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A sustentabilidade é algo bastante recente, sendo que muitos ainda associam o tema somente com a questão do desenvolvimento ambiental de nosso planeta. De fato, o assunto começou justamente em 1972, com a Conferência de Estocolmo, quando os principais assuntos ambientais do planeta foram discutidos.

Em 1987, o documentário “Nosso futuro comum” já sustentava que deveríamos urgentemente suprir as necessidades da geração presente sem afetar a possibilidade das gerações futuras de suprir as suas. Em 1992, na Eco 92, no Rio de Janeiro, reafirmou-se através da Agenda 21 que todos os setores da sociedade poderiam cooperar no estudo de soluções para os problemas socioambientais.

Temas como o desenvolvimento sustentável, o combate ao desperdício e o Protocolo de Kyoto já faziam parte das discussões mais essenciais da vida em rede no planeta. Além disso, os conceitos sobre desenvolvimento econômico passaram a ser objeto de preocupação acentuada, culminando com a Cúpula da Terra, em 2002, realizada em Johanesburgo. Neste momento, a Cúpula já tinha a grande preocupação de reafirmar o conceito de desenvolvimento sustentável, bem como da cooperação internacional para os acordos de controle de gases de efeito estufa (GEE).

Exatamente em 2012, durante a Rio + 20, apontava-se uma necessidade muito grande de se discutir a economia verde, as questões sociais e, mais que isto, o conceito de conexão entre todos os stakeholders já era bastante agudo. Mas não para por aí: a sustentabilidade passa a ter uma visão muito clara da participação ativa das empresas, talvez justamente porque metade do PIB global passa pelas mãos delas. Desde então o tema da governança corporativa passou a ter um peso muito grande em todas estas discussões.

Passados apenas cinco anos desta discussão, já se tem uma visão muito acentuada das responsabilidades das empresas no tocante à responsabilidade que as mesmas têm em levar o assunto da sustentabilidade a um nível mais elevado e mais consistente.

A era digital tem sido o ponto nevrálgico, um nervo exposto para todas as questões ligadas à gestão empresarial, bem como das necessidades de se ter um componente empresarial mais ligado à vida orgânica da sociedade, em detrimento de uma visão de lucro a qualquer preço.

Sim, as empresas trabalham para a sociedade, não para seus acionistas. O lucro deve ser visto como decorrência de um conjunto de atitudes de protocolos empresariais, de políticas afirmativas que controlem suas externalidades, que deem uma visão mais participativa e colaborativa na construção daquilo que a sociedade preza.

A sustentabilidade dá em apenas 5 anos, um salto gigantesco frente às questões empresariais, projetando um mundo urgente e muito pautado pelas tecnologias e pela necessidade de mudança acentuada de plataformas de geração de valor.

Em 2009 o autor Henry Jenkins já pautava o assunto da convergência, que foi o movimento que tinha a tecnologia como pano de fundo nas questões do protagonismo. Tão importante foi o movimento da convergência, que o autor pauta a questão que convergência é quando as pessoas passam a tomar as mídias para que elas se pronunciem, invertendo inclusive o vetor de marketing.

As pessoas, desde então, nunca tiveram tanto poder nas mãos, nunca se pronunciaram tanto em tantos lugares ao mesmo tempo, de forma ativa e decisiva, comprimindo os ambientes de promessas corporativas, normalmente bem declaradas, mas pouco cumpridas em essência.

Há um movimento muito claro pelas novas formas diferentes e disruptivas de se fazerem as coisas e as inovações começam a ser buscadas intensamente em todos os meios em todos os lugares do planeta.

A sustentabilidade passa a ser então um mecanismo de gestão empresarial, que dá a exata noção do que as empresas fazem em suas plataformas de geração de valor à sociedade.

O pilar ambiental e o social têm particularidades mais bem capturadas, mas o econômico não. É difuso entre muitos, tendo o lucro no centro, visto por muitos como algo pecaminoso, como se as empresas não precisassem do lucro.

Uma empresa tem como primeira responsabilidade social discricionária o poder de conexão das economias no seu entorno. Claro que quanto mais ativa, mais contrata e mais economias geram no seu próprio eixo, gerando riquezas a partir de suas plataformas de promessas corporativas. Claro, não se pode pensar no verde quando se está no vermelho. Simples.

A inovação tem sido requerida com uma velocidade cada vez maior, porque são as pessoas que se movem a elas, em sua busca por um maior significado a elas mesmas e buscam este estágio de forma ativa e significante.

A inovação tem raízes no pilar econômico, pois traz em seu DNA as novas formas de conexão entre propostas diferenciadas, novas formas de fazer, novas promessas corporativas, novas plataformas colaborativas e muita abundância de soluções contrárias à ideia de escassez que assola o ambiente corporativo.

Michael Porter há muito defendia a ideia de que as empresas precisam pensar seus produtos e serviços como agentes de transformação social, delineados por uma experiência significativa, em um ambiente de grandes transformações exponenciais. Neste sentido, a inovação passa a ditar o sucesso econômico das empresas com uma potência nunca antes vista.

O autor Larry Downes fala com muita convicção que os setores social, político e econômico crescem em escala incremental, porém só a tecnologia cresce em escala exponencial sobre eles. Portanto, é claro que a tecnologia alterará de forma profunda e definitiva os ambientes sociais, políticos e econômicos.

A tecnologia se mostra como o único meio de se alterar profundamente e inexoravelmente estes ambientes, mas há efeitos colaterais muito urgentes. O ambiente de convergência, aliado ao aumento substancial da mobilidade e da densidade digital, faz com que as pessoas experimentem um ambiente de convergência total de meios, em ambientes de cultura participativa e de inteligência coletiva. Isso dá a elas a possibilidade de consumirem inovações constantes mudando tudo à sua volta, como comportamentos, hábitos e atitudes, resignificando tudo no seu entorno, criando uma vida em rede com infinitas possibilidades, mas de complexidades extremas.

Deste movimento, surge para as empresas talvez uma das demandas mais difíceis para elas suplantarem, que se trata da ética interativa. Este termo trata da ética construída quase que instantaneamente. É fácil entender este movimento; basta ver o que acontece nos ambientes políticos, com tudo se dissolvendo, sessões do Senado Federal praticamente acolhendo expressões da sociedade a todo momento, o poder das pessoas pontuando casos como a Samarco, United Airlines, Pão de Açúcar, Barilla, Odebrecht, AkzoNobel, Catacra Livre e uma série de outros exemplos quando o que as empresas falam é bem diferente daquilo que elas promovem à sociedade.

Este movimento praticamente pulveriza as marcas em opiniões externas muito potentes capazes de destruir uma plataforma inteira de marca, construída em anos e destruída em segundos, como parafraseava Warren Buffett.

O nome disto é ética interativa, que faz com que a preocupação com a experiência seja cada dia maior, acompanhando as declarações e formulações de políticas afirmativas potentes capazes de modelar a percepção da real colaboração das marcas na sociedade.

Em tempos líquidos, onde nada é feito para durar, como dizia o filósofo Zygmunt Bauman, nos faz pensar em um tempo urgente, de grande colaboração e de abundância de soluções através da tecnologia. Entretanto, enfrenta dificuldades extremas, devido ao grande número de paradoxos da intensa ambiguidade e paradoxalidade existentes hoje.

Claro que o ambiente de extrema transparência e de visão compartilhada e colaborativa cresce frente ao ambiente predileto das empresas, que é a competição feroz pela obtenção de fatias cada vez maiores de mercado e a obtenção dos lucros advindos deste meio, que perde significativamente frente aos novos drives de economia compartilhada, do capitalismo consciente.

Aliado ao fato de que a 4ª Revolução Industrial chama a atenção de todos e de forma inexorável para um novo mundo nunca antes visto na humanidade, de intensa e rápida de conjunção dos meios digitais, físicos e biológicos, que passam a ser o mesmo e que tudo isto tem a tecnologia no meio, e que a velocidade, a amplitude e a profundidade desta revolução está obrigando a todos repensar de que forma as organizações criam valor.

A tecnologia oferece a abundância que a humanidade precisa, desde processos mais simples de dessalinização de água do mar (usando materiais monoatômicos como o grafeno), bem como de processos de geração de energia (usando conceitos de mini grid), de energia renováveis, novos materiais como o Q-Carbon ou o germaneno, novas formas de se usar a robótica, a internet de todas as coisas, novos padrões preditivos, inteligência artificial, sistemas cognitivos, algoritmos, impressoras 3D e 4D, inclusive para imprimir alimentos e tudo ligado à medicina digital e à biologia sintética, processos que nos jogarão em uma outra civilização, não mais em uma nova geração.

Um futuro promissor e muito revelador. Mas há de se chamar a atenção para o fato de que o mundo ainda precisa se mover nesta direção e que a própria 4ª Revolução Industrial aponta para uma deficiência muito aguda, que é notadamente a ausência da governança digital, essencial para este novo mundo, exponencial, implacável, resignificante e urgente.

Aliado a isto, os ambientes da sustentabilidade empresarial serão gradualmente e fundamentalmente alterados pelas tecnologias disruptivas em patamares cada vez maiores de colaboração. Isto pode trazer conceitos de novas formas de geração de valor, usando cada vez mais novas formas de gestão empresarial, de conexão multistakeholder e compartilhamento intenso, em ambientes cada vez mais transparentes e conectivos da sociedade.

Sustentabilidade empresarial é modelo de gestão e, aliada à tecnologia, se mostra com um poderoso antídoto para o esgotamento da visão das empresas iterativas e competitivas, ainda muito marcadas pelos sistemas de gestão pré-internet, onde a competição prevalece em sistemas fechados, sem trocas com o nível intenso de mudança no meio externo.


Piazza

Carlos Piazza
Especialista em Darwinismo Digital, Consultor e Professor, conteudista, articulador e escritor, palestrante e Principal na CPC – Carlos Piazza Consultoria, dedicada aos impactos da disrupção na sociedade, oriundos da alta aceleração e transformação digital.

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Para muitos a Moda é lançar tendências que inspirem as pessoas seja na área têxtil, de utilitários, do couro na produção de sapatos e bolsas, nos acessórios, entre outros. Para outros, a Moda é: o conjunto de opiniões, gostos, assim como modos de agir, viver, sentir e se expressar. É mostrar a identidade de cada indivíduo através da forma como ele age, se comporta e uma fonte de expiração para muitos.

Estima-se que a Moda deu-se início desde a época que os serem humanos passaram a colorir peles para se protegerem do frio e posteriormente no período bizantino onde aparecem os primeiros tecidos dentre eles a seda na Ásia, tingida em diversas tonalidades e os bordados clássicos Indianos, Chineses e Árabes.

Com o passar do tempo e com o desenvolvimento do trabalho artesão, a Moda passou a fazer parte das pessoas na produção de vestes personalizadas para a nobreza que era visto como símbolo de poder na época. As vestes coloridas e bem trabalhadas de acordo com a cultura de cada país chamava atenção pelas ruas e enxia os olhos de brilho tanto de damas e cavalheiros junto com as jóias e acessórios que davam um complemento.

Com o passar dos anos as vestes foram se transformando de acordo com cada época, os trajes se tornaram mais leves, surgiram saias, vestidos, casacos, conjuntos de tiê, posteriormente as calças até chegar à modernidade que é hoje.

Foram várias transformações e tudo que vai volta com um estilo modernizado trazendo, assim, grande variedade de produtos.

Acompanhar as tendências da indústria fashion faz parte já do cotidiano de muitos curiosos de plantão atualmente.

Mas como é possível a moda hoje estar tão presente na vida das pessoas além do que é mostrado nos desfiles, nos canais de TV e nas lojas?

 

Bom, a partir dos anos 2.000 a internet tomou um rumo diferente da década de 90 e abriu portas para muitos usuários.

As redes deixaram de serem discadas nos computadores o que dificultava o acesso as informações e a internet passou a ser comercializada de forma mais aberta a todos.

Passamos realmente por uma grande revolução no setor de tecnologia, isso não aconteceu somente para os computadores, mas também para os celulares que deixaram de serem básicos e passaram a serem chamados de smartphones com grande capacidade de armazenamento e acesso a diversos aplicativos.

Essa transformação toda influenciou vários setores e impactou muito a indústria da moda no sentido em que abriu portas no mercado de trabalho para novas áreas dentro desse setor como: Gestão de Marcas, Gestão de Marketing Digital, Gestão de TI com foco em produção de aplicativos, Gestão da Comunicação, Gestão de Eventos e muito mais. Apareceram novas ferramentas de trabalho como: SEO, Google Anlystics, CRM, Inbound Marketing, Gestão de Conteúdo, etc.

Essas ferramentas podem atuar em conjunto para melhorar o acesso às informações na internet via digital para: blogs, websites, redes sociais, canais online, vídeos e podcasts.

Atualmente pode-se ter acesso a tudo isso com um click em nossos computadores e smartphones.

A Moda está passando ainda por essa transformação com a necessidade de adaptar-se ao meio digital e saber trabalhar suas marcas e produtos de forma coerente.

Porém, tudo tem seu lado positivo e negativo. Vamos começar pelo positivo: você pode publicar uma coleção de estilista completa seja com fotos no Instagram e Facebook ou, por exemplo, através de um vídeo completo do desfile feito na Fashion Week e muitas pessoas vão ter acesso a este conteúdo e terem a liberdade de expressão de opinarem, mostrarem ou não interesse pela marca ou ainda com um click entrarem na página divulgada e comprarem todos os looks.

O Meio digital é uma boa forma de divulgar os produtos através de um bom trabalho com gestão de conteúdo, feito com as postagens nas redes sociais referentes: a forma como a marca se expressa com seus seguidores, fornecer um bom atendimento nas redes sociais para esclarecer dúvidas, realizar posts diários de mixagem de peças, divulgação de newsletters sobre lançamentos, ações sociais, promoções e muito mais.

É possível criar e propagar muita informação nas redes sociais com essas ferramentas mencionadas. Porém por outro lado as marcas ficam muito expostas e se essas ações não forem trabalhadas com muito cuidado, tudo que foi feito pode cair água abaixo. Por estarem muito expostas. as marcas podem ser alvos de críticas sociais diversas, outro ponto é que a internet é um livro aberto – tudo que é publicado é visualizado por muitas pessoas ao mesmo tempo, de certa forma um conteúdo pode viralizar muito rápido após ser divulgado.

Um bom exemplo disso foi o que aconteceu com a marca Reserva de vestuário masculino. Essa marca carioca achou que colocar os manequins negros de ponta cabeça nas vitrines de suas lojas para anunciar a época de “sales” seria uma boa estratégia. Mas não deu muito certo. Após a Reserva divulgar as fotos das vitrines em sua página do Facebook e Instagram, muitos usuários se manifestaram de forma negativa, informando que a ação foi de mau gosto e preconceituosa. Então a marca se defendeu e disse que não havia intensão de mostrar isso e teve que se justificar publicamente sobre o assunto.

Às vezes pensamos que é uma boa ideia nos arriscarmos mais, produzir algo diferente para atrair o público com nossos produtos e comportamento, mas realizando de forma errônea a ação pode não agradar boa parte do público.

Por isso, hoje em dia tudo que se faz no meio digital deve ser feito com uma atenção devida. Utilizado o meio digital de forma sábia pode agregar muito. O importante é nunca esquecer que toda marca tem sua identidade e essência, por mais que ela não respire com livre espontânea vontade como nós, seres humanos, mas somos nós que damos vida a ela.

Os blogs também são grandes influenciadores no meio digital quando se fala em acompanhar tendências desse setor.

Com as redes sociais surgiram as blogueiras, pessoas que postam sua rotina em uma espécie de diário online. Existem blogueiras e blogueiros de diversas categorias como o fashion, food, desing e arquitetura, triper (viajante) e entre outros.

Essas pessoas impactam e muito a vida de nós seres humanos. Elas chegam a ter milhares de seguidores que interagem com elas, se identificam com os looks, vão atrás das peças e compram. São grandes influenciadores no comportamento de consumo da Moda.

As celebridades que exibem peças de grandes estilistas em novelas, programas de TV e eventos sociais passaram a influenciar menos as pessoas desde 2004 com o surgimento das primeiras blogueiras.

Fique claro que existem blogs tanto para o âmbito feminino que é a maioria no caso e no masculino que vem crescendo cada vez mais e conquistando o seu espaço na internet.

O e-commerce, venda de produtos online na web é uma forma que ganhou o seu espaço com as lojas online com a utilização de provadores virtuais.

As pessoas estão sempre na correria sem tempo para nada e o e-commerce surge com a proposta de entregar produtos na comodidade da sua casa via correios ou transportadores.

A Dafiti, e-commerce online que vende: roupas, sapatos e acessórios para mulheres e homens com diversas marcas nacionais e algumas importadas vieram com essa proposta, se consolidou nesse mercado conquistando uma grande parcela do seu público. O diferencial é a rapidez na entrega e a possibilidade de ser com hora marca, fora o atendimento prestado via chat online.

Cada e-commerce tem a sua essência, existem alguns como o Magic Box, onde mulheres trocam produtos online através de uma caixa. A pessoa pode usar o vestido uma vez em um evento e passar a caixa adiante para outra colega usar, com um custo baixo e tudo isso feito pelos correios. Foi um projeto bem interessante e se consolidou com muita força nos EUA. Garante a forma das mulheres evitarem repetirem roupas nos eventos.

A moda faz parte do comportamento de consumo de cada individuo,abre portas para a cultura e o design também, conseguindo gerar novas tendências e satisfazer seus fiéis seguidores, deixando com aquele gostinho de quero mais.

A Casa Cor é uma mostra de arquitetura, arte e decoração que acontece todo ano entre Maio e Julho geralmente.

Essa mostra acontece praticamente no Brasil inteiro e em São Paulo alguns estilistas de moda já entraram nesse setor.

Martha Medeiros estilista brasileira consagrada pela alta costura em vestidos de festas participou da mostra de 2016, foi possível ver peças clássicas da estilista expostas nos ambientes criados pelos arquitetos da Casa Cor tornando-os bem realistas, como se alguém realmente vivesse ali.

Esse co-branding deixa bem claro como a moda vai além da confecção de roupas, ela faz parte do nosso cotidiano e abraça outras categorias que envolvam design, arquitetura e a arte.

Essa indústria da moda trabalha com todos os cinco sentidos humanos: visão, audição, paladar, tato e olfato.

Visão: o primeiro impacto que se tem quando se visualiza uma peça ou a coleção do estilista por completo e/ou por um clip.

Audição: pela música atrelada à identidade da marca, quando entramos em uma loja, ou visualizamos um clip que possua algo marcante.

Paladar: esse sentido é muito trabalhado em eventos da marca ou em coquetéis de lançamento utilizando comidas e bebidas.

Tato: pelo toque dos tecidos, texturas e bordados.

Olfato: se a marca possui uma essência própria que a identifique de longe. As marcas Loungerie e Le Lis Blanc, por exemplo, trabalham muito com este sentido através do uso de um perfume feito exclusivo e a segunda inclusive o vende como essência para ambiente.

Essa estratégia é conhecida como Brand Sensorial, uma tática que traz vida as marcas.

Existem muitas formas de trabalhar com as marcas, independente do setor que atue, o importante é só saber aplicar a melhor ideia para o seu negócio e a torna-la rentável.

Em momentos de crise o marketing digital ganha mais espaço com a expectativa do corte de gastos com publicidade em TV e mídia impressa.

O digital por um lado alcança uma massa maior, é possível cortar os gastos, investir em e-mail marketing e newsletters para “prospects” e clientes convencionais, é bem maleável, mas ao mesmo tempo catastrófico se não comunicado da maneira correta.


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Priscila Carvalho Ferrari

Formada em Administração de Empresas pela Universidade Anhembi Morumbi e com a pós-graduação em Gestão de Marcas e Branding pela Business School São Paulo. Apaixonada pela área de marketing e branding. Trabalha desde 2008 com marcas e atualmente está em uma agência de licenciamento de marcas. Gosta de viajar, comer em diferentes lugares e aprender novos idiomas. Ela acredita que inovação e criatividade caminham juntas no meio corporativo.

Referências:

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/215633/Marca-de-Luciano-Huck-volta-a-ser-acusada-de-racismo.htm

https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_moda

http://www.significados.com.br/moda/

http://modahistorica.blogspot.com.br/

http://historia-da-moda.info/

Portal

http://revistas.udesc.br/index.php/modapalavra/article/view/1982615×08162015116/4643

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Criar a marca e colocá-la na internet parece fácil, mas ainda existem muitas empresas cometendo erros básicos como utilização de e-mails gratuitos para se comunicar com seus clientes e fornecedores. Com o mercado cada vez mais competitivo, erros pequenos fazem com que sua empresa perca credibilidade e abra passagem para a concorrência.

Neste artigo vou mostrar 5 dicas básicas para não borrar a marca da sua empresa no mundo digital.

 5-Steps-for-Monitoring-Social-Media-Successfully-11. Crie um site qualificado para sua marca:

Não importa se existam blogs, redes sociais ou qualquer outro veículo online, o primeiro passo para que sua marca tenha relevância com o seu público-alvo é ter um site de qualidade. Isso significa ter um domínio com o nome da sua empresa (ou seu nome caso seja profissional liberal) o www.seunome.com.br é a referencia de qualidade em seus serviços e produtos.

Com esse endereço você pode ter um e-mail contato@seunome.com.br que gera mais credibilidade do que um e-mail uol.com.br, gmail.com, yahoo.com ou qualquer outro. Para o mercado um domínio próprio indica seu profissionalismo.

Quando me refiro a site de qualidade quero dizer que seu site deve ser estruturado para seus objetivos como empresa ou profissional. Se você quer vender mais, ele precisa atrair contatos que possam gerar vendas, se você tem um site e não recebe formulários de contato, há algum problema. Pode ser o conteúdo contido nele, pode ser que não esteja sendo indexado em sites de busca, pode ser diversos motivos. Procure uma empresa qualificada para te ajudar a fazer com que seus objetivos sejam alcançados.

 2. Crie um blog dentro do seu site:

Gerar conteúdo para o público alvo que você deseja atingir cria relevância nos sites de busca, ajuda no ranking de pesquisas gratuitas, demostra sua autonomia sobre o assunto que você se propôs a trabalhar, auxilia no processo de vendas e o mais importante, gera credibilidade para sua marca. Além de tudo isso, você se mantem atualizado, pois escrever conteúdo o obriga a ler e buscar informações sobre seu segmento.

Seu blog deve ter um cadastro de assinaturas RSS, desta forma quando um novo post for publicado as pessoas cadastradas poderão ser automaticamente avisadas sobre o novo conteúdo.

3. Utilize as redes sociais como canal de relacionamento com seu público:

Se você não tem tempo para gerenciar várias redes sociais, eleja pelo menos uma como principal. Verifique onde esta o seu público que deseja atingir e tenha uma conta para promover o conteúdo do blog que você escreve, informações sobre o mercado, novidades sobre seu negócios. Crie relacionamento, converse e troque informações.

4. Unifique as informações:

Divulgue o endereço de seu site em seus cartões de visitas, assinatura de e-mail, folder, pastas, papel timbrado, boletos bancários, todos os canais que você envie a seu público ou clientes deve estar com seu endereço digital.

5. Tenha seus contatos organizados:

Todos os contatos gerados devem ser arquivados com as principais informações: nome, e-mail, telefone e endereço físico, assim você poderá promover ações de mala direta ou e-mail marketing.

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A terra gira em torno do sol e em torno de si mesma, translação e rotação, mas será que não ficamos tontos?

No atual momento, somos sobrecarregados de estímulos vindo das mídias tradicionais e digitais, são campanhas, filmes, notícias, produtos, serviços, aplicativos… Uma tempestade de marcas, o que permite a interação constante e imediata com o que acontece por toda parte, em tempo real e em qualquer lugar. Ficou tonto?

Mais do que uma tempestade de marcas, um temporal de escolhas. Estamos expostos a um painel gigantesco de opções que nos obriga a buscar mais informações, mais opiniões, interagir mais nas redes sociais com as pessoas e com as empresas. E ainda não se pode esquecer do trabalho, da família, dos amigos e claro, de você.

Preciso de tempo, quero tudo na mão, comodidade, antecipe-se, surpreenda-me, quero experimentar, me escute… Ué, mas as empresas e marcas não devem só entregar o produto e que ele atenda as necessidades do cliente? Já passou o tempo que o cliente só queria a entrega do produto a um preço justo e que atendesse a sua necessidade… Agora o cliente é ativo e gerador de conteúdo, faz e acontece e as marcas têm que acompanhar toda essa movimentação.

Viver e sobreviver como marca dentro do atual mercado é um grande desafio para as empresas. As marcas devem estar presentes onde seu público está. No entanto, para estar onde e quando o consumidor quer, as organizações devem combinar as plataformas e estratégias tradicionais (ou conhecidas como off-line) com as digitais (as famosas on-line).

Pensando no digital, o mercado disponibiliza diversas tecnologias que combinadas podem trazer o resultado esperado a empresa, mas CUIDADO… As plataformas e estratégias digitais estão a disposição para otimizar e alavancar a marca e o negócio da empresa, no entanto não se deve simplesmente utilizar todas as plataformas disponíveis para criar presença no ambiente digital. É necessário, como Martha Gabriel já mencionou em seus trabalhos, que qualquer estratégia desenvolvida no ambiente digital ou no tradicional esteja ligada ao objetivo de marketing da empresa. É importante atender este objetivo, caso contrário serão ações isoladas e sem significado, que não contribuíram em nada à marca.

Desta forma, entender que em um ambiente de mercado, cheio de informações e estímulos, marcas e empresas atuando com diversas plataformas, se não houver um objetivo claro e ações alinhadas, é dinheiro jogado fora e confiança não conquistada.

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Imaginemos uma marca que não possui presença na internet (apesar de difícil, isso é muito possível, pois não faz ou não fazia parte do negócio dela), queira buscar esta presença para reforço da marca e reconhecimento de seus principais públicos. Ela faz campanhas muito bacanas através das mídias tradicionais como TV, revistas e jornais. Agora pensando no digital, ela deve simplesmente transferir tais campanhas direto no seu site, igualmente nas redes sociais e ainda disponibilizar o conteúdo em plataformas mobile? CUIDADO! É fundamental manter a mesma mensagem, mas a maneira como ela será transmitida é diferente.

Outro fator essencial que se deve observar está ligado às características de cada plataforma, por isso há a necessidade de conhecer todas as possibilidades, tendo em vista a clareza do objetivo de marketing e assim definir o conteúdo e a linguagem específica de cada uma.

O Facebook é específico para relacionamento, portanto é necessário que a empresa e a marca queira se relacionar com o público (como isso fosse inevitável) e tenha uma equipe e conteúdo preparado para isso. O site deve ter conteúdos específicos e detalhados da empresa e do negócio. Se vou disponibilizar conteúdo mobile, que ele seja específico para esta plataforma, ao usar ferramentas de busca, devo criar mecanismos para ser achado, dentro do meu site e redes sociais e, reforçando, alinhados ao objetivo de marketing. O ideal é que as campanhas sejam multiplataformas, atendam e sirvam para todas elas.

Sem o alinhamento de todas as plataformas e conteúdos, a confusão está armada! Confusão na comunicação e nas informações internas, afinal cada um faz de um jeito. Confusão na mente do público que receberá tanta coisa e terá a sua atenção voltada possivelmente à marca que se destaca, e provavelmente (não é regra) será àquela marca que melhor elaborar seu plano de marketing e conseguir fazer com que as plataformas digitais e tradicionais sejam grandes armas a favor da marca e do negócio. Afinal a tecnologia está à disposição de todos, o importante é saber usá-la adequadamente.

E voltando para o inicio de nosso papo, estamos girando. A terra gira em torno do sol e em torno de si mesma, translação e rotação, mas será que não ficamos tontos? Diante das grandes e rápidas transformações que o mundo enfrenta, a dinâmica das mudanças, a quantidade de informações e marcas no mercado… ouso dizer que SIM… ficamos tontos.

Referências

GABRIEL, Martha. Marketing na Era Digital. São Paulo: Novatec Editora, 2010.
O Globo. http://oglobo.globo.com/tecnologia/a-publicidade-que-se-reinventa-pela-internet-11550204
Revista Exame: http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/ricardo-eletro-integra-publicidade-online-e-offline

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O que te inspira a comprar determinado produto? A Marca que ele carrega e o consequente status que esta pode lhe conceder? As funcionalidades? Ter um gadget do momento?

Não importa qual seja a resposta para essas perguntas, podemos ter certeza de apenas uma coisa: ninguém compra sem pretensão alguma. Esta última é comumente chamada pelos profissionais de marketing de necessidade a ser satisfeita, para os que estudam o assunto ainda nos bancos da faculdade, este é o primeiro tópico a ser tratado pelos professores, e logo vem a seguinte pergunta:

Mas afinal, qual a necessidade do cliente?

Nos dias de hoje chegar a essa resposta é algo muito difícil, e cada vez mais os consumidores se tornam muito exigentes. No Brasil, a “Classe C” em especial, cobra qualidade e marcas renomadas.

file2921236408597Para achar a resposta correta, as empresas vêm usando do Big Data para obter informações sobre seus clientes. A ferramenta nada mais é do que a junção de tudo aquilo que as pessoas fazem no mundo virtual, seja nas redes sociais, sites que a pessoa entrou, as pesquisas que fez no Google, todas essas informações misturadas em dados estruturados (aqueles que são checados, limpos e corretos) e os desestruturados que são os dados “sujos” e incompletos.

Mas e para que servem esses dados? Se antes as empresas segmentavam seus clientes e tentavam encontrar grupos com características parecidas, agora com o avanço do uso do Big Data é possível personalizar as ações para cada indivíduo.

Muitos já devem ter percebido que as propagandas no lado direito do seu perfil no Facebook são em sua maioria baseadas em informações que você andou procurando na internet nos últimos dias. Até mesmo em outros sites, você deve ter reparado que os banners que aparecem geralmente são daquele produto que você andou procurando no Google, por exemplo.

Além disso, é possível conhecer hábitos dos consumidores com base no que eles fazem na internet. Segundo uma pesquisa da Universidade de Cambridge, com base nos dados de 58.000 usuários do Facebook foi possível perceber uma relação um tanto quanto incomum, que pessoas com alto QI gostam da voz do ator Morgan Freeman (Revista Veja, 2013).

A ferramenta pode proporcionar não só a chance de personalização, mas também de melhorar o awareness da marca, dar destaque e agregar valor para a mesma. Isso porque quando uma oferta se encaixa perfeitamente aos gostos do usuário, as chances de despertar interesse e efetivação da compra são grandes, consequentemente a identificação com a marca e a possibilidade de fidelização no futuro são maiores.

Dada a importância e os ganhos que o Big Data oferece, cabe as empresas agora aprenderem a utilizar essa ferramenta que oferece também uma vantagem competitiva por aumentar a possibilidade de adaptação da proposta de valor da marca.


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Patricia Gatti Marchesi: Graduanda de Administração de Empresas da ESPM/SP. Desenvolveu o gosto por branding com os estudos, com o trabalho e pelo universo instigante das marcas. Adora dançar, com o ballet desenvolveu a disciplina e a atenção, o que contribuiu para um olhar todo diferente a respeito das marcas e do relacionamento com o consumidor.

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O fenômeno das mídias sociais é cada vez mais forte no mundo do marketing e da gestão de marcas. Todas as empresas, não importam se pequenas, médias ou grandes, querem estar lá!

Uma pesquisa realizada pelo Altimer Group e Wetpaint para a revista Business Week (a pesquisa contou com as 100 empresas mais valiosas do mundo), mostrou que as corporações que investem em mídias sociais apresentam melhores resultados e uma receita final maior. Organizações que realizaram o investimento nas plataformas cresceram em média 18% em um ano.

Além do crescimento, é uma super oportunidade para conhecer mais de perto seus clientes, escutá-los e também saber o que estão falando sobre você. Todas querem ter um perfil nas redes sociais, mas antes é preciso entender “o porquê de tudo isso”.

“Algumas tecnologias da inteligência causam impacto profundo e alteram significativamente o modo como produzimos e tratamos as informações e nossas diversas representações no mundo físico e social, este é o caso das mídias sociais”. (André Telles)

É preciso saber o impacto que essa tecnologia causa e se está contemplado na estratégia de comunicação da empresa. Entender o “por que” da presença neste ambiente e saber quais as causas e efeitos que a instituição absorverá disso é fator chave para o sucesso da sua ação.

Mídias Sociais fazem parte de uma grande estratégia para a gestão da sua marca, mas não é a solução para todos os seus problemas, como algumas corporações acreditam. É preciso ter uma estratégia macro e dentro dela, um dos braços será uma plataforma online de relacionamento, em que a empresa tratará de igual pra igual com seus clientes.

Além disso, toda plataforma já vem com seu propósito de marca pré-estabelecido. Nós como empresa, precisamos saber disso e analisarmos se dentro da nossa estratégia, as ações podem ser realizadas sem acontecer nenhum choque de valores. Entender bem sobre a plataforma de mídia social que você quer atuar é essencial para criar potencial e diferencial competitivo.

Não adianta entrar em todas as mídias sociais achando que isso trará retorno. O mais importante é saber se a ferramenta que você utiliza tem potencial suficiente para seus objetivos e metas como marca. Caso ainda não esteja em nenhuma delas, um estudo mais profundo sobre cada uma determinará a escolha mais assertiva.

 

 

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