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Comportamento e Consumo

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De acordo com a Criteo S.A. (NASDAQ: CRTO), plataforma de anúncios para a Internet aberta, o Dia das Mães de 2019 deve seguir tendências parecidas com o registrado em 2018. Na ocasião, as categorias mais impactadas foram Moda, Artigos para Casa e Grandes Varejistas que registraram, respectivamente, alta de 27%, 17% e 11% nas taxas de conversão, cerca de 14 dias antes do evento.

“Estamos próximos de uma das datas mais importantes para o varejo no primeiro semestre e uma boa estratégia será fundamental para aproveitar todo o seu potencial. Para essas duas semanas que antecedem é importante investir na otimização dos canais mobile, em ferramentas de produtos patrocinados, retargeting e anúncios paid display para impactar o cliente no momento certo, gerando conversão. Lembrando que o ideal é traçar estratégias omnichannel que acompanhem o consumidor por toda a jornada de compra. Outra dica importante é pensar naquele consumidor que vai acabar deixando para comprar o presente na última hora”, explica Alessander Firmino, diretor geral da Criteo para o Brasil e América Latina.

Tendências para as principais categorias

Este ano, a categoria Moda deve atingir o pico de vendas online na semana que antecede o Dia das Mães. Em 2018, as vendas aumentaram 23% nos quatro dias antes da data, em comparação com a média registrada em Abril. No fim de semana da comemoração, o tráfego e as vendas tiveram queda de mais de 25%.

Artigos para Casa deve registrar um grande impacto nesta edição, já que produtos desta categoria tendem a ficar entre os mais populares para presentear. No ano passado, as vendas online tiveram seu ápice nos quatro dias anteriores à celebração, com aumento de mais de 50% em comparação com a média de abril. Cinco dias antes do evento, o tráfego cresceu 21%.

Grandes Varejistas devem se preparar para picos de vendas antes e depois da data. Na última edição, houve aumento expressivo de vendas quatro dias antes, com crescimento de 22% se comparado à média de abril. Mas logo após o evento, as vendas aumentaram 46%, alcançando seu ápice.

Metodologia 

As tendências para o Dia das Mães foram identificadas pela Criteo por meio da análise das transações online de 82 dos principais anunciantes do Brasil. Foram analisadas mais de 8,3 milhões de vendas concluídas em desktops, smartphones e tablets.

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A pesquisa Global Consumer Insight Survey 2018, que define tendências e características de consumo em 27 países, indica que 21% dos brasileiros realizam compras online semanalmente, maior índice registrado desde 2014 pela consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC). Isso reforça que o consumo por meio da internet vem crescendo ano a ano. Em paralelo, há outras tendências no consumo, como o recente crescimento das lojas físicas.

Ao todo, a PwC entrevistou 22 mil pessoas entre agosto e outubro de 2017. No Brasil, o único da América Latina entre os analisados, foram 1.001 entrevistados. 41% dos respondentes fazem uso de celulares para suas compras, sejam elas diárias, semanais ou mensais. Nos tablets, são 30% e, nos computadores, 58%. Para Alexandre Horta, diretor da PwC Brasil, o aumento na demanda por produtos pela internet demonstra a melhora na oferta por parte dos varejistas. Além disso, há um amadurecimento na oferta e um aumento no número de players no mercado, o que ajuda no aumento da confiança nas compras online.

Em uma análise das quatro principais características do consumo no Brasil em 2018, segundo a PwC, observamos que:

Compras via mobile cresceram, mas lojas físicas também registram novo crescimento

A PwC dividiu a experiência de compras em quatro canais: lojas físicas, computadores, tablets e mobile (celulares). Destas, entre 2016 e 2017 apenas mobile teve aumento na frequência de compras dos usuários, de 30% a 31%; as demais apresentavam quedas crescentes desde 2015. Porém, isso mudou nos dados de 2018: todas as divisões tiveram aumento da frequência de compras pelo consumidor, com destaque para as lojas físicas, que são um canal de consumo para 61% dos respondentes. Um grande exemplo é o investimento em lojas físicas pela Amazon e a Alibaba mediante parcerias com outras redes.

Otimismo faz crescer intenção de compras

O brasileiro está mais confiante em relação à economia do país e isso é perceptível pela sua intenção de compra. 70% dos entrevistados dizem que esperavam manter ou aumentar seus gastos em 2018, ao passo que 77% esperavam que a economia brasileira se mantivesse estável ou melhore neste período. Horta acredita que estamos saindo de um processo de recessão de pouco mais de três anos e destacou que em escala global o mundo viveu em recessão entre 2008 e 2014, ou seja, faz quatro anos que o mercado tem evoluído. No Brasil, foi preciso apenas um ano após o período crítico para que as pessoas já se tornassem mais otimistas, enquanto norte-americanos, por exemplo, ainda estavam cautelosos.

Gastos com produtos e experiências são iguais

Considerando a renda disponível para os respondentes, eles afirmam investir o mesmo montante em produtos e experiências. No Brasil, esta taxa é de 50% para cada opção, sendo que, em escala global, as pessoas destinam 55% para os bens físicos. A prioridade dos brasileiros na hora de investir em experiências está em gastar seu dinheiro em ações individuais, o famoso “tempo para mim mesmo”. 37% dizem que este é o motivo pelo qual fizeram este tipo de investimento.

Em todas as categorias de produtos, o consumo do brasileiro aumentou

Se o brasileiro consome mais online, ele o faz em todas as categorias analisadas pelos pesquisadores. Comparando os dados de 2018 com os de 2014, o número de consumidores que fizeram todas ou a maior parte de suas compras via internet subiu 16% em vestuário e calçados, livros, músicas, filmes e videogames. A internet, aliás, é a principal fonte de compras para 34% dos que consomem livros, músicas, filmes e videogames e para 27% dos que compram equipamentos eletrônicos. Nas outras categorias, a preferência pela compra online é: saúde e beleza (24%), vestuário e calçados (22%), móveis e utensílios domésticos (18%), equipamentos esportivos (18%), brinquedos (16%), eletrodomésticos (19%), joias e relógios (15%) e alimentos (13%).

Considerando a oferta variada de serviços, vemos o desempenho do franchising nacional, que possibilita ao consumidor uma ampla carteira de lojas e tipos de serviços. Há diversos formatos de lojas, seja em pontos de rua, em quiosques, ou mais alternativos como postos de gasolina. Essa diversidade tem impulsionado a retomada econômica do setor, o que possibilitou um crescimento de cerca de 7% do faturamento em 2018, grande parte por inovação no setor e a melhora no índice de confiança que cresceu 94%.

Para 2019, a expectativa é de crescimento de até 10% no faturamento. Neste movimento de crescimento e diversidade de modelos de negócios físicos e digitais, temos como exemplo o Grupo Acerte, com a Quality Lavanderia e Laundry 4 You, redes de lavanderias com diferenciais alternados. A Quality Lavanderia é especialista na limpeza de roupas especiais, enxoval de bebê, peças finas, peças delicadas, itens da casa, com planos, serviço de delivery e outros serviços que atendem as necessidade da família. Já a Laundry 4 You é um modelo para condomínios, dedicado à limpeza express de roupas do dia a dia com gerenciamento 100% online via aplicativo, substituindo  o uso de fichas por cartões individuais RFID. Seja online ou física, há ótimas experiências de consumo de serviços, acompanhando os diferentes comportamentos dos consumidores brasileiros.


Danielle Denys: gerente de marketing do Grupo Acerte, detentor das marcas Quality Lavanderia, Prima Clean Lavanderia Express, Laundry 4 You Lavanderia em Condomínios, Inova Lavanderia Industrial e Linha e Bainha Costuras.

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Os vídeos verticais invadiram a nossa vida. Se liga no meu raciocínio.

Reparem nas praças de alimentação

Essa semana eu fui comer com a minha esposa no Park Shopping São Caetano, no recém-inaugurado restaurante TACO BELL *. Enquanto estávamos na mesa, eu observei que todas as TVs dessa loja estavam na posição vertical. Isso não é normal? Não! Em todos os outros casos, as TVs são aplicadas aleatoriamente na posição horizontal e vertical, esse foi o único caso em toda praça de alimentação. Será uma tendência? Será que essa rede foi a primeira do País a utilizar apenas o formato vertical?

* Para quem não conhece, a TACO BELL é uma das maiores redes de fast-food dos Estados Unidos.

Uma pesquisa recente da We Are Social, líder mundial em mídias sociais, mostrou que o acesso à internet por meio de telefones celulares tornou-se a principal modalidade de navegação. Tá, o que essa informação tem a ver com a minha TV? Isso demonstra uma revolução na maneira que estamos consumindo informação. Se ligou?

Smartphone Concierto GIF - Find & Share on GIPHY

Já faz algum tempo que estamos vivendo essa mudança: As pessoas estão produzindo seus vídeos na posição vertical e esse pequeno gesto, mudou totalmente a maneira como elas também estão consumindo as informações. As marcas já se ligaram nessa tendência.

A Netflix já está produzindo vídeos verticais na versão mobile, isso é um fatooooo. 😉

20% das visualizações da Netflix vem dos dispositivos móveis, 50% de todos os membros utilizam o seu celular para acessar o serviço a cada mês, esses números só crescem.

Nas redes sociais este formato é “antigo” , e os dados provam que essa realidade chegou pra ficar:

  • As pessoas estão com seus celulares na posição vertical cerca de 94% do tempo. (Fonte: Relatório de Visão Geral do MOVR Mobile)
  • Os anúncios verticais são vistos 9 vezes mais que vídeos de horizontais no Snapchat. (Fonte: Snapchat)
  • São milhões de selfies, vídeos e fotos filmados na vertical todos os dias.

Na internet, existem vários cursos sobre “como editar vídeos verticais” ou como “produzir vídeos nesse formato.”

Já tem até cursos online que estão sendo apresentados nesse formato, exemplo do Murilo Gun, por sinal um cara que eu curto muito! 😉

Existem também várias produções de cinema e até festivais de filmes verticais, por exemplo na imagem abaixo o “Vertical Film Festival”

Clique aqui saber mais detalhes!

Se nos aprofundarmos, com certeza encontraremos mais detalhes sobre essa nova forma de consumirmos os conteúdos, precisamos observar esses pequenos detalhes e ampliar a nossa visão.

As marcas precisam entender as mudanças que chegaram para ficar, as pessoas já mudaram seus hábitos e esse gesto já faz parte da rotina de muita gente.

“O nosso desafio é nos mantermos cada vez mais atualizados sobre os novos hábitos desse consumidor moderno “.

Harrier Landing GIF - Find & Share on GIPHY

Aterrizando para concluir a minha reflexão:

Eu acredito que a minha próxima TV ainda não será vertical rs, assistir um filme com a TV na horizontal é muito mais agradável em vários sentidos. Mas, acredito que a minha e talvez a sua próxima televisão, em breve tenham algum suporte articulado que nos permita mudar a posição de acordo com a nossa utilização/necessidade. Com certeza não será só uma TV!

É isso, vamos compartilhar cada vez mais nossas observações e reflexões desse mundão que está mudando rapidamente.

Grande abraço 😉


André Luis Corrêa: Sócio/Fundador e diretor de branding da INSANE Estratégia e Comunicação, idealizador do projeto Marcaz. (@marcaz_oficial). Publicitário, estrategista de marca, pós-graduando em comunicação empresarial pela universidade metodista. Atual vice-presidente de Comunicação da AACP (Associação das Agências de Comunicação e Publicidade do ABC). Amante e estudioso pela construção/gestão de marcas, busca democratizar o branding para pequenas e médias empresas. A sua palestra atual: “Penso, logo não existo sem uma marca” já passou por alguns estados brasileiros e o seu último workshop: “Descoberta ao branding”, continua sendo aplicado para empreendedores, profissionais de comunicação, marketing e alunos das universidades.

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Confira algumas ações importantes para que o varejo tenha efetividade no período natalino!

Ainda que a Black Friday venha ganhando bastante espaço nos últimos anos, o Natal continua sendo uma das melhores épocas para os negócios do varejo. E motivos é que não faltam para melhorar os índices de vendas: 13º salário, espírito natalino, tradição de presentear em família, amigos e colegas. Tudo contribui para o aumento do consumo. E são os dias que antecedem a data os mais agitados e movimentados do comércio. Muitos clientes, por diversas razões, preferem a reta final para comprar os presentes, e se não houver preparo, várias vendas podem ser colocadas em risco.

Para Ádila Ribeiro Berretella, diretora da TOP PEOPLE (empresa especializada em trade marketing e recrutamento e seleção), a tradição dessa data e a grande relevância que tem para a maioria dos brasileiros levam ao crescimento do comércio no período. Mas, para ter um bom desempenho, é fundamental adotar boas práticas: “Apesar de estarmos vivendo uma época de instabilidade econômica, os períodos comemorativos ainda são boas oportunidades para que varejistas melhorem suas vendas”.

Pensando nisso, Ádila selecionou 5 dicas que podem contribuir com o sucesso nas vendas:

1. Público

Em primeiro lugar é preciso saber exatamente quem são os potenciais consumidores, seus desejos e necessidades, onde se encontram, qual seu poder aquisitivo e em quais mídias procuram informações. É importante incluir esses dados no plano de vendas, pois, ainda que o estabelecimento tenha uma boa estratégia, se a marca estiver conversando com o público errado, dificilmente cumprirá as metas;

2. Decoração

Além de embelezar a loja, a decoração de Natal precisa gerar um clima marcante, que transpareça os bons sentimentos que essa época promove, como alegria, receptividade e bem-estar. Aposte também em enfeites criativos, afinal estimulam a curiosidade das pessoas e podem atraí-las para dentro do estabelecimento;

3. Atendimento

É fundamental capacitar atendentes e funcionários para oferecerem atendimento personalizado. Compreender os desejos do consumidor e se empenhar para atender às solicitações são os melhores caminhos para efetivar uma venda;

4. Estoque

Ter um estoque estruturado é crucial para quem quer vender mais no Natal. Então, para não deixar clientes insatisfeitos nem perder as possibilidades de negócio, é preciso priorizar os itens que têm mais saída e garantir mais unidades. É importante também ter um canal de comunicação direto com fornecedores e parceiros para que possam cumprir as demandas nos prazos adequados;

5. Horário

Oferecer horário alternativo para o público na época de Natal é uma estratégia a se considerar. Pesquise quais são os horários mais convenientes para o consumidor. Um bom dia para abrir a loja é no domingo anterior.

“Evite contratempos. Para tanto, é importante revisar o funcionamento de equipamentos eletrônicos, máquinas de cartões, sistemas de gestão, leitores de códigos de barras, entre outros. Não se esqueça, também, de melhorar o layout da loja para favorecer a abordagem dos vendedores e o direcionamento para o caixa”, finaliza Ádila.

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Muita gente diz que o ano só começa depois do carnaval, então pronto, 2018 começou!

E se você perdeu o que aconteceu até agora a gente te atualiza nesse infográfico que também mostra algumas tendências para as marcas nesse ano.

 

 

Referências

https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/o-que-vem-pela-frente-para-a-spacex-apos-lancamento-do-falcon-heavy.ghtml

http://www.businessinsider.com/most-valuable-brands-in-the-world-for-2018-brand-finance-2018-2

https://oglobo.globo.com/economia/amazon-inaugura-loja-sem-caixas-registradoras-22312712

http://m.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/integre-seus-canais-de-vendas-a-partir-do-conceito-de-omni-channel,87426f65a8f3a410VgnVCM2000003c74010aRCRD#this

http://www.infomoney.com.br/carreira/gestao-e-lideranca/noticia/7241691/geek-que-ajudou-revolucionar-magazine-luiza-conquistou-mercado-financeiro

https://epoca.globo.com/amp/vida/noticia/2016/03/mulheres-costumam-conduzir-transformacoes-diz-empresaria-luiza-trajano.html

http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/2017/02/28/marcas-apoiam-empoderamento-feminino-no-carnaval.html

http://vogue.globo.com/lifestyle/cultura/noticia/2018/01/o-pin-da-campanha-times-que-sera-usado-no-globo-de-ouro.html

 

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Nessa nova geração de consumidores, cresce o conceito Omnichannel, integração de todos os canais que uma marca pode oferecer, tanto na loja física quanto no e-commerce, trabalhando de forma uniforme, gerando uma ótima experiência de compra para o cliente.

Atualmente os consumidores já são multiplataforma, mas os varejistas ainda têm dificuldades em acompanhar essa integração dos canais. Para isso, torna-se necessária a integração de seus canais e o investimento em sistemas de gerenciamento, infraestrutura e treinamento.

Se atualizar, hoje, é obrigatório para se manter ativo no mercado, que cada dia se torna mais exigente e competitivo. Acompanhar a evolução do consumidor se faz imprescindível, pois é ele quem dita os rumos do comércio.

Omnichannel

Tal conceito está relacionado à ideia de que o consumidor pode acessar a informação on-line sobre um produto ou serviço mesmo estando dentro de uma loja física. Muitos acreditam que uma loja física será substituída por uma loja on-line, mas isso parece mais um mito. O novo conceito mostra que as duas formas de vendas podem juntas fornecer sinergia às vendas.

Omnichannel é entregar uma experiência única de compra em 360 graus para engajar consumidores através de todos os canais disponíveis da marca.

O conceito omnichannel é muito usado no mercado varejista e está ligado à evolução do multi-channel, uma empresa é multicanal quando oferece diversas opções de canais de vendas e comunicação a seus clientes. Alguns exemplos seriam: venda via site e-commerce, via e-mail, via telefone e na loja física.

Voltando ao omnichannel, agora não há mais diferenças entre lojas físicas ou virtuais. O consumidor conhece o produto na Internet e compra na loja física, ou ao contrário. A logística deve estar alinhada com a estratégia global da organização, ou seja, deve haver a integração logística omnichannel. Afinal, um dos principais objetivos da marca é gerar uma boa experiência de compra aos seus clientes.

Não existe mais somente um canal de compras, o consumidor de hoje é multicanal, compra em diferentes canais no período que for mais conveniente e prático para ele. O varejo começou a olhar para o consumidor como único, mas continua atendendo de maneira funcional cada canal.

Omnichannel é uma visão de integração total, onde para o consumidor não influi qual o meio de compra e sim a experiência que está tendo com a marca como um todo. Com o conceito de omnichannel é possível ter redução na porcentagem das rupturas de venda, pois o varejista tem diversos canais da loja integrados. Para os varejistas, o grande desafio é olhar todos os canais disponíveis e trabalhar de forma sinérgica e coordenada entre eles.

Esta integração serve para facilitar o acesso do consumidor ao produto almejado, proporcionando todo o conforto que gostaria de ter no momento da compra. Embora o número de compras no comércio eletrônico ainda ser bem menor do que nas lojas físicas, a visita aos sites influencia bastante ao consumidor na hora de adquirir um produto ou realizar a troca do mesmo. Apesar do crescimento do e-commerce nos últimos anos ser algo bastante expressivo, a ideia não é de uma troca dos meios tradicionais pelos tecnológicos, mas sim de uma integração, tendo em vista que as lojas físicas são um meio que estão longe de deixar de fazer parte do dia a dia dos consumidores.

O consumidor já é omnichannel, ele pesquisa na internet, compra na loja física e interage com a empresa nas redes sociais. Esta integração para ele já é natural. As empresas que conseguem alinhar as estratégias online e offline apresentam maior capacidade de faturamento ou otimização de suas operações. Adaptar-se ao conceito omnichannel, tratar o seu consumidor como único e estar presente nos diferentes canais são importantes estratégias para fidelizar cliente.

O omnichannel não é mais uma tendência, ele já é uma realidade. Ser multicanal, conectando as experiências física, digital e online, significa estar atento ao novo comportamento do consumidor, para assim ter vida longa nesse novo varejo. É essencial que o varejista compreenda esta realidade, e a trabalhe com análise, estratégia, consistência e agilidade.

Sendo assim, o conceito de Omnichannel define o presente do mercado varejista nacional e internacional, no qual todos os canais de uma marca (web, lojas físicas, celulares e outros) são integrados para atender o consumidor onde ele estiver.

A forma como consumimos evoluiu e não percebemos essa mudança, apenas conseguimos ter essa noção quando paramos para analisar e entender como interagimos com as marcas hoje e como antigamente era essa interação.

Essa evolução no varejo é constante, o consumidor mudou a forma como consome e as marcas precisam acompanhar essa mudança de comportamento.

Omnichannel já não é mais uma tendência, é considerado como parte obrigatória de uma marca, pelo mundo a fora muitas marcas já implementaram e estão colhendo os frutos, no Brasil ainda não é possível dizer que foi implementado, pois algumas marcas estão ainda se aventurando e aplicando de fato. Porém, isso já era esperado devido ao atraso em que sofremos do mundo.

Acredito que nos próximos anos poderemos analisar como será essa migração do mercado varejista brasileiro, que atualmente é multicanal. Afinal, ser multicanal é diferente de ser omnichannel.

Os consumidores esperam não apenas ser atendido, mas que também as marcas os entendam. Para isso, todos envolvidos devem conhecer profundamente cada etapa do negócio, para acompanharem, de forma eficaz e com qualidade, a velocidade que o mercado digital exige e responder a este novo consumidor.

As marcas precisam parar e analisar como está sendo esta interação com seu cliente hoje e depois se adequar da melhor maneira para que o consumidor tenha a melhor experiência no final de sua compra.

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O mercado de luxo cresceu e conquistou sua relevância nos últimos anos, a alta demanda de seus produtos fez girar a economia de vários países que, inclusive, adotam como indicador de sua saúde econômica o sucesso e o crescimento deste mercado. O que se baseia na premissa de que o consumo de itens pertencentes à classe de luxo só será possível mediante a capitalização de sua massa de consumidores, seu acesso ao crédito.

Classes que se expandem e se reorganizam conforme as tendências de mercado, comportamento e cultura se modificam, transformando suas configurações de maneira constante, colaborando para a formação de novos nichos específicos de consumidores. Segundo a Revista Forbes [1], somente no Brasil, a cada dia, 19 novos ricos surgem, aumentando um número de mais de 137 mil milionários já existentes, um fator que explica o crescimento do público consumidor dos bens de luxo.

Nichos estes com comportamentos e motivações cada vez mais características, o que obriga as marcas a se readaptarem caso queiram se aproximar para conquistar tais clientes.

Logo, a comunicação  dessas marcas deverá atender aos anseios de seus públicos e falar diretamente a eles, todavia, para que se construa uma mensagem comunicacional assertiva é preciso conhecer os vários perfis encontrados entre os consumidores do luxo, que são definidos por Allérès (2000) como:

  • Pessoas pertencentes à classe mais alta de consumo. São, na maioria das vezes, famílias tradicionais, aristocráticas, também conhecidas como old money, que buscam no luxo a superioridade em relação às outras classes sociais, caracterizam-se pelo consumo de maneira mais discreta.
  • Pessoas de alto poder aquisitivo, sem sobrenomes importantes ou histórico familiar de tradição, muito consumistas, são chamados de “novos ricos”, ostentam luxo e buscam, através dele, alcançar status e sofisticação, recorrendo ao consumo como forma de ingressarem na elite e obterem projeção social.
  • Pessoas da classe média que, geralmente, seguem as tendências da moda, ditadas pelas grifes de luxo. Esse público busca, por meio de seus hábitos de consumo, copiar as classes de maior poder aquisitivo, sendo altamente influenciados por formadores de opinião como celebridades e pessoas socialmente conhecidas e participativas.

No mercado de luxo, a comunicação é a forma de expressar e transmitir a mensagem de uma marca ou organização a seu público. Ela é responsável por persuadir e fazer com que intenções e desejos se tornem ações e que, posteriormente, levem a possível aquisição dos produtos ou serviços oferecidos.

Desta forma além do conhecimento relacionado à qual público esta marca é destinada, faz-se necessário também a compreensão de qual categoria os produtos desta estão inseridos.

A mesma autora categoriza como sendo 3 os grupos principais que abrangem o mercado de luxo atualmente, sendo eles o luxo inacessível ou ultra luxo, o luxo intermediário, e o luxo acessível, que trazem peculiaridades tanto na origem como na forma de cada um deles se envolver com seus públicos.

O luxo inacessível baseia principalmente nas qualidades inventivas atribuídas a seus produtos e principalmente na escassez e personalização de cada peça. Geralmente está associado a marcas altamente exclusivas, de altíssimo valor, sendo, representada, principalmente, pela alta costura e a alta joalheria.

A discrição é uma das principais formas de comunicar estes produtos. Assim, o uso das relações públicas seria uma das formas mais adequadas de promoção. Essa estratégia seria baseada na reunião destes compradores em eventos exclusivos, ou reuniões com focos específicos de clientes, com o objetivo, principalmente, de manter a notoriedade da marca, e cultivar a magia em torno dela e de seu gênio inventivo.

O luxo intermediário pode ser compreendido como grande parte dos objetos premium produzidos para as classes superiores. Nesta categoria, os objetos ainda são assinados por um gênio inventivo, e mantém seu alto desempenho, qualidade superior e o elevado valor das matérias primas que o compõe, dando ênfase à marca que o assina suas principais características de diferenciação e a construção imaginária em torno dela.

Portanto, a valorização dessa marca através das mecânicas de gestão seria um dos principais objetivos de sua estratégia. Além de uma comunicação centrada, principalmente em relações exteriores direcionadas, fazendo uso de eventos e da fundamentação de relacionamentos com seus públicos.

Porém, por se tratar de um nicho maior de potenciais consumidores, e muitas vezes de marcas entrantes de mercado, oriundas de novos gênios criativos, o luxo intermediário precisa de novos esforços de comunicação a fim de se fazer presente no mercado fazendo uso de veículos mais direcionados, como revistas especializadas, ou canais de televisão fechados. Dessa maneira, selecionam sua clientela de acordo com seus hábitos e estilo de vida, adaptando também o seu discurso em relação aos seus públicos ou momentos almejados.

O luxo acessível é o que mais se assemelha em termos de comunicação com os produtos e serviços não pertencentes às categorias premium. O mercado e a busca por itens pertencentes a esta categoria, não estão limitados às classes tão específicas quanto ao luxo intermediário. Graças a fatores de crescimento econômico que possibilitaram as classes inferiores a terem acesso ao crédito, o consumo do luxo passou a ser uma prática concebida a uma maior parcela da população.

Atrelados a fatores culturais, o consumo destes produtos passa a ser também uma prática social. Desta forma, as ações de comunicação feitas são mais completas, relativas também a alta concorrência no segmento do luxo acessível. Seja para a divulgação de um novo produto ou para a expansão da marca em nos mais diferenciados mercados, o apelo das campanhas prega principalmente a qualidade superior desses produtos e o estilo de vida alcançado por meio deles.

Os atributos aqui trabalhados são entregues através da diferenciada distribuição, ao tom da comunicação além das práticas de preço. Diferentemente do luxo inacessível e intermediário, o luxo acessível por sua vez está atrelado, além da comunicação de construção de marca, ao também enaltecimento das qualidades de diferenciação pertencentes a cada produto individualmente.

Por se tratar de um público pulverizado, estes consumidores não estão definitivamente esclarecidos quanto àquilo que irão consumir, o que os deixa mais vulneráveis aos fenômenos da moda. Sendo assim, as campanhas direcionadas a esses segmentos devem contemplar os mais diferenciados tipos de mídia, com intuito de reafirmar a presença da marca no mercado.

Dados os conceitos, o mercado de luxo baseou suas estratégias na formatação de ações baseados em perfis de clientes em mercados mais maduros, ou seja, em países mais ricos, contudo, com as mudanças econômicas no cenário, tais mercados estão cada vez mais descentralizados, o que faz com que as marcas busquem públicos em países emergentes.

Embora a demanda sempre exista, as ações relacionadas a essas marcas tenderão a caminhar para abordagens cada vez mais sutis, logo, adequando-se também à cultura local e as manifestações sociais que se manifestam nestes países, buscando então um lugar no coração de seus consumidores e um relacionamento mais personalizado com cada indivíduo, na tentativa de fazer sentido, e criar significado à sua base consumidora.


Artigo originalmente publicado no SEMIC 2017 (Seminário de Mídia e Cultura e Mídia e Cidadania 2017- UFG – Go). Disponível em: http://www.youblisher.com/p/1892565-Anais-SEMIC-Cultura-2017-2/

Fontes:
[1] Forbes – Brazil’s Booming Economy is Creating 19 ‘Milionaires’ every day – Disponível em: <www.forbes.com/sites/ivancastano/2011/11/28/brazils-booming-economy-is-creating-19-millionaires-every-day/> acesso em 12/10/2017.

ALLÉRÈS, Danielle. Luxo… Estratégias / Marketing. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2000.

LIPOVETSKY, Gilles. O Império do Efêmero. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

____________, ROUX, Elyette. O Luxo Eterno: Da Idade do Sagrado ao Tempo Das Marcas. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.

STREHLAU, Suzane. Marketing do Luxo. São Paulo: Editora Cengage Learning, 2007.

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Como as marcas Bob´s e McDonald’s agitaram a internet

Eu amo muito tudo isso! Essa é a minha reação quando eu vejo esse buzz na internet agitar as redes sociais.

Tudo isso começou quando o McDonald’s anunciou na terça (13), seu mais polêmico lançamento: O MC SHAKE, milk-shake de Ovomaltine, que durante 57 anos foi um dos principais produtos do seu rival Bob´s.

Em seguida o Bob´s provocou o Mc, dizendo que o produto deles era um “Milk Fake”. (A provocação foi com a #milkfake)

Segundo o portal G1 e O Estado de S. Paulo, no que diz respeito à exclusividade do uso da marca, essa bebida será comercializada apenas no McDonald’s. (Entendam isso como a utilização do logotipo da Ovomaltine)

O Bob´s continuará vendendo o produto, a grande diferença é que a marca não poderá mais utilizar o Logo, já que não renovou a licença.

Esse post reforça que o Bob´s não vai deixar de vender a bebida, muitas pessoas entenderam que a marca deixaria de comercializá-lo.

O Bob´s não deveria dar essa “brecha” para um concorrente tão direto como o McDonald’s. O produto ajudou a marca ganhar relevância durante todos esses anos e as pessoas já estavam acostumadas com a associação das duas marcas.

A marca alegou que foi tudo planejado, já que suas pesquisas apontaram que os consumidores já conheciam a rede e também o seu famoso milk-shake. Ok, como eu não tenho acesso aos números, mantenho a minha opinião no que diz respeito a estratégia da marca: “Se eu fosse o Bob´s jamais deixaria essa brecha”

Analisando o primeiro post feito pelo Mc, conseguimos ter uma noção da agilidade na resposta e como as outras marcas se comportaram durante essas 24hs. Vale reforçar o alcance + engajamento das postagens, não vou colar aqui todos os comentários, vale investir 5 minutos de leitura para ver como as marcas interagiram com os fãs. 😉

As duas marcas estavam preparadas para interagir com cada um dos seus seguidores.

Existem milhares de comentários positivos e negativos, eu gosto mais das piadinhas que fazem disso uma grande brincadeira.

A grande questão é que as marcas que não estão na “briga”, sempre serão beneficiadas se souberem se comportar nesse situação. Se avaliarmos pelo alcance + engajamento, todas as páginas tiveram aumento de interação nas suas postagens.

 

“Chega de briga” disse a Philips na postagem de ontem. Percebam como esse buzz impacta positivamente na imagem da marca, eu estou aqui escrevendo sobre ela nesse momento. (Não estou recebendo nenhum jaba pra isso! rs)

Esse é o melhor exemplo que uma marca sem nenhuma relação com o setor pode aproveitar a onda para se beneficiar, parabéns social media da conta!

Com esse post encerramos o artigo e acredito que o principal momento já passou, agora quero saber como será a opinião no balcão de venda das duas marcas, ainda teremos um reflexo nas redes sociais sobre o gosto e aceitação de cada bebida.

Fala aí a sua opinião sobre o sabor do milk-shake e também sobre a estratégia das marcas, agora vou almoçar e tomar uma coca mesmo. 😉



Aandre-correa-2ndré Luis Corrêa: 
Sócio/Fundador e diretor de branding da INSANE Estratégia e Comunicação, idealizador do projeto Marcaz. (@marcaz_oficial). Publicitário, estrategista de marca, pós-graduando em comunicação empresarial pela universidade metodista. Atual vice-presidente de Comunicação da AACP (Associação das Agências de Comunicação e Publicidade do ABC). Amante e estudioso pela construção/gestão de marcas, busca democratizar o branding para pequenas e médias empresas. A sua palestra atual: “Penso, logo não existo sem uma marca” já passou por alguns estados brasileiros e o seu último workshop: “Descoberta ao branding”, continua sendo aplicado para empreendedores, profissionais de comunicação, marketing e alunos das universidades.

Blog / InstagramAZ das Marcas

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O que são alimentos artesanais e como estão se desenvolvendo no mercado atual?

Alimentos artesanais são aqueles produzidos em escalas reduzidas, com ingredientes naturais de primeira linha e podem conter ou não receitas tradicionais de família.

Esses produtos geralmente são fabricados em casas, não possui um local próprio com uma fábrica, por exemplo, e produtor faz do zero com baixa tecnologia.

Por um lado esses produtos podem serem considerados mais naturais e por outro não, dependendo do produtor ele pode realizar o processo de fabricação de forma incorreta e com baixa qualidade em um ambiente sujo por exemplo, mas isso sempre dependerá da ética de cada um. Por isso o legal é você conhecer o histórico desse produtor e pesquisar sobre ele.

Um ponto bem interessante é que esse setor artesanal envolve muitos produtos como: queijos, conservas, compotas e bebidas como no caso do vinho, entre outros.

É possível crescer nesse setor e ele vem atraindo diversos curiosos de plantão e abrindo seu espaço no mercado em prateleiras de grandes empórios como Santa Luzia e o Diniz. Esse setor também impacta o consumidor final geralmente pelo sabor único que sues produtos possuem e pelo trabalho de marca que é feito.

Trabalhar com produtos artesanais é vender qualidade através da própria produção, mostrar como é feito, mostrar as matérias primas de primeira linha que são utilizadas, ser bem transparente e ser criativo na hora do desenvolvimento de marca.

A maioria das marcas desse setor se apropria do tradicional, do artesanal e utilizam dos sentimentos: carinho, amor a aquilo que fazem e alegria.

O mercado está em fase de crescimento e proporciona a entrada de novos produtores, mas a competitividade é alta, por isso ser criativo e fazer um bom trabalho de marca é uma alternativa de se diferenciar.

A marca A Queijaria que possui sua loja física na Vila Madalena soube muito bem aproveitar essa onda. Eles revendem todo o tipo de queijo artesanal existente, mas eles vão atrás dos melhores produtores, aqueles que se reinventam no setor e eles analisam a matéria prima de cada um e inspecionam o local.

A Queijaria começou com um simples manifesto de marca entrando em contato com esses produtores e oferecendo oportunidade de crescimento através de cursos de especializam e praticamente montaram um grupo de queijeiros que viaja o Brasil inteiro e une esses produtores.

Suas vendas começaram online pelo site deles e hoje já contam com mais de mil seguidores no Facebook. O grupo soube aproveitar bem o meio digital e participam de diversos eventos desse setor. Uma boa tática para inspirar novos entrantes, divulgarem a marca e seus produtos.

Outro produto que conquistou seu espaço foi o Café Amorin que hoje vende seus produtos a meios: torrado, em grãos e em capsulas para a máquina Nespresso.

É possível observar que é uma marca que na sua identidade leva a tradição familiar através de sua produção de café no interior do Paraná. É também uma marca transparente com seu consumidor onde costuma mostrar pelo seu website e nos eventos que frequentam.

Mas é uma marca que poderia explorar mais as redes sociais, eles se firmam muito por publicidades em revistas com parceiros e pelo próprio site. A página do Facebook poderia ser mais interativa com inclusão de vídeos da produção, links para um possível e-commerce ou até a divulgação das lojas que apresentam o produto.

Suas embalagens são completamente rústicas e facilitam o manuseio com a associação da marca. Eles trabalham bem a questão de kits corporativos para eventos e possuem uma loja própria no Itaim.

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Quando se fala de alimentos artesanais impossível deixarem de falar das cervejas. O Brasil é o terceiro maior consumidor do mundo de acordo com a Ambev, esse produto vem atraindo muitos empreendedores de sucesso e fiéis consumidores que preferem pagar mais caro em uma cerveja artesanal.

O fato de o preço agregar valor ao produto é através da estratégia de diferenciação que essas empresas estão tendo. Cada marca possui a sua identidade clara e exclusiva, muitas brincam com os rótulos e embalagens, criar nomes excêntricos e fazem um trabalho bem diferente.

Outro fato é que a venda de cervejas artesanais está crescendo através do e-commerce e com parceria de formadores de opinião, fora as feiras e eventos que ocorrem na região sul e sudeste que atraem muitos curiosos de plantão.

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Blumenau com certeza é a terra das cervejas e todo ano realiza o Oktoberfest um dos maiores festivais que movimentam o setor e vários produtores querem estar lá divulgando a sua marca.

O interessante sobre a cerveja é que você pode produzir em casa em baixa escala, mesmo não sendo tão simples assim e tão complexo quanto o vinho. Você pode adicionar varias matérias primas como: malte, chocolate, frutas, etc.

O negócio é dar um toque especial a sua cerveja que a torne diferente das demais.

A marca Baden Baden do grupo Brasil Krim, possui uma fábrica localizada em Campos do Jordão e aproveitou essa onda. A sua fábrica é aberta ao público para visitações, eles investem em degustações, eventos, publicações em grandes revistas, no meio digital, promovem cursos para cervejeiros de plantão e ainda possuem uma loja própria que vendem roupas da marca. Provavelmente eles possuem um fanclub.

Essa cerveja puramente brasileira se destaca pelas matérias primas que utiliza, pelo próprio trabalho de marca, marketing e comunicação que é feito com o sue público alvo, eles falam a linguagem correta e estão nos principais PDV’scomo: Pão de Açúcar, Empório Santa Luzia, Casas especializadas em cervejas artesanais e venda por e-commerce. Seus kits para presentear que vem geralmente com uma cerveja e um copo em uma embalagem personalizada são na certa um bom presente para um cervejeiro de plantão.

Não importa qual setor você quer entrar seja o de produtos orgânicos ou produtos artesanais, ambos possuem espaço de crescimento e estão modificando a nossa cultura de forma positiva.

Além do mais os dois setores conseguem atingir uma parcela bem diversificada incluindo: grupo voltado para famílias, jovens, pessoas que adquirem produtos naturais, solteiros e até uma parcela de idosos.

Tem que saber inovar, buscar a forma correta de entrar no mercado com tudo, se diferenciar seja pela estrutura da marca, pelo valor dela, pelo sabor do produto, pela matéria prima utilizada, pela estratégia a ser desenvolvida de inserção se por mídia publicitária ou digital e trace a concorrência, por exemplo. Procure seu público e trace um plano de negócios com desenvolvimento de marca, possivelmente poderá dar certo.


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Priscila Carvalho Ferrari

Formada em Administração de Empresas pela Universidade Anhembi Morumbi e com a pós-graduação em Gestão de Marcas e Branding pela Business School São Paulo. Apaixonada pela área de Marketing e Branding. Trabalha desde 2008 com Marcas. Gosta de viajar, comer em diferentes lugares e aprender novos idiomas. Ela acredita que inovação e criatividade caminham juntas no meio corporativo.

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Todos nós sabemos que atualmente estamos vivendo em um momento de crise bem complicado no Brasil desde 2008. As condições políticas e econômicas estão fazendo as pessoas a economizarem mais na hora de realizarem alguma compra, fora que alguns índices inflacionários como teve no caso do tomate e no feijão neste ano dificultaram muito na decisão de compra do consumidor.

O Brasil é um país que anda por duas vertentes quando citamos a sua formação familiar: uma delas é que a variação da composição familiar ainda é muito regional e outra que ao mesmo tempo o número de moradores individuais e pessoas que não pretendem ter filhos aumentaram muito desde 2007. Esses hábitos de consumo refletem diretamente no hábito de compra, veja a seguir.

A distribuição familiar no Brasil indica que desde 2013 as classes mais pobres aumentaram seu índice de filhos de 2,55 em 2003 para 2,73 em 2013 devido aos benefícios que passaram a receber do governo e estas estão localizadas na região Nordeste as demais classes sociais reduziram o índice de filhos de 1,78 em 2003 para 1,59 em 2013. Essa diferença é de quase 20% a menos.

Com base nesses dados é possível perceber que o nosso país atende diversos perfis de consumo como: famílias com quatro filhos ou mais, famílias menores até três filhos, casais solteiros, os perfis individuais que moram sozinhos (considerando separados e viúvos) e casais convencionais.

O foco deste artigo é avaliar o mercado de produtos alimentícios orgânicos e artesanais.

Primeiramente o que são Produtos Orgânicos e como eles participam desse mercado?

Consiste num produto sem a inclusão de agrotóxicos e sem fertilizantes químicos,  considerado natural.

Sua técnica usufrui da diversificação cultural e adubação verde que garantem uma melhor qualidade desses produtos.

Geralmente o perfil de consumo são pessoas que procuram uma melhor qualidade de vida, querem levar uma vida mais saudável e adquiriram esse comportamento antes do momento da crise.

O interessante é que por ser um produto geralmente mais caro devido a sua forma de produção boa parte de seus consumidores não abriram mão deles na crise, estima-se que houve um crescimento de 30% de comprar a partir de 2008.

Adquirir produtos orgânicos virou um estilo de vida, principalmente devido à explosão que houve de blogueiras fitness no meio digital, também com o surgimento do Facebook e outras redes sociais onde as empresas passaram a ocupar o seu espaço e isso aumentou o marketing boca a boca consequentemente as vendas online aumentaram por meio dessa grande visibilidade. Um grande exemplo disso é a marca Native, que produz mel, cereais, pães, cookies, etc. Essa marca estourou no mercado e está presente em grandes e-commerces como a Zona Cerealista e o Armazém Santa Filomena, que também possuem loja física e na própria rede de supermercados Pão de Açúcar.

A marca Mãe da Terra que começou com cereais hoje possui uma ampla rede de produtos que vão desde grãos a biscoitos / cookies. Ela está fazendo muito sucesso nas mídias sociais e nos supermercados: Carrefour e Pão de Açúcar fora a rede de lojas do Mundo Verde.

Os produtos orgânicos viraram sinônimo cultural e está fazendo parte da vida das pessoas e influenciando novos entrantes no mercado através de pais, amigos e familiares. Sempre bom lembrar que o marketing boca a boca muitas vezes ajuda a manter um negócio vivo. Esse setor favorece também os produtos locais e está abrindo portas para alguns restaurantes. Uma figura pública como a chefe Paola Carosella que participa como jurada no Masterchef Brasil admite comprar maior parte de seus ingredientes e produtos no setor orgânico para o seu restaurante. Ela já comentou isso na TV aberta e diz que a procura em seu restaurante aumentou após divulgar essa sua nova estratégia.

O setor orgânico está em fase de crescimento ainda no Brasil por incrível que pareça, superando a crise e fazendo parte do ambiente cultural. É facilmente perceptível isso não só no meio digital e nas prateleiras, mas sim em eventos.

O número de feiras orgânicas só em São Paulo cresceu e recentemente o Museu da Casa Brasileira localizado na Avenida Faria Lima promoveu em Junho e Julho deste ano uma grande feira que atraiu curiosos de plantão, seguidores e produtores tanto orgânicos e artesanais através de palestras motivacionais e venda de produtos.

Esse evento promoveu um bate papo direto com esses produtores que abriu o leque para novos entrantes nesse mercado. Havia todo tipo de produto: cafés, sucos, vinhos, vegetais e muito mais. Foi uma forma bem interessante de expor mais as marcas e seus produtos.


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Priscila Carvalho Ferrari

Formada em Administração de Empresas pela Universidade Anhembi Morumbi e com a pós-graduação em Gestão de Marcas e Branding pela Business School São Paulo. Apaixonada pela área de Marketing e Branding. Trabalha desde 2008 com Marcas. Gosta de viajar, comer em diferentes lugares e aprender novos idiomas. Ela acredita que inovação e criatividade caminham juntas no meio corporativo.

Acompanhe a continuação deste artigo que falará sobre alimentos artesanais e mercado.

 

 

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