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Comunicação e Marketing

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Um dos impactos visíveis no panorama econômico causados pela Covid-19 atinge o comportamento dos consumidores à medida que mudam sua forma de consumir e, por consequência, influenciam a dinâmica do mercado de diversos setores. Dessa forma, ações de marketing precisaram ser transformadas para acompanhar esse “novo consumidor”.

Se antes da pandemia as lojas on-line já eram uma alternativa a mais para o empresário e comerciante, hoje vender pela internet é a principal atividade de muitos negócios. Em 2020, o atendimento ao cliente adquiriu ainda mais importância com o crescimento do tráfego no comércio on-line. Sem enxergar fisicamente seu público, tornou-se necessário entender o perfil do consumidor e oferecer atendimento personalizado, assim como, investir em modelos de negócio que correspondam às expectativas do cliente. A massificação do direct-to-consumer (D2C) é prova disso.

De acordo com a pesquisadora e professora de Comunicação, Marketing e Branding da Business School e Programa de Pós-Graduação da Universidade Positivo, Fabiana Mariutti, as relações de consumo e as estratégias de comunicação e marketing — seja no âmbito institucional, informacional, promocional ou puramente comercial — dependem de cada segmento de mercado ou setor econômico.

“Muitos negócios inovam para conseguir sobreviver e surpreender seus clientes atuais ou em prospecção ao aplicar técnicas de negociação e estratégias de valor agregado como poderosos alicerces comerciais para fidelização. Em tempos difíceis para todos, diante das mais diferenciadas emoções e vivências desta longa pandemia, atender humanamente o consumidor — de forma presencial ou virtual — é a palavra que deve estar no propósito da marca e na missão, visão e valores de qualquer estratégia de um negócio”, afirma a pesquisadora.

Ações e estratégias de marketing e vendas – que estão sendo adotadas visando à sobrevivência nos novos tempos – tornam-se ainda mais importantes nesse contexto. Especialistas apontam dez tendências que ganharam força durante a pandemia e seguem em alta para 2022.

Pesquisa por voz

Falar é mais natural e relativamente mais fácil do que digitar. É por isso que a pesquisa por voz faz todo o sentido. Na verdade, é uma inovação tecnológica brilhante que já altera a forma como o consumidor se comunica digitalmente. “A pesquisa por voz simplifica a procura de informações on-line, além de reduzir drasticamente o tempo de tela”, salienta Marcio Pacheco, CEO da PhoneTrack, startup paranaense especializada em Inteligência Artificial aplicada à voz. Segundo um levantamento da Strategy Analytics, as vendas de alto-falantes inteligentes em todo o mundo chegaram, no primeiro trimestre de 2020, a 28 milhões de unidades, um resultado 8% maior que no ano anterior. Projeções estimam que para 2021 o aumento seja de 21% e que até 2024 as vendas cheguem a um total de 640 milhões de unidades. “Para tirar proveito dessa tendência, as marcas devem fazer os ajustes certos sobre como enquadrar os dados para responder adequadamente a esse comportamento emergente do consumidor”, alerta Pacheco.

Inteligência Artificial

A inteligência artificial, o Big Data e o Analytics vêm ganhando cada vez mais espaço no mercado digital, uma vez que automatizam processos, e fazem a gestão de dados e análises. “Ao detectar padrões e facilitar a compreensão do comportamento dos consumidores, as ferramentas baseadas em inteligência artificial ajudam a operar de forma otimizada e com mais foco, proporcionando as melhores experiências aos clientes”, afirma Pacheco. Tecnologias como o call tracking e o speech analytics, por exemplo, trazem informações detalhadas sobre as necessidades do consumidor por meio da análise da voz em ligações telefônicas, ajudando a mensurar campanhas, recuperar contatos perdidos e transformar ligações em novos leads.

Estratégia Omnichannel

A pandemia fez com que muitos estabelecimentos comerciais fechassem as portas, passando a atender apenas com a loja on-line. Outros ampliaram os canais, abrindo estratégias de venda por WhatsApp, delivery e drive-thru. Para Pacheco, adotar novos canais não significa abandonar os tradicionais. Segundo ele, um canal considerado ultrapassado por uma faixa da população pode ser o mais utilizado por outra. O telefone é um exemplo disso. Um levantamento da PhoneTrack mostrou que as ligações telefônicas voltaram a fazer parte da jornada do consumidor. Em 2016, 41% dos consumidores usavam o telefone para entrar em contato com uma empresa após pesquisa on-line. Em 2020, esse número saltou para 60%. Com cada vez mais canais de comunicação e venda, é importante estar onde o consumidor estiver, seja on-line ou off-line. “Mas é bom lembrar que as estratégias não podem ser as mesmas para todos os canais, pois cada um tem a sua particularidade e, às vezes, um público bem específico”, ressalta.

Vendas em Redes Sociais

Cada vez mais, as mídias sociais, além de exercerem papel fundamental na execução de estratégias de marketing, também acabam ajudando na ampliação das vendas. Recentemente, o Instagram implantou o social commerce, que permite às lojas venderem seus produtos na rede social de forma parecida com os marketplaces da web. “A estratégia atrai o consumidor para a conversão dentro das próprias plataformas das redes sociais”, afirma José Paulo Trigueiro, da Agência MKT Real. Segundo ele, em 2022, a tendência é que essa tecnologia seja ainda mais adotada e receba melhorias que impactem positivamente para empresas e clientes.

Holistic Health

A pandemia também fez as pessoas valorizarem mais a saúde e o bem-estar. Nesse sentido, o conceito de holistic health é usado no marketing e nas vendas para entender a saúde do consumidor de forma ampla, sob diferentes aspectos que representam o bem-estar. “É se reconhecer como um todo: somos a resultante de saúde física, mental, emocional, social, intelectual, e espiritual. A pandemia escancarou essa necessidade da gente se ver num contexto maior, e como seres complexos. No marketing não será diferente”, afirma a gerente de marketing da Jasmine Alimentos, Thelma Bayoud.

Comunicação interna

“É importante entender as pessoas, sua individualidade, suas dores e personalizar a comunicação, principalmente com o público interno, que é o principal cliente de organizações de qualquer segmento”, ressalta Cristiano Caporici, CMO da Tecnobank, empresa de tecnologia para negócios. Ele diz que a pandemia, o isolamento social e o trabalho remoto revelaram a importância da comunicação interna para o bom andamento das atividades da empresa. “Mesmo que o trabalho volte a ser 100% presencial, a lição aprendida com a pandemia é que a comunicação interna reflete diretamente nos resultados da companhia”, garante Caporici.

Proteção e segurança de dados

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a crescente sensibilidade dos clientes tornam a proteção e a segurança de dados um desafio importante para as empresas que processam dados pessoais para fins de marketing e vendas. De acordo com Rogério de Lorenzo Leal, gerente de marketing da Central Sicredi PR/SP/RJ, a mudança desse paradigma, no qual os dados pessoais passam a ser cada vez mais entendidos como propriedade da pessoa e não das empresas, irá impactar muito todos os setores. “Tarefas que antes eram naturais para o mercado agora não poderão mais ser executadas sem o devido consentimento do consumidor. Como estamos vivendo um cenário no qual a venda on-line tem desempenhado vertiginoso crescimento, e nesse ambiente virtual a coleta de dados é fundamental, as empresas precisam estar conscientes dos reflexos que a nova legislação impõe antes de estruturar suas ações e estratégias comerciais”, alerta Leal. Numa sociedade em que dados estão se transformando no novo petróleo, todo o mercado será muito impactado e exigirá das empresas maiores investimentos e estudos nesse setor.

Marketing interativo

Um site bom, funcional e responsivo, projetado para oferecer a melhor experiência possível ao usuário, sempre foi essencial. No entanto, isso se tornou ainda mais fundamental com a pandemia. “Agora é necessário ir mais longe e pensar em novas iscas para atrair tráfego para o site da empresa”, alerta Cesar Cantarella, CEO da DealerSites, startup que atua no segmento de e-commerce no setor automotivo. Para ele, no caso da negociação de compra e venda de um carro, por exemplo, a aposta é adicionar elementos interativos ao site, abrindo espaço para o cliente ser ouvido e fazer a sua proposta. “Quando o cliente tem a chance de, no próprio site da concessionária, abrir uma ferramenta que o permita pesquisar o valor de mercado do seu carro usado e apresentar as suas condições de negociação, isso acaba sendo determinante para a conversão”, ressalta.

Transparência

“Anunciar um produto sem o valor é o mesmo que criar um perfil nas Redes Sociais sem foto”, compara Cantarella. Segundo ele, o marketing on-line deve ser transparente – sob o risco de perder o cliente para sempre. “No caso de automóveis, por exemplo, o site da concessionária é um canal para pesquisa de preços e modelos, além de relacionamento entre vendedor e consumidor. Se o preço não está lá, a confiança do cliente na empresa é abalada, pois ele busca informações claras e diretas, sem enrolação e sem ter que procurar muito”, ressalta. O tráfego nos sites de concessionárias aumentou 35% durante a pandemia, segundo estudo da DealerSites.

Responsabilidade Social

Uma coisa que a Covid-19 acelerou é a percepção da necessidade dos consumidores de que as marcas sejam mais socialmente responsáveis. “É cada vez mais comum consumidores utilizarem-se das redes sociais e da cultura de cancelamento para boicotar marcas corruptas, preconceituosas, que agridem o meio ambiente ou maltratam animais, por exemplo”, explica Eliziane Gorniak, diretora do Instituto Positivo. Porém, ela ressalta que é essencial que a empresa tenha autenticidade e coerência nas ações de responsabilidade social que se propuser a fazer, antes de anunciar ao mercado.

Que todos fomos afetados pela pandemia, não é novidade, mas junto à Covid-19, vivenciamos uma enorme ‘infodemia’: uma pandemia de desinformação que tomou conta daquilo que vivenciamos, assistimos, e lemos. E isso vem fantasiado de notícia. O excesso de informações gera confusão, permite que as fake news ganhem espaço e dificulta a consistência de uma comunicação integrada e estratégica.

E quando temos uma ‘infodemia’ que acaba se alastrando mais rápido do que o próprio vírus? E o que nós, comunicadores, podemos fazer para combater este mal? O mais importante de tudo é comunicar com verdade e legitimidade. Ou seja, mesmo que você esteja falando a verdade, se não acreditar naquilo, seu interlocutor não vai acreditar e a sua marca vai perder credibilidade. Além disso, listo abaixo os dez pilares de uma comunicação eficiente que funcionam perfeitamente em tempos de incertezas, como o que estamos vivendo. São eles:

  1. Tom de voz: é preciso unidade para haver engajamento! Não posso falar com meus clientes de um jeito diferente daquele que trato com a imprensa; não posso tratar meus acionistas com teor diferente daquele que utilizo com meus colaboradores. A unidade na comunicação e o tom de voz alinhado é parte fundamental do sucesso e do engajamento.
  2. Branding e identidade de marca: se minha identidade, minha apresentação visual e meu conteúdo não forem consistentes, dificilmente terei engajamento. O respeito ao DNA da sua marca é fundamental na hora de comunicar.
  3. Inovação não precisa ser pirotecnia: é natural que, ao falarmos de inovação – seja na comunicação ou em qualquer outro âmbito corporativo -, nos lembremos imediatamente do Vale do Silício e das gigantes da tecnologia. Mas inovação não é necessariamente pirotecnia. Mais do que isso, é ter novas ideias que tragam impacto positivo na vida do seu stakeholder. Um exemplo bastante simples é inovar nos canais: se sua audiência (sejam clientes, colaboradores, parceiros, acionistas ou sociedade) não gosta de ler, o que você está esperando para começar a produzir podcasts?
  4. Antecipe necessidades: para isso, comunique-se! Pergunte, pesquise, converse, ouça, analise cases, estude dados. A máxima de que ‘o marketing não questiona necessidades, ele as cria’ é incrível! Eu vou além: se o marketing cria necessidades e se a inovação as provoca, a comunicação deve antecipá-las e solucioná-las. Ao lançar uma nova plataforma para o segmento financeiro com algum nível de complexidade, em vez de esperar que o cliente traga dúvidas, é mais eficaz desenvolver os manuais e tutoriais mais completos que ele já viu.
  5. Encontre seus embaixadores: você provavelmente conhece alguém que ama o iPhone e defende a Apple com unhas e dentes. Você, com certeza, já ouviu alguém elogiando a experiência que teve com a Nespresso. Ah, se você falar mal da Heineken para aquele seu amigo, ele vai entrar em uma briga contigo em defesa da cerveja. Sim, os brand lovers são uma ferramenta muito poderosa. E não precisamos ir para o segmento de consumo e varejo, não. Seus colaboradores, clientes e parceiros, se tiverem uma ótima experiência com seus produtos e serviços, somada a uma comunicação eficiente, clara, facilitadora e integrada, certamente serão os embaixadores da sua empresa.
  6. Dados não são mais o novo petróleo: porque hoje os dados são absolutamente tudo! E são eles que vão direcionar a sua estratégia, ser fonte para as suas análises, ser insumos para suas correções de rota. Avalie quais os dados mais estratégicos para o seu negócio e conte com profissionais e parceiros para minerá-los. E aqui, não posso deixar de dizer: olhe com muita atenção para a LGPD. A Lei Geral de Proteção de Dados é sua aliada e não sua inimiga.
  7. Teste o novo e o diferente: nunca é demais testar opções, pilotar, experimentar, implementar novidades. Para isso, uma dica importante é: construa em conjunto, crie com pessoas diferentes, busque a diversidade e a heterogeneidade. As diferenças trazem riqueza e novas visões. Mais gente diferente criando e comunicando, significa que mais gente diferente também entenderá melhor sua mensagem.
  8. Esteja atento às novidades: Pix, Open Banking, LGPD, marketing digital, estratégias de relacionamento, assistentes virtuais, ‘novo normal’. Não deixe as novidades te ultrapassarem, esteja atento e antenado. Todo bom comunicador e marketeiro deve reservar parte do seu dia para estudar. Lifelong learning não deve ser apenas um termo moderno que você cita em uma palestra ou outra.
  9. Você não precisa de tudo ao mesmo tempo: não é porque a empresa tal está no Instagram, no Facebook e na Globo que você precisa estar. Se sua marca não tem fit cultural com o Tik Tok, qual a necessidade de estar lá apenas ‘por estar’? Foco é o rei do processo estratégico.
  10. E o mais importante: as pessoas: o foco da comunicação deve ser sempre o ser humano! Uma comunicação humanizada, feita por e para pessoas. Uma máxima que sempre persigo com meus times é: digitalizar sem desumanizar.

Cristiano Caporici é diretor de Comunicação e Marketing da Tecnobank

 

 

 

Imagem: @jasonrosewell

Inspirada pelo lançamento da nave espacial Falcon 9, da SpaceX, em parceria com a Nasa, a marca Jontex estreia campanha que celebra o produto Jontex Orgasmo em Sintonia e reforça seu DNA de inovação e tecnologia de produtos.

O filme é uma referência direta ao foguete norte-americano, e passa a fazer alusão ao produto da marca quando mostra um homem retardando a contagem regressiva do lançamento na estação especial, como se esperasse algo. Até o momento em que a mão de uma mulher entra em cena e, juntos, eles acionam o lançamento e ressaltam o principal benefício do produto, o aumento do prazer da intimidade a dois, que proporciona ao casal o mesmo ritmo.

Tanto a locução quanto o letreiro do filme ressaltam a seguinte mensagem: “Cheguem JuntXs ao espaço. Jontex Orgasmo em Sintonia. Retardante para ele, acelerante para ela. Sintonizante para os dois”.

“Trata-se de um momento super oportuno. Contudo, a agilidade só foi possível porque estávamos trabalhando nesse projeto em 3D anteriormente e pudemos adaptar para o momento atual”, explica Laura Azevedo, diretora de criação da BETC/Havas. “Um dos nossos principais valores é a identificação com a cultura pop, se algo é notícia no mundo, estamos lá, pensando nessas oportunidades para nossos clientes”, completa Andrea Siqueira, diretora executiva de criação.

A campanha será veiculada exclusivamente no ambiente digital e já pode ser vista nas redes sociais de Jontex.

No dia a dia acabamos utilizando sem questionar ou simplesmente acaba “passando batido” diversos termos que trazemos desde a nossa infância. Porém, alguns deles podem ter um significado jamais imaginado ou, pior, carregarem uma triste história.

Este é o caso do “criado-mudo”, um dos produtos da marca ETNA – referência no mercado de móveis, decoração, cama, mesa, banho, iluminação e utilidades domésticas – que, no Dia da Consciência Negra (20 de novembro), inicia um movimento que visa abolir o termo do vocabulário dos brasileiros e das varejistas do segmento devido ao seu significado.

A iniciativa, em parceria com a TRACYLOCKE BRASIL, agência global de shopper experience dos Grupos Omnicom/DDB e ABC, propõe uma reflexão sobre a data:

Historicamente batizado como “criado-mudo”, desde o tempo da escravidão, o móvel – um dos mais vendidos na maior rede varejista de decoração do Brasil – passará a ser chamado de “mesa de cabeceira”.

A mudança na ETNA já está acontecendo de forma gradual, até que todas as lojas físicas e site da marca se adequem a comunicação. Paralelo a isso, a ETNA convida outras empresas do segmento para colocarem em desuso o termo. Os fornecedores da varejista também serão convidados a excluírem a nomenclatura racista das embalagens, manuais e notas fiscais.

A proposta é extinguir o nome e criar um impacto no mercado varejista. Para isso, a TRACYLOCKE BRASIL criou uma campanha 360 e a hashtag #CriadoMudoNuncaMais para firmar esse compromisso.

“Pequenos gestos ajudam a transformar o mundo. Queremos mostrar com essa iniciativa que podemos, mesmo com fatos históricos, inspirar um pensamento e uma atitude diferente”, explica o CCO da agência, Rodolfo Barreto.

Para que o movimento alcance ainda mais pessoas, um filme será veiculado no ambiente digital mostrando pessoas reais contando a origem do nome do móvel. Elas foram convidadas a abrir a gaveta de uma mesa de cabeceira e ler uma carta. Ao terminarem, descobrem como algo que parece tão simples, mostra a realidade histórica sobre pessoas que foram escravizadas. A ideia é que as pessoas repassem o conteúdo a diante para que a ação tenha ainda mais impacto e o termo racista seja, de fato, excluído do vocabulário dos brasileiros.

“Acreditamos que essa campanha pode contribuir para uma reflexão e motivar outros movimentos de mudança como esse”, finaliza Karina Alfano, Gerente Executiva da ETNA.

Para que os clientes tenham acesso a esse contexto histórico e origem do tema, a marca criou uma página com informações completas: www.etna.com.br/criadomudonuncamais.

Depois de lançar a maior campanha 360º da história da Piraquê, a Lew’Lara\TBWA cria a “Piraquê Wear”, uma ação com influenciadores digitais que enaltece o posicionamento da marca de massas, biscoitos e torradas da M. Dias Branco: “A receita é ser original”.

A famosa identidade visual das embalagens de Piraquê, criada no fim dos anos 60 por Lygia Pape – uma das mais importantes artistas plásticas contemporâneas brasileiras –, foi transformada em estampas exclusivas de roupas e acessórios como: bermudas, camisas, meias, blusinhas, pochetes, sacochilas e lenços.

A ação faz parte da plataforma de rejuvenescimento de Piraquê e foi criada a partir do mapeamento das redes sociais, através do social listeningda marca. “Foi por meio de um insight mapeado nas redes sociais que surgiu a ideia da ação Piraquê Wear. Além do fit com o posicionamento da marca, ligado à originalidade, durante o desenvolvimento do projeto descobrimos que não é qualquer marca de biscoito que tem potencial para fazer uma ação assim, o que certamente vai fazer do projeto algo ainda mais exclusivo”, destaca Rodrigo Mainieri, gerente de marketing da M. Dias Branco.

Se a receita é ser original, como diz o próprio posicionamento da marca, as roupas e acessórios da Piraquê destacam essa originalidade com suas estampas e com seu design de repetição da Goiabinha, do salgadinho Presuntinho, do biscoito Leite Maltado e do salgadinho Gergelim. “As embalagens de Piraquê são ícones e ao longo dos anos ganharam essa pegada cool, por preservar a essência desde a criação. Após a aquisição da marca em 2018, temos imenso cuidado em preservar e evidenciar esse diferencial. Traduzir essas estampas em peças de roupas era exatamente o que alguns consumidores da marca pediam nas redes sociais”,  ressalta Rodrigo Mainieri.

Felipe Luchi, sócio e CCO da Lew’Lara\TBWA, destaca que a ideia é materializar a originalidade de Piraquê por meio desta inusitada linha exclusiva de roupas e adereços. “Ter uma iniciativa diferente e inesperada é a coisa mais segura que uma marca pode fazer. A originalidade é uma herança da Piraquê, visível nas receitas e em um dos designs de embalagem mais icônicos da história do marketing brasileiro. Transformamos esse design em roupa e fizemos uma ação super criativa com artistas e influencers no social, o que nada mais é que uma manifestação da originalidade de Piraquê”.

Tudo começou em um show da cantora Duda Beat, em Recife, no qual a diva da sofrência pop, conhecida por sua autenticidade e originalidade se apresentou com um look elaborado pelo stylist da cantora todo trabalhado na icônica estampa da Piraquê, um vestido com a estampa do biscoito da vaquinha de Leite Maltado. Em seguida, o influenciador John Drops conhecido por suas paródias dos looks dos famosos reproduziu a roupa da diva usando as embalagens do biscoito. A brincadeira teve tanto sucesso que a marca convidou o influenciador para fazer o catálogo da exclusiva coleção. “O John Drops é incrível e é uma máquina de gerar conversa, sua originalidade de produção de conteúdo tem tudo a ver com a campanha Piraquê Wear”, complementa Felipe Luchi.

O projeto da marca é ambicioso e não vai parar por aqui. Essas ações marcam o lançamento da coleção Piraquê Wear, e dependendo da repercussão da campanha, outras ações serão desdobradas. “Piraquê Wear não é apenas uma ideia. Estamos pensando nisso como uma plataforma de ativação, que pode gerar mais conteúdo e valor à marca”, finaliza Mainieri, acrescentando que, pelo menos por enquanto, não há intenção de comercializar as roupas e acessórios com estampas exclusivas.

Nas primeiras duas semanas a campanha já teve um total de 103,8k de engajamento, sendo 815K de impressões e 514,4k de alcance orgânico nas redes sociais.

Finalizando nossa série de conteúdos sobre Relações Públicas, reunimos os insights finais de nosso bate-papo com Lucas Lima da Midiaria.com.

Destacamos questões como informações que a marca precisa compartilhar com o profissional de RP, características deste profissional, os principais pontos da estratégia e, uma questão que levanta muitas dúvidas, como o pequeno negócio pode se preparar para a implementação de uma estratégia de Relações Públicas, reunindo, desde seu início, informações que constroem sua história. 

Esperamos que goste dos vídeos e aproveite o conteúdo para sua estratégia de RP!

6. O que a marca precisa compartilhar com o profissional de PR para garantir um bom resultado em sua comunicação?

7. Quais são os pontos principais de uma estratégia de PR?

8. Quais são as características de um bom PR?

9. Como a empresa pode preparar o terreno para a implementação do Relações Públicas?

Se você perdeu as postagens anteriores, acesse os links abaixo:

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Lucas Lima: Cofundador é líder de projetos em branding na Midiaria.com. Comunicólogo de mercado pela Universidade Metodista de São Paulo, especialista em Comunicação Organizacional pela Faculdade de Comunicação Cásper Líbero e Master em Gestão de Marcas e Branding pela Business School São Paulo. Experiência nas áreas de Relações Públicas, Branding, Gestão da Imagem e Reputação.

Em um momento em que empoderamento, respeito pelo outro e liberdade estão cada vez mais em pauta, a trajetória das pessoas precisa ser valorizada. Partindo dessa premissa, a Rainha anuncia seu posicionamento no mercado com a campanha “Sua trajetória merece respeito”.

A ação acompanha o lançamento da nova coleção de calçados da marca de moda esportiva, que se destacou nos anos 80 e 90 para milhares de brasileiros produzindo calçados icônicos, como o VL2500 e o Rainha System.

A Rainha quer ser vista como aquela que quer ouvir as histórias das pessoas, caminhar ao lado delas e ajudá-las a atingir seus objetivos, aproximando-se do público jovem, e compartilhando valores como respeito, autenticidade, diversidade e empoderamento.

A campanha contempla um investimento representativo para aumentar a presença da marca e promover ações com digital influencers que tenham conexão com as atitudes valorizadas pela Rainha. Além disso, serão realizadas ações de merchandising na TV, em programas como o Domingo Legal, no SBT; e investimentos de mídia no GoogleYouTube e Mídias Sociais (Facebook Instagram), onde usará a tag #respeitaatrajetória.

“A Rainha faz parte da vida do brasileiro, que usa seus produtos há décadas. A nova campanha mostra que, embora seja uma marca muito tradicional e reconhecida, a Rainha está também conectada aos valores dos jovens atuais, sem perder o compromisso de investir em tecnologia e inovação para entregar produtos cada vez melhores para os nossos clientes”, afirma Victor Lange, gerente geral da Rainha.

Veja só o novo vídeo manifesto da marca, que será veiculado nas redes sociais da marca e em programas de TV. “O intuito do filme é que consigamos transmitir a mensagem chave da nova identidade da Rainha, em um formato de grande aceitação por parte do nosso público-alvo”, completa Lange.

O Storytelling, ou a “arte de contar estórias”, tem o poder de envolver o público e transportá-lo para o universo da marca. E foi isso que o Itaú fez em comemoração à Semana da Mobilidade 2019 (16 a 23 de setembro) reforçando, ainda, a imagem das famosas bikes laranjas que tanto vemos pela cidade:

O Itaú lançou nesta semana a série “Diários de Bicicleta” a fim de conscientizar e incentivar a mobilidade urbana por meio de histórias reais.

Composta por quatro histórias de pessoas que, ao começarem a andar de bike – sejam particulares ou compartilhadas – mudaram seu estilo de vida e transformaram radicalmente sua percepção sobre a cidade.  

Criada pela Africa, a série dá luz às histórias reais de pessoas que viram na bike uma maneira de melhorar seu dia-a-dia. E para chamar o público junto a essa jornada, Willian Cruz, criador do Vá de Bike e ciclista influenciador, e Renata Falzoni,  fotógrafa, videor repórter, bike-repórter e cicloativista – dois nomes peso no mundo ciclista – foram convidados pelo Itaú para acompanhar e conhecer a história de quatro ciclistas que moram e trabalham em grandes centros urbanos como Rio de Janeiro e São Paulo.

Marcelo, Jefferson, Mariana e Aline, convidados para serem fontes de inspiração das peças, contaram sobre algumas das transformações que aconteceram em suas vidas depois que adotaram as bicicletas. Entre elas estão desviar do trânsito e chegar aos lugares muito mais rápido, se relacionar de uma maneira muito mais prazerosa com a cidade e o caminho, usá-la como uma ferramenta de trabalho com poucos custos e impacto ambiental, além de serem um carro a menos na rua, desafogando o trânsito e diminuindo a poluição.

“Buscamos gerar inspiração e motivação para as pessoas, fazendo com que elas se identifiquem com as histórias contatadas pelo William e pela Renata e vejam como adotar a bicicleta dentro do contexto de mobilidade urbana pode não só mudar hábitos, mas também vidas. Acreditamos que as bikes têm um papel muito importante no desenvolvimento da sociedade, e também atua muito forte na transformação pessoal de cada um”, diz Juliana Cury, superintendente de Marketing Institucional do Itaú Unibanco.

Seguindo o posicionamento “Bike Itaú. O melhor caminho para qualquer caminho”, a série aproveita o momento para mostrar a bike como ferramenta para uma vida mais sustentável, explorando seu poder de transformar a vida das pessoas.

Dando continuidade a nossa conversa sobre relações públicas com Lucas Lima da Midiria.com abordamos a relação entre o PR e as redes sociais.

5. Como é a relação do PR com as redes sociais?

No próximo vídeo abordaremos questões relativas a contratação e integração do PR na realidade dos negócios. Como contratar? Quais as características d e um bom PR? E como preparar o terreno para integrar a estratégia de relações públicas? Acompanhe!

Lucas Lima: Cofundador é líder de projetos em branding na Midiaria.com. Comunicólogo de mercado pela Universidade Metodista de São Paulo, especialista em Comunicação Organizacional pela Faculdade de Comunicação Cásper Líbero e Master em Gestão de Marcas e Branding pela Business School São Paulo. Experiência nas áreas de Relações Públicas, Branding, Gestão da Imagem e Reputação.

Estratégias para PMEs em meio ao recuo da economia

Curvas de juros, baixas consideráveis nos índices e incertezas caracterizaram o cenário econômico e contribuíram para onda de nervosismo que amedronta o mercado global. Dados negativos sobre o desempenho da Alemanha, maior economia da Europa, e da China, segunda maior do planeta, são responsáveis pelo medo de uma possível recessão mundial, a situação do ‘Brexit’ também é um fator relevante. Em meio ao cenário caótico, o Brasil também apresentou dados preocupantes, o dólar superou a marca dos R$ 4 e o real teve um dos cinco piores desempenhos em uma lista de 33 divisas globais.

Segundo Thiago La Torre, consultor de marketing com foco em consultoria e posicionamento estratégico para empresas, a nuvem cinza do mercado tem efeito direto sobre as pequenas e médias empresas (PMEs) que, segundo ele, costumam aplicar estratégias precipitadas. “Em relação ao marketing, em momentos de contração as empresas tendem a adotar duas estratégias distintas: cortar custos de exposição ou intensificar ações promocionais que visam “aumentar” as vendas. Ambas estratégias estão erradas”, conta o especialista.

“Cortar custos, mesmo sendo necessário em momentos de recessão, se feito em demasia, pode desnutrir a empresa. Intensificar as ações promocionais, não adianta de nada se o consumidor não está disposto a consumir”. Segundo Thiago, as ações promocionais se intensificaram no último ano, o que não está de acordo com o perfil das novas gerações, “As novas gerações são mais imunes a propaganda e as marcas ainda não sabem lidar com isto”. Millenials e Geração Z juntos representam aproximadamente 63% da população global, com base na análise da Bloomberg dos dados das Nações Unidas.

O consumo é a principal variável do PIB, e é esse o foco. Segundo a MB Associados, estima-se que a desaceleração da economia global pode tirar 0,1 a 0,2 ponto percentual do Produto Interno Bruto neste ano. Contudo, a recessão não tem caráter onipresente, alguns nichos sempre se mantém nos interesses de consumo e é nisso que Thiago La Torre aposta. “Ao contrário do que o público possa imaginar, não são somente as categorias básicas de sobrevivência que se mantém. As marcas devem estar atentas às tendências de consumo, e diferenciar seus produtos e serviços para atender estas demandas melhor do que a concorrência”, afirma o consultor.

Investindo na contramão do mercado

Reposicionamento e Rebranding

O consultor conta sobre um caso de um cliente: “Em 2016, na cidade de Campinas, o consumo por serviços de massagem em spas urbanos estava caindo bastante. No período trabalhei com o Azahar Spa. Enquanto os principais concorrentes investiam num discurso de vendas agressivo com descontos e pacotes, no Azahar, junto com as gestoras, optamos por realizar um reposicionamento e rebranding, focando no público mais exigente e centralizando nos produtos carro chefe. Logo após a reestruturação do discurso de vendas, passamos 12 meses investindo em publicidade online para atingir o público primário. O Azahar que já tinha sido eleito o melhor spa de Campinas, sabiamente foi contra intuitivo e investiu no momento de crise em uma imagem sólida. No primeiro ano o faturamento aumentou em 73%.”

Através de um retrato dos últimos 10 anos por Big Data é possível notar uma predileção por um estilo mais caseiro e focado no sensorial: comida, bebida, esportes e lazer passaram a ganhar destaque no interesse do público nos últimos anos. Apesar do tempo em que as pessoas ficam online aumentar a cada ano, isso já dá sinais de reversão, entre os interesses em baixa estão os computadores e eletrônicos, comunidades online e jogos. O único ponto fora da curva neste sentido é o aumento de interesse em notícias que pode ser explicado pela conjuntura política atual.