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Nessa terça-feira, 22 de Outubro, aconteceu na BSP-Business School São Paulo a palestra Criatividade e Inovação: o Diferencial para a Competitividade com a professora Ana Lucia Campus Pita, com quem nós do InfoBranding tivemos o prazer de aprender.

Na palestra, com muito conteúdo e alegria, Pita mostrou aos presentes a importância de entender e praticar a criatividade e a inovação. Repleta de exemplos, o evento inspirou os presentes a mudarem sua maneira de pensar e agir de forma mais criativa.

O mundo ficou pequeno! Rápida expansão tecnológica, informação acessível e formação equilibrada entre os profissionais são alguns fatores que tornam tudo homogêneo.

Frente a isso: criatividade e inovação!

De tudo o que foi apresentado na palestra o que ficou de mais importante e que arrisco resumir aqui, é:

Pratique a criatividade, desenvolva-a. Veja o mundo com os olhos de uma criança, não se prenda a rótulos, não tenha preconceitos e não tenha medo de pagar mico! Sonhe e corra atrás desse sonho! Teve uma ideia? Ótimo! Desenvolva-a, coloque em prática, inove! Saia da zona de conforto! Nunca ache que está pronto!

Para fechar, peço licença à professora Pita para reproduzir a seguinte frase de sua apresentação:

“O mundo mudou de dono; deixou de pertencer aos que conhecem os fatos e caiu sob o domínio dos que sabem lidar com eles.”

Inspirado? Não deixe de participar de eventos e estar em contato com profissionais da área. Troque experiências e desenvolva as relações. Aqui no  você sempre encontra dicas de conteúdo e eventos, fique por dentro!

Obrigado Pita pela maravilhosa palestra!

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Branding
, conceito que pode ser definido como a arte de construir e gerenciar marcas. Torná-las reconhecidas e relevantes para os seus públicos. Fazê-las presentes no mercado e seu imaginário. Elevá-las ao nível das relações emocionais e constituição de verdadeiras culturas.

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 Abrangente e de cunho estratégico o branding pode ser definido como a prática de “dotar produtos e serviços com o poder de uma marca” (Kotler e Keller, 2006, p.269) com o objetivo de identificá-los, diferenciá-los, posicioná-los e estabelecer vínculos com o seu público.

Essa definição faz necessária a reflexão sobre o termo “produtos”, que de acordo com Kotler e Keller (2006, p.366) abrange tudo aquilo que pode ser oferecido a um mercado, visando satisfazer uma necessidade ou um desejo. Tal abrangência pode ser observada através do próprio InfoBranding, que mostra através de seus artigos e posts que o branding pode ser aplicado a pessoas, ideias, experiências, eventos e organizações e, é claro, produtos e serviços.

Nesse sentido, o branding, mesmo que sem sua denominação atual, acontece desde a antiguidade, período no qual sua função era apenas identificar a origem dos produtos e, ao longo da história, foi agregando funções até chegar à atualidade com a criação de vínculos emocionais entre marcas e consumidores.

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Em linhas gerais o conceito de propósito de marca se sustenta nos valores centrais da empresa, pessoa, ideia; ou seja, daquilo que será dotado com a marca. Trata-se do objetivo existencial da marca, aquilo que define sua essência, que delimita e unifica suas ações e que, por consequência define a maneira como acontece a relação entre a marca e seu público.

Se focarmos na relação entre o Branding e Design Gráfico logo vêm à cabeça dos profissionais e do público em geral a criação de identidades visuais corporativas e embalagens. Mas será que os conceitos de branding podem auxiliar o designer gráfico em outros tipos de projeto? Sem dúvida!!

Isso porque tanto o branding quanto o design são ferramentas poderosas na venda de ideias. E quando digo venda, não me refiro apenas a relações com trocas monetárias, mas também a apresentação de conceitos, defesas de causas e assim por diante. Estratégia, conhecimento, criatividade e técnica são os frutos da união entre Branding e Design.

“Como as marcas estão por toda a parte, os designers gráficos têm que ir além da criação de uma identidade visual: eles promovem uma promessa de valor”. (MOZOTA, 2011, pg. 20)

De acordo com Robert Anders (200, apud Mozota, 2011) “o processo de design é um processo de identidade”, e identidade é aquilo que a marca busca construir com a estratégia de branding, além de ser algo almejado em qualquer projeto de design.

Imagine a área do design editorial. Livros, revistas, jornais e até mesmo projetos mais complexos. Cada material precisa apresentar uma identidade coerente com o conteúdo apresentado e o público final que o utilizará. O designer se relacionará com diversos agentes no processo de desenvolvimento, para os quais vai precisar justificar e defender cada escolha de elemento, de formas e linguagens; sempre de maneiras diferentes, afinal, cada um dos envolvidos é de uma área e entende as coisas de uma maneira: comercial, editorial, autor, jornalista, corretor, produtor gráfico e assim por diante, dependendo do projeto em questão.

Nesse sentido ter noções de estratégias de branding ajuda e muito o designer a definir sua participação no projeto, bem como a forma como os outros agentes percebem a importância de sua participação. Mediante essa relação entra em questão o conceito de marca pessoal (já discutida aqui no InfoBranding nos artigos de nossa colega Amanda Higa – http://www.infobranding.com.br/a-marca-pessoal-como-look-do-dia/ e http://www.infobranding.com.br/o-valor-da-marca-pessoal/), que o designer deve utilizar a seu favor.

Seja um material editorial comercial (como os diversos títulos produzidos por uma editora para diferentes autores e clientes) ou projetos editoriais institucionais, as escolhas do designer precisam se pautar e refletir o tipo de conteúdo característico de cada material, bem como na demanda de cada cliente. Não basta que o designer tenha um excelente senso estético ou ótimas ideias de diagramação, ele precisa adequar sua proposta ao propósito do projeto e articulá-las com todos os envolvidos, para que assim tudo fique justificado e o projeto final apresente uma identidade coerente e cumpra sua função de maneira estratégica, gerando lucro, valorização da imagem e satisfação do cliente.

Por isso é essencial que o designer, assim como o profissional de branding, esteja sempre atento ao que acontece no mercado, tanto no âmbito acadêmico quanto na prática do dia-a-dia. Só assim ele conseguirá se posicionar adequadamente e mostrar sua importância e o valor de suas ideias. Comunicar faz parte dessa profissão, por isso vale lembrar que a comunicação só é bem sucedida quando o receptor entende a mensagem que for passada.

E você designer, têm alguma observação sobre como o branding pode auxiliar a sua prática profissional? Compartilhe com a gente! Nós do InfoBranding estamos abertos ao diálogo!

Referências:

http://www.slideshare.net/GabrielMeneses/gesto-de-marcas-para-micro-e-pequenas-empresas

ANDERS, Robert, 2000, “Defining, Mapping and Designing the Design Process”, Design Management Journal, Summer, 29-37 apud MOZOTA, Brigitte Borja de. Gestão do Design: usando o design para construir valor de marca e inovação corporativa. Porto Alegre: Bookman, 2011.

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A escolha de um produto é um processo que leva em consideração diversos critérios. Muitos deles ligados a fatores sensoriais, como o design da embalagem, seus relevos e cores, o ambiente, o cheiro, o som e a iluminação, que permitem impressões diversas em relação ao produto e despertam inúmeras sensações. Os materiais de merchandising colaboram muito para incitar o interesse do consumidor.

No entanto, há outros critérios, que são relevantes no momento da compra e são considerados na escolha do produto, como a marca, o seu nome, a sua origem, o seu fundador, a reputação da empresa e sua postura perante a sociedade. Este último, tão importante quanto os demais, merece uma reflexão.

Entende-se que toda organização busca um posicionamento de destaque no mercado, e este destaque refere-se a liderança, a qualidade de produtos e processos, de resultados positivos e de valor de mercado. No entanto, percebe-se que em alguns casos, há empresas que não estão se destacando de maneira positiva. E isso se deve a denúncias de trabalho infantil ou escravo, ao processo de produção indevido, a processos financeiros e administrativos duvidosos, ou a fortes danos ao meio ambiente, e isso vem influenciando a decisão de compra das pessoas.

Exemplos como estes apresentados são associados quase que de imediato às marcas e ficam gravados nas mentes das pessoas. Alguém se lembrou de alguma marca de calçado esportivo ou de departamento de modas? Ou veio a mente alguma indústria de bebidas, petrolífera ou de energia? Ou ainda, alguma instituição financeira? Isso ocorre porque o impacto causado na sociedade foi forte, destacando muitas empresas por essa razão. Evidente que isso não significa que foram banidas, mas que foi e é necessário um trabalho de gestão de marcas e de crises muito grande para reverter e explicar tais acontecimentos à sociedade.

 

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Entendo que, não é somente uma questão de reconquista de confiança e de consumidores, mas de respeito e ética. Pensando em ética, diversos conceitos são publicados, discutidos e muitos estudiosos não entraram em consenso, mas a meu ver, ela está relacionada a escolhas. Levar em consideração aquilo que entendo ser correto, mas… “o que é certo para mim, pode não ser para você?”. Indagação clássica em relação a esse tema, e para nos ajudar existe a cultura em que fomos formados, a educação que recebemos e a sociedade em que vivemos.

Discussões sobre o entendimento de ética a parte, diante de padrões já estipulados e enraizados na sociedade e na constituição do indivíduo, há fatores que atingem diretamente princípios e valores das pessoas, e isso começa a fazer parte da memória dela que vai escolher ou não determinado produto, apoiar ou não determinada marca, acreditar ou não naquela empresa.

Abaixo segue o vídeo de uma indústria mundialmente conhecida e reconhecida por suas belas campanhas e seu produto, que é quase um vício entre a população mundial, que é a Coca-Cola. O objetivo não é afirmar que a empresa é inocente ou não, mas o que chamo a atenção é a resposta dada ao consumidor, o respeito demonstrado a ele… Mais uma vez, não tomo uma posição, mas as organizações devem ter um canal aberto para atender e para ouvir seu cliente e ter também a oportunidade de se explicar.

 

Gestores de uma organização sejam eles financeiros ou de marketing possuem uma missão valiosa em não somente alavancar vendas, conquistar e manter clientes, mas o dever de proteger e conservar a empresa, prezar por sua perenidade por meio de ações efetivamente corretas e não mascaradas. As empresas devem ser respeitosas com o consumidor e com a sociedade. Para isso é necessário fazer uso de processos de gestão de crise e uma governança corporativa bem estruturada e efetiva, ter credibilidade nos dados contábeis, cumprir com a sua promessa e demonstrar respeito com sua própria história, pois o mercado exige transparência nas ações, uma imagem verdadeira e principalmente honestidade nas respostas e no tratamento de situações críticas.


Referências

http://www.ibgc.org.br/Home.aspx

http://forbesbrasil.br.msn.com/listas/maiores-fraudes-financeiras-recentes-dos-eua?page=2#image=2

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,ecologistas-escalam-predio-da-bp-para-protestar-contra-vazamento-de-oleo,554282,0.htm

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Ouvimos muito falar que as marcas são como pessoas, de que é possível personificá-las, estudar seu comportamento, personalidade, tom de voz, entender seu propósito e até nos surpreender com suas reações inesperadas.

Mas será que, da mesma forma que as marcas podem utilizar estratégias mais humanizadas, podemos também dizer o contrário: pessoas podem ser marcas?

Alguns afirmam que sim, mas faço parte do time que acredita que pessoas não são marcas mas podem desenvolver (ter) uma marca pessoal. Ou seja, de maneira intencional e estratégica podemos estabelecer nosso posicionamento e transmitir nosso propósito, assim como podemos transmitir nossa identidade em tudo o que fazemos.

A internet é uma grande vitrine no ciberespaço, onde empresas e pessoas interagem expondo suas marcas, interesses, e competem por igual pela atenção dos usuários, principalmente nas redes sociais.

Martha Gabriel apresenta a realidade em que vivemos:

“Com a disseminação do uso de plataformas de redes sociais online, cada vez mais as pessoas compartilham suas informações pessoais e profissionais nesses ambientes. As empresas, por sua vez, têm adotado como prática cada vez mais frequente consultar os perfis dos candidatos como parte do processo seletivo de contratação — a entrevista de emprego começa nas mídias sociais.”

Marshall Mcluhan, pensador canadense e teórico da comunicação, estava à frente de seu tempo e já afirmava que “Nosso tempo é um mundo novo em folha do tudo ao mesmo tempo agora. O tempo cessou, o espaço desapareceu. Vivemos agora em uma aldeia global”. 

E nesta aldeia global a espontaneidade ao publicar fotos, vídeos e outras informações na internet faz com que, ao longo do tempo, um histórico de sua vida seja registrado, mostrando por onde você esteve e com quem, quais são seus amigos e familiares, o que você comeu hoje, ontem e do que está com vontade, qual o seu temperamento durante os dias e outras infinidades de coisas. Tudo depende do seu comportamento e posicionamento nas redes.

Preocupar-se com o que é publicado nas redes sociais envolve questões não apenas estratégicas, mas de segurança, comportamento e até emocional.

Como você tem utilizado e pensado para a sua marca pessoal?

Vale lembrar que a marca pode se descrever da maneira que gostaria de ser vista, porém, este é apenas um detalhe. Sua imagem é percebida, sobretudo, por meio de suas atitudes, por sua conduta – tudo aquilo que você fala, curte, publica, compartilha, se relaciona ou expressa on e offline – que reflete nesta percepção e ainda pode contrariar seu posicionamento.

Agora, indo além do ambiente digital, é interessante fazer esta reflexão: você tem transmitido sua identidade em tudo o que faz, mostrando seu diferencial e exclusividade, ou tem feito seu trabalho como qualquer outro profissional, falando com as pessoas sem mostrar conteúdo e valores próprios, sem ter uma história pra contar e objetivos a alcançar?

Assim como existem marcas corporativas que vivem à sombra de grandes referências em busca de conseguir o mesmo sucesso, muitas pessoas também deixam de construir seu próprio universo de marca; seja por falta de encorajamento, ou por nunca terem pensado em marcar com aquilo que tem de melhor para oferecer.

Cada marca pessoal é exclusiva e carrega um potencial profissional para construir uma história única. Para isso, assim como todas as marcas, é preciso ter em mente sua missão, visão, valores e propósito, expressando sua essência de forma coerente em tudo o que fizer.

E antes de tudo, lembre-se: a marca pessoal deve ser construída para agregar valor, diferenciar e transmitir uma mensagem de forma mais clara. Cuidado para não cair na armadilha de tentar se enquadrar à percepção do outro e perder sua autenticidade.

“Não tentes ser bem sucedido, tenta antes ser um homem de valor.” Albert Einstein


REFERÊNCIAS

GABRIEL, Martha. As Mídias Sociais e a Gestão da Carreira Profissional. Jan. 2012. Disponível em: <http://www.martha.com.br/as-midias-sociais-e-a-gestao-da-carreira-profissional/> Acesso em: 13 Out. 2013.

McLUHAN, Marshall; FIORE, Quentin. The Medium is the Massage. An inventory of Effects. New York: Bantam Books, 1967.

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“Não existe curva mais linda que a curva ascendente num gráfico de vendas.” Raymond Loewy, famoso designer francês da década de 1950.

Essa frase traduziria o pensamento de um industrial se não fosse dita por um designer. Nos dias de hoje, um bom design deve conciliar funcionalidade, beleza e boas vendas. Os projetistas devem estar preocupados em suprir as necessidades emocionais e práticas dos consumidores num mundo frio inundado de alta tecnologia.

Personalidade da marca é a combinação específica de características humanas a que podem ser atribuídas a uma marca. Marcondes (2003) concorda com essa personificação da marca e explica a relação produto/marca e consumidor como se fosse um namoro. A marca, assim como uma pessoa, precisa conquistar e conseguir manter um relacionamento com o cliente. Isso fica claro nas fases desse namoro:

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A identidade da marca é seu ponto de diferença perante a concorrência, mas é preciso personalidade, um fator carismático para conseguir uma resposta emocional dos consumidores. Não adianta ser reconhecida se não é desejada. A marca deve alcançar o consumidor de maneiras criativas para formar uma conexão real e duradoura. Deve além de contar uma história, fazer com que o consumidor participe e se associe a essa história.

design-e-habitos-dos-consumidores2 “O design pode agregar uma promessa de experiências emocionais e sensoriais; ele alivia a tensão da padronização e da produção em massa, destruindo conceitos robóticos da homogeneidade e da quantidade para trazer um novo senso de humanidade a nossas vidas.” Marc Gobé, designer, especialista em marcas e defensor do conceito de Marcas Emocionais.

Alguns dos principais mandamentos de Gobé (2002) estão bem exemplificados em empresas de sucesso como Apple, IBM, Virgin, Victoria Secrets e etc. Ele explica que o desenvolvimento de uma marca emocional se baseia em quatro pilares:

  • Relacionamento
  • Experiências sensoriais
  • Imaginação
  • Visão

Um bom design está além do seu valor estético, ele é um investimento de longo prazo capaz de multiplicar o valor da empresa. Alguns produtos bem executados em termos de funcionais e beleza foram responsáveis pelo retorno de sucesso de companhias que estavam decaindo, como a Apple e a Gucci.

Quando foi lançado em 2001, o iPod não tinha tanta capacidade técnica quanto seus concorrentes, não foi o pioneiro e era mais caro. Mas seu design funcional era para a mente habitual (onde há o processamento inconsciente). A facilidade de se manusear os produtos da Apple faz com que eles sejam campeões de vendas. Ao contrário de outras empresas que preferem errar por excesso e não por falta de atributos. Isso faz com que o produto tenha um excesso de recursos que os clientes jamais usarão.

Neale (2009) defende que o processo de design deve respeitar a formação do hábito do consumidor. Esses hábitos ocorrem por meio de repetição de comportamento, inconscientemente na mente habitual. Estudos da Duke University mostram que fazemos as mesmas coisas, nos mesmos horários, todos os dias, em 45% do tempo enquanto pensamos sobre outro assunto. A mente habitual nos torna eficiente, pois ela age no piloto automático, deixando com que se gaste esforço mental (mente executiva – onde ocorre o processamento cognitivo) somente quando é necessário.

Uma marca se torna bem-sucedida, quando ela é a escolha inconsciente e habitual de seus clientes. Isto é, para alcançar esse sucesso, o produto deve estabelecer uma conexão de conceitos já existentes armazenados no consciente. Gobé (2002) está certo quando afirma que os executivos assumem riscos diários com aquisições, investimentos e publicidade e deixam o design de lado. Milhões são desperdiçados com campanhas que geram pouco retorno, enquanto se esquecem do único elemento que se vende sozinho: o design.

 

Referências

GOBÉ, Marc. A Emoção das Marcas – Conectando Marcas às Pessoas. Rio de Janeiro: Editora Campus, 2002.

MARCONDES, Pyr. Marcas – Uma História de Amor Mercadológica. M&M Editora, 2003.

NEALE, Martin. Hábitos de consumo: o comportamento do consumidor que a maioria dos profissionais de marketing ignora. Editora Campus, 2009.

 

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Algumas marcas nasceram para estar no mercado, entregar os produtos aos clientes e cumprir com a promessa básica de negócios: atender bem os clientes. Mas quando o assunto é surpreender seu público e se comunicar de forma exata e precisa algumas marcas não tem o céu como limite. O exemplo mais claro é a Skol.

Há quem diga que Skol é uma onomatopeia, barulho que a lata de cerveja faz ao ser aberta. Mas na verdade seu nome vem da palavra escandinava skål, que significa “à vossa saúde/à nossa saúde”; expressão comum que antecede brindes. O produto da Skol dispensa explicações, a cerveja é engarrafada em embalagens de tamanhos e formas diferentes e distribuída por todos os estados do Brasil. Começou como qualquer outra empresa de cerveja e nos últimos anos começou a tomar um rumo diferente em seus negócios. Hoje a Skol vende descontração!

Sim, a cerveja ainda é o produto principal da empresa, mas ela é apenas um meio para se conseguir a descontração. O público consegue criar a imagem de festa, alegria e diversão com amigos e familiares quando pensa na marca Skol, ela remete a essas imagens positivas à marca devido ao forte trabalho de branding que a empresa desenvolveu ao longo dos anos.

Hoje ela trabalha em sua linha de produtos para se adaptar às exigências do mercado, como o caso da Skol Profissa, mas o forte da marca é sua comunicação. Em qualquer campanha ou anúncio a linguagem é sempre descontraída e jovial, temos sempre a mesma impressão sobre a marca não importe aonde seja utilizada.

Sabendo que tem o poder de comunicação com seu público em mãos, a Skol aproveitou a marca para lançar produtos que não são a cerveja em si, como é o caso do Skooler de controle remoto, perfeito para impressionar os amigos e causar toda descontração em uma festa entre família. Mas ela não parou por aí, os lançamentos mais recentes foram o sorvete de cerveja (que leva a marca Skol na embalagem e foi vendido em bares escolhidos a dedo) e uma linha de garrafas de alumínio totalmente estilizadas com artes diferentes chamadas de Skol Design, sempre amarelas e que servem como objetos de decoração para sua casa (também é possível adquirir pelo site outras partes para formar outros objetos como o relógio e a cadeira, tudo com garrafa de alumínio).

Além desses produtos, já vimos também o ovo de páscoa de cerveja e quem não se lembra do Skol Sensation? Uma balada que acontece todo ano para promover o produto Skol Beats além de claro: a descontração.

Basta acessar o site da empresa para perceber a força da comunicação. Chamado de Skoland, ele funciona como uma rede social onde os usuários compartilham suas experiências com a marca além de ser um forte veículo da empresa para estar próximos de seus clientes. Ali você encontra a rádio Skol que toca músicas para diversas ocasiões, como facul, churras, praia e folia. Também é possível gerar listas de produtos para um churrasco de acordo com o número de pessoas ou então ser atendido pelo Serviço de Atendimento ao Churrasqueiro. Um aplicativo para smartphones permite que o cliente encontre pontos de vendas exclusivos de Skol mais próximo.

Com tantos exemplos, podemos aprender muito com uma empresa como a Skol:

– Conheça muito bem o seu cliente.

– Saiba o que seu cliente fala sobre a sua marca.

– Esteja sempre por perto, as redes sociais é a melhor ferramenta.

– Surpreenda sempre. Entregue aquele “algo a mais”, como um bom atendimento ou um retorno rápido de uma dúvida.

– Jamais fuja de sua identidade, seja a visual ou a essência da marca. Se algo não está bom, pense como um gestor de marcas. Levante informações e comece de novo.

– Acompanhe de perto as tendências do mercado. Embalagens com quantidade reduzida ou packs com mais latas foi uma necessidade clara.

Seguindo exemplos de empresas como a Skol que conseguem gerenciar sua marca de forma profissional e com exatidão, talvez seja mais fácil de conseguir ser um sucesso.

 

Referências:

http://www.skol.com.br/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Skol

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Você pode sonhar, criar, desenhar e construir o lugar mais maravilhoso do mundo…

Mas é necessário ter pessoas para transformar seu sonho em realidade…”

Walt Disney

1966_12_15_2Encantar. Essa é a palavra que todos os negócios deveriam adotar no seu posicionamento estratégico. O valor é resultado da experiência vivida pelo cliente no ato da compra de um produto ou serviço. O intuito é fazer com que um simples comprador se torne um cliente absolutamente fiel a ponto dele mesmo divulgar o seu negócio. A marca, nesse momento, é a peça principal para se vender algo, pois muito além de produtos ou serviços, o que compramos são marcas.

Encantar é a palavrinha mágica que motiva e fideliza o consumidor. E  não tenho um exemplo melhor do que a Marca Disney, que é sinônimo de encantamento, para melhor exemplificar o título deste artigo. Um lugar onde os sonhos de uma criança, de um adolescente, do homem, da mulher, de um casal jovem e de um casal da 3ª idade são realizados, pois os parques, os serviços, os shows, os brinquedos, a música, a pontualidade nas exibições, as princesas, os personagens,  o Mickey e a Minnie só tem uma missão: encantar! Com certeza é o mundo encantando, onde todos se divertem e querem voltar e fazem questão de divulgar a marca.

E o design? Qual a relação do design com essa palavra encantar? Minha resposta: Tudo. O design estratégico é importante, pois auxilia na diferenciação dos concorrentes. Por este motivo, a marca precisa estabelecer uma identidade visual com o seu publico-alvo. Através de um símbolo, de um logotipo, da tipografia ou das cores,  a marca transmite cultura, valores, princípios e política de uma corporação. A identidade de uma empresa, corretamente desenvolvida, com a devida  aplicação gráfica, traz benefícios significativos, tanto no âmbito interno (organizacional) como no externo, durante o processo de fixação da imagem no mercado, transparecendo a “personalidade” da empresa.

Outros elementos para a fixação da marca são importantes, como as cores, a iluminação, o layout, o site, as embalagens, os produtos e sua exposição criam efeitos psicológicos de credibilidade e preço, destacando o produto e estimulando, ou não, a permanência e o interesse do consumidor pela marca. Voltando ao mundo encantando, não há um parque sem que o design esteja presente, desde a criação dos personagens, ao desenvolvimento da marca, embalagens dos produtos, layouts dos parques e seus serviços. É possível sentir a Disney com todos os elementos do design mostrando o tempo todo o porque daquela marca para o mundo: Diversão garantida e encantamento!

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A principal função do design estratégico é criar uma política de design que tem a missão de tangibilizar o posicionamento estratégico da marca, ou seja, deixar claro a imagem que o negócio queira passar e mais, que seja entendido por todos os consumidores. Por este motivo, o gestor do negócio, quando possível, deve procurar um profissional capacitado para esta atividade, seja um designer de interior, gráfico ou de produto, para implantar uma estratégia ideal, e assim, encantar o seu consumidor.

Através de uma política de design, o gestor do design coordena a identidade de uma marca, sua aplicação nos papéis administrativos e institucionais, seus produtos e comunicações, ambientes e serviços, embalagens, sinalizações, websites, uniformes e frotas e ainda,  em qualquer elemento que a empresa desejar estabelecer uma comunicação para a realização de uma interface com o seu mercado-alvo. O consumidor de hoje sabe o que quer e está disposto a pagar mais pelos benefícios recebidos e transmitidos pela marca. O negócio é gerar emoção para gerar mais negócio”. O design estratégico é uma importante ferramenta para a busca desta emoção, pois apresenta o diferencial e gera resultados.

Walt Disney foi o idealizador deste mundo encantando e soube deixar a essência do seu negócio vivo até hoje e sempre, para todos usufruírem o que há de melhor numa marca: o seu DNA e o seu encantamento!!!!

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Imagem KDu_Anitta

Larissa Macedo, aos 16 anos, se formou técnica em administração pela Faetec-RJ e concorreu com mais de 5 mil candidatos para uma vaga de estagiária na Vale, foi uma das cinco aprovadas. Após o período de estágio, a empresa quis contratá-la, mas ela tinha um sonho. Queria ser cantora. Administrada por Larissa nascia Anitta.

A marca Anitta foi inspirada na personagem de Mel Lisboa na série “Presença de Anitta” (2001) e começou aí a estratégia de marketing que colocou a cantora no topo das paradas: o benchmarking.

Nos últimos meses, ela esteve em quase todos os programas de auditório dos canais abertos. O Caldeirão do Huck fez um quadro com ela. No Programa Raul Gil, foi sabatina por crianças. No Domingão do Faustão participou do quadro arquivo confidencial. E no último Prêmio Multishow, levou os prêmios de Melhor clipe e de Música-Chiclete. Seu hit “O Show das Poderosas” atingiu mais de 58 milhões de visualizações no YouTube, seu CD vendeu mais de 120 mil cópias e o seu cachê gira em torno de R$ 60 mil. Estamos diante um novo fenômeno musical ou de uma bem sucedida estratégia de marketing?

Benchmarking é a busca das melhores práticas na indústria que conduzem ao desempenho superior. É visto como um processo positivo e pró-ativo por meio do qual uma empresa (ou artista) examina como outra realiza uma função específica a fim de melhorar como realizar a mesma ou uma função semelhante.

Em minha opinião, Anitta está levando muito a sério o conceito de benchmarking. Seus clipes, coreografias, figurinos e shows são muitos “inspirados” no estilo de cantoras pop americanas, principalmente em Beyoncé.

Apesar das evidentes semelhanças, Anitta está fazendo o que diversos artistas como Ivete Sangalo, Claudia Leite e tantos outros já fizeram. A meu ver, a diferença é que ela já começou fortemente utilizando estas “referências”, o que a impede ter uma marca própria com personalidade bem definida, focando muito no que “posso fazer” do que no “o que quero ser”. Não muito tempo atrás, Shakira usou da mesma estratégia, mas com uma diferença: ela manteve sua identidade musical como diferencial.

No caso de Anitta, que começou no funk e agora está transitando pelo pop, há um excesso de “inspiração” que já começa a influenciar negativamente em sua marca. Por exemplo:

Seu segundo clipe, Meiga e Abusada (gravado em Las Vegas e dirigido por Blake Farber, que já trabalhou com Alicia Keys e Beyoncé) é “quase” uma regravação do clipe I hate this part do grupo The Pussycat Dolls, não chegou a 18 milhões de visualizações no YouTube, menos que um terço de O Show das Poderosas.

Entretanto, segundo uma entrevista da revista Forbes, a diretora de marketing de Anitta, Priscilla Lemgrumber disse que: “O cachê ainda está longe do que cobra Ivete Sangalo, porém, sua idade e apelo musical semelhante ao de Shakira aumentam suas chances de se tornar uma estrela internacional. Diferente de Sangalo, Anitta fala inglês com fluência, uma habilidade necessária para conquistar o público americano”. Em minha opinião, esta declaração deixa claro que Anitta é um produto de entretenimento, e como tal, terá um ciclo de vida que dificilmente se renovará em seu fim.

Há no YouTube diversos vídeos mostrando estas “semelhanças” e, em suas entrevistas, quando é questionada sobre estas semelhanças, ela alega que não “imita” ninguém e quem propõe as ideias é o seu produtor. Sem falar que a imprensa sempre cita estas comparações em qualquer matéria sobre ela. A falha está aí, no tom “arrogante” de Anitta de se impor como uma artista/marca “diferenciada”, onde os fatos mostram o contrário. E é cada vez mais rápida a percepção do público sobre esta imagem.

Será que por causa disso poucas marcas associaram suas imagens à de Anitta? Hoje apenas a Olla está com uma campanha estrelada por ela, o que faz sentido (Tele Sena não conta).

Apesar das críticas e polêmicas, a estratégia ainda está funcionando. Como um produto de entretenimento, Anitta está apenas usando e comprovando que o marketing e suas ferramentas ainda são capazes de produzir celebridades.

Então, PRE-PA-RA que veremos até quando este benchmarking irá funcionar.

Neste link você poderá ver um dos vídeos que existem no You Tube sobre as semelhanças entre Anitta e Beyoncé: http://www.youtube.com/watch?v=6BOJ71sDbYc#t=138

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Abertura

Construir e gerenciar marcas memoráveis são práticas que requerem disciplina, ousadia, estratégia e visão de longo prazo, isso sem contar, muita dedicação, foco e força de vontade. No processo há inúmeras variáveis a serem cuidadosamente analisadas: perfil da empresa, características do produto ou serviço, público interno, público externo, concorrentes (diretos e indiretos), aspectos legais, referências de mercado, aprovação da gerência e muitas outras, que variam de caso a caso.

Nesse cenário, a equipe envolvida no desenvolvimento da estratégia de branding deve se mostrar aberta a constantes debates, análises e testes e, é claro, como todo processo, um pouco de frustração e aborrecimento. No entanto, quando bem gerenciado, o processo de construção e gestão da marca traz resultados gratificantes.

Pergunte aos profissionais da Coca-Cola, Volvo, McDonald’s, Nike, Absolut, Visa entre tantas outras marcas de sucesso se esse processo vale a pena. Ou melhor, observe os resultados colhidos. Esses profissionais trabalham duro todos os dias e se dedicam ao máximo para fazer do seu trabalho um verdadeiro sucesso e, não há nada melhor, do que perceber que o mesmo foi reconhecido.

Complexo não é? Agora imagine todo esse processo acontecendo para criar uma marca que existirá no universo imaginário de um filme ou de uma série televisionada?

Como já foi abordado anteriormente aqui no InfoBranding e em outros meios, uma marca não é meramente um sinal gráfico estampado por toda parte na empresa. Longe disso. Uma marca representa um universo complexo repleto de associações, que constitui uma identidade e permite que todos que entram em contato com ela a identifiquem e reconheçam como única, amando-a ou detestando-a.

Quando pensamos na Nike nos vem à mente o estilo de vida esportivo, competitivo a ideia de vitória paira no ar; chegamos a nos sentir inspirados a praticar esportes e competir. Quando pensamos na Volvo pensamos logo em veículos extremamente seguros, nos quais podemos confiar quase que cegamente a vida de nossos filhos. Quando pensamos em Visa pensamos em facilidade e comodidade, além de inúmeras vantagens. Quando pensamos em OMO pensamos logo em limpeza e em curtir a vida sem se preocupar se a roupa vai sujar, já que temos OMO para resolver isso.

Mas e quando pensamos na Umbrella Corporation? Isso mesmo, a mega empresa global responsável pelo T-Virus, seu vazamento e o consequente apocalipse zoombie que praticamente dizimou a humanidade. O que vem a nossa cabeça? A Umbrella Corporation é a empresa que faz parte do enredo da famosa franquia de jogos de vídeo game “Resident Evil”, da Capcom e que, posteriormente, foi para as telonas com um desempenho igualmente satisfatório.

Umbrella

Pensando na franquia dos filmes a Umbrella Corporation é percebida como uma empresa poderosa, com presença global e com valores duvidosos. Respeito à vida e ao bem-estar das pessoas é algo que passa longe do imaginário enquanto que frieza, tecnologia, armamentos biológicos e desprezo pelo bem-estar do planeta são associações muito fortes. Para quem gosta dos jogos e filmes do Resident Evil a Umbrella Corporation é bem posicionada e sempre se apresenta com uma identidade muito substancial.

Passando para um exemplo mais leve pode-se citar a Dinoco e a Pizza Planet da Pixar, que apareceram inicialmente em ToyStory e depois em outros filmes da renomada empresa de animação. A Dinoco, empresa de postos de gasolina, patrocina uma escuderia no filme Carros, lançado mais de uma década depois de Toy Story. Aliás, os filmes da Pixar são repletos de referências cruzadas entre seus filmes, você já tentou encontrar?

Dinoco

E como não citar a Stark Industries do popular Tony Stark, mais conhecido como Iron Man? A Stark Industries é digna dessa citação uma vez que nos filmes, Tony Stark aparece nas apresentações da empresa como um verdadeiro Show Man, esbanjando personalidade e estilo de vida, como a personificação do bilionário gênio que curte a vida como ninguém. Excentricidades a parte, a situação não é semelhante (dadas as devidas proporções e considerando que Tony Stark é um personagem heróico e fictício) com o burburinho causado pelas apresentações do glorioso Steve Jobs, ao estilo peculiar de Mark Zuckerberg ou até mesmo ao estilo de vida do icônico Hugh Hefner?

Stark Industries

Fora essas empresas podemos ainda citar a InGen de Jurassik Park; USRobotics de Eu Robô; Oscorp de Homem-Aranha; Acme dos desenhos dos Looney-Tunes (sempre pronta para ajudar o Coyote a capturar o Papa-Léguas); Cyberdyne Systems do Exterminador do Futuro; Gemialidades Weasley de Harry Potter; Planeta-Diário de SuperMan; Indústrias Wayne do Batman; M.I.B e seus Homens de Preto; MomCorp da série animada Futurama.

Muitas vezes as marcas saem do universo cinematográfico e passam a fazer parte do nosso mundo, graças a aspirações que suas associações são capazes de criar.

Um exemplo disso são os famosos chocolates da Fantástica Fábrica de Chocolates de Willy Wonka, vendidos como uma linha especial da Nestlé no exterior. Há várias opções de chocolate sob essa marca que faz sucesso especialmente entre as crianças. Tal linha da Nestlé tem uma seção especial na famosa loja de brinquedos Toy “R” Us na Times Square.

Wonka

Mais recentemente uma marca saiu do universo das telinhas e cativou jovens adultos ao redor do mundo. Trata-se da emblemática cerveja de Homer Simpsom, a Duff Beer. A Duff veio para o nosso mundo em 2006 graças a iniciativa do empresário mexicano Rodrigo Contreras e em 2007, graças a uma parceria com a cervejaria belga Haacht Brewery, a Duff passou a ser comercializada na Europa. Em 2009 veio para a América Latina e posteriormente para o Brasil. No entanto, é curioso que a cerveja Duff não é uma marca registrada da FOX e não tem ligação com Matt Groening, criador dos Simpsons. Ou seja, veio de um fan para outros fans. Interessante não é mesmo?

Duff

Para fechar, uma sugestão do colega Felipe Versati aqui do InfoBranding, quem não se lembra da marca Bubba Gump Shrimp & Co. do filme Forest Gump? A marca saiu das telonas em 1996, inspirada no filme Forest Gump estrelado por Tom Hanks em 1994 e hoje conta com 39 restaurantes ao redor do mundo, a maioria nos EUA. A marca é mais um exemplo bem sucedido que veio das telonas para avida real.

Bubba Gump Shrimp & Co

Atualmente no Brasil:

E se pensarmos nas famosas e mundialmente conhecidas telenovelas da Rede Globo? Também temos exemplos a serem citados. No topo da lista o Hospital San Magno do Dr. Cesar, onde o vilão Felix andou fazendo suas falcatruas e desvios financeiros. O bar GigaByte de temporadas passadas de Malhação, onde os alunos do Colégio Multipla Escolha (outra referência interessante) se encontravam. Temos ainda a fábrica de chocolates “BomBom” de Chocolate com Pimenta e a Charlô’s de Guerra dos Sexos e a Carrara Taxis da Grande Família. Fora tantas outras. Embora fictícias essas empresas fazem parte do imaginário popular brasileiro.

E você, lembra de mais algum exemplo de marcas que se mostram verdadeiros exemplos de branding no universo ficcional? Compartilhe com a gente!

Hospital San Magno

 

Referências:

http://www.duffbrasil.com.br/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Duff_Beer

http://en.wikipedia.org/wiki/Bubba_Gump_Shrimp_Company

http://www.bubbagump.com/

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O Branding retoma diversos conceitos essenciais para a sua concepção e atuação, nos levando a refletir sobre produtos, cultura, design, diferenciação, comunicação, consumidor, dentre outros fatores, o mercado.

1241042_525053164239918_1970389071_nA medida que estudamos, lemos, interagimos nas redes sociais, vamos ao supermercado e nos assustamos com os preços dos produtos, e nos posicionamos a respeito de uma ação ou um produto, estamos dentro de uma espécie de processo de consumo, no qual há uma necessidade ou desejo (temas valiosos para uma discussão), em seguida a busca de informações sobre como sanar tal necessidade/desejo, a avaliação das alternativas, a tomada de decisão de compra e um pós-compra. Diversos estudiosos discutem cada etapa deste processo em detalhes e ainda acrescentam outras tantas, um grande exemplo é Philip Kotler.

Em cada etapa ainda há outros fatores que influenciam a decisão de compra e permitem entender o comportamento do consumidor. Kotler e Keller afirmam: “O comportamento de compra do consumidor é influenciado por fatores culturais, sociais, pessoais e psicológicos. Os fatores culturais exercem a maior e a mais profunda influência” (2006, p. 172). O fator cultural está relacionado diretamente com valores, percepções e referências familiares e outras instituições, contribuindo para a constituição do individuo e depois consumidor.

A medida que o mercado e a economia se movimentam, o consumidor também muda, sendo agente ativo ou passivo desta movimentação gerando oferta e demanda.

O que se percebeu nestes últimos anos, é que o consumidor esteve exposto a diversas oportunidades no mercado, apesar das crises em alguns mercados mundiais, o brasileiro mudou na sua maneira e possibilidade compra. O aumento da classe C é exemplo disso, que permitiu o deslocamento de tantos outros consumidores para outras classes sociais e isso pode ser justificado por diversos fatores, sendo alguns deles a possibilidade de crédito e financiamento, baixa de desemprego e programas governamentais.

Em pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência, o consumo no Brasil em 2013 cresceu 10,2%, em relação ao ano de 2012, o que corresponde a 34% do PIB.

 

GASTOS POR CLASSE SOCIAL

em R$ bilhões, por segmento 2013

SETOR

Automóveis

Alimentação no Lar

Alimentação fora do Lar

Material de Construção

Vestuário

A

59,71 11,55 16,40 19,94 13,73

B

138,94 76,75 51,34 47,49 46,47

C

57,17 103,80 41,29 37,63 41,98

D

5,48 25,19 7,15 4,41 7,15

TOTAL

261,30 221,29 116,18 109,47 109,33

Fonte: Ibope Inteligência (via Propmark de 09 de setembro de 2013)

 

O que chama a atenção é que este crescimento também impulsiona as ações de anunciantes, tomando como exemplo o quadro apresentado, os gastos com automóveis devem ser maiores em 2013, concentrados na classe B. Grande oportunidade para agências e para fabricantes de veículos, serviços de manutenção e seguros, acessórios, dentro outros.

Entre os 10 maiores anunciantes do 1º trimestre de 2013, temos 2 grandes indústrias automobilísticas.

Ran 2012  Ran 2013 TOP 30 ANUNCIANTES Jan a Jun/2013  Jan a Jun/2012 
R$  R$ 
2 1 UNILEVER BRASIL          2.242.541.890          1.463.915.000
1 2 CASAS BAHIA          1.593.341.010          1.684.650.000
# 3 GENOMMA          1.269.904.050             214.965.130
4 4 AMBEV             961.602.210             793.287.000
3 5 CAIXA (GFC)             710.817.490             796.527.000
9 6 VOLKSWAGEN             662.698.110             477.166.000
12 7 FIAT             587.781.020             416.671.000
13 8 PETROBRAS (GFC)             575.169.720             416.146.000
5 9 SKY BRASIL             548.852.520             777.950.000
17 10 HYPERMARCAS             496.422.420             404.121.000

Fonte: Ibope (publicado em 24/07/2013)

 

E os anúncios, as ações de comunicação e investimentos em mídia também devem acompanhar as mudanças no mercado, no que tange a legislação, os canais e principalmente o comportamento do consumidor.

A comunicação nos canais digitais não é tendência, é realidade, é crescente, mas não dominante. No quadro acima, desenvolvido pelo Projeto Inter-Meios coordenado pelo Meio&Mensagem, mostra bem como está dividido os investimentos em mídia, e a TV continua forte, mas também é tendência uma integração entre internet e TV, onde o anunciante poderá saber o que o telespectador está assistindo e criar ação em tempo real.

Investimento bruto por meio

Valores Acumulados (jan-abr.)

Variação

% de

2012

2013

(%)

Participação

Guias e Listas

78.335.994,82

62.591.447,08

-20,10

0,69

Internet

456.299.705,50

396.635.825,56

-13,08

4,40

Jornal

1.078.789.633,35

1.029.649.924,54

-4,56

11,43

Mídia Exterior

280.202.724,81

308.195.800,57

9,99

3,42

Rádio

357.043.172,23

374.854.224,31

4,99

4,16

Revista

518.000.713,12

451.913.690,36

-12,76

5,02

Televisão

5.821.119.757,35

6.024.849.363,27

3,50

66,87

TV por Assinatura

341.192.778,71

336.668.489,27

-1,33

3,74

Cinema

27.449.699,93

24.320.996,39

-11,40

0,27

TOTAL

8.958.434.179,82

9.009.679.779,17

0,57

100,00

Fonte: Meio&Mensagem (20 de junho de 2013)

Todos estão se adaptando!

A realidade do consumo, o comportamento deste consumidor mudou e muda constantemente. A oferta de informação e a troca delas são muito intensas. E o branding deve ser ferramenta estratégica neste contexto.

O que é mais valioso: uma grande quantidade de visitação ou o tempo que uma única pessoa ficou em seu site? O que pode gerar compra efetiva? Onde sua marca e seu produto estarão mais expostos? Questões que desafiam todo o profissional de Marketing.

Penso que o Marketing não mudou, mas a maneira como seus conceitos, plataformas e maneiras de aplicação sim. Quem está atento a estes movimentos? Como inovar de maneira rápida, dinâmica e constante? Diversos caminhos se apresentam, mas acredito, que primeiro passo é ouvir, observar e perguntar ao consumidor. Sem dúvida que isso está apoiado a diversas ferramentas de pesquisa, de tecnologia e intuitivas, mas o consumidor não pode ser ignorado, pois ele também percebe este posicionamento das empresas e das marcas, o que não contribui em nada em um resultado positivo para a organização.

 

Referências:

KOTLER, Philip. KELLER, Kevin Lane Administração de marketing. Tradução: Monica Rosenberg, Brasil Ramos Fernandes, Cláudia Freire; revisão técnica Dilson Gabriel dos Santos. 12ª Ed. São Paulo: Person Prentice Hall, 2006.

Ibope:

http://www.ibope.com.br/pt-br/noticias/Paginas/Consumo-no-Brasil-deve-chegar-a-1-trilhao-ate-o-fim-do-ano.aspx

http://www.ibope.com.br/pt-br/conhecimento/TabelasMidia/investimentopublicitario/Paginas/ANUNCIANTES-%E2%80%93-30-MAIORES—1%C2%BA-SEMESTRE-2013.aspx

Meio&Mensagem:

http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/noticias/2013/06/20/Midia-cresce-06-no-quadrimestre#ixzz2ak0juKdS

Propmark:

http://propmark.uol.com.br/mercado

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