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Imagine a seguinte situação: você tem um bom produto e precisa crescer. Mas você não tem uma estratégia forte para redes sociais. E o público está encontrando os seus concorrentes, mas não a sua marca. Isso é um pesadelo para qualquer empresário. Essa realidade é muito comum.

A boa notícia é que isso é algo que dá para ser resolvido em um curto período de tempo se você tiver os parceiros corretos.

De pronto há duas opções: terceirizar ou contratar internamente. Na primeira delas, se pode economizar tempo e não há a dor de cabeça de negociar, revisar, treinar o especialista e acompanhar os conteúdos.

Já a segunda opção, contratar internamente, leva a mais gastos mas pode ser vantajosa a longo prazo.

Foi isso que a startup Company Hero, plataforma de soluções digitais, percebeu e busca agora solucionar com seu mais recente produto: pacote de posts para redes sociais.

Simplificar e derrubar barreiras burocráticas de processos já é algo caro à Hero. Desde 2018, a startup já ajudou mais de 5 mil empresas a migrar do físico para o digital com suas soluções: abertura de empresas, endereço fiscal e comercial e soluções em legalização de empresas e registro de marcas.

Agora também ajuda seus clientes com marketing digital. O objetivo da Hero é facilitar a experiência complicada que qualquer empreendedor(a) tem na busca por ter posts de qualidade sendo criados para sua marca.

A importância de postar conteúdo relevante e fortalecer sua marca.

As redes sociais abriram muitas portas e oportunidades para as marcas de todos os tamanhos e perfis. Ter uma presença consolidada nas redes sociais não é mais uma exclusividade dos grandes nomes do mercado.

O ponto principal é a descoberta de que seu mercado (clientes em potencial e concorrentes) muito provavelmente já está lá. Plataformas como Facebook, Instagram e LinkedIn (e outras) transformaram e continuam transformando a forma como todos nós nos comunicamos.

As pessoas passam horas lendo seus feeds de notícias em diferentes momentos do dia e mais do que nunca é decisivo para as marcas agregar valor nesse momento.

Estudos já mostraram que pelo menos 38% dos consumidores avaliam a presença digital de uma marca dentro do seu processo de compra (fonte: Sprout Social).

“Nós somos impactados todos os dias por marcas nas redes sociais sem nem percebermos. É difícil pensar, hoje, num cliente digital que não faça uma mínima pesquisa sobre seu negócio por lá.” nos contou Lana Nascimento, Líder de Produto da Company Hero.

Mas esses mesmos fatos também nos levam a outro ponto: as pessoas surfam por seus feeds em busca de valor e não para receber ofertas diretas.

Publicações personalizadas e com uma identidade visual agradável e profissional é fundamental para você se destacar, gerar credibilidade e claro, vender mais! Além disso, o conteúdo é muito importante e é ele que vai prender o seu público e aumentar as chances dele consumir o que você publica com muito mais frequência.

Existem várias formas de produzir conteúdos interessantes:

1. Dicas
2. Top 5 diferenciais do seu produto
3. Depoimento dos seus clientes
4. Bastidores da sua marca
5. Tendências do mercado que você atua
6. Notícias relevantes

Por que postar:
  • Sua audiência e seus concorrentes já estão lá, assim como uma grande oportunidade de ser conhecido por novos públicos
  • Entregar valor de forma gratuita e fidelizar cada vez mais sua audiência
O que postar:
  • Conteúdo diversificado (educativo, de engajamento ou sobre sua marca) e personalizado
  • Arte, texto e hashtags (posts com arte podem gerar até 190% a mais de engajamento do que apenas texto)

Postar diferentes tipos de conteúdo para o seu público fortalece a sua marca

Outro ponto que a Company Hero descobriu com pesquisas sobre esse mercado é que, para ter uma estratégia consistente nessas plataformas, é preciso publicar toda semana, no mínimo.

“Para você ter uma ideia, apenas considerando o algoritmo Edgerank, do Facebook, a cada 100 seguidores seus, 20 são impactados. Se você não possui uma frequência alta de postagens, e postagens que sejam de qualidade e gerem impacto e engajamento nos seus visitantes virtuais, você ficará para trás. Nem sempre é fácil para as pequenas e médias empresas, com operações pequenas e times enxutos, realizar toda a criação, planejamento e execução dessa estratégia.”, explicou Lana.

A Company Hero aposta numa estratégia de marketing nas redes sociais que consiste em conteúdo educativo, de engajamento e de publicidade.

Todos seus pacotes de posts são criados com base na estratégia para diversificar ao máximo o conteúdo publicado em qualquer página nas redes sociais. Dessa forma, a audiência não recebe apenas posts sobre produtos e serviços, com intenção de venda, mas recebe informações e dicas úteis que agregam valor ao seu dia a dia e estimula comentários, likes e compartilhamentos.

Toda a operação é feita em conjunto com uma rede de mais de 100 parceiros especialistas em marketing digital.

“O objetivo é que o cliente tenha uma experiência cômoda, apenas tendo que aprovar e ou reprovar postagens, ou com publicar ele mesmo, se essa for a opção que ele ou ela escolher.”, explicou Lana.

Ou seja, a própria plataforma se responsabiliza por treinar os especialistas, revisar os posts internamente e simplificar os processos antes da entrega dos posts prontos.

O ponto chave aqui é acessibilidade. Para começar é só entrar no site e escolher o seu pacote. No mesmo dia o processo já começa e você é informado sobre as principais etapas da produção. Essa dinâmica é versátil e beneficia muito pequenos e médios empresários, para os quais o tempo realmente vale ouro.

Como a Company Hero cria posts personalizados para qualquer marca

A Company Hero já ajudou a poupar mais de 537 mil horas e R$125 milhões dos seus clientes no processo de abertura de novos negócios e suas soluções de legalização.

Agora a ideia é ajudar a fazer o mesmo com marketing digital. O processo desenvolvido visa se destacar pela estratégia de postagem própria, também utilizada pela empresa e agora disponibilizada para seus mais de 5 mil clientes.

Você já pensou que ter as redes sociais povoada com postagens de qualidade pode ser mais fácil do que você imagina.

Acesse aqui se tiver interesse em conhecer mais e receber posts personalizados para sua marca criados pela Company Hero!


Frederico Foini: Especialista de marketing e empreendedor, apaixonado por tecnologia e por novas estratégias de crescimento de negócios e marcas. Atua na Company Hero e
compartilha sua obsessão pela felicidade do cliente, focado na missão de apoiar o
sucesso de pequenas e médias empresas.

 

Foi com a pandemia da Covid-19 que muitas empresas foram, podemos dizer, forçadas a ser adaptar à tão discutida transformação digital.

Mesmo quem não era tão a favor do trabalho remoto, da educação à distância, entre outros, utilizou a tecnologia para seguir com as atividades.

Não é de hoje que toda essa oferta digital esteve disponível no mercado para as marcas, mas com certeza muitos segmentos passaram por uma digitalização sem volta.

E o mercado de pesquisa não foge à regra, cada vez mais impulsionado por inteligência artificial, disrupção e automação. A pesquisa tradicional, como conhecida, é extremamente complexa e muitas vezes lenta. E o desafio de tornar a pesquisa mais fácil e rápida para o cliente, para que todos aqueles interessados no processo de inovação possam facilmente acessar atividades e resultados, também é um oceano a ser explorado.

A multinacional Toluna, líder em insights sobre consumidores e inteligência que atende marcas como Danone, Procter, Globo, Colgate e Ambev, é uma dessas navegantes do mar da pesquisa de mercado que usam a tecnologia como forte aliada.

Marcas, tecnologia e pesquisa de mercado na prática

“Hoje em dia, a mudança é a última constante, portanto, é mais crucial do que nunca que as empresas avaliem regularmente as percepções, sentimentos e preferências de consumidores a fim de se basear em decisões comerciais e em dados reais para alcançar o máximo de sucesso. As empresas devem ser capazes de entender como aproveitar essas valiosas informações para prever o que os consumidores vão querer e precisar agora e no futuro’’, analisa Luca Bon, gerente LATAM da companhia.

Uma das tendências de mercado é a customização cada vez maior das entregas. E quando se trata de pesquisa, envolvendo um grande volume de dados e uma realidade que exige cada vez mais velocidade e assertividade por parte das marcas, ferramentas que possam auxiliar neste desafio é um trunfo poderoso para os profissionais.

Toluna Start é uma plataforma, resultado de duas décadas de inovação tecnológica e metodologia premiada, que tem a capacidade de flexibilizar a composição das amostras e insights acessíveis em dashboards, de forma que os usuários sejam capazes de customizar os insights em cada parte do processo de coleta de dados.

Focada em machine learning e inteligência artificial, a ferramenta integra o painel Toluna de mais de 30 milhões de membros globais, servindo a seus clientes com um profundo entendimento dos consumidores, além de insights sobre o que pensam, sentem e fazem.

“Os CEOs não terão mais o luxo de esperar meses para tomar uma decisão, mas terão de agir em dias, senão em horas. E o acesso regular às informações em tempo real permitirá que os líderes operem em um novo ritmo. Agilidade é a qualidade chave que pode oferecer as organizações uma linha de vida e suporte a negócios já estáveis’’, acrescenta o executivo, reforçando a agilidade para que as marcas consigam se manter sempre competitivas no mercado.

Alguns insights da Toluna para a sua marca

  • Sintonia com a metodologia agile, otimizando fluxos de trabalho e melhorando a produtividade de projetos com foco nos quatro pilares: indivíduos e interações acima de processos e ferramentas, software funcionando acima de documentação abrangente, colaboração com o consumidor/cliente acima de negociação de contratos e respostas às transformações/mudanças, mais do que seguir um plano.
  • Conexão de informações diferentes aplicados em projetos a serem realizados em maior frequência.
  • Atualização constante do consumidor e do mercado, permitindo a detecção de novas tendências e comportamentos do mercado.
  • Monitoramento de sentimentos e necessidades num cenário que exige marcas mais humanas e empáticas.
  • Pesquisa veloz e automatizada, já que tempo e espaço podem ser encurtados e facilitados pela tecnologia.
  • Resultados de trackings que não estejam baseados apenas no ROI de campanhas passadas, mas que antecipem a força e a fraqueza de futuras gerações para que seu produto esteja alinhado com todas as demandas dos exigentes consumidores atuais, permitindo uma visão 360º.

Que todos fomos afetados pela pandemia, não é novidade, mas junto à Covid-19, vivenciamos uma enorme ‘infodemia’: uma pandemia de desinformação que tomou conta daquilo que vivenciamos, assistimos, e lemos. E isso vem fantasiado de notícia. O excesso de informações gera confusão, permite que as fake news ganhem espaço e dificulta a consistência de uma comunicação integrada e estratégica.

E quando temos uma ‘infodemia’ que acaba se alastrando mais rápido do que o próprio vírus? E o que nós, comunicadores, podemos fazer para combater este mal? O mais importante de tudo é comunicar com verdade e legitimidade. Ou seja, mesmo que você esteja falando a verdade, se não acreditar naquilo, seu interlocutor não vai acreditar e a sua marca vai perder credibilidade. Além disso, listo abaixo os dez pilares de uma comunicação eficiente que funcionam perfeitamente em tempos de incertezas, como o que estamos vivendo. São eles:

  1. Tom de voz: é preciso unidade para haver engajamento! Não posso falar com meus clientes de um jeito diferente daquele que trato com a imprensa; não posso tratar meus acionistas com teor diferente daquele que utilizo com meus colaboradores. A unidade na comunicação e o tom de voz alinhado é parte fundamental do sucesso e do engajamento.
  2. Branding e identidade de marca: se minha identidade, minha apresentação visual e meu conteúdo não forem consistentes, dificilmente terei engajamento. O respeito ao DNA da sua marca é fundamental na hora de comunicar.
  3. Inovação não precisa ser pirotecnia: é natural que, ao falarmos de inovação – seja na comunicação ou em qualquer outro âmbito corporativo -, nos lembremos imediatamente do Vale do Silício e das gigantes da tecnologia. Mas inovação não é necessariamente pirotecnia. Mais do que isso, é ter novas ideias que tragam impacto positivo na vida do seu stakeholder. Um exemplo bastante simples é inovar nos canais: se sua audiência (sejam clientes, colaboradores, parceiros, acionistas ou sociedade) não gosta de ler, o que você está esperando para começar a produzir podcasts?
  4. Antecipe necessidades: para isso, comunique-se! Pergunte, pesquise, converse, ouça, analise cases, estude dados. A máxima de que ‘o marketing não questiona necessidades, ele as cria’ é incrível! Eu vou além: se o marketing cria necessidades e se a inovação as provoca, a comunicação deve antecipá-las e solucioná-las. Ao lançar uma nova plataforma para o segmento financeiro com algum nível de complexidade, em vez de esperar que o cliente traga dúvidas, é mais eficaz desenvolver os manuais e tutoriais mais completos que ele já viu.
  5. Encontre seus embaixadores: você provavelmente conhece alguém que ama o iPhone e defende a Apple com unhas e dentes. Você, com certeza, já ouviu alguém elogiando a experiência que teve com a Nespresso. Ah, se você falar mal da Heineken para aquele seu amigo, ele vai entrar em uma briga contigo em defesa da cerveja. Sim, os brand lovers são uma ferramenta muito poderosa. E não precisamos ir para o segmento de consumo e varejo, não. Seus colaboradores, clientes e parceiros, se tiverem uma ótima experiência com seus produtos e serviços, somada a uma comunicação eficiente, clara, facilitadora e integrada, certamente serão os embaixadores da sua empresa.
  6. Dados não são mais o novo petróleo: porque hoje os dados são absolutamente tudo! E são eles que vão direcionar a sua estratégia, ser fonte para as suas análises, ser insumos para suas correções de rota. Avalie quais os dados mais estratégicos para o seu negócio e conte com profissionais e parceiros para minerá-los. E aqui, não posso deixar de dizer: olhe com muita atenção para a LGPD. A Lei Geral de Proteção de Dados é sua aliada e não sua inimiga.
  7. Teste o novo e o diferente: nunca é demais testar opções, pilotar, experimentar, implementar novidades. Para isso, uma dica importante é: construa em conjunto, crie com pessoas diferentes, busque a diversidade e a heterogeneidade. As diferenças trazem riqueza e novas visões. Mais gente diferente criando e comunicando, significa que mais gente diferente também entenderá melhor sua mensagem.
  8. Esteja atento às novidades: Pix, Open Banking, LGPD, marketing digital, estratégias de relacionamento, assistentes virtuais, ‘novo normal’. Não deixe as novidades te ultrapassarem, esteja atento e antenado. Todo bom comunicador e marketeiro deve reservar parte do seu dia para estudar. Lifelong learning não deve ser apenas um termo moderno que você cita em uma palestra ou outra.
  9. Você não precisa de tudo ao mesmo tempo: não é porque a empresa tal está no Instagram, no Facebook e na Globo que você precisa estar. Se sua marca não tem fit cultural com o Tik Tok, qual a necessidade de estar lá apenas ‘por estar’? Foco é o rei do processo estratégico.
  10. E o mais importante: as pessoas: o foco da comunicação deve ser sempre o ser humano! Uma comunicação humanizada, feita por e para pessoas. Uma máxima que sempre persigo com meus times é: digitalizar sem desumanizar.

Cristiano Caporici é diretor de Comunicação e Marketing da Tecnobank

 

 

 

Imagem: @jasonrosewell

Para entender como o LinkedIn pode ajudar a marca pessoal de um profissional, analisei as estratégias de Personal Branding dos brasileiros eleitos Top Voices LinkedIn em 2019 em estudo feito para monografia de conclusão do MBA de Marketing da USP/Esalq.

Nesse processo, foram realizadas entrevistas com quinze dos vinte e cinco nomeados. Além disso, o estudo contou com análise do perfil na rede social dessas pessoas e todas as informações colhidas foram divididas em três pilares principais, são eles: identidade, imagem e valor de marca. 

Para já dar um spoiler do que vem por aí, um ponto foi comprovado: estar ativo no LinkedIn é extremamente positivo para um profissional, mas só isso não necessariamente será suficiente para você atingir seus objetivos.

SUA MARCA PESSOAL JÁ EXISTE

Independente do que já faz conscientemente ou não, sua marca pessoal já existe, sabe por quê? Em todos os meios que você está presente, as pessoas já possuem uma percepção de quem é você, do que deseja, da confiança que sentem, se você é uma referência ou não e em qual assunto.

Por isso, segundo Arthur Bender, Personal Branding é a gestão da sua marca pessoal, ou seja, é você construir, de forma estratégica como quer ser reconhecido. Sem essa estratégia estruturada por trás, você pode estar passando uma mensagem que não está alinhada aos seus objetivos. 

No estudo ficou evidente que os Top Voices que têm maior clareza dos seus objetivos, ainda que não tenham uma estratégia estruturada por trás, conseguiram aproveitar muito mais as oportunidades que o título trouxe. O motivo é justamente o fato de conseguirem transmitir para a audiência deles, com mais consistência, o que almejam na vida profissional.

Dessa forma, fica clara a importância de trabalhar as estratégias para ter uma marca pessoal a seu favor e que impulsione a conquistas dos seus objetivos. Contudo é preciso conhecer a base da estratégia, pois é isso que impulsionará suas conquistas e te ajudará a atrair oportunidades relevantes para você.

A BASE DE UMA BOA ESTRATÉGIA

Para realizar o estudo e compreender as estratégias de marca pessoal, foram colhidas informações que compõem os três pilares principais, extraídos e agrupados a partir do livro Personal branding: Construindo sua marca pessoal, de Arthur Bender.

1. Identidade de Marca: saiba quem você é e o que você quer

Esse é o primeiro pilar e considero como o mais importante. Formado pelo autoconhecimento, clareza dos objetivos e propósito de um profissional, esses elementos compõem o DNA da marca. 

Durante o estudo ficou evidente o quanto ter esse pilar fortalecido pode impactar os demais. Conhecer o que em você constitui esses elementos torna sua estratégia muito mais consistente e assertiva, principalmente porque as suas escolhas, o que você transmite e oportunidades que busca, tendem a estarem alinhadas ao seu propósito de vida.

2. Imagem de Marca: entenda a percepção dos outros sobre você

Nesse pilar o objetivo é diminuir a dissonância entre o que você é e como os outros veem. Por isso, no estudo foi avaliado a clareza do profissional sobre como as pessoas o vêem e como essa pessoa realiza o planejamento estratégico de sua marca pessoal.

Acredito que a principal contribuição deste pilar na estratégia é colher respostas de quem está a sua volta sobre o seu posicionamento. É como ter um termômetro se as suas ações estão indo a favor ou não do que você quer construir para si e ter uma plano de ação montando para progredir em suas conquistas.

3. Valor de Marca: como potencializar sua estratégia para crescer

São todos os movimentos táticos que podem impulsionar a carreira do profissional. Para isso, considerou-se a autoridade em determinado assunto, o diferencial dentro do segmento que atua e a importância do networking no fortalecimento da marca pessoal.

É interessante compreender que esse pilar é extremamente estratégico, por isso saber usar os elementos a seu favor fará toda a diferença. Não é fácil encontrar o seu diferencial, visto que ele também tem que atender demandas do mercado, nem é fácil ter relacionamentos e parcerias que somem ao que você almeja. Por isso, ter os outros pilares fortalecidos e reforçar sua autoridade é essencial para trazer maior credibilidade e consistência aos outros elementos desse pilar.

LINKEDIN É UMA FERRAMENTA IMPORTANTE

Ao construir a sua identidade de marca e entender com clareza seus objetivos, você terá os insumos para construir o seu planejamento estratégico de carreira. Nele é importante considerar que todas as ações que você irá tomar estejam alinhadas com seu objetivo final, com o seu propósito.

Para isso, avalie quem são as pessoas que você quer se comunicar, quem são as pessoas referência no seu segmento e que já alcançaram o que você almeja, quais experiências você quer viver, quais conhecimentos são importantes obter, quais as tendências do seu mercado…Enfim, aqui há uma enorme variedade de pontos a serem compreendidos.

Nesse momento você pode estar se perguntando o que o Linkedin tem a ver com isso, né? Reflita comigo, em qual outro lugar você consegue obter esse tipo de informação de pessoas que você nem mesmo conhece e ainda se conectar com elas? É por isso que o Linkedin pode te ajudar tanto a conquistar seus objetivos, se você usá-lo de forma estratégica.

Por isso, aproveite esse espaço para se conectar com pessoas, para aprender com quem já passou pelo caminho que você deseja trilhar, e aqui não estou falando de necessariamente conversar com essa pessoa, mas de acompanhar as postagens e entrar no perfil dela e entender o que ela já fez na vida, entre em grupos para discutir assuntos da sua área e entender como pensam os profissionais que atuam no seu segmento e compartilhe o que você faz, qual seu sonho, onde quer chegar para que outras pessoas te ajudem na sua trajetória.

Estar ativo no Linkedin é uma forma de reforçar diariamente para a sua rede quem é você, o que você faz e qual o seu sonho. Por isso é tão importante estar ativo na rede, se você já souber fazer isso de forma relevante e estratégica melhor ainda! Se não, tome consciência do que precisa para ser mais assertivo enquanto dá os primeiros passos na rede, não adie para depois porque oportunidades podem surgir.

ASSUMA O PROTAGONISMO

O primeiro passo de todos é entender o que você quer, qual seu objetivo e propósito de vida. Com isso claro, o segundo passo é compreender seus pontos fortes e aqueles que você precisa desenvolver para atingir o que deseja.

Não é fácil dar esses primeiros passos, mas com certeza é preciso AGIR! Se você já tem consciência deles, o que você está fazendo para atingir o que almeja? Se você ainda não tem, o que está fazendo para descobrir? Ficar parado é o que não dá! Experimente, busque, converse com outras pessoas, vá atrás do seu autoconhecimento e assuma as rédeas da sua carreira.

Personal Brading tem como objetivo final te ajudar a se diferenciar e se destacar no mercado de trabalho, mas para isso é preciso assumir o comando da sua carreira.


Amanda Peconick: Publicitária e Especialista em Marketing, com aproximadamente 10 anos de atuação e experiência em diferentes estratégias de Marketing Digital. Tenho como missão ajudar as pessoas a criarem as oportunidades que almejam ao ajudá-las a impulsionar seu desenvolvimento.

Como tudo começou?

A VisaBrand começou em novembro de 2019, quando a já formada em design de interiores Raphaella Almeida apresentava seu segundo projeto de conclusão de curso, dessa vez em Gestão de Economia Criativa.

Já com trabalhos desenvolvidos na área de interiores, a designer queria explorar novas rumos que a permitissem desenvolver algo que se complementava ao seu trabalho e até mesmo dando fruto a novos projetos, como a VisaBrand.

Um desejo de fazer diferente sem deixar de lado seu propósito em auxiliar mulheres que decidem viver de seus próprios trabalhos e ideias e escolhem não viver de cargos em empresas, mas sim de si mesmas. São mulheres que, assim como Raphaella, enfrentam diariamente barreiras por serem quem são.

A ideia foi unir conceitos, pontos de vista, vivências, autoconhecimento e o desejo de ver a mudança que tanto queremos ser, em um único formato de trabalho.

Sobre a Raphaella

Raphaella gosta de dizer que veio ao mundo com o propósito: “I WAS CREATED TO CREATE.”

Desde nova o desejo de criar, construir, ajudar e inovar era forte e foi o que a direcionou por todas as áreas em que passou. Quase 10 anos criando através do Design de Interiores e, agora, da gestão criativa. No entanto, a designer ainda sentia falta de criar tudo com um toque mais seu, com o propósito que estivesse mais alinhado com a mulher que vem se tornando.

Empreender foi o caminho, e hoje orienta mulheres a se desenvolverem de duas formas, uma em um estúdio de beleza em sociedade com sua mãe, Cida Almeida, e a outra na VisaBrand, onde ajuda na gestão das marcas pessoais dessas mulheres. Ambos projetos trabalham com princípios como, autenticidade, autoconhecimento, valorização de suas histórias e o conceito do visagismo.

A principal bandeira e uma nova forma de se encontrar

O principal compromisso que deu início à VisaBrand, foi a importância em se falar, desconstruir e lutar contra os padrões de beleza estabelecidos na sociedade contemporânea.

Vivemos a constante exigência de se enquadrar nos novos padrões, em questão a estética feminina, mulheres de todas as classes sociais e lugares do mundo se veem em situações onde são cobradas a serem, usarem, comprarem, aquilo que não as representa. Essa constante exigência produz um culto ao corpo e à beleza de uma forma que gera grande angústia, ansiedade e medo constante em não fazer parte de algo. A indústria, através dos meios de comunicação, encarrega-se de criar desejos e reforçar imagens padronizando ideias de beleza, quando na verdade deveriam mostrar representações diversas corporais sinalizando como nós, humanos, estamos em constante transformação.

As transformações atuais carregam fatores que marcam uma nova revolução, cada vez mais rápida, e com um forte impacto de longo alcance. A busca por novas formas de ser relevante além do produto que vende acontece principalmente com uma ruptura dos padrões que estão presentes em vários momentos. Com um número cada vez maior de brasileiros que se identificam como influenciadores, sem limitações geográficas a mescla de opiniões, movimentos, tribos e influência sobre diversos assuntos é enorme. Criando assim, uma forte corrente de reciprocidade, respeito e interação a partir de interesses comuns. Grupos que antes não tinham voz estão se expondo cada vez mais nas redes e se tornando autores do conteúdo e produtos que eles tanto queriam ver e que se identificam.

Um conceito ainda desconhecido

O visagismo é um conceito e não meramente uma técnica. Pouco comentado, o visagismo para muitos se trata de uma técnica e uma boa ferramenta para trabalhar a estética, mas possui uma verdadeira grandeza que permite que profissionais atendam às necessidades de seus clientes com uma profundidade jamais vista. Resgatando, assim, o indivíduo da massificação e da uniformização, integrando a beleza e estilo a uma identidade própria e o auxiliando a encontrar e trilhar novas perspectivas, seja na vida pessoal quanto na profissional.

Além disso, pode ser muito bem aplicado hoje na sociedade contemporânea em que vivemos, onde a cada dia busca-se a personalização, valores e propósitos das marcas ainda mais claros. Com conceitos pouco explorados, o visagismo lida diretamente com a psicologia da imagem, sendo fundamental uma consultoria presencial, diferenciada de consultorias de imagem, ou assessoria.

Na prática, o visagismo funciona com uma consultoria onde se destaca às principais características do cliente, físicas ou de personalidade. Com medições no rosto, com o uso de um paquímetro, definimos os formatos/desenhos (de queixo, nariz, boca, olhos…), sendo de grande importância ser realizado com cuidado e atenção, pois com essas informações descobrimos os temperamentos de cada cliente e a resposta para grande parte de suas atitudes, desejos e formas de se comunicar com o mundo.

Temos 4 categorias em que podemos classificar o cliente: sanguíneo, colérico, melancólico e fleumático. Todas as pessoas apresentam partes das características destes temperamentos, mas em graus diferentes. Esses temperamentos existem apenas como base para se enquadrar melhor as características e personalidade das pessoas, não existe com o intuito de colocá-las em grupos ou pré julgá-las, mas sim de ajudar a melhorar alguns pontos.

É preciso pensar em cada pessoa como única, um ser individual, um ser humano em busca de autoconhecimento e direção, para trilhar novos caminhos. E o que o torna essa pessoa única, e a distingue dos demais, não é sua profissão ou as roupas que usa, mas sim suas características pessoais, personalidade, estilo de vida seus sonhos e desafios.

Construindo a partir de uma união

Visagismo + Branding Pessoal, reforçando o autoconhecimento feminino e desconstruindo padrões de beleza para empoderar o Branding Pessoal de empreendedoras. VisaBrand vem trabalhando a linguagem visual através dos arquétipos, desde o logo em que transmite o poder e resultados dessa união, como também detalhes e personalidade da Raphaella.

O futuro da VisaBrand

Trabalhar na expansão da marca para ainda mais mulheres, mantendo o propósito e valores que nos conectam a elas.

E esses passos já começaram a serem dados, contando com as clientes que vem surgindo e da presença no V Congresso Internacional de Branding.

É preciso investir tempo no planejamento, aprendizado e atualizações constantes, estando cada vez em mais lugares, compartilhando esse universo de conceitos e métodos juntos.


Raphaella Almeida: Designer e Gestora, apaixonada por empoderar, desafiar e vivenciar o melhor que existe em ser mulher. Criou a VisaBrand e se dedica a ajudar mulheres empreendedoras a enxergar, vivenciar e se apropriar de suas histórias para transformar o mundo.

Em meio a uma pandemia global que atinge todo o planeta de maneira devastadora, contaminando mais de 26 milhões de pessoas e matando quase 900 mil, e durante uma das mais intensas crises econômicas já vividas nas últimas décadas, com o PIB do 2º trimestre caindo a -9,7%, o brasileiro encontrou uma maneira de rir e fazer meme.

E a responsabilidade é de ninguém menos que o próprio Banco Central, que resolveu lançar uma nova cédula de real, no valor de R$ 200, tendo como símbolo o lobo-guará, animal que faz parte de nossa fauna e que, agora, integra o ‘time’ de representantes de nossa moeda, formado também por tartaruga-de-pente (R$ 2), garça branca (R$ 5), arara vermelha (R$ 10), mico-leão dourado (R$ 20), onça-pintada (R$ 50) e garoupa (R$ 100).

Nosso querido beija-flor, que ilustrava a nota de R$ 1, saiu do grupo em 2005, quando a cédula deixou de ser fabricada no Brasil.

Não bastasse toda a ‘campanha’, tipicamente brasileira, clamando pelo uso do vira-lata caramelo como mascote da cédula de R$ 200, o debate sobre a nova nota foi muito além. E isso nos traz cinco grandes reflexões.

O deboche como estratégia de marketing

Se o brasileiro quer o vira-lata caramelo como protagonista da nova nota, afinal, nenhum outro bicho representa tão bem o nosso país, o Banco Central, debochado, criativo e inteligente, usou o famigerado a seu favor. Primeiramente, ao dizer que cogitava, sim, trazer o canino para a cédula. Mas, na verdade, a ‘ação relacionada ao animal’, citada pela diretora de administração do BC, Carolina de Assis Barros, referia-se à campanha de lançamento, divulgada nas redes sociais do órgão. Na peça, um vira-lata caramelo pede para a população receber o lobo-guará (ou ‘caramelo do serrado’) com carinho.

É sempre bom lembrar a importância do branding

Entre os assuntos mais comentados após a divulgação da nova cédula, seu layout foi, com certeza, o principal. E aqui, não estou falando – ainda, fica para o próximo item – sobre estética, mas sim sobre branding e alinhamento de marca. A diferença entre fontes, elementos tamanho e estrutura é bastante perceptível em relação às demais notas. Nunca é demais relembrar que nós, profissionais de comunicação e marketing, temos um compromisso com a unidade de nossas marcas e produtos, e, geralmente, os reflexos causados por desalinhamentos de KV são imediatos. Mas, o branding vai além do aspecto visual, pois está diretamente ligado à identidade e à gestão de uma marca, e isso impacta até mesmo no posicionamento estabelecido por uma corporação.

Não subestime a estética

E agora sim, além do branding, a estética como um todo. O lobo-guará utilizado na representação está em uma posição desfavorável, com aplicação que remete a imagens de baixa qualidade e com composição que prejudica sua visualização. Isso, claro, sem citar o ‘arbusto’ destoante localizado acima da grafia ‘duzentos reais’. Independentemente de questões de segurança – que são, claro, absolutamente indispensáveis -, não podemos subestimar a estética de qualquer item, seja marca, produto, embalagem ou acessório.

Qual a necessidade disso… agora?

São diversos os argumentos utilizados para justificar a criação da nota de R$ 200 neste momento. Mas, não podemos desconsiderar a crise econômica pela qual o Brasil está passando. E com isso, vem a pergunta: precisávamos destes custos de produção na Casa da Moeda em pleno período de pandemia? E ainda sobre o lançamento da nova cédula, deixo para os colegas de compliance a reflexão sobre potencial aumento de crimes como corrupção e lavagem de dinheiro, que são comumente facilitados com uso de notas de maior valor.

Use a ‘fábrica de memes’ a seu favor

E por último, o principal aprendizado: planejar uma boa estratégia de marketing no Brasil sem levar em consideração que somos a maior fábrica de memes do planeta é quase impossível. Nesse sentido, o Banco Central soube aproveitar muito bem a repercussão – que poderia ter tomado uma conotação negativa – a seu favor. Trazer o vira-lata caramelo para sua campanha de lançamento foi uma das maiores sacadas da publicidade brasileira em 2020.

Se depois de seis meses de isolamento social e de números tão assustadores (seja na pandemia ou na economia) nós encontramos na nova nota de R$ 200 razões para nos distrairmos, que assim seja.


Cristiano Caporici é diretor de Comunicação e Marketing da Tecnobank

Tenho acompanhado com muita atenção os desdobramentos da crise que enfrentamos e, confesso, que nunca vi tantos palpites, análises equivocadas e opiniões sem fundamento ganharem espaço e destaque na mídia. Estamos diante de algo novo que ainda tentamos entender, sabemos que as consequências serão graves, mesmo sem termos ainda uma clara noção da escala em que esses acontecimentos afetarão a economia e, consequentemente, o modo de vida. Como já está evidente, epidemias acontecem e devemos, doravante, considerá-las eventos prováveis, sobre os quais teremos que lidar.

Algumas avaliações que encontrei, deram partida nas considerações que apresentei para a reflexão. Lembro que não tenho a pretensão de oferecer certezas científicas, apenas observações que os estudos e minha experiência na área de design de embalagens me ajudam a conceber sobre como é possível as embalagens se beneficiarem dessa nova situação e onde estão as oportunidades para o nosso setor. Então, vamos a elas:

  1. Vida pós-crise

Fala-se em “novo normal”. Isso quer dizer que a nossa vida deve, daqui para a frente, considerar o imprevisto, novas epidemias e crises econômicas como fatos “normais”. A incerteza e os novos aprendizados que essa situação nos trouxe devem ser incorporados e farão parte da vida. Para mim, o primeiro fato registrado neste aprendizado foi a corrida aos supermercados. Concluí que o comportamento de manter estoques de segurança deve permanecer como atitude de precaução. Portanto, embalagens que favoreçam a estocagem e que ofereçam maior prazo de validade devem se beneficiar deste contexto  – este último ganha destaque na leitura mais atentiva dos dizeres de rotulagem.

  1. Pedindo tudo em casa

O delivery, que já vinha crescendo, ganhou uma dimensão impressionante nessa crise, pois foi extremamente favorecido pela quarentena e pelo fechamento do comércio. O e-commerce e as vendas online se tornarão praticamente obrigatórios para a maioria dos negócios B2C e as embalagens de entrega dos produtos ganharão importância estratégica, função e significados, que farão delas ferramentas de marketing cada vez mais relevantes no negócio das empresas.

No e-commerce as embalagens não podem apenas “carregar” os produtos: são elas que fazem o contato com as pessoas no mundo físico e promovem a primeira experiência com a mercadoria. São elas que promovem um final feliz para o processo de compra ao encerrarem, no momento da entrega, todas as expectativas e incertezas naturais deste tipo de comércio. Por isso, devem incorporar novas funções, como “conversar” com o consumidor, estabelecer empatia com a marca, esclarecer mais sobre o produto adquirido, estreitar relacionamentos e iniciar a próxima venda.

  1. A volta da comida caseira e das refeições em casa

Novos hábitos derivados do confinamento, da quarentena, do home office e do desemprego farão com que as pessoas estabeleçam relações diferentes com a casa e com tudo o que está relacionado a ela. A alimentação no lar se torna mais frequente e até preferencial devido a desconfiança que se instalou em relação a alimentos que são, como foi amplamente divulgado, a origem do vírus.

O Food Service, que já vinha crescendo dois dígitos anteriormente, vai demandar cada vez mais embalagens, abrindo uma nova frente a ser explorada pela indústria, que deve prover embalagens melhores, eficientes, mais bonitas e atraentes na tarefa de entregar comida na casa das pessoas com praticidade e segurança. Este é um segmento que deve crescer muito e que merece especial atenção.

  1. Saúde em primeiro lugar

Cuidados com a saúde ganharão nova dimensão e devem abrir oportunidades nos segmentos farma, higiene e limpeza. O hábito de lavar as mãos, promovido amplamente na comunicação contra o coronavírus, abre espaço para, por exemplo, sabonetes antibactericidas com álcool gel e outras inovações derivadas da preocupação com a saúde. Esses produtos devem ganhar cada vez mais espaço, sendo que as farmácias serão um campo competitivo que exigirá a máxima atenção dos fabricantes de embalagem.

Os cuidados com a higiene da casa, onde as pessoas passarão mais tempo e que se tornaram uma espécie de refúgio seguro que deve ser equipado, abastecido, limpo e conservado, receberão atenção redobrada – embalagens dessa categoria promoverão cada vez mais os hábitos de limpeza, desinfecção e assepsia.

Outro segmento que pode se beneficiar das preocupações com a saúde e que havia pouco ou nenhum apelo é a infraestrutura das construções residenciais. Tintas e impermeabilizantes que combatem o mofo e bolor, reconhecidos inimigos da saúde por abrigarem fungos e bactérias, promoverão a venda de produtos em embalagens que acentuem e explorem estes atributos.

  1. Alimentos mais saudáveis

Alimentos sem conservantes ou aditivos químicos serão cada vez mais procurados e promovidos pelos influenciadores que hoje têm expressão e são ouvidos seus seguidores. Embalagens que permitam a conservação natural dos alimentos e, principalmente, aquelas ofereçam aos consumidores informações sobre como e porquê o alimento é conservado pela embalagem, de onde ele vem, como é processado e qual a melhor utilização do produto, farão diferença na competição.

Embalagens de papel cartão, por exemplo, devem ser melhor utilizadas na exploração dos seis lados que oferecem para a comunicação impressa. A rotulagem de alimentos será lida com mais atenção pelos consumidores e a inclusão do QR Code que leve informações detalhadas sobre o fabricante, a marca e tudo o que puder fazer o consumidor saber mais e ter segurança sobre o que consome, será útil nas embalagens.

  1. Animais de companhia

A permanência em casa com animais de estimação e o fato dos pet shops terem permanecido abertos durante a pandemia, faz com que sejam favorecidos – as pessoas passaram a conviver mais e a dar mais atenção aos bichinhos, o que aumentou o consumo de produtos pet. O Brasil é o segundo mercado mundial de pet food e esse segmento representa uma excelente oportunidade para a indústria de embalagem, visto que requerer tanto proteção quanto apresentação visual de boa qualidade.

Um item que se destacou foram os chamados snacks funcionais, aqueles palitinhos e ossinhos mastigáveis usados para agradar os cães e gatos. Estes snacks foram objeto de informação provida por veterinários que ensinaram aos consumidores que esses produtos são úteis, pois ajudam a baixar o stress dos cães e gatos e podem ser utilizados para enriquecer a experiência e o relacionamento dos donos com seus animais de estimação.

  1. Empreendedorismo doméstico

“Revolução Maker”, startups e iniciativas de pessoas que desejam criar seu próprio negócio foram potencializadas pela pandemia. Além dos que perderam o emprego e precisam prosseguir por sua própria conta, pessoas qualificadas que ficaram em casa e aproveitaram o tempo para tirar da gaveta aquele sonho de ter o próprio negócio. Eles arregaçaram as mangas colocando seus projetos para andar. O movimento dos pequenos negócios já está acontecendo com o apoio do Sebrae que conta com dados sobre o tema. Os números demonstram que pequenas empresas precisam de acesso à indústrias capazes de fornecer embalagens de qualidade em tiragens reduzidas.

Estar disponível às empresas para comprarem em pequenas quantidades com preços acessíveis representa uma oportunidade de ouro para o setor de embalagem. Aproveitar a abertura gerada pela pandemia para aprofundar sua presença junto aos pequenos negócios, tanto os que já existem, que já são milhões, como os que surgirão como fruto direto da crise.

A impressão digital deve ser olhada com atenção. Embalagens práticas, fáceis de comprar, usar e vender, são soluções que podem ser utilizadas em casa, garagens e pequenos galpões, sem necessidade de grandes investimentos, estão amplamente favorecidas neste momento e requerem atenção especial da cadeia produtiva.

  1. Design de embalagem pós-crise

A embalagem é expressão da cultura material de um povo. Ela reflete o estágio de desenvolvimento cultural e industrial da sociedade e, depois de tudo o que aconteceu, as pessoas vão gostar de encontrar embalagens com novo design, que expresse o espírito vitorioso de quem venceu a crise. As empresas que saírem na frente e apresentarem seus produtos em um novo visual mais colorido e otimista, abrirão distância do que ficou para trás.

Normalmente o redesign das embalagens deve acontecer de tempos em tempos para manter fresca e vitalizada a apresentação visual do produto, mas agora, o redesign se transformará numa oportunidade de marketing e comunicação para as empresas que se dispuserem sair na frente renovando o desenho de suas embalagens. A oportunidade para a indústria, neste caso, está em oferecer a sugestão e ajudar os clientes na renovação rápida de suas embalagens, agilizando processos e facilitando o que for possível. Alianças estratégicas com agências de design podem ajudar a conquistar novos clientes e a reforçar os laços com os clientes atuais. Apenas lembrando que é preciso tomar cuidado para não descaracterizar o recipiente anterior a ponto do consumidor não reconhecer mais.

Estas são algumas observações que considero importantes. Vale lembrar que “nenhum produto concorre no mercado”, o produto concorre na categoria e é nela que as oportunidades são encontradas e se realizam. Como estamos vendo, a crise não atinge todas as categorias da mesma forma, algumas até são favorecidas, como é o caso do álcool gel, alimentos, produtos de higiene e limpeza, produtos de farmácia, food service e pet food.

Minha recomendação é que a indústria de embalagem coloque seu foco nas categorias onde os produtos competem e passem a realizar com maior frequência estudos de campo para observar in loco o que está acontecendo.

Todo fabricante de embalagem precisa verificar se as embalagens que produz são melhores, piores ou iguais às embalagens dos concorrentes, que estão expostas a seu lado. Se a sua embalagem for “inferior”, o fracasso será uma ameaça concreta. Crise não é novidade, já atravessamos outras e vamos atravessar essa também. Importante é ter atitude para não ficar sofrendo a crise, mas sim se apropriar dos ensinamentos e, acima de tudo, das oportunidades. Afinal se você ainda não viu oportunidade nesta crise é porque não olhou direito!


Fábio Mestriner é consultor da Ibema Papelcartão. Designer, professor do curso de pós-graduação em Engenharia de Embalagem do IMT Mauá e autor dos livros Design de Embalagem – Curso Avançado, Gestão Estratégica de Embalagem e Inovação na Embalagem – Método Prático.

 


Imagem: @curology

Diversos gestores de empresas aproveitam o tempo em quarentena para realizar estudos de branding nas suas empresas, esquecendo também da sua marca pessoal.

Perceber como você, seu discurso e propósito são vistos é parte essencial para construir uma imagem sólida, que deveria ser levada em consideração durante esse momento de distanciamento social.

Durante um webinar direcionado a diversos profissionais de comunicação, Lucas Lima, diretor de marca e relacionamento da midiaria.com, e Marcia Auriani, gestora executiva do InfoBranding, discutiram sobre a necessidade de cada profissional cuidar da sua imagem.

Jogar o jogo em vez de só assistir

Para os especialistas, o primeiro ponto que o profissional deve se atentar é definir um ponto de partida. “A pessoa, independentemente do cargo, tem que conhecer seus atributos, para que ela consiga se comunicar com o mercado”, afirma Lima. Ele ainda cita que é importante se diferenciar de outras marcas, desenvolvendo novas habilidades e explorando novas áreas.

Já para Marcia Auriani, a construção de uma boa marca pessoal deve começar pela paixão. “É como estar apaixonado. Devemos acordar com aquela alegria, viver intensamente, motivados em dar o melhor de si”.

Ela ressalta ainda que a pessoa deve ter foco em suas ações e desafios, buscando aumentar a sua capacitação e ter um repertório diferenciado de conhecimento.

“Não basta apenas ir ao jogo, tem que vivenciá-lo, se preparar para ele. Todo profissional tem que se capacitar para dar o seu melhor e possuir foco, reputação e repertório. O branding só existe se cuidarmos da reputação primeiro”, explica.

 O sucesso de outras marcas pessoais

Diversas empresas de sucesso, nacionais e internacionais, estão ligadas à força das marcas pessoais de seus donos e executivos. É o caso da Luiza Trajano, CEO da Magazine Luiza, e Oprah Winfrey, apresentadora de televisão dos EUA.

No caso das referências apresentadas, tanto para Lucas Lima e Marcia Auriani, a capacitação e o amor durante a entrega são os diferenciais que transformaram essas profissionais em personalidades de referência. “A Luiza Trajano mantém um carinho com o pequeno empresário, uma vez que ela começou dessa forma e a sua empresa cresceu. Assim, ela espera que todos evoluam com ela”, afirma Lima.

“A Oprah venceu uma situação totalmente desfavorável para crescer e se tornar uma das maiores empresárias dos EUA. Investiu seu tempo em estudo, capacitação e oratória para alcançar o público com que gostaria de falar”, cita Marcia.

A força do Social Media

Um dos pontos que o profissional deve trabalhar constantemente são suas redes sociais. De acordo Marcia, elas devem ser pensadas não apenas como o local de reunião de amigos e familiares, mas como um veículo de comunicação de sua trajetória e do propósito da pessoa.

“O profissional deve tratar com mais carinho as suas redes sociais. O seu discurso deve estar alinhado com a imagem que ele quer passar ao mercado, evitando compartilhar qualquer mensagem fora do que realmente acredita. O mercado quer conteúdo de qualidade”, afirma.

Marcia Auriani ainda destaca que a produção de conteúdos exclusivos, como artigos, cursos e experiência, possibilitam um networking melhor, bem como fortalece a imagem pessoal.

Via: midiaria.com

Inspirada pelo lançamento da nave espacial Falcon 9, da SpaceX, em parceria com a Nasa, a marca Jontex estreia campanha que celebra o produto Jontex Orgasmo em Sintonia e reforça seu DNA de inovação e tecnologia de produtos.

O filme é uma referência direta ao foguete norte-americano, e passa a fazer alusão ao produto da marca quando mostra um homem retardando a contagem regressiva do lançamento na estação especial, como se esperasse algo. Até o momento em que a mão de uma mulher entra em cena e, juntos, eles acionam o lançamento e ressaltam o principal benefício do produto, o aumento do prazer da intimidade a dois, que proporciona ao casal o mesmo ritmo.

Tanto a locução quanto o letreiro do filme ressaltam a seguinte mensagem: “Cheguem JuntXs ao espaço. Jontex Orgasmo em Sintonia. Retardante para ele, acelerante para ela. Sintonizante para os dois”.

“Trata-se de um momento super oportuno. Contudo, a agilidade só foi possível porque estávamos trabalhando nesse projeto em 3D anteriormente e pudemos adaptar para o momento atual”, explica Laura Azevedo, diretora de criação da BETC/Havas. “Um dos nossos principais valores é a identificação com a cultura pop, se algo é notícia no mundo, estamos lá, pensando nessas oportunidades para nossos clientes”, completa Andrea Siqueira, diretora executiva de criação.

A campanha será veiculada exclusivamente no ambiente digital e já pode ser vista nas redes sociais de Jontex.

É tempo de mudanças, mas como mudar sem saber o que vem pela frente?  Começamos de dentro para fora

Tem que parar, tem que seguir, tem que mudar… O que, afinal de contas, temos que fazer em um período como esse que estamos vivendo? Naturalmente que cada caso é um caso e, mais do que isso, não existe uma fórmula mágica para um cenário tão imprevisível. Mas eu acredito que é tempo de fortalecimento das marcas.

Uma vez que tudo desacelerou para alguns setores, essa é a chance de dar aquela geral na casa que sempre é adiada. Investir tempo e dedicação ao cuidado da empresa para que ela não se perca nesse momento e nem perca o fôlego no retorno. Se preparar, de verdade.

Vamos imaginar que você foi convidado para dar uma palestra, por exemplo. Existem alguns preparativos para esse dia: entender qual será o público, definir a mensagem que pretende passar, ensaiar o discurso, escolher a roupa adequada, reservar a agenda… Um verdadeiro ritual que envolve entender e atender a intenção daquela ocasião. Pois o retorno pós-quarentena é esse evento para a sua marca. E o agora é a fase de preparação.

Então, nossa proposta é olhar para o que você construiu até hoje e detectar pontos fortes e fracos. Ouvir as pessoas envolvidas – de todas as áreas, inclusive – para captar insights, percepções e avaliações. Revisitar valores, questionar propósitos e ajustar posicionamento de acordo com a sua verdade.O mundo evolui, as pessoas evoluem também e mudam seus hábitos e desejos. É por isso que percebemos que a busca por marcas mais interessantes e com propósito bem definido é cada vez maior. Queremos empresas que entreguem valor e uma experiência positiva, com relevância em nossas vidas.

Valem perguntas como: de que maneira queremos ser lembrados? Nossas crenças e ações estão em sintonia? O que oferecemos gera valor na vida das pessoas? Mais do que isso: estou olhando para essas pessoas? A identidade visual transmite e conecta tudo isso?

Olhar para fora também é importante, claro. Estamos todos mudando a forma como vivemos, nos relacionamos, consumimos, e isso irá impactar diretamente no mercado. Estar atento a essas evoluções ajuda a marca a entender e responder da melhor forma a essas transformações. Mudar envolve mexer em estruturas previamente definidas e aparentemente sólidas. Isso significa tempo, dedicação, discussões, novas estratégias (de marca e comunicação). Mas significa, acima de tudo, coragem, principalmente em um cenário tão incerto como o que estamos vivendo.

Não sabemos o que nos espera, mas se estivermos em sintonia com a nossa verdade, papel e entrega, seguiremos fortalecidos, com a confiança necessária para as oportunidades que vierem pela frente. Quer mudança? Comece agora.


Daniel Faulin de Lima: Designer, Criativo e Observador. Iniciei minha jornada no design em 2009 pelo SENAC no curso de Interface Digital, após essa temporada fiz extensão em Gestão de Marcas pela ESPM e outros cursos na área de branding, identidade de marcas, design thinking, redação e comunicação. Atualmente sou sócio e diretor de projetos da Neurona Marcas Inteligentes, desde 2009, gerencio todos os projetos de branding, identidade de marca e comunicação das empresas B2B que buscam obter resultados eficientes e criativos em suas estratégias de marca.