Category

Artigos

Category

copa do mundoA cada 4 anos acontece uma conjunção astral onde a maioria dos criativos e gerentes de marketing  do Brasil são atingidos pelo mesmo insight: a Copa do Mundo. Em 1998 e 2002 eu trabalhava em um grande veículo de comunicação e fiz tabelas dos jogos, camisetas e outros brindes para serem distribuídos para os anunciantes. Na Copa de 2006 eu trabalhava em uma agência onde todos os clientes, desde concessionárias de motos, automóveis de luxo como BMW e Volvo, até fabricantes de aparelhos médicos solicitaram ações para a Copa do Mundo. Na de 2010, atuando no marketing em uma grande indústria da Construção Civil, também tive que desenvolver ações com o tema Copa do Mundo para arquitetos, marceneiros e pintores.

Agora pense. Quantas vezes, em ano de Copa, você já viu e recebeu algum material com as cores verde e amarelo? De loja de sapatos, açougues, supermercados, farmácias, mecânicas, laboratórios de diagnósticos, pizzarias. Fora que as empresas sempre fazem alguma ação “motivacional” para seus colaboradores usando o “sentimento de time” que a Copa proporciona?

Mas a questão é: sua marca precisa da Copa do Mundo?

Se levarmos em consideração o histórico do Pan-07 e da Copa das Confederações de 2013, o patrocínio destes grandes eventos não garante retorno. Muito pelo contrário. Segundo dados da Nielsen, das 10 marcas mais lembradas destes dois eventos, apenas 4 eram patrocinadoras.

Os gestores de marketing dos patrocinadores justificam que a visibilidade que estes eventos proporcionam vale o investimento. Segundo o gráfico abaixo não é o que parece:

copa do mundo

As marcas investem pesado para fazer parte destes eventos, mas só tiram proveito deste fato, uma vez que o público associe sua marca à competição. E para isso, só existe um caminho: investir forte em comunicação.

Em minha opinião, o fato de o tema estar presente não justifica que, obrigatoriamente, tem que ser desenvolvida alguma ação. Tem que ser avaliado o quanto a Copa ou as Olimpíadas e o que estes eventos representam, estão alinhados ao propósito da marca e ao perfil dos consumidores. Como a maioria das empresas estarão com ações com este tema, sua campanha pode ser apenas mais uma.

E nesta Copa, em especial, existe a preocupação de associar sua marca com as manifestações, como ocorreu com o Itaú durante as Copas das Confederações, onde suas agências foram depredadas por patrocinar o evento. Sem contar com o risco de uma desclassificação precoce da Seleção Brasileira, o que pode encurtar ainda mais o tempo de efetividade da campanha.

Mas pode também ser uma oportunidade para se diferenciar ou estreitar o relacionamento com seu público. O mais importante é analisar quais as oportunidades estes eventos trazem para o mercado e como sua marca pode se diferenciar neste período. E, principalmente, se o seu negócio se associa com o tema. Como coloquei no início deste artigo, colocar um splash verde-amarelo em um anúncio de microprocessador mitocondrial ou mandar uma tabelinha com os jogos para arquitetos, não vai fazer você ser lembrado.

2014 mal começou e já estamos em fevereiro! E se janeiro passou rápido, o ano promete passar voando! A tranquilidade do período de férias acabou e todos começam a trabalhar a todo o vapor. Será um ano diferente; o Carnaval acontece mais tarde, logo vem a Copa do Mundo e em seguida as eleições e então, em um piscar de olhos, será Natal novamente!

Com tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo as atenções ficarão divididas. Nesse cenário precisamos ficar atentos para não deixar de pensar e dedicar esforços para aquilo que há de mais importante: nós mesmos.

Não deixe que o ano passe batido! Foque no seu propósito e guie sua marca pessoal pelo caminho da excelência. Aproveite cada oportunidade para agregar valor à ela e torná-la cada vez mais lembrada e requisitada.

Mas como trabalhar o propósito da sua marca pessoal?

Com essa pergunta pode parecer que uma receita pronta no estilo passo-a-passo será apresentada a seguir, mas na verdade não vai, pois não é possível!

Não é possível uma vez que o propósito é algo particular de cada marca, estando vinculado a sua essência. Não se trata de uma prática ou de uma ação, trata-se de algo mais profundo; algo central. Aquilo que proporciona o alicerce para toda a atuação estratégica, garantindo que tudo o que a marca venha a construir se mantenha firme e de pé na mente do público. É aquilo que a torna especial! É a sua razão de ser!

Mas se não é possível indicar um passo-a-passo, ao menos é possível indicar um ponto de partida para você trabalhar o propósito da sua marca pessoal: valorize o que há de especial em você! Vá fundo na autorreflexão e encontre aquilo que faz de você único! Isso vai te motivar a agir sempre de forma coerente, impulsionando a qualidade, bem como a sua percepção por parte das pessoas e mercado, de tudo aquilo que você faz.

Quando a marca não trabalha seu propósito ela se torna apenas mais uma, cujo objetivo é entregar mais do mesmo, sem nenhuma diferenciação. Ela se torna uma commodity. E não é isso que você quer para a sua marca pessoal, certo?

Para exemplificar melhor, imagine uma turma do último ano de algum curso superior de uma faculdade, pode ser qualquer curso (arquitetura, engenharia, design, publicidade, odontologia, medicina, fisioterapia, educação física e por ai vai). Ao final, todos os alunos vão ter passado pelo mesmo processo. Desde o início do curso todos foram apresentados ao mesmo conteúdo, tiveram os mesmos professores, fizeram os mesmos trabalhos e provas; mas quando formados cada um vai atuar de uma forma particular e uns vão se destacar mais que os outros. Isso porque cada um tem um propósito diferente que guia sua atuação e influencia diretamente na maneira como aplicam aquilo que aprenderam.

Ou seja, é o propósito que faz com que nós, marcas pessoais, aproveitemos as influências do ambiente de forma única. Se sua marca pessoal não se pauta em um propósito, ela é como uma casa construída sobre um terreno arenoso, qualquer adversidade do ambiente pode fazê-la ruir. Mas, se sua marca pessoal for pautada em um propósito forte ela será capaz de enfrentar as adversidades do ambiente, aprender com possíveis erros e melhorar sua atuação.

Ter um propósito bem definido, para uma marca, pessoal ou corporativa, significa ter uma linha condutora central, na qual as ações são pautadas e alinhadas, transmitindo integridade e autenticidade e delimitando o que a marca é, o que ela não é, aquilo que ela oferece e aquilo que ela não oferece.

Nesse sentido o propósito de marca está vinculado ao conceito de identidade de marca, ou seja, um conjunto de características que passam a ajudar em sua identificação e reconhecimento por parte do público; isso porque ele permite que a marca tenha foco!

Um ponto importante envolvendo o propósito e a atuação profissional das marcas pessoais é o fato dele definir e manter vínculos emocionais pautados em valores, através dos quais marcas pessoais se alinham com marcas corporativas. Afinal, assim como coloca Jim Collins, autor de Empresas Feitas para Vencer (2006, p.83): “A corporação recruta pessoas cujos valores são semelhantes aos dela, e depois lhes da o treinamento necessário para que concretizem a missão da organização”.

Toda essa terminologia e comparação entre marcas e pessoas pode parecer confusa, misturando à vida pessoal a uma percepção mercadológica. Não é essa a intenção. Na verdade busca-se mostrar que é possível que um indivíduo se perceba como marca para atuar de forma mais estratégica. Não significa que ele deve forjar algo para conquistar seus objetivos, pois isso não á autêntico e a probabilidade de funcionar por muito tempo é baixa. Mas sim que ele pode aproveitar o que ele já tem como características pessoais e explorar isso de forma estratégica. Afinal, uma pessoa não é dividida entre “profissional” e “pessoal”, ela é e sempre será uma pessoa, inserida em situações e ambientes diferentes.

Por isso o propósito não é relevante apenas para a parte profissional, ele é relevante para a vida como um todo, em todos os âmbitos. A linha central condutora de ações vai influenciar no trato dos colegas de trabalho, da chefia, nos desafios profissionais, nas relações amorosas, nas relações de amizade, no trato com as pessoas, com animais e assim por diante.

Ter um propósito bem definido é entender a razão de sua vida. É o seu “porque”, a partir dele a vida te mostra o “como” e assim você entrega o “o quê”. (referência aos conceitos de Simon Sinek, apresentados no artigo “As pessoas não compram o que você faz, elas comprar por que você faz isso!: http://www.infobranding.com.br/as-pessoas-nao-compram-o-que-voce-faz-elas-compram-porque-voce-faz-isso/)

E então, por que não aproveitar o início de 2014 para trabalhar o seu propósito e construir a estratégia da sua marca pessoal? Seja o seu próprio gestor, pense e explore aquilo que só você pode oferecer, relacione toda a sua experiência de vida, os lugares que conheceu, as pessoas com quem convive, as coisas que gosta de fazer e, é claro, não deixe de ler o as publicações do InfoBranding, assim você fica por dentro de um rico conteúdo acerca da gestão de marcas.

A tecnologia da informação é quem abriu as portas para o surgimento do Marketing Digital e a sua aplicação nas empresas de diversos setores atualmente. Mas como isso surgiu? Bom, basicamente deu-se início com a vinda dos primeiros chips na década de 60 que posteriormente veio o computador e diversos aparelhos como o discman, entre outros.
A revolução da tecnologia como é chamada desenvolveu o mundo a partir de uma forma que o mercado mudou a sua própria visão, ou seja, antes as organizações pensavam de forma interna e não expandiam a sua própria “caixa” no sentido de evoluírem e pensarem como o próprio consumidor age, o que ele deseja, as suas necessidades e outros valores, Esta técnica atualmente é conhecida como poder de compra do consumidor final, logicamente que tanto o pré e pós-venda são muito importantes neste processo também.
Foi a partir da década de 70, aproximadamente que as empresas começaram a abrir a sua “caixa”, onde entra a lei de Friedman o qual as organizações devem levar em conta seus ativos que são fundamentais para elas girarem. Esta lei leva em conta todos os custos e benefícios de estado versus não estado. Para a empresa está diretamente ligado a mercado que ela atua e a necessidade que ela tem perante isto, por exemplo, os benefícios que ela terá com uma nova tecnologia ou a implantação de um novo produto.
Com a tecnologia também veio à inovação uma ferramenta muito importante que vigora a criação, desenvolvimento, análise e aplicação de novas ideias no mercado e que possa, por exemplo, atingir um ápice de satisfação dos consumidores e por consequência aumentar as vendas.
Foi com a inovação que o Marketing Digital começou a ganhar mais espaço, além da própria internet que surge neste meio tempo. A internet sofreu uma série de transformações desde a década de 80 aproximadamente até hoje, ou melhor, ela ainda vem mudando.
As empresas perceberam com o tempo que a internet ia muito além do que o esperado para postar informações. As pessoas também virão que estas informações poderiam ser melhores aproveitadas tanto no dia a dia, quanto no ambiente profissional, foi aí que começaram a aplica-las e a desenvolver novas técnicas também.
A internet passou a ser reconhecida como uma forma de comunicação, onde era possível trocar conhecimentos e experiências com outras pessoas e empresas. Era e é possível descobrir sobre as empresas concorrentes, se informar melhor sobre o mercado de atuação, sobre os consumidores, desenvolver o networking, entre outras diversas formas. Outro fator é que estas informações disponíveis devem ser aproveitadas com cuidado, analisá-las bem para você mesmo não cair em uma armadilha, utilizá-la de forma incorreta ou até mesmo coletar informações e dados errados.
Para o Marketing Digital a internet é a base de tudo é onde é possível para as empresas a exposição delas de maneira online, através de websites, vendas de produtos, desenvolvimento de aplicativos para celulares, computadores, Ipads e outros.
Além do mais o Marketing Digital não precisa ser utilizando somente pelas empresas em si, pessoas do mundo todo vem usufruindo desta nova área também, através da criação de websites próprios para venda de produtos, para postarem informações em fóruns, blogs e sites pessoais, para compartilharem experiências de suas vidas pessoais no Facebook e pelo Instagran, etc.
Há várias maneiras para usar e abusar desta área. Mas para tudo deve ser levado em consideração o custo que você terá para desenvolver as plataformas de sites necessárias, o recomendável é que se inicie com plataformas mais baratas e conforme seu negócio for crescendo, opte por aprimorar isso, foque sempre no seu objetivo principal, o mercado que irá atuar, o consumidor, o que ele procura e o que você procura também.
Outra possibilidade são os blogs que onde você compartilha experiências sobre um determinado tema do seu interesse, o qual da maneira que for expandindo é possível trabalhar com o patrocínio de links, ou seja, empresas desenvolvem links ou aplicativos próprios e você pode compartilhar isto na sua página, uma parte dos lucros vai para você mesmo e outra para as empresas que forneceram os links.
Para estimular os valores dos links geralmente são utilizadas por clicks dos internautas, as visualizações deles por página também entram. Existem variadas formas de divulgação também.
Além destas técnicas de uso o Marketing Digital proporcionou um “BOOM” no quesito profissional, algumas empresas surgiram no mercado como é o caso das agências digitais que prestam serviços para outras empresas que ás vezes não optaram por ter este setor dentro delas. Uma grande empresa digital que permanece até hoje e soube aproveitar deste mercado foi a Scup conhecida pela sua plataforma de monitoramento das redes sociais, por exemplo.
Com a inovação, tecnologia, as empresas novas dentro deste mercado e os profissionais estipula-se que o Marketing Digital também colaborou para um aumento nas vendas de smartphones e tablets, o que acabou beneficiando as empresas como Apple e o Google que também investe diretamente em aplicativos e ferramentas como o Google Docs e Google Analytics.
Com os smartphone e tablets além de beneficiar as empresas favoreceu muito o consumidor, porque são aparelhos mais leves, portáteis que podemos levar para todos os lugares e permite que possamos estar sempre conectados com as informações com uma internet Wi-Fi. Veja melhor abaixo:

tabela

Fonte: http://www.emarketer.com/Article/Mobile-Takes-Increasing-Share-of-Email-Opens/1010087

A tecnologia é realmente algo incrível em minha opinião, ela consegue lançar oportunidades no mercado e basta somente nós aproveitarmos elas para desenvolvermos algo novo que seja diferenciado, útil e que agrade a todos os consumidores. Ela realmente abriu as portas para um novo mercado para novas áreas como o Marketing Digital e para novos profissionais.

Mas, por outro lado ela vem colocando em extinção jornais e revistas que são distribuídas de maneira física para as nossas mãos. O que fez as editoras migrarem para o meio digital e passaram a adotar tudo via online, como ocorre com estes sites que fornecem e-books onde é possível ler livros, revistas e jornais diretamente no seu tablete.

Referências:

– E Market, http://www.emarketer.com/Article/Mobile-Takes-Increasing-Share-of-Email-Opens/1010087 Acesso em: 19/09/2013 ás 13 hrs.

– Era dos Computadores, http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/geografia/0016.htmlAcessp em: 19/09/2013 ás 11 e 40 hrs.

– Lei de Friedman, http://www.ordemlivre.org/2011/12/david-friedman-e-o-mercado-de-leis/ Acesso em: 19/09/2013 ás 12 e 30 hrs.

– Marriotti, Humberto. Pensamento diferente: para lidar com a complexidade, a incerteza e a ilusão. São Paulo: Atlas, 2010.

– Marketing Digital, http://www.guiase.com.br/marketing-digital Acesso em: 19/09/2013 ás 12 hrs.

– Kotler, Philip. A Bíblia da Inovação. Lua de Papel, 2011.

– Scup, http://www.scup.com/pt/sobre-nos/quem-somos/ Acesso em: 19/09/2013 ás 12 e 15 hrs.

 

Untitled-2

Priscila Carvalho Ferrari

Formada em Administração de Empresas pela Universidade Anhembi Morumbi e com a pós-graduação em Gestão de Marcas e Branding pela Business School São Paulo. Apaixonada pela área de marketing, porém atualmente trabalha na área comercial. Gosta de viajar, comer em diferentes lugares e aprender novos idiomas. Ela acredita que inovação e criatividade caminham juntos no meio coorporativo.

Ok, esse é um portal sobre branding, marketing, design, mas sem música nada disso importa.music

Provavelmente surgirão algumas estratégias de branding no texto, entretanto o foco será a música, a arte de combinar harmoniosamente os sons.

Começo com um conselho, dentre minhas experiências profissionais, acadêmicas, textos publicados até então, tudo que fiz até aqui, música sempre foi o meu segredo, a palavra-chave, fonte inspiradora, ponto de equilíbrio, o remédio, meu vício.

“Sem a música, a vida seria um erro.” Friedrich Nietzche

Seja qual for o estilo musical, escolha os seus e viva por música, acredite, ela faz a diferença e leva ao êxito aqueles que sabem usá-la.

Preste atenção nos filmes, os grandes clássicos do cinema, todos eles são compostos por uma belíssima trilha sonora, por exemplo, The Godfather de Nino Rota composta para um dos maiores longas que já foi gravado, O Poderoso Chefão (The Godfather); Outra trilha de sucesso que casou perfeitamente com o enredo da história é My Girl do The Temptations para a obra Meu Primeiro Amor (My Girl); Para mencionar outro, aproveito o elogiado e considerado dos melhores filmes de 2013, A Vida Secreta de Walter Mitty (The Secret Life of Walter Mitty), a história já é excelente e para completar Space Oddity de David Bowie, perfeito!

“A música é o verbo do futuro.” Victor Hugo

Música é uma arte inexplicavelmente  maravilhosa, me lembro muito bem de Beethoven tocando pelas ruas de São Paulo, para ser mais preciso Für Elise (Para Elise) que acompanha os caminhões de gás nos bairros da cidade, sempre que ouço me lembro da marca Ultragaz.

Música é estratégia? Mas é claro!

Pode ser parte da marca, estratégia de comunicação, é só reparar, muitos pontos de venda já trabalham muito bem a música no ambiente, lojas de roupa com música Pop, Rock ou Eletrônica, as Casas Bahia, por exemplo, toca bastante Forró e as músicas que são sucesso na novela, pois são canções e ritmos que conversam com o público da marca; quem já entrou numa loja da Chilli Beans sabe que as músicas que lá tocam casam perfeitamente com o propósito da organização.

Se usada bem, se torna perfeita nos filmes publicitários, nunca me esqueço de uma propaganda da Faber-Castell onde o filme ilustrava a canção Aquarela (Toquinho) e a música dando forma para a campanha, antigamente inúmeros jingles faziam sucesso e eram cantarolados pelo país.

A Coca-Cola é uma marca que sabe utilizar essa arte muito bem, abaixo um dos comerciais da marca, a canção é Whatever do Oasis, além da sincronia música e filme, preste a atenção na assinatura sonora da marca no final do vídeo.

Assinatura sonora é outra estratégia que utiliza da música uma forma de perceber a marca, além da Coca-Cola, a Intel também criou uma muito interessante, que fixa na cabeça.

Música é tão importante que cada nação tem uma, os chamados hinos nacionais, até clube tem hino, além das canções das torcidas para embalar os times, fazê-los jogarem por música.

Ela cria mitos e lendas, como por exemplo, Elvis não morreu, a maldição dos 27 anos, entre outras; Ela transforma pessoas em gênios, Tchaikovsky, Chopin, Jobim, Lennon, Marley, Waters, Cobain, Mercury (Freddie) e muitos outros…
… Ela tem o seu próprio reinado, Michael Jackson e Madonna, Sinatra, Presley, Roberto Carlos.

A música conta histórias ou você não conhece o tal João de Santo Cristo? Fala de amor, algumas de ódio, outras de um bom lugar pra ler um livro, muitas sobre o quão maravilhoso é o mundo… Enfim, ela é assim, capaz de mudar o planeta, as nações, as pessoas, as marcas. Sinceramente, o segredo é a música!

“A vida é como a música. Deve ser composta de ouvido, com sensibilidade e intuição, nunca por normas rígidas.” Samuel Butler

marca-meio-irma

Você já foi a algum supermercado e teve sensação de déjà vu? Viu produtos que parecem outros e marcas que replicam elementos de outras?

Isso está se tornando cada vez mais frequente: novatas que imitam embalagens, logos e até estratégias de marketing de marcas consolidadas e bem-sucedidas. Pois inovar está cada vez mais difícil e algumas novas empresas não querem se arriscar ao se lançar num mercado competitivo, adotando estratégias que já deram certo com marcas pioneiras.

marca-irma2

Entre os profissionais de Branding é muito comum discussões e brincadeiras sobre as semelhanças das marcas. Já falamos no IB sobre seus direitos envolvendo processos jurídicos com casos curiosos como Spoleto X Julietto, embalagem de Veja e sapatos Christian Louboutin. Então resolvi alimentar um pouco mais essa discussão com marcas de sucesso que convivem bem, apesar de serem parecidas.

 

Duas pessoas podem ter a mesma ideia estando em cantos diferentes do mundo?

Sim, até é possível reflexões e pensamentos que incidam em uma solução em comum. Mas o mais recorrente é alguma empresa se arriscar e as outras seguirem, temos exemplos famosos como o Walkman da Sony e o iPhone da Apple.

E apesar de vivermos a era das startups, estamos na era dos clones ou irmãos. Quantos aplicativos de fotos nós temos? E quantos têm o logo ou nome parecido com o Instagram? Vários.

Aplicativos de taxi, sites de clube de compras e de oferta de cupons são ideias inovadoras que se multiplicaram e agora parecem disputar o mesmo público, lutando para se diferenciar. Foco no público-alvo e entrega satisfatória do serviço/ produto são requisitos essenciais em tempo de guerra de mercado.

Muitas marcas fazem esse bom trabalho e ainda aparecem com inovação, mas são “cópias” (inspiradas) de modelos estrangeiros. Muitos, como eu, admiram a marca brasileira de sucos 100% naturais Do Bem, com propósito de marca bem definido e entrega de produto de qualidade. É impossível não se encantar com a comunicação próxima e descontraída nas suas mídias sociais ou com as embalagens divertidas e clean dos produtos. O que poucos sabem é que a Do Bem é meio-irmã de outras marcas como a inglesa Innocent Drinks e a australiana Nudie Juice. As semelhanças são evidentes, das embalagens, dos personagens em desenhos simples, da linguagem fácil e sincera e até da divulgação com o carro personalizado. E com o crescimento da empresa brasileira, muitas multinacionais detentoras de marcas similares estrangeiras já estão atentas.

Enquanto as marcas clone ou irmãs não convivem no mesmo mercado, ok. O problema pode acontecer quando elas disputam o mesmo consumidor. Quando a L’Oreal decidiu trazer a inglesa Body Shop http://www.thebodyshop.com/index.aspx para o Brasil, iria enfrentar a francesa Loccitane e brasileira Empório Body Store (uma mistura de trade dress da loja da Lush e do nome e produtos da Body Shop). O desfecho poderia até envolver disputa, mas o que aconteceu: a empresa brasileira foi comprada pela gigante do setor de cosmético no ano passado. A estratégia da Body Shop é aproveitar a rede de 130 lojas no 3º maior mercado do mundo para chegar com força perante Loccitane e grupo Boticário. Um belo caso em que meio-irmãs ficam na mesma família.

marca-irma1

No último sábado (4 de Janeiro de 2014) fui ao cinema com a minha namorada. Fomos para passar o tempo, sem muito foco a respeito de qual filme assistir. Escolhemos então o filme A Vida Secreta de Walter Mitty dirigido e estrelado por Ben Stiller.

Fomos sem grandes expectativas,  faltavam opções  e até pensávamos que o filme não seria tão bom. Estávamos errados!

 

Com o desenrolar do filme fomos percebendo a riqueza dos detalhes e a magia da estória. Walter Mitty, personagem de Ben Stiller é um homem comum, sem grandes feitos na vida e com dificuldades para construir um perfil interessante no E-Harmony. Em meio a sua rotina quase que tediosa Walter Mitty tem pequenas pausas, ele sai fora do ar e se imagina  em situações emocionantes quase que tiradas de filmes, nas quais assume um papel mais ativo em sua vida. Nessa fase a emoção de sua vida se resume a sonhos, longe de virar realidade.

Mas é quando é anunciada a venda da Revista Life, onde Mitty trabalha como coordenador do departamento de negativos há 16 anos, que a vida dele dá uma reviravolta. Muitos correm risco de serem mandados embora na transição de uma revista impressa de grande circulação para uma revista digital. Nesse contexto Walter Recebe um presente do fotógrafo consagrado e dono de uma vida espetacular Sean O’Connell, personagem de Sean Penn.

O’ Connell manda para Mitty um conjunto de negativos e uma carteira, na mensagem o fotógrafo diz que o negativo 25 é a foto de sua vida e que é perfeita para a capa da última edição da revista Life. Porém o negativo 25 não está com os outros e Walter Mitty começa uma busca por ele que definirá o futuro de sua vida.

Tudo isso é muito interessante, mas afinal por quê dedicar uma publicação no InfoBranding a respeito desse filme?

Simples. Por conta do lema da revista Life, impresso na carteira que Walter Mitty ganhou do fotógrafo Sean O’Connell que diz: “To see things thousands of miles away, things hidden behind walls and within rooms, things dangerous to come to” que em português significa “Ver coisas a milhares de milhas de distância, coisas escondidas atrás de muros e dentro de quartos, coisas perigosas por vir”.

Trata-se do propósito de marca da revista, tema que têm se mostrado relevante no cenário atual do branding e presente em vários artigos do portal.

É o propósito de marca da revista Life que garante uma reviravolta na vida Walter Mitty. Por quê? Por uma função primordial inerente ao conceito de propósito de marca: o alinhamento entre o que a marca é e o modo de pensar e agir de seus funcionários.

É o propósito de marca da revista Life que faz Walter Mitty criar coragem e viver sua vida intensamente atrás do fotógrafo Sean O’Connell e do negativo 25. Ele dribla os encarregados pela transição, que no filme não se atentam ao que a revista é e ao que seus funcionários acreditam, aquilo que os fazem acordar todos os dias e se sentirem bem nos seus empregos, viaja para a Groelândia e depois Islândia. Pula de um helicóptero pilotado por um bêbado direto para um barco em meio ao mar revolto, luta com um tubarão, pedala em direção a um vulcão, anda de skate pela decida ao vulcão, foge de sua erupção  e depois de muito caminhar encontra O´Connell no alto do Himalaia, fotografando o leopardo branco da neve.

O´Connell dá uma lição de vida à Mitty, dizendo que quando o momento é especial, ele não se distrai com a câmera e guarda o que vê na memória. Mitty, sem o negativo volta para Nova York e perde o emprego. Mas continua a seguir as pistas vindas do presente do fotógrafo e recupera o negativo 25, que desde o início estava em um dos bolsos da carteira que recebera de presente do fotógrafo.

Ele o entrega para o chefe de transição da revista, que de forma ignorante o tinha demitido,  e sem ver o que o negativo continha vira as costas.

O final, ao ver a revista em uma banca da cidade, percebe que a foto que O’Connell intitulava como a melhor de sua carreira era uma foto dele, Walter Mitty, sentado em frente ao prédio da revista Life, analisando uma das pistas deixadas pelo fotógrafo acompanhada da chamada que homenageava os funcionários que se dedicaram tanto à revista.

A Vida Secreta de Walter Mitty mostra em seu enredo a importância de um propósito consistente como uma linha central guia de ações, que permite um pleno aproveitamento de oportunidades e momentos proporcionados pela vida. Algo importante para pessoas. Algo importante para marcas.

No InfoBranding você pode encontrar outros artigos sobre propósito de marca. Valem a leitura!

Algumas sugestões:

Marcas feitas para vencer – Gabriel Meneses: http://www.infobranding.com.br/marcas-feitas-para-vencer/

Qual a Razão da Minha Marca?: http://www.infobranding.com.br/qual-a-razao-de-minha-marca/

Como lidar com a multidisciplinaridade do branding? – Gabriel Meneses: http://www.infobranding.com.br/como-lidar-com-a-multidisciplinaridade-do-branding/

“As pessoas não compram o que você faz, elas compram porque você faz isso!” – Gabriel Meneses: http://www.infobranding.com.br/as-pessoas-nao-compram-o-que-voce-faz-elas-compram-porque-voce-faz-isso/

O propósito da marca pessoal! – Marcia Auriani: http://www.infobranding.com.br/o-proposito-da-marca-pessoal/

 

Felicidade é uma palavra intrigante. Qual o real significado dela?

Para muitos ser feliz é ter dinheiro, bens materiais, fama, poder; para outros, saúde, amor, paz de espírito, prestígio, família, amigos e assim por diante. Concordo que todas essas qualidades tragam felicidade, porém e antes de tudo é preciso que esteja claro qual é o propósito da sua marca pessoal. Definir qual a razão de ser de sua marca e como quer fazer diferença no seu dia a dia é o principal motivo para uma marca entender qual o seu papel no mundo.

Para ser feliz é preciso ter um propósito, algo que  conduz a marca pessoal, é pensar mais além, de uma forma mais abrangente, é a motivação que alimenta um sonho, é a força que move a pessoa em relação à sua vida profissional e pessoal. A determinação do propósito é o ponto de partida, pois a determinação assume a vida e quando apoiada por um desejo ardente de transformar o objetivo, com certeza o resultado é alcançado.

Grande vontade de realizar e/ou alcançar alguma coisa; desígnio: este é meu propósito de vida.

 Dicionário online de  português.

A maioria das pessoas vivem numa corrida insana com suas responsabilidades, compromissos, metas profissionais, questões financeiras e esquece que a felicidade é resultado deste propósito.

É por isso que muitas pessoas são incapazes de conceber suas vidas sem o trabalho formal. Muita gente sonha com a aposentadoria para não ter mais que trabalhar e serem felizes, mas quando conquistam esse objetivo, não conseguem encontrar mais nada para fazer além de assistir televisão, pois nunca foram atrás do propósito da sua marca pessoal e no final ficam sem rumo. E aquela felicidade tão almejada não acontece. Por que será?

Um propósito de vida muito bem definido e planejado ajuda a encontrar ou concretizar a felicidade. Quando a marca pessoal sabe o que quer, fica mais fácil para definir a sua missão de vida, definir a sua visão no longo prazo e definir os valores governantes que irão conduzir qual o melhor caminho a seguir e assim atingir suas metas e objetivos e como consequência encontram a  felicidade.

 

ibAcredito que cada um de nós tenha uma missão especial tão singular quanto uma impressão digital e que a melhor maneira de ser bem-sucedido seja descobrir o que se ama e, então, encontrar uma  maneira de oferecer isso aos outros na forma de serviços, trabalhando árduo e também permitindo que a energia do  Universo seja um guia.”

(Winfrey, opud Rampersad, 2008:14)

 A questão é que, por falta de propósito, a maioria das pessoas não tem mais nada a fazer além de trabalhar e descansar no momento da folga desse trabalho. Toda a correria que cerca a vida da marca pessoal comum ocupa tanto espaço e faz tanto barulho que o indivíduo não consegue enxergar além do salário do final do mês.

Por essa busca insana de não saber o que quer, as pessoas se esquecem  de curtir a vida com suas belezas diárias. Quais seriam?

O resultado de um trabalho que faça diferença a você e as pessoas ao seu redor, a vontade em querer fazer sempre o melhor, dar mais valor as pequenas e grandes coisas, como por exemplo: sentir e ouvir o barulho da chuva, a caminhada no parque, um café com leite quentinho com um pão francês torradinho (hummm..que delícia), um papo gostoso com o amigo, o sorriso da sua filha, o pôr do sol, a lua e as estrelas, assistir uma peça de teatro ou um filme no cinema….e junto uma taça de vinho para brindar a cada momento e a cada emoção.

A felicidade é um reflexo das decisões tomadas pela marca pessoal. Se a marca pessoal sabe qual é a sua contribuição no mundo, a felicidade estará sempre junto, pois a vontade em querer realizar é algo que transcende a sua vida e com certeza a última coisa que vai querer é a aposentadoria.

 

“Ah, então você faz evento!” – Qual Relações Públicas, ao ser questionado sobre sua profissão, nunca ouviu essa frase? Algumas vezes, em tom de brincadeira; outras, em tom sério. Mas, independente da intenção, o fato é que a profissão de Relações Públicas é mesmo estereotipada por “fazer eventos”.

Mas, afinal, até que ponto isso faz sentido? E por que RP é tão relacionada à área de eventos?

Relações Públicas, dentro de uma empresa, é a área responsável por se relacionar com os mais diversos públicos de uma marca – internos, mistos e externos – que vão dos colaboradores, familiares dos colaboradores, fornecedores, investidores, imprensa, comunidade e, claro, consumidores e clientes (entre muitos outros).

Dessa forma, sabendo que Relações Públicas é relacionamento, é importante – e necessário – que haja uma comunicação específica e direcionada a cada um desses públicos, o que implica na escolha de linguagem, conteúdo e canal adequado para que a mensagem transmitida possa ser compreendida. O objetivo? Fazer com que os stakeholders conheçam, aproximem-se e se sintam parte da marca. Vistam a camisa, saibam como a empresa funciona e tenham, cada vez mais, um relacionamento de fidelização. E isso só acontece se a marca apresentar uma conduta ética e transparente, demonstrando respeito e munindo com o máximo de informação todos que a cercam.

Bom, aí vem a pergunta: e eventos, onde ficam? Se dentro de uma estratégia de comunicação for identificado que, para se relacionar com determinado público, o melhor canal for eventos, então, pode considerar que esta é uma ferramenta de Relações Públicas. É importante entender que, quando se fala em função estratégica, automaticamente se pensa em metas e objetivos pré-estabelecidos, ou seja, nesse caso, a marca pretende, com o evento, alcançar um resultado e transmitir uma mensagem ao público-alvo.

Se estivermos falando do público interno, podemos citar, como alguns recursos de comunicação, a intranet, o mural, o jornal interno, festas de confraternização no final do ano, de comemoração por alguma conquista da empresa ou de celebração dos aniversariantes do mês. O mesmo vale para o público externo que, dependendo da necessidade, pode ser comunicado de forma massiva ou de forma direta. Considerando uma comunicação segmentada, dentre muitas ferramentas disponíveis, optar por organizar um evento é uma opção. Além dos mais tradicionais, como congressos, conferências, simpósios etc., pode ser viável e coerente que a marca organize um evento de grande porte para o seu público.

skolComo exemplo, pode-se citar o Skol Sensation, que surgiu a partir de uma ação estratégica da Skol e atinge milhares de jovens – público principal da marca. Além dele próprio já servir para que haja relacionamento com seus stakeholders, ainda há ações inseridas para promover a marca, criando experiências positivas com o intuito de fidelizar o público. Além disso, proporciona uma enorme visibilidade à Skol na imprensa. Dessa forma, tem-se, em uma ação, entretenimento, informação, relacionamento e divulgação.

Então, qual é a diferença entre o Skol Sensation e uma balada? Bom, como já dito anteriormente, o Skol Sensation não é um negócio. É um canal de comunicação. Isso significa que ele não existiria se a marca Skol não existisse.  Além disso, é um evento sazonal – sua frequência, logicamente, é estratégica. Enquanto isso, uma balada é o próprio negócio do dono dela. Não é uma ferramenta de comunicação, pois não é endossada por nenhuma marca – ela é a sua própria marca e, sendo a sua própria marca, possui seus públicos internos, mistos e externos e, portanto, pode pensar em formas estratégicas de se comunicar com eles, passando a ter, nesse caso, um profissional de Relações Públicas para comandar esse relacionamento, não sendo, necessariamente, feito por meio de eventos.

Então, conclui-se que há uma grande diferença entre evento como função estratégica de uma marca – seja voltado ao público interno ou externo – e eventos que caracterizam baladas, festas ou shows não endossados por uma marca. Dessa forma, definir a profissão de Relações Públicas como “aquela que faz festas” é um grande erro, uma vez que a profissão tem variadas funções e ferramentas ao seu dispor, visando, sempre, o relacionamento com os diversos públicos, estabelecendo, da maneira mais coerente possível, uma comunicação clara e transparente que retrate os valores e princípios da empresa, prezando – e preservando – pela reputação da marca.

[divider scroll_text=]

tania

Tânia d’Ávila

Graduada em Relações Públicas pela FAAP e pós-graduada em Marketing pelo Mackenzie, cursou Docência com foco em Metodologia de Ensino Superior e Pesquisa pela FGV. É apaixonada pelo mundo das marcas e defende a forte relação existente entre Branding e RP. Interessada em disseminar conhecimento, em um futuro próximo quer ser chamada de professora.

Ecofrotas, Method, Greenpeace, Natura e Timberland. O que essas marcas têm em comum?

São marcas nativas, ou seja, elas nasceram sob o alicerce sustentável, gerenciam seus processos com base em estratégias socioambientais. Pioneiras no segmento e no mercado que atuam, notaram uma real preocupação de bilhões de consumidores e hoje vislumbram de uma imagem positiva perante a sociedade e de milhões de dólares em lucro. Além disso, essas empresas criaram uma nova dimensão da personalidade de marca.

Jennifer Aaker criou as cinco dimensões da personalidade da marca, ações que visam inspirar a paixão do consumidor por uma marca específica. São elas sinceridade, entusiasmo, competência, sofisticação e robustez. Assim sendo, sustentabilidade passa a ser a sexta dimensão, já faz parte do DNA das marcas nativas e deve ser incorporado na personalidade das marcas seguidoras, que desejam implementar a filosofia socioambiental na instituição.

 

Figura 1 – As seis dimensões da personalidade de uma marca

1

Cada marca nativa tem feito sua parte, dentro do segmento que atua e dentro de suas possibilidades.

A Ecofrotas tem como compromisso reduzir o impacto ambiental, a emissão de gases poluentes e dar suporte no descarte de plásticos e pneus. Além de inúmeras certificações, a empresa transformou uma preocupação real em negocio e tem colhido os frutos, hoje ela é líder no mercado nacional em gestão sustentável de frotas e acaba de ser eleita a Empresa mais sustentável do Brasil pelo Guia Exame – Sustentabilidade 2013.

Figura 2 – Logotipo da Ecofrotas

999290_592703984110072_125706702_n

Para conseguir as mudanças que propõe, essas empresas estão tendo que educar os consumidores, seus colaboradores, seus fornecedores e a comunidade onde estão situadas, elas prezam pela sustentabilidade em todo processo que envolve seu produto e serviço.

Mas não só tendo que educar consumidores vivem as empresas, o cenário mercadológico hoje vive um patamar de grande maturidade, inúmeras marcas, inúmeros produtos, pessoas incrédulas para com a comunicação, a marca tendo que atender a filosofia de vida de seu público-alvo, marcas sendo uma representação do estilo de vida público que a usa. Sociedade consciente, pessoas que desejam produtos por fazerem bem a saúde, por não degradarem o meio ambiente, marcas que não terceirizam suas linhas de produção para fábricas que empregam mão de obra infantil, marcas que pensam no planeta.

Assim, em 1999, nasceu a marca californiana Method, quando dois amigos decidiram mudar seu comportamento e o dos outros. Resolveram transformar a limpeza doméstica de uma tarefa árdua e cansativa em algo divertido.

Criaram uma linha de produtos de limpeza e de cuidados pessoais que não agridem o meio ambiente e são seguros para a saúde dos lares e das pessoas.

Com produtos saudáveis, design inovador que alinha beleza e sustentabilidade, é uma marca que tem como público-alvo jovens conscientes que desejam resolver os problemas do mundo. A empresa usa mensagens divertidas e positivas para vender seus produtos.

Mas o principal propósito de produtos de limpeza é ser eficaz na hora de limpar, esse principio básico a Method consegue atender com muita propriedade, além disso, seus produtos economizam no uso de água e não são nocivos à natureza.

Os produtos da marca custam 30% mais que os concorrentes no mercado dos Estados Unidos da América, porém sua participação de mercado tem aumentado, a organização cresce 18% ao ano e fechou 2008 com mais de 100 milhões de dólares americanos de lucro, num cenário de crise econômica.

Na visão mercadológica, deve conciliar a filosofia da marca e o desempenho do produto ou serviço prestado, atendendo um alto padrão de qualidade. Mas como construir uma marca forte quando seu produto ou serviço é intangível?

O Greenpeace, uma organização que não vende um produto ou serviço específico, uma marca que vende um ideal, atitude em prol do meio ambiente. Atuante em mais de 30 países, só no Brasil conta com uma equipe de cerca de 70 membros, além de 250 voluntários, 47 mil colaboradores e 300 mil ciberativistas.

Em nosso país temos a Natura como marca pioneira em sustentabilidade, fundada em 1969, uma empresa de cosméticos movida pela promoção do bem-estar e das relações humanas como forma de expressão de vida.

Seus produtos e ideologia não seguiam as tendências do mercado na época, pois os princípios ativos de origem natural usados em seus produtos e o conceito de sustentabilidade não estavam em pauta e eram desconhecidos. Para se promover a instituição adotou o sistema de vendas diretas, nascia à consultoria Natura, que hoje representa mais de um milhão de consultoras no Brasil.

A marca foi se fortalecendo com o passar dos anos, sem abrir mão de sua ideologia, de produtos e embalagens saudáveis e envolvimento com o meio ambiente. A sustentabilidade entrou em cena no mercado financeiro e hoje a Natura é uma marca sólida, sinônimo de cosméticos no mercado nacional.

Segundo o relatório anual da consultoria de marcas britânica, Interbrand, a Natura ocupa a sexta posição de marcas mais valiosas do Brasil, com o valor de 7,308 bilhões de reais em 2012.

Mas uma marca que vem sendo referência de politicamente correta é a norte-americana Timberland, que em 1952 deixou de ser uma fabricante de sapatos e foi transformada em uma marca de esportes de aventura por Nathan Swartz.

Sua filosofia é aplicada por toda companhia, o CEO Jeffrey Swartz prega o bem estar com o meio ambiente, a comunidade e as pessoas. A empresa tem investido milhões de dólares americanos na redução da emissão de carbono e para minimizar o impacto ambiental, usa da energia eólica e outras fontes renováveis para abastecer seus centros de distribuições.

A instituição também adota uma séria consciência social, a empresa garante que seus produtos são produzidos de modo ético, eles têm um rígido código de conduta para garantir locais de trabalho seguros, limpos e não discriminatórios para seus 175 mil funcionários espalhados por 290 fábricas em 35 países.

A empresa apoia o trabalho voluntário, um período que seus funcionários estariam nos escritórios ou linha de produção, eles estão realizando serviços comunitários ou em prol da natureza.

Seus produtos são pensados para combinar estética e impacto mínimo, além de ser a marca pioneira em comunicações transparentes. Em 2006 a companhia colocou selos contendo informações sobre o meio ambiente em 30 milhões de caixas de sapato.

Figura 3 – Camiseta da Timberland feita com 100% de algodão orgânico

2

Com sua ideologia, a Timberland em 2009 somou 1,3 bilhões de dólares americanos em vendas e tem como status líder ambiental no segmento de calçados e materiais esportivos.

É claro que nenhuma empresa pode ser considerada 100% sustentável – e essas empresas têm seus entraves ecológicos também -, mas acredito que o progresso feito por elas pode representar um modelo para as outras que seguem seus passos.Jacquelyn A. Ottman, As novas regras do marketing verde.

 

A gestão corporativa chega à Política para profissionalizar perfis, serviços públicos e mudar a forma atual de se fazer política. A ideia de desenvolver os conceitos do branding nesse cenário surgiu a partir do MBA em Gestão de Marcas (branding) da Universidade Anhembi Morumbi, cursado pelo diretor +Branding da H+D Ateliê Branding Design, João Hilgert. “Os insights durante o MBA sinalizavam que uma nova Era estava chegando ao Brasil: a Era das Marcas e, consequentemente, quebra de paradigmas. Os conhecimentos acadêmicos sinalizavam macro universos, porém demarcados. Constante era a inquietação de, ancorado na Academia, estabelecer estratégias que desvendassem, ainda mais, esse universo”, destaca João Hilgert.

E é com essa proposta que a H+D mergulha em busca do novo. Não o novo como significando apenas de algo diferente (inovador), mas sim por entender que o branding é um portal de infinitas percepções: plataforma T(co-branding + deeper); convicta de que o limite está na proporção da capacidade de criação. No Rio Grande do Sul, realiza um trabalho pioneiro com dois deputados, um em nível estadual (Jurandir Maciel) e outro em federal (Ronaldo Nogueira). Em seis meses de gestão, o Ateliê já contabilizou um crescimento de 44% no número de agendas oficiais do case estadual.

A Gestão Branding é focada na Marca: detecção do DNA, formatação, alinhamento com os stakeholders internos (endobranding), identificação de nichos pela estratégia x resultados (SWOT), comunicação e relacionamento da Marca com o Mercado. Esse ferramental possibilita à profissionalização da Marca, que consiste no engajamento dos colaboradores, na melhor percepção do desempenho do produto (perfil político ou serviço público), menor vulnerabilidade às ações de marketing da concorrência, maior eficácia de programas de comunicação, oportunidade de extensão da própria Marca e fidelidade com o público externo (relacionamento com os eleitores).

Marca Jurandir MacielNo case Jurandir Maciel, as estratégias desenvolvidas utilizando os conceitos do branding impulsionaram o número de compromissos nacionais (16) e internacionais (05) do parlamentar e fizeram com que a Marca começasse a se relacionar com o universo federal, através de projetos de interesse nacional, e a se projetar, inclusive, para países integrantes do Mercosul. Esse trabalho também fez com que entidades civis do Rio Grande do Sul passassem a interagir com a “Marca deputado estadual Jurandir Maciel”. Devido ao novo posicionamento da “Marca” foram necessários alguns ajustes estratégicos em todo o processo de endobranding.

Para que a metodologia inovadora aconteça, os colaboradores (verdadeiros embaixadores da Marca) devem estar integrados e apoderados para construir o diferencial. Um exemplo disso é que as assessorias de comunicação, tanto na gestão do deputado estadual, quanto na do federal, tiveram que modificar a linguagem dos textos, informativos e notícias; desenvolver novas modalidades de relacionamentos nas redes sociais; e criar peças publicitárias conforme os manuais das Marcas. Outros departamentos também tiveram que se adequar as mudanças: o setor de Relacionamento (banco de dados) passou a contar com perfis psicográficos, a Agenda passou a ser integrada, a Logística a ser elaborada com estratégia, e o Jurídico a fazer parte da gestão, que é sistêmica. A máquina pública é analógica e as pessoas estão digitais.

“A gestão corporativa norteia os princípios da administração pública, que são a legalidade, a moralidade, a publicidade e a eficiência”, a constatação é do deputado federal Ronaldo Nogueira. Em sua avaliação, “o branding trouxe conhecimento inovador que quebrou paradigmas promovendo o engajamento e a percepção de toda a estrutura do sistema político, com metas estabelecidas e comprometimento, principalmente, com a missão da Marca”.  Para Jurandir Maciel, o branding  reflete na excelência da prestação de serviços. “Hoje estou colhendo os resultados desse trabalho, com projetos em diferentes frentes e com um volume significativo de demandas não podendo, inclusive, atender a todas como gostaria”, conclui.

Joao HilgertJoão Carlos Hilgert do Amarante

Branding & Endobranding Especialist, sócio-fundador (+Branding) da H+D Ateliê Branding Design, autor do projeto de Branding “Pioneirismo da Gestão Corporativa na Política”. Apaixonado por gestão de pessoas e movido a desafios.

 

Daniela1Daniela da Silva Cenci

Coordenadora (+Rede) da Comunicação Social da H+D Ateliê Branding Design, jornalista com estilo de construção de texto pragmático, criativo e, principalmente, objetivo. Sólida experiência no Jornalismo Político.