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Comportamento e Consumo

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Muita gente diz que o ano só começa depois do carnaval, então pronto, 2018 começou!

E se você perdeu o que aconteceu até agora a gente te atualiza nesse infográfico que também mostra algumas tendências para as marcas nesse ano.

 

 

Referências

https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/o-que-vem-pela-frente-para-a-spacex-apos-lancamento-do-falcon-heavy.ghtml

http://www.businessinsider.com/most-valuable-brands-in-the-world-for-2018-brand-finance-2018-2

https://oglobo.globo.com/economia/amazon-inaugura-loja-sem-caixas-registradoras-22312712

http://m.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/integre-seus-canais-de-vendas-a-partir-do-conceito-de-omni-channel,87426f65a8f3a410VgnVCM2000003c74010aRCRD#this

http://www.infomoney.com.br/carreira/gestao-e-lideranca/noticia/7241691/geek-que-ajudou-revolucionar-magazine-luiza-conquistou-mercado-financeiro

https://epoca.globo.com/amp/vida/noticia/2016/03/mulheres-costumam-conduzir-transformacoes-diz-empresaria-luiza-trajano.html

http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/2017/02/28/marcas-apoiam-empoderamento-feminino-no-carnaval.html

http://vogue.globo.com/lifestyle/cultura/noticia/2018/01/o-pin-da-campanha-times-que-sera-usado-no-globo-de-ouro.html

 

Nessa nova geração de consumidores, cresce o conceito Omnichannel, integração de todos os canais que uma marca pode oferecer, tanto na loja física quanto no e-commerce, trabalhando de forma uniforme, gerando uma ótima experiência de compra para o cliente.

Atualmente os consumidores já são multiplataforma, mas os varejistas ainda têm dificuldades em acompanhar essa integração dos canais. Para isso, torna-se necessária a integração de seus canais e o investimento em sistemas de gerenciamento, infraestrutura e treinamento.

Se atualizar, hoje, é obrigatório para se manter ativo no mercado, que cada dia se torna mais exigente e competitivo. Acompanhar a evolução do consumidor se faz imprescindível, pois é ele quem dita os rumos do comércio.

Omnichannel

Tal conceito está relacionado à ideia de que o consumidor pode acessar a informação on-line sobre um produto ou serviço mesmo estando dentro de uma loja física. Muitos acreditam que uma loja física será substituída por uma loja on-line, mas isso parece mais um mito. O novo conceito mostra que as duas formas de vendas podem juntas fornecer sinergia às vendas.

Omnichannel é entregar uma experiência única de compra em 360 graus para engajar consumidores através de todos os canais disponíveis da marca.

O conceito omnichannel é muito usado no mercado varejista e está ligado à evolução do multi-channel, uma empresa é multicanal quando oferece diversas opções de canais de vendas e comunicação a seus clientes. Alguns exemplos seriam: venda via site e-commerce, via e-mail, via telefone e na loja física.

Voltando ao omnichannel, agora não há mais diferenças entre lojas físicas ou virtuais. O consumidor conhece o produto na Internet e compra na loja física, ou ao contrário. A logística deve estar alinhada com a estratégia global da organização, ou seja, deve haver a integração logística omnichannel. Afinal, um dos principais objetivos da marca é gerar uma boa experiência de compra aos seus clientes.

Não existe mais somente um canal de compras, o consumidor de hoje é multicanal, compra em diferentes canais no período que for mais conveniente e prático para ele. O varejo começou a olhar para o consumidor como único, mas continua atendendo de maneira funcional cada canal.

Omnichannel é uma visão de integração total, onde para o consumidor não influi qual o meio de compra e sim a experiência que está tendo com a marca como um todo. Com o conceito de omnichannel é possível ter redução na porcentagem das rupturas de venda, pois o varejista tem diversos canais da loja integrados. Para os varejistas, o grande desafio é olhar todos os canais disponíveis e trabalhar de forma sinérgica e coordenada entre eles.

Esta integração serve para facilitar o acesso do consumidor ao produto almejado, proporcionando todo o conforto que gostaria de ter no momento da compra. Embora o número de compras no comércio eletrônico ainda ser bem menor do que nas lojas físicas, a visita aos sites influencia bastante ao consumidor na hora de adquirir um produto ou realizar a troca do mesmo. Apesar do crescimento do e-commerce nos últimos anos ser algo bastante expressivo, a ideia não é de uma troca dos meios tradicionais pelos tecnológicos, mas sim de uma integração, tendo em vista que as lojas físicas são um meio que estão longe de deixar de fazer parte do dia a dia dos consumidores.

O consumidor já é omnichannel, ele pesquisa na internet, compra na loja física e interage com a empresa nas redes sociais. Esta integração para ele já é natural. As empresas que conseguem alinhar as estratégias online e offline apresentam maior capacidade de faturamento ou otimização de suas operações. Adaptar-se ao conceito omnichannel, tratar o seu consumidor como único e estar presente nos diferentes canais são importantes estratégias para fidelizar cliente.

O omnichannel não é mais uma tendência, ele já é uma realidade. Ser multicanal, conectando as experiências física, digital e online, significa estar atento ao novo comportamento do consumidor, para assim ter vida longa nesse novo varejo. É essencial que o varejista compreenda esta realidade, e a trabalhe com análise, estratégia, consistência e agilidade.

Sendo assim, o conceito de Omnichannel define o presente do mercado varejista nacional e internacional, no qual todos os canais de uma marca (web, lojas físicas, celulares e outros) são integrados para atender o consumidor onde ele estiver.

A forma como consumimos evoluiu e não percebemos essa mudança, apenas conseguimos ter essa noção quando paramos para analisar e entender como interagimos com as marcas hoje e como antigamente era essa interação.

Essa evolução no varejo é constante, o consumidor mudou a forma como consome e as marcas precisam acompanhar essa mudança de comportamento.

Omnichannel já não é mais uma tendência, é considerado como parte obrigatória de uma marca, pelo mundo a fora muitas marcas já implementaram e estão colhendo os frutos, no Brasil ainda não é possível dizer que foi implementado, pois algumas marcas estão ainda se aventurando e aplicando de fato. Porém, isso já era esperado devido ao atraso em que sofremos do mundo.

Acredito que nos próximos anos poderemos analisar como será essa migração do mercado varejista brasileiro, que atualmente é multicanal. Afinal, ser multicanal é diferente de ser omnichannel.

Os consumidores esperam não apenas ser atendido, mas que também as marcas os entendam. Para isso, todos envolvidos devem conhecer profundamente cada etapa do negócio, para acompanharem, de forma eficaz e com qualidade, a velocidade que o mercado digital exige e responder a este novo consumidor.

As marcas precisam parar e analisar como está sendo esta interação com seu cliente hoje e depois se adequar da melhor maneira para que o consumidor tenha a melhor experiência no final de sua compra.

O mercado de luxo cresceu e conquistou sua relevância nos últimos anos, a alta demanda de seus produtos fez girar a economia de vários países que, inclusive, adotam como indicador de sua saúde econômica o sucesso e o crescimento deste mercado. O que se baseia na premissa de que o consumo de itens pertencentes à classe de luxo só será possível mediante a capitalização de sua massa de consumidores, seu acesso ao crédito.

Classes que se expandem e se reorganizam conforme as tendências de mercado, comportamento e cultura se modificam, transformando suas configurações de maneira constante, colaborando para a formação de novos nichos específicos de consumidores. Segundo a Revista Forbes [1], somente no Brasil, a cada dia, 19 novos ricos surgem, aumentando um número de mais de 137 mil milionários já existentes, um fator que explica o crescimento do público consumidor dos bens de luxo.

Nichos estes com comportamentos e motivações cada vez mais características, o que obriga as marcas a se readaptarem caso queiram se aproximar para conquistar tais clientes.

Logo, a comunicação  dessas marcas deverá atender aos anseios de seus públicos e falar diretamente a eles, todavia, para que se construa uma mensagem comunicacional assertiva é preciso conhecer os vários perfis encontrados entre os consumidores do luxo, que são definidos por Allérès (2000) como:

  • Pessoas pertencentes à classe mais alta de consumo. São, na maioria das vezes, famílias tradicionais, aristocráticas, também conhecidas como old money, que buscam no luxo a superioridade em relação às outras classes sociais, caracterizam-se pelo consumo de maneira mais discreta.
  • Pessoas de alto poder aquisitivo, sem sobrenomes importantes ou histórico familiar de tradição, muito consumistas, são chamados de “novos ricos”, ostentam luxo e buscam, através dele, alcançar status e sofisticação, recorrendo ao consumo como forma de ingressarem na elite e obterem projeção social.
  • Pessoas da classe média que, geralmente, seguem as tendências da moda, ditadas pelas grifes de luxo. Esse público busca, por meio de seus hábitos de consumo, copiar as classes de maior poder aquisitivo, sendo altamente influenciados por formadores de opinião como celebridades e pessoas socialmente conhecidas e participativas.

No mercado de luxo, a comunicação é a forma de expressar e transmitir a mensagem de uma marca ou organização a seu público. Ela é responsável por persuadir e fazer com que intenções e desejos se tornem ações e que, posteriormente, levem a possível aquisição dos produtos ou serviços oferecidos.

Desta forma além do conhecimento relacionado à qual público esta marca é destinada, faz-se necessário também a compreensão de qual categoria os produtos desta estão inseridos.

A mesma autora categoriza como sendo 3 os grupos principais que abrangem o mercado de luxo atualmente, sendo eles o luxo inacessível ou ultra luxo, o luxo intermediário, e o luxo acessível, que trazem peculiaridades tanto na origem como na forma de cada um deles se envolver com seus públicos.

O luxo inacessível baseia principalmente nas qualidades inventivas atribuídas a seus produtos e principalmente na escassez e personalização de cada peça. Geralmente está associado a marcas altamente exclusivas, de altíssimo valor, sendo, representada, principalmente, pela alta costura e a alta joalheria.

A discrição é uma das principais formas de comunicar estes produtos. Assim, o uso das relações públicas seria uma das formas mais adequadas de promoção. Essa estratégia seria baseada na reunião destes compradores em eventos exclusivos, ou reuniões com focos específicos de clientes, com o objetivo, principalmente, de manter a notoriedade da marca, e cultivar a magia em torno dela e de seu gênio inventivo.

O luxo intermediário pode ser compreendido como grande parte dos objetos premium produzidos para as classes superiores. Nesta categoria, os objetos ainda são assinados por um gênio inventivo, e mantém seu alto desempenho, qualidade superior e o elevado valor das matérias primas que o compõe, dando ênfase à marca que o assina suas principais características de diferenciação e a construção imaginária em torno dela.

Portanto, a valorização dessa marca através das mecânicas de gestão seria um dos principais objetivos de sua estratégia. Além de uma comunicação centrada, principalmente em relações exteriores direcionadas, fazendo uso de eventos e da fundamentação de relacionamentos com seus públicos.

Porém, por se tratar de um nicho maior de potenciais consumidores, e muitas vezes de marcas entrantes de mercado, oriundas de novos gênios criativos, o luxo intermediário precisa de novos esforços de comunicação a fim de se fazer presente no mercado fazendo uso de veículos mais direcionados, como revistas especializadas, ou canais de televisão fechados. Dessa maneira, selecionam sua clientela de acordo com seus hábitos e estilo de vida, adaptando também o seu discurso em relação aos seus públicos ou momentos almejados.

O luxo acessível é o que mais se assemelha em termos de comunicação com os produtos e serviços não pertencentes às categorias premium. O mercado e a busca por itens pertencentes a esta categoria, não estão limitados às classes tão específicas quanto ao luxo intermediário. Graças a fatores de crescimento econômico que possibilitaram as classes inferiores a terem acesso ao crédito, o consumo do luxo passou a ser uma prática concebida a uma maior parcela da população.

Atrelados a fatores culturais, o consumo destes produtos passa a ser também uma prática social. Desta forma, as ações de comunicação feitas são mais completas, relativas também a alta concorrência no segmento do luxo acessível. Seja para a divulgação de um novo produto ou para a expansão da marca em nos mais diferenciados mercados, o apelo das campanhas prega principalmente a qualidade superior desses produtos e o estilo de vida alcançado por meio deles.

Os atributos aqui trabalhados são entregues através da diferenciada distribuição, ao tom da comunicação além das práticas de preço. Diferentemente do luxo inacessível e intermediário, o luxo acessível por sua vez está atrelado, além da comunicação de construção de marca, ao também enaltecimento das qualidades de diferenciação pertencentes a cada produto individualmente.

Por se tratar de um público pulverizado, estes consumidores não estão definitivamente esclarecidos quanto àquilo que irão consumir, o que os deixa mais vulneráveis aos fenômenos da moda. Sendo assim, as campanhas direcionadas a esses segmentos devem contemplar os mais diferenciados tipos de mídia, com intuito de reafirmar a presença da marca no mercado.

Dados os conceitos, o mercado de luxo baseou suas estratégias na formatação de ações baseados em perfis de clientes em mercados mais maduros, ou seja, em países mais ricos, contudo, com as mudanças econômicas no cenário, tais mercados estão cada vez mais descentralizados, o que faz com que as marcas busquem públicos em países emergentes.

Embora a demanda sempre exista, as ações relacionadas a essas marcas tenderão a caminhar para abordagens cada vez mais sutis, logo, adequando-se também à cultura local e as manifestações sociais que se manifestam nestes países, buscando então um lugar no coração de seus consumidores e um relacionamento mais personalizado com cada indivíduo, na tentativa de fazer sentido, e criar significado à sua base consumidora.


Artigo originalmente publicado no SEMIC 2017 (Seminário de Mídia e Cultura e Mídia e Cidadania 2017- UFG – Go). Disponível em: http://www.youblisher.com/p/1892565-Anais-SEMIC-Cultura-2017-2/

Fontes:
[1] Forbes – Brazil’s Booming Economy is Creating 19 ‘Milionaires’ every day – Disponível em: <www.forbes.com/sites/ivancastano/2011/11/28/brazils-booming-economy-is-creating-19-millionaires-every-day/> acesso em 12/10/2017.

ALLÉRÈS, Danielle. Luxo… Estratégias / Marketing. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2000.

LIPOVETSKY, Gilles. O Império do Efêmero. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

____________, ROUX, Elyette. O Luxo Eterno: Da Idade do Sagrado ao Tempo Das Marcas. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.

STREHLAU, Suzane. Marketing do Luxo. São Paulo: Editora Cengage Learning, 2007.

Como as marcas Bob´s e McDonald’s agitaram a internet

Eu amo muito tudo isso! Essa é a minha reação quando eu vejo esse buzz na internet agitar as redes sociais.

Tudo isso começou quando o McDonald’s anunciou na terça (13), seu mais polêmico lançamento: O MC SHAKE, milk-shake de Ovomaltine, que durante 57 anos foi um dos principais produtos do seu rival Bob´s.

Em seguida o Bob´s provocou o Mc, dizendo que o produto deles era um “Milk Fake”. (A provocação foi com a #milkfake)

Segundo o portal G1 e O Estado de S. Paulo, no que diz respeito à exclusividade do uso da marca, essa bebida será comercializada apenas no McDonald’s. (Entendam isso como a utilização do logotipo da Ovomaltine)

O Bob´s continuará vendendo o produto, a grande diferença é que a marca não poderá mais utilizar o Logo, já que não renovou a licença.

Esse post reforça que o Bob´s não vai deixar de vender a bebida, muitas pessoas entenderam que a marca deixaria de comercializá-lo.

O Bob´s não deveria dar essa “brecha” para um concorrente tão direto como o McDonald’s. O produto ajudou a marca ganhar relevância durante todos esses anos e as pessoas já estavam acostumadas com a associação das duas marcas.

A marca alegou que foi tudo planejado, já que suas pesquisas apontaram que os consumidores já conheciam a rede e também o seu famoso milk-shake. Ok, como eu não tenho acesso aos números, mantenho a minha opinião no que diz respeito a estratégia da marca: “Se eu fosse o Bob´s jamais deixaria essa brecha”

Analisando o primeiro post feito pelo Mc, conseguimos ter uma noção da agilidade na resposta e como as outras marcas se comportaram durante essas 24hs. Vale reforçar o alcance + engajamento das postagens, não vou colar aqui todos os comentários, vale investir 5 minutos de leitura para ver como as marcas interagiram com os fãs. 😉

As duas marcas estavam preparadas para interagir com cada um dos seus seguidores.

Existem milhares de comentários positivos e negativos, eu gosto mais das piadinhas que fazem disso uma grande brincadeira.

A grande questão é que as marcas que não estão na “briga”, sempre serão beneficiadas se souberem se comportar nesse situação. Se avaliarmos pelo alcance + engajamento, todas as páginas tiveram aumento de interação nas suas postagens.

 

“Chega de briga” disse a Philips na postagem de ontem. Percebam como esse buzz impacta positivamente na imagem da marca, eu estou aqui escrevendo sobre ela nesse momento. (Não estou recebendo nenhum jaba pra isso! rs)

Esse é o melhor exemplo que uma marca sem nenhuma relação com o setor pode aproveitar a onda para se beneficiar, parabéns social media da conta!

Com esse post encerramos o artigo e acredito que o principal momento já passou, agora quero saber como será a opinião no balcão de venda das duas marcas, ainda teremos um reflexo nas redes sociais sobre o gosto e aceitação de cada bebida.

Fala aí a sua opinião sobre o sabor do milk-shake e também sobre a estratégia das marcas, agora vou almoçar e tomar uma coca mesmo. 😉



Aandre-correa-2ndré Luis Corrêa: 
Sócio/Fundador e diretor de branding da INSANE Estratégia e Comunicação, idealizador do projeto Marcaz. (@marcaz_oficial). Publicitário, estrategista de marca, pós-graduando em comunicação empresarial pela universidade metodista. Atual vice-presidente de Comunicação da AACP (Associação das Agências de Comunicação e Publicidade do ABC). Amante e estudioso pela construção/gestão de marcas, busca democratizar o branding para pequenas e médias empresas. A sua palestra atual: “Penso, logo não existo sem uma marca” já passou por alguns estados brasileiros e o seu último workshop: “Descoberta ao branding”, continua sendo aplicado para empreendedores, profissionais de comunicação, marketing e alunos das universidades.

Blog / InstagramAZ das Marcas

O que são alimentos artesanais e como estão se desenvolvendo no mercado atual?

Alimentos artesanais são aqueles produzidos em escalas reduzidas, com ingredientes naturais de primeira linha e podem conter ou não receitas tradicionais de família.

Esses produtos geralmente são fabricados em casas, não possui um local próprio com uma fábrica, por exemplo, e produtor faz do zero com baixa tecnologia.

Por um lado esses produtos podem serem considerados mais naturais e por outro não, dependendo do produtor ele pode realizar o processo de fabricação de forma incorreta e com baixa qualidade em um ambiente sujo por exemplo, mas isso sempre dependerá da ética de cada um. Por isso o legal é você conhecer o histórico desse produtor e pesquisar sobre ele.

Um ponto bem interessante é que esse setor artesanal envolve muitos produtos como: queijos, conservas, compotas e bebidas como no caso do vinho, entre outros.

É possível crescer nesse setor e ele vem atraindo diversos curiosos de plantão e abrindo seu espaço no mercado em prateleiras de grandes empórios como Santa Luzia e o Diniz. Esse setor também impacta o consumidor final geralmente pelo sabor único que sues produtos possuem e pelo trabalho de marca que é feito.

Trabalhar com produtos artesanais é vender qualidade através da própria produção, mostrar como é feito, mostrar as matérias primas de primeira linha que são utilizadas, ser bem transparente e ser criativo na hora do desenvolvimento de marca.

A maioria das marcas desse setor se apropria do tradicional, do artesanal e utilizam dos sentimentos: carinho, amor a aquilo que fazem e alegria.

O mercado está em fase de crescimento e proporciona a entrada de novos produtores, mas a competitividade é alta, por isso ser criativo e fazer um bom trabalho de marca é uma alternativa de se diferenciar.

A marca A Queijaria que possui sua loja física na Vila Madalena soube muito bem aproveitar essa onda. Eles revendem todo o tipo de queijo artesanal existente, mas eles vão atrás dos melhores produtores, aqueles que se reinventam no setor e eles analisam a matéria prima de cada um e inspecionam o local.

A Queijaria começou com um simples manifesto de marca entrando em contato com esses produtores e oferecendo oportunidade de crescimento através de cursos de especializam e praticamente montaram um grupo de queijeiros que viaja o Brasil inteiro e une esses produtores.

Suas vendas começaram online pelo site deles e hoje já contam com mais de mil seguidores no Facebook. O grupo soube aproveitar bem o meio digital e participam de diversos eventos desse setor. Uma boa tática para inspirar novos entrantes, divulgarem a marca e seus produtos.

Outro produto que conquistou seu espaço foi o Café Amorin que hoje vende seus produtos a meios: torrado, em grãos e em capsulas para a máquina Nespresso.

É possível observar que é uma marca que na sua identidade leva a tradição familiar através de sua produção de café no interior do Paraná. É também uma marca transparente com seu consumidor onde costuma mostrar pelo seu website e nos eventos que frequentam.

Mas é uma marca que poderia explorar mais as redes sociais, eles se firmam muito por publicidades em revistas com parceiros e pelo próprio site. A página do Facebook poderia ser mais interativa com inclusão de vídeos da produção, links para um possível e-commerce ou até a divulgação das lojas que apresentam o produto.

Suas embalagens são completamente rústicas e facilitam o manuseio com a associação da marca. Eles trabalham bem a questão de kits corporativos para eventos e possuem uma loja própria no Itaim.

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Quando se fala de alimentos artesanais impossível deixarem de falar das cervejas. O Brasil é o terceiro maior consumidor do mundo de acordo com a Ambev, esse produto vem atraindo muitos empreendedores de sucesso e fiéis consumidores que preferem pagar mais caro em uma cerveja artesanal.

O fato de o preço agregar valor ao produto é através da estratégia de diferenciação que essas empresas estão tendo. Cada marca possui a sua identidade clara e exclusiva, muitas brincam com os rótulos e embalagens, criar nomes excêntricos e fazem um trabalho bem diferente.

Outro fato é que a venda de cervejas artesanais está crescendo através do e-commerce e com parceria de formadores de opinião, fora as feiras e eventos que ocorrem na região sul e sudeste que atraem muitos curiosos de plantão.

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Blumenau com certeza é a terra das cervejas e todo ano realiza o Oktoberfest um dos maiores festivais que movimentam o setor e vários produtores querem estar lá divulgando a sua marca.

O interessante sobre a cerveja é que você pode produzir em casa em baixa escala, mesmo não sendo tão simples assim e tão complexo quanto o vinho. Você pode adicionar varias matérias primas como: malte, chocolate, frutas, etc.

O negócio é dar um toque especial a sua cerveja que a torne diferente das demais.

A marca Baden Baden do grupo Brasil Krim, possui uma fábrica localizada em Campos do Jordão e aproveitou essa onda. A sua fábrica é aberta ao público para visitações, eles investem em degustações, eventos, publicações em grandes revistas, no meio digital, promovem cursos para cervejeiros de plantão e ainda possuem uma loja própria que vendem roupas da marca. Provavelmente eles possuem um fanclub.

Essa cerveja puramente brasileira se destaca pelas matérias primas que utiliza, pelo próprio trabalho de marca, marketing e comunicação que é feito com o sue público alvo, eles falam a linguagem correta e estão nos principais PDV’scomo: Pão de Açúcar, Empório Santa Luzia, Casas especializadas em cervejas artesanais e venda por e-commerce. Seus kits para presentear que vem geralmente com uma cerveja e um copo em uma embalagem personalizada são na certa um bom presente para um cervejeiro de plantão.

Não importa qual setor você quer entrar seja o de produtos orgânicos ou produtos artesanais, ambos possuem espaço de crescimento e estão modificando a nossa cultura de forma positiva.

Além do mais os dois setores conseguem atingir uma parcela bem diversificada incluindo: grupo voltado para famílias, jovens, pessoas que adquirem produtos naturais, solteiros e até uma parcela de idosos.

Tem que saber inovar, buscar a forma correta de entrar no mercado com tudo, se diferenciar seja pela estrutura da marca, pelo valor dela, pelo sabor do produto, pela matéria prima utilizada, pela estratégia a ser desenvolvida de inserção se por mídia publicitária ou digital e trace a concorrência, por exemplo. Procure seu público e trace um plano de negócios com desenvolvimento de marca, possivelmente poderá dar certo.


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Priscila Carvalho Ferrari

Formada em Administração de Empresas pela Universidade Anhembi Morumbi e com a pós-graduação em Gestão de Marcas e Branding pela Business School São Paulo. Apaixonada pela área de Marketing e Branding. Trabalha desde 2008 com Marcas. Gosta de viajar, comer em diferentes lugares e aprender novos idiomas. Ela acredita que inovação e criatividade caminham juntas no meio corporativo.

Todos nós sabemos que atualmente estamos vivendo em um momento de crise bem complicado no Brasil desde 2008. As condições políticas e econômicas estão fazendo as pessoas a economizarem mais na hora de realizarem alguma compra, fora que alguns índices inflacionários como teve no caso do tomate e no feijão neste ano dificultaram muito na decisão de compra do consumidor.

O Brasil é um país que anda por duas vertentes quando citamos a sua formação familiar: uma delas é que a variação da composição familiar ainda é muito regional e outra que ao mesmo tempo o número de moradores individuais e pessoas que não pretendem ter filhos aumentaram muito desde 2007. Esses hábitos de consumo refletem diretamente no hábito de compra, veja a seguir.

A distribuição familiar no Brasil indica que desde 2013 as classes mais pobres aumentaram seu índice de filhos de 2,55 em 2003 para 2,73 em 2013 devido aos benefícios que passaram a receber do governo e estas estão localizadas na região Nordeste as demais classes sociais reduziram o índice de filhos de 1,78 em 2003 para 1,59 em 2013. Essa diferença é de quase 20% a menos.

Com base nesses dados é possível perceber que o nosso país atende diversos perfis de consumo como: famílias com quatro filhos ou mais, famílias menores até três filhos, casais solteiros, os perfis individuais que moram sozinhos (considerando separados e viúvos) e casais convencionais.

O foco deste artigo é avaliar o mercado de produtos alimentícios orgânicos e artesanais.

Primeiramente o que são Produtos Orgânicos e como eles participam desse mercado?

Consiste num produto sem a inclusão de agrotóxicos e sem fertilizantes químicos,  considerado natural.

Sua técnica usufrui da diversificação cultural e adubação verde que garantem uma melhor qualidade desses produtos.

Geralmente o perfil de consumo são pessoas que procuram uma melhor qualidade de vida, querem levar uma vida mais saudável e adquiriram esse comportamento antes do momento da crise.

O interessante é que por ser um produto geralmente mais caro devido a sua forma de produção boa parte de seus consumidores não abriram mão deles na crise, estima-se que houve um crescimento de 30% de comprar a partir de 2008.

Adquirir produtos orgânicos virou um estilo de vida, principalmente devido à explosão que houve de blogueiras fitness no meio digital, também com o surgimento do Facebook e outras redes sociais onde as empresas passaram a ocupar o seu espaço e isso aumentou o marketing boca a boca consequentemente as vendas online aumentaram por meio dessa grande visibilidade. Um grande exemplo disso é a marca Native, que produz mel, cereais, pães, cookies, etc. Essa marca estourou no mercado e está presente em grandes e-commerces como a Zona Cerealista e o Armazém Santa Filomena, que também possuem loja física e na própria rede de supermercados Pão de Açúcar.

A marca Mãe da Terra que começou com cereais hoje possui uma ampla rede de produtos que vão desde grãos a biscoitos / cookies. Ela está fazendo muito sucesso nas mídias sociais e nos supermercados: Carrefour e Pão de Açúcar fora a rede de lojas do Mundo Verde.

Os produtos orgânicos viraram sinônimo cultural e está fazendo parte da vida das pessoas e influenciando novos entrantes no mercado através de pais, amigos e familiares. Sempre bom lembrar que o marketing boca a boca muitas vezes ajuda a manter um negócio vivo. Esse setor favorece também os produtos locais e está abrindo portas para alguns restaurantes. Uma figura pública como a chefe Paola Carosella que participa como jurada no Masterchef Brasil admite comprar maior parte de seus ingredientes e produtos no setor orgânico para o seu restaurante. Ela já comentou isso na TV aberta e diz que a procura em seu restaurante aumentou após divulgar essa sua nova estratégia.

O setor orgânico está em fase de crescimento ainda no Brasil por incrível que pareça, superando a crise e fazendo parte do ambiente cultural. É facilmente perceptível isso não só no meio digital e nas prateleiras, mas sim em eventos.

O número de feiras orgânicas só em São Paulo cresceu e recentemente o Museu da Casa Brasileira localizado na Avenida Faria Lima promoveu em Junho e Julho deste ano uma grande feira que atraiu curiosos de plantão, seguidores e produtores tanto orgânicos e artesanais através de palestras motivacionais e venda de produtos.

Esse evento promoveu um bate papo direto com esses produtores que abriu o leque para novos entrantes nesse mercado. Havia todo tipo de produto: cafés, sucos, vinhos, vegetais e muito mais. Foi uma forma bem interessante de expor mais as marcas e seus produtos.


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Priscila Carvalho Ferrari

Formada em Administração de Empresas pela Universidade Anhembi Morumbi e com a pós-graduação em Gestão de Marcas e Branding pela Business School São Paulo. Apaixonada pela área de Marketing e Branding. Trabalha desde 2008 com Marcas. Gosta de viajar, comer em diferentes lugares e aprender novos idiomas. Ela acredita que inovação e criatividade caminham juntas no meio corporativo.

Acompanhe a continuação deste artigo que falará sobre alimentos artesanais e mercado.

 

 

Imaginem a seguinte situação: você trabalha na Av. Paulista. Antes de chegar ao seu escritório, você nem percebe que entrou no Starbucks, pediu seu espresso, pegou seu IPhone 6S, ligou o 4G do seu celular Vivo e checou seus grupos no Whatsapp.  O que estas marcas têm em comum? Não é que eles têm o melhor “café” ou os melhores “planos de dados para celular”, mas muitos de nós gostamos de comprar dessas empresas. Muitas vezes, nós até mesmo aceitamos pagar um preço premium por um produto comum.

Mas, se não é o melhor, por que nós amamos nos associar com estas marcas? Certamente não parece lógico pagar mais quando não é o melhor, se há diversos produtos e serviços semelhantes no mercado.

A resposta é: a transparência da marca.

Se há uma coisa em que essas empresas são melhores, é a capacidade de construir uma marca autêntica. É como estas empresas se tornaram um dos líderes em seu mercado em tão curto espaço de tempo.

O aumento contínuo das mídias sociais e plataformas digitais colocaram em evidência a necessidade das marcas para começar a humanizar-se. Os consumidores não estão mais comprando dos grandes conglomerados que estabeleceram uma presença simplesmente por ter um balanço saudável e por existirem a mais de 50 anos.

Hoje em dia, os consumidores querem saber qual é o seu “porquê”.

Eles querem explorar por que sua empresa faz o que você faz, e como eles podem participar de todo o processo com você.

Com a abundância de informações disponíveis on-line, os consumidores tornaram-se também abundantemente inteligentes. Transparência é o novo pretinho básico. Isto significa que se você não for capaz de trazer seus clientes e fãs para dentro do que está acontecendo em seu negócio – seja você um freelancer ou uma empresa de 1.000 funcionários – você já está fora desta tendência.

Mais importante ainda, se seus concorrentes estão construindo a transparência no mercado, você já está perdendo a confiança dos seus clientes. Nós agora vivemos em um mundo onde 140 caracteres pode destruir uma reputação. Nunca se esqueça disso.

Então, o que tudo isso significa? O que você pode fazer para começar a construir uma autêntica relação com o seu público?

Dar um rosto à sua marca.

O futuro do marketing está em plataformas. É por isso que as empresas líderes estão começando a investir em celebridades on-line que construíram um séquito de “fanáticos” em suas respectivas plataformas. Há uma razão pela qual youtubers cobrarem mais de R$ 30.000,00 para fazer um testemunhal de shampoo, por exemplo.

Um dos melhores exemplos em como entrelaçar sua marca pessoal com sua empresa chama-se Richard Branson. Agora, sempre que pensamos em Virgin, pensamos em Branson. Na verdade, uma das muitas razões pelas quais eu escolheria a Virgin sobre os concorrentes é por causa do respeito que tenho por ele. O propósito e os valores para a Virgin são claros, são muito parecidos com os de Branson.

Não se esconda por trás do nome da sua marca, chegue na frente dela.

Pare de falar de números.

Ninguém se importa que o seu software carrega três segundos mais rápido do que seus concorrentes, ou que você tem o preço mais barato no mercado. As pessoas compram emoções. É por isso que muitos consumidores pagam R$ 7,00 para um espresso no  Starbucks, em vez de tomar o mesmo espresso ou até melhor na lanchonete da esquina.

Em vez de falar sobre o que cada uma de suas características faz melhor, exponha o seu “porquê” para tornar-se maior do que o produto ou serviço que você está vendendo. Quais são os seus valores? Como você pode entrar em ressonância com os problemas do seu cliente, a fim de servi-los melhor? Mais importante, como você está fazendo do mundo um lugar melhor?

Você nem sempre precisa ter o melhor produto do mercado para ganhar, mas é melhor ter a melhor história.

Atreva-se a arriscar tudo.

Esteja disposto a colocar tudo na linha de frente para construir a reputação da sua marca e servir aos seus clientes. Isto pode significar sacrificar lucros de curto prazo ou revelar informações exclusivas sobre o seu produto para levar sua marca a outro patamar.

Não estou dizendo que você deve começar a revelar as suas declarações financeiras ou segredos industriais ao público, mas se uma empresa que tenha levado a transparência para o seu pleno potencial é um líder de mercado, por que você não ainda não começou? Como exemplo posso citar a Nestlé. Preste a atenção dos últimos comerciais do leite Ninho e outros produtos com seus próprios funcionários para você entender em que patamar esta empresa centenária quer estar.

Por fim, em um futuro presente haverá dois tipos de empresas. Aquela que vende produtos e serviços e aquelas marcas que criam um verdadeiro exército de “fanáticos” por elas, onde o produto ou serviço é apenas uma parte da relação de consumo.

O mundo mudou, a forma de fazer negócios mudou e o comportamento dos consumidores também mudou. O fato é que com o advento da internet muitas mudanças aconteceram e as marcas que não conseguirem se encaixar nesse novo modelo estão fadadas ao fracasso.

Se a sua empresa quer se manter atual, precisa compreender essas modificações e agir diante delas. Uma parte fundamental desse processo é, sem dúvida, entender as transformações pelas quais o comportamento do consumidor vem passando.

Neste post vou mostrar algumas dessas tendências para ajudar você e a sua empresa a lidar com esse novo público.

Acesso à informação

O novo consumidor tem muito mais acesso à informação. Ele lê blogs e sites, acessa redes sociais, troca informações com amigos e conhecidos, pesquisa, enfim, ele está muito mais bem informado e consciente do que quer. Por isso, é importante se relacionar com ele de forma transparente e honesta, já que ele irá consultar outras fontes além da sua página. Em e-commerces é importante oferecer o máximo possível de fotos e descrições, além de um canal de contato que realmente funcione para que o consumidor possa tirar suas dúvidas de forma prática, eficiente e instantânea. Assim, você evita que o cliente busque a informação em outros sites e acabe comprando em um concorrente.

Boca-a-boca

Com o advento da internet o famoso “marketing boca-a-boca” cresceu e apareceu. Agora as pessoas reclamam ou elogiam publicamente nas redes sociais e, principalmente, fazem avaliações e recomendações nos sites de comércio eletrônico. Por isso, você deve ter em mente que as opiniões positivas e negativas sobre seus produtos e serviços com certeza serão consultadas antes que alguém decida fazer negócio com você. Os consumidores são especialmente sensíveis a avaliações negativas e também ficam muito atentos na forma que a sua empresa reage a elas. Por isso, quando receber uma recomendação negativa, é preciso agir com educação, procurando entender o lado do cliente e oferecer uma compensação quando possível.

Comparação de preços

Outra possibilidade trazida pela internet é a comparação de preços. Embora um cliente possa optar por comprar com você por questões como entrega, qualidade de atendimento ou outros critérios, o preço ainda é um fator determinante para a maioria das pessoas. Por isso, é fundamental que você acompanhe sempre os preços praticados pela concorrência, já que os consumidores com certeza estão fazendo isso.

Frete grátis e outros benefícios

Se você tem um e-commerce, vende via whatsapp ou tem qualquer outra modalidade de compra “não-presencial”, é importante levar em conta fatores como frete grátis, cupons de desconto, entre outros benefícios, que influenciam diretamente na decisão de compra dos consumidores.

Experiência de compra

Se a sua relação com os clientes se dá de forma presencial, na sua loja ou escritório, invista na experiência. Os consumidores estão cada vez mais valorizando o ambiente e todos os benefícios intangíveis que a sua empresa pode oferecer para ele, como um atendimento personalizado, brindes e outros mimos.

Mobilidade

As pessoas estão cada vez mais grudadas e dependentes dos seus celulares. Por isso, a presença digital da sua empresa precisa estar adaptada à essa nova realidade. Se o site não é responsivo, ou seja, não tem um layout adaptável para tablets e celulares, você precisa investir nisso já.

Facilidades de Pagamento

Além da mobilidade, oferecer diferentes métodos de pagamento deixa seu negócio muito mais atrativo para os clientes, principalmente no comércio eletrônico. Invista em tecnologias de pagamento online, ou “1-click-buy“.

Como você deve ter percebido, os consumidores estão cada vez mais conectados, informados e empoderados, exigindo uma nova visão das empresas. Mas uma coisa não muda: os consumidores querem se sentir respeitados e bem tratados, por isso, independente de tendências, cuide bem de seus clientes e prospects.

Você tem notado essas novas características nos consumidores? Percebeu mais alguma? Compartilhe a sua opinião com a gente nos comentários.

Você já deve ter visto a notícia de que a cerveja Budweiser, vai trocar o nome nos EUA. A embalagem estampará ‘America’ no lugar da marca. Tudo para lembrar as pessoas que, neste ano de eleições presidenciais, a “America está em suas mãos”.  A ação aproveita o início do verão, período de grande faturamento das cervejarias e visa resgatar o patriotismo e otimismo sobre o qual o país foi construído.

As eleições americanas são sempre marcadas por grandes disputas e polarização entre os partidos democratas e republicanos. Os grandes veículos de mídia e algumas marcas, muitas vezes, deixam claro a sua preferência.

“Este será o verão mais patriótico que essa geração já viu.”
vice-presidente da Budweiser

A estratégia é arriscada e os resultados são imprevisíveis, visto que a Bud é uma marca muito conhecida e vem perdendo mercado nos EUA. É o mesmo que a Skol (marca mais valiosa do Brasil de 2016 – Brandz) mudasse todos os seus rótulos para ‘Brasil’. E por que aqui no nosso País as marcas pouco ousam diante de um cenário político decisivo?

E elas deveriam? Estão mais preocupadas em frear a queda nas vendas com campanhas promocionais como #tamojunto do Giraffas ou Economia Extra.

Muitas até debatem o assunto, mas apenas em mídias sociais, meio onde se pode ousar e experimentar. Mas pouco se vê nas mídias impressas ou televisão.

Política é sempre considerado um assunto delicado (algo que ninguém gosta de falar) e elas preferem ‘fingir que nada está acontecendo’ para que não se comprometam a escolher um lado. Afinal, ninguém quer perder um consumidor petista ou tucano (exemplificando os partidos de maior rivalidade no cenário nacional).

O estranho é que muitas empresas ‘patrocinam’ os partidos através de doações no período eleitoral. Mas esse patrocínio é sempre ‘ocultado’ do consumidor (não é como um time de futebol: a Caixa que patrocina o Corinthians não vê problemas em desagradar o cliente palmeirense), a marca teme ser associada à péssima reputação da política brasileira sempre envolvida em escândalos de corrupção.

Habib's- manifestação 1Olhando para essa perspectiva, muitos (incluindo especialistas em marketing) questionaram a campanha do grupo Habib’s iniciada à alguns meses diante de grande insatisfação da população e da possibilidade de afastamento da presidente Dilma. A rede (Ragazzo e Habib’s) colocou, em grandes veículos e em suas lojas, mensagens convocando a população a ir aos protestos antigoverno. 

RISCO: Todos ficaram se perguntando se a rede não estaria envolvida em algum escândalo ou partido. O resultado é que não saiu nenhuma notícia de que a marca de preços populares, sofreu boicote por parte dos petistas ou da população. Muitos até simpatizaram com a ação. E agora, com a presidente afastada, a campanha ‘Caiu’, faz cada vez mais sentido. O Brasil pede por mudanças e as marcas também precisam mudar.

DESAFIO: 2016 é ano de crise, de Lava Jato, de impeachment, de eleições e muito ainda está por vir. Será que as marcas vão tomar partido?

Esperem até outubro.

 

https://youtu.be/T7xKQhgOyLE

 

 

Referências

 

Budweiser vai se chamar America

As 20 marcas mais valiosas de 2016

#tamojunto do Giraffa’s

Como as marcas aproveitaram as eleições

Em 2005, A Vingança dos Sith parecia ter concluído uma das maiores sagas do cinema: Star Wars. Em 2012 a Disney adquiriu os direitos da saga por nada menos que US$ 4 bilhões de dólares. Eis que, em 2015, a Disney retomou a saga com Star Wars: o despertar da força, atingindo só na estreia a cifra de US$ 540.000.000,00 apenas de bilheteria. Para termos uma ideia, Jurassic World, a maior bilheteria até então, faturou nada menos que US$ 208 milhões na sua estreia. Mas, além de ser a maior bilheteria de todos os tempos em uma estreia, segundo a Revista Forbes, Star Wars: o despertar da força também foi o filme mais comercializado.

A marca de uma das franquias de filmes mais populares da história vai muito além dos brinquedos focados nas crianças. Ela cruzou para tendências de marketing estampando cosméticos, utensílios domésticos, roupas, produtos de higiene, frutas, lanches e milhares de produtos. Basta circular em um supermercado ou shopping center para ser cercado pela saga. Mas aí fica a pergunta: a Disney revolucionou com uma estratégia brilhante de marketing ou foi para o lado negro da sua força?

Na verdade, a Disney nunca escondeu sobre suas intenções de monopolizar a marca ‘Star Wars’. George Lucas foi esperto o bastante para manter os direitos de merchandising desde 1977 pois sabia que havia um grande potencial de lucro. O que vemos agora é o expertise e a força que a Disney tem para licenciar suas marcas e é assustador pensar que estamos vivenciando apenas o começo desta dominação do mercado de entretenimento. Embora a Disney poderia estar buscando “domínio total”, a saturação da marca não diminui a franquia de filmes de qualquer forma.

Um dos recursos mais fascinantes da marca Star Wars é que ela é grande o suficiente para incorporar qualquer marca e produto.

Star Wars: o despertar da força apresenta mais parcerias e licenciamentos de marca do que qualquer outra franquia de filmes já realizou. Só no Brasil, por exemplo, são mais de 600 produtos de aproximadamente 80 marcas. Penso que não há uma marca que tenha o poder de marketing da Disney [por trás dele] e o apelo de Star Wars. A coisa mais fascinante sobre a marca Star Wars é que ela é uma grande “tenda”. Milhares de pessoas podem entrar e participar. Esta “tenda” é grande o suficiente para incorporar uma variedade enorme de marcas. Os produtos que essas marcas promovem servem como “pontos de contato” com a saga.

Acredito que a Disney não cruzou para o lado negro. ‘Star Wars: O despertar da força’ é especial porque é o retorno de uma franquia que todos já pensavam estar concluída.  Nunca esperávamos que teríamos novos filmes de Star Wars. De certa forma, não é um filme que precisa de marketing. É um filme que possui fãs casuais e aficionados de todas as idades. No entanto, esta é uma oportunidade que a Disney não terá novamente.

Um outro ponto a ser observado, é que, apesar da marca Star Wars ainda ser muito forte, existe o risco desta nova trilogia não agradar aos fãs. E isso já aconteceu com a própria marca Star Wars com o personagem Jar Jar Binks – um dos mais odiados da saga.

O risco de apostar na franquia Star Wars é que, se o filme for um fracasso, todo o marketing e produtos com a marca sofrerão prejuízos gigantescos. Mas ao que parece, não é o caso.

Esta franquia tem uma audiência enorme de fãs do passado e, com a concorrência feroz para obter cinéfilos para dar o seu tempo e dinheiro, uma marca tem que ser agressiva ou eles serão deixados para trás. Além disso, este é o primeiro projeto da Disney com ‘Star Wars’.

Será que a força despertou no Branding?

Enquanto alguns fãs dizem que algumas marcas têm apelado para o “ridículo” na promoção da famosa franquia de filmes, outros gostam muito de todos estes produtos. Isto fica claro quando se trata de fãs obstinados que não se cansam de tudo o que é, mesmo que remotamente, relacionado a Star Wars. No final, a percepção do consumidor depende de que lado da força de marca que eles querem estar e como grande é sua admiração pela saga.