Branding e Diversidade

Em momentos de construção e posicionamento, muito se discute e se preza por criatividade para conseguir criar algo inovador e único. Algo que consiga passar a verdade do negócio construído por pessoas reais, com sonhos, vontades e essências diversas. Busca-se algo que se destaque no mar de marcas, que seja diferente e que consiga atingir e fidelizar o público desejado.

Entretanto, quando se aborda sobre diversidade, muitos relacionam somente à importância para vendas, imagem no mercado ou ao cumprimento de cotas exigidas para que a marca seja socialmente responsável. Algo que consiga atender os desejos do público, que demanda essas mudanças nas marcas como um todo.

Diversidade e construção de marca não são temas que são vistos juntos, pelo menos não com tanta frequência. Não se fala sobre como a diversidade deveria ser um valor intrínseco de toda e qualquer marca, transmitido por meio de diferentes histórias, perspectivas, culturas e pluralidade de pensamento, construir uma marca forte e rica.

Já é comprovado que um ambiente diverso resulta em um ambiente mais inovador e criativo. Christine Wright, uma das cem principais líderes com maior impacto na gestão de pessoas, reforça essa afirmação, dizendo que isso ocorre, pois, as diferentes experiências ali divididas podem mudar a forma com que se percebe e se resolve as situações expostas.

Um estudo feito pela revista Forbes, apresenta que a diversidade é um dos principais fatores de criação de um ambiente inovador. Seguindo essa linha, o estudo demonstra também que um ambiente diverso e inclusivo é essencial para que os melhores talentos do mercado sejam atraídos. Já dados da Cloverpop, mostram que, quanto mais diverso, também melhor é o nível de tomada de decisão do time, ideia suportada por James Surowiecki’s no livro, “The Wisdom of Crowds”.

Faculdades como Stanford e Harvard também já apresentaram estudos de como um ambiente plural consegue abrir o pensamento e que os resultados gerados são mais sólidos e fortes. Esses são alguns dos muitos exemplos de como a diversidade já deveria ser algo inerente a qualquer pessoa e qualquer marca, de forma a perceber o desenvolvimento pessoal e profissional. A pluralidade traz melhoria, crescimento, conexões e evolução em qualquer área analisada. Um ambiente plural consegue resultar em algo novo, único e inovador. Ela engrandece as pessoas, abrindo seus pensamentos para outras realidades e possibilidades, criando marcas pessoais fortes e, consequentemente, a marca que resultará dessas pessoas pode ser valiosa.

Mas o que acontece quando esse discurso é raso e falho? O que fazer quando se percebe que apenas contratar com pessoas diversas não é a solução?

Nesse cenário, deve-se tratar sobre a sigla DE&I (Diversidade, Equidade e Inclusão). Com esses três pilares, conseguimos ter uma luz um pouco mais clara nesse trajeto da diversidade. Não adianta se ter um ambiente diverso se a pluralidade não é ouvida, se os preconceitos continuam sendo reproduzidos. Deve existir um espaço acessível e inclusivo para todos, criando um ambiente de conforto, onde todos se sintam livres de dividirem sua essência. Apenas contratar, sem entender dores e diferenças pode até cumprir a cota de diversidade, mas não de equidade e justiça.

Um ambiente plural não deve existir somente para que a marca seja aceita e respeitada pelo público. Não deve ser por vendas ou publicidade. Mas sim porque isso faz com que as pessoas que constroem a marca, no caso, que constituem a marca, consigam construi-la com base em valores que transformam e abrem o pensamento. Deve ser plural, pois com pessoas com diferentes histórias e origens pode-se criar uma marca única, forte e, principalmente, verdadeira.

Nas referências ficam algumas dicas de conteúdos enriquecedores sobre o tema, incluindo alguns vídeos curtos e simples que podem resultar em grandes reflexões.

Fontes: