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O lançamento de uma marca deve iniciar com o propósito, ou seja, com a razão de ser do negócio e assim ter uma identidade clara do posicionamento estratégico com o objetivo de uma construção de marca com significado. E foi isso que aconteceu com 160 metros da Rua Anhavandava, que fica entre as ruas Martins Fontes e Martinho Prado no Centro de São Paulo, resultado da emoção e paixão ardente de um jovem empreendedor visionário.

 Um sonho, uma realidade de Walter Mancini

 Era uma vez uma rua, mas não uma rua qualquer, uma rua no centro da cidade de São Paulo, que estava destinada a ser completamente modificada pelo propósito de uma marca pessoal visionária: Walter Mancini.

No dia 10 de maio de 1980, um jovem empreendedor adquiriu a Pizzaria Zi Tereza e abriu seu primeiro estabelecimento, a Cantina Famiglia Mancini. Mesmo com todas as dificuldades para bancar toda a estrutura, da decoração aos funcionários, Walter não deixou de acreditar no sonho e, com a ajuda de amigos, decorou o ambiente com salames feitos de gesso embrulhados em papel e garrafas de vinho que continham, na verdade, água e groselha. Trouxera os quadros que enfeitavam sua casa para enfeitar o salão, enquanto uma vitrola entoava um vinil em um canto. Ali, num ambiente inspirado nas cantinas do Brás e no Mercado Municipal de São Paulo, Walter decidiu pelo bem estar de seus clientes em primeiro lugar, como se estivessem visitando sua casa, sendo bem recebidos e servidos com boa comida e boa música em um ambiente familiar.

Sempre com iniciativa, definiu algumas das características visionárias que marcam sua trajetória e tornam seu nome tão reconhecido hoje em dia. Para começar, introduziu a balança junto aos antepastos para que os clientes pudessem saber o quanto gastariam. Esta idéia agradou ao público e desagradou a concorrência, mas deu tão certo que hoje é referência para outros estabelecimentos. Outras estratégias foram nas condições de pagamento, como parcelar a refeição em 3 vezes sem juros no cartão de crédito e, ainda, a distribuição de postais gratuitos da Cantina, que os fregueses podem enviar para amigos do mundo todo.

Tão logo tudo começou a prosperar, um novo desafio motivou seu caminho e uma decisão rápida era necessária. Qual seria o limite de sua magia empreendedora?

 “Correr atrás dos sonhos antes de resultados.”  Walter Mancini

 20 anos depois de criado e estabelecido a Cantina Famiglia Mancini, Walter descobriu uma nova oportunidade. O estabelecimento situado à frente da cantina estava sendo vendido. Ele resolveu assumir uma grande divida financeira, comprar o local e assim eliminar a concorrência. Neste momento nascia o seu segundo empreendimento na Rua Avanhandava, o Ristorante Walter Mancini dedicado à alta gastronomia e a boa música. Trouxe para o local a música ao vivo de diferentes gêneros e expandiu a experiência gastronômica a níveis mais sinestésicos.

Avanhandava 1

Em   seguida vieram a Pizzaria Mancini, o piano Bar Camarim 37, a Choperia Central   22, a loja e galeria de arte Calligraphia e a casa especializada em frutos do   mar, Madrepérola. Todos os ambientes com design de interiores próprio,   encantador e apaixonante, que envolve e convida todos a passarem por uma   experiencia única em cada espaço. Mas a visão empreendedora de Walter   continuava enxergando algo que ia além daqueles pontos comerciais.

 

Um pedacinho de Europa no Brasil

Em 2007 nasce a primeira rua revitalizada do centro de São Paulo. Inspirada nas cidades europeias, a reforma trouxe nova vida ao centro de São Paulo, prestigiando a história da rua e da cidade. O empresário Walter Mancini investiu mais de 2 milhões e meio de reais para restaurar o espaço público. Todo o projeto que, entre outras coisas, incluiu a restauração da via, criação de pontos de acessibilidade para deficientes, modificação da parte elétrica e até mesmo a instalação de duas fontes foram realizadas com o objetivo de transformar “AQUELE PEDAÇO DA AVANHANDAVA” em uma vila inspirada nas vilas italianas.  O projeto de revitalização é destaque por causa do conceito Traffic Calming, uma rua calma, aconchegante, priorizando os pedestres naquele espaço. O número de pessoas que circulam pela rua é de aproximadamente 100.000 por dia. Já o público que visita qualquer um dos estabelecimentos, vai disposto a enfrentar filas que chegam a 2 horas de espera por uma mesa. 50 mil pessoas visitam o complexo por mês, sendo que mais de 60% são turistas. Com o projeto de revitalização, muitas mídias espontâneas sobre o local e houve um aumento no movimento em 30%, conforme entrevista no Walter Mancini para o Notícias Terra.

Avanhandava 2

A motivação, a iniciativa e o pensamento empreendedor de Walter Mancini o levaram a construir, em menos de 25 anos, um complexo gastronômico que passou a ocupar “aquele pedaço, aquela quadra especial de rua.” Atualmente, o conjunto de estabelecimentos do Grupo Mancini e a Rua Avanhandava, juntos, são sinônimos de turismo gastronômico e entretenimento na cidade de São Paulo, referência no Brasil e no mundo afora.

A diversidade oferecida pelos estabelecimentos ajuda a esclarecer o significado da Marca Rua Avanhandava, como afirma o próprio Walter Mancini: “Espero que você encontre aqui mais do que uma rua no coração da cidade de São Paulo. Desejo que aqui você encontre um lugar para ser feliz”.

A marca Rua Avanhandava significa exatamente isso, um lugar encantador que nasceu de uma mente visionária e apaixonada por seu negócio oferecendo um ambiente maravilhoso para estar com a família, curtir os restaurantes, a galeria e a rua com muita magia, luz, arte, fartura e principalmente um local de pessoas felizes. Rua Avanhandava é excelência em gestão de marca!!!

Referências:

http://www.famigliamancini.com.br/  Grupo Mancini. Acesso 09/03/2013 – 22:55pm

www.youtube.com/watch?v=miux6x5GTQQ. Santander. Acesso 09/03/2013 – 23:10pm

http://italianadas.blogspot.com.br/2009/01/  Famiglia-mancini-na-rua-avanhandava.html – Acesso 10 – 23:00pm

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A organização que não cria meios para que o trabalho flua, não cria bons porta-vozes. Inicio meu texto com esta frase, pois, o colaborador deve ser o primeiro a falar da organização e deveria ele ser o primeiro a falar bem. Afinal, ele também é responsável pelo seu desempenho, em contribuir na concretização da sua missão.

Se eu, como organização tenho um papel a cumprir dentro da sociedade, eu como colaborador também tenho minhas responsabilidades, e isso é refletir a identidade, a marca e os propósitos.

Ter clareza de sua identidade é um passo fundamental para desenvolver sua marca e ainda contribuir com a marca da organização.

Pensando em como “eu”, colaborador, posso ajudar a organização, é preciso refletir qual o meu papel dentro dela. Sem dúvida, sabemos que fomos contratados para desempenhar uma determinada função e que somos remunerados para isso, mas como desempenhar esta função e atender as expectativas do empregador, bem como as nossas?

Penso que atender as nossas expectativas está voltada a diversos fatores como remuneração, bem-estar, princípios éticos, reconhecimento… E para a organização, talvez, no retorno financeiro, na redução de custo e no reconhecimento, que pode gerar admiração pelos seus públicos.

Voltando para “o nosso” papel na empresa, o colaborador deve ter clareza do propósito da organização e entender o porquê dele estar nela. Deixando o que foi citado anteriormente de lado, pois entendo que seja sabido, o papel desempenhado pelo colaborador é fundamental para o andamento da organização. Suas ações e comportamentos dentro dela o guiarão e refletirão nela.

Conhecer seu papel ajudará na tomada de decisão. Contribuirá também em conhecer seus limites dentro da organização. Quando cito limites, quero me referir em respeitar o papel do outro, confiar no outro, saber de suas responsabilidades e apoiar o trabalho colaborativo.

Papéis definidos e respeitados, contando com o outro para alcançar os resultados, pode e deve permitir um ambiente colaborativo. Nada de pensar como muitos já fizeram na graduação “essa não é a minha parte”, pois na organização, seu crescimento, desenvolvimento e reconhecimento é responsabilidade de todos. Assim como é responsabilidade da organização permitir o desenvolvimento de seus colaboradores. Se tenho habilidades e competências preciso de ferramentas para colocá-las em práticas, preciso de meios para desempenhar adequadamente meu papel.

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O que o chocolate belga Godiva, a fabricante sueca de automóveis Volvo e a rede americana de fast food Burger King têm em comum?

A resposta mais óbvia é que são marcas de bens de consumo consolidadas, tradicionais em seus países de origem e conhecidas mundialmente.

Mas a questão é mais complexa, pois com a globalização e o dinamismo econômico, estão sendo traçadas novas rotas no mapa mundi e já não é mais possível saber, por exemplo, se o tradicional chocolate Godiva tem sotaque belga.

A famosa marca de chocolates, fundada na Bruxelas de 1926, inaugurou a primeira loja no exterior em 1958, em Paris, depois se espalhou pela Europa, alcançando o mercado norte-americano em 1966 e na década seguinte chegou à Ásia pelo Japão. Sempre reconhecida por produtos de alta qualidade e luxo.

Mas não estamos discutindo a expansão internacional da marca e sim como a ela foi mudando globalmente de dono. Em 1967 a Godiva tornou-se norte-americana, a Campbell Soup Company a adquiriu para ampliar seu portfólio no ramo alimentício. Quatro décadas depois, a empresa decidiu focar em alimentos simples como sopas e snacks e vendeu a Godiva por 850 milhões de dólares para a holding turca Yildiz’s Ulker Group. Assim, em 40 anos, a empresa foi belga, norte-americana e agora é turca, traçando rotas transoceânicas.

Outro exemplo de reglobalização de marca é a Volvo, mais precisamente sua divisão de carros. Essa indústria automobilística, fundada em 1927, é muito conhecida pela segurança e sobriedade dos carros e por sua origem sueca.

Em 1999, foi comprada pela norte-americana Ford Motor Company por 6,5 bilhões de dólares. Quase uma década depois, com a competição acirrada entre outras montadoras e queda da participação no mercado, a Ford repassou o negócio para a chinesa Zhejiang Geely Automobile, a transação girou em torno de 1,8 bilhão. Então em 11 anos, a Volvo deixou de ser sueca, atravessou o Atlântico e chegou à América; e logo depois cruzou o pacífico e tornou-se chinesa.

Mas as companhias europeias não são as únicas a sofrerem emigração, a rede de fast food norte-americana Burger King, criada em 1953, entrou no portfolio de marcas da britânica Diageo em 1989. Mais tarde, a empresa mais conhecida pelas marcas de bebidas alcoólicas achou que o negócio de lanchonetes não era a sua expertise e vendeu a rede para investidores dos Estados Unidos em 2002.

A repatriação do Burger King não durou muito, em 2010, a rede foi vendida para investidores brasileiros da 3G Capital por quatro bilhões de dólares. Em quase 20 anos, o controle da companhia passou por três países diferentes, demonstrando o dinamismo das relações comerciais intercontinentais.

O que elas têm em comum? São companhias tradicionais de países desenvolvidos que cruzaram os oceanos várias vezes e “mudaram de nacionalidade” mais de uma vez parando nas mãos dos emergentes. Essa tendência não é nova, mas está cada vez mais forte, muitas marcas (e essas) ainda passarão por várias mãos em diferentes continentes, isso é a Reglobalização de Marcas.

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Em 2013 um mito está completando 110 anos de fundação. Nós do InfoBranding decidimos prestar homenagens para essa lendária marca. Confesso que fiquei entusiasmado em poder falar dela, pois sou um de seus milhares de fãs.

Primeiro, vou começar contando a história de como me tornei apaixonado por essa marca, história no qual ajuda a entender o quão perfeita é a gestão dela.

No ano de 1994, esse que vós escreve era apenas um garoto de 8 anos de idade e numa dessas tardes de garoa em São Paulo resolvera assistir o filme O Exterminador do Futuro 2. Nele uma cena que jamais esquecerei, Arnold Schwarzenegger, ator principal da trama, está em sua motocicleta carregando John Connor (garoto personagem central do filme). Eles são perseguidos pelo vilão que seguia em um caminhão enorme. Nessa cena nota-se a força, robustez e velocidade da motocicleta guiada por Arnold Schwarzenegger.

Encantado, fui procurar saber mais a respeito daquele imponente veículo de duas rodas. Descobri que não era uma simples motocicleta, era uma Harley-Davidson. Desde então, sonho cruzar a Route 66 sobre uma Harley-Davidson Fat Boy ao som de Born To Be Wild.

Por esse conto demonstro a força de marca exercida pela Harley perante seu público-alvo. Assim como eu, cada consumidor em potencial não sonha apenas com o veículo, deseja toda a experiência de liberdade que envolve a marca.

A Harley-Davidson foi criada em Milwaukee, no estado norte-americano do Wisconsin. A partir de sua fundação vem realizando importantes feitos no cenário global. Inicialmente substituiu os cavalos nas guerras e aos poucos foi se tornando um símbolo do American Way of Life. Passou por uma crise financeira e, depois de contorná-la, se tornou definitivamente um ícone.

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A empresa conhece muito bem seus consumidores e seu público-alvo. Criou até um clube, o H.O.G, para os proprietários de uma Harley. Em suas lojas existem todo tipo de material para os apaixonados pela marca, desde adesivos até vestimenta. Comprar uma de suas máquinas não é apenas um ato, é uma experiência, muito bem criada pelos gestores da marca.

Todos esses fatos e fatores a tornaram uma das marcas mais estudadas no cenário global, é referência em branding. Por exemplo, nunca vi uma pesquisa do tipo, mas creio que o logotipo da Harley é o mais tatuado dentre todas as marcas do mundo. Um apaixonado pela marca não admite que chamem uma Harley-Davidson de motocicleta, jamais, não ousem, uma Harley é uma Harley. Se quiser definição do produto, o propósito da marca entra em ação, uma Harley-Davidson é um veículo motorizado de duas rodas que inspira a liberdade e ousadia.

Sim, isso é branding. Fatores emocionais que criam um vínculo da marca com seu consumidor, vínculo esse que perdura desde 1903. E em comemoração aos 110 anos da organização, a empresa criará mais uma experiência marca-consumidor: serão realizados doze eventos ao redor do mundo e uma das cidades privilegiadas será São Paulo.

Assim sendo, eu gostaria de desejar meus parabéns para a Harley-Davidson, excelência como produto, uma lenda como marca.

 

 

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O fenômeno das mídias sociais é cada vez mais forte no mundo do marketing e da gestão de marcas. Todas as empresas, não importam se pequenas, médias ou grandes, querem estar lá!

Uma pesquisa realizada pelo Altimer Group e Wetpaint para a revista Business Week (a pesquisa contou com as 100 empresas mais valiosas do mundo), mostrou que as corporações que investem em mídias sociais apresentam melhores resultados e uma receita final maior. Organizações que realizaram o investimento nas plataformas cresceram em média 18% em um ano.

Além do crescimento, é uma super oportunidade para conhecer mais de perto seus clientes, escutá-los e também saber o que estão falando sobre você. Todas querem ter um perfil nas redes sociais, mas antes é preciso entender “o porquê de tudo isso”.

“Algumas tecnologias da inteligência causam impacto profundo e alteram significativamente o modo como produzimos e tratamos as informações e nossas diversas representações no mundo físico e social, este é o caso das mídias sociais”. (André Telles)

É preciso saber o impacto que essa tecnologia causa e se está contemplado na estratégia de comunicação da empresa. Entender o “por que” da presença neste ambiente e saber quais as causas e efeitos que a instituição absorverá disso é fator chave para o sucesso da sua ação.

Mídias Sociais fazem parte de uma grande estratégia para a gestão da sua marca, mas não é a solução para todos os seus problemas, como algumas corporações acreditam. É preciso ter uma estratégia macro e dentro dela, um dos braços será uma plataforma online de relacionamento, em que a empresa tratará de igual pra igual com seus clientes.

Além disso, toda plataforma já vem com seu propósito de marca pré-estabelecido. Nós como empresa, precisamos saber disso e analisarmos se dentro da nossa estratégia, as ações podem ser realizadas sem acontecer nenhum choque de valores. Entender bem sobre a plataforma de mídia social que você quer atuar é essencial para criar potencial e diferencial competitivo.

Não adianta entrar em todas as mídias sociais achando que isso trará retorno. O mais importante é saber se a ferramenta que você utiliza tem potencial suficiente para seus objetivos e metas como marca. Caso ainda não esteja em nenhuma delas, um estudo mais profundo sobre cada uma determinará a escolha mais assertiva.

 

 

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MarcaUma das principais preocupações de um empreendedor que está começando no mercado gastronômico é como se diferenciar diante de tanta concorrência. Pode ser pela cozinha/chef, pelo atendimento ou pelo ambiente. O melhor é que a proposta englobe todos estes aspectos.

Mas e a marca?

Antes de se pensar em ter uma marca, é necessário que o serviço ou produto realmente valha a pena ser adquirido. O modo de gestão do negócio está intimamente relacionado aos seus diferenciais sobre a concorrência. Será sua identidade e o mais importante é que os consumidores percebam e reconheçam estas diferenças, formando assim o que podemos denominar imagem de marca.

Podemos citar como exemplo o Frangó, inaugurado em 1987 como uma rotisseria no largo da matriz, na Freguesia do Ó. Logo ficou famoso pelo seu frango grelhado e pratos prontos e, com o passar do tempo, deixou de ser uma rotisseria do bairro e ganhou fama pela sua extensa carta de cervejas e, principalmente pela sua coxinha. Sem contar o ambiente descontraído e o atendimento atencioso típico de bares de bairro. Hoje, é comum indicar o Frangó para qualquer turista que queira experimentar uma coxinha ou para aquele consumidor que queira experimentar cervejas importadas. Isso acontece com o sanduíche de mortadela e o pastel de bacalhau do Mercadão ou o bauru do Ponto Chic. Aqui, citei alguns estabelecimentos tradicionais de São Paulo, mas que construíram suas marcas focando em seus produtos como grande diferencial.

Uma boa marca transmite um determinado conjunto de informações que pode levar os consumidores a experimentá-la, a gostar dela, a repetir o ato de consumo e a recomendá-la positivamente. Ela retém o consumidor para o produto e serviço oferecido, retendo-o enquanto a proposta for cumprida, principalmente no mercado gastronômico, uma vez que a escolha por um bar ou restaurante é puramente emocional.

Diversos estudos já comprovaram que um cliente satisfeito tem o poder de atrair, em média, 6 novos consumidores. Por outro lado, os insatisfeitos afastam pelo menos 14 potenciais consumidores. E com as redes sociais, estes números podem se multiplicar numa velocidade impressionante. Afinal, você indicará aquele restaurante fantástico que você conheceu quando surgiu o assunto numa roda de amigos, mas todos saberão o nome daquele bar que o garçom lhe tratou mal ou daquele restaurante em que a comida não atendeu as suas expectativas.

Então podemos concluir que uma marca é um conjunto de fatores e ações que envolvem a preparação, entrega e manutenção dos atributos materiais e a imagem do seu negócio, onde a percepção positiva ou negativa do consumidor se materializa na marca, que identifica as virtudes ou falhas do negócio. A continuidade e qualidade dessa relação positiva consolida a marca como a melhor referência de identificação e, provavelmente, da repetição do ato consumo e, a partir daí, não são mais os atributos tangíveis dos produtos e serviços oferecidos que darão continuidade ao empreendimento, e sim a marca que promete e garante a entrega do que se espera daquele produto ou serviço.

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Imagem GabrielO nome de marca é um elemento importante a ser considerado ao longo da gestão da mesma. Não apenas por um motivo, tão pouco devido a uma única circunstância, mas sim por conta de seu caráter central, que se relaciona diretamente com diversos expoentes da estratégia.

O nome de marca é um elemento que permeia o meio verbal e visual, viajando através da fala, no processo popular, porém amplamente poderoso conhecido como “boca-a-boca” e, é tangibilizado, ou seja, fixado no espaço através do design do logotipo, sinal gráfico e identidade visual da marca.

Sobre o nome se sustenta o registro legal da marca, assegura aos seus detentores direitos sobre as vantagens competitivas por suas ações construídas e responsabilidades em relação a seus consumidores, fornecedores e parceiros.

E como surge o nome da marca?

O processo de escolha do nome de uma marca é conhecido como Naming; um processo multidisciplinar, que abrange conhecimentos relativos à linguística, design, cultura, marketing, estratégia e legislação. Processo que demanda inúmeras pesquisas, testes de viabilidade e que deve ser desenvolvido com olhar crítico por parte da equipe responsável, que não apenas deve gostar da opção escolhida, mas também se assegurar de sua funcionalidade e coerência em relação ao que a marca em questão vai representar, ou seja, deve se perguntar: Esse nome está de acordo com a categoria na qual a marca atua? O público se familiariza com sua sonoridade? Ele é fácil de ser pronunciado e escrito? Ele faz alguma associação negativa em relação a cultura na qual está inserido ou soa de maneira discriminatória? Ele é propício a uma representação gráfica satisfatória? É registrável e disponível como nome de domínio na internet? E isso apenas para dar uma amostra.

Uma vez criado, o nome se torna dinâmico, utilizado não apenas pela marca, mas também pelas pessoas que com ela convivem e se relacionam, ou, apenas sabem que ela existe.

Esse dinamismo coloca as marcas em um cenário no qual elas não têm mais total controle sobre o conteúdo relacionado a elas. Se antes as marcas transmitiam mensagens unilaterais através de anúncios para os quais os consumidores eram meros alvos, hoje elas participam de um grande diálogo no qual todos tem voz ativa e, nesse sentido, o nome da marca torna-se objeto central, sobre o qual a credibilidade pode ser construída ou transformada em “pó”.

Todas as ações, positivas e negativas, resultantes em acertos ou erros estarão vinculadas ao nome da marca. Portanto, não basta escolher um nome bonito e sonoro, fácil de ser registrado, com boa representação através do logo e da identidade, aceito e relevante na cultura na qual está imerso, capaz de diferenciar a marca e gerar reconhecimento. Muito mais do que isso, é preciso preencher esse nome de significado, relacionar ideias, estabelecer uma rede de conceitos única na mente dos consumidores.

Segundo essa perspectiva, retomo a noção de propósito como determinante para o sucesso da marca. É o propósito de marca bem definido que garante um alinhamento coerente nas ações estratégicas, permitindo que o quê a marca diz seja percebido de maneira autêntica para quem faz parte de sua equipe e para quem está de fora, sejam consumidores, parceiros, concorrentes ou pessoas que apenas sabem que a marca existe.

Essa percepção de alinhamento traz credibilidade para a marca, que passa a ser compreendida como autêntica, responsável e confiável, uma vez que ela cumpre aquilo que ela comunica, além de permitir soluções “diplomáticas” e satisfatórias em caso de eventuais problemas que passam a ser entendidos como algo que pode acontecer, mas que são resolvidos pela marca. Mas tal processo de construção de credibilidade demanda tempo, esforços e demora para ser percebido pelos gestores da marca e seu público.

No entanto o contrário, ou seja, problemas relacionados a falta de alinhamento entre o que a marca promete e o que ela realmente faz, são percebido quase que na velocidade da luz, principalmente nos dias de hoje com as redes sociais e o crescente poder dos consumidores.

Um exemplo interessante no qual a falta de alinhamento do propósito de marca e suas ações (ou até mesmo a falta de um propósito) se refletem negativamente no conhecimento do nome da marca é o quadro “Patrulha do Consumidor” apresentado por Celso Russomanno diariamente no “Programa da Tarde” da TV Record.

No quadro Russomanno ajuda consumidores a correr atrás de seus direitos e faz contato direto com as marcas evidenciando muitas vezes sua falta de alinhamento, comprometimento e responsabilidade, colocando o nome de marca na berlinda em rede nacional e internacional.

Veja um exemplo da abordagem de Russomanno no vídeo disponível no portal R7: http://migre.me/erZrj

Você quer que seu nome de marca seja disseminado de maneira positiva? Então não deixe de se aprofundar em questões relativas à gestão de marcas. Leia livros, estude cases de sucesso e insucesso e não deixe de acompanhar as novidades postadas pela equipe do InfoBranding. Com conhecimento, dedicação e esforço sua marca pode se consolidar de maneira satisfatória e seu nome veiculado de maneira positiva.

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AmandaHiga_Artigo#02_A marca pessoal como look do dia_imgRepletas de seguidores, ou melhor, seguidoras em sua grande maioria, as blogueiras tornaram-se referência de moda, beleza e modernidade para milhares de fãs. Ícones de inspiração nas redes sociais, diariamente publicam seus interesses, looks, os locais que frequentam, expõem suas preferências e até seu dia-a-dia ao público.

Passando a apostar em sua marca pessoal para garantir sucesso, o potencial destas blogueiras e outros influenciadores foi enxergado pelas empresas, tornando-os parceiros comerciais que fizeram do hobby um negócio lucrativo.

A “Marca Você”, termo apresentado por Tom Peters, deve ser única e mostrar seu conteúdo de forma diferenciada. Essa expressão de marca deve sempre refletir sua personalidade, trabalhando não só a linguagem visual, mas a verbal e a não verbal, expressando sua essência e identidade. Ou seja, a marca pessoal deve ser look do dia-a-dia.

As inspirações e referências coletadas precisam ser internalizadas para que se transformem em autenticidade assim como informações e conhecimento sejam convertidos em sabedoria.

“Para ganhar conhecimento, adicione coisas todos os dias. Para ganhar sabedoria, elimine coisas todos os dias.” Lao-Tse.

Seja a sua marca pessoal moderna, básica, gótica, prática, esportiva, largada, engraçada ou esquisita, o importante é valorizar e estar de acordo com o seu conteúdo interno.

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Fazer a gestão de uma marca não é tarefa fácil nem sai barato. Imaginem então os investimentos necessários para uma empresa criar, desenvolver, lançar, comunicar e monitorar o desempenho de várias marcas? Ao possuir um vasto portfólio, será que a empresa consegue dedicar suficiente tempo e dinheiro para torná-las relevantes, únicas, consistentes e perenes? Pensando sob essa perspectiva, fica mais simples entender a estratégia da Unilever, anunciada em 1999, de reduzir seu portfólio de 1.600 para pouco mais de 400 marcas.

Para ficar ainda mais complexo, consideremos o novo mundo em que vivemos a partir da virada do milênio, com uma nova estrutura social dominante: a “Sociedade em Rede”. A internet alavancou uma transição social resultante de três processos – a revolução da tecnologia da informação, a crise econômica e o apogeu de movimentos socioculturais (direitos humanos, ambientalismo, etc.) – e a partir dela, uma nova economia informacional/global (CASTELLS,1999). As marcas contemporâneas, e seus gestores, ainda estão aprendendo a lidar com esse cenário desafiador, com produtos e serviços cada vez mais semelhantes e substituíveis (“comoditização”), impactando e saturando umcidadão-consumidor conectado com tudo e todos, por meio de seus celulares e tablets, a cada momento, em qualquer lugar.

Como organizar o portfólio de marcas? A empresa tem muitas marcas ou poucas? Deve estender as marcas que já possui, comprar marcas já existentes, ou criar novas? Como estruturar o portfólio nos diferentes países onde a(s) marca(s) atua(m)?

O objetivo da arquitetura de marca é justamente resolver essas questões da melhor forma possível, alavancando o portfólio, maximizando os investimentos. Podemos entender a arquitetura de marca como um esquema organizador do papel de cada uma das marcas do portfólio e das relações estratégicas entre elas. Afinal, conforme nos explica Kapferer (2010), o portfólio de uma empresa não pode ser encarado como simples coleção de marcas reunidas ao acaso, mas sim conformando um grupo coerente e bem estruturado, no qual cada marca tem sua função e lugar bem definidos.

Um dos pontos mais importantes da arquitetura de marcas é a definição do relacionamento entre elas. Aaker e Joachimsthaler (2000) desenvolveram um modelo,sistematizando essas relações, conhecido como “espectro de relacionamento de marca” (ver Figura 1). Em um extremo, temos a Casa com Marca, também conhecida como arquitetura monolítica (uma única marca). No outro, a Casa de Marcas, ou arquitetura independente, composta por várias e diferentes marcas, com pouca ou nenhuma conexão entre elas. É justamente sobre esse último tipo do espectro, marcas sem conexão, que podemos indagar: mas será possível, nos dias de hoje, com a nova cultura de interatividade e participação, do acesso direto e da informação contínua, que as empresas ainda escondam a sua conexão com as marcas do portfólio?

Figura 1 – Espectro de relacionamento de marcas

Fonte: Ilustração da autora sobre o espectro de Aaker e Joachimsthaler (2000).
Fonte: Ilustração da autora sobre o espectro de Aaker e Joachimsthaler (2000).

 

Para responder, entrevistamos o próprio David Aaker. E a resposta foi: “depende da marca e do público. Para alguns ainda existe separação. Poucos percebem que a Disney detém a ABC, por exemplo”[1]. Porém, basta acessar o site da Disney/Rede ABC[2] para facilmente constatarmos a conexão entre as marcas citadas no exemplo. Está lá, acessível para qualquer um que se interessar.

A demanda por transparência e responsabilidade é uma forte característica do contexto social contemporâneo, no qual o público quer (exige) saberquem é a marca por trás das marcas – e esse fato deve influenciar as decisões de arquitetura. As empresas não estão mais escondidas e inacessíveis. Ao contrário, suas ações – e as marcas de seu portfólio –  podem ser analisadas, interrogadas e comunicadas para um número infinito de pessoas por um simples clique do mouse.

Assim, vemos que os portfólios de arquitetura independente, do subtipo sem conexão, estão desaparecendo, ou melhor, estão se conectando. Frente aos acontecimentos da nova sociedade da informação globalizada, podemos perceber que a gestão de portfólio de marcas é um desafio crescente e atual. O que faz o estudo das estratégias de arquitetura de marca, mais do que nunca, pertinente.

REFERÊNCIAS

AAKER, D.; JOACHIMSTHALER, E. The Brand Relationship Spectrum: the Key tothe Brand ArchitectureChallenge. California Management Review, v. 42 , n. 4, p. 8-23, 2000.

CASTELLS, M. A Era da Informação: economia, sociedade e cultura. São Paulo: Paz e terra, 1999.

KAPFERER, JN. New Strategic Brand Management: creating and Sustaining Brand Equity Long Term. London: Kogan Page, 2008.


[1]Entrevista concedida por e-mail no dia 8/ago/2012. Resposta original: “Some good questions. It depends on the brand and the audience. For some there is separation. Few realize that Disney owns ABC for example”.

[2]Disponível em : <http://www.disneyabctv.com>


 

Flavia Igliori Gonsales: consultora e pesquisadora, Flavia tem mais de 15 anos de experiência em criação e estratégia de marca. Foi diretora de branding na Agência Africa (Asia Branding), consultora sênior na BrandAnalytcis (atualmente, Kantar Millward Brown Brasil) e diretora de arte em agências como Banco de Aventos e Len Comunicação e Branding, entre outras.

Em 2016, Flavia ganhou a “Doctoral Dissertation Research Award” da Comissão Fulbright, bolsa-prêmio que a fez pesquisadora visitante na Lundquist College of Business, University of Oregon.

Professora em cursos de MBA e pós-graduações em escolas de negócios como BSP, FIA, Alfa e Sustentare, Flavia é doutoranda em Ciências da Comunicação na ECA-USP, mestre e graduada em Arquitetura e Urbanismo pela FAU-USP.

flavia_gonsales@usp.br
www.linkedin.com/in/flaviag/

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Marca BrasilSim, esse artigo discutirá o país pela ótica do Branding. Afinal países já não são apenas regiões geográficas, hoje são marcas, com atributos, propósito, posicionamento, missão, visão e valores. Isso tudo visando atrair turistas, capital e empresas de todo o globo.

Mas como tem sido administrada a marca Brasil?

Analisando o cenário global e a “empresa” República Federativa do Brasil, temos como oportunidade de visibilidade os grandes eventos como a Copa do Mundo de Futebol FIFA e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Mas da mesma forma que nossa marca está exposta, nossos pontos fracos começam a interferir na imagem dela.

Pontos fracos que já se tornam eminentes na organização desses eventos. Ao longo das obras, o país tem demonstrado imaturidade, péssima gestão organizacional, financeira e de marca. Partimos para o propósito da nossa marca, ponto imprescindível para o sucesso da mesma, mas que não está claro quando falamos da marca Brasil. Seus administradores não pontuam até onde queremos chegar e como faremos para atingir esse objetivo. Pecamos também pela da falta de transparência, atributo negativo, mas que é visto em abundância em nossos “gestores”.

Partimos para análise dos nossos conceitos de comunicação, sempre apoiados na alegria de um povo hospitaleiro e em nossas belezas naturais. Porém, recentemente uma turista norte-americana foi estuprada numa van na cidade do Rio de Janeiro. E como podemos falar de natureza como atributo positivo de marca sendo que devastamos a Mata Atlântica, já desmatamos grande parte da Floresta Amazônica e muitos de nossos rios estão poluídos. Estas contradições acabam negativando nossa credibilidade e o valor de nossa marca.

Outro ponto essencial para a competitividade no mercado é o investimento em pesquisas, novas tecnologias, inovação e na capacitação da sua mão-de-obra. Os talentos brasileiros sofrem pela falta de investimento, falta de centros de qualificação profissional, falta de verba para realização de pesquisas, remuneração baixa e excesso de burocracia. Dessa forma a criatividade nata do povo brasileiro se perde por falhas de uma gestão pública arcaica. Esses problemas organizacionais fazem com que o país perca força competitiva. Hoje, seus concorrentes diretos, China e Índia, têm demonstrado melhor capacidade de gestão e apresentado inovações relevantes para o cenário mercadológico global.

Infelizmente o mercado já pontua os aspectos negativos da imagem de nossa marca, como retratado na matéria do site Time World, da revista Time, Brazil’s No-Blame Game: How Impunity Imperils the Country’s Image (O jogo de “deixa quieto” do Brasil: Como a impunidade põe em risco a imagem do país).

“O mundo irá para o Brasil e, sem dúvida, se deliciará com o clima quente e simpáticos anfitriões. Mas eles não estarão suscetíveis a ficarem impressionados com a infraestrutura ao seu redor. Se os jogos não vão de acordo com o plano, os brasileiros não terão ninguém para culpar além de si próprios. Só não esperem que alguém seja responsabilizado.” Trecho retirado da matéria citada acima.

É nítido o descaso e forma de gestão retrograda dos administradores do Brasil, porém nessa “empresa” somos nós “funcionários” que temos o poder de escolher nossos líderes. Essa marca tem potencial, a brasilidade é um atributo admirável no cenário global, temos capacidade para sermos competitivos. A Embraer e a Havaianas são exemplos positivos da competência do brasileiro, cabe a nós zelarmos pela imagem de nossa marca.

 

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