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Branding na Prática

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O InfoBranding subiu a serra para conhecer a história de um restaurante que há 19 anos fideliza clientes e conquista espaço em seus corações.

Estratégia é uma palavra muito utilizada e enaltecida no mundo dos negócios. E esse uso excessivo pode nos faz esquecer seu real significado, hora sendo enaltecido, distanciando da realidade dos “pobres mortais”, hora sendo banalizado, tornando-se vazio.

Ambíguo, não é mesmo!?

Mas retomando seu significado, estratégia vem do grego stratègós, a junção de stratos (exército) e ago (liderança); uma origem militar que, mais tarde, se tornou mais abrangente, hoje representando o planejamento necessário para se conquistar um objetivo.

Foi com isso que nos deparamos no Canto da Gula, um charmoso restaurante bistrô na cidade serrana de Santo Antônio do Pinhal, próxima à Campos do Jordão, na região do Vale do Paraíba.

O Canto da Gula foi fundado em 2000 pelas amigas Cristina Amaro e Regina Brasilio, que o administram até hoje com a mesma paixão que tinham no início.

A essa altura do texto você deve estar se perguntando: “ok, mas por que começaram falando de estratégia?”.

As duas amigas começaram a empreender o Canto da Gula quando perceberam uma oportunidade e, desde então, planejam cada passo, analisando os recursos necessários e os disponíveis para conquistar o objetivo de ser um restaurante de qualidade, com um atendimento diferenciado e próximo do cliente.

O início da jornada

Com esse objetivo em mente, buscaram um espaço, começaram bem pequeno e, ano após ano, um degrau após o outro, consolidaram o que, hoje, é uma referência gastronômica para a região com destaque na mídia, turismo e também entre os moradores.

Como muitos negócios, o Canto da Gula não surgiu de uma necessidade, mas sim, de uma ideia que uniu duas amigas para empreender.

Cristina e Regina são da região do Vale do Paraíba e, em uma de suas visitas à Santo Antônio do Pinhal, perceberam duas coisas: o potencial turístico da cidade e a necessidade de estabelecimentos com melhores serviços.

Com a vontade de empreender e a paixão pela gastronomia e comidas que lembram receitas e “momentos de família” tiveram a ideia de abrir uma pequena casa de caldos e cremes – algo simples, com apenas dois pratos no cardápio.

Começaram a pesquisar vários locais na região e, por coincidência, acabaram encontrando um salão abaixo da pensão onde estavam hospedadas.

O espaço era pequeno, um cantinho com capacidade para cinco mesas; característica aconchegante que se traduziu no nome do negócio: Canto da Gula, fazendo referência ao local onde você vai para se deliciar com comidinhas caseiras e muito saborosas.

Nesse início as sócias fizeram de tudo para que o Canto da Gula acontecesse e se estabilizasse como sua fonte de renda.

Carregaram caixas, rasparam e reformaram o chão, pintaram as paredes, repararam móveis, enfim, puseram a mão na massa. Além, é claro, de contar com a ajuda de familiares, como suas mães que, no início, ajudavam na confecção dos pratos e menus.

Esta é a realidade comum à maioria dos pequenos empreendedores brasileiros, que começam seus negócios com poucos recursos e muita força de vontade.

Vieram as dificuldades

As empreendedoras não eram de Santo Antônio do Pinhal e, por isso, eram vistas pelos outros negócios como “forasteiras”.

Tal percepção impôs algumas dificuldades para que o Canto da Gula se estabelecesse. Os moradores e outros empreendedores demoraram certo tempo para entender a proposta do restaurante.

Uma marca de sucesso não nasce a partir do momento em que se coloca a placa no estabelecimento. Branding é construído ao longo do tempo e o Canto da Gula deu início ao que, hoje, é uma marca que representa boas experiências e associações que estavam apenas na mente e no coração das fundadoras.

O impacto do novo

Quando uma marca chega com uma proposta inovadora, impacta diretamente seus consumidores e concorrentes. Pode incomodar no início.

Porém, a inovação é fundamental para mover o mercado adiante trazendo benefícios para todos.

O exemplo do Canto da Gula é perfeito para pequenos empreendedores pois lembra que a inovação não se relaciona apenas com tecnologia e mudanças radicais, ela também pode estar relacionada aos processos e ser implementada de forma incremental.

O Canto da Gula trouxe a inovação para o mercado de Santo Antônio do Pinhal ao repaginar receitas clássicas, aqnuelas de família, que nos remetem a bons momentos, lembranças e àquela sensação de almoço de domingo!

Um exemplo disso é o famoso strogonoff de salmão e a broa de milho aerada recheada com peito de frango, requeijão cremoso e milho verde, gratinada com parmesão e salpicada com batata palha e pimenta rosa.

Hoje o Canto da Gula conta com 16 mesas, 58 lugares, 8 funcionários, mais de 40 opções entre entradas, pratos principais, sobremesas e, o mais importante, incontáveis clientes que viraram amigos ao longo desses quase 20 anos.

A evolução da jornada:
Quando a marca começou a ser o centro da comunicação

Como acontece com muitos negócios, a preocupação com a marca, design e comunicação não foi o foco inicial, mesmo porque o empreendedor precisa, sobretudo, fazer a empresa acontecer e se atentar com questões legais e burocráticas que o processo de empreender demanda.

Quando o Canto da Gula abriu suas portas e iniciou sua atuação, não havia foco na gestão de sua marca. Cristina e Regina sabiam o que queriam passar com o negócio, mas não sabiam a melhor forma de transmitir essa ideia aos clientes.

Em um processo natural, começaram divulgando o negócio por meio de flyers quase que improvisados, sendo que a primeira versão nem continha a identificação do local. A partir daí foram evoluindo na maneira de se comunicar e carimbar sua identidade, melhorando a qualidade dos materiais, criando um cartão postal e construindo, pouco a pouco, sua identidade.

O momento de virada para o Canto da Gula se deu no período em que uma terceira sócia, Jane Ciambelli, atuou junto com Cristina e Regina, contribuindo com uma visão mais voltada para o marketing.

Realizaram ações promocionais do tipo “coma à vontade” e também “self-service”, que mantiveram por um tempo, mas, depois, descontinuaram por demandar esforços além de suas possibilidades.

O fato não ameaçou seu princípio de atendimento, personalidade, carinho e qualidade. Tudo isso foi mantido por mais tempo e se mantêm até os dias de hoje. Exemplos dessas mudanças foi o incremento e melhor apresentação do cardápio, reformulação da identidade visual e atenção aos detalhes na ambientação do local.

Quando falamos em experiência de marca, uma das ferramentas do marketing para transmitir a sua essência no ponto de venda é o Visual Merchandising (VM). E engana-se quem pensa que o VM se restringe às lojas.

O Canto da Gula exibe um trabalho encantador de visual merchandising que transmite acolhimento e emoção por meio do espaço físico, valorizando a apresentação de seus produtos e serviços num importante ponto de contato da marca, principalmente no caso de restaurantes.

Essa jornada de experimentação, cautela e implementação no estilo “um passo de cada vez” traz lições importantes, especialmente por serem assimiladas por muitos empreendedores.

Estar aberto a tentar e aprender com os erros é um conceito fundamental para quem empreende. Conceitos clássicos como o Ciclo PDCA (Plan, Do, Check e Act), atribuído à Walter Shewart e popularizado por William Edwards Demming, pai da gestão da qualidade; e o Ciclo do Feedback de Eric Ries na obra A Startup Enxuta são ferramentas interessantes para o acompanhamento das mudança na gestão, acessíveis e aplicáveis a todos os tipos de negócios.

Resultado na mídia

O resultado do esforço e do aprendizado do Canto da Gula é um expressivo reconhecimento regional por parte dos consumidores e, também, por parte da mídia.

A grande lição que Cristina e Regina deixam com a história da evolução de sua preocupação acerca da marca está em um trecho da fala das sócias:

“Uma nova visão empresarial encanta, mas é preciso ter pé no chão para poder segui-la”. (Cristina e Regina, gestoras do Canto da Gula).

Quantos empreendedores não se deslumbram com promessas inspiradoras de ferramentas e abordagens, mas com o tempo acabam percebendo que aquilo não representa um “milagre” divisor de águas nos resultados do negócio?

Em tempos de transformação digital e informação disponível 24/7, é essencial aos empreendedores e profissionais entender a realidade do seu negócio, transformar informações em conhecimento e seguir, de forma rigorosa, seu propósito e posicionamento.

Endobranding e seu reflexo no atendimento aos clientes

Um dos assuntos que mais esteve presente durante a conversa que tivemos com Cristina e Regina foi a preocupação com o desenvolvimento e bem-estar de seus colaboradores.

Sem saber termos e abordagens técnicas, o Canto da Gula possui um belíssimo trabalho de endobranding.

Endobranding é a parte do branding que se dedica a difundir o propósito é cultura da marca para todos os seus colaboradores, integrando-os ao negócio e possibilitando que se desenvolvam ao máximo.

Para o Canto da Gula tal abordagem se fez especialmente importante uma vez que a cidade e região carecem de mão de obra preparada para trabalhar de forma a entregar um serviço diferenciado.

Logo, a saída para as sócias foi contratar, treinar os colaboradores e prepará-los para dar vida ao conceito da marca.

Nesse sentido, Cristina reforça que desde o início existe uma preocupação muito grande em oferecer treinamentos, atenção e carinho para os colaboradores, fazendo-lhes se sentir como parte integrante da marca.

Um exemplo disso está na cozinheira, uma das funcionárias mais antigas do restaurante que, de origem humilde, proveniente de uma família que batia tijolo e trabalhava na lavoura, chegou sem nenhuma experiência.

No início, ela recebeu treinamento direto de Cristina e Regina aprendendo o que as sócias trouxeram de experiência de suas mães. Com o passar do tempo, demonstrando interesse, força de vontade e coragem, recebeu também treinamento de uma consultoria em boas práticas (Coutinho e Cursino treinamentos) e de uma consultora em Gastronomia (Jade Veronese) para a readaptação dos pratos, passando a desenvolvê-los de maneira mais personalizada.

Nesse processo, a vida da cozinheira mudou. Ela aprendeu a trabalhar melhor a parte financeira de sua casa, pode melhorar a condição de sua família e, com muito trabalho, foi melhorando sua situação.

Por isso endobranding é fundamental, afinal, se uma marca bem posicionada e com um propósito claro tem o poder de atrair e engajar consumidores, ela tem igual importância para engajar e tirar o melhor de seus colaboradores.

Como o Canto da Gula trabalha seu Endobranding?

  • Saber escolher o profissional;
  • Buscar sempre o perfil que esteja alinhado com a proposta;
  • Realizar treinamentos internos;
  • Investir em cursos de capacitação, estimulando o interesse pelo crescimento;
  • Trazer referências de fora para compartilhar conhecimento com os funcionários;
  • Buscar meios facilitadores para o funcionário se desenvolver;
  • Fornecer a areia e o cimento, mas também ensinar a construir suas casas (metáfora);
  • Estimular o ambiente familiar, incentivando as famílias dos funcionários a se desenvolverem.

A força do Branding para a região

Nos últimos anos o branding foi bastante difundido Brasil afora e a cada dia se torna mais próximo do pequeno e médio empreendedor, cuja representatividade para a economia do Brasil é imensa, representando a maioria dos negócios aqui registrados e ativos.

Nós, do InfoBranding, ficamos felizes por fazer parte deste processo com conteúdo e eventos, especialmente pelo foco e importância que buscamos conferir ao segmento dos pequenos e médios negócios.

Empreendedores do país inteiro podem se beneficiar com a boa gestão de suas marcas, encarando-as como ativos que podem, de fato, gerar valor para seus negócios.

Santo Antônio do Pinhal e seu entorno, da Serra da Mantiqueira e Vale do Paraíba, são exemplo de como a boa gestão pode valorizar a região e todos os seus empreendedores.

A região possui clima e ambiente bastante característicos, especialmente para casais que buscam um pouco de romance e relaxamento. Nesse sentido, as empresas regionais têm em suas mãos uma grande oportunidade turística a ser explorada.

As fundadoras do Canto da Gula conversaram bastante a respeito do impacto que seu atendimento diferenciado causou na comunidade empreendedora há 20 anos, quando a abordagem ainda não era o foco de seus concorrentes.

Cristina e Regina, antes enxergadas como “forasteiras”, hoje são bastante envolvidas com as atividades voltadas ao empreendedorismo na região, caracterizado em sua grande maioria por pequenos e médios empresários que, na sua união, enxergam uma rica fonte de atualização, networking e capacitação técnica em áreas de gestão.

Um exemplo desta iniciativa é a Associação Comercial de Santo Antônio do Pinhal (ACASAP), que entre outros projetos, é responsável pelo “Saber na Montanha”, focado em compartilhar conhecimento sobre marketing, liderança, atendimento ao cliente entre outros para os empreendedores.

Tal rede de empreendedorismo agrega valor para o conjunto de negócios, desenvolve a mão de obra local, além de nutrir, de forma ativa, a percepção dos consumidores acerca da região, que passa a ser considerada como destino em seus planos de lazer.

Restaurantes atraem turistas de cidades próximas para experiências gastronômicas e simples almoços em família e amigos; por sua vez, estes turistas acabam permanecendo na cidade e movimentam as pousadas e circuito hoteleiro. Durante a estadia, consomem bebidas e artesanatos feitos na região e, assim, contribuem para girar a roda da economia, gerar e manter empregos, e contribuir para a qualidade de vida dos moradores, como acontece com os funcionários do Canto da Gula.

Portanto, investir em branding é fundamental para o sucesso e longevidade de negócios Brasil afora, especialmente por reunir, comunicar e propagar atributos que reforcem o seu valor para o consumidor.

O Canto da Gula hoje

Em breve completando 20 anos, o Canto da Gula é uma marca apaixonante, querida e extremamente valorizada por aqueles que se relacionam e, o mais importante, com o pé no chão.

Os anos de atendimento cuidadoso, personalizado e focado em proporcionar a melhor experiência para seus clientes, sem pressioná-los a consumir mais e respeitando suas preferências, garantiram ao Canto da Gula um lugar de destaque na lista de restaurantes preferidos.

Mensagem final

Por fim, Cristina e Regina deixaram uma mensagem para os nossos leitores com o objetivo de incentivá-los a começar e tornar seus negócios uma marca de sucesso:

DE-DI-CA-ÇÃO. Se você, enquanto empreendedor e profissional, escutar o seu cliente, entender suas motivações se preocupar em dar o seu melhor, ele vai perceber e, o mais importante, ele vai repassar a experiência para sua rede de contatos.

Assim, a ressonância de marca, conceito que abordamos aqui, aumenta e mais pessoas percebem o seu valor, sem mentiras e com a legitimidade da opinião de quem confiam.

Além da dedicação ao cliente o empreendedor jamais pode esquecer da relação custo-benefício do negócio para o cliente e, principalmente, para ele mesmo. Pois sem paixão e dedicação, nada acontece.


Cristina Amaro e Regina Brasilio

Cristina é emoção. Regina é razão. E o Canto da gula alimenta a alma com esse tempero.

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Conheça a história de uma marca que não tem medo de ser ela mesma e que conquista seus clientes com irreverência, atendimento personalizado e, é claro, muita criatividade!

Branding é sobre planejamento, estratégia e execução. Uma abordagem analítica aplicada para transmitir uma mensagem de forma eficiente, impactar um determinado público e envolvê-lo por meio de atributos que façam sentido para ele.

Sim, branding é tudo isso. Mas, às vezes, é necessário deixar a emoção falar mais alto e permitir que o feeling guie sua expertise rumo ao sucesso.

É assim que acontece a CAAN Creative Solutions, fruto da vontade de empreender de Charles Cann que, desde o início de sua carreira, buscou implementar suas ideias e forma de trabalho para entregar aquilo que acreditava ser a melhor solução para seus clientes.

Tour pela CAAN!

A abordagem deu certo e, nesta jornada, a CAAN se aperfeiçoou e consolidou um jeito único de fazer design e, com o tempo, sua marca se tornou referência e conquistou atenção e espaço entre grandes empresas globais, como Walt Disney, Warner Bros, HBO, Marvel, Nickelondeon, entre outras. Um sonho que se tornou realidade, mas não por acaso.

Vamos conhecer a história dessa marca!

Às vezes você só precisa de um impulso para começar seu negócio

Por volta de 1993 Charles Caan começou a carreira cursando o colégio técnico de publicidade, período no qual já atendia alguns clientes e iniciou um estágio numa agência de um conhecido de seu pai, onde ouviu uma frase que mudaria tudo:

“Você não será ninguém, será estagiário para sempre porque só está aqui por ser conhecido do dono”.

Segundo Charles, esta frase foi a faísca para que ele se tornasse um empreendedor:

“Foi a combustão para criar a CAAN. Aquilo me motivou a abrir uma empresa para não tratar nenhum funcionário ou parceiro daquela forma” – Charles CAAN.

Enquanto, no colégio, seus amigos pensavam em como seria o local em que trabalhariam no futuro, Charles pensava em como seria o seu próprio escritório. E ao entrar na Belas Artes, no curso de design, acabou fazendo jobs para quase todos os professores.

Com um portfólio de ilustrações em mãos começou a atender a loja Side Play, mais conhecida como loja Looney Tunes. Começava ali seu envolvimento com licenciamento da Warner Bros. Entretainment (detentora dos direitos dos personagens).

Em 2000, ainda com a representação da Warner, Charles mudou o nome da agência de CAN para CAAN, unindo seu nome com o nome de seu irmão Anderson, com quem trabalhou durante 15 anos.

Negociação e processo de criação facilitados pelo OLHO NO OLHO

Em tempos de hiperconexão e transformação digital, enquanto muitos optam por se comunicar de forma remota, seja por tempo ou pela própria facilidade que as tecnologias nos permitem, Charles prioriza as reuniões presenciais.

“Recebo pedidos de orçamento por e-mail mas, independente de onde o cliente esteja, gosto de olho no olho. Pego a moto, carro, avião, ou o que for para ir até o cliente e sentir o que ele espera de mim”, reforça Charles. “Além disso,a apresentação do portfólio pessoalmente é muito maior e é possível se vender melhor do que somente enviar o portfólio por e-mail”.

Fazendo questão de ir até o cliente para entender as suas reais necessidades e expectativas com relação ao projeto, desde a primeira reunião busca transmitir a irreverência e casualidade da marca.

Com isso, a CAAN traz à tona uma importante questão inerente ao branding: a construção de relacionamentos pautados em valores compartilhados e que, por essa razão, estimulam a preferência por parte do consumidor e, não menos importante, a parceria com fornecedores e colaboradores.

Por mais tecnologia que tenhamos, não podemos esquecer que lidamos com pessoas se relacionando com pessoas. Entender essa dinâmica pode fazer toda diferença na consolidação de uma marca, seja ela pessoal ou corporativa.

Briefing – mais relacionamento e menos documento

Quando se fala no processo de criação do design não podemos deixar de falar do briefing, documento conhecido por reunir questões fundamentais para o desenvolvimento dos projetos, contemplando desde especificações técnicas até preferências e visões pessoais do contratante e seus representantes.

Quem trabalha no mercado criativo sabe que existe muita polêmica em torno do briefing e sua confecção. Resultado da falta de entendimento de que é o designer ou o profissional criativo o responsável por extrair as informações necessárias do cliente e, não necessariamente o contrário. Afinal, o cliente sempre quer soluções e não mais trabalho e burocracias.

Quando Charles reforça sua dedicação ao atendimento olho no olho, personalizado, com empatia e que, na maioria das vezes evolui para amizades, ele nos mostra como otimizar o processo criativo. Isso porque, ao se relacionar de forma verdadeira e mais próxima com clientes, é possível transmitir mais segurança e confiança –  fatores determinantes para a contratação de qualquer prestador de serviço e que, na maioria das vezes, são responsáveis pela maioria dos negócios fechados.

Dica InfoBranding: Como sua marca se relaciona com seus clientes?

Pense nisso e procure elencar formas de utilizar as ferramentas digitais como suporte para um relacionamento mais pessoal, próximo e verdadeiro.

Busque ouvir seu cliente e perceber suas demandas sob sua perspectiva: qual o real impacto que seus serviços geram na realidade do seu cliente? Dessa forma, você conseguirá construir elos mais fortes e ser percebido como fornecedor de soluções.

Networking CAAN, uma grande rede de amigos

No decorrer dos 26 anos da CAAN os clientes viraram amigos.

Charles sempre ficou à frente da criação na agência, mas ao mesmo tempo os clientes acabavam solicitando seu atendimento direto devido à amizade e proximidade que foram sendo construídos, visto como um diferencial da marca.

“Mas se for preciso escolher entre o contato de venda ou a criação, abro mão do contato de venda, pois a criação está no sangue”. Charles Caan

96% dos negócios fechados na CAAN é por indicação.

Mesmo com alto investimento em mídia online e na chamada “Maldição CAAN”, forma como Charles descreve sua estratégia de remarketing, que faz com que quem entre em contato com a marca nunca deixe de ficar sabendo das novidades a ela relacionadas; Charles reforça que seus negócios são fechados por indicação em 96% dos casos.

Esse dado lança luz em uma realidade de muitos empreendedores que buscam investir em marketing digital.

Muitas vezes medir o retorno sobre o investimento (ROI – Return Over Investiment) das ações de marketing digital pode ser um grande desafio para os pequenos empreendedores, isso porque muitas vezes a compra ou o fechamento de novos negócios não estão relacionados aos likes, cliques ou compartilhamentos; não à toa muitas vezes denominados como “métricas de vaidade”.

Um conceito fundamental no branding acaba sendo esquecido ou, voluntariamente, deixado de lado: o conceito de brand awareness ou conhecimento de marca.

Brand Awareness diz respeito ao conhecimento que o mercado tem sobre a marca em questão, levando em conta o universo de todos os seus stakeholders – clientes, parceiros, colaboradores, mídia especializada, potenciais clientes, concorrentes entre outros.

É este conhecimento que ecoa ao mercado o diferencial da marca, posicionando-a e destacando-a de suas semelhantes.

Brand Awareness é um dos cinco pilares do Brand Equity de David Aaker, importante teórico do branding, que diz respeito ao valor que a marca tem além de seu custo.

Ao lado do brand awareness destacam-se lealdade a marca, percepção de qualidade, associações de marca e outros ativos que determinam sua vantagem competitiva.

Esse conhecimento de marca é reflexo de uma série de fatores, entre eles a reverberação de experiências, positivas e negativas, por parte dos clientes e também de todas as ações de comunicação da marca, entre elas as ações de marketing digital que mantem o imaginário da marca vivo no dia a dia das pessoas.

Marca Pessoal X Marca Corporativa
A realidade de muitos empreendedores, mesmo que eles não saibam!

A relação CAAN Creative Solutions e a imagem de Charles acabou se tornando tão forte que a associação entre elas é algo espontâneo na mente das pessoas.

A CAAN é o Charles, e o Charles é CAAN – muitos pensam que é o seu sobrenome.

Mas isso é positivo ou negativo?

Esta é uma preocupação de muitos empreendedores, mas para Charles essa associação, hoje, é mais positiva pois carrega o valor da agência: solução.

“Quem procura a CAAN sabe que resolveremos problemas. Minha única preocupação com relação a isso é o desafio da minha filha futuramente, caso ela queira assumir a agência”. Charles

Muitos empreendedores começam seus negócios a partir de um sonho pessoal, algo que os move a atuar de maneira muito próxima e intimista em todas as frentes do negócio, desde a estruturação legal, prospecção de clientes, criação de produtos e estruturação de serviços, contratação e treinamento de equipes, pós-venda e comunicação.

Afinal, empreender é se doar-se 100% ao negócio.

Nesse processo seu nome e seu jeito de ser acabam sendo vinculados à empresa e sua marca, dificultando a percepção de limites entre as duas. Isso pode ser bom ou pode ser ruim, depende de como o empreendedor trabalha a questão.

É importante ressaltar que não existe uma fórmula certo/errado, mas em termos gerais, o crescimento e expansão do negócio está intimamente ligado ao elo entre marca pessoal do empreendedor e marca da empresa, especialmente no momento da sucessão.

Para que esta relação não se torne um problema para a empresa, é necessário que o empreendedor, juntamente a sua liderança e equipe, faça um trabalho de branding capaz de consolidar os pilares do negócio, ou seja, trabalhe seu propósito, missão, visão e valores; instrumentos que ajudam a disseminar o que torna a empresa especial para todos os envolvidos, consolidando assim o seu legado.

CAAN e sua identidade visual

A identidade visual da CAAN é uma história à parte.

Sem medo de errar ou quebrar regras do ‘bom design’, Charles relata que sua identidade é mutante e sempre se adequa ao momento do seu negócio.

Desde o início, por conta de sua proximidade com projetos de licenciamento, a CAAN conta com um mascote: o simpático e divertido ETezinho verde. O ET da CAAN virou sua marca registrada e acompanhou o logo durante anos.

Recentemente a CAAN adotou a tagline Creative Solutions para demonstrar suas soluções 360º em design e comunicação.

Além do arroz com feijão do design e comunicação, a CAAN se destaca pelas suas soluções e projetos para PDV, com esculturas em tamanho real em fibra de vidro de personagens, contando com toda a estrutura necessária para atender seus clientes desde o projeto 3D até a confecção de moldes e finalização.

Por ser uma marca versátil e convicta da importância em customizar o atendimento e os projetos, adequando-os às necessidades do clientes, nada mais adequado do que uma abordagem dinâmica para sua identidade.

Sem medo de errar a CAAN testa a aplicação dos seus logos nas mais distintas realidades, variando em cores e aplicações. Já usou o verde, o amarelo e, mais recentemente, está no processo de adoção do rosa.

Nessa evolução a CAAN não segue regras e usa a experimentação como vetor de sua identidade, tangibilizando valores determinantes como criatividade, qualidade técnica e flexibilidade.

Expertise, novos negócios e oportunidades

Outra lição importante que a história da CAAN deixa para profissionais de diversas áreas é a importância de valorizar sua expertise para explorar oportunidades que surgem ao longo de sua jornada e fazer o negócio crescer.

Sempre dedicado à qualidade técnica de seus projetos a CAAN mergulhou no mundo do licenciamento, se consolidou como um dos principais players do mercado, conquistou grandes clientes multinacionais e, mais recentemente, convergiu tudo isso para explorar novos nichos de mercado.

Desde 2018 a CAAN inovou e passou a atender Hotéis e Resorts nacionais, ajudando-os a construir marcas de primeiro nível quando o assunto é entretenimento, criando mascotes, identidade e uma abordagem que cativa o público.

Isso é possível graças ao aprendizado contínuo de Charles e sua equipe que somaram técnicas, abordagens, dificuldades e soluções para levar a marca adiante.

CAAN4Life e comprometimento em ajudar

Quem conhece o Charles sabe que ele é um profissional que compartilha experiências e divide sua expertise com quem, assim como ele, tem vontade de aprender e crescer constantemente. Mas não só isso, a generosidade do gestor da Caan vai além. Desde que criou a agência busca ajudar causas que julga importante para a sociedade, usando seu trabalho e seus recursos criativos para fazer o bem!

A CAAN apóia projetos como Sopro de Amor, Bom Par e Heróis do Bem, criando logotipos, mascotes, peças de comunicação, sites, entre outras ações, além de, sempre que possível, ajudar com doações pessoais.

São inciativas verdadeiras, reflexos da percepção de que compartilhar e ajudar faz o mundo um lugar melhor, sem trocas de interesse ou contrapartidas.

Para compartilhar as iniciativas dos projetos e engajar sua base de contatos, a CAAN criou o selo CAAN4Life, um exemplo de que sempre é possível contribuir com a sociedade.

Conhecendo esta inciativa destacamos outro ponto importante em uma estratégia de branding, que muitas vezes acaba sendo mal interpretada ou simplesmente utilizada de forma não muito autêntica: a solidariedade e devolução à sociedade.

Marcas que trabalham o aspecto social de forma autêntica acabam se valorizando frente à sociedade, que percebe nela uma iniciativa louvável de contribuir com o meio no qual atua.

Ajudar com sua expertise é uma das melhores formas de ajudar o entorno, uma vez que a marca usa sua atuação para afazer a diferença, consolidando o valor de seu negócio para o mercado.

Quando a abordagem segue este norte, é legítimo que a marca utilize isso em sua comunicação, não apenas para mostrar o que está fazendo, mas para usar sua força para engajar mais pessoas às causas nas quais acredita.

Conheça um pouco mais sobre a Caan Criative Solutions aqui.

Designer, formado pela Universidade de Belas Artes de São Paulo, com expertise em realizar trabalhos relacionados à divulgação institucional, com finalidades distintas, tanto share of mind quando share of marketing. Experiência com concepção, criação e desenvolvimento de produto e posicionamento de mercado, estratégias de divulgação on line, desenvolvimento de hot sites e web sites institucionais, acomodando SEO, SEM, e UX (experiência de usuário). Experiência de 21 anos na área de licencimento e design gráfico.

Conteúdo patrocinado.

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Não deixe de conferir nossa série Jornada do Branding, na qual reunimos cases de marcas realmente especiais que tem muito a agregar com sua história e experiência, especialmente porque, em comum, elas têm a proximidade com os pequenos negócios, tão presentes na economia de nosso pais.

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Empreendedora francesa fala sobre como construir uma marca apaixonante valorizando o propósito, experiência do consumidor e storytelling

O resultado de uma marca está atrelado à capacidade de envolver o consumidor em sua proposta de valor, proporcionando experiências memoráveis que se convertam em relacionamento e, potencialmente, no tão esperado fator “Wow”.

Simples de se descrever, porém muito difícil de se conquistar, esta situação de sucesso é fruto de muito planejamento, gestão, foco e, é claro, trabalho duro.

Foi exatamente o que encontrei conversando com Sandrine Billard, fundadora e gestora da marca Petit Louarth, cuja proposta você vai conhecer neste artigo.

Sandrine não começou a conversa me contando sobre sua trajetória ou origem de seu empreendimento como o esperado. Ao invés disso, ela me apresentou uma caixa, me incentivou a explorá-la e começou a analisar minha reação.

Começava ali a EXPERIÊNCIA com a marca. Não por acaso, um dos seus pilares mais importantes.

O que eu tinha em mãos era o Coffret, produto principal da Petit Louarth. Uma pequena caixa de preciosidades, feita para guardar objetos de valor, que na cultura francesa pode ser usado para joias, perfumes e pequenas recordações. Sandrine adaptou este conceito para a realidade brasileira e o projetou de maneira minuciosa, pensando nas principais e mais importantes recordações que os pais guardam durante o crescimento de seus filhos, oferecendo uma opção organizada, lúdica e repleta de gatilhos para despertar emoções profundas nos pais, filhos e familiares.


Vídeo de apresentação do produto com ênfase na experiência do usuário.

Com este gatilho Sandrine me envolveu na proposta e, mesmo sem ter filhos, percebi ali o valor do benefício ampliado que seu Coffret apresentava.  Mais do que um simples organizador, a Petit Louarth traz a possibilidade de construir uma história colaborativa em família, resultando em uma lembrança que se configura como uma plataforma para eternizar momentos especiais.

Itens como a primeira chupeta, os dentinhos, a naninha, fotos de maternidade, pelúcias e até mesmo uma régua de crescimento foram contemplados. Tudo para ajudar os pais e/ou familiares a construir a história de seus pequenos.

A partir desses conceitos e com base na paixão pela infância, nasceu a Petit Louarth que, além de encantar, configura-se como uma verdadeira aula de branding e empreendedorismo.

Já envolvido pela marca e o que ela representa, começamos a conversar sobre os aspectos técnicos que marcam a trajetória de Sandrine e sua marca.

Como muitos empreendedores, Sandrine começou sua marca com o objetivo de dedicar tempo a algo em que acreditava, mas fez isso de maneira consciente, analisando o ambiente e planejando cada passo.

Percebendo uma demanda pouco explorada, desenvolveu um produto, criou uma marca e buscou implementar a proposta de forma ágil e consciente.

Direcionou sua experiência em grandes multinacionais para estruturar um plano de negócios, definindo seus objetivos de curto, médio e longo prazo bem como elencando os principais KPIs que precisariam ser atingidos para validar ou não suas expectativas.

Neste processo, firmeza e rigidez com seu propósito a ajudaram a estruturar um compliance que clarificou e direcionou a escolha de fornecedores, com os quais alinhou suas expectativas e definiu critérios para a parceria. Visitou cada um deles para garantir que não exploravam trabalho infantil e que respeitavam a legislação trabalhista vigente no país, bem como verificou se atenderiam seu padrão de qualidade. Assim, sua trajetória nos deixa uma lição importante: por mais que o envolvimento emocional do empreendedor com sua marca seja importante para trazer aquele “brilho nos olhos” e “paixão” capazes de motivá-lo, é estritamente necessário manter certo grau de frieza para a tomada de decisão e acompanhamento essenciais para o sucesso.

A criação da marca:

No que diz respeito à criação da marca, Sandrine, assim como muitos empreendedores, não teve consultoria especializada, por outro lado, seguiu uma linha de raciocínio para transmitir toda sua proposta por meio do nome e identidade. Ela sabia que a marca precisaria remeter ao universo infantil de forma espontânea ao mesmo tempo que refletisse sua origem francesa. Por isso, escolher o nome “Petit” foi relativamente fácil. No entanto, Sandrine sabia que para o processo de registro e proteção da marca ela precisaria de algum diferencial que reforçasse a exclusividade e, para a segunda parte do nome, decidiu usar as iniciais dos seus filhos para formara a palavra “Louarth”. E aqui está uma sacada muito legal.

Logotipo da Petit Louarth, no qual a tipografia de aspecto mais manual se destaca e tem como suporte, a forma circular da lua com aplicação de textura que se alinha com os traços das ilustrações que dão vida ao produto.

Louarth” é a junção dos nomes Louise e Arthur, mas também se aproxima foneticamente da palavra “Lua” e “Arte” remetendo à ideia de sonho e do momento em que os pais colocam os filhos para dormir, contando histórias e fazendo carinho; ao mesmo tempo que remete ao esmero e atenção de um artista no seu processo de criação.

Como tagline, Sandrine definiu “A infância no fundo do coração”, amarrando todos os conceitos que representam sua marca e os valores que ela defende. Com o nome definido Sandrine alinhou suas ideias com um designer, responsável a dar vida à marca e ao produto.  Em um processo de cocriação refinou as propostas até chegar à uma identidade limpa, sem muitos elementos, que valorizasse o produto e utilizasse o logotipo como uma assinatura discreta. Afinal, para a Petit Louarth , a apresentação do conjunto do produto é mais importante do que colocar o logotipo em um local de grande destaque de forma a trazer um “ar muito comercial”.

Versões do Coffret em azul, rosa e amarelo. A marca aparece de forma discreta na lateral do produto, deixando destaque para as cores, ilustrações e mascotes da marca.

Ao falarmos da parceria com o designer, perguntei à Sandrine qual sua percepção em relação a escolha desse fornecedor com o objetivo de entender quais aspectos os designers devem levar em conta no momento de se posicionar. Sandrine então elencou compromisso e confiança como sendo as características principais, uma vez que por estar focado em desenvolver seu negócio, o empreendedor precisa ter a tranquilidade de que seus prazos serão cumpridos e de que terá uma solução e não mais uma dor de cabeça.

Storytelling, o gatilho para a propagação da marca:

Com a ideia concretizada, o storytelling ganha papel de destaque na estratégia da Petit Louarth, uma vez que transmite a mensagem da marca de forma a evolver o consumidor em sua experiência. Toda a ideia de guardar as lembranças para deixar um legado envolve e encoraja as pessoas a agirem em torno do uso do produto, elevando a marca a um papel central na construção de seu legado familiar.

Quando aplicado de maneira bem estruturada, o storytelling contribui para o posicionamento da marca, ajudando com que ela se propague via recomendação de um para muitos, explorando as conexões entre as pessoas.

Tal conexão é fundamental na jornada do consumidor de hoje em dia, que busca em seus pares a validação de suas percepções, por meio de indicações e reviews. Além de ser determinante para a construção de conhecimento de marca (brand awareness) por meio da advocacia de marca.

Padrão ideal para a jornada do consumidor, apresentada por Kotler no livro Marketing 4.0. Destacamos a terceira etapa, referente a validação com a rede de contatos e a quinta etapa, referente à advocacia após a experiência com a marca. Ou seja, de um cenário no qual o consumidor identifica a marca dentre tantas outras opções, ele refina a percepção, decide experimentar a marca e, se a percepção final for positiva, ele tende a passar a mensagem adiante e ajuda a influenciar potenciais consumidores.

O MVP e os planos para o futuro:

Hoje a Petit Louarth ainda é uma marca nova, com menos de dois anos de existência desde sua concepção. Ciente desta realidade, Sandrine encara seu Coffret como um MVP – Minimum Viable Product ou Mínimo Produto Víavel, que testa e valida a proposta conforme mediante sua aceitação.

Por conta do foco na qualidade e pouca escala, o produto da Petit Louarth tem um alto custo de produção e, por consequência, um preço um pouco elevado que o direciona à classe A. Além disso, por se tratar de um produto novo, a marca ainda está na fase de apresentá-lo ao mercado, o que exige grande esforço e atenção; tanto para feedbacks positivos quanto, e principalmente, para feedbacks negativos, com os quais a marca poderá aprender.

Para esse processo Sandrine conta com a expertise da Midiaria.com, também parceira do InfoBranding, para posicionar a marca no ambiente digital e difundir sua proposta para a mídia especializada, utilizando-se da estratégia de relações públicas, mídias sociais e pequenos eventos para influencers.

Exemplo da comunicação da marca em redes sociais e encontro com influencers, no qual a Sandrine apresenta a marca e discute assuntos relacionados ao seu universo.

A ideia da Petit Louarth é aumentar sua escala e levar fazer com que cada vez mais famílias construam suas histórias de forma organizada e lúdica!

Conheça um pouco mais sobre a Petit Louarth aqui.

Sandrine Billard possui formação em administração e gestão de empresas, com atuação em grandes multinacionais com foco em varejo. Veio para o Brasil para implementar negócios de origem Francesa, 13 anos depois, apaixonada por nosso país, decidiu ficar e empreender.

Gostou do case da Petit Louarth? Comente aqui e compartilhe!

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Estamos na era do trabalho colaborativo. Cocriação e compartilhamento são recursos-chave para alcançar resultados mais criativos e, claro, efetivos.

Seguindo este modelo de trabalho, a produtora boutique brasileira, Beautik, focada nos segmentos de beleza, moda e bem-estar, propõe um novo modelo de negócios no mercado audiovisual, empregando diversas disciplinas em um formato colaborativo e sem exclusividade, que já é tendência em outros países.

Sob o comando da produtora executiva Renata Tripoli e da diretora de cena Camila Simon, a produtora Girl Power conta ainda com a consultora de estilo Alexandra Von Bismarck.

O mercado exige cada vez mais agilidade e flexibilidade nos formatos tradicionais de trabalho. De que forma a Beautik propõe essa dinâmica no mercado audiovisual?
Conceito ‘Plug&Play’

A Beautik trabalha com um corpo de talentos que se adapta às diferentes demandas para atender com a excelência que os mercados de beleza, moda e bem-estar exigem. São profissionais como criativos, diretores de arte, diretores de cena e fotografia, fotógrafos, designers, stylists, beauty artists e outros parceiros que, juntos, oferecem soluções criativas e dinamismo necessário nesta época de transformação digital.

Modelo multidisciplinar

Produzir uma conversa com a velocidade da era digital requer um número maior de produções e demandam processos mais ágeis e com menores custos. Isso porque os anunciantes estão mais focados no potencial infinito de suas marcas na web e cada vez mais envolvidos com as produções, elegendo a transparência como o principal ativo de um novo modelo de mercado.

Colaboração

A partir deste conceito colaborativo nasceu a parceria com a produtora Casta Diva Beauty Buenos Aires. A Beautik passou a contar com seus diretores e com a capacidade de produção internacional da empresa e seus 14 escritórios presentes em 11 países. Além disto, a Beautik consolida seu formato multidisciplinar participando da produção da 9ª Mostra SP de Fotografia, evento que acontece durante o mês de julho na Vila Madalena, em São Paulo, e que gera reflexão sobre o uso do plástico, tema deste ano, através da fotografia e das mesas de conversas. A Beautik contribuindo para um mundo mais humano e sustentável.

“Acredito que vivemos em um momento de quebra de padrões, no qual saímos de um modelo de exclusividade que nos limita. Agora vamos rumo à era do compartilhamento e da união de esforços e expertises. Deixamos de ser individuais para nos tornarmos coletivos e colaborativos. A Beautik vem para consolidar um momento pautado pela liberdade de atuação e também pela confiança e transparência, pilares de um novo futuro”, resume a sócia e produtora executiva Renata Tripoli.

Foto: Camila Simon e a Renata Tripoli

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Branding está em alta. Os profissionais de marketing estão cada vez mais habituados com empresários perguntando: como transformar minha empresa em uma marca relevante?

Humanização, costumer experience, pesquisas… você jé deve ter ouvido isso em algum lugar. Pensamos em diversas marcas como Starbucks, Netflix, Nubank, Magazine Luiza… Mas Branding não é somente para grandes empresas. Todas as marcas merecem ser desenvolvidas! Mas o que é marca?

Primeiro precisamos entender que marca, como diz a professora Marcia Auriani, autoridade em branding no Brasil, “a partir do momento que alguém coloca uma placa em algum lugar, ali já é uma marca, seja grande ou pequena”.

Pensando de maneira sucinta, uma marca é capaz de aproximar o consumidor do propósito e não somente do produto.

Construir uma marca baseada no propósito da mesma faz com que o público se aproxime por questões morais e não somente pela necessidade. Assim, as marcas impactam e fazem parte do cotidiano do consumidor. Esse foi o desafio para a construção de marca da Igreja Vida Plena, uma instituição religiosa da Zona Leste de São Paulo.

Em setembro do ano de 2017, a Igreja Apostólica Vida Plena estava passando por uma transição de modelo de gestão e, com isso, estava perdendo membros. Os cultos (reuniões onde os membros se encontram) estavam com a média de 70 – 100 pessoas. Antes da transição de modelo, a igreja tinha uma média de 200 – 300 pessoas por culto. Observando os números, tendo em comparação outras instituições que estavam crescendo, os responsáveis pela instituição tomaram a decisão de inovar os seus processos e investir em uma nova identidade para a igreja.

A igreja passava pela perda de adeptos e poucas pessoas tornavam-se membros da instituição.

O desafio era fazer a instituição fazer parte do cotidiano do público. Por isso, foi necessário entender o que era a instituição e o “por quê” da sua existência.

Foram longos finais de semanas de pesquisa de campo, reuniões com os fundadores da igreja, muito café, energético e chocolate.

Por meio da metodologia Golden Circle, iniciamos a reestruturação da Igreja Vida Plena com o intuito de tornar a marca reconhecida e influente para os consumidores.

O propósito foi a peça chave para o desenvolvimento da instituição. O desafio era comunicá-lo sem precisar falar dele. As ações, o espaço físico, a reuniões e os membros deveriam conter a mensagem “abraçar os inabraçáveis”.

“Partimos do princípio que muitas instituições religiosas excluem pessoas que são vistas como ‘diferentes’. Nós observamos esse fator, estabelecemos o nosso propósito e encontramos o nosso público” comenta Eliane Motta, fundadora da Igreja Vida Plena.

Toda a comunicação da igreja, então, foi desenvolvida baseada no propósito “Abraçar os Inabraçáveis”.

Em dois anos de muito trabalho, o número de pessoas nas reuniões dobrou. O posicionamento de marca através do propósito atraiu o público correto e, assim, tornou a marca mais presente no “coração” das pessoas que entravam em contato a igreja.

Nicole Barbosa: formada em Relações Internacionais e especialista em comunicação e marketing digital pela Belas Artes. Atua na gestão e construção de de marcas para pequenas e médias empresas.

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Saiba mais sobre a criação e gestão da marca GPS Contabilidade por meio da metodologia TXM Branding para gerar valor e novas experiências aos consumidores.

Com as novas formas de comunicação entre clientes e marcas, as empresas que desejam se destacar perante o mercado precisam construir e pensar na organização por meio de um relacionamento sólido com os clientes e potenciais consumidores.

As novas tecnologias do mercado atual demandam uma maior conexão das marcas com os consumidores, construindo um relacionamento duradouro.

Leandro Werner (Maka),  empresário e consultor em gestão de marcas, compartilha sua experiência neste cenário em que o marketing utiliza-se de ferramentas estratégicas para fixar a marca na mente do consumidor:

“Este posicionamento refere-se ao lugar que a marca deseja ter na mente do consumidor. Para as marcas, torna-se importante este processo. Na era da superinformação deve-se tentar alcançar o público desejado primeiro”, comenta Maka.

O especialista destaca que para uma marca se posicionar perante o seu público, ela deve deixar claro qual o seu objetivo e quais suas visões de mercado. “Com este posicionamento bem definido, fica mais fácil manter a marca na mente do consumidor. O posicionamento deve articular no sentido de colocar à disposição do consumidor um objetivo claro e bem definido, diferenciando a marca dos demais concorrentes”, esclarece.

Atenta às necessidades e ao novo relacionamento com os consumidores, a empresa blumenauense GPS Contabilidade aderiu às estratégias de branding para lançar a marca já consolidada no mercado, e criar experiências, proporcionando uma visão completa da verdadeira essência da empresa.

Para auxiliar na gestão e estruturação da marca, a empresa contou com a metodologia TXM Branding, desenvolvida pela Maka.Branding em parceira com o Laboratório de Orientação da Gênese Organizacional da Universidade Federal de Santa Catarina (LOGO/UFSC).

A metodologia foi responsável por estruturar o DNA da GPS Contabilidade, identificando a contextualização dentro do mercado e seu posicionamento.

“Após essa etapa, evoluímos para o propósito – afinal, marcas sem propósito são marcas sem alma – e posicionamento, para adequar a proposta de valor ao mercado e também posicionar a empresa perante os concorrentes”, comenta Maka, fundador da empresa e responsável pelo projeto.

Maka ainda comenta que  foi possível identificar que a marca deveria ter uma diferencial. “Era preciso mostrar o “jeito” GPS de encarar os desafios”, explica. Visto isso, foi realizado um levantamento de benchmarking – processo de comparação de produtos, serviços e práticas empresariais – com análise de cenários e o mapeamento de concorrentes da empresa.

O empresário conta que também foi feito um levantamento de todas as personas da marca, para gerar experiências que fossem mais assertivas para o público alvo da empresa. “Com isso, foi possível entender e construir a atmosfera da marca e suas conexões com outras áreas, mapeando clientes, fornecedores, associações e parceiros estratégicos”, conta Maka.

Com este processo, a GPS redefiniu o portfólio de produtos e analisou todos os dados coletados. “Então, finalmente chegou a hora de criar as experiências de marca, desde o logotipo, passando pela tagline, linguagem do consumidor, site, material impresso de papelaria e promoção, e também todos os materiais digitais“.

Maka ressalta que, por meio da metodologia Lego Serious Play, a empresa participou de todo o processo, possibilitando entender quais os canais a serem utilizados e suas funções para propagar a marca. “Assim,  a GPS consegue ganhar autonomia em seus processos a partir de agora”, finaliza.

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Branding e Lego® Serious Play®: entenda a aplicação desta metodologia na gestão de marcas, gerando um melhor posicionamento, visão de futuro e inovação para as marcas

A metodologia Lego® Serious Play® é um método estratégico, inovador e experiencial projetado para conduzir reuniões, melhorar a comunicação, facilitar o pensamento, materializar ideias e auxiliar nos processos de análise e busca de soluções de problemas complexos. A metodologia surgiu no ano de 1996, quando a Executive Discovery – empresa independente associada ao LEGO Group na época – decidiu criar uma metodologia que elevasse a cultura criativa das empresas ao máximo nível.

O principal objetivo da metodologia é a utilização de metáforas e histórias contadas por seus participantes para que, desta maneira, todos possam participar e explorar sentidos e novos rumos até então não descobertos. A metodologia evoluiu bastante e acabou tornando-se uma das melhores estratégias para a tomada de decisão e criação de novos mindsets nas organizações.

Ao unirmos a metodologia do Lego® Serious Play® com o branding, temos um resultado extraordinário. Desta forma, conseguimos visualizar melhor a visão de marca que os stakeholders possuem e esperam de uma organização. Pode-se destacar que a metodologia é capaz de unificar e categorizar visões até então não reveladas pelos seus participantes.

É importante também que as marcas tenham uma visão de futuro, do que querem ser amanhã e, principalmente, de como querem ser vistas por seus consumidores. Com a metodologia Lego é possível definir estes canais, já que é possível ter uma visão 3D de todo o processo.

Outro fator que valoriza a implementação da metodologia é a capacidade de gerir novos mindsets e mudar comportamentos dentro da organização. Desta maneira o processo de pulverização das marcas fica muito mais visível, todas as estratégias conseguem ser tangilibizadas e exploradas ao máximo.

Com a utilização de metáforas e a criação de cenários para as organizações é possível ter uma visão maior de todas as possibilidades de estratégias que possamos desenvolvemos nos planejamentos da gestão de marcas. Além disso os participantes do processo de branding também possuem a possibilidade de incluir e distribuir as funções em tempo real, no momento de aplicação da metodologia.

Atualmente, muitas empresas utilizam entre os colaboradores em processo de desenvolvimento de marcas, como também em projetos em conjunto com clientes, seja no desenvolvimento de marcas, visão de futuro ou implementação de novos pensamentos de inovação e criatividade na organização, criando projetos co-criativos entre os envolvidos. Neste sentido, a metodologia aliada a outras pode potencializar ainda mais o resultado, como acontece, por exemplo, com a metodologia do TXM Branding, desenvolvida em parceria com o Laboratório de Orientação da Gênese Organizacional da Universidade Federal de Santa Catarina (LOGO/UFSC).

Neste método, todos os participantes participam ativamente durante o processo, diferentemente de outros modelos, onde apenas alguns fazem o uso da palavra e os demais apenas concordam.

Por último, é importante ressaltar que a metodologia consiste em várias etapas que podem ser moldadas de acordo com a necessidade de cada empresa, seja interna ou externa. São inúmeras as possibilidades de utilização deste processo em uma organização ou em sala de aula.


Maka Werner: empresário e consultor de gestão de marcas e gerenciamento de projetos de marketing e design, e facilitador na metodologia Lego® Serious Play® no Brasil.

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Enquanto disciplina, o branding é relativamente novo, mas seus conceitos principais remontam à antiguidade, quando o homem começou a fixar moradia, estabelecer comunidades, e realizar a troca do excedente de sua produção.

De lá para cá a disciplina responsável pela identificação e diferenciação por meio de associações coordenadas entre conceitos e objeto trabalhado, seja ele um produto, um serviço, um lugar, uma pessoa ou uma ideia, vem se tornando cada vez mais complexa e exige de seus profissionais um nível de atenção e atualização elevado e constante.

Com a digitalização do mundo e de todas as atividades que nos cercam, as pessoas se tornaram, de fato, o centro de todas as ações praticadas no mercado, uma vez que, sem elas, as relações simplesmente não se sustentam.

Mais ativo, conectado, informado e ciente da influência que exerce sobre as marcas, o consumidor de hoje se vale da tecnologia e de sua onipresença no processo para exigir níveis cada vez mas elevados de atendimento, buscando sempre mais satisfação para seus desejos, tendo em vista que, necessidades propriamente ditas, via de regra, já encontram-se atendidas pela oferta mais básica.

Saiba mais sobre o Marketing 4.0 aqui!

Nesse contexto, marcas se esforçam para criar associações coerentes que as identifiquem e diferenciem das demais ofertas, estruturando normas no formato de guias de identidade visual e brand books, materiais que padronizam e servem de referência para a tomada de decisões quanto aos desdobramentos a serem implementados e ações a serem realizadas.

Contudo, esse tipo de prática seguiu, até hoje, preceitos que convergiam para a PADRONIZAÇÃO, uma vez que por meio dela, a imagem ia ganhando forma na percepção do público.

Mas será que essa padronização resiste as mudanças constantes da nossa era hiper-conectada e marcada pelo dinamismo e transformações em ritmo alucinógenos?

Essa é a pergunta que vem demandando grandes reflexões de profissionais envolvidos na gestão de marcas.

Neste cenário, algumas regras precisam simplesmente cair por terra, enquanto outras, precisam ser atualizadas, flexibilizadas e encaradas sob novas perspectivas. Para saber como agir diante de tanta mudança apresentamos cinco tendências para ajudar o gestor de marcas na hora de adequar sua atuação:

1) A mensagem não é mais unilateral:

Essa mudança redefine o jogo.

Se antes as marcas conseguiam controlar sua comunicação com anúncios unilaterais que visavam atingir um consumidor passivo, hoje elas fazem parte de um processo HOROIZONTAL.

Isso quer dizer que o consumidor está munido de informações e ferramentas para responder e interagir com as marcas de forma instantânea e transparente, aberta para quem quiser acompanhar. Ou seja, MARCAS e CONSUMIDORES estão no mesmo nível.

Portanto, as marcas precisam estar abertas e preparadas para o DIÁLOGO! O desafio: se flexibilizar para se adequar a diferentes abordagens sem perder o foco na sua proposta de valor.

2) Propósito e valores se solidificam como elementos norteadores:

O cenário digital muda rapidamente, o que é vigente hoje, pode não valer mais amanhã e, nesse sentido, FLEXIBILIDADE e AGILIDADE são determinantes.

Além disso, a diversidade nas plataformas vigentes impõe as marcas formatos e linguagens diferentes que coexistem e demandam atenção simultânea no momento do planejamento e da execução das ações.

Com isso o PROPÓSITO e os VALORES ganham importância e destacam-se como tendências para essa realidade, por dois motivos principais:

1º) Engajam o público que, comprovadamente, cada vez mais, busca marcas que atuem segundo uma razão de ser, uma causa que de fato as diferencie dos demais players e que eleve sua atuação para além do lucro e simples objetivo de venda, considerando o impacto que causam na sociedade e na vida das pessoas;

2º) Traçam uma linha central que guia a tomada de decisão, definição de ações e maneira de se comunicar, permitindo que os agentes envolvidos no processo sejam capazes de adequar formatos e abordagens sem se distanciar do real valor proposto pela marca e sem perder o timing que a digitalização exige.

3) Estar presente nas plataformas não significa ter uma estratégia:

 Plataformas são plataformas. Não basta estar nelas se não se sabe o que fazer!

É fundamental para as marcas dedicar seus esforços para elaborar uma estratégia que as leve em direção ao seu objetivo.

Para tanto é fundamental entender a característica de cada uma delas bem como o que o público que as utiliza espera das marcas naquele ambiente. Nesse sentido as marcas precisam multiplicar suas abordagens para atingir seus públicos em diferentes situações e ambientes, objetivando sempre ser considerada como opção e merecedora de atenção, para que então, ela possa, de fato, estabelecer e manter as relações que garantem sua preferência.

4) Conteúdo engajando audiências:

Com tantas ferramentas ao seu alcance, o consumidor está no poder. Ele pode e vai ignorar tudo aquilo que não acrescente valor para o seu dia a dia. Sendo assim, anúncios tradicionais tendem a ser desprezados pelo simples fato de interromperem momentos importantes com amigos, família ou simplesmente dedicados ao puro entretenimento.

Para driblar essa realidade as marcas precisam mudar seu mindset e buscar atrair o consumidor para si, sem interrompê-lo, mas despertando seu interesse. Como fazer isso? Com conteúdo!

Ao criar e distribuir conteúdo relevante para o público as marcas se colocam como verdadeiras parcerias, membros da comunidade que buscam colaborar com questões que realmente trazem impacto para o dia a dia. Dessa forma o consumidor percebe valor e, mesmo que não realize transações monetárias de início, passa a perceber a marca em questão como referência naquela determinada área.

E não julgue essa questão como irrelevante, ser considerada significa que a marca conquistou um espaço com aquele consumidor que pode impulsionar sua proposta para toda uma rede de contato de forma legítima que, por ter formato de recomendação, desfruta de maiores chances de receber atenção.

5) Métricas para redirecionar os esforços:

Enquanto muito se flexibiliza, o acompanhamento de resultados se estabelece como regra inviolável!

As ferramentas do mundo digital permitem analisar cada ação de forma minuciosa e com isso os gestores conseguem acompanhar os resultados e fazer ajustes a tempo de aproveitar o momento. Isso é um recurso muito valioso, pois permite otimizar recursos e garante resultados mais precisos.

Mas para que as métricas entreguem todo o seu potencial é necessário que os gestores, cientes do item 3, tenham uma estratégia em mente na qual diversos indicadores de performance tenham sido estabelecidos. Afinal, é preciso saber o que se quer medir antes de sair colhendo dados.

 

Esses cinco tópicos são alguns que se destacam em meio ao grande impacto que as tecnologias e a digitalização da nossa realidade impõe sobre as marcas. Mas o desafio não se esgota aqui, é imperativo que o profissional envolvido na gestão de marcas esteja sempre antenado às tendências e atualizado tecnicamente de forma a adequar a atuação das marcas da melhor forma possível, se adequando as novas demandas sem perder o foco nos conceitos que tornam a marca única e relevante entre tantas outras opções.

Confira e compartilhe as 5 tendências em forma de apresentação:

 

Se este artigo é capaz de deixar uma mensagem, ela é: conheça bem os fundamentos, eles são importantes e sustentam toda uma gama de conhecimento necessária para filtrar e avaliar as informações que recebemos a toda hora, mas não se prenda a velhos modelos ou regras rígidas, esteja preparado para se atualizar e se flexibilizar, afinal, uma marcas ó é relevante se ela se adequa ao que o público demanda. E isso, está mais volátil do que nunca!

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Royalties são valores originados de um contrato de licenciamento, pagos pelo direito de uso de uma marca ou propriedade ao titular. Ou seja, tal contrato e remuneração garante legalmente o direito de uso de determinada marca, ou uso de imagens (personagens, filmes, séries, entre outros).

O percentual dos royalties são negociados por Licenciantes e Agentes com as indústrias; e o não pagamento correto por parte das indústrias, com utilização proposital de procedimentos indevidos para reduzirem o valor a ser pago, caracteriza sonegação de royalties (falta deliberada de pagamento de uma obrigação contratual).

Jorge de Nóbrega, auditor de royalties há mais de vinte anos, relatou ao InfoBranding: “existem indústrias que pagam os royalties corretamente, onde não encontro nenhuma divergência. Porém outras, de pequeno a grande porte, até muito conhecidas a nível nacional, utilizam procedimentos indevidos para reduzirem os valores a serem pagos.

Confira a entrevista completa:

Qual é a maior justificativa que as indústrias dão quando reduzem indevidamente o valor a ser pago?

Jorge: A justificativa é que os royalties encarecem muito os produtos; e que os Licenciantes e Agentes pouco ajudam desde o desenvolvimento dos produtos até as suas vendas, que os mesmos só pensam em receber os royalties. Consideram o percentual dos royalties muito alto e que, por isso, arrumam um jeitinho de reduzir os custos com os mesmos.

Sempre que ouço essas justificativas respondo que as indústrias adquiriram a licença concordando com todas as condições contratuais, e que os Licenciantes e Agentes não possuem obrigação alguma em auxiliar no custo de fabricação ou na comercialização dos produtos e etc.

Qual é a participação do Comércio nas vendas com meia e sem nota fiscal?

Jorge: Caso existam vendas nessas situações, que podem ocasionar grandes prejuízos, a culpa por esse tipo de vendas não é somente das indústrias. O varejo também pode ser responsabilizado: Como ouvimos falar pelo comércio de uma forma geral, é que se a indústria não vender nessas condições, o varejo procura por outra indústria que venda um produto similar nessas condições, mesmo sendo de outros personagens. Desta forma, a indústria se sujeita a vender nas  condições propostas para não perder a venda.

As vendas com meia e sem nota fiscal são os procedimentos que mais ocasionam sonegações aos Agentes e Licenciantes?

Jorge: Caso venham a existir, pode ser, visto que sobre parte dessas vendas as indústrias podem não pagar os Royalties.

A maioria dos problemas constatados se repetem em todas as indústrias?

Jorge: Não necessariamente. Tenho catalogado 42 tipos de procedimentos indevidos utilizados por elas que infringem cláusulas de diversos contratos de licenciamento. Também possuo um banco de dados por segmento de Mercado contendo todas as indústrias e os problemas detectados em cada uma delas.

Sabemos que na maioria dos contratos de licenciamento existe uma cláusula dizendo que se os débitos constatados na auditoria forem superiores a 5% dos royalties pagos no período, os custos dos seus honorários serão devidos pelas indústrias. Como fica essa situação? As indústrias pagam os seus custos?

Jorge: Em todos os meus relatórios eu demonstro aos Agentes e Licenciantes se eles podem ou não cobrar os meus custos. Porém a informação se cobram ou não eu não possuo, visto não possuir acesso aos procedimentos de cobrança. Extra oficialmente sei que alguns não cobram, se as indústrias não criarem obstáculos para pagar todo o débito constatado. Em outros casos eles cobram os meus custos, porém perdoam parte do valor da multa ou dos juros.


Jorge de Nóbrega, auditor de Royalties. Contatos: jorgedenobrega@hotmail.com / (11) 99213-2669

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BRANDING NA PRÁTICA

 

Qual seria a melhor definição de um bom nome de uma marca hoje em dia?
Nome é a diferenciação da marca. Hoje em dia o nome é um conjunto de valores e propósitos que diferenciam um serviço ou produto, construindo pontes com o consumidor. No iNomes (www.inomes.com.br), trabalhamos com os nomes desde os primeiros passos, quando apenas nomes aleatórios existem como possibilidade.

Que atributos definem o valor e sucesso de um nome?
Sua capacidade de ser relevante, lembrado e relacionado aos atributos positivos da empresa.

Quais são as práticas e técnicas de construção e consolidação de um nome, mais eficazes hoje no mercado?
Existem muitas formas de construir e consolidar um nome no mercado. Uma das formas mais eficazes e na qual mais acreditamos, é o nome da marca se transformar numa plataforma de comunicação, troca e geração de informação relevante para o seu público. Sempre ecoando anseios, ideias e valores e dialogando sobre assuntos e questões pertinentes e relevantes com o seu público de forma aberta e horizontal. O nome de uma marca deve expressar com clareza os propósitos da marca para que a marca possa se construir como um espaço de referência. Pensamos em tudo isso, no momento de criar um nome.

Como identificar seu público de maneira efetiva?
Identificar o seu público é identificar um grupo que compartilhe desejos, propósitos ou valores com o nome e a marca.

Quais são os maiores desafios na gestão de marcas e nomes?
Coerência. A pressão por resultados  de vendas e o dinamismo natural do comportamento digital fazem com que as marcas estejam tendo muita dificuldade de se manter coerentes consigo mesmas e fazer umas construção no tempo. Como mudam o tempo todo, acabam não conseguindo fazer uma construção relevante ou pregnante para o público.

Neste sentido, quais são as melhores estratégias para se desenvolver confiança em resposta a crises?
Dinamismo: a capacidade de se avaliar e mudar de rota constantemente, mas sem perder de vista o seu propósito. Honestidade com o público e com os seus próprios valores. As marcas precisam entender que o mundo está mudando e que a postura do consumidor é outra.

Como o branding brasileiro se destaca no cenário internacional?
O branding brasileiro é criativo mas mantém os pés no chão. Apto a ser inovador dentro das condições reais e possíveis do mercado. Isso é um grande diferencial.

O iNomes (www.inomes.com.br) é uma expressão dessa criatividade com foco na nossa realidade. Estamos vivendo um momento em que milhares de empreendedores tem nas mãos o desafio de construírem marcas fortes e relevantes para seus produtos e serviços. Normalmente, o projeto de construir um nome forte é custoso e inacessível para grande parte dos empreendedores. Nossa ideia é oferecer a experiência de nossa equipe de criação de nomes, que tem mais de 15 anos de experiência, com um preço muito acessível. Somos um grupo de mentes criativas que tem nomeado serviços, empresas, produtos e projetos diariamente por mais de uma década. Nos tornamos – literalmente – gurus de nomes.

Como vocês desenvolvem os nomes?
O foco do nosso trabalho concentra-se na criação de nomes inesquecíveis. É a nossa paixão e ao mesmo tempo aquilo que fazemos de melhor. O processo visa olhar profundamente para cada cliente, que para nós é sempre único. Nossa equipe trabalha com profissionais de linguística e fonética que tem em comum a paixão pela criação de nomes. Nosso ágil processo interativo do “brainstorming” produz uma ampla gama de nomes, com resultados inusitados e de criativa expressão verbal. Transformamos uma tarefa complicada e muitas vezes frustrante, em solução fácil e divertida para o empreendedor.


iNomes: Idealizado pelas sócias Sandra Birman, fundadora do iMarca (imarca.com.br), e Adriana Calderoni, diretora da Modo Branding Lab (modobranding.com), ambas com mais de 10 anos no mercado de criação de marcas.

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