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Se por um lado existe a tecnologia como ferramenta de facilidade para uma melhor e mais rápida conexão com o consumidor que, como tendência, ganhará em importância e destaque no mercado; por outro lado, de nada valem essas novas facilidades se a comunicação entre marca e consumidor não for íntegra e coerente do começo ao fim.

É neste momento que se confirma a importância do branding como um agregador de valor à marca e de experiências ao consumidor. Com ele, o propósito é desenhado e incorporado de forma diferenciada, com valores mais perceptíveis e, como consequência, se torna a promessa daquela marca ao cliente.

Ainda que essa promessa seja bem comunicada e conquiste, num primeiro momento, a atenção do consumidor, é a sua entrega que garantirá a fidelização necessária. Por este motivo, a função do branding no processo de estratégia como um todo, desde a concepção da marca, definição de propósito, e ao longo do relacionamento com o cliente, se torna um processo de longo prazo, além de essencial.

Sendo assim, o propósito se torna a ponte entre a marca e seus consumidores, uma vez que direciona intenções, ações e visões transformadoras para um futuro em que pessoas que compartilham dos mesmos valores também querem participar e, por isso, se tornam mais abertas ao diálogo e relacionamento, dando preferência àquela marca em meio a tantas opções disponíveis.

Para tanto, a promessa precisa ser comunicada e os profissionais da área precisam entender que, diferente do que muitos pensam, comunicação não é o que se transmite, mas sim o que é entendido e absorvido.

Visando que as ações de comunicação podem reduzir, ao máximo, a margem de erro do entendimento do consumidor, branding e propósito de marca tornam-se mais uma vez imprescindíveis no alinhamento das ações online e offline.

São essas ações as responsáveis pela conexão com o público-alvo e serão elas, ora elogiadas e compartilhadas; ora criticadas e, infelizmente, também compartilhadas.

É no compartilhamento, na divulgação de experiências de seus clientes com a marca que se pode identificar se o propósito está sendo praticado e percebido de maneira assertiva ou se as ações estão sendo trabalhadas e compreendidas de forma negativa. Neste momento, o acompanhamento das reações de seus consumidores e a resposta rápida, alinhada e sincera, como um exemplo de aproximação com o cliente, faz a diferença e pode garantir que o cliente, mesmo tendo alguma experiência negativa, se torne um embaixador da marca.

A humanização das mesmas cria um vínculo com esse consumidor que permite (e exige) que ela assuma seus erros e os comunique, mas que também se redima e ganhe melhor aceitação do cliente por tratá-lo de forma mais humana e com proximidade.

O propósito da marca deve, portanto, ser criado e implementado de dentro para fora, mas sempre com o foco no mercado. O branding deve fundamentar toda e qualquer estratégia da marca que, junto com o marketing de conteúdo permitirá a diferenciação da mesma na multidão de marcas existentes no mercado, conseguindo destaque diante dos olhos exigentes do consumidor.

Por fim, como dito anteriormente, permitirá a fidelização desse relacionamento com o consumidor e poderá transformá-lo em embaixador da marca se for bem comunicada e trabalhada a longo prazo.

Para criar um valor de marca forte, é preciso ter um posicionamento claro e coerente, bem como um conjunto autêntico de diferenciação que apoie esse posicionamento.

Ou seja, a importância da aplicação do branding nas marcas com um propósito bem delineado pode gerar conteúdo e ofertar ao mercado promessas condizentes com a organização, criando laços a longo prazo com o consumidor e permitindo, não só a fidelização já citada, mas também a propagação na rede de contatos onde o seu consumidor convive.


Case Reserva

Uma marca com propósito claro e que vem fazendo diferença no mercado brasileiro é a marca Reserva, que foi considerada pela Revista Fast Company como uma das marcas mais inovadoras do mundo.

O propósito da marca está presente em todas as lojas, onde encontra-se um painel que define bem o que é ser uma marca preocupada com as pessoas e que tem como propósito cuidar, emocionar e surpreender as pessoas todos os dias.

Sempre acreditamos que por trás de grandes marcas sempre temos grandes líderes. É o caso do Rony Meisler, fundador da grife Reserva. Sua gestão é divertida, inovadora e criou um estilo de liderança que combina essas práticas divertidas e de gestão com a crença de que fazer o que se ama é fundamental para os negócios.

Meisler mudou o nome da área de gestão de pessoas para “fontes humanas” e o marketing interno foi batizado departamento de “felicidade”, cuja função é criar um ambiente de trabalho mais divertido e feliz. Uma das invenções mais queridas é um programa que estimula os funcionários a indicar uns aos outros pelo bom trabalho. No fim de cada mês, um comitê escolhe os melhores e os vencedores têm um sonho realizado — ao entrar na empresa, cada funcionário precisa dizer ao RH três sonhos (possíveis) de ser cumpridos.

Quanto o propósito, é claro, a empresa gira em torno de pessoas e a missão de Meisler é orientar a cultura da empresa. Com isso o resultado não poderia ser outro se não resultados positivos para a imagem da marca, engajamento da equipe e retorno financeiro.

No mundo contemporâneo, a sociedade enfrenta um período de mudanças com rápidas transições em todos os âmbitos. O fluxo de informações intercambiáveis e de tecnologias envolvendo sua troca têm permitido que, cada vez mais, pessoas tenham acesso a volumes maiores de conteúdo. Em contrapartida, vive-se um momento de saturação, no qual o usuário tem tantas fontes para consumir este conteúdo que torna desafiador para quem fornece informação competir não só pela atenção do público, mas por algo ainda mais importante: sua fidelidade.

A análise da humanização das marcas se faz relevante considerando a tendência percebida atualmente como tentativa de engajar novos e antigos clientes, em especial aqueles pertencentes à nova geração de consumidores, cujo perfil de compra é diretamente influenciado pela era digital, pela liquidez da modernidade, pelas relações sociais e desejos internos de agora “ser”, em detrimento de “ter”.

É importante lembrar que não basta estabelecer que uma marca se refere a determinado produto: é preciso validar esse reconhecimento orientando o consumidor sobre sua identidade, ao que ele se propõe e o porquê aquele, dentre tantos outros produtos semelhantes, é o ideal.

Antes com suas forças centradas em oferecer ao consumidor valores humanos muito além de simples serviços, culturas ou produtos, o marketing não somente compreendeu a consciência do usuário como também o seu poder ao percebê-lo dotado de acesso às tecnologias.

O modelo de consumir evoluiu gradativamente à medida que o foco mudava. Num primeiro momento, de produto para consumidor e, posteriormente, deste consumidor para o ser humano que ele é: dotado de personalidade, ideais e senso de individualidade.Ao passo que, quando os clientes tomaram consciência do seu poder no meio, a comunidade global passou a se adequar aos modelos “impostos”, centrando seus esforços em acompanhar a jornada desse consumidor emergente, conectado e inquieto, numa tentativa de engajá-los.

Em meio a essa abordagem, convém citar o termo “cibridismo”, que representa a atualidade e nada mais é do que a ponte que conecta o online e o offline. A abordagem se faz pertinente já que, numa discussão sobre a era digital e o cenário do marketing, é preciso esclarecer que o marketing digital não tem a pretensão de substituir o marketing tradicional. A coexistência é imprescindível para que ambos se alicercem na conquista do consumidor.

Não há dúvidas de que o cenário atual é desafiador, especialmente quando potenciais clientes são constantemente expostos a uma carga excessiva de tudo: tanto online, através da publicidade na internet, quanto offline, por meio das opiniões emitidas por aqueles que compõem seu círculo social. De fato, não há fórmula exata para tornar uma marca relevante, mas é fundamental observar que o “caminho do consumidor” pode ser um grande passo na compreensão do perfil para o qual apontar. Desse modo, o foco se configura como uma das chaves principais na distinção e, consequentemente, do valor atribuído à marca.

Já faz algum tempo que o branding tem sido incorporado e trabalhado como elemento do cotidiano das empresas. O seu papel se tornou decisivo nesse cenário globalizado e, no que tange à boa gestão de uma marca, a diferenciação é o fator responsável por tornar a concorrência mais tolerante.

Do ponto de vista do marketing, o consumidor detém o poder decisivo no cenário atual e, apesar de parecer dicotômico, nesse momento ele tem manifestado muito mais seu lado humano. O desafio agora é, então, tornar as marcas mais humanas: criar um fator de identificação com esse público que é constituído por um sem fim de personalidades que não tem nada em comum além de vulnerabilidade.

As marcas vivem um momento em que não deve poupar esforços na aproximação com seu público e, assim, criar laços de amizade.

Ao abordar ansiedades e desejos que tocam o coração do público consumidor, as marcas passam a centrar seus esforços na autorrealização ao passo que elas próprias se tornam também humanas.

É possível interpretar desse contexto que existe uma necessidade de constante reinvenção por parte das marcas para sobreviver no “mercado do momento”. Produto, preço, praça e promoção já não são mais os únicos motores que levam uma pessoa a consumir algo.

As necessidades funcionais ainda estão presentes e sempre estarão, mas as pessoas têm buscado algo mais, às vezes algo quem nem mesmo elas sabem exatamente o quê. E éaí que mora a oportunidade de transformar um cliente em fã: conhecê-lo a ponto de saber o que oferecer para ele em determinado momento – e sabendo quem ele é.

Na atual configuração da era digital da informação,identifica-se a força de um cenário que já não se pode mais deixar de pertencer. A cultura da internet que hoje fomenta a criação e disseminação de conteúdo, de forma massiva e num tempo outrora inimaginável, é a mesma responsável pelo afastamento espacial dos seus usuários.

Considerando esse cenário, percebe-se que o meio digital vive em dicotomia e revela-se como um grande desafio para o mercado atual: o de conciliar, falar muito e conseguir, também, fazer muito. O alinhamento das expectativas externas ao propósito de marca tem se mostrado a melhor aposta das empresas na conquista de visibilidade e engajamento.

A valorização da transparência em uma comunicação sem ruídos e sem rodeios tem oferecido às pessoas um relacionamento que elas estimam ao ponto de desejarem repetir. O valor de discursos que promovem vantagem competitiva norteia o surgimento, desenvolvimento ou reposicionamento de uma marca rumo ao sucesso.

A Nubank, startup brasileira do segmento financeiro, é uma fintech que nasceu em 2013 e vem com esta proposta íntima com seus clientes, atuando como operadora de cartões de crédito e oferecendo como produto o seu próprio cartão no mercado.

Com o objetivo de acabar com a complexidade e burocracia inerentes aos modelos vigentes, aos quais os usuários estão exaustivamente acostumados, a Nubank pretende devolver aos seus clientes o controle do que é deles por direito, propondo resoluções através de sua tecnologia de ponta e esmero com o design.

Apesar de jovem, a Nubank já é um grande case de sucesso de companhia que se utiliza da humanização, desde a sua fundação, para se comunicar com os usuários. Ela estabelece um diálogo objetivo e direto com cada cliente – tratando-os como indivíduos – valorizando opiniões e recebendo em troca a sua merecida confiança, valendo-se dessa troca, que é fruto desse processo de colaboração para obter resultados satisfatórios.

O que comprova que investir na elaboração de um trabalho de branding, com ênfase na humanização, é o cerne da prática orientada para o desdobramento do propósito de uma marca.

Branding digital, também conhecido como Digital Branding, diz respeito à gestão da marca no ambiente online, enquanto Branding é o nome usado globalmente para definir o relacionamento entre marcas e consumidores nos ambientes online e offline.

Em um mundo cada vez mais conectado, as marcas precisam se reinventar para se tornar relevantes diante de consumidores tão exigentes. Acompanhar as dinâmicas do mercado é acompanhar a evolução da sociedade e estar presente na vida das pessoas, significa estar aonde elas estão.

A contemporaneidade pode ser definida como a era da conectividade e, cada vez mais, vemos os consumidores alternando os ambientes off e online.

A criação e popularização da internet é provavelmente uma das maiores revoluções na história da humanidade. A forma como nos comunicamos, nos comportamos e trabalhamos foi totalmente transformada após a chegada dessas tecnologias.

Grande parte de nossos ambientes de trabalho tornaram-se digitalmente dependentes, assim como nós, que checamos as notificações de nossas redes sociais a cada minuto. Podemos até dizer que, nos dias de hoje, estar socialmente incluso sem estar conectado digitalmente é quase impossível.

Todos nós, inevitavelmente, estamos cercados por marcas.

A internet transformou o comportamento do consumidor diante das diversas marcas presentes no mercado, já que o cliente se tornou mais crítico e mais informado. Hoje, é possível pesquisar, comparar, ver críticas e avaliações sobre marcas e produtos com um simples clique. É o consumidor com muito mais poder de escolha e decisão.

É importante entender como o branding digital pode agregar valor à marca da sua empresa para que ela esteja sempre presente no pensamento do consumidor, saindo na frente da concorrência.

Afinal, o que é Branding Digital?

Nada mais é do que a gestão de uma marca na internet. Com a internet e as ferramentas digitais, a ação de comprar um produto ganhou várias opções. Se antes um comprador tinha que ir de loja em loja para encontrar e comparar os produtos, hoje ele consegue fazer isso por meio do seu celular, na palma da sua mão.

Isso é bom tanto para os consumidores quanto para os empreendedores, que passaram a oferecer seus produtos para um público bem maior. No entanto, com a quebra das barreiras físicas, o mercado se tornou mais competitivo e a necessidade de se diferenciar cresceu. E é nesse ponto que aparece o conceito de branding digital!

O branding se refere à construção de uma marca frente à percepção do cliente. E no caso do digital, é a gestão de uma marca na internet, desde a criação, manutenção e posicionamento da sua identidade no ambiente online.

O branding digital fortalece a gestão dos negócios para agregar valor à marca e aumenta a fidelização do cliente. É um trabalho que leva tempo e muita dedicação, mas fundamental nos dias atuais para o sucesso do negócio, abrangendo diversos processos, sejam eles de pesquisa, lançamento de novos produtos, reposicionamento ou conversão de possíveis clientes em consumidores. A comunicação da empresa com o cliente é uma das formas de apresentar seu posicionamento e seus valores.

Não há uma receita pronta para o sucesso. O objetivo principal do branding é fazer com que a marca seja referência em seu segmento, destacando-se da concorrência. Além disso, um branding fortalecido atrai clientes em potencial, transformando-os em consumidores fidelizados e aumentando o lucro do seu negócio.

Case de sucesso Magalu

Atualmente o consumidor conhece o produto na loja física, compra no aplicativo, recebe em casa e interage com a loja pelas redes sociais, e esse relacionamento é natural para ele. Então o grande desafio das marcas atuais é entregar essa experiência para o seu consumidor – processo também conhecido como Omnichanel.

Omnichannel é uma estratégia de mercado relacionada à integração. A ideia é integrar todos os canais de uma marca que, trabalhando de maneira uniforme, proporcionam uma experiência de compra mais agradável ao cliente.

Esta estratégia é muito usada em lojas de varejo e entrega ao cliente uma experiência de compra em 360 graus, permitindo um engajamento maior nos canais da marca.

O Magalu criou uma estratégia omnichannel antes da palavra ser inventada, graças ao CEO Frederico Trajano, que foi um visionário e enxergou a grandeza do digital muito antes de outras empresas.

O que mais tem chamado a atenção do mercado é a maneira como eles conseguem integrar a tecnologia ao calor humano no negócio, mais definido pelo CEO como high tech, high touch.

A marca traz muitas novidades tecnológicas para o consumidor: um app que acompanha as entregas por meio do WhatsApp, sistemas em loja que permitiram reduzir a execução de uma compra de 45 minutos para dois minutos, entregas de pedidos feitas no mesmo dia ou em até 48 horas, entre outras coisas. Por outro lado, há muito calor humano nas interações que a marca estabelece com os clientes. A marca possui uma influenciadora digital, a Lu, que fala em primeira pessoa com eles nas redes sociais, no WhatsApp. Ela não é um robô, não tem voz de robô e não escreve como um robô. É uma amiga que traz pessoalidade para a relação digital, e isso permeia todas as ações digitais da marca.

Como coloca Frederico Trajano, o Magalu também abraça várias bandeiras relacionadas ao universo feminino e isso tem colocado a marca sob holofotes. A Lu fala sobre o combate à violência contra a mulher e o assédio. Também já se ausentou um dia das redes sociais para ir fazer um exame de mama e trazer à tona o câncer e a importância da prevenção, ou seja, o high tech e high touch juntos, passando a essência da marca.

Uma marca que se preocupa tanto com a percepção do cliente quanto com a sua imagem, tem maior facilidade de fidelizá-lo. É importante estar presente nas redes sociais e acompanhar o engajamento das pessoas com a organização e seus produtos.

Com o mercado online, a concorrência se acirrou bastante. A praticidade de compra aumentou as opções para o consumidor e para o mercado em geral. Portanto, é preciso investir na imagem da marca e diferenciá-la dos concorrentes, assim como tem feito com excelência a Magazine Luiza, com a Lu do Magalu.

Por meio de um trabalho diário, o branding digital faz com que a sua marca tenha mais confiabilidade e agregue valor aos olhos do seu público. E tudo isso se reflete no valor da marca!

Atualmente, quase tudo o que fazemos precisa ser em pouco tempo. Quando queremos falar com outras pessoas ou empresas queremos que seja tudo muito rápido, e vou além, queremos centralizar a maior parte das nossas tarefas em poucas plataformas. Pensando nisso, quando falamos em cliente/consumidor, o contato precisa, agora mais do que nunca, ser rápido e eficiente, além de, se possível, em um único canal.

Você deve estar se perguntando: mas com tantas opções, por que tentar centralizar? Pelo simples fato de ter a sensação de que é uma conversa contínua. Pode parecer que não, mas em uma época onde as pessoas não querem perder tempo, parar para explicar um histórico é considerado um desperdício do mesmo e incomoda o consumidor. Segundo o Relatório Zendesk de Tendências da Experiência do Cliente para 2020, 68% dos clientes ficam irritados quando suas chamadas são transferidas entre departamentos.

Além disso, segundo o mesmo relatório, mais de 70% dos clientes esperam que as equipes das empresas colaborem entre si. O que isso quer dizer? Que a colaboração entre equipes é um elemento essencial para o sucesso de das empresas. As equipes de vendas e suporte precisam trabalhar em parceria para trocar o maior número de informações sobre interações antigas dos clientes com as mais recentes. É natural que as empresas ofereçam cada vez mais canais de comunicação e isso não é um problema – o ponto crucial aqui é conectar dados para fornecer uma experiência cada vez melhor para quem está do outro lado.

Acredito que essa troca de informações e principalmente a maneira de interagir com o cliente seja o maior desafio no momento. Até porque, além dos canais que as empresas já disponibilizam, algumas pessoas esperam que o mercado se adapte e adicione às suas ferramentas de comunicação todos os canais novos. Aliás, acredito que lidar com essa expectativa seja o maior desafio. Por isso é tão importante conectar as equipes e mais uma vez: os detalhes estão nos dados. Com uma comunicação rápida, alinhada entre setores e de acordo com os canais de escolha dos clientes, as chances de ter um cliente satisfeito com o atendimento, que aprove a experiência oferecida e seja fidelizado pela empresa é certa.


Adriano Ribeiro: especialista em Inovação e Empreendedorismo pelo Stanford Center for Professional Development e sócio da Kiddo, consultoria de design de customer experience especializada em construir para empresas jornadas únicas para o contato do cliente com a marca. A Kiddo tem foco em tecnologia e design de usabilidade, construindo caminhos para o relacionamento do público com as empresas visando a fidelização, conversão e métricas de atendimento e retenção.

Tudo o que você precisa saber para acompanhar a mudança

Transformação digital é uma realidade para profissionais e empresas de todos os segmentos e portes, impactando diretamente seus negócios não só de forma imediata, mas também a curto, médio e longo prazo.

Para entender mais sobre o assunto e, principalmente, como pode impactar os resultados de um negócio e de seus profissionais, fomos até a Digital House conversar com Edney Souza ou, como ele é conhecido, InterNey, um verdadeiro expert quando o assunto é o mundo digital.

Na conversa, InterNey destacou pontos relevantes sobre Transformação Digital, abordou seus mitos e verdades, suas tendências e também as abordagens necessárias para tirar vantagem desta realidade.

O papo rendeu e esperamos que você aproveite os pontos que destacamos a seguir:

AFINAL, O QUE É TRANSFORMAÇÃO DIGITAL?

Ao refletir com mais critério sobre o nosso dia a dia, vamos perceber que tudo o que fazemos é digital ou, de alguma forma, envolve processos digitais.

Nosso comportamento mudou e, muitas vezes sem nos darmos conta, adotamos tecnologias que transformaram radicalmente a nossa relação com o mundo.

O celular é um exemplo disso, talvez o maior deles. Já não saímos de casa sem esse supercomputador em nossos bolsos. Com ele estamos conectados, podemos nos divertir, trabalhar e realizar inúmeras tarefas de forma remota, como pagar contas e fazer compras.

Outro grande exemplo dessa mudança são os serviços de streaming que mudaram de vez o modo de consumir conteúdo. Esperar já não é mais uma opção. Queremos acessar conteúdo on-demand, quando, onde e o que quisermos.

E o que consagrou a Netflix e destruiu modelos antecessores, representados emblematicamente pela Blockbuster, está exigindo que grandes players, tanto da TV aberta, TV a cabo, cinema e vídeo game ofereçam serviços de streaming não apenas como uma alternativa a seu modelo tradicional, mas como uma tendência que o substituirá. É só pensar em grandes nomes que entraram em evidência nos últimos tempos: Globo Play, Disney Plus, Apple TV Plus e o mais novo Quibi, anunciado na CES 2020.

Isso tudo mostra que a Transformação Digital é muito mais sobre comportamento do que sobre tecnologias em si.

Isso porque, uma vez que o consumidor muda sua forma de agir, as marcas precisam automaticamente se adequar para permanecerem relevantes.

Pense nos serviços de logística. Por conta do pensamento on-demand, precisaram se reinventar para atender os consumidores que compram tanto no on-line quanto na loja física. Assim, o Mercado Livre e sua entrega em até 48h exerceu grande pressão nessas empresas.

O mesmo acontece com o SAC que, pelo mesmo comportamento, precisou abraçar a tecnologia dos chatbots para estar em contato constante e de forma ágil com um consumidor que não quer mais esperar para receber informações sobre a marca.

Nesse sentido, o digital é o meio e não o fim!

MITOS E VERDADES SOBRE A TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

  1. Tecnologia X Comportamento

O primeiro mito já foi revelado acima. Transformação Digital não é sobre tecnologia, é principalmente sobre pessoas e comportamento!

Pessoas mudam a forma de realizar suas tarefas, se divertir e consumir; e as empresas e marcas simplesmente precisam se adequar para se manterem relevantes.

As mais antenadas estão sempre atentas, investindo em pesquisa e criatividade para desenvolver novas soluções, se reinventarem e direcionarem o comportamento, mudando assim, os mercados em que atuam.

  1. Velocidade X Acesso

A Transformação Digital não é só sobre deixar os processos mais rápidos e eficientes. Ela é sobre acesso!

Ou seja, com a tecnologia as pessoas passam a ter acesso às coisas que antes eram inacessíveis, como controle, podendo tomar melhores decisões sobre como e o que consumir; informação, potencializando a construção de conhecimento e aprendizagem; serviços, que antes do advento de tecnologias mobile e internet era difíceis e restritos às situações e agentes específicos.

Tudo isso torna a questão da curadoria um trunfo para as marcas, que atuam de forma a realizar um filtro e direcionar a escolha do consumidor, o ajudando a achar um foco em meio a um oceano de opções.

  1. Físico X Intangível

Tendemos a pensar que a transformação digital está nos smartphones, smart TVs, smartwatches, wearables, carros autônomos e produtos lançados diariamente.

Esses produtos são muito legais, agregam tecnologias a tudo, mas são apenas o meio.

O que está por trás deles é que impacta no comportamento e traz a mudança. Assim, a transformação digital conectou indústria, comércio e serviços de uma maneira nunca antes vista, mudando o foco para o poder acessar e não necessariamente possuir. Tanto para as marcas quanto para as pessoas.

O Airbnb mostrou que o importante não é ter uma estrutura com muitos quartos, mas sim uma rede de credenciados que disponibilizam suas estruturas em uma plataforma que as conecta aos turistas e viajantes a negócio.

O UBER mostrou que, melhor do que possuir um carro, é ter acesso a múltiplos carros sem gastar com gasolina, estacionamento, manutenção e impostos.

IFood e Loggi mostraram que serviços de entrega podem ser terceirizados a menor custo para os estabelecimentos e maior comodidade para os usuários.

O QUE PROFISSIONAIS E EMPREENDEDORES PRECISAM SABER SOBRE TRANSFORMAÇÃO DIGITAL?

Por ser uma questão de comportamento, é preciso que profissionais e empreendedores mudem sua forma de leitura do ambiente e, assim, transformem a si mesmos.

InterNey apresentou 4 mindsets que auxiliam no processo de aprender e assimilar habilidades digitais:

  • Mindset do Programador

Adotar uma visão segundo a qual tarefas possam ser automatizadas com o intuito de ganhar eficiência e direcionar energias para abordagens estratégicas que agreguem valor ao negócio ou carreira.

  • Mindset dos Dados

Pensar nos dados como referência para a tomada de decisão. Geralmente deixamos o dado decidir por nós, como é o caso de quem segue a rota sugerida pelo Waze sem pensar duas vezes ou interferir com referências, por exemplo.

  • Mindset de UX

Pensar a partir do consumidor e suas experiências. Conhecer essa questão em detalhes pode potencializar vantagens competitivas a partir de soluções para o consumidor.

InterNey também lembrou que, hoje em dia, tudo está muito conectado e acessível. Seu consumidor tem acesso a opções muito semelhantes às quais você oferece. Sendo assim,  considerá-lo como o centro da estratégia pode se tornar uma verdadeira vantagem competitiva.

  • Mindset do Marketing

Exercitar a capacidade de contar estórias. Focar em simplificar a mensagem ao máximo e envolver as pessoas em seu contexto, lançando mão de empatia e suporte tecnológico. Imagine-se apresentando uma proposta para o seu chefe: se você usar uma linguagem extremamente técnica referente à sua área pode ser que ele não se envolva. Mas experimente contar uma estória na qual a solução é protagonista. As chances de envolvimento serão maiores.

Além dos 4 mindsets, pequenas atitudes tornam-se acessíveis para serem implementadas e construir uma presença digital de forma mais assertiva, lançando mão de tecnologias que ganham cada dia mais destaque.

Começar criando um perfil do negócio no Google My Business, aumentando as chances de ser encontrado nos mecanismos de busca, o que requer o preenchimento de informações básicas sobre o negócio, como endereço, telefone, site e horário de funcionamento. Uma dica aqui é pensar em qual pergunta o seu consumidor precisa fazer para ter sua marca como melhor resposta e, a partir disso, estruturar as informações que irá disponibilizar.

Esse mesmo raciocínio deve ser utilizado para estruturar um website ou um blog, ambientes nos quais os consumidores interagem com sua marca em ambiente próprio.

Outra tecnologia a ser considerada e estar no radar do empreendedor são as ferramentas de busca por voz ou, pelo menos, a otimização dos websites para tal. Isso porque o comando de voz está se popularizando e se difundindo em celulares, computadores, assistentes de voz, smart TVs e smartwatches.

QR codes como forma de pagamento também estão em ascensão pela facilidade que geram ao usuário por dispensar a necessidade de carregar cartões e pelo fato de estarem sempre munidos de seus celulares.

Para finalizar, merece destaque o uso de chatbots para relacionamento, uma vez que essa tecnologia está cada vez mais acessível e permite que seu ambiente on-line forneça respostas a solicitações e contatos dos consumidores 24 horas por dia e 7 dias por semana de forma automatizada, suprindo a necessidade de serem atendidos on-demand.

PROFISSÕES EM ASCENSÃO

Este cenário em constante mudança, por sua vez, favorece algumas profissões que ganham destaque pela demanda que suprem. InterNey citou 6 delas para que você tenha em seu radar:

  • Programadores: pois todo mundo tem que ter site, app ou estar presente em ambiente online;
  • Analista de marketing digital: é este profissional que auxilia na divulgação dos produtos e no relacionamento com os consumidores;
  • Analista de dados: afinal, é necessário tomar decisões assertivas com base em dados que, por usa vez, precisam ser bem interpretados e organizados;
  • UX-designers: a Transformação Digital é sobre comportamento, que está intimamente relacionado a experiências;
  • Profissionais de desenvolvimento: Project Onwer (topo do projeto para garantir que as metodologias sejam ágeis) e Product Manager (para analisar o mercado, o consumidor e adequar os processos para estabelecer pontes entre eles e a marca);
  • Cyber Security: por conta do aumento da preocupação acerca dos dados que sustentam todo este ambiente digital, o que nos leva para o último tópico abordado.

LGPD – LEI GERAL DE PROTEÇÃO DE DADOS

A Lei Geral de Proteção de Dados já existe desde 2018 e passará a ser aplicada em agosto de 2020, trazendo mudanças nas exigências em relação aos dados das pessoas.

Em linhas gerais, dados pessoais só podem ser coletados e utilizados mediante consentimento do usuário que pode consultar a empresa e solicitar a exclusão de seus dados a qualquer momento.

Nesse sentido, as empresas precisam realizar um movimento de adequação de seus termos de consentimento, investir em servidores e processos de segurança, bem como garantir que todos os dados que possuem em seus bancos tenham o aceite de seus titulares.

Em caso de um eventual vazamento desses dados, a empresa precisa informar publicamente quais dados foram vazados, acarretando, sobretudo, em uma crise de confiança e de imagem para sua marca.

Grandes empresas já estão adequadas à LGPD, especialmente por ela se assemelhar à legislação vigente na Europa e Estados Unidos e, por isso, pressionam o governo para que a lei não tenha sua aplicação adiada, podendo assim, manterem sua vantagem frente aos concorrentes.

Desta forma, a LGPD confirma a necessidade de engajamento constante para a manutenção do consentimento do usuário mediante o acesso à conteúdos de relevância e serviços e produtos de qualidade.

InterNey alerta que, mesmo que pareça que a lei não gere efeitos tão severos de imediato, os usuários tendem a se acostumar com o novo padrão e com a possibilidade de controle de decisão em relação aos seus dados, fato que, a longo prazo, os fará pressionar as empresas.

Para saber mais sobre a LGPD clique aqui.

Para finalizar, a mensagem que fica da conversa com InterNey é que mudar nosso mindset e abraçar as possibilidades do digital para nossos negócios e carreiras é necessário, focando sempre na questão do comportamento e das relações que determinam toda a dinâmica de forma a construir e entregar valor aos nossos consumidores e parceiros.

 

Edney Souza, conhecido no mundo digital como InterNey, é Diretor Acadêmico na Digital House Brasil, Organizador da Social Media Week São Paulo, e editor do blog WordPress.com Brasil.

Formado em Processamento de Dados pela Universidade Mackenzie, com pós-graduação em Tecnologia da Informação Aplicada a Negócios pela FASP, trabalha no mercado de tecnologia e comunicação desde 1990.

Apesar do novo logotipo ter sido apresentado em julho de 2016, ainda vejo algumas pessoas percebendo esta mudança. Mas, afinal, o que justifica essa atualização? Será que foi apenas um redesign para adaptar o logo ao contexto digital?

Não. Não foi apenas uma “simples” atualização da identidade visual.


FOCO NO DIGITAL

O novo projeto de identidade visual foi desenvolvido pelo estúdio de design Pentagram, trazendo simplicidade e clareza para a marca, além da otimização para o digital:

“O objetivo era transmitir simplicidade e modernidade, preservando a herança da empresa e o enorme valor da marca. A tecnologia digital é um segmento crescente dos negócios da Mastercard, e precisava de uma identidade que ajudasse a posicionar a marca como uma empresa de tecnologia voltada para as pessoas e voltada para o futuro. A nova marca foi projetada para funcionar perfeitamente em todas as plataformas digitais, canais de varejo e dispositivos conectados.” (Pentagram)

Imagem: Pentagram.
Imagem: Pentagram.

Segundo Raja Rajamannar, diretor de marketing e comunicações da Mastercard, “hoje, tudo envolve consumidores conectados, e o digital está no coração de possibilitar a eles praticamente tudo o que precisam fazer em todas as esferas de suas vidas”.


NO MORE CARDS!

Crédito, débito, transporte, convênio médico, refeição, carteirinhas e afins…  que sonho seria não precisar carregar uma variedade de cartões, não é? (Há quem goste… inclusive de moedas).

Pois bem. Soluções digitais já fazem as pessoas, principalmente em países mais desenvolvidos, necessitarem cada vez menos dos cartões físicos: as transações podem ser feitas simplesmente inserindo informações de pagamento ou pelo celular com a tecnologia NFC (como Samsung Pay, Apple Pay e Google Pay), além das soluções vestíveis (como pulseiras), que também permitem realizar pagamentos aproximando-as de uma máquina leitora.

E…?

É claro que a Mastercard, umas das marcas mais reconhecidas mundialmente, já estava atenta a todas as mudanças promovidas pela transformação digital há um bom tempo.

Segundo a companhia, a mudança do logo foi mais um passo na preparação da empresa para o momento em que os cartões não serão mais utilizados – a palavra “cartão” tende a cair cada vez mais em desuso (UOL, 2019).


POSICIONAMENTO DE MARCA

A Mastercard planeja ser vista como uma FINTECH (empresa financeira de tecnologia) e não simplesmente como rede de cartões de crédito. Já foram feitas mudanças na comunicação nos últimos anos – a Master agora se proclama uma “companhia de pagamentos digitais”.

Imagem: Mastercard, 2020.

E para iniciar a mudança da marca, uma pesquisa global levou 20 meses para garantir que as pessoas reconheceriam a empresa só pelo logo dos círculos – o número de pessoas que reconhecem espontaneamente passa dos 80%.

Lembre-se: o símbolo da marca vai além da representação visual para diferenciá-la no mercado. Quando o branding é trabalhado, utilizando-se do design de maneira estratégica, o logotipo, o símbolo e as cores transmitem uma série de associações intencionais construídas para a experiência do consumidor com cada ponto de contato da marca.

Desta forma, o design associado às estratégias de marketing e comunicação caminham para fixar o novo posicionamento de uma marca que já tinha nome e imagem consolidados no mercado.


FOCO NO USER EXPERIENCE

Muitos cargos dentro da empresa passaram a ser redirecionados pensando na experiência do consumidor.

Segundo Consumidor Moderno, Francine Cruz, Gerente de Produtos Digitais, afirmou que sua função na empresa vem mudando junto com o reposicionamento da marca: “Deixei de ser uma especialista em meio de pagamentos para ser especialista em UX (User Experience), com conhecimento do todo”. (CONSUMIDOR MODERNO, 2018)

A marca tem trabalhado junto de organizações privadas e do setor público para facilitar entrega de serviços variados que vão desde o pagamento de benefícios até o pagamento do ônibus.

Para se ter uma ideia da evolução deste serviço, o volume de pagamentos por aproximação da Mastercard cresceu 10 vezes em um ano, o uso em pagamentos de transporte público na cidade de São Paulo tem expandido e a empresa ainda prevê o lançamento de uma nova plataforma customizada para o cliente com inteligência artificial para 2020. (GAZETA DO POVO, 2020)


E a sua marca, tem pensado estrategicamente cada ação com foco na transformação digital e na experiência do consumidor ? Lembre-se: tudo isso não é sobre o futuro ou apenas para grandes marcas.


Referências:

Agência Pentagram.

Consumidor Moderno (2018).

Exame (2016).

Gazeta do Povo (2020).

UOL (2019).

Conheça a história do estúdio de design que nasceu a partir da vontade de empreender de dois alunos que, desde o início da vida universitária, se comportavam como verdadeiros profissionais de mercado.

O conceito de empreendedorismo nunca esteve tão em alta quanto hoje em dia. Livros sendo lançados, cursos ministrados, conteúdos e cases de sucesso disponibilizados em sites de referência e compartilhados diariamente em redes sociais, isso sem contaras inúmeras fontes nas quais podemos nos inspirar para, um dia, empreender.

Segundo o dicionário, empreender significa decidir colocar em prática ou executar algo laborioso, ou seja, algo que demanda certo empenho para acontecer. Está relacionado a transformar ideias em prática e, no senso comum, faz referência ao mundo dos negócios.

Empreender não significa, no entanto, apenas criar um novo negócio. Seu conceito pode ser aplicado dentro das corporações, na medida em que profissionais, gestores ou não, decidam implementar suas ideias na prática, empreendendo-as com o objetivo de alcançar melhores resultados, conceito conhecido como intraempreendedorismo.

Mais do que uma tendência,o empreendedorismo é uma realidade e impacta milhões de pessoas. Tal impacto, por sua vez, pode ser positivo ao incentivar, engajar e encorajar a busca por novas ideias e modelos de negócios ou, por outro lado, pode representar uma grande pressão para aqueles que acreditam que se tornar o próximo unicórnio é a única medida válida para o sucesso.

Nesse contexto, um dos grupos mais impactados pelos conceitos do empreendedorismo é o dos universitários prestes a ingressar no mercado de trabalho, inspirados a perseguir o sonho do negócio próprio desde cedo.

Aqui temos duas grandes notícias positivas:a primeira é que ingressar no mundo corporativo também possibilita a aplicação dos conceitos de empreendedorismo. E a segunda é que muitas empresas de sucesso nascem e prosperam já no ambiente universitário, sendo realmente uma opção válida a ser perseguida!

A grande questão é saber lidar com as oportunidades e trilhar um caminho que lhe direcione aos seus grandes objetivos profissionais.

Porém, é mais fácil falar do que fazer. Afinal, nem só de conceitos se sustenta a realidade da competitividade de mercado.

E foi em meio a essa realidade que nasceu o estúdio de design st.Paragon, dentro da universidade e que hoje conquista seu espaço no mercado criativo com importantes trabalhos realizados e exemplos a serem compartilhados, cuja importância reside na empatia e na proximidade que sua história tem da realidade de muitos jovens empreendedores brasileiros.

Sem mais delongas, vamos a história da st.Paragon! 

Como tudo começou

st.Paragon começou em abril de 2018, quando os dois designers começaram a trabalhar juntos em uma parceria informal, lidando ao mesmo tempo com trabalhos fixos e projetos universitários. Mas foi em março de 2019 que foi dada a largada oficial da sua jornada, quando se desligaram de todos os outros projetos paralelos e decidiram focar no estúdio em tempo integral.

Ao contrário do que muitos podem imaginar, a sociedade não começou a partir de uma grande amizade; foi a amizade que se desenvolveu a partir da ideia de empreender que uniu dois alunos que não se conheciam e que foram apresentados por uma professora em comum.

Estamos falando de Camilla Brandão e Heitor Muramatu, alunos de design que, em comum, apresentaram desde cedo um comprometimento muito grande com a qualidade dos projetos, com o aprofundamento teórico e as boas práticas da área do design.

“Profissionais antes de serem profissionais” faz referência à maneira como a professora descreveu os sócios da st.Paragon, característica que, segundo ela, fez com que fossem apresentados um ao outro.

A importância da marca pessoal

O comprometimento que uniu os dois profissionais é um atributo importante de suas marcas pessoais que, desde cedo, foram notadas e causaram impacto no mercado. Não apenas pela figura da professora, mas por todos os possíveis contatos que pudessem indica-los ou contratá-los.

Assim como é para as empresas, o branding pode e deve ser aplicado às pessoas, que passam a gerenciar seus atributos de forma estratégica com objetivo de formatar a mensagem que desejam passar para o mercado e, desta forma, se posicionar segundo seu propósito, seus valores e seus diferenciais em um processo conhecido como branding pessoal.

Esse mesmo comprometimento que os uniu é uma das características destacadas por empreendedores na hora de buscar um colaborador, um fornecedor ou um parceiro de negócios. Focando na área do design, por exemplo, comprometimento é característica buscada por empreendedores como Charles Caan, da Caan Creative Solutions e Sandrine Billard, da Petit Louarth, ambos integrantes da Jornada do Branding.

Sobre os sócios

Tanto Camilla, quanto Heitor são profissionais profundamente apaixonados pelo design e com a percepção que o mercado tem da área. Isso implica não apenas na qualidade dos projetos que entregam, mas, sobretudo, na maneira como atendem seus clientes.

Essa postura não é reflexo da abertura da st.Paragon, ela é anterior. Está presente como característica pessoal dos dois designers.

Camilla Brandão sempre foi autodidata e, desde seus 12 anos buscava aprender sozinha os assuntos que lhe interessavam. Na faculdade, tal anseio reverberou e impulsionou Camilla a absorver o máximo de conceitos e experiências de professores e colegas.  Heitor Muramatu, por sua vez, queria ser engenheiro, mas mudou de ideia e decidiu seguir na área do design, unindo criatividade e análise à sua abordagem.

Ambos se dedicavam ao máximo aos projetos de faculdade e networking com professores e colegas, estabelecendo ali os primeiros laços profissionais.

Com esses perfis, os dois passaram por agências e empresas de grande porte, como McDonald’s e Mania de Churrasco, no caso de Camilla, e FutureBrand, jobs para Martha Gabriel, Formaggio Mineiro, além de participação na empresa júnior da faculdade Belas Artes, no caso de Heitor.

Nessa trajetória estabeleceram bons contatos e, hoje, essas empresas são todas clientes da st.Paragon que, embora nova, reúne clientes e projetos de peso em seu portfólio.

A st.Paragon conquistou parcerias graças ao histórico de seus sócios que abriram mão de certa estabilidade e carreiras promissoras em grandes empresas, arriscando para empreender. Tal risco, porém, foi calculado tanto do ponto de vista de suas carreiras quanto do ponto de vista financeiro.

Construindo a partir de um propósito

Paragon é o nome dado ao “diamante perfeito”, puro e impecável; o décimo maior diamante branco do mundo. Tal pedra foi descoberta e extraída no Brasil e, em sua jóia, é somado a qualidade de outras pedras raras.

Como metáfora, o nome escolhido e o desenho da marca transmitem não apenas a ideia de ênfase na qualidade e em um resultado impecável, mas também a percepção de que partes somadas ajudam a qualificar o conjunto da obra.

O processo de definição do nome de uma marca é chamado de naming e, embora pareça algo simples à primeira vista, reúne em si uma série de detalhes estratégicos e legais que fazem toda a diferença.

É registrável enquanto marca verbal? É possível registrar o seu domínio na internet? Quais significados ele carrega em si? Se a empresa expandir internacionalmente, esses significados podem impactar a marca de forma negativa em outras culturas? Sua pronúncia é fácil ou complexa? O nome fica bom representado visualmente no logotipo? Compõe bem em caso de marcas mistas, nas quais se utilizam elementos gráficos de apoio ao logotipo?

Questões como essa precisam ser pensadas no início do processo e, além de preferências pessoais dos detentores da marca, precisa levar em consideração, sobretudo, o perfil do consumidor e percepções do mercado.

Já o slogan da marca é “tudo parte de um ponto”, que pode ser uma indicação, uma conversa, uma referência ou uma ideia e, a partir daí, relações são criadas e o projeto toma forma.

Clássica e elegante, a marca transmite confiança pela sua composição, cores e utilização. A palavra “estúdio” foi utilizada com a sua abreviação do inglês “st.”, uma vez que os sócios sempre tiveram interesse em atuar fora do Brasil. Além disso, dessa forma, o ponto ganha destaque na composição e traz cor para a apresentação visual da marca:

A interessante escolha do ponto

O ponto é um dos elementos básicos da linguagem visual, a partir do qual surgem e se somam outros elementos para estruturar a expressão característica do design, que comunica conceitos através das formas, unindo estética e função.

Mais do que isso, sua abordagem por parte da st.Paragon faz referência direta à soma de visões que conhecemos como pilares da gestão do design e metodologia do Design Thinking, que dão aos projetos o tão importante aspecto multidisciplinar e com foco em soluções para as pessoas.

Tais conceitos de soma, união de pontos de vista e de abordagens em prol de um resultado desejado e visto como apropriado, refletem o propósito da st.Paragon, que pode ser traduzido como:

Abraçar o ponto de vista do cliente e, de forma integrada e personalizada, entregar a melhor solução.

Esse propósito, por sua vez, é refletido no atendimento ao cliente, na escolha de fornecedores, no posicionamento de marca e em todos os seus pontos de contato.

O segredo do atendimento st.Paragon

Por ser uma empresa pequena que está iniciando suas atividades, os clientes da st.Paragon vieram, em sua maioria,através de relações anteriores com os sócios ou por indicações diretas.

Assim, clientes que conheciam o Heitor naturalmente buscam estabelecer contato com ele, enquanto os clientes que vieram para a st.Paragon via Camilla, fazem o mesmo com ela.

O interessante é que, de forma consciente e estratégica, os sócios têm tomando o cuidado de quebrar esse ciclo de ações ao trocar e intercalar o atendimento dos clientes de forma a fazê-los lidar com os dois. Assim, aos poucos, a transição da imagem dos sócios para a imagem da st.Paragon acontece.

Em paralelo a esse movimento inicial, o estúdio segue o foco de atendimento personalizado em que cada projeto é uma nova oportunidade de entregar o melhor resultado, estreitar relacionamentos e fortalecer a marca st.Paragon na mente e no coração dos clientes.

Pontos importantes percebidos pelos clientes:

  • Foco na necessidade do cliente;
  • Comprometimento com o resultado;
  • Profissionalismo em todos os detalhes;
  • Marca pessoal consolidada;
  • Responsabilidade com a imagem do cliente;
  • Paixão pelo design.

A metodologia st.Paragon

Um dos assuntos levantados por Heitor ao falar da maneira como a st.Paragon se posiciona foi a pressão imposta pelo mercado. Uma pressão que acaba por comoditizar serviços e produtos criativos pelo senso de urgência desenfreada e a necessidade de substituir as coisas de maneira muito rápida.

Muitas vezes isso acaba tirando o tempo dos profissionais realizarem pesquisas, estruturarem um conceito bem fundamentado (base para a diferenciação) e entregar soluções exclusivas e projetadas sob medida.

Tal comoditização criativa acaba por denegrir a percepção da área e também de seus profissionais, algo errôneo que vai de encontro à inovação e disrupção tão perseguida pelos empreendedores.

Para driblar esse cenário e, dia após dia, diferenciar a st.Paragon no mercado, os sócios buscam consolidar uma metodologia própria que atenda às suas necessidades enquanto designers e, principalmente, que ofereça agilidade e qualidade nos serviços prestados.

O interessante desse processo é que Camilla e Heitor estão se permitindo testar possibilidades e adequar o que for necessário para potencializar sua abordagem. Guiados por tentativas seguidas de erros, acertos e aprendizagem,o estúdio tem otimizado seus processos e compartilhando seus valores no mercado.

Falamos em empreendedorismo, características pessoais, primeiros passos na abertura da empresa, relacionamento e atendimento personalizado – partes que, juntas, compõe a estratégia de branding de uma empresa.

Mas como o Branding é percebido e trabalhado na marca st.Paragon?

A gestão da marca tem sido feita de forma empírica, como muitos empreendedores tendem a iniciar, seguindo o feeling dos gestores e aplicando aquilo que julgam ser a melhor estratégia para sua marca, sempre com a percepção de valor do design transmitido em cada projeto para o cliente e, assim, demonstrando profissionalismo dos sócios.

Nesse processo de branding empírico, Camilla e Heitor se permitem testar soluções e adequá-las de acordo com os feedbacks e percepções obtidos no dia a dia.

No momento em que a marca se encontra, a preocupação principal é transformar Camilla e Heitor em st.Paragon, em um processo de transição de atributos dos fundadores para o negócio.

Sendo assim, antes de um planejamento baseado em metodologias de branding, quadros, tabelas, canvas e painéis semânticos, os sócios da st.Paragon se preocupam com sua entrega para garantir que seu propósito aconteça na prática.

Isso remete ao conceito de Volante da Ruptura– apresentado por Jim Collins em seu livro Empresas Feitas para vencer – que aborda a implementação de novas diretrizes, abordagens e práticas em uma organização.

Segundo este conceito, no início, a implementação de algo novo acaba sendo mais onerosa, enfrentando algumas dificuldades e barreiras que não permitem que ela seja percebida de forma natural. Porém, como tempo, os stakeholders vão percebendo o lado positivo do novo e incorporando-o em sua rotina, algo que, com o tempo, torna tudo natural e mais leve.

Desta forma, o volante da ruptura que inicialmente era mais pesado e travado, com o tempo acaba ficando mais fácil de ser virado. Uma atividade impulsiona a outra até que o mesmo gire com facilidade, fazendo com que a nova abordagem permeie a organização e faça parte de sua cultura.

O futuro da st.Paragon

Quando questionados sobre como imaginam a st.Paragon em um futuro próximo, Camilla e Heitor de pronto responderam: “como um hub de design”, dinâmico, completo e com inúmeras possibilidades a serem exploradas.

O maior desafio é cuidar da expansão da marca, uma vez que a fonte de indicações que trouxe os principais clientes uma hora vai se esgotar e, neste momento, a capacidade de captação e prospecção fará toda a diferença.

Nessa jornada o uso da metodologia para tornar a atuação da st.Paragon escalonável é fundamental, mantendo o propósito e os valores vivos para que, mesmo com uma estrutura maior, preserve aquilo que vem possibilitando sua existência até hoje.

Para tanto é investido tempo no planejamento, aprendizado e atualizações constantes.Assim, no momento de expandir sua atuação e se tornar um hub de design, os designers terão experiências acumuladas como seus pilares de sustentação.

Ter experiência de mercado é essencial para abrir novos mercados!

Como próximos passos, os responsáveis pela st.Paragon vem investindo em sua presença digital com ênfase em serem encontrados em mecanismos de busca além de se tornarem referência no segmento de atuação.

Mensagem final dos sócios da st.Paragon

Nada acontece do dia para a noite. Tudo demanda esforço, dedicação, empatia, humildade e, embora muitos tenham jogado baldes de água fria em seus sonhos dizendo que o estúdio não iria dar certo e prosperar, Camilla e Heitor acreditaram no sonho em comum e empreenderam.

Com esforço, a iniciativa tem dado certo e o dois conseguem planejar o próximo ano de atuação.

Como já dizia Walt Disney, “se você pode sonhar, você pode fazer”, desde que você analise cada passo, aprenda com os erros e busque sempre dar o seu melhor.

As pessoas vão perceber e comprar a sua ideia!


 

Camilla Brandão e Heitor Muramatu são designers, apaixonados por tendências e desafios. Criaram juntos a st.Paragon e se dedicam a entregar as melhores soluções para seus clientes, abraçando seus pontos de vista e entrando no jogo para somar.

 

No dia a dia acabamos utilizando sem questionar ou simplesmente acaba “passando batido” diversos termos que trazemos desde a nossa infância. Porém, alguns deles podem ter um significado jamais imaginado ou, pior, carregarem uma triste história.

Este é o caso do “criado-mudo”, um dos produtos da marca ETNA – referência no mercado de móveis, decoração, cama, mesa, banho, iluminação e utilidades domésticas – que, no Dia da Consciência Negra (20 de novembro), inicia um movimento que visa abolir o termo do vocabulário dos brasileiros e das varejistas do segmento devido ao seu significado.

A iniciativa, em parceria com a TRACYLOCKE BRASIL, agência global de shopper experience dos Grupos Omnicom/DDB e ABC, propõe uma reflexão sobre a data:

Historicamente batizado como “criado-mudo”, desde o tempo da escravidão, o móvel – um dos mais vendidos na maior rede varejista de decoração do Brasil – passará a ser chamado de “mesa de cabeceira”.

A mudança na ETNA já está acontecendo de forma gradual, até que todas as lojas físicas e site da marca se adequem a comunicação. Paralelo a isso, a ETNA convida outras empresas do segmento para colocarem em desuso o termo. Os fornecedores da varejista também serão convidados a excluírem a nomenclatura racista das embalagens, manuais e notas fiscais.

A proposta é extinguir o nome e criar um impacto no mercado varejista. Para isso, a TRACYLOCKE BRASIL criou uma campanha 360 e a hashtag #CriadoMudoNuncaMais para firmar esse compromisso.

“Pequenos gestos ajudam a transformar o mundo. Queremos mostrar com essa iniciativa que podemos, mesmo com fatos históricos, inspirar um pensamento e uma atitude diferente”, explica o CCO da agência, Rodolfo Barreto.

Para que o movimento alcance ainda mais pessoas, um filme será veiculado no ambiente digital mostrando pessoas reais contando a origem do nome do móvel. Elas foram convidadas a abrir a gaveta de uma mesa de cabeceira e ler uma carta. Ao terminarem, descobrem como algo que parece tão simples, mostra a realidade histórica sobre pessoas que foram escravizadas. A ideia é que as pessoas repassem o conteúdo a diante para que a ação tenha ainda mais impacto e o termo racista seja, de fato, excluído do vocabulário dos brasileiros.

“Acreditamos que essa campanha pode contribuir para uma reflexão e motivar outros movimentos de mudança como esse”, finaliza Karina Alfano, Gerente Executiva da ETNA.

Para que os clientes tenham acesso a esse contexto histórico e origem do tema, a marca criou uma página com informações completas: www.etna.com.br/criadomudonuncamais.

O InfoBranding subiu a serra para conhecer a história de um restaurante que há 19 anos fideliza clientes e conquista espaço em seus corações.

Estratégia é uma palavra muito utilizada e enaltecida no mundo dos negócios. E esse uso excessivo pode nos faz esquecer seu real significado, hora sendo enaltecido, distanciando da realidade dos “pobres mortais”, hora sendo banalizado, tornando-se vazio.

Ambíguo, não é mesmo!?

Mas retomando seu significado, estratégia vem do grego stratègós, a junção de stratos (exército) e ago (liderança); uma origem militar que, mais tarde, se tornou mais abrangente, hoje representando o planejamento necessário para se conquistar um objetivo.

Foi com isso que nos deparamos no Canto da Gula, um charmoso restaurante bistrô na cidade serrana de Santo Antônio do Pinhal, próxima à Campos do Jordão, na região do Vale do Paraíba.

O Canto da Gula foi fundado em 2000 pelas amigas Cristina Amaro e Regina Brasilio, que o administram até hoje com a mesma paixão que tinham no início.

A essa altura do texto você deve estar se perguntando: “ok, mas por que começaram falando de estratégia?”.

As duas amigas começaram a empreender o Canto da Gula quando perceberam uma oportunidade e, desde então, planejam cada passo, analisando os recursos necessários e os disponíveis para conquistar o objetivo de ser um restaurante de qualidade, com um atendimento diferenciado e próximo do cliente.

O início da jornada

Com esse objetivo em mente, buscaram um espaço, começaram bem pequeno e, ano após ano, um degrau após o outro, consolidaram o que, hoje, é uma referência gastronômica para a região com destaque na mídia, turismo e também entre os moradores.

Como muitos negócios, o Canto da Gula não surgiu de uma necessidade, mas sim, de uma ideia que uniu duas amigas para empreender.

Cristina e Regina são da região do Vale do Paraíba e, em uma de suas visitas à Santo Antônio do Pinhal, perceberam duas coisas: o potencial turístico da cidade e a necessidade de estabelecimentos com melhores serviços.

Com a vontade de empreender e a paixão pela gastronomia e comidas que lembram receitas e “momentos de família” tiveram a ideia de abrir uma pequena casa de caldos e cremes – algo simples, com apenas dois pratos no cardápio.

Começaram a pesquisar vários locais na região e, por coincidência, acabaram encontrando um salão abaixo da pensão onde estavam hospedadas.

O espaço era pequeno, um cantinho com capacidade para cinco mesas; característica aconchegante que se traduziu no nome do negócio: Canto da Gula, fazendo referência ao local onde você vai para se deliciar com comidinhas caseiras e muito saborosas.

Nesse início as sócias fizeram de tudo para que o Canto da Gula acontecesse e se estabilizasse como sua fonte de renda.

Carregaram caixas, rasparam e reformaram o chão, pintaram as paredes, repararam móveis, enfim, puseram a mão na massa. Além, é claro, de contar com a ajuda de familiares, como suas mães que, no início, ajudavam na confecção dos pratos e menus.

Esta é a realidade comum à maioria dos pequenos empreendedores brasileiros, que começam seus negócios com poucos recursos e muita força de vontade.

Vieram as dificuldades

As empreendedoras não eram de Santo Antônio do Pinhal e, por isso, eram vistas pelos outros negócios como “forasteiras”.

Tal percepção impôs algumas dificuldades para que o Canto da Gula se estabelecesse. Os moradores e outros empreendedores demoraram certo tempo para entender a proposta do restaurante.

Uma marca de sucesso não nasce a partir do momento em que se coloca a placa no estabelecimento. Branding é construído ao longo do tempo e o Canto da Gula deu início ao que, hoje, é uma marca que representa boas experiências e associações que estavam apenas na mente e no coração das fundadoras.

O impacto do novo

Quando uma marca chega com uma proposta inovadora, impacta diretamente seus consumidores e concorrentes. Pode incomodar no início.

Porém, a inovação é fundamental para mover o mercado adiante trazendo benefícios para todos.

O exemplo do Canto da Gula é perfeito para pequenos empreendedores pois lembra que a inovação não se relaciona apenas com tecnologia e mudanças radicais, ela também pode estar relacionada aos processos e ser implementada de forma incremental.

O Canto da Gula trouxe a inovação para o mercado de Santo Antônio do Pinhal ao repaginar receitas clássicas, aqnuelas de família, que nos remetem a bons momentos, lembranças e àquela sensação de almoço de domingo!

Um exemplo disso é o famoso strogonoff de salmão e a broa de milho aerada recheada com peito de frango, requeijão cremoso e milho verde, gratinada com parmesão e salpicada com batata palha e pimenta rosa.

Hoje o Canto da Gula conta com 16 mesas, 58 lugares, 8 funcionários, mais de 40 opções entre entradas, pratos principais, sobremesas e, o mais importante, incontáveis clientes que viraram amigos ao longo desses quase 20 anos.

A evolução da jornada:
Quando a marca começou a ser o centro da comunicação

Como acontece com muitos negócios, a preocupação com a marca, design e comunicação não foi o foco inicial, mesmo porque o empreendedor precisa, sobretudo, fazer a empresa acontecer e se atentar com questões legais e burocráticas que o processo de empreender demanda.

Quando o Canto da Gula abriu suas portas e iniciou sua atuação, não havia foco na gestão de sua marca. Cristina e Regina sabiam o que queriam passar com o negócio, mas não sabiam a melhor forma de transmitir essa ideia aos clientes.

Em um processo natural, começaram divulgando o negócio por meio de flyers quase que improvisados, sendo que a primeira versão nem continha a identificação do local. A partir daí foram evoluindo na maneira de se comunicar e carimbar sua identidade, melhorando a qualidade dos materiais, criando um cartão postal e construindo, pouco a pouco, sua identidade.

O momento de virada para o Canto da Gula se deu no período em que uma terceira sócia, Jane Ciambelli, atuou junto com Cristina e Regina, contribuindo com uma visão mais voltada para o marketing.

Realizaram ações promocionais do tipo “coma à vontade” e também “self-service”, que mantiveram por um tempo, mas, depois, descontinuaram por demandar esforços além de suas possibilidades.

O fato não ameaçou seu princípio de atendimento, personalidade, carinho e qualidade. Tudo isso foi mantido por mais tempo e se mantêm até os dias de hoje. Exemplos dessas mudanças foi o incremento e melhor apresentação do cardápio, reformulação da identidade visual e atenção aos detalhes na ambientação do local.

Quando falamos em experiência de marca, uma das ferramentas do marketing para transmitir a sua essência no ponto de venda é o Visual Merchandising (VM). E engana-se quem pensa que o VM se restringe às lojas.

O Canto da Gula exibe um trabalho encantador de visual merchandising que transmite acolhimento e emoção por meio do espaço físico, valorizando a apresentação de seus produtos e serviços num importante ponto de contato da marca, principalmente no caso de restaurantes.

Essa jornada de experimentação, cautela e implementação no estilo “um passo de cada vez” traz lições importantes, especialmente por serem assimiladas por muitos empreendedores.

Estar aberto a tentar e aprender com os erros é um conceito fundamental para quem empreende. Conceitos clássicos como o Ciclo PDCA (Plan, Do, Check e Act), atribuído à Walter Shewart e popularizado por William Edwards Demming, pai da gestão da qualidade; e o Ciclo do Feedback de Eric Ries na obra A Startup Enxuta são ferramentas interessantes para o acompanhamento das mudança na gestão, acessíveis e aplicáveis a todos os tipos de negócios.

Resultado na mídia

O resultado do esforço e do aprendizado do Canto da Gula é um expressivo reconhecimento regional por parte dos consumidores e, também, por parte da mídia.

A grande lição que Cristina e Regina deixam com a história da evolução de sua preocupação acerca da marca está em um trecho da fala das sócias:

“Uma nova visão empresarial encanta, mas é preciso ter pé no chão para poder segui-la”. (Cristina e Regina, gestoras do Canto da Gula).

Quantos empreendedores não se deslumbram com promessas inspiradoras de ferramentas e abordagens, mas com o tempo acabam percebendo que aquilo não representa um “milagre” divisor de águas nos resultados do negócio?

Em tempos de transformação digital e informação disponível 24/7, é essencial aos empreendedores e profissionais entender a realidade do seu negócio, transformar informações em conhecimento e seguir, de forma rigorosa, seu propósito e posicionamento.

Endobranding e seu reflexo no atendimento aos clientes

Um dos assuntos que mais esteve presente durante a conversa que tivemos com Cristina e Regina foi a preocupação com o desenvolvimento e bem-estar de seus colaboradores.

Sem saber termos e abordagens técnicas, o Canto da Gula possui um belíssimo trabalho de endobranding.

Endobranding é a parte do branding que se dedica a difundir o propósito é cultura da marca para todos os seus colaboradores, integrando-os ao negócio e possibilitando que se desenvolvam ao máximo.

Para o Canto da Gula tal abordagem se fez especialmente importante uma vez que a cidade e região carecem de mão de obra preparada para trabalhar de forma a entregar um serviço diferenciado.

Logo, a saída para as sócias foi contratar, treinar os colaboradores e prepará-los para dar vida ao conceito da marca.

Nesse sentido, Cristina reforça que desde o início existe uma preocupação muito grande em oferecer treinamentos, atenção e carinho para os colaboradores, fazendo-lhes se sentir como parte integrante da marca.

Um exemplo disso está na cozinheira, uma das funcionárias mais antigas do restaurante que, de origem humilde, proveniente de uma família que batia tijolo e trabalhava na lavoura, chegou sem nenhuma experiência.

No início, ela recebeu treinamento direto de Cristina e Regina aprendendo o que as sócias trouxeram de experiência de suas mães. Com o passar do tempo, demonstrando interesse, força de vontade e coragem, recebeu também treinamento de uma consultoria em boas práticas (Coutinho e Cursino treinamentos) e de uma consultora em Gastronomia (Jade Veronese) para a readaptação dos pratos, passando a desenvolvê-los de maneira mais personalizada.

Nesse processo, a vida da cozinheira mudou. Ela aprendeu a trabalhar melhor a parte financeira de sua casa, pode melhorar a condição de sua família e, com muito trabalho, foi melhorando sua situação.

Por isso endobranding é fundamental, afinal, se uma marca bem posicionada e com um propósito claro tem o poder de atrair e engajar consumidores, ela tem igual importância para engajar e tirar o melhor de seus colaboradores.

Como o Canto da Gula trabalha seu Endobranding?

  • Saber escolher o profissional;
  • Buscar sempre o perfil que esteja alinhado com a proposta;
  • Realizar treinamentos internos;
  • Investir em cursos de capacitação, estimulando o interesse pelo crescimento;
  • Trazer referências de fora para compartilhar conhecimento com os funcionários;
  • Buscar meios facilitadores para o funcionário se desenvolver;
  • Fornecer a areia e o cimento, mas também ensinar a construir suas casas (metáfora);
  • Estimular o ambiente familiar, incentivando as famílias dos funcionários a se desenvolverem.

A força do Branding para a região

Nos últimos anos o branding foi bastante difundido Brasil afora e a cada dia se torna mais próximo do pequeno e médio empreendedor, cuja representatividade para a economia do Brasil é imensa, representando a maioria dos negócios aqui registrados e ativos.

Nós, do InfoBranding, ficamos felizes por fazer parte deste processo com conteúdo e eventos, especialmente pelo foco e importância que buscamos conferir ao segmento dos pequenos e médios negócios.

Empreendedores do país inteiro podem se beneficiar com a boa gestão de suas marcas, encarando-as como ativos que podem, de fato, gerar valor para seus negócios.

Santo Antônio do Pinhal e seu entorno, da Serra da Mantiqueira e Vale do Paraíba, são exemplo de como a boa gestão pode valorizar a região e todos os seus empreendedores.

A região possui clima e ambiente bastante característicos, especialmente para casais que buscam um pouco de romance e relaxamento. Nesse sentido, as empresas regionais têm em suas mãos uma grande oportunidade turística a ser explorada.

As fundadoras do Canto da Gula conversaram bastante a respeito do impacto que seu atendimento diferenciado causou na comunidade empreendedora há 20 anos, quando a abordagem ainda não era o foco de seus concorrentes.

Cristina e Regina, antes enxergadas como “forasteiras”, hoje são bastante envolvidas com as atividades voltadas ao empreendedorismo na região, caracterizado em sua grande maioria por pequenos e médios empresários que, na sua união, enxergam uma rica fonte de atualização, networking e capacitação técnica em áreas de gestão.

Um exemplo desta iniciativa é a Associação Comercial de Santo Antônio do Pinhal (ACASAP), que entre outros projetos, é responsável pelo “Saber na Montanha”, focado em compartilhar conhecimento sobre marketing, liderança, atendimento ao cliente entre outros para os empreendedores.

Tal rede de empreendedorismo agrega valor para o conjunto de negócios, desenvolve a mão de obra local, além de nutrir, de forma ativa, a percepção dos consumidores acerca da região, que passa a ser considerada como destino em seus planos de lazer.

Restaurantes atraem turistas de cidades próximas para experiências gastronômicas e simples almoços em família e amigos; por sua vez, estes turistas acabam permanecendo na cidade e movimentam as pousadas e circuito hoteleiro. Durante a estadia, consomem bebidas e artesanatos feitos na região e, assim, contribuem para girar a roda da economia, gerar e manter empregos, e contribuir para a qualidade de vida dos moradores, como acontece com os funcionários do Canto da Gula.

Portanto, investir em branding é fundamental para o sucesso e longevidade de negócios Brasil afora, especialmente por reunir, comunicar e propagar atributos que reforcem o seu valor para o consumidor.

O Canto da Gula hoje

Em breve completando 20 anos, o Canto da Gula é uma marca apaixonante, querida e extremamente valorizada por aqueles que se relacionam e, o mais importante, com o pé no chão.

Os anos de atendimento cuidadoso, personalizado e focado em proporcionar a melhor experiência para seus clientes, sem pressioná-los a consumir mais e respeitando suas preferências, garantiram ao Canto da Gula um lugar de destaque na lista de restaurantes preferidos.

Mensagem final

Por fim, Cristina e Regina deixaram uma mensagem para os nossos leitores com o objetivo de incentivá-los a começar e tornar seus negócios uma marca de sucesso:

DE-DI-CA-ÇÃO. Se você, enquanto empreendedor e profissional, escutar o seu cliente, entender suas motivações se preocupar em dar o seu melhor, ele vai perceber e, o mais importante, ele vai repassar a experiência para sua rede de contatos.

Assim, a ressonância de marca, conceito que abordamos aqui, aumenta e mais pessoas percebem o seu valor, sem mentiras e com a legitimidade da opinião de quem confiam.

Além da dedicação ao cliente o empreendedor jamais pode esquecer da relação custo-benefício do negócio para o cliente e, principalmente, para ele mesmo. Pois sem paixão e dedicação, nada acontece.


Cristina Amaro e Regina Brasilio

Cristina é emoção. Regina é razão. E o Canto da gula alimenta a alma com esse tempero.

Design é forma, função, estética, estratégia, metodologia, processo, gestão; é experiência, carrega significado e provoca sensações. É um conjunto de fatores fundamental no cotidiano de pessoas e organizações.

E no dia 5 de novembro comemora-se o Dia Nacional do Design, assinado em 1998 pelo presidente Fernando Henrique Cardoso em homenagem à Aloísio Magalhães, importante designer brasileiro nascido na mesma data, no ano de 1927.

Mesmo sem que se perceba, as vertentes do design estão presentes em nosso dia a dia, da embalagem do seu shampoo, passando pela sinalização em cada canto até o mobiliário da sua sala de estar.

Dentre suas principais vertentes destacam-se o design gráfico, design de produtos, design de moda, design de interiores, design de games, design digital e, mais recentemente, ganhando destaque no mundo dos negócios, design thinking e processos de gestão baseados em sua abordagem.

Design demanda estudo, preparo técnico, cultura, abordagem multidisciplinar e, é claro, muita criatividade para desenvolver soluções para problemas e demandas de projeto.

“Design é uma atividade criativa cujo objetivo é estabelecer as qualidades multifacetadas de objetos, processos, serviços e seus sistemas em ciclos de vida completos. Portanto, design é o fator central da humanização inovadora de tecnologias e o fator crucial do intercâmbio cultural e econômico.” International Council of Societies of Industrial Design (ICSID)

Junto ao Branding, em especial, o Design é uma poderosa ferramenta para diferenciação e posicionamento de marcas. Utilizando-se de suas diversas vertentes como parte de um sistema, cria associações diretas com o público conquistando mais do que a sua atenção, fidelizando e criando preferência pela estética, usabilidade e facilidades que entrega.

“Design é um elo na cadeia de uma marca ou um meio de expressar valores da marca e seus diferentes públicos. Design é uma ferramenta para tornar visível uma estratégia.” Brigitte Borja de Mozota

Subestimar o Design na estratégia de uma marca e/ou negócio é negligenciar as oportunidades de otimizar recursos e estreitar relacionamento com as pessoas que, do início ao fim, são a finalidade e o meio para que relações de toda natureza aconteçam.

Parabéns a todos os designers pelo empenho e dedicação em trazer novas formas de viver o cotidiano!