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Marcia Auriani

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As mudanças têm sido intensas no cenário econômico nos últimos anos e a concorrência maior no varejo. O que se tem percebido é que a marca varejista que se comunica melhor com o consumidor, de maneira direta, objetiva e emocional tem sempre se diferenciado e principalmente se destacado nesse mercado em constante agitação e mais ávido por novidades.

Há muitas formas de comunicação no varejo, como: anúncios em revistas e jornais, rádio e televisão, marketing direto, promoção no ponto de venda, mídias sociais, entre outras, mas uma em particular apresenta um forte diferencial: o visual merchandising (VM).

Visual Merchandising, uma forte ferramenta de comunicação da marca

Antes de explicar sobre VM, primeiro é preciso entender o conceito básico de comunicação. A comunicação tem 3 elementos para transmitir uma mensagem, que são o emissor (quem transmite a mensagem)  +  meio (recurso que busca para transmitir a mensagem)  + receptor (aquele que recebe a mensagem).

O importante nesse conceito é entender que a responsabilidade da compreensão da mensagem é do emissor e não do receptor. O que significa? Explicando um pouquinho melhor esse conceito, imagine a seguinte situação: você está com dores nas costas e, lógico, procura um médico para diagnosticá-lo. O doutor solicita os exames necessários e no retorno ele diz que você está com maldição de ondina. Num primeiro momento, o que lhe vem à cabeça?  Estou morrendo.  Depois do impacto inicial você pede para o médico explicar melhor e fica sabendo que o seu problema está relacionado com o seu sistema nervoso central , que significa  perder a respiração ao dormir. A solução é simples…. precisa “apenas” dormir com um ventilador no rosto para não ficar sem ar! No momento inicial do diálogo entre médico e paciente não houve comunicação. Somente a partir da tradução do termo técnico da doença é que o receptor entendeu a mensagem.  Afinal, qual a conexão deste conceito e o  título desta matéria: comunicação através da loja?  Tudo.

BARCO-CHOC.-GUANABARA-E.-DE-DENTROToda marca varejista tem a responsabilidade de comunicar ao mercado a identidade da loja, ou melhor, o conceito do negócio e a partir dele transmitir a identidade da marca em todos seus elementos de contato com o consumidor final. Isso faz com que a mensagem (o posicionamento) dela seja entendida de imediato. No varejo, a marca da loja é o emissor que tem a proposta básica de comunicar ao consumidor final a ideia de valor daquele ponto de venda, e para tanto se utiliza do visual merchandising como meio para transmitir através do design de interior a proposta do seu posicionamento para o consumidor, sem que o mesmo tenha dificuldades de entender a proposta.

Portanto, o VM tem como missão coordenar uma política de design com o objetivo de transmitir o valor da marca e manter um diálogo com o consumidor, utilizando de maneira planejada as suas ferramentas estratégicas:

Posicionamento estratégico da marca: etapa inicial e importante para a gestão eficaz do VM. Nesta etapa é importante definir qual a imagem que o negócio quer passar para o mercado. Por exemplo, se o varejista quer passar a imagem de um ponto de venda inovador, então todos os pontos de contato da marca devem passar a mesma mensagem.

Design: Conceito da loja. Identidade do negócio, se bem pensado no início, com certeza será estendido no processo de consolidação da marca. Por exemplo: Loja de camisas para homens executivos de 25 a 55 anos, é um estilo totalmente diferente do homem esportivo. Layout de lojas diferentes para públicos diferentes.

Instalações: os equipamentos, o mobiliário e os suportes devem aparecer muito pouco na ambientação da loja, pois o produto é que é o principal elemento do espaço. Deve, portanto ser o protagonista no ponto de venda, ou seja, os holofotes são para ele.

Comunicação visual: a sinalização do ambiente é fundamental para o consumidor encontrar de maneira fácil os ambientes na loja.

Layout: É essencial pensar o espaço de maneira planejada para o sucesso do negócio, lembrando que uma loja para criança depende de um tipo de exposição e espaço, já para jovens deve ser totalmente diferente. O objetivo é oferecer o espaço de acordo com a necessidade do seu público.

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Móveis: Devem transmitir o conceito do negócio e assim encantar o consumidor com o design.

Produto: Bem exposto, aguça a compra.

Fachada: É o que desperta a atenção do público, fazendo com que ele se sinta curioso para conhecer o local.

Iluminação: Torna a loja confortável ao público alvo. A iluminação tem um poder muito forte sobre o consumidor, pode fazer com que ele permaneça mais tempo na loja e também, dependendo do caso, fazer com que o consumidor saia da loja mais rapidamente, quando passa a incomodá-lo.

Vitrine: É a primeira área de exposição dos produtos, apresenta o estilo, a proposta e o perfil do consumidor. Havendo erro no design da vitrine, caso ela não passe o conceito da marca de maneira clara, o shopper não entra na loja.

É preciso entender que o VM é uma estratégia do varejo para ambientar a loja, adequar os produtos, visando a funcionalidade, agilidade e harmonia para o cliente. Ao contrário do que muitos varejistas pensam, o projeto de VM necessita e depende de um profissional especializado – designer de interior para desenvolver um ambiente que possa se comunicar com o shopper sem que o mesmo precise de ajuda para sentir-se atraído a conhecer e se encantar com o ambiente. Lógico que outros fatores são importantes para que esse encantamento perdure durante toda a visita: o atendimento é um deles. De nada adianta ter uma loja linda e encantadora se os vendedores não forem treinados para transmitir a essência da marca.

Concluindo, o Visual Merchandising é uma forte ferramenta de comunicação da marca que tem o objetivo de atrair ou não o consumidor. Se bem feita é garantia de vendas e posicionamento de marca.

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Antes de iniciar esse artigo, tentei identificar qual seria o melhor termo para o líder de uma marca e pesquisando cheguei ao termo CBO ( Chief Branding Officer). Não sei se é o melhor termo, porém resolvi escrever esse artigo com foco no líder, discutindo mais o seu papel na gestão de uma marca. E sabe por quê? Porque sinto que precisamos ter mais lideres com propósitos nos negócios para que o propósito da marca seja perene de maneira eficaz e transparente.

Como as marcas precisam ter o seu propósito, ou melhor, a razão de ser, os líderes precisam também ter o propósito de sua liderança. Entender que o sucesso de sua gestão é resultado da felicidade de seus liderados. E ai me vem outra perguntinha…O que é felicidade para os colaboradores de uma empresa? Resposta: Admiração.

2 (1)Isso mesmo, admiração é o que move os colaboradores. Veja, o que de fato motiva alguém a permanecer ou sair de uma empresa, tem menos a ver com dinheiro ou com a função, mas tem tudo a ver com a relação que ele mantém com seu líder imediato. Não tem nada mais prazeroso se no ambiente de trabalho há uma gestão que motiva as pessoas para oferecerem o que sabem fazer de melhor numa relação de respeito e transparência, onde os valores são compartilhados. Isso mesmo, valores compartilhados.

Os gestores de marcas precisam, hoje, demonstrar o seu comprometimento não só com os resultados, mas também com valores empresarias, tais como honestidade, integridade, transparência e preocupação com a sociedade. A missão, visão e valores da empresa não devem estar nos quadros e pendurado nos elevadores, mas antes de tudo ser compartilhada por todos e mais, percebida por todos os agendes da sociedade.

Não precisamos de discursos fervorosos, mas sim de ações de nossos líderes. Cumprir sua missão de valor e riqueza genuína gerando lucro admirável e merecido, onde todos possam se beneficiar para uma sociedade melhor. Entender que o propósito faz valer a sua vocação e atende, por antecipação os desejos de seus colaboradores, inspirando-os e proporcionando a liberdade para que possam construir algo de valor e que os faça sentirem realizados.

Tolera-se trabalhar para uma empresa menor, fazendo não necessariamente o que se gosta, quando se está seguindo alguém que se respeita e em quem se confia. É muito mais difícil, contudo, trabalhar em uma bela companhia, mesmo naquilo que gosta, quando seu líder é uma pessoa sem propósito. Quem é bom sabe o quão difícil é trabalhar para alguém que não admira.
Líderes poderosos fazem com que as coisas aconteçam, e eles obtém alto desempenho de uma forma satisfatória das pessoas responsáveis por esse desempenho. Eles são bem-sucedidos e, na prática, “vencem”, seja qual for a definição de sucesso e vitória escolhida por sua organização.

É fato que todo negócio necessita de uma boa gestão e liderança, com o objetivo de atingir o patamar da excelência das pessoas e suas conquistas. Um bom líder é aquele que consegue bons resultados, através do desempenho de sua equipe, incentivando o crescimento e preservando a harmonia e o bem-estar do grupo.

Sempre digo que atrás de grandes marcas, sempre há grandes líderes. Líderes sem propósito são líderes que ainda não entenderem que o sucesso de uma marca são as pessoas. O maior patrimônio de uma empresa são os seus colaboradores e se eles não estão felizes, dificilmente farão parte de uma equipe vencedora.

E se não há equipe vencedora, não há marca vitoriosa!!!

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Muitos executivos têm o sonho de que suas marcas se tornem icônicas, mas para chegar neste nível é preciso ter visão estratégica do negócio e entender que branding é  longo prazo.

Na realidade, criar e construir marcas são os dois maiores desafios enfrentados pelos gestores nos dias atuais. É perceptível que todos os executivos, não importando o tamanho da empresa, acreditam no poder das marcas e concordam que branding é um negócio excepcionalmente difícil. Para cada Google ou Apple, há dezenas de marcas fracassadas. Muitas delas conhecidas e respeitadas, já não existem mais, como Mappin, Varig, Mesbla, entre outras.

Atualmente, uma grande dificuldade para os executivos, é que precisam apresentar resultados financeiros em curto prazo, mas as marcas são ativos de longo prazo. É nesse quesito que o marketing & design são importantes para a gestão da marca.

A estratégia do design tem como missão contribuir para a gestão de uma marca diferenciada, aprimorando o produto, a embalagem ou o desempenho do serviço. Ele aumenta o valor financeiro, incrementando as vendas e o valor percebido pelo cliente, porém construir uma marca parece ser simples, ou seja, um gestor precisa apenas apresentar um bom nome, um logotipo atraente e um slogan chamativo. Será?

Você já imaginou o nome Apple sem a identidade visual da marca?

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Ou o natal sem a embalagem do panetone daquela marca?

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Como seria tomar um café sem a experiência de contato com a marca?

 

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O elemento diferenciador “laranja”! 

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Não apenas tomar uma vodca, aproveitar do requinte que o design da embalagem oferece!

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Hoje em dia, as pessoas têm acesso a quase tudo, de quase todos os lugares. Participamos de um mundo global, onde as informações estão disponíveis a cada momento em nossas vidas e as marcas que conseguem acompanhar esse movimento passam a se diferenciar perante o mercado. As estratégias de marketing, os famosos 4 P’s, já não são mais diferenciais percebidos pelo consumidor: o Produto, seja qual for ele, possui concorrentes de qualidade, muitas vezes superior, onde qualidade passa a não ser o fator de diferenciação e sim obrigação; o Preço tem que ser competitivo, questão de sobrevivência em um mercado globalizado; o Ponto de venda é um canal de comunicação e precisa gerar novos elementos de destaque (tudo fica mais acessível com a Internet); a Promoção dispõe de cada vez mais meios para chamar a atenção, vide as mídias sociais. A luta constante de um executivo de marcas está em evitar, a todo custo, que o seu produto transforme-se em uma commodity, ou melhor, que não tenha nenhum diferencial competitivo.

Só uma marca forte e, principalmente, respeitada e admirada pelos consumidores é capaz de manter uma empresa na competição. E uma marca querida tem que atrair, ser desejada, conquistar o seu lugar no mercado e na cabeça e coração do seu público.

Então qual é o segredo para uma  marca se tornar querida nos dias atuais”? O segredo é pensar no  design como ferramenta estratégica do marketing.

A excelência na gestão do design pode fazer com seu produto pareça tecnicamente superior ao do seu concorrente (mesmo que sejam equivalentes), pode mostrar como a sua empresa desenvolve seu trabalho com profissionalismo, pode demonstrar a qualidade e a organização que estão por trás do negócio, pode lhe dar credibilidade e, principalmente, pode fazer o consumidor se apaixonar por sua marca!

Os elos entre design e marca não se limitam ao design gráfico, ao logotipo e ao signo. O design é responsável por estar presente em todos os componentes do valor da marca: promessa, missão, visão, posicionamento, expressão, notoriedade e qualidade. Como afirma Mozota (2011): “há design gráfico no nome e no símbolo da marca, design de produto no desempenho do produto, design de embalagem no ponto de promoção e design ambiental na loja”. Logos como Starbucks, Disney oferecem uma essência ou visão de marca. No mercado global, os símbolos visuais têm o maior potencial do que as palavras.

Para criar uma identidade de marca clara e inteligível para os consumidores, os atributos da marca e a maneira como são expressos devem estar intimamente ligados. Empresas que apresentam uma identidade de marca coesa, distintiva e relevante podem criar uma preferência no mercado, agregar valor a seus produtos e serviços e praticar preços diferenciado.

A diferenciação da marca por meio da administração do design como estratégia de marketing, sempre evidenciando  o posicionamento da marca,  seja pelo design gráfico, de produto, da embalagem, do interior de loja, elementos de cor, tipografia;  é fundamental para que o valor seja percebido e a marca passe a ser a queridinha no seu mercado.

A emoção da marca é gerenciada pela emoção do design, entender esse processo pode ser um elemento diferenciador da empresa. E sabe qual é?  Resultados positivos no gráfico de vendas e construção de valor de marca em longo prazo.

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Felicidade é uma palavra intrigante. Qual o real significado dela?

Para muitos ser feliz é ter dinheiro, bens materiais, fama, poder; para outros, saúde, amor, paz de espírito, prestígio, família, amigos e assim por diante. Concordo que todas essas qualidades tragam felicidade, porém e antes de tudo é preciso que esteja claro qual é o propósito da sua marca pessoal. Definir qual a razão de ser de sua marca e como quer fazer diferença no seu dia a dia é o principal motivo para uma marca entender qual o seu papel no mundo.

Para ser feliz é preciso ter um propósito, algo que  conduz a marca pessoal, é pensar mais além, de uma forma mais abrangente, é a motivação que alimenta um sonho, é a força que move a pessoa em relação à sua vida profissional e pessoal. A determinação do propósito é o ponto de partida, pois a determinação assume a vida e quando apoiada por um desejo ardente de transformar o objetivo, com certeza o resultado é alcançado.

Grande vontade de realizar e/ou alcançar alguma coisa; desígnio: este é meu propósito de vida.

 Dicionário online de  português.

A maioria das pessoas vivem numa corrida insana com suas responsabilidades, compromissos, metas profissionais, questões financeiras e esquece que a felicidade é resultado deste propósito.

É por isso que muitas pessoas são incapazes de conceber suas vidas sem o trabalho formal. Muita gente sonha com a aposentadoria para não ter mais que trabalhar e serem felizes, mas quando conquistam esse objetivo, não conseguem encontrar mais nada para fazer além de assistir televisão, pois nunca foram atrás do propósito da sua marca pessoal e no final ficam sem rumo. E aquela felicidade tão almejada não acontece. Por que será?

Um propósito de vida muito bem definido e planejado ajuda a encontrar ou concretizar a felicidade. Quando a marca pessoal sabe o que quer, fica mais fácil para definir a sua missão de vida, definir a sua visão no longo prazo e definir os valores governantes que irão conduzir qual o melhor caminho a seguir e assim atingir suas metas e objetivos e como consequência encontram a  felicidade.

 

ibAcredito que cada um de nós tenha uma missão especial tão singular quanto uma impressão digital e que a melhor maneira de ser bem-sucedido seja descobrir o que se ama e, então, encontrar uma  maneira de oferecer isso aos outros na forma de serviços, trabalhando árduo e também permitindo que a energia do  Universo seja um guia.”

(Winfrey, opud Rampersad, 2008:14)

 A questão é que, por falta de propósito, a maioria das pessoas não tem mais nada a fazer além de trabalhar e descansar no momento da folga desse trabalho. Toda a correria que cerca a vida da marca pessoal comum ocupa tanto espaço e faz tanto barulho que o indivíduo não consegue enxergar além do salário do final do mês.

Por essa busca insana de não saber o que quer, as pessoas se esquecem  de curtir a vida com suas belezas diárias. Quais seriam?

O resultado de um trabalho que faça diferença a você e as pessoas ao seu redor, a vontade em querer fazer sempre o melhor, dar mais valor as pequenas e grandes coisas, como por exemplo: sentir e ouvir o barulho da chuva, a caminhada no parque, um café com leite quentinho com um pão francês torradinho (hummm..que delícia), um papo gostoso com o amigo, o sorriso da sua filha, o pôr do sol, a lua e as estrelas, assistir uma peça de teatro ou um filme no cinema….e junto uma taça de vinho para brindar a cada momento e a cada emoção.

A felicidade é um reflexo das decisões tomadas pela marca pessoal. Se a marca pessoal sabe qual é a sua contribuição no mundo, a felicidade estará sempre junto, pois a vontade em querer realizar é algo que transcende a sua vida e com certeza a última coisa que vai querer é a aposentadoria.

 

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Você pode sonhar, criar, desenhar e construir o lugar mais maravilhoso do mundo…

Mas é necessário ter pessoas para transformar seu sonho em realidade…”

Walt Disney

1966_12_15_2Encantar. Essa é a palavra que todos os negócios deveriam adotar no seu posicionamento estratégico. O valor é resultado da experiência vivida pelo cliente no ato da compra de um produto ou serviço. O intuito é fazer com que um simples comprador se torne um cliente absolutamente fiel a ponto dele mesmo divulgar o seu negócio. A marca, nesse momento, é a peça principal para se vender algo, pois muito além de produtos ou serviços, o que compramos são marcas.

Encantar é a palavrinha mágica que motiva e fideliza o consumidor. E  não tenho um exemplo melhor do que a Marca Disney, que é sinônimo de encantamento, para melhor exemplificar o título deste artigo. Um lugar onde os sonhos de uma criança, de um adolescente, do homem, da mulher, de um casal jovem e de um casal da 3ª idade são realizados, pois os parques, os serviços, os shows, os brinquedos, a música, a pontualidade nas exibições, as princesas, os personagens,  o Mickey e a Minnie só tem uma missão: encantar! Com certeza é o mundo encantando, onde todos se divertem e querem voltar e fazem questão de divulgar a marca.

E o design? Qual a relação do design com essa palavra encantar? Minha resposta: Tudo. O design estratégico é importante, pois auxilia na diferenciação dos concorrentes. Por este motivo, a marca precisa estabelecer uma identidade visual com o seu publico-alvo. Através de um símbolo, de um logotipo, da tipografia ou das cores,  a marca transmite cultura, valores, princípios e política de uma corporação. A identidade de uma empresa, corretamente desenvolvida, com a devida  aplicação gráfica, traz benefícios significativos, tanto no âmbito interno (organizacional) como no externo, durante o processo de fixação da imagem no mercado, transparecendo a “personalidade” da empresa.

Outros elementos para a fixação da marca são importantes, como as cores, a iluminação, o layout, o site, as embalagens, os produtos e sua exposição criam efeitos psicológicos de credibilidade e preço, destacando o produto e estimulando, ou não, a permanência e o interesse do consumidor pela marca. Voltando ao mundo encantando, não há um parque sem que o design esteja presente, desde a criação dos personagens, ao desenvolvimento da marca, embalagens dos produtos, layouts dos parques e seus serviços. É possível sentir a Disney com todos os elementos do design mostrando o tempo todo o porque daquela marca para o mundo: Diversão garantida e encantamento!

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A principal função do design estratégico é criar uma política de design que tem a missão de tangibilizar o posicionamento estratégico da marca, ou seja, deixar claro a imagem que o negócio queira passar e mais, que seja entendido por todos os consumidores. Por este motivo, o gestor do negócio, quando possível, deve procurar um profissional capacitado para esta atividade, seja um designer de interior, gráfico ou de produto, para implantar uma estratégia ideal, e assim, encantar o seu consumidor.

Através de uma política de design, o gestor do design coordena a identidade de uma marca, sua aplicação nos papéis administrativos e institucionais, seus produtos e comunicações, ambientes e serviços, embalagens, sinalizações, websites, uniformes e frotas e ainda,  em qualquer elemento que a empresa desejar estabelecer uma comunicação para a realização de uma interface com o seu mercado-alvo. O consumidor de hoje sabe o que quer e está disposto a pagar mais pelos benefícios recebidos e transmitidos pela marca. O negócio é gerar emoção para gerar mais negócio”. O design estratégico é uma importante ferramenta para a busca desta emoção, pois apresenta o diferencial e gera resultados.

Walt Disney foi o idealizador deste mundo encantando e soube deixar a essência do seu negócio vivo até hoje e sempre, para todos usufruírem o que há de melhor numa marca: o seu DNA e o seu encantamento!!!!

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Nesta edição resolvi escrever sobre duas paixões Branding e Gestão do Design e qual a relação destes dois temas para a consolidação da promessa de valor de uma marca no mercado. Então começo por tentar responder a pergunta:

Qual é a relação do branding com gestão do design?

A excelência da gestão do design está em se apropriar do design para construir valor de marca e inovação competitiva para os negócios.

starbucks_iemanja1Os elos entre design e marca não se limitam ao design gráfico, ao logotipo e ao signo. O design penetra em todos os elementos do valor da marca: missão (razão de ser da empresa), promessa (ao iniciar um novo negócio, toda marca promete algo), posicionamento (qual a imagem que a empresa ou produto quer passar), expressão (identidade), notoriedade (como que ser lembrada) e qualidade. Há design gráfico no nome e no símbolo da marca (Cacau Show), design de produto no desempenho do produto (Brastemp), design de embalagem no ponto de promoção (Bauducco) e design ambiental no ambiente de loja (Natura). Logos como Starbucks, Apple, Nestlé, oferecem a essência ou visão de marca. No mercado global, as expressões dos símbolos visuais têm hoje uma significância que vai além do nome.

Construir um diferencial competitivo num cenário de concorrência globalizada tem sido o grande desafio do setor produtivo brasileiro e global. Uma das ferramentas que contribui fortemente para tanto é o design. Nos mercados globalizados ele funciona como critério de qualidade e de identidade. Os consumidores compram os produtos por suas características especiais, que atendam seus desejos individuais. A forma-design torna-se um estímulo para o comportamento.  A marca, a imagem da empresa, por exemplo, o alto nível de desenvolvimento, a inteligência dos produtos, o design diferenciado, a proteção ao meio ambiente, a transparência sobre a origem da matéria prima utilizada, a qualidade, a durabilidade, a relação custo e funcionalidade, os serviços adicionais oferecidos, tudo isto influência na decisão de compra de uma marca.

Marca e Marketing: Diferenciação competitiva por meio do design.

“A essência do marketing é,sem dúvida, a arte de construir grandes marcas.” Philip Kotler

O marketing tem como missão atender necessidades e desejos dos consumidores. O design trabalha para identificar essas necessidades ou modificar as percepções de valor dos consumidores. Os dois juntos constroem diferencial competitivo para a Marca.  Segundo Borja de Mozota (2011), primeira pesquisadora a escrever um livro sobre Gestão do Design, afirma: “Para oferecer produtos que atendam os desejos dos consumidores as empresas pesquisam as tendências e o estilo de vida, investem muito recursos na pesquisa de mercado e de marketing, no desenvolvimento de novos produtos, introduzem o controle de qualidade e a gestão do design. Para conseguir preços competitivos as empresas investem em automatização dos processos e em estruturas de administração mais eficientes, melhoram as estratégias de comunicação, se preocupam com o meio ambiente desenvolvendo ‘ciclos fechados’ de produção, considerando a vida inteira do produto, buscando desta forma o certificado de proteção e meio ambiente”.

rsz_naturaA Gestão do Design é responsável por criar e implantar uma cultura empresarial que afeta positivamente a imagem de uma marca, seja nos seus produtos e serviços oferecidos no mercado, tornando-se, por consequência, principal ferramenta para atender as necessidades dos consumidores. O design é uma atividade profissional que pode ser praticada em diferentes disciplinas, tais como: o design gráfico, design de produtos, design de interiores, design de embalagens e design para a WEB.

Mais que desenho, projeto, arte criativa ou qualidade estética, o design passou a ser considerada uma fonte de vantagem competitiva, por ser capaz de definir decisões de compra, seja pela emoção provocada ou pela materialização de valor percebido. As empresas que percebem a importância do design neste processo, atualmente, têm dedicado parte considerável de sua gestão de marca (branding) na identificação e atendimento de necessidades e aspirações não articuladas de seu público, que deixa de ser tratado como consumidor, para ser considerado um cliente.

A gestão do design, seja no âmbito da indústria, do comércio ou de serviços, é uma atividade relativamente nova. A nova economia, as transformações de mercado decorrentes desta e mudanças no comportamento do usuário têm sugerido, de forma mais clara, que o processo de criação e gestão da marca, partindo do planejamento, realização e comercialização de produtos industriais, assim como de oferta de produtos e serviços no ponto de venda, mereçam a atenção de um gestor com visão estratégica do Branding & Gestão do Design.

Construir uma marca é criar diferença na mente e no coração do seu público-alvo. Portanto, a gestão do design tem como missão coordenar uma política de design com o objetivo de comunicar valores e filosofia da empresa para o mercado. Coordenar os produtos e também suas comunicações, ambientes e serviços, através de marcas registradas, embalagens, interiores de lojas, sinalizações, papéis administrativos, websites na internet, uniformes, frotas e em qualquer elemento que a empresa estabelecer uma interface com o seu ambiente de atuação.

Os benefícios com a implantação de um programa de gestão do design numa empresa são de agregar valor, desenvolvendo marcas, produtos e serviços personalizados que atendam as necessidades do público-alvo e as empresas que perceberem que a promessa resulta no valor de sua marca e que o papel crucial do design é desempenhar a integração de experiências de produto e de marca, irá criar vantagem competitiva.

Agora fica a minha pergunta final ”Esses temas são ou não apaixonantes para os negócios?”.

 

Referências:

MOZOTA, Brigitte Borja de. Gestão do Design: usando o design para construir valor de marca e inovação corporativa. Editora: Bookman, 2011

AURIANI, Marcia e MALAGUTTI, Cyntia. Gestão do Design. Editora Belas Artes, 2008

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 “Uma estratégia que não fale explicitamente sobre os clientes e o ambiente competitivo certamente não conseguirá gerar e manter um nível adequado de conhecimento da concorrência e do cliente na empresa, principalmente quanto aos detalhes importantes, onde o verdadeiro trabalho é realizado.”

Theodore Levitt – Repensando a Gerência

As marcas procuram se identificar e se diferenciar das concorrentes e uma das estratégias encontradas pelo branding é nas causas sociais.

As origens destas novas práticas se relacionam a consumidores, que cada vez mais exigentes e informados, passam a demandar uma contribuição mais direta da empresa na sociedade, exigindo que assumam um papel de agente transformador. Como resposta a estas novas demandas, muitas empresas identificaram que a aproximação com as causas sociais pode impulsionar o fortalecimento da sua imagem e da marca de seus produtos.

Os consumidores ser preocupam  e valorizam as marcas que defendem essas ações, mas eles querem saber se a causa é legitima ou meramente uma estratégia de vendas. Quando a causa é algo que faz parte do DNA da marca, excelente. Porém, se é estratégia para vender mais, a imagem fica desgastada e pior, desacreditada.

Corroboro com Kotler que hoje, estamos testemunhando o surgimento do Marketing 3.0, ou seja, a era voltada para os valores. Em vez de tratar as pessoas simplesmente como consumidoras, os profissionais de marketing as tratam como seres humanos plenos: com mente, coração e espírito. Isso significa que cada vez mais os consumidores estão em busca de soluções para satisfazer seu anseio de transformar o mundo globalizado num mundo melhor.  Conforme aponta Kotler no seu livro Markentig 3.0, em um mundo confuso, os consumidores buscam empresas que abordem suas mais profundas necessidades de justiça social, econômica e ambiental em sua missão, visão e valores. Buscam não apenas satisfação funcional e emocional, mas também satisfação espiritual, nos produtos e serviços que escolhem para levar a sua casa.

É importante que as empresas estejam atentas para a forma com que apresentam ao mercado o trabalho desempenhado no campo social, integrando a ação social à cultura e aos processos de gestão da marca, para que não corra o risco de ser vista ou interpretada erroneamente, causando a imagem negativa da mesma perante o seu público.

Esse processo de transferência de imagem envolvendo empresa e causa social é possível quando a marca acredita nesta ação e a reconhece como sendo uma ação transformadora para o seu campo de atuação e principalmente se está agindo de maneira ética e socialmente responsável. Para que isto ocorra, a empresa deve privilegiar o desenvolvimento de relacionamentos duradouros entre todos os seus públicos internos e externos, ao mesmo tempo em que evidencia suas ações, através da mensuração do impacto que isso pode causar junto à sociedade.

As atitudes e ações das pessoas estão relacionadas também à percepção que o individuo possui sobre a efetividade das ações sociais desenvolvidas e principalmente como são comunicadas no âmbito interno e externo. É importante ressaltar que a ação social não tem objetivo econômico, está relacionado ao bem estar social, e para alcançá-lo usa os recursos da empresa.  A escolha da ação social apoiada pela empresa deve ser percebida como relevante, ou seja, deve ter relevância na mudança social e consistência com a missão e valores da marca, caracterizando uma ação de branding social.

Um programa bem desenvolvido, com visão de longo prazo, pode produzir vários benefícios: melhorar o bem-estar social; criar posicionamento de marca diferenciado; criar fortes laços com o consumidor; aprimorar a imagem pública entre as autoridades públicas e outros tomadores de decisões; melhorar o clima interno; animar os funcionários, e como consequência impulsionar as vendas.

Para ter sucesso é importante desenvolver uma iniciativa de branding relacionada a uma causa, existente ou não, como por exemplo, “câncer de mama” e o mesmo integrar filantropia, relações com a comunidade, marketing e recursos humanos e assim contribuir por um mundo melhor à sociedade. As marcas tem essa responsabilidade e precisam compartilhar por esse movimento.

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O lançamento de uma marca deve iniciar com o propósito, ou seja, com a razão de ser do negócio e assim ter uma identidade clara do posicionamento estratégico com o objetivo de uma construção de marca com significado. E foi isso que aconteceu com 160 metros da Rua Anhavandava, que fica entre as ruas Martins Fontes e Martinho Prado no Centro de São Paulo, resultado da emoção e paixão ardente de um jovem empreendedor visionário.

 Um sonho, uma realidade de Walter Mancini

 Era uma vez uma rua, mas não uma rua qualquer, uma rua no centro da cidade de São Paulo, que estava destinada a ser completamente modificada pelo propósito de uma marca pessoal visionária: Walter Mancini.

No dia 10 de maio de 1980, um jovem empreendedor adquiriu a Pizzaria Zi Tereza e abriu seu primeiro estabelecimento, a Cantina Famiglia Mancini. Mesmo com todas as dificuldades para bancar toda a estrutura, da decoração aos funcionários, Walter não deixou de acreditar no sonho e, com a ajuda de amigos, decorou o ambiente com salames feitos de gesso embrulhados em papel e garrafas de vinho que continham, na verdade, água e groselha. Trouxera os quadros que enfeitavam sua casa para enfeitar o salão, enquanto uma vitrola entoava um vinil em um canto. Ali, num ambiente inspirado nas cantinas do Brás e no Mercado Municipal de São Paulo, Walter decidiu pelo bem estar de seus clientes em primeiro lugar, como se estivessem visitando sua casa, sendo bem recebidos e servidos com boa comida e boa música em um ambiente familiar.

Sempre com iniciativa, definiu algumas das características visionárias que marcam sua trajetória e tornam seu nome tão reconhecido hoje em dia. Para começar, introduziu a balança junto aos antepastos para que os clientes pudessem saber o quanto gastariam. Esta idéia agradou ao público e desagradou a concorrência, mas deu tão certo que hoje é referência para outros estabelecimentos. Outras estratégias foram nas condições de pagamento, como parcelar a refeição em 3 vezes sem juros no cartão de crédito e, ainda, a distribuição de postais gratuitos da Cantina, que os fregueses podem enviar para amigos do mundo todo.

Tão logo tudo começou a prosperar, um novo desafio motivou seu caminho e uma decisão rápida era necessária. Qual seria o limite de sua magia empreendedora?

 “Correr atrás dos sonhos antes de resultados.”  Walter Mancini

 20 anos depois de criado e estabelecido a Cantina Famiglia Mancini, Walter descobriu uma nova oportunidade. O estabelecimento situado à frente da cantina estava sendo vendido. Ele resolveu assumir uma grande divida financeira, comprar o local e assim eliminar a concorrência. Neste momento nascia o seu segundo empreendimento na Rua Avanhandava, o Ristorante Walter Mancini dedicado à alta gastronomia e a boa música. Trouxe para o local a música ao vivo de diferentes gêneros e expandiu a experiência gastronômica a níveis mais sinestésicos.

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Em   seguida vieram a Pizzaria Mancini, o piano Bar Camarim 37, a Choperia Central   22, a loja e galeria de arte Calligraphia e a casa especializada em frutos do   mar, Madrepérola. Todos os ambientes com design de interiores próprio,   encantador e apaixonante, que envolve e convida todos a passarem por uma   experiencia única em cada espaço. Mas a visão empreendedora de Walter   continuava enxergando algo que ia além daqueles pontos comerciais.

 

Um pedacinho de Europa no Brasil

Em 2007 nasce a primeira rua revitalizada do centro de São Paulo. Inspirada nas cidades europeias, a reforma trouxe nova vida ao centro de São Paulo, prestigiando a história da rua e da cidade. O empresário Walter Mancini investiu mais de 2 milhões e meio de reais para restaurar o espaço público. Todo o projeto que, entre outras coisas, incluiu a restauração da via, criação de pontos de acessibilidade para deficientes, modificação da parte elétrica e até mesmo a instalação de duas fontes foram realizadas com o objetivo de transformar “AQUELE PEDAÇO DA AVANHANDAVA” em uma vila inspirada nas vilas italianas.  O projeto de revitalização é destaque por causa do conceito Traffic Calming, uma rua calma, aconchegante, priorizando os pedestres naquele espaço. O número de pessoas que circulam pela rua é de aproximadamente 100.000 por dia. Já o público que visita qualquer um dos estabelecimentos, vai disposto a enfrentar filas que chegam a 2 horas de espera por uma mesa. 50 mil pessoas visitam o complexo por mês, sendo que mais de 60% são turistas. Com o projeto de revitalização, muitas mídias espontâneas sobre o local e houve um aumento no movimento em 30%, conforme entrevista no Walter Mancini para o Notícias Terra.

Avanhandava 2

A motivação, a iniciativa e o pensamento empreendedor de Walter Mancini o levaram a construir, em menos de 25 anos, um complexo gastronômico que passou a ocupar “aquele pedaço, aquela quadra especial de rua.” Atualmente, o conjunto de estabelecimentos do Grupo Mancini e a Rua Avanhandava, juntos, são sinônimos de turismo gastronômico e entretenimento na cidade de São Paulo, referência no Brasil e no mundo afora.

A diversidade oferecida pelos estabelecimentos ajuda a esclarecer o significado da Marca Rua Avanhandava, como afirma o próprio Walter Mancini: “Espero que você encontre aqui mais do que uma rua no coração da cidade de São Paulo. Desejo que aqui você encontre um lugar para ser feliz”.

A marca Rua Avanhandava significa exatamente isso, um lugar encantador que nasceu de uma mente visionária e apaixonada por seu negócio oferecendo um ambiente maravilhoso para estar com a família, curtir os restaurantes, a galeria e a rua com muita magia, luz, arte, fartura e principalmente um local de pessoas felizes. Rua Avanhandava é excelência em gestão de marca!!!

Referências:

http://www.famigliamancini.com.br/  Grupo Mancini. Acesso 09/03/2013 – 22:55pm

www.youtube.com/watch?v=miux6x5GTQQ. Santander. Acesso 09/03/2013 – 23:10pm

http://italianadas.blogspot.com.br/2009/01/  Famiglia-mancini-na-rua-avanhandava.html – Acesso 10 – 23:00pm

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Não consigo compreender como muitas empresas não entenderam ainda que os COLABORADORES são a peça central para o sucesso ou não da marca organizacional no mercado. Na empresa todos são importantes, do CEO a faxineira, todos têm a sua parcela de responsabilidade na gestão da MARCA.

As instituições precisam entender que para serem bem-sucedidas elas devem cultivar um BOM RELACIONAMENTO da marca com seus COLABORADORES. Isso é tão importante quanto manter o bom relacionamento da marca com seus clientes. O público interno é o primeiro cliente de cada empresa e com certeza é muito importante. Portanto, torna-se fundamental atender, ao menos, suas expectativas mais básicas. Desenvolver talentos, por exemplo, motiva o dia a dia dos funcionários e como consequência aumenta seu envolvimento com a marca organizacional.

A marca deve refletir a cultura da organização e sua realidade. O princípio de tudo é o propósito da marca, a partir da definição clara de sua identidade e da imagem que deseja passar ao mercado. Uma imagem de marca forte começa com a excelência do trabalho realizado diariamente por todos os colaboradores e para isso eles precisam estar comprometidos com o propósito. O Endobranding é uma forma de ajudar a empresa na concretização deste objetivo. É a tarefa, a arte de difundir aos funcionários a visão, missão, valores, metas e posicionamento da empresa. É manter a equipe trabalhando em sintonia e entendendo perfeitamente os diferenciais da marca.

A marca reflete a história da organização e cabe aos dirigentes e gestores darem o exemplo quando passam adiante essa mensagem, através de atitude e postura adequadas.

O propósito da marca organizacional tem que ser a mesma, tanto do CEO quanto dos colaboradores. Todos precisam estar comprometidos com a missão, cultura e valores da marca. Se o objetivo do Endobranding é contaminar os colaboradores da empresa com a marca que eles representam, torna-se essencial ajudá-los compreender a filosofia organizacional em cada ponto chave do relacionamento com os clientes, com o mercado, suas principais referências na gestão de excelência da marca.

A missão é a razão de ser da marca organizacional. Deve ser a paixão e o compromisso de todos da empresa na busca pela excelência e na entrega daquilo que foi prometido desde o primeiro dia de sua existência. Ela deve ser o guia das equipes, deve impulsionar a marca para o futuro, com o objetivo de atingir a visão estratégica e assim defender a sua reputação. O treinamento deve ser uma constante na empresa, para que o DNA da marca organizacional seja sempre presente, reforçado e nunca esquecido pelos clientes internos e os externos.

É importante ressaltar que não só o departamento de marketing é responsável pelo esforço de branding na organização. Se assim fosse, tudo estaria restrito a um departamento. A campanha de propaganda isolada não se trata da marca, mas sim da cultura diária da empresa. O Branding, gestão da marca, leva ao entendimento que todos os funcionários devem cumprir diariamente o que a marca promete ao cliente. Quando as providências não são tomadas para acomodar a cultura interna da organização, o esforço de branding pode fracassar e, o pior geralmente fracassa. A meta deve ser integrar as estratégias de marketing e de branding com a estratégia empresarial e envolver a todos com a essência da marca, criar um ambiente onde todos vivem e respiram a marca.

Deixar de engajar os funcionários na construção de uma marca pode representar a perda da maior oportunidade em branding nos dias atuais. Quando os colaboradores entendem sua importância no processo para concretizarem os objetivos estabelecidos para a marca, tornam-se um exército e estarão sempre defendendo a marca com paixão e respeito.

Para finalizar, é importante lembrar e destacar que tudo o que é feito nas empresas é feito por pessoas e para pessoas.  As pessoas fazem a diferença e sem elas não há branding.

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