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Talvez você já tenha ouvido falar sobre do que se trata o licenciamento de marcas e personagens e como ele pode ser uma ferramenta bastante eficiente quando se está pensando em extensões de marca. Caso esta seja a primeira vez que você está ouvindo este termo, explicarei bem rapidinho o que é e você já estará pronto para continuar lendo este texto.

O licenciamento de marcas é basicamente a cessão de direitos que o detentor de uma determinada marca concede a um terceiro, geralmente mediante o pagamento de uma taxa fixa (também chamada de mínimo garantido) e uma porcentagem em royalties, que é a taxa cobrada pelo direito de uso da marca, sobre as vendas. Este terceiro pode utilizar a marca de infinitas maneiras; de produtos licenciados (o exemplo mais simples aqui, em minha opinião, seriam as maçãs da Turma da Mônica), a promoções por tempo determinado, a eventos temáticos, entre tantos outros, tudo definido em contrato.

O licenciamento em si, enquanto área de negócio, com seus players, suas associações, sua mídia especializada, sua agenda de eventos e etc é uma área relativamente jovem, pois, antes de ser institucionalizada, era vista como um negócio marginal, uma forma de trazer receita adicional utilizando uma marca e uma estrutura que já existiam previamente. Porém, já faz um bom tempo desde que licenciamento se tornou coisa séria, que movimenta bilhões de dólares ao ano no varejo.

Bom, chega de blábláblá e vamos ao que interessa! Meu objetivo com este texto é passar a você, leitor, algumas dicas para começar com o pé direito e evitar algumas dores de cabeça bastante comuns a todos aqueles que gerenciam marcas e cogitam trabalhar extensões de marca através do licenciamento:

1. Defina bem seus objetivos

As empresas e marcas podem procurar o licenciamento por uma série de objetivos bastante distintos, que podem variar desde uma forma de obter receita marginal, atingir um público que não era atingido pelo core business da empresa, obter exposição de mídia adicional através de parceiros promocionais, fidelizar clientes, entre tantos outros.

Uma vez que este objetivo estiver bastante claro para todos os envolvidos, fica muito mais fácil definir uma estratégia a seguir, recursos a alocar, definir métricas que nortearão o sucesso da iniciativa, e etc;

2. Leva mais tempo do que você imagina (na maioria das vezes)

Apesar da enxurrada de produtos licenciados que se vê nas prateleiras, de lojas de brinquedos, a varejistas de fast fashion, é importante saber que fazer licenciamento é um tanto complexo, uma vez que se está lidando com o ativo mais importante (e delicado) de uma empresa, que é sua marca. É preciso tomar uma série de precauções para salvaguardar a integridade da marca, bem como garantir os direitos do licenciado (aquele que adquire os direitos de uso da marca).
Além das questões jurídicas, não podemos esquecer todas as questões de desenvolvimento de produto, produção, distribuição, ufa… Claro que há produtos que possuem lead time menor para chegar ao varejo, porém, via de regra, é bem pouco provável que haja resultados financeiros mensuráveis antes dos primeiros 6 a 12 meses do programa. Este modelo lento vem sendo questionado e, aos poucos, transformado por alguns players importantes como a Amazon e outros, porém ainda em pequena escala.

3. Leve o planejamento a sério

Uma das vantagens do licenciamento é que, em boa parte dos casos, pode-se aproveitar uma série de recursos já existentes e apenas adaptá-los para que possam servir ao programa de licenciamento; dos manuais de marca, passando pelos canais de distribuição, estrutura comercial, até as plataformas digitais, tudo isso são ferramentas a serem consideradas ao se estruturar um programa de licenciamento.

Por conta disso, é importante uma imersão no próprio DNA da sua marca, quais são suas fortalezas, suas debilidades, uma vez que uma visão de curto prazo raramente trará bons resultados em licenciamento, correndo-se o risco de superdimensionar os resultados que podem ser atingidos em um determinado espaço de tempo. Isso tudo gera frustração que pode ser facilmente evitada se a etapa de planejamento for levada a sério.

4. Escute seu público-alvo

Se sua empresa possui um vasto portfólio de marcas, o caminho mais fácil parece fazer um laboratório de licenciamento com todas elas simultaneamente e, depois de um certo tempo, ver aquela que se saiu melhor e, a partir daí, concentrar os esforços nela. Porém, na maior parte das vezes, esta não é a melhor escolha a se fazer.

Apesar de não existir uma receita de bolo a ser seguida e que garanta o sucesso, é importante ter clareza de quais marcas estão mais “maduras” para o licenciamento. Seu consumidor é uma bússola quase que infalível para obter esta resposta, uma vez que há marcas que, apesar de sólidas e bem sucedidas, não tem elasticidade o suficiente para sair do seu habitat natural. Ou seja, criar extensões destas marcas apenas geraria estranhamento por parte do consumidor e uma diluição do seu brand equity. Pergunte a quem consome, entenda seus hábitos, estas pessoas gostariam de se relacionar com sua marca fora de sua situação habitual de consumo? Se sim, como?

5. Não existe almoço grátis

Apesar de ter dito acima que muitos recursos já existentes podem ser aproveitados para se iniciar um programa de licenciamento, isto não quer dizer que não é necessário fazer nenhum investimento para que a mágica aconteça. Muito pelo contrário, é importante ter em mente que, por mais bem sucedida que sua marca seja, ela está para entrar em um novo ambiente, irá concorrer com outros players que você sequer imagina (afinal de contas, o licenciamento permite explorar categorias de produtos, serviços e promoções bastante distantes de seu core business), além de ter de quebrar a barreira da entrada no mercado de licenciamento, que já é dominado por players grandes e bem estabelecidos. Porém, isto não quer dizer que o licenciamento seja um negócio “pay to win”, uma vez que isto praticamente eliminaria o lucro, apenas é importante ter em mente os esforços e recursos que deverão ser investidos, para construir um programa de licenciamento sólido e coerente.

6. Faça testes

A maior parte das empresas ainda tem aversão a erros, apesar de todo o conteúdo sobre inovação e a história ter provado que vale a pena testar, experimentar e, consequentemente, errar. Porém, se possível, faço isso rápido e em pequena escala. Vai evitar muitas dores de cabeça, eu garanto.

7. Posso fazer sozinho?

Eu poderia dizer que não, mas arrisco dizer que sim. Tudo depende de suas pretensões e dos recursos que sua empresa e marcas estão dispostas a alocar para o projeto. O licenciamento, apesar de ter evoluído muito com o passar dos anos, ainda tem uma carga bastante pesada de trabalho burocrático envolvido. Além disto, há a gestão do programa, que é algo que dificilmente pode ser tocado por uma pessoa sozinha ou por um equipe enxuta que divide seu tempo entre o licenciamento e outras áreas do negócio (seja marketing, novos negócios, inovação, etc).

No Brasil há uma série de agências capacitadas a gerir programas de licenciamento, algumas especializadas em determinados segmentos, outras mais generalistas, além de alguns aventureiros (há destes em todo lugar). O setor é representado no Brasil pela ABRAL (Associação Brasileira de Licenciamento) e, em escala global pelo LIMA (Licensing Industry Merchandisers’ Association). Vale uma visita aos sites destas duas associações para pesquisar e ver quem seriam seus potenciais parceiros nesta empreitada.

E, por último… Vale mesmo a pena?

Sim! Se feito com seriedade e planejamento adequado, além de um dimensionamento realista do projeto, o licenciamento é uma ferramenta extremamente eficiente para trabalhar extensões de marca que pode servir a uma série de propósitos.

Espero ter ajudado e quem sabe não nos vemos por aí?


Murilo Poloni: Gerente de marcas no setor de licenciamento de propriedades intelectuais há 5 anos, prospectando e atendendo clientes como Universal Studios, Microsoft, CJ E&M, Playmobil, entre outros. Geek desde criancinha, entende que “grandes poderes trazem grandes responsabilidades”, nas palavras de Peter Parker, o Homem Aranha. Portanto, acredita que o marketing e o branding devem, antes de mais nada, servir ao bem da sociedade e do indivíduo.

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Os vídeos verticais invadiram a nossa vida. Se liga no meu raciocínio.

Reparem nas praças de alimentação

Essa semana eu fui comer com a minha esposa no Park Shopping São Caetano, no recém-inaugurado restaurante TACO BELL *. Enquanto estávamos na mesa, eu observei que todas as TVs dessa loja estavam na posição vertical. Isso não é normal? Não! Em todos os outros casos, as TVs são aplicadas aleatoriamente na posição horizontal e vertical, esse foi o único caso em toda praça de alimentação. Será uma tendência? Será que essa rede foi a primeira do País a utilizar apenas o formato vertical?

* Para quem não conhece, a TACO BELL é uma das maiores redes de fast-food dos Estados Unidos.

Uma pesquisa recente da We Are Social, líder mundial em mídias sociais, mostrou que o acesso à internet por meio de telefones celulares tornou-se a principal modalidade de navegação. Tá, o que essa informação tem a ver com a minha TV? Isso demonstra uma revolução na maneira que estamos consumindo informação. Se ligou?

Smartphone Concierto GIF - Find & Share on GIPHY

Já faz algum tempo que estamos vivendo essa mudança: As pessoas estão produzindo seus vídeos na posição vertical e esse pequeno gesto, mudou totalmente a maneira como elas também estão consumindo as informações. As marcas já se ligaram nessa tendência.

A Netflix já está produzindo vídeos verticais na versão mobile, isso é um fatooooo. 😉

20% das visualizações da Netflix vem dos dispositivos móveis, 50% de todos os membros utilizam o seu celular para acessar o serviço a cada mês, esses números só crescem.

Nas redes sociais este formato é “antigo” , e os dados provam que essa realidade chegou pra ficar:

  • As pessoas estão com seus celulares na posição vertical cerca de 94% do tempo. (Fonte: Relatório de Visão Geral do MOVR Mobile)
  • Os anúncios verticais são vistos 9 vezes mais que vídeos de horizontais no Snapchat. (Fonte: Snapchat)
  • São milhões de selfies, vídeos e fotos filmados na vertical todos os dias.

Na internet, existem vários cursos sobre “como editar vídeos verticais” ou como “produzir vídeos nesse formato.”

Já tem até cursos online que estão sendo apresentados nesse formato, exemplo do Murilo Gun, por sinal um cara que eu curto muito! 😉

Existem também várias produções de cinema e até festivais de filmes verticais, por exemplo na imagem abaixo o “Vertical Film Festival”

Clique aqui saber mais detalhes!

Se nos aprofundarmos, com certeza encontraremos mais detalhes sobre essa nova forma de consumirmos os conteúdos, precisamos observar esses pequenos detalhes e ampliar a nossa visão.

As marcas precisam entender as mudanças que chegaram para ficar, as pessoas já mudaram seus hábitos e esse gesto já faz parte da rotina de muita gente.

“O nosso desafio é nos mantermos cada vez mais atualizados sobre os novos hábitos desse consumidor moderno “.

Harrier Landing GIF - Find & Share on GIPHY

Aterrizando para concluir a minha reflexão:

Eu acredito que a minha próxima TV ainda não será vertical rs, assistir um filme com a TV na horizontal é muito mais agradável em vários sentidos. Mas, acredito que a minha e talvez a sua próxima televisão, em breve tenham algum suporte articulado que nos permita mudar a posição de acordo com a nossa utilização/necessidade. Com certeza não será só uma TV!

É isso, vamos compartilhar cada vez mais nossas observações e reflexões desse mundão que está mudando rapidamente.

Grande abraço 😉


André Luis Corrêa: Sócio/Fundador e diretor de branding da INSANE Estratégia e Comunicação, idealizador do projeto Marcaz. (@marcaz_oficial). Publicitário, estrategista de marca, pós-graduando em comunicação empresarial pela universidade metodista. Atual vice-presidente de Comunicação da AACP (Associação das Agências de Comunicação e Publicidade do ABC). Amante e estudioso pela construção/gestão de marcas, busca democratizar o branding para pequenas e médias empresas. A sua palestra atual: “Penso, logo não existo sem uma marca” já passou por alguns estados brasileiros e o seu último workshop: “Descoberta ao branding”, continua sendo aplicado para empreendedores, profissionais de comunicação, marketing e alunos das universidades.

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Branding e Lego® Serious Play®: entenda a aplicação desta metodologia na gestão de marcas, gerando um melhor posicionamento, visão de futuro e inovação para as marcas

A metodologia Lego® Serious Play® é um método estratégico, inovador e experiencial projetado para conduzir reuniões, melhorar a comunicação, facilitar o pensamento, materializar ideias e auxiliar nos processos de análise e busca de soluções de problemas complexos. A metodologia surgiu no ano de 1996, quando a Executive Discovery – empresa independente associada ao LEGO Group na época – decidiu criar uma metodologia que elevasse a cultura criativa das empresas ao máximo nível.

O principal objetivo da metodologia é a utilização de metáforas e histórias contadas por seus participantes para que, desta maneira, todos possam participar e explorar sentidos e novos rumos até então não descobertos. A metodologia evoluiu bastante e acabou tornando-se uma das melhores estratégias para a tomada de decisão e criação de novos mindsets nas organizações.

Ao unirmos a metodologia do Lego® Serious Play® com o branding, temos um resultado extraordinário. Desta forma, conseguimos visualizar melhor a visão de marca que os stakeholders possuem e esperam de uma organização. Pode-se destacar que a metodologia é capaz de unificar e categorizar visões até então não reveladas pelos seus participantes.

É importante também que as marcas tenham uma visão de futuro, do que querem ser amanhã e, principalmente, de como querem ser vistas por seus consumidores. Com a metodologia Lego é possível definir estes canais, já que é possível ter uma visão 3D de todo o processo.

Outro fator que valoriza a implementação da metodologia é a capacidade de gerir novos mindsets e mudar comportamentos dentro da organização. Desta maneira o processo de pulverização das marcas fica muito mais visível, todas as estratégias conseguem ser tangilibizadas e exploradas ao máximo.

Com a utilização de metáforas e a criação de cenários para as organizações é possível ter uma visão maior de todas as possibilidades de estratégias que possamos desenvolvemos nos planejamentos da gestão de marcas. Além disso os participantes do processo de branding também possuem a possibilidade de incluir e distribuir as funções em tempo real, no momento de aplicação da metodologia.

Atualmente, muitas empresas utilizam entre os colaboradores em processo de desenvolvimento de marcas, como também em projetos em conjunto com clientes, seja no desenvolvimento de marcas, visão de futuro ou implementação de novos pensamentos de inovação e criatividade na organização, criando projetos co-criativos entre os envolvidos. Neste sentido, a metodologia aliada a outras pode potencializar ainda mais o resultado, como acontece, por exemplo, com a metodologia do TXM Branding, desenvolvida em parceria com o Laboratório de Orientação da Gênese Organizacional da Universidade Federal de Santa Catarina (LOGO/UFSC).

Neste método, todos os participantes participam ativamente durante o processo, diferentemente de outros modelos, onde apenas alguns fazem o uso da palavra e os demais apenas concordam.

Por último, é importante ressaltar que a metodologia consiste em várias etapas que podem ser moldadas de acordo com a necessidade de cada empresa, seja interna ou externa. São inúmeras as possibilidades de utilização deste processo em uma organização ou em sala de aula.


Maka Werner: empresário e consultor de gestão de marcas e gerenciamento de projetos de marketing e design, e facilitador na metodologia Lego® Serious Play® no Brasil.

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Confira algumas ações importantes para que o varejo tenha efetividade no período natalino!

Ainda que a Black Friday venha ganhando bastante espaço nos últimos anos, o Natal continua sendo uma das melhores épocas para os negócios do varejo. E motivos é que não faltam para melhorar os índices de vendas: 13º salário, espírito natalino, tradição de presentear em família, amigos e colegas. Tudo contribui para o aumento do consumo. E são os dias que antecedem a data os mais agitados e movimentados do comércio. Muitos clientes, por diversas razões, preferem a reta final para comprar os presentes, e se não houver preparo, várias vendas podem ser colocadas em risco.

Para Ádila Ribeiro Berretella, diretora da TOP PEOPLE (empresa especializada em trade marketing e recrutamento e seleção), a tradição dessa data e a grande relevância que tem para a maioria dos brasileiros levam ao crescimento do comércio no período. Mas, para ter um bom desempenho, é fundamental adotar boas práticas: “Apesar de estarmos vivendo uma época de instabilidade econômica, os períodos comemorativos ainda são boas oportunidades para que varejistas melhorem suas vendas”.

Pensando nisso, Ádila selecionou 5 dicas que podem contribuir com o sucesso nas vendas:

1. Público

Em primeiro lugar é preciso saber exatamente quem são os potenciais consumidores, seus desejos e necessidades, onde se encontram, qual seu poder aquisitivo e em quais mídias procuram informações. É importante incluir esses dados no plano de vendas, pois, ainda que o estabelecimento tenha uma boa estratégia, se a marca estiver conversando com o público errado, dificilmente cumprirá as metas;

2. Decoração

Além de embelezar a loja, a decoração de Natal precisa gerar um clima marcante, que transpareça os bons sentimentos que essa época promove, como alegria, receptividade e bem-estar. Aposte também em enfeites criativos, afinal estimulam a curiosidade das pessoas e podem atraí-las para dentro do estabelecimento;

3. Atendimento

É fundamental capacitar atendentes e funcionários para oferecerem atendimento personalizado. Compreender os desejos do consumidor e se empenhar para atender às solicitações são os melhores caminhos para efetivar uma venda;

4. Estoque

Ter um estoque estruturado é crucial para quem quer vender mais no Natal. Então, para não deixar clientes insatisfeitos nem perder as possibilidades de negócio, é preciso priorizar os itens que têm mais saída e garantir mais unidades. É importante também ter um canal de comunicação direto com fornecedores e parceiros para que possam cumprir as demandas nos prazos adequados;

5. Horário

Oferecer horário alternativo para o público na época de Natal é uma estratégia a se considerar. Pesquise quais são os horários mais convenientes para o consumidor. Um bom dia para abrir a loja é no domingo anterior.

“Evite contratempos. Para tanto, é importante revisar o funcionamento de equipamentos eletrônicos, máquinas de cartões, sistemas de gestão, leitores de códigos de barras, entre outros. Não se esqueça, também, de melhorar o layout da loja para favorecer a abordagem dos vendedores e o direcionamento para o caixa”, finaliza Ádila.

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Com a transformação digital acontecendo em ritmo acelerado, indústrias e varejos partiram para uma terceira era. Na primeira, entre as décadas de 60 a 80, as marcas de produtos agregavam valor às grandes redes de varejo. Já na segunda era, dos anos 80 aos 2000, as redes passaram a ditar comportamentos de consumo com seus distintos formatos e, inclusive, estabeleciam as regras do jogo comercial. Nesta terceira era, definitivamente, o consumidor é quem dita as regras. Através da internet e das redes sociais, ele sabe praticamente tudo sobre as marcas, produtos e canais. Virou o consumidor-majestade, e quem lhe passou o cetro e a coroa foi a tecnologia.

Os empreendedores e executivos de suas empresas já sabem que as decisões estratégicas devem ser tomadas levando em conta a famosa “experiência do consumidor”.Mas como sair do discurso retórico sobre colocar o consumidor no centro das decisões da empresa? Como implementar de fato estratégias, táticas e processos para isso, levando em conta que as empresas buscam mais resultados a curto prazo? Investimentos em “experiência do consumidor” nem sempre são baratos ou geram resultados quantitativos e rápidos.

As operadoras de telefonia, uma das campeãs em índices de insatisfação do consumidor, são os maiores exemplos disso. Podem investir milhões em propaganda,oferecer amplas ofertas em pacotes de dados e WhatsApp grátis, mas, se tiverem um sinal ruim, ou um atendimento no call center ineficiente, todo esforço para focar no consumidor vai por água abaixo. No Brasil, segundo o Consumer Lab, braço de pesquisa da Ericsson, 55% dos usuários baseiam sua percepção sobre as operadoras na sua experiência direta com ela. É justamente por isso que a insatisfação do consumidor com estas empresas é tão elevada.

Alguns especialistas em TI e Marketing aconselham os executivos a coletar mais e mais informações sobre seus consumidores. Big Data, Small Data, CRM e outras tantas técnicas para rastrear os hábitos são importantes, mas, na visão da Step Stone, transformar tudo isso em ações é o maior desafio do momento neste assunto. É preciso colher informação útil sim, mas o fundamental é transformá-las em conhecimento e evoluções sustentáveis financeiramente para que todo o esforço faça sentido.

A rede varejista CSD – Companhia Sulamericana de Distribuição, com forte atuação no interior do Paraná e São Paulo, é um excelente exemplo de como levar este tema a sério. A empresa tem investido muito para entender as mudanças de seu consumidor através de pesquisas e do seu novo programa de relacionamento. Além disso, com base nos aprendizados, a CSD tem revisado o layout de suas lojas, alterado seu mix de produtos, repensado sua estratégia de comunicação, apenas para citar algumas das iniciativas. De acordo com Thiago Donald, Diretor de Marketing da rede, “a visão do consumidor é cada vez mais presente em nossas reuniões e tomada de decisões, fazendo parte do dia a dia da empresa”.

Exemplos como esse nos fazem acreditar que é possível sim sair da teoria e colocar o consumidor no centro em prática. E o fator-chave para isso é a diretriz clara e firme da alta direção das empresas.

Por Alexandra Jakob Santos, sócia da consultoria Step Stone, formada em Comunicação Social pela ESPM, com MBA em Gestão Empresarial pela FGV. Construiu uma sólida carreira na área de marketing de grandes empresas, tendo liderado importantes projetos relacionadas à construção de marcas próprias no Brasil. Participou de grandes projetos de posicionamento e gestão de marcas orientadas ao consumidor, em players como o Grupo Pão de Açúcar, no qual atuou por 15 anos, em marketing de bandeiras e marcas próprias, além de comandar projetos de planejamento estratégico. Lecionou sobre varejo e sistemas de informação de marketing no IED – Instituto Europeo di Design e ESPM. Dona de um pensamento de vanguarda, acredita em consultoria como uma ferramenta para instigar questionamentos e reflexões para novos caminhos.

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Toda empresa representa uma ou mais marcas, ou seja, um conjunto de valores que são observados por clientes e parceiros em potencial. Elementos como nome do negócio, identidade visual e a reputação da empresa fazem parte desse processo. E todo o esforço envolvido para tornar determinada marca mais conhecida e respeitada é parte do trabalho de Branding.

O Branding acontece a partir de estratégias que, quando bem construídas, atraem e fidelizam consumidores para a empresa. O termo pode ser definido como o conjunto das ações diretamente relacionadas à gestão de marcas. Logo, a gestão pode ser entendida como a criação e a manutenção de todos os pontos de contato que a empresa terá com seus consumidores. Neste sentido, é importante que o seu propósito e posicionamento estejam coerentes.

O marketing atual vem revelando novos princípios de marca e conectando-as a seus respectivos clientes. As necessidades do público alvo são o foco desta nova estruturação. Uma marca bem construída pode alcançar um diferencial competitivo muito grande em relação ao seu público, pois na sociedade do hiperconsumismo, os consumidores não querem mais apenas adquirir determinado produto, mas, sim, entrar no universo de uma marca ou organização.

Na construção de uma marca vários fatores devem ser levados em consideração para que este processo esteja de acordo com o DNA da empresa. É preciso entender que uma marca não está restrita apenas a uma assinatura visual ou logotipo, mas, sim, a todos os pontos de contato e impressões que uma empresa deixa na mente do consumidor. Todo o processo construtivo da identidade visual precisa ser planejado de acordo com o seu DNA.

O conceito de DNA serve para aproximar as empresas dos seres humanos. Assim como nós, as organizações também precisam ter personalidade e se relacionar, tanto com seus consumidores como com seus canais de distribuição.  Esta fixação na mente do consumidor pode ser feita por meio do posicionamento da empresa, transformando o DNA em experiências de marca.
Para que esta construção ocorra existem várias metodologias, entre elas a metodologia do TXM Branding, Think, Experience e Manage, desenvolvida em parceria com o LOGO/UFSC (Laboratório de Orientação da Gênese Organizacional da Universidade Federal de Santa Catarina).

Na etapa “Think” toda a essência e o DNA são pensados em conjunto com os stakeholders. Este é o ponto principal para a elaboração de todas as demais experiências que serão criadas. Neste período também são definidos os conceitos de posicionamento, propósito, definição do portfólio de produtos, as personas que serão interpretadas e todas as conexões da organização.

Criar experiências que reflitam o real DNA da organização, desenvolvendo atmosferas e aproximando consumidores da cultura organizacional, são parte fundamental da segunda etapa do processo, denominada de “Experience”.

O último passo é adequar as experiências e entender quais os melhores canais para gerenciar a interação com os consumidores. A etapa nomeada de “Manage” tem o objetivo de pensar estrategicamente para compreender e planejar a adequação e coordenação dos canais on-line e off-line, compreendendo o status de influência e penetração da marca no segmento, além de colocar a sua disposição toda a expertise no meio digital.

A construção do Branding não é fácil, mas, se realizado de forma eficaz, o processo proporciona inúmeros benefícios para a organização. O Branding deve acontecer de dentro para fora, sustentado pela essência da empresa, transmitindo ao público a verdadeira natureza daquela marca. Assim consegue criar marcas fortes e únicas, criando um diferencial competitivo no mercado e fidelizando consumidores.

Lenadro Werner – o Maka – é fundador e Diretor de Criação do Maka.Branding, consultor de branding e marketing, possui 10 anos de experiência no mercado, sempre atuando como facilitador em processos de gestão de marca. Graduado em Publicidade e Propaganda pela Universidade Regional de Blumenau (FURB), especialista em Gestão do Design e mestre em Design pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

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O meu objetivo aqui é te levar à reflexão e te tornar uma pessoa melhor do que você era antes de ler este artigo, ou seja, agregar valor.

O design em sua essência

Sempre, ou pelo menos quase sempre, quando o assunto é causar um impacto na sociedade, todos ou pelo menos quase todos falam sobre líderes, marcas, etc., e quando se trata de influenciar pessoas ou massas, pode-se falar sobre filmes, livros, novelas, etc. Mas é raro vermos a discussão sobre o papel de um designer.

O Designer desempenha um papel importante não só formação da infraestrutura, mas também dos aspectos do estilo de vida e mentalidade de uma sociedade. Por quê?

“O Design fornece sensações que estabelecem a percepção criando a nossa reação diante de tal.”

Como o design muda a forma como programamos o nosso estilo de vida do dia a dia?

Para começar, lhe convido a imaginar uma cidade mal projetada, rodovias inseridas aleatoriamente, sem nenhuma sinalização, casas construídas aleatoriamente, uma verdadeira bagunça. E agora lhe convido a comparar este exemplo anterior a uma cidade bem planejada e projetada de qualquer escala que você possa imaginar. O impacto do ambiente definitivamente muda a forma como programamos nosso estilo de vida do dia a dia.

Trazendo um exemplo em uma escala menor, como os motoristas dirigirem na estrada com listras pintadas para marcar pistas, do que em comparação com a mesma rodovia sem listras.

O artigo “What Is The Importance Of Road Markings?” fala sobre a importância das listras nas rodovias e como isso ajuda no dia a dia do motorista.

Como uma pequena multidão ou um grupo de pessoas se sentaria em um lugar público se a mobília fosse bem organizada com uma cadeira ou um arranjo de mesa, ou um banco, ou um modelo de mesa projetado especificamente, do que em comparação a cadeiras coladas aleatoriamente?

Desde nossos primeiros momentos de vida, nosso cérebro forjou conexões avançadas através de um campo de processos cognitivos, mesmo sem nossa consciência deste acontecimento.

Cada som, sentimento, visão e além foi perfeitamente integrado em nossa compreensão da experiência diária, e forneceu a base para cada decisão que tomamos. Nossa sensação do mundo ao nosso redor fornece a informação para estabelecer a percepção, permitindo que cada pessoa experimente a realidade subjetiva através da qual nós navegamos nossas vidas.

“O design influencia as pessoas e qualquer coisa que possa influenciar as pessoas pode causar impacto na sociedade.”

 O que podemos fazer para utilizar o design para provocar mudanças positivas em nosso dia a dia?

É inegável que o design pode causar mudanças sociais. Mas a questão é: quais mudanças podem criar e por quê? Quais são as necessidades ou demandas?

Uma vez que você entende a “engenharia” do design você pode utilizar ao seu favor no dia a dia e, de pouco em pouco, transformar o mundo em sua volta para provocar mudanças positivas.

Por exemplo, no caso da publicidade, um bom design pode encorajar a ação correta. No caso da arte, o bom design pode estimular o pensamento e a reflexão.

O Design Emocional, conceito elaborado por Don Norman, nos ajuda a compreender como fazemos nossas decisões diante dos objetos de nosso dia a dia.

Essas decisões acontecem em três dimensões, denominadas Design Visceral, Design Comportamental e Design Reflexivo. Essas três dimensões distintas estão sempre entrelaçadas em qualquer design. Não é possível ter design sem todas as três.

Fonte da imagem: Interaction Design Foundation

O nível visceral é pré-consciente, anterior ao pensamento. É onde a aparência importa e se formam as primeiras impressões. Design visceral diz respeito ao impacto inicial de um produto, á sua aparência, toque e sensação.

O nível comportamental diz respeito ao uso, é sobre a experiência com um produto. Mas a própria experiência tem muitas facetas: função, desempenho e usabilidade. A função de um produto especifica as atividades que ele suporta, para as quais ele foi projetado; se as funções são inadequadas ou não tem nenhum interesse, o produto tem pouca valia.

É somente no nível reflexivo que a consciência e o mais altos níveis de sentimento, emoções e cognição residem. É somente nele que o pleno impacto tanto do pensamento quanto da emoção é experimentado.

Nos níveis inferiores, visceral e comportamental, existe apenas afeto. Interpretação, compreensão e raciocínio só ocorrem no nível reflexivo.

Dos três níveis, o reflexivo é o mais vulnerável à variabilidade através de cultura, experiência, grau de instrução e diferenças individuais. Esse nível também pode anular os outros.

Agora que você pode compreender o processo de percepção e reação das pessoas ao design, você talvez poderá “controlar” suas decisões e observar qual seria o melhor caminho a ser tomado.

“Você não pode controlar o que você não entende.”

Caso queira compreender mais sobre o Design Emocional você pode adquirir o livro na Amazon ou pode ter uma grande elucidação através do TedXTrês formas como o design os faz felizes” apresentado pelo Don Norman em pessoa.

Eu gostaria de finalizar com um incrível parágrafo de Don Norman em seu livro:

“Somos todos designers

Somos todos designers quando reorganizamos objetos e móveis em nossas casas, quando escolhemos o livro que queremos ler, quando nos decidimos por estes ou aquele sapato e transformamos coisas e espaços em nossas próprias coisas espaços. Somos todos designers quando “transformamos casas em lares, espaços em lugares, objetos em pertences”. Embora não tenhamos o controle sobre o design dos muitos objetos que compramos, somos livres para escolher o que usamos e como, onde, com quem e quando os usamos.

“Mesmo que isso pareça trivial e superficial, a essência do design está presente: um conjunto de escolhas, algumas melhores que outras e talvez nenhuma plenamente satisfatória.” Avaliar e escolher a melhor alternativa. Assim podemos resumir o ato de projetar. 

Todos nós somos designers – e temos de ser.

Os designers profissionais podem criar produtos que sejam um prazer de olhar e usar. Más não podem tornar alguma coisa pessoal ou com a qual se criem vínculos. Ninguém pode fazer isso por nós: temos de fazê-lo nós mesmos.”

Kevin Alves é um empreendedor polimático com ênfase em estratégia de marca. Fundou a agência de design Pencimagico, que atua ajudando empresas a criarem uma conexão emocional mais efetiva com seus clientes utilizando práticas no estado da arte do design. Além disso, escreve artigos sobre o tema do design, disseminando uma visão de mundo no qual o design faz parte do epicentro do negócio.

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Ser único, diferente, e ainda manter a identidade sem perder o foco é um desafio constante na vida das empresas de todo o mundo. Quando falamos de estratégias de gestão de uma marca, falamos de escolhas que geram valor para as organizações a longo prazo. Mais conhecido como branding, ele está presente na grande maioria das empresas, sejam elas grandes ou pequenas.

Uma das estratégias de branding que tem despontado no mercado é a diversidade de gênero. Há, evidentemente, outros correlatos como idosos, deficientes físicos, raças, entre tantas outras. Mas a diversidade de gênero, em especial os LGBT, têm despertado o interesse das empresas. Nunca se ouviu falar tanto nesse nicho de mercado, que tem crescido enormemente nos últimos anos.

Mas será que as organizações estão preparadas para essa estratégia? Vamos voltar um pouco no tempo e falar sobre herança cultural. Os babyboomers, nascidos entre os anos 40 e 60 tiveram sua herança cultural passada pelos valores familiares e religiosos, tem um perfil mais conservador, prezam pela estabilidade financeira e pelo zelo da família. Já a geração X, nascida entre os anos 70 e 80 tiveram sua herança cultural pela TV, são menos conservadores, mas ainda assim carregam um desejo de estabilidade forte. A partir dos anos 90 os Millenials tiveram uma herança cultural mais híbrida, com Tv a cabo e internet, são vulgarmente chamados de geração floco de neve, sensíveis, mas não menos importantes, porque são eles quem estão definindo os rumos da próxima geração. A geração Z, nascida nos anos 2000. Quem são eles afinal?

Essa geração nasceu já na era digital. A herança cultural dela tem sido passada através das redes sociais e youtubers. Costumo dizer que os Youtubers de hoje tomaram o lugar dasapresentadoras infantis dos anos 80. Isso reflete diretamente na forma dessas crianças pensarem. E vale lembrar que as crianças de hoje, serão os adultos de amanhã. E quando falamos de amanhã, falamos de algo em torno de 5 a 10 anos, que para uma empresa, seria longo prazo. E quando falamos de estratégia a longo prazo, falamos de Branding.

As empresas que pensam no futuro e na saúde de sua marca, estão abraçando enormemente a diversidade, em especial a de gênero, que é um dos assuntos mais comentados nas redes sociais e pelos youtubers.

Transgênero, Cis gênero, expressão de gênero, sexo biológico, trans não-binário, orientação sexual e sexualidade já fazem parte do universo desses indivíduos desde muito cedo. Falar “o” Pablo Vittar é briga na certa, e não é por menos, eles têm consciência de respeito ao próximo com muito mais fluidez do que as gerações passadas.

Mas não é assim tão simples abraçar a diversidade dentro de uma grande empresa. Não basta apenas ir na Tv e redes sociais e colocar anúncios bonitos com casais LGBT, ou transexuais “lacrando”. Ou ainda contratar um gay ou uma lésbica e falar que abraçou a causa. Tem que ir além; essa geração é bem exigente e esperta, entra na internet, faz pesquisa, e quer saber se a marca realmente está abraçando esses indivíduos ou se eles estão sendo oprimidos dentro das empresas. A tal dissonância cognitiva, fala uma coisa e faz outra. Por isso uma boa política de inclusão se faz necessária, porque apesar de serem chamados de LGBT, cada um tem sua cultura, necessidades e desejos diferentes.

É preciso ainda muita pesquisa para que as empresas possam abraçar essa diversidade de forma coerente, porque toda fase de transição é traumática. Sempre há resistência, ainda mais quando se trata de sociedade, então tudo deve ser bem estudado, com pesquisa, técnica e metodologia correta. Minimizando assim as possibilidades de erros.

Algumas dicas interessantes para as empresas que querem iniciar um processo de inclusão.

Antes da contratação:

  1. Orientar antecipadamente a equipe, informar das novas diretrizes da empresa, e dar palestras esclarecedoras nessas questões.Desde a presidência até os cargos de base.
  2. Informar a equipe sobre as questões de gênero, para que saibam as diferenças entre sexo biológico, gênero, expressão de gênero e orientação sexual.
  3. Orientar a equipe sobre os problemas do bullying, sobre o respeito ao próximo, e como evitar perguntas indelicadas.

Após a contratação:

  1. Entender que gays, lésbicas e transexuais tem necessidades diferentes, e que cada pessoa é única.
  2. Tratá-los como um funcionário e colaborador comum, para que não afete sua autoestima. Tratamentos especiais somente para casos especiais, como qualquer funcionário. Isso vale para oportunidades também.
  3. Focar na produtividade, e não trazer o assunto da diversidade para discussões constantemente. A diversidade deve fluir naturalmente no ambiente de trabalho, e só deve ser abordada nos eventos para esse fim, ou campanhas de endomarketing. Como qualquer outro tipo de campanha de conscientização.

Esperamos que cada vez mais empresas abracem essa causa, é apenas questão de tempo. Essa é uma excelente oportunidade para fixar a imagem das empresas positivamente na mente dos consumidores, em especial os mais jovens e fazer história.

Nuno Teixeira Pereira: produtor artístico de eventos, designer gráfico-multimídia e estudante de comunicação. nunojackpot@gmail.com

 

 

Imagem: Pixabay @ivanovgood

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Desenvolver uma marca pessoal envolve cultivar e tornar perceptível diferentes atributos de personalidade. Um dos atributos mais úteis profissionalmente e que você deve considerar adicioná-lo ao seu perfil é o da assertividade.

Assertividade é uma forma de se comunicar clara, simples e direta. É o meio do caminho entre a comunicação passiva e a comunicação agressiva.

Algumas pessoas são caracterizadas pela sua passividade. Recebem o rótulo de “Maria vai com as outras”, um atributo não muito legal de fazer parte da sua marca pessoal. O comportamento passivo é aquele em que a pessoa prefere não se posicionar nas discussões. Baixa a cabeça e deixa que os outros decidam o rumo das coisas. Claro, eventualmente fará sentido deixar a discussão. Especialmente quando não se domina o assunto. O problema é quando isso se torna uma regra.

Por outro lado existe a comunicação agressiva. Aquela em que a pessoa tenta forçar sua vontade sobre as outras. Utiliza vocabulário e tom de voz intimidador. Em alguns casos chega até mesmo a praticar bullying como forma de auto-afirmação. Esta também não é uma forma de se comunicar adequadamente no ambiente profissional. Mais provavelmente o que você irá conseguir é que as pessoas se afastem de você e não aceitem as ideias impostas.

A assertividade é uma solução alternativa mais adequada. Significa abandonar a passividade e participar. Se posicionar a respeito dos temas em discussão. Ao mesmo tempo fazer isso de forma respeitosa e disposta a ouvir a opinião dos demais. O comportamento assertivo é muito mais colaborativo. Ajuda você a conquistar respeito dos colegas pela sua capacidade de colaboração.

A seguir algumas dicas de como você pode desenvolver um comportamento mais assertivo tornando-o parte da sua marca pessoal.

Por Juan O’Keeffe: bacharel e mestre em Administração de Empresas e tem vasta experiência atuando em empresas multinacionais de grande porte. Escreve sobre desenvolvimento pessoal no blog Evolução Pessoal.com.br.

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Trabalhei por longos anos em uma das Melhores Emissoras do Brasil e em Agência de Publicidade e exponho aqui minha impressão da realidade que assola este meio de Comunicação.

No auge dos altos índices de audiência, tínhamos Diretores de Criação, dentro das emissoras, que sabiam que o “Conteúdo” bem atrelado e desenvolvido, por meio dos 5 sentidos, era e sempre vai ser o grande despertar.

Mas vamos fazer aqui um exercício para entender o que realmente quer dizer “Conteúdo”?

Conteúdo é muito mais do que a divulgação de uma história interessante: é uma equipe com história e experiências de vida, com diversidade sociocultural, que visa a verdade acima de tudo! É o altruísta, o sossegado, o workaholic, o engraçado, o reclamão, o criativo, o zangado, o que diz que tudo vai dar certo, o emotivo, o que já sofreu ou sofre preconceito, o que diz que tudo vai dar errado, o técnico, o frio, o especialista e outros mais. Todo mundo, junto e misturado, discutindo os vários ângulos de visão de um determinado tema, construindo cada história com propósito, começo, meio e fim. Histórias de sucesso, de superação, de emoção, de amor, homenagens, registros, etc.

É um padrão técnico de qualidade impecável, próximo de uma realidade ideal. É a pesquisa, a identidade, o conceito, o público alvo, a defesa, a educação, os princípios, a conversão dos índices de audiência, o entretenimento atrelado ao produto, a exaltação da cultura, o descobrimento de novos talentos, e por aí vai…

E tudo isso, quem bancava?

A PUBLICIDADE.

Mas com a chegada da Internet aconteceram várias mudanças boas e algumas ruins, que ao meu ver as emissoras ainda não conseguiram se diferenciar e se adaptar:

  • 100% de Interatividade;
  • O formato passou a ser as pílulas de minutos jogados na grade de programação;
  • A linguagem agora é feita por pessoas reais, que muitas vezes vivem na prática o que defendem;
  • Celulares passaram a ser os maiores veículos para comunicação;
  • A maioria dos chamados “Conteúdos” tem altas visualizações sem propósito e sem conversão;
  • Existe a falta de veracidade;
  • E inúmeros outros pontos a serem destacados….

Aí por meio da Classe Política Corrupta veio a Crise Econômica do País e isso fez com que os Anunciantes cobrassem da Publicidade um caminho alternativo, visando a sobrevivência.

O que as TV´s fizeram com isso?

Sem caixa e nem defesa diante da surpresa, perderam a mão, entraram em desespero e descartaram os grandes Diretores de Criação e Produção, aí contrataram uma Moçada Super Bacana, conectada, que tem muita vontade, que entende muito de tecnologia, que cobra bem barato, mas que não tem direcionamento, nem experiências e nem história de vida para saber fazer o verdadeiro “Conteúdo”, aquele que atrela o entretenimento e a informação à Marca e ao Produto, convertendo em resultados efetivos, lembram?

No que deu isso?

Em nada, é claro, foi um tiro no pé.
Internet é apenas um veículo!
Eh, acho que já deu pra aprender um pouquinho mais com tudo isso, agora chega né?
Tá na hora de rever Conceitos e Retomar.

 

Vanessa Mandotti: Diretora de Criação de TV e Diretora de Atendimento Publicitário com reconhecimentos e prêmios na área de comunicação. Ministra palestras sobre “Marketing Sensorial, “O que realmente importa na vida?” e “Economia Criativa na Indústria da Comunicação”. É consultora de marketing e publicidade: identifica, pesquisa, diferencia, planeja, desenvolve e lança estrategicamente marcas, produtos e serviços no mercado por meio do Marketing Sensorial on e offline.
www.marketingbusinessbrasil.com.br / www.ideacreativemusic.com

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