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Empreender é um ato heroico no Brasil. Há de se travar muitas batalhas contra todas as grandes probabilidades que as estatísticas apontam: Aproximadamente 96% das pequenas empresas decretam falência todos os anos e, além disso, segundo o SEBRAE, 50% dos empreendimentos que decretam falência nos cinco primeiros anos não apresentaram estratégias de gestão enxuta. No entanto, tal conhecimento acerca da metodologia de gestão enxuta, para grande parte da população brasileira, ainda não é acessível. Apesar da vontade e necessidade, a maior parte dos brasileiros nunca tiveram formação em gestão, em educação financeira, tampouco em visão estratégica de negócios. A metodologia da Startup Enxuta, ou Lean Startup, neste caso, é uma possível solução para que este negócio seja embasado e estruturado de uma forma saudável e sustentável.

Quem são nossos heróis?

Estes heróis são responsáveis por 27% do PIB brasileiro, e estão conquistando cada vez mais espaço na economia. Segundo o SEBRAE (2019), 63% deles chegam ao ensino superior, mas não necessariamente concluem o curso. 71% tem o seu próprio negócio como única fonte de renda e 76% deles têm renda familiar superior à seis salários mínimos. Não estamos falando de empreendedores abastados, mas sim de uma parcela da população que está ainda começando e que, pouco a pouco, encontra seu espaço e consegue sustentar sua família de uma forma digna, fugindo dos salários de R$2.500, vale-transporte e ticket alimentação.

O que é a Economia Criativa?

As chamadas “ciências econômicas” buscam lidar com o desafio de relacionar as necessidades dos indivíduos (que são infinitas) com os recursos disponíveis (estes sim são finitos). Já o termo “criatividade” remete a inventividade, inteligência e talento, natos ou adquiridos, para criar, inventar, inovar. John Howkins, um dos principais pensadores do século XXI a respeito da Economia Criativa disse que a criatividade não é produto, é processo. A criatividade aliada aos elementos endógenos de uma nação, destacando a cultura que é desenvolvida e produzida nacionalmente. Esta cultura, que é matéria prima da criatividade, quando aliada ao empenho em enriquecer o produto gerado, é fonte de desenvolvimento – com alcance irrestrito (uma vez que o atual contexto de uma sociedade cada vez mais conectada com outras nações) e, portanto, com potencial impacto de desenvolvimento da economia local, regional e nacional.

A Economia Criativa está fundamentada em quatro principais categorias, sendo elas: Cultura, Design, Mídia e Inovação. Apesar de, no Brasil, representar menos de 3% do PIB brasileiro, globalmente a indústria criativa cresce cerca de 6% ao ano, ou seja, duas vezes mais rápido do que os serviços tradicionais, e quatro vezes mais rápido do que as indústrias tradicionais, globalmente, segundo a OCDE.

É importante lembrar que a singularidade da cultura de um povo confere valor agregado aos seus produtos criativos e proporciona uma vantagem competitiva frente a outros mercados. Não há como copiar o substrato cultural que caracteriza determinadas produções e manifestações. Isso é visto e confirmado na valorização do gênero musical carioca MPB (Música Popular Brasileira) difundido mundialmente em meados da década de 60, em produtos simples de varejo de baixo custo, como a popular marca brasileira de sandálias de borracha Havaianas.

Conceitos básicos da Startup Enxuta

Para os que não são familiarizados com a metodologia, Eric Ries coloca de forma simples e estruturada alguns conceitos que, juntos, formam uma metodologia de gestão e, mais importante, de mudança de mentalidade.

  • Criar um produto que seja co-construído a partir de uma motivação ou ideia e o público-alvo, estando aberto à mudanças e adaptações;
  • Pensar grande e começar pequeno – reduzir ao máximo o tempo de criação do produto, focando os esforços no desenvolvimento de um MVP (minimum viable product, ou seja, o mínimo produto viável que entrega a solução da forma mais enxuta possível);
  • Aperfeiçoar continuamente o produto aplicando o ciclo Construir – Medir – Aprender expondo o mesmo ao público interno e externo;
  • Testar repetidamente o produto com o público alvo e estar aberto a mudar (ainda que radicalmente) o produto – o chamado “pivotar”;
  • O crescimento da empresa é um efeito colateral do próprio produto; anúncios devem ser feito de forma enxuta e racional.

Contarei três histórias inspiradoras de empreendedores brasileiros que, contra todas as probabilidades, conseguiram estruturar um pequeno negócio no setor da economia criativa, e que demonstram na prática como a metodologia Start Up enxuta esteve presente e de forma decisiva para que o negócio prosperasse.

FLIP

Concebida em 2003 com o objetivo de promover, em Paraty, uma cidade longe dos centros culturais e das capitais, uma experiência única de encontro de pessoas, permeada pelas artes. Por iniciativa da ONG Casa Azul e liderada pelo arquiteto Mauro Munhoz, iniciou com um espaço improvisado e contava com cerca de vinte convidados. A criação da FLIP teve um impacto imensurável nesta comunidade local: deu representatividade internacional e altíssimo impacto na autoestima da população local, e ajudou a protagonizar a recuperação do tecido socioeconômico da cidade, além de promover o fluxo contínuo de turistas com perfil qualificado para consumir os produtos artísticos, além de engajar a comunidade em um processo de protagonismo na transformação de seu futuro. Na edição de 2019, contou com trinta e sete autores participantes, e mais de oito mil acessos à tenda que cobra por ingressos, segundo a própria organização da Feira.

FA.VELA

Movido por sua curiosidade e por suas reflexões dadas pelo seu contexto social e econômico, João Souza, jovem negro mineiro, habitante de uma comunidade e com oportunidade de ter uma educação formal, conseguiu ver como esta posição de privilégio possibilitaria coloca-lo em uma figura de agente de transformação da vida das pessoas por meio de desenvolver potencial criativo das pessoas. Assim, idealizou um ecossistema dentro da favela, o Fa.Vela, dialogaria com o contexto da cidade e do entorno dela, minimizando sua segregação econômica e social. Fez um de seus primeiros pilotos com Gilmara, uma jovem negra que era conhecida e admirada pelo seu cabelo afro. João imaginou ajudar a estruturar um salão de beleza mas, Gilmara, conhecedora de seu nicho e com motivação de fazer algo disruptivo em sua comunidade, quis montar um spa para noivas. Era um produto pioneiro e inovador na favela, e que além de movimentar a economia da favela, ainda teria um impacto secundário positivo na mesma, pois ajudaria a empregar profissionais da indústria dos casamentos (maquiadores, fotógrafos, por exemplo). O empreendimento deu tão certo que Gilmara, também com o apoio da Fa.Vela, abriu o segundo estabelecimento.

TAG

Em 2014, Arthur Dambros, em uma biblioteca, teve um impulso empreendedor que compara ao impulso de um artista: de se expressar e ver influência do seu trabalho na vida das pessoas. Com amor inquestionável aos livros, junto ao seu sócio, pensou em fundar um clube de livros e, assim, nasceu a TAG. O modelo de assinatura e de clube de livros já existia há tempos, mas não um com este formato: um clube de assinatura, com uma curadoria de grife: a TAG convida grandes nomes para selecionarem quais livros serão enviados. O crescimento da TAG se deu a partir do poder das redes sociais como uma ferramenta que possibilite o crescimento como efeito colateral do próprio produto e de forma viral; conseguiu, com verba de propaganda enxuta, investir em anúncios que promoviam a indicação da TAG por grandes influenciadores digitais relevantes ao nicho; aproveitou para também se alavancar nas grandes personalidades literárias convidadas para fazer a curadoria dos livros; e, finalmente, pela natureza do modelo de negócio, a TAG funciona por meio de uma assinatura -, ou seja, garante que o usuário do produto seja recompensado e surpreendido todas as vezes que recebe o produto. A TAG também se diferencia de demais clubes de assinatura à medida em que foi crescendo pois aposta em edições exclusivas, personalizam algumas ilustrações e também traduzem as obras. A TAG cresceu tanto que, em 2016, chegou a ter vinte mil assinantes.

Estes são alguns exemplos de empreendimentos de sucesso que, para se estruturarem, ajustarem e crescerem, seguiram muito do que Eric Ries coloca em sua obra Lean Startup. Apesar da simplicidade, não é obvio e tampouco confortável seguir estes passos.


Referências

FIRJAN SENAI. Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil. Fevereiro, 2019.

HOWKINS, J. The Creative Economy – how People make Money from ideas. Londres: Penguin Books, 2001.

RIES, Eric. A Startup Enxuta: como os empreendedores atuais utilizam a inovação contínua para criar empresas extremamente bem-sucedidas. Editora Casa da Palavra, 2012.

SEBRAE – Disponível em http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae> Acesso em 27/setembro/2019.

FA.VELA (site institucional). Disponível em <https://favela.org.br/a-bordo/> Acesso em 02/Fevereiro/2020.

TAG Livros (site institucional). Disponível em < https://taglivros.com/> Acesso em 02/Fevereiro/2020.

FLIP (site institucional). Disponível em < https://www.flip.org.br/> Acesso em 02/Fevereiro/2020.


Alessandra Gaeta: Profissional do Marketing apaixonada por construção de marca, atuando na área há 7 anos, tanto no ambiente da multinacional americana P&G, quanto em ambientes de startup. Entusiasta de modelos de gestão enxutos e eficientes, de como o ambiente digital pode conectar as pessoas e determinada a semear estas ideias. Graduação em Engenharia Civil na UNICAMP, Pós Graduação em Gestão de Economia Criativa pela Belas Artes. Acredita no poder da criatividade, educação e cultura para transformar o mundo.


Imagem: Proxyclick Visitor Management System.

A Transformação digital mudou o comportamento das pessoas e trouxe diversos benefícios e facilidades para as marcas e para o nosso dia a dia. No entanto, percebemos como a perda de privacidade e a disseminação de fake news também foram facilitadas em quantidade e velocidade. Mas não só isso! Cibercriminosos passam a explorar cada vez mais formas e meios de atuar através dos meios digitais.

A Check Point Research (CPR), braço de Inteligência em Ameaças da Check Point® Software Technologies Ltd. (NASDAQ: CHKP), fornecedora global de soluções em cibersegurança, acaba de publicar o relatório mais recente sobre Phishing de Marcas, o “Brand Phishing Report” referente ao primeiro trimestre de 2020.

Você sabe o que é Phishing de Marca?

Em um ataque de phishing, os cibercriminosos procuram imitar o site oficial de uma marca bem conhecida ao utilizar um nome de domínio similar ou uma URL e design de web parecido com o site legítimo. O link para o site falso pode ser enviado às pessoas por e-mail ou por SMS, a fim de redirecioná-las durante a sua navegação web ou mesmo ser ativado a partir de um aplicativo móvel fraudulento. O site falso, muitas vezes, contém um formulário com o intuito de roubar os dados pessoais do usuário, detalhes de pagamentos ou cartões de crédito ou outra informação confidencial.

O relatório destaca as marcas que foram mais imitadas pelos cibercriminosos em suas tentativas de roubo de informação pessoal dos usuários ou de suas senhas de pagamentos nos três primeiros meses deste ano.

Apple, Netflix e Yahoo! são as marcas mais imitadas para tentativas de phishing

A Apple foi a marca alvo dos cibercriminosos, adotada com maior frequência, passando da sétima posição (referente aos 2% de tentativas de phishing em nível global no 4º trimestre de 2019) para o topo do ranking com 10% de todas as tentativas de phishing relacionadas à gigante tecnológica.

A Netflix assumiu a segunda posição com 9% das tentativas de phishing a serem relacionadas com a empresa, provavelmente devido ao aumento de pessoas que passaram a acessar o serviço durante a pandemia de Coronavírus. Já o Chase Bank cresceu em 3% do 4º trimestre de 2019 para ocupar a sexta posição, nesta nova edição do relatório, com 5% das tentativas de phishing explorando esta marca.

O setor com a maior probabilidade de ser alvo de phishing de marca é o da Tecnologia, seguido pelos Bancos e por Mídia e Entretenimento. Isto ilustra bem a abrangência e as áreas mais consumidas pelos usuários, particularmente durante a pandemia do novo Coronavírus e a quarentena, quando as pessoas são levadas a adotar tecnologia de trabalho remoto ou home office, a ajustar a situação financeira e a aumentar a procura por serviços de entretenimento em casa com recurso ao streaming.

Ranking de marcas usadas para phishing no 1º trimestre de 2020

Este ranking de marcas baseia-se na aparição global de tentativas de phishing com base em cada marca:

  1. Apple (com cerca 10% de todas as tentativas de phishing via marcas em nível global)
  2. Netflix (9%)
  3. Yahoo! (6%)
  4. WhatsApp (6%)
  5. PayPal (5%)
  6. Chase (5%)
  7. Facebook (3%)
  8. Microsoft (3%)
  9. eBay (3%)
  10. Amazon (1%)

Ranking de marcas usadas para phishing por plataforma

Durante o 1º trimestre de 2020, marcas similares foram usadas como vetores de ataque de phishing para aplicativos móveis e para web, incluindo bancos e serviços de streaming como o Chase Bank e a Netflix.

O phishing de web foi o mais predominante com 59% dos ataques, seguido por mobile phishing como o segundo tipo de ataque mais comum comparado com o último trimestre de 2019, em que se encontrava na terceira posição. Isto se deve às pessoas ocuparem a maioria do tempo em seus smartphones durante a pandemia, de modo que os cibercriminosos se aproveitaram para obter vantagem dessa situação.

E-mail (18% de todos os ataques de phishing durante o 1º trimestre)

  1. Yahoo!
  2. Microsoft
  3. Outlook
  4. Amazon

Web (59% de todos os ataques de phishing durante o 1º trimestre)

  1. Apple
  2. Netflix
  3. PayPal
  4. eBay

Móvel (23% de todos os ataques de phishing durante o 1º trimestre)

  1. Netflix
  2. Apple
  3. WhatsApp
  4. Chase

“Os cibercriminosos continuam explorando os usuários por meio de tentativas de phishing via e-mail, web e aplicativos móveis adotando marcas reconhecidas sobre as quais sabem do grande interesse por elas, quer seja o lançamento de um produto topo de linha ou simplesmente algo que poderá mudar o comportamento das pessoas, como o que está acontecendo a partir da pandemia do Coronavírus”, afirma Maya Horowitz, diretora de Inteligência de Ameaças & Pesquisa e Produtos da Check Point. “O phishing continuará sendo uma ameaça crescente nos próximos meses, especialmente enquanto os cibercriminosos explorarem os medos e as necessidades das pessoas em utilizar serviços essenciais a partir de casa. Recomendamos sempre aos usuários que se mantenham atentos e cautelosos ao divulgar os seus dados pessoais.”

Os dados do relatório de phishing de marca estão suportados pela Check Point ThreatCloud Intelligence, a maior rede colaborativa contra o cibercrime, que disponibiliza informação e tendências sobre ciberataques por meio de uma rede global de sensores de ameaças. A base de dados da ThreatCloud inclui mais de 250 milhões de atividades de malware diariamente, mais de 11 milhões de assinaturas de malware e mais de 5,5 milhões de websites infectados, além de identificar milhões de tipos de malware diariamente.

A Páscoa 2020 já estava planejada e preparada para muitas marcas até a chegada da pandemia. Linhas, produtos, campanhas… E agora? Como as marcas estão lidando com o cenário causado pelo Coronavírus?

Numa situação inesperada (ou quase) como essa, com impacto na vida, nos negócios e no cotidiano das pessoas em nível mundial, muito do que estava planejado acabou sendo repensado, postergado e, em alguns casos, até descartado. 

A saúde deve ser colocada como prioridade, e para as marcas não é diferente. O olhar das empresas se voltou ao cuidado e à segurança de seus colaboradores, clientes e ao bem-estar da sociedade, ressignificando a sua colaboração e seus valores perante o mercado.

A semana da Páscoa chegou e o clima para divulgação, comemoração e grandes campanhas não é o mesmo, seja por coerência com o momento, seja pela dificuldade ou impossibilidade da entrega de seus produtos ou serviços.

Em contrapartida, a peteca não pode cair. Sem deixar de priorizar a saúde e as recomendações dos órgãos oficias, precisamos colaborar com as pequenas e microempresas para que estas permaneçam sustentáveis durante este período, e também avaliar as possibilidades da produção sazonal motivada pela Páscoa. Afinal, este é um momento que representa passagem, reflexão e renascimento.

Confira como algumas marcas estão lidando com o desafio da Páscoa em 2020

  • Shoppings centers têm promovido atividades de recreação para momentos de lazer em casa. Além de receitas, estimulam a brincadeira de Caça aos Ovos com as crianças. O Shopping Granja Vianna e Metrô Tucuruvi (São Paulo), oferecem as marcas Kopenhagen e Cacau Show com serviço delivery dos chocolates. Shopping Metropolitano Barra (Rio de Janeiro) promove o Mundinho Kids Online em seu Instagram @shoppingmetropolitanobarra, com diversas oficinas.
  • Pão de Açúcar investe em campanha para valorizar as relações virtuais pela união nesta Páscoa.
  • Lindt promove a campanha digital #LindtemCasa com influenciadores motivando o usa do aplicativo Rappi para a compra de produtos de páscoa. Além disso, os itens estão todos com 30% de desconto.
  • Kopenhagen também oferece 30% off em todos os itens de páscoa pelo site da marca, além do delivery via WhatsApp.
  • Turismo reinventado: um dos segmentos mais impactados precisa encontrar alternativas para continuar em contato com as pessoas. O meio digital é a principal alternativa, mas não precisa cair no clichê. Bariloche utilizou o Place Branding para transmitir a experiência e valores locais sem deixar de incentivar as pessoas a ficarem em casa.

Confira mais detalhes!


COVID-19 E COLABORAÇÃO DAS MARCAS
Diante da pandemia do coronavírus (COVID-19), muitas marcas têm colaborado com serviços, informações e suporte para que os brasileiros possam enfrentar essa situação. O InfoBranding colabora com o compartilhamento destas ações e apoio das marcas AQUI.

MARCAS EM TEMPOS DE QUARENTENA
E para saber mais sobre as campanhas, ações e alternativas criativas que as marcas têm praticado para oferecer seus produtos e serviços, acesse AQUI. Afinal, ideias geram novas ideias para que as empresas busquem soluções criativas em tempos de crise sem deixar de priorizar a saúde de seus colaboradores. Compartilhe!

Manter a leitura em dia é essencial para qualquer profissional se manter atualizado e relevante, capaz de acompanhar a constante mudança que o mercado nos impõe.

Mais importante do que isso, no entanto, é exercitar a capacidade de relacionar os diferentes conceitos visitados e buscar implementá-los na prática do dia a dia, reforçando o aprendizado e a construção de valor para suas marcas, sejam de produtos, serviços e empresas que representamos ou, principalmente, nossas marcas pessoais – aquela que consolidamos dia após dia com a nossa atuação e resultados que entregamos.

Dentre minhas leituras e indicações que costumo fazer aos meus alunos, separei três conceitos para compartilhar. Conceitos de autores e livros diferentes que se complementam na hora de gerenciar uma marca e construir soluções para o mercado.  Algo essencial para a nossa atuação diária e que ganha ainda mais relevância para enfrentarmos a crise que nos foi imposta pela pandemia do Coronavírus.

São eles: Propósito, Nova Jornada do Consumidor e Produto Mínimo Viável (MVP) e, juntos, tem o poder de trazer grandes mudanças na maneira como você e sua marca entregam valor ao mercado.

  1. Propósito:

O primeiro deles, o propósito, ganhou evidência nos últimos anos e se consolidou como tendência com o comportamento dos millennials, que ingressam no mercado de trabalho e se tornam consumidores buscando sempre se relacionar com quem compartilha de seus valores e visão de mundo.

Não a toda, o Círculo de Ouro de Simon Sinek consolidou seu TED Talk como um dos mais acessados de todos os tempos e seu livro Start With Why (Comece Pelo Porquê) como um grande best seller.

Segundo a visão de Sinek o porquê, ou o propósito, é o grande responsável por engajar as pessoas a agirem, seja a contribuir com suas ideias ou consumir seu produto, na medida em que as aproxima com base em suas aspirações mais pessoais.

Em seu Círculo de Ouro, o porquê é o ponto central, pelo qual os discursos devem começar e se sustentar, tornando o “como” e o “o que” consequências de uma razão maior.

Agora pense no seu negócio e busque elencar as razões e responder porque alguém deve optar em se relacionar com você, comprar o seu produto ou te contratar.

A partir disso estruture sua abordagem, alinhe suas ações e construa um discurso capaz de atrair, convencer, satisfazer e reter seus clientes atuais e potenciais.

Importante: a abordagem do propósito vai além da comunicação e se relaciona com a estratégia das marcas e negócios, para saber mais confira outros artigos que postei aqui no InfoBranding: aqui, aqui e aqui.

  • Nova Jornada do Consumidor:

O segundo conceito, a Nova Jornada do Consumidor, foi apresentado por Philp Kotler em seu aclamado livro Marketing 4.0 e confere grande destaque ao fato do consumidor considerar a opinião e indicação de seus pares antes de tomar sua decisão de compra.

Assim, em meio a tantas ofertas que o mercado nos apresenta todos os dias, tanto no on-line quanto no off-line, o consumidor realiza um filtro para selecionar aquela que mais lhe convêm.

Esse filtro, ou melhor, essa jornada de decisão, apresenta 5 etapas fundamentais a serem levadas em conta pelos empreendedores e profissionais: 1) Conhecimento – na qual o consumidor identifica todas as opções oferecidas a ele; 2) Apelo – na qual destacam-se aquelas opções que fazem mais sentido para a sua realidade; 3) Questionamento – quando o consumidor valida as principais opções que selecionou com sua rede de contatos e influenciadores (em determinados casos); 4) Ação – o momento em que a decisão é tomada, ou seja, a escolha é feita e a compra realizada e, finalmente, 5) Advocacia – etapa na qual o consumidor compartilha suas percepções, boas ou ruins, podendo influenciar outras consumidores de maneira exponencial.

A grande virada neste novo modelo está no fato do consumidor agora estar conectado e poder consultar e verificar as mensagens emitidas pela marca, tanto entre seu grupo de contatos mais próximos quanto entre indivíduos que acabam se destacando pela sua expertise em determinadas áreas, os influenciadores; podendo, ele mesmo, proferir suas percepções em suas redes.

Assim a relação entre marca e consumidor se transforma em um diálogo aberto, transparente e com repercussão exponencial, para o bem e para o mal.

Ao invés de tentar “empurrar” uma mensagem, busque construir relacionamentos e se tornar referência no seu campo de atuação, atraindo os consumidores por meio de seus conteúdos, despertando seu interesse e consolidando oportunidades de negócio.

Quer saber mais? Confira minha resenha do Marketing 4.0 aqui.

  • Produto Mínimo Viável

Por último, mas não menos importante, está o conceito do Produto Mínimo Viável (MVP –Minimum Viable Product), popularizado no livro A Startup Enxuta de Eric Ries.

Segundo esse conceito, ao desenvolver um produto ou serviço, é necessário otimizar os recursos e validar seu desempenho e aceitação no mercado de forma ágil e concisa.

Como fazer isso? Construindo um Produto Mínimo Viável, ou seja, uma versão simplificada da sua solução, implementada com o objetivo de testar a proposta e aprender com o processo de aceitação do público, otimizando tempo e recursos, minimizando os riscos e aumentando o aprendizado de forma significativa. Para ilustrar tal processo de implementação, Eric Ries apresenta o seu Ciclo do Feedback:A ideia do MVP é entregar a melhor opção possível, adequando a sua proposta de valor às necessidades reais do público, tornando-o a principal referência e opção para a sua realidade.

Os 3 conceitos apresentados acima garantem 1) um posicionamento claro, consistente e capaz de alinhar todas as ações da marca em uma única direção – a ativação de sua razão de ser e a entrega de sua promessa; 2) uma abordagem mais estratégica do relacionamento do consumidor, ao entender seu comportamento e dinâmica na realidade conectada em que vivemos e 3) otimizar recursos e agilizar o processo de implementação de soluções que atendam às necessidades e demandas do seu consumidor.

Espero que os conceitos de Propósito, Nova Jornada do Consumidor e Produto Mínimo Viável contribuam para sua atuação e fico a disposição para trocar ideias!

Artigo publicado originalmente em:

https://www.linkedin.com/pulse/3-conceitos-para-empreendedores-e-gestores-de-marca-gabriel-meneses

Confira abaixo as referências para a leitura:

KOTLER, Philip, KARTAJAYA, Hermawan e SETIAWAN, Iwan. Marketing 4.0: Moving from Traditional to Digital. New Jersey: Wiley, 2017.

RIES, Eric. A Startup Enxuta: como os empreendedores atuais utilizam a inovação continua para criar empresas extremamente bem-sucedidas. São Paulo, Lua de Papel, 2012.

SINEK, Simon. Por Quê: Como grandes líderes inspiram ação. São Paulo: Saraiva, 2012. Ou SINEK, Simon. Comece pelo porquê: Como grandes líderes inspiram pessoas e equipes a agir. São Paulo: Rio de Janeiro, 2018.

Na batalha contra o Coronavírus (COVID-19) marcas de todo o mundo se mobilizam para contribuir para o bem-estar social, lançando mão de sua expertise para atender demandas que vão além do consumo , vendas e lucros.

A Nike, uma das mais bem posicionadas e valiosas marcas do mundo, se destacou ao adequar a linha de produção da linha Nike Air para confeccionar equipamentos de proteção pessoal (EPP) ou equipamentos de proteção individual (EPI).

Para isso uniu os esforços de seus departamento de inovação com o conhecimento dos profissionais de saúde da OHSU – Oregon Health & Science University (Universidade de Saúde e Ciência de Oregon) em um processo de Design Thinking, repleto de brainstrom, prototipação e testes capazes de validar rapidamente diversas ideias que surgem da colaboração – palavra de ordem para o momento em que vivemos.

O resultado foi o uso de materiais, peças e elementos da linha de calçados e vestuário para a confecção de máscaras de proteção para os profissionais da linha de frente no atendimento a casos do Coronavírus.

Com isso, além de contribuir para a sociedade, que é vital para enfrentar a crise do Coronavírus, a marca consegue reforçar sua relevância e os vínculos que possui com o seu público. Tudo isso reflete, a longo prazo, na valorização e reputação da marca.

Reforçamos que, no entanto, independente do seu impacto no branding, marketing e comunicação, toda ajuda é necessária e bem vinda para que, juntos, consigamos vencer o Coronavírus com o mínimo de perdas possíveis, primeiramente na área da saúde e, na sequência, na economia e outras instâncias da sociedade e mercado.

Saiba mais em:
https://news.nike.com/news/nike-ppe-face-shields-covid-19-support

COVID-19 E COLABORAÇÃO DAS MARCAS
Diante da pandemia do coronavírus (COVID-19), muitas marcas têm colaborado com serviços, informações e suporte para que os brasileiros possam enfrentar essa situação. O InfoBranding colabora com o compartilhamento destas ações e apoio das marcas AQUI.

Intimus, marca de cuidados femininos da Kimberly-Clark Brasil, lança campanha simultaneamente em diversos países da América Latina questionando o estigma da menstruação

“Você está muito irritada hoje, deve estar menstruada.”

“Chorando vendo filme? Só pode estar naqueles dias.”

Essas e muitas outras frases relacionadas à menstruação as mulheres costumam ouvir repetidamente. Muitas, inclusive, até brincam ou adotam as expressões em suas conversas.

Os comportamentos passaram a ser estigmatizados há gerações por algo natural que acontece todos os meses. Segundo a marca, existe ainda a percepção deturpada de que menstruar é algo vergonhoso, limitador ou que denote fragilidade.

Pensando nesta questão, e sabendo que o papel das marcas vai além de seus produtos e serviços, a Intimus criou uma campanha para conscientizar a sociedade em relação ao estigma da menstruação.

Nomeada como #ChegadeEstigma, a campanha acontecerá simultaneamente em diversos países da América Latina alinhada ao universo da marca que, há décadas, atua no desenvolvimento de produtos para o bem-estar íntimo feminino, e refletindo seu posicionamento – “menstruada ou não, ela pode”.

“A campanha Chega de Estigma reflete bastante o posicionamento interno da empresa, na busca por apoiar a equidade de gênero. Nesse sentido, a Kimberly-Clark tem atuado para o avanço das mulheres nos cargos de gestão, com direcionamentos para recrutar, reter e desenvolver as mulheres na liderança”, afirma Fernanda Hermanny, Diretora de Marketing de Cuidado Adulto e Feminino da Kimberly-Clark Brasil.

Representatividade Feminina

A proposta da marca precisa ir além da campanha, precisa ser abraçada e praticada para que faça sentido às consumidoras e à sociedade. 

Para mostrar a importância da representatividade feminina, nos últimos 10 anos, a Kimberly-Clark aumentou o número de mulheres em cargos de alta gerência em 66%. Atualmente, as mulheres representam 35% das funções de gestão da empresa globalmente. “Esse movimento reforça o quanto acreditamos que, com mulheres por trás de nossas marcas, elas podem desafiar os estereótipos, contribuindo para construção de representações mais positivas para futuras gerações de mulheres”, reforça Fernanda.

Presença on e offline

Com o intuito de incentivar a sociedade a participar do movimento, estimulando o diálogo aberto sobre o estigma da menstruação, entre março e julho, a campanha de Intimus estará presente no ambiente online e offline da marca, além de contar com diversas ativações. 

Além disso, foi firmada uma parceria com a ONG Plan International, uma organização global que trabalha para promover os direitos da criança e a igualdade para as meninas. O objetivo é ajudar a organização a promover iniciativas que tragam informações a meninas e meninos, homens e mulheres de diferentes comunidades sobre o tema menstruação, com conteúdos que envolvem corpo, saúde e conceitos ligados à temática.

Este ano, Brasil e Colômbia serão os mercados engajados, dando continuidade a um trabalho iniciado com a ONG em 2018 na Bolívia. A marca disponibilizará ainda no site (www.intimus.com.br) uma cartilha educacional referente à menstruação, criada em parceria com a ONG. Além disso, a parceria também contempla outros materiais que abordarão o tema de forma educativa. 

Campanha de Ativação: A Caixa do Estigma

O lançamento da campanha aconteceu 08 de março, com a ativação A Caixa do Estigma, no vão do Center 3, localizado na Avenida Paulista, das 09h às 19h. O evento, gratuito e aberto ao público, teve como objetivo ressaltar a importância da não estigmatização das mulheres por conta da menstruação e iniciou um diálogo com as pessoas que circularam pela avenida mais famosa da América Latina. 

A ação contemplou uma experiência imersiva, onde os visitantes entraram em uma caixa gigante e foram impactados com exemplos de situações do cotidiano que definiram o que é um estigma e suas aplicações na sociedade. Áudios com depoimentos reais e vídeos foram exibidos como forma de reflexão sobre o estigma da menstruação.

Depois de passarem pela experiência da caixa, os participantes tiveram um momento de resposta aos estigmas com a ilustradora e influenciadora Nath Araújo, do Instagram @Nanaths. Foram distribuídas 20 senhas para sorteio no dia e, a partir da conversa com a artista, ilustrações personalizadas foram produzidas com a face dos sorteados com seus com seus questionamentos sobre os estigmas relacionados ao ciclo menstrual.

Influenciadores e artistas como embaixadores da campanha

Para amplificar o debate acerca do tema, Intimus convidou influenciadores e artistas para serem embaixadores da campanha. A cantora Karol Conká, a apresentadora Rafa Brites, as atrizes Klara Castanho e Sophia Abrahão e as influenciadoras Thaynara Og, Letticia Munniz, Dora Figueiredo, Roberta Freitas, Gabi Lopes e Rica de Marré (Gabriela Sales) fazem parte da campanha. Além disso, algumas delas participam do videocase que contou ainda com influenciadoras da Argentina e Colômbia. E, pela primeira vez uma marca de cuidados femininos contou com a presença de um homem para falar sobre a questão, que foi representado pelo apresentador e ator João Vicente de Castro.

Letticia Munniz e Dora Figueiredo
Letticia Munniz e Dora Figueiredo (crédito Francisco Cepeda)
KarolConká crédito Amanda Clemente
KarolConká (crédito Amanda Clemente)
Thaynara OG crédito Amanda Clemente
Thaynara O.G. (crédito Amanda Clemente)
Rafa Brites crédito Amanda Clemente
Rafa Brites (crédito Amanda Clemente)
Gabriela Sales (crédito Amanda Clemente)
Gabriela Sales (crédito Amanda Clemente)
Klara Castanho, Nath Araújo e Sophia Abrahão (crédito Amanda Clemente)
Klara Castanho, Nath Araújo e Sophia Abrahão (crédito Amanda Clemente)

Sobre o Projeto

O movimento #ChegadeEstigma foi criado pela K-C Connect – time composto pelas agências Ogilvy e VML -, resultando em um projeto inovador e completo, dividido em várias fases. Entre os meses de março a julho, a campanha terá cobertura com mídia online e offline e ações de PR da agência PROS. A produção da Caixa do Estigma teve a MediaMonks e Hub Brasil como parceiras de operação, além de filmagens da Awake. 

“#ChegadeEstigma é um projeto inovador, que foi pensado a partir da experiência de marca e das mídias digitais, resultando em um movimento que se propõe a gerar conversa e mudanças reais de comportamento e na sociedade. Tudo que começa na Caixa do Estigma se desdobra em outras ações, on e off, que convidam as pessoas para essa reflexão. Esse é um projeto que me dá muito orgulho, principalmente por entender a necessidade e relevância dessa mudança que estamos propondo”, comenta Regina Madeira, Business Leader na Ogilvy Brasil.

A campanha teve início com uma twittaço para debater o estigma da menstruação. Na sequência, o manifesto, composto por momentos de estigma da menstruação, como, por exemplo: no relacionamento; no escritório; na escola, com colegas e as ansiedades do dia a dia; em uma partida de esporte, com a menstruação como impeditivo do esporte; em casa, no convívio com a família.

O movimento tem sido fortemente veiculado nos canais digitais e conta com alguns vídeos que retratam situações de estigma da menstruação e diversas peças digitais para amplificar o tema. Ao final de todas essas ações, é transmitida uma mensagem questionando a estigmatização da mulher por causa da menstruação e o convite à sociedade para participar do movimento #ChegadeEstigma, com apoio de Intimus. 

O site de Intimus (www.intimus.com.br) é uma ferramenta fundamental para a campanha como forma de engajar o movimento e convidar os consumidores a participarem como embaixadores. Para isso, estão sendo disponibilizados conteúdos exclusivos, como vídeos, posts e figurinhas digitais para serem compartilhados no WhatsApp, sempre com objetivo de propagar a informação e ajudar a conscientizar a sociedade.

Para estimular ainda mais o debate em torno do tema, a marca desenvolverá alguns projetos de branded content com a Globosat, além de podcasts como Um Milkshake Chamado Wanda, Imagina Juntas, entre outros.

Ainda como parte do plano e da mídia, a campanha conta com inserções em canais abertos e fechados de TV, além de mídia OOH, em regiões estratégicas para a marca.

A transformação digital já havia trazido ao consumidor brasileiro o hábito das compras online, mas as atividades em e-commerce e aplicativos aumentaram ainda mais devido ao cenário do coronavírus, que faz com que as pessoas evitem de sair de suas casas.

“Desde o dia 12 de março, algumas lojas virtuais chegaram a registrar um aumento de mais de 180% em transações nas categorias alimentos e bebidas, e beleza e saúde”, afirma Mauricio Salvador, presidente da entidade (via Jornal do Comércio).

Além da venda virtual, as marcas têm se utilizado da tecnologia para estar em contato com seus consumidores e, com a chegada da Páscoa, passam a direcionar suas ações para alcançar os lares brasileiros nesta data comemorativa.

Confira algumas ideias que podem ser aplicadas pelo seu negócio:

  • Colaborar e ajudar a comunidade com sua expertise
  • Atender à demanda de presentear sem sair de casa
  • Oferecer produtos especiais
  • Oferecer serviços que auxiliem as pessoas nesta data
  • Dicas para comemorar à distância
  • Brincadeiras de páscoa para as crianças
  • Fazer parcerias com outras marcas
  • Incentivar as pequenas empresas em sua cadeia produtiva
  • Inspirar e passar esperança num momento de crise
Clique aqui para ver o que algumas marcas estão fazendo para a PÁSCOA 2020 EM CASA.

COVID-19 E COLABORAÇÃO DAS MARCAS
Diante da pandemia do coronavírus (COVID-19), muitas marcas têm colaborado com serviços, informações e suporte para que os brasileiros possam enfrentar essa situação. O InfoBranding colabora com o compartilhamento destas ações e apoio das marcas AQUI.

MARCAS EM TEMPOS DE QUARENTENA
E para saber mais sobre as campanhas, ações e alternativas criativas que as marcas têm praticado para oferecer seus produtos e serviços, acesse AQUI. Afinal, ideias geram novas ideias para que as empresas busquem soluções criativas em tempos de crise sem deixar de priorizar a saúde de seus colaboradores. Compartilhe!

Pesquisa recente da Kantar, consultoria e líder global em dados e insights, revela que duas atitudes são importantes para os brasileiros com relação às marcas diante da pandemia do coronavírus: serem exemplos e liderarem a mudança; e serem práticas e realistas.


O complexo cenário atual, marcado pela pandemia do COVID-19, impacta o mundo nos aspectos econômico, social e até ambiental, fazendo com que muitas pessoas passem a refletir sobre seu comportamento de consumo, suas relações com a tecnologia e, inclusive, sua forma de contribuir e se relacionar com a comunidade.

Neste contexto, as marcas também passam (e devem) refletir sobre que tipo de comunicação utilizar e como devem agir. Afinal, não apenas seus consumidores, mas também colaboradores e demais stakeholders esperam um posicionamento das marcas, empatia e uma real preocupação com o ser humano num momento marcado pela insegurança e pelo medo.

Uma pesquisa da Kantar, realizada com 500 entrevistados de forma online entre os dias 13 e 16 de março, revelou que o coronavírus já preocupava 80% dos brasileiros. E quando questionados com relação ao tipo de publicidade em que as marcas brasileiras deveriam continuar investindo, mais de 80% dos entrevistados concordaram completamente que elas devem comunicar seus esforços para enfrentar a situação e sobre como podem ser úteis nesse novo dia a dia, assim como evitar explorar a situação do coronavírus para promover suas marcas.

O que os entrevistados esperam com relação ao posicionamento das marcas no Brasil?

  • Que sirvam de exemplo e guiem a mudança (25%)
  • Sejam práticas, realistas e ajudem consumidores no dia a dia (21%)
  • Ataquem a crise e demonstrem que ela pode ser derrotada (20%)
  • Usem seu conteúdo para explicar e informar (18%)
  • Reduzam a ansiedade e entendam as necessidades dos consumidores (11%)
  • Sejam otimistas e pensem de formas não convencionais (3%)

Segundo Valkiria Garre, CEO de insights na Kantar Brasil, “Por ser um momento sensível, mensagens podem ser mal interpretadas, conteúdos podem gerar desserviços e peças criativas podem estimular o sentimento errado. Ainda assim, as marcas devem continuar investindo de forma estratégica para conseguir crescimento a longo prazo.”

Quais atitudes os consumidores esperam das empresas como organizações?

Ainda segundo a Kantar, na opinião dos brasileiros o mais fundamental nesse momento é se preocupar com a saúde de seus colaboradores, higienizando os locais de trabalho (67%) e possibilitando os horários flexíveis (18%). Em contrapartida, a minoria dos entrevistados espera que as empresas ofereçam descontos e promoções aos consumidores (1%) e doações para apoiar compra de materiais para hospitais (2%).

“Estamos vivendo um momento delicado da nossa história e devemos prezar primeiramente pela saúde da população. Toda e qualquer outra decisão deve ser pautada no uso de dados e informações para que os resultados sejam os mais benéficos possíveis”, diz Valkiria.


Imagem: Fusion Medical Animation, 2020.

Entregas atrasadas, devolução de mercadorias… o que faço com a logística da minha empresa? Se você se identificou em algum destes cenários, não se preocupe, você não é o único e esses são apenas dois dos grandes desafios de logística nas empresas.

É muito comum ouvirmos falar sobre mudança de comportamento do consumidor e transformação digital, eu mesmo já fiz artigos específicos tratando sobre o assunto. A verdade é que nós, consumidores, estamos mais exigentes e temos dezenas de opções de compra do mesmo produto nas nossas mãos. Avaliações, comentários ou vídeos de consumidores sobre experiências negativas de compra podem destruir em minutos a reputação que empresas levaram décadas para construir. Quer mais? Além de todos esses pontos, sim, nós temos pressa! Muita pressa!

Mas onde entra a logística nessa história?

A logística, para determinados segmentos, é peça chave para uma excelente experiência de compra, como é o caso dos segmentos de varejo e e-commerce. Quantas vezes você pensou e repensou uma compra após ver o prazo de entrega, preço do frete ou por ler um comentário de uma avaliação ruim?

A verdade é que as empresas seduzem seus clientes através de estratégias inteligentes de marketing e promoções, e conduzem o cliente até o ato da compra. Até então nada de errado, faz parte do jogo e é isso mesmo. Mas o processo não acaba aí, este foi só o primeiro passo de um trabalho infinito – a experiência de compra, o pós-compra, o relacionamento, etc.

Diante desta realidade – que nem podemos mais chamar de nova – ter um cliente que comprou e não ter estoque disponível para atender é uma grande bola fora, mais do que isso, é desperdiçar todo investimento realizado no marketing. Bom, para evitar que a ruptura no inventário do estoque faça sua equipe e o seu negócio desperdiçarem estratégias e, principalmente, dinheiro, é fundamental rever o processo logístico.

Neste momento a minha orientação é que sua empresa faça um inventário do seu estoque começando pela curva ABC de vendas, cobrindo primeiramente os produtos que têm maior giro. O segundo momento é trabalhar os produtos de menor giro e, quando esses dois primeiros estiverem finalizados, é hora de implementar estratégias de inventário cíclico para manter seus estoques com o máximo de acuracidade, até você não precisar mais fazer inventário de estoques. Nesta fase a tecnologia pode ajudar de forma significativa, sendo um diferencial do processo, inclusive.

A ruptura de estoques foi apenas um exemplo para despertar o olhar das empresas para a sua operação logística, sem dúvida muitas estão perdendo ou deixando de ganhar dinheiro e mercado por não fazerem os investimentos necessários nessa área.

A gestão de estoques em centros de distribuição pode ser melhorada com a implantação de um sistema de WMS – Warehouse Management System. A implantação pode levar de 3 a 6 meses de acordo com o tamanho e complexidade de sua operação. Os custos também são variáveis, mas os ganhos são contínuos e escaláveis à medida que sua operação amadurece e evolui com o uso do sistema.

Se ainda não estiver convencido da necessidade de investimento da logística, minha sugestão é avaliar o custo de aquisição de um cliente versus o investimento em logística para melhorar a sua experiência de compra e aumentar a taxa de fidelização do mesmo.


 Anderson Benetti é Head de Produto WMS na Senior. Possui mais de 15 anos de experiência na área de TI, atuando diretamente nos segmentos de Transporte e Armazenagem. É graduado em Gestão da Tecnologia da Informação, Pós-Graduado em Gerenciamento de Projetos pela Universidade do Sul de Santa Catariana (UNISUL) e com MBA em Logística e Supply Chain pelo Instituto Brasileiro de Supply Chain (INBRASC). Atualmente é Gerente de Produto das soluções de Gestão de Armazenagem e Transportes da Senior Sistemas.

Campanha da Hershey’s, batizada de HerShe, faz uma brincadeira com os pronomes em inglês (Her e She) que significam ‘dela’ e ‘ela’, aproveitando a semelhança ao nome da marca.

Lançada em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, a campanha transforma a embalagem da barra de chocolate ao leite, a mais tradicional de Hershey’s, em uma galeria de divulgação do trabalho de musicistas, cantoras, ilustradoras, poetisas e escritoras e várias outras mulheres talentosas. Cada área de atuação recebeu um layout especial, totalizando 6 embalagens especiais, distribuídas em 30 mil barras do chocolate.

O trabalho, feito em parceria com a agência BETC/Havas, teve como objetivo promover e valorizar o talento feminino. E para potencializar a divulgação dos talentos, a marca vai publicar os trabalhos das artistas em suas redes sociais e canais digitais. A proposta de compartilhar a audiência de Hershey’s com as mulheres se estende também ao público final: outros talentos femininos poderão postar seus trabalhos com a hashtag #HerShe, podendo também serem replicadas nos perfis da marca.

“A mulher tem conquistado cada vez mais o seu espaço no mundo. Mas esse é um tema que jamais pode sair da pauta. E é muito bom trabalhar para uma marca que entende a importância de gerar conversa sobre isso, colocando na rua uma campanha que valoriza o talento feminino”, comenta Andrea Siqueira, diretora executiva de criação da agência.

Bruna Mendez e Yzalú, musicista e cantora, respectivamente, têm seus rostos estampados na embalagem ao lado de um dos pronomes acompanhados por um QR Code que possibilita que o consumidor acesse suas músicas pelo celular. Com os outros segmentos de artistas, os produtos apresentam diretamente as criações, como as ilustrações de Lole (Alessandra Lemos) e Ana Flávia, e os textos e poesias de Camila Lordelo e Luiza Mussnich, sempre com a assinatura de cada uma delas.

A valorização do trabalho de mulheres já faz parte da cultura da Hershey’s, que conta com 651 funcionários, sendo 52% do quadro formado por mulheres. “O Dia da Mulher é marcado pela luta das mulheres por seus direitos. É importante ter isso em mente no momento de compartilhar experiências com as nossas funcionárias para garantir que elas saibam que estão trabalhando em uma empresa que sabe o seu valor e acredita no seu potencial”, comenta Ana Costa, Diretora de RH da marca.


Quer saber mais sobre as artistas?

Ana Flávia: é ilustradora e tem como marca registrada as bochechas marcadas em seus desenhos.

Bruna Mendez: de Goiânia, Bruna divide seu tempo entre a música e os trabalhos com Publicidade e Propaganda. Participou da ocupação Pulso, numa equipe de 30 músicos e produtores em São Paulo. Antes disso, produziu o EP “pra ela”, com seis faixas que mesclam as influências que a artista buscou na MPB, bossa nova, samba, baião e rock. Em outubro de 2019, Bruna lançou o álbum Corpo Possível.

Camila Lordelo: Redatora, poetisa e sentidora. Trabalhou por 12 anos em agências de publicidade, até atender o chamado da alma: viver para sentir. Mora em São Paulo, vive na Bahia, e se derrama por onde passa. Desde muito pequena escreve poesia e desejava imensamente deixar a poesia mais próxima das pessoas, impressa nas suas rotinas, nas suas retinas, em seus corações. De uma peça criada para ela foram surgindo os primeiros pedidos. Amigos e amigos de amigos começaram a dar asas e casas as suas criações. Com o tempo, elas foram se aumentando, se espalhando, e se tornaram uma família de objetos que contam, mundo afora, tudo o que ela traz dentro de si.

LOLE (Alessandra Lemos): na vida real, Lole já foi diretora de arte em publicidade. Largou tudo para ser artista/ilustradora e morar de mala e cuia em Loleland. Hoje, vive sonhando.

Luiza Mussnich: Em 2016 lançou ‘Um dia o amor vai encontrar você’ pela editora ID Cultural e, em 2017, Microscópio, pelo selo Megamíni da editora 7Letras. Lágrimas não caem no espaço, também pela 7Letras, foi publicado em 2018. O conto Pêndulo, da Coleção Identidade, da Amazon Brasil, saiu em 2018. A série Para quando faltarem palavras, outro Megamíni, foi lançada em comemoração aos 25 anos da editora.

Yzalú: Cantora, compositora, violinista e intérprete brasileira. Foi pioneira ao utilizar o violão no rap no Brasil, por meio de releituras de clássicos do rap nacional. É a primeira artista no Brasil e a terceira no mundo a utilizar a sua deficiência física como ferramenta artística. Ela chamou a atenção ao interpretar a música Mulheres Negras (2012), composição do rapper Eduardo Taddeo, evidenciando a realidade das mulheres negras no Brasil. A música se tornou um símbolo do feminismo negro no país.