoso central , que significa  perder a respiração ao dormir. A solução é simples…. precisa “apenas” dormir com um ventilador no rosto para não ficar sem ar! No momento inicial do diálogo entre médico e paciente não houve comunicação. Somente a partir da tradução do termo técnico da doença é que o receptor entendeu a mensagem.  Afinal, qual a conexão deste conceito e o  título desta matéria: comunicação através da loja?  Tudo.

BARCO-CHOC.-GUANABARA-E.-DE-DENTROToda marca varejista tem a responsabilidade de comunicar ao mercado a identidade da loja, ou melhor, o conceito do negócio e a partir dele transmitir a identidade da marca em todos seus elementos de contato com o consumidor final. Isso faz com que a mensagem (o posicionamento) dela seja entendida de imediato. No varejo, a marca da loja é o emissor que tem a proposta básica de comunicar ao consumidor final a ideia de valor daquele ponto de venda, e para tanto se utiliza do visual merchandising como meio para transmitir através do design de interior a proposta do seu posicionamento para o consumidor, sem que o mesmo tenha dificuldades de entender a proposta.

Portanto, o VM tem como missão coordenar uma política de design com o objetivo de transmitir o valor da marca e manter um diálogo com o consumidor, utilizando de maneira planejada as suas ferramentas estratégicas:

Posicionamento estratégico da marca: etapa inicial e importante para a gestão eficaz do VM. Nesta etapa é importante definir qual a imagem que o negócio quer passar para o mercado. Por exemplo, se o varejista quer passar a imagem de um ponto de venda inovador, então todos os pontos de contato da marca devem passar a mesma mensagem.

Design: Conceito da loja. Identidade do negócio, se bem pensado no início, com certeza será estendido no processo de consolidação da marca. Por exemplo: Loja de camisas para homens executivos de 25 a 55 anos, é um estilo totalmente diferente do homem esportivo. Layout de lojas diferentes para públicos diferentes.

Instalações: os equipamentos, o mobiliário e os suportes devem aparecer muito pouco na ambientação da loja, pois o produto é que é o principal elemento do espaço. Deve, portanto ser o protagonista no ponto de venda, ou seja, os holofotes são para ele.

Comunicação visual: a sinalização do ambiente é fundamental para o consumidor encontrar de maneira fácil os ambientes na loja.

Layout: É essencial pensar o espaço de maneira planejada para o sucesso do negócio, lembrando que uma loja para criança depende de um tipo de exposição e espaço, já para jovens deve ser totalmente diferente. O objetivo é oferecer o espaço de acordo com a necessidade do seu público.

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Móveis: Devem transmitir o conceito do negócio e assim encantar o consumidor com o design.

Produto: Bem exposto, aguça a compra.

Fachada: É o que desperta a atenção do público, fazendo com que ele se sinta curioso para conhecer o local.

Iluminação: Torna a loja confortável ao público alvo. A iluminação tem um poder muito forte sobre o consumidor, pode fazer com que ele permaneça mais tempo na loja e também, dependendo do caso, fazer com que o consumidor saia da loja mais rapidamente, quando passa a incomodá-lo.

Vitrine: É a primeira área de exposição dos produtos, apresenta o estilo, a proposta e o perfil do consumidor. Havendo erro no design da vitrine, caso ela não passe o conceito da marca de maneira clara, o shopper não entra na loja.

É preciso entender que o VM é uma estratégia do varejo para ambientar a loja, adequar os produtos, visando a funcionalidade, agilidade e harmonia para o cliente. Ao contrário do que muitos varejistas pensam, o projeto de VM necessita e depende de um profissional especializado – designer de interior para desenvolver um ambiente que possa se comunicar com o shopper sem que o mesmo precise de ajuda para sentir-se atraído a conhecer e se encantar com o ambiente. Lógico que outros fatores são importantes para que esse encantamento perdure durante toda a visita: o atendimento é um deles. De nada adianta ter uma loja linda e encantadora se os vendedores não forem treinados para transmitir a essência da marca.

Concluindo, o Visual Merchandising é uma forte ferramenta de comunicação da marca que tem o objetivo de atrair ou não o consumidor. Se bem feita é garantia de vendas e posicionamento de marca.

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Antes de iniciar esse artigo, tentei identificar qual seria o melhor termo para o líder de uma marca e pesquisando cheguei ao termo CBO ( Chief Branding Officer). Não sei se é o melhor termo, porém resolvi escrever esse artigo com foco no líder, discutindo mais o seu papel na gestão de uma marca. E sabe por quê? Porque sinto que precisamos ter mais lideres com propósitos nos negócios para que o propósito da marca seja perene de maneira eficaz e transparente.

Como as marcas precisam ter o seu propósito, ou melhor, a razão de ser, os líderes precisam também ter o propósito de sua liderança. Entender que o sucesso de sua gestão é resultado da felicidade de seus liderados. E ai me vem outra perguntinha…O que é felicidade para os colaboradores de uma empresa? Resposta: Admiração.

2 (1)Isso mesmo, admiração é o que move os colaboradores. Veja, o que de fato motiva alguém a permanecer ou sair de uma empresa, tem menos a ver com dinheiro ou com a função, mas tem tudo a ver com a relação que ele mantém com seu líder imediato. Não tem nada mais prazeroso se no ambiente de trabalho há uma gestão que motiva as pessoas para oferecerem o que sabem fazer de melhor numa relação de respeito e transparência, onde os valores são compartilhados. Isso mesmo, valores compartilhados.

Os gestores de marcas precisam, hoje, demonstrar o seu comprometimento não só com os resultados, mas também com valores empresarias, tais como honestidade, integridade, transparência e preocupação com a sociedade. A missão, visão e valores da empresa não devem estar nos quadros e pendurado nos elevadores, mas antes de tudo ser compartilhada por todos e mais, percebida por todos os agendes da sociedade.

Não precisamos de discursos fervorosos, mas sim de ações de nossos líderes. Cumprir sua missão de valor e riqueza genuína gerando lucro admirável e merecido, onde todos possam se beneficiar para uma sociedade melhor. Entender que o propósito faz valer a sua vocação e atende, por antecipação os desejos de seus colaboradores, inspirando-os e proporcionando a liberdade para que possam construir algo de valor e que os faça sentirem realizados.

Tolera-se trabalhar para uma empresa menor, fazendo não necessariamente o que se gosta, quando se está seguindo alguém que se respeita e em quem se confia. É muito mais difícil, contudo, trabalhar em uma bela companhia, mesmo naquilo que gosta, quando seu líder é uma pessoa sem propósito. Quem é bom sabe o quão difícil é trabalhar para alguém que não admira.
Líderes poderosos fazem com que as coisas aconteçam, e eles obtém alto desempenho de uma forma satisfatória das pessoas responsáveis por esse desempenho. Eles são bem-sucedidos e, na prática, “vencem”, seja qual for a definição de sucesso e vitória escolhida por sua organização.

É fato que todo negócio necessita de uma boa gestão e liderança, com o objetivo de atingir o patamar da excelência das pessoas e suas conquistas. Um bom líder é aquele que consegue bons resultados, através do desempenho de sua equipe, incentivando o crescimento e preservando a harmonia e o bem-estar do grupo.

Sempre digo que atrás de grandes marcas, sempre há grandes líderes. Líderes sem propósito são líderes que ainda não entenderem que o sucesso de uma marca são as pessoas. O maior patrimônio de uma empresa são os seus colaboradores e se eles não estão felizes, dificilmente farão parte de uma equipe vencedora.

E se não há equipe vencedora, não há marca vitoriosa!!!

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