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Gestão Empresarial

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O InfoBranding subiu a serra para conhecer a história de um restaurante que há 19 anos fideliza clientes e conquista espaço em seus corações.

Estratégia é uma palavra muito utilizada e enaltecida no mundo dos negócios. E esse uso excessivo pode nos faz esquecer seu real significado, hora sendo enaltecido, distanciando da realidade dos “pobres mortais”, hora sendo banalizado, tornando-se vazio.

Ambíguo, não é mesmo!?

Mas retomando seu significado, estratégia vem do grego stratègós, a junção de stratos (exército) e ago (liderança); uma origem militar que, mais tarde, se tornou mais abrangente, hoje representando o planejamento necessário para se conquistar um objetivo.

Foi com isso que nos deparamos no Canto da Gula, um charmoso restaurante bistrô na cidade serrana de Santo Antônio do Pinhal, próxima à Campos do Jordão, na região do Vale do Paraíba.

O Canto da Gula foi fundado em 2000 pelas amigas Cristina Amaro e Regina Brasilio, que o administram até hoje com a mesma paixão que tinham no início.

A essa altura do texto você deve estar se perguntando: “ok, mas por que começaram falando de estratégia?”.

As duas amigas começaram a empreender o Canto da Gula quando perceberam uma oportunidade e, desde então, planejam cada passo, analisando os recursos necessários e os disponíveis para conquistar o objetivo de ser um restaurante de qualidade, com um atendimento diferenciado e próximo do cliente.

O início da jornada

Com esse objetivo em mente, buscaram um espaço, começaram bem pequeno e, ano após ano, um degrau após o outro, consolidaram o que, hoje, é uma referência gastronômica para a região com destaque na mídia, turismo e também entre os moradores.

Como muitos negócios, o Canto da Gula não surgiu de uma necessidade, mas sim, de uma ideia que uniu duas amigas para empreender.

Cristina e Regina são da região do Vale do Paraíba e, em uma de suas visitas à Santo Antônio do Pinhal, perceberam duas coisas: o potencial turístico da cidade e a necessidade de estabelecimentos com melhores serviços.

Com a vontade de empreender e a paixão pela gastronomia e comidas que lembram receitas e “momentos de família” tiveram a ideia de abrir uma pequena casa de caldos e cremes – algo simples, com apenas dois pratos no cardápio.

Começaram a pesquisar vários locais na região e, por coincidência, acabaram encontrando um salão abaixo da pensão onde estavam hospedadas.

O espaço era pequeno, um cantinho com capacidade para cinco mesas; característica aconchegante que se traduziu no nome do negócio: Canto da Gula, fazendo referência ao local onde você vai para se deliciar com comidinhas caseiras e muito saborosas.

Nesse início as sócias fizeram de tudo para que o Canto da Gula acontecesse e se estabilizasse como sua fonte de renda.

Carregaram caixas, rasparam e reformaram o chão, pintaram as paredes, repararam móveis, enfim, puseram a mão na massa. Além, é claro, de contar com a ajuda de familiares, como suas mães que, no início, ajudavam na confecção dos pratos e menus.

Esta é a realidade comum à maioria dos pequenos empreendedores brasileiros, que começam seus negócios com poucos recursos e muita força de vontade.

Vieram as dificuldades

As empreendedoras não eram de Santo Antônio do Pinhal e, por isso, eram vistas pelos outros negócios como “forasteiras”.

Tal percepção impôs algumas dificuldades para que o Canto da Gula se estabelecesse. Os moradores e outros empreendedores demoraram certo tempo para entender a proposta do restaurante.

Uma marca de sucesso não nasce a partir do momento em que se coloca a placa no estabelecimento. Branding é construído ao longo do tempo e o Canto da Gula deu início ao que, hoje, é uma marca que representa boas experiências e associações que estavam apenas na mente e no coração das fundadoras.

O impacto do novo

Quando uma marca chega com uma proposta inovadora, impacta diretamente seus consumidores e concorrentes. Pode incomodar no início.

Porém, a inovação é fundamental para mover o mercado adiante trazendo benefícios para todos.

O exemplo do Canto da Gula é perfeito para pequenos empreendedores pois lembra que a inovação não se relaciona apenas com tecnologia e mudanças radicais, ela também pode estar relacionada aos processos e ser implementada de forma incremental.

O Canto da Gula trouxe a inovação para o mercado de Santo Antônio do Pinhal ao repaginar receitas clássicas, aqnuelas de família, que nos remetem a bons momentos, lembranças e àquela sensação de almoço de domingo!

Um exemplo disso é o famoso strogonoff de salmão e a broa de milho aerada recheada com peito de frango, requeijão cremoso e milho verde, gratinada com parmesão e salpicada com batata palha e pimenta rosa.

Hoje o Canto da Gula conta com 16 mesas, 58 lugares, 8 funcionários, mais de 40 opções entre entradas, pratos principais, sobremesas e, o mais importante, incontáveis clientes que viraram amigos ao longo desses quase 20 anos.

A evolução da jornada:
Quando a marca começou a ser o centro da comunicação

Como acontece com muitos negócios, a preocupação com a marca, design e comunicação não foi o foco inicial, mesmo porque o empreendedor precisa, sobretudo, fazer a empresa acontecer e se atentar com questões legais e burocráticas que o processo de empreender demanda.

Quando o Canto da Gula abriu suas portas e iniciou sua atuação, não havia foco na gestão de sua marca. Cristina e Regina sabiam o que queriam passar com o negócio, mas não sabiam a melhor forma de transmitir essa ideia aos clientes.

Em um processo natural, começaram divulgando o negócio por meio de flyers quase que improvisados, sendo que a primeira versão nem continha a identificação do local. A partir daí foram evoluindo na maneira de se comunicar e carimbar sua identidade, melhorando a qualidade dos materiais, criando um cartão postal e construindo, pouco a pouco, sua identidade.

O momento de virada para o Canto da Gula se deu no período em que uma terceira sócia, Jane Ciambelli, atuou junto com Cristina e Regina, contribuindo com uma visão mais voltada para o marketing.

Realizaram ações promocionais do tipo “coma à vontade” e também “self-service”, que mantiveram por um tempo, mas, depois, descontinuaram por demandar esforços além de suas possibilidades.

O fato não ameaçou seu princípio de atendimento, personalidade, carinho e qualidade. Tudo isso foi mantido por mais tempo e se mantêm até os dias de hoje. Exemplos dessas mudanças foi o incremento e melhor apresentação do cardápio, reformulação da identidade visual e atenção aos detalhes na ambientação do local.

Quando falamos em experiência de marca, uma das ferramentas do marketing para transmitir a sua essência no ponto de venda é o Visual Merchandising (VM). E engana-se quem pensa que o VM se restringe às lojas.

O Canto da Gula exibe um trabalho encantador de visual merchandising que transmite acolhimento e emoção por meio do espaço físico, valorizando a apresentação de seus produtos e serviços num importante ponto de contato da marca, principalmente no caso de restaurantes.

Essa jornada de experimentação, cautela e implementação no estilo “um passo de cada vez” traz lições importantes, especialmente por serem assimiladas por muitos empreendedores.

Estar aberto a tentar e aprender com os erros é um conceito fundamental para quem empreende. Conceitos clássicos como o Ciclo PDCA (Plan, Do, Check e Act), atribuído à Walter Shewart e popularizado por William Edwards Demming, pai da gestão da qualidade; e o Ciclo do Feedback de Eric Ries na obra A Startup Enxuta são ferramentas interessantes para o acompanhamento das mudança na gestão, acessíveis e aplicáveis a todos os tipos de negócios.

Resultado na mídia

O resultado do esforço e do aprendizado do Canto da Gula é um expressivo reconhecimento regional por parte dos consumidores e, também, por parte da mídia.

A grande lição que Cristina e Regina deixam com a história da evolução de sua preocupação acerca da marca está em um trecho da fala das sócias:

“Uma nova visão empresarial encanta, mas é preciso ter pé no chão para poder segui-la”. (Cristina e Regina, gestoras do Canto da Gula).

Quantos empreendedores não se deslumbram com promessas inspiradoras de ferramentas e abordagens, mas com o tempo acabam percebendo que aquilo não representa um “milagre” divisor de águas nos resultados do negócio?

Em tempos de transformação digital e informação disponível 24/7, é essencial aos empreendedores e profissionais entender a realidade do seu negócio, transformar informações em conhecimento e seguir, de forma rigorosa, seu propósito e posicionamento.

Endobranding e seu reflexo no atendimento aos clientes

Um dos assuntos que mais esteve presente durante a conversa que tivemos com Cristina e Regina foi a preocupação com o desenvolvimento e bem-estar de seus colaboradores.

Sem saber termos e abordagens técnicas, o Canto da Gula possui um belíssimo trabalho de endobranding.

Endobranding é a parte do branding que se dedica a difundir o propósito é cultura da marca para todos os seus colaboradores, integrando-os ao negócio e possibilitando que se desenvolvam ao máximo.

Para o Canto da Gula tal abordagem se fez especialmente importante uma vez que a cidade e região carecem de mão de obra preparada para trabalhar de forma a entregar um serviço diferenciado.

Logo, a saída para as sócias foi contratar, treinar os colaboradores e prepará-los para dar vida ao conceito da marca.

Nesse sentido, Cristina reforça que desde o início existe uma preocupação muito grande em oferecer treinamentos, atenção e carinho para os colaboradores, fazendo-lhes se sentir como parte integrante da marca.

Um exemplo disso está na cozinheira, uma das funcionárias mais antigas do restaurante que, de origem humilde, proveniente de uma família que batia tijolo e trabalhava na lavoura, chegou sem nenhuma experiência.

No início, ela recebeu treinamento direto de Cristina e Regina aprendendo o que as sócias trouxeram de experiência de suas mães. Com o passar do tempo, demonstrando interesse, força de vontade e coragem, recebeu também treinamento de uma consultoria em boas práticas (Coutinho e Cursino treinamentos) e de uma consultora em Gastronomia (Jade Veronese) para a readaptação dos pratos, passando a desenvolvê-los de maneira mais personalizada.

Nesse processo, a vida da cozinheira mudou. Ela aprendeu a trabalhar melhor a parte financeira de sua casa, pode melhorar a condição de sua família e, com muito trabalho, foi melhorando sua situação.

Por isso endobranding é fundamental, afinal, se uma marca bem posicionada e com um propósito claro tem o poder de atrair e engajar consumidores, ela tem igual importância para engajar e tirar o melhor de seus colaboradores.

Como o Canto da Gula trabalha seu Endobranding?

  • Saber escolher o profissional;
  • Buscar sempre o perfil que esteja alinhado com a proposta;
  • Realizar treinamentos internos;
  • Investir em cursos de capacitação, estimulando o interesse pelo crescimento;
  • Trazer referências de fora para compartilhar conhecimento com os funcionários;
  • Buscar meios facilitadores para o funcionário se desenvolver;
  • Fornecer a areia e o cimento, mas também ensinar a construir suas casas (metáfora);
  • Estimular o ambiente familiar, incentivando as famílias dos funcionários a se desenvolverem.

A força do Branding para a região

Nos últimos anos o branding foi bastante difundido Brasil afora e a cada dia se torna mais próximo do pequeno e médio empreendedor, cuja representatividade para a economia do Brasil é imensa, representando a maioria dos negócios aqui registrados e ativos.

Nós, do InfoBranding, ficamos felizes por fazer parte deste processo com conteúdo e eventos, especialmente pelo foco e importância que buscamos conferir ao segmento dos pequenos e médios negócios.

Empreendedores do país inteiro podem se beneficiar com a boa gestão de suas marcas, encarando-as como ativos que podem, de fato, gerar valor para seus negócios.

Santo Antônio do Pinhal e seu entorno, da Serra da Mantiqueira e Vale do Paraíba, são exemplo de como a boa gestão pode valorizar a região e todos os seus empreendedores.

A região possui clima e ambiente bastante característicos, especialmente para casais que buscam um pouco de romance e relaxamento. Nesse sentido, as empresas regionais têm em suas mãos uma grande oportunidade turística a ser explorada.

As fundadoras do Canto da Gula conversaram bastante a respeito do impacto que seu atendimento diferenciado causou na comunidade empreendedora há 20 anos, quando a abordagem ainda não era o foco de seus concorrentes.

Cristina e Regina, antes enxergadas como “forasteiras”, hoje são bastante envolvidas com as atividades voltadas ao empreendedorismo na região, caracterizado em sua grande maioria por pequenos e médios empresários que, na sua união, enxergam uma rica fonte de atualização, networking e capacitação técnica em áreas de gestão.

Um exemplo desta iniciativa é a Associação Comercial de Santo Antônio do Pinhal (ACASAP), que entre outros projetos, é responsável pelo “Saber na Montanha”, focado em compartilhar conhecimento sobre marketing, liderança, atendimento ao cliente entre outros para os empreendedores.

Tal rede de empreendedorismo agrega valor para o conjunto de negócios, desenvolve a mão de obra local, além de nutrir, de forma ativa, a percepção dos consumidores acerca da região, que passa a ser considerada como destino em seus planos de lazer.

Restaurantes atraem turistas de cidades próximas para experiências gastronômicas e simples almoços em família e amigos; por sua vez, estes turistas acabam permanecendo na cidade e movimentam as pousadas e circuito hoteleiro. Durante a estadia, consomem bebidas e artesanatos feitos na região e, assim, contribuem para girar a roda da economia, gerar e manter empregos, e contribuir para a qualidade de vida dos moradores, como acontece com os funcionários do Canto da Gula.

Portanto, investir em branding é fundamental para o sucesso e longevidade de negócios Brasil afora, especialmente por reunir, comunicar e propagar atributos que reforcem o seu valor para o consumidor.

O Canto da Gula hoje

Em breve completando 20 anos, o Canto da Gula é uma marca apaixonante, querida e extremamente valorizada por aqueles que se relacionam e, o mais importante, com o pé no chão.

Os anos de atendimento cuidadoso, personalizado e focado em proporcionar a melhor experiência para seus clientes, sem pressioná-los a consumir mais e respeitando suas preferências, garantiram ao Canto da Gula um lugar de destaque na lista de restaurantes preferidos.

Mensagem final

Por fim, Cristina e Regina deixaram uma mensagem para os nossos leitores com o objetivo de incentivá-los a começar e tornar seus negócios uma marca de sucesso:

DE-DI-CA-ÇÃO. Se você, enquanto empreendedor e profissional, escutar o seu cliente, entender suas motivações se preocupar em dar o seu melhor, ele vai perceber e, o mais importante, ele vai repassar a experiência para sua rede de contatos.

Assim, a ressonância de marca, conceito que abordamos aqui, aumenta e mais pessoas percebem o seu valor, sem mentiras e com a legitimidade da opinião de quem confiam.

Além da dedicação ao cliente o empreendedor jamais pode esquecer da relação custo-benefício do negócio para o cliente e, principalmente, para ele mesmo. Pois sem paixão e dedicação, nada acontece.


Cristina Amaro e Regina Brasilio

Cristina é emoção. Regina é razão. E o Canto da gula alimenta a alma com esse tempero.

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Executivos da Troiano Branding lançam novo livro com teoria, metodologia e cases sobre Propósito e seu impacto para pessoas, marcas e organizações no século 21.

Qual é o seu propósito? Esta é a pergunta que dá título ao novo livro de Cecília Russo Troiano e Jaime Troiano, cujo lançamento aconteceu na última segunda-feira, 14 de outubro, em São Paulo, reunindo profissionais de branding e empresários para um coquetel com palestra e sessão de autógrafos.

Nossa equipe ao receber o autógrafo dos autores Cecília Russo Troiano e Jaime Troiano.

Cecília e Jaime são sócios da Troiano Branding, uma das empresas pioneiras em gestão de marcas no Brasil, com mais de 26 anos de história e expertise no acompanhamento de negócios de diversos segmentos.

Foi deste know-how que nasceu a proposta do livro. Segundo Jaime Troiano, que abriu as falas da noite, havia a necessidade de “colocar a bola no chão” e discutir sobre o impacto do propósito na existência das marcas uma vez que, nos últimos tempos, muitos conceitos surgiram para abordar o assunto, por vezes banalizado.

Para Jaime, o propósito é a mãe de todas as ferramentas de branding e, sendo assim, é a partir dele que se desdobram e se sustentam todas as iniciativas e definições estratégicas.

Contextualizando este momento que enfatiza a importância do propósito, abordaram o conceito de Realidade Líquida de Zygmunt Bauman, sociólogo e psicólogo polonês, segundo o qual as transformações e relações acontecem de maneira rápida e imprevisível.

Sendo assim, a busca pelo sentido se torna central e o propósito mostra-se como a chave para aproximar a todos do que é permanente, duradouro e consistente.

Ao assumir a fala, Cecília completou dizendo que o envolvimento com o propósito surgiu gradualmente, na medida em que desenvolviam os projetos da Troiano Branding, especialmente depois da parceria com o Bright House, consultoria de Atlanta/EUA, para a construção da marca Havaianas.

Segundo ela, foram percebendo a necessidade de guiar a abordagem por um conceito central, capaz de sustentar todas as ações e, assim, dissemina-las de forma legítima.

Afinal, “uma marca sem propósito é uma marca sem alma”, referência que Cecília fez a uma fala constante de Jaime Troiano.

Quer saber mais sobre propósito de marca? Acesse aqui!

Nesta jornada, inquietação e um viés de psicologia os guiaram ao entendimento de que, na verdade, o propósito deve ser escavado, identificado e trabalhado a partir de uma soma de fatores como a motivação empreendedora da marca, a relação entre as pessoas e o impacto da marca na sociedade.

Como resultado, nasce a metodologia “Rota do Soul”, que ajuda organizações a identificar, lapidar e potencializar seu propósito por meio de uma analogia que reúne, de forma poderosa, conceitos de ALMA e SOL, valorizando o SER que confere a autenticidade necessária para se conquistar e sustentar a relevância e a IRRADIAÇÃO que, por sua vez, permite que as ideias cheguem mais longe e causem um impacto maior e mais profundo nas relações que envolvam a marca.

Cecília Russo Troiano apresentando a metodologia “A Rota do Soul”

Desta forma, o livro “Qual é o seu Propósito: A energia que movimenta pessoas, marcas e organizações no século 21” se sustenta sobre dois pilares: o teórico, reflexo de tudo o que foi apresentado nos últimos parágrafos e o vivencial, retratado por meio de cases de marcas que passaram pela transformação do propósito com o acompanhamento da Troiano Branding.

Durante o bate papo de lançamento foram convidados para o debate Fernanda Abdo Saad, da Aegea – marca de saneamento; Leninha Palma, da Caedu – marca do segmento de moda e confecções e Rafael Navarro, da Sintel – marca de Suport Chain Automotivo.

Moderados por Robson Viturino, editor do livro, os convidados compartilharam o impacto do branding e do propósito em seus negócios, reforçando a importância da iniciativa de Cecília e Jaime Troiano de lançar um livro sobre o conceito.

O livro traz uma linguagem leve para apresentar conceitos importantes, relacionando-os sempre à sua implementação prática, destacando o processo necessário para a consolidação do propósito na estratégia de uma marca. Seu projeto gráfico, repleto de ilustrações, confere graça e leveza ao livro, tornando a experiência de leitura ainda mais prazerosa.

Garanta seu exemplar!

Além de todos os motivos acima elencados para incentivar sua leitura, o valor arrecadado com os direitos do livro serão doados para a Junior Achievement Brasil, organização social que incentiva e estimula jovens para o mercado de trabalho através do método “Aprender-fazendo”. Saiba mais aqui.

Confira 5 passos para praticar o propósito da sua marca clicando aqui!

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Não é nenhuma novidade dizer que vivemos em um mundo em constante mudança. Sabemos que a tecnologia e a conectividade mudaram para sempre as relações humanas impactando tanto os aspectos pessoais quanto profissionais.

Neste cenário, o desafio é reinventar-se constantemente, questionando sempre qual mindset deve ser adotado.

Mindset quando o assunto é Employer Branding?

Sim! MINDSET, e vamos dizer o por quê.

Mindset nada mais é do que um prisma que determina a maneira como percebemos o mundo ao nosso redor e como agimos neste ambiente, justificando a forma como reagimos, respondemos e, consequentemente, colhemos resultados.

As empresas, representadas e percebidas por suas marcas, perceberam que, se antes apenas escolhiam seus funcionários, hoje também são escolhidas pelos profissionais.

O quesito salarial tornou-se apenas um dos fatores analisados, muitas vezes não sendo o decisivo. As pessoas avaliam o propósito, reputação da marca e seus valorescompartilhados para obter retorno financeiro e, além disso, emocional.

Desta forma, os profissionais de RH, responsáveis por selecionar, validar e acompanhar todo o processo de recrutamento, tornam-se ainda fundamentais para transmitir claramente o propósito, a essência da cultura organizacional, a proposta de valor da marca empregadora e trazer para o time pessoas alinhadas aos objetivos da empresa. Ou seja, compreender e aplicar esse mindset torna-se essencial na prática do Employer Branding.

Employer Branding é a parte da estratégia de gestão de marca focada no colaborador: a estratégia da marca em disseminar e consolidar seus valores e diferenciais com foco em atrair, engajar e reter profissionais para se tornarem colaboradores da organização, sustentando a relação com base em valores compartilhados entre as partes.

O elo marca-colaborador, quando bem estabelecido, cria um vínculo mais duradouro e corrobora com o engajamento orgânico dos profissionais, resultando em mais produtividade, qualidade, dedicação e, sobretudo, na propensão dos profissionais disseminarem suas experiências no mercado ao se sentirem corresponsáveis pelo sucesso da marca que representam.

O que devo considerar para estabelecer um projeto de Employer Branding?

  • Propósito e valores da empresa
  • Objetivo e metas claras
  • Foco: o foco do Employer Branding é criar reputação para a marca empregadora para atrair e reter colaboradores. Todas as suas ações devem ser orientadas a este objetivo
  • Plano de cargos e salários para que os colaboradores tenham perspectivas dentro da organização. Transparência neste quesito influencia diretamente a satisfação a médio e longo prazo.
  • Planejamento das ações internas e externas considerando prazos, investimentos, equipe, KPIs
  • Comunicação e Brand Experience

O vestir a camisa tornou-se essencial. De um fator orgânico e agregador para necessário e estratégico no Branding.

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Empreendedora francesa fala sobre como construir uma marca apaixonante valorizando o propósito, experiência do consumidor e storytelling

O resultado de uma marca está atrelado à capacidade de envolver o consumidor em sua proposta de valor, proporcionando experiências memoráveis que se convertam em relacionamento e, potencialmente, no tão esperado fator “Wow”.

Simples de se descrever, porém muito difícil de se conquistar, esta situação de sucesso é fruto de muito planejamento, gestão, foco e, é claro, trabalho duro.

Foi exatamente o que encontrei conversando com Sandrine Billard, fundadora e gestora da marca Petit Louarth, cuja proposta você vai conhecer neste artigo.

Sandrine não começou a conversa me contando sobre sua trajetória ou origem de seu empreendimento como o esperado. Ao invés disso, ela me apresentou uma caixa, me incentivou a explorá-la e começou a analisar minha reação.

Começava ali a EXPERIÊNCIA com a marca. Não por acaso, um dos seus pilares mais importantes.

O que eu tinha em mãos era o Coffret, produto principal da Petit Louarth. Uma pequena caixa de preciosidades, feita para guardar objetos de valor, que na cultura francesa pode ser usado para joias, perfumes e pequenas recordações. Sandrine adaptou este conceito para a realidade brasileira e o projetou de maneira minuciosa, pensando nas principais e mais importantes recordações que os pais guardam durante o crescimento de seus filhos, oferecendo uma opção organizada, lúdica e repleta de gatilhos para despertar emoções profundas nos pais, filhos e familiares.


Vídeo de apresentação do produto com ênfase na experiência do usuário.

Com este gatilho Sandrine me envolveu na proposta e, mesmo sem ter filhos, percebi ali o valor do benefício ampliado que seu Coffret apresentava.  Mais do que um simples organizador, a Petit Louarth traz a possibilidade de construir uma história colaborativa em família, resultando em uma lembrança que se configura como uma plataforma para eternizar momentos especiais.

Itens como a primeira chupeta, os dentinhos, a naninha, fotos de maternidade, pelúcias e até mesmo uma régua de crescimento foram contemplados. Tudo para ajudar os pais e/ou familiares a construir a história de seus pequenos.

A partir desses conceitos e com base na paixão pela infância, nasceu a Petit Louarth que, além de encantar, configura-se como uma verdadeira aula de branding e empreendedorismo.

Já envolvido pela marca e o que ela representa, começamos a conversar sobre os aspectos técnicos que marcam a trajetória de Sandrine e sua marca.

Como muitos empreendedores, Sandrine começou sua marca com o objetivo de dedicar tempo a algo em que acreditava, mas fez isso de maneira consciente, analisando o ambiente e planejando cada passo.

Percebendo uma demanda pouco explorada, desenvolveu um produto, criou uma marca e buscou implementar a proposta de forma ágil e consciente.

Direcionou sua experiência em grandes multinacionais para estruturar um plano de negócios, definindo seus objetivos de curto, médio e longo prazo bem como elencando os principais KPIs que precisariam ser atingidos para validar ou não suas expectativas.

Neste processo, firmeza e rigidez com seu propósito a ajudaram a estruturar um compliance que clarificou e direcionou a escolha de fornecedores, com os quais alinhou suas expectativas e definiu critérios para a parceria. Visitou cada um deles para garantir que não exploravam trabalho infantil e que respeitavam a legislação trabalhista vigente no país, bem como verificou se atenderiam seu padrão de qualidade. Assim, sua trajetória nos deixa uma lição importante: por mais que o envolvimento emocional do empreendedor com sua marca seja importante para trazer aquele “brilho nos olhos” e “paixão” capazes de motivá-lo, é estritamente necessário manter certo grau de frieza para a tomada de decisão e acompanhamento essenciais para o sucesso.

A criação da marca:

No que diz respeito à criação da marca, Sandrine, assim como muitos empreendedores, não teve consultoria especializada, por outro lado, seguiu uma linha de raciocínio para transmitir toda sua proposta por meio do nome e identidade. Ela sabia que a marca precisaria remeter ao universo infantil de forma espontânea ao mesmo tempo que refletisse sua origem francesa. Por isso, escolher o nome “Petit” foi relativamente fácil. No entanto, Sandrine sabia que para o processo de registro e proteção da marca ela precisaria de algum diferencial que reforçasse a exclusividade e, para a segunda parte do nome, decidiu usar as iniciais dos seus filhos para formara a palavra “Louarth”. E aqui está uma sacada muito legal.

Logotipo da Petit Louarth, no qual a tipografia de aspecto mais manual se destaca e tem como suporte, a forma circular da lua com aplicação de textura que se alinha com os traços das ilustrações que dão vida ao produto.

Louarth” é a junção dos nomes Louise e Arthur, mas também se aproxima foneticamente da palavra “Lua” e “Arte” remetendo à ideia de sonho e do momento em que os pais colocam os filhos para dormir, contando histórias e fazendo carinho; ao mesmo tempo que remete ao esmero e atenção de um artista no seu processo de criação.

Como tagline, Sandrine definiu “A infância no fundo do coração”, amarrando todos os conceitos que representam sua marca e os valores que ela defende. Com o nome definido Sandrine alinhou suas ideias com um designer, responsável a dar vida à marca e ao produto.  Em um processo de cocriação refinou as propostas até chegar à uma identidade limpa, sem muitos elementos, que valorizasse o produto e utilizasse o logotipo como uma assinatura discreta. Afinal, para a Petit Louarth , a apresentação do conjunto do produto é mais importante do que colocar o logotipo em um local de grande destaque de forma a trazer um “ar muito comercial”.

Versões do Coffret em azul, rosa e amarelo. A marca aparece de forma discreta na lateral do produto, deixando destaque para as cores, ilustrações e mascotes da marca.

Ao falarmos da parceria com o designer, perguntei à Sandrine qual sua percepção em relação a escolha desse fornecedor com o objetivo de entender quais aspectos os designers devem levar em conta no momento de se posicionar. Sandrine então elencou compromisso e confiança como sendo as características principais, uma vez que por estar focado em desenvolver seu negócio, o empreendedor precisa ter a tranquilidade de que seus prazos serão cumpridos e de que terá uma solução e não mais uma dor de cabeça.

Storytelling, o gatilho para a propagação da marca:

Com a ideia concretizada, o storytelling ganha papel de destaque na estratégia da Petit Louarth, uma vez que transmite a mensagem da marca de forma a evolver o consumidor em sua experiência. Toda a ideia de guardar as lembranças para deixar um legado envolve e encoraja as pessoas a agirem em torno do uso do produto, elevando a marca a um papel central na construção de seu legado familiar.

Quando aplicado de maneira bem estruturada, o storytelling contribui para o posicionamento da marca, ajudando com que ela se propague via recomendação de um para muitos, explorando as conexões entre as pessoas.

Tal conexão é fundamental na jornada do consumidor de hoje em dia, que busca em seus pares a validação de suas percepções, por meio de indicações e reviews. Além de ser determinante para a construção de conhecimento de marca (brand awareness) por meio da advocacia de marca.

Padrão ideal para a jornada do consumidor, apresentada por Kotler no livro Marketing 4.0. Destacamos a terceira etapa, referente a validação com a rede de contatos e a quinta etapa, referente à advocacia após a experiência com a marca. Ou seja, de um cenário no qual o consumidor identifica a marca dentre tantas outras opções, ele refina a percepção, decide experimentar a marca e, se a percepção final for positiva, ele tende a passar a mensagem adiante e ajuda a influenciar potenciais consumidores.

O MVP e os planos para o futuro:

Hoje a Petit Louarth ainda é uma marca nova, com menos de dois anos de existência desde sua concepção. Ciente desta realidade, Sandrine encara seu Coffret como um MVP – Minimum Viable Product ou Mínimo Produto Víavel, que testa e valida a proposta conforme mediante sua aceitação.

Por conta do foco na qualidade e pouca escala, o produto da Petit Louarth tem um alto custo de produção e, por consequência, um preço um pouco elevado que o direciona à classe A. Além disso, por se tratar de um produto novo, a marca ainda está na fase de apresentá-lo ao mercado, o que exige grande esforço e atenção; tanto para feedbacks positivos quanto, e principalmente, para feedbacks negativos, com os quais a marca poderá aprender.

Para esse processo Sandrine conta com a expertise da Midiaria.com, também parceira do InfoBranding, para posicionar a marca no ambiente digital e difundir sua proposta para a mídia especializada, utilizando-se da estratégia de relações públicas, mídias sociais e pequenos eventos para influencers.

Exemplo da comunicação da marca em redes sociais e encontro com influencers, no qual a Sandrine apresenta a marca e discute assuntos relacionados ao seu universo.

A ideia da Petit Louarth é aumentar sua escala e levar fazer com que cada vez mais famílias construam suas histórias de forma organizada e lúdica!

Conheça um pouco mais sobre a Petit Louarth aqui.

Sandrine Billard possui formação em administração e gestão de empresas, com atuação em grandes multinacionais com foco em varejo. Veio para o Brasil para implementar negócios de origem Francesa, 13 anos depois, apaixonada por nosso país, decidiu ficar e empreender.

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Na era da informação, é necessário escolher o melhor canal e as ferramentas adequadas para divulgar os produtos e serviços do seu negócio. 

Você já ouviu falar na expressão “zapear”? O termo significa ficar trocando de canal constantemente, ou seja, mudar de forma rápida e repentinamente o canal de televisão ou a frequência de rádio, até encontrar algo interessante para assistir ou ouvir. Hoje em dia, a expressão ganhou as redes sociais, onde os usuários passam o feed de publicações até encontrar algo que gostem e que chamem a sua atenção. 

Na era da informação, pequenas e grandes empresas precisam otimizar o tempo para conseguir alcançar os potenciais consumidores de seus produtos e serviços. E isso não é uma tarefa fácil. O  empresário e consultor em gestão de marcas, Maka Werner, explica que, estrategicamente os resultados são muito mais satisfatórios quando as empresas se voltam a divulgar a sua marca, e não, centenas de produtos. “Além do valor investido ser menor, após a fidelização de um consumidor por determinada empresa, todos os produtos acabam virando sinônimo de qualidade. Em vez de divulgar mil produtos, divulgamos apenas uma única marca”, diz. 

Para isso se tornar realidade, a estratégia precisa ser pensada com muito cuidado. A escolha das melhores ferramentas e canais para divulgar uma marca, deve ser escolhida após uma série de análises, verificando tanto a estrutura interna da empresa, a capacidade de gerar conteúdo, e, também a mídia mais conveniente ao seu público e ao tipo de conteúdo do negócio. “Muitas empresas acreditam que precisam estar em todas as plataformas, acho que isso dificulta o trabalho e acaba tomando um tempo desnecessário, onde este tipo de esforço poderia gerar um conteúdo mais adequado e profundo em outro canal”, explica Werner.

Para conquistar a atenção do público, as marcas precisam remodelar o seu modelo de propaganda. Para isso, torna-se necessário entender que os consumidores não são todos iguais. Diante disso, o Branded Content está cada vez mais em alta no mercado. “Ainda assim, as empresas precisam entender que o termo não é a nova propaganda, mas sim, uma poderosa ferramenta para auxiliar neste mix de marketing. A propaganda se reinventou muito nos últimos anos e vem se atualizando mais e mais a cada dia, disseram que ela morreu, quando na verdade ela se atualizou e ganhou novas ferramentas que vieram para somar”, comenta. 

O consultor ainda destaca que o Branded Content possui uma força especial para trabalhar a relação entre os consumidores e as marcas, já que quanto mais investimentos em conteúdo, menos é necessário investir em divulgação de produtos, porém, ainda sim as empresas precisam divulgar os produtos.

Para elaborar uma estratégia para divulgar a sua marca no mercado, o especialista explica que a parte principal é ter propósito. “Não se pode mais vender apenas um produto, isso todo mundo vende. O mesmo produto que você vende, está em todas as esquinas, isso eu garanto. O que precisamos é saber vender a nossa essência, a nossa imagem. Isso precisa ser verdadeiro, ter propósito e ser real, não pode ser uma mentira. Uma padaria vende pãozinho, assim como todas as outras, mas o que te leva a ir em determinada padaria comprar aquele pãozinho? Não pode ser o pão, pois se trocarmos o paradeiro podemos fechar a padaria, certo? Precisa ser algo a mais, algo único, algo que transmita uma experiência verdadeira para seus consumidores e que tenha um propósito maior do que somente vender pãozinho”, conta Werner. 

Para alcançar o sucesso e firmar o nome no mercado, as empresas precisam se comunicar mais com seus consumidores, pensarem mais em experiências do que em produtos. Isso pode ser difícil e doloroso no começo, mas, o resultado a longo prazo é mais assertivo. “As marcas precisam começar a plantar essa “raiz” da experiência e do conteúdo de marca com propósito e posicionamento sempre alinhado ao DNA da empresa, e, desde o início, fazer um trabalho mais próximo aos consumidores que possuem a mesma essência”, revela Maka.

Para finalizar, a dica do especialista é investir na sua marca. “Ela é o bem ativo mais valioso que uma empresa possui, depois dos seus colaboradores, é claro”, conclui. 

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Quando ouvimos falar em marcas, é bastante comum lembrarmos de algumas específicas de imediato, mas você já parou para se perguntar porque isso acontece? Esse tipo de resultado ocorre em razão do que chamamos de branding, prática que vem atrelada a um conjunto de ações e estratégias que tem como foco manter a imagem de uma marca ou empresa de forma positiva e clara não só para seus consumidores mas, também, para o público em geral, incluindo colaboradores, fornecedores, concorrentes e potenciais clientes.

É bastante comum observarmos empresas com menor solidez de mercado acreditando que a prática é apenas uma ferramenta de comunicação, podendo ser exercida e desenvolvida por qualquer tipo de profissional vinculado à área, o que sinaliza o primeiro grave erro quando falamos de gestão de marcas.

O que é branding e como colocá-lo em prática?

Para entendermos melhor, quando falamos de branding, estamos falando de estratégia de mercado e construção de marca, ou seja, além de aumentar a visibilidade, também pensamos e instigamos a percepção do consumidor sobre essa determinada empresa, de forma que a imagem dela seja associada aos seus objetivos estratégicos, com a mensagem que ela deseja transmitir a quem a consome, ou até mesmo, sua missão, visão ou valores, por exemplo.

Para colocar a estratégia em prática é necessário reunir algumas peças. A primeira delas é ter em mãos um bom plano de negócio que transmita de forma clara e objetiva o rumo e pretensões da empresa no mercado. Com ele, é possível definir o papel da marca no mercado, onde ela está hoje, como se relaciona com o seu público e onde quer chegar. Trata-se de uma importante ferramenta para as empresas que também já atuam no mercado há algum tempo, mas estão perdendo visibilidade, solidez ou credibilidade. Ao terem essa percepção, é porque já chegou o momento de reavaliar sua estrutura, reexaminar seus conceitos, diferenciais e serviços e reencaixar aquela peça que provavelmente pode estar deslocada: a gestão da marca, mais conhecida como branding.

Branding deve, por obrigação, estar instaurado no dia a dia de uma empresa de maneira clara e eficiente. Quando vemos uma empresa que possui valores sólidos e um bom direcionamento, conseguindo comunicar isso em todos os seus pontos de contato, seja na recepção, uniforme dos funcionários ou postura dos gestores, certamente é porque essa marca está potencializando-se no mercado, diferente daquelas que não conseguem alinhar criar essa sintonia fina entre seus valores, propósitos, produtos ou serviços na hora de transmitir a mensagem correta para seus stakeholders.

Para destacar-se perante a concorrência, além de claro, oferecer um bom produto ou serviço, empresas necessitam transmitir os demais atributos de marca e isso é muito mais do que uma entrega básica de produto. Estamos vivendo a era do Marketing 3.0, mais conhecido como o marketing das causas, na qual as empresas devem estar conectadas com aquilo que efetivamente acreditam, mostrando seu posicionamento para o mundo, fazendo com que a mesma seja mais “humana” e sensível aos acontecimentos e fatos, não visando simplesmente o lucro. Como exemplo, podemos citar os grandes cases, com slogans emblemáticos, tais como: “OMO – Porque se sujar faz bem”, ou ainda McDonald’s- Amo muito tudo isso”.

A partir desse tipo de mensagem, as marcas estão transmitindo muito mais a essência de seu posicionamento sobre uma causa do que falando só do produto em si. Em geral, esse tipo de ação consegue criar uma diferenciação que alcança e enlaça muito mais consumidores que coadunam com esse estilo de vida, gerando identificação e empatia.

É importante ressaltar que branding não necessita de grandes investimentos, mas sim de tempo. Para solidificar uma marca é primordial ir além do aspecto técnico da comunicação. Além do plano de negócio bem definido, visto anteriormente, a segunda grande peça desta engrenagem é: treinar os funcionários para transmitir e alinhar os valores e causas da empresa, fazendo-os caminhar juntos com a marca. Dependendo da empresa, estamos falando de um contingente com 30, 50, mil pessoas que, de largada, já podem ser multiplicadores desse conhecimento e iniciativa.

Mas, então, como desmistificar algumas ideias sobre essa importante ferramenta de gestão que toda a empresa precisa ter? Abaixo, seguem algumas respostas que podem auxiliar na empreitada:

Somente grandes empresas ou marcas podem trabalhar com branding?

MITO. Todas as empresas deveriam trabalhar o branding, sem exceções.As pequenas empresas muitas vezes possuem maior dificuldade por falta de conhecimento técnico ou, até mesmo, em alguns casos, por desconhecimento da estratégia. Nas PME’s, consideramos seu tamanho e alcance como um ponto positivo a ser trabalhado, já que, muitas vezes, uma estrutura menor torna-se extremamente interessante e rica para se trabalhar o branding, seja por sua história de fundação, seja pela maior proximidade com o público-final ou, ainda,por possuir produtos mais específicos e direcionados para mercados pouco explorados, por exemplo.

Branding e propaganda são sinônimos?

MITO. São diferentes, mas se complementam. Branding pertence às inúmeras estratégias que envolvem o marketing, e nada mais é do que a gestão de marcas, conceito que envolve sua visibilidade de maneira positiva, expressa qual sua missão, seu foco e a quem se destina. Já a propaganda,serve como um dos meios de divulgação de determinada marca, como forma de apresentá-la perante o mercado, fortalecendo todo o pré-trabalho executado através do marketing e do branding.

Rebranding: como fazer?

O trabalho de rebranding pode ir muito além de uma mudança de identidade visual como muitos pensam, e demanda, consequentemente, maior investimento e tempo de trabalho. Quando falamos de rebranding para empresas que passaram por uma crise, antes pensar em como fazer, é importante apaziguar e resolver as pendências, investindo na gestão de crise. Após esse processo, a confiança do público pode estar completamente abalada, então, é nesse momento que o rebranding entra, criando um estudo de desdobramento de marca, pesquisas e análise de percepção de comportamento de um certo público, tudo para recuperar-se diante dos funcionários, clientes e mercado.

 O que é Brand Awareness?

Brand Awareness é uma das métricas de avaliação dentro de um processo de branding, e normalmente é utilizado quando uma empresa é introduzida no mercado. Essa ferramenta pode denotar reconhecimento, ou seja, a lembrança de marca, de maneira muito mais abrangente e positiva. O brand awareness é o que faz uma empresa ou serviço, serem conhecidos em larga escala, e os tornam sinônimos de categoria como, por exemplo, os cases do “Cotonetes”, “Bombril” e “Gilette”.

Pensando pelo viés de negócio, quanto maior o reconhecimento de marca, maior também o valor de mercado, pois, aquelas que são sinônimos de categoria tendem a ter seu valor, potencial, prestígio e estruturas internas maiores e mais consolidadas, além de oferecerem menores riscos e chances de crise.

Com um bom trabalho de comunicação, marketing e publicidade, o brand awareness pode ser potencializado através de um mix de comunicação que faça com que consumidores internos e externos de determinado serviço ou empresa, tenham maior recorrência de impacto pela marca, mas é importante salientar que esse tipo de estratégia, pode ser um processo de médio a longo prazo, assim como a gestão de marca (branding), que vem no topo dessa cadeia.

Seguindo essas orientações, é possível reunir as peças e fazer a engrenagem rodar, ligando os motores da empresa a todo vapor. Claro que, ter um especialista para orientar quanto às manutenções, direções e levantamento de dados de mercado também contribui e muito para que a estrada seja menos tortuosa e difícil.

Fernando Souza é especialista e pioneiro em comunicação e mídias sociais no Brasil e atua no mercado há 15 anos, desde o primeiro blog lançado em 2006: Twitter Brasil. O profissional possui ampla experiência nos mais diferentes processos de marketing digital, mercado no qual vem empreendendo nesse período e, atualmente, ministra cursos In Company na São Paulo Digital School e é docente de Marketing Digital e Negócios Digitais das aulas de pós-graduações do IED (Instituto Europeu de Design) e da FIA (Fundação Instituto de Administração). Além disso, Souza é fundador da FS Consultoria & Treinamento, realizando consultoria para empresas de diferentes portes e segmentos, ministrando também palestras e workshops para diversas instituições, tais como: Globosat, Abbott, Ammo Varejo, Quiksilver, GO Eyewear (Cartier, Montblanc, Evoke, Ana Hickmann), Kimberly & Clark, Votorantim Cimentos, Grupo Dass, MIS, Shopping Eldorado, PUC-SP e ESALQ-USP. Mais informações no site.

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Muitas pessoas tem curiosidade sobre como funcionam efetivamente os contratos de licenciamento, existem muitas dúvidas sobre questões como a remuneração e outros detalhes a respeito do licenciamento de marcas e produtos. Hoje vou falar especificamente sobre os royalties.

Apenas para contextualizar, royalties são os valores que a marca tem para receber por ter cedido sua propriedade para que um terceiro (empresa licenciada) possa produzir e comercializar determinado produto ou serviço.

Quer um exemplo do que costuma acontecer nas negociações?

Um clube de futebol cede sua propriedade para que uma empresa de mochilas possa produzir e comercializar mochilas com escudo do clube. O clube irá receber um percentual (royalties) sobre todas as vendas da empresa.

E é aí que começa a negociação: Qual o percentual a empresa deve pagar?

Uma das partes mais delicadas nas negociações dos contratos de licenciamento é a definição do percentual de royalties que serão pagos. De um lado, as marcas querem maximizar sua receita e do outro, as empresas licenciadas querem reduzir o valor a pagar.

É um verdadeiro cabo de guerra com as partes puxando para o seu lado. É sempre importante ressaltar que, não somente no licenciamento, mas em quaisquer negócios uma negociação não envolve um ganhar e outro perder. A negociação deve servir sempre para que as duas partes saiam feliz com o resultado.

Segundo a ABRAL (Associação Brasileira de Licenciamento) os royalties podem variar de acordo com as categorias dos produtos, conforme a lista abaixo:

  • Alimentos: 3 a 5%
  • Roupas e Calçados: 10%
  • Acessórios: 8 a 12%
  • Eletrônicos: 8 a 10%
  • Cosméticos: 5 a 8%
  • Cadernos: 10%
  • Brinquedos: 10 a 12%
  • Artigos de Bazar: 7 a 10%
  • Editorial (publicações): 4 a 8%
  • Serviços (cartões de crédito e conteúdo para celular): 10 a 30%
  • Fraldas: 2 a 4%

Existem alguns livros interessantes que podem te ajudar a compreender melhor os números acima e como funciona esse universo:

  1. The New and Complete Business of Licensing: The Essential Guide to Monetizing Intellectual Property
  2. Licensing Royalty Rates

A verdade é que essa negociação é aberta e não existe certo ou errado, cada marca utiliza seu modelo de negociação e percentual de royalties. Há marcas que cobram 12% independente da categoria de produto, algumas cobram 15%, outras cobram 10% de royalties mais 2% de taxa de marketing, outras cobram de acordo com o tipo de produto, etc.

Como falei anteriormente, cada empresa tem a liberdade de definir sua própria política e não existe mal nenhum nisso, afinal, a marca tem o poder de definir o modelo de negociação que melhor lhe convém.

Além do percentual de royalties, outro ponto muito comum de negociação é definir se os royalties serão cobrados pelo valor bruto ou líquido das vendas. Mas, afinal, o que é isso?

Existe uma grande dúvida no entendimento em relação ao cálculo do royalties, se incide no valor bruto ou no valor líquido. O que tenho percebido que por falta de conhecimento, diversos contratos muitas vezes são mal redigidos e dão margem para interpretações equivocadas na apuração dos royalties, que podem gerar problemas futuros para ambas as partes.

Preste atenção em como realmente funciona, vou explicar detalhadamente:

Quando falamos em royalties bruto, quer dizer que, o percentual definido de royalties irá incidir sobre o valor bruto das vendas, sem dedução de impostos. Quando falamos em valor líquido, antes de efetuar o cálculo dos royalties, é realizada a dedução de impostos.

Particularmente, não compactuo com cálculos de royalties sobre o valor líquido. Pra mim o ideal é sempre calcular os royalties sobre o valor bruto comercializado, o que facilita o processo de controle e transparência nos relatórios de prestação de contas.

Devido ao fato de estarmos num país com regras tributárias complicadíssimas, além da instabilidade tributária constante, julgo que essa é a melhor forma de calcularmos. Imagine que uma marca feche um acordo de 10% de royalties sobre as vendas, permitindo a dedução de impostos. Se considerarmos apenas ICMS, PIS e COFINS, os impostos poderão chegar a 20,65%.

Isto é, seus royalties não são de 10%. Os royalties efetivos são de 7,935%.

Como trabalhamos com muitos cases de licenciamento de clubes de futebol ainda existe a dedução de INSS, que geram muitas dúvidas para clubes e empresas licenciadas. Nessa postagem da License Solutions falamos sobre como funciona essa dedução.

Agora vou trazer aqui na prática como funciona essa conta de apuração de royalties sobre o valor líquido e sobre o valor bruto e vou mostrar como os clubes perdem dinheiro se não calcularem o valor dos royalties sobre o valor bruto das vendas:

Exemplo (10% de Royalties):

Faturamento Bruto: R$ 500.000,00

Royalties: R$ 50.000,00

Valor que o clube irá receber (Descontado INSS): R$ 45.000,00

Faturamento Bruto: R$ 500.000,00

Impostos (ICMS 17%, PIS 0,65%, COFINS 3%):  R$ 103.250,00

Valor Líquido: R$ 396.750,00

Royalties: R$ 39.675,00

Valor que o clube irá receber (Descontado INSS): R$ 37.691,25

Diferença de R$ 7.308,75.

Isso, num montante de 50 contratos, por exemplo, pode gerar uma diferença de aproximadamente R$ 365.000,00.

Fora que, com a instabilidade fiscal do país, os impostos podem ser alterados e o valor dos royalties efetivos serem ainda mais reduzidos.

Ficou clara a diferença do calculo dos royalties sobre o valor bruto e sobre o valor líquido?

E você, o que acha sobre o assunto?

Os royalties devem ser sobre o valor bruto ou líquido?

Bruno Koerich de Paula (CEO License Solutions)

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Aposto que você tem um produto licenciado em casa… nem só de bilheteria vive Star Wars

Se você chegou até aqui, imagino que já tenha algum interesse sobre o tema de Licenciamento de Marcas e queira entender como rodam as engrenagens desse mercado incrível. Mesmo que você já tenha algum conhecimento nessa área, me permita começar do começo. Afinal, não estamos falando da licença do DETRAN, nem de licenciamento ambiental…

Já experimentou colocar no Google a palavra “Licenciamento”? Eu fiz o teste e olha o que apareceu:

Sim, nem o Google “sabe” definir o Licenciamento de Marcas. E se nem o Google sabe; como fazer essa indústria se tornar acessível para o grande público?

Como dizer para as milhares de fábricas no Brasil, dos mais diversos segmentos do bens de consumo, entendam que é possível utilizar a marca da Frozen, do Mickey, do Corinthians, e até mesmo da Ferrari em seus produtos? Mas afinal, o que é licenciamento de marcas?

Licenciamento de marcas e produtos é a “Concessão por parte do detentor legal dos direitos de uso de determinada marca ou personagem para terceiros com o objetivo de exploração comercial”. Essa é a definição do nosso colega Marcus Macedo, no livro “A Arte do Licenciamento – Guia Completo para o licenciamento de marcas e personagens”. http://www.santacruzmarketing.com.br/nossos-servicos

E na vida real, como o licenciamento de marcas está presente no nosso dia-a-dia?

Se você tem filhos ou convive com crianças sabe como os personagens são poderosos na escolha de produtos: pergunte a uma criança fã de super heróis se ela quer um tênis liso ou com os Avengers. Grandes chances da escolha dela ser pelo tênis com os personagens favoritos.

Apesar do licenciamento de marcas ser uma poderosa estratégia de vendas para o segmento infantil, gostamos muito de falar que o licenciamento de marcas é infinito. Praticamente todo e qualquer produto é “licenciável”.

Dá uma olhadinha ao seu redor, duvido que você não visualize nenhum produto licenciado:

  • A sua camisa de time. Licenciada.
  • O shampoo do Homem de Ferro do seu filho. Licenciado.
  • Boné da New Era do São Paulo. Licenciado.
  • App da Galinha Pintadinha. Licenciado.
  • Mochila da Hello Kit da sua filha. Licenciada.
  • Essa caneca do Ramones na sua mesa. Licenciada.
  • Aquele Peugeot Quicksilver do seu amigo surfista. Licenciado.
  • O caderno do Max Steel do seu filho. Licenciado
  • A maçã da “Turma da Mônica”, quem nunca comeu? Licenciada.
  • O pote plástico da Peppa Pig. Licenciado.
  • A Havaianas da Frozen da sua namorada. Licenciada.

De forma bem prática, no caso do chinelo da Frozen, os direitos de uso foram cedidos pela Disney (maior licenciador do mundo) por um determinado período. E nesse período, todos os chinelos vendidos geraram para a Disney um percentual sobre o valor da venda.

A magia do Licenciamento é essa: o time de futebol, o Homem de Ferro e a Hello Kit não possuem uma fábrica de camisetas, de shampoo, ou de mochilas. Eles possuem uma marca que traz consigo a paixão, o reconhecimento, o prestígio, o desejo. Características que não conseguem explorar 100%.

E a melhor maneira de explorar todos esses atributos é licenciando a marca. O Licenciamento de Marcas, Personagens e Produtos, ocorre quando alguma marca (propriedade intelectual) empresta, cede o seu direito de uso de imagem para alguém utilizar e explorar a propriedade/marca com fins mercadológicos, comerciais ou de marketing.

Numa relação comercial, jurídica, de marketing, entre um fabricante e o dono da marca, ganham todos: quem licencia (licenciado), que agrega aos seus produtos o prestígio da marca, e ganham as marcas (licenciadores), que conseguem rentabilizar e serem remuneradas pelo prestígio adquirido.

Os envolvidos no processo de licenciamento

O mercado do licenciamento de marcas é composto por 3 principais players:

A Marca – Detentora de todo o prestígio, desejo e aspiração. É quem empresta seu prestígio para a indústria.

A Indústria – É quem vai utilizar o prestígio da marca para um objetivo específico: ampliação do mix de produtos, incremento nas vendas, diferenciação. Aqui, um trabalho de adequação é importante. Fazer uma análise de qual marca “conversa” melhor com o público é fundamental. A indústria é quem vai distribuir os produtos para o varejo.

O Varejo – é quem compra da indústria e distribui os produtos licenciados para o público final.

E por que licenciar?

Existem alguns tipos de licenciamento, e eles acompanham o planejamento estratégico das indústrias que usam o licenciamento como estratégia para:

  • Ampliar o mix de produtos;
  • Trabalhar com diferenciação em relação à concorrência;
  • Incrementar as vendas.
  • Gerar mais valor aos seus produtos

Trabalhar com licenciamento é ampliar as possibilidades de negócios.

O licenciamento pode ser utilizado tanto para ações pontuais/promocionais quanto por prazos mais longos. Mas ele sempre tem um prazo pré determinado. Trazendo novamente o exemplo da Disney, você já percebeu a quantidade de produtos que “surgem” no varejo quando um filme é lançado? As indústrias surfam na onda dos lançamentos dos filmes para ampliar suas vendas Esse tipo de licenciamento é regido por contrato de prazo pré determinado, usando o lançamento do filme como uma oportunidade.

O licenciamento de marcas e produtos como estratégia de vendas ainda tem muito para ser explorado, mas já movimenta bilhões anualmente, e ajuda as indústrias e o varejo a levarem as suas vendas a um outro patamar.

É um tema que envolve muito conteúdo!

Por Rafael Pedreira: Fundador da Licencie
www.licencie.com.br

Para quem quiser saber mais sobre o tema, “Licenciamento de marcas: do conceito à comercialização” é um curso que acontecerá na ESPM Tech em parceria com a Licencie: As inscrições já estão abertas para a segunda turma, que vai acontecer de 16/07 a 19/07. ACESSE.

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O dia das mães é uma data comemorativa de grande movimentação no comércio brasileiro, sendo a segunda melhor data para o varejo, ficando atrás apenas do Natal.

Segundo informações divulgadas pela instituição Boa Vista SCPC, as vendas aumentaram em 4% no último ano durante este período, simbolizando uma variação positiva de 1,6%. Por sua vez, o e-commerce não fica atrás nas taxas de conversões ao equivaler a um crescimento de 9,8%.

Entre os setores que mais se destacam próximo ao dia das mães estão respectivamente os de eletrodomésticos, pet e cosméticos. Diante deste panorama, os indicadores numéricos também se estendem ao atendimento ao cliente, ampliando em aproximadamente 20% a demanda por este serviço.

Na prática, os dados transformam-se em alertas aos gestores de recursos humanos. Afinal, deixam claro a necessidade da elaboração de um plano de treinamento voltado à atuação assertiva dos vendedores nesta época.

“O investimento em ponto de venda (PDV), estoque de produtos e promoções são importantes nesta fase, mas não essenciais, visto que é preciso prestar atenção nas pessoas. Neste caso, a tendência do comércio é culpar os preços pelas falhas nas conversões de vendas. Porém, a principal influência no momento de decisão da compra é o atendimento, provocando a seguinte máxima: quer atrair o consumidor? Invista em marketing. Quer amplificar as conversões? Invista em treinamento”, afirma Ivan Corrêa, sócio-diretor da Posiciona Educação & Desenvolvimento.

Pensando em contribuir com a alta performance dos vendedores no dia das mães, o especialista em desenvolvimento corporativo alinhou cinco sugestões de como preparar a equipe de vendas:

1. Conscientize

Atualmente, a habilidade de aprendizagem ágil e contínua é uma exigência básica de uma sociedade marcada por grandes transformações. Por esta razão, promover a conscientização sobre esta necessidade é fundamental no alcance de um alto desempenho dos vendedores, porque os faz sair da zona de conforto e ter a chance de compreender o contexto mercadológico, acompanhar as mudanças externas e detectar os reais dilemas dos consumidores.

2. Planeje-se

Para que a equipe funcione com assertividade de maneira natural, é imprescindível traçar uma campanha de vendas alinhada aos canais externos (redes sociais) e internos (departamentos envolvidos no evento) da marca. Nesta atividade, o ideal é construir o planejamento em parceria com os vendedores. Ao estarem envolvidos nos processos de criação de metas estratégicas, eles se sentem incluídos no propósito comercial. Esta sensação de pertencimento resulta no aumento de performance.

O envolvimento do time também garante que os profissionais estejam a par da linguagem de vendas, o que potencializa a comunicação com os clientes. Outra dica para esta tarefa é a realização de uma pesquisa da concorrência, pois esta análise permite aumentar o poder de argumentação na hora da negociação.

3. Roda de Conversa

O processo de venda começa antes mesmo do cliente entrar na loja. Então, após o planejamento estratégico de atendimento, é fundamental ir em busca de colocar a mão na massa, sendo que um ótimo caminho para seguir este objetivo é a disponibilização de uma roda de conversa. Ou seja, reserve ao menos 15 minutos da jornada de trabalho dos vendedores para proporcionar uma troca de experiências na qual um profissional serve de apoio ao outro, tanto nos pontos fortes como nas fraquezas. Além de ampliar as habilidades de cada um, a iniciativa é útil em imprevistos, quando alguém tenha que se ausentar da função.

4. Desenvolva a ambientação

A ambientação é um aspecto que costuma passar despercebido pela área de RH em ocasiões de datas comemorativas. Mas não deveria. Ao integrar a equipe no propósito da comemoração, os vendedores são capazes de simplificar o trabalho em prol do objetivo em comum. Portanto, gerar um valor emocional é garantia de um atendimento assertivo e personalizado.

5. Pós-venda

O momento do pós-venda é imprescindível na fidelização dos consumidores. Logo, os vendedores devem manter contato depois da concretização da venda, a fim de certificar se as pessoas estão satisfeitas com o atendimento e o produto.


Ivan Corrêa, sócio-diretor da Posiciona Educação & Desenvolvimento.

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Talvez você já tenha ouvido falar sobre do que se trata o licenciamento de marcas e personagens e como ele pode ser uma ferramenta bastante eficiente quando se está pensando em extensões de marca. Caso esta seja a primeira vez que você está ouvindo este termo, explicarei bem rapidinho o que é e você já estará pronto para continuar lendo este texto.

O licenciamento de marcas é basicamente a cessão de direitos que o detentor de uma determinada marca concede a um terceiro, geralmente mediante o pagamento de uma taxa fixa (também chamada de mínimo garantido) e uma porcentagem em royalties, que é a taxa cobrada pelo direito de uso da marca, sobre as vendas. Este terceiro pode utilizar a marca de infinitas maneiras; de produtos licenciados (o exemplo mais simples aqui, em minha opinião, seriam as maçãs da Turma da Mônica), a promoções por tempo determinado, a eventos temáticos, entre tantos outros, tudo definido em contrato.

O licenciamento em si, enquanto área de negócio, com seus players, suas associações, sua mídia especializada, sua agenda de eventos e etc é uma área relativamente jovem, pois, antes de ser institucionalizada, era vista como um negócio marginal, uma forma de trazer receita adicional utilizando uma marca e uma estrutura que já existiam previamente. Porém, já faz um bom tempo desde que licenciamento se tornou coisa séria, que movimenta bilhões de dólares ao ano no varejo.

Bom, chega de blábláblá e vamos ao que interessa! Meu objetivo com este texto é passar a você, leitor, algumas dicas para começar com o pé direito e evitar algumas dores de cabeça bastante comuns a todos aqueles que gerenciam marcas e cogitam trabalhar extensões de marca através do licenciamento:

1. Defina bem seus objetivos

As empresas e marcas podem procurar o licenciamento por uma série de objetivos bastante distintos, que podem variar desde uma forma de obter receita marginal, atingir um público que não era atingido pelo core business da empresa, obter exposição de mídia adicional através de parceiros promocionais, fidelizar clientes, entre tantos outros.

Uma vez que este objetivo estiver bastante claro para todos os envolvidos, fica muito mais fácil definir uma estratégia a seguir, recursos a alocar, definir métricas que nortearão o sucesso da iniciativa, e etc;

2. Leva mais tempo do que você imagina (na maioria das vezes)

Apesar da enxurrada de produtos licenciados que se vê nas prateleiras, de lojas de brinquedos, a varejistas de fast fashion, é importante saber que fazer licenciamento é um tanto complexo, uma vez que se está lidando com o ativo mais importante (e delicado) de uma empresa, que é sua marca. É preciso tomar uma série de precauções para salvaguardar a integridade da marca, bem como garantir os direitos do licenciado (aquele que adquire os direitos de uso da marca).
Além das questões jurídicas, não podemos esquecer todas as questões de desenvolvimento de produto, produção, distribuição, ufa… Claro que há produtos que possuem lead time menor para chegar ao varejo, porém, via de regra, é bem pouco provável que haja resultados financeiros mensuráveis antes dos primeiros 6 a 12 meses do programa. Este modelo lento vem sendo questionado e, aos poucos, transformado por alguns players importantes como a Amazon e outros, porém ainda em pequena escala.

3. Leve o planejamento a sério

Uma das vantagens do licenciamento é que, em boa parte dos casos, pode-se aproveitar uma série de recursos já existentes e apenas adaptá-los para que possam servir ao programa de licenciamento; dos manuais de marca, passando pelos canais de distribuição, estrutura comercial, até as plataformas digitais, tudo isso são ferramentas a serem consideradas ao se estruturar um programa de licenciamento.

Por conta disso, é importante uma imersão no próprio DNA da sua marca, quais são suas fortalezas, suas debilidades, uma vez que uma visão de curto prazo raramente trará bons resultados em licenciamento, correndo-se o risco de superdimensionar os resultados que podem ser atingidos em um determinado espaço de tempo. Isso tudo gera frustração que pode ser facilmente evitada se a etapa de planejamento for levada a sério.

4. Escute seu público-alvo

Se sua empresa possui um vasto portfólio de marcas, o caminho mais fácil parece fazer um laboratório de licenciamento com todas elas simultaneamente e, depois de um certo tempo, ver aquela que se saiu melhor e, a partir daí, concentrar os esforços nela. Porém, na maior parte das vezes, esta não é a melhor escolha a se fazer.

Apesar de não existir uma receita de bolo a ser seguida e que garanta o sucesso, é importante ter clareza de quais marcas estão mais “maduras” para o licenciamento. Seu consumidor é uma bússola quase que infalível para obter esta resposta, uma vez que há marcas que, apesar de sólidas e bem sucedidas, não tem elasticidade o suficiente para sair do seu habitat natural. Ou seja, criar extensões destas marcas apenas geraria estranhamento por parte do consumidor e uma diluição do seu brand equity. Pergunte a quem consome, entenda seus hábitos, estas pessoas gostariam de se relacionar com sua marca fora de sua situação habitual de consumo? Se sim, como?

5. Não existe almoço grátis

Apesar de ter dito acima que muitos recursos já existentes podem ser aproveitados para se iniciar um programa de licenciamento, isto não quer dizer que não é necessário fazer nenhum investimento para que a mágica aconteça. Muito pelo contrário, é importante ter em mente que, por mais bem sucedida que sua marca seja, ela está para entrar em um novo ambiente, irá concorrer com outros players que você sequer imagina (afinal de contas, o licenciamento permite explorar categorias de produtos, serviços e promoções bastante distantes de seu core business), além de ter de quebrar a barreira da entrada no mercado de licenciamento, que já é dominado por players grandes e bem estabelecidos. Porém, isto não quer dizer que o licenciamento seja um negócio “pay to win”, uma vez que isto praticamente eliminaria o lucro, apenas é importante ter em mente os esforços e recursos que deverão ser investidos, para construir um programa de licenciamento sólido e coerente.

6. Faça testes

A maior parte das empresas ainda tem aversão a erros, apesar de todo o conteúdo sobre inovação e a história ter provado que vale a pena testar, experimentar e, consequentemente, errar. Porém, se possível, faço isso rápido e em pequena escala. Vai evitar muitas dores de cabeça, eu garanto.

7. Posso fazer sozinho?

Eu poderia dizer que não, mas arrisco dizer que sim. Tudo depende de suas pretensões e dos recursos que sua empresa e marcas estão dispostas a alocar para o projeto. O licenciamento, apesar de ter evoluído muito com o passar dos anos, ainda tem uma carga bastante pesada de trabalho burocrático envolvido. Além disto, há a gestão do programa, que é algo que dificilmente pode ser tocado por uma pessoa sozinha ou por um equipe enxuta que divide seu tempo entre o licenciamento e outras áreas do negócio (seja marketing, novos negócios, inovação, etc).

No Brasil há uma série de agências capacitadas a gerir programas de licenciamento, algumas especializadas em determinados segmentos, outras mais generalistas, além de alguns aventureiros (há destes em todo lugar). O setor é representado no Brasil pela ABRAL (Associação Brasileira de Licenciamento) e, em escala global pelo LIMA (Licensing Industry Merchandisers’ Association). Vale uma visita aos sites destas duas associações para pesquisar e ver quem seriam seus potenciais parceiros nesta empreitada.

E, por último… Vale mesmo a pena?

Sim! Se feito com seriedade e planejamento adequado, além de um dimensionamento realista do projeto, o licenciamento é uma ferramenta extremamente eficiente para trabalhar extensões de marca que pode servir a uma série de propósitos.

Espero ter ajudado e quem sabe não nos vemos por aí?


Murilo Poloni: Gerente de marcas no setor de licenciamento de propriedades intelectuais há 5 anos, prospectando e atendendo clientes como Universal Studios, Microsoft, CJ E&M, Playmobil, entre outros. Geek desde criancinha, entende que “grandes poderes trazem grandes responsabilidades”, nas palavras de Peter Parker, o Homem Aranha. Portanto, acredita que o marketing e o branding devem, antes de mais nada, servir ao bem da sociedade e do indivíduo.

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