Category

Gestão Empresarial

Category

estrategias-facebook3Esta é a terceira parte do artigo sobre Estratégias de marcas para o Facebook. Clique para ver a  Parte I ou Parte II.

Nos artigos anteriores, falamos sobre como a quantidade de fãs é um indicador importante, mas não crucial para demonstrar o sucesso de sua marca. Mostramos também algumas estratégias básicas de como moldar o perfil e o tom de voz de sua marca ao Facebook, além de evitar o desperdício com Engajamento vazio.

Agora, vamos falar sobre algumas questões importantes de como trabalhar a otimização do desempenho da marca.

 

– Experimente

Seus consumidores têm uma visão clara sobre sua marca – a não ser que ela tenha acabado de entrar no mercado. O Facebook é o lugar certo para reforçar esta imagem ou mudá-la. Para isso, você pode, e deve, experimentar o máximo que puder.

Faça diversos tipos diferentes de posts, analise seus resultados e siga na melhor direção. Ao perceber que a direção em que está seguindo não está trazendo resultados, não tenha medo de mudar. Os fãs não vão perceber a mudança e ela pode trazer benefícios no desempenho da marca. Faça alterações sempre para que você tenha cada vez um melhor entendimento do que te leva mais próximo de atingir seu objetivo.

Mas claro que o experimentar não significa mudar o tom de voz da marca e nem seu posicionamento (a não ser que este seja o objetivo desde o começo). Mantenha o tom e mude o formato dos posts.

 

– Converse com seu Cliente

Em certo ponto, quando acertar a mão na comunicação, o consumidor vai começar a interagir. Responda-o, sempre que possível, dentro do seu tom de voz. Se o consumidor tiver uma crítica a fazer, entre em contato com ele por mensagens e entenda seu problema.

Se alguém estiver mais inflamado e postar alguma informação, verídica ou não, que possa prejudicar sua marca e “viralizar” de forma negativa, não exclua o comentário de forma alguma. Responda publicamente, com ponderação e educação, sempre, tirando a dúvida e peça para a pessoa entrar em contato por mensagem para resolver o problema. Se isso não resolver e a pessoa continuar inflamada e difamando, ignore-a e faça outro post em cima. Se não resolver, aí você pode bloquear a pessoa de sua página. Mas tome cuidado, você não quer se tornar a próxima Visou.

Lembre-se que seu cliente é o bem mais precioso e ter ele curtindo sua página e interagindo é um privilégio. Trate-o bem e terá consumidores fidelizados a longo prazo.

 

– Integre seus esforços de comunicação

Não adianta fazer uma ótima campanha para a TV se a marca tem uma comunicação falha na internet. E vice-versa. Os esforços devem ser todos integrados, de forma a fortalecer a marca como um todo. A mesma mensagem passada offline deve estar presente online também. Isso transmite unidade e mostra que a marca não está batendo cabeça e nem está tendo uma comunicação esquizofrênica.

Uma marca em que fica muito claro a falta de comunicação entre Online e Offline é Vanish.  Enquanto a marca, no ambiente online, trabalha com o conceito de Sim Sra, fazendo uma brincadeira com a velha expressão “lugar de mulher é no tanquinho”, no offline eu aposto que você nunca viu nenhuma menção sobre isso. O off conta somente com o velho “confie no rosa, esqueça as manchas”. Essa confusão causa estranheza e enfraquece a marca. Evite isso.

vanish

– Quantos posts devo fazer em minha página?

Essa é uma pergunta que é bastante comum e, como em todos os outros assuntos, não existe um limite máximo e nem mínimo. O próprio Facebook recomenda que seja feito pelo menos 1 post por dia. Há marcas que fazem 5, 6 posts por dia e têm bons resultados. Há outras que postam entre 4 e 5 vezes por semana e também têm bons resultados.

Aqui, como em todos os assuntos que tangem os resultados do Facebook há apenas uma solução: testar. O que funciona para uma marca pode não funcionar para a sua.

Então, primeiro, faça pelo menos uma postagem por dia. Sim, inclusive aos finais de semana. Mas lembre-se que os resultados que você vai ver em um final de semana (a não ser que faça algum tipo de cobertura de baladas, ou uma produtora de eventos) provavelmente serão mais baixos do que no resto da semana.

Para fazer os posts no final de semana, não precisa entrar no Facebook e fazer o post todo sábado e domingo. É possível agendar estas publicações, assim você não terá nenhum trabalho. Para todo o resto dos dias, teste. Teste fazer 1 post por dia, depois teste 2. Veja o que te traz melhores resultados e passe a utilizar aquela estratégia.

Mas, uma coisa importante de se saber: Sempre que for fazer algum anúncio ou lançamento importante, tente entender o horário do dia em que seus posts possuem melhor alcance e engajamento e faça naquele dia. Dê preferência para os dias da semana entre 11h e 17h, que é o horário em que o Facebook costuma estar mais movimentado.

 

Espero que vocês tenham gostado das dicas e que consigam aproveitá-las para otimizar suas marcas e sua utilização do Facebook. Estas são apenas algumas das centenas de estratégias que podem ser aplicadas no Facebook para impulsionar sua marca.

Você tem alguma sugestão do que mais podemos colocar aqui, alguma dúvida sobre alguma estratégia ou algo que você faz? Ou então discorda de algo que disse por aqui? Manda aí nos comentários e vamos conversar. =)

[divider scroll_text=] 

henriqueHenrique Tardeli

É publicitário pós-graduado em Gestão de Marcas e Branding pela BSP, tem também uma especialização em E-Commerce. Já atuou durante 5 anos como programador de sistemas, 2 anos como diretor de arte e atua já há 5 anos com Business Intelligence com foco para a internet, gerando um leque de conhecimentos peculiar, mas que ajuda a entender a importância de páginas bem feitas e bem programadas na experiência do usuário. Atua e atuou na otimização de desempenho através de estudos em sites e processos de grandes marcas, como Casas Bahia, Itaú, Reckitt Beckinser e Skol.

Compartilhe!
error0

estrategias-facebook2Esta é a segunda parte do artigo sobre Estratégias de marcas para ser utilizadas no Facebook. Se você perdeu a parte 1, clique aqui.

No artigo anterior, mostrei como o número de fãs é, sim, um número importante, mas que o foco principal é buscar o engajamento dos fãs. Para aqueles que não sabem, engajamento é um termo abrasileirado de Engagement, ou noivado, em tradução literal, que se refere a quanto seus consumidores estão fidelizados ou quanto eles interagem com a marca. No Facebook, isso é traduzido através da quantidade de likes, shares, comentários, plays em vídeos, ampliações de fotos, cliques em links e qualquer outra ação que aconteça em um post. A seguir, algumas dicas de como aperfeiçoar e trazer mais resultados.

 

 

– Engajamento

Não existe nenhuma fórmula que seja 100% efetiva na comunicação pelo Facebook. No entanto, há alguns direcionamentos que são bem conhecidos e ajudam a marca a ter bons resultados. São eles:

  • Sempre que possível, utilize imagens nos posts – que representem o assunto do conteúdo publicado;
  • Seja sucinto: Nada de textos muito grandes, as pessoas não vão ler. Além disso, depois de alguns caracteres, o Facebook trunca sua mensagem, tornando necessário clicar no “veja mais” para continuar a leitura;
  • Sempre que necessário, utilize links reduzidos. Links grandes poluem a leitura e tiram espaço do que realmente importa.
  • Se preferir deixar a imagem do link em vez de subir uma nova, não esqueça de remover o link depois de o Facebook gerar o preview. Isso vai deixar o post mais limpo. Você também consegue editar o título e a descrição do conteúdo do link. Caso necessário, faça isso;
  • Evite enquetes, a não ser que seja extremamente necessário.

Essas questões são básicas e devem estar sempre em mente ao desenvolver o conteúdo que irá ao ar. Agora, as questões que tangem à marca:

 

– Seja fiel à sua marca

Toda marca tem ou deveria ter personalidade própria. Existe uma imagem, conceito e posicionamento que são passados aos consumidores. No Facebook, deve-se ser fiel a isso. A não ser que esteja sendo feito um trabalho de reposicionamento, não devem ser esquecidas todas as características que a marca possui. Inspire-se em outras páginas, mas lembre-se de ter personalidade própria. Caso contrário, pode-se atrair para a página consumidores que não estão interessados na marca, ou que não são seu público-alvo. Para marcas premium isso pode ser um problema.

 

– Use Personas

Toda marca tem uma voz que a identifica e dá o tom de toda sua comunicação. No Facebook, está a melhor chance para aplicar esta entonação. A melhor forma de fazer isso é criando um persona, ou seja, criar um personagem que irá se utilizar da voz da marca. Para isso, é necessário um breve estudo.

Primeiro, é preciso saber a forma como a marca deve soar. Você quer que sua marca seja bem-humorada? Ou um humor mais ácido? Quer que seja séria? Mais voltada para mulheres? Para homens? Entenda com quem se comunicar e veja a forma com que eles se expressam.

Depois, pense numa celebridade (ou mesmo em outra marca) que possa ter um tom que encaixe com o persona que você está criando. Veja a forma como a pessoa posta, suas frases, o tom que coloca na comunicação. Alguns exemplos:

posts

Pesquise e veja o que mais se encaixa na sua persona e entenda a forma de falar. Passe a utilizar na comunicação.

 

– Fuja de posts de Engajamento Vazio

Engajamento vazio é o tipo de post em que a pessoa somente curte por achar a imagem ou mensagem bonitinha mas, normalmente, não quer dizer nada. Você já deve ter visto marcas que publicam “bom dia” todos os dias. Isso é engajamento vazio. Não está dizendo nada relevante sobre sua marca. Ou pior.

post2

O Restaurante Web é uma marca que te permite fazer pedidos delivery de comida pela internet. Mas seu perfil no Facebook sempre tem pérolas de engajamento vazio como este post ao lado. É mais provável que as pessoas curtam e comentem no post por causa da imagem do cachorro do que por causa de algo relacionado com a marca. Este tipo de publicação, além de não acrescentar nada para o consumidor, é potencialmente prejudicial para a marca.

 

– Não fale apenas da marca/não tente apenas vender

O Facebook é um lugar onde pode-se mostrar, além do que a marca faz, no que ela acredita. Desde que se relacione com a marca de alguma forma, faça isso. Por exemplo, se você tem uma marca de cerveja artesanal, é interessante para os seus consumidores que você coloque informações sobre como degustar as cervejas, quando terão festivais, aulas sobre os diferentes tipos de cerveja e tudo mais que tiver relacionado.

post3

Além disso, é uma oportunidade única: é possível falar para a pessoa onde você vende seus produtos, mostrar seu processo de produção. Passar informações que sejam úteis e de utilidade pública também é válido. A Skol, por exemplo, fez um vídeo, recentemente, falando sobre os efeitos da cerveja no corpo, incentivando o consumo com moderação. O resultado foi excelente.

É importante, claro, falar sobre sua marca, o que ela faz e seus produtos. Mas intercale com outros posts que sejam relevantes aos consumidores e que tenham a ver com seus produtos e serviços. Além de trazer mais fãs, vai aproximar a marca dos consumidores.

[divider scroll_text=] 

henriqueHenrique Tardeli

É publicitário pós-graduado em Gestão de Marcas e Branding pela BSP, tem também uma especialização em E-Commerce. Já atuou durante 5 anos como programador de sistemas, 2 anos como diretor de arte e atua já há 5 anos com Business Intelligence com foco para a internet, gerando um leque de conhecimentos peculiar, mas que ajuda a entender a importância de páginas bem feitas e bem programadas na experiência do usuário. Atua e atuou na otimização de desempenho através de estudos em sites e processos de grandes marcas, como Casas Bahia, Itaú, Reckitt Beckinser e Skol.

Compartilhe!
error0

estrategias-facebook1

Hoje, é comum ser impactado por marcas o tempo inteiro no Facebook. Todos querem um pouco da atenção do usuário que está ali e muitos investem pesado, em tempo e recursos. Também, o Facebook tem hoje mais de 1 bilhão (sim, Bilhão) de usuários, 84 milhões somente no Brasil. Então, nada mais natural que tentar atingir seu público dentro da rede social. Mas quais são as melhores maneiras de fazer isso?

 

Não há uma fórmula milagrosa que irá fazer sua marca entrar no Facebook e tornar-se uma referência dentro dele. É necessário entender como seu público funciona, o que ele quer ver e, principalmente, saber medir seus resultados para poder mudar de direção quando necessário.

Mas, antes de ter uma página no Facebook, é preciso responder à pergunta: Qual meu objetivo ali? A resposta para isso pode ser uma variedade de motivos: tornar sua marca conhecida, dar suporte na venda de produtos, criar um canal de contato direto com seus consumidores, apresentar seus produtos e novidades ao público. Ou tudo isso ao mesmo tempo. Porém, para ter um direcionamento na produção de conteúdo, é preciso ter essa resposta muito clara na mente.

 

Ganho de fãs

Em seguida, é preciso ter em mente que número de fãs não é tudo. É mais importante ter uma base de fãs enxuta, mas de pessoas que entendem e engajam com sua empresa, do que ter milhões de fãs na página que simplesmente a ignoram. Ter fãs é sim valioso, mas não é o principal indicador que deve ser acompanhado.

O número de fãs é importante pelo motivo que, quanto maior esse número, mais pessoas o conteúdo atingirá. Quanto mais pessoas o conteúdo atingir, maior a probabilidade de ele ser “viralizado” e gerar conversações (conhecido como “pessoas falando sobre isso” ou “people talking about”). Inicialmente, este é um indicador a ser considerado e é de fácil visualização. Para mostrar como o número de fãs não significa nada, observe as imagens abaixo e pense qual página tem melhores resultados:

camiseteria

Olhando por cima, é possível perceber que a Camiseteria, mesmo tendo um número de fãs bastante menor que a Schin, possui um volume maior de pessoas falando sobre a marca. E é neste sentido que os conteúdo deve ser trabalhado.

É importante lembrar também que o Facebook puxa o alcance de seus posts para baixo dependendo da quantidade de fãs que você tem. Quando mais fãs, menor o percentual de alcançados. Ao fazer o cálculo, não há grandes diferenças, pois, mesmo com percentual menor, o volume absoluto de fãs vai ser cada vez maior. No entanto, não deixa de ser um problema não ter a possibilidade de alcançar todas as pessoas que curtem a página.

schin

 

O nome disso chama-se EdgeRank, que é um algorítimo do facebook que determina a relevância de sua página para o usuário. Pouco se sabe deste cálculo, mas sabe-se que o próprio usuário influencia nele. Ou seja, posts que passam completamente desapercebidos são ruins para o EdgeRank. Posts que possuem um volume muito alto de negative feedback, também (apertar o X do post, remover assinatura da página, “descurtir”, denunciar, etc). Mas, se as pessoas interagirem com seu material, seu EdgeRank sobe. Com isso, você passa a atingir mais pessoas com seu conteúdo de forma orgânica. Com isso, já dá para saber para onde os esforços devem ser direcionados, certo?

[divider scroll_text=] 

henriqueHenrique Tardeli

É publicitário pós-graduado em Gestão de Marcas e Branding pela BSP, tem também uma especialização em E-Commerce. Já atuou durante 5 anos como programador de sistemas, 2 anos como diretor de arte e atua já há 5 anos com Business Intelligence com foco para a internet, gerando um leque de conhecimentos peculiar, mas que ajuda a entender a importância de páginas bem feitas e bem programadas na experiência do usuário. Atuou e atua na otimização de desempenho através de estudos em sites e processos de grandes marcas, como Casas Bahia, Itaú, Reckitt Beckinser e Skol.

Compartilhe!
error0

Qual é a diferença entre marca e reputação?

Muitas vezes ouvimos estes dois conceitos usados ​​como sinônimos, quando na verdade, eles são completamente diferentes.

Ambos são ativos intangíveis de extrema importância para uma empresa, porém a composição de cada um é totalmente distinta, mesmo que ambos se complementem, pois  uma marca forte pode auxiliar na construção de uma boa reputação, assim como uma boa reputação ajuda na construção de uma marca.

Um exemplo que podemos citar é o da Procter & Gamble, empresa de produtos de higiene e limpeza que possui em seu portfolio marcas como Ariel, Pantene  e Always. A presença destas marcas e o trabalho desenvolvido por elas certamente auxilia a reputação da P&G, porém a reputação desta empresa, desenvolvida durante os anos de sua existência também ajuda na construção de suas marcas de sucesso.

 

Sabendo disso vamos as principais diferenças:

Marca:

# é a soma de percepções, desenvolvida principalmente por clientes atuais e potenciais de uma empresa, acerca de seus produtos ou serviços;
# trabalha com a promessa que a empresa, produto ou serviço realiza para seus consumidores;
# trata da relevância e diferenciação da empresa, produto e serviço;
# sua força depende de como a promessa realizada por ela foi entregue;
# é  algo emocional;
# é amor;
# faz com que as pessoas procurem por sua empresa, produto ou serviço;
# é a história que uma empresa, produto ou serviço constrói sobre si mesmo;
# é o que a empresa faz.

Reputação:

# é a soma de percepções sobre ações corporativas da empresa;
# é o grau em que as promessas são entregues e percebidas pelos públicos de interesse;
# trata da legitimidade da empresa perante seus públicos;
# sua força vem de uma série de fatores como desempenho financeiro, responsabilidade social, inovação das empresas e também da imagem de sua marca;
# é construída por meio de experiências e formada racionalmente;
# é respeito;
# faz as pessoas serem fiéis a sua empresa, produto ou serviço;
# é a história que todo mundo conta sobre a empresa, produto e serviço;
# é o que a empresa é.

Para que isso fique claro de uma forma prática, tente responder as seguintes perguntas:

A marca Coca-Cola é forte? E a empresa The Coca-Cola Company, tem uma boa reputação?

Big Mac é uma marca lembrada e reconhecida por todos? E o McDonald’s, possui hoje uma reputação positiva com todos os seus públicos?

A marca TIM é conhecida? E como é a reputação da empresa TIM?

Possivelmente as respostas serão distintas quando falamos, nos casos apresentados, das marcas e das empresas, o que deixa claro as diferenças apresentadas. Isso demonstra o desafio que é gerenciar uma marca e a reputação de uma empresa de forma que ambas sejam positivas. Será difícil conciliar uma boa marca com uma excelente reputação?

[divider scroll_text=] 

1098418_513159022093414_744480818_aMarcelo V. P. Toledo
É atualmente sócio da 3.0 Marketing & Inteligência e professor nas áreas de Marketing e Comunicação na BSP e ESPM. Mestrando em Administração de Empresas pela ESPM, com um MBA em Marketing pelo Insper, Pós-Graduação em Marketing pela ESPM e Graduação em Direito pela Faculdade de Direito de Bauru, atuou como executivo em empresas como CPM, Nokia, IBM e Brahma. Atualmente em sua consultoria atua em projetos de marketing, comportamento do consumidor e reputação corporativa de empresas B2C e B2B.

Compartilhe!
error0

Marcas feitas para vencer. Esse título é uma brincadeira que faz referência ao aclamado livro escrito por Jim Collins, intitulado “Empresas feitas para vencer”.

“Empresas feitas para vencer” é resultado de uma pesquisa realizada por Jim Collins e sua equipe ao longo de cinco anos, com o objetivo de entender como empresas passam a ser “ótimas”. Como resultado, diversos conceitos foram identificados e apresentados ao longo dos capítulos, quase de forma a representar os degraus de uma escada que leva ao status de “ótimas”, embora essa idéia não se encontre expressa dessa forma no texto.


Capa_Empresas Feitas Para VencerMas o que esses conceitos têm a ver com branding?

Através de paralelos é possível perceber que os conceitos de Jim Collins podem sim ser relacionados e utilizados pela gestão de marcas. Afinal, administração e branding têm muito em comum.

A relação entre os conceitos de Jim Collins e os conceitos de branding se sustenta sobre a prerrogativa de que marcas e empresas são indissociáveis, no sentido em que são percebidas como algo único pelo público. Segundo essa prerrogativa, quando é feita uma referência a empresa é feita uma referência a marca, mesmo que o empreendedor ou aquele que faz a analogia não se deem conta disso. Isso porque mesmo sem perceber quando falamos de uma empresa, estamos falando o tempo todo de sua marca, estamos falando o seu nome e lembrando de diversas associações que temos com ela.

Logo no início do livro Jim Collins fala sobre a dificuldade de sair da inércia. Segundo ele ser bom é relativamente fácil e, por isso, é muito fácil se acomodar, buscando receitas prontas e se esquecendo de ver o que realmente pode ser explorado como diferencial. Agora pense no branding. É a mesma questão. Muitas empresas buscam receitas prontas para gerir suas marcas e se esquecem de que cada marca é única e precisa ser sustentada por alicerces firmes e particulares, se esquecem de seu propósito de marca, de explorar sua base de valores próprios e exclusivos. Não podemos esquecer que as grandes marcas que hoje são idolatradas e gozam de uma posição de prestígio na mente das pessoas, um dia, decidiram explorar seus propósitos.

Essa decisão e processo de gestão requer, sem dúvida alguma, uma boa liderança. Essa liderança precisa focar no desenvolvimento da empresa e não temer mudanças tão pouco se abster diante de dificuldades. É preciso foco para tomar as decisões certas e explorar o propósito como algo primordial. É isso que Jim Collins aborda quando fala de Liderança Nível 5, ideia segundo a qual o líder precisa afastar de si questões relativas ao seu ego, focar no benefício da empresa e saber, reconhecer os sucessos conquistados pela sua equipe e se predispor a enfrentar de frente os eventuais erros cometidos, Não se colocando em um patamar elevado, mas siam como parte do time.

É o líder que é responsável por alinhar os valores da empresa, e conseqüentemente da marca, aos valores de sua equipe, eliminando dissonâncias e colocando as pessoas certas para fazer parte do time. Nesse ponto os conceitos de Collins se assemelham, e muito, ao conceito de endobranding.

Outro pensamento interessante na obra de Jim Collins é o conceito dos “Três Círculos”, cuja intersecção caracteriza um conceito simples e cristalino que guia todos os esforços da empresa, denominado como “Conceito do Porco Espinho”. Cada um dos círculos representa respectivamente a percepção daquilo em que a empresa pode ser a melhor, daquilo que movimenta o seu motor econômico e daquilo que desperta sua paixão; com tal percepção a empresa define seu conceito unificador que guia a suas ações, permitindo que um cenário complexo possa ser simplificado e mantendo uma linha de ação.

Mas por que “Conceito Porco Espinho”? Por conta do ensaio de Isaiah Berlin sobre o porco espinho e a raposa, na qual a raposa sempre ataca o porco espinho de diversas maneiras, que gastam sua energia e não trazem resultados, enquanto que o porco espinho age sempre de forma focada, se defendendo da raposa apenas se posicionando como uma bola cheia de espinhos. Segundo essa metáfora a raposa é aquela marca que atua em várias frentes, que faz diversas ações e se posiciona de diversas maneiras, sem foco, em geral seguindo modismos e perdendo eficácia. O porco espinho por sua vez, seria a marca que entende toda a complexidade a sua volta e tem a capacidade de se focar, se basear no seu propósito e valores e construir ações certeiras, focadas e com maior eficácia.

Raposa e Porco Espinho

Esses dois somados se relacionam ao conceito do Círculo de Ouro de Simon Sinek apresentado no meu artigo anterior (http://www.infobranding.com.br/as-pessoas-nao-compram-o-que-voce-faz-elas-compram-porque-voce-faz-isso/), que aborda o propósito como algo central a estratégia da empresa e por conseqüência, a estratégia de marca.

A existência e prática de um propósito, paralelamente a uma boa liderança, possibilita o desenvolvimento e manutenção de uma verdadeira cultura organizacional que permite, dentre outras coisas, a diminuição da burocracia e o real engajamento da equipe, que através do alinhamento de valores e clima organizacional se sente valorizada e trabalha melhor. Possibilita que a equipe de colaboradores compre as idéias defendidas pela marca e transmita para o público externo a percepção de legitimidade em relação ao que é comunicado pela marca.

Outro conceito apresentado por Jim Collins e que pode ser relacionado ao branding é o “Volante de Ruptura”, segundo o qual não existe apenas uma ação que marca a passagem de uma empresa do status de boa para o status de ótima, mas sim um conjunto de ações coordenadas e constantes que juntas vão ganhado força e impulsionando as práticas organizacionais de maneira a gerar a ruptura, que nada mais é que o momento em que a força gerada pelo conjunto de ações faz o volante girar sozinho. Ou seja, quando há a prática constante de ações alinhadas pelo propósito da empresa, chega uma hora em que tudo se mantém de forma natural, chega uma hora em que a cultura organizacional está plenamente instaurada.

O “Volante da Ruptura” é, na minha humilde opinião, o conceito de Jim Collins que melhor se relaciona com o processo de branding, principalmente quando somado aos outros conceitos apresentados. Isso porque ele mostra que, não é apenas uma ação que vai levar a marca ao sucesso e reconhecimento, mas sim um conjunto de ações alinhadas a um propósito. Tal entendimento é muito importante para o empreendedor e gestor da marca, pois possibilita uma visão holística da estratégia e conseqüentemente torna as decisões de investimento mais acertadas.

O livro de Jim Collins apresenta diversos conceitos que podem ser adotados pelos profissionais de branding, não apenas esses apresentados nesse artigo. Reforço à importância de o profissional de branding relacionar diversas informações e conceitos para direcionar sua atuação, pois isso a torna mais embasada e assertiva, valorizando sua atividade e melhorando a percepção e entendimento que o mercado tem do branding.

Para terminar esse artigo, convido você leitor, a mostrar sua opinião para que, junto com a equipe do InfoBranding, possamos construir um diálogo multidisciplinar e enriquecedor.

Referência:

COLLINS, Jim. Empresas feitas para vencer. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.

 

 

Compartilhe!
error0

 “Uma estratégia que não fale explicitamente sobre os clientes e o ambiente competitivo certamente não conseguirá gerar e manter um nível adequado de conhecimento da concorrência e do cliente na empresa, principalmente quanto aos detalhes importantes, onde o verdadeiro trabalho é realizado.”

Theodore Levitt – Repensando a Gerência

As marcas procuram se identificar e se diferenciar das concorrentes e uma das estratégias encontradas pelo branding é nas causas sociais.

As origens destas novas práticas se relacionam a consumidores, que cada vez mais exigentes e informados, passam a demandar uma contribuição mais direta da empresa na sociedade, exigindo que assumam um papel de agente transformador. Como resposta a estas novas demandas, muitas empresas identificaram que a aproximação com as causas sociais pode impulsionar o fortalecimento da sua imagem e da marca de seus produtos.

Os consumidores ser preocupam  e valorizam as marcas que defendem essas ações, mas eles querem saber se a causa é legitima ou meramente uma estratégia de vendas. Quando a causa é algo que faz parte do DNA da marca, excelente. Porém, se é estratégia para vender mais, a imagem fica desgastada e pior, desacreditada.

Corroboro com Kotler que hoje, estamos testemunhando o surgimento do Marketing 3.0, ou seja, a era voltada para os valores. Em vez de tratar as pessoas simplesmente como consumidoras, os profissionais de marketing as tratam como seres humanos plenos: com mente, coração e espírito. Isso significa que cada vez mais os consumidores estão em busca de soluções para satisfazer seu anseio de transformar o mundo globalizado num mundo melhor.  Conforme aponta Kotler no seu livro Markentig 3.0, em um mundo confuso, os consumidores buscam empresas que abordem suas mais profundas necessidades de justiça social, econômica e ambiental em sua missão, visão e valores. Buscam não apenas satisfação funcional e emocional, mas também satisfação espiritual, nos produtos e serviços que escolhem para levar a sua casa.

É importante que as empresas estejam atentas para a forma com que apresentam ao mercado o trabalho desempenhado no campo social, integrando a ação social à cultura e aos processos de gestão da marca, para que não corra o risco de ser vista ou interpretada erroneamente, causando a imagem negativa da mesma perante o seu público.

Esse processo de transferência de imagem envolvendo empresa e causa social é possível quando a marca acredita nesta ação e a reconhece como sendo uma ação transformadora para o seu campo de atuação e principalmente se está agindo de maneira ética e socialmente responsável. Para que isto ocorra, a empresa deve privilegiar o desenvolvimento de relacionamentos duradouros entre todos os seus públicos internos e externos, ao mesmo tempo em que evidencia suas ações, através da mensuração do impacto que isso pode causar junto à sociedade.

As atitudes e ações das pessoas estão relacionadas também à percepção que o individuo possui sobre a efetividade das ações sociais desenvolvidas e principalmente como são comunicadas no âmbito interno e externo. É importante ressaltar que a ação social não tem objetivo econômico, está relacionado ao bem estar social, e para alcançá-lo usa os recursos da empresa.  A escolha da ação social apoiada pela empresa deve ser percebida como relevante, ou seja, deve ter relevância na mudança social e consistência com a missão e valores da marca, caracterizando uma ação de branding social.

Um programa bem desenvolvido, com visão de longo prazo, pode produzir vários benefícios: melhorar o bem-estar social; criar posicionamento de marca diferenciado; criar fortes laços com o consumidor; aprimorar a imagem pública entre as autoridades públicas e outros tomadores de decisões; melhorar o clima interno; animar os funcionários, e como consequência impulsionar as vendas.

Para ter sucesso é importante desenvolver uma iniciativa de branding relacionada a uma causa, existente ou não, como por exemplo, “câncer de mama” e o mesmo integrar filantropia, relações com a comunidade, marketing e recursos humanos e assim contribuir por um mundo melhor à sociedade. As marcas tem essa responsabilidade e precisam compartilhar por esse movimento.

Compartilhe!
error0

Pensando em branding, acredito que as primeiras coisas que vem a mente são design, identidade e diferenciação, dificilmente virá cultura organizacional.

É compreensível, uma vez que falo de algo ligado ao público externo, que é a marca e a outra se refere ao público interno, colaboradores. Mas faz sentido envolver estes dois temas?

Creio que sim! Na verdade, não há branding sem uma cultura organizacional forte e verdadeira.

Artigo Denise_3Refletindo de maneira isolada cada tema, começando por branding, que envolve diversos elementos que tem por objetivo identificar e diferenciar um produto ou uma empresa da outra, muitas vezes embasado em fatores tangíveis que são percebidos de maneira direta pelo consumidor. Tais elementos não parecem ser mais suficientes. O mercado atual é dinâmico, em constante movimento, transformador e inovador, não consegue se sustentar somente por elementos puramente tangíveis, digamos aqueles que estão na “cara”. O básico deixou de ser o mínimo. O mercado quer, exige e merece mais.

E o que é este mais? Não há respostas definitivas, mas há caminhos que devem ser refletidos e estão muito próximos de nós. Penso que ao falar de branding, falo também de imagem e pensar no conceito de imagem me remete há outro elemento, que é o reflexo. Que imagem transmito ao mercado? O que reflito ao mercado? Reflito os atributos da marca baseados em que?

Neste momento chamo a atenção para a cultura organizacional, que envolve a razão da organização. Quais valores e crenças ela possui. Seus comportamentos e hábitos. Por que chamar a atenção para estes aspectos?

Porque a cultura organizacional indica o jeito de ser da organização e como são feitas as coisas nela. São hábitos e comportamentos aprendidos ao longo dos anos que vão se reproduzindo entre os colaboradores e se multiplicando a cada novo membro.

E pensar em cultural organizacional é fundamental para construir uma estratégia de branding, pois sem ela, sem ter o conhecimento dos valores e crenças intrínsecos na organização, não é possível criar uma estratégia verdadeira e sustentável. Não posso mentir para o meu consumidor! Não posso enganar o mercado! A organização tem uma essência, que é compartilhada por todos dentro dela e ela deve ser autêntica.

Acredito que conhecemos na sociedade instituições que transmitem uma imagem bem diferente do que realmente é. Ou instituições que se “queimaram” com práticas que não condizem com o seu discurso. E isso está ligado a valores.

Os valores da organização, o discurso e atos de seus colaborares refletem na sua imagem e será percebido pelo mercado. Por tanto é importante refletir a cultura organizacional, fortalecê-la e compartilha-la. Não digo que não estamos pensando nos interesses dos investidores, o que digo é em perpetuar uma organização e torná-la admirável para todos os seus públicos, inclusive seus colaboradores.

Cultura organizacional, repito, está baseada em valores compartilhados pelos seus colaboradores, fundadores e demais públicos de interesse, e estes são os maiores representantes da organização. Se colaboradores e público não compartilham destes valores e não os vivenciam, a imagem da empresa não se sustenta, assim como a marca com todos os seus atributos e beleza, pois ela não é real. Seria como a bruxa má da Branca de Neve, que é bela por fora, mas por dentro…

Compartilhe!
error0

Imagem Colaborador_28 de Junho-01 (1)

Todos os dias ouvimos uma série de relatos sobre experiências que os consumidores vivenciaram com determinadas marcas, e as reclamações são muito mais comuns do que os elogios. Por isso, é imprescindível avaliar qual a promessa que a marca demonstra ao mercado, além de identificar e solucionar os gargalos dos processos, produtos e serviços que são repassados aos consumidores. A correção de pequenos detalhes pode ser crucial para perder um cliente ou ganhar um fã.

A globalização disseminou a incerteza de um tempo de transformações e a sobrevivência das organizações está diretamente ligada à capacidade de se adequar às mudanças. A internet e as novas gerações estão modificando a forma de pensar e interagir de maneira muito dinâmica e cabe às empresas acompanharem essas mudanças culturais e sociais na forma de se comunicar.

Hoje, a rapidez e a qualidade de comunicação são um dos elementos de diferenciação e consequente vantagem competitiva, pois os consumidores conseguem obter rapidamente informações sobre a reputação das marcas como potente influenciador na decisão de compra de um produto ou contratação de um serviço. A internet é utilizada como verdadeira ferramenta de comparação que mostra a eficiência e a credibilidade das marcas perante a solução de crises, criando potencial para o crescimento exponencial da informação.

Inicialmente é preciso que as marcas estejam preparadas para atender e se relacionar com seus clientes com coerência e aderência às suas respectivas promessas. De nada adianta atrair um público que não tem o perfil de seus produtos e serviços.  Neste ponto, é imprescindível avaliar o mix de comunicação da marca (comunicação interna, comunicação externa e comunicação mercadológica), pois ele servirá como base para a construção da imagem da marca.

O primeiro ponto é a avaliação da comunicação interna: é preciso otimizar e integrar os processos e a comunicação entre todos os setores da empresa. Mas isso deve ser despertado nas pessoas como forma de trabalho em equipe. É uma questão de “embeber” os colaboradores em valores e missões verdadeiras. E isso começa a partir do exemplo que os superiores repassam (mesmo que indiretamente) para os seus subordinados. Se cada um fizer o seu trabalho em prol de um objetivo em comum, já é um bom começo! Se esse objetivo for atingido e cada um for valorizado como peça fundamental para essa execução, o ciclo virtuoso estará fechado! Segundo Kotler (1998), o Marketing interno é como uma “tarefa bem-sucedida de contratar, treinar e motivar funcionários hábeis que desejam atender bem aos consumidores”. Cabe aos colaboradores esclarecer o cliente de maneira satisfatória e eficaz, e proporcionar um atendimento de excelência.

O segundo ponto é que as marcas devem analisar se sua estratégia está orientada para o marketing ou para vendas. Pois a abordagem deve começar de fora para dentro, onde o foco deve ser voltado ao cliente e à gestão de relacionamento com o mesmo. Segundo Theodore Levitt em “O Marketing da Miopia”, a venda está voltada para as necessidades do vendedor, já o marketing está voltado para as necessidades do comprador. O caminho é esse: escutar a necessidades das pessoas, analisá-las estrategicamente e traçar ações para satisfazê-las. Dentro desse processo dinâmico e contínuo deve haver um interesse genuíno em satisfazer às necessidades, principalmente se tratando de um momento em que os consumidores possuem papel ativo na construção das marcas. Esse constante crescimento de interações entre consumidores e marcas deve ser visto como uma excelente oportunidade para a criação de um ambiente de confiança e a identificação, surgindo à dependência e confiabilidade (dependability) do cliente com a marca.

Vale salientar sobre a importância da humanização das marcas, afinal, empresas são compostas por pessoas e a reputação das organizações diz respeito ao que as pessoas sentem e pensam sobre elas. O primeiro passo é contar histórias reais, tornar o conteúdo relevante (importante naquele determinado momento) para seu público de forma a se comunicar com qualidade, com transparência e coragem em se expor, assumindo defeitos e humildade para corrigi-los.

Ao mesmo tempo, vemos diariamente milhares de apelos das marcas para chamar a nossa atenção, porém algumas empresas abusam do marketing de interrupção e se tornam invasivas, ao ponto de causar incômodos, criando uma experiência e um conceito negativo. Para não se tornarem “marcas xarope” as empresas devem buscar o marketing de permissão, que é mais espontâneo e de fácil propagação, onde as organizações “pedem licença” para se comunicar e promovem experiências que cativam e engajam o seu público-alvo.

Finalmente é preciso identificar e solucionar problemas de forma eficaz e compensar clientes frente a transtornos sofridos. Vale a pena surpreendê-los e cativá-los disponibilizando mais do que a sua expectativa, oferecendo benefícios ou serviços gratuitos, por exemplo, mesmo que por experimentação, agregando valor para possíveis compras futuras.

Segundo Eustáquio (2009), “Marca é uma fusão metafórica entre histórias que as pessoas têm de um produto e suas próprias histórias. Esta definição mostra o quanto a força de uma marca depende muito mais do que os consumidores sentem dela, do que, de maneira inversa, elas dizem aos consumidores”.

 

5493_102206386458585_6934612_n (1)

Liana Vila Nova Jucá

Consultora de Marketing na Era Digital e entusiasta pela junção do marketing com a tecnologia. Pós-graduada em Marketing pela HSM Educação e Graduada em Medicina Veterinária pela UFRPE, com mais de 6 anos de experiência no mercado de produtos veterinários.

Compartilhe!
error0

Dias de energia, gritos, placas e mobilizações. Em meio a uma intensa movimentação na internet e nas ruas, muitas informações são emitidas tornando-se extremamente importantes, não apenas com relação às atuais exigências, analisar fatos e consequências para criticar ou apoiar conscientemente uma causa.

Tudo aquilo que defendemos refletem nossa conduta que, segundo a sociologia, é o comportamento consciente do indivíduo, influenciado pelas expectativas de outras pessoas. E esta manifestação de comportamento pode ser tanto positiva quanto negativa, expressando sua personalidade, identidade e posicionamento.

A COMPLEXIDADE DOS VINTE CENTAVOS 

A mobilização de milhares de pessoas inicialmente devido ao aumento das passagens pode ser considerada um Cisne Negro que apareceu neste pré-inverno, uma vez que tomou proporções inesperadas.

Os chamados cisnes negros são, segundo a teoria da complexidade, eventos ou situações que parecem improváveis, mas possíveis de acontecer e que podem causar alto impacto.

Ainda referente à gestão da complexidade, vale lembrar a teoria do caos e o efeito borboleta, traduzido pela frase: “O simples bater de asas de uma borboleta pode desencadear um tufão do outro lado do mundo”. Este efeito foi apresentado pela primeira vez em 1963 por Edward Lorenz, meteorologista, matemático e filósofo.

Neste contexto complexo que envolve marcas de empresas, marcas pessoais, posicionamentos e acima de tudo o futuro e a marca de uma nação, encontra-se também um cenário delicado e ao mesmo tempo agressivo que pode ser amplamente analisado e dialogado entre os profissionais de branding.

SINAIS DAS MANIFESTAÇÕES 

Felipe Versati levantou a questão acerca de como ficam as marcas no fogo cruzado de uma possível revolução (confira na íntegra: http://ibranding.tk/11tuqcC), uma vez que é notória a condenação de algumas marcas como Veja, Globo, além de marcas pessoais como a de Lula, Dilma, entre outros.

As diversas informações emitidas principalmente por meio das redes sociais, que deram força aos eventos, ultrapassam a fronteira nacional e retornam com posicionamentos notáveis em frases escritas em algum pedaço de papel. Figuras de destaque da mídia, artistas, empresários e políticos internacionais evidenciaram apoio ao movimento com a frase “It’s not 20 cents!”.

As hashtags invadiram as timelines com #PasseLivre, #AnonymousBrasil, #vemprarua, #ogiganteacordou, #BrasilAcordou, #changebrazil.

Em meio a corrente de informações acerca do assunto, é importante lembrar que não só as mídias oficiais podem ser tendenciosas. Em simples postagens ou comentários as pessoas imprimem seu posicionamento e conduta, podendo influenciar mais do que as próprias mídias. Por este motivo muitas marcas procuram investir em blogs, redes sociais e sites com aspecto mais pessoal para atingir seu público em vez da publicidade tradicional.

É preciso desconfiar, filtrar, analisar, refletir e então comprar e apoiar uma causa, um produto, um serviço, uma marca! Afinal, eles refletirão também sua personalidade e seu comportamento.

 

Resumindo os principais pontos apresentados: 

  • Complexidade: evento cisne negro e efeito borboleta;
  • A força das redes sociais para mobilização em massa e disseminação de informações;
  • Muitas marcas acabam direta ou indiretamente envolvidas e até comprometidas;
  • O posicionamento, valores, propósito e a conduta definem a sua marca pessoal.
Compartilhe!
error0

Existem estratégias no mundo virtual e uma delas envolve a possibilidade de ter um nome único para as mais diversas redes sociais e sites próprios. Um exemplo: www.cocacola.com.br, www.facebook.com/cocacola, www.twitter.com/cocacola.

O nome Coca-Cola é utilizado tanto como marca, quanto como domínio do site e das redes sociais. A organização precisa ser rápida para garantir o seu nome no mundo virtual e isso é uma estratégia importante para qualquer empresa que procura se aventurar na web.

registro onlineEssa onipresença do nome facilita nos mecanismos de busca, quando um usuário procura o nome da empresa, fica mais simples de ser encontrado, lembrado e passa mais credibilidade quanto à segurança da página, aquele telefone, endereço e e-mail no site são os mesmos da empresa real.

Podemos dizer que hoje, a melhor estratégia para quem procura iniciar um negócio e claro, ter a sua marca como o principal nome nos meios que atua, é fazer uma lista com as ideias de nomenclatura (optar por opções curtas, claras, objetivas, fáceis de memorizar e com grafia acessível que não oferece dúvidas), verificar um a um se algum site o usa, se uma marca foi registrada, se uma página no Facebook e Twitter ou outras redes sociais com o mesmo nome está sendo utilizado e depois riscar aquelas que já atuam na web. Mesmo que não esteja nos planos da empresa trabalhar nas redes sociais agora, é importante criar conta nas principais e garantir o nome para planos futuros.

Essa maneira de pensar também deve ser aplicada como Marca Pessoal, é fundamental o uso do nome próprio e não abreviações e números, principalmente em e-mail e nas redes sociais. Ser rápido, garantir antes de todos os “xarás” e pensar sempre um passo à frente poderá render frutos positivos no futuro. Pessoas famosas é um bom exemplo que essa estratégia de marca pessoal precisa ser rápida, caso contrário vai acabar precisando de um “oficial” na nomenclatura.

Compartilhe!
error0