Brand stealing em campo: a Pepsi e o roubo do símbolo mais poderoso da Coca-Cola

Em campanha para o Super Bowl 2026, Pepsi utiliza o famoso urso polar da Coca Cola como protagonista de filme e ganha atenção do público.

Nessa última semana algumas campanhas de marcas chamaram a atenção do público, mas sem dúvidas, o que mais monopolizou atenções foi o filme da marca de refrigerantes, Pepsi, no qual a empresa roubou o famoso Urso Polar, símbolo tradicional da Coca Cola, para protagonizar a campanha.

No vídeo (que pode ser assistido clicando aqui), o mascote é colocado em um teste cego dos dois refrigerantes e acaba preferindo Pepsi. A partir desse momento, o animal se mostra “perdido”, entrando em terapia e no que podemos chamar de “crise existencial”. Ao ver pessoas felizes, vivendo momentos com o produto, o Urso aceita seu “novo destino” e ainda vive a famosa cena de traição em público.

Além da ótima ideia de roubar um dos principais símbolos emocionais de sua principal rival, a marca ainda foi contra o mercado e fez o urso sem o uso de Inteligência Artificial, ganhando elogios dos telespectadores.

As marcas que permanecerão, serão as marcas que tomarão decisões como a da Pepsi nessa campanha, entendendo que o sentimental pode ser unificado com o racional e que o valor do trabalho humano é fundamental.

O uso de IA tem sido amplamente elogiado e até mesmo, endeusado, mas que custo estamos pagando com o uso desenfreado dessa ferramenta? Marcas generalizadas, postagens iguais, campanhas similares, logos com poucas diferenças, mas acima de tudo, estamos esquecendo que somos movidos pela emoção, senso de comunidade e por profissionais competentes. Marcas pessoais tem sido desvalorizadas, o trabalho humano tem sido deixado de lado e o mais essencial para a conexão com o público, a emoção, tem sido esquecida.

Nesse chute certeiro, a Pepsi deu uma aula de Branding para a Coca Cola, através daquilo que a rival sempre vendeu: uma campanha emocional que sabe exatamente onde tocar as pessoas.