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BRANDING NA PRÁTICA

A rede Óticas Precisão é hoje uma cadeia com mais de 80 lojas localizada principalmente no interior do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Seguindo a decisão da rede de estabelecer novo posicionamento para a marca, a Design Novarejo foi a responsável pelo desenvolvimento de um novo projeto de branding que incluiu o redesign da identidade visual e a criação de um novo conceito ambiental e arquitetônico para as lojas.

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Marca já bem estabelecida nas cidades onde opera, o desafio do projeto era não perder aquilo que a marca tinha de recall, mas transmitir de forma clara novos valores que, com a evolução do negócio, passaram a ser importantes. Com um público cada vez mais conectado e bem informado, era fundamental que a marca se mostrasse contemporânea e focada nas melhores tecnologias e práticas do segmento ótico.

Aproveitando o laranja da identidade anterior, uma cor viva e marcante, a identidade recebeu um visual vibrante que se destaca e a diferencia da concorrência. O logo, um par de óculos estilizado que é também um símbolo de infinito, simboliza as infinitas possibilidade que temos ao enxergar bem. A identidade visual padronizou também toda paleta de cores, tipografia e criou novos moods fotográficos e de ilustração.

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No conceito das lojas, a experiência do usuário no ambiente foi melhorado. Um espaço de espera para clientes acompanhados com filhos ou amigos foi criado, garantindo que a estadia vá além da simples aquisição do produto. Mesas mais altas ajudam no atendimento em lojas compactas, uma característica das lojas da rede, facilitando a circulação e dando um tom próximo e informal ao atendimento. Pontos para recarga de celular, wi-fi, e alguns brinquedos reforçam e agregam valor emocional à experiência.

Os mobiliários desenvolvidos são modulares e de fabricação simplificada, garantindo uma linha de produção eficiente e com custo semelhante ao que a rede já gastava, porém, com vantagens produtivas e operacionais.

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Os espaços de comunicação seguem o mesmo padrão, simples e de fácil manuseio, utilizando mecanismos que permitem uma fácil troca de campanhas em espaços pré-definidos. A vitrine, por exemplo, recebeu um trabalho específico de visual merchandising – nichos com um bom volume de produtos expostos não perdem o viés promocional, a organização e a boa visibilidade.

A primeira loja com o novo padrão já foi inaugurada na cidade de Macaé, litoral do Rio de Janeiro, e a rede segue em expansão: mais duas lojas  com o novo conceito estão por vir, uma em Juiz de Fora (MG) e outra em Itaperuna (RJ), cidade que também é sede do Grupo Bukovski, detentor da marca.

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Enrique Fernandes:
Designer pós-graduado em marketing. Atuou nos mais variados segmentos do design e há mais de 10 anos trabalha no desenvolvimento de projetos de design e experiência de marcas focadas no varejo. Atualmente é gerente de projetos na Design Novarejo, empresa com mais de 25 anos de atuação no mercado de design especializado em espaços comerciais, onde desenvolve os mais variados projetos focados em experiência de marca.

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Conhecer mais sobre os aspectos da vida de seus clientes é um passo essencial para definir uma estratégia eficiente e muitas empresas têm despertado para essa necessidade: Unilever, Citroën, Toyota, Kraft Food, Pepsico, entre tantas outras, buscam na etnografia uma maneira de alcançarem resultados ainda mais satisfatórios — e, por que não, humanizados. Entender melhor a realidade do seu público, destituindo-se de qualquer pré-conceito sobre ele, é essencial e deve ser o ponto de partida para qualquer projeto.

Uma pesquisa etnográfica aplicada ao consumo significa imergir na realidade do público-alvo, buscando entender seu dia a dia, sua maneira de agir e pensar a vida, e aprender quais as lógicas e mecanismos que estão por trás de cada cultura e comportamento.

Através de empatia, observação e análise, a etnografia busca, dentro de uma estratégia de branding, transformar insights gerados pela pesquisa em ideias e as ideias em produtos e serviços inovadores que realmente criem um diálogo com seu público. A IDEO, empresa reconhecida mundialmente por difundir o Design Thinking (metodologia centrada no ser humano focada na inovação de produtos e serviços), utiliza a etnografia na etapa de imersão (início do processo). Utilizando entrevistas em profundidade, registros fotográficos, diários de campo (de tudo aquilo que se viu, ouviu e sentiu), entre outras ferramentas, a pesquisa etnográfica pressupõe uma participação real do pesquisador no cotidiano das pessoas, de tal forma que ele possa captar como o consumidor interage, utiliza ou pensa sobre um determinado tipo de serviço ou produto.

Um ótimo exemplo do uso da etnografia pode ser visto em um projeto da General Eletrics. Doug Dietz, designer de equipamentos médicos da GE, estava em um hospital quando viu que uma criança, ao fazer um exame e avistar um de seus equipamentos, começou a chorar desesperadamente de medo. Doug decidiu então redesenhar a experiência, transformando as salas de exame em cenários lúdicos e fantásticos como o fundo do mar, passeio com piratas e uma selva. Ao se colocar no lugar das crianças, além de tornar o exame mais divertido e menos estressante, sua solução ajudou a reduzir de 80% para 10% o número de crianças que necessitavam de sedativos, reduzindo os custos do hospital, aumentando o número de exames e, principalmente, trazendo bem-estar para os pacientes.

A etnografia também serve para entender a relação entre o consumo e nossa própria identidade. Segundo Genevieve Bell, antropóloga e vice-presidente de Estratégia Corporativa da Intel, nós usamos determinados tipos de produtos ou serviços para dizer quem somos para nós mesmos e para outras pessoas: os carros que dirigimos, os objetos tecnológicos que usamos, os apps que baixamos, tudo isso diz algo sobre nós ou sobre quem queremos ser. De acordo com a empresa Box1824, o consumo nos dias atuais tende a ser cada vez menos compulsivo, isto é, os consumidores estão começando a associar status ao que estão comprando e não simplesmente ao ato da compra. A partir do momento que as pessoas passam a refletir mais sobre o que compram, começam a escolher com mais cautela o discurso das marcas — que passam a representar ainda mais valores éticos e morais. Um bom exemplo de apropriação dessa tendência é o case The One for One da marca de calçados Toms: a cada par comprado, a empresa doa outro para alguém em necessidade. Consumir, neste caso, equipara-se a um ato político e social.

As frequentes inconstâncias dos contextos sociais, econômicos e de comportamento têm transformado o consumidor, tornando-o ainda mais cético e exigente: cansado da repetição do marketing e empoderado pelas redes sociais, eles esperam que as marcas se comuniquem de forma transparente e próxima e que a experiência com os produtos e serviços seja sempre surpreendente.

É preciso notar que, hoje, as tendências de consumo não seguem mais necessariamente o fluxo “top down”, isto é, das classes mais altas para as classes mais baixas: muitas influências vêm exatamente do sentido oposto. Entre os anos 2003 e 2014, em razão do aumento de empregos, da renda e da redução da desigualdade social, cerca de 40 milhões de brasileiros migraram da classe D e E para a classe C. Este nicho, até então negligenciado, passou a compor a maior fatia da população brasileira. Sem conhecimento específico sobre esse público, algumas marcas enfrentaram grandes desafios para entender os novos padrões de consumo e as influências trazidas por este público.

Para oferecer produtos, serviços e experiências cada vez mais alinhadas com o perfil comportamental de seu público, suas representações e suas percepções da realidade, precisamos deixar de lado nossa visão de mundo e experimentar ver através dos olhos dos outros.


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Lucas Saad, fundador e diretor da saad branding+design, é graduado em Design pela Universidade Federal de Santa Maria – RS, pós-graduado em Branding — Gestão Estratégica de Marcas pela Universidade Positivo em Curitiba – PR, tendo realizado parte do seu MBA pela Brunel University em Londres. Também é formado em Global Creative Leadership pela THNK — The Amsterdam School of Creative Leadership. Com mais de 10 anos de experiência no Brasil e no exterior, participou de projetos de marcas como Coca-Cola (África do Sul), Governo de Angola, Dow AgroSciences, Ministério da Saúde, Braskem, Liquigás, entre outros.

Alisson Pereira é antropólogo, pesquisador e educador corporativo. É graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Mestre em Antropologia pela Universidade Federal da Grande Dourados. Autor de artigos para jornais, websites, revistas e blogs. Pesquisador na saad branding+design.

Julia Spohr é formada em Design Gráfico pela Universidade Federal de Pelotas – RS, tendo concluído o último ano de sua graduação na Parsons The New School of Design, Nova York, com foco em Design Estratégico. Trabalha hoje como designer na saad branding+design.

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Encantar. Essa é a palavra do momento no ponto de venda. O conceito de marketing que deve atender necessidades e desejos já não tem sentido. Hoje, a ideia é oferecer ao consumidor experiências divertidas e inesquecíveis, que superem as suas expectativas.

O valor é resultado da experiência vivida pelo cliente no ato da compra. Por exemplo, se o serviço for de má qualidade e os produtos oferecidos estiverem arrumados nas prateleiras como em qualquer outra loja, a maioria dos consumidores vai procurar pelo preço mais baixo, pois não haveria razão para pagar mais pelo mesmo artigo.

Nos EUA, a rede de café Starbucks fez o “produto café”, até então uma simples mercadoria, virar um artigo de moda. O diferencial está justamente na loja, pois permite ao cliente tomar um café de qualidade, num ambiente arejado e confortável, com atendimento personalizado, visando estabelecer uma experiência inesquecível, sempre com o objetivo de fidelizar o relacionamento. Conceito este sendo levado por esta marca ao mundo.

O intuito é fazer com que um simples comprador se torne um cliente absolutamente fiel, a ponto dele mesmo divulgar o seu negócio. A marca, nesse momento, é a peça principal para se vender algo, pois muito além de produtos ou serviços, o que compramos são marcas.

O design estratégico é importante para a empresa, pois auxilia na diferenciação dos concorrentes. Por este motivo, a marca precisa estabelecer uma identidade com o seu público alvo. Através de um símbolo, de um logotipo, da tipografia ou das cores, a marca transmite cultura, valores, princípios e política de uma corporação. A identidade de uma empresa, corretamente desenvolvida, com a devida aplicação gráfica, traz benefícios significativos, tanto no âmbito interno (organizacional) como no externo, durante o processo de fixação da imagem no mercado. Ou seja, nasce aí a “personalidade” de uma empresa. O varejo é a materialização para as promessas da comunicação de uma empresa.

As cores, a iluminação, o layout e a exposição criam efeitos psicológicos de credibilidade e preço, destacando o produto e estimulando, ou não, a permanência e o interesse do consumidor no ponto de venda. Outro fato primordial é o cuidado que se deve ter com a embalagem, pois cabe a ela também, transmitir ao consumidor a qualidade do produto e o posicionamento dessa marca no varejo.

Por este motivo, o gestor do negócio, quando possível, deve procurar um profissional capacitado para esta atividade, seja um designer de interiores, gráfico ou de produto, para implantar a estratégia ideal para o seu PDV e, assim, encantar o seu consumidor. O mais importante é a identificação do consumidor alvo da loja. Isso vai definir a linha de produto, a forma de exposição desses itens, o design de interiores, a tecnologia necessária e o tipo de atendimento.

Através de uma política de design, o ponto de venda coordena a identidade de uma marca, sua aplicação nos papéis administrativos e institucionais, seus produtos e comunicações, ambientes e serviços, embalagens, sinalizações, websites, uniformes e frotas e ainda, em qualquer elemento que a empresa desejar estabelecer para a realização de uma interface com o seu mercado alvo.

O consumidor de hoje sabe o que quer e está disposto a pagar mais pelos benefícios recebidos e transmitidos pela marca. “O negócio é gerar emoção para gerar mais negócio”. O design estratégico é uma importante ferramenta para a busca desta emoção, pois apresenta o diferencial e gera resultados.

Como aponta Marc Gobé em seu livro A Emoção das Marcas, ”criar uma marca emocional é como construir relacionamentos; significa proporcionar a uma marca e a um produto um valor de longo prazo; diz respeito a experiências sensoriais, designs que fazem você sentir o produto, que fazem você saborear e comprar o produto.”.

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Ultimamente o termo “estratégia” tem sido amplamente utilizado nas empresas e no meio acadêmico: estratégia de mídias sociais, estratégia de implementação, estratégia de vendas, design estratégico, estratégia de marketing e assim por diante. Mas será que o seu significado é amplamente compreendido e, principalmente, aplicado no dia a dia das áreas relacionadas e de seus profissionais? Seja como for, essa tendência evidencia a importância da estratégia para o funcionamento do mercado, seja pelo reconhecimento de sua aplicação bem-sucedida ou pela expectativa que gera para aqueles que aspiram modificar a forma de executar as tarefas relativas a seu trabalho.

Ao pegar o dicionário e buscar esse termo, você vai se deparar com definições que fazem referência a incursões militares e busca por vantagens em cenários de guerra e, de maneira mais próxima da nossa realidade, meios que permitem explorar certas condições para alcançar objetivos específicos. E é deste segundo caminho que vamos falar a seguir, pois é ele que conduz a ampla abordagem da estratégia em instituições de referência no mundo dos negócios, seja na área acadêmica ou no mundo empresarial.

Estratégia é a maneira pela qual podemos traçar linhas de ação para conquistar objetivos pré-determinados. Não é o fim, é o meio, envolvendo as capacidades de quem a executa bem como as ações que são tomadas.

Para que a estratégia aconteça, é necessário que haja um entendimento do contexto, mais especificamente o reconhecimento de “onde se está” e de “aonde se quer chegar”, uma vez que, para que planos de ações sejam traçados e coordenados, a necessidade de direcionamento é implícita.

Nesse sentido a estratégia é um elemento comum para o branding e para o design, atividades que andam juntas para gerar diferenciação e vantagens competitivas e cuja execução demanda:

Contextualização:

Entender o ambiente interno e externo à empresa, bem como a maneira como esses dois mundos se relacionam, considerando seus agentes, suas demandas e suas entregas.

Planejamento:

Definição do passo a passo para alcançar o objetivo, definindo prioridades, possibilidades, prazo, orçamento e alternativas para possíveis problemas de percurso.

Pensamento lógico:

Entender quis atividades são envolvidas no processo de execução e qual a relação de interdependência entre elas, buscando organizá-las e executá-las de maneira a otimizar recursos e evitar retrabalhos.

Capacidade analítica constante:

Pensar sobre o processo e repercussão que o projeto gera no ambiente, reconhecendo o que foi bem-sucedido, entendendo e desenvolvendo aquilo que precisa ser aperfeiçoado e aprendendo com o erro, de forma a perseguir a melhoria constante.

O branding enquanto atividade de construção e gestão de marcas traz o entendimento de todas as atividades que se relacionam para que a empresa entregue valor para seus consumidores e as direciona em uma única direção, de modo a construir uma identidade e posicionar a marca no mercado com eficiência, possibilitando a identificação das vantagens que ela proporciona e diferenciando-a de propostas que, à primeira vista, podem parecer semelhantes.

A sustentação do branding encontra-se no propósito, conceito que reúne tudo o que a marca é, representa e almeja, proporcionando uma linha condutora de ações capaz de otimizar decisões e garantir a percepção de integridade e coerência, consolidando a identidade da marca em longo prazo.

Assim como o branding, o design também se relaciona com o conceito de estratégia, no sentido em que sua existência atende a objetivos traçados. Em sua análise sobre a etimologia da palavra “Design”, Mozota (2001, p. 15-16) ressalta que dois significados podem coexistir, o de intenção e o de desenho, o que sugere duas frentes: a de planejamento e a de execução.

Assim, o design, seja de produto, visual, de moda ou de ambientes, incorpora em si a percepção de uma necessidade e a execução de um projeto que a atenda plenamente, transmitindo uma mensagem e consolidando uma ideia.

Juntos, branding e design são atividades que exercem grande impacto em um mercado em que produzir um produto ou oferecer um serviço já não é mais suficiente para atender a demanda dos consumidores.

Uma empresa que se oriente pela visão do branding somada ao design tem em suas mãos grandes chances de se posicionar de maneira diferenciada da sua concorrência, podendo construir e gerenciar uma imagem que desperte no consumidor a vontade de pertencer e se relacionar, uma vez que cada ação é pensada para entregar uma promessa, e afastar a empresa da ideia de “apenas mais uma exercendo o mesmo papel”.

Ao falar de branding e design relacionados à gestão de uma empresa é inevitável abordar o tema da inovação, conceito que demanda uma estratégia orientada para a desconstrução e reordenação do que já se faz e daquilo que já se domina, de forma a sair da zona de conforto e possibilitar o novo.

O conceito de inovação vai além de oferecer algo puramente novo, embora isso também seja inovação, mas com a ideia de olhar as coisas de outra maneira, estabelecer relações e reordená-las para gerar novas ideias, aplicando-as e possibilitando resultados.

É por isso que junto com branding e design se relaciona com estratégia, na perspectiva em que define o modelo de gestão da empresa, alinhando se ao seu propósito e sustentando a construção da marca, que traduzirá para o mercado o posicionamento que a empresa busca estabelecer no mercado, processo no qual o design exerce importante papel ao organizar, padronizar e tornar o conceito atrativo e pregnante para os olhos, mentes e corações.

Sem essa percepção não existe diferenciação e consolidação de conceitos que atraiam a atenção e preferência dos consumidores que, frente ao avalanche de ofertas, buscam aquelas que mais agregam valor e facilitam suas vidas, o que vai na direção inversa da acomodação.

Por isso, quem busca empreender uma ideia, seja dentro ou fora de uma organização, precisa se dedicar a conhecer o conceito e aplicação da estratégia que, relacionando-se com os parâmetros do branding, design e inovação possibilita que a marca seja “A” marca e não apenas “UMA” marca.

Referência:

MOZOTA, Brigitte Borja de. Gestão do Design: usando o design para construir valor de marca e inovação corporativa. Porto Alegre: Bookman, 2011.

 

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O ser humano, habituado com a pluralidade e superfluidade de mensagens, produtos e serviços, bombardeado por uma infinidade de marcas, lembra-se de algumas delas ao final do dia, mas, em termos de valor não representará metade de tudo que foi visto.

Marcas potenciais, que recebem investimentos em sua gestão e para seu posicionamento estratégico, poderão ser identificadas, memorizadas e valorizadas pelo público consumidor e assim gerar fidelidade.

Investir no gerenciamento de uma marca é considera-las ativos extremamente valiosos para sustentar suas decisões e assim projetar sua autoimagem. Posicionar uma marca consiste em planejar a imagem na mente do seu público-alvo, de modo que a sua identidade corresponda à forma como ela é realmente vista e percebida pelo consumidor.

A combinação estratégica de determinados elementos de marca, capazes de identificar os bens ou serviços que a empresa oferece; diferenciá-los da concorrência; criar, incorporar e fixar o valor da marca no ambiente interno e externo da empresa torna isso possível. No Design Gráfico, o Design de Sinalização, deixou de apenas atender necessidades de usuários e incumbi-los das informações necessárias para garantir sua segurança em espaços onde estiver inserido.

Investir em sistemas de sinalização coerente, efetivo e funcional, demonstra que a marca tem domínio do mercado e de seus diferenciais competitivos, de forma a suscitar associações positivas a respeito da marca, influenciando, assim, o comportamento do cliente.

Pensar sistemas de sinalização vinculados ao Branding desde o princípio de sua construção é uma realidade.

O objetivo deste estudo, que será apresentado no II Congresso Internacional de Branding, é demonstrar que as duas práticas branding e sinalização constroem uma relação próxima e íntima e que sinalizar um espaço significa pensar no comportamento da marca nesse espaço para torná-la visível e notável. Para tanto, foi utilizado o estudo de dois casos hospitalares para demonstrar essa ligação que gera valor a marca e constrói brand equity.

Esse é artigo será apresentado por: Giuliana Sanches Cardoso SILVA & Marcia AURIANI

Giuliana é Pós-Graduada em Gestão do Design e graduada em Design Gráfico pelo Centro Universitário Belas Artes.  Designer junior na CBA B+G. Email; giuliana.cardoso.2303@gmail.com

Se você se interessou por esse assunto, não deixe de acompanhar a apresentação desse e outros artigos do InfoBranding  no II Congresso Internacional de Branding em Lajeado/RS, nos dia 1, 2 e 3 de outubro.  Para mais informações, clique aqui 

 

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uolCelebridades usam, bancos usam, e as marcas estão usando…. não é um produto ou serviço, ou será que é?!

Quando surgiram no Japão e Ásia, os emojis eram usados para mandar mensagens eletrônicas. A palavra emoji significa literalmente “imagem” (e) + “caracter” (moji). Depois esses ícones foram aderidos pelas empresas de tecnologia (Apple, Android e etc.) como meio de comunicação além do texto. E incorporados pelo Unicode em  um movimento para padronizá-los.

Os pequenos desenhos passaram a ser usados nas mensagens de textos, no mundo inteiro, com a finalidade de encurtá-los e para amplificar a mensagem. A simplificação das conversas foi além de abreviações e agora tinha emojis.

A popularização foi instantânea. Além dos aplicativos de texto como Whatsapp, o Facebook também aderiu. E os sites não ficaram para trás, frequentemente vemos conteúdo com as figuras. Veja o exemplo do Uol acima.

Imagem vale mais que palavras huck

A afirmação de que uma imagem vale mais que mil palavras está se tornando tendência não apenas em fotos no instagram, mas nos emojis que você insere no texto. A exemplo da propaganda da Tim em que todo o diálogo é feito com as figurinhas. E o Luciano Huck quando sofreu um acidente aéreo com sua família sem sequelas graves, agradeceu nas redes sociais por meio de um emoji.

A Tim pode ter sido a primeira marca a usar os emojis massivamente em suas campanhas, que foi para divulgar o seu serviço para o whatsapp. Mas o Itaú é a marca que definitivamente mais explora as figurinhas. Sua campanha atual na web, tv e impressos utiliza toda a variedade dos ícones. A maioria dos posts da sua fanpage no facebook os incorpora no texto e os vídeos promocionais, seja sobre produtos ou datas comemorativas, tem uma animação de emojis com uma música-chiclete.

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A utilidade dos emojis parece não ter fim, uma empresa quer usar as figuras para substituir os números em senhas de banco. Isso mesmo, imagine acessar a sua conta colocando: carinha feliz, coração, cerveja e sol. As combinações teriam mais variedade com as 44 figuras ao invés de 10 números (0-9).

Vem novidade por aí…

ht_emoji_2_kab_150224_16x9_992Recentemente a Apple atualizou o sistema operacional do iPhone e disponibilizou mais opções de emojis. Além de figuras novas, agora é possível escolher a cor dos personagens, buscando mais pluraridade racial, já que as versões anteriores já incorporavam casais gays.

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E para 2016, 38 emojis integrarão o novo Unicode 9.0. Os novos desenhos foram criados com base no uso de compatibilidade e nos pedidos populares feitos em comunidades online. Entre as novidades estão: rosto de palhaço, rosto enjoado, mentiroso, rolando de rir no chão, babando, pepino, flor murcha. Já estou curiosa para saber como serão!

Como as marcas estão usando

Veja abaixo alguns exemplos:

https://youtu.be/q07j05Sdm04

 

 

Referências

Wikipedia

O pai dos emojis

Entenda a diferença entre emoticon e emoji

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Num mundo onde as fronteiras estão cada vez mais diluídas, percebemos que muitas organizações buscam orientação além dos cálculos e das análises financeiras. Estamos em um contexto onde elas anseiam por algo diferente. Além disso, percebemos um consumidor atordoado por inúmeras opções de escolha e dentro de um mercado gigantesco, onde buscam por produtos e marcas não apenas diferentes, mas que venham de encontro com os seus valores e desejos pessoais.

Nesta atmosfera de mudanças, as organizações estão percebendo o design como ferramenta estratégica para incorporar técnicas mais modernas, inovadoras e que trazem esperança de insights e novas ideias.

O grande desafio é alinhar esta ferramenta aos processos organizacionais pré-estabelecidos.

Segundo a *CEO Heather Fraser Se grandes ideias não forem traduzidas em estratégia clara para orientar esforços e investimentos, elas nunca serão realizadas. Mas, se centralizarmos o foco somente em processos pré-estabelecidos, nada de criativo poderá surgir e influenciar a estratégia de negócios.

Vemos a Gestão do Design como uma grande ferramenta para os negócios. Se você já sabe o que quer para a sua empresa, a pergunta é: Como pretende fazer isso acontecer?

Considere incluir o design como parte dessa estratégia de negócios.

Como empresários, podemos estar em busca de novos clientes, novos mercados, produtos melhores a custo baixo, vender mais sem precisar reduzir preço de produto, ser melhor percebido no mercado, lucrar mais… enfim, são inúmeros os desejos a serem alcançados.

A Gestão do Design tem por objetivo trazer uma visão macro para o negócio.  Ela possibilita o monitoramento e coordenação de todos os departamentos e etapas fundamentais para o próximo passo ou processo acontecer, pois uma empresa é uma grande engrenagem: se um dos mecanismos falha, seja na escolha das matérias primas ou no relacionamento com seus fornecedores, ou seja em qualquer momento do longo caminho percorrido pelo produto até chegar no consumidor final, todos os insights e inovações podem sofrer com a má gestão.

Design é desenvolver produtos competitivos, focados nas necessidades do usuário, e sua aplicação possibilita determinar o desempenho, o apelo, os processos, os custos de fabricação e até mesmo o posicionamento do produto. As empresas que usam o design de maneira eficaz, com certeza serão mais competitivas e lucrativas. Esta nova visão e a experiência acumulada, levam ao uso estratégico do design, e isso ajuda a desenvolver novos produtos e descobrir melhores formas de sistematizá-los.

Neste processo é fundamental o papel do designer como profissional multi disciplinar, pois o profissional tem que estar apto à construir um planejamento bem elaborado, onde é observado quais objetivos o projeto de design quer alcançar, quais são os objetivos estratégicos da empresa, que competências são necessárias, como o produto será fabricado, entre outras inúmeras observações.

Dentro deste processo de design, conhecer as etapas é fundamental para uma boa gestão, afim de obter melhores resultados. E o processo não pode ser definitivo, pois as etapas variam de acordo com cada tipo de projeto. Mas, de maneira ou de outra, é importante ter os pontos de tomada de decisões muito bem alinhados e no controle, pois o quanto antes os problemas de projeto forem identificados, o impacto negativo no financeiro ou até mesmo na imagem corporativa da empresa poderá ser minimizado ou anulado.

Uma boa gestão de design contempla a liderança, onde as decisões tomadas sobre o projeto impactam diretamente nos produtos e serviços oferecidos pela empresa. Pelo briefing, para que o projeto seja bem orientado. Pela criatividade, para impulsionar o projeto e ele ser uma fonte ideias originais. Pela flexibilidade, pois as empresas estão inseridas em um ambiente multi facetado e, por isso a gestão precisa ser flexível, mas sem perder o foco no objetivo estabelecido. Pelo próprio designer, para o processo de desenvolvimento de produto não ficar limitado apenas em atividades estéticas e de acabamento, pois design não é maquiagem. Pela inovação, para que as ideias originais sejam transformadas em produtos e serviços prontos para o mercado. E, não podemos deixar de falar da sustentabilidade, pois agrega valor e, ao reduzir o impacto sobre o meio ambiente, é possível também reduzir custos de produção e na distribuição de produtos.

Inovação diferencia os líderes de mercado dos seguidores”  Steve Jobs

Estudos realizados pela CNI indicam que 75% das empresas que investiram recentemente em design registraram aumentos em suas vendas. Dessas, 41% também conseguiram reduzir seus custos(A importância do design para sua empresa – Confederação Nacional da Indústria – CNI)

*Fundadora e CEO – Vuka Innovation, Cofundadora da Rotman DesignWorks, professora de  Business Design da Rotman School of Management, University of Toronto.

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Tati Souza

Designer Executiva na Ouïe Consultoria, Ideias & Design. Consultora especializada em gestão do design em empresas do segmento têxtil e calçadista. Graduada em Desenho Industrial pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, Especialização em Desenvolvimento de Produto para Moda no PoliTecnico di Milano e Moda Pelle Academy, Master em Gestão de Marcas – Branding na BSP e Business Mangement no IEDE Chile.

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Pensar sobre como executamos determinada atividade é algo interessante e que nos permite criar um ciclo de melhoria constante, aprimorando as boas práticas e buscando novas maneiras de abordar aquilo que não funcionou tão bem.

A essa abordagem, dá-se o nome de metodologia: “parte de uma ciência que estuda os métodos aos quais ela mesma recorre” (Houaiss, 2009, p.1284).

Por meio dela não se buscam receitas a serem seguidas de forma robotizada, mas sim o pleno entendimento do processo em si, de forma a agregar o conhecimento acumulado de quem o executa.

Para a presente abordagem o design gráfico foi escolhido como tema central, uma vez que tem relação direta com projetos relacionados ao universo do branding, bem como com diversos outros tipos de projetos nas mais diversas áreas do conhecimento e segmentos de mercado.

Isso porque o design “é uma atividade de resolução de problemas, um exercício criativo, sistemático e de coordenação” que combina o “caráter lógico da abordagem científica e as dimensões intuitivas e artísticas do trabalho criativo” (Mozota, 2011, p. 17).

Para auxiliar o entendimento dos conceitos a serem abordados, segue o link para uma apresentação desenvolvida com a mesma finalidade: http://pt.slideshare.net/GabrielMeneses/metodologia-do-design?qid=590acacd-f185-422c-84da-ece4af6f961b&v=default&b=&from_search=2

Para pensar, a metodologia do design é necessário refletir sobre a realidade atual. Vivemos hoje um momento de plena expansão tecnológica, o qual anda lado a lado com a crescente conectividade. Nunca tudo foi ao mesmo tempo e agora! Nesse ambiente complexo, somos bombardeados com inúmeras informações, provenientes de fontes cada vez mais diversificadas.

Tal realidade se faz presente tanto na esfera pessoal quanto na profissional, exigindo dos indivíduos uma grande capacidade de adaptabilidade. Até aqui Darwin se faz presente!

Para o designer isso significa ser capaz de lidar com uma grande quantidade de projetos acontecendo ao mesmo tempo com prazos curtos e diversas fontes de referência. Tendo como grande desafio manter a criatividade e a capacidade de inovação.

Difícil não é mesmo? Principalmente se considerarmos que essa desenvoltura não é preparada desde a graduação, sendo conquistada às duras penas do dia a dia profissional.

Portanto, o elemento principal para a boa prática do design é a postura do próprio designer, que precisa ser capaz de orientar seu potencial técnico e criativo para as demandas reais do negócio ao qual atende, otimizando recursos (e tempo conta como recurso) e garantindo a percepção de valor por parte do contratante.

Indo além, esse profissional precisa se dedicar à reciclagem constante, se mantendo atualizado frente ao desenvolvimento do design bem como buscando conhecimentos que ultrapassam suas fronteiras, mas que são essenciais para o seu desenvolvimento profissional e para o incremento da qualidade de seus projetos, como: gestão, inovação, administração bem como aqueles relacionados ao tema ao qual o projeto se destina.

Para tanto o designer pode se valer das mesmas características que tornam o ambiente complexo, a conectividade e diversas fontes de informação.

Com a questão da postura do designer entendida, partimos agora para a abordagem o projeto em si. Conforme mencionado anteriormente o design é uma atividade que visa trazer soluções para alguma necessidade ou “problema”. Para tanto é primordial que esse “problema” seja identificado, para que então ele seja analisado e por fim soluções sejam propostas. Basicamente: identificar + entender + desenvolver.

Tal abordagem é uma síntese de propostas metodológicas como a de Brigitte Borja de Mozota em seu livro “Gestão do Design: usando o design para construir valor de marca e inovação corporativa”, que divide o processo de design em seis etapas bem definidas, são elas (Mozota, 2011, p.28 e 29):

     1)      Investigação

     2)      Pesquisa

     3)      Exploração

     4)      Desenvolvimento

     5)      Realização

     6)      Avaliação

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No entanto a necessidade de discussão se dá pelo fato de muitas vezes não ser possível fragmentar o processo de design em tantas etapas bem delimitadas, especialmente por conta de outros profissionais ou departamentos envolvidos no projeto bem como por conta dos prazos cada vez mais curtos.

Isso quer dizer que a metodologia cai por terra e o designer deve sair criando sem uma base fundamentada? Definitivamente não.

Quer dizer que cada vez mais o designer será cobrado pela sua postura proativa e visão multidisciplinar, o que o capacita a acompanhar o projeto do início ao fim, dando suas contribuições e entendendo, bem como relacionando, as considerações das outras áreas envolvidas com o foco na otimização do projeto.

Na impossibilidade de seguir receitas e fórmulas cabe ao designer entender o que se espera e direcionar a criatividade para a melhor solução possível, indo de encontro com a proposta de valor e com as expectativas, possibilidades e necessidades do projeto.

REFERÊNCIAS:

Adaptado de MOZOTA, Brigitte Borja de. Gestão do Design: usando o design para construir valor de marca e inovação coorporativa. Porto Alegre: Bookman, 2011.

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QUAL A IMPORTÂNCIA DO NOME?

Seja para animais, objetos, lugares ou pessoas, os nomes têm como função básica a identificação. E desde a antiguidade os nomes recebiam extrema importância, sendo usados não apenas para identificar algo, mas eram dotados de significados. De forma expressiva, os nomes então representavam a personalidade dos indivíduos.

E O QUE PODEMOS DIZER COM RELAÇÃO AS MARCAS?

Mais do que apenas orientado por um gosto pessoal, o nome de uma marca também deve ser analisado com devida importância e pensado estrategicamente, considerando os vínculos e associações que poderão ser criados na mente das pessoas, o potencial da representação visual por meio da identidade da marca, o alinhamento com seu propósito, a fonética que pode variar de região para região e interferir na pronúncia e lembrança da marca, além da facilidade de compreensão e originalidade.

A definição do nome, a identidade verbal (que precede a visual) de uma marca, é um processo conhecido como Naming.

Gabriel Meneses já explicou um pouco sobre o processo de naming no artigo “O que representa o nome de uma marca?”:

“um processo multidisciplinar, que abrange conhecimentos relativos à linguística, design, cultura, marketing, estratégia e legislação. Processo que demanda inúmeras pesquisas, testes de viabilidade e que deve ser desenvolvido com olhar crítico por parte da equipe responsável, que não apenas deve gostar da opção escolhida, mas também se assegurar de sua funcionalidade e coerência em relação ao que a marca em questão vai representar.”

Para entender melhor as etapas com as quais o processo de naming está relacionado, podemos visualizar no diagrama abaixo disponível na publicação da ABA e idealizada pelo Comitê de Melhor Prática de Branding:

Fonte: ABA
Fonte: ABA

O naming deve estar alinhado às estratégias de negócios e da marca, e transmitirá valor juntamente com o processo de design, comunicação e experiências da marca.

O nome, além de identificar e significar, também é um elemento duradouro. Aaker afirma que um nome é muito mais permanente que a maioria dos outros elementos de um programa de marketing. “Uma embalagem, um preço ou um tema da campanha podem comumente ser alterados com muito mais facilidade do que o nome.” (AAKER, 1998)

Pesquisa, análise, fundamentação e visão estratégica são essenciais para um processo mais eficaz na definição de um nome. A marca é estruturada por um conjunto de fatores e elementos. E é importante lembrar que o nome da marca é a origem de sua identidade. Não pense no nome como “apenas” um nome.

REFERÊNCIAS

AAKER, David A. Marcas: Brand equity – Gerenciando o valor da marca. São Paulo: Negócio, 1998.

ABA Disponível em: <http://www.aba.com.br/>

MENESES, Gabriel. O que representa o nome de uma marca? InfoBranding: Mai. 2013. Disponível em: <http://www.infobranding.com.br/o-que-representa-o-nome-de-uma-marca-2/>

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Muitos executivos têm o sonho de que suas marcas se tornem icônicas, mas para chegar neste nível é preciso ter visão estratégica do negócio e entender que branding é  longo prazo.

Na realidade, criar e construir marcas são os dois maiores desafios enfrentados pelos gestores nos dias atuais. É perceptível que todos os executivos, não importando o tamanho da empresa, acreditam no poder das marcas e concordam que branding é um negócio excepcionalmente difícil. Para cada Google ou Apple, há dezenas de marcas fracassadas. Muitas delas conhecidas e respeitadas, já não existem mais, como Mappin, Varig, Mesbla, entre outras.

Atualmente, uma grande dificuldade para os executivos, é que precisam apresentar resultados financeiros em curto prazo, mas as marcas são ativos de longo prazo. É nesse quesito que o marketing & design são importantes para a gestão da marca.

A estratégia do design tem como missão contribuir para a gestão de uma marca diferenciada, aprimorando o produto, a embalagem ou o desempenho do serviço. Ele aumenta o valor financeiro, incrementando as vendas e o valor percebido pelo cliente, porém construir uma marca parece ser simples, ou seja, um gestor precisa apenas apresentar um bom nome, um logotipo atraente e um slogan chamativo. Será?

Você já imaginou o nome Apple sem a identidade visual da marca?

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Ou o natal sem a embalagem do panetone daquela marca?

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Como seria tomar um café sem a experiência de contato com a marca?

 

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O elemento diferenciador “laranja”! 

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Não apenas tomar uma vodca, aproveitar do requinte que o design da embalagem oferece!

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Hoje em dia, as pessoas têm acesso a quase tudo, de quase todos os lugares. Participamos de um mundo global, onde as informações estão disponíveis a cada momento em nossas vidas e as marcas que conseguem acompanhar esse movimento passam a se diferenciar perante o mercado. As estratégias de marketing, os famosos 4 P’s, já não são mais diferenciais percebidos pelo consumidor: o Produto, seja qual for ele, possui concorrentes de qualidade, muitas vezes superior, onde qualidade passa a não ser o fator de diferenciação e sim obrigação; o Preço tem que ser competitivo, questão de sobrevivência em um mercado globalizado; o Ponto de venda é um canal de comunicação e precisa gerar novos elementos de destaque (tudo fica mais acessível com a Internet); a Promoção dispõe de cada vez mais meios para chamar a atenção, vide as mídias sociais. A luta constante de um executivo de marcas está em evitar, a todo custo, que o seu produto transforme-se em uma commodity, ou melhor, que não tenha nenhum diferencial competitivo.

Só uma marca forte e, principalmente, respeitada e admirada pelos consumidores é capaz de manter uma empresa na competição. E uma marca querida tem que atrair, ser desejada, conquistar o seu lugar no mercado e na cabeça e coração do seu público.

Então qual é o segredo para uma  marca se tornar querida nos dias atuais”? O segredo é pensar no  design como ferramenta estratégica do marketing.

A excelência na gestão do design pode fazer com seu produto pareça tecnicamente superior ao do seu concorrente (mesmo que sejam equivalentes), pode mostrar como a sua empresa desenvolve seu trabalho com profissionalismo, pode demonstrar a qualidade e a organização que estão por trás do negócio, pode lhe dar credibilidade e, principalmente, pode fazer o consumidor se apaixonar por sua marca!

Os elos entre design e marca não se limitam ao design gráfico, ao logotipo e ao signo. O design é responsável por estar presente em todos os componentes do valor da marca: promessa, missão, visão, posicionamento, expressão, notoriedade e qualidade. Como afirma Mozota (2011): “há design gráfico no nome e no símbolo da marca, design de produto no desempenho do produto, design de embalagem no ponto de promoção e design ambiental na loja”. Logos como Starbucks, Disney oferecem uma essência ou visão de marca. No mercado global, os símbolos visuais têm o maior potencial do que as palavras.

Para criar uma identidade de marca clara e inteligível para os consumidores, os atributos da marca e a maneira como são expressos devem estar intimamente ligados. Empresas que apresentam uma identidade de marca coesa, distintiva e relevante podem criar uma preferência no mercado, agregar valor a seus produtos e serviços e praticar preços diferenciado.

A diferenciação da marca por meio da administração do design como estratégia de marketing, sempre evidenciando  o posicionamento da marca,  seja pelo design gráfico, de produto, da embalagem, do interior de loja, elementos de cor, tipografia;  é fundamental para que o valor seja percebido e a marca passe a ser a queridinha no seu mercado.

A emoção da marca é gerenciada pela emoção do design, entender esse processo pode ser um elemento diferenciador da empresa. E sabe qual é?  Resultados positivos no gráfico de vendas e construção de valor de marca em longo prazo.

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